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O discipulado segundo a Escritura

Parte 1
“Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais
que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda
hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes.”
Salmos 78.5-6

O que estava por trás do espírito discipulador de Richard Baxter é avaliado neste
capítulo, com o estudo do discipulado na Bíblia, tal como visto no ensino do Antigo
Testamento sobre a necessidade de instruir o povo de Deus, e tal como visto no
ministério e na ordem de Cristo, bem como nos ensinamentos de Paulo para fazer
discípulos. Baxter tinha inteira consciência dessa base bíblica, como expressou a seus
colegas: “Irmãos, supõem vocês que agora os convido para fazer esse trabalho [a
catequese individual de suas ovelhas] sem a aprovação de Deus, sem o consentimento
da antiguidade, sem a permissão dos teólogos Reformados ou sem a convicção de nossa
própria consciência?” E ele passa então a citar o Diretório de Westminster: “É dever do
ministro não apenas ensinar publicamente o povo confiado a seu encargo, mas também
privadamente admoestar, exortar, reprovar e confortar, em todas as ocasiões oportunas,
tanto quanto o permitam seu tempo, energia e segurança pessoal”.1 Baxter cita João
Calvino, para quem, “pastores e presbíteros estejam vigilantes nisto, de quem são
funções não só pregar ao povo, mas também admoestar e exortar de casa em casa e
declarar estar limpo do sangue de todos, porque o apóstolo não cessava de admoestar a
cada um, com lágrimas, noite e dia”.2 [cf. At 20.20, 26, 31] A dedicação de Calvino em
demonstrar a base bíblica para a sua posição era algo que Baxter também possuía, e o
mesmo devemos fazer.

1. Do que trata o discipulado
A ideia de discipular remete-nos imediatamente às palavras de Jesus:
Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos
de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que
estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt 28.18-20).

O estudo da Grande Comissão tem levantado algumas perguntas, sendo
as mais recorrentes:
Deve ser colocada mais ênfase no “Ide” ou no “fazei discípulos”?
Qual é o significado do “fazei discípulos”?
Qual é a importância do “batizando” e do “ensinando”?
O lugar e importância do “indo” (poreuthentes) na ordem de Jesus
A tendência mais comum em nosso meio é interpretar a Grande Comissão como
uma ordem para “ir”, em apoio a missões transculturais e estrangeiras. Desde menino,
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Baxter, R., The Reformed Pastor (Lafayette, IN: Sovereign Grace Publishers, 2000), pág. xiv.
Calvino, J., As Institutas, edição clássica (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006), IV,XII,2.

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(2) Uma segunda posição a respeito do lugar e importância de poreuthentes na ordem de Jesus enfatiza matheteusate (“fazei discípulos”). o ponto de partida para essa posição foi a publicação. O verbo principal dessa passagem. C. por Arie C. “tendo ido” ou “quando forem”. (3) Uma terceira posição a respeito do lugar e importância de poreuthentes na ordem de Jesus minimiza o “ide” inteiramente. pág. Essa interpretação resultou da crítica feita à posição acima e ao seu entendimento de missão. Na verdade. é matheteusate (fazei discípulos). do livreto de William Carey. Canadá: Essence Publishing. que hipertrofiou o particípio às custas do imperativo. An Enquiry into the Obligation of Christians to Use Means for the Conversion of the Heathen (Um estudo sobre o dever dos cristãos empregarem meios para a conversão dos pagãos). Seus defensores. “um particípio é sempre sintaticamente subordinado ao verbo principal. mas o particípio acaba desaparecendo de sua interpretação. A ênfase deverá estar no “fazei discípulos”.” Sempre me pareceu que alguém deveria ficar para. ensinada e estimulada por sermões baseados em traduções que apresentam o poreuthentes como o imperativo da Grande Comissão. pág. sustentaram esses críticos. 2 . Ele mandou ir. como os da posição anterior.19”.”4 não podendo nesse caso ter força de imperativo. Não podemos aceitar a “Indústria de Missões” das grandes (ou pequenas) agências missionárias. mais do que o “fazei discípulos”. no século 19. J. org. (1) A primeira posição enfatiza o “Ide”.3 Carl Bosma apresenta quatro posições diferentes a respeito do lugar e importância de poreuthentes na ordem de Jesus.19”. Segundo Bosma. Isso sem dúvida eles deveriam fazer. 2006). poreuthentes é assumido como o imperativo da Grande Comissão. não sendo “ide”. porque Jesus já deu essa ordem. mas o fato é que o assunto não ficava bem resolvido. mas não podemos igualmente ignorar a nossa responsabilidade evangelística em relação a todas as etnias. que precede o verbo). 243 e segs. mas autores que defendem essa interpretação chegam a omitir inteiramente o matheteusate (“fazei discípulos”) em favor de poreuthentes (“indo”. que para eles é “ide”). 249. baptizontes (batizando) e didaskontes (ensinando) ter maior ênfase. especialmente com apoio das edições do Novo Testamento em que ele é traduzido como “Ide”. Seus defensores reconhecem e demonstram exegeticamente a força imperativa 3 Bosma. não podendo os particípios poreuthentes (indo. “Missions and Greek Syntax in Matthew 28. Cada crente é um discípulo e um discipulador. mas “indo”. Parece bom. porém. porém. pelo menos. Comumente. 4 Idem. Dessa posição resulta uma definição de cada crente como missionário e de missões mais como atividade local do que distante. continuando a ser essa a posição predominante entre os evangélicos até hoje.ouço pregadores desafiando: “Não espere uma ordem de Deus para ir. Os discípulos tinham de sair de Israel e incluir os gentios em suas preocupações evangelísticas. in For God so Loved the World. Em seu ensaio “Missions and Greek Syntax in Matthew 28. mas eliminar o “ir” é um equívoco que não pode ser biblicamente tolerado. também rejeitam que poreuthentes possua qualquer força imperativa. Leder (Ontário. apagar a luz e vender as propriedades da igreja. (4) A quarta posição a respeito do lugar e importância de poreuthentes na ordem de Jesus veio corrigir os exageros das posições anteriores.

até porque. Reconhecer a força imperativa de poreuthentes.5 Há um mundo inteiro a ser discipulado e os seguidores de Jesus têm de se mexer. Ocorre que ele tem em Mateus 28. Wegenast. 266. o processo não se completa com o batismo e as primeiras instruções. com a pressuposição de que. O significado do “fazei discípulos” (matheteusate) Qual é o significado de “fazer discípulos”? Segundo Hendriksen. "Mathetes. Is 54. Mc 14. tal pessoa está pronta para o batismo e desejosa de apropriar-se do ensino”. Comentário do Novo Testamento – Exposição do Evangelho de Mateus (São Paulo. preocupação divina exibida no Antigo Testamento (Gn 9. sem a obediência a esse aspecto da Grande Comissão. O “pregai” de Marcos 16. vol. com certeza. “todas as coisas que vos tenho ordenado”.1. o uso de didasko (ensinar) nos sinóticos “não transmite a ideia de desenvolvimento das habilidades da pessoa. 2.3). de sua instrução sobre como viver.1-23.9) Ele os ensinou (Mt 5–7) Ele lhes deu tarefas e os comissionou (Lc 10.2. embora o convertido já seja um discípulo. mas sim. porém. O significado de mathetes (discípulo) impede que pensemos em discipular como algo que se possa fazer por meio de contatos rápidos e superficiais entre o discipulador e o discípulo. bem como trabalho (Lc 9.15 é aqui ampliado de modo que os crentes em geral têm a responsabilidade de.27.8 Características do treinamento de Jesus Ele os amou (Jo 15. em toda parte. A igreja não pode esquecer o “ide”. 6 3 . em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1. K. ao contrário do que propunha a primeira posição.12-16. embora implique isso. mas muito mais virá depois. porque. 8 Rengstorf." In Obra citada. e que é parte do relacionamento com o mestre. 15. pág. W. 7 Wegenast. Mathetes é um aluno que deverá estar engajado em um aprendizado que desafia a sua mente. envolve também comunicar-lhe pessoalmente ordens baseadas na interpretação e declaração da vontade de Deus”. e demanda tempo. na verdade. SP: Editora Cultura Cristã.15) Ele lhes deu autoridade. H. não se trata de “fazer convertidos”. pág.1-3. O “fazei discípulos” deve ocorrer em “Jerusalém. Muita gente há para ser alcançada e muito a ser ensinado. 2001). mas ela trata principalmente de “fazei discípulos”.de poreuthentes. 763.1) 5 Idem. Após a apreciação dessas quatro posições a respeito do lugar e importância de poreuthentes na ordem de Jesus. 556. Mc 16. concluímos que não se pode eliminar o “ide” da Grande Comissão. K.8). não significa. Artigo citado. págs.7 Isso exige proximidade entre discipulador e discípulo. aprender e transmitir os ensinamentos de Jesus.19 “uma função preparatória e comunica a urgência de uma tarefa próxima e importante”.32-37. reduzir a Grande Comissão ao “ide”. Mt 14. Hendriksen.13-21. Segundo K. Esse comentarista pondera que “sendo batizada e sendo ensinada a pessoa se torna um discípulo. não serão alcançadas “todas as nações”.2. 699-705.6 Algum ensino ocorrerá antes do batismo. 21. Sl 117. uma vez que Jesus determinou que sejam alcançadas todas “as nações”.

701. continuará após a conversão.702. o evangelho deveria ser obedecido (Dt 4. Mt 26. B. na verdade uma parte importante. são essenciais para se fazer discípulos hoje. 9 Hughes. M.3-11.29. Lc 6. isto é.14) e para ser como ele (Mt 10. A verdade ensinada deve ser praticada … só então alguém será verdadeiramente um discípulo de Cristo (Jo 8.2.40).28-36.33) Ele tinha legítimos círculos de intimidade (Mc 5. Anthony (Grand Rapids. Gaebelein (Grand Rapids.12 para Baxter. Mateus. R.2. Tiago e João. Org. "Matthew". mas apenas parte. 2.47) Ele lhes serviu de exemplo (Lc 5. pág. por Frank E. 209. todos os que o seguiram em muitas ocasiões (Mc 6. 8. É evidente que o ensino tem lugar desde o princípio do processo de discipulado. Org.31)”. The Reformed Pastor (Lafayette. Jesus ensinou os doze.34). 14. serviço vital no mundo e envolvimento na comunidade cristã”. Os doze foram chamados para “estarem com ele” (Mc 3. por Michael J. Para pastorear e ser um discipulador. Jo 2.18) Ele reconheceu as suas diferenças e os chamou individualmente (Lc 5. Ele terá de estar com o seu povo e deverá abrir-se como fez Jesus.11 O erudito D.6). pois Jesus incluiu no programa “todas as coisas que vos tenho ordenado”. o aprendizado e o relacionamento. com os quais privou de momentos especiais e desfrutou de um relacionamento mais chegado (Mc 5. ensinando-os a guardar (terein. “Discipling”. “Mero entendimento mental ainda não faz um discípulo. pág. 9. IN: Sovereign Grace Publishers. 2000).33) Ele os repreendeu (Mt 8. In Evangelical Dictionary of Christian Education. Coaching.10 A importância do “batizando” (baptizontes) e do “ensinando” (didaskontes) no discipulado Não é correto limitar o “ensinando” – que juntamente com o “batizando” caracteriza o discipular ou “fazer discípulos” – apenas à pregação do evangelho aos descrentes. e agora eles farão discípulos.26. UK: Kingsway Communications Ltd.32) [Jo 17] Ele os encorajou (Jo 16. pág.14). D.25. A. Lc 6. e ele ensinou Pedro. Discipling. ele ensinou os setenta. Hendriksen. Esse ensino. Carson pondera que “dificilmente pode o Novo Testamento conceber a ideia de um discípulo que não seja batizado nem instruído”. porém. 18. que resulta na conversão dos eleitos. In The Expositor's Bible Commentary. Precisamente como no caso da lei de Moisés. A. 2003).37). 12 Carson.18) Ele orou por eles (Lc 22. 11 Friedeman. vol. tudo o que “produzirá santo caráter. o pastor não poderá ficar escondido no púlpito ou em qualquer programa ou atividade da igreja. os que permaneceram próximos a ele na maior parte do tempo de seu ministério (Mc 3. quando o evangelho é apresentado ao descrente.37. Nosso Mestre ensinou multidões.1. como o foram para Jesus discipular os doze.37.Ele passou com eles tempo longe do público (Mc 2. MI: The Zondervan Corporation. Mc 9. 3. 13. Mentoring (Eastbourne. 10 4 . os que foram enviados por ele em uma missão de treinamento (Lc 10.13 e a extensão do ensino deve seguir o modelo adotado pelo próprio Jesus. Lc 9. 13 Baxter.22. “todos os cristãos são discípulos. vol. págs. Jo 1.33)9 Ambos. Lc 9.20).15. 9. pág. 1984). É parte do quadro. Jo 4. guardar ou observar) “todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.23. W. 2001). para colocar os seus ensinamentos em prática. alunos de Cristo”. MI: Baker Academics. 597. 17).

porém. H. Sozinho.14 O contato próximo com um grupo menor é certamente mais eficaz. Org. vol.34 pode ser vista essa conexão entre pastoreio e ensino. igualmente caracteriza o pastoreio. sentiu por elas compaixão. O discipulado sob Moisés A expressão “fazer discípulos” ou discipular traz à nossa mente as palavras de Jesus em Mateus 28. pág. Jesus então as ensinou. não-formal e informal. "Expondo estas coisas aos irmãos". por sua vez. Eerdmans Publishing Company. adotando o modelo de Jesus e seguindo o conselho de Paulo a Timóteo. Artigo citado. não Moisés. assim como pastoreia e discipula seu Conselho e possivelmente outros grupos pequenos. é claro. um grupo mais chegado que ele treinará para servir a comunidade ensinando. a ideia de discipulado pode ser encontrada bem mais cedo na Bíblia. bem como o tempo. O pastor-mestre pastoreia e discipula a sua igreja ensinando-a.21). C. Moisés e Elias. Com esse conceito em mente. K. formal. “A falta de qualquer expressão no 14 Friedeman. participarão do discipulado da comunidade ensinando na Escola Dominical. 1. De acordo com a ideia de discipulado desenvolvida no Judaísmo. mas. K. pág. por Gerhard Kittel e Gerhard Friedrich.6). uma definição mais abrangente de discipulado incluirá o investimento feito pelo programa de ensino da igreja em sua inteireza.8 (na LXX.19. 15 e esse é o conceito que encontramos no Novo Testamento. Mesmo Richard Baxter — tido historicamente como um modelo de pastor — teve seus auxiliares. 557. Quando Jesus viu as multidões. um mestre “reunia a seu redor um círculo de discípulos". Mueller. MI: William B. Por essa razão. “Moisés” era ensinado nas casas e mais tarde nas sinagogas (At 15. Mas essa ideia de transmissão não começou no Novo Testamento. porque eram como ovelhas sem pastor. Com algumas diferenças. 488. porque mathetes (discípulo) "não ocorre na tradição estabelecida da LXX"iii e porque “o hebraico equivalente talmîd ocorre apenas em 1 Crônicas 25.16 Ele sustenta que Josué e Eliseu eram assistentes e servos de. "Mathêtês. dirigindo estudos bíblicos ou liderando trabalhos diversos. Traduzido e condensado por George Bromiley (Grand Rapids. como veremos a seguir. a energia e a atenção dedicados a grupos pequenos de crentes. 2. manthanontes)”. energia e atenção por um líder de formação espiritual em um número relativamente pequeno de alunos para facilitar qualidades cristãs”. respectivamente. o pastor-mestre não conseguirá alcançar e ensinar pessoalmente todos os crentes. H.2). Em Marcos 6. e certamente não por muitos anos.1)." In Theological Dictionary of the New Testament.i porque. não eram discípulos. mas todos seguiam o mesmo Deus. Artigo citado. Rengstorf sustenta que não é correto chamar de “discípulos” um grupo especial do Antigo Testamento para diferenciá-lo “de todo o povo”. tal como tiveram Jesus e Paulo. "serás bom ministroii de Cristo Jesus" (1Tm 4. 1985). como se não estivéssemos discipulando ao ensinar grupos maiores (Lc 10. Portanto. discipulado é “investimento de porções concentradas de tempo. 15 5 . pelo que aprendemos da Escritura. não é correto limitar o discipular apenas ao trabalho com um grupo pequeno. o pastor-mestre transmitirá a Palavra “a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros" (2Tm 2.Em nossos dias tem sido enfatizado o discipulado que resulta do relacionamento próximo do discipulador com um grupo pequeno. como ele faz. Paulo aconselha seu discípulo e jovem pastor Timóteo. 16 Rengstorf. Segundo Friedeman. Estes. como o ensinar caracteriza o discipular.

que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito. Deus empregaria então o seu poder para convencer o rei do Egito (Êx 3. 4. “O ritual incorporava um aspecto didático.10) e profetas (Dt 13.1). Foram sinais transmitindo uma mensagem do Senhor ao Faraó — ele deveria ficar sabendo quem era o único Deus — e ao povo da aliança — que deveria saber quem era seu Deus pactual —. dizendo: “Vai ter com Faraó. O Deuteronômio enfatiza a centralidade do ensino e do aprendizado em Israel. 17. então encontraremos discípulos e discipulado no Antigo Testamento. At 11. tal como descrita na relação professor-aluno.26) — todos os seguidores que chegam à fé e obediência após terem ouvido a Palavra. Aí está o discipulado no Antigo Testamento.28) ou de qualquer sacerdote ou profeta do Antigo Testamento. quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas”. para que eu faça estes meus sinais no meio deles. Aprendendo com sinais e com símbolos Quando decidiu que era tempo de libertar Israel do Egito. Ne 8. Em Êxodo 10. Ed 7.10) e Moisés tinha a responsabilidade de ensinar (1. e muito menos poderiam eles ser chamados de discípulos de Moisés (o que os fariseus do tempo de Jesus se denominavam.7). Muito tempo antes das sinagogas se ocuparem disso.5. Os israelitas agora deixariam o Egito e a escravidão para trás. 6. uma revelação sobre Yahweh que deveria ser transmitida aos seus descendentes.10). quem era Yahweh. chamando a atenção para o fato de haver Deus poupado as casas dos israelitas quando ele golpeou os egípcios e comunicou 17 Mueller.6-9. A mesma preocupação divina com o ensino é demonstrada em Êxodo 12. de modo que a cada Páscoa havia uma repetição da história redentiva. porque lhe endureci o coração e o coração de seus oficiais.19) e os sacerdotes (Dt 33. mas sabia que o Faraó haveria de resistir.”17 Os aprendizes da lei não eram chamados de discípulos de Deus no sentido encontrado no Novo Testamento. Ml 2. mas também aos israelitas.1-5) ensinavam a lei de Deus (2Cr 15. Os prodígios operados pelo Senhor foram mais do que milagres realizados para assustar o Faraó e forçá-lo a libertar Israel. Jo 9. o Senhor chamou Moisés e o enviou ao Faraó (Êx 3. 10. a preocupação divina com o ensino sempre esteve presente e. 6 .Antigo Testamento para aprendiz. cf.6-8). Deus é apresentado como o grande mestre (4. e para que saibais que eu sou o SENHOR” (meu destaque). e para que contes a teus filhos e aos filhos de teus filhos como zombei dos egípcios e quantos prodígios fiz no meio deles.1-2 Deus falou a seu servo Moisés sobre o Faraó. objetivamente.19-20). A Páscoa deveria ser comida enquanto eles se preparavam para fugir. Artigo citado. os pais receberam a ordem de ensinar os seus filhos (Dt 11. e se chamarmos discípulos — como faz o Novo Testamento em várias ocasiões (cf.6.14. 27. prendese à consciência de Israel de ser um povo eleito. Os “prodígios” que o Senhor fez foram dez pragas que ensinaram ao Faraó. Será então o caso de concluirmos que não se encontra discipulado no Antigo Testamento? Se chamarmos de discipular o processo de ensino da Palavra de Deus para todos.3.26. o anjo da morte ceifava a vida de todos os primogênitos naquela terra e dentro das casas hebraicas as crianças eram ensinadas acerca do significado daquela cerimônia: "É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR. pág. Como veremos a seguir. 485.1-12. o ensino da lei foi ordenado por Deus e instruções específicas foram dadas aos pais para que instruíssem os seus filhos (Dt 6.

é de se esperar que aqueles que têm o cuidado de perguntar a respeito do caminho haverão de encontrá-lo”. a Palavra de Deus foi ensinada para fazer 18 Harman. No que concerne à aplicação. o pastor deve ser intencional. VanGemeren (Grand Rapids. A." In New International Dictionary of Old Testament Theology and Exegesis. A expressão “É isto pelo que o SENHOR me fez. os pais foram instruídos a discipular os seus filhos. 1045. 1997). considerai a grandeza do SENHOR. hoje.9). 7 . justificando também o lugar que Baxter concedeu à aplicação no processo de ensino. As gerações seguintes não poderiam dar testemunho em primeira mão. de modo que as crianças vejam e perguntem a respeito do significado de tudo aquilo. Os pais judeus ainda adotam esse costume em nossos dias. eles deveriam conhecer e obedecer ao Senhor. “Qual é o significado de todo esse cuidado e exatidão ao comer esse cordeiro e esse pão sem fermento. praticá-la e contar a seus filhos. 1. 7). A ideia divina não era que eles deveriam usar filactérios presos no braço esquerdo e na fronte.”18 É notável que a pergunta para a resposta acima tenha sido “o que isso significa?” (NKJV). O Senhor exige muito deles: “Considerai hoje (não falo com os vossos filhos que não conheceram. porém. Êx 13. 1976). que é responsabilidade dos pais conservar as crianças por perto quando realizam as cerimônias ordenadas por Deus. Não pode ser diferente conosco. porque dos discípulos e alunos é exigida a obediência. Como diríamos agora. Desde o começo.que cada primogênito deveria ser redimido. porque aqueles israelitas haviam pessoalmente contemplado aqueles prodígios e seus filhos tinham de saber que tais coisas de fato aconteceram. porquanto os vossos olhos são os que viram todas as grandes obras que fez o SENHOR” (Dt 11.. de acordo com o qual deveria ser pautada a sua conduta.8) enfatiza a importância do testemunho da primeira geração após o êxodo. para temer e obedecer ao Senhor.. mas de saber e compreender o seu significado para recordar o que Deus havia feito. Faremos melhor. 187. o que o Senhor havia feito por eles. onde e quando Deus realizou atos poderosos para que pessoas de todas as épocas pudessem conhecê-lo. pág. nem viram a disciplina do SENHOR. mas afirmariam a Palavra revelada de Deus e. que os filhos fossem instruídos de modo a relacionar sua vida à História. como a primeira geração. MI: The Zondervan Corporation. mas Deus não tencionou que esse procedimento fosse transformado numa simples formalidade. concluindo pelas instruções dadas a Moisés. 19 Henry. MI: Guardian Press. e sim. "Passover. vosso Deus). quando saí do Egito” (Êx 13. Não se tratava apenas de cumprir rituais. pág. E o Senhor diz ainda: “Ensinai-as [as minhas palavras] a vossos filhos” (v. M. será como sinal na tua mão e por memorial entre os teus olhos. no futuro (amanhã. Org. Matthew Henry's Commentary's on the Whole Bible (Grand Rapids.. Aprender para obedecer e ensinar Este livro desafia os pastores de nossos dias por destacar o ensinamento bíblico que serviu de base para a preocupação discipuladora de Richard Baxter e a ênfase desse pastor na instrução pessoal. Yahweh que os havia tirado do Egito também lhes concedera um padrão para a vida. vol. para que a lei do SENHOR esteja na tua boca. vol.. Mais do que isso. 19). como se tornou tradição mais tarde entre os israelitas religiosos. Deveriam conhecer a lei. M.2.14). 4. não casual. mais do que todo o cuidado com o alimento comum? Por que tal diferença entre essa e as outras refeições?”19 Matthew Henry acrescenta a essa observação que “é bom ver uma criança inquiridora sobre as coisas de Deus. seu testemunho deveria ser parte de sua vida: “. por Willen A. pois com mão forte o SENHOR te tirou do Egito” (Êx 13. a sua poderosa mão e o seu braço estendido .

.. Para conseguir isso. Momentos formais 20 Mueller. 23 Henry. Em Deuteronômio 4.. V.21 Eles haviam aprendido a ensinar. vol. A ideia de que o povo de Deus deveria conhecer os mandamentos. mas então seus paroquianos mostraram-se preparados para continuar o seu trabalho de discipulado.20-25). para ensinar seus filhos a fazer o mesmo. como Paulo dissera a Timóteo que deveria ocorrer (2Tm 2. deveriam ser muito cuidadosos para não esquecer o que Deus havia feito em benefício deles. Artigo citado.”20 O propósito daquela instrução foi que o povo vivesse na terra prometida de acordo com a lei.22 Como explica Matthew Henry.6 afirma que esses pais deveriam ensinar seus filhos enquanto realizavam as tarefas diárias..9-10). 484. ansiavam pela salvação de seus vizinhos e eram pessoalmente meus assistentes ." In New International Dictionary of Old Testament Theology and Exegesis. De acordo com Baxter. A fidelidade absoluta a Yahweh caracterizada pela recitação do Shema moldava a identidade religiosa da criança desde os primeiros anos (6.2).5-10. 21 8 . também. mas. observá-los e ensinar o temor do Senhor para outros — particularmente seus filhos — de tal modo a afetar a totalidade de sua vida. os pais. pág.”. "Education in the Old Testament. 438.html 22 Wilson.diferença na vida do povo de Deus. é muito clara em Deuteronômio 6.com/baxter/pages/bio. então. “Aprender significa o processo pelo qual as experiências passadas do amor de Deus são traduzidas pelos que aprendem em obediência à Torah de Deus. após trabalhar em favor da restauração de Charles II. Desde o começo. H.4-9). pág. desse modo. eles já vinham fazendo mesmo com Baxter. e ele explica a seguir por que o povo deveria aprendê-la. Richard Baxter: Mere Christian. tudo o que tinham visto deveria ser ensinado aos seus filhos e netos. I. Deuteronômio 6 ensina que “os que amavam o Senhor Deus deveriam fazer o possível para que os sentimentos de seus filhos se envolvessem com ele e assim evitar que fosse desfeita na família a herança da religião”. feita pelos pais na forma de credo (6. como os existentes na lei que os israelitas haviam acabado de receber. vol. e nenhuma outra possuía estatutos e justos preceitos. Os preceitos divinos deveriam ser cuidadosamente observados para capacitá-los a proceder com sabedoria e discernimento e. Em 1660. mas as autoridades o impediram de fazê-lo. já faziam. 4. A primeira ênfase de Moisés foi exatamente em que Deus lhe ordenara ensinar a lei ao povo.23 Isso desejariam fazer todos os que amavam o Senhor. atrair a atenção dos outros povos que viviam na terra e que então reconheceriam que nenhuma outra nação tinha deuses tão próximos. o que. Moisés se dirige ao seu povo com a autoridade de um mensageiro enviado pelo próprio Deus. Obra citada. Salisbury. Isso foi lamentável. esforçando-se para ver os filhos guardando em sua mente e em seu coração a lei de Deus. Ao contrário. “pessoas piedosas daquele lugar . como eles próprios. Deus tencionou que seu povo escutasse a sua voz para temê-lo a vida toda. O viver íntegro era encorajado pelo ensino dos mandamentos (6. G. pág. aliás. quando invocados. 560.pietyhilldesign. http://www. ao mesmo tempo em que a identidade nacional e social era solidificada pela recordação da história israelita com Yahweh. Baxter preparou-se para retornar a Kidderminster e continuar seu trabalho pastoral. Deuteronômio 6. Os israelitas.

Por meio de Josué. em conversas ou em viagens. Jonah and Micah (Grand Rapids. Porque o SENHOR. 1976). retirassem doze pedras do leito do Jordão (4. a travessia da arca da aliança e do povo. os paisiv deveriam também aproveitar a oportunidade para contar aos seus filhos sobre a drenagem do Mar Vermelho.24 Não há dúvida de que Deuteronômio 6 era um texto muito importante para enfatizar o valor do treinamento informal e face a face. Deus deu instruções detalhadas para a travessia dos sacerdotes. pág. fareis saber a vossos filhos.. Quando os israelitas alcançaram Gilgal. No futuro. no lazer. Uma oportunidade informal de ensino nos relacionamentos pessoais diários. ao despedir-se da família à noite para repousar e pela manhã ao levantar e retornar de novo ao contato com os familiares. noite e dia (“ao deitar-te.21-24). C. ainda segundo as ordens de Deus. fazendo algum serviço ou durante as refeições. dentro de casa.3). descansando ou recebendo visitas. as doze pedras. e delas falarás assentado em tua casa”). L.25 O Senhor determinou que. dizendo: que significam estas pedras?. Aquele monumento haveria de chamar a sua atenção e eles perguntariam: “Que significam estas pedras?”. vosso Deus. vosso Deus. Allen. doze homens.deveriam ser separados para esse fim (“tu as inculcarás a teus filhos. Obadiah. The Books of Joel. Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do SENHOR é forte. e quando caminharem. MI: Wm. vossos filhos perguntarem a seus pais. Ao responder a pergunta e explicar o que havia acontecido. todos alcançaram o seu destino”. Aproveitem todas as ocasiões para falar com quem os cerca sobre as coisas divinas. Josué nos conta a história da travessia do Rio Jordão (caps. É o que Matthew Henry chamou de “santo discurso”: Vocês devem falar sobre essas coisas com a devida reverência e seriedade. Org.. 3–4).v 24 Idem. ao assentarem-se no lar. seus amigos e companheiros. mas também das outras pessoas na casa. 25 9 . fez secar as águas do Jordão diante de vós. Então. B. a fim de que temais ao SENHOR. dizendo: Israel passou em seco este Jordão. colocando desse modo as misericórdias de Deus em sua correta perspectiva e reavivando sua gratidão por elas. mas todas as oportunidades informais e ocasionais tinham de ser também aproveitadas — e deveríamos mesmo dizer “ser preparadas” — ao ar livre (“andando pelo caminho”). todos os dias (Js 4. para o benefício não apenas dos seus filhos. Os israelitas deixaram Sitim e “vieram até ao Jordão e pousaram ali antes que passassem”. por Robert L. e assim foi feito.. ao término da travessia. que ocorrera quarenta anos antes da travessia do Jordão. E Deus mesmo encarregou-se de ensiná-los a planejar essa organização. Hubbard. no futuro. “graças à manifestação da bondade e do poder de Yahweh. Jr. foram erigidas por Josué como memorial e recurso didático: Quando. 368. um de cada tribo. mas Deus a havia planejado cuidadosamente e seu povo deveria aproveitá-la. e ao levantar-te”). mas tudo isso se perderia se os israelitas não se organizassem para aproveitar como discipuladores as oportunidades que se apresentariam no dia-a-dia. The New International Commentary of the Old Testament. jovens descendentes dos israelitas que haviam cruzado o Jordão a pé enxuto chegariam àquele local enquanto se ocupavam de tarefas comuns. até que passásseis . Eerdmans Publishing Co. o primeiro local onde acamparam na Terra Prometida.

crianças desta geração. preparemo-nos. e instituiu uma lei em Israel. geração de coração inconstante. e como os israelitas das outras tribos lhes pediram explicações sobre o propósito daquela iniciativa. nos seja testemunho. com Deus. filhos que aqueles ancestrais não teriam mais condições de ensinar como haviam fielmente feito com a geração do salmista. edifiquemos um altar. A responsabilidade dos pais. e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos. 3) eram a Palavra de Deus. o que nos contaram nossos pais. a fim de que a nova geração os conhecesse. e o seu poder.. 16. nem para sacrifício. primeiro. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó.. O Senhor ordenara que Israel ensinasse seus filhos a colocar “em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus. isto é. mas lhe observassem os mandamentos” (v.2-8). geração de coração inconstante. que parecia uma tentativa de duplicar o local de culto ordenado por Deus e rebeldia contra o Senhor (v. Cada pai e cada mãe deveriam fazer suas as palavras de Asafe: Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos. E a explicação foi: Fizemos por causa da seguinte preocupação: amanhã vossos filhos talvez dirão a nossos filhos: que tendes vós com o SENHOR. mas. O que ouvimos e aprendemos. pois a “seus filhos”. 4). Deus de Israel? Pois o SENHOR pôs o Jordão por limite entre nós e vós . os israelitas deram a impressão de haver realmente aprendido que era forçoso ensinar a lei a seus filhos. todos aqueles a quem eles podiam comunicar a mensagem. Em alguns momentos..21-34 conta sobre a construção de um altar no lado leste do Jordão pelos “filhos de Rúben. A responsabilidade dos pais era. filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes. e que não fossem. As palavras “que nos contaram nossos pais” (v. e possamos servir ao SENHOR . como seus pais. 8). e as maravilhas que fez. porém.24-27). não para holocausto. uma “geração obstinada e rebelde. e assim bem poderiam os vossos filhos apartar os nossos do temor do SENHOR.Uma ordem sem alternativa Ensinar a lei à geração seguinte deveria ser encarado como um compromisso. A responsabilidade dos pais era também com os seus próprios pais. e instituiu uma lei em Israel” (v. para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus. contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR. Era uma responsabilidade estabelecida por Deus. e cujo espírito não foi fiel a Deus” (v. para que entre nós e vós e entre as nossas gerações depois de nós. 5). e para que vossos filhos não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no SENHOR (v.. mas descendentes daqueles ancestrais. era também para com os seus próprios filhos. os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés”. 10 . mas lhe observassem os mandamentos. como fora ordenado por Deus desde o começo. Josué 22. quando a lei foi comunicada aos israelitas cujos pais não a haviam conhecido. porque foi ele quem “estabeleceu um testemunho em Jacó. 7). os pais de agora deveriam ministrar o treinamento na Palavra (v. 29). geração obstinada e rebelde. não o encobriremos a seus filhos. Pelo que dissemos. e cujo espírito não foi fiel a Deus (Sl 78.

Josué e a sua geração. agora. do que maquinou Balaque. além talvez de mais um grupo estratégico.2). nem tampouco as obras que fizera a Israel” (Jz 2. 11.8.2. e provocaram o SENHOR à ira. porém. para que conheças os atos de justiça do Senhor (Mq 6. Juntamente com o seu tão importante programa de pregação. providenciara-lhes liderança.. O povo haveria de sofrer por causa do fracasso dos que tinham a responsabilidade de ensiná-lo. porém. Num cenário pactual — foram convocados montes e outeiros que haviam servido de testemunhas quando a lei foi repetida (Dt 4.. os pastores prevaricaram contra mim. Israel ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que sabiam todas as obras feitas pelo SENHOR a Israel” (Js 24. Israel não mais sabia o que devia saber. isso já será trabalho suficiente. O povo de Deus foi relembrado de que Deus os libertara da escravidão no Egito. Então eles “deixaram o SENHOR … e foram-se após outros deuses … e os adoraram. . ainda com os vossos filhos pleitearei” (Jr 2. e não fizeram como eles” (Jz 2. mas as comunicassem aos seus filhos: Povo meu. com a sua bênção os protegera da maldição e. Depressa se desviaram do caminho por onde andaram seus pais na obediência dos mandamentos de SENHOR.Infelizmente. Ao morrer. que não conhecia o SENHOR. mesmo então eles eram ensinados pelo próprio Senhor. proporcionara-lhes recursos para que não se esquecessem de todas essas bênçãos — e nesse ponto Miqueias refere-se à passagem de Sitim a Gilgal e à travessia do Jordão.1-8). e do que aconteceu desde Sitim até Gilgal.31). que. filho de Beor. a divina preocupação com o ensino e com a instrução não cessa. castiga aqueles que ama (Dt 8. ainda pleitearei convosco. 17).5). Será aconselhável que ele discipule o Conselho da Igreja e os professores da Escola Dominical. porém. que terminou com o levantamento de uma coluna de doze pedras retiradas do rio —. Agora. os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito. e do que lhe respondeu Balaão.9).10). como um pai. com aconselhamento e tarefas administrativas que sempre 11 .14 f. porém. porque alguém ao longo do caminho — e muitos na verdade — não havia obedecido a Deus e deixara de transmitir a instrução do Senhor. muito importante. pois.). rei de Moabe. 2Sm 7. Quando o povo de Deus abandona a tarefa de discipular. Is 1. i Convém que o pastor-mestre não fique ocupado demais. “Serviu. Portanto. lembra-te. “outra geração após eles se levantou. Jeremias viu em seus próprios dias o sofrimento causado por mestres que não haviam ensinado a lei. Vários séculos no futuro. O profeta Jeremias avisou: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam da lei não me conheceram.12. Israel seria intimado a julgamento por sua infidelidade e Deus lembraria a ele o que não podia ter sido esquecido (Mq 6.25-26.5. essa preocupação com os descendentes não continuou.

Essa expressão refere-se usualmente à lei de Deus.cairão em seu colo. Timóteo haveria de servir a igreja. pág. E os Conselheiros (presbíteros) e os professores da Escola Dominical discipularão outros grupos e outros indivíduos na igreja. do verbo ensinar. por Willen A. iii Tradução grega do Antigo Testamento. Org. Christopher J. iv Que não apenas os pais (homens) faziam isso no dia-a-dia aprendemos de Provérbios 1. 6. vol. Wright. Grand Rapids. MI: The Zondervan Corporation.8: "Filho meu. ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe" (cf. e que aqui é uma expressão paralela de “ensino de teu pai” (Cf. A palavra usada para “instrução” é o hebraico "torah". que uma mãe fiel ensinaria a seus filhos. v O próprio Deus aproveitou uma oportunidade informal para transmitir a seu povo esse recurso mnemônico. 1997. como pastor. e a serviria bem instruindo o rebanho. VanGemeren. "'âb.20). H. 1. 12 . ii Paulo emprega aqui a palavra diakonos porque. 220)." In New International Dictionary of Old Testament Theology and Exegesis.