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SINAPI

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL

MANUAL DE METODOLOGIAS
E CONCEITOS

Versão: 004
Vigência: 06/2014
Última Atualização: 02/2015

SINAPI - Manual de Metodologias e Conceitos

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
gepad16@caixa.gov.br

SINAPI - Manual de Metodologias e Conceitos

SUMÁRIO - MANUAL DE METODOLOGIAS E CONCEITOS
1. Apresentação.....................................................................................................................04
1.1. Histórico do SINAPI ....................................................................................................04
1.2. Engenharia de Custos e a Elaboração de Orçamentos ..............................................06
1.2.1. Orçamentos ....................................................................................................06
1.3. Formação de Preço ....................................................................................................10
1.4. O SINAPI e a Formação de Preços Referenciais..........................................................12
1.5. O Papel do Orçamentista ...........................................................................................14
2. Conceitos Básicos .............................................................................................................16
2.1. Insumos ......................................................................................................................16
2.2. Composições Unitárias de Serviços ............................................................................16
3. Metodologias e Conceitos do SINAPI ................................................................................18
3.1. Insumos ......................................................................................................................18
3.1.1. Responsabilidades ...........................................................................................18
3.1.2. Coleta de Preços ..............................................................................................19
3.2. Composições ..............................................................................................................22
3.2.1. Aferição ...........................................................................................................22
3.2.2. Árvores de Fatores ..........................................................................................24
3.2.3. Cadernos Técnicos ..........................................................................................26
3.2.4. Características e Condicionantes de Uso ........................................................26
3.2.5. Classificação ....................................................................................................28
3.2.6. Codificação ......................................................................................................38
3.2.7. Nomenclatura e Status ....................................................................................40
4. Recursos ............................................................................................................................43
5. Bibliografia ........................................................................................................................45
6. Anexos ...............................................................................................................................45
Anexo I - Aferição ........................................................................................................46
Anexo II - Custos Horários de Equipamentos ..............................................................55
Anexo III - Encargos Sociais .........................................................................................80
Anexo IV - Encargos Sociais Complementares ..........................................................110

mais conhecido como SINAPI. bem como detalha de forma específica aspectos anteriormente apresentados em documentos distintos (Custos Horários de Equipamentos. Assim. A partir daí. o Conselho Curador do FGTS publica a Resolução 161. além de edificações.SINAPI . foi implementado em 1969. O conhecimento do conteúdo aqui apresentado é fundamental para a utilização adequada das referências do sistema. APRESENTAÇÃO Este Manual do SINAPI reúne em uma publicação metodologias e conceitos gerais utilizados para a construção do sistema de referência. No ano de 2003.Banco Nacional de Habitação. o SINAPI foi ampliado.caixa. mas para outros empreendimentos financiados com recursos do fundo. após a extinção do BNH. Este documento está disponível na internet. utilizado como referência de custos e índices para obras habitacionais no Brasil. o SINAPI foi adotado pela CAIXA em 1986.Manual de Metodologias e Conceitos 1. Encargos Sociais e Encargos Sociais Complementares). 1. o IBGE. com a inclusão de bancos de referências de custos advindos de outras instituições públicas e passou a ser utilizado como balizador não apenas para empreendimentos habitacionais. Inicialmente criado para fornecer informações sobre custos e índices da construção civil habitacional. obras de saneamento e infraestrutura urbana. que estabeleceu à CAIXA a uniformização dos procedimentos de análises de engenharia e a implantação de um sistema nacional de acompanhamento de custos. Em 1994. pelo BNH . a Lei de Diretrizes Orçamentárias inclui os preços do SINAPI como balizador para serviços contratados com recursos do Orçamento Geral da União. em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.gov.br/poder-publico/apoio-poder-publico/sinapi). 4 .1 Histórico do SINAPI O Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil. sempre em sua versão mais atual no endereço (http://www. tornou-se um sistema corporativo. Este sistema de custos deveria abranger.

Indicando o SINAPI como a principal referência de custos para obras urbanas. é iniciado na CAIXA o processo de aferição das composições do Banco Referencial do SINAPI. a determinação foi mantida nas sucessivas edições da Lei. com pequenas alterações. No ano de 2013. Figura 1: Histórico do Desenvolvimento do SINAPI 5 . contratados e executados com recursos dos orçamentos da União. vai atualizar as referências existentes para acompanhar a modernização das técnicas e processos da construção civil (Figura 1). que estabelece regras e critérios para elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de engenharia. No ano de 2013. o tema foi suprimido da LDO para 2014 e passou a ser tratado pelo Decreto Presidencial Nº 7983/2013. reduzindo assim a sua dependência às definições da LDO. Além disso. a CAIXA passa a publicar na internet os serviços e custos do Banco Referencial. O Banco Referencial torna-se então a principal fonte de consulta pública de custos da construção civil. Este processo traz como resultado maior transparência e precisão nos conceitos e indicadores de cada serviço. base de composições concebida a partir da consolidação de todos os bancos do SINAPI. Em 2009. o decreto visa a dar caráter permanente ao regramento de orçamentação. e dá outras providências.Manual de Metodologias e Conceitos Até a edição para 2013. que variavam conforme suas versões anuais.SINAPI .

1. diagnóstica e prognóstica. a formação do preço dessas intervenções e o controle destes custos durante sua execução. descrição.2.2 Atributos 6 . 1. A orçamentação. Conforme definição da American Association of Cost Engineering – AACE.Manual de Metodologias e Conceitos 1. ao realizar a análise.1 Orçamentos 1. impostos.2. acompanhá-los e gerenciá-los à medida que ocorrem. representa todo o gasto envolvido na produção. organização de reconhecimento internacional no setor. Atua também. considerada a remuneração do construtor. análise e valoração de mão de obra. b) Preço é o valor final pago ao contratado pelo contratante. ao verificar sua viabilidade técnico-econômica ou. na concepção do empreendimento. é o custo acrescido do lucro e despesas indiretas. Conforme Baeta (2012).1. sendo necessário.2. equipamentos. riscos e margem de lucro desejada para adequada previsão do preço final de um empreendimento. é a previsão de custos.2 Engenharia de Custos e a Elaboração de Orçamentos A Engenharia de Custos é o ramo da engenharia que apresenta técnicas para o estudo de custos de uma obra ou empreendimento. referencia ao aspecto financeiro almejado. uma das atividades inerentes ao profissional dessa área. quantificação. materiais. a Engenharia de Custos pode ser definida como a área da prática da engenharia em que o julgamento e a experiência são utilizados na aplicação de técnicas e princípios científicos para o problema da estimativa de custo. controle do custo e lucratividade. todos os insumos da obra.SINAPI .1. custos financeiros.1 Definição É a identificação. após isso. para a oferta de um preço. consiste na estimativa de custos antes que se transformem em despesas. assim como toda a infraestrutura necessária para a produção. onde: a) Custo é tudo aquilo que onera o construtor. ou seja.

inclusive. evolução dos métodos construtivos. existem flutuações de preços individuais dos insumos.721/06).  Aproximação Todo orçamento é aproximado. 1.  Especificidade Todo orçamento é específico e decorrente de características particulares como o porte da empresa apta a realizar a obra. alterações tributárias. para avaliar a viabilidade econômica do projeto básico e viabilidade da obra. Apesar da possibilidade de reajuste por índices.). às condições locais (clima. Pode-se.  Estimativa de Custo Avaliação expedita com base em custos históricos e comparação com projetos similares. baseado em previsões e estimativas.2. facilidade de acesso a matérias-primas etc. necessita ser preciso. bem como diferentes cenários financeiros e gerenciais. ou o custo por MW de potência instalada ou ainda. relevo. É o orçamento utilizado na fase de Estudo Preliminar. um orçamento de obras apresenta as seguintes características e propriedades. como o CUB (NBR 12. condições do solo.3 Classificação por Grau de Detalhamento ou Precisão Segundo Baeta (2012). Não se deve esperar que seja exato.Manual de Metodologias e Conceitos Conforme Mattos (2006).SINAPI . Deste modo. um orçamento de obras pode ser classificado conforme seu grau de detalhamento ou precisão. o custo por km de rodovia construída. Utilizada nas etapas iniciais do empreendimento. qualidade da mão de obra. vegetação.  Orçamento Preliminar 7 . o orçamento outrora realizado não é válido para momento e condições distintas daquelas consideradas.  Temporalidade O orçamento representa a projeção dos recursos necessários para a produção de uma obra num dado momento.1. adotar índices específicos conhecidos no mercado. porém.

Podem ser balizados no anteprojeto. com reduzida margem de incerteza.  Contratuais Amparam as ações de execução de empreendimentos ou obras de construção.Manual de Metodologias e Conceitos Mais detalhado do que a estimativa de custos. projeto básico. pressupõe o levantamento de quantidades dos serviços mais expressivos e requer pesquisa de preços dos principais insumos. b) Contratuais Executivos É aquele que considera as reais possibilidades das unidades produtivas da empresa ou de seus fornecedores. 1. produtividade de mão de obra e preços de mercado. São baseados nos estudos técnicos preliminares elaborados nas fases iniciais do projeto da obra. Existem dois tipos: a) Contratuais de Referência É o orçamento com base em referências que espelhem a tendência de mercado quanto a índices de consumo de materiais. Feito a partir de especificações detalhadas e composições de custo específicas. cadernos de encargos ou especificações construtivas. em determinada época e local.SINAPI . executivo ou no as built e elaborados após decisão gerencial inicial. perdas.  Orçamento Discriminado ou Detalhado Elaborado com composições de custos e extensa pesquisa de preços dos insumos.4 Classificação por Finalidade  Gerenciais Servem para amparar decisões gerenciais sobre o que se planeja executar. onde a tendência de mercado é ajustada por índices 8 . Devem ser documentos suficientes para embasar a efetiva execução e necessitam estar associados a critérios de medição.1.2. Procura chegar a um valor bem próximo do custo “real”. Seu grau de incerteza é menor que o da estimativa de custos. Depende da existência de projetos detalhados e especificações em nível suficiente para o levantamento preciso de quantitativos e para o entendimento da logística de apoio necessária à produção.

infraestrutura e gestão necessária para a realização da obra.1.SINAPI .  Custos Indiretos Custo da logística.5 Classificação pela Apresentação de Informações  Sintético Apresenta os custos de uma obra agrupando serviços por macro itens ou por etapas (infraestrutura. ferramentas. alimentação. canteiro.).  Periciais ou de Auditoria Embasam decisões sobre pendências ou solucionam dúvidas a respeito dos gastos necessários para a execução do empreendimento ou obra de construção. além das parcelas referentes aos custos indiretos.6 Estrutura  Custos Diretos Resultado da soma de todos os custos dos serviços necessários para a execução física da obra. equipamentos e os Encargos Complementares: EPI’s. 9 . produtividade de mão de obra e preços de mercado. 1. obtidos pelo produto das quantidades de insumos empregados nos serviços. Corresponde à soma dos custos dos serviços auxiliares e de apoio à obra.  Analítico Apresenta visão detalhada de macro itens ou etapas ao detalhar quantitativos e custos unitários de cada serviço a ser executado. deve ter maior precisão e detalhamento dos serviços pretendidos. para possibilitar a sua execução. Esse tipo de orçamento tende a mesclar métodos de orçamento e técnicas de amostragem. Englobam os custos previstos para a Administração Local. superestrutura. associados às respectivas unidades e coeficientes de consumo. transporte.2. mão de obra – acrescida dos Encargos Sociais cabíveis. Mobilização e Desmobilização Canteiro e Acampamento e Seguros. perdas.1. Exemplo desses custos: remuneração da equipe de administração e gestão técnica da obra (engenheiros. pelos seus respectivos preços de mercado.Manual de Metodologias e Conceitos individualizados de consumo de materiais. mestres de obra.2. ou seja. etc. exames médicos obrigatórios e seguros de vida em grupo. Nestes custos estão os materiais. vedações. 1.

).).SINAPI . pode ser conceituado como todo o valor investido diretamente na produção de determinada obra. Em conjunto com as Despesas Indiretas formam o BDI (LDI). internet. dentre outros. é necessário compreender a diferença entre custo. energia. cita-se a tributação sobre o faturamento. Despesas são gastos que decorrem da atividade empresarial e podem ser fixas ou variáveis em função do volume de produção. No caso da construção civil. despesa e preço. à remuneração ao construtor pela assunção de riscos do empreendimento. Como exemplo de despesa fixa. remuneração de diretores e equipe administrativa etc. Trata-se de recursos destinados ao pagamento de tributos. equipamentos não considerados nas composições de custos de serviços específicos (gruas. medição e recebimento. inclusos todos os custos da obra. apontadores.  Lucro ou Bonificação É a parcela destinada à remuneração da empresa pelo desenvolvimento de sua atividade econômica.  Despesas Indiretas São despesas decorrentes da atividade empresarial que incidem de forma percentual sobre os custos da obra.3 Formação do Preço Para entender o processo de formação de preço de uma obra e a composição e aplicação do BDI – Bonificação e Despesas Indiretas . custos com a manutenção do canteiro (água. etc.). é o valor contratual acordado para a obra. almoxarifes. e à compensação de despesas financeiras ocasionadas pelo intervalo decorrido entre gasto. cremalheiras. secretárias etc. 10 . as despesas e o lucro da empresa executora. ao produtor e compreende o gasto correspondente à produção de determinado bem ou serviço. primordialmente. 1. Por sua vez. o preço é a quantia financeira paga pelo comprador por determinado bem ou serviço. Custo é informação que importa. suprimentos de informática e papelaria).Manual de Metodologias e Conceitos encarregados. mobilização e desmobilização de ativos considerando seus locais de origem e a localização da obra. No caso da construção. ao rateio dos custos da administração central. e de despesa variável. há a manutenção da sede da empresa (imóveis.nos orçamentos.

da empresa contratada e da tributação incidente. 9º aos itens que compõem os custos de uma obra e aqueles que somados aos custos determinam o preço.P. Construção de canteiro Outros BDI INDIRETO DESPESA BONIFICAÇÃO RH Gestão Técnica RH Administrativo Manutenção de Canteiro Veículos Mobilização Outros Tributos Despesas Financeiras Risco Adm Central Outros Lucro OBRA SEDE EMPRESA A estimativa dos componentes do BDI é obtida por meio de cálculos que levam em conta características da obra. 11 . em planilhas diferenciadas por tipo de obra. além daquelas localizadas no primeiro e no terceiro quartil da amostra estudada. empregam-se as referências já citadas. O Decreto 7. que apresenta. do contrato. o BDI vem sendo balizado por seguidas decisões do Tribunal de Contas da União. alíquotas médias. conforme Tabela 1. Os custos diretos e indiretos de um orçamento são estimados com base em dados extraídos do projeto e do planejamento da obra. O Acórdão mais recente a tratar do tema é o 2.Plenário.622/2013 .SINAPI .983/2013. Tabela 1: Formação de Preço PREÇO CUSTO DIRETO Materiais Mão de Obra Equipamentos Ferramentas E. Para as demais obras. Para as obras públicas. formado pelo lucro (B – bonificação) e pelas despesas indiretas (DI).I. contratados e executados com recursos dos orçamentos da União. que estabelece regras e critérios para elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de engenharia. e são expressos em valor monetário (quantitativos x preços unitários).Manual de Metodologias e Conceitos A formação do preço de uma obra depende da correta estimativa de custos e despesas e da definição da margem de lucro que se espera auferir ao final do contrato. fazendo as apropriações devidas nos casos de tributação simplificada. faz referência em seu Art. As demais parcelas da formação do preço são estimadas como um percentual a incidir sobre os custos.

Manual de Metodologias e Conceitos Cabe ressaltar que. as demais variáveis podem ser observadas pelo orçamentista. a política de compras de insumos e o relacionamento com o mercado fornecedor e a capacidade de obtenção de crédito.  O contrato.4 O SINAPI e a Formação de Preços Referenciais Como tratado anteriormente. os componentes do BDI de uma obra podem ser praticados e aceitos mesmo quando se apresentam superiores à referência. tais como:  A empresa contratada. bem como de padrões aceitáveis para estimar a Administração Central. desde que haja justificativa técnica coerente por parte do profissional responsável pelo orçamento. Para que seja possível a realização do orçamento sem o conhecimento prévio de quem irá executar a obra. em função da disponibilidade de insumos e da possível necessidade de consideração de fretes e incidências tributárias (ICMS).  O projeto.  O local de execução da obra. a tributação e o lucro do construtor. cujas características não são conhecidas durante a elaboração do orçamento de referência. Cabe ressaltar que o orçamento de referência é um produto de responsabilidade do contratante e busca refletir o valor que se espera pagar pela contratação de determinado empreendimento. a capacidade produtiva.SINAPI . a formação de preço varia em função de uma série de fatores. e não o preço final da obra pronta. o regime de tributação (lucro real ou presumido). 12 . Excetuada a empresa a ser contratada. que só poderá ser efetivamente conhecido após a conclusão da obra. assim como as parcelas de custo. 1. o plano de ataque de obra e as condições de instalação de canteiro. pela definição de escopo e de riscos assumidos. o lucro esperado. o profissional deverá valer-se de referências estabelecidas de produtividade e preço disponíveis em publicações técnicas. em decorrência de itens como o peso da Administração Central.

em sistema específico instituído para o setor ou em pesquisa de mercado. a parcela de custos de um orçamento de referência para obra pública deve ser baseada em informações do SINAPI e do SICRO (preços de insumos e composições de serviços). menores ou iguais à mediana de seus correspondentes nos custos unitários de referência do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil . A importância da padronização de critérios.983/2013: Art. a estimativa de custo global poderá ser apurada por meio da utilização de dados contidos em tabela de referência formalmente aprovada por órgãos ou entidades da administração pública federal em publicações técnicas especializadas. procedimentos e referências para a elaboração de orçamentos referenciais se apresenta de diversas formas:  Padronização dos orçamentos do Órgão/ Entidade/ Empresa. exceto os serviços e obras de infraestrutura de transporte. 3º. 13 . será obtido a partir das composições dos custos unitários previstas no projeto que integra o edital de licitação. os orçamentos devem ser balizados pela mediana dos preços do SINAPI. de responsabilidade do DNIT. 4º e 5º. 3o O custo global de referência de obras e serviços de engenharia. conforme o seguinte trecho do Decreto 7.Manual de Metodologias e Conceitos Para o caso de obras executadas com recursos da União.SINAPI . ajustadas sempre que necessário para refletir as condições específicas de cada obra. Deste modo. a inexistência de um insumo ou de um serviço no sistema de referência não constitui impeditivo para a contratação. 6º Em caso de inviabilidade da definição dos custos conforme o disposto nos arts.Sinapi. excetuados os itens caracterizados como montagem industrial ou que não possam ser considerados como de construção civil. As obras rodoviárias devem ser balizadas pelo SICRO – Sistema de Custos Rodoviários. conforme outro trecho do mesmo Decreto: Art. Todavia.

 Parâmetros de avaliação objetivos para os órgãos de controle. 10 do Decreto 7. A começar pela Lei de Licitações e Contratos (8.5 O papel do Orçamentista A legislação brasileira é farta em indicações dos aspectos relacionados à atividade de orçamentação de obras. 1.  Racionalização dos serviços: evita-se extenso trabalho de elaboração de composições de custo unitário e a pesquisa do preço de centenas de insumos cada vez que um orçamento for elaborado. instituição ou firma a que interessarem. a menção explícita do título do profissional que os subscrever e do número da carteira referida no Ed. extra 56.Manual de Metodologias e Conceitos  Aderência dos orçamentos ao caderno de encargos do Órgão/ Entidade/ Empresa (especificações dos serviços e critérios de medição e pagamento). (grifo nosso) 14 .  Segurança para orçamentistas e gestores públicos.194/66. que regula o exercício das profissões de Engenheiro. orçamentos. Igualmente o art.983/2013 exige a indicação no projeto do responsável técnico orçamentista para obras e serviços de engenharia contratados e executados com recursos dos orçamentos da União.SINAPI . é obrigatória além da assinatura. especificações. inciso IX).  Transparência e diminuição dos custos privados das construtoras para participação em certames licitatórios. pareceres. 14. Nos trabalhos gráficos. sociedade. precedida do nome da empresa. Arquiteto e EngenheiroAgrônomo: Art. A atividade de orçamentação de obras é expressamente indicada no artigo 14 da Lei 5.666/93) que estabelece a anotação de responsabilidade técnica pelas planilhas orçamentárias (art. laudos e atos judiciais ou administrativos. 6°.  Servem como fonte de entrada para estatísticas oficiais sobre a variação dos custos da construção civil.

378/2010 que regulamentou as profissões de arquiteto e urbanista.SINAPI . somente poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico quando seus autores forem profissionais habilitados de acordo com esta lei.Manual de Metodologias e Conceitos Já o artigo 13 vincula a validade dos trabalhos de engenharia com a habilitação legal requerida pela própria Lei 5. de arquitetura e de agronomia. Este processo é longo e sua manutenção é permanente.194/66: Art. este Manual de Metodologia e Conceitos do SINAPI vem contribuir para o correto uso do sistema e divulgar as novas metodologias implantadas no SINAPI. Pelo exposto tem-se que a orçamentação de obras públicas representa atividade regulamentada e com responsabilidade legalmente definida. entre outros itens. nos orçamentos. o Registro de Responsabilidade Técnica da Lei 12. garantindo que as referências representem adequadamente o mercado da construção civil brasileira. necessário para acompanhar as mudanças do setor. além dos coeficientes de consumo dos materiais e de produtividade da mão de obra e de equipamentos. os critérios utilizados na obtenção dos coeficientes. o profissional orçamentista tem o dever de conhecer em detalhes as características dos sistemas de referências de preços. a indicação dos 15 . projetos. partindo da definição e implantação de premissas e conceitos claros e transparentes. quer público. quer particular. O SINAPI passa por processo de aprimoramento.496/77. referente à prestação dos serviços de engenharia. sobretudo os que utilizam recursos públicos federais. Neste documento é possível verificar. instituída pela Lei 6. plantas. da mesma forma. O Manual do SINAPI. Trata-se de material indispensável na orçamentação de obras públicas. Ou. Deste modo. laudos e qualquer outro trabalho de engenharia. 13. Diante de toda responsabilização que permeia a atividade dos orçamentistas públicos e tendo em vista as novidades em vigor. Os estudos. devendo o orçamentista conhecê-lo e aplicá-lo. apresenta o Caderno Técnico das Composições Unitárias de Serviço. (grifo nosso) A responsabilidade técnica somente se materializa com o registro da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.

2. são os materiais (cimento. O Caderno Técnico das composições permite ao orçamentista a escolha da referência que melhor represente o serviço. 2. Em sua representação deve conter os nomes dos seus elementos.983/2013.2 Composições Unitárias de Serviços Uma Composição Unitária relaciona a descrição. desde que justificado em relatório técnico elaborado por profissional habilitado.SINAPI . é fundamental ao orçamentista conhecer os critérios e aspectos técnicos envolvidos no Sistema SINAPI. sendo indispensável e relevante o trabalho do orçamentista de adequar as referências ao caso específico.) e mão de obra. Assim. O entendimento de uma composição é dado por: 16 . a forma de execução de cada serviço e as referências bibliográficas e normas vigentes aplicáveis. O SINAPI. blocos. ao permitir a adoção de critérios de preços diferenciados em razão de especificidades locais ou de projeto. possui caráter genérico e abrangente. tábuas. caminhões. as unidades de quantificação e os indicadores de consumo e produtividade (coeficientes). contribuindo para a contratação de empreendimentos exitosos. pelo seu papel de sistema de referência. com as particularidades da obra que deseja orçar. equipamentos de terraplenagem etc. A utilização de referências de preços para obras públicas que não seja o SINAPI e o SICRO tem previsão legal. aço etc. É o que está no artigo 8° do Decreto 7. codificação e quantificação de cada insumo e/ou de composições auxiliares empregados para se executar uma unidade de serviço (Figura 2). adequar ao caso particular ou ainda justificar o emprego de referência distinta daquelas disponíveis no SINAPI. telhas.). equipamentos (betoneiras.1 CONCEITOS BÁSICOS Insumos Elementos básicos da construção civil. 2.Manual de Metodologias e Conceitos parâmetros para levantamento dos quantitativos.

 Coeficientes de consumo e produtividade: quantificação dos insumos e/ou composições auxiliares considerados na composição de custo de um determinado serviço. equipamentos ou mão de obra) e/ou composições auxiliares.Manual de Metodologias e Conceitos  Descrição: caracteriza o serviço.SINAPI .  Insumos/composições auxiliares (Item): elementos necessários à execução de um serviço. explicitando os fatores que impactam na formação de seus coeficientes e que diferenciam a composição unitária das demais.  Unidade de medida: unidade física de mensuração do serviço representado. 17 . podendo ser insumos (materiais.

CAL E AREIA MÉDIA) PARA EMBOÇO/MASSA ÚNICA/ASSENTAMENTO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO. 3.5 CM E COMPRIMENTO 50.001/01 ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO DE 9X19X39CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES Código SIPCI COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M2 SEM VÃOS E M2 ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM 87447 BETONEIRA.0094 BLOCO VEDAÇÃO CONCRETO 9X19X39CM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8 (CIMENTO.caixa.SINAPI .1. MALHA 15 X 15 MM. METODOLOGIAS E CONCEITOS DO SINAPI 3.1 Insumos Os insumos do SINAPI compõem o Banco Nacional de Insumos. cujos relatórios de preços são divulgados mensalmente no sítio da CAIXA (https://www.0 CM PINO DE AÇO COM FURO.7850 I 37395 CENTO 0.3500 C 87292 M3 0. LARGURA 7.70 DE DIAMETRO. AF_06/2014 TELA DE ACO SOLDADA GALVANIZADA PARA ALVENARIA.20 A 1. PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA 400 L.PARE.Manual de Metodologias e Conceitos Código / Seq.ALVE.7200 C 88316 SERVENTE COM ENCARGOS COMPLEMENTARES H 0.0088 I 34557 M 0.gov.br/sinapi) para todas as capitais brasileiras.3600 I 650 UN 13.1 Responsabilidades 18 . FIO 1. Descrição da Composição Unidade 01. AF_06/2014 Vigência: 06/2014 Última atualização: 02/2015 COMPOSIÇÃO Item Código Descrição Unidade Coeficiente C 88309 PEDREIRO COM ENCARGOS COMPLEMENTARES H 0. 3. HASTE = 27 MM (AÇÃO DIRETA) Figura 2: Exemplo de composição de serviço analítica A multiplicação dos coeficientes apresentados nas composições pelos preços de insumos obtidos na coleta do IBGE resulta nos preços referenciais do SINAPI.

salários. no que diz respeito aos insumos. cabe a cada uma das instituições. sendo os demais da mesma família denominados representados. enquanto que os preços dos demais insumos são obtidos por meio da utilização de coeficientes de representatividade.SINAPI . a revisão dos coeficientes e a formação de novas famílias de insumos.  Definição de conjuntos de famílias com as especificações dos insumos que as compõem. 19 .1. os quais indicam a proporção entre os preços dos chefes de família (insumos representativos) e os preços de cada um dos demais insumos da família.1.NBR 5688) como insumo representativo. das especificações técnicas dos insumos.  Coleta extensiva periódica para subsidiar a revisão das famílias homogêneas. equipamentos e serviços). O preço dos insumos representativos é coletado mensalmente. 3. Esses coeficientes são obtidos nas coletas extensivas.2 IBGE  Coleta mensal de preços de insumos (materiais.2 Coleta de preços Os insumos do SINAPI são organizados em famílias homogêneas (ex: Família de tubos em PVC para esgoto predial). as seguintes responsabilidades: 3. para as quais é selecionado o insumo mais recorrente (ex: 9863 .1.1.1.1 CAIXA  Definição e atualização. quando são coletados os preços de todos os insumos de determinadas famílias e definida a proporção (correlação) existente entre eles.Manual de Metodologias e Conceitos Segundo o acordo de cooperação vigente entre IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – e a CAIXA para a gestão do SINAPI.ESGOTO PREDIAL DN 100MM . 3.TUBO PVC SERIE NORMAL . a partir de critérios de engenharia.

e não captam regimes de empreitada ou terceirização. com cálculo específico para cada Estado do Brasil. e efeitos obtidos durante o processo de negociação e compra. e não incluem frete. desde que não haja nenhum item com preço atribuído. em estabelecimentos regulares. CR – para preço obtido por meio do coeficiente de representatividade do insumo (metodologia família homogênea de insumos). o usuário do SINAPI passou a contar com a informação da origem de preços para cada insumo por localidade. AS – para preço atribuído com base no preço do insumo para a localidade de São Paulo (devido à impossibilidade de definição de preço para localidade em função da insuficiência de dados coletados) Em decorrência da indicação da origem de preço para os insumos. Sobre os insumos de mão de obra incidem Encargos Sociais. A partir dos preços de referência de 11/2014 divulgados na página da CAIXA. Os salários são pesquisados junto às construtoras e as categorias profissionais também são divididas em famílias (insumos representativos e representados). sendo necessário observar a seguinte marcação no relatório de insumos: C – para preço coletado pelo IBGE no mês de referência do relatório. de forma percentual.Manual de Metodologias e Conceitos Os preços são coletados nas 27 capitais do país. a CAIXA divulga relatórios de preços considerando os efeitos da desoneração da folha de pagamentos da 20 . sendo adotada a seguinte marcação no relatório de composições: C – quando todos os itens utilizados na composição têm preço coletado pelo IBGE no mês de referência do relatório. Os custos de mão de obra do Sistema refletem mão de obra própria. para aquisição de uma unidade de comercialização de cada produto. para pagamento à vista. AS – quando existe ao menos um item da composição com preço atribuído com base no preço de insumo para a localidade de São Paulo. portanto. foi necessário também identificar que a composição pode ser formada por insumos com uma ou mais origem de preço. Não contemplam. Desde abril de 2013. CR – quando existe ao menos um item da composição com preço obtido por meio do coeficiente de representatividade do insumo. diferenças entre preços praticados em capitais e outras regiões.SINAPI .

denominado Banco Nacional Coletados CAIXA.br). a CAIXA realiza cotação de preços de alguns insumos considerados muito relevantes.br). Todos os insumos desse banco são.SINAPI .Manual de Metodologias e Conceitos construção civil (Lei nº 12. de posse de informações sobre a origem dos preços e metodologia de coleta empregada. e vinculados a insumos representativos da coleta regular do IBGE. 3.844/2013) e relatórios com encargos sociais que contemplam os 20% de INSS (não desonerados). Estes são identificados pelo texto “Coletados CAIXA” incluídos ao final de sua descrição.1 Insumos coletados pela CAIXA O processo de criação de novo insumo no sistema demanda longa interação entre a CAIXA e o IBGE para cumprimento de todas as etapas necessárias.1. Para maior celeridade na gestão do sistema. A metodologia de coleta. em especial para o cadastramento e publicação de novas composições. Seus preços são atualizados mensalmente a cada nova carga de preços no sistema. bem como do tratamento estatístico empregado para a obtenção do preço mediano dos insumos. e os coeficientes de representatividade serão monitorados pela CAIXA. e seus preços são obtidos de forma semelhante à coleta do IBGE. deve fazer o ajuste necessário da referência para o caso específico que quer orçar.gov. A metodologia e memória de cálculo de Encargos Sociais do SINAPI podem ser encontradas no Anexo III deste manual e de forma sempre mais atual no ambiente do SINAPI na página da CAIXA na internet (www. é de responsabilidade do IBGE e maiores detalhes podem ser encontrados na página da internet da Instituição (www. 21 .caixa. portanto. Uma vez concluída a rotina de inclusão do novo insumo. desde a definição das características técnicas até a validação final das informações estatísticas a serem divulgadas nacionalmente. inseridos concomitantemente com a solicitação ao IBGE para sua criação. passam a valer os preços informados pelo IBGE e o Insumo Coletado CAIXA é desativado. Esses insumos são cadastrados em banco distinto.gov.ibge. representados. Trata-se de exceções no sistema. Cabe ressaltar que o orçamentista. por meio de coeficientes de representatividade.2.

preferencialmente. Detalhes da metodologia são apresentados no Anexo II desse Manual. uniformizando os critérios técnicos adotados na concepção das referências. As composições de custo horário de equipamentos foram aferidas através de pesquisa mercadológica dos equipamentos disponíveis. por equipe especializada no tema.2.SINAPI . A fim de garantir a contemporaneidade e a aderência às práticas de canteiro. O estudo parte da identificação dos fatores que impactam na produtividade (mão de obra e equipamentos) e consumo (materiais) de cada grupo de serviços.Manual de Metodologias e Conceitos 3. A metodologia e as premissas empregadas na aferição são apresentadas mais detalhadamente no Anexo I desse Manual. além de consumos e perdas de materiais envolvidos na execução dos diversos serviços da construção civil. que deverão ser observados e mensurados durante a coleta. de pequeno e grande vulto. em dados de campo. O objetivo principal que norteia o processo de aferição é representar da forma mais adequada a realidade das obras brasileiras. coletados e analisados com emprego de metodologia internacionalmente reconhecida na área de estudo de produtividades e consumos. A aferição é realizada por grupo de serviços similares. referências bibliográficas e manuais de fabricantes. cujos relatórios também são divulgados mensalmente na página da CAIXA para todas as capitais brasileiras.1 Aferição Aferir as composições significa dimensionar produtividades de mão de obra e equipamentos. Constitui objeto de aferição todas aquelas composições identificadas como relevantes e recorrentes no cenário nacional. sendo contempladas na amostra obras públicas e privadas. assim como executadas por empresas de diferentes portes e por equipes trabalhando sob diferentes regimes de contratação. 22 . a CAIXA promove processo de aferição das composições do SINAPI. São realizadas medições em canteiros de obras distribuídos geograficamente pelo País.2 Composições As composições do SINAPI integram o Banco Referencial de Composições. 3. As aferições das composições são baseadas.

a metodologia apropria nos coeficientes das composições o tempo improdutivo oriundo das paralisações para instrução da equipe. esforço de retrabalho. Dessa forma. acidentes de trabalho).Manual de Metodologias e Conceitos Os fatores confirmados a partir da análise do conjunto de dados obtidos em obras são considerados para a concepção do grupo de composições representativas do serviço em estudo e impactam os coeficientes das composições. Cada composição aferida apresenta coeficientes estatisticamente determinados a partir de amostra constituída de medições diárias pelo prazo mínimo de 5 dias em cada obra. portanto:  IMPRODUTIVIDADE: Parcela de tempo inerente ao processo construtivo.1. 3. preparação e troca de frente de trabalho. portanto. 23 .  OCIOSIDADE: Parcela de tempo prescindível. cujo impacto é desconsiderado nas composições. adota-se a premissa de que a medição deve agregar tanto o tempo efetivo de execução do serviço como os tempos improdutivos que são necessários e estão diretamente vinculados ao processo executivo. ou ainda. Como cada serviço é observado em diversas obras. conforme cada uma das combinações dos fatores impactantes da produtividade. visando ainda à incorporação de novos insumos e técnicas construtivas e à padronização das premissas e critérios estabelecidos na concepção das referências. A metodologia adotada exclui os eventos extraordinários (greve. pois seus custos ou deverão ser considerados em outros itens de um orçamento de obras. Improdutivos e Ociosos Para refletir a realidade das obras. deslocamentos no canteiro etc.2. O processo de aferição promove a atualização e ampliação do banco de composições. ou são de responsabilidade exclusiva do contratado. impacto de chuvas e ociosidades oriundas de graves problemas de gestão da obra. deverão ser tratados de modo particular durante a execução do contrato.SINAPI .1 Tempos Produtivos. é possível reunir número significativo de dados objetivando extrair coeficientes médios representativos da quantidade de tempo e materiais necessários para a execução do serviço. Considera-se. representada nos coeficientes das composições.

Manual de Metodologias e Conceitos 3. têm-se as chamadas Árvores de Composições para cada Grupo de serviços similares (Figura 3).2. Esses fatores são os elementos que caracterizam e diferenciam as composições dentro do Grupo. Para representá-los de forma mais apropriada. que são observados e mensurados durante a coleta de dados em obra.SINAPI .2 Árvores de Fatores A metodologia de aferição prevê a identificação dos fatores que impactam na produtividade (mão de obra e equipamentos) e consumo (materiais) de cada grupo de serviços. 24 . facilitando ao usuário a escolha da composição mais apropriada ao seu caso específico.

MALHA 25X25 MM E FIO DIÂMETRO 1. PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA 400 L.24 MM (BWG 18) M2 0. GALVANIZADA E SEMIRÍGIDA. CAL E AREIA MÉDIA) PARA EMBOÇO/MASSA ÚNICA/ASSENTAMENTO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO.1388 MASSA ÚNICA (com tela metálica) MASSA ÚNICA (sem tela metálica) APLICAÇÃO MANUAL PROJEÇÃO MECÂNICA SACADA INTERNA FACHADA SACADA EXTERNA FACHADA COM VÃOS FACHADA SEM VÃOS e = 25 mm e = 35 mm e = 45 mm e ≥ 50 mm PREPARO COM BETONEIRA 400 l PREPARO COM MISTURADOR 300kg PREPARO MANUAL Figura 3: Uma composição e árvore do grupo de revestimento de fachada com massa única. APLICADA Código SIPCI MANUALMENTE EM PANOS DE FACHADA COM PRESENÇA DE VÃOS. AF_06/2014 M3 0.7800 C 87292 ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8 (CIMENTO.EMBO.001/01 EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8.REVE. PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA 400 L. ESPESSURA DE 25 MM.SINAPI . AF_06/2014 87775 Vigência: 06/2014 M² Última atualização: 06/2014 COMPOSIÇÃO Item Código Descrição Unidade Coeficiente C 88309 PEDREIRO COM ENCARGOS COMPLEMENTARES H 0.0314 I 37631 TELA METÁLICA ELETROSSOLDADA. Descrição da Composição Unidade 01. com os fatores presentes na composição destacados em preto 25 .Manual de Metodologias e Conceitos Código / Seq.7800 C 88316 SERVENTE COM ENCARGOS COMPLEMENTARES H 0.

Todos os fatores destacados aparecem na descrição da composição. 3. dentre outros.3 Cadernos Técnicos Ao final do processo de aferição das composições. apenas descrevem a técnica construtiva observada e registram as condições detectadas nas obras que serviram de base para a apresentação dos insumos e indicadores das composições. sendo necessário. Poderão embasar também os chamados Relatórios Técnicos Circunstanciados. A título de exemplo a Figura 4 demonstra a configuração típica de operários em canteiro de uma obra de edificação. legalmente previstos para os casos em que as composições não representem com precisão aquilo que se quer orçar. os critérios para quantificação do serviço. de parte do orçamentista.documento que apresenta seus componentes e suas características. as quais possuem características específicas. disponibilidade de área para logística de canteiro. redes de concessionárias de serviços públicos. a realização de ajustes a fim de refletir adequadamente os custos do bem ou serviço a ser produzido. os critérios de aferição. Uma composição de serviço similar retratada no SICRO – sistema de referência oficial gerido pelo DNIT e que baliza obras rodoviárias – e no SINAPI poderão apresentar coeficientes distintos.2. além de referências bibliográficas e normas técnicas aplicáveis. permitindo selecionar com segurança a referência que mais se adeque ao caso real. com equipes diretas – que trabalham nas frentes de 26 . Os Cadernos Técnicos não substituem os Cadernos de Encargos.000 composições publicadas de forma analítica e em conjunto com um Caderno Técnico . o Banco SINAPI contará com mais de 7.Manual de Metodologias e Conceitos Os fatores destacados na Árvore acima são aqueles representados na composição analítica apresentada.SINAPI . como interferências decorrentes de trânsito de veículos.2. de responsabilidade da contratante. 3. as etapas construtivas. Esses Cadernos Técnicos fornecem informações relevantes sobre a composição.4 Características e Condicionantes de Uso As referências do SINAPI buscam retratar intervenções urbanas.

PINI) O esforço das equipes diretas está contemplado nas composições principais: tanto a execução do serviço quanto o transporte de materiais no pavimento ou nas proximidades da frente de serviço. por não serem atribuídos diretamente ao serviço (ex: elevador de carga transporta insumos de toda a obra e não só para a execução do contrapiso). Ed. Seus 27 . Os esforços das equipes de apoio estão representados nas composições auxiliares e de transporte. inclusive as eventuais perdas ocorridas em transporte. encarregado de equipe. e equipes de apoio. porém. não considerando perdas de peças unitárias. dentre outros. que é realizado junto a outras atividades pelo servente incluso nessas composições. vaso sanitário. podem ser necessários para a execução de determinados serviços.SINAPI . Figura 4: Equipes envolvidas com os serviços (Fonte: Revista Infraestrutura. responsáveis pela produção intermediária que abastecerá estas frentes (como produção de argamassa) e pelo transporte de materiais. fev 2014. elevador de carga. Esses recursos. bancada de pia. não contemplados nas composições do SINAPI. engenheiro de obra. Outros custos. não sendo representados em composições unitárias. tais como: tanque. tais como: grua. A perda de materiais está contemplada nos coeficientes das composições principais e auxiliares.Manual de Metodologias e Conceitos serviços.

plano de ataque e cronograma de cada caso específico. que para a execução de determinada parede. Cada grupo temático é representado por meio de sua árvore de composições. A segregação em diferentes composições visa ao entendimento correto de cada etapa do processo e. Para tal.2. Significa dizer. o transporte da argamassa e dos blocos (Figura 5). Figura 5: Visão analítica da execução de um serviço.Manual de Metodologias e Conceitos custos devem ser computados de maneira distinta.5 Classificação A aferição das composições do SINAPI procura apropriar em cada etapa do serviço os recursos necessários para sua realização. variando apenas conforme os fatores que impactam em produtividade ou consumo. a produção da argamassa utilizada no assentamento dos blocos – inclusive a composição de custos para a utilização da betoneira. por meio da combinação de composições. especialmente. por exemplo.SINAPI . deverão ser observados alguns serviços. como: a execução da alvenaria propriamente dita. as composições são classificadas em:  Composições Principais Representam a execução dos serviços principais. conforme as características do canteiro. 3. 28 . à possibilidade de representar uma infinidade de formas de construção. Contemplam o esforço da mão de obra e equipamentos diretamente envolvidos no serviço aferido e são agrupadas de forma a apresentar as possibilidades de execução representativas e mais recorrentes no mercado nacional. planejamento. como a composição de alvenaria tratada no exemplo anterior.

porém o orçamentista poderá fazer combinação distinta. As composições auxiliares adequadas serão indicadas nos cadernos técnicos dos grupos de composições principais. As composições que utilizam equipamentos apresentam os coeficientes produtivos e improdutivos a serem considerados para a execução de uma unidade do serviço. Para cada equipamento serão criadas composições para os custos horários produtivos (CHP) e improdutivos (CHI). equipamentos de proteção individual. c) Seguros e impostos. b) Vida útil em anos (tempo de amortização). a produção de argamassa é considerada composição auxiliar. exames médicos e seguros obrigatórios. Ainda no exemplo da alvenaria. a depender das especificações de cada projeto. ferramentas.SINAPI . g) Custos de manutenção. Essas composições. com base nas seguintes variáveis: a) Custo de aquisição do equipamento. por meio de composições de custo horário de mão de obra. transporte urbano. e) Depreciação.  Composições de Custo Horário de Equipamentos Definem os custos de propriedade e uso dos equipamentos presentes no SINAPI. f) Juros. i) Custo de mão de obra na operação. incluem os custos de alimentação.  Composições de Custo Horário de Mão de Obra O SINAPI incorpora aos custos de mão de obra horista os Encargos Sociais Complementares. h) Custos de materiais na operação. As composições principais estão combinadas com as auxiliares mais recorrentes em canteiros de obra. Maiores detalhes sobre as composições de custo horário de equipamentos podem ser encontrados no Anexo II deste Manual. 29 .Manual de Metodologias e Conceitos  Composições Auxiliares Grupos criados com o intuito de representar a composição de custos de elementos que serão empregados nos serviços principais. além do insumo principal – o profissional representado em cada composição. d) Horas trabalhadas por ano.

 Composições de Transportes Composições criadas para representar o esforço da mão de obra necessária. Para a correta quantificação das composições de transporte deve ser observado que a distância descrita na composição se refere ao trajeto de ida (carregado). As premissas e a memória de cálculo das composições de Encargos Complementares podem ser encontradas no Anexo IV deste Manual. Os encargos sociais complementares incluídos no SINAPI estão contemplados apenas na mão de obra operária envolvida diretamente com a execução dos serviços. descarregamento e volta) e as improdutividades decorrentes da falta de demanda pelo transporte (espera pela movimentação vertical e das paradas na inicialização. em alguns casos equipamentos. para o transporte de materiais dentro do canteiro de obras. finalização e almoço).Manual de Metodologias e Conceitos Os custos são oriundos de exigências estabelecidas nas convenções coletivas de cada estado do país. ou seja.SINAPI . obtidos através de pesquisa de mercado e representados por insumos do Banco Nacional. 30 . encarregados. ida. Nos coeficientes das composições estão considerados os esforços do ciclo de transporte (carregamento. Esses encargos deverão ser calculados e acrescentados pelo orçamentista a toda mão de obra alocada na administração local. a mão de obra alocada dentro das composições de custo unitário. e demais profissionais técnicos e administrativos da obra. tais como engenheiros. e que podem ser apropriados diferentes percursos (Figura 6).

5 – distância entre o fornecimento e o transporte vertical O transporte horizontal no pavimento de execução não deve ser considerado por já estar contemplado nas composições principais dos serviços. acima de 50 até 75m e acima de 75 até 100m. As distâncias representativas consideradas foram: acima de 15 até 30m. 2 ou 3 da Figura 6). 4 – distância entre o estoque e o equipamento de transporte vertical. 2. As composições são apresentadas na unidade de medida em que o insumo é utilizado nas composições principais (ex: transporte de caixas de placas cerâmicas será apresentado em m² de cerâmica). O orçamentista poderá utilizar outras distâncias. 31 . Algumas exceções serão apresentadas nos cadernos técnicos específicos. As composições de transporte somente devem ser utilizadas para distâncias superiores a 15 metros. pois o esforço para distâncias inferiores está contemplado na composição principal. Destaca-se. acima de 30 até 50m. conforme a característica da obra em questão. visando a otimização da movimentação do material.Manual de Metodologias e Conceitos Figura 6: Distâncias de transporte horizontal em obras: 1 – distância entre o fornecimento e o estoque. já com as devidas conversões (ex: transporte de areia a granel será apresentado em kg e é utilizada em m³ nas composições finais). que é recomendado conceber a organização do canteiro com apenas uma das distâncias iguais ou superiores a 30m (trechos 1. 3 – distância entre o processamento intermediário e o equipamento de transporte vertical.SINAPI .distância entre o estoque e o processamento intermediário.

dentre outros). e consideradas as mais recorrentes no mercado. conforme indicação apresentada nos respectivos Cadernos Técnicos. Destaca-se ainda a orientação de que as composições de transporte horizontal manual só devem ser utilizadas quando constatada a impossibilidade de se adotar outras formas de transporte. podem ser citados os serviços que utilizam argamassa como composição auxiliar (contrapiso. que deve considerar a situação específica em questão. Como regra geral. e prepara kits de composições de serviços principais usualmente observados em conjunto. massa única. A unidade da composição de serviço permanece a mesma em que o insumo é utilizado nas composições principais. com horas de ajudante necessárias.  Combinações e kits de composições Com o intuito de facilitar a utilização das referências do sistema. Como exemplos de combinações. A forma de apropriar o custo de transporte de materiais em canteiro de obra é uma decisão do orçamentista.SINAPI . chapisco. impedindo que seja incorporado às composições unitárias com o risco de se criar referências discrepantes da realidade de grande parte das obras. alvenaria de vedação. (iii) empregar as composições de transporte de materiais do SINAPI e apresentá-las em linhas de planilha do orçamento. (ii) empregar as composições de transporte de materiais do SINAPI como composições auxiliares de serviço e agregá-las dentro das composições de serviço (somar o custo do serviço ao do transporte). levando em conta as situações mais representativas encontradas em campo durante a aferição. Desse modo. os cadernos técnicos de cada grupo de composições apresentam as opções para transporte adequadas ao caso. O Caderno Técnico do Grupo Transportes apresenta uma série de considerações específicas para cada tipo de insumo a ser transportado. são disponibilizadas combinações com 32 . a CAIXA cria combinações entre serviços principais e seus auxiliares. O dimensionamento do transporte de materiais em obra depende do arranjo do canteiro. adequadas para o caso.Manual de Metodologias e Conceitos É importante salientar que as composições de transporte envolvendo páletes consideram a unidade paletizada no carregamento e descarregamento. O SINAPI apresenta cada composição principal combinada a composições auxiliares de argamassa. Tem-se algumas opções. dentre elas: (i) estimar o esforço de uma equipe dedicada ao transporte de materiais de toda a obra e alocar esse custo em uma linha de planilha.

Adicionalmente. conforme Figura 7.Manual de Metodologias e Conceitos argamassas do traço representativo preparadas manualmente. Como tratado no item “Composições Auxiliares”. conforme exemplo a seguir. extraído do caderno técnico do grupo Contrapiso: As composições foram cadastradas com composições auxiliares de argamassa com traço 1:4 por ser o mais recorrente no mercado.SINAPI . e todas estarão indicadas nos cadernos técnicos dos grupos das composições principais. 33 . com diferentes traços e formas de preparo (Figura 8). com diferentes traços e formas de preparo. estão disponibilizadas no SINAPI as demais possibilidades de argamassas para Contrapiso. com opções em preparo manual ou mecânico (betoneira e misturador de eixo horizontal). estarão disponibilizadas no SINAPI as demais possibilidades de argamassas para cada grupo. com preparo mecânico (betoneira e misturador) além da opção com argamassa industrializada.

0 5.0 6.0 5.0 Misturador 160 kg 87349 Contrapiso 1.0 Misturador 160 kg 87346 Contrapiso 1.0 6.0 4.0 4.0 Betoneira 600 l 87302 Contrapiso 1.ARGA.0 Misturador 300 kg 87373 Contrapiso 1.0 3.0 Manual 01.SEDI.SINAPI .0 4.0 4.0 Misturador 600 kg 87348 Contrapiso 1.0 4.SEDI.Manual de Metodologias e Conceitos Código Serviço Cimento Areia Equipamento 87301 Contrapiso 1.0 3.0 3.0 Manual 87386 Contrapiso Argamassa pronta Misturador 300 kg 87399 Contrapiso Argamassa pronta Manual Figura 7: Composições auxiliares de argamassa no grupo Contrapiso Código Serviço Cimento Areia Equipamento 87298 Contrapiso 1.0 Misturador 160 kg 87340 Contrapiso 1.0 3.0 5.0 Misturador 300 kg 87341 Contrapiso 1.0 Manual 87375 Contrapiso 1.0 Betoneira 400 l 87305 Contrapiso 1.0 4.0 Misturador 600 kg 87345 Contrapiso 1.0 Betoneira 600 l 87304 Contrapiso 1.0 Betoneira 400 l 87299 Contrapiso 1.0 Misturador 300 kg 87347 Contrapiso 1.109/01 Contrapiso Argamassa industrializada Misturador 600 kg Figura 8: Composições auxiliares de argamassa adicionais presentes no SINAPI A argamassa utilizada não altera os coeficientes de produtividade do serviço CONTRAPISO.0 Betoneira 600 l 87307 Contrapiso 1.107/01 Contrapiso Argamassa industrializada Misturador 160 kg 01.0 6.0 Betoneira 400 l 87308 Contrapiso 1.0 6.0 5.0 3. Conforme necessidade do orçamentista no atendimento de particularidades 34 .0 3.0 Misturador 160 kg 87344 Contrapiso 1.0 Manual 87374 Contrapiso 1.0 Betoneira 400 l 87343 Contrapiso 1.0 6.0 Misturador 600 kg 87342 Contrapiso 1.0 Misturador 600 kg 87372 Contrapiso 1.0 5.ARGA.0 Betoneira 600 l 87339 Contrapiso 1.0 5.

Código / Seq. obra. as composições do grupo podem ser combinadas a todas as composições de argamassas para contrapiso disponibilizadas no SINAPI. Os kits de composições são criados como seleções pré-definidas de composições de serviços usualmente encontrados em conjunto nas obras. condicionantes locais. INCLUSO CUBA DE EMBUTIR DE AÇO INOXIDÁVEL MÉDIA. válvula.ASLM.0000 C Figura 9: Composição de bancada de granito com cuba e acessórios 35 . engate flexível e misturador. PADRÃO MÉDIO – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO UN 1. selecionados como item único. mesmo que executados em tempos diferentes.0000 C 86887 ENGATE FLEXÍVEL EM METAL CROMADO. que engloba bancada em granito. cuba de embutir. 1/2" X 40CM – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO UN 2.60 M – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO UN 1.0000 C 86936 CUBA DE EMBUTIR DE AÇO INOXIDÁVEL MÉDIA. Descrição da Composição Unidade 02. AF_12/2013_P Vigência: 12/2013 UN Última atualização: 06/2014 COMPOSIÇÃO Item Código Descrição Unidade Coeficiente 86891 BANCADA DE GRANITO PRETO TIJUCA POLIDO PARA PIA DE COZINHA 1. sifão.Manual de Metodologias e Conceitos do projeto. INCLUSO VÁLVULA TIPO AMERICANA E SIFÃO TIPO GARRAFA EM METAL CROMADO – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO UN 1. PADRÃO MÉDIO – FORNECIMENTO E 86945 INSTALAÇÃO. como no exemplo da composição 86945 (Figura 9). VÁLVULA TIPO AMERICANA.SINAPI . SIFÃO TIPO GARRAFA E ENGATE Código SIPCI FLEXÍVEL 40CM EM METAL CROMADO E APARELHO MISTURADOR DE MESA.50 X 0.040/02 BANCADA DE GRANITO PRETO TIJUCA POLIDO 1. em que se criam referências com os diversos serviços de mesmo padrão de acabamento de forma agrupada. etc.0000 C 86908 APARELHO MISTURADOR DE MESA PARA PIA DE COZINHA. É possível destacar os kits de composições do grupo Louças e Metais.INHI.60 M.50 X 0.

concebida para edificação habitacional unifamiliar e edificação pública padrão. Dessa forma. assim como as demais aferidas.SINAPI . Sua disponibilização pretende simplificar a etapa de quantificação dos serviços. Observa-se que há sinalização distinta (com descrição principal entre parênteses) e publicação em Caderno Técnico apartado das demais composições do grupo de serviço. a Composição Representativa para o serviço de alvenaria de vedação. que foram concebidas para os Grupos de Composições Aferidas que exigem quantificação mais detalhada do serviço.Manual de Metodologias e Conceitos  Composição Representativa Também com o intuito de racionalizar a utilização das referências do sistema. e representam as tipologias de projetos mais recorrentes. oriundas do agrupamento ponderado de composições aferidas. os coeficientes empregados foram obtidos a partir da ponderação das composições unitárias aferidas para projetos de casas e edificações públicas. na Figura 10. foram criadas as Composições Representativas. 36 . Como exemplo apresenta-se. Nesse exemplo. se comparada com os modelos prévios à aferição. Pode-se verificar que são devidamente ponderadas as quatro diferentes composições unitárias que poderiam ser empregadas separadamente na formação do orçamento (que consideram os fatores presença ou não de vão e área da parede). possuem um Caderno Técnico com as informações necessárias para a compreensão e uso adequado da referência. ações que visam destacá-las no Relatório de Composições e dentro do Grupo de referências para o mesmo serviço. As Composições Representativas. As Composições Representativas são referências de simples utilização. diferentes linhas de serviço no orçamento são unificadas em apenas uma composição de referência. nos casos em que o orçamentista não dispõe de informações técnicas suficientes para elaborar a planilha orçamentária no detalhe requerido pelas composições aferidas.

Manual de Metodologias e Conceitos Código / Seq.3168 Figura 10: Composição Representativa de Alvenaria de Vedação 37 .PARE. AF_06/2014 ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE 9X19X19CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M² COM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA. AF_06/2014 ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE 9X19X19CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU IGUAL A 6M² COM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA. AF_06/2014 Unidade Coeficiente M2 0.2028 M2 0.ALVE. Descrição da Composição Unidade 01. AF_11/2014 Vigência: 11/2014 Última atualização: 12/2014 COMPOSIÇÃO Item Código C 87495 C 87503 C 87511 C 87519 Descrição ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE 9X19X19CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M² SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA.SINAPI .2334 M2 0. PARA M2 EDIFICAÇÃO HABITACIONAL UNIFAMILIAR (CASA) E 89168 EDIFICAÇÃO PÚBLICA PADRÃO. AF_06/2014 ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE 9X19X19CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU IGUAL A 6M² SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA.2470 M2 0.043/01 (COMPOSIÇÃO REPRESENTATIVA) DO SERVIÇO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE Código SIPCI CERÂMICA DE 9X19X19CM (ESPESSURA 9CM).

Manual de Metodologias e Conceitos 3. GRUPO.NUM(XXX)/ SEQUENCIAL (XX) O número do lote (Nº LOTE) é formado por dois algarismos referentes à identificação do lote ao qual está inserido o serviço analisado. SIPCI). são elas:  ASTU: ASSENTAMENTO DE TUBOS E PECAS  CANT: CANTEIRO DE OBRAS  COBE: COBERTURA  CHOR: CUSTOS HORÁRIOS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS  DROP: DRENAGEM/OBRAS DE CONTENÇÃO/POÇOS DE VISITA E CAIXAS  ESCO: ESCORAMENTO  ESQV: ESQUADRIAS/FERRAGENS/VIDROS  FOMA: FORNECIMENTO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS  FUES: FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS  IMPE: IMPERMEABILIZAÇÕES E PROTEÇÕES DIVERSAS 38 .  Lote II (02): Instalações Hidráulicas e Elétricas Prediais e Redes de Distribuição de Energia Elétrica. que identifica cada referência de maneira estruturada. CLASSE. As composições foram divididas em três lotes:  Lote I (01): Habitação.6 Codificação As composições aferidas do SINAPI possuem dois códigos.2. O segundo é o código sequencial gerado automaticamente quando do cadastramento da composição no sistema (cód. O primeiro é advindo do processo de aferição. sendo esse o código que figura nos relatórios mensais.SINAPI . O primeiro código é apresentado da seguinte maneira: Nº LOTE (XX).  Lote III (03): Saneamento e Infraestrutura Urbana A classe separa as composições em 29 macroetapas. Fundações e Estruturas.

Por exemplo.Manual de Metodologias e Conceitos  INEL: INSTALAÇÃO ELÉTRICA/ELETRIFICAÇÃO E ILUMINAÇÃO EXTERNA  INPR: INSTALAÇÕES DE PRODUÇÃO  INES: INSTALAÇÕES ESPECIAIS  INHI: INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS  LIPR: LIGAÇÕES PREDIAIS ÁGUA/ESGOTO/ENERGIA/TELEFONE  MOVT: MOVIMENTO DE TERRA  PARE: PAREDES/PAINEIS  PAVI: PAVIMENTAÇÃO  PINT: PINTURAS  PISO: PISOS  REVE: REVESTIMENTO E TRATAMENTO DE SUPERFÍCIES  SEDI: SERVIÇOS DIVERSOS  SEEM: SERVIÇOS EMPREITADOS  SEES: SERVIÇOS ESPECIAIS  SEOP: SERVIÇOS OPERACIONAIS  SERP: SERVIÇOS PRELIMINARES  SERT: SERVIÇOS TÉCNICOS  TRAN: TRANSPORTES.SINAPI . o serviço de execução de Revestimento Decorativo em Monocamada – 39 . CARGAS E DESCARGAS  URBA: URBANIZAÇÃO Para cada classe existe uma subdivisão em grupos para melhor enquadrar o serviço analisado. O grupo é representado por sigla da descrição principal do serviço. com quatro letras.

ALVE. O campo “Num” é formado por três algarismos. 3. AF_06/2014 Vigência: 06/2014 Última atualização: 06/2014 Bloco cerâmico com furos na vertical 9 x 19 x 39 cm (espessura 9 cm) Bloco de concreto 14 x 19 x 39 cm (espessura 14 cm) 19 x 19 x 39 cm (espessura 19 cm) Área líquida < 6 m² Área líquida ≥ 6 m² Sem vãos Com vãos Preparo manual Preparo mecânico Figura 11: Composição de alvenaria de vedação e árvore de fatores 40 .PARE. iniciado em 01. que corresponde à numeração sequencial de combinações entre a composição original e auxiliares. Descrição da Composição Unidade 01. que significa Revestimento Decorativo Monocamada.SINAPI . Ambos os códigos estão identificados em cada Caderno Técnico.7 Nomenclatura e Status Código / Seq. O sequencial é formado por dois algarismos. ao lado da descrição da composição unitária aferida. correspondente ao número da composição em análise para o grupo que foi aferido.Manual de Metodologias e Conceitos MONOCAPA pertence ao grupo de sigla: RDMC. Exemplo disso são as composições de chapisco com diferentes formas de execução da argamassa.006/01 ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO DE 19X19X39CM (ESPESSURA 19CM) DE Código SIPCI PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU IGUAL A 6M² SEM M² VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO 87457 EM BETONEIRA.2.

representada na Figura 11. PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA 400 L. 41 . Descrição da Composição 01. que variam de acordo com a disponibilidade de preços de seus insumos do sistema. pois não será possível gerar preço. a CAIXA irá divulgar seu Caderno Técnico.SINAPI . como a composição 87071 apresentada na Figura 12. ocorrerá a publicação de seu caderno técnico no sítio da CAIXA e a referência irá figurar nos relatórios mensais publicados na internet. Código SIPCI APLICADO EM ÁREAS SECAS MENORES QUE 10M² SOBRE LAJE.PISO. Como na Figura 13 abaixo.RGCP. receberá um código SIPCI e seu caderno técnico será republicado alterando-se a data de última atualização. ou seja. AF_06/2014 Vigência: 06/2014 Unidade M² Última atualização: 06/2014 Figura 12: Composição de contrapiso em argamassa traço 1:4. Existem no SINAPI três status possíveis para as composições aferidas. Assim que o insumo faltante passar a figurar na coleta regular. Quando houver disponibilidade de preços para todos os insumos da composição. a composição será ativada. representa de forma escrita a mesma informação contida na árvore de composições e seus fatores destacados. a descrição da composição neste caso recebe a inscrição AF_XX/XXXX. ACABAMENTO 87071 REFORÇADO. porém a composição não aparecerá nos relatórios mensais. porém no campo Código SIPCI aparecerá XXXXX. integrará o relatório de preços. ESPESSURA 2CM. As composições aferidas são identificadas pela inscrição AF_XX/XXXX (sendo XX/XXXX o mês e o ano de início de vigência da composição). bastando a coleta de preço pontual para o insumo faltante. ADERIDO. Nesta situação a composição receberá a citada inscrição AF_XX/XXXX e um Código SIPCI. indicando que a composição não está ativa no sistema. espessura 2 cm Quando não houver disponibilidade de preço para algum insumo da composição.Manual de Metodologias e Conceitos A descrição das composições aferidas apresenta a combinação dos fatores de cada caso. Código / Seq. A referência é válida e poderá ser utilizada.001/01 CONTRAPISO EM ARGAMASSA TRAÇO 1:4 (CIMENTO E AREIA).

os insumos faltantes são identificados com asterisco (*) e as pendências são claramente descritas no Caderno Técnico. ACABAMENTO NÃO REFORÇADO.Manual de Metodologias e Conceitos Código / Seq. apresentado na página seguinte. ou a CAIXA realizou substituição por algum insumo que possua utilização e preço similar ao indicado na aferição. AF_06/2014 XXXXX Vigência: 06/2014 Unidade M² Última atualização: 06/2014 Figura 13: Composição de contrapiso em argamassa industrializada.PISO. APLICADO EM ÁREAS SECAS MENORES QUE 10M² Código SIPCI SOBRE LAJE. conforme extrato do caderno técnico da composição 89355 (instalação de água fria). PREPARO MANUAL.002/05 CONTRAPISO EM ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA. Significa dizer que não há disponibilidade de preços para algum de seus insumos. 42 . mas a composição será ativada. Esse processo pode ocorrer por duas razões distintas: ou o insumo faltante não tem representatividade no preço unitário da composição e estará indicado apenas no Caderno Técnico. ESPESSURA 2CM. Essas composições recebem a inscrição AF_XX/XXXX_P. espessura 2 cm Uma terceira possibilidade é a existência de composição com pendência.SINAPI .RGCP. Descrição da Composição 01. ADERIDO.

estão disponíveis versões digitais mais atuais dos seguintes produtos e informações: 43 . SOLDÁVEL.Manual de Metodologias e Conceitos -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Código / Seq. houve substituição pelo insumo INX 3767 – LIXA EM FOLHA PARA PAREDE OU MADEIRA. NÚMERO 120 (COR VERMELHA). podem ser utilizadas como referência alternativa as composições com itens sem preço. INSTALADO EM RAMAL OU SUB-RAMAL DE ÁGUA – FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.br/poder-publico/apoio-poder-publico/sinapi. PVC.0610 UN 0. Foi considerado o mesmo coeficiente. Nesse endereço. DN 20 MM. 4. DN 20MM. 225 X 275 MM. PVC. 02.. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- As composições com pendências são criadas por se considerar mais efetivas as referências com publicação mensal de preços.AGFR.caixa. à critério do orçamentista. no endereço http://www. RECURSOS Toda a produção do SINAPI é disponibilizada na internet.SINAPI .1060 8. PARA ÁGUA FRIA LIXA D`ÁGUA N° 100 P/ PVC 225x275MM Unidade Coeficiente H 0.3190 M 1.001 Código SIPCI 89355 Descrição da Composição Unidade TUBO. SOLDÁVEL.gov. AF_12/2014_P M Vigência: 12/2014 Última atualização: 12/2014 COMPOSIÇÃO Item Código C 88267 C 88248 I 9867 I * Descrição ENCANADOR OU BOMBEIRO HIDRÁULICO COM ENCARGOS COMPLEMENTARES AUXILIAR DE ENCANADOR OU BOMBEIRO HIDRÁULICO COM ENCARGOS COMPLEMENTARES TUBO.3190 H 0. Pendências  Como não há preço coletado para a LIXA D’ÁGUA Nº 100 PARA PVC.INHI. Porém.

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Relatórios de Insumos, preços com e sem desoneração, para as 27 capitais dos
Estados e Distrito Federal;

Relatórios de Composições Sintéticas, preços com e sem desoneração, para as 27
capitais dos Estados e Distrito Federal;

Catálogos de Composições Analíticas;

Cadernos Técnicos de composições aferidas disponibilizados em Consulta Pública;

Cadernos Técnicos das Composições Aferidas vigentes, para os Lotes 1, 2 e 3;

Relação de Composições Aferidas;

Relatório de Composições Alteradas;

Planilhas de Encargos Sociais, com e sem desoneração, para as 27 capitais dos
Estados e Distrito Federal;

Informações para realização de convênios entre a CAIXA e Instituições Públicas
para acesso ao SIPCI;

Manual de Metodologias e Conceitos do SINAPI.

44

SINAPI - Manual de Metodologias e Conceitos

5.

BIBLIOGRAFIA

 Acórdão Nº 1.736/2007 – TCU – Plenário
 Acórdão Nº 2.622/ 2013 – TCU – Plenário
 BAETA, André P. Orçamento e Controle de Preços de Obras Públicas. Ed. Pini, 2012.
 Decreto Presidencial Nº 7.983/2013 - Estabelece regras e critérios para elaboração do
orçamento de referência de obras e serviços de engenharia, contratados e
executados com recursos dos orçamentos da União, e dá outras providências.
 Lei 5.194/1966 - Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e
Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências.
 Lei 6.496/1977 – Institui a "Anotação de Responsabilidade Técnica" na prestação de
serviços de engenharia, de arquitetura e agronomia; autoriza a criação, pelo
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma Mútua
de Assistência Profissional; e dá outras providências.
 Lei 8.666/1993 - Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui
normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras
providências.
 Lei 12.378/2010 - Regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de
Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal - CAUs; e dá outras
providências.
 MATTOS, Aldo Dórea. Como Preparar Orçamentos de Obras. Ed. Pini, 2006.

6.

ANEXOS

Anexo I – Aferição
Anexo II – Custos Horários de Equipamentos
Anexo III – Encargos Sociais
Anexo IV – Encargos Sociais Complementares
45

SINAPI
SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES
DA CONSTRUÇÃO CIVIL

ANEXO I
Aferição

Versão: 003
Vigência: 12/2013
Última Atualização: 02/2015

... Fatores que Influenciam os Coeficientes Aferidos ......... Princípios para Análise da Eficiência dos Equipamentos ....................................ANEXO I ..............51 5............................. Princípios para Análise da Produtividade da Mão de Obra ............AFERIÇÃO 1.......................................................................48 3...................48 2.49 4.............................. Aspectos Gerais ............................................. Etapas do Processo de Aferição .............................. Princípios para Análise do Consumo Unitário / Perdas de Materiais .........................SUMÁRIO ...........................53 ..............................52 6..........................

2. FATORES QUE INFLUENCIAM OS COEFICIENTES AFERIDOS 48 . em dados obtidos em medições em obras.Anexo I – Aferição ANEXO I – METODOLOGIA DE AFERIÇÃO DO SINAPI Como tratado anteriormente. ASPECTOS GERAIS O cálculo da produtividade é fundamentado em abordagem denominada “modelo de entradas-saídas”. a aferição de uma composição deve apresentar os valores medidos de produtividade para os diferentes recursos que participam de um serviço. quais sejam: mão de obra. preferencialmente. 1. além de consumos e perdas de materiais envolvidos na execução dos diversos serviços da construção civil. mão de obra e equipamentos . aferir composições significa dimensionar produtividades de mão de obra e equipamentos.em serviços (Figura 1). no qual a produtividade é considerada como a eficiência em transformar recursos físicos . No caso do SINAPI. materiais e equipamentos.materiais. esse dimensionamento é realizado por meio da metodologia descrita a seguir e com base. Figura 1: Representação da definição de produtividade Deste modo.

a RUP diária tipicamente apresenta grandes variações. Quando este indicador refere-se ao esforço despendido e ao serviço produzido durante em um dia de trabalho.Anexo I – Aferição Os fatores que influenciam tanto o consumo de materiais quanto a produtividade da mão de obra e dos equipamentos podem ser associados a: . Figura 2: Fórmula para cálculo da Razão Unitária de Produção (RUP). tem-se a RUP diária. A partir do conjunto 49 . Por exemplo: no caso de assentamento de blocos estruturais de concreto. A produtividade extraída deste indicador relaciona o esforço despendido com a quantidade produzida. o assentamento de placas grandes em ambientes pequenos tende a ocasionar perdas maiores devido à necessidade de maior número de cortes nas peças. a utilização da ferramenta palheta ou bisnaga pode levar a uma perda menor de material e melhor produtividade que a utilização de colher de pedreiro. . 3. chamada de RUP – Razão Unitária de Produção.PRODUTO: relacionado ao tipo de serviço a ser medido. Por exemplo: no caso de revestimento cerâmico. PRINCÍPIOS PARA ANÁLISE DA PRODUTIVIDADE DA MÃO DE OBRA No caso de mão de obra. No setor da construção.PROCESSO: relacionado ao processo de execução de um dado serviço. às especificações exigidas e detalhes de projeto que influenciam o esforço necessário para sua execução e as perdas a ele associadas. exigindo que os serviços sejam observados em uma sequência de dias. a eficiência decorre da relação entre o esforço empregado (Hh – Homem hora) e o resultado obtido (Qs – Quantidade de serviço). dado pela fórmula da Figura 2.

o que torna possível reunir grande massa de dados objetivando extrair um coeficiente médio representativo da quantidade de tempo necessária para a execução do serviço. indicador entre a RUP potencial e a RUP cumulativa. RUP cumulativa e RUP potencial. que representa uma medida de tendência central das observações diárias. é calculada a RUP cumulativa.Anexo I – Aferição de dados obtidos. sendo calculada a partir das melhores RUP diárias. A RUP potencial representa uma produtividade de bom desempenho possível de ser alcançada. Dessa análise relativa se obtém a RUP apropriada. cumulativa e potencial. empregam-se os conceitos de RUP diária. apresenta parcela incorporada de tempos improdutivos e parte dos ociosos. durante 15 dias em uma obra. Para a devida apropriação da parcela de tempo improdutivo necessário e inerente ao serviço. O gráfico a seguir apresenta as diferentes RUPs de um serviço hipotético. No processo de aferição cada serviço é observado em diversas obras. em um determinado período. assim como a diária. medido em m². para o qual são analisados. A RUP cumulativa. conforme cada uma das combinações dos fatores impactantes da produtividade (árvore). é realizada a análise da relação entre a RUP cumulativa e a RUP potencial. 50 . Para extrair a parcela oriunda de ociosidade. para representar a amostra de obras coletadas. embora de difícil constância por vários dias seguidos (ver Figura 3). e exclusão do tempo ocioso que não deve ser contemplado nos coeficientes. o esforço empregado (Hh) e a quantidade de serviço executada (Qs). Figura 3: Gráfico mostrando a RUP diária.

na estocagem. 51 . as perdas podem ser em forma de entulho e incorporada. além daquelas ocorridas nos transportes internos. A quantidade teórica é obtida de maneira direta. visto que é decorrente da deficiência na gestão/segurança do canteiro. As duas primeiras são inerentes ao processo de produção. Quanto à sua natureza. no processamento intermediário e no processamento final.é necessário o estudo de dois conceitos: Quantidade de material Teórica e Real. PRINCÍPIOS PARA ANÁLISE DO CONSUMO UNITÁRIO / PERDAS DE MATERIAIS No cálculo da eficiência na utilização de materiais – CUM (Consumo Unitário de Materiais) . resulta do cálculo da quantidade de materiais teoricamente necessária para uma execução sem ineficiência ou produção de resíduos. Figura 4: Fórmula para cálculo do consumo e perda de materiais As perdas são tudo aquilo que se consome de materiais a mais que o teoricamente necessário.Anexo I – Aferição 4. as perdas decorrentes dos processos de produção (Figura 4). A Quantidade real contempla. além da teórica. e podem ser classificadas de acordo com o momento de sua incidência: no ato do recebimento. além das perdas por roubo. visto que não é economicamente viável a execução de obras sem a consideração de perdas. ou seja. Apenas esta última não foi contemplada nas composições aferidas.

Figura 5: Incorporação adicional de argamassa no contrapiso 5.Eq – hora Equipamento) e o resultado obtido (Qs – Quantidade de serviço). Figura 6: Fórmula para cálculo da eficiência de equipamentos A determinação dos coeficientes de equipamentos é obtida a partir do levantamento em campo dos tempos representativos de diferentes situações: (i) pleno funcionamento. tem-se o emprego de material em quantidade superior ao previsto em projeto por pequenas imprecisões de execução da peça (folgas nas formas).apropriam os tempos do equipamento em funcionamento (i) e (ii). a produtividade de equipamentos decorre da relação entre as horas de equipamento empregadas (h. ou laje que recebe o contrapiso (Figura 5). e (iii) disponível para o trabalho (sem funcionamento). chamada de EfE – Eficiência de Equipamento (Figura 6). (ii) envolvido com o processo (funcionamento parcial). 52 . PRINCÍPIOS PARA ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DOS EQUIPAMENTOS De forma similar ao cálculo da eficiência no emprego de mão de obra. ou necessidade de correção de desnível. As composições do SINAPI de CHP – Custo Horário Produtivo .apropriam os tempos sem funcionamento (iii).enquanto que as de CHI – Custo Horário Improdutivo .Anexo I – Aferição Como exemplo de perda incorporada.

em alguns casos os cadernos técnicos das composições vigentes apresentam modificações em relação àqueles disponibilizados em Consulta Pública. órgãos de governo (contratantes). desta forma. Após o término do prazo da consulta. Devido à incorporação das contribuições. permitindo que todos os usuários. Quando houver alterações significativas de critérios e/ou coeficientes. contratados (setor produtivo). e ainda os tempos necessários para manutenção dos equipamentos. no qual há interdependência entre dois ou mais equipamentos para a execução do serviço. O FTT é oriundo de medições em campo e é empregado para apropriar o tempo produtivo (CHP) e o tempo improdutivo (CHI) dos equipamentos envolvidos no serviço. as 53 . orçamentistas e órgãos de controle agreguem suas contribuições. cujo resultado é de 80%.br/poder-publico/apoio-poder-publico/sinapi. O processo de Consulta Pública visa a garantia de transparência e envolvimento da comunidade técnica na construção de um sistema nacional de referência que contribua para melhoria do processo de orçamentação e contratação de obras públicas em todo o país. e consideram os tipos e modelos de equipamentos encontrados com maior frequência na execução de cada serviço.Fator de Tempo de Trabalho). As composições aferidas buscam retratar a realidade encontrada em campo. alterando. a CAIXA incorpora as contribuições e publica as composições em conjunto com seus cadernos técnicos como referências vigentes do banco SINAPI. em obras urbanas.Anexo I – Aferição Quando o equipamento faz parte de um conjunto. períodos em que o trabalho efetivamente não ocorre. As publicações são disponibilizadas por 60 dias após a inclusão de cada grupo de serviço. 6. as eficiências avaliadas. ETAPAS DO PROCESSO DE AFERIÇÃO Todas as composições aferidas são publicadas para Consulta Pública no endereço http://www. através de um fator (FTT .caixa. os coeficientes são calculados considerando-se que aquele equipamento de menor eficiência limita a produtividade do conjunto.gov. A produtividade dos equipamentos leva em conta o tempo necessário para preparação e desmobilização das equipes envolvidas no início e fim de cada etapa de trabalho.

Anexo I – Aferição composições serão novamente submetidos a consulta pública antes de serem incorporadas ao SINAPI. 54 .

SINAPI SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL ANEXO II Custos Horários de Equipamentos Versão: 003 Vigência: 01/2014 Última Atualização: 10/2014 .

..................................... 12........................... 6.................................................................... 75 Custos de Mão de Obra da Operação (CMOB) ............................................................................................................................. 10............. 4................................................................................ 7........ 9......... 57 Custo Horário dos Equipamentos ..............................................................................................................CUSTOS HORÁRIOS DE EQUIPAMENTOS 1................................................................................. 5......... 58 Seguros e Impostos (SI) ............................................... 76 Custo Horário Produtivo (CHP)........ 11... 3....................................................................................SUMÁRIO ........................................................ 68 Juros (J) .....................................................ANEXO II .......................... 67 Depreciação (D) ............... 77 Custo Horário Improdutivo (CHI) ............................................ Introdução .................................. 58 Vida Útil dos Equipamentos (VU) ......................... 8............................................... 65 Horas Trabalhadas por Ano (HTA) e Horas Disponíveis por Ano (HDA)................... 2.............................................................................................. 77 Bibliografia ............ 79 ... 13................... 72 Custos de Materiais na Operação (CMAT) ............... 71 Custos de Manutenção (M) ....................

Não serão tratados neste documento os custos que envolvam máquinas e equipamentos locados. tais como greves. INTRODUÇÃO Este anexo define a metodologia de como serão considerados os diferentes itens que compõem o custo decorrente da posse ou uso dos diversos equipamentos presentes no Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI). e) Depreciação. b) Vida útil. em anos (tempo de amortização). aferidos por meio desta metodologia. serão avaliados no intervalo de uma hora. h) Custos de materiais na operação. Os custos horários dos equipamentos não contemplam impactos decorrentes de paralisação em decorrência de chuvas ou de eventos extraordinários. falta de materiais ou de frentes de serviços. Todos esses fatores são considerados na obtenção do custo horário das composições auxiliares. sendo este custo horário estabelecido por meio dos seguintes fatores: a) Custo de aquisição do equipamento. c) Seguros e impostos.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 1. nas composições de horas produtivas e improdutivas dos equipamentos. bem como estabelece as premissas a serem consideradas quando se utilizar novos equipamentos. i) Custo de mão de obra na operação. Todas as considerações e resultados obtidos pela aplicação da metodologia empregada se referem a serviços executados em áreas urbanas. Os custos necessários para a utilização dos equipamentos. g) Custo de manutenção. f) Juros. 57 . d) Horas trabalhadas por ano.

ou por meio de coeficientes de correlação. conforme a atual sistemática de obtenção dos custos dos insumos do SINAPI. Para a avaliação da vida útil dos equipamentos e das condições de trabalho consideradas nos custos horários dos equipamentos. assim como pelas condições de trabalho em que o equipamento é submetido. foram empregadas as informações sugeridas pelos fabricantes. Essa condição procura expressar o grau de desenvolvimento tecnológico atual. sempre que possível. cujo valor é oriundo de coleta de preços de mercado realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas capitais brasileiras. bem como.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 2. VIDA ÚTIL DOS EQUIPAMENTOS (VU) O conceito de vida útil de um equipamento é meramente econômico. 3. presentes no Banco Nacional de Insumos do SINAPI deverão. propiciar a maior aderência com a pesquisa de preços desses insumos obtida no mercado. CUSTO HORÁRIO DOS EQUIPAMENTOS O custo de aquisição dos equipamentos será obtido a partir do custo mediano do equipamento disponibilizado na planilha divulgada periodicamente no Banco Nacional de Insumos do SINAPI. Os insumos vigentes relativos aos equipamentos. no caso de se tratar de um insumo representativo. utilizados nas composições horárias destes. Em relação ao custo mediano dos equipamentos. sendo descrito como o número de anos compreendido entre o início da operação até o momento em que os custos de reparo para mantê-lo em condições de funcionamento se tornam superiores ao valor residual desse mesmo equipamento. se referir a equipamentos que se encontrem em fabricação. O custo de aquisição dos equipamentos poderá ser diretamente obtido. no caso de se tratar de insumo representado. A vida útil de um equipamento é influenciada pelos cuidados com manutenção. não há consideração de efeito cotação. assim como em qualquer outro insumo disponibilizado no SINAPI. as quais estão presentes no Manual de Custos Rodoviários do Departamento 58 .

00 5.00 5.00 6.33m3 Rolo compactador Pé-de-carneiro (vibratório) Rolo compactador Pé-de-carneiro “tamping” Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica.00 4. cap.00 7.00 4.00 10.00 1750 156 D 6.33m3 Carregadeira de pneus 1.00 5.50 6.1m3 Carregadeira de pneus 3.00 6. conforme Tabelas 1 e 2 a seguir apresentadas: Tabela 1: Vida Útil dos Equipamentos Condição de trabalho L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P Descrição Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Motoscraper Motoscraper Motoscraper Motoniveladora (105 a 130h) Motoniveladora (105 a 130hp) Motoniveladora (105 a 130hp) Trator agrícola (de pneus) Carregadeira de pneus 1.50 10.00 4.1m3 Retroescavadeira Retroescavadeira Retroescavadeira Rolo compactador Pé-de-carneiro autopropulsor 11.00 11.50 11.00 7.00 7.00 4.25t (vibratório) Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Motoniveladora (150 a 180h) Motoniveladora (150 a 180h) Motoniveladora (150 a 180h) Carregadeira de pneus 1.72m3 Carregadeira de pneus 1.00 8.00 4. 600l Potência (kW) 82 82 82 104 104 104 228 228 228 246 246 246 104 104 104 77 78 78 78 127 127 127 57 57 57 Tipo de combustível D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D Vida útil (anos) 6.80 1750 166 166 166 96 D D D D 7.00 9.00 6.00 6.33m3 Carregadeira de pneus 1.00 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 80 D 6.00 5.00 4.72m3 Carregadeira de pneus 1.00 1750 228 228 228 138 138 138 79 79 79 D D D D D D D D D 11.00 6.72m3 Carregadeira de pneus 3.00 5.50 6. esteiras.00 4.1m3 Carregadeira de pneus 3.00 HTA (h/a) 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 85 D 6.50 6.00 9.00 5.00 5.00 2000 2000 2000 2000 59 .Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Nacional de Infraestrutura de Transporte – DNIT.00 5.00 7.00 8.

00 7.2t tandem Rolo compactador.00 7.00 1250 1750 1200 1200 1250 85 D 6.00 8.00 8.00 5.00 1750 170 D 5.00 5.00 1750 108 D 6.80 6.00 1750 74 D 8.80 1750 59 D 6.00 2000 274 D 12.00 8.00 8.00 8.00 1000 59 83 200 D D D 7.00 1750 74 D 6.00 10.00 1750 97 D 6.00 8.6t Rolo compactador liso vibratório. autopropulsor 7.00 6.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Condição de trabalho Descrição longo alcance Draga de sucção para extração de areia Chata para 25m3 com rebocador Grade de disco 24x24 Rolo compactador tandem. de pneus autopropulsor 21t Usina misturadora solo 350/600 t/h Vassoura mecânica rebocável Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de agregados autopropulsor Tanque estocagem de asfalto de 20000l Distribuidor de asfalto em caminhão Aquecedor de fluido térmico Usina de asfalto a quente 40/60 t/h Vibro-acabadora de asfalto sobre pneus Usina pré-misturada a frio 60 /100 t/h Usina pré-misturada a frio 30 /60 t/h Rolo estático tandem autopropulsor 9t Rolo tandem vibratório 1. vibratório autopropulsor de 10.00 10.80 1750 99 E 40 D 150 8 128 20 43 20 43 10 D E E D E E D D 8.00 1750 57 D 6.00 10.6t Rolo compactador de pneus estático autopropelido 23t Rolo compactador liso vibratório 6.00 8.80 1750 188 E 8.6t Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Caldeira de asfalto rebocável 600l Caldeira de asfalto a quente 100/140 t/h Fresadora a frio Fresadora a frio Estabilizadora e recicladora a frio Rolo compactador liso autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus Usina de asfalto 90/120 t/h com filtro de manga Vibro-acabadora para asfalto sobre esteiras Rolo compactador estático Carregadeira compacta de pneus Fresadora e distribuidora de solos p/ regular subleito Equipamento distribuidor de LARC (microflex) com cavalo mecânico Compressor de ar 250pcm Compressor de ar 350pcm Compressor de ar 764pcm Potência (kW) Tipo de combustível Vida útil (anos) HTA (h/a) 100 100 - D D 5. autopropulsor 11.00 1750 1750 1750 60 .00 5.30 2000 1 260 105 297 250 E E D D D 10.9t Rolo compactador liso vibratório.00 8.00 10.00 1750 2000 243 D 5.00 2000 2000 1000 112 D 6.00 8.00 1750 1000 1250 1750 2500 1250 2500 1750 1750 1750 1750 1750 1750 83 D 6.00 1750 70 45 D D 6.80 5.

00 7.00 1250 1250 1500 1250 2000 2 E 10.00 6.80 1200 1750 2000 2000 2000 2000 2000 10 125 125 125 170 170 61 .00 6.00 5.00 7.50 5.00 HTA (h/a) 1750 1750 1750 1750 1750 1750 1750 1750 1750 1750 74 23 59 E E D 2 87 292 73 E 8.00 5. de guardacorpo Central de concreto 30 m3/h c/ silo p/ cimento (dosadora) Espalhadora de concreto Acabadora de concreto com forma deslizante Texturizadora e lançadora c/ estação meteorológica Serra de disco diamantado para junta Seladora de juntas Central de concreto de 270 m3/h Régua vibratória de 4.30 4.00 1750 1750 1750 1000 1000 1000 1200 1200 1200 1200 1200 1200 1200 1200 1200 2 E 5.00 7.8t) Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão carroceria de madeira 15t Potência (kW) Tipo de combustível E D E Vida útil (anos) 6.00 6.00 1500 172 D 8.00 8.00 5.00 10.8t) Caminhão basculante 5 m3 (8.00 8.00 8.00 6.00 1250 47 6 149 1 6 G G E E E 8.00 5.00 5.00 6.00 1250 172 D 8.25m Máquina p/ serrar juntas Instalação fábrica de pré-moldados para pavimentação Jateadora de areia Betoneira 580l Caminhão basculante 5 m3 (8.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Condição de trabalho L M P L M Descrição Perfuratriz manual Perfuratriz sobre esteira “Crawler-Drill” Conjunto de britagem 30 m3/h Conjunto de britagem 9/20 m3/h Compressor de ar 180pcm Martelete rompedor de 28kg Martelete rompedor de 33kg Compressor de ar p/ pintura com filtro Compressor de ar portátil 375pcm Conjunto de britagem 80 m3/h Conjunto de britagem para produção de rachão Betoneira de 320l – diesel Betoneira de 320l – elétrica Betoneira de 750l – elétrica Carrinho de mão 80l Gerica A-15 Vibrador de imersão para concreto Fábrica de tubos de concreto D=20cm Fábrica de tubos de concreto D=30cm Fábrica de tubos de concreto D=40cm Fábrica de tubos de concreto D=60cm Fábrica de tubos de concreto D=80cm Fábrica de tubos de concreto D=100cm Fábrica de tubos de concreto D=120cm Fábrica de tubos de concreto D=150cm Instalação completa p/ fabr.00 1200 E D D D D D 5.00 1200 25 E 10.00 5.00 6.00 8.00 5.00 5.00 6.00 1750 7 4 9 D E E 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 E E E E E E E E E E 6.00 1.00 6.8t) Caminhão basculante 5 m3 (8.00 5.00 6.00 1.00 6.00 5.00 5. de mourão Instalação completa p/ fabr.00 1250 57 D 8.

80 5.30 4.1t) Caminhão basculante 4 m3 (7. p/ rocha 8 m3 (13t) Caminhão tanque 6000l Caminhão tanque 6000l Caminhão tanque 6000l Caminhão tanque 10000l Caminhão tanque 10000l Caminhão tanque 10000l Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 4t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão carroceria fixa 9t Caminhão basculante 4 m3 (7.30 4.30 4.00 5.00 5.50 5.80 5.00 6.5t) Caminhão betoneira 5 m3 (11.5t) Caminhão betoneira 5 m3 (11.80 5. p/ rocha 8 m3 (13t) Caminhão basc.00 6.00 6.50 2000 150 D 5.00 5.00 5.30 2000 279 D 4.00 6.00 6.30 4.50 5.00 6. cap.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Condição de trabalho P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M P L M Descrição Caminhão carroceria de madeira 15t Caminhão basculante 6 m3 (10. 7t Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1. p/ rocha 8 m3 (13t) Caminhão basc. cap.50 5.30 4.5t) Caminhão basculante 6 m3 (10.1t) Caminhão basculante 4 m3 (7.00 6.00 5.00 5.5t) Caminhão basculante 14 m3 (20t) Caminhão basculante 14 m3 (20t) Caminhão basculante 14 m3 (20t) Caminhão basculante p/ rocha 12 m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12 m3 (18t) Caminhão basculante p/ rocha 12 m3 (18t) Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1.00 6.00 12.30 5.5t) Caminhão basculante 10 m3 (15t) Caminhão basculante 10 m3 (15t) Caminhão basculante 10 m3 (15t) Caminhão basc.80 5.30 4.50 5.00 6.00 5.00 2000 150 D 6.00 6.00 6.00 HTA (h/a) 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 1000 1500 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 279 D 6.80 2000 62 .50 5.00 6.5t Veículo leve automóvel até 100hp Veículo leve Pick up Caminhão tanque 13000l Caminhão tanque 13000l Caminhão tanque 13000l Caminhão tanque 8000l Caminhão tanque 8000l Caminhão tanque 8000l Caminhão betoneira 5 m3 (11.1t) Cavalo mecânico c/ reboque 29.30 4.00 5.00 5. 7t Potência (kW) 170 150 150 150 170 170 170 170 170 170 150 150 150 170 170 170 80 80 80 150 150 150 112 112 112 265 38 97 170 170 170 150 150 150 160 160 160 279 279 279 Tipo de combustível D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D D G D D D D D D D D D D D D D Vida útil (anos) 5.00 2000 279 D 5.

30 2000 2 22 1 3 E D E D 8.5 a 3 KVA Grupo gerador 25 KVA Trator de pneus c/ roçadeira Micro trator com roçadeira Roçadeira mecânica Campânula de ar comprimido (3m3) Bate estaca de gravidade 500kg Bate estaca de gravidade 3000kg Serra circular de 8” Talha guincho manual para 4t Soquete vibratório Conjunto moto-bomba Máquina demarcadora de faixas autopropelida Equipamento p/ hidrossemeadura (5500l) Esmerilhadeira de disco Tripé / sonda c/ motor Furadeira elétrica de impacto Placa vibratória c/ motor diesel Equipamento p/ varred.00 400 2000 2000 2000 1250 1500 1250 1250 2000 4 D 10. 7t Grupo gerador 40 KVA Grupo gerador 140 KVA Grupo gerador 180 KVA Grupo gerador 292 KVA Grupo gerador 9/10 KVA Grupo gerador 80 KVA Grupo gerador 2.00 7.00 8.  Vu – Vida útil.00 5.00 8.00 5.Diesel. E aspiração (montado em caminhão) Moto serra Máquina para corte de chapa Prensa excêntrica Guilhotina 8t Máquina p/ pintura de faixa a quente Máquina para pintura (fusor) Martelo perfurador / rompedor Lixadeira Transformador de solda Aplicador de material termoplástico por extrusão P Potência (kW) Tipo de combustível Vida útil (anos) HTA (h/a) 150 D 5.00 7.00 7.  E .  G – Gasolina.00 10.00 1250 2000 1250 1000 150 D 5.00 7.00 11.00 7.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Condição de trabalho Descrição Caminhão carroceria c/ equipamento guindauto 6x1. 63 .00 8. em anos.00 10.00 7.00 10.00 7.00 11.Elétrico.00 1250 Onde:  D .00 6.00 1250 125 D 5.00 7.00 10.00 2000 32 120 144 212 10 88 3 15 77 10 2 D D D D D D D D D D D 17 160 4 D D E 2 11 G G 7.00 7.00 7.80 2000 4 4 1 3 22 10 1 2 8 G E E E D D E E E 3.00 9.00 3. cap.00 7.00 8.00 8.00 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 1250 1000 400 1250 1500 1500 2000 1250 1000 1250 44 D 10.00 8.

 Material bem escarificado.  Argila arenosa.  (*) Rr – Resistência ao rolamento  Rr = kg de força necessário / peso do veículo. a condição média para escavação e transporte.  Carregamento em rocha escarificada (para “scrapers”).  Trabalho em pedreiras. TRANSPORTE ESCAVAÇÃO E CARGA Tabela 2: Condições de Trabalho Condições Leves Condições Médias Condições Pesadas  Camada de solo superficial.  Valetamento em solo leve até 2m de profundidade (retroescavadeira).  Piso de areia frouxa e seca sem aglutinante.  Produção de aterros (trator de esteiras).  Pouca patinagem do material rodante. etc. Nas composições horárias aferidas por meio desta metodologia considerou-se.  Espalhamento e nivelamento de materiais.  Valetamento em solo médio a pesado até 3.  Superfícies conservadas por motoniveladoras.  Reboque de “scrapers” (trator de esteira).  P .condição de trabalho Leve.  Piso em pedras soltas e lamelares.  Materiais de baixa densidade. de operação. à medida em que os dados de equipamentos efetivamente utilizados nas obras aferidas demonstrarem esta necessidade. 64 .  Escarificação pesada em rocha.  Deslocamento contínuo em terreno rochoso.  Piso úmido ou irregular.00m de profundidade.  Resistência ao rolamento maior que 7%.condição de trabalho Média.  Valetamento em profundidades superiores a 3m.  Resistência ao rolamento entre 4% a 7%. sem material solto.condição de trabalho Pesada.  Operação de lâmina em aterro solto.  Argila com baixo teor de umidade.  Unidades carregando em terreno nivelado (“scrapers”).  Carregamento contínuo em solos compactados como xisto argiloso.  Aclives declives constantes.  Restrições constantes no comprimento ou largura.  M .  L .  Cascalho grosso (sem finos). cascalho consolidado.  Carregamento em rocha bem fragmentada.  Estradas de curvas moderadas  Resistência ao rolamento menor que 4% (*).Horas trabalhadas por ano.  Superfícies firmes.  Mistura de solos diferentes como areia e cascalho fino.  Argila com alguma umidade.  Distâncias irregulares (longas e curtas).  Pedras frequentes ou afloramento de rochas.  Desmatamentos.  Superfícies com apoio total às sapatas e baixo teor de areia. Essa premissa poderá ser revista. para todos os equipamentos sujeitos à variação de condição de trabalho.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos  HTA .  Material retirado de pilhas.  Frequentes aclives.  Escavação em barranco de material facilmente penetrável.

conforme retratado na Tabela 3. A parcela de custo desses tributos incidentes nos equipamentos (veículos) do SINAPI utiliza a taxa total de 1. ATEGO 1418/48 - 65 . Apesar de o seguro obrigatório ser independente da variação do custo do veículo.  1. está fixada em R$ 110. das alíquotas do IPVA de todas as unidades da federação. Quanto à parcela do Seguro Obrigatório para caminhões. de acordo com a resolução n° 274. para o ano de 2013. do Conselho Nacional de Seguro Privados. somente o Imposto de Propriedade de Veículos Auto Motores (IPVA) e o Seguro Obrigatório são considerados como parcelas do custo horário dos veículos.0124 = taxa média adotada.  0. no valor de 1. para efeito de se considerar o seu valor em um sistema referencial de custo.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 4. independente do custo do caminhão. a média das alíquotas. mais especificamente nos veículos.25 = fator utilizado para considerar as horas disponíveis. A taxa média adotada foi obtida a partir da média ponderada.  n = vida útil.CAMINHAO TOCO MERCEDES BENZ. de 21 de dezembro de 2012. cujo veículo representativo é o insumo 1149 . resultando. conforme Tabela 1. optou-se por avaliar o seu peso em relação ao custo mediano da família de insumos de caminhões.  Va = Valor de aquisição do equipamento.17%. Quanto aos tributos incidentes sobre os equipamentos.  HTA = quantidade de horas de trabalho por ano.24% sobre o investimento médio em veículos. pela população de cada Estado.38. calculado pela seguinte fórmula: Onde:  IS = Custo horário relativo a imposto e seguro (somente para veículos). SEGUROS E IMPOSTOS (SI) As referências do SINAPI não consideram os custos decorrentes de seguro de sinistros e avarias assim como os custos referentes às praças de pedágios.

00% 3.1997 2.DIST.262.2001 1.07%.970. Tabela 3: Alíquota de IPVA por Unidade da Federação DF Decreto n° 34024 de 10.12.11.00% 6.12.1996 1.445 RO Decreto n° 9963 29.436 RS Lei n° 8115 de 30.2004 1.051 TO Lei n° 1287 de 28.12.12.118.50% 669.693.168.00% 3.1991 1.12.00% 3.1992 1. Somando-se a taxa do IPVA obtida (1.570.2002 1.906 CE Lei n° 12023 de 20.00% 8.00% 2.526 SC Lei n° 7543 de 30.444.528 PE Lei n° 10849 de 28.00% 2.12.1992 1.25% 6.00% População do estado (fonte: Censo 2010) 2.12.00% 7.574.381 MA Lei n° 5594 de 24.00% 3.12.1997 1. O custo mediano dessa família para o mês de agosto de 2013 foi de R$ 164.985 AP Lei n° 400 de 22.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos POTENCIA 177 CV .360 RN Lei n° 6967 de 30.00% 1.929 SP Lei n° 13296 de 23.00% 3.409 RR Decreto n° 1083 de 25. n° 114 de 30.00% 3.027 SE Lei n° 3287 de 21.068.00% 10.003.199 PR Lei n° 14260 de 22. o seguro obrigatório representa 0.12.24%.2002 1. obtêm-se a taxa média adotada nas composições de custo dos veículos que consideram essa parcela.12.989.448 PI Lei n° 4548 de 29.90.2008 1.1997 3.952 MG Lei n° 14937 de 23.2002 1.383.122 MT Lei n° 7301 de 17.07.160 GO Lei n° 11651 de 26.452.PBT = 13990 KG .12.789 PB Lei n° 7131 de 05.00% 14.12.12.00% 450.1992 1. 66 .12.120.00% 1. cujo valor agora demonstrado corresponde a 1.1992 1.248.514.1995 2.526 PA Lei n° 6017 de 30.00% 6.50% 41.1996 1.2003 1.562.12.00% 15.00% 19.035.07.00% 8.559 AM Lei compl.00% 733. Com isso.00% 3.2000 1.929 Estado Legislação IPVA Alíquota caminhão Caminhões fora de estrada e equipamentos de terraplenagem em geral não estarão sujeitos à parcela relativa aos impostos e seguros na formação de seus custos horários.1991 1.1992 1.12.581.00% 10.788 MS Lei n° 1810 de 22.12.NAO INCLUI CARROCERIA.17%) com o Seguro Obrigatório (0.024 AL Lei n° 6555 de 30.766.1985 1.017 AC Lei Compl. n° 19 de 29.494 BA Lei n° 6348 de 17.12.10.12.2001 1.330 RJ Lei n° 2877 de 22.12.05.796.12.2003 1.12.449.016.1997 1. ENTRE EIXOS 4760 MM .597.1988 1.2012 1.483.479 ES Lei n° 6999 de 27.07%).

a utilização de um único fator gera a uniformização de procedimentos com uma aproximação aceitável para um sistema de 67 . o qual relaciona as horas produtivas (80% do tempo disponível) com as improdutivas (20% do tempo disponível). a priori será único. conforme Tabela 1 – Vida Útil dos Equipamentos. mesmo para o equipamento líder de equipe (equipamento principal que não tem tempo de espera quando realiza serviços em conjunto com outros equipamentos). Porém. Com isso. apesar do entendimento de que a extrapolação talvez não seja condizente com a realidade de todos os tipos de equipamentos disponíveis. pois conforme observado no processo de aferição das composições do banco referencial do SINAPI.25. para se determinar o valor da nova base temporal utilizada nas composições horárias do SINAPI para as parcelas de depreciação e juros. depreciação e seguros e impostos. realizado pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia – FDTE. As Horas Disponíveis por Ano (HDA) são determinadasbaseando-se nas horas trabalhadas por ano – HTA. totalizando um tempo disponível aumentado de 25% sobre as HTA. bem como as suas produtividades em ambientes urbanos. houve a necessidade de ajustes na metodologia empregada. Desta forma. Para as parcelas de custo decorrentes da depreciação. pelo conceito de Horas Disponíveis por Ano (HDA). Essas diferenças na utilização dos equipamentos. para a parcela de manutenção. substituiu-se o conceito de Horas Trabalhadas por Ano (HTA).Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 5. observadas nos serviços aferidos em campo. disponibilizadas na Tabela 1 – Vida Útil dos Equipamentos. para compatibilizar a maior necessidade de disponibilidade do equipamento nos respectivos serviços com o custo das parcelas de juros. as horas disponíveis por ano (HDA). O fator utilizado para obter as HDA de todos os equipamentos. a utilização de equipamentos. mostraram-se com características diferenciadas das adotadas em ambiente rodoviário. HORAS TRABALHADAS POR ANO (HTA) E HORAS DISPONÍVEIS POR ANO (HDA) Foi considerada a hora trabalhada por ano (HTA) de acordo com os valores sugeridos pelos fabricantes e utilizados pelo DNIT. ou seja. resultaram na identificação de uma parcela de improdutividade inerente ao processo produtivo. basta multiplicar os respectivos valores de HTA pelo fator 1. juros e impostos e seguros. como também no fator de disponibilidade do equipamento observado em campo.

 R = valor residual.  n = Vida útil. DEPRECIAÇÃO (D) É caracterizada pela parcela correspondente à perda do valor venal ao longo do tempo. o SINAPI adota método da linha reta (linear). A depreciação utilizada pelo SINAPI é a depreciação pela “disponibilidade” do equipamento.  1.0 68 .0 10.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos referência de custos.  HTA = Horas trabalhadas por ano.  Va = Valor de aquisição. Tipo de Equipamento Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de mat. Caso os dados oriundos da aferição apresentem relação muito distinta para algum equipamento. conforme Tabela 1. Termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Aquecedor de material termoplástico Bate estacas de gravidade Valor Residual (%) 10. conforme dados do DNIT. a CAIXA analisará a pertinência de ajustes pontuais no caderno técnico do equipamento. por isso. o prazo de depreciação está aumentado de acordo com as horas disponíveis do equipamento (fator 1.25). como é o caso do SINAPI. Tabela 4.0 15. Tabela 4: Percentuais de valores de aquisição para representar o Valor Residual dos Equipamentos.0 15.25 = fator utilizado para considerar as horas disponíveis. por meio da seguinte fórmula: Onde:  D = Depreciação por Disponibilidade horária. Tal perda decorre do decréscimo da capacidade de produção do equipamento devido à exaustão física ou de sua obsolescência. 6.0 15. Para o cálculo desta parcela de custo.

0 10.0 69 .0 20.0 5.0 5.0 15.0 15.0 10.0 20.0 15.0 15.0 20.0 20.0 20.0 10.0 20.0 20.0 15.0 20.0 5.0 20.0 10.0 10.0 20.0 20.0 20.0 5.0 20.0 5.0 5.0 15.0 15.0 5.0 10.0 5.0 10.0 10.0 15.0 10.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Tipo de Equipamento etoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão Basculante Caminhão Basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria de madeira Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 c/ rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados Distribuidor de asfalto em caminhão Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Equipamento distribuidor de LARC (microflex) Draga de sucção para extração de areia Equipamento para hidro-semeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados – guardacorpo Fábrica de pré-moldados – mourão Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fábrica de pré-moldados – balizador Fresadora a frio Fresadora de solos Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Grupo gerador Guilhotina Jateadora de areia lixadeira Lixadeira Máquina p/ pintura demarcação de faixas autopropelida Maquina universal para corte de Valor Residual (%) 10.0 10.0 20.0 20.0 10.0 15.

0 5.0 10.0 10.0 15.0 5.0 5.0 10.0 15.0 5.0 20.0 5.0 70 .0 15.0 10.0 20.0 10.0 15.0 20.0 10.0 5.0 15.0 15.0 15.0 20.0 20.0 10.0 10.0 20.0 5.0 20.0 5.0 5.0 15.0 20.0 5.0 10.0 10.0 15.0 10.0 10.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Tipo de Equipamento chapa Martelete rompedor 28 a 33kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira mecânica Rolo autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo estático de pneus autopropulsor Rolo tandem estático Rolo tandem vibratório Seladora de juntas Serra circular Serra de juntas Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho manual Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/ estação meteorológica Transformador de solda Trator “uniloader” com vassoura Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200kW Máquina p/ pintura de faixa a quente Tratores de esteira até 200kW Tripé / sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Valor Residual (%) 5.0 10.0 5.

e por isso mesmo.0 25. 71 . não se justificando a sua aplicação sobre os custos de insumos que mensalmente são coletados. por isso. A parcela de custo devida aos juros é calculada em função da “disponibilidade” do equipamento. ou serem considerados de forma direta no custo horário do equipamento. insumo SINAPI.0 10.0 5. será utilizada a taxa de juros anual real de 6% a. visto que a parcela correspondente à TR é aplicada como fator de rendimento da poupança. na Bonificação e Despesas Indiretas – BDI. Nesta parcela de custo. o cálculo utilizado possui o fator 1. Esta taxa é aplicada sobre o valor médio do investimento. taxa essa equivalente ao rendimento das aplicações de caderneta de poupança sem a incidência da Taxa de Referência (TR).25 para estimar o aumento para as horas trabalhadas por ano.. segundo as seguintes fórmulas: Onde:  J = Custo horário dos juros pela disponibilidade. JUROS (J) É a parcela de custos que representa os juros sobre o capital imobilizado na compra do equipamento para o desenvolvimento da atividade. No SINAPI adota-se como premissa que os custos de remuneração do capital dos equipamentos (Juros) serão considerados como parcela formadora do custo horário.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Tipo de Equipamento Valor Residual (%) Veículo leve “pick-up” (caminhonete) Veículo leve – automóvel até 100hp Vibrador de imersão para concreto Vibro-acabadora de asfalto Vibro-acabadora de concreto de cimento 25. Os juros sobre o capital aplicado em equipamento podem ser imputados de forma global.a.0 7.0 10. não estando sujeitos a significativo impacto do processo inflacionário.  Va = Valor de aquisição do equipamento.

Tabela 1. demais peças de desgaste efetivo durante a operação. o que torna a análise dessa parcela de custo muito complexa. cantos. Tabela 5 – Coeficientes de proporcionalidade para Manutenção (K) 72 .  1. insumo do SINAPI. de acordo com os dados fornecidos pelos fabricantes. A análise do custo de manutenção mostra que ele varia de acordo com o equipamento e a marca utilizada.  n = vida útil em anos. 8.  n = vida útil em anos. regulagens. CUSTOS DE MANUTENÇÃO (M) Denomina-se manutenção o conjunto de despesas com materiais e mão de obra necessárias para manter um equipamento em condições de uso. material rodante. conforme Tabela 5. Tabela 1. Os custos de manutenção englobam.  HTA = horas trabalhadas por ano Tabela 1.). peças e acessórios de reposição.a. correia.  K = Coeficiente de manutenção.25 = fator utilizado para considerar as Horas disponíveis. Para isso. gastos de oficina. lâminas.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos  i = taxa de juros anuais (6% a.  Va = Valor de aquisição do equipamento. utilizando-se para isso. optou-se por adotar o método simplificado. nas referências do SINAPI adota-se o mesmo critério utilizado pelo DNIT.  Vm = valor médio do equipamento. parafusos. entre outros: reparos em geral. que vincula as reservas destinadas à manutenção com o custo de aquisição do equipamento. a expressão abaixo: Onde:  M = Custo horário de manutenção.  HTA = horas trabalhadas por ano Tabela 1. Para utilização como parcela de custo em um sistema de referência. o qual é baseado nos valores esperados de manutenção.

80 0.80 0.80 0.50 0.50 0.90 0.70 0. De LARC (microflex c/ cav.00 0.80 0.80 0.60 1.70 1.60 0.80 0.50 0.60 0.70 0.80 0.70 0.K 0.80 0.80 0.50 0.80 0.90 0.60 0.90 0.50 0.70 0.80 0.70 0.80 0.90 0.50 0.90 0.50 0.90 0.70 0.90 0.80 0.Anexo II – Metodologia de Custo Horário de Equipamentos Tipo de Equipamento Acabadora de concreto com forma deslizante Aplicador de material termoplástico por extrusão Aquecedor de fluido térmico Bate estacas de gravidade Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria Caminhão tanque Campânula de ar comprimido Carregadeira de pneus Carregadeira de pneus c/ vassoura Carrinho de mão Cavalo-mecânico com reboque Central de concreto Chata 25m3 c/ rebocador Compressor de ar Compressor de ar para pintura com filtro Conjunto de britagem Conjunto moto bomba Distribuidor de agregados autopropulsor Distribuidor de agregados rebocável Distribuidor de asfalto em caminhão Draga de sucção para extração de areia Equip.80 0.70 0.70 0.80 0.50 0.70 0.80 0.80 0. distribuidor de lama asfáltica em caminhão Equipamento para hidro-semeadura Escavadeira hidráulica Esmerilhadeira de disco Espalhadora de concreto Estabilizadora e recicladora a frio Fábrica de pré-moldados – balizador Fábrica de pré-moldados – mourão Fábrica de pré-moldados – guarda-corpo Fábrica de pré-moldados para pavimentação Fábrica de tubos de concreto Fresadora Furadeira elétrica de impacto Fusor Gerica Grade de disco Grupo gerador Guilhotina Coef.50 0. Rolo tandem estático Rolo tandem vibratório Seladora de juntas Serra de juntas Serra circular Serra de disco diamantada para junta Soquete vibratório Talha de guincho Tanque de estocagem de asfalto Texturizadora e lançadora c/ estação Meteorológica Transformador de solda Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200kW Tratores de esteira até 200kW Tripé / sonda com motor Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Coef.70 0.90 0.70 0.60 0.50 0.60 Tipo de Equipamento Jateadora de areia Lixadeira Máquina p/ pintura demarcação de faixas autor.80 73 .80 0.80 0.50 0.80 0.30 0.50 0.70 1. distr.60 0.60 0.50 0. Equip.90 0.70 0.70 0.50 0.70 0.70 0.60 0.70 0.80 0.70 0.80 0.00 0.80 0.80 0. Mec.00 0.90 0.70 0.50 0.50 0.K 0. Máquina para pintura de faixa a quente Máquina universal para corte de chapa Martelete rompedor 28 a 33 kg Martelo perfurador rompedor Microtrator com roçadeira Moto-serra Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira “crawler-drill” Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Prensa excêntrica Régua vibratória Retroescavadeira Roçadeira em trator de pneus Roçadeira em micro-trator Roçadeira mecânica Rolo compactador autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador estático de pneus Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro autovib.70 0.90 0.80 0.

K 0.60 0.80 0.90 74 .80 Tipo de Equipamento Vibrador de imersão para concreto Vibro-acabadora de asfalto Coef.K 0.50 0.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos Tipo de Equipamento Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “pick-up” (caminhonete) Veículo leve – automóvel até 100hp Coef.

30 0. filtros.24 0. os materiais necessários para a operação e funcionamento da máquina.3587CV A parcela de custo relativo aos materiais na operação não foi considerada na obtenção de composições horárias de alguns equipamentos aferidos nessa metodologia. álcool ou elétrico. Para esta parcela de custo. já inclusos lubrificantes e filtros. Considera-se como custos de materiais de operação os custos com combustíveis. ou seja.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 9. Para a utilização desses coeficientes de consumos nos custos horários estudados. “motoscrapers” e motoniveladoras Compressores de ar. como é o exemplo da grade aradora. óleos e graxas. pelo fato de se movimentarem por meio de outros equipamentos. adota-se para os motores a diesel um acréscimo sobre os custos de combustíveis de 20%.20 Tabela 7: Consumo Equipamentos gasolina. conforme Tabelas 6 e 7.22 0. enquanto que para os motores a gasolina o acréscimo é de 10%.15 0.20 0. Tabela 6: Consumo Equipamento motor diesel.85 kwh/kW Para os custos de filtros. Equipamento Veículos a gasolina Demais equipamentos a gasolina Veículos a álcool Equipamentos elétricos Consumo (L/KW/H) 0. adotam-se as taxas de consumo específico de combustíveis. graxas e óleos lubrificantes.20 0.34044 HP 1 kW = 1. Equipamento Tratores de esteiras. utilizados pelo DNIT. quando os equipamentos estiverem com unidades de medidas de potência diversa de quilowatt. adotou-se as seguintes conversões: 1 kW = 1. CUSTOS DE MATERIAIS NA OPERAÇÃO (CMAT) São os custos decorrentes da utilização do equipamento. bate estacas e grupo geradores Caminhão e veículos em geral Demais equipamentos Consumo (L/KW/H) 0. 75 .

deveria ser adotado um coeficiente de utilização da mão de obra noturno majorado em 37. No SINAPI. Considerando essas disposições legais. utiliza-se diretamente o custo publicado nas planilhas de insumos do SINAPI. Tais insumos podem ser obtidos de forma direta. o qual determina que a hora noturna seja computada pelo tempo de 52 minutos e 30 segundos e tenha remuneração superior ao trabalho diurno em pelo menos 20%. No caso da mão de obra operativa diurna. Fica esclarecido que não há composições específicas de trabalho em situação noturna baseadas neste manual metodológico. que em algumas situações específicas. 73 do Decreto Lei 5. caso seja um insumo representado.29% em relação à hora diurna). ou pelo fato de não necessitar de assistência de mão de obra durante sua utilização (bombas. referente à ponderação da hora de 52min e 30 seg (ou seja. os custos deverão ser baseados nas disposições do Art.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 10. Esta situação é verificada sempre que não houver necessidade de se alocar trabalhador com dedicação exclusiva ao equipamento (caso da betoneira). A parcela de mão de obra na operação é obtida pelo custo do insumo de mão de obra presente no Banco Nacional de Insumos do SINAPI. grades aradoras). Para a mão de obra operativa noturna. no caso de insumo representativo. Informamos também. acréscimo de 14. ou de forma indireta. considera-se passível de utilização a mão de obra da operação em duas situações distintas: mão de obra operativa diurna e noturna. CUSTOS DE MÃO DE OBRA DA OPERAÇÃO (CMOB) A mão de obra considerada na operação dos equipamentos no SINAPI é constituída por motoristas e operadores de equipamentos. 76 . a parcela de mão de obra da operação não fará parte do custo horário dos equipamentos. por coeficiente de representatividade. bem como o acréscimo de 20% sobre a remuneração.15%.452/43 (Consolidação das Leis do Trabalho).

o qual está relacionado à eficiência de utilização do equipamento. porém. nos momentos de início e fim da jornada de trabalho. demonstrado no processo de aferição utilizado pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia – FDTE é de 0. 12. O segundo é devido aos tempos de espera originados por diferenças de produtividades quando o equipamento principal realiza serviços em conjunto com outros equipamentos. Esse custo é impactado por dois fatores: o primeiro corresponde ao tempo necessário de preparação do operador do equipamento. bem como o tempo decorrente de manobra e posicionamento do equipamento até a frente de serviço. 77 . CUSTO HORÁRIO IMPRODUTIVO – CHI É o custo horário do equipamento posto à disposição do serviço.  CMOB – Custos com mão de obra na operação (diurna ou noturna). ele é considerado nas composições de serviços que utilizam equipamentos por meio da aplicação do Fator de Tempo de Trabalho (FTT).  J – Juros por disponibilidade. No caso de veículos.  M – Manutenção.  CMAT – Custos com materiais na operação. CUSTO HORÁRIO PRODUTIVO . Em relação ao primeiro fator.CHP É o custo horário do equipamento durante a sua operação efetiva. o SINAPI acrescenta o custo de Seguros e Impostos (SI). O valor desse fator para o caso de escavação vertical.  D – Depreciação por disponibilidade. não efetivamente em uso produtivo.80. dado pela soma das seguintes parcelas de custo: Onde:  CHP – Custo horário produtivo.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 11.

78 . gás. Com isso. Esses fatores são considerados nas respectivas composições de serviços por meio da produtividade adotada. o SINAPI adota nas composições de CHI. por isso. redes de água. No caso de veículos.  CMOB – Custos com mão de obra na operação (diurna ou noturna).  D – Depreciação por disponibilidade. drenagem urbana e proximidade de habitações. os custos dos equipamentos apropriam as ineficiências típicas de se trabalhar neste ambiente. adota-se para o CHI de seus equipamentos a seguinte expressão: Onde:  CHI – Custo horário improdutivo. telecomunicações. os custos decorrentes da propriedade dos equipamentos – juros e depreciação. os tempos são obtidos de acordo com a equipe utilizada e as diferenças de produtividades entre os diversos equipamentos presentes nesta equipe. encontra-se geralmente com motor desligado. A adoção desses fatores nas produtividades dos equipamentos faz com que a demanda de uso do equipamento dentro de uma obra urbana seja maior que em outros tipos de obras.  J – Juros. o SINAPI acrescenta o custo de Seguros e Impostos (SI).Anexo II – Custos Horários de Equipamentos No segundo fator. esgoto. quando avaliado pelo seu CHI. Dessa forma. oriunda de processo de aferição por meio de medições em campo. Ressalta-se que as referências do SINAPI são específicas para serviços realizados em ambiente urbano. Com isso. tais como: transporte público/privado. além dos custos de mão de obra. Essas ineficiências são devidas às interferências de serviços tipicamente presentes nas cidades. a utilização somente da parcela de mão de obra no CHI não representa a situação econômica das disponibilidades de equipamentos necessárias em obras urbanas. O equipamento.

CATALANI.. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.Anexo II – Custos Horários de Equipamentos 13. 3. 79 . ed. 2003. S. Rio de Janeiro. 3 ed. BIBLIOGRAFIA Manual de Custos Rodoviários – Metodologia e Conceitos. RICARDO. volume 1. Catálogos de Fabricantes e Fornecedores de Máquinas e Equipamentos. G. São Paulo: Pini. Manual prático de escavação: terraplenagem e escavação de rocha. 656 p. H. 2007.

SINAPI SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL ANEXO III Encargos Sociais Versão: 003 Vigência: 06/2014 Última Atualização: 11/2014 .

..Desonerado (Lei 12... Mão de Obra Horista .............. 2................................SUMÁRIO ................. Mão de Obra Mensalista – Desonerado.......................................................2.............................................................ENCARGOS SOCIAIS 1...............................................................................................................100 2....................105 2.....................................................4...........................................1..... 108 .............82 2..ANEXO III ......................82 1............................ Memória de Cálculo dos Percentuais Adotados................ Mão de Obra Horista................546/2011)..................83 2..........3.............. 84 2..................... Siglas............. Mão de Obra Mensalista.......................... Definições.........................5......................................1..............82 Encargos Sociais..........................

Siglas  CAGED . os benefícios a serem pagos aos trabalhadores e outras vantagens.1. ENCARGOS SOCIAIS Encargos Sociais são os custos incidentes sobre a folha de pagamentos de salários (insumos classificados como mão de obra assalariada) e têm sua origem na CLT. dentre vários aspectos. As Convenções Coletivas são instrumentos jurídicos que determinam os procedimentos a serem adotados por empregadores e empregados de determinadas categorias profissionais.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária  INMET – Instituto Nacional de Meteorologia  INSS – Instituto Nacional do Seguro Social  MTE – Ministério do Trabalho e Emprego  SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas  SECONCI – Serviço Social da Indústria da Construção Civil  SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial  SESI – Serviço Social da Indústria  SINAPI-WEB – Módulo de Custos e Índices do sistema SINAPI com acesso público 2. definem.Cadastro Geral de Empregados e Desempregados  CLT – Consolidação das Leis do Trabalho  FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço  IBEC – Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos  IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  INCRA .Anexo III – Encargos Sociais 1. na Constituição Federal de 1988. 82 . assim como. em leis específicas e nas Convenções Coletivas de Trabalho. DEFINIÇÕES 1.

e outras indenizações. férias. derivados de legislação específica ou convenção coletiva de trabalho. como: Previdência Social.  Grupo C – Encargos Sociais que não recebem incidência do Grupo A. tanto para mão de obra horista. tais como: INCRA.br/sinapi). quando vencidas. ou que instituem fonte fiscal de recolhimento para instituições de caráter público. os quais são predominantemente indenizatórios e devidos na ocasião da demissão do trabalhador. agrega em quatro grupos distintos os elementos que definem a alíquota final. o que pode ter gerado diferenças entre os valores citados na fórmula e o valor final considerado. amplamente descrito na literatura especializada. como aviso prévio. a saber:  Grupo A – Encargos Sociais Básicos. Salário Educação e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. SENAI e SEBRAE. quanto mensalista. foram consideradas todas as casas decimais disponíveis.caixa. Seguro Contra Acidente de Trabalho.Anexo III – Encargos Sociais Estão disponíveis para consulta e impressão. tais como o repouso semanal remunerado. excluindo o efeito do arredondamento. que concedem benefícios aos empregados.gov.1 Memória de Cálculo dos Percentuais Adotados O modelo utilizado para apropriação dos Encargos Sociais por parte da CAIXA. As respectivas planilhas foram elaboradas pela área de engenharia da CAIXA e observam a uma padronização básica definida a partir de estudo técnico específico.  Grupo B – Encargos Sociais que recebem incidência do Grupo A e caracterizam-se por custos advindos da remuneração devida ao trabalhador sem que exista a prestação do serviço correspondente. para cada Estado e o Distrito Federal. As fórmulas são demonstradas com duas casas decimais. feriados e 13º salário. planilhas detalhando as composições dos percentuais de encargos sociais imputados no SINAPI. 2. para efeitos de cálculo na planilha. SESI. em ambiente público (www. o qual é exposto a seguir. porém. 83 .

A mesma metodologia foi aplicada no cálculo das taxas de encargos sociais das demais Unidades da Federação.2 Mão de Obra Horista Para o cálculo dos encargos sociais incidentes sobre a mão de obra horista em São Paulo foram adotadas as seguintes premissas:  Dias do ano: 365. Deste modo.caixa.e a localidade em que será realizada a obra. Assim no caso de unidade “h – hora” há incidência de encargos de horista. enquanto unidade “mês” há incidência de encargos de mensalista.Anexo III – Encargos Sociais  Grupo D – Reincidências de um grupo sobre outro. os impactos da Lei Nº 12. Dessa forma.br/sinapi). correspondentes às localidades onde o IBGE realiza coleta de preços de insumos. deve ser empregada a expressão: A fim de demonstrar a aplicação da metodologia aqui definida. 84 .25 dias por ano decorrente da influência do ano bissexto). devido a diversos fatores externos. A apropriação dos percentuais de Encargos Sociais varia de acordo com o regime de contratação do empregado – horistas ou mensalistas . No ambiente público do SINAPI (www. podem ser acessadas as planilhas atualizadas dos Encargos Sociais adotados para cada uma das 27 (vinte e sete) praças de referência do SINAPI (as Capitais Estaduais e o Distrito Federal). as quais devem ser ajustadas às características regionais de cada uma das outras praças de referência. para fazer a conversão do custo horário para custo mensal do profissional. A Constituição Federal estabelece jornada de trabalho de 220 horas mensais.gov. os números apresentados referem-se às premissas válidas para aquela localidade. a cidade de São Paulo é adotada como praça de referência. A unidade do insumo de mão de obra é vinculada ao encargo social incidente.844/2013. Este estudo apresenta.25 dias (considerando 0. que trata da “Desoneração da Folha de Pagamentos da Construção Civil”. tais como: rotatividade da mão de obra. quantidade média de dias de chuvas. acordos locais e incidência de feriados.  Horas de trabalho por semana: 44 horas. ao final. 2.

por exemplo. férias.00% Também é considerada a taxa de rotatividade de empregados do setor para o cálculo dos gastos decorrentes da contratação da mão de obra. Os dados de rotatividade da mão de obra para este estudo foram obtidos no CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.33horas 6dias  Horas mensais consideradas para pagamento: 220 horas. em proporção ao total de trabalhadores do setor. estoque de trabalhadores.50 horas  Horas efetivamente trabalhadas ao ano: 2.gov. de caráter oficial. e podem ser consultados em: http://bi.  Horas de trabalho por dia: 44 horas  7. possibilidade de consulta por período (mês/ano/período atribuído) e setorial (exemplo: apenas trabalhadores da Construção Civil). O cálculo das horas não trabalhadas está demonstrado no Grupo B. entre outros). para a apropriação do percentual de empregados cujos contratos de trabalho são encerrados ao longo de um ano.678.69 é o número de horas remuneradas e não trabalhadas (repouso semanal.xhtml# Justifica-se a opção de utilização dos dados do CAGED por se tratar de banco de dados público. 85 . estatutários.mte.010 .Anexo III – Encargos Sociais  Dias de trabalho por semana: 6 dias (incluindo sábado). Essa taxa é considerada.50 horas  667 .25dias  7.br/cagedestabelecimento/pages/consulta.69 horas  2.: 667. com dados divulgados na internet apresentando admissões. excluindo da amostra os servidores públicos.81horas Obs.  Horas trabalháveis ao ano: 365. desligamentos.  Média de dias de chuva ao ano em São Paulo (Fonte: INMET-10 anos): 131 dias  Contribuição SECONCI-SP: 1.33horas  2.678. É também o banco público que cadastra apenas trabalhadores contratados sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). feriados.

 Competência Final: 12/2011.990 731. Taxa de Rotatividade Descontada (apenas dispensados sem justa causa) Dispensados Descontados/Estoque Médio (488.  Competência Inicial: 01/2011.50) = 66. mortos e transferência de saída) 612.Construção. Tabela 1: Pesquisa de dados da CAGED de contratados sob regime CLT Desligamentos Dispensados com Justa Causa Dispensados sem Justa Causa Espontâneos Fim de Contrato por Prazo Determinado Término de Contrato Aposentados Mortos Transferência de Saída Estoque Estoque Recuperado Início do Período Estoque Recuperado Final do Período Estoque Médio Dispensados Descontados (não considerados os desligamentos espontâneos. que serão utilizados na apropriação de diferentes encargos incidentes quando da remuneração de mão de obra.014 122.539 Com os dados obtidos é possível conceituar e calcular os indicadores listados abaixo.663 65.111 9.444.444. aposentados.513 403.128/731.899 747.0 (21 categorias) F .938 233 1.  Nível Geográfico: Unidade da Federação – São Paulo e.411 9.73% 86 .Anexo III – Encargos Sociais A pesquisa de dados no CAGED (Tabela 1) foi realizada com as especificações abaixo relacionadas:  Especificação Consulta: Demonstrativo por período. A justificativa para sua utilização será apresentada na memória de cálculo de cada encargo. mortos e transferência de saída) Dispensados (não considerados os aposentados.128 610.  Nível Setorial: Seção de Atividade Econômica segundo a classificação CNAE versão 2.50 488.339 0 714.

128) = 82.6673 = 17.0% 1.Anexo III – Encargos Sociais Taxa de Rotatividade Não Descontada Dispensados/Estoque Médio (610.47% Desligados Espontâneos Espontâneos / Desligamentos (122.0% 37.56% Os percentuais calculados para São Paulo são: GRUPO A Encargos resultantes de tributos estabelecidos por Lei ou em Acordos Coletivos (Tabela 2): Tabela 2: Grupo A A A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A9 GRUPO A INSS SESI SENAI INCRA SEBRAE Salário Educação Seguro Contra Acidentes de Trabalho FGTS SECONCI (São Paulo) TOTAL Incidência 20.98 meses Percentual de Dispensados Sem Justa Causa Dispensados Sem Justa Causa/ Dispensados Descontados (403.5% 3.411/612.5% 1.014/488.00% Duração Média de Emprego 12 meses/Taxa de Rotatividade Descontada 12/0.0% 8.111) = 20.8% 87 .0% 1.444.0% 0.50) = 83.2% 0.6% 2.539/731.

49 0. temos 1/12 de salário para cada mês trabalhado no ano.Anexo III – Encargos Sociais GRUPO B São os percentuais referentes aos direitos trabalhistas dos empregados.82 2.678.50 361. Calcula-se em horas o impacto financeiro anual do encargo.67 667.69) do total de horas trabalháveis ao ano (2.33 94. o que resulta em 30 dias de pagamento. como demonstrado na Tabela 3: Tabela 3: Horas efetivas de trabalho por ano Horas trabalháveis Por mês Por dia Por ano Horas Remuneradas não Trabalhadas Por Ano Domingos Auxilio Enfermidade Feriados Licença Paternidade Dias de Chuvas Férias Auxilio Acidente de Trabalho Salário Maternidade Faltas Justificadas TOTAL Horas Efetivas de Trabalho Por Ano TOTAL 220 7.010.010. Neste caso. 30dias  7. Calcula-se a quantidade de horas efetivamente trabalhadas ao ano (2. por meio da subtração da quantidade relativa a todos os encargos que importam horas remuneradas e não trabalhadas (667.12 146.32 1.59 14. A metodologia para apuração do percentual gerado por cada encargo em relação ao valor pago a título de remuneração pela hora trabalhada obedece aos seguintes passos.678.69 2. e sobre os quais ocorre a incidência do percentual referente ao Grupo A.81 88 .81).50). ou 220 horas.67 18.33horas  220horas 2.69 27.33 2. apresentados pelo exemplo de cálculo do impacto percentual do décimo terceiro salário: 1.

Anexo III – Encargos Sociais 3.91% 10.010.58% Na sequência.94% 2. item a item.  Domingos ou Repouso Semanal Remunerado Número anual de horas correspondentes aos domingos. de acordo com a fórmula abaixo.81horas O resultado desses cálculos.03% 46.98 meses (conforme extrato CAGED. para o Grupo B. anteriormente relacionado). excluídas as coincidências com férias gozadas. serão detalhados. Em um contrato de duração média de 17. encontra-se a razão entre a quantidade de horas calculada para cada encargo (ver fórmula abaixo) e a quantidade total de horas efetivamente trabalhadas (Tabela 4): DécimoTerceiro  220 horas  10.12% 9.94% 0.74% 0.35% 0. é o que segue: Tabela 4: Grupo B B B1 B2 B3 B4 B5 B6 B7 B8 B9 B10 GRUPO B Repouso Semanal Remunerado Feriados Auxílio Enfermidade 13º Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas Dias de Chuvas Auxílio Acidente de Trabalho Férias Gozadas Salário Maternidade TOTAL Incidência 17. por não sofrer incidência dos encargos do Grupo A: 89 . além de indenização proporcional aos 5. Finalmente. consideram-se 30 dias de férias gozadas. que será tratada no GRUPO C. as premissas e os cálculos utilizados para apropriação das horas de cada encargo deste Grupo B.73% 1.98 meses restantes.69% 0.08% 0.99% 4. adquiridas após 12 meses de contrato.

Adotou-se que o feriado ocorrido em dia de semana impacta em dia integral. ficar afastado de suas atividades por período superior a 15 dias consecutivos.67 horas  17. 25 dias  30 dias         12 meses       12 meses   7.67 horas   7dias    17.86 feriados        12.213/1991.33horas  361. considerando as datas dos feriados que afetam o trabalho naquele município e projetando o início do ano para cada dia da semana.98 meses.81horas  Auxílio Enfermidade – Doença Este auxílio.98meses    17.81horas  Feriados Número anual de horas correspondentes aos feriados.98meses      361. previsto na Lei nº 8.98meses           365 .010 .Anexo III – Encargos Sociais     17.98meses   12. restando o encargo por afastamentos com duração de até quinze dias.99% 2.32 horas  4. utilizando novamente a ocorrência de 30 dias de férias gozadas em um contrato de 17.98  1meses   12meses   12meses  13. Após a obtenção desse dado é necessário desconsiderar a coincidência de feriados e férias. Este estudo apontou a ocorrência média de 13. a ser pago pelo empregador.69% 2.71 dias parados em decorrência de feriados ao ano. por motivo de doença. é concedido pela Previdência Social ao trabalhador que.32 horas 94.71 feriados   17.98meses    17. Estudo foi realizado para a cidade de São Paulo. em sábados e em domingos. em sábado impacta meio dia (de acordo com Acordo Coletivo) e em domingos não gera impacto.33horas  94. que se dá pela seguinte fórmula:  17. De acordo com o Anuário Estatístico da 90 . o que permite verificar a ocorrência média de feriados em dias de semana.86 feriados 7.010 .

Portanto. é pago ao trabalhador o equivalente a trinta dias de trabalho para cada ano inteiro de efetivo trabalho. e a probabilidade de um trabalhador nessas condições requerer a Licença Paternidade (6. seu respectivo empregador já arcou com quinze dias de ausência ao trabalho. Adicionalmente.44%). dados que não entram no cômputo da estatística citada. considera-se a incidência de indivíduos do sexo masculino no setor da construção civil (92.81horas  Décimo Terceiro Salário Equivale ao valor devido a cada hora de trabalho correspondente ao décimo terceiro salário.010 . intitulado “Síntese de Indicadores Sociais”. toda vez que o benefício previdenciário é concedido a um trabalhador.91% 2.81horas  Licença Paternidade Número de horas correspondentes aos dias de licença paternidade por ano. para efeito de cálculo.35%. adotou-se o número geral como representativo do setor da construção civil. a proporção desses trabalhadores na faixa dos 18 aos 49 anos (77. 91 . será considerada a parcela detectável pelas estatísticas oficiais (3. é comum a ausência ao trabalho por motivo de doença por período inferior aos 15 dias.42%). conforme o cálculo a seguir: 30dias  7. Como não há estatística específica para o setor. Contudo. Neste cálculo. datado de 2010. de acordo com a seguinte fórmula: 3.35% 15dias  2dias  7.33horas  220horas 220 horas  10.Anexo III – Encargos Sociais Previdência Social de 2010.45%) – dados obtidos no Anuário RAIS (Ministério do Trabalho e Emprego) e em publicação do IBGE.33horas 18.33horas  0.010 . o percentual geral de contribuintes que receberam o benefício foi de 3.33horas  18. É preciso destacar que.35% X15 dias) acrescida de 2 dias de ausência por motivo de doença ao ano.94% 2.

nos casos de morte de cônjuge.13horas 92 . serviço militar e alistamento eleitoral. doação de sangue.67 horas  0.25  107 .33horas  14.44%  77.33horas  27.010 . obteremos: 92.Anexo III – Encargos Sociais Aos trabalhadores que solicitarem a Licença Paternidade caberão 5 (cinco) dias de afastamento.47 dias 365. casamento.45%  7.81horas  Faltas Justificadas Número de horas correspondentes aos dias de ausências abonadas por ano. Conforme artigo 473 da CLT.47dias  20% 20% 7. em média.42 dias _ não _ trabalhados   131dias     92. 131 dias na região de São Paulo. é permitido ao empregado se ausentar do trabalho.42%  6. 5dias  92. nos últimos 10 anos têm chovido.69 horas  0.73% 2. bem como o fato de que em uma obra no segmento habitacional 20% das atividades necessitam de bom tempo. 2dias  7.69horas 1. inciso II. fixados provisoriamente conforme artigo 10º.33horas  1.67horas 14.Instituto Nacional de Meteorologia. segundo premissas utilizadas em estudo realizado pelo IBEC (Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos).010 .25   Considerando que. Proporcionalmente ao número de dias úteis obteremos:  365. sem perda de remuneração. totalizando em média 2 (dois) dias/ano.08% 2. parágrafo 1º das Disposições Transitórias da Nova Constituição. cerca de 20% das chuvas ocorrem durante o dia ou têm duração considerável.81horas  Dias de chuvas Conforme dados do INMET .

98  195.  Salário Maternidade 93 . ligados às atividades de construção civil.010 .26% dos contribuintes da previdência.010 . o trabalhador faz jus a um período de 30 dias em gozo de férias. 2.75horas  17. foram beneficiados com a emissão de auxílio acidente de trabalho. ou seja. adquiridos após o primeiro ano de contrato.98 meses (aproximadamente 1 ano e meio).98 meses. 5. portanto. em casos de acidentes de trabalho o empregador também arca com os custos dos primeiros quinze dias de interrupção de atividades.26% 15dias  7.49horas 2.Anexo III – Encargos Sociais 27. referentes ao terço Constitucional) gozadas em um contrato de 17.81horas  Auxílio Acidente de Trabalho Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2010.74% 2. Assim como no caso de ausência do empregado por enfermidade.98 meses seguintes. calcular o impacto proveniente de 30 dias de férias (adicionandose o equivalente a 10 dias. quantifica-se aqui apenas o período de 30 dias de férias gozadas. Como no Grupo B dos encargos sociais encontram-se os direitos trabalhistas sobre os quais incidem os encargos do Grupo A.35% 2.13horas  1.75horas  9.33horas  195.12% 2.81horas  Férias Gozadas + 1/3 Em contratos de trabalho com duração média de 17.98 meses. e indenização proporcional aos 5. Deve-se. é tratada no Grupo C. conforme a seguinte fórmula: 30dias  10dias   12    7.010. gerando o seguinte encargo: 2.49horas  0.81horas A parcela referente ao período que excede os doze meses.33horas  2.

88% 0. Tal benefício é pago pela própria Previdência.03% 2.25dias    0. diretamente ao empregado quando da interrupção do contrato de trabalho. férias e proporcional de férias relativas ao período de afastamento. Às trabalhadoras seguradas pela Previdência Social é devido o pagamento de salário por um período de 120 dias.56%  83. conforme a seguinte fórmula:    120 dias   5. e que 83.50% 15.54%.16% (dados da RAIS -2010) delas encontram-se em idade fértil (15 – 49 anos).59 horas  365 . é de 5.35% 4. em sua maioria.72% Aviso Prévio Indenizado 94 .16%     30 dias  30 dias  10 dias  7.010 .59 horas.97% 0.02% 4. Tabela 5: Grupo C C C1 C2 C3 C4 C5  GRUPO C Aviso Prévio Indenizado Aviso Prévio Trabalhado Férias Indenizadas + 1/3 Depósito por despedida injusta Indenização Adicional TOTAL Incidência 5.56% das vagas de trabalho da construção civil são ocupadas por mulheres. Considerando-se ainda que 7. considerando a taxa de natalidade do Brasil (IBGE – 2009).81horas GRUPO C São encargos de natureza indenizatória (Tabela 5) e pagos. restando ao empregador arcar com os custos referentes ao 13º salário.59 horas  0.33horas  0. temos que a incidência deste encargo sobre a folha de pagamentos da construção civil é de 0. ou 0. A probabilidade de que uma trabalhadora venha a requerer o salário maternidade.08 dias ao ano.Anexo III – Encargos Sociais A relevância deste encargo aumenta na medida em que cresce o contingente de trabalhadoras na construção civil.54%  7.

Com a utilização dos dados disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. e o segundo será calculado considerando.010 .26horas 7. adotou-se a razão de 90% dos casos como indenizados. permitindo o cálculo da incidência deste encargo da seguinte maneira: 33dias  66.47%  20%  50% 7. obtêm-se uma Taxa de Rotatividade Anual Descontada (excluem-se as transferências.73%  82. Há que se considerarem também duas possibilidades de cumprimento de aviso prévio trabalhado.Anexo III – Encargos Sociais Existem duas modalidades de Aviso Prévio: o indenizado e o trabalhado. até um máximo de 60 dias.98 meses para a cidade de São Paulo.33horas  7. por meio do CAGED.56% 10%  7dias  83. de acordo com a Lei).81horas  Férias Indenizadas + 1/3 95 .506/2011 garante o acréscimo de três dias ao aviso prévio a cada ano de serviço prestado (além do primeiro). de no mínimo trinta dias. ainda com base nos dados do CAGED. O primeiro caso levará em conta os 10% resultantes da adoção de 90% para Avisos Prévios Indenizados. foi adotado o acréscimo de três dias ao aviso prévio. a taxa de rotatividade não descontada (incluindo transferências e desligamentos espontâneos) de 83. segundo a seguinte fórmula: 7dias  66. Por sua vez.33  120horas 120 horas  5.35% 2. Como o prazo de duração média de emprego é de 17. aposentadorias.73%  82.56%.97% 2. Pela não existência de dados oficiais acerca da proporção entre elas. O pagamento de Aviso Prévio proporcional ao tempo de serviço. quando a dispensa ocorre por iniciativa do empregador ou por iniciativa do empregado. o que atingiria um total de 90 dias (30+60).81horas  Aviso Prévio Trabalhado O cálculo deste encargo toma por base o custo equivalente a 7 dias de trabalho (2 horas por trinta dias.010 .56%  90%  7. falecimentos e desligamentos voluntários) para São Paulo de 66. o comando da Lei nº 12. é um direito do trabalhador garantido pelo texto Constitucional e por disposições da CLT.26 horas  0.47% e o total de desligados espontaneamente de 20%.73% (2011) e uma proporção de dispensados sem justa causa de 82.

Portanto. 30dias  10dias  6    82. De acordo com o art. a incidência de 8% do FGTS e a multa de 50%.33horas  80.56%). A Lei Complementar Nº 110/2001 instituiu um pagamento de 10% adicionais ao encargo.73%  8%  50%  82. segundo o seguinte cálculo:    17. quando demitido sem justa causa. desde que não tenha sido demitido por justa causa. e o aviso prévio trabalhado.98   365.56%   7. o adicional de 1/3 de férias. alterando apenas o período de referência.Anexo III – Encargos Sociais Trata-se de indenização proporcional aos 5.25dias  30dias  10dias     66. uma vez que o encargo gerado pelos primeiros 12 meses de contrato já foi tratado no Grupo B. 146 da CLT. devem ser considerados 6 meses para o cálculo desta indenização. São utilizados para o cálculo deste encargo os dados obtidos no CAGED prazo médio de contrato. rotatividade descontada e o percentual de dispensados sem justa causa.81horas  Depósito por Despedida Injusta É constitucionalmente garantido ao trabalhador o pagamento adicional de 40% de todos os depósitos realizados ao FGTS durante o contrato de trabalho.81horas  17. O cálculo é similar ao realizado para as férias desse Grupo. de acordo com o art.33  98.98 meses finais do contrato de trabalho (duração média de 17. na cessação do contrato de trabalho. o empregado.010 . 130. após 12 (doze) meses de serviço.1horas  12    96 . Este encargo será aplicado apenas aos trabalhadores dispensados sem justa causa (82.81horas  4.56%  7. arcando atualmente o empregador com 50% de todos os depósitos realizados na conta do FGTS do trabalhador. na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias.98 meses). terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias.98  80.02% 2. Cabe ressaltar que os depósitos do FGTS também são efetuados sobre o 13º salário.

33%) dos trabalhadores demitidos sejam dispensados nestas condições.Anexo III – Encargos Sociais 98. 37.81horas GRUPO D O Grupo D considera casos de reincidência de um encargo (Tabela 6). conservadoramente. pois sobre todos os pagamentos realizados em rubricas do Grupo B incidirão os encargos de origem legal do Grupo A.8%  0. e sobre o Aviso Prévio Trabalhado incidirão os encargos do Grupo A. sobre outro.61% 97 .33%  30dias  66.1horas  4.80%  46. calcula-se da seguinte forma o encargo: 8. que 1/12 (8. adotar-se-á. Ocorre quando o custo proveniente de determinado encargo não é calculado sobre o valor simples da remuneração.61% Por sua vez. sobre o Aviso Prévio Indenizado deverá incidir o depósito do FGTS. Portanto.010 .58%  17.33  10.09 horas  0. A reincidência do Grupo A de encargos sobre o Grupo B é devida.97%  8%  0.35%  37.010 . Por não ter sido encontrada estatística acerca dessa ocorrência. e a despeito do desincentivo financeiro.81horas  Indenização Adicional De acordo com a Lei nº 7. mas sim sobre a remuneração acrescida de outros encargos.238/1984 o empregado dispensado sem justa causa no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial (dissídio coletivo).88% 2.61% Tabela 6: Grupo D D D1 GRUPO D Reincidência de Grupo A sobre Grupo B 17. ou grupo de encargos.09horas 10. da seguinte forma: 5.73%  82. terá direito a indenização equivalente a um salário mensal.56% 7.50% 2.

22% 98 .Anexo III – Encargos Sociais D2 Reincidência de A sobre Aviso Prévio Trabalhado + Reincidência de FGTS sobre Aviso Prévio Indenizado TOTAL 0.61% 18.

Anexo III – Encargos Sociais

Tabela 7: Resumo de Mão de Obra Horista

CÓDIGO
A
A1
A2
A3
A4
A5
A6
A7
A8
A9
B
B1
B2
B3
B4
B5
B6
B7
B8
B9
B10
C
C1
C2
C3
C4
C5
D
D1

ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO HORA - PADRÃO
DESCRIÇÃO
GRUPO A GRUPO B
GRUPO A
INSS
SESI
SENAI
INCRA
SEBRAE
Salário Educação
Seguro Contra Acidentes Trabalho
FGTS
SECONCI
GRUPO B
Repouso Semanal Remunerado
Feriados
Auxílio-Enfermidade
13º Salário
Licença Paternidade
Faltas Justificadas
Dias de Chuvas
Auxilio Acidente de Trabalho
Férias Gozadas
Salário Maternidade
GRUPO C
Aviso Prévio Indenizado
Aviso Prévio Trabalhado
Férias Indenizadas+1/3
Depósito Rescisão Sem Justa Causa
Indenização Adicional
GRUPO D
Reincidência de A sobre B

GRUPO C

GRUPO D

20,00%
1,50%
1,00%
0,20%
0,60%
2,50%
3,00%
8,00%
1,00%

Reincidência de A sobre Aviso Prévio
Trabalhado + Reincidência de FGTS sobre
Aviso Prévio Indenizado
SUB-TOTAIS ( GERAL )
37,80%
TOTAL DOS ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO HORA

17,99%
4,69%
0,91%
10,94%
0,08%
0,73%
1,35%
0,12%
9,74%
0,03%
5,97%
0,35%
4,02%
4,88%
0,50%
17,61%

D2

0,61%
46,58%

15,72%
18,22%
118,32%

99

Anexo III – Encargos Sociais

2.3 Mão de Obra Mensalista
Os percentuais de Encargos Sociais para a mão de obra mensalista também foram
divididos em quatro níveis: GRUPOS A, B, C, e D.
Neste regime não se adota o conceito de horas produtivas, mas sim o de meses
trabalhados, ou seja, 12 meses ao ano.
As mesmas premissas e dados adotados nos cálculos dos encargos de regime horista
são válidos para os de regime mensalista, à exceção da apropriação de encargo gerado por
dias de chuvas que não gera impactos significativos na jornada de trabalhadores contratados
sob regime de salário mensal (engenheiros, arquitetos, equipe de administração local, por
exemplo).
A seguir, é demonstrado o procedimento de cálculo de encargos para este tipo de
trabalhador.

GRUPO A
Os Encargos Sociais de origem legal, incidentes sobre os salários mensais, são os
mesmos adotados para a mão de obra horista.

Tabela 8: Grupo A
A
A1
A2
A3
A4
A5
A6
A7
A8
A9

GRUPO A
INSS
SESI
SENAI
INCRA
SEBRAE
Salário Educação
Seguro Contra Acidentes de Trabalho
FGTS
SECONCI (São Paulo)
TOTAL

Incidência
20,0%
1,5%
1,0%
0,2%
0,6%
2,5%
3,0%
8,0%
1,0%
37,8%

100

Anexo III – Encargos Sociais

GRUPO B
Para o cálculo do percentual de cada encargo em relação ao salário mensal, tanto do
Grupo B quanto do Grupo C, foi considerado o número anual de dias impactados por cada
rubrica, obtidos no cálculo para a mão de obra horista, dividindo-se por 360 dias (30 dias x
12 meses).
Neste grupo, foram desconsiderados os custos decorrentes do Repouso Semanal
Remunerado, dos Feriados e de paralisações motivadas por chuvas, por se considerar que os
dois primeiros estão incluídos na remuneração mensal e que não há relação significativa
entre as chuvas e os serviços prestados pelos trabalhadores mensalistas.

Tabela 9: Grupo B
B
B1
B2
B3
B4
B5
B6
B7
B8
B9
B10

GRUPO B
Repouso Semanal Remunerado
Feriados
Auxílio Enfermidade
13º Salário
Licença Paternidade
Faltas Justificadas
Dias de Chuvas
Auxílio Acidente de Trabalho
Férias Gozadas
Salário Maternidade
TOTAL

Incidência
0
0
0,69%
8,33%
0,06%
0,56%
0
0,09%
7,41%
0,02%
17,16%

Auxílio Enfermidade

2,5dias
 0,69%
360 dias

13º Salário

30 dias
 8,33%
360 dias

Licença Paternidade

0,23dias
 0,06 %
360 dias

101

56% 360 dias  Auxílio Acidente de Trabalho 0. a ser apropriado neste regime.06% 3.36 dias  4. será dividido por 360 (30 dias x 12 meses).27% 360 dias  Férias Indenizadas + 1/3 102 .41 % 360 dias  Salário Maternidade 0.02 % 360 dias GRUPO C Também o numero de dias de cada item. obtendo-se a tabela abaixo conforme as demonstrações seguintes: Tabela 10: Grupo C C C1 C2 C3 C4 C5  GRUPO C Aviso Prévio Indenizado Aviso Prévio Trabalhado Férias Indenizadas + 1/3 Depósito por despedida injusta Indenização Adicional TOTAL Incidência 4.09 % 360 dias  Férias Gozadas 26.72% 0.27% 3.38% 11.34 dias  0.69 dias  7.08dias  0.99 dias  0. obtido anteriormente no calculo do regime horista.Anexo III – Encargos Sociais  Faltas Justificadas 2dias  0.55% 0.55% 360 dias  Aviso Prévio Trabalhado 0.98% Aviso Prévio Indenizado 16.

8%  0.37 dias  3.55% 8%  0.06 % 360 dias  Depósito Rescisão sem Justa Causa 13.47% 6.18%  6.80%  17.27% 37.02 dias  3. os encargos do Grupo A. e sobre o Aviso Prévio Trabalhado incidirão.Anexo III – Encargos Sociais 11. sobre outros.49% 0.49%  Reincidências sobre Aviso Prévio Sobre o Aviso Prévio Indenizado deverá incidir o depósito do FGTS.38% 360 dias GRUPO D O Grupo D.96% 103 .  Reincidência do Grupo A sobre o Grupo B 37.37 dias  0.72% 360 dias  Indenização Adicional 1. trata da reincidência de um encargo.47% Tabela 11: Reincidências sobre aviso prévio D D1 D2 GRUPO D Reincidência de A sobre B Reincidência de A sobre Aviso Prévio Trabalhado + Reincidência FGTS sobre Aviso Prévio Indenizado TOTAL Incidência 6. ou grupo de encargos. assim como na memória de cálculo dos encargos para a mão de obra horista. além do FGTS. da seguinte forma: 4.

60% 2.49% D2 0.00% 8.41% 0.33% 0.00% Reincidência de A sobre Aviso Prévio Trabalhado + Reincidência de FGTS sobre Aviso Prévio Indenizado SUB-TOTAIS ( GERAL ) 37.00% 1.02% 4.20% 0.72% 0.16% 11.80% TOTAL DOS ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO MÊS Não incide Não incide 0.98% 6.00% 1.Anexo III – Encargos Sociais Tabela 12: Resumo de Mão de Obra Mensalista CÓDIGO A A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A9 B B1 B2 B3 B4 B5 B6 B7 B8 B9 B10 C C1 C2 C3 C4 C5 D D1 ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO MÊS .06% 0.69% 8.38% 6.50% 3.55% 0.PADRÃO DESCRIÇÃO GRUPO A GRUPO B GRUPO A INSS SESI SENAI INCRA SEBRAE Salário Educação Seguro Contra Acidentes Trabalho FGTS SECONCI GRUPO B Repouso Semanal Remunerado Feriados Auxílio-Enfermidade 13º Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas Dias de Chuvas Auxilio Acidente de Trabalho Férias Gozadas Salário Maternidade GRUPO C Aviso Prévio Indenizado Aviso Prévio Trabalhado Férias Indenizadas+1/3 Depósito Rescisão Sem Justa Causa Indenização Adicional GRUPO D Reincidência de A sobre B GRUPO C GRUPO D 20.06% 3.96% 73.27% 3.56% Não incide 0.90% 104 .47% 17.50% 1.09% 7.00% 0.

844/2013) GRUPO A Encargos resultantes de tributos estabelecidos por Lei ou em Acordos Coletivos. GRUPO D O Grupo D considera casos de reincidência de um encargo. 17. ou grupo de encargos.5% 1.5% 3. GRUPO C Permanece inalterado.2% 0.Anexo III – Encargos Sociais 2. o resultado das reincidências será alterado com a diminuição do GRUPO A – Total.58%  8. Reincidência do Grupo A de encargos sobre o Grupo B. Retira-se a incidência do INSS (Tabela 13).0% 8. Portanto.61%.4 Mão de Obra Horista – Desonerado (Lei Nº 12. apesar de não haver alteração conceitual.0% 17.0% 0.80%  46.29% 105 . Tabela 13: Encargos resultantes de tributos estabelecidos por Lei ou em Acordos Coletivos A A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A9 GRUPO A INSS SESI SENAI INCRA SEBRAE Salário Educação Seguro Contra Acidentes de Trabalho FGTS SECONCI (São Paulo) TOTAL Incidência 0 1.0% 1. sobre outro. que resulta em 17.8% GRUPO B Permanece inalterado.6% 2.

35%17.Anexo III – Encargos Sociais Por sua vez. da seguinte forma: 5.54% 8. e sobre o Aviso Prévio Trabalhado incidirão os encargos do Grupo A.8%  0.97% 8%  0.54% Tabela 14: Grupo D D D1 D2 GRUPO D Reincidência de Grupo A sobre Grupo B Reincidência de A sobre Aviso Prévio Trabalhado + Reincidência de FGTS sobre Aviso Prévio Indenizado TOTAL Incidência 8.29% 0.83% 106 . sobre o Aviso Prévio Indenizado deverá incidir o depósito do FGTS.

Anexo III – Encargos Sociais

Tabela 15: Resumo de Mão de Obra Horista Desonerada

CÓDIGO
A
A1
A2
A3
A4
A5
A6
A7
A8
A9
B
B1
B2
B3
B4
B5
B6
B7
B8
B9
B10
C
C1
C2
C3
C4
C5
D
D1

ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO HORA - DESONERADO
DESCRIÇÃO
GRUPO A
GRUPO B
GRUPO C
GRUPO A
INSS
SESI
SENAI
INCRA
SEBRAE
Salário Educação
Seguro Contra Acidentes Trabalho
FGTS
SECONCI
GRUPO B
Repouso Semanal Remunerado
Feriados
Auxílio-Enfermidade
13º Salário
Licença Paternidade
Faltas Justificadas
Dias de Chuvas
Auxilio Acidente de Trabalho
Férias Gozadas
Salário Maternidade
GRUPO C
Aviso Prévio Indenizado
Aviso Prévio Trabalhado
Férias Indenizadas+1/3
Depósito Rescisão Sem Justa Causa
Indenização Adicional
GRUPO D
Reincidência de A sobre B

GRUPO D

0,00%
1,50%
1,00%
0,20%
0,60%
2,50%
3,00%
8,00%
1,00%

Reincidência de A sobre Aviso Prévio
Trabalhado + Reincidência de FGTS sobre
Aviso Prévio Indenizado
SUB-TOTAIS ( GERAL )
17,80%
TOTAL DOS ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO HORA

17,99%
4,69%
0,91%
10,94%
0,08%
0,73%
1,35%
0,12%
9,74%
0,03%
5,97%
0,35%
4,02%
4,88%
0,50%
8,29%

D2

0,54%
46,58%

15,72%
8,83%
88,93%

107

Anexo III – Encargos Sociais

2.5

Mão de Obra Mensalista – Desonerado

GRUPO A
Encargos resultantes de tributos estabelecidos por Lei ou em Acordos Coletivos.
Retira-se a incidência do INSS.

Tabela 16: Grupo A
A
A1
A2
A3
A4
A5
A6
A7
A8
A9

GRUPO A
INSS
SESI
SENAI
INCRA
SEBRAE
Salário Educação
Seguro Contra Acidentes de Trabalho
FGTS
SECONCI (São Paulo)
TOTAL

Incidência
0
1,5%
1,0%
0,2%
0,6%
2,5%
3,0%
8,0%
1,0%
17,8%

GRUPO B
Permanece inalterado.

GRUPO C
Permanece inalterado.

GRUPO D

Reincidência do Grupo A de encargos sobre o Grupo B.
17,80% 17,18%  3,06%

Reincidências sobre Aviso Prévio

4,55% 8%  0,27%17,8%  0,41%

108

Anexo III – Encargos Sociais

Tabela 17: Grupo D
D
D1
D2

GRUPO D
Reincidência de Grupo A sobre Grupo B
Reincidência de A sobre Aviso Prévio Trabalhado +
Reincidência de Grupo A sobre Aviso Prévio Indenizado
TOTAL

Incidência
3,05%
0,41%
3,46%

Tabela 18: Quadro Resumo de Mão de Obra Mensalista Desonerada
ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO MÊS - DESONERADO
CÓDIGO
A
A1
A2
A3
A4
A5
A6
A7
A8
A9
B
B1
B2
B3
B4
B5
B6
B7
B8
B9
B10
C
C1
C2
C3
C4
C5
D
D1

DESCRIÇÃO
GRUPO A
INSS
SESI
SENAI
INCRA
SEBRAE
Salário Educação
Seguro Contra Acidentes Trabalho
FGTS
SECONCI
GRUPO B
Repouso Semanal Remunerado
Feriados
Auxílio-Enfermidade
13º Salário
Licença Paternidade
Faltas Justificadas
Dias de Chuvas
Auxilio Acidente de Trabalho
Férias Gozadas
Salário Maternidade
GRUPO C
Aviso Prévio Indenizado
Aviso Prévio Trabalhado
Férias Indenizadas+1/3
Depósito Rescisão Sem Justa Causa
Indenização Adicional
GRUPO D
Reincidência de A sobre B

GRUPO A

GRUPO B

GRUPO C

GRUPO D

0,00%
1,50%
1,00%
0,20%
0,60%
2,50%
3,00%
8,00%
1,00%

Reincidência de A sobre Aviso Prévio
Trabalhado + Reincidência de FGTS sobre
Aviso Prévio Indenizado
SUB-TOTAIS ( GERAL )
17,80%
TOTAL DOS ENCARGOS SOCIAIS SOBRE O SALÁRIO MÊS

Não incide
Não incide
0,69%
8,33%
0,06%
0,56%
Não incide
0,09%
7,41%
0,02%
4,55%
0,27%
3,06%
3,72%
0,38%
3,05%

D2

0,41%
17,18%

11,98%
3,46%
50,40%

109

SINAPI SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL ANEXO IV Encargos Sociais Complementares Versão: 003 Vigência: 06/2014 Última Atualização: 11/2014 .

.. 114 3..........5.2........................................................................ Premissas e Valores Contratados.............. Transporte ........................................................... 120 3.1............................................................................EPI ...... 129 ...................................3............................ 113 3............................................................ Síntese da Metodologia .................................... Alimentação .............................................. Equipamentos de Proteção Individual ........................ANEXO IV ........................6................................ Exames .ENCARGOS SOCIAIS COMPLEMENTARES 1............................... Bibliografia . 127 5............................ 114 3.........................................................................................................SUMÁRIO ........................................ 116 3.................................................... 126 4.........................4.............. Ferramentas ............................ 117 3............................................................ Composição de Mão de Obra com Encargos Sociais Complementares ................................................ 112 2................................................................... 125 3............................ Seguros . Contexto .............................................

. esses valores são pesquisados pelo IBGE no mercado da construção civil das 27 capitais do País. cuja obrigação de pagamento decorre das Convenções Coletivas de Trabalho e de Normas que regulamentam a prática profissional na construção civil e não variam proporcionalmente aos salários. sendo o método dotado de menor precisão. a depender da etapa de orçamentação. Os Encargos Sociais são apresentados de forma detalhada no Anexo III deste Manual. O valor percebido regularmente pelos trabalhadores é considerado como remuneração da mão de obra. apresenta a desvantagem de não permitir o entendimento claro dos itens considerados.Encargos Complementares. . Diferentes bibliografias sobre Engenharia de Custos apresentam três formas distintas para a estimativa desses custos: . Tais custos podem ser divididos em três tipos distintos. a saber: . As três maneiras apresentam vantagens e desvantagens. No SINAPI. .Remuneração da mão de obra. da forma de medição e do fim a que determinado orçamento se presta. pois a alíquota é 112 . o qual estará incorporado aos próprios custos unitários dos serviços. Os Encargos Complementares são custos associados à mão de obra – alimentação. e.Como itens detalhados em planilha de custos diretos.Encargos Sociais.Como custo horário alocado diretamente à mão de obra. e. Por se tratarem de custos que variam conforme os salários recebidos. do nível de precisão exigido. transporte. A representação percentual a incidir sobre a mão de obra apresenta a vantagem da facilidade de apropriação dos custos para fins de orçamento. eles incidem de forma percentual sobre os valores informados pelo IBGE. bem como da medição do valor a ser pago durante a execução do contrato.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares 1. equipamentos de proteção individual. usualmente aplicado em conjunto com os Encargos Sociais. . CONTEXTO Os custos de mão de obra respondem por parcela representativa do custo direto e do valor total de orçamentos de construção civil. ferramentas e outros. Porém.Como percentual.

não variando em função dos salários. SÍNTESE DA METODOLOGIA Foram calculados. é a terceira maneira. 2. para mais ou para menos. a incidência proporcional a uma hora de trabalho. com base em dados de preço. Esse método. Por considerar o último como o mais vantajoso dos métodos para a obtenção de valores referenciais.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares calculada com base em um salário médio e incide sobre todas as categorias profissionais. o montante pago a título de encargos complementares será distorcido. a apropriação individual de cada custo como item a integrar a planilha de custos diretos agrega precisão e bastante clareza quanto àquilo que está sendo pago. conforme metodologia e memória de cálculo apresentadas a seguir. A associação direta à mão de obra. refeições ou uniformes. para todos os custos considerados nos Encargos Complementares. O somatório desses custos é acrescido ao valor de remuneração e encargos das diversas categorias. é de pouca aplicação prática. O orçamentista precisa extrair das composições de custo unitário o total de demanda por mão de obra para estimar essas parcelas e a fiscalização precisa atestar o consumo efetivo de itens como vale-transporte. 113 . pois demanda grande esforço nas etapas de planejamento e durante a gestão contratual. além das vantagens do método que apropria de forma percentual: facilidade para estimativa de custos e de gestão contratual – medição e pagamento. De maneira inversa. Apresenta a vantagem de representar com clareza cada item a compor o custo horário. contudo. Caso a obra a ser orçada apresente média salarial diferente do valor utilizado como referência. como custo e não de forma percentual. a CAIXA inclui os custos advindos dos Encargos Sociais Complementares nas composições do SINAPI. utilização e durabilidade. Calcula-se o custo horário proporcional de cada item. Todos os elementos são quantificados e orçados com base na previsão de demanda por mão de obra do orçamento.

A soma de todos os custos representa valor referencial do custo horário para o caso estudado e. uma ferramenta ou equipamento de proteção individual.57 horas hora Para os custos referentes aos exames médicos admissionais. é considerada também a durabilidade e a frequência de utilização do item a ser contabilizado.26 188.33horas hora O mesmo raciocínio foi aplicado aos custos com alimentação. custo _ horário _ transporte  R$9. tenha durabilidade média de 1 mês e seja utilizado em 100% do tempo.33horas _ dia  188. conforme o seguinte raciocínio: horas _ trabalhadas _ mês  30dias  6dias _ úteis  7.22. são divididos os custos com exames pelo número de horas trabalhadas correspondentes ao período de rotatividade considerado. é considerada a duração média de contratos de determinada obra (rotatividade. também fictício.22 7.00.57 horas 7 _ dias _ semana custo _ horário _ ferramenta  R$50. custa R$0. fictícia. Por exemplo. Para os Equipamentos de Proteção Individual e as Ferramentas.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Pode-se tomar como exemplo o custo de transporte para determinada obra.33 horas (como no SINAPI).00 R$  0. somado ao valor horário pago aos trabalhadores (remuneração + encargos) passa a integrar as composições de serviços.1 Alimentação 114 . Assim sendo. Caso o custo diário estimado seja de R$9. turnover). periódicos e demissionais.26 por hora.00 R$  1.00 e a jornada de trabalho estipulado seja de 7. PREMISSAS E VALORES CONSIDERADOS 3. que custe R$50. 3. tem-se que o custo horário é de R$1.

As CCT estabelecem ainda o que deve compor tais refeições.37 228.00 107.42 180.33 1.57 200.02 1.98 0.36 0.47 1.72 0.29 0.02 2.00 0.52 2.80 0.22 0.50 2.00 8. cesta básica.79 0.14 2. As Tabelas 1 e 2 apresentam um resumo dos custos horários de alimentação determinados para cada item previsto na CCT para cada capital do País.20 7.10 5.00 10.27 0.00 1.00 4.00 1.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Para determinação do custo referente à Alimentação foram estudadas as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) estaduais vigentes.40 0.00 23.80 10.50 10.24 2.50 1.00 7.68 1.36 6.85 80. foi considerada a opção mais vantajosa (menos onerosa) para o empregador. o fornecimento de vale refeição ou cesta básica mensal.80 70.90 1.00 0.55 0.50 0.95 3. vale refeição e/ou lanche da tarde.34 0.09 7.95 1.30 8.00* 11.80 1.50 2.00 275.72 1.27 83. Nos casos em que a opção é o fornecimento da alimentação.00 1. bem como qual o ônus atribuído ao empregado sobre essas despesas alimentares.55 0.80 0.95 0. Tabela 1: Resumo Custo Horário Alimentação CAPITAL ARACAJÚ BELÉM BELO HORIZONTE BOA VISTA BRASÍLIA CAMPO GRANDE CUIABÁ CURITIBA FLORIANÓPOLIS FORTALEZA GOIÂNIA JOÃO PESSOA MACAPÁ MACEIÓ MANAUS NATAL PALMAS PORTO ALEGRE PORTO VELHO RECIFE RIO BRANCO RIO DE JANEIRO SALVADOR SÃO LUIS SÃO PAULO TERESINA Café da Manhã R$/dia R$/hora 3. por exemplo.09 506.41 0.00 0.00 4.25 7. caso exista.87 0.26 0.09 230.55 62.22 1.41 11. Nestes casos.11 5.00 2.51 2.19 0.00 0.34 0.00 3.13 Vale-Refeição Marmitex Cesta Básica Lanche da tarde R$/dia R$/hora R$/dia R$/hora R$/mês R$/hora R$/dia R$/hora 5.34 9.00 230.00 0.00 1.46 0.00 0.41 0.27 0.00 2.38 8.90 0. Algumas CCT estabelecem mais de uma opção ao empregador para fornecimento de alimentação.22 292.60 1.82 1.00 0.95 115 .06 1.32 50.00 1.50 1.80 3.16 7.00 0.44 134. Cada uma das convenções tem regras próprias quanto ao fornecimento de café da manhã.50 3.00 1.41 2.24 0.80 0.73 0. foi realizado levantamento junto a fornecedores locais dos valores diários dos kits de alimentação no padrão exigido pela CCT.21 78.50 0.27 0.00 0.75 6.00 0.30 0.00 1.

00/mês) e cesta básica (100%) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (88%) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (100%) Café da manhã (100%).20 9. o valor de passes únicos e sistemas especiais de cobrança.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares VITÓRIA *R$/mês 1.00/mês) Café da manhã (100%) e cesta básica (100%) CCT não obriga fornecer alimentação Café da manhã (100%) e 1 das refeições (80%) Café da manhã (100%).00 1.00/mês) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (90%) Cesta básica (80%) Café da manhã (100%).03 R$ 1.00/dia) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (menos R$1.96 R$ 0.10 R$ 0.00 R$ 1.30 R$ 1.65 R$ 1. marmitex (menos R$1.64 R$ 1.16 R$ 1. 1 das refeições (99%) e cesta básica (100%) Café da manhã (100%).04 R$ 2. 116 .36 R$ 4.04 R$ 1.56 R$ 1.01 R$ 1.30 200.00/mês) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (menos R$1.30 R$ 0.00/mês) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (menos R$1.17 R$ 0.00 R$ 1. quando existente.57 R$ 1.57 R$ 1.2 Transporte Entendendo que o deslocamento de trabalhadores até a obra varia muito de obra para obra.00 R$ 1.50 1.00/mês) R$ 0. vale (100%) e cesta básica (menos R$3. considerando o valor médio das tarifas da região ou.26 3. marmitex (100%) e cesta básica (menos R$1.88 R$ 1. foi adotada uma situação paradigma representada pela utilização de uma passagem de ida e uma passagem de volta.47 R$ 0.06 Tabela 2: Detalhamento dos Custos Horários por Capital CAPITAL ARACAJÚ BELÉM BELO HORIZONTE BOA VISTA BRASÍLIA CAMPO GRANDE CUIABÁ CURITIBA FLORIANÓPOLIS FORTALEZA GOIÂNIA JOÃO PESSOA MACAPÁ MACEIÓ MANAUS NATAL PALMAS PORTO ALEGRE PORTO VELHO RECIFE RIO BRANCO RIO DE JANEIRO SALVADOR SÃO LUIS SÃO PAULO TERESINA VITÓRIA Responsabilidade do empregador Valor Hora c/ desconto Café da manhã (100%) e 1 das refeições (85%) Café da manhã (100%) e 1 das refeições (99%) R$ 1. 1 das refeições (95%) e cesta básica (100%) CCT não obriga fornecer alimentação Café da manhã e lanche da tarde (99%) e cesta básica (95%) Café da manhã (100%). podendo ser grande distância ou percurso curto que seja realizado a pé.80 R$ 1. 1 das refeições (menos R$1.50 0.37 R$ 0.47 Café da manhã (100%) e cesta básica (90%) CCT não obriga fornecer alimentação Café da manhã (100%) e 1 das refeições (100%) Café da manhã (100%) e uma cesta básica/ano Café da manhã (100%) e 1 das refeições (94%) Café da manhã (100%) e cesta básica (100%) CCT não obriga fornecer alimentação Café da manhã (100%).16 R$ 2.39 R$ 0.

80 R$ 2.90 R$ 5.46 R$ 0.60 R$ 0.71 R$ 0.68 R$ 0.60 R$ 4.40 R$ 0.88 R$ 0.40 R$ 2.60 R$ 0.30 R$ 0.53 R$ 0.64 R$ 0.50 R$ 2. Pedreiro.74 R$ 0.418/85.47 R$ 0.59 R$ 0.65 R$ 2.00 R$ 5.82 R$ 0.30 R$ 4.20 R$ 2.40 R$ 3.75 R$ 0.20 R$ 2.68 R$ 0.75 R$ 2.71 R$ 0.65 R$ 5.65 R$ 0.30 R$ 5.10 R$ 2.40 R$ 4.68 Custo com desconto (R$/h) R$ 0.68 R$ 0.41 R$ 0.38 R$ 0.80 R$ 0.70 R$ 2.65 R$ 0.76 R$ 0. a partir de uma média ponderada dos salários de um orçamento referencial do SINAPI.34 R$ 0.61 R$ 2.00 Custo Horário R$/hora R$ 0.40 R$ 5.37 R$ 0.50 R$ 2.20 R$ 2.29 R$ 0.71 R$ 0. Pintor e Soldador.50 R$ 2.74 R$ 1.00 R$ 2. calculou-se um salário médio de mão de obra para cada localidade.57 R$ 0.35 R$ 2.81 R$ 0.40 R$ 4. Tabela 3: Custo com Transporte CAPITAL ARACAJÚ BELÉM BELO HORIZONTE BOA VISTA BRASÍLIA CAMPO GRANDE CUIABÁ CURITIBA FLORIANÓPOLIS FORTALEZA GOIÂNIA JOÃO PESSOA MACAPÁ MACEIÓ MANAUS NATAL PALMAS PORTO ALEGRE PORTO VELHO RECIFE RIO BRANCO RIO DE JANEIRO SALVADOR SÃO LUIS SÃO PAULO TERESINA VITÓRIA Valor Passagem Custo Diário R$/dia R$ 2.20 R$ 5.39 3.3 Equipamento de Proteção Individual .42 R$ 0.26 R$ 0.60 R$ 2.75 R$ 0.55 R$ 0.95 R$ 2.60 R$ 2.20 R$ 2.10 R$ 2.22 R$ 5.70 R$ 4. determinam que o empregador arque integralmente com esse custo.87 R$ 0.29 R$ 0. Tais categorias foram 117 .00 R$ 5.20 R$ 5.57 R$ 0.00 R$ 4.40 R$ 5.51 R$ 0.71 R$ 0.70 R$ 4.55 R$ 0.20 R$ 5.37 R$ 0.60 R$ 0.77 R$ 0.20 R$ 4.20 R$ 4.41 R$ 0. que institui o Vale Transporte [1].72 R$ 0.47 R$ 0.57 R$ 0.80 R$ 5.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares A Lei Federal Nº 7.60 R$ 2.50 R$ 4.83 R$ 2. todavia.37 R$ 0. determina que o empregador participe dos gastos de deslocamento do trabalhador.36 R$ 0.40 R$ 9. Algumas CCT.15 R$ 2. com o equivalente à parcela que exceder 6% de seu salário básico (custo com desconto – Tabela 3). sendo essas: Servente.50 R$ 4.33 R$ 0.80 R$ 6.45 R$ 0.20 R$ 6.EPI Para determinação dos custos com EPI foram consideradas 4 categorias distintas de mão de obra. Para o cálculo da parcela que o empregador deve participar nos custos com transporte.00 R$ 5.40 R$ 5.10 R$ 3.

Esse estudo foi baseado em uma série de bibliografias. Tabela 4: EPI por função Item Discriminação EPI POR FUNÇÃO Vida Útil Pedreiro Soldador (dias úteis) Pintor Servente 1 Uniforme comum 120 100% 100% 100% 100% 2 3 4 5 Capacete Botas de couro cano curto Botas de PVC cano médio Luvas de raspa cano curto Luvas de borracha látex cano curto Luvas de PVC Avental de PVC Avental de raspa Mangas de raspa Perneiras de raspa Óculos contra impacto Protetor facial de acrílico Óculos de soldagem Máscara de soldagem Respirador descartável sem válvula Máscara semifacial com 1 filtro Filtro para máscara semifacial Protetor auricular Abafador de ruídos Cinto de segurança tipo paraquedista 360 90 90 10 100% 60% 40% 70% 100% 40% 60% 100% 100% 100% - 100% 70% 30% 50% 2 30% - 100% 20% 5 15 30 90 30 60 60 180 360 100% - 100% 100% 100% 10% 10% 30% 50% 100% 100% - 30% 70% - 1 40% 20% 50% 70% 120 - 80% 50% - 10 20 90 60% - 80% 60% - 50% 60% - 30% 20% 180 30% 30% 30% 30% 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 118 .34%. Pedreiro – 30.55%. demonstrou que as 4 categorias escolhidas representam 75. e não ambos ao mesmo tempo) estão apresentados na Tabela 4.91% e Soldador – 0. A Curva ABC do projeto referencial do SINAPI (NBR 12721 – RN8) – Bloco Residencial Multifamiliar de 8 pavimentos tipo. Pintor – 7.21%.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares escolhidas por representarem mais de 75% da mão de obra em orçamento de projeto referencial existente no SINAPI e por utilizarem EPI diversos que possuem preços e durabilidade variados. bem como a respectiva vida útil e coeficiente de frequência de utilização (lembrando que em diversos casos. sendo citadas nas referências de [2] a [5]. o trabalhador utiliza um ou outro equipamento. Os EPI considerados.39% da mão de obra empregada e a média ponderada determinou a participação de cada uma das categorias com os seguintes valores: Servente – 61.

00 70% 0.cano curto (par) 2.33 70% 0. onde são detalhados os custos de EPI para a categoria de servente na praça de São Paulo. O custo médio foi determinado a partir da média ponderada.01 12 Cinto de segurança tipo paraquedista 145.53 2 dia útil 14.00 120 dia útil Item 2 Capacete (SINAPI) 12.25 20 dia útil 146.004 Uniforme comum (2 un) Unidade 100% 1 Quantidade 360 dia útil 2.00 30% 0.látex .05 90 dia útil 660.892 Em horas trabalhadas 0. considerando-se a participação das categorias a partir de projeto referencial do SINAPI.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares 22 23 24 25 Trava quedas Talabarte Creme de proteção solar FPS 30 (4L) Capa impermeável 90 90 30% 30% 30% 30% 30% 30% 30% 30% 130 80% 80% 80% 80% 60 20% 20% 20% 20% Após levantamento dos custos e durabilidade do conjunto de equipamentos para cada uma dessas categorias.05 14 Talabarte 170.00 70% 0.03 13 Trava quedas 111.00 5 dia útil 36.08 170.00 180 dia útil 1.893 4 12.05 8 Óculos contra impacto 2.005 11 Abafador de ruídos 34.00 30% 0.97 60 dia útil 440.10 10 Protetor auricular 2.00 20% 0.895 9.49 3 Botas de couro cano curto (par) (SINAPI) 12.320. A opção de custo médio justifica-se pela pequena variação encontrada para as diferentes categorias estudadas.640.75 90 dia útil 660. foi calculado um custo médio representativo de EPI para todas as categorias de mão de obra.05 6 Luvas de borracha .005 9 Respirador descartável sem válvula 1.67 30% 0.01 5 Luvas de PVC cano curto forradas (par) 6.00 30% 0.19 Código SINAPI 100% Discriminação Coeficiente de Utilização (% em relação ao tempo de trabalho) Vida útil 880.00 90 dia útil 660. e determinado o custo horário efetivo.03 7 Luvas de raspa cano curto (par) (SINAPI) 7.00 90 dia útil 660.67 30% 0.33 50% 0.03 Botas de PVC cano médio (par) 23.00 119 .00 Custo Unitário (por peça em R$) 0.67 20% 0.00 30% 0. Um exemplo é apresentado na Tabela 5.20 10 dia útil 73.02 1 dia útil 7.92 90 dia útil 660. Tabela 5: EPI – Servente – Praça SP Custo Horário (R$/h) 26.

Figura 1: Composição 88237 – EPI (Encargos Complementares) 3. 120 . sempre que os preços de seus insumos são corrigidos.25 22.91).37 130 dia útil 953. o custo desta composição de EPI é mensalmente atualizado.00 80% 0. Os coeficientes destes itens foram calculados para que o valor final da composição apresentasse o custo médio anteriormente calculado (R$ 0.01 60 dia útil TOTAL 0. considerando o custo e vida útil. foi realizado o levantamento das respectivas ferramentas. conforme detalhado nas Tabelas 6 a 9. é apresentado como exemplo os custos com ferramentas para a categoria servente na praça de São Paulo.4 Ferramentas O cálculo do custo de ferramentas seguiu a mesma metodologia utilizada para o cálculo de EPI.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares 15 Creme de proteção solar FPS 30 (4L) 16 Capa impermeável (SINAPI) 12. Na Tabela 10.894 297.91 Foi criada uma composição com insumos de equipamentos de proteção individual existentes no SINAPI (Figura 1).43 440. A partir das categorias de mão de obra (servente.00 20% 0. pintor e soldador). pedreiro. Desta forma.

1/2 Kg 90 30% 19 Martelo de borracha preto . 207206BR Belzer 180 20% 3 Alicate Climpador (crimpador) 180 20% 4 Esquadro de alumínio para soldagem de peças. 35 x 35 x 4. com duas morsas.450 g .5 mm 180 40% 2 Talhadeira com punho de proteção 22 x 225 mm ref.1 corte cabo 20 cm .35 cm 90 80% 7 Régua de alumínio – 2 m 360 40% 8 Esquadro 90° x 30 cm (12") 360 30% 9 Mangueira de nível – 20 m 90 30% 10 Prumo de parede 360 30% 11 Prumo de centro 360 30% 12 Linha de pedreiro – 100 m 7 30% 13 Bucha de espuma 2 30% 14 Trincha 7 30% 15 Ponteiro aço liso 3/4" x 10" 30 15% 16 Talhadeira aço chato 10" 30 15% 17 Marreta 1/2 kg . cabo madeira.cabo de madeira 90 30% 18 Martelo de pedreiro . 300 x 0.cabo de madeira 40 mm 180 20% 20 Lápis de carpinteiro 2 20% 21 Carrinho de mão 180 100% 22 Balde 10 L (SINAPI) 30 100% VIDA ÚTIL (dias úteis) COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO Tabela 7: Ferramentas de Soldador ITEM FERRAMENTAS DE SOLDADOR 1 Martelo de soldador do tipo picareta.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Tabela 6: Ferramentas de Pedreiro ITEM FERRAMENTAS DE PEDREIRO VIDA ÚTIL (dias úteis) COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO 1 Colher de pedreiro n° 9 90 50% 2 Desempenadeira de aço lisa 90 20% 3 Desempenadeira de aço dentada 90 20% 4 Desempenadeira de madeira 30 10% 5 Trena 360 50% 6 Nível de bolha – alumínio . marca Black Jack 360 50% 5 Grampo de aperto rápido 16" Ref.5 cm. 60987 Beltools 180 40% 6 Alicate de pressão 11" 180 30% 121 .4 x 0.

138 Z Gedore VIDA ÚTIL (dias úteis) COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO 180 30% 180 30% 9 Alicate diagonal para corte rente 5" a 8" 180 30% 10 Alicate para anéis de pistão capacidade 50-100 mm.2200 W .5400 W . extensível. tiras e qualquer tipo de perfil. mordentes reforçados em aço laminado.0 a 4. com 10 x 20 degraus (3.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares ITEM 7 8 FERRAMENTAS DE SOLDADOR Alicate de pressão para solda tipo U.00m) Espátula de aço inox 10 cm cabo de madeira 4 Espátula PVC lisa (tamanho médio) 30 20% 5 Desempenadeira de aço dentada (tamanho médio) 30 20% 6 Desempenadeira de aço lisa (tamanho médio) 30 40% 7 Desempenadeira para Lixa (suporte manual) (tamanho médio) 30 30% 8 Desempenadeira PVC (tamanho médio) 30 20% 360 20% 360 30% 1 2 9 10 Furadeira de impacto 1/2" . Niquelado.1000 watts . 012418012 Carbografite 180 30% 12 Selador horizontal para fita de aço 1" 180 20% 13 Bolsa de lona para ferramentas 40 x 30 x 20 cm 180 100% 14 Esmerilhadeira angular elétrica portátil 4 1/2" . em duralumínio Escada de marinheiro em duralumínio. 44044101 Tramontina 180 30% 11 Chave inglesa 15" Ref. 138 Gedore Alicate de pressão para solda de chapa 18" (460 mm). para apertar chapas. Bremen 720 70% 17 Maçarico de Solda Ref. Ref.Turbo ventilado .160 A . Ref.0 mm ref. G1000KB2 Black & Decker 360 50% 15 Cavalete de ferro nº 1 360 50% 16 Inversor de Solda monofásico 220 V . Chauffeur Higyes 3 20% VIDA ÚTIL (dias úteis) COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO 180 70% 360 30% 30 40% Tabela 8: Ferramentas de Pintor ITEM FERRAMENTAS DE PINTOR 3 Escada de abrir. Corpo em chapa dobrada extra-reforçada e rebites de aço.Proteção por fusível térmico .Para eletrodos de 2. 11" (280 mm).00m / 6. Ref.: Bosch GSB 13 RE Professional (para misturar tinta com misturador) Lixadeira elétrica angular 7" .40m).5000 RPM 220 V 122 . Ref.Ref. com 2 x 8 degraus (2. CG 201 Código 010414410 Carbografite 360 70% 18 Pasta rosa p/ limpeza das mãos 500 g.Ref.600W .

Balancim individual (cadeirinha suspensa . bico de limpeza .cabo de madeira 90 30% 4 Pá quadrada com cabo de madeira em Y .4 x 100 m .21 cm . mangueira espiral de 5 m.Embalagem 500 g 30 50% 16 Thinner / Aguarrás (5L) 15 50% 17 Balde 10 L (SINAPI) 30 100% 18 Bandeja de pintura 30 35% 19 Misturador de tinta 100 mm x 60 cm (uso com furadeira) 60 35% 20 Pincel chato 1" cerdas sintéticas pretas 6 35% 21 Trincha 2" cerdas sintéticas pretas 6 35% 22 Rolo de lã de carneiro 23 cm c/ cabo 6 20% 23 Rolo de espuma poliéster 23 cm c/ cabo 6 20% 24 Rolo de espuma poliéster 9 cm c/ cabo 6 20% 25 Extensor de cabo de rolo 2 m 30 20% 720 10% 180 10% 360 20% 180 20% VIDA ÚTIL (dias úteis) COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO 26 27 28 29 Compressor de ar profissional 10 pés .sobe e desce) Corda de bombeiro 12 mm em nylon trançado (rolo de 100 m) Tabela 9: Ferramentas de Servente ITEM FERRAMENTAS DE SERVENTE 1 Ponteiro aço liso 3/4" x 10" 30 30% 2 Talhadeira aço chato 10" 30 30% 3 Marreta 1/2 kg .Monofásico Kit para compressor de ar com 5 peças: .12 kg 240 100% 15 Estopa . 60 20% 12 Fita adesiva (crepe) 25 mm x 50 m Ref.140 Lbf . pulverizador engraxador com caneca . 3M ou similar 1 20% 13 Estilete 18 mm 30 20% 14 Lona plástica preta .72 tufos de filamento PET. bico inflador com manômetro . pistola de pintura .110 L .110/220 Volts .Anexo IV – Encargos Sociais Complementares ITEM FERRAMENTAS DE PINTOR VIDA ÚTIL (dias úteis) COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO 11 Escova de aço com pega emborrachada .71 cm 120 80% 5 Carrinho de mão 180 40% 6 Carrinho Plataforma em madeira 1500 x 800 mm Capacidade: 600 kg - 360 40% 7 Balde 10 L (SINAPI) 30 100% 123 .

45 30 dia útil 220. foi calculada então a média ponderada.01 3 Marreta 1/2 kg cabo de madeira 16. considerando a participação das categorias a partir do projeto referencial. Foi criada uma composição de insumos empregados como ferramentas existentes no SINAPI (Figura 2).Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Coeficiente de Utilização (% em relação ao tempo de trabalho) Custo Horário (R$/h) Ponteiro aço liso 3/4" x 10" 10.640.20 30 dia útil 220. Os coeficientes destes itens foram calculados para que o valor final da composição apresentasse o custo médio anteriormente calculado.00 30% 0.19 Determinado o custo horário efetivo para cada uma das categorias escolhidas.90 180 dia útil 1.01 4 Pá quadrada com cabo de madeira em Y .00 30% 0. o custo desta composição de ferramentas é mensalmente atualizado para cada localidade.02 Custo unitário (por peça em R$) Código SINAPI Item Durabilidade Estimada 1 Discriminação Em horas trabalhadas Tabela 10: Ferramentas – Servente – Praça SP 00010 TOTAL 0. Direção: 5ª roda 549.00 40% 0.00 30% 0.320.00 80% 0.50 120 dia útil 880.00 100% 0.71 cm 27.01 2 Talhadeira aço chato 10" 8. Desta forma.79 30 dia útil 220. tal qual para o cálculo de EPI.03 6 Carrinho Plataforma em madeira 1500 x 800 mm Capacidade: 600 kg 4 rodas / pneus / câmaras Sist. 124 .00 360 dia útil 2.93 90 dia útil 660. sempre que os preços de seus insumos são corrigidos.00 40% 0.08 7 Balde 10 L (SINAPI) 5.03 5 Carrinho de Mão 89.

Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Figura 2: Composição 88236 – Ferramentas (Encargos Complementares) 3. Apresentamos na Tabela 11 um exemplo. considerando a rotatividade local. foi considerada a rotatividade da mão de obra local (dado oriundo da base CAGED.5 Exames O custo unitário dos exames médicos (admissionais. Desta forma temos o número de horas efetivamente trabalhadas no período. mesmo utilizado nos Encargos Sociais do SINAPI). Dividiu-se então o custo dos exames médicos pelas horas trabalhadas para determinar o custo horário de exames. Para o número de exames. periódicos e demissionais) foi extraído de tabelas dos SECONCI locais ou tabela referencial da AMB – Associação Médica Brasileira. onde são detalhados os custos com exames para a categoria servente em São Paulo 125 .

00 3.jejum) X 1 10.6 Seguros Foi considerado o custo com Seguro de Vida e Acidentes Pessoais. tendo a apólice vigência de 1 ano. Diante da constatação que o custo deste item teria pouco impacto dentro dos encargos complementares.79 0.00 3.79 0.390.00 1º .02 X 1 35. optou-se por nacionalizar o valor encontrado em Brasília.79 0.02 2 35.18 meses após a admissão Admissional (obrigatório) X Discriminação Exame clínico Custo Horário (R$) 4 1 Custo Total (R$) Custo Unitário (R$) X Periódico Demissional (obrigatório) Quantidade Total de Exames Incidências Quantidade Horas Trabalhadas no Período de 17.00 100.6 meses após a admissão 2° .00 3. e que a variação de preços máxima seria da ordem de 20% a 30%.04 (Tabela 12).01 Glicemia (sangue .390.98162 meses Tabela 11: Exames – Servente – Praça: São Paulo 0.03 X 3 18. Foi realizada cotação em Brasília.00 10.00 35. e chegou-se a um custo horário de R$0.00 3.00 3.Anexo IV – Encargos Sociais Complementares 25.00 70.390.00 54. conforme previsto nas CCT.12 meses após a admissão X X 2 Audiometria X X 3 RX digital de tórax (OIT) X 4 Espirometria (pulmão) 5 6 X Item TOTAL 3° .390.09 3.79 0. 126 .79 0.00 3.390.01 Eletrocardiograma (ECG) X 1 40.00 40. quando levada em conta as diferentes expectativas de vida e a diversidade de cláusulas existentes nas CCT das demais capitais brasileiras.79 0.390.

O seguro previsto no Grupo A.212/91 (art. à alíquota de 3%. 22 – inciso II) e 8.04 R$ 7.78 1 mês R$ 0.4) cujos preços são atualizados mensalmente a partir de coleta realizada pelo IBGE. 127 .Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Tabela 12: Seguros . Desta forma. é definido nas leis federais 8.Preço de Brasília Nacionalizado Item Vida/ Acidentes de Trabalho TOTAL Custo Unitário (R$/emp) Período Custo Horário (R$/h) R$ 7. Cada uma dessas composições refere-se a uma categoria de mão de obra e é formada pelo insumo da categoria profissional (remuneração X encargos sociais) e pelos 6 itens aqui apresentados como encargos complementares (Figura 3). Exames Médicos e Seguros. COMPOSIÇÃO DE MÃO DE OBRA COM ENCARGOS SOCIAIS COMPLEMENTARES Determinado o custo horário de cada um dos itens: Alimentação.213/91 (art. sendo seus preços calculados conforme metodologia apresentada e atualizados anualmente. Os itens Alimentação. Os itens EPI e Ferramentas participam como composições auxiliares. e não deve ser confundido com seguro contra acidentes de trabalho previsto no Grupo A dos Encargos Sociais. EPI. 4. 57 e 58) e trata de contribuição a cargo da empresa e destinada à Seguridade Social.3 e 2. para pagamento de aposentadoria especial. foi criada uma composição de custo no SINAPI para cada categoria de mão de obra. Transporte.04 Cabe observar que este item trata dos seguros de vida em grupo e contra acidentes de trabalho. formadas por insumos já existentes no SINAPI (conforme demonstrado nos itens 2. previstos nas CCT e patrocinados pelos empregadores.78 1 mês R$ 0. os custos das composições também são automaticamente atualizados. Ferramentas. Transporte. Exames e Seguros participam da composição como insumos.

Algumas categorias tiveram as suas composições diferenciadas: Motorista de Caminhão .Anexo IV – Encargos Sociais Complementares Figura 3: Composição de encargos complementares – Mão de Obra – Servente Os insumos de mão de obra existentes em todas as composições unitárias de serviço do Banco Referencial SINAPI foram substituídos pelas composições de mão de obra com encargos complementares.foram suprimidos os itens EPI e Ferramentas. 128 . Operadores de Máquinas – foi suprimido o item Ferramentas.

Anexo IV – Encargos Sociais Complementares 5. [3] Sítio da PINI na Internet – Seção Equipe de Obra . [2] Revista Construção – novembro/1. que institui o Vale Transporte.999 – Seção PCMat – autoria de José Carlos de Arruda Sampaio.Artigo intitulado SEGURANÇA – Equipamentos de proteção individual – Edição 3 – Agosto/2006 – Assinado por Renata Ávila (http://equipedeobra.pini. 129 . João Batista da Silva. BIBLIOGRAFIA [1] Lei federal 7.418 de 16/12/85. [5] Revista Proteção (nº 56) de agosto de 1996. pág.br/construcao-reforma/3/artigo27429-1. [4] Manual do Aluno – SENAI/SP – 2008 .com.Trabalho editorado pela Escola “Orlando Laviero Ferraiuolo” e coordenado pelo Prof.aspx) – consulta em abril/2014. 68 a 71. [6] NR-07: Norma Regulamentadora do Ministério de Trabalho e Emprego (MTE) que trata do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).