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IETC – INSTITUTO EDUCACIONAL TEOLÓGICO E CULTURAL

LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
CLEMÊNCIA VALQUÍDES GOMES DE ABREU SÁ

PROJETO DE PESQUISA
A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR PARA A CRIANÇA

Santo Antônio do Retiro/MG
2014
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CLEMÊNCIA VALQUÍDES GOMES DE ABREU SÁ PROJETO DE PESQUISA A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR PARA A CRIANÇA Trabalho apresentado à – como requisito parcial para a obtenção nota para o curso de licenciatura em pedagogia Orientador: Maria Luiza Mendes Rodrigues Santo Antônio do Retiro/MG 2014 2 .

SUMÁRIO INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO REFERÊNCIAS 3 .

bem como adquirirem maiores habilidades para se comunicar e alcançar relações satisfatórias com outras pessoas DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA O presente estudo se terá como população alvo: pesquisas elaboradas sobre a temática do presente estudo. as crianças praticam continuamente os processos complicados e estressantes do cotidiano. usa o faz de conta para entender a realidade que a cerca e vive o momento. O jogo/brincadeira constitui-se no trabalho da criança e a ensina como agir dentro do seu ambiente . Na brincadeira a criança representa. O ser humano nasce e cresce com a necessidade de brincar. e como lidarem com esse ambiente de objetos. tempo. afetivas. O brinquedo é um objeto facilitador do desenvolvimento das atividades lúdicas. cognitivas e físicas.o que pode fazer. Para tanto. Os jogos/brincadeiras. pois o brincar é uma das atividades mais importantes na vida dos indivíduos. como se relacionar com as coisas e situações e como adaptar-se às demandas que a sociedade lhe impõe. no momento terapêutico e no pedagógico. com seus meios universais de compreensão. A brincadeira é considerada uma atividade universal que assume características peculiares no contexto social. histórico e cultural. O brincar é ainda uma forma de expressão e comunicação consigo. além de lhes ensinar sobre seus mundos. espaço.INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo abordar o brincar como essencial ao desenvolvimento da criança. podendo ser utilizado em diferentes contextos. com as habilidades sociais. cria. fazem com que as crianças aprendam o que ninguém pode ensiná-las. ele tanto desenvolve suas potencialidades. com o outro e com o meio. como também trabalha com suas limitações. no brincar espontâneo. sendo que o elemento problemático é a necessidade de se compreender até que ponto as brincadeiras são 4 . tais como. Por meio dessa ação. estrutura e pessoas. analisaremos como a concepção de criança e do brincar vem se estruturando no decorrer dos anos e como o brincar vem sendo utilizado nos dias de hoje como ferramenta nos processos cognitivos infantis. Ao brincar.

METODOLOGIA Utilizar-se-á como metodologia para o presente projeto. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Diagnosticar o quanto as brincadeiras são salutares para o desenvolvimento da criança.Abordar quais benefícios as brincadeiras trazem para a criança. a leitura e análise de livros e artigos que fundamentarão e permitirão à acadêmica ter uma real noção dos aspectos concernentes ao brincar na infância.Destacar os aspectos conceituais e legais sobre a criança e o jogo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS . Wajskop e Vygotsky. Sendo que o mesmo servirá de base para novos estudos baseados na temática. São atividades sociais. . . Assim sendo analisa-las é de extrema importância para a área pedagógica. brincadeiras e atividades lúdicas. JUSTIFICATIVA A brincadeira e os jogos são atividades específicas na infância.Diferenciar jogos. Brougère.essenciais para o desenvolvimento físico. O projeto terá como base alguns estudos de Kishimito. com contexto cultural e social. de disciplina e principalmente de integração ao âmbito escolar. 5 . psicológico e social da criança. nas quais as crianças recriam a realidade usando sistemas simbólicos. uma vez que estamos sempre lidando com crianças com dificuldades de aprendizagem.

” A palavra infância no latim significa incapacidade de falar. ser gente que se alegra e se entristece. diferentemente das crianças vistas como seres incapazes. Ressaltamos ainda o que reza a Constituição Federal de 1988. ao lazer. Essa etapa era vista como sendo a passagem para a idade da razão. Atualmente a criança é vista como um ser que possui direitos e identidade própria. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. É importante ressaltar que com o passar dos séculos a concepção vai se modificando até chegar ao que se entende hoje por infância. ser pessoa. ao respeito. à dignidade. que chora e que sorri. Dessa forma. à cultura. ser criança significa “[. que brinca. 6 . que se cansa e que se anima. que segundo Brasil (1998) nos relata em seu artigo 227: É dever da família. espiritual e social. complexo e individual.. relatam que a infância se contrapõe à vida adulta. com absoluta prioridade. da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente. em condições de liberdade e de dignidade. com capacidade de mudar o mundo. A infância que antes era vista como um processo de passagem para a vida adulta. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. sendo um momento neutro. dentre outros. Agostinho e Descartes. alguns autores de diversas épocas como: Platão. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. De acordo com Brasil (1990) o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que contempla em seu artigo 3º: A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. todas as oportunidades e facilidades. porém o termo infância é uma invenção cultural dos séculos XVII e XVIII. assegurando-se lhes. à alimentação.] antes de qualquer coisa. moral. que fantasia. pois os comportamentos considerados racionais seriam encontrados apenas nos adultos. à educação. o direito à vida. por lei ou por outros meios. Essa incapacidade de acordo com Kuhlmann (1998) vinha atribuída à criança no período chamado de primeira infância e que às vezes se estendia até os sete anos de idade. à saúde.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA De acordo com Moreno (2008) as crianças nunca deixaram de existir. à profissionalização. identificando assim o adulto como um homem pensante. um sujeito único.. ou como algo sem importância passa nos dias de hoje a contar com várias leis e documentos que garantem seus direitos. mental. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. Para a autora.

O autor ainda conclui: “[. conhecido pelo cultivo da vida social livre e cooperativa como assegura Kishimoto e Pinazza (2007). Hussein e Zamberlan (1986) discutem as dificuldades existentes na definição dessas palavras nas línguas francesa. exploração. tocar instrumentos e uma gama imensa de atividades. no inglês e no francês. definir o que é 7 . ao inserir suas ideias em uma instituição.. Segundo os autores.. A língua francesa designa o termo jouer para as ações de brincar e de jogar. a ação da brincadeira. Froebel apud Kishimoto. Bomtempo. o chamado kindergarten. Enquanto no português há uma definição que distingue as duas ações.]”.. Froebel cria então o jardim-de-infância. a qual vem sendo explorada por diversos autores.]”. É essencial salientar que desde muito tempo se percebe a brincadeira como um instrumento importante. entretanto.discriminação. ele pode se confundir e ter o mesmo significado de play. em que nos mostram o valor dela no desenvolvimento infantil.] a brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e ao mesmo tempo típica da vida humana. com determinação autoestima.. violência. Tanto no inglês quanto no francês. que indica o brincar. Ela dá alegria. Nesse sentido.] a criança que brinca sempre. Brinquedo. o termo game designa o ato de jogar e se refere mais especificamente aos jogos de regras.. crueldade e opressão. de acordo com o desenvolvimento humano. liberdade [. até este ponto. No inglês. pode certamente tornar-se um homem determinado [.. muitos dos quais diferentes da ação lúdica infantil.. não fazendo distinção semântica entre elas. os vocábulos que designam as ações de brincar e de jogar também têm outros significados. cada idioma possui particularidades na utilização das mesmas. ambas têm diversos significados. brincadeira e jogo são termos que podem se confundir. (2000) nos apresenta sua concepção de que: “[. Como se pode depreender. o que as faz diferirem entre si. Sendo assim Friederich Froebel (1782-1852) considera a criança como ser criativo e sugere a educação dessa pela auto-criatividade e pelos jogos.. Ainda segundo a autora quanto à designação dos verbos brincar e jogar existem dificuldades na sua utilização. Eles também podem ser utilizados para tarefas como representar. inglesa e portuguesa. uma vez que a sua utilização varia de acordo com o idioma utilizado. diferentes da ação lúdica infantil. Dessa forma.

como muitos objetos construídos pelos homens. como objeto lúdico da infância. ao gerar prazer. a função do brinquedo é a brincadeira. o simbólico torna-se a função do próprio objeto. simbolicamente. Alves (2001) afirma que a brincadeira é qualquer desafio que é aceito pelo simples prazer do desafio. Portanto. até mesmo o faz-de-conta possui regras que conduzem o comportamento das crianças. Esses significados e representações podem ser diferentes. em épocas passadas. Brougère e Wajskop (1997) esclarecem que ele tem um valor simbólico que domina a função do objeto. ela poderia representar falta de saúde e raquitismo. Vygotsky (1991) também afirma que a brincadeira.brincadeira não é uma tarefa simples. em determinado contexto. de acordo com a cultura. Wajskop (1997) consideram o brinquedo um objeto cultural que. Uma criança que brinca de ser a mamãe com suas bonecas assume comportamentos e posturas pré-estabelecidas pelo seu conhecimento de figura materna. Kishimoto (2000) confirma e reforça a afirmativa anterior. Brougère. todavia. ou seja. mesmo sendo livre e não estruturada. a boneca Barbie representa o padrão de beleza feminina para a atual sociedade ocidental. pois os processos de simbolização e de 8 . O brinquedo é o produto de uma sociedade e. O brinquedo tem como princípio estimular a brincadeira e convidar a criança para esta atividade. A brincadeira é definida como uma atividade livre. Bomtempo. Um cabo de vassoura pode exemplificar esta relação entre função e valor simbólico. o contexto e a época no qual estão inseridos os objetos. possui um fim em si mesma. A função de um cabo de vassoura pode mudar nas mãos de uma criança que. que não pode ser delimitada e que. tem significados e representações. possui funções sociais. Para o autor todo tipo de brincadeira está embutido de regras. possui regras. o transforma em um cavalo. Por exemplo. O autor ainda afirma que o brincar é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança. Para Kishimoto (2000) o brincar tem a prioridade das crianças que possuem flexibilidade para ensaiar novas combinações de ideias e de comportamentos. ou seja. pois o que pode ser considerado como brincar. Quanto à função do brinquedo. Hussein e Zamberlan (1986) colocam que a brincadeira é uma atividade espontânea e que proporciona para a criança condições saudáveis para o seu desenvolvimento biopsicossocial. confirma a teoria de que o brincar não possui um objetivo próprio e tem um fim em si mesmo. pode não o ser em outros.

pano ou palha de milho e com características infantilizadas. alta e esguia). material utilizado. Vygotsky (1991) ressalta que a brincadeira cria as zonas de desenvolvimento proximal e que estas proporcionam saltos qualitativos no desenvolvimento e na aprendizagem infantil. de acordo com a perspectiva sociocultural. A boneca. tais como falar. Elkonin (1998) avançando nos estudos de Vygotsky elaborou a lei do desenvolvimento do brinquedo. através da brincadeira. Essa afirmativa se dá não apenas pela frequência de uso que as crianças fazem do brincar. A brincadeira vai de uma situação inicial. A brincadeira é a atividade principal da infância. etc. as bonecas atuais têm as mais diversificadas matérias primas. além das inúmeras características extras das quais são dotadas. Elkonin (1998) confirma isto ao afirmar que a história do brinquedo acompanha a história da humanidade.representação a levam ao pensamento abstrato. mas principalmente pela influência que esta exerce no desenvolvimento infantil. O autor relata que os brinquedos mudam conforme mudam os padrões de uma sociedade. para uma situação em que as regras são explícitas e o papel e a cena imaginária latentes. Leontiev (1994) afirma que na atividade lúdica a criança descobre as relações existentes entre os homens. Além disso. Enquanto que a maioria das bonecas de 50 anos atrás era construída de porcelana. A característica social. cantar. Independentemente do tipo ou das características do brinquedo. por exemplo. formas e atribuições. este objeto passou por mudanças significativas em sua confecção. 9 . Para constatar isto basta fazer uma análise a respeito das características dos brinquedos utilizados pelas crianças de 40 ou 50 anos atrás. avaliar suas habilidades e compará-las com as das outras crianças. Para estes autores a brincadeira é o caminho de transição para níveis mais elevados de desenvolvimento. contudo. Para este autor o brincar passa por momentos evolutivos. é vista como a mola propulsora para o desenvolvimento infantil. suas formas imitam o padrão de beleza estipulado pela sociedade (jovem. ainda é utilizada pelas crianças da atualidade. andar. A brincadeira também permite à criança a se apropriar de códigos culturais e de papéis sociais. as crianças também conseguem. onde o papel e a cena imaginária são explícitas e as regras latentes. dançar. Elkonin (1998) e Leontiev (1994) ampliam esta teoria afirmando que durante a brincadeira ocorrem as mais importantes mudanças no desenvolvimento psíquico infantil.

estimula uma série de aspectos que contribuem tanto para o desenvolvimento individual do ser quanto para o social. sendo que segundo Vygotsky. de exercício e as atividades físicas que são promovidas pelas brincadeiras auxiliam a criança a desenvolver os aspectos referentes à percepção. Para Vygotsky (1991) as crianças querem satisfazer certos desejos que muitas vezes não podem ser satisfeitos imediatamente. Próximo ao final desta fase. que têm um ponto de partida próximo aos 6 anos e vai até o princípio da adolescência. força e resistência e até as questões referentes à termorregulação e controle de peso. ou jogo. Além do prazer. Para Friedmann (1996) e Dohme (2002) as crianças têm diversas razões para brincar. sem a intencionalidade. filhinho. pelo faz de conta. pela brincadeira. habilidades motoras. Desta forma. dominar a angústia. Isidro e Almeida (2003) afirmam que as regras de uma brincadeira. O símbolo perde seu caráter de deformação lúdica e passa a ser uma representação imitativa da realidade. que são caracterizadas pela observação e posterior manipulação de objetos. mamãe. trabalhador. etc. Primeiramente a brincadeira desenvolve os aspectos físicos e sensoriais. (1991) as primeiras brincadeiras do bebê. Pela brincadeira a criança. Leontiev (1994) afirma que as brincadeiras mudam conforme muda a idade das crianças. uma destas razões é o prazer que podem usufruir enquanto brincam. Logo que a criança começa a falar os jogos de exercícios começam a diminuir e dão espaço aos jogos simbólicos. estes dois aspectos sempre estarão presentes.). Os jogos sensoriais. Para Vygotsky (1991) todas as modalidades de brincadeiras estão inseridas de regras e de faz-de-conta. seja simbólica ou de regras. Outro fator que pode ser observado na brincadeira é o desenvolvimento emocional e da personalidade da criança. exprimir a agressividade. Iniciase então a estrutura dos jogos de regras.pelo brincar o desenvolvimento infantil está sendo estimulado. oferecem à criança o conhecimento e a exploração do seu meio através dos órgãos dos sentidos. os jogos simbólicos começam a declinar porque passam a aproximar-se cada vez mais do real. Para o autor não importa a idade da criança e o tipo de brincadeira. não tem apenas um caráter de diversão ou de passatempo. Smith (1982) ressalta que a brincadeira. a criança testa e experimenta os diferentes papéis existentes na sociedade (papai. as crianças também podem. estão intimamente ligadas ao conhecimento que as crianças têm da realidade social na qual estão inseridas. aumentar as 10 .

imagina que está conversando com alguém ou com os seus próprios brinquedos. pelo faz de conta. as crianças elaboram as experiências traumáticas vividas. A conduta lúdica oferece oportunidades para experimentar comportamento que. Outros benefícios também podem ser alcançados pelo brincar. acrescentam que o brinquedo proporciona a exteriorização de medos e angústias e atua como uma válvula de escape para as emoções. A autora enfatiza ainda que a criança não testa diferentes estratégias apenas para o momento da brincadeira. pois até mesmo na brincadeira solitária a criança. Com isso. formularem estratégias e. mas também para a vida adulta. na vida adulta. Em conformidade com estes estudos Melo e Valle (2005). criando condições e formas de interação que irão auxiliar mais tarde. em sua tese doutoral. a linguagem é desenvolvida com a ampliação do vocabulário e o exercício da pronúncia das palavras e frases. jamais seriam tentados pelo medo do erro ou punição. (1998) os aspectos simbólicos de sociabilidade. O jogo é uma maneira de as crianças interagirem entre si. A brincadeira é uma oportunidade para interação entre pares em um contexto nas quais muitas lições relevantes para a vida adulta são aprendidas. O jogo ao ocorrer em situações sem pressão. Oliveira e Milani (2003) constataram que. as atividades lúdicas contribuem para a adequação do tônus postural. Para Kishimoto. vivenciarem situações. Em estudo experimental com crianças com síndrome de Down.experiências e estabelecer contatos sociais. Mello (1999). em situações normais. sem a intencionalidade. segurança emocional e ausência de tensão ou perigo proporciona condições para aprendizagem das normas sociais em situações de menor risco. Ao lidar com diferentes situações durante a brincadeira ela estaria. em uma discussão sobre a influência do brincar no desenvolvimento infantil. pela brincadeira. ao estudar crianças vítimas de violência física doméstica constatou que. Ainda segundo Kishimoto (1998) a brincadeira também é uma rica fonte de comunicação. da autonomia e da capacidade de comunicação destas crianças. em atmosfera de familiaridade. poderem reformular sem punição seu planejamento e suas novas ações. linguagem e cognição também são estimulados na brincadeira. Pelos 11 . ao verificarem seus erros e acertos. manifestarem indagações. pois os conteúdos expressos no brincar têm relação com suas histórias.

através da brincadeira. utilizado por profissionais da saúde e da educação. Vygotsky (1991) critica a forma parcelada de se enxergar o desenvolvimento humano. enriquece a percepção. Uma criança que apresenta déficits em algum aspecto do desenvolvimento pode ser incentivada. desperta interesses. no que se refere ao brincar.relatos de pesquisa expostos se percebe que a brincadeira pode ser um instrumento. Mesmo sendo complexo e talvez inviável pesquisar a brincadeira e o desenvolvimento infantil em todos os seus aspectos. o que inclui a atividade física. 12 . Para o autor só poderemos compreender o desenvolvimento infantil observando o seu conjunto. seja na sua estrutura ou na sua funcionalidade. os pesquisadores devem ficar atentos à visão global e não parcial do desenvolvimento humano. esta forma de estudo pode trazer alguns vieses em pesquisas e trabalhos com crianças. Melo e Valle (2005) afirmam que o brinquedo possibilita o desenvolvimento infantil em todas as dimensões. satisfaz a necessidade afetiva e permite o domínio das ansiedades e angústias. Além disso. para estimular o desenvolvimento. As autoras continuam indagando que a brincadeira promove a educação para hábitos da vida diária. Ao estratificá-lo em aspectos e estágios estamos comprometendo a visão das áreas potenciais de uma criança. E. os pesquisadores tendem a priorizar apenas alguns aspectos da brincadeira em seus estudos. Uma característica observada nos relatos de pesquisa expostos anteriormente é a tendência a estratificar o desenvolvimento infantil. Por ser o brincar um comportamento complexo. a estimular estes aspectos e. Apesar de ser mais didático e de fácil compreensão. como diz Vygotsky (1991) a dar saltos qualitativos no seu desenvolvimento. a brincadeira pode ser uma eficaz ferramenta a ser utilizada para estimular e promover a aprendizagem das crianças. a estimulação intelectual e a socialização.

CRONOGRAMA DA PESQUISA (PREVISÃO SOBRE O TEMPO PARA O DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA) ETAPAS Elaboração do projeto Revisão de literatura Apresentação do projeto Coleta de dados Conclusão e redação Correção Entrega JUNH O X X X X X X X ORÇAMENTO Utilizou-se para o presente estudo livros. computador. impressora e folhas sem pauta. 13 . internet. abordagens e incentivos ao brincar na infância. RESULTADOS ESPERADOS Os resultados esperados com a presente pesquisa são: uma maior discussão a respeito de novos espaços.

PINAZZA. E. Tizuko Morchida. WAJSKOP.REFERÊNCIAS ALVES. M. Universidade Presbiteriana Mackenzie. 2ª ed. Vol. S. Brinquedo e cultura. R. VALLE. O brincar e suas teorias. Constituição (1988). M. Dissertação de Mestrado. Tese de doutorado. Disponível em: http://www. Pedagogia (s) da infância: Dialogando com o passado construindo o futuro. p. BRASIL. MELLO. Leontiev. São Paulo: Pioneira. BOMTEMPO. São Paulo. 43 – 48. Mônica Appezzato. Jogo. 36-60. desenvolvimento e aprendizagem. O direito de brincar: a brinquedoteca. _______________. 1997. 1994. Porto Alegre. Psicologia argumento. Froebel: uma pedagogia do brincar para infância. 2014. L. Lei nº 8. n.. O brincar de crianças vítimas de violência física doméstica. A. 40. brincadeira e a educação. Editora: artmed. 14 . G. São Paulo: Moraes. Luria. Linguagem. Psicologia do jogo. Psicologia escolar e do desenvolvimento humano. Acesso em: mai. A. P.planalto. 23.. C. de 13 de julho de 1990.br/> Acesso em: mai. (Orgs. Curso de Pós-Graduação em Educação. Moysés. Atividades lúdicas na educação: O caminho de tijolos amarelos do aprendizado. 2001. 2014. Páginas Abertas. T.planalto.gov. LEONTIEV. KUHLMANN Júnior. Júlia Oliveira. 1998. 2002. BRASIL. In: Vygotsky. KISHIMOTO. Tizuko Morchida. E. brinquedo. M.. São Paulo. A.br/ccivil_03/Leis/L8069.gov. KISHIMOTO. Estatuto da Criança e do Adolescente. Psicologia do brinquedo: aspectos teóricos e metodológicos. 1998. C. Infância e educação infantil: uma abordagem histórica. DOHME. FRIEDMANN. MELO. São Paulo: Martins Fontes. PINAZZA. 1999. É brincando que se aprende. 1998. São Paulo: Abrinq. A. R. 2000. O brinquedo e o brincar no desenvolvimento infantil.). São Paulo: Cortez.N. 4ª ed. ______________. In: FORMOSINHO. A. BROUGÈRE. Universidade de São Paulo.. 1996. B. L. São Paulo: Cortez. ELKONIN. ZAMBERLAN.htm. Arte e História da Cultura.069. G. São Paulo: Editora da USP Nova Stella. 1986. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. Disponível em: http://www. HUSSEIN. L. Mônica Appezzato. V. 2007. N. L. Porto Alegre: Mediação. 2005. R.. D. p.. A. A. C.

139 – 184. 1982. B. Vol. na literatura e nas artes plásticas. Does play matter: Functional and evolutionary aspects of animal and human play. 5. Londrina: Humanidades. p. memórias e culturas: as crianças no cinema. Behavioral and Brain Sciences. SMITH. M. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. MILANI. D. 1. São Paulo: Martins Fontes. n. V. 2008 OLIVEIRA.. n. Boletim Acadêmico Paulista de Psicologia. A representação lúdica e gráfica em crianças com síndrome de Down. p. al. Jaqueline Delgado et. Infâncias. 15 . VYGOTSKY. S. 2003. K. 4ª ed.MORENO. 34 – 42. v. P. 1. In: PASCHOAL. L. Gilmara Lupion. As crianças e suas infâncias: o brincar em diferentes contextos. 1991. 23.

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