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Actores

PORTOS
• Os portos são constituídos por docas
específicas para certos tipos de carga ou
passageiros, a par de diversos cais de
acostagem com estreitas zonas terrestres
anexas dotadas com alguns espaços cobertos
de armazéns, oficinas, locais de estadia de
estivadores, etc., eram os portos que existiam
por todo o mundo até à década de setenta do
século passado.

• A partir daí, os que subsistiram expandiram-se e
criaram inúmeras zonas novas de terraplenos que
passaram a denominar-se “terminais” e que ao mesmo
tempo se foram especializando a partir da clássica
carga geral, para terminais de carga contentorizada, de
graneis sólidos energéticos e cimenteiros, granéis
líquidos energéticos, alimentares e outros, terminais
“ro-ro” (roll-on/roll-off) tanto de movimentação de
automóveis, como de contentores sobre reboques com
ou sem tractor e pelo menos, terminais de tráfego
dedicado aos passageiros de cruzeiros e de turismo.

de forma fiável. mas também cada vez mais como elos da cadeia de fornecimento de serviços logísticos. com valor acrescentado e de acordo com as especificações da cadeia de transporte . mas também que esse movimento seja realizado com eficiência e rapidez.• Os portos são entidades dinâmicas desempenhando papel cada vez mais importante na gestão das cadeias logísticas. não só como pontos de interconexão entre modos de transporte. sendo-lhes exigido não só a função de assegurar o movimento do navio e da carga.

2003) sem qualquer outro valor acrescentado e sem que se vislumbrasse a sua integração nas cadeias logísticas de abastecimento das economias mundiais .• Tradicionalmente eram vistos como locais onde as cargas e os passageiros eram transferidos do navio para terra ou da terra para o navio (Winkelmans.

Os portos modernos passaram a ser locais onde se cruzam cadeias logísticas. e nos quais. aproveitando a proximidade ou a estadia em trânsito por mar ou terra para outros lugares . ou junto aos quais. as mercadorias sofrem diversos processos de alteração da forma ou de conteúdo.• Cada porto disponibiliza um conjunto de produtos ou serviços oferecidos num local dotado com infra-estruturas e meios a fim de prestar serviços necessários ao navio e à carga e aos quais acrescenta valor.

• Os portos não se reduzem a infra-estruturas e equipamentos. A eficiência não pode ser apenas medida pela rapidez na descarga de mercadorias mas antes pelas múltiplas variáveis de medição do desempenho tendo em conta a realidade multidimensional dos portos. com meios humanos. mas constituem elementos complexos da cadeia logística. . organização. ligações a redes internacionais e sistemas de informação que influenciam os seus resultados e o nível de competitividade.

. 2007) – stakeholders. com o melhor nível de desempenho possível. sendo fundamental que o faça de forma a cumprir as necessidades dos seus utilizadores ou clientes.• O porto não se esgota em si mesmo. mas desempenha um papel importante para os importadores. para os exportadores e para todos quantos dependem das actividades industriais e comerciais que se localizam no seu hinterland e que aproveitam as suas ligações marítimas (Estrada.

tratando as mercadorias como se fossem suas • Recebeu formação técnicaPossui capacidade profissional certificada. Domina as questões financeiras/cambiais e aduaneiras. bem como das leis.Frequenta cursos de formação especializada sobretudo em mercadorias perigosas (ADR-IATA-IMDG). designadamente transporte internacional.Transitário • Coordena e organiza todas as operações de transporte. • Tem conhecimentos actualizados das regras do comércio externo e todos os meandros do transporte internacional.APAT . regulamentos e usos dos países por onde transitam as mercadorias • É um MTO –Operador de Transporte Multimodal .

. • Viaja constantemente para conhecer.Transitário • Dispõe de uma extensa organização • Usa as mais avançadas tecnologias de informação e comunicação através das quais acompanhaconstantemente a rota das mercadorias de modo a assegurar a fluidez do tráfego. actualizar e verificar os seus conhecimentos e contactos. segurança das cargas e rapidez na entrega no destino. • Conhece os fluxos dos tráfegos e a geografia do transporte e tem Agentes / Correspondentes disponíveis em todo o mundo.

um seguro obrigatório de responsabilidade civil. mediante declaração prévia e aceitação expressa. possui nos termos da lei. . É titular de alvará emitido pelo IMTT -INSTITUTO DA MOBILIDADE E DOS TRANSPORTES TERRESTRES indispensável para o exercício da actividade: garante a pedido dos clientes a contratação de seguros de mercadorias.Transitário • É responsável pelos seus actos • Exerce a actividade de acordo com as leis vigentes em cada país (em Portugal: o Decreto-Lei nº 255/99 de 7 de Julho e Portaria 1334 de 5 de Dezembro de 2003).

• Portaria nº. 1344/2003 de 5 de Dezembro Regulamenta as condições em que são efectuados os exames para obtenção do certificado de capacidade profissional. • .• ACTIVIDADE TRANSITÁRIA • Decreto-Lei 255/99 de 7 de Junho Regulamenta o acesso e exercício da actividade transitária.

os actos ou diligências relacionados com a estadia dos navios que lhes estejam consignados . ou de outras entidades. executando e promovendo junto das autoridades portuárias.AGEPOR -Agente de Navegação • Sociedades comerciais com o objectivo de dar cumprimento. a disposições legais ou contratuais. em seu nome e por conta e ordem de armadores ou transportadores marítimos.

14.º.º . 4. • Decreto Lei n.Agente de Navegação • É a sociedade comercial regularmente constituída que tem por objecto actividades próprias do agente de navegação e se encontra inscrita no IPTM. de 12/04(altera os artigos 1.º.º 76/89. 10. 8.º e 15. de 03/03 Define o regime jurídico da actividade de agente de navegação • e o Decreto Lei nº 148/91.º. IP.º.

Após a inscrição no IPTM. Poderá haver lugar ao cancelamento da inscrição no IPTM sempre que se verifiquem os pressupostos previstos na legislação aplicável de que se destaca o não cumprimento dos requisitos de inscrição e a não regularização da situação no prazo de seis meses. o exercício da actividade de agente de navegação . IP. que exiba provas de experiência profissional da actividade por um período de tempo não inferior a cinco anos. em cada porto.Agente de Navegação • • • • • • • A inscrição no IPTM. trabalhando em regime de tempo completo. IP é obrigatória e é efectuada a requerimento da sociedade (modelo) e depende da verificação cumulativa dos seguintes requisitos: O objecto da sociedade deve abranger o exercício das actividades próprias dos agentes de navegação O capital social não deve ser inferior a cinco milhões de escudos e deve estar inteiramente realizado A sociedade deve dispor de um responsável técnico. . está condicionado à obtenção de licença a conceder pela respectiva autoridade portuária. ou formação profissional adequada Os seus administradores ou gerentes e o responsável técnico devem ter comprovada idoneidade comercial e civil não devendo por isso estar proibidos ou inibidos do exercício do comércio.

dgaiec.ALFANDEGA • AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E ADUANEIRA • http://www.pt/pt/ .min-financas.

. com fins lucrativos. de manuseamento e de movimentação de bens.APOL – Assoc port de operadores logísticos • Perfil do Operador Logístico • Empresa privada. a nível de armazenagem. e cuja actividade principal seja a prestação de serviços de valor acrescentado a terceiros.

de 16 de Julho. de 16 de Julho Estabelece o regime jurídico da actividade de transporte rodoviário de mercadorias • Decreto-Lei n.ANTRAM .Transportador • Decreto-Lei n.º 257/2007.º 257/2007. de 21 de Julho Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n. que estabelece o regime jurídico do licenciamento e acesso à actividade de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrem .º 137/2008.

Transportador • Decreto-Lei n.ª série. de 4 de Outubro. de 9 de Julho. n.º 145/2008. que estabelece o regime jurídico do licenciamento e acesso à actividade de transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrem .de 8 de Agosto Rectifica o Decreto-Lei n. 28 de Julho • Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n. do Ministério das Obras Públicas. Transportes e Comunicações.º 239/2003. 1.º 257/2007. que procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 137/2008. de 21 de Julho de 2008.º 139. publicado no Diário da República. de 16 de Julho.º 42/2008. que estabelece o regime jurídico do contrato de transporte rodoviário nacional de mercadorias • Declaração de Rectificação n.

a afirmação e salvaguarda dos valores empresariais e a coordenação do respectivo sector de transporte. c) Intervir. b) Prestar serviços de assistência técnica ou documental aos Associados. junto do • • Governo.Transportador • 1. em estreita colaboração com outras entidades públicas ou privadas. em representação do Sector e dos Associados. tanto a nível interno como Comunitário e Internacional. directamente ou através de outras pessoas colectivas a criar para o efeito. incumbindo-lhe designadamente: • • a) Celebrar Convenções Colectivas de Trabalho. São objectivos da ANTRAM a defesa dos legítimos interesses e direitos dos seus Associados. da Administração Pública Central ou Local e de quaisquer outras entidades na defesa dos seus interesses e propondo e participando na definição das normas que visem regular o acesso e funcionamento da Actividade Transportadora Rodoviária de Mercadorias. .

. jornadas de trabalho e congressos para informação. • f) Realizar colóquios. a ANTRAM poderá filiar-se em Organismos Nacionais. esclarecimento. da tecnologia. da preservação do ambiente. análise e debate dos problemas do Sector e das empresas. Nos termos da lei.Transportador • d) Estabelecer regras de conduta profissional e propor e/ou participar na definição e institucionalização dos parâmetros caracterizadores do sistema de transporte rodoviário. das condições de higiene e segurança do trabalho e o aumento da capacidade técnica da gestão das empresas. a melhoria da segurança rodoviária. • e) Promover e/ou realizar acções de Formação Profissional e valorização dos recursos humanos do Sector. seminários. • 2. visando o aumento da eficiência geral do sistema de transportes. Comunitários ou Internacionais com objectivos afins. conferências.

no exercício de fiscalização e de polícia. • http://autoridademaritima.AUTORIDADE MARÍTIMA • Autoridade marítima é o poder público exercido nos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional. tendentes ao cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis nos espaços marítimos sob jurisdição nacional.pt/PT/Pages/ Home.aspx . que contribuam para a segurança da navegação e. traduzido na execução dos actos do Estado.marinha. de procedimentos administrativos e de registo marítimo.

Viana do Castelo. Leixões. sob o ponto de vista dos Carregadores • Comunidades portuárias . mar e ar. Figueira da Foz. Aveiro. Setúbal e Sines .associação dos armadores da marinha de comércio • Cpc – conselho português de carregadores objecto o estudo e tratamento dos problemas relacionados com o carregamento e transporte de mercadorias por terra.OUTRAS • APMC . Lisboa.

Associação dos operadores portuários ASSOCIAÇÃO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO PORTO DE VIANA DO CASTELO AOPDL .ASSOCIAÇÃO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE ESTIVA DO PORTO DE AVEIRO AOPL .ASSOCIAÇÃO DE OPERADORES DO PORTO DE LISBOA .

Associação dos operadores portuários ANECAP .ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE NAVEGAÇÃO E EMPRESAS OPERADORAS PORTUÁRIAS AOP .ASSOCIAÇÃO MARÍTIMA E PORTUÁRIA .ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EMPRESAS DE ESTIVA CONCESSIONÁRIAS DE ÁREAS PORTUÁRIAS ANESUL .

ASSOCIAÇÃO DOS PORTOS DE PORTUGAL • promoção externa dos portos nacionais.APP • APP . o de contribuir para um aumento da sua competitividade relativamente ao sistema portuário Ibérico. e assim contribuir para o reforço da centralidade euro-atlântica de Portugal .

sejam elas ao nível de infra-estruturas ou da eficiência dos serviços prestados o que permite aspirar a competir ao nível do mercado ibérico tendo em vista o alargamento do nosso hinterland.APP • Portos Portugueses têm vindo a desenvolver as suas capacidades. .

semelhantemente às suas congéneres europeias. e também uma solução eficaz. na próxima década em promover o • Transporte Marítimo de Curta Distancia como alternativa viável. capaz de contribuir para . lançado em 2000 pela DGTREN onde se concluía da necessidade. no quadro do Livro Branco para a Politica de Transportes • da União Europeia.criada.APTMCD • APTMCD .

APTMCD • Redução dos congestionamentos nas estradas europeias • Redução de acidentes nas estradas europeias • Redução do consumo energético por ton/km transportado na Europa • Redução da emissão de gases nefastos ao ambiente • Contribuir para uma melhor mobilidade sustentada • Contribuir para uma Europa mais coesa • Diversificar os modos de transporte e reduzir a dependência do modo rodoviário • Restruturar a cadeia de transportes introduzindo o conceito de intermodalidade e serviços porta a porta. .

analisar e propor medidas que atenuem e ultrapassem as burocracias e obstáculos limitativos do sucesso do TMCD • Providenciar e controlar estatisticamente o desenvolvimento de soluções de TMCD • Estreitar laços e parcerias com outros Estados Membros que facilitem o potencial desenvolvimento de novas. soluções de TMCD • Dar conhecimento de programas de financiamento nacional e europeu de soluções de TMCD a todo o tecido económico .APTMCD • “Transporte Maritimo de Curta Distância o melhor caminho para a Europa” a APTMCD traçou como objectivos: • Difundir o TMCD como um modo de transporte economicamente viável. ou melhores. seguro e amigo do ambiente • Informar carregadores e recebedores das diversas possibilidades de TMCD entre Portugal e a Europa • Promover alternativas de TMCD com especial enfoque nas que favorecem soluções intermodais de transporte porta a porta • Promover a cooperação entre Entidades públicas e privadas utilizando o TMCD no desenvolvimento de uma economia mais competitiva e saudável • Estudar.

os transportadores rodoviários. de uma forma geral. a Comunicação Social e. os transitários. os carregadores/recebedores. . todos os agentes económicos e decisores ligados à cadeia de abastecimentos e à logística.APTMCD • E como destinatários ou públicos-alvo das suas acções a APTMCD identificou. o Governo.

do Mar Negro e do Mediterrâneo. ou entre esses e portos de países não-europeus mas com linhas de costa nos mares que circundam a Europa: casos do Báltico. • . entre portos situados em estados-membros da União Europeia.APTMCD • Entende-se por Transporte Marítimo de Curta Distância (ou Short Sea Shipping) o transporte de pessoas e de mercadorias por mar.

e também os serviços feeder. pois. ou SSS. tanto o transporte marítimo nacional como o transporte internacional.APTMCD • O TMCD. como forma de minorar a crescente saturação das infra-estruturas rodoviárias . • A necessidade de desenvolver o TMCD vem sendo sublinhada pelas instituições da União Europeia desde o início da década de 90 do século passado. • O objectivo sendo estabelecer uma solução de transporte complementar e/ou alternativa ao modo terrestre. inclui.

sim. considerado imprescindível ao desenvolvimento sustentável da União Europeia. mas entre cadeias multimodais de transporte . • • Não se trata. de promover o confronto entre modos de transporte.• O desenvolvimento do TMCD é. pois. Mas antes de fomentar a cooperação entre modos. todavia. propiciando o desenvolvimento da concorrência.

EUROPEAN SHORT SEA NETWORK • Ao longo dos anos. • • Razão por que. São os Short Sea Promotion Centers (SPC. ou European Short Sea Network (ESN). foi decidida a criação da Rede Europeia de Transporte Marítimo de Curta Distância. As acções de promoção e de informação devem. vários estados-membros têm promovido a criação de estruturas específicas para promover e facilitar o desenvolvimento do TMCD. e a instâncias da Comissão Europeia. pois. a 7 de Março de 2001. Por causa do desenvolvimento das cadeias porta-a-porta e do carácter internacional dos transportes. • Todavia. . a promoção do SSS não pode cingir-se aos estreitos limites das fronteiras de cada estado. na sigla inglesa). desenvolverse de forma coordenada em ambos os extremos da cadeia.

ou SPC Portugal. • A presidência do European Short Sea Network é rotativa.EUROPEAN SHORT SEA NETWORK • A rede visa facilitar a troca de informações e a cooperação entre os diferentes SPC nacionais. mudando a cada seis meses. integra a ESN desde a sua criação. na medida do possível. de lobbying junto das instâncias comunitárias. sobre as matérias que importam directamente à promoção do Short Sea Shipping e da comodalidade. Mas também assume a função de interlocutor e. em sintonia com a mudança na presidência do Conselho da União Europeia. • A APTMCD. .