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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

Campus Ministro Reis Velloso – Parnaíba
Relatório de aula prática
Disciplina: Microbiologia
Professora: Dr. Maria Helena Alves
Monitora: Sávia Nunes
Introdução
Os fungos do grupo Deuteromycetes são considerados fungos imperfeitos,
devido aos mesmos não se reproduzirem de forma sexuada, conhecendo-se penas o
estágio de reprodução assexuada. Eles também são considerados outros ascomycota
segundo alexopoulos et al. (1996)
Dados comprovam que o ar interior dos ambientes fechados pode ser mais
poluente do que o ar exterior (LEE, 2006). Diversos estudos reconhecem o ar do
ambiente como fonte de propagação de microrganismos (SOUSA & FORTUNA, 2011;
PEREIRA et al., 2005). Lacerda et al. (2003) descreve que o fenômeno de recirculação
de ar é responsável pelo aumento de microrganismos na ordem de 1.000 a 100.000
vezes em relação ao ar externo.
Considera-se que a contaminação microbiológica do ar de ambientes internos tenha
como fonte o meio externo e as geradas no próprio ambiente. A via de dispersão
utilizada pelos fungos em sua disseminação é o ar atmosférico onde os propágulos
podem ser levados a grandes distâncias pelo vento (TRABULSI et al., 2008).
Matéria particulada (poeira), taxa de ventilação e ocupação, natureza e grau
da atividade exercida pelas pessoas que ocupam um espaço físico são alguns
determinantes do nível de contaminação do ar (LUOMA &BATTERMAN, 2001). A
renovação do ar em um ambiente não for satisfatória, ele torna-se viciado, pois
recircula, propiciando a colonização de microrganismos que podem oferecer riscos à
saúde dos usuários (SOUSA & FORTUNA, 2011).
Acredita-se que a transmissão de microrganismos aos seres humanos, ocorra
através de gotículas geradas a partir da fonte ambiental (ISHIMATSU etal., 2001), essas
gotículas em suspensão, tipicamente contêm micróbios e fragmentos celulares,
combinados com subprodutos do metabolismo celular (BOECHAT & RIOS, 2011).Um

Meio Martins com rosa de bengala. 2010). alveolite alérgica extrínseca (quase sempre doenças ocupacionais). Métodos Pegaram-se os materiais para a pesagem (Erlenmayear. Pratinho (para colocar o meio a ser pesado). Erlenmayear.m-3 de fungos. Espátula (para pegar o meio de cultivo e levar a balança). A atual legislação brasileira. Processos alérgicos como renite. pratinho e meio de cultivo). espátula. asma alérgica (caso de aspergilosebroncopulmonar alérgica). Meio de cultivo . Material              Balança analítica. em ambientes climatizados artificialmente. estabelecendo limites aceitáveis de contaminação microbiológica apenas para fungos (BRASIL. Após tarar a balança pesou-se o meio de cultivo e colocou-se dentro do . Tampão (para o Erlenmayear). Autoclave.O valor máximo recomendável para essa contaminação deve ser <750 UFC. Câmara de fluxo laminar e bico de bunsen. Bailarina (bastonete de imã para agitar o meio. Placa aquecedora. 1999). preparar as laminas para visualizar ao microscópio óptico e. 2003a). contar as colônias. de uso público e coletivo. Placa de petri.. se esse valor for ultrapassado o ambiente é considerado impróprio para a saúde (BRASIL. Bastão de (para misturar o meio). 2003a). sinusite alérgica não invasiva e micoses pulmonares bem determinadas são algumas das manifestações eventualmente provocadas pela microbiota fúngica exógena (JOSEP et al. com ajuda da literatura identificar as UFCs em nível de gênero.grande número de fungos anemófilos desempenha papel importante na patologia médica (FLORES & ONOFRE. Água destilada. só se pronuncia sobre a qualidade do ar interior. Objetivo Observar os fungos crescerem.

na câmara laminar com bico de bunsen aceso (para evitar a contaminação). As mostras foram coletadas no dia 24 de abril no período diurno (durante 10minutos) no momento em que os ambientes estavam sendo utilizados. sendo estes o acervo de livros. recomenda-se que a Resolução nº 9 da ANVISA. o que impossibilita a contagem das colônias. O local escolhido para a pesquisa foi à biblioteca da Universidade Federal do Piauí.Enlernmayear (dependendo da quantidade de meio que for realizar acrescente água destilada).se o meio de cultivo com o bastão de vidro e deposito-se a bailarina. A legislação vigente. 03 e 01 para os ambientes analisados. estudos comprovam que a superfície do meio de cultura na placa de Petri pode ser coberta pelo micélio em períodos mais curtos de tempo. o mesmo foi distribuído em placas de petri. . Para tanto. retirou-se a bailarina e o tampone. especifica que a leitura. Resultados Durante os dias nas quais as placas com o meio de cultivo foi observado. permitindo a solidificação e por fim guardar. mexeu.. levou-se a autoclave por cerca de 20 minutos a 121C°. a área de estudos e. o que ocorre em prazo menor do que sete dias (QUADROS et al. através da Resolução nº 9 da ANVISA. após a homogeneização. a média de UFCs fúngicas em Rosa de Bengala mostrou valores entre 05. Contudo. ou contagem das UFCs fúngicas. Após o meio de cultivo ser autoclavado. especifica que a leitura. avaliou-se o ar do recinto em três pontos diferentes. o que impossibilita a contagem das colônias. Para tanto. ou contagem das UFCs fúngicas. na sala reserva. 2009). até que o número de colônias se estabilize. deve ocorrer após sete dias de incubação. sendo que colônias apareceram já no segundo dia de incubação (Figura 1). verificou-se a coloração e a quantidade de UFCs coletadas na biblioteca da Universidade Federal do Piauí. recomenda-se que a resolução especifique o monitoramento diário das placas. um das salas reservadas. Contudo. estudos comprovam que a superfície do meio de cultura na placa de Petri pode ser coberta pelo micélio em períodos mais curtos de tempo. A placa colocada junto ao acervo apresentou quantidade superior de UFCs em relação às placas que foram colocadas na área de estudos e. em seguida levou-se a placa aquecedora para homogeneizar o meio. No último tempo de análise. deve ocorrer após sete dias de incubação.

n. v. Microrganismos em ambientes climatizados de consultórios odontológicos em uma cidade do extremo sul da Bahia.45. v. FORTUNA. p. Indoor Air . Básica e Aplicada.. S. MARTINS. "Characterization of particulate emissions from occupant activities in offices". G. M. 2001.. Annals of Occupational Hygiene. C. D.. YOSSHIDA. M. G. v. PEDIGONE. 542p..421-427. TANAKAS. H. A. Indoor Air . n. LACERDA.. Sampling and Detection of Legionella pneumophila Aerosols Generated from an Industrial Cooling Tower. n. AMBRÓSIO JÚNIOR. 2006. MIYAMOTO. 2011 . PEREIRA. SANTOS. R. TRABULSI. T. A.35-48. S-I. 5 ed. S.. 2005. ISHIMATSU.(concluir) Bibliografia LEE. H.1. R. K. N.26.1. G. . S.2. Relationship between indoor and outdoor bio-aerosois collected with a button inhalable aerosol sample in urban homes. L. I. HORI. p. n. Revista Baiana de Saúde Pública . p.77-81. L. M. v.250-263. A. v. S. G. E. BATTERMAN. REIS. Porto Alegre: Atheneu. 2008.. M. Ateneu.. C..11. p.16. RADDI.. 2003. Controle de infecção em centro cirúrgico : fatos. MARTON... H. p. R. Bioerossóis bacterianos em um hospital.35. SOUSA. mitos e controvérsias. M. LUOMA. S. L.6.37-47. Farmacêuticas. 2001. J. Microbiologia. Revista de Ciências.

2011. JOSEPA G. de 16 de janeiro de 2003. ALBERTO M. G.BOECHAT. L. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.5. RIOS. n. Orientação técnica sobre padrões referenciais de qualidade do ar interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público coletivo. SaBios: Rev.3.. . J. L. Ministério da Saúde. Determinação da presença de fungos anemófilos e Leveduras em unidade de saúde da cidade de Francisco Beltrão – PR. Poluição de ambientes internos. 2003. 1999. Developments in fungal taxonomy. S.2. B. Clinical Microbiology Reviews . p. L. Brasília (DF): Diário Oficial da União.3. n. FLORES. BRASIL. Resolução nº 9..83. Saúde e Biologia .34.89.454-500. J. S. v. ONOFRE.. JOSEP. p. 20 jan. Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia . v. H. p.12.. n. 2010.22-26. v.