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Norma Regulamentadora 13

Caldeiras e Vasos de Pressão

Formatada por: Marina Monteiro de Freitas

Sumário
1. Caldeiras a Vapor – Disposições Gerais ..................................................................................... 2
2. Instalação de Caldeiras a Vapor ................................................................................................. 4
3. Segurança na Operação de Caldeiras......................................................................................... 6
4. Segurança na Manutenção de Caldeiras.................................................................................... 8
5. Inspeção de Segurança de Caldeiras .......................................................................................... 9
6. Vasos de Pressão – Disposições Gerais .................................................................................... 12
7. Instalação de Vasos de Pressão ............................................................................................... 13
8. Segurança na Operação de Vasos de Pressão ......................................................................... 14
9. Segurança na Manutenção de Vasos de Pressão .................................................................... 16
10. Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão........................................................................... 17
Anexo I – A – Currículo mínimo para “Treinamento de Segurança na Operação de
Caldeiras” ................................................................................................................................. 20
Anexo I – B – Currículo mínimo para “Treinamento de Segurança na Operação de Unidades
de Processo” ............................................................................................................................ 23
Anexo II – Requisitos para Certificação de “Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos”
................................................................................................................................................... 25
Anexo III – Aplicação desta Norma Regulamentadora............................................................ 26
Anexo IV – Classificação de Vasos de Pressão ......................................................................... 27

1

CALDEIRAS E VASOS DE PRESSAO 1. acompanhamento de operação e manutenção. Caldeiras a Vapor .” (Wikipédia – 20/12/2012) 2 Álcali ou base – qualquer substância que libera única e exclusivamente o ânion OH . inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. em caldeiras a combustível sólido. as dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais. em caldeiras de recuperação de álcalis2. b) número de ordem dado pelo fabricante da caldeira. b) instrumento que indique a pressão do vapor acumulado. excetuando-se os refervedores1 e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. d) sistema de drenagem rápida de água. independente do sistema principal. utilizando qualquer fonte de energia. d) pressão máxima de trabalho admissível. Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo. 1 “Refervedor é um trocador de calor normalmente utilizado para fornecer calor para a parte inferior de colunas de destilação industrial. Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA.2. c) ano de fabricação. 1. considera-se "Profissional Habilitado" aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção. placa de identificação indelével3 com. a resistência dos materiais utilizados.Disposições Gerais 1.4. 1.NR-13 . Pressão Máxima de Trabalho Permitida (PMTP) ou Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) é o maior valor de pressão compatível com o código de projeto. c) injetor ou outro meio de alimentação de água. Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior a atmosférica.5. 1.1. Para efeito desta NR. e) sistema de indicação para controle do nível de água ou outro sistema que evite o superaquecimento por alimentação deficiente.com. (Wikipédia – 20/12/2012) 3 Indelével – Que não se apagar. no mínimo.3.br – 20/12/2012) 2 . as seguintes informações: a) fabricante. e) pressão de teste hidrostático. em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País. em local de fácil acesso e bem visível. 1. (Dicio.

Além da placa de identificação deve constar em local visível. Quando a caldeira for vendida ou transferida de estabelecimento.1. d) "Projetos de Alteração ou Reparo". o "Prontuário da Caldeira" deve ser reconstituído pelo proprietário. conforme definida no subitem 1. em conformidade com o subitem 1. .6. .3. .13. 5. 1. 1. . 1. e seu número ou código de identificação.6 devem acompanhá-la.procedimentos utilizados na fabricação. 1. .7. em conformidade com os subitens 5. contendo as seguintes informações: . devidamente atualizada: a) "Prontuário da Caldeira". sendo imprescindível a reconstituição das características funcionais dos dados dos dispositivos de segurança e dos procedimentos para determinação da PMTA.12 e 5.2 e 4.9 desta NR.conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da vida útil da caldeira. em conformidade com os subitens 4. .dados dos dispositivos de segurança. Toda caldeira deve possuir no estabelecimento onde estiver instalada.código de projeto e ano de edição.2.5. "d" e "e" do subitem 1. em conformidade com item 2. os documentos mencionados nas alíneas "a".11. com responsabilidade técnica do fabricante ou de "Profissional Habilitado". b) "Registro de Segurança". a categoria de caldeira. .categoria da caldeira.2. citado no subitem 1.características funcionais. e) "Relatórios de Inspeção".6. 3 .1.especificação dos materiais. montagem.f) capacidade de produção de vapor. c) "Projeto de Instalação". inspeção final e determinação da PMTA. Quando inexistente ou extraviado. a seguinte documentação.6. g) área da superfície de aquecimento. h) código de projeto e ano de edição.ano de fabricação.

2. 2. b) caldeiras categoria "C" são aquelas cuja pressão de operação é igual ou inferior a 588 kPa (5. As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em "Casa de Caldeiras" ou em local específico para tal fim.7.98 Kgf/cm2). Para os propósitos desta NR.6. e de operador de caldeira presente na ocasião da inspeção.6 deve estar sempre à disposição para consulta dos operadores. 1. com páginas numeradas. a documentação mencionada no subitem 1. no mínimo 3 (três) metros de: . 1. Caso a caldeira venha a ser considerada inadequada para uso. O proprietário da caldeira deverá apresentar. 2.99 Kgf/cm2) e o volume interno e igual ou inferior a 100 litros. devendo o proprietário assegurar pleno acesso a essa documentação.2. A autoria do "Projeto de Instalação" de caldeiras a vapor.1.1. denominado "Área de Caldeiras". c) caldeiras categoria "B" são todas as caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores. no que concerne ao atendimento desta NR. convenções e disposições legais aplicáveis. 1. de inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA. b) as ocorrências de inspeções de segurança periódicas e extraordinárias.outras instalações do estabelecimento. do pessoal de manutenção.2. ou outro sistema equivalente onde serão registradas: a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança da caldeira.7.1. citado no subitem 1. 2. a "Área de Caldeiras" deve satisfazer os seguintes requisitos: a) estar afastada de. Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto. A documentação referida no subitem 1.8. 4 . as caldeiras são classificadas em 3 (três) categorias conforme segue: a) caldeiras da categoria "A" são aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a 1960 kPa (19. 1.3.6. quando exigido pela autoridade competente do Órgão Regional do Ministério do Trabalho. devendo constar o nome legível e assinatura de "Profissional Habilitado". O "Registro de Segurança" deve ser constituído de livro próprio. Instalação de Caldeiras a Vapor 2. o "Registro de Segurança" deve conter tal informação e receber encerramento formal.3. é de responsabilidade de "Profissional Habilitado". conforme citado no subitem 1.9. saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras. e deve obedecer os aspectos de segurança.

4. porém com as outras paredes afastadas de. c) dispor de acesso fácil e seguro. d) ter sistemas de captação e lançamento dos gases e material particulado. para fora da área de operação. h) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter sistemas de iluminação de emergência. d) dispor de sensor para detecção de vazamento de gás quando se tratar de caldeira a combustível gasoso. necessário a operação e a manutenção de caldeira. . permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas. sendo que. 2. necessário a operação e a manutenção da caldeira. provenientes da combustão. reservatórios para partida com até 2000 (dois mil) litros de capacidade. para guardacorpos vazados.de depósitos de combustível excetuando-se reservatórios para partida com até 2. caso operar à noite. f) ter sistema de iluminação de emergência. .do limite com as vias públicas. sendo que. atendendo as normas ambientais vigentes. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas.. b) dispor de pelo menos. construído de material resistente ao fogo. do limite de propriedade de terceiros. excetuando-se . podendo ter apenas uma parede adjacente a outras instalações do estabelecimento. 5 . e) não ser utilizada para qualquer outra finalidade. no mínimo 3 (três) metros de outras instalações. b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas. 2 (duas) saídas amplas. f) dispor de acesso fácil e seguro. do limite com as vias públicas e de depósitos de combustíveis. c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas.000 (dois mil) litros de capacidade. para guardacorpos vazados. provenientes da combustão. permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas. para fora da área de operação. atendendo as normas ambientais vigentes. a "Casa de Caldeiras" deve satisfazer os seguintes requisitos: a) constituir prédio separado. g) ter sistemas de captação e lançamento dos gases e material particulado. e) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes. Quando a caldeira estiver instalada em ambiente confinado.do limite de propriedade de terceiros.

"d" e "f" do subitem 2. d) procedimentos gerais de segurança. 6 . A qualidade da água deve ser controlada e tratamentos devem ser implementados.2. Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos calibrados e em boas condições operacionais.1.7.2. as alíneas "a".5.6. As caldeiras classificadas na categoria "A" deverão possuir painel de instrumentos instalados em sala de controle. a intermediação do órgão regional do MTb. "e". "c". c) para caldeiras das categorias "B" e "C" instaladas em ambientes confinados. poderá ser solicitada por qualquer uma das partes e. 2.6. 2. "c". Segurança na Operação de Caldeiras 3. a decisão caberá a esse órgão. quando necessários. "b".3. sendo que o não atendimento a esta exigência caracteriza condição de risco grave e iminente. as alíneas "b". constituindo condição de risco grave e iminente o emprego de artifícios que neutralizem sistemas de controle e segurança da caldeira. persistindo o impasse. em local de fácil acesso aos operadores.4 deverá ser elaborado "Projeto Alternativo de Instalação". 3.6. 2. Toda caldeira deve possuir "Manual de Operação" atualizado. "d". c) procedimentos para situações de emergência. Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operarão e controle de operador de caldeira. b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina. com medidas complementares de segurança que permitam a atenuação dos riscos. O "Projeto Alternativo de Instalação" deve ser apresentado pelo proprietário da caldeira para obtenção de acordo com a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. as alíneas "b". 3.1.1. Constitui risco grave e iminente o não atendimento aos seguintes requisitos: a) para todas as caldeiras instaladas em ambiente aberto. b) para as caldeiras da categoria "A" instaladas em ambientes confinados.2.3 desta NR. "e". 2. conforme previsto no subitem 2. 3. "g" e "h" do subitem 2.6. para compatibilizar suas propriedades físico-químicas com os parâmetros de operação da caldeira. Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto nos subitens 2. Quando não houver acordo.4. saúde e de preservação do meio ambiente. "d".3 ou 2. em língua portuguesa. construída segundo o que estabelecem as Normas Regulamentadoras aplicáveis. 3. e "h" do subitem 2. "g". contendo no mínimo: a) procedimentos de partidas e paradas.4 desta NR.4 desta NR.

7 . 3. b) possuir certificado de "Treinamento de Segurança para Operação de Caldeiras" previsto na NR-13 aprovada pela portaria 02/84 de 08/05/84. Para efeito desta NR será considerado operador de caldeira aquele que satisfizer pelo menos uma das seguintes condições: a) possuir certificado de "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" e comprovação de estágio prático conforme subitem 3.9. bem como a outras sanções legais cabíveis no caso de inobservância do disposto no subitem 3. como aluno. b) entidade. 3. 3.7. com duração mínima de: a) caldeiras categoria "A": 80 (oitenta) horas. até 8 de maio de 1984. atualização técnica.5. c) possuir comprovação de pelo menos 3 (três) anos de experiência nessa atividade.10. empresa ou profissional responsável pelo "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras". c) relação dos participantes do estágio.2.8. O estabelecimento onde for realizado o estágio prático supervisionado deve informar previamente à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento: a) período de realização do estágio. 3.6. b) caldeiras categoria "B": 60 (sessenta) horas. participação em cursos. no mínimo. na operação da própria caldeira que irá operar. Todo operador de caldeira deve cumprir um estágio prático.3. o qual deverá ser supervisionado. 3. c) caldeiras categoria "C": 40 (quarenta) horas. ao currículo proposto no Anexo I-A desta NR. O pré-requisito mínimo para participação.11. palestras e eventos pertinentes.11. O "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" deve obrigatoriamente: a) ser supervisionado tecnicamente por "Profissional Habilitado" citado no subitem 1.7. Os responsáveis pela promoção do "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" estarão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos. c) obedecer. A reciclagem de operadores deve ser permanente. informações de segurança. b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse o fim. no "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" é o atestado de conclusão do 1º grau. por meio de constantes informações das condições físicas e operacionais dos equipamentos. 3.

controle de qualidade e qualificação de pessoal. 8 . a critério do "Profissional Habilitado".5.2.12. b) sejam adotados todos os procedimentos de segurança decorrentes de sua nova classificação no que se refere a instalação. citado no subitem 1. "Projetos de Alteração ou Reparo" devem ser concebidos previamente nas seguintes situações: a) sempre que as condições de projeto forem modificadas. sem que: a) seja reprojetada levando em consideração todas as variáveis envolvidas na nova condição de operação. d) qualificação e certificação de pessoal.1. manutenção e inspeção . citado no subitem 1. 4. 4.3. 4. procedimentos de execução. citado no subitem 1. deve ser respeitada a concepção original da caldeira.1. operação.2. 4. 4. com características definidas pelo "Profissional Habilitado". b) determinar materiais. Quando não for conhecido o código do projeto de construção. 4. O "Projeto de Alteração ou Reparo" deve: a) ser concebido ou aprovado por "Profissional Habilitado". Todos os reparos ou alterações em caldeiras devem respeitar o respectivo código do projeto de construção e as prescrições do fabricante no que se refere a: a) materiais. c) procedimentos de controle de qualidade.2. Os sistemas de controle e segurança da caldeira devem ser submetidos a manutenção preventiva ou preditiva. Constitui condição de risco grave e iminente a operação de qualquer caldeira em condições diferentes das previstas no projeto original. b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurança. Nas caldeiras de categorias "A" e "B". podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados.4.1. b) procedimentos de execução.2. Todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que operem sob pressão devem ser seguidas de teste hidrostático. com procedimento de controle do maior rigor prescrito nos códigos pertinentes. Segurança na Manutenção de Caldeiras 4. em substituição aos previstos pelos códigos de projeto.1.3. 4.2.

5. 5. periódica e extraordinária sendo considerada condição de risco grave e iminente o não atendimento aos prazos estabelecidos nesta NR. d) 40 (quarenta) meses para caldeiras especiais conforme definido no item 5.3. devendo compreender exame interno e externo. As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial. como combustível principal para aproveitamento de calor ou para fins de controle ambiental. As caldeiras que operam de forma contínua e que utilizam gases ou resíduos das unidades de processo.1. conforme estabelecido no Anexo II. antes da entrada em funcionamento. no local de operação. 5. b) tenham testados a cada 12 (doze) meses o sistema de intertravamento e a pressão de abertura de cada válvula de segurança. e) exista controle de deterioração dos materiais que compõem as principais partes da caldeira. A inspeção de segurança periódica. teste hidrostático e de acumulação. podem estender os períodos entre inspeções de segurança. respeitando os seguintes prazos máximos: a) 18 (dezoito) meses para caldeiras das categorias "B" e "C". c) não apresentem variações inesperadas na temperatura de saída dos gases e do vapor.5.5. durante a operação. b) 30 (trinta) meses para caldeiras da categoria "A". constituída por exame interno e externo. desde que aos 12 (doze) meses sejam testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança. d) exista análise e controle periódico da qualidade da água. 5. deve ser executada nos seguintes prazos máximos: a) 12 (doze) meses para caldeiras das categorias "A". c) 24 (vinte e quatro) meses para caldeiras da categoria "A". b) 12 (doze) meses para caldeiras de recuperação de álcalis de qualquer categoria. A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras novas.5. "B" e "C".2. podem ser consideradas especiais quando todas as condições forem satisfeitas: a) estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos" citado no Anexo II. f) seja homologada como classe especial mediante: 9 .4. Inspeção de Segurança de Caldeiras 5. Estabelecimentos que possuam "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos".

mediante acionamento manual da alavanca. na sua inspeção subsequente. 5.6. A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de comprometer sua segurança. se aplicável. solicitada por qualquer uma das partes. caso ainda estejam em condições de uso. . em operação.1. 5. b) quando a caldeira for submetida a alteração ou reparo importante capaz de alterar suas condições de segurança.9. 5. 5. As válvulas de segurança instaladas em caldeiras devem ser inspecionadas periodicamente conforme segue: a) pelo menos uma vez por mês. inspecionando e testando. as válvulas soldadas. b) quando forem modificadas ou tiverem sofrido reformas significativas. Nos estabelecimentos que possuam "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos" citado no Anexo II. o limite de 25 (vinte e cinco) anos pode ser alterado em função do acompanhamento das condições da caldeira. em bancada as válvulas flangeadas e.decisão do órgão regional do MTb quando. . c) quando houver modificação nos parâmetros operacionais da caldeira ou variação na PMTA. nas seguintes oportunidades: a) na inspeção inicial da caldeira. para caldeiras de categorias "A" e "B". persistir o impasse. recalibrando-as numa frequência compatível com a experiência operacional da mesma.7.acordo entre a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento e o empregador.intermediação do órgão regional do MTb. d) quando houver modificação na sua tubulação de admissão ou descarga.3 ou 5. para caldeiras das categorias "B" e "C". porém respeitando-se como limite máximo o período de inspeção estabelecido no subitem 5. 5. Ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso. 10 . as caldeiras devem ser submetidas à rigorosa avaliação de integridade para determinar a sua vida remanescente e novos prazos máximos para inspeção.8..7 as válvulas de segurança instaladas em caldeiras deverão ser submetidas a testes de acumulação. quando não houver acordo. Adicionalmente aos testes prescritos no subitem 5. efetuado pelo referido órgão.6.4. no campo. b) desmontando.

b) categoria da caldeira. citado no subitem 1.14. j) recomendações e providências necessárias. l) nome legível. quando permanecer inativa por mais de 6 (seis) meses. 11 . deve ser emitido "Relatório de Inspeção". Vasos de pressão são equipamentos que contém fluidos sob pressão interna ou externa. citado no subitem 1. f) descrição das inspeções e testes executados. ou por "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos".2. a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. 5. d) quando houver mudança de local de instalação da caldeira. assinatura e número do registro no conselho profissional do "Profissional Habilitado". 6. Uma cópia do "Relatório de Inspeção" deve ser encaminhada pelo "Profissional Habilitado". 5.11. Vasos de Pressão .Disposições Gerais 6. Inspecionada a caldeira.2. que passa a fazer parte da sua documentação. 5. a mesma deve ser atualizada. O "Relatório de Inspeção". deve conter no mínimo: a) dados constantes na placa de identificação da caldeira. 5. e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção.13.2.10. e) data de início e término da inspeção.c) antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento. k) data prevista para a nova inspeção da caldeira. h) relação dos itens desta NR ou de outras exigências legais que não estão sendo atendidas. num prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar do término da inspeção. 5. mencionado no subitem 5.1.12. Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos dados da placa de identificação. A inspeção de segurança deve ser realizada por "Profissional Habilitado". g) resultado das inspeções e providências.11. d) tipo de inspeção executada. citado no Anexo II. i) conclusões. c) tipo de caldeira. citado no subitem 1.

. e seu número ou código de identificação. 6. as seguintes informações: a) fabricante. 12 .1. O campo de aplicação desta NR. a ser fornecido pelo fabricante. no que se refere a vasos de pressão. b) número de identificação.especificação dos materiais.4. d) pressão máxima de trabalho admissível.características funcionais. . 6. deverão constar em local visível. f) código de projeto e ano de edição.1.3. c) ano de fabricação. 6. contendo as seguintes informações: . Além da placa de identificação.6. montagem e inspeção final e determinação da PMTA. no mínimo.conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da sua vida útil.1. e) pressão de teste hidrostático. c) instrumento que indique a pressão de operação. Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo em local de fácil acesso e bem visível. Todo vaso de pressão deve possuir.3. no estabelecimento onde estiver instalado.2. .código de projeto e ano de edição. instalada diretamente no vaso ou no sistema que o inclui. placa de identificação indelével com. conforme Anexo IV. . Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada na PMTA.1.2.procedimentos utilizados na fabricação. está definido no Anexo III. a seguinte documentação devidamente atualizada: a) "Prontuário do Vaso de Pressão". 6. . b) dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido da válvula quando esta não estiver instalada diretamente no vaso. a categoria do vaso. Os vasos de pressão abrangidos por esta NR estão classificados em categorias de acordo com o Anexo IV.dados dos dispositivos de segurança. 6.

do pessoal de manutenção. A documentação referida no subitem 6. Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos. c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas. b) as ocorrências de inspeção de segurança. Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes confinados. em conformidade com o subitem 10. com responsabilidade técnica do fabricante ou de "Profissional Habilitado". b) "Registro de Segurança".categoria do vaso. 7. em conformidade com o subitem 6. pressão e temperatura. 7. respiros. bocas de visita e indicadores de nível. sendo imprescindível a reconstituição das características funcionais.4. devendo o proprietário assegurar pleno acesso a essa documentação.2. 6. em conformidade com os subitens 9. sejam facilmente acessíveis.3.ano de fabricação. sendo que. .6. e) "Relatórios de Inspeção .1. com confiabilidade equivalente. 6. para guarda-corpos vazados. pastas ou sistema informatizado ou não. c) "Projeto de Instalação". de inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA. o "Prontuário do Vaso de Pressão" deve ser reconstituído pelo proprietário.5. 13 . Quando inexistente ou extraviado. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas. Instalação de Vasos de Pressão 7.2. inclusive a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. d) "Projetos de Alteração ou Reparo". dos dados dos dispositivos de segurança e dos procedimentos para determinação da PMTA. b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção. quando formalmente solicitado. a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos: a) dispor de pelo menos duas saídas amplas.8.4 deve estar sempre a disposição para consulta dos operadores. citado no subitem 1. em conformidade com o item 7. quando existentes..2 e 9. operação e inspeção.1. 6. O "Registro de Segurança" deve ser constituído por livro de páginas numeradas.5. onde serão registradas: a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos vasos. permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas.

7.2 deve ser elaborado "Projeto Alternativo de Instalação" com medidas complementares de segurança que permitam a atenuação dos riscos. O "Projeto de Instalação" deve conter pelo menos a planta baixa do estabelecimento. a intermediação do órgão regional do MTb. 14 . "c" e "e" para vasos instalados em ambientes confinados. A autoria do "Projeto de Instalação" de vasos de pressão enquadrados nas categorias "I".5. saúde e de preservação do meio ambiente.2. 7. é de responsabilidade de "Profissional Habilitado"."a". . "d" e "e" do subitem 7. para vasos instalados em ambientes abertos e que operem à noite. Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias "I" ou "II" deve possuir manual de operação próprio ou instruções de operação contidas no manual de operação da unidade onde estiver instalado. "II" e "III".2: . contendo no mínimo: a) procedimentos de partidas e paradas. b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina.4. conforme citado no subitem 1. Constitui risco grave e iminente o não atendimento as seguintes alíneas do subitem 7.5. no que concerne ao atendimento desta NR. 7. persistindo o impasse.d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes.1. e deve obedecer os aspectos de segurança. Segurança na Operação de Vasos de Pressão 8.3. e) possuir sistema de iluminação de emergência. saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras.1. O "Projeto Alternativo de Instalação" deve ser apresentado pelo proprietário do vaso de pressão para obtenção de acordo com a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. poderá ser solicitada por qualquer uma das partes e. 7. conforme previsto no subitem 7. "b".2. 7.5. em língua portuguesa e de fácil acesso aos operadores. 8. 7.6. Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto a instalação deve satisfazer as alíneas "a". Quando não houver acordo. Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto no subitem 7. d) procedimentos gerais de segurança. 7. com o posicionamento e a categoria de cada vaso e das instalações de segurança."e". c) procedimentos para situações de emergência. 7."a". a decisão caberá a esse órgão. conforme Anexo IV.5.1.2. para vasos instalações em ambientes abertos. convenções e disposições legais aplicáveis. .

2. Para efeito desta NR será considerado profissional com "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo" aquele que satisfizer uma das seguintes condições: a) possuir certificado de "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo" expedido por instituição competente para o treinamento. ao currículo proposto no Anexo I-B desta NR. O pré-requisito mínimo para participação.8.8.5. Os responsáveis pela promoção do "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo" estarão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos.4. como aluno.1. "IV" ou "V".9. b) possuir experiência comprovada na operação de vasos de pressão das categorias "I" ou "II" de pelo menos 2 (dois) anos antes da vigência desta NR. no "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo". b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim. é o atestado de conclusão do 1º grau. 8. 8.3. O estabelecimento onde for realizado o estágio prático supervisionado deve informar previamente à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento: a) período de realização do estágio. c) obedecer.6. 15 . A operação de unidades que possuam vasos de pressão de categorias "I" ou "II" deve ser efetuada por profissional com "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo". supervisionado.6. Todo profissional com "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo". 8. no mínimo. na operação de vasos de pressão com as seguintes durações mínimas: a) 300 (trezentas) horas para vasos de categorias "I" ou "II". bem como a outras sanções legais cabíveis no caso de inobservância do disposto no subitem 13.8.7. deve cumprir estágio prático. sendo que o não atendimento a esta exigência caracteriza condição de risco grave e iminente. b) 100 (cem) horas para vasos de categorias "III". O "Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo" deve obrigatoriamente: a) ser supervisionado tecnicamente por "Profissional Habilitado" citado no subitem 1.2.2. Constitui condição de risco grave e iminente o emprego de artifícios que neutralizem seus sistemas de controle de segurança. Os instrumentos e controles de vasos de pressão devem ser mantidos calibrados e em boas condições operacionais. 8. 8. 8. 8. 8.

participação em cursos. 9. 9. b) determinar materiais. 9. c) procedimentos de controle de qualidade. A reciclagem de operadores deve ser permanente por meio de constantes informações das condições físicas e operacionais dos equipamentos. Todos os reparos ou alterações em vasos de pressão devem respeitar o respectivo código de projeto de construção e as prescrições do fabricante no que se refere a : a) materiais. manutenção e inspeção. palestras e eventos pertinentes. Quando não for conhecido o código do projeto de construção. O "Projeto de Alteração ou Reparo" deve: a) ser concebido ou aprovado por "Profissional Habilitado". informações de segurança. b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurança. atualização técnica. deverá ser respeitada a concepção original do vaso. A critério do "Profissional Habilitado". 9.1. citado no subitem 1. controle de qualidade e qualificação de pessoal.3. prescritos pelos códigos pertinentes.10. 8.2. 16 .11.b) entidade. 9. b) procedimentos de execução. procedimentos de execução.1. "Projetos de Alteração ou Reparo" devem ser concebidos previamente nas seguintes situações: a) sempre que as condições de projeto forem modificadas. citado no subitem 1.2. em substituição aos previstos pelos códigos de projeto.2. Constitui condição de risco grave e iminente a operação de qualquer vaso de pressão em condições diferentes das previstas no projeto original. operação.2. d) qualificação e certificação de pessoal. empresa ou profissional responsável pelo "Treinamento de Segurança na Operação de Unidade de Processo". empregando-se procedimentos de controle do maior rigor. podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados. b) sejam adotados todos os procedimentos de segurança decorrentes de sua nova classificação no que se refere à instalação. 8. sem que: a) seja reprojetado levando em consideração todas as variáveis envolvidas na nova condição de operação. Segurança na Manutenção de Vasos de Pressão 9.1.1.

Vasos com enchimento interno ou com catalisador podem ter a periodicidade de exame interno ou de teste hidrostático ampliada. citado no subitem 1. Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão 10. devem ser testados hidrostaticamente antes da aplicação do mesmo. no local definitivo de instalação. Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial.3. 10. interno e teste hidrostático. o teste hidrostático pode ser substituído por outra técnica de ensaio não destrutivo ou inspeção que permita obter segurança equivalente.2. considerando as limitações mencionadas no subitem 10.4. 9. sendo os testes subsequentes substituídos por técnicas alternativas. 9.4.3 desta NR. levando em conta o disposto no item 10. conforme citado no Anexo II: 10. A inspeção de segurança periódica.1.3. 10.3. considerando-se as limitações previstas no subitem 10. Quando for tecnicamente inviável e mediante anotação no "Registro de Segurança" pelo "Profissional Habilitado". 9.3. A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos novos. de forma a coincidir com a época da substituição de enchimentos ou de catalisador. com características definidas pelo "Profissional Habilitado". Vasos com revestimento interno higroscópico.5.3. interno e teste hidrostático.1. conforme citado no Anexo II: b) Para estabelecimentos que possuam "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos". desde que esta ampliação não ultrapasse 20% do prazo estabelecido no subitem 10. periódica e extraordinária.3.c) ser divulgado para funcionários do estabelecimento que possam estar envolvidos com o equipamento. 10. citado no subitem 1.4. 17 .5.1. Vasos de pressão que não permitam o exame interno por impossibilidade física devem ser alternativamente submetidos a teste hidrostático.5. constituída por exame externo. Pequenas intervenções superficiais podem ter o teste hidrostático dispensado. antes de sua entrada em funcionamento.3. citado no subitem 1. 10.2. Os sistemas de controle e segurança dos vasos de pressão devem ser submetidos a manutenção preventiva ou preditiva.2. devendo compreender exame externo.2.2. Todas as intervenções que exijam soldagem em partes que operem sob pressão devem ser seguidas de teste hidrostático.3. 10. deve obedecer aos seguintes prazos máximos estabelecidos a seguir: a) Para estabelecimentos que não possuam "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos". 10. a critério do "Profissional Habilitado".

por tratar-se de atividade de alto risco.6. citado no subitem 1.4.6. b) fluídos de serviço e categoria do vaso de pressão. inspecionadas e recalibradas por ocasião do exame interno periódico. 18 . Após a inspeção do vaso deve ser emitido "Relatório de Inspeção". e) influência prejudicial do teste sobre defeitos subcríticos. Considera-se como razões técnicas que inviabilizam o teste hidrostático: a) resistência estrutural da fundação ou da sustentação do vaso incompatível com o peso da água que seria usada no teste. 10. A inspeção de segurança deve ser realizada por "Profissional Habilitado".3. 10. desde que supervisionado pelo "Profissional Habilitado". quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses.3.5. capazes de alterar sua condição de segurança.3. sendo obrigatório exame interno a cada 20 (vinte) anos e exame externo a cada 2 (dois) anos. d) quando houver alteração de local de instalação do vaso. 10. Quando não houver outra alternativa. A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) sempre que o vaso for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa sua segurança. b) efeito prejudicial do fluido de teste a elementos internos do vaso.7. 10. 10. As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas. ou por "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos". b) quando o vaso for submetido a reparo ou alteração importantes.7. 10. c) antes do vaso ser recolocado em funcionamento. conforme citado no Anexo II. o teste pneumático pode ser executado. O "Relatório de Inspeção" deve conter no mínimo: a) identificação do vaso de pressão. ficam dispensados do teste hidrostático periódico.2. Vasos com temperatura de operação inferior a 0ºC e que operem em condições nas quais a experiência mostra que não ocorre deterioração. e cercado de cuidados especiais.5. c) impossibilidade técnica de purga e secagem do sistema. citado no subitem 1.10. que passa a fazer parte da sua documentação.8. d) existência de revestimento interno.2. 10.

Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos dados da placa de identificação.9. i) recomendações e providências necessárias. f) descrição dos exames e testes executados. 10. a mesma deve ser atualizada. j) data prevista para a próxima inspeção. d) data de início e término da inspeção.2.c) tipo do vaso de pressão. k) nome legível. g) resultado das inspeções e intervenções executadas. 19 . e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção. assinatura e número do registro no conselho profissional do "Profissional Habilitado". citado no subitem l. e) tipo de inspeção executada. h) conclusões.

.2. Tipos de caldeiras e suas utilizações 2.ANEXO I . .Caldeiras aquotubulares 2. . . .Caldeiras flamotubulares 2.A CURRÍCULO MÍNIMO PARA "TREINAMENTO DE SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE CALDEIRAS" 1. .Modos de transferência de calor 1.Caldeiras a combustíveis sólidos 2.Caldeiras a combustíveis líquidos 2. NOÇÕES DE GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES Carga horária: 4 horas 1.2.2.2.Pressão atmosférica 1.2.Calor específico e calor sensível 1.3.2.Pressão manométrica.Pressão interna de um vaso 1. .2. .6.2.1. .2.4. Partes de uma caldeira 2.CONSIDERAÇÕES GERAIS Carga horária: 8 horas 2. .6.Caldeiras elétricas 2.1.4.2.2. o que é temperatura 1.Caldeiras a gás 20 .1. . .2.Tabela de vapor saturado 2.4.1.Vapor saturado e vapor superaquecido 1.1. .3. .3.2. Calor e Temperatura 1.1.2. . Pressão 1.5.Transferência de calor a temperatura constante 1.1.2.2.1.Noções gerais: o que é calor. .Unidades de pressão 1.2. pressão relativa e pressão absoluta 1.5. CALDEIRAS .1.

3.de pressão 3.de temperatura 3.6.Dispositivo de alimentação 2. Impurezas da água e suas consequências 4.8.2.1.2.3. Operação de um sistema de várias caldeiras 3.Queimadores 2.de fornecimento de energia 3.2. Procedimentos com situações de emergência 4. Instrumentos e dispositivos de controle de caldeira 2. . Regulagem e controle 3.1.3. Tratamento de água 4.2.3.4.2. .de poluentes 3.3. .Visor de nível 2. .1.7.6.Válvulas e tubulações 2. TRATAMENTO DE ÁGUA E MANUTENÇÃO DE CALDEIRAS Carga horária: 8 horas 4.3.do nível de água 3.1. Roteiro de vistoria diária 3.4.3. . . . .Indicadores de pressão 2. Falhas de operação. .2. .3.2. Manutenção de caldeiras 21 . .Dispositivos de segurança 2.2.2.Tiragem de fumaça 3.Dispositivos auxiliares 2.3.2.2.5.3. Partida e parada 3.5. causas e providências 3.Sistema de controle de nível 2.7. . OPERAÇÃO DE CALDEIRAS Carga horária: 12 horas 3. .5.3. .3.3.4.

1. Riscos de explosão 6. Normas Regulamentadoras 6. LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO Carga horária: 4 horas 6.5. Norma Regulamentadora 13 (NR-13) 22 .2. Riscos gerais de acidentes e riscos a saúde 5.1.2. PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES E OUTROS RISCOS Carga horária: 4 horas 5.

Unidades de pressão 1.Pressão interna de um vaso 1.Transferência de calor a temperatura constante 1. válvulas e acessórios 2. Pressão 1. .1.3.1.Noções gerais: o que é calor.2. tanques e reatores 2.Modos de transferência de calor 1.1.7. EQUIPAMENTOS DE PROCESSO Carga horária: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade.1. .1.3.1. Turbinas e ejetores 2.2.4. Caldeiras 23 . Torres. onde aplicável. . pressão relativa e pressão absoluta 1.2. vasos.Vapor saturado e vapor superaquecido 2.B CURRÍCULO MÍNIMO PARA "TREINAMENTO DE SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE UNIDADES DE PROCESSO" 1.2.1.5.2.1.Calor específico e calor sensível 1.6. .2. .ANEXO I . Compressores 2. Trocadores de calor 2.2.5. Fornos 2.Pressão manométrica. . Bombas 2. NOÇÕES DE GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES Carga horária: 4 horas 1.2.8. .4.3. .Pressão atmosférica 1.2. mantendo um mínimo de 4 horas por item. Calor e temperatura 1.4. o que é temperatura 1. . Tubulação. 2.

1. INSTRUMENTAÇÃO Carga horária: 8 horas 5. Descarte de produtos químicos e preservação do meio ambiente 5. ELETRICIDADE Carga horária: 8 horas 4.4. Avaliação e controle de riscos inerentes ao processo 5. Partida e parada 5. Procedimentos de emergência 5.3. Prevenção contra deterioração.6. OPERAÇÃO DA UNIDADE Carga horária: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade 5.2. LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO Carga horária: 4 horas 24 . PRIMEIROS SOCORROS Carga horária: 8 horas 7. explosão e outros riscos 6. Descrição do processo 5.5.3.

b) mão-de-obra contratada para ensaios não-destrutivos certificada segundo regulamentação vigente e para outros serviços de caráter eventual. d) existência de pelo menos um "Profissional Habilitado". estabelecidos nos subitens 5. 25 . departamento. avaliação de integridade e vida residual. ou equivalente. f) existência de procedimentos escritos para as principais atividades executadas. organizados na forma de setor. g) existência de aparelhagem condizente com a execução das atividades propostas. qualificação e treinamento compatíveis com a atividade proposta de preservação da segurança. selecionada e avaliada segundo critérios semelhantes ao utilizado para a mão-de-obra própria. seção. conforme definido no subitem 1. devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia.ANEXO II REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DE "SERVIÇO PRÓPRIO DE INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS" Antes de colocar em prática os períodos especiais entre inspeções. assim como mecanismos para distribuição de informações quando requeridas. que verificarão o atendimento aos seguintes requisitos mínimos expressos nas alíneas "a" a "g".4 e 10.3 desta NR. c) serviço de inspeção de equipamentos proposto possuir um responsável pelo seu gerenciamento formal mente designado para esta função.2. e) existência de condições para manutenção de arquivo técnico atualizado. necessário ao atendimento desta NR. Esta certificação pode ser cancelada sempre que for constatado o não atendimento a qualquer destes requisitos: a) existência de pessoal próprio da empresa onde estão instalados caldeira ou vaso de pressão. com formação. divisão. com dedicação exclusiva a atividades de inspeção. Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) diretamente ou mediante "Organismos de Inspeção" por ele credenciados. os "Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos" da empresa.

b) vasos que contenham fluido da classe "A". tais como bombas.vasos de pressão ou partes sujeitas a chama direta que não estejam dentro do escopo de outras NRs. reservatórios portáteis de fluido comprimido e extintores de incêndio. geradores.vasos de pressão encamisados. f) tanques e recipientes para armazenamento e estocagem de fluidos não enquadrados em normas e códigos de projeto relativos a vasos de pressão. cilindros pneumáticos e hidráulicos e que não possam ser caracterizados como equipamentos independentes. 26 .Esta NR não se aplica aos seguintes equipamentos: a) cilindros transportáveis. .autoclaves e caldeiras de fluido térmico que não o vaporizem.permutadores de calor. b) os destinados à ocupação humana. incluindo: . especificados no Anexo IV. evaporadores e similares. incluindo refervedores e reatores. vasos destinados ao transporte de produtos.Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos: a) qualquer vaso cujo produto "P. . e) serpentinas para troca térmica. c) câmara de combustão ou vasos que façam parte integrante de máquinas rotativas ou alternativas. . independente das dimensões e do produto "P. motores. d) dutos e tubulações para condução de fluido. g) vasos com diâmetro interno inferior a 150 (cento e cinquenta) mm para fluidos da classe "B".V" seja superior a 8 (oito) onde "P" é a máxima pressão de operação em kPa e "V" o seu volume geométrico interno em m3. conforme especificado no Anexo IV. 2. . compressores.ANEXO III 1. turbinas. . nem do item 1 desta NR. "C" e "D".V".

P.V³2.P.V³1 GRUPO 5 .1. Quando se tratar de mistura.P.Para efeito desta NR os vasos de pressão são classificados em categorias segundo o tipo de fluido e o potencial de risco.V<1 27 . CLASSE "B": Fluidos inflamáveis com temperatura inferior a 200°C.2. Acetileno.1. Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em função do produto "P.5 GRUPO 4 . Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm.CLASSIFICAÇAO DE VASOS DE PRESSAO 1 .V". Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm. 1.ANEXO IV . CLASSE "D": Água ou outros fluidos não enquadrados nas classes "A".P. "B" ou "C".1 Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a seguir: CLASSE "A": Fluidos inflamáveis. 1. 1. gases asfixiantes simples ou ar comprimido. inflamabilidade e concentração. onde "P" é a pressão máxima de operação em Mpa e "V" o seu volume geométrico interno em m3.5 E P.V<30 E P. deverá ser considerado para fins de classificação o fluído que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações considerando-se sua toxicidade. Hidrogênio. combustível com temperatura superior ou igual a 200°C. com temperatura superior a 50°C.V³30 GRUPO 3 . conforme segue: GRUPO 1 .V<100 E P.P.V<2.V³100 GRUPO 2 . CLASSE "C": Vapor de água.

3 A tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de acordo com os grupos de potencial de arisco e a classe de fluido contido.V ≥30 P.197 Kgf/cm2.1.Hidrogênio .Fluido inflamável.V < 2. 28 .5 P.Combustível com temperatura menos que 200°C . 1. de 19 de junho de 2008) Tabela .Categorias de Vasos de Pressão Notas: a) Considerar Volume em m3 e Pressão em MPa.Tóxico com limite de tolerância > 20 ppm “C” . b) Considerar 1 MPa correspondendo a 10.Ar comprimido “D” . combustível com temperatura igual ou superior a 200°C .Vapor de água .° 57.V ≥ 1 CATEGORIAS 5 P.Declara.V ≥ 2.Acetileno (Alterado pela Portaria SIT n.2. Vasos de pressão que operem sob a condição de vácuo deverão enquadrar-se nas seguintes categorias: . 1.° 57.Tóxico com limite de tolerância ≤ 20 ppm .V < 30 P.categoria V: para outros fluídos. 1 P. .Gases asfixiantes simples .categoria I: para fluídos inflamáveis ou combustíveis.Outro Fluido (Alterado pela Portaria SIT n.V ≥ 100 CLASSE DE FLUIDO GRUPO DE POTENCIAL DE RISCO 2 3 4 P.5 P.V < 1 “A” .V < 100 P. de 19 de junho de 2008) I I II III III I II III IV IV I II III IV V II III IV V V “B” .