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6- EDO’s: TEORIA E TRATAMENTO NUMÉRICO

Introdução
Muitos problemas importantes e significativos da engenharia, das ciências físicas e das
ciências sociais, formulados em termos matemáticos, exigem a determinação de uma função que
obedece a uma equação que contém uma ou mais derivadas da função desconhecida. Estas equações
são equações diferenciais. Talvez o exemplo mais conhecido seja o da lei de Newton F = m.a . Se u
= u(t) é a posição no instante t de uma partícula de massa m submetida a uma força F, temos
d 2u
du 

m 2 = F t ,u, 
(1)
dt
dt 

du
onde a força F pode ser função de t, u, e da velocidade
. A fim de determinar o movimento da
dt
partícula sob a ação da força F é necessário encontrar a função u que obedeça (1).
O nosso objetivo é discutir propriedades de soluções de equações diferenciais ordinárias e
descrever alguns métodos que se mostram eficientes para encontrar as soluções do ponto de vista
analítico e numérico.
6.1- CONCEITOS BÁSICOS
6.1.1 – Definições e Classificação das Equações Diferenciais
Definição 6.1.1.1: Uma das classificações mais evidentes se baseia em a função desconhecida
depender de uma só variável independente ou de diversas variáveis independentes. No primeiro
caso, na equação diferencial só aparecem derivadas ordinárias e a equação é a equação diferencial
ordinária (E.D.O.). No segundo caso, as derivadas são derivadas parciais, e a equação é uma
equação diferencial parcial (E.D.P.).
Um exemplo de uma E.D.O. é dado pela equação
d 2 Q(t )
dQ(t ) 1
L
+R
+ Q( t ) = E (t ) ,
(2)
2
dt
dt
C
enquanto que um exemplo de e.d.p. é uma equação do tipo potencial
∂ 2 u( x, y) ∂ 2 u ( x, y )
+
= 0.
(3)
∂x 2
∂y 2
Definição 6.1.1.2: Uma outra classificação é a que depende do número de funções desconhecidas
que estão envolvidas. Quando se quiser determinar apenas uma função, basta uma equação. Quando
forem duas ou mais as funções desconhecidas, é necessário ter um sistema de equações diferenciais.
Por exemplo, as equações de Lotka-Volterra (ou predador-presa), importantes modelos de ecologia,
têm a forma:
dx
= a. x − α .x. y
dt
,
(4)
dy
= −c. y + γ . x. y
dt
onde x(t) e y(t) são as populações da presa e do predador, respectivamente. As constantes a, c, α ,
γ estão baseadas em observações empíricas e dependem das espécies particulares que estão sendo
estudadas.

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Definição 6.1.1.3: A ordem de uma equação diferencial é a ordem da derivada de maior ordem que
aparece na equação. Neste sentido, uma equação da forma
F[t, u(t), u’(t), u’’(t), ...., u(n)(t)] = 0
(5)
é uma equação diferencial ordinária de ordem n.
Observação: É conveniente denotar u(t) por y e conseqüentemente suas derivadas ficam escritas em
função de y.
Geralmente consideramos equações diferenciais que se apresentam na forma
y ( n) = f ( x, y, y ' , y '' ,..., y ( n −1) )
(6)
Definição 6.1.1.4: Uma solução de uma equação diferencial ordinária do tipo (6), no intervalo
α < t < β , é uma função φ tal que φ ' , φ '' , ..., φ (n) existem e satisfazem a
φ ( n) (t ) = f [ t , φ (t ), φ ' (t ), φ '' ( t ),..., φ ( n−1) (t )]
(7)
para todo t em α < t < β . A menos que se faça afirmação em contrário, vamos admitir que a função
f da equação (6) é uma função real, e estaremos interessados em obter soluções reais y = φ (t ) .
Exemplo 6.1.1:
dR
= −kR , para − ∞ < t < ∞ .
dt
2. As funções y1 (t ) = cos( t ) e y 2 (t ) = sen( t ) são soluções da equação y '' + y = 0.

1. Mostre que R(t) = ce-kt é solução da equação

Definição 6.1.1.5: Uma E.D.O. do tipo
F[t, y, y’, y’’, ...., y(n)] = 0
é linear se F for uma função linear das variáveis y, y’, y’’, ...., y(n), ou seja, uma E.D.O. linear de
ordem n, é
a 0 (t ) y ( n) + a1 (t ) y ( n −1) + ... + a n (t ) y = g (t )
(8)
Uma equação que não tenha a forma (8), será uma E.D.O. não linear.
Exemplo 6.1.2: A E.D.O. do tipo y ''' + 2e t y '' + yy ' = t 4 é não linear.
Definição 6.1.1.6: O Problema de encontrar uma solução y = φ ( x) para uma equação diferencial
y ( n) = f ( x, y, y ' , y '' ,..., y ( n −1) ) sujeito a uma condição inicial y ( x 0 ) = y0 , isto é, φ ( x0 ) = y 0 , é
chamado de Problema de Valor Inicial(P.V.I.).
6.1.2– Teoremas de Existência e Unicidade de Soluções
Embora sejamos capazes de verificar que certas funções simples são soluções, em geral não
dispomos prontamente de uma solução. A pergunta que se faz é a seguinte:
Uma equação da forma (6) sempre terá solução?
A resposta é não e a justificativa segue.
Como saber quando existe tal solução?
Podem haver três questões envolvidas nesta resposta.
A questão da Existência: Se um determinado problema é expresso por uma equação
diferencial ordinária (ou sistema de E.D.O.), pode ter ou não solução, pois pode haver erro na
formulação do problema.
A questão da Unicidade: admitindo que uma E.D.O. tenha solução, seria única ?
Uma terceira questão estaria ligada ao caráter mais prático: como encontrar uma solução?
Caso exista, respondeu-se ao problema de existência. No entanto, pode existir mas não ser possível
de expressar como função ou ainda, combinação de funções conhecidas.
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y) (9) onde a função f(x.y)+N(x. y) está definida em um domínio D do plano xy que contém o ponto ( x 0 .y) =0. Se a função f(x. Exemplo 6. caso se deseje.Teore ma 6.O. não existe um método geral para resolver a equação.2. y 0 ).y) = .1. a equação geral de primeira ordem assume a forma dy = f ( x. y) admite derivada parcial contínua com relação a x e y em D.D. Neste caso.y + e-y e sua derivada parcial 6.O. e somente uma solução y = ϕ ( x) da equação que satisfaz a condição y ( x 0 ) = y0 . o conjunto em que a equação tem solução única é todo o plano xy . ∂f = x − e − y são contínuas ∂y com relação a x e a y em todos os pontos do plano xy . Exemplo 6.y) e N(x.3: Considere a E. da forma y ' = f ( x. mas pode haver outras maneiras.2. y) é uma função contínua de duas variáveis em D.f(x. ∂f • f(x.EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE 1A ORDEM E 2A ORDEM 6. de 1a ordem y' = x. Caso M seja uma função apenas de x e N seja uma função apenas de y.4: Mostrar que a equação dy x2 = é de variável separável e encontre sua solução.D. (3) dx Uma equação deste tipo é dita separável porque é escrita na forma diferencial M(x) dx + N(y)dy = 0 (4) na qual. Linear de Ordem Um): Seja uma E.1. dx 1 − y 2 125 .1: (de Existência e Unicidade de Solução para uma E. O segundo membro da equação f(x.1– Equações de 1a Ordem a Variáveis Separáveis Às vezes é conveniente usar como variável x em vez de t para designar a variável independente de uma equação diferencial.D. (1) dx Se a equação (1) é não-linear. Consideremos uma subclasse das equações de primeira ordem para as quais um processo direto de integração pode ser usado. (2) dx É sempre possível conseguir isto fazendo M(x. Em virtude do teorema de existência e unicidade. y) .1. reescrevemos a equação (1) na forma dy M(x.2. Em primeiro lugar. se f não é uma função linear da variável dependente y. os termos que envolvem cada variável podem ser separados pelo sinal de igualdade. y) = x.O.y +e-y . a equação (2) se torna dy M(x) + N(y) =0. y) satisfaz as condições: • f(x.y) = 1. ∂y Então existe uma. isto é.

2. 6.: y 2 − x 2 + 2( e y − e − x ) = C y dx y + e 6.2. y (π / 2) = π / 3  Sol.5)  Sol. y ' − y = y 3 Sol.: = ln( ) dx 2 2  y (0) = 1 dy x 2 6.5: Mostre que a solução da E.6:  dy y cos x  = Achar a solução do problema de valor inicial  dx 1 + 2 y 2 .x c+ x 1− x 6.Exemplo 6.2.4) tg ( x ) sen 2 y.10) y ' = x2 y (1 + x 3 ) 6.6) = Sol.: y = 6.2.2.2.2.11) x.: 3 y 2 − 2 ln 1 + x 3 = C 1 Sol.  y( 0) = 1 Resposta. Exemplo 6.2.2.2.2.: 2 sen( 3 y) = 3 cos( 2 x) + 3 126 . cos 2 ( 2 y) Sol.D.: 3 y 2 − 2 x 3 = c dx y dy 1 6.: y = c.1.Exercícios 6.:  dx π ( 2 n + 1) y=±  4 −x dy x − e 6.2. Sol.2.3) x.2.8) = cos 2 ( x).dx + cos 2 ( x ) cot g ( y ).2.2.2. y = 0.O.2.2. com condição inicial  dy 3x 2 + 4 x + 2  =  dx 2( y − 1)  y( 0) = −1 é dada por y (x ) = 1 − x 3 + 2 x 2 + 2 x + 4 .2) (1 + y) dx – (1-x) dy = 0 Sol.2.9) = Sol.: cos sec 2 y = sec 2 x + c dy  x y 2 −1 1 + ex ( 1 + e ) y = ex 6. y = ±1 2 sen(2x) dx + cos(3y)dy = 0 6.2.2.1. dx y 2tg ( 2 y ) − 2 x − sen( 2 x ) = C  dy se cos( 2 y ) ≠ 0 6.1) dy y = dx x Sol.2.2.: y = sen[ln x + C ].7) + y 2 sen( x) = 0 Sol.: x ( y ) = arcsen (ln | y | + y 2 − 1) .: + cos( x ) = C se y ≠ 0 .dy = 0 .2.12)  .: y = cx 1 + y 2 6. y ' = (1 − y 2 ) Sol.2.

 ' x( x 2 + 1)  y = 4 y 3 6.2.2. obtém-se a solução da E. y) .2.Método de Resolução Impõe-se uma solução do tipo y = u(x).D.y) = f(1. após a integração. de homogênea se f(x.: y = − x2 + 1 2 Sol.: y 2 + 3 y + e x − 2 x − 1 = 0 6. passa a ser escrita como: du du u + x. ficando dx dx y f ( x. tomamos λ = 1x .2: Também podemos chamar uma E.O.y) dx + N(x.3. x onde 127 .3. original. y ) = f ( λx.y) é uma função homogênea de grau zero ou se M(x.D. y ) = x3 − y3 x. onde M e N são funções homogêneas de mesmo grau. dx dx integrando chegamos à: du dx ∫ f (1. λy ) (hipótese). y ) .1: a) Se f ( x.y) dy = 0.y) diz-se homogênea de grau n nas variáveis x e y se para todo λ ∈ ℜ . y ) ⇒ f é homogênea de grau 1. y 2 é homogênea de grau zero.2. = f (1. Exemplo 6. x. y ) = f (1. e f ( x.D. f (λx.O.2.D. = f (1. Assim. x A E.1. que é uma E.2.u). y Substituindo u por . Definição 6. temos. temos que f(x. de variáveis separáveis. λy) = 3 ((λx ) 3 + ((λy ) 3 = λ 3 x 3 + y 3 = λf ( x . onde n = grau de homogeneidade.1: Uma função f(x. y x ) e como u = . λ > 0 . u) − u .2. y ) = 3 x 3 + y 3 então. temos: f (λx.O.3. u ) − u = ∫ x + C . dx dy du = u + x. 6.14)  y = 3 + 2 y  y ( 0) = 0 Sol.3– Equações de 1a Ordem Homogêneas Definição 6. λy ) = λn f ( x.O.2. sendo que a equação diferencial antes escrita na forma: dy = f ( x.13)   y (0) = − 1  2 x  ' 2−e  6. u ) ⇒ x. b) f ( x.2.

D.2.e ∫ P ( x ) dx = ∫ Q( x ). assumirmos Q(x) = 0 para todo x. a forma da última equação: y y − P ( x) dx P ( x )dx ln | y | − ln | C |= −∫ P( x) dx ⇒ ln = − ∫ P( x ) dx ⇒ = e ∫ ⇒ y.2.3. P ( x )dx P ( x) dx P ( x )dx P ( x )dx P ( x ) dx P ( x )dx D ( ye ∫ ) = ( D y) e ∫ + y (D e ∫ ) = y 'e ∫ + yP( x )e ∫ = ( y ' + P( x) y) e ∫ .2.2. Resolvendo esta equação em relação a y. onde P(x) e Q(x) são funções contínuas.a x Integrando ambos os membros.6) ( x − y.Equações de 1a Ordem Lineares com Coeficientes Variáveis Definição 6.1) = 2 dx x − y 2 Solução: x = y − 2 ln | cy | ( x 2 + y 2 ) dx − 2.2. cos( )) dy = 0 x x Solução: sen( y x ) = − ln | xC | 6.3.3. pela regra do produto. como a seguir.3.2: 128 .e ∫ =C .4) ( 2 x + 3 y ) dx + ( y − x )dy = 0 1 1 (1 − ) 2 ( cx) 2 6. C C Observemos em seguida que.2.6.2.3) ( x + y )dx − ( y − x ) dy = 0 6.2. Se. de 1a ordem : y. x.2.4.2)  y( 4) = 0  Solução: y = x.e ∫ P ( x ) dx dx + K . 1 − 4 x y y C Solução: − ( ) 2 + 2( ) + 1 = 2 x x x 2 u + 2u Solução: ln | |= ln | Cx | u 2 + 2u 6.2 Exercícios dy xy 6. para uma constante K.2. ydy = 0 6. podemos separar as variáveis e integrar então como segue (desde que y ≠ 0): dy 1 dy 1 + P ( x) y = 0 ⇒ = − P ( x ) ⇒ dy = − P ( x )dx ⇒ ln y = − ∫ P ( x )dx + ln C dx y dx y Expressamos a constante de integração sob a forma ln|C|a fim de modificar.3.3.2.4.3.2. A expressão e ∫ é um fator integrante da equação diferencial.2. multiplicando ambos os membros de y ' + P( x) y = Q( x ) por equação resultante pode ser escrita como P ( x) dx P ( x )dx D ( ye ∫ ) = Q( x )e ∫ . x x x Conseqüentemente.5) ( x 3 + y 3 )dx + 3xy 2 dy = 0 Solução: y ( x ) = x 3 y y 6. na definição anterior. e∫ P ( x ) dx .2.2.1: Uma equação diferencial linear de primeira ordem é uma equação da forma y ' + P( x) y = Q( x ) . Exemplo 6. cos( )) dx + ( x. somos levados a uma solução P ( x ) dx explícita.2.O. obtemos a seguinte solução implícita da E.

Dividindo ambos os membros por x2 . 6. Desprezando o valor absoluto e multiplicando por ambos os lados. Integrando ambos os membros.O.D. |x| = .1. 3 3 x5 5 ln|x| 5 Exemplo 6.O.D. dx Integrando ambos os lados. com x ≠ 0.4. y + 3x 5 = 0 . + P( x ).2.3: Resolva a E. Em qualquer caso. calculamos o fator integrante e ∫ = e−x .D. O fator integrante é dado por e 5 5 5 5 Se x > 0. obtemos: 5 y ' + y = − 3x 3 .4: Resolva a equação diferencial y ' + y. . = Q( x ) dx  dx  129 . obtém-se: 3 dy 3 3 3 3 e −x − 3x 2 e − x y = x 2 e − x ⇒ D x ( e − x .D.D. cos( x) . y ' + P( x) y = 0.2. y ' + 5 x 4 y = −3 x 8 ⇒ D x ( x 5 y) = −3x 8 . Multiplicando ambos os membros da E. Linear De 1A Ordem Suponha que y(x) = u(x).u.v  + v.tg ( x) = sec( x) + 2. sec( x).e − x = ∫ x 2e − x dx = − e − x + C ⇒ y ( x ) = − + C. obtém-se: dy dv du = u. sec( x) ⇒ D x ( y. obtemos como solução: x9 x4 C x 5 . y = ∫ − 3 x 8 dx = − + C ⇒ y( x) = − + . tgxdx Cálculo do fator integrante: e ∫ = e ln|sec( x )| =| sec( x) | .x.e x . 3 3 2 Exemplo 6.O.v(x). obtemos 3 3 3 1 3 1 y. a multiplicação por |x| 5 de ambos os membros da forma padronizada dá x 5 . dy − 3x2 y = x 2 . y = Q ( x) e substituindo a derivada de y com relação a x. sec( x ) = tg ( x ) + x 2 + C ⇒ y ( x) = sen( x ) + ( x 2 + C ) cos( x) . Derivando y com relação à x. dx obtemos: dv du u + v. sec( x )) = sec 2 ( x ) + 2. Integrando ambos os membros da igualdade acima.2. Se x < 0. dx −3 x dx 3 Como P(x) = -3x2 . então |x| = x .v = Q ( x) dx dx dv du   u  + P( x ). obtém-se: y. onde v(x) é uma solução particular da E. chegamos à y ' sec( x) + y.O.Resolva a E. x 2 y ' + 5.O.D. dx dx dx dy Considerando a E.x . + P( x). x .Técnica Alternativa Para Resolução de uma E. x ∫ x dx 5 =e =| x | . + v. y) = x 2 e − x .O. x.tg( x) = sec 2 ( x ) + 2 x cos( x).

2.2.4.: y ( x ) = x.2. ln( x ) + c.sen( x) + cx x c Sol.: y ( x ) = x.2.2.2. y ' + 5.2.: y ( x ) = 6.4.2.2.2.: y ( x ) = x2 Sol.2. y ' + y + x = e x Sol. Solução: y ( x ) = − 1 x3 2 + c.4.7) xdy − 2. ydx = ( x − 2).( x + ln( x ) + 1) 130 .2.e −3 x 6. cos( x ) + y )dx − xdy = 0 x4 c + 5 3 x c Solução.3) xy ' + y = ln( x) dy = y + x 3 + 3x 2 − 2 x dx 6.: y ( x ) = sen( x) Sol. y ' − 3 y = x 5 6.2.: y ( x ) =  + 2 e −3 x 3 x  1 c Sol.4.2. = Q ( x) dx e determine u(x). obtemos y(x) = u(x).15) ( x 2 . y ( x ) = x sen x + cx 6.tg ( x ) = sen( x) 6.16) tg ( x ).1) x.4.Exercícios 6. y ' − y = x 2 + x 6. Finalizando.x 2 − 2 x.2. cot g ( x ) = 5.9) y ' − 3 y = 2 2 + ce 3x 3 x5 Sol.: y ( x ) = − 6.2.2.x 5 = 0 6.2.4. cos( x ) + y )dx − xdy = 0 6.4.2.x 3 .2.4.2.2.10) x.4.4.2.1) dy + y.2.2.18)  y (1) = 2  Sol. 6.4.x 2 2 Solução: y ( x ) = e x + c. isto é: dv dv + P ( x ).4.Determinação de v(x): Imponha que a expressão entre colchetes seja zero.17) y ' + 3 x 2 .2.e x 2 x3 Solução: y ( x ) = + 3.11) y ' + y cot g ( x ) = cos sec( x) ex x c − + x 2 x ex + c Sol.e cos( x ) dx Solução: y ( x ) = cos sec( x). y − e x )dx = 0 6.2.: y ( x ) = 6.[ −e cos x + c ] 6.2.2.4.4.13) x 2 dy + ( 2 x.4) ( x 2 .v(x). y + 3.2.2.2.: y ( x ) = + cx 3 2 x+c Sol.2.2.: y ( x ) = + ( x + c) e − x 3 6.14) y ' + y.: y ( x ) = cos( x)[ln | sec( x ) + c ] Sol.2. y = x 2 + e − x e 2x + ce −2 x 4 3  x. y − 3.4.2.2.e x dx = 0 6.e x 6.4.: y ( x ) = sen( x) + 2 sen( x) 3 1 Sol.2.4.6) x.2) x 2 .2.x.2.8) y ' + 2 y = e 2x Sol. y ' + ( 2 + 3x ) y = x.dy + ( y − sen( x) dx = 0 6.12) x. y ( x ) = ln x + − 1 x Solução.dx dx v Substitua a expressão de v(x) encontrada na equação: du v.x 2 y − x 3 ) dx = 0 Solução: y ( x ) = 6.v = 0 ⇒ = − P( x ).4.5) x 3dy + ( 2.4.4.

y)+N(x. y) = x + x.2. (1) 2 2 Esta equação não é separável. x 2 + xy 2 = c . y = e − x 6. y ' + y + x.5 – Equações de 1a Ordem Exatas e Fatores Integrantes Considere a equação diferencial de 1a ordem do tipo 2 x + y 2 + 2 xyy' = 0 .: y ( x ) = e − x (1 − ) x dI I dV + = descreve um circuito elétrico que consiste em dt C dt uma força eletromotriz V com uma resistência R e capacitância C ligadas em série.O.4. y ) = N ( x. é uma expressão implícita (solução) de (1). (4) dx Portanto. Se V é constante e se I(0) = I0 . (6) é uma equação diferencial exata. (8) dx Neste caso. φ ( x )] .y) y ' = 0. A solução de (6) ou de sua equivalente (8) é dada implicitamente por ϕ ( x. y) . y) = c .y)+N(x.2.2.20) A equação diferencial R Resp. y satisfaz a propriedade que: ∂ϕ ∂ϕ 2x + y 2 = e = 2 xy . a etapa principal foi o reconhecimento da existência de uma função ϕ ( x. y ) que obedecia (2). Ao resolver (1). y ) = c obedeça a equação y = φ ( x) . y ) tal que ∂ϕ ∂ϕ ( x.: I ( t ) = I 0 . (6) Suponha que se possa identificar uma função ϕ ( x. ∂x ∂y dx dx sendo que (6) pode ser reescrita como: d ϕ [ x.2.e −t RC 6. Então: ∂ϕ ∂ϕ dy d M(x.D. (3) ∂x ∂y dx Admitindo que y seja função de x (utilizando a Regra da Cadeia). (7) ∂x ∂y de modo que ϕ ( x.4. (5) onde c é uma constante arbitrária. pode ser escrita como ∂ 2 ∂ dy ( x + xy 2 ) + ( x 2 + xy 2 ) =0. φ ( x)] = 0 .2. y ) e ( x. y ) = M ( x. 6. De modo mais geral. (2) ∂x ∂y Assim a E. 131 . como uma função derivável de x. considere a equação diferencial M(x. (9) onde c é uma constante arbitrária. pode-se escrever a (3) na forma d 2 ( x + xy 2 ) = 0 . expresse I como função de t. No entanto observe que a função ϕ ( x. x.y) y ' = + = ϕ[ x.19)  y (1) = 0  1 Sol.

há uma função ϕ ( x. y) = 2 x + y . y ) = sen( x) + x 2 e y − 1 . devido ao reconhecimento da função desejada ϕ . procuremos uma ϕ tal que ϕ x = 3xy + y 2 e ϕ y = x 2 + xy . existe uma função ϕ . Derivando ϕ em relação a y e utilizando a segunda equação. y ) = cos( x ) + 2 x. que é uma solução do tipo implícita. existe um teorema para verificação desta condição: Teorema 6. calculamos a derivada de (*) com relação à y e comparamos.y)+N(x. y ) .2. My . e somente se. Isto é.e y + h( y). y ) = N x ( x . h ' ( y) = −1 ⇒ h( y) = − y .No exemplo estudado. obtemos: ϕ y ( x. y ) = N ( x.y) y ' =0 é uma equação diferencial exata em R se. cos( x) + 2 xe y ϕ y ( x . foi fácil encontrar a sua solução. γ < y < δ . b) Resolver a equação diferencial (3 xy + y 2 ) + ( x 2 + xy) y ' = 0 . y ) = sen( x) + x 2 . cos( x) + 2 xe y + (sen( x ) + x 2 e y − 1) y ' = 0 . y) = y. Para os casos em que isto não é possível. obtemos: ϕ ( x. Integrando ϕ x em relação à x vem: 3 ϕ ( x. Integrando a primeira equação. A constante de integração pode ser omitida. pois qualquer solução da equação diferencial é satisfatória e não precisamos de uma solução geral.e y − y . y) . y) = y sen( x ) + x 2 .2. de modo que a equação é exata. Assim 3 2 x + 2 xy + h ' ( y) = x 2 + xy . Portanto M y ≠ N x e a equação não é exata. É fácil ver que M y ( x.5: a) Resolver a equação diferencial y. y ) em cada ponto de R.e y + h ' ( y ) = sen( x) + x 2 e y − 1 Assim. 2 132 . (10) Exemplo 6. M y ( x. y ) tal que: ϕ x ( x. Para ver que não é possível resolvê-la pelo método anterior. Sendo assim.1: Sejam M. y ) = 3 x + 2 y e N x ( x. que satisfaça ∂ϕ ∂ϕ ( x. Assim.5. e somente se. y ) = M ( x. ∂x ∂y se.e y = N x ( x. y ) = x 2 y + xy 2 + h( y ) (*) 2 onde h é uma função arbitrária de y. então a equação M(x. Afim de satisfazer ϕ y . Neste caso M y ( x. M e N satisfizerem (10). N. Nx funções contínuas no domínio retangular (conexo) R: α < x < β . y ) = y sen( x) + x 2 . obtemos como solução ϕ ( x. y ) e ( x.

2.1.5. que a equação acima será exata se. y )dy = 0 (12) seja exata.: x 2 + 3 x + y 2 − 2 y = C 6.1. Multipliquemos a equação M ( x . encontre a solução: 6.1. µ deverá obedecer à seguinte equação diferencial de 1a ordem Mµ y − Nµ x + ( M y − N x ) µ = 0 .5) ( e x sen( y ) − 2 y sen( x )) dx + ( e x cos( y ) + 2 cos( x )) dy = 0 133 .2. Como o 2o membro depende de x e y. y ) que satisfaça as derivadas parciais.: x − x 2 y + 2 x + 2 y 3 + 3 y = C 6. (14) Se uma função µ satisfizer à (14).1. y ) dx + N ( x. Para as equações exatas. Sabe-se. A solução de (12) poderá então ser obtida pelo método anteriormente descrito.4) ( 2 xy 2 + 2 y ) + ( 2 x 2 y + 2 x ) y ' = 0 Sol.5.: Não é exata 2 2 2 3 6.1. após sua resolução. y) dx + µ ( x .2. y ) 3 x + 2 y − (2 x + y) 1 = = .1 ou h ' ( y) = − x 2 − xy .Exercícios Determinar se as equações são exatas ou não. multiplicando-a por um fator integrante apropriado.2) ( 2 x + 4 y ) + (2 x − 2 y) y ' = 0 Sol. y )dy = 0 (11) por uma função µ e tentemos encontrá-la de modo que µ ( x.2. y ) x 2 + xy x observamos que o fator integrante depende exclusivamente de x e para encontrá-lo basta resolver a equação diferencial dµ µ = ⇒ µ ( x) = x . dx x Multiplicando (*) por µ ( x) .5. de antemão. (13) isto é. y). N ( x. ( µ M ) y = ( µN ) x . e somente se.N ( x.5. é possível converter uma equação diferencial que não seja exata numa exata. obtém-se dµ M y− N x = µ dx N que é o fator integrante procurado. Algumas vezes.1) ( 2 x + 3) + ( 2 y − 2) y ' = 0 Sol.5.2. y ) − N x ( x. y ).6: Encontre o fator integrante e resolva a equação (3 xy + y 2 ) + ( x 2 + xy) y ' = 0 .3) (3 x − 2 xy + 2)dx + (6 y − x + 3)dy = 0 Sol.M ( x.1.2. Determinamos um fator integrante que dependa exclusivamente de x. então (12) será exata. Ao determinar a expressão M y( x. Exemplo 6.2. é impossível encontrar h(y). A solução encontrada satisfaz (11) pois o fator integrante µ será cancelado.5. 2 6. obtém-se: (3 x 2 y + xy 2 ) + ( x 3 + x 2 y) y ' = 0 que é exata e. Supondo que µ dependa somente de x e do fato que ( µ M ) y = ( µN ) x . Portanto 2 não há uma função ϕ ( x. (*) Já sabemos que esta equação não é exata.: x 2 y 2 + 2 xy = C 6. encontra-se 1 x3 y + x 2 y 2 = c .

x > 0.5. 134 . isto é.5. 6.2: Se a equação (1) não tem a forma (3).5.: y.9) ( x ln( y ) + xy) dx + ( y ln x + xy) dy = 0 . Para uma E.1. ) = g ( x) − p ( x ) − q( x) y . x > 0 Sol.1.: Não é exata xy xy xy 6. um problema de valor inicial é constituído por um par de condições iniciais y ( x 0 ) = y0 e y ' ( x0 ) = y1 (4) onde y 0 e y1 são números dados.: Não é exata xdx + ydy 6. Observação: Note que são necessárias duas condições iniciais para uma equação de segunda ordem.1.10) =0 Sol. ) (1) 2 dx dx onde f é uma função conhecida. y .2. então ela é denominada não linear.2.: b=1. Um exemplo de ocorrência de uma equação linear de 2a ordem é dado pelo movimento de um corpo ligado a uma mola.1.2. x 2 y 2 + 2 x 3 y = C Sol.2.12) ( ye 2 xy + x) dx + bxe 2xy dy = 0 Sol. Dizemos que a equação (1) é linear quando a função f é linear em y e suas derivadas.1.2. (5) dt dt onde m.7) ( ye cos( 2 x) − 2e sen( 2 x ) + 2 x) dx + ( xe cos( 2 x ) − 3) dy = 0 Sol. y = 0. γ e k são constantes e F é uma função. quando dy dy f ( x.: b=3. que é descrito por uma equação da forma: d 2u du m 2 +γ + ku = F ( t ) .1.2.6.2.5.5.: x 2 + y 2 = C 3 (x 2 + y 2 ) 2 Encontre o valor de b para o qual a equação é exata e resolver cada equação com o valor encontrado: 6.6– Equações de 2a Ordem Lineares Homogêneas com Coeficientes Constantes Definição 6. y .6) ( e x sen( y ) + 3 y ) dx − (3 x − e x sen( y )) dy = 0 Sol.O.5.5.: e xy cos( 2 x) + x 2 − 3 y = C y 6. de 2a ordem. e muitos outros sistemas oscilantes simples. Neste caso.1. y > 0 Sol. (2) dx dx onde g.11) ( xy 2 + bx 2 y ) dx + ( x + y ) x 2 dy = 0 6. e 2xy + x 2 = C 6. ln x + 3x 2 − 2 y = C x 6.8) ( + 6 x) dx + (ln x − 2) dy = 0 .2. p e q são funções da variável independente x.: e x sen( y ) + 2 y cos( x ) = C .D.2. a equação (1) fica y " + p ( x ) y ' + q( x) y = g ( x) (3) Definição 6.2. pois falando em termos gerais.6.1: Uma equação diferencial ordinária de 2a ordem tem a forma 2 d y dy = f ( x. são necessárias duas integrações para se chegar a solução.Sol.

D. y2 ) = y1 y1' y2 y1 = ' y2' y1 λy1 y = λ 1' ' λy1 y1 y1 = 0. Não sendo assim. duas soluções y1 e y2 são L. se y2 = λy1 donde λ é constante.) y1 no intervalo [a.O.y2 ) das soluções y1 e y2 da equação homogênea não se anula em um ponto x = x0 de [a. y2 Exemplo 6.6. As funções ex e e-x são L.O.2.D.2: Se y1 e y2 são funções de x.b]. b]. e Definição 6.1. 6.A Independência Linear e o Wronskiano Definição 6.1.3: Uma E. então ele não se anula para qualquer valor de x neste intervalo.Definição 6. De fato.O. o produto Cy1 é também solução desta equação.2. se ∃ λ tal que y1 = λ quando x ∈ [a. y2 ) = 1' y1 y2' denomina-se determinante do Wronski ou Wronskiano das funções dadas.D.D.b] é zero. Se y1 é uma solução de (*) e C é uma constante. em [a. 135 .4: 1.b] se sua razão ≠ cons tan te .I.2. Em outras palavras. linear de 2a ordem é homogênea se o termo g(x) em (3) for nulo para todo x.1. em todo o domínio e por esta razão ex = e 2x que varia com x ∈ ℜ .6.6. então o determinante y y2 W( y1 .6.D.2. as soluções chamam y2 linearmente dependentes (L.D.e-x .7: A equação y " − y = 0 admite como soluções ex . Consideremos a E. então y2' = λy1' e W ( y1 . Ao passo que e x e 3 e x são L.1: Duas soluções y1 e y2 de (*) denominam-se linearmente independentes (L.).2. então o Wronskiano em [a.I. linear homogênea de 2a ordem (*) então y1 + y2 também é solução da equação. Se y1 e y2 são soluções particulares da E. Se o Wronskiano W(y1 . e-x .b]. y1' 2.ex e 5.2. Propriedades: 1. 3. Em caso contrário.6.D. a equação é não-homogênea. linear homogênea de 2a ordem y " + py ' + qy = 0 (*) Propriedades 6. 2. Se as funções y1 e y2 são L. −x e 3e x pois x = 3 (constante). Observação: O termo g(x) é denominado não-homogêneo.

O. consideremos o seguinte exemplo: y" − y = 0 (7) Para esta equação. Levando as expressões de y. Caso 1: ∆ > 0 ⇒ raízes reais e distintas. então o Wronskiano formado por estas soluções não se anulará em nenhum ponto do intervalo. vamos dirigir nossas atenções para o caso em que os termos que acompanham y " .2– Raízes da Equação Característica – Tipos de Soluções Neste momento. Com isto.2. estaremos interessados em resolver uma E.D. têm-se a=1. 3.Observação: Se o Wronskiano é nulo para certo valor de x = x0 . 136 .O. de 2a ordem do tipo a. Suponha r1 e r2 as duas raízes. obtém-se: (ar 2 ) + br + c e rt = 0 ≠0 e → rt ar 2 + br + c = 0 (8) A equação (8) é denominada equação característica. Com o tempo. em [a. Suponhamos que y = e rt . verifica-se que soluções do tipo y (t ) = c1 y1 ( t ) + c2 y 2 (t ) apresentam uma solução de (7) na forma geral.8: a) Encontre a solução da E. onde r é o parâmetro a ser determinado. a solução geral fica y (t ) = c1 y1 (t ) + c 2 y2 ( t ) = c1e r1t + c 2 e r2 t . (6) onde a. Seguindo o mesmo raciocínio.D.2. 4. é uma solução geral de (*). y’ e y” em (6). y de (*) são constantes. y " + by ' + cy = 0 . onde c1 e c2 são constantes arbitrárias.b]. Antes de mostrarmos a forma de solução. y " + 5 y ' + 6 y = 0 . Voltando à equação (6). então y = c1 y1 + c2 y2 . Com um pouco de meditação. Se as soluções y1 e y2 de (*) são L.I. Se y1 e y2 são soluções de (*). (9) Observação: Verifique que (9) satisfaz (6). b=0 e c=-1. Neste caso tem-se como solução y1 (t ) = e r1t e y 2 (t ) = e r2 t e portanto. b. Observação: Para determinar os valores das constantes são necessárias duas condições iniciais. ou seja. veremos que a combinação destas duas soluções também satisfaz (7). c são constantes dadas. Temos que y ' = re rt e y " = r 2 e rt . observamos que y(t) = e-t também satisfaz (7). Exemplos 6. observamos que uma função que satisfaz (7) é y(t) = et . A solução desta equação característica envolve um estudo do sinal do “delta” da equação. y ' . então este determinante também é igual a zero para qualquer valor de x no intervalo considerado.6. sujeita às condições iniciais: y (0) = 2 e y ' (0) = 3 . 6. são válidas. já vimos que soluções do tipo exponencial.

β ∈ ℜ . Neste caso. observamos que uma das raízes terá a forma − r1 = α + iβ (a outra raiz será r1 = α − iβ ).O. " ' 4 y − 8 y + 3 y = 0  b) Encontre a solução do P. 2a também Caso 2: ∆ = 0 ⇒ raízes reais e iguais.Exercícios Resolva as E.3. Neste caso.3) y IV − y = 0 137 (11) .D.e rx . 6.’s lineares de 2a ordem abaixo: 6.6. Assim teremos como solução: y = c1 e (α +iβ ) x + c 2 e (α − iβ ) x = e αx [c1e iβx + c 2 e − iβx ] = eαx [ c1 (cos( βx) + i sen( βx )) + c 2 (cos( − βx) + i sen( − βx)] = e αx [( c1 + c 2 ) cos( βx) + i ( c1 − c 2 ) sen( βx)]. Tem-se que b 2 = 4ac e então r1 = r2 = − Assim.2. onde α .6. 2 2 b . Como c1 + c 2 e i ( c1 − c 2 ) devem ser reais.2)  y (0) = 0  y ' (0) = 1  6. impomos que c1 + c 2 = C1 e i ( c1 − c 2 ) = C 2 e então y ( x ) = e αx [C1 cos( βx ) + C2 sen( βx )] .2.3.I. deve ser a solução para o caso em que ∆ < 0 .2.D. Portanto a solução geral para este caso é: y ( x ) = ( c1 + c2 x ).2.6.3. A solução y 2 ( x ) = x. do tipo y1 ( x) = e r x .6.  y ( 0) = 2  1 y ' ( 0) =  2 1 3t 5 t Solução: y (t ) = − e 2 + e 2 .1) y " − 4 y ' + 3 y = 0  y" + 2 y' + 5y = 0  6. para a E.e rx satisfaz. obtemos como solução. (10) Caso 3: ∆ < 0 ⇒ raízes complexas.V.3.O.

6. y (t ) = e −t 2 5 [ 3 cos(t ) + sen( t )] 2 Sol.6.2.18) 9 y" + 9 y ' − 4 y = 0 Sol.2.6.17) y " + 2 y ' + 1.2.2. y (t ) = e −2t [cos(t ) + 2 sen( t )] Sol. y (t ) = 2e (π 4 −t ) cos( t ) + 2e Sol.8) y " + 5 y ' = 0 6.5) y " + 3 y ' + 2 y = 0 6.6.2.23)  π '  y ( 2 ) = 0.16) 4 y " + 9 y = 0 6.3. y (0) = 0  y " − 2 y ' + 5 y = 0 6.20) y " + 4 y ' + 6.3.2.2. y (t ) = e t[ c1 cos( 5t ) + c2 sen( 5t )] Sol.2.3.2.6.3. y ( 0) = 1  y" + 4 y' + 5 y = 0 6. y (t ) = e −3t[ c1 cos( 2t ) + c2 sen( 2t )] 3t 3t Sol.6.3.6.2.2. y ( 0) = 1  y" + 2 y' + 2 y = 0 6.6.6.3. y (t ) = et [ c1 cos(t ) + c2 sen( t )] 6. y (t ) = sen( 2t ) 2 Sol.2.6. de 2a ordem: 6.11) y " − 2 y ' + 2 y = 0 Sol.3. y (π 3 ) = −4  y " + y ' + 1.D.6. 25 y = 0  y " + 4y = 0 6.21)  '  y (0) = 0.4) y " + 2 y ' − 3 y = 0 6. y (t ) = −e t− π 2 sen( 2t ) Sol.6.2.29) 4 y " − 4 y ' − 3 y = 0 Sol.25 y = 0 Sol. encontrar a solução das E.2.6. y (t ) = e 6.6.26)  π '  y ( 4) = 2.14) 6.2.3.2.2. y (t ) = e [c1 + c2t ] 6.6.6.10) y " − 2 y ' − 2 y = 0 Nos problemas abaixo.3.2.3.3.2.6.3.3. y (t ) = e − 2t [c1 cos( ) + c2 sen( )] 2 2 1 Sol. y (t ) = e − t[ c1 cos( ) + c2 sen( )] 2 2 6.3.6.6.2.3. y (t ) = c1e2t + c2e −4t Sol.7) 2 y " − 3 y ' + y = 0 6.2.6.2.O.6.2.3.2. 25 y = 0 Sol. y (t ) = c1 cos( ) + c2 sen( ) 2 2 t t Sol.22)  '  y (0) = 1.24)  π '  y ( 3 ) = 2.3.3.19) y " + y ' + 1.2.3.2.28) 9 y + 6 y + y = 0 " + c2e 138 −t 2 + c2e 3t 2 (π 4 −t ) sen( t ) .3.3. y (t ) = c1e 6.6.6. y (π 2 ) = 2  y" + y = 0 6. 25 y = 0 6.6.27) y " − 2 y ' + y = 0 t 3 3 [c1 cos( t ) + c2 sen( t )] 3t 3t Sol.25)  '  y ( 0) = 3. y (t ) = et [ c1 + c2t ] −t 3 Sol.6) 6 y " − y ' − y = 0 6.3.9) 4 y " − 9 y ' + 9 y = 0 6.6.6. y (t ) = (1 + 2 3 ) cos(t ) − ( 2 − 3 ) sen( t ) Sol. y (π 4 ) = −2 6.3.3.3. y (t ) = e −t [ c1 cos(t ) + c2 sen( t )] Sol.3.13) 6.6.12) 6.15) y" − 2y' + 6 y = 0 y" + 2y ' − 8y = 0 y" + 2 y' + 2 y = 0 y " + 6 y ' + 13 y = 0 6. y ( t ) = c 1 e ' −4 t −t2 6.

a solução que deve satisfazer a E. o trabalho concentra-se em derivar a expressão (3) de modo a determinar seus coeficientes.O.35) 25 y " − 20 y ' + 4 y = 0 Sol. + An ) eαt = Qn (t ) eαt (2) O trabalho agora se concentra em determinar os coeficientes do polinômio. 2. 3. y (t ) = e 6. Alguns casos podem ocorrer: 1.2. y (t ) = e 5 [c1 + c2t ] −t −3 t 4 [c1 + c2t ] 2t Sol.6. Então se torna necessário encontrar uma solução particular da forma: y p (t ) = ( A0 t n + A1t n−1 + .D..32) y " − 6 y ' + 9 y = 0 Sol.Método dos Coeficientes Inde terminados A forma geral da equação é y " + py ' + qy = g (t ) .2.1 .D.2.. seus coeficientes são iguais termo a termo”.6. (1) onde Pn (t ) é um polinômio de grau n.( A0 t n + A1t n −1 + .6.( A0t n + A1t n −1 + .3. Esta tarefa consiste em substituir y p na equação original. ou seja.D..2. Nesta situação. + An )e αt = t Qn (t )eαt (3) Novamente.3.D.7. y (t ) = e 6. O número α é uma raíz dupla da equação característica..O. encontram-se resumidos as soluções particulares para o caso não homogêneo: 139 .6.. y (t ) = et [ c1 cos(3t ) + c2 sen( 3t )] Sol. + An )e αt = t 2Qn (t ) eαt (4) Na tabela abaixo.6. y (t ) = e 4 c1 + c2e − 4t 6. tendo a forma g ( t ) = Pn (t ) e αt . e somente se.3. impondo como solução da E.terá a forma: y p (t ) = t .33) 4 y " + 17 y ' + 4 y = 0 Sol. a solução que deve satisfazer a E.2.3.6.2.31) y " − 2 y ' + 10 y = 0 6. terá a forma: y p (t ) = t 2 . y (t ) = e 2 [c1 + c2t ] Sol. lembrando uma regra fundamental: “Dois polinômios são iguais se.34) 16 y " + 24 y ' + 9 y = 0 Sol.30) 4 y " + 12 y ' + 9 y = 0 6.3.36) 2 y " + 2 y ' + y = 0 −t 2 [c1 cos( t 2) + c2 sen( t 2 )] 6.O. Suponhamos que g(t) seja produto de uma função exponencial por um polinômio. deriva-se tantas vezes quanto for a ordem da derivada e iguala-se com o lado direito da E.6. Para esta situação.3. O número α não é uma raíz da equação característica r 2 + pr + q = 0 .−3 t 6..2. O número α é uma raíz simples da equação característica..3.O.2.7– Equações de 2a Ordem Lineares Não Homogêneas com Coeficientes Constantes 6.2. y (t ) = e3t [c1 + c2t ] 6.

Agora considere por exemplo a situação. Por exemplo.Exercícios Resolva as equações abaixo: 6. basta determinar os valores de A e B. a raiz a ser considerada deverá necessariamente ter a forma α + i β .2.. para o caso não homogêneo.7. + An )e α t t 2 ( A0 t n + A1t n−1 + . Observação: Se aparecer polinômios multiplicando as funções trigonométricas..g(t) Raíz Solução Particular ( y p (t ) ) ( a 0t n + a1t n−1 + . Deve-se encontrar uma solução para o caso particular onde a forma desta solução depende da raiz do polinômio característico.2. se tivermos uma função. da forma g ( t ) = e 5t cos( 4t ) e as raízes do polinômio característico forem da forma 5 ± 4i. O problema é que.2. polinômios de mesmo grau que do caso não homogêneo. que será determinada quando descobrirmos o valor das constantes A e B.3) y " − 7 y ' + 6 y = ( x − 2 ) e x Sol. onde novamente.: y ( x ) = c1 e + c 2 e 1 4 x− 3 9 1 1 5 Sol. da forma y (t ) = A cos( 3t ) + B sen( 3t ) . e compará-los a fim de determinar o valor dos coeficientes. para o caso particular.2.. será necessário impor na solução particular. teremos uma solução..: y ( x ) = c1 cos(3 x) + c2 sen( 3 x) + ( x 2 − x + )e 3 x 18 27 81 1 9 6...2) y " + 9 y = ( x 2 + 1)e 3x 140 . + a n ) e α t r1 e r2 ≠ α ( A0 t n + A1t n −1 + .2..7.2.2. + An ) e α t r1 = α ou r2 = α r = α ( α é raíz dupla) t ( A0 t n + A1t n−1 + . para o caso não homogêneo.: y ( x ) = c1e x + c 2 e 6 x + x( − x + )e x 10 25 6. para este caso temos os seguintes resultados: g (t) − − Solução Particular ( y p (t ) ) Raízes α + i β e αt [ P (t ) cos β t + Q(t ) sen β t ] − − α + i β = α + iβ − − α + i β ≠ α + iβ − − teαt [ P(t ) cos β t + Q(t ) sen β t ] − − e αt [ P (t ) cos β t + Q(t ) sen β t ] 6. onde f (t ) = cos(3t ) e as raízes do polinômio característico são da forma 2± 3i.. Resumindo. como temos na função f(t) que é produto de uma exponencial por uma função trigonométrica do tipo sen β x ou cos β x . + An ) e α t Suponhamos agora que g(t) seja da forma e αx [ P ( x ) cos βx + Q( x) sen βx] onde P(x) e Q(x) são polinômios. obteremos como solução particular uma função da forma: y (t ) = t [e 5t ( A cos( 4t ) + B sen( 4t ))] . Neste caso.1) y " + 4 y ' + 3 y = x −x −3 x + Sol. sendo que α deverá ser comparada à parte real ou o coeficiente da exponencial e β deverá ser comparado com o argumento do ângulo.7.7.2.

7.: y ( x ) = c1e x + c 2e − x 6.: y ( x ) = c1 cos( K x ) + c 2 sen( K x ) + 6.7.2. Idéia Básica: Substituir os coeficientes da solução encontrada no caso homogêneo por funções u1 ( t) e u 2 (t ) de modo que a solução reescrita.: y ( x ) = c1 cos( 2x ) + c 2 sen( 2 x) + Sol.7) y " + 2 y ' + 5 y = 2 cos( x) Sol.7.7. obtemos: y " (t ) = −4u1 (t ) cos( 2t ) − 4u 2 (t ) sen( 2t ) − 2u1' ( t ) sen( 2t ) + 2u 2' (t ) cos( 2t ) . obtém-se: y ' ( t ) = −2u1 ( t ) sen( 2t ) + 2u 2 (t ) cos( 2t ) + u1' ( t ) cos( 2t ) + u 2' (t ) sen( 2t ) .4) y " − 5 y ' + 6 y = 2e x 6.O. seja solução da não homogênea. (1) cuja solução para o caso homogêneo ( y " + 4 y = 0 ). De (6). Vantagem: é um método geral. não exige hipóteses detalhadas sobre a forma da solução.5) Sol.6.7.2.3 .2.: y ( x ) = e − x [c1 cos( 2 x) + c2 sen( 2 x) + 6. obtemos y ' ( t ) = −2u1 (t ) sen( 2t ) + 2u 2 ( t ) cos( 2t ) Derivando (7).9) y " − y = 3e 2 x cos( x ) 2 1 cos( x ) + sen( x) 5 5 1 x sen( 2 x ) 4 3 3 + e 2 x [ cos x + sen x] 10 5 Sol. y " + 4 y = 3 cos sec(t ) .7. (2) tem a forma y (t) = c1 cos( 2t ) + c 2 sen( 2t ) .2. queremos escolher u1 (t) e u2 (t) de modo a satisfazer (6) e (9) simultaneamente.2.: y ( x ) = c1e 2 x + c2e3 x + e x 2 Sol.9: Considere a E.2. para o caso particular.6) y " + ky = x 3 1 3 6 x − 2 x k k 6.2. de modo que esta torne solução para o caso não homogêneo.Método da Variação dos Parâmetros A forma geral da equação é y " + py ' + qy = g (t ) .2. Objetivo: Determinar uma solução particular de uma equação não homogênea. (3) A idéia do método é impor como solução. obtém-se: − 2u1' ( t ) sen( 2t ) + 2u 2' (t ) cos( 2t ) = 3 cos sec(t ) Neste ponto.2.: y (t ) = c1e 2t + c2e −t − te− t 3 y " − y ' − 2 y = 2e −t Sol. Exemplo 6.2. 141 (4) (5) (6) (7) (8) (9) . Derivando (4) uma vez.2.8) y " + 4 y = cos( 2 x) 6. ou seja.D. uma equação da forma y (t) = u1 (t) cos( 2t) + u 2 (t ) sen( 2t) .7. Introduzindo as equações (8) e (4) em (1).2. Imponha que u1' (t ) cos( 2t ) + u2' (t ) sen( 2t ) = 0 De (5).2.2.

(24)  ' ' ' ' u1 (t ) y1 (t ) + u 2 (t ) y 2 (t ) = g (t ) Observe que o determinante deste sistema é y1 y 2 = W ( y1 . com u1' ( t ) . y1' y 2' que é o Wronskiano das soluções y1 e y2 . obtém-se: u1 (t ) = −3 sen( t ) + c1 (13) 3 u 2 (t ) = ln | cos sec( t ) − cot g (t ) | +3 cos(t ) + c 2 (14) 2 Assim. chegamos à: u1 (t )[ y1" ( t ) + py1' (t ) + qy1 (t )] + u 2 (t )[ y 2" (t ) + py '2 (t ) + qy 2 (t )] + u1' (t ) y1' (t ) + u 2' (t ) y 2' (t ) = g (t ) (22) Cada expressão entre colchetes de (22) é nula. 3 y (t ) = −3 sen( t ) cos( 2t ) + [ ln | cos sec( t ) − cot g (t ) | +3 cos(t )] sen( 2t ) + c1 cos( 2t ) + c 2 sen( 2t ) (15) 2 A expressão (15) é uma solução geral para a equação (1). impõe como solução para o caso não homogêneo uma solução do tipo y p (t ) = u1 (t ) y1 (t ) + u 2 (t ) y 2 (t ) . devemos resolver o sistema:  u1' ( t ) y1 ( t ) + u 2' ( t ) y 2 (t ) = 0 . (18) devemos determinar u1 ( t ) e u 2 (t ) . pois y1 e y2 são soluções da equação homogênea. ou seja. levando em consideração (20).P. 142 . (23) De modo a determinar as expressões de u1 (t) e u2 (t). chegamos à: 3 cos sec( t ) sen( 2t ) = −3 cos( t ) 2 Retornando em (10). ' 1 (19) ' 2 Como no exemplo anterior.V. consideremos a equação: y " + py ' + qy = g ( t ) (16) Admitindo que a solução da equação homogênea tem a forma: y h (t ) = c1 y1 (t ) + c 2 y 2 ( t ) (17) e levando em conta que o M. y 2 ) . consideramos nula a soma que envolve os termos u (t ) e u (t ) . obtém-se para u 2' (t ) : u1' (t ) = − (11) 3 cos( t ) cos( 2t ) 3(1 − 2 sen 2 (t )) 3 = = cos sec( t ) − 3 sen( t ) (12) sen( 2t ) 2 sen( t ) 2 Integrando (11) e (12). Portanto. obtém-se: y "p ( t ) = u1' (t ) y1' ( t ) + u 2' (t ) y 2' (t ) + u1 (t ) y1" (t ) + u 2 (t ) y "2 (t ) . (20) Derivando a expressão (19). a equação (22) se reduz à u 1' ( t ) y 1' ( t ) + u 2' ( t ) y 2' ( t ) = g (t ) . (19) e (21). (21) Levando em conta as expressões (18). u1' (t ) y1 ( t ) + u 2' ( t ) y 2 ( t ) = 0 . Derivando (18) em relação a t.u 2' (t ) = −u1' (t ) cos( 2t ) sen( 2t ) (10) Levando (10) em (9). obtém-se: y 'p ( t ) = u1' (t ) y1 ( t ) + u 2' (t ) y 2 (t ) + u1 (t ) y1' ( t ) + u 2 (t ) y 2' (t ) . u 2' (t ) = Pensando agora no caso geral.

6. u1' = − (25) (26) 6. y 2 ) W ( y1 . (1) dt j =1 consiste em reduzi-lo a uma equação de ordem n.. o sistema de duas equações abaixo:  dx (1. y 2 ) W ( y1 .7. obtemos uma equação diferencial de 2a ordem em x(t): 143 . y 2 ) Integrando estas expressões.: y (t ) = e −2t [c1 + c 2t − ln | t |] t 6.5) 4 y"+ y = 2 sec( ) 2 t t t t t Sol.: y (t ) = c1 cos( ) + c 2 sen( ) + 8 ln | cos( ) | .1)  dt = ax + by + f (t )  dy  = cx + dy + g ( t ) (1.Observação: Lembre-se que para que o sistema tenha solução única.7. por exemplo. Este método conduz a resolução do sistema para uma equação diferencial linear de coeficientes constantes. Considere. cos( ) + 4t .: y (t ) = −1 + ln | sec(3t ) + tg (3t ) | sen( 3t ) + c1 cos(3t ) + c2 sen( 3t ) 6.4. vemos que 1 dx y = ( − ax − f (t )) (2) b dt dy Introduzindo y na segunda equação do sistema e pela derivada do segundo membro de dt (1).Exercícios Resolva as equações abaixo: 6.2.7.7.7. chegamos facilmente às expressões: y 2 ( t ) g (t ) y ( t ) g (t ) e u 2' = 1 W ( y1 .4.2.7.3.: y ( x ) = c1 cos x + c 2 sen x − ln | sec( x) + tg( x) | cos x . c.2..2.sen( ) 2 2 2 2 2 6.4. a.3) y + 9 y = 9 sec (3t ) Sol.2)  dt Aqui.4.2. Resolvendo este sistema.4) y " + 4 y ' + 4 y = t − 2e −2t Sol. . " 2 6..1) y " + y = cot g ( x) Sol. 2. 3. devemos ter W(y1 . chegamos à: y ( t ) g (t ) y (t ) g ( t ) u1 (t ) = − ∫ 2 e u 2 (t ) = ∫ 1 W ( y1 .Redução de um Sistema de Equações à uma Equação de Ordem n Um modo fácil de integrar o sistema de n equações diferenciais n dxi = ∑ aij x j + f i (t ) para i = 1. f(t).2.4. n. g(t) são funções dadas.2) y " + y = tg ( x ) Sol.: y ( x ) = c1 cos x + c 2 sen x + ln | cos sec( x ) − cot g ( x) | sen x . De (1. d são coeficientes constantes.4.y2 ) ≠ 0. b.1). y 2 ) que substituindo em (18) determinam a solução para o caso particular de (16).

dt encontramos y. quanto y(t). x 2 x2 y ( x ) = ∫ z ( x) dx = − 2 x + C. obtendo assim tanto x(t).z’ + z = x – 2. Exemplo 6. ln x + C1 . C são constantes.3. linear de 1a ordem: x.A d2x dx + B + Cx + P(t ) = 0 . cuja solução geral (que utiliza o método do fator integrante) é: 1 1 − ∫ dx   2  ∫ xdx  z ( x) = e x C + ∫ 1 − e dx  . obtém-se para y a seguinte expressão: y (t ) = C1e t − C 2e −t − 1 . ( II ) De (I).2: Consideremos a E. 2 dt dt (3) onde A. linear de segunda ordem: xy' '+ y ' = x − 2 .O. C1 . resulta em uma equação diferencial linear de 2 a ordem com coeficientes constantes: d 2x − x −1 = 0 . Observação: x = x (t . 4 144 . introduzindo em (1) o valor encontrado de x. Fazendo a substituição z = y’.D. para x > 0.3.O. y= Exemplo 6. (IV) dt 2 cuja solução geral tem a forma: x (t ) = C1e t + C 2 e −t − 1 .D.  x   C x onde um cálculo simples nos fornece z (x) = + − 2 e portanto. assim como dx . tira-se dx −1 (III) dt Derivando (III) e substituindo em (II). obtemos a E. C2 ) e.1: Resolva o sistema de equações:  dx  dt = y + 1  dy  = x +1  dt (I ) . B. sendo que de (III).