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A ABORDAGEM AUDITIVA-VERBAL
POR
WARREN ESTABROOKS, B.A., M. ED., CERT. AVT

Diretor Clínico do Programa de Terapia Auditiva-Verbal do
North York Hospital Toronto, Ontário, Canadá.

PH (416)491-4648

FAX (416)491-7215

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Tradução:
Angela M. V. Silva Alves
Gisela Maria Pimentel Formigoni
Tyuana Sandin da Silveira
Maria Cecília Bevilacqua
Material Didático do Curso:
“A Prática Auditiva Verbal” realizado em São Paulo nos dias 25 e 26 de junho e em
Brasília nos dias 27, 28 e 29 de junho de 1996.
Coordenação
Maria Cecília Bevilacqua
Angela Maria Vacaro Silva Alves
Promoção:
PUC-SP – Programa de Estudos Pós-Graduados em Distúrbios da Comunicação
FENAPAS – Federação Nacional das Associações Pais e Amigos de Surdos
APADA – Associação de Pais e Amigos de Surdos
CAPES – Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Apoio:
CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
CAPES – Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

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Índice:

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A Abordagem Auditiva-Verbal

pg. 4

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O Implante Coclear: Para crianças novas

pg. 48

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Uma parceria Família Profissional: Uma perspectiva de Pais

pg. 67

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Prática Auditiva-Verbal: para crianças que são surdas ou deficientes auditivas
profundas

pg.93

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Muitas crianças que são surdas ou deficientes auditivas. ED.. 1994) Nunca antes houve tanto potencial para escutar! Com os poderosos aparelhos auditivos e Implantes Cocleares. mesmo aquelas com perda profunda. (Estabrooks. tem audição utilizável. M. AVT _________________________________________________________________________ Eu estou aprendendo a escutar Eu estou disposto a tentar Nada é impossível Tente alcançar o céu Eu posso não ser perfeito Embora gostaria de ser Eu estou aprendendo a escutar Apenas sendo eu mesmo. CERT. pode capacitá-las a ouvir linguagem falada e a aprender a escutar e falar.A. a maior parte das crianças que são surdas ou deficientes auditivas tem acesso à linguagem falada. estas crianças podem usar o seu potencial auditivo para aprender a falar através da audição. B.. Esta é a missão da abordagem Auditiva-Verbal. Através da abordagem Auditiva-Verbal.4 A Abordagem Auditiva-Verbal POR WARREN ESTABROOKS. a qual quando amplificada apropriadamente. .

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“Quando desempenhada com cuidados necessários (Ling, 1993), competência,
orientação e afeto, muitas crianças que são surdas ou deficientes auditivas aprendem a se
comunicar através da audição e fala”.
Alguns dos objetivos da abordagem Auditiva-Verbal incluem freqüência em uma
escola regular e comunicação verbal com o açougueiro, o padeiro, o artesão. A maioria dos
quais mantém conversação em linguagem falada.
“Nossa tendência é mais favorável à comunicação através da linguagem falada do
que contra métodos alternativos. (Ling. 1990)

Terapia Auditiva Verbal
As sessões de Terapia Auditiva-Verbal são constantes avaliações diagnósticas do
progresso das crianças e dos pais e são juntamente conduzidas pelo terapeuta AuditivoVerbal e pais. As crianças aprendem a escutar suas próprias vozes, as vozes dos outros e os
sons do seu meio ambiente para se comunicarem eficazmente através da linguagem falada.
Pelo seu uso constante e apropriado dos aparelhos auditivos ou Implante Coclear, a Terapia
Auditiva-Verbal encoraja o desenvolvimento natural da comunicação em escolas regulares
e no núcleo da sociedade. (Pollack, 1985; Estabrooks & Samson, 1992; Estabroocks, 1994).
A Cúpula dos diretores da Auditory-Verbal International, Inc. (AVR) adotou a
seguinte postura (1987):
A filosofia Auditiva-Verbal é um conjunto lógico e crítico de princípios norteadores.
Estes princípios exprimem os requisitos básicos necessários para concretizar a expectativa
de que as crianças que são surdas ou deficientes auditivas possam ser educadas a usar ainda
que uma quantidade mínima de capacidade de Audição Residual Amplificada.

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O uso da Audição Residual Amplificada por sua vez permite que crianças surdas ou
deficientes auditivas aprendam a escutar, a processar linguagem verbal e a falar.
O objetivo da prática Auditiva-Verbal é que as crianças que são surdas ou
deficientes auditivas possam ser capazes de crescer em um ambiente natural de vivência e
aprendizado tornando-se independentes, participantes e contribuindo como cidadãos no
núcleo da sociedade.
A filosofia Auditiva-Verbal apoia o direito básico de que crinaças portadoras de
qualquer grau de deficiência auditiva merecem uma oportunidade de desenvolver a
habilidade de ouvir e usar a comunicação oral dentro de sua família e comunidade.

Princípios da Prática Auditiva-Verbal
Os princípios da prática Auditiva-Verbal2 apoiam e promovem:

Detecção e identificação precoce da deficiência auditiva em bebês e crianças;

Acompanhamento Audiológico intensivo; (Appendix A)

Tecnologia de amplificação apropriada para atingir os benefícios máximos da
aprendizagem através da audição;

Um meio ambiente de aprendizagem auditiva favorável para a aquisição da linguagme
falada incluindo terapia individualizada;

Integração da audição no todo da criança para que “escutar” se torne uma maneira de
viver;

Constate avaliação e prognóstico do desenvolvimento da audição, fala, linguagem e
cognição as quais são essenciais à experiência Auditiva-Verbal;

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Integração das crianças surdas ou deficientes auditivas no núcleo da sociedade e em
escolas regulares, o máximo possível, com apoio de serviços especializados;

Ativa participação dos pais com o objetivo de melhorar a comunicação oral entre a
criança e os membros da família;

Afirmação dos pais como principais modelos no auxílio à criança para aprender a
escutar sua própria voz, as vozes dos outros e os sons do meio ambiente;

Integração da fala, linguagem, audição e cognição em respostas às necessidades
psicológicas, sociais e educacionais da criança e da família.
Em colaboração com profissionais (fig. 1) os pais aprendem a criar estimulantes

situações de aprender a escutar, onde habilidades de audição, fala, linguagem, cognição e
comunicação são integradas, seguindo as seqüências do desenvolvimento natural. A
abordagem Auditiva-Verbal requer uma cumplicidade especial entre pais, médicos,
audiologistas e terapeutas Auditivos-Verbais.
A Figura 1 ilustra o modelo da Equipe adotada pelo Programa de Terapia AuditivaVerbal do North General Hospital (NYGH) em Toronto.
O lado esquerdo mostra os membros fundamentais da Equipe, com a criança e a
família como focos principais. O lado direito ilustra outros membros da Equipe que
desempenham uma variedade de papeis interativos durante toda a extensão do programa.

Na abordagem Auditiva-Verbal o ambiente acústico é melhorado por: . Inc. Meio Ambiente Acústico As melhores condições acústicas possíveis são essenciais para que audição. (AVI). um audiologista e/ou um fonoaudiólogo que decidiu seguir uma carreira apoiando os princípios norteadores da abordagem Auditiva-Verbal.8 Terapêutica Auditivo-Verbal Um terapêuta Auditivo-Verbal é um educador qualificado dos deficientes auditivos. O Processo Terapêutico Terapia diagnóstica individualizada é necessária para determinar se a abordagem Auditiva-Verbal é adequada para uma criança em particular e sua família. Dependendo do grande número de variáveis. cognição e desenvolvimento da comunicação possam ser eficientemente integrados em todos os aspectos da vida familiar. linguagem. objetos e atividades. fala. A atenção da sua criança estará direcionada para brinquedos interessantes. leva-se de seis a dezoito meses para se chegar a esta decisão. ao lado do ouvido melhor (dentro “de uma distância que a criança consiga ouvir”). pais e/ou terapeuta normalmente se sentam ao lado da criança. Os Terapeutas Auditivos-Verbais recebem uma formação adicional especializada e experiências práticas através de cursos universitários e/ou de clínicos registrados pela Auditory-Verbal International. Uma vez que a abordagem Auditiva-Verbal encoraja o uso máximo da audição para aprender a linguagem e enfatiza mais ouvir do que ver.

9  Falar perto do aparelho da criança e/ou do microfone do Implante Coclear. Através de motivação e orientação. A maioria dos programas Auditivos-Verbais oferece sessões terapêuticas semanais com duração de uma hora ou uma hora e meia cada. 1994). Birkenshaw-Fleming.  Usar técnicas “acústicas de destaque” que melhorem a audibilidade da linguagem falada (partindo do mais audível para o menos audível). ou material relacionado à escola. consequentemente. expressão e ritmo. rica em melodia.  Falar em volume regular. Em sessões Auditivas-Verbais. 1990. você precisa observar. A abordagem Auditiva-Verbal é favorável à visão de que crianças aprendem a linguagem mais facilmente quando estão ativamente envolvidas em interações descontraídas. significativas com pais e educadores dedicados (Kretschmer I Kretschmer. Estabrooks. Ling. participar e aprender a:  Modelar técnicas para estimular fala. linguagem e atividades de comunicação em casa. Ross. você pratica. O terapeuta Auditivo-Verbal demonstra. Estes objetivos são incorporados em brincadeiras. fala e habilidades auditivas e de fala na presença de “ruídos”. em atividades “comuns” do dia-a-dia. Usar uma fala que seja repetitiva. 1994). você vai adquirir a confiança para por em prática técnicas e estratégias para realizar objetivos específicos. . a integração é discutida.  Minimizar os ruídos ambientais. 1990. 1978. Os objetivos podem incluir: contar estórias. Objetivos específicos são então fornecidos para você atingir em casa. em atividades “estruturadas” e em canções (Estabrooks.

.  Informar o terapeuta dos interesses e habilidades de sua criança.  Interpretar objetivos a curto e longo prazo.  Defender os interesses de sua criança.10  Planejar estratégias para integrar audição. proporcionando pistas visuais e “as colocando de volta ao ouvido”.  Registrar e discutir o progresso.  Desenvolver confiança na interação pais-crianças. linguagem e comunicação em rotinas e experiências diárias. Técnicas na Terapia Auditiva-Verbal Uma variedade de técnicas Auditivas-Vebais específicas são usadas em cada sessão.  Tomar decisões adequadas. freqüentemente mal interpretada. esperando ou dando uma pausa para permitir que a sua criança tenha tempo para responder.  Participar ativamente no processo terapêutico. tais como sussurro. repetindo uma palavra anterior. proporcionando “ênfase acústica”. Elas podem incluir: repetir de outra maneira o que foi dito. direcionando a sua criança para “escutar atentamente”. chegando mais perto da criança. fala.  Interpretar o significado das primeiras comunicações de sua criança. técnica chamada Pista de mão. canto ou enfatizando elementos específicos da linguagem falada e a.  Desenvolver técnicas adequadas de controle de comportamento. frase ou oração.

colocados em frente à boca do falante. Uma vez que a criança tenha “integrado a audição à sua personalidade” (Pollack.  O adulto fala através de um animal de brinquedo. 1993. . a pista da mão é raramente usada. para enfatizar o uso da audição para adquirir linguagem falada. aprendizado e fundamentos da linguagem que as crinaças ouvientes. A pista de mão pode consistir em:  O terapeuta.  O adulto move sua mão na direção da criança. o uso da pista da mão é diminuido. A pista da mão deve ser usada somente quando necessário. no momento em que a criança está olhando diretamente para a face do adulto. uma figura ou um livro. de vez em quando. (Simser. pois em alguns de seus usos reduz o sinal acústico que chega ao microfone. deve estar perto do microfone do aparelho auditivo da criança ou do Implante Coclear. 1994). de um brinquedo. pai ou educador cobre sua boca rapidamente.11 A Pista de mão é usada em graus. 1995). com uma solicitação para a imitação verbal ou com um sinal para que ele/ela saiba que é a sua vez de falar. variáveis na maioria dos programas de terapia Auditiva-Verbal. isso é desnecessário. O adulto. A pista da mão sinaliza à criança para escutar atentamente e é usada como degrau para ajudar a criança a integrar os cinco sentidos. À medida que as crianças passam a se apoiar na audição. no entanto. Isto encoraja a escutar mais do que ler os lábios. Quando a criança está envolvida em brincadeiras e não está olhando. As criança surdas ou deficientes auditivas precisam dos mesmos fundamentos de audição. de maneira educativa. Estabrooks.

referências são feitas para o Programa de Curriculum para Comunicação Auditiva-Verbal. . você irá entender “Os quadros do desenvolviemnto” (Ling. Durante o desenvolvimento da audição. 1985). onde a abordagem do desenvolvimento aplicada à Comunicação Auditiva-Verbal é delineada através de dez estágios distintos.12 independentemente de suas idades cronológicas. 1977) em audição. na Educação Audiológica para bebês e pré-escolares com audição limitada (Pollack. embora interligados. No decorrer da terapia. linguagem e comunicação. Bem cedo. fala. cada bebê precisará progredir através de vários estágios.

13 Estágios da Audição e Fala Audição Nascimento  Percepção auditiva  Atenção  Localização  Discriminação  Feedback auditivo  Monitoramento de vozes  Sequenciamento  Processamento auditivo  Compreensão 6 anos Compreensão de nível superior * Adaptação da Pollack (1995). Fala  Choro  Sonorização  Sorriso  Riso  Vocalização  Balbucio  Imitação  Jargão  Primeiras palavras  Combinação de duas palavras  Formação de frases  Sentenças  Conversação  Gramática quase perfeita .

Estes brinquedos ajudam você a transferir atividades e objetivos para sua casa (Simser.  Grau da deficiência auditiva. fica ainda muito longe do ambiente natural de aprendizagem da criança. Na abordagem Auditiva-Verbal é dada uma atenção para os interesses pessoais da família e sua cultura.  Etiologia da deficiência auditiva. usando muitos objetos e brinquedos encontrados no ambiente de casa da criança e através de brincadeiras com miniaturas as quais se assemelham a objetos reais. O desenvolvimento da audição e da comunicação varia de criança para criança e de família para família. O progresso. O ambiente da casa pode ser trazido para um desses lugares. 1991). como:  Idade do diagnóstico. obviamente.14 Variáveis que Afetam o Processo Cada família e cada criança é única. depende de um grande número de variáveis. . com um estilo específico de vida e aprendizado (Luterman. no entanto. 1993). Embora uma clínica de Hospital ou uma clínica particular ou uma escola possam propiciar uma grande quantidade de informações.  Eficiência dos aparelhos de amplificação (Aparelhos ou Implante Coclear).

Um era professor: as ferramentas que ele usava eram livros. . O outro.  Potencial auditivo da criança.  Inteligência da criança.  Estilo de aprendizagem da criança.  Estado emocional da família.  Habilidades do terapeuta.  Saúde da criança. pai.  Habilidades dos pais ou educadores.  Nível de participação da família. com uma mão orientadora. Conclusão: A importante parceria na Abordagem Auditiva-Verbal é exemplificada em seguida por um poeta desconhecido: Eu sonhei que estava de pé em um estúdio E lá eu observava dois escultores A argila que eles usavam era a mente de uma criança jovem E eles a moldavam com cuidado. música e arte.15  Eficiência do acompanhamento audiológico.

Com um toque seguro e hábil Enquanto o pai labutava ao seu lado E a polia e retocava. S-LP ( por suas colaborações na preparação deste capítulo.. o lar. Recentes avanços científicos na tecnologia da amplificação e Implante Coclear tem dado às crianças de todo o mundo oportunidade de audição de grande potencial. AVT e Rhonda Schawartz M.A. A Abordagem Auditiva-Verbal é uma associada natural desta tecnologia. ONT. OSLA. Esta é a visão da Abordagem Auditiva-Verbal como uma ciência aplicada com seus propósitos objetivamente mensurados (Ling.. Reg. o professor labutava. para encorajar uma pequena audição a ir longe. . E atrás do professor. 1994). Reconhecimento O autor é grato à Judith Simser. O.16 E um coração gentil e amoroso. Cert. E os dois concordaram que cada um teria fracassado se tivessem trabalhado sozinho. Dia após dia. Pois atrás dos pais estava a escola.

17 APPENDIX A Sugestões Protocolares para Avaliação Audiológica e de Aparelhos Auditivos (AVI. todo programa de habilitação aural deveria ter. Idade da criança: procedimentos para serem incluídos em todas as avaliações independente da idade da criança. 1993): Os procedimentos do teste Audiológico são recomendados para serem usados com crianças para garantir que o uso optimal da audição residual possa ser atingido na abordagem Auditiva-Verbal. Os pais deveriam estar presentes e participar da administração de todos os procedimentos de avaliação para incluí-los neste aspecto de cuidados com a criança. no próprio local. uma vez que nenhum procedimento isolado tem confiabilidade suficiente para ser usado sozinho. Uma bateria de testes audiológicos é sempre sugerida. Idealmente. serviços audiológicos. mas independente disso. a cooperação mútua entre o serviço audiológico e terapeutas é essencial. .

2 – 5 anos: Audiometria Lúdica Condicionada. .  Detecção / Consciência de Voz e Variação de tons de 250 – 6000 Hz no campo sonoro e/ou 250 – 8000 Hz com headphones.  Teste comportamental. e por condução óssea.  Inspeção Otoscópica  Imitancia Acústica: Timpanometria.18  Histórico do caso / relato das observações dos pais. Uma interpretação cautelosa é recomendada se a criança tiver menos de 06 meses. 0 – 6 meses: Respostas Auditivas de tronco cerebral (ABR)  Alteração de click e resposta a tons por condução aérea e por condução óssea.  Resposta rápida em campo sonoro.  A falta de resposta no teste ABR não indica necessariamente ausência de audição utilizável. com headphones. Teste Físico de Volume e Reflexo Acústico.  Precauções: ABR não deveria ser usado sozinho com o propósito de diagnóstico.  Avaliação do desenvolvimento das habilidades auditivas. 6 meses – 2 anos: Observação Comportamental / Audiometria de Reforço Visual. a menos que imagens especiais (CT scan ou MRI) confirmem ausência da cóclea. amplificação e terapia são por outro lado indicados antes da decisão de que não há nenhuma audição utilizável.  Amplificação e aprendizado auditivo são recomendados como primeira opção.

identificação de palavras em 55 dB HL em silêncio e.19  Resposta para tons puros de 250 – 12000 Hz com mascaramento (3 anos e meio ou mais)  Limiar de consciência de fala (Limiar de Reconhecimento de fala se o desenvolvimento de linguagem permitir) usado os 5 sons do Ling. Avaliação de Amplificação Análise Elétroacústica dos Aparelhos  No dia da adaptação  Em intervalos de 30 a 90 dias. Respostas Sonoras Auxiliadas em Campo com o aparelho  Pais e terapeutas podem preparar a criança ensinando-a a responder consistentemente para a voz e aos cinco sons do Ling. reconhecimento de fala e identificação de fala/palavras. em ruído. 5 anos ou mais: Audiometria Convencional  Condução aérea e óssea.  Sempre que os pais perceberem que a criança não está respondendo auditivamente ou quando uma observação comportamental levantar suspeitas. partes do corpo. tais como: WIPI. ou testes formais.  Medidas de ausílio devem incluir: consciência de fala ou reconhecimento. no volume do usuário assim como no volume total. resposta para variações . se possível.  Sempre que um aparelho for consertado incluindo uma verificação minuciosa das partes internas. tarefas de percepção de fala.

ou medidas monoaurais para comparar respostas em cada ouvido. É recomendado que os resultados com o aparelho para audiogramas de canto esquerdo. Sistema de FM Quando os Sistemas de FM estão em uso. Cuidados: Fórmulas de ganho de Amplificação existentes podem subestimar o ganho real requerido por crianças com Deficiência Auditiva de severa a profunda. 1000 Hz ou melhor. devem estar em 35 – 45 dB HI (ANSI) variando em 250. Freqüência da avaliação (com aparelho e sem aparelho) .  Ganho de Inserção medido com o aparelho com ajuste usual para verificar ganho adequado e níveis de output e para comparar mudanças em ajuste.20 de tons puros de 250 – 6000 Hz usando aparelhos binaurais. Precauções: É importante que os resultados com aparelho sejam avaliados em relação ao audiograma sem o aparelho. eles devem ser avaliados no momento da completa avaliação audiológica e de aparelhos usando a mesma forma descrita para amplificação. 500.  Medida não oclusiva do Efeito do Ouvido Externo assim como oclusão total com o aparelho desligado para medir perda de inserção. com uma amplificação optimal.

 Avaliação a cada 6 meses na idade de 4 – 6 anos é apropriada se o progresso for satisfatório. terapeutas.  Avaliação imediata deve ser marcada se pais ou responsáveis suspeitam que houve uma mudança de audição ou na função do aparelho. mas pelo menos no campos sonoro).  Os relatórios devem incluir: - procedimentos de testes e avaliação fidedigna. . mas pelo menos até os 3 anos. médicos e educadores. se o progresso for satisfatório. Relatórios:  Relatórios devem ser fornecidos no ato do recebimento de liberação por escrito para os pais. de 4 – 6 anos é apropriada.  Acima de 6 anos.21  A cada 90 dias quando o diagnóstico for confirmado e a amplificação colocada até a idade de 3 anos. um audiograma completo com e sem aparelho deve ser obtido (preferivelmente com headphones. Tão cedo quanto possível. Novos moldes podem ser necessários a intervalos de 90 dias ou antes até a idade de 3 – 4 anos em virtude do crescimento tipicamente rápido de crescimento durante este período. avaliação de 6 – 12 meses. Cuidados: Modificações nesta programação são adequadas quando doenças do ouvido médio são crônicas ou recorrentes ou quando outros problemas estão presentes.

molde e qualidade de encaixe. estilo. saída e ajuste de tom. - identificação do aparelho – marca. .22 - o audiograma completo com uma chave de símbolos. modelo. Impresso com permissão de Auditory – Verbal International (AVI). - informação interpretativa no tocante à relação de descobertas audiológicas para fonética acústica. compressão ou características especiais de ajustes de volume. calibração padrão e estímulos usados. - identificação do sistema de FM e ajuste. - análise do comportamento auditivo e desenvolvimento da função auditiva. especialmente com relação à audição em distância e competição da mensagem.

a vida estava perfeita. quando nós sabíamos que ela poderia ter as mesmas oportunidades que seus irmãos. nossa pequena e perfeita menina. Um deles até mesmo disse “Tenha um bom dia”. meu marido. nossa família foi abençoada com a chegada de Dara. feliz e vocalizava. quando ele deixou a sala. Nós já sabíamos que existia um problema mas nós tínhamos a certeza de que nesta época de mágicas tecnológicas tudo poderia ser resolvido! Nós não queríamos que nossa filha crescesse num mundo silencioso. Juntamente com seus dois irmãos mais velhos. de boa natureza. Dara era alerta. Eles todos reconheceram que havia um problema e que maiores investigações eram necessárias. Eu era completamente feliz e ninguém sentia que alguma coisa pudesse dar errado. Julian e eu sabíamos que ela tornou nossa família completa. os quais bateram palmas e tilintaram chaves atrás de Dara. Nós corremos para uma série de médicos. Jeremy e Josh. Dara era linda. dormia bem e era absolutamente prazeirosa. Daniel. nunca procuramos pelos sinais! Um dia. . Quando seus nomes foram chamados. Julian quis tirar fotografia de Dara e seu pequeno primo. Por oito meses e meio. Daniel respondeu e Dara não.23 A História de Dara Por SHIRLEY KELLER No dia 24 de abril de 1986. Como não conhecíamos ninguém com deficiência auditiva.

Ela teve que reaprender muita linguagem básica e habilidades auditivas. Nós aprendemos sobre as outras maneiras de se comunicar.24 Nós consideramos as opções e escolhemos a Abordagem Auditiva-Verbal porque nós queríamos que ela desenvolvesse a habilidade de se comunicar com todo mundo: vizinhos. amigos. mas sentimos fortemente que a Abordagem Auditiva-Verbal era a menos restritiva para Dara e nossa família. retrocessos e milagres. . Havia sons em excesso que ela jamais ouviria com aparelhos auditivos e então nós começamos a entender as limitações severas mesmo dos melhores aparelhos auditivos. A cirurgia foi um sucesso e Dara começou um novo caminho de significativos processos. família e colegas. zero amplificando ainda é zero e Dara ficava abaixo da “banana da fala” em muitas das freqüências mais altas. Nós consideramos seriamente a possibilidade de um Implante Coclear. ela nem mesmo reconhecia seu nome. As vezes. Mesmo sendo ela uma criança deficiente auditiva com uma atitude de “escuta”. Por um bom tempo. Dara passou por uma bateria de testes e foi considerada uma candidata apropriada. nós podíamos perceber a esta altura que sua perda auditiva era tão profunda que seus aparelhos podiam fazer muito pouco. Dara recebeu aparelhos binaurais com dez meses e começou Terapia Auditi apeuta Auditiva-Verbal eram capazes de entendê-la. até mesmo nós não a entendíamos e ela dava birras em função de suas frustrações. Ela recebeu seu Implante Coclear em 26 de junho de 1990 no New York University Medical Center em New York City. Afinal. Por muitos meses ela exibiu um progresso muito lento e até regrediu em algumas áreas.

A professora de Deficientes Auditivos visita a escola por mais ou menos seis horas por semana e a ajuda a manter o seu currículo. A professora itinerante ajuda Dara com a linguagem. Isso é uma parte de quem ela é mas sua vida não gira em torno da Surdez. Ela é uma criança feliz e bem ajustada que ainda tem uma perda auditiva. Dara tem quase nove anos e continua sendo integrada na nossa escola local. onde ela está terminando a terceira série. adora andar a cavalo. Dara tem recebido excelente suporte de serviços itinerantes que são proporcionados pela direção da escola. Ela está com as notas na média ou acima da média em todas as matérias. Com a idade de oito anos. memória auditiva e é uma ligação entre mim e a professora da classe. Todos trabalharam juntos para garantir que as necessidades de Dara fossem atendidas. . especialmente porque a maioria das crianças apresentam uma performance negativa no teste de soletração.25 Por aproximadamente quatro anos após a cirurgia. tem muitos amigos e até fala ao telefone. que inclui o estudo de Francês. durante os quais com contínua Terapia Auditiva-Verbal em Toronto. esquiar e nadar. Ela também explica sobre a Deficiência Auditiva para os colegas de classe de Dara fornecendo às crianças Plugs de ouvido e em seguida realiza um teste de soletração. New York League for the Hard of Hearing e Belleuve Hospital at the New York University Medical Center deram um suporte adicional e especializado. Desde a idade de três anos. fala. O Toronto’s Hospital for Sick Children assumiu as necessidades audiológicas de Dara e forneceu informações e seminários para profissionais que trabalhavam com crianças que recebiam Implante Coclear. Esta simulação de uma deficiência auditiva branda ajuda suas colegas a avaliar alguns dos desafios da pessoa deficiente auditiva. Hoje.

a professora itinerante é a melhor defensora de Dara. Tecnologia não é para ser temida ou ignorada. amigos e profissionais. Dara é verdadeiramente uma criança dos anos 90. eu não. Dara tem recebido o amor e o suporte da família. discutindo com seu pai. mas se sobressaia sempre que possível. Eu me sinto extremamente feliz de ter tido a sorte de me ligar a profissionais que apreciam Dara como uma criança. eu fico muito contente por Dara ter aprendido a usar estratégias necessárias para viver sua vida intensamente. Enquanto ela ignora muitas coisas. ou falando durante o sono. dizendo uma piada para seus irmãos. e depois como alguém que necessita de serviços especiais e merece realizar seu potencial. a porção do Implante que é atualmente implantada poderá se tornar obsoleta e novas decisões serão tomadas. em primeiro lugar. Dara terá se tornado mestre de seu próprio destino. Quando isto acontecer. Dentro das paredes da escola. O Implante Coclear ainda está em sua infância e o futuro só trará boas coisas. Mais no final do caminho. Quando eu escuto sua brincadeira com uma amiga. Ela tem desenvolvido boas habilidades interpessoais e é extremamente auto-confiante. O Implante Coclear juntamente com a Terapia Auditiva-Verbal tem ajudado Dara à desenvolver uma voz de som natural acompanhada por uma linguagem falada que é inteligível pela maior parte das pessoas. pedindo comida no restaurante. A Terapia Auditiva-Verbal é uma associação lógica de tal tecnologia. . no entanto. O Implante Coclear irá se tornar mais sofisticado e eventualmente mais compacto.26 Uma boa professora itinerante assegura que Dara não apenas acompanhe a turma.

Inúmeros testes (CAT scans. Pela metade do filme. Ele decidiu ver “Superman” ao invés de correr como era usual. Por três semanas ele foi medicado com dose maciça de Ampicilina Cloranfenicol e Hidrocortisona. Somente depois de três dias.27 A História de Sol Por HARRIET SUSAN FRIED Sol recentemente celebrou seu 12º aniversário e nós comemoramos! Em um Domingo pela manhã. ele era um menino muito ativo e pesava dezessete quilos. Nós voltamos para casa três semanas depois. Ele tinha voltado a se alimentar por mamadeira e usava fraldas outra vez. Os testes de sangue foram feitos e colocaram-lhe um soro. Sol foi internado no hospital e mais tarde o diagnóstico foi confirmado. sentar ou mesmo sustentar sua cabeça. Sol vagarosamente começou a melhorar. Sol repentinamente gritou: “Mamãe” e depois seu corpo enrijeceu e seus olhos fixaram o espaço. . O líquido espinhal de Sol era tão espesso que o médico teve qu esugá-lo com uma seringa. quando ele deixou o hospital. O Pediatra de plantão fez uma drenagem do líquido da coluna. testes de sangue e líquido espinhal foram feitos. ele tinha poucos movimentos no lado esquerdo e seu cotovelo esquerdo e seu joelho direito estavam tão inchados que eles não podiam ser esticados. EEG. sua cabeça não podia virar para a esquerda. ele não podia andar. quando Sol tinha dois anos. Antes da sua doença. ele acordou diferente. Sol era uma criança muito diferente. Em vinte minutos nós estávamos no Departamento de Emergência do Hospital local. pesava somente nove quilos. Sol estava com meningite Haemophilus Influenza Tipo B. sem ajuda.

que Sol não podia ouvir e que ele tinha uma perda auditiva de “severa a profunda”. uma tarefa não muito fácil. Nós perguntamos ao médico “se é possível fazer alguma coisa. Durante 03 meses consecutivos. Ele gritava se alguém além dos seus três irmão mais velhos. À medida que ele se tornava mais forte. Não apresentava respostas no ouvido direito e seu ouvido esquerdo respondeu em 80 dB em 2000 Hz.T.. apenas dor e frustração. Quanto teríamos que aprender! . eu ia conversando e apontando coisas interessantes. Sol não conseguia entender sons ambientais ou palavras. O médico também nos informou que havia escolas para crianças surdas e que havia professores especiais para crianças Deficientes Auditivas no Hospital para crianças doentes assim como no North York General Hospital. confirmou nossos receios. Nós deixamos o Hospital para crianças doentes e atravessamos a rua para colocarmos os dois aparelhos em Sol. em Toronto. e depois caiu. Depois de alguns minutos de Sol haver colocados os aparelhos auditivos. A nossa consulta para um teste audiométrico era no fim de agosto quando o especialista E. mas Sol não respondia. nós o colocamos em um andador e o levamos para caminhadas. Nós pensamos que eles funcionariam como óculos. o que pode ser feito?” Ele nos deu uma pequena dose de Cortisona para ver se isto poderia reduzir um pouco mais o inchaço no cérebro. para fortalecer seus músculos. no entanto. Mesmo quando os aparelhos auditivos foram colocados. eu coloquei Sol para fazer exercícios toda hora.. se enxerga com clareza. Enquanto caminhava..28 A pior parte era que ele deixou sua personalidade alegre atrás em algum lugar.N. O milagre que meu marido Oded e eu esperávamos não aconteceu.. Mas ele realmente pensava que o nervo estava irreversivelmente danificado. não havia sorrisos nem risadas. ele os arrancou. pai ou mãe entrasse na sala. uma vez colocado.

especialmente quando dissemos que os aparelhos não eram como óculos. Sol poderia aprender a escutar e falar. e muito menos o audiograma! Ela continuou a dizer que sua filha tinha seformado no 2º grau e estava passando o verão na Europa. Era difícil para nós compreendermos a linguagem técnica. Não é de se surpreender que ele gritasse sempre que houvesse pessoas em volta. Aquela jornada parecia tão longa. Sol ainda gritava muito e batia a cabeça contra tudo que encontrava. graças a um parente interessado. e que aparelhos auditivos excelentes e de grande potência poderiam amplificar os sons ambientais e de fala. Ele raramente falava e quando o fazia. nós discutimos nossas opções até mudarmos para outra cidade. Ari e Shawn. no caso do meu marido e eu estávamos interessados em lhes fazer algumas perguntas. Ela falou sobre o resíduo auditivo. Compreensivelmente. sua fala era tão alta e lenta que não poderíamos entendê-lo e sabíamos que ele não poderia nos entender. Assim que chegamos. para ficarmos perto da escola residencial para crianças Surdas. nós nos sentamos com nossos filhos mais velhos. similar à TV sem som. Interessados! Como não poderíamos estar? Uma chance! Uma esperança! As esperanças e sonhos que emergiam quando Sol nasceu poderiam ser ainda desenvolvidos e . Eles eram apenas rostos com movimentos de lábios. e como. Mas nós todos compreendemos melhor o que Sol estava passando nos três meses anteriores. o único filme que Sol gostava de ver era “Superman”. Naquela noite. esperançosamente. eu entrei em contato com uma mãe de duas crianças que eram deficientes auditivas.29 No caminho de casa. Golda. Por exemplo. Ela continuou a explicar tudo sobre a Terapia Auditiva-Verbal. Isto tudo soava estranho e inacreditável. e explicamos para eles tudo o que podíamos. eles também ficaram frustrados. Ela nos deu o telefone do Warren Estabrooks no North York General Hospital e de Louise Crawford no Hospital For Sick Children.

numa manhã. começamos a terapia Auditiva-Verbal. Nós queríamos oferecer isto a Sol e a nossa família. Finalmente encontramos os clínicos que nos explicaram em detalhes a abordagem AuditivaVerbal. Você sabe como é excitante os primeiros passos da criança? Bem. Depois de outra semana de mais testes e entrevistas com o psicólogo. Sol acordou e sorriu. primeiramente. Nós queríamos dar a Sol todas as oportunidades: ser capaz de se comunicar com todos. são os pais que aprendem a ajudar a criança. Durante a semana seguinte. para ser integrado na escola regular e conseguir a mesma educação oferecida para as nossas outras crianças. Eles dariam somente uma hora de terapia por semana e depois nós iríamos para casa e trabalharíamos com Sol todos os dias. Nós estávamos vibrando. o primeiro passo pela Segunda vez é incrível! Então. Durante esse tempo. eu segui em frente e fiz o melhor que pude. Depois daquele dia ele riu. escutar e falar. nós estávamos todos felizes. ouvir. Mas eu fiquei petrificada! E se eu não fosse capaz de fazer tudo que era solicitado? Então. encontros nos quais Sol continuou a gritar. eu comecei a chorar de alegria. assistente social e audiologista. . Oded e eu conversamos muito durante a noite e tomamos nossa decisão antes de encontrarmos Warren e Louise. demos propina a Sol para seduzi-lo a usar o aparelho e funcionou. oito meses mais tarde. Três meses depois. nós iríamos. mas andando no entanto. mas tivemos que esperar até depois do dia do trabalho para nosso encontro no Programa Auditivo-Verbal.30 materializados. Se tivesse vaga disponível no programa de Terapia Auditiva-Verbal. Sol começou a andar novamente como um marinheiro bêbado. O Terapeuta Auditivo-Verbal enfatizou que. lemos tudo que pudemos na livraria sobre deficiência auditiva.

toda semana. Tinha apenas cento e cinqüenta crianças no jardim até a Sexta série com uma classe para cada turma.31 A personalidade de Sol estava voltando! Nós todos íamos conseguir! E no entanto. Quando nos demos conta. nós tínhamos muitas horas para fazer nossas lições. nos anos seguintes. Sol gosta da escola e vai bem lá. Sol está agora no sexto ano. mas não uma escola de conceitos abertos. Seus irmãos brincavam muito com ele e seu pai o levaria para passeios ao parque. mas eram excitantes! Levou mais oito meses para aprender as cores. Sol também se mantém muito ocupado fora da escola. Depois as palavras vinham lentamente. representávamos com fantoches e brincávamos com miniaturas de animais. Então. Sol apenas dormia de três a quatro horas por noite. estava na hora de Sol começar a escola. mas nós pensamos que duas línguas fossem demais para Sol. então ele foi para uma ótima escola pública pequena com aulas individuais. Desde o início Sol se integrou perfeitamente na escola. e para responder questões simples como “qual é seu nome”? Tudo em nossa casa era rotulado e nossas vidas giravam em torno de ensinar Sol e cuidar das nossas outras crianças. mas era uma música para os meus ouvidos. de sua excelente professora itinerante que felizmente tem estado com ele nos últimos seis anos. líamos estórias. Levou quase um ano para Sol dizer “mamãe”. todos o conhecem e ele conhece a todos. Nós tínhamos lições estruturadas. como era popular em nossa cidade naquela época. . Ele também recebeu muitas horas de suporte especial. Aquelas palavras não eram sempre inteligíveis. Nossos três filhos mais velhos foram para uma escola particular.

e ganhou dois troféus de natação no campo noturno que ele freqüenta. nossa resposta é irrevogável: sim! . amiga e interessada a qual eu tenho prazer em ensinar e da qual eu sinto orgulho em ter me associado”. Ele tem um grande desejo de se tornar veterinário e nós esperamos que ele seja. No último verão. Ao invés disso. Ele gosta de esquiar. O instrutor de montaria de Sol escreveu recentemente “Eu simplesmente não penso em Sol como uma criança Deficiente Auditiva e que consegue lidar com a dificuldade. Quando nos perguntam se a terapia Auditiva-Verbal compensou todo o trabalho. Seu grande amor é por animais! Ele monta à cavalo pelo menos uma vez por semana e compete em shows onde venceu inúmeras faixas. ele pegou um peixe de seis quilos mais ou menos. um nadador muito bom. Ele tem aulas de piano e flauta e nos últimos anos ele tem tido aulas de hebraico. a montanha russa de altos e baixos. Sol recebeu uma condecoração de Mérito para jovens da sessão de Deficiência Auditiva do Alexander Grahan Bel.32 Ele é um nadador. penso em Sol como uma criança extremamente brilhante. de camping. os platôs e se nós seguiríamos a abordagem AuditivaVerbal novamente. Sol é um menino de doze anos feliz e bem ajustado. 2 e 3 de salva-vidas real. canoagem e pesca. No ano passado. conseguiu todos os distintivos da cor da cruz vermelha e os distintivos 1.

Jonathan. Nenhuma outra informação nos foi dada. na nossa visita. o qual. fingindo não ver o problema. As primeiras sementes de dúvidas estavam firmemente plantadas. Um mês antes de seu primeiro aniversário. Enquanto Jonathan olhava passivamente de seu berço. nenhum material foi oferecido para estudar em casa e nenhuma esperança estendida. . este era nosso primeiro bebê e eu não estava pronta para ter sonhos destruídos.33 História de Jonathan Por ARIELLA BLUM SAMSON A minha primeira suspeita da Deficiência Auditiva de Jonathan foi no dia em que nós chegamos em casa do hospital. Desde que eu não falasse sobre isso eu podia fingir que isto não existia. O Audiologista então. fez a moldagem da orelha e agendou um retorno para a adaptação do aparelho. o Otorrinolaringologista disse repentinamente que Jonathan era profundamente Surdo. estava. Aproximadamente meia hora depois do diagnóstico “oficial” nós deixamos o hospital. nos convenceu que éramos neuróticos e super ansiosos. Mas. o pediatra. em um corredor lotado do hospital. Nós não podíamos esconder esta situação por mais tempo. Ele tinha cinco dias e o quarto do bebê ainda estava em transição de quarto de costura para quarto de bebê. também. sem se perturbar. esperando muito de nosso primeiro bebê. no entanto. sorriu. a tábua de passar roupa desmontou e caiu assustando-me. No entanto. Levou quase dois meses para finalmente eu ter a coragem de me abrir com meu marido.

experimentávamos e ouvíamos. mas tomamos nossa decisão! Nas semanas que se seguiram. e que ela desse o melhor de si. conversando e chorando. No entanto! Nós não sabíamos nada sobre Surdez! Armados somente com nossa ignorância e do ímpeto de fazer alguma coisa. Este foi o nosso primeiro confronto com expectativas acadêmicas para os Surdos. o audiograma de Jonathan confirmou uma perda auditiva de canto esquerdo de 105 dB em seu melhor ouvido. nós queríamos o melhor para nossa criança. nós fomos à livraria. Nós sentimos que a Abordagem Auditiva-Verbal era a melhor escolha para Jonathan e nossa família. Nós também visitamos a escola local para surdos depois do turno escolar onde nós três fomos ignorados no prédio vazio. Olhamos furtivamente as classes e as paredes dos corredores. No entanto. era utilizado e repetido lingüisticamente tantas vezes quanto possível. Nós decidimos que íamos capitalizar a audição que Jonathan tinha e concentrar nos sons disponíveis para ele. ainda tínhamos a mesma criança que antes do dia do diagnóstico. e alívio de que nós podíamos entrar em ação. nosso sentimento predominante era o alívio de que nós suspeitamos o que havia sido finalmente confirmado. Tudo que víamos. inquisitivo bebê que não escutava da mesma maneira como nós. alívio que Jonathan não era cognitivamente deficiente. Começamos nossa odisséia com sessões auditivas verbais semanais e trabalhávamos em lições estruturadas e atividades regulares do dia a dia. Nosso objetivo era único. . meu marido e eu passamos o fim de semana lendo. mas somente Surdo. um brilhante. Estávamos horrorizados. mas que ainda era um membro da nossa família.34 A não ser pela letargia inicial.

Como dizer para o meu filho diminuir seus objetivos e selecionar interesses mais reais e atingíveis? Com grande apreensão. Por fora. Durante os primeiros anos. nossos dias eram esticados para acomodar ainda mais: uma professora itinerante. Com três anos. aulas de natação e patinação. A segurança e determinação de Jonathan. A partir do segundo ano.35 Eu me tornei a professora que planejava as lições do dia e desenvolvia as sessões estruturadas. e mais importante. Eu me apresentava para cada novo professor. eu era a intermediária entre Jonathan e o sistema escolar. e distribui alguns panfletos úteis. eu adiei o seu pedido. Ele merecia a mesma oportunidade de sucesso. ele era meu suporte nas horas de stress. a oportunidade de tentar fracassar. nunca fraquejou e nós finalmente cedemos. nós sentíamos novamente as dores iniciais do diagnóstico e da perda. Jonathan começou o jardim em uma escola regular e com cinco anos ele se matriculou na escola pública de nossa vizinhança. Mais importante. ele com confiança leu o trecho do seu Bar Mitzvah em hebraico. Eu também passava muito tempo como voluntária na escola. no entanto. enquanto meu marido assumia o papel de apoio em dar reforço de linguagem durante as horas de brincadeiras. um sistema de FM. . Os rigores do ensaio diário e lições semanais começaram. Quando Jonathan completou sete anos. escoteiro. Eu tentava não ser arrogante e usualmente focalizava a nossa parte na educação de Jonathan. Jonathan também começou a freqüentar a escola hebraica a qual ele continuou por dez anos e aos treze. Nós encontramos uma professora de música disposta a ensinar uma criança surda a tocar piano e renunciar a teoria. ele começou a pedir por aulas de piano. assim como um irmão e uma irmã. dava algumas breves informações do passado especificamente sobre Jonathan e de forma mais geral sobre a Deficiência Auditiva. nós estávamos entusiasmados e encorajadores mas por dentro.

Este papel era antes delegado à família. prosperar e brilhar. eliciar respostas do tipo “sim” ou “não”. Na sua primeira ida sozinho ele também aprendeu a usar o telefone público.36 Finalmente ele tomou o teclado como crédito no segundo grau e não somente recebeu um “A”. e repetir informações que ele achasse que havia escutado para confirmar se ele havia de fato ouvido com precisão. mas atuou como monitor naquela matéria. . Sempre que houvesse tempo livre e Jonathan parecesse estar no comando das coisas. Enquanto trabalhava como ligação entre a família e a escola. Jonathan também aprendeu estratégias para controlar a conversação no telefone. dias da semana e finalmente a elaboração de um código alfabético para ajudar a soletrar palavras difíceis de ouvir. Com idade de nove anos. mas mais importante. ele adquiriu uma imensurável auto-confiança e gostava do sentimento de independência. Embora fosse um diálogo unilateral ele nos informou que tinha chegado bem. o cordão umbilical de Jonathan foi cortado. Eu aprendi mais dessas lições de música do que Jonathan. a professora itinerante aproximava a equipe escolar para familiarizá-los com as questões pertinentes à Surdez. passamos muito tempo na prática do telefone: aprendendo habilidades básicas. Quando as crianças da vizinhança começaram a usar o sistema de transporte público sozinhos. Eu aprendi a dar ao meu filho espaço para crescer. um estoque de frases de uso comum. Embora ele tivesse apenas dez anos. nos foi dado um sistema de FM para uso na sala de aula e uma professora itinerante que oferecia um monitoramento extra em áreas acadêmicas. ele tinha jogos extras de audição e fala. Através da direção da nossa escola local. a tropeçar ocasionalmente. nomes de pessoas.

Naqueles anos iniciais de pré-puberdade. Ele deixou a pequena escola de primeiro grau da vizinhança. Desta maneira. Este foi um período difícil. mas a partir da idade de dez anos começou a passar um mês fora em acampamentos noturnos onde ele aprendeu a agir sem o suporte da casa. Jonathan podia usar sua própria voz. e não lentificava para um ritmo TDD e Jonathan podia falar regularmente com seus amigos ouvintes.37 Estas habilidades se transferiram prontamente para outras áreas. Os verões ofereciam uma variedade maravilhosa de experiências. ou como um observador do campo de esportes. a qualidade da conversação se mantinha natural. reduzida para duas horas nos primeiros anos do 2º grau e finalmente para uma hora em seu último ano. Jonathan freqüentou o acampamento diurno local. Ele encontrou um grupo menos homogêneo que parecia menos tolerante com qualquer um que fosse um pouco diferente. Em seus primeiros anos. No final do 1º grau. O início do segundo grau foi a primeira exposição de Jonathan ao isolamento social. o FM tornou-se um foco de rebelião. onde as crianças conheciam umas às outras e brincavam juntas na vizinhança. Jonathan requisitava ajuda de todos os membros da família para ajudar a interpretar oralmente. o papel da professora itinerante expandiu e o auxílio foi aumentado para três horas semanais. Ele tinha um grupo muito pequeno de crianças que ele chamava amigos mas os quais nós reconhecíamos como conhecidos. . ao invés de sozinho na mesa do almoço. um processo natural de independência. Os períodos de almoço durante o primeiro ano eram passados na maioria das vezes na sala do computador. Em casa. Ele usava as habilidades auditivas verbais de ênfase acústica e outras estratégias adaptativas. Ele usava um segundo telefone à uma distância visível enquanto nós articulávamos a conversação do outro lado da linha.

Jonathan tinha que estar com a matéria em dia o tempo todo. Quando forçado a usar o FM ele regularmente se referia a problemas de intermitência do aparelho que não podiam ser detectados imediatamente. embora cada matéria tivesse o seu número de aulas em sala de aula dobrado. Pela primeira vez Jonathan tomou diretamente a iniciativa própria de falar com os professores antes que as aulas começassem. pais e professores itinerantes ele contava uma estória diferente. Uma era tradicional com três períodos e oito matérias ao longo do ano. As aulas mais longas requeriam períodos de audição e observação mais longos o que potencialmente seria mais exaustivo e as matérias eram condensadas para metade do período escolar. de se apresentar. Havia duas escolas de segundo grau para escolher. identificar suas necessidades. sentiu que essa escola se encaixava melhor com sua personalidade. nós admitimos a derrota. desta forma ganhando de duas a três semanas para repará-lo. O segundo grau foi uma mudança completa. Ao professor da sala de aula.38 O FM era convenientemente esquecido no armário ou deixado em casa. Jonathan. no entanto. então nessa escola todas as suas energias poderiam ser concentradas nas quatro matérias. Também não havia tempo extra para atualizar a leitura. Ele sempre tinha tido dificuldade em fazer malabarismos com muitos itens ao mesmo tempo. Um problema que não fosse detectado precocemente poderia não nos permitir tempo suficiente para conseguir ajuda extra. Jonathan concentrou toda a sua energia na morte do sistema de FM e eventualmente teve sucesso. Juntamente com Jonathan nós escolhemos a Segunda. Um ou dois dias que estivesse doente podiam ser equivalentes a uma semana de aulas perdidas. A outra usava um sistema semestral com quatro matérias por semestre. e periodicamente ter encontros para avaliar . Quando ele começou o segundo grau. A decisão provou ser a melhor escolha.

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o progresso. Embora inicialmente relutasse, ele vivenciou inúmeros benefícios advindos
dessa nova obrigação. Sua confiança aumentou, ele vivenciou um sentimento de conforto
com a nova equipe da escola e aprendeu novas habilidades de integração em um sistema.
Enquanto muitos de seus colegas do primeiro grau se mudaram para esta escola de
segundo grau, ele os encontrou em terreno novo.
Um círculo de novos amigos cresceu, e os velhos amigos se tornaram amigos reais.
O segundo grau era um ajustamento mais difícil com classes rotativas e havia novos
professores para cada matéria. Cada matéria continha um novo grupo de alunos e embora
ele fosse exposto a um número maior de pessoas, Jonathan parecia prosperar. As notas
melhoravam dramaticamente e Jonathan entrou para o quadro de honra. Sua auto-estima
prosperou e havia um respeito saudável entre ele mesmo e seus companheiros.
Francês é uma matéria compulsória no sistema das escolas canadenses, e era a
matéria que Jonathan mais odiava. Ao longo do primeiro grau, ele manteve-se na média
razoável, mas detestava a matéria. Ele descobriu uma lacuna para estudantes com
necessidades especiais e rapidamente negociou uma dispensa desse crédito. Diretor e aluno
finalmente concordaram em trocar o Francês por música, a ser seguido por três anos de
Latim. Até hoje, eu acho que o Diretor não percebeu a discrepância nesta dispensa única;
que um aluno Surdo abandonasse uma matéria compulsória que ele não gostava, em função
de sua deficiência.
Surpreendentemente, a escolha do Latim foi muito positiva; por ser seu estudo
predominantemente em forma escrita, Jonathan estava em terreno seguro. Adquiriu notas
altas e tornou-se monitor outra vez.

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No décimo primeiro ano escolar sua vida floresceu. Ele tornou-se membro do
conselho estudantil como tesoureiro e passou mais tempo com amigos e professores, tanto
durante como após o horário escolar.
Durante os verões, quando ultrapassou os limites do campo, Jonathan fez um
treinamento de liderança na YMCA.
No final, trabalhou como supervisor de programas em um acampamento diurno,
onde era requisitado para interagir com conselheiros, campistas e pais. Também trabalhava
como um assistente de pesquisas em uma organização de caridade onde pesquisava e
desenvolvia uma proposta para o governo com relação à vitimização dos Deficientes e
ajudava a criar um sistema computadorizado de arquivo para a biblioteca de referência.
A vida tem caminhos estranhos. Minha mãe, que sofre de câncer a doze anos, veio
morar conosco alguns anos atrás. A saúde dela se deteriorou drasticamente e após a última
operação, uma de suas cordas vocais teve que ser seccionada e ela agora tem um tubo de
traqueostomia. O seu ajustamento mais difícil centrou-se nas habilidades de comunicação.
Embora só ficasse em casa, já alguns anos, ela ainda tinha amigas através de visitas
pessoais e principalmente através do telefone. Atualmente, no entanto, ela só é capaz de
conseguir sussurros que todos nós somos capazes de ouvir, embora às vezes com
dificuldade. A melhor amiga de minha mãe tem uma perda auditiva severa em face da idade
avançada, e o telefone novamente se tornou um problema especial em nossas vidas.
Mas nós somos uma família inovadora. Agora o Jonathan com perícia em leitura
labial, tornou-se o intérprete oral (em reverso) dando voz à sua avó, enquanto sua amiga
respondia do outro lado da linha.

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O TDD (Aparelho de Telecomunicações para Surdos) é agora o aparelho mais novo
de minha mãe. Ela aperta os botões e então levanta o gancho para ouvir a resposta de sua
amiga.
A experiência de nossa família se enriqueceu muito devido ao Jonathan e nós nos
tornarmos mais próximos. Nossos horizontes se alargaram e nossas crianças aprenderam a
aceitar todas as pessoas pelo que elas são e quem são verdadeiramente.
Durante os anos de segundo grau de Jonathan, o Ministério dos Deficientes lançou
uma série de comerciais para despertar a consciência pública, Jonathan fez um teste e
ganho o papel principal em um dos quatro comerciais que não eram legendados e
utilizavam clips das conversas dos próprios indivíduos. Eles foram um grande sucesso,
sendo transmitidos nos intervalos em televisão Nacional. Em seu comercial, Jonathan
declarava que ele não era freqüentemente convidado para festas, porque os amigos
pensavam que ele não poderia apreciar música e dança.
“Não julgue a pessoa pela aparência” ele concluiu. O comercial foi transmitido por
quatro anos subseqüentes e, para grande alegria de Jonathan, os seus convites para festas
tornaram-se abundantes.
No seu último ano escolar, Jonathan concorreu ao cargo de Presidente do Conselho
Escolar e venceu com uma maioria respeitável. Sua proposta era elevar o espírito estudantil
e envolver o corpo estudantil em projetos comunitários tanto com os idosos como com o
ambiente.
O slogan da sua campanha “Eu posso ser Surdo mas você não é Cego, portanto
quando você votar lembre-se de mim”, enfatizava, como sempre, seu conceito de “eu” e de
“auto-estima” saudável.

Jonathan escolheu uma universidade fora da cidade. e maximizar o uso de sua audição residual. e a nossa criança surda. ele agora também contratava pessoas para tomar notas para que ele pudesse concentrar-se de maneira adequada nas palestras dos professores. e vice-presidente do Conselho Estudantil Universitário em seu último ano. nós escolhemos a Abordagem Auditiva-Verbal. de fazer mestrado em Administração de Empresas. Há vinte e três anos atrás. Além de suas estratégias para lidar com o segundo grau. ele finalmente mudou-se para uma casa com quatro outros estudantes para experimentar a “verdadeira” independência. enquanto cuidávamos das nossas diferenças e ainda assim éramos parte da comunidade maior. Por ele estar determinado a experimentar suas próprias asas e a ser seu próprio representante. nos pareceu irracional porque nós a víamos como muito segregativa. apesar de em função de sua deficiência auditiva. Naqueles dias apolíticos e de cultura pré-surda. não merecia menos! . Embora tenha vivido como residente por dois anos. Jonathan é quem é. Isto é o que nós queríamos para as nossas crianças. e está trabalhando atualmente na área de negócios antes de dar seguimento ao seu plano futuro. mesmo a linguagem de sinais. ele atuou como tesoureiro de seu dormitório por um ano. A adoção de uma linguagem adicional. Jonathan graduou-se na primavera. nós nos sentimos confiantes em manter a nossa própria herança. Sempre politicamente envolvido.42 A vida universitária refletiu este crescimento e amadurecimento. quando nós começamos a nossa jornada. Nós queríamos focalizar nas habilidades de Jonathan não nas suas deficiências.

sempre com o resultado em mente. nem se rende a uma cura. que sonharam com o nascimento de uma criança. a uma intervenção que maximize as habilidades da criança. conhecem o êxtase profundo que esse nascimento traz. O êxtase dá lugar ao desespero e então o desespero dá lugar à conscientização de que medidas precisam ser tomadas. muitas oportunidades.43 A História de Kimberly Por SHERYL FORREST Kimberly nasceu com perda auditiva Neuro-Sensorial Profunda. Decisões tomadas em nome de nosso bebê tinham que ser tomadas dentro do contexto do impacto que estas decisões teriam em sua vida adulta. A surdez não pode ser negada. Nós nos encontramos. Nós a aplaudimos pela determinação que ela mostrou ao confrontar seus desafios. Pais. A audição não pode ser restaurada através de um milagre tecnológico. muitos programas. Nós não tínhamos nenhuma experiência ou conhecimentos com os quais pudéssemos tomar uma decisão. Nós consideramos muitas opções. o pesar que acompanha o diagnóstico de uma Deficiência Auditiva é familiar aos pais que recebem esta notícia dolorosa. . em uma situação de confronto com escolhas que nós nunca tínhamos imaginado. Nosso objetivo era capacitá-la a tornar-se independente. A surdez não ameaçou nosso profundo amor por Kimberly. nem alterou nosso compromisso em fornecer-lhe tantas oportunidades quanto possível na vida. Igualmente. O pesar tem que dar lugar a uma ação. no entanto. Ela começou a usar aparelhos com a idade de 22 meses e aprendeu a usar a sua audição residual para escutar e falar com bastante eficácia. mas nós sabíamos que teríamos que representá-la.

Os seus sucessos são o resultado dos esforços de uma equipe: um audiologista que prescreveu os aparelhos que dariam a Kimberly acesso a sua audição residual. a aprender a linguagem e a desenvolver fala inteligível. Nós observamos crianças em vários programas usando vários modos de comunicação. . Às vezes suas lições eram divertidas. apesar de uma perda auditiva tão significante. um ambiente adequado. Nós falamos com muitos profissionais que olharam o seu audiograma e disseram que ela não tinha muita audição com a qual trabalhar. Kimberly e eu viajamos seis horas uma vez por semana para a terapia durante seis anos. linguagem falada e música. nós pusemos em prática o programa em casa. não é nada menos do que fascinante perceber o que ela é capaz de fazer. O terapeuta Auditivo-Verbal nos ajudou a seguir um programa que capacitou Kimberly a ouvir. Às vezes aprender a ouvir era simplesmente trabalho árduo. no potencial para desenvolvimento da linguagem falada e nas possibilidades para a comunicação falada. E. Nós conhecemos uma terapia Auditiva-Verbal. e uma família disposta a lhe dar um ambiente de afeto. Então nós conhecemos um terapeuta Auditivo-Verbal que acreditava no poder da audição amplificada de Kimberly. rico em som. no entanto. um terapeuta Auditivo-Verbal que sabia como capacitá-la a usá-los. Nós perseveramos até nos sentirmos com conhecimento para escolher uma abordagem de comunicação em um cenário educacional que pudesse lhe dar o maior número possível de vantagens.44 Nós procuramos profissionais altamente competentes que fossem capazes de traduzir o jargão técnico em uma linguagem que nós pudéssemos compreender. Entre as visitas à clínica. Ela está realizando o potencial que todos os membros da equipe haviam desejado.

V. mas é também muito gratificante. Se sermos pais de uma criança Surda nos torna especiais. Fim Tradução: Angela M. É trabalho árduo. nós queríamos ser comuns. nós seriamos os educadores e não os pais. mas ela está melhor equipada para enfrentar estes desafios devido à oportunidade que ela teve de se beneficiar da Terapia Auditiva-Verbal. Ser Surda ainda apresenta a ela muitos desafios. Silva Alves (Fonoaudióloga – DF) Supervisão: Professor Marco Rodrigo Alves Ferreira . Os professores descansam nos fins de semana! A realidade é que nenhuma dessas coisas vão mudar. o investimento que nós fizemos ao capacitá-la a aprender a ouvir e falar pagou grandes dividendos. Se nós pudéssemos escolher.45 Se eu pudesse curar a surdez de Kimberly eu o faria. No entanto.

Bell.G. Language Development and Fretschmer. C. Hear & Listen! Talk & Sing! Estabrooks. D. Ling. D. G. R. A. Bell Introduction in Auditory-Verbal Therapy . D. Language And Communication for Hearing-Impaired Infants and Their Parents.: A. Washington. (1978) Intervention with the Hearing-Impaired. Bell. G.: A. Estabrooks.G. D. A. W. & Children.H. C.: A.: A. & Birkenshaw Washington. San Diego. MD: University Park Press Schedules of Development in Audition. D. Facilitating Hearing na Listening In Young Kretschmer. Speech. Ling. D. Washington. C.C. for Washington. W. Do You Hear That? Samson. Bell Aural Habilitation. (1994) Auditory-Verbal Therapy for Parents and professionals.46 Referencias: Estabrooks. Ling. D (1994) Spoken Language Children. Bell. CA: Singular.G. & Toronto: Arisa Press. (1977) Baltimore. D (1990) Foundations of Hearing-Impaired Ling. C. (1994) Washington. (1992) Flexer. L. (1978) C. W.R.: A.

Hearing-Impaired Simser. (1991) Bell When Your Child is Deaf: Timonium. D.: A. D. 95. Simser. Auditory-Verbal Intervention: Infants and Children in the Toddlers The volta Review.G. The volta Revivew. BEITER & WARREN ESTABROOKS A palavra “surdo” possui diferentes significados para diferentes pessoas.C. é uma perda auditiva de 90 dBNA ou mais. entretanto. D. (1993) Sumer 1993. (1993) Mainstream Timonium.47 Estabrooks E. J. Nº 3. A definição aceita de deficiência auditiva profunda. 95. November 1993. Vol. (Ed. Nº 5. M (Ed. A Hospital Clinic Early Intervention Program. Alguns indivíduos com deficiência ou . O Implante Coclear par Crianças Novas Por ANNE L. Springfield.) Washington. incluindo os profissionais que cuidam da saúde auditiva e pais. Educational Audiology for the Limited Hearing Infant and Preschooler.) (1990) IL: Thomas Press. MD: Pollack. vol. Ross. MD: York Press. J. Luterman. (1985) York Press. um termo que para algumas pessoas deve ser sinônimo de “surdo”.

48 perda auditiva neurossensorial (ou surdez profunda). para algumas crianças que possuem deficiências auditivas muito profundas. o Implante Coclear. Esta tecnologia tem. Quase todos os adultos e crianças com deficiência auditiva profunda neurossensorial possuem fibras residuais do nervo auditivo que podem ser estimuladas eletricamente. No caso de crianças que estão em fase de aquisição de linguagem tal grau profundo de deficiência auditiva pode tornar este processo de aquisição realmente muito difícil. contudo. Os Implantes Cocleares são aparelhos biomédicos de alta tecnologia. Os sons são convertidos em corrente elétrica que são usados para estimular os resíduos das terminações do nervo auditivo no ouvido interno danificado ou cóclea e gerar sensações auditivas. Como resultado. proporcionado a possibilidade e oportunidade. Isto é provável que mude por volta de 1990. muitas vezes não recebem informações suficientes sobre a fala e linguagem através de sua amplificação para tornar o canal auditivo efetivo para os propósitos de comunicação. um número de filosofias e métodos de ensino para a criança deficiente auditiva tem sido tentado. igualmente com o surgimento de uma tecnologia recente. explorado e criticado por décadas. . de utilizar informações auditivas para desenvolver efetivamente a linguagem falada. que são designados para prover som para adultos e crianças que possuem uma deficiência auditiva neurossensorial “muito” profunda e bilateral e que são incapazes de compreender a linguagem falada através da amplificação.

não foi antes de 1960 que os grupos de pesquisa nos Estados Unidos estiveram estudando ativamente a estimulação elétrica em seres humanos. . Blair Simmons e Robin Michelson possuíam programas ativos de pesquisas sobre o Implante Coclear.49 História dos Implantes Cocleares Apesar dos efeitos da estimulação elétrica de audição ter sido estudado já no século XIX. Os Doutores Willian House.

House and Berliner.50 O primeiro Implante usável. a FDA permitiu o uso comum do Implante em crianças. Quatro anos depois. estudou extensivamente os efeitos da estimulação elétrica na audição em ambos. no final de 1960 e início de 1970. Desta forma. Mecklenburg Lehnhardt. designado a um longo tempo de estimulação. animais e seres humanos. triagens clínicas são conduzidas em vários institutos médicos a fim de obter informações sólidas que irão ser revisados pela FDA. o procedimento do Implante Coclear é considerado um tratamento médico seguro e eficiente para indivíduos que possuem deficiência auditiva profunda e que não recebem benefícios suficientes dos aparelhos de audição convencionais para utilizar . 1991). iniciaram triagens clínicas com este Implante Coclear em crianças que estavam entre as idades de 2 a 17 anos. foi implantado por estes recentes pesquisadores em 1970. A Food and Drug Administration (FDA) é uma agência que regula o uso de drogas e aparelhos médicos nos EUA. Antes de um aparelho ser aprovado para um comum uso na população. Mais tarde. 1991. A literatura profissional traz um número de resenhas da moderna história da implantação Coclear (Luxford and Brackman. segundo a revisão da grande quantidade de dados coletados sobre a segurança e utilidade do aparelho nesta população. o Professor Graeme Clark. ele deve ser estudado cientificamente. Ele implantou vários pacientes adultos surdos com um Implante multicanal em 1978 e 1979. Atualmente. a FDA concedeu aprovação para o uso comercial do Implante Coclear NUCLEUS 22 CANAIS em adultos apropriadamente selecionados com deficiência auditiva neurossensorial profunda. Além disso. 1985. na Austrália. para julgar a segurança e efetividade de um aparelho médico específico. Aparelhos médicos que são implantados no corpo devem ser encaminhados cuidadosamente para determinar se eles expõem o público a riscos e se eles são úteis para um grupo específico de indivíduos para quem eles são destinados. em 1985. Em 1986.

Como o Implante Coclear Funciona: Todo o sistema de Implante Coclear consiste de uma porção interna (o Implante Coclear). No sistema NUCLEUS. O Implante Coclear NUCLEUS é usado mundialmente por 8. este processo é ilustrado na . audiologistas. Desta forma. no osso mastóide. educadores de deficientes auditivos e pais trabalhem como uma equipe para ajudar a criança ou o adolescente a obter o uso máximo de seu aparelho.000 adultos e crianças. Uma revisão completa de considerações cirúrgicas e de segurança em crianças podem ser achadas na literatura (Clarck et al. que é implantado durante a cirurgia. o Implante inclui o receptor/estimulador e um feixe ordenado de 22 eletrodos pequenos e de platina genuína sustentados em um suporte flexível de silicone e borracha. por um método cirúrgico adequado. fonoaudiólogos. a uma distância maior de 25 mm.51 sua audição para propósitos de comunicação. Os componentes externos do sistema de Implante Coclear são destinados a captar o som ambiental e analisá-los e convertê-los em um sinal elétrico que é enviado ao Implante Coclear localizado embaixo da pele. Muitas das crianças que recebem um Implante Coclear tiveram pequena ou nenhuma experiência com o som. e os componentes externos que são usados no corpo. é decisivo que cirurgiões. 1991). que é localizado atrás da orelha. O cirurgião coloca o receptor/estimulador embaixo da pele. A cirurgia dura tipicamente 3 horas e é realizada sob anestesia geral. O arranjo de eletrodos é inserido cuidadosamente na Cóclea ou orelha interna.. Cada um dos eletrodos é conectado ao receptor/estimulador por um fio separado e isolado. No sistema NUCLEUS.

O receptor/estimulador contém um circuito integrado próprio que decodifica o sinal digital e envia a quantidade correta de corrente elétrica aos eletrodos localizados dentro da orelha interna. o audiologista determina a quantidade de corrente elétrica necessária para uma criança apenas ouvir um som baixo e a quantidade de corrente elétrica para ele ou ela ouvirem um som alto confortavelmente.. a digita. e depois processa a informação mais importante sobre o sinal acústico. Ele pega a energia do microfone. acontece em vários estágios. O processador de fala é um computador pequeno. desta forma atravessando as estruturas danificadas ou perdidas no ouvido interno que podem não mais demorado fazer o trabalho de modificar a energia mecânica em um estímulo elétrico necessário para gerar uma resposta no nervo auditivo. O resultado é um código digital contínuo que possui informações decisivas para o reconhecimento do sinal acústico original que foi captado pelo microfone. onde é interpretada como um som. Ao nível da orelha. Esta energia elétrica ou sinal é enviada para baixo por um fino cabo ao processador de fala. que é localizado no Implante Coclear.52 figura 7. A espira transmissora envia a corrente e a energia do código digital para o Implante Coclear através da pele em rádio-freqüência para o receptor/estimulador. Quando os eletrodos estimulam os resíduos do nervo auditivo. a resposta elétrica resultante da terminação nervosa é enviada pelo nervo auditivo ao cérebro.1. usável e de um tamanho de uma caixa de baralhos. O processador de fala deve ser programado conforme as necessidades de cada pessoa. . Este código digital é enviado de volta pelo cabo fino até a espira transmissora e um imã par deste no Implante. Esta corrente elétrica estimula diretamente as fibras do nervo auditivo. o microfone direcional capta o som e modifica-o em energia elétrica que é a representação direto do sinal acústico. Especificamente.

Desta forma. Se necessário. O treinamento de conceitos necessários para a regulagem do aparelho. envolvendo profissionais da área da otorrinolaringologia. quando a família está considerando o Implante Coclear e continua durante o período de recuperação pós-operatória. cada criança recebe a quantidade de corrente que é adequada a ela ou para perceber sons no ambiente que variam a intensidade. audiologia. Isto tudo ocorre antes da criança ser estimulada através do Implante Coclear. onde é . A idade e o tempo de atenção da criança podem afetar a quantidade de informação que inicialmente obtido pelo audiologista durante as sessões de programação prática específica para adquirir os conceitos necessários para determinar o limiar e o nível de intensidade mais confortável para a audição com o Implante. A informação sobre esta corrente elétrica exigida para audição é enviada através da pele como parte das instruções do Implante Coclear. muitas vezes inicia-se durante os estágios de avaliação. habilitação auditiva (terapia auditiva-verbal. A programação software usada para regular o aparelho e o processador de fala é muito flexível. Uso do Implante Coclear em Crianças A avaliação de crianças pequenas as quais podem ser candidatas ao Implante Coclear necessita do uso de uma equipe. Este programa pode ser atualizado facilmente para permitir uma informação adicional ou mais acurada à criança depois que ela tenha tido alguma experiência com a audição por meio do Implante Coclear. um programa inicial ou MAP pode ser feito utilizando apenas um número limitado de eletrodos.53 Esta informação é obtida para todos os eletrodos e é armazenada na memória do processador de fala como parte do programa individualizado da criança ou MAP.

que é candidata ao Implante Coclear. os pais e outros membros da equipe incluíram o jovem na decisão do processo. A completa seleção pré-operatória e processo de avaliação é discutida na literatura profissional (Beiter. 1991. A família da criança também provê uma maior estrutura de suporte à criança. Avaliações médicas. A família é um componente decisivo na equipe e contribui com informações importantes sobre como a criança usa a audição e outras modalidades de propósitos de comunicação dentro da dinâmica familiar. Beiter e Brimacombe. Conversando com outra família a qual decidiram e possuem alguma experiência. as habilidades de audição. No caso de um adolescente. Os pais de uma criança. será útil. Os profissionais da equipe são encarregados da responsabilidade de dar total informação à família sobre os detalhes do procedimento do Implante Coclear e discussões a longo prazo das expectativas com os pais. Em alguns casos. psico-social e educacional também devem ser realizadas. Outras disciplinas podem também auxiliar a equipe.54 disponível). a medicação da sensitividade auditiva da criança sem fones e da quantidade de amplificação para ele/ela tem que ser avaliadas para assegurar que estão apropriadas. educação e psicologia. dependendo das circunstâncias e necessidades individuais da criança. serão responsáveis em conjunto com os profissionais a respeito da realização ou não do procedimento. Seguindo isto. A visão do adolescente e expectativas precisam ser consideradas cuidadosamente. que inclui a administração do tipo de serviços que eles acreditam ser necessários para que sua criança faça o uso ótimo de sua audição residual. Expectativas irreais e não entendidas precisam ser afrontadas antes da implantação. O critério de seleção pediátrico recomendado inclui: . fala e linguagem devem ser avaliadas. novos aparelhos auditivos serão necessários. Staller e Dowell. Além disso. fonoaudiologia. 1993).

Dados obtidos a longo prazo de diferentes centros de investigação sugeriram que entre 50 a 60% das crianças com Implante demonstraram algum reconhecimento de fala . fizeram acréscimos significantes em todas as áreas de percepção de fala. Estudos de comparação pré e pós-operatório mostraram que crianças com seu Implante Coclear. A chegada do Implante Coclear em crianças muito jovens trouxe consigo a oportunidade de detectar.55  deficiência auditiva bilateral profunda neurossensorial  idades entre 2 e 17 anos  sem contra-indicações radiológicas  sem contra-indicações médicas Além disso o candidato deve:  demonstrar pequeno ou nenhum benefício da amplificação apropriadamente adaptada  estar matriculado em um programa educacional com um forte componente auditivo e oral  ser ajustado psicologicamente  possuir uma família com expectativas e suporte apropriados. comparado com a performance dos aparelhos auditivos. 1982) a linguagem falada. muitas crianças podem processar alguma quantidade de fala e linguagem em “open-set” (espaço aberto) através da audição. discriminar e compreender (Ember. desta forma. 1991).. Algumas pesquisas indicaram que 10 a 20% das crianças com o Implante Coclear demonstraram habilidade na identificação de fala em “close set” (espaço fechado) (Miyamoto et al.

1992. Isto não é surpreendente visto que muitas destas crianças tiveram pequena ou nenhuma experiência com o som antes do recebimento do Implante Coclear. medidos por testes clínicos avaliáveis. não há garantia que a criança irá finalmente processar a conversação geral através apenas da audição. Terapia Auditivo-Verbal e o Implante Coclear No programa de terapia auditivo-verbal do Hospital North York General. Existem muitas variáveis as quais podem afetar os resultados pós-operatórios com o Implante Coclear e é impossível predizer a quantidade de benefício que qualquer criança irá receber do aparelho. antes de maiores acréscimos serem vistos nas habilidades de percepção e reconhecimento de fala em crianças pequenas. 194. Staller et al. 1993. Moog. pode tornar o processo de aprendizado da linguagem auditivo/oral mais fácil. Osberger. A quantidade de sensação de audição possibilitada pelo Implante Coclear. 1991). 25% dos casos consistem de crianças que estão em vários estágios . a tendência é de acréscimos contínuos no entendimento da fala através da audição. Osberger et al. Embora a criança seja um forte candidato à implantação...56 apenas através da audição. 1993. Levará vários anos. igualmente para aquelas crianças que ficaram surdas muito cedo em sua vida (Miyamoto et al. possibilitando um programa forte de habilitação auditiva (Geers e Moog. aumento na habilidade de produção de fala e aumento em toda a inteligibilidade de fala. Existem também diferenças significantes entre crianças em seus graus de aprendizado auditivo. entretanto. entretanto. Se a criança continuar a receber experiências auditivas através do Implante Coclear.. 1994). em qualquer período fixado.

Ou seja. as quais receberam o Implante Coclear foram implantadas em paises diferentes. A fim de propiciar um ótimo programa de tratamento. Portanto. os pais ou responsáveis continuaram sendo os administradores principais do caso. o terapeuta auditivo-verbal ajuda os pais a fornecerem experiências auditivas. Muitos pais da Clínica NYGH que possuem uma criança com Implante Coclear exibem . os terapeutas na nossa clínica necessitam armazenar uma variedade de instruções de habilitação pós-operatória e/ou normas de diferentes centros.57 de habilitação. como se estivéssemos ensinando crianças com aparelhos auditivos encaminhadas a nós na mesma idade cronológica e auditiva. cognição e comunicação. Nós lemos os manuais destes programas e decidimos ensinar as crianças como se elas fossem novos usuários de aparelhos auditivos. mas a maioria nos Estados Unidos. Os Pais Todo sistema familiar é único e todos os membros da família possuem um papel essencial no tratamento necessário à criança que é deficiente auditiva (Interman. linguagem. programas estruturados de desenvolvimento da habilidade auditiva e se apoiarem em atividades com significado e lúdicas a fim de promover a fala. Estas crianças não foram implantadas no Canadá. A equipe de Implante Coclear dos centros médicos envolvidos apresentaram diferentes projetos de habilitação pós-operatória. As primeiras duas crianças do programa. 1991). Atualmente membros do corpo docente tem sido utilizados como terapeutas primários de 16 crianças que receberam o Implante Coclear.

Eles apenas possuem outra escolha difícil de fazer. com ênfase primária na linguagem falada  tornaram-se o modelo mais importante para auxiliar sua criança a aprender a ouvir e falar  observaram.58 características similares de pais de crianças usuários dos aparelhos auditivos. 1985) para ajudar sua criança responder  assistiram sua criança a integrar o máximo possível na escola escolhida na counidade. a adaptação da amplificação ser completa e o potencial auditivo da criança usuária do aparelho auditivo ter sido determinado. Estes pais:  defenderam e buscaram ativamente tratamento audiológico juntamente com seus audiologistas  buscaram excelentes fones de intervenção médica e tecnológica  ajudaram sua criança a compreender o significado de qualquer som. A decisão de considerar um Implante Coclear pode ser feita apenas após um intensivo trabalho audiológico. Embora cada criança possua características únicas. este processo de avaliação do potencial auditivo com o aparelho auditivo irá levar no mínimo seis meses e muitas vezes . O Terapeuta Auditivo-Verbal Não existe momento diagnóstico mágico quando o terapeuta auditivo-verbal da criança solicita aos pais que investiguem a possibilidade de um implante coclear para sua criança. esperaram e escutaram (Manolson.

processamento auditivo e . Nós temos sido mantidos informados através de encontros individuais. os maiores membros da equipe. linguagem. Terminado este processo. cujos pais desejam seguir um método auditivoverbal ou oral para o desenvolvimento da comunicação. audiologista. Conseqüentemente. Desta forma. um intensivo programa seguindo os princípios auditivo-verbais pode ser efetuado rapidamente. O terapeuta pode então aconselhar a investigação da implantação Coclear para essas crianças. dependendo da idade e do diagnóstico e adaptação inicial do aparelho auditivo. É essencial que os membros da equipe documentem todas as informações e obtenham permissão escrita dos pais para compartilhar destas informações com os professores da criança e terapeutas imediatamente. documentos escritos e pelos pais das crianças. A performance auditiva em atividades estruturadas “lesson type” e em atividdes lúdicas devem ser tabeladas e analisadas. nossa opinião tem sido ouvida e respeitada. A Criança Todas as crianças do “North York General Hospital” que receberam o Implante Coclear tem feito ganhos significantes na fala. os terapeutas auditivos-verbais no hospital se tornaram membros de várias equipes de implantação Coclear.59 mais tempo. consultas por telefone. Como membros participantes da equipe. educador escolar e pás podem avaliar se a criança recebeu informação auditiva suficiente com a amplificação para o desenvolvimento da linguagem falada ou se uma estratégia de intervenção alternativa deve ser considerada. Os cirurgiões auditivos do “North York General Hospital” não realizaram cirurgia do implante coclear. o terapeuta auditivo-verbal.

A audição é poderosa. nós somos cautelosos em proteger cuidadosamente as expectativas que são estabelecidas para e com os pais. Como profissionais auditivo-verbal. cognição e comunicação através do caminho auditivo (Ling.60 comunicação falada. Para aumentar o desenvolvimento das habilidades auditivas. sendo um método para crianças que possuem uma deficiência auditiva. porém. Algumas crianças depois de uma grande quantidade de terapia intensiva auditivo-veral entendem a conversação falada em seu nível cronológico e/ou idade auditiva. audição e aprendizagem. 1990). . mas não é apropriado fazer promessas de que a criança irá aprender a ouvir e falar com o Implante Coclear. Algumas crianças podem processar a linguagem falada somente quando em espaço fechado (close set) e existe um programa conjunto em todas as áreas. É também apropriado respeitar a escolha dos pais em fazer tudo que puderem para ajudar sua criança aprender a ouvir e falar. linguagem. prometer que como profissionais nós iremos atentamente seguir o código de éticas do nosso trabalho. A terapia audtivo-verbal. Ganhos significantes no aprendizado de ouvir precisam entretanto ser analisados continuamente. Cada criança e família é única e cada um tem um estilo específico de vida. é certamente significante para crianças que receberam o Implante Coclear. A equipe do Implante Coclear deve ter em mente que há muitas variáveis que afetam a velocidade e a hierarquia do desenvolvimento da fala. algumas equipes de Implante Coclear recomendam a inclusão de técnicas e estratégias auditivo-verbal. É muito apropriado. como são os ganhos feitos por crianças usando a amplificação tradicional. falam tão claro quanto seus parceiros e podem aprender a falar uma língua estrangeira. sempre que a criança está usando outro modo de comunicação.

A pista da mão deve consistir de:  O terapeuta.61 A Pista da Mão na Terapia Auditivo-Verbal Uma variedade de técnicas auditivo-verbal é usada em cada sessão. . não é necessário. Uma técnica muitas vezes mal interpretada é a pista da mão. quando a criança estiver olhando diretamente para a face do adulto. A pista da mão é usada em vários graus na maioria dos programas de terapia auditivo-verbal a fim de dar ênfase no uso da audição para adquirir a linguagem falada. Quando a criança estiver entretida com o brinquedo e não estiver “olhando”. pai ou responsável cobrindo sua boca brevemente de tempo em tempo.

 O adulto movendo sua mão em direção à criança. Estratégias adaptadas incluem:  Iluminação acústica (estratégias para aumentar a audibilidade. Uma vez que a criança integre a audição em sua personalidade (Pollack. 1994). 1993. entretanto. em alguns dos seus usos reduz a chegada do sinal acústico ao microfone. uma figura ou um livro localizado na frente da boca do falante. A pista da mão deve somente ser usada quando necessário. o uso da pista de mão é diminuído (Simser. 1985). um brinquedo. Estabrooks. a pista da mão é raramente usada.  O adulto falando “através” de um animal de tecido. indo da mais audível ao menos audível)  sussurrando  cantando .62 O adulto. A pista da mão avisa a criança a ouvir atentamente. de forma educativa. deve ficar próximo ao microfone do aparelho da criança ou do Implante Coclear. Se a criança passa a confiar na audição. Estratégias Adaptadas para a Audição Definição Estratégias usadas pelo falante para clarificar a mensagem falada. induzindo à imitação vocal ou como um sinal para turno de fala.

“O que você ouviu?”  Fornecendo alternativas.  Chegando mais perto da criança.63  enfatizando/reenfatizando traços específicos suprafragmentais e/ou segmental  Fechamento auditivo. .  Indicando para a criança “ouvir atentamente”  Repetindo parte da estória ou mensagem contendo a resposta.  Fornecendo palavras ritmadas.  Pausando  Repetindo  Repetição de uma estratégia anterior.  Perguntando ou dando a definição  Mudando a tarefa de espaço aberto para fechado...  Perguntando.  Fornecendo uma pista visual e colocando o estímulo “de volta à audição”.  Esperando  Reformulando a frase.  Sugerindo opostos.  Reformular a palavra (dar sinônimos).  Classificando pela categoria.

Aumentada à distância . tipo e/ou intensidade. As seguintes variáveis influenciam o tipo/grau de iluminação acústica requerida: Variável  Ruído de fundo  Mais audível Ausência Distância/localização Íntima proximidade ao microfone do aparelho auditivo Menos audível Presença.64 Iluminação Acústica Iluminação acústica é uma variedade de técnicas utilizadas para aumentar a audibilidade da mensagem falada.

intensidade e/ou pistas de duração Fornecida pouca ênfase acústica inespecífica  Segmentais Contraste específico de características acústicas (ponto. O desenvolvimento da comunicação varia de criança para criança e o progresso é dependente do número de variáveis:  Idade do diagnóstico  Etiologia da deficiência auditiva  Grau da deficiência auditiva .65  Repetição Repetição (s) requerida (s) Mensagem falada apresentada apenas uma vez  Comprimento Expressão vocal curta Expressão vocal longa  Complexidade Expressão vocal simples Expressão vocal complexa  Velocidade Velocidade lenta de expressão vocal Velocidade própria de expressão vocal  Suprasegmentais Fala com ênfase específica em pitch. 1991). frase. sentença ou a mensagem inteira  Fechado Aberto Set (espaço) Voz (es) familiar (es) Voz (es) não familiar (es)  Familiaridade com o falante Variáveis Afetando o Progresso Cada família e cada criança é única. frase. início da palavra. sentença ou mensagem inteira Meio. modo e/ou pistas sonoras) Fornecida pouca ênfase acústica inespecífica  Posição objetiva Final da palavra. com estilos de vida e aprendizagem específicos (Luterman.

desespero e frustração em seu processo inevitável de lamentação. Esses profissionais acreditam . Eles trazem consigo. Muitos profissionais com os quais eles irão se deparar escolheram dedicar uma carreira às necessidades de crianças deficientes auditivas e suas famílias. raiva. Uma Parceria Família-Profissional: Uma Perspectiva de Pais Por ARIELLA BLUM SAMSOM Pais que descobrem que tem um filho deficiente auditivo.66  Efetividade do aparelho de amplificação (aparelho auditivo ou Implante Coclear)  Efetividade do tratamento audiológico  Potencial auditivo da criança  Saúde da criança  Estado emocional da família  Habilidade do terapeuta  Habilidade dos pais ou responsáveis  Inteligência da criança  Estilo de aprendizagem da criança. chegam a esta descoberta acidentalmene. confusão. tendo esperado nada menos do que uma criança perfeita.

Jules. diagnosticar e iniciar um programa. Pollack. Enquanto Jonathan olhava calmamente do seu berço. Ling. Eu esperei para ter certeza que era apenas imaginação. eu podia fingir que o problema não existia.67 que quanto mais cedo possam identificar. 1989. foi diagnosticado aos onze meses com uma perda auditiva profunda. na próxima visita. Nosso Filho Jonathan. Jonathan. Entretanto. Quando nós finalmente conversamos. o . Até os profissionais mais experientes não podem assumir que eles têm um relacionamento bem sucedido com os pais. 1970). no dia em que nós viemos do hospital para casa. Qualquer programa para crianças deficientes auditivas não pode atender a todas as necessidades das crianças e de suas famílias. entretanto. mesmo com a total participação dos pais. nós não podíamos mais nos esconder nos nossos próprios cantos. Levou dois meses para tomar coragem para me abrir com meu marido. Nosso novo quarto ainda estava na transição entre o quarto de costura para o quarto de bebê. no entanto uma diferença entre pais e profissionais no que diz respeito à distribuição de tarefas. Eu suspeitei da surdez de Jonathan pela primeira vez. Ainda. esse era nosso primeiro bebê e eu ainda não estava pronta para destruir todos os meus sonhos. com uma média de 105dB no seu melhor ouvido. a tábua de passar roupa caiu no chão me assustando. Quanto menos eu falasse sobre o problema. o mais promissor será o resultado final (Estabrooks. entretanto. deve ter experimentado situações de contradição durante esse tempo. As primeiras sementes de dúvida foram firmemente plantadas. Ele tinha cinco dias. 1993. que hoje tem vinte e três anos de idade e acabou de se formar na universidade. sorriu tranqüilamente. Existe.

numa tarde de sexta-feira onde nós três fomos deixando nossos próprios projetos naquele edifício vazio. pois o que nós suspeitávamos foi finalmente confirmado. Ainda não sabíamos nada sobre surdez! Portanto. nós fomos para a biblioteca da Universidade. Nas semanas que se seguiram foi confirmado o diagnóstico de Jonathan. tendo achado o endereço nas páginas amarelas de nossa lista telefônica. nenhum material para levarmos para casa e nenhuma esperança. o otorrinolaringologista declarou que Jonathan era profundamente surdo. Nós andávamos de um lado para outro. Contudo. O exato jargão usado naquele momento foi que Jonathan “tinha uma perda auditiva de 90%”. esperando muitode nosso primeiro filho. o alívio por podermos começar a fazer alguma coisa. armados com a nossa ignorância e com o ímpeto de fazer alguma coisa. Esse veredicto particular nos lançou a uma relação tumultuada com muitos profissionais diferentes. super ansiosos. Nós então fomos a escola local para surdos.68 pediatra nos convenceu de que éramos pais neuróticos. espiávamos dentro das salas e examinávamos as paredes que delineavam os corredores. ao lado do torpor inicial. Um mês antes de seu primeiro aniversário. mas apenas surdo. Nosso próximo contato foi com o audiologista. que então fez um molde de ouvido e agendou um retorno para o ajuste dos aparelhos. nós deixamos o hospital: não nos foi dado nenhuma informação adicional. alívio pois Jonathan não era retardado. Aproximadamente meia hora depois do diagnóstico oficial. para retirar alguns livros. Esse foi o nosso primeiro confronto com as expectativas acadêmicas para os surdos. num estreito corredor de um hospital. Nós estávamos assustados. Isso ocorreu após o horário de aulas. o sentimento predominante aquele dia foi de alívio. tendo então um audiograma de canto esquerdo com 105dB de . Alívio.

é a única língua falada por ambos os membros da família. Os aparelhos retro auriculares não eram tão potentes até oito anos. eu descobri que o Jonathan deveria ter o benefício de um segundo aparelho auditivo. Rapidamente eu descobri que o meu lugar era o de advogado de Jonathan. Tudo que nós víamos. Nós queríamos que Jonathan aprendesse a falar inglês.. começando no diagnóstico de Jonathan! Eu me tornei a professora. E por isso foi que nós achamos que um programa auditivo-verbal era a melhor chance para Jonathan e nossa família. e eu falamos três línguas. Tendo lido Educational Audiology for the Limited Hearing Infant (Pollack. O inglês. Como pais. Então nós começamos nossa odisséia: sessões semanais no “Hospital for Sick Children” por oito anos. mas a maior parte do aprendizado tomou lugar durante as brincadeiras e atividades diárias regulares.. Apesar de nós não designarmos deveres separados. nossa meta tinha um único objetivo: nós não queríamos apenas o melhor para nossas crianças. Jules. o modelo específico emergiu em nossa família. Essa era a primeira de muitas diferenças de opinião entre nossa família e um profissional. embora desajeitadamente quando juntos. Eu li todos os livros na área que pude encontrar nas bibliotecas locais e universitárias. ele colocou em Jonathan um aparelho auditivo de caixinha. Não encontramos audição discernível no seu ouvido direito. Meu marido.69 perda auditiva no melhor ouvido. experenciávamos e ouvíamos era chamado atenção e falado de todas as maneiras possíveis. nossa língua comum. enquanto Jules trabalhava na função de apoio reforçando a linguagem durante as horas de . o seu gerente. então mais outro sete anos no “Auditory-Verbal Programme at North York General Hospital”. Nós íamos as nossas sessões de terapia semanais e trabalhávamos numa sessão estruturada uma vez por dia. mas nós também queríamos o melhor delas. Eu planejava as lições diárias e trabalhava através de sessões estruturadas com o Jonathan. Na linguagem de hoje. 1970).

subitamente. Durante o primário. numa base mais íntima para discutir problemas. nós começamos a nos sentir confortáveis em utilizar o apoio de uma rede mais ampla. nada em comum para uma família enfrentando crise. que vieram depois. suas habilidades e comunicação desenvolveram mais. dava ao professor algumas dicas úteis. Durante os primeiros anos tanto Jules como eu aprendemos a usar o apoio generoso dos avós. eu era a intermediária de Jonathan no sistema escolar. Eu nos apresentava a cada professor. totalmente para nós mesmos. Eu tentava não ser arrogante e usualmente estar centrada em nossa parte na educação de Jonathan. a família trabalhava como uma unidade e todos participavam. Dias Escolares. Com o passar do tempo. que vinham por um ou dois dias e nos permitiam uma rápida fugidinha. nós tínhamos mais retorno. dava uma breve informação de base específica sobre Jonathan e geralmente sobre a deficiência auditiva. Nós éramos uma unidade auto-contida. onde ele ficou até o sexto ano. Em outros tempos. Enquanto nós começávamos a dar mais de nós mesmos. Com as nossas outras crianças. Mais importante. dúvidas e preocupações recentes. o apoio de nosso grupo de pais que se encontravam ocasionalmente. nos retirávamos para um canto quieto para o nosso trabalho regular. Jules tinha os cuidados básicos de dar banho. ele era o meu apoio em horas de “stress”. Quando Jonathan começou na escola. vestir.70 brincadeira. Dias Exemplares Até a idade de três anos. Jonathan foi para o jardim da infância e aos cinco anos ele se juntou a todas as outras crianças na escola da vizinhança. . alimentar enquanto Jonathan e eu.

Inevitavelmente. elas eram envolvidas em atividades como aulas de arte. eu logo tornei-me encantada. Depois de quatro anos indo ao balé. o fato de se ter lições extracurriculares depois da escola se tornou uma maior preocupação. Isso me ajudava a controlar de perto os progressos acadêmicos e sociais de Jonathan.71 Eu passava um bom tempo na escola como voluntária e como guia em excursões escolares. enquanto as crianças cresciam. Eventualmente nós também sucumbíamos a essa “síndrome de executivos”. era gasto em recarregar minhas próprias baterias e hora de brincar livremente com Jonathan. nós íamos também e Jonathan se alegrava. Mas a cada ano parecia mais difícil manter o nosso pequeno grupo de amigos juntos. Eu podia reconhecer rapidamente problemas potenciais e aliviava o professor do sentimento e peso de ter uma criança na sala que talvez requeresse muito tempo extra. aqui estava um conceito abstrato que não tinha originado de casa! . através de pressão dos colegas. tempo e esforço se gastaram no ensino da linguagem. aulas de música e curso de computação. O pouco tempo que sobrava. Jonathan inesperadamente descobriu. sinfonia infantil e ao balé. Muita energia. Eu estava ciente. ou dando assistência a estudantes que requeriam ajuda individual com leitura ou escrita. de que ele gastasse o seu tempo em companhia de outras crianças de sua idade: modelo de linguagem e comportamento social. que balé era realmente apenas para meninas e ele passou a odiar! Inicialmente desapontada. entretanto. embora não tanto pelo conteúdo das aulas mas pela satisfação da criança! Quando os amigos iam para a classe de computação. Nós também nos matriculamos. Enquanto Jonathan mudava de uma série para outra. Essa parecia ser a única forma de envolver Jonathan com colegas. Finalmente. “skates”. natação.

Eu sei que eu aprendi mais dessas lições de música do que Jonathan. nós finalmente nos rendemos. quando sua carga de trabalho era muito pesada. prosperar e vencer. O rigor da prática diária e lições semanais começaram. Nós encontramos um professor de música disposto a ensinar uma criança “surda” a tocar piano e adiantar a teoria de piano. Com treze anos. Quando Jonathan fez sete anos. a oportunidade de tentar e até possivelmente falhar como qualquer outra criança. Eu aprendi a dar espaço para meu filho crescer. mas dessa vez. ele com segurança recitava a sua parte do “Bar Mitzvah”. mas atuou como monitor na matéria. eu deixei de lado esse pedido de Jonathan. entretanto. Jonathan continuou as lições de piano por oito anos e era o com mais inclinação musical dos nossos três filhos. mais importante. Aos nove anos de idade.72 Com a idade de seis anos. em hebreu. o irmão e a irmã de Jonathan começaram a ter aulas de piano e o ritual de reclamação durante a prática saturou nossa casa. Nós estávamos entusiasmados e encorajados. . mas mais importante. Eu sei que Jonathan nunca seria um concertista. A confiança e determinação de Jonathan por outro lado nunca ficou para trás. a ocasionalmente falhar. Subseqüentemente. Jonathan começou a aprender hebreu e continuou por dez anos. Seu repertório era na maioria clássico (seu favorito) e ocasionalmente um pouco de popular e Broadway. intimamente. Como eu poderia dizer ao meu filho para diminuir seus objetivos e selecionar um interesse mais real e atingível? Com muito temor. ele começou a pedir aulas de piano. Ele tinha o teclado. como um crédito escolar e não apenas recebeu um A nisso. Ele merecia a mesma oportunidade de ser bem sucedido e. eu comecei a sentir de novo a dor inicial do diagnóstico e perda. mas ele gosta do tempo privado. Ele parou de estudar piano quando estava no décimo segundo ano. Eu aprendi que nem todas as crianças são mestres em tudo que fazem.

para uma hora no último ano. Os professores foram de muita ajuda durante este período de três anos. mas os quais nos reconhecíamos como apenas conhecidos. Ele saiu de uma pequena escola na vizinhança. foi um processo de afastamento moderado e natural. mas ao contrário da High School. era cotada uma história diferente. eu gastava menos tempo na escola. As necessidades de Jonathan aumentaram e as aulas particulares foram estendidas por três horas semanais durante a Júnior High School. No Júnior High. Dividir é conquistar. Essa era a primeira exposição de Jonathan ao isolamento social. Este era também um ano para novos professores particulares aos quais Jonathan era muito crítico. Os horários de almoço durante este primeiro ano na escola eram passados na sala de computação. assim como os prazeres que nós todos temos ouvindo música. então ao professor da sala. Ele centrou toda sua energia nessa área e tornou-se totalmente perfeito. onde todas as crianças se conheciam desde o jardim de infância e brincavam juntos na vizinhança. Haviam diferentes professores para diferentes matérias.. Quando realmente . Na Júnior High ele encontrou um grupo menos homogêneo. ao pai e ao professor particular. Abaixaram para duas horas nos primeiros anos de High School e. ao invés de passar sozinho na mesa de almoço ou como um espectador na quadra de esporte. Mas a função do professor particular aumentou.. o FM tornou-se para ele um foco de revolta e de sentimento de insegurança com seus novos professores. Nesses anos que antecederam a pré adolescência... que parecia menos tolerante com qualquer um que fosse um pouco diferente. O FM era convenientemente esquecido no armário ou deixado em casa. os estudantes permaneciam juntos e mudavam de uma classe para outra. finalmente.73 quieto e contemplativo que o piano lhe proporciona. Ele tinha um grupo muito pequeno de crianças que ele chamava de amigos.

Quando ele começou a High School nós nos consideramos derrotados. ele experimentou numerosos benefícios nessa nova obrigação. Pela primeira vez Jonathan foi diretamente envolvido na escolha da escola. ele se sentiu apoiado pelo corpo docente e aprendeu novas habilidades de interação. School foi uma mudança total. Sua confiança cresceu. Mais importante: ele tinha confiança e conforto em falar com a gente. pois muitos de seus amigos. Apesar da relutância inicial. Nós não poderíamos tirar sua dor. . Jonathan era o mais solitário no grupo. mas nós demos a ele as ferramentas para comunicar seus sentimentos. que era o assunto de muitas conversas curiosas. entretanto. duas ou três semanas de tempo de conserto. Agora nós dividíamos uma dolorosa! A Hig. A maior parte do tempo. estavam ridicularizando-os por ser amigo de um garoto surdo! Como nós abençoamos a sinceridade de Jonathan naquele momento. as quais Jonathan observava através de leitura labial. em tomar iniciativa de falar com os professores antes das aulas começarem. Nós tínhamos dividido muitas experiências maravilhosas no passado. a sala de computação deu lugar ao campo de beisebol e Jonathan achou muito mais fácil se relacionar com os garotos. A hora mais dolorosa foi quando seu melhor amigo disse que eles não poderiam ser amigos. Ele concentrava todas suas infinitas energias na abdicação do sistema FM e eventualmente era bem sucedido. se apresentar a cada professor. ele sempre relatava problemas intermitentes que seu professor particular não estava preparado para detectar. As garotas eram muito menos tolerantes com ele. ganhando assim. Quando ele descobriu o beisebol. identificando suas necessidades e periodicamente se encontrando com os professores para avaliar o progresso.74 forçado a usar o FM.

A vida tem uma estranha forma de se tornar um círculo completo. Minha mãe que tinha câncer pelos últimos dez anos. O diretor e o estudante finalmente concordaram em trocar o crédito de francês para música no nono ano. Durante o primário e o ginásio ele mantinha uma nota média. Até hoje. A High School foi de difícil ajuste. odiada por causa da deficiência e a trocou por música e outra língua! Ao mesmo tempo. . a ser seguido por três anos de latim.75 Quando muitos de seus companheiros da Júnior High se mudaram para essa High School. mas cada aula continha um novo grupo de estudantes. eu não acho que o diretor percebeu a discrepância desta liberação. Depois de sua última cirurgia. uma de suas cordas vocais teve que ser rompida e agora ela tem um tubo de traqueostomia. mas continuava a não gostar muito do francês. Suas notas aumentavam drasticamente. Um estudante surdo deixou sua matéria obrigatória. A maior dificuldade que ela enfrentou foi quanto às suas habilidades de comunicação. Francês é um crédito exigido para o diploma na High School no sistema canadense de escolas. Apesar de estar exposto a um número maior de pessoas. Sua condição se deteriorou drasticamente e ela agora requer cuidado diário. ele os encontrou numa nova situação. As aulas se alternavam com novos professores para cada matéria. Um círculo de novos amigos cresceu. Alcançou notas acima de 90 e se tornou um monitor novamente. Essa era também a matéria mais odiada de Jonathan. Jonathan se encontrou sem nenhuma desvantagem. veio viver conosco alguns anos atrás. Desde que seu estudo é predominante na forma escrita. e velhos amigos se tornaram realmente amigos. Jonathan parecia prosperar. Ele alcançava “honour roll”. o latim provou ser uma escolha positiva. Jonathan descobriu uma brecha para estudantes com necessidades especiais e rapidamente negociou para ser liberado dessa matéria obrigatória. A sua auto-estima florescia e havia um respeito saudável entre ele e os companheiros.

ela usa um microfone de mão e um amplificador (originalmente projetado para o uso com pacientes deficientes auditivos sem amplificação em situações hospitalares). otorrinolaringologistas. o suficiente para que todos nós possamos ouvir. apesar de algumas vezes com dificuldade. Assim seu sussurro é amplificado através de um fone de ouvido tipo “walkman”. Atualmente entretanto. “expert” em leitura labial se tornou o intérprete (ao contrário) anunciando o que a avó diz. Muito dessa atitude se tornou. Ela escreve para suas amigas e então levanta o receptor para ouvir a sua amiga responder. Agora Jonathan. Ponte para uma parceria Durante as últimas duas décadas. usado por seu amigo. ela ainda tinha seus amigos através de visitas pessoais. o nosso jeito de se criar um filho deficiente auditivo. Com um deles não apto a falar e o outro não apto a ouvir. ela pode apenas sussurrar. audiologistas. enquanto sua amiga respondia do outro lado da linha. Quando seus amigos ouvintes a visitam. distribuidores de aparelhos . sem percebermos. Nós somos uma família inovadora. mas especialmente por telefone. A melhor amiga de minha mãe tem uma perda auditiva severa devido à avançada idade e o telefone novamente tornou-se um problema específico em nossas vidas. que logicamente responde naturalmente. eles amavelmente se referem um ao outro como a estranha dupla! Quando a condição de minha mãe se deteriorou. O TDD é o mais novo aparelho de minha mãe. O acréscimo de minha mãe na estrutura familiar é muito mais rico do que as tarefas rotineiras requeridas de cada um de nós. nossa família se reuniu.76 Apesar de ter sido uma dona de casa por anos. O lugar dela era conosco e não num asilo. clínicos. nossa família passou a ter contatos regulares com pediatras.

A raiva que nós comumente sentimos em relação ao profissional. entretanto. entender e enfrentar as notícias arrasadoras. é completamente normal. numerosas burocracias e nossas duas terapeutas auditivo-verbais. uma sucessão de professores.77 auditivos. na perspectiva dos pais. Ainda pais pesquisadores são algumas vezes injustamente compreendidos e sempre rotulados como caprichosos. Nós pais experenciamos diferentes estágios de tristeza e diferentes graus de culpa. especialistas educacionais. sempre coloca pais e profissionais em contato muito cedo. representante de fábrica de aparelhos auditivos. psicólogos. seis diretores de escolas.Isso nos dá tempo de nos recuperar diante do diagnóstico. Essa busca. Inconscientemente. nos reorganizarmos e eventualmente continuarmos em frente. nós redirecionamos essa energia na obtenção do melhor serviço possível para o nosso filho. nessas experiências a ter que fazer muitos ajustes. Nós realmente. tutores individuais. quatro professoras particulares. é geralmente a raiva que surge de nossa própria impotência e de nossa necessidade de nos sentirmos mais capacitados para lidar com a situação. colocando-os em situação de desavença. . Essa procura inicial. assistentes sociais. entretanto. escolas e administradores clínicos. segundas opiniões são aceitas em muitas áreas da medicina hoje. Medicina alternativa. Nós começamos a procurar alternativas e respostas e a ação de pesquisar as próprias ajudas facilita nossa aceitação e adaptação e nos dá a chance de ter um pouco de senso para controlar nossas próprias vidas. Muitos dos nossos primeiros anos nós gastamos aprendendo a aceitar. A negação nos permite um tempo necessário para nos curarmos. Mas como a maioria dos pais. esperávamos descobrir que tudo isso era um grande erro. nós aprendemos.

pode ter apenas um cliente durante a sessão. Nós nos sentimos sem ajuda e sozinhos dentro da comunidade e.78 Nós entramos no campo da deficiência auditiva como total amadores. O profissional pode permanecer separado e conseqüentemente levar mais vibração e entusiasmo para dentro da arena. tanto quanto os diferentes estágios de mágoa e aceitação no meio de filhos. mas nós temos que encarar essa realidade de ter que aprender bastante. Com o tempo. velhas rotinas encontram o caminho de volta em nossas vidas. avós. Da nossa própria forma. O profissional. O profissional. nosso próprio luto. dentro da nossa família. tem uma variedade de problemas e dinâmicas. muitos pais acham isso difícil de superar e pedem por ajuda. nos encontramos barrados com um serviço público recentemente criado e sem consciência pública. . por outro lado. é capacitado para se distanciar facilmente do problema ou da situação. nós lentamente dominamos a situação. nós também nos sentimos mais confortáveis na companhia de profissionais. entretanto. Por fim. amigos e vizinhos. nós não escolhemos esse campo. ou encontrar novas carreiras. Gradativamente nossas vidas retornam ao normal. Nós devemos lidar com todos os nossos filhos. A família. ocasionalmente. ou apenas ver isso como um outro compromisso. A medida que nos sentimos com mais poder. Diferente do profissional. Alguns de nós ficam em casa com nosso filho e outros tem outro filho. Nós somos capazes de admitir uma nova e diferente forma de vida por causa de uma deficiência auditiva. Nesses primeiros anos. parentes. entretanto. além disso. Mas isso é um luxo nunca oferecido por nós. Ir a encontros ou até mesmo pegar no telefone pode ser desgastante emocionalmente. Alguns de nós escolhemos voltar para o trabalho. no nosso próprio ritmo individual.

nas diferenças entre as avaliações dos pais e dos profissionais quanto às necessidades da criança. entretanto. que o nosso filho nunca conseguiria ser uma pessoa normal. Conflitos podem emergir. O controle que os profissionais impunham era imenso. e focar a atenção nas habilidades e não nas desabilidades. aquele prognóstico foi realmente o que mais nos ajudou. Olhando para trás. Estranhamente. Aquele mesmo veredicto. Profissionais assim como pais. precisam separar a criança da deficiência auditiva. me colocava na defensiva e dispensava esses comentários negativos. alguém que aconteceu de ser deficiente auditivo. para encarar a criança primeiro como uma criança. entretanto. essa sabedoria vem com a experiência. De fato. alianças nas quais os profissionais se tornam nossos colegas e aliados. esses comentários me instigaram a provar o erro profissional. com pouca ênfase no aconselhamento familiar. ver a xícara cheia até a metade ao invés de meio vazia. mais uma estatística. eu encarava os nossos contatos iniciais com profissionais como desafios. poderia também ter o efeito contrário. Eles podem e tendem a ser. Muitos treinamentos e informações educacionais dos profissionais estão centrados nas crianças. ele concluiu que Jonathan provavelmente nunca aprenderia a falar. nosso filho talvez seja apenas um produto. Por exemplo. .79 Durante os primeiros meses. como eles sempre faziam. Isso é precisamente porque profissionais precisam ser cuidadosos com o prognóstico que eles dão à família. Isso se tornou um mecanismo que nos ajudou a ter sucesso. quando alguém me dizia. Profissionais podem ajudar fazendo ajustamentos em seus serviços às necessidades reais e diárias da família. quando o otorrinolaringologista apresentou o diagnóstico inicial para nós. ou mais um audiograma. entretanto. Quando nós lidamos com profissionais. Lamentavelmente entretanto.

ainda que eles talvez encontrem prioridades. é considera-la como nossa profissão. Fica-nos. isso é ainda uma idéia abstrata. Mas para o pai de uma jovem criança. pais e profissionais algumas vezes deixam de se comunicar efetivamente e então nós sempre interpretamos mal a definição de sucesso de cada um. Nós talvez priorizamos nossos objetivos diferentemente. Bons profissionais não entram em conflito por pouco. uma visão profissional de sucesso talvez signifique uma criança com uma saudável auto-estima. Por exemplo. estando atrasados para as consultas ou não seguindo uma orientação necessária. Isso pode frustrar os profissionais. os pais. Uma estratégia útil. Eles reconhecem e procuram uma reconciliação trabalhando em conjunto. Alguns pais são culpados de pouca assistência. Bons profissionais encorajam as famílias a fazerem suas próprias escolhas. entretanto. Quando uma tarefa parece . a tarefa de conseguir um conhecimento para coordenar e monitorar os serviços (Simons. Essencialmente. realmente querem ter sucesso. tanto os pais como os profissionais.80 Isso é responsabilidade dos pais de também agirem profissionalmente. Precisamos negociar efetivamente para obter os serviços que nosso filho precisa. Diferenças de valores sempre existirão. pontos de vista e valores que diferem grandemente de seus próprios valores. Profissionais precisam reconhecer o valor e importância das perspectivas dos pais. Infelizmente. 1987). A responsabilidade de educar nosso filho cai diretamente sobre nós. Nós devemos. então. discutir os serviços que precisamos e definir nossas metas abertamente. quando tudo em que estamos concentrados é no ensinamento da linguagem e esperamos que nosso filho eventualmente irá ser entendido pelos colegas. Esta é uma tarefa que consome tempo e alguns pais a consideram mais fácil que outros.

1990).  Eles pedem pela nossa opinião (Niagara Children’s Services Commttee.  Eles não pensam sobre o comportamento da criança da maneira como nós pensamos.81 impossível ou nos sentimos muito embaraçados para perguntar. Finalmente. eu e os profissionais nunca compreendíamos que estávamos realmente trabalhando com diferentes objetivos. eu também me faço lembrar que embora eles possam conhecer os programas e serviços melhor do que eu. Eu agora vejo conflitos como inevitáveis e essenciais. Pais e profissionais podem tecer comentários uns dos outros assim como:  Eles não gostam de responder nossas perguntas. ajuda lembrar que é nossa tarefa pedir.  Eles realmente não respondem às nossas perguntas. falar com os profissionais e se necessário conseguir com que eles conversem entre si. Meu marido.  Eles nos escondem informações.  Eles insistem que nós tomemos as decisões.  Eles não tem tempo para nos ajudar. Nossas metas sempre se diferenciavam. Poucos de nós achamos que nossas interações diárias com os profissionais sejam gratificantes o tanto que gostaríamos que fossem. mas naquele tempo eles eram uma constante fonte de dor.  Eles não ouvem.  Eles falam conosco de forma desconhecida. eu conheço o meu filho melhor do que eles. nossas necessidades por serviço variavam e nós (profissionais e pais) .

Se não ouvirmos os profissionais. Podemos expressar as opiniões com uma firme convicção. . recompensante: Boa comunicação! Todos os pais podem desenvolver melhor as habilidades de comunicação. é uma troca mútua. estamos tão ocupados esperando pela nossa vez de falar que nos distraímos. Aprender a ouvir! Nós devemos aprender a ouvir ativamente e estar de mente aberta. Somos parte de um time! Nós queremos que o profissional escute o que temos a dizer. como podemos esperar que eles nos escutem? Nós podemos acessar a nova informação e dar tempo para absorve-la e então agir. nós talvez até mesmo alcancemos a nova perspectiva. podemos fazer para tornar o relacionamento mais produtivo e satisfatório e eventualmente. como pais. Conversar é dividir informações. Podemos falar abertamente. Se nós nos comunicarmos positivamente e com respeito. Isso talvez previna antagonismo. nós poderemos prevenir um impasse e facilitar aos profissionais nos darem o que necessitamos. É fácil reclamar. há muitas coisas que nós. É melhor para nosso proveito investirmos tempo e esforço no relacionamento com profissionais. não coloca-los contra a parede.82 sempre dávamos ênfase à diferentes aspectos ou tínhamos uma diferente definição de sucesso. Precisamos nos concentrar no problema. não na pessoa. não agressivos. Freqüentemente. Contudo. não indignação. Defender os nossos direitos! Nós podemos aprender a sermos afirmativos. Com o tempo.

chegaremos preparados. Se possível. Podemos manter nosso próprio arquivo. Não devemos ter medo de perguntar ou pedir explicações. Essas anotações registram o nosso progresso que passa despercebido. Também somos profissionais. fazendo a nossa tarefa de casa antecipadamente. É difícil ser sempre animado. Se fizermos uma lista de questões antes do encontro. então. Faça anotações! Se nós tivermos uma preocupação em particular. informações e terminologias trocadas durante os encontros. poremos nossa caneta e caderno para anotar questões. podemos preparar anotações sobre o problema antecipadamente. especialmente durante os primeiros anos. Podemos ler sobre os problemas. encaramos uma vida de desafio que requer tremenda resistência física e emocional.83 Profissionais precisam lembrar que pais são pessoas também. Como pais. Podemos comparar anotações com a de outros pais. com estilos e personalidades individuais e eles apresentarão diferentes maneiras e habilidades. Geralmente alcançamos um platô ou nos sentimos deprimidos com o nosso lento progresso. Isso ajudará o profissional a lidar com ele e nos ajudará a documentar as nossas próprias preocupações. Mas isso é particularmente útil para se rever novas informações e terminologias técnicas. Estar preparado – Manter-se informado! Nós precisamos aproveitar ao máximo os nossos encontros. Também esperamos isso de um profissional. obtenha permissão para usar um gravador durante os encontros com os profissionais. . Isso é uma tática muito útil para pais nervosos.

Podemos levar o(a) esposo(a). Não devemos nunca continuar a reunião ou ir embora a menos que tenhamos entendido o que foi dito. Podemos explicar o pro que do gravador e pedir permissão para usa-lo. nós podemos levar um gravador ao encontro. O amigo que acompanha. A maioria dos pais podem relatar ter passado pela experiência de ouvir alguma coisa pela primeira vez. mesmo se apenas uma pessoa irá falar. Nós temos a vantagem adicional de dividir a informação minuciosamente com nosso esposo(a). Isso é um apoio.84 Não devemos nos sentir intimidados. Talvez fiquemos espantados com o quanto perdemos quando escutamos o tape na tranqüilidade de nossa casa. ou família. Se possível. um terapeuta ou um professor particular. Não precisamos ir sozinhos às reuniões escolares ou hospitalares. A ansiedade pode tornar obscuro o processo de pensamento assim como a nossa memória. um amigo. quando uma porção de novas informações são divulgadas com excessivo uso de jargões profissionais ou terminologias técnicas. apenas para ouvir do profissional que o problema já havia sido discutido. Aprenda o jargão! . assim poderemos mais tarde rever a informação. Isso é uma tática particularmente útil para um pai nervoso nos primeiros anos. irá ajudar a repassar os eventos da reunião ou ter um ponto de vista mais objetivo. Estabeleça ou use uma rede de suporte disponível! Pais estão sempre intimidados com a perspectiva de encontrar uma sala cheia de profissionais.

nós tendemos a trazer a bagagem emocional para a sala. mas o conhecimento é uma poderosa ferramenta e nós ganhamos confiança e respeito durante o processo. A vantagem é que apesar de alguma coisa importante de repente aparecer. É até mesmo útil manter uma agenda mental ou escrita.. A maioria dos profissionais entende . estaremos melhor preparados para o próximo encontro. Verbalizando realmente todas as nossas preocupações.85 Necessitamos aprender a usar as terminologias corretas que os profissionais usam. Devemos também entender a importância do momento certo para uma discussão específica ou confrontação. testes e audiogramas. Fique calmo! Isso é o mais difícil! Necessitamos estar equilibrados e sob controle como pais. se tivermos tempo de pensar e analisar a situação. Ao aprender a estar mais confortável com as informações que adquirimos. nos tornaremos mais familiares com os problemas. assim como nos orientar através disso. para nós não nos desviarmos do assunto e não desperdiçarmos o tempo de consulta. Fique no trilho! Precisamos estar por dentro do assunto. Acesse à informação! Podemos pedir informação de todas as cópias de relatórios. aprenderemos a perguntar questões relevantes e a pesquisar novas áreas.. Temos o direito legal à acessar tais informações. o tempo pode ser nosso aliado. podemos ajudar os profissionais a verem nossa conduta. Isso leva tempo e esforço da nossa parte.

sempre ajuda reconhecer esse fato. conseqüentemente arruinamos nossos próprios esforços. não é fácil transmitir esse tipo de informação a um profissional. nosso filho. Confie na nossa perícia! Temos a nossa própria área de perícia. Alguns profissionais nos ignorarão e talvez até mesmo nos desprezarão mentalmente. Somos nós que teremos que viver com as conseqüências. precisamos ser ouvidos e merecemos respeito pelas nossas opiniões e sentido. Enquanto temos que escutar cuidadosamente as opiniões. Isso pode ajudar a amainar a situação com humor. Se ser calmo. que somos nós que damos o maior apoio para nosso filho. mais eles nos escutarão.86 isso na maioria das vezes. precisamos lembrar que isso é tudo o que elas são. tranqüilo e controlado não faz parte de nossa personalidade. como uma família. Precisamos nos lembrar freqüentemente. Apesar disso. Temos o direito de falar sobre o que está nos chateando. sendo emocionais pode ser contra produtivo e perdemos nossa credibilidade.. falar sobre isso com o profissional e explicar nossos defeitos. Precisamos confiar em nossos instintos de saber quais as necessidades de nossos filhos. que tipo de atitude nos faz mais. Vemos o lado de nosso filho que os profissionais nunca veriam. . Ainda. Um profissional geralmente entra na nossa vida por curtos períodos de tempo. Cabe a nós dividir informação. Descarregar raiva não funciona. Precisamos ter o melhor instrumento médico/terapêutico que pudermos e então determinar. Fazemos o maior investimento no nosso filho. mas temos uma chance maior de sermos ouvidos e obtermos um pouco ou tudo que queremos se esperarmos o momento de maior raiva passar.. Quanto mais racionais pudermos ficar.

Nossa meta é formar uma aliança com os profissionais. se necessário. Precisamos separar o problema da pessoa. Não menos do que isso deve ser aceito na relação com qualquer profissional. se necessário. Se nós não concordarmos. perguntar se um outro profissional talvez se sentiria diferente e como o profissional lidaria com a situação se fosse seu(a) próprio(a) filho(a). Pais e profissionais precisam ser respeitosos e corteses um em relação ao outro. Temos uma parceria potencial. Temos direito a elas! Podemos pedir ao profissional mais informação ou literatura sobre o assunto. Isso é difícil para a maioria de nós fazermos e para profissionais aceitarem. Se não estivermos certos ou se gostaríamos de uma segunda opinião. Precisamos não estar com medo de correr um risco ou reconhecer um erro. não antagonizar. Consiga uma segunda opinião! Segundas opiniões são comuns no campo médico. Precisamos impor nossos próprios limites. precisamos permanecer objetivos. reavaliarmos nossas metas e objetivos. Nós todos aceitamos o fato de que a terapia é um diagnóstico em andamento e um processo em constante alteração. Precisamos ser o mais realista possível e.87 Seja objetivo! Se um problema ou uma necessidade especial aparecer. Seja afirmativo – Permaneça educado! Isso é a espinha dorsal de uma conduta profissional. precisamos dize-lo. Algumas vezes nós até temos o compromisso. Ninguém pode ler a nossa mente! Precisamos aprender a persuadir. Como pais mantemos parte dessa . precisamos nos expressar.

talvez não seja necessariamente para oura. Tal atitude pode mexer com a nossa confiança e nos levar a questionar o que é melhor para nosso filho. É vantajoso para um profissional trabalhar com pais que podem se defender efetivamente. Nossa formação e valores talvez difiram. Ainda o profissional que diz “talvez eu possa ajuda-lo a resolver ou encontrar alguém que saiba a resposta”. do que refletindo num futuro potencial. Essa atmosfera de liberdade é útil para resolver as coisas. pode inspirar um alto grau de confiança. vêem o ditado da xícara meio cheia! A equipe de funcionários da escola . ser tranqüilizados é útil. Devemos aprender a confiar em nossa própria intuição. Confie nos nossos instintos! Alguns sistemas escolares se intitulam como “experts”.88 responsabilidade. Não é fácil para um profissional dizer “Eu não sei” para um pai. Eles provavelmente gastam mais tempo focando sobre falhas passadas. Expresse nossa estima! Todos nós precisamos ser apreciados e elogiados. Mantenha expectativas realistas! Escolas ou médicos talvez nos digam que nossas expectativas não são realistas ou são muitas vezes altas. tomar decisões e resolver problemas por si mesmos ou numa parceria. sobre o que são expectativas realistas para nossa família. e. Isso é uma fonte comum de conflito entre pais e profissionais. O que é realista para uma família.

Quando nosso filho teve um professor particular inadequado. Se nós (pai e profissional) não podemos concordar sobre uma determinada ação. Renegocie sempre que possível. Se trabalharmos com os profissionais ao invés de nos contrapormos. Algumas vezes. eu disse a mim mesma que eu era responsável pelo trabalho e nós teríamos um novo professor no próximo ano. não importa o quão preparados estejamos. Todos os pais tem uma lista de tais choques e. Há. Esses são os momentos em que ficamos impedidos de prosseguir e sentimos que não há outra saída a não ser chuta-los. Eles podem olhar para o que é errado em lugar do que é certo. Nós continuamos crescendo. o direito de ser bem sucedido e o direito de falhar. entretanto. se tivermos sorte. Temos o direito de tentar. Reconheça o lado brilhante de qualquer situação. há dignidade em risco. alternativas! Reavalie a situação. Eles podem nos falar o que nossas crianças não podem fazer em lugar do que podem fazer.89 trabalha com centenas de crianças. na forma de um profissional. precisamos ao menos estabelecer a forma apropriada para resolver nossas diferenças. A maioria de nós pode impor metas para nossos filhos melhor do que qualquer u. O pai precisa fazer uso de sua autoridade apenas quando for requisitado. ao passo que nós trabalhamos com apenas uma. Isso é também nosso direito. Apesar de alguns profissionais não quererem expor as crianças a falhas ou estressar muito ou exigir muito da família.. nós corremos contra uma parede de tijolos.. nossos desentendimentos podem geralmente ser resolvidos. Há sempre alternativas e sempre podemos aprender novas maneiras de lidar com os problemas. e nós tivemos! . a lista é pequena. Talvez uma das mais importantes coisas que podemos fazer é obter uma segunda ou até terceira opinião.

1991). a criança permanece como foco. mais próximos e mais fortes e aprendemos novas habilidades e técnicas de resolver problemas. enquanto permanecem cautelosos sobre o reforço positivo. seja como for. Profissionais precisam reconhecer os requisitos necessários de todo pai na recepção de informação. nossa unidade de família cresceu de um jeito que nós não tínhamos previsto. com sorte. Pessoas são resistentes e como pais. . que é onde a maioria dos pais está centrada (Luterman. Profissionais precisam prover oportunidades para pais experimentarem sucesso. O que começa como um impacto bastante negativo e difícil para nossa família. se torna lentamente positivo. Conclusão Há muitas recompensas. se isso estiver dentro das éticas profissionais.90 O profissional precisa criar uma atmosfera de troca. Raver e Kilgo. 1991.. Usando habilidades de escutas ativas. Se a necessidade é a mãe da invenção. O conceito paterno e profissional de fazer o certo talvez não seja igual e pode causar conflito. Facilitando a participação de pais em todo o processo.. nós nos tornamos mais flexíveis e mais aptos a enfrentar o próximo desafio. Seja por necessidade ou prática. nós podemos aprender e aprendemos a enfrentar uma variedade de difíceis situações. o profissional poderia demonstrar disposição de implantar um plano de ação do pai ao invés do seu próprio. Nós nos tornamos autoconfiantes. em uma verdadeira parceria entre pais e profissionais. para abster-se de usar muitos jargões profissionais e fornecer informação necessária enquanto permanece sensível ao processo de sofrimento. muito mais do que nós pensamos ser possível. Profissionais precisam prover um legítimo programa de opções enquanto permanecem centrados no processo e no resultado.

Nós não escolhemos entrar no mundo da deficiência auditiva. certamente intensifica-se essa função. Nós pais precisamos ser respeitados e os primeiros jogadores do time porque temos a máxima responsabilidade com o futuro de nossos filhos. quando adolescente. sentimentos. atitudes e . isso é mais uma diferença de estilo do que de intenção. como um jovem adulto. a diferença pode ser transposta e a linha de comunicação pode ser aberta. tomar as decisões necessárias ao longo do processo e resolver os problemas para ele e para a nossa família. A fim de estabelecer um bem sucedido e cuidadoso programa para um filho que seja deficiente auditivo. nós aprendemos a defender efetivamente. isso foi imposto a nós. sucesso ajuda a justificar suas carreiras. ensinamos Jonathan as habilidades de lidar com sua própria vida. sucesso reafirma habilidades paternas e profissionais. Tendo um filho com desabilidades. Um relacionamento positivo entre pais e profissionais pode apenas ser conquistado com responsabilidade partilhando informação. pais e profissionais querem sucesso. Embora uma diferença de comunicação exista entre alguns profissionais e alguns pais. Para pais. de modo que nós não sejamos necessários por muito tempo. O objetivo do nosso trabalho é conseguir a independência de nossos filhos. ele às tem absorvido e aprendido a trabalhar de forma respeitosa e afetivo nos relacionamentos com os profissionais e continua a construir suas próprias pontes de relacionamentos. Atravessamos a ponte e formamos muitas parcerias: alguns de meus melhores amigos são na verdade os profissionais que entraram em nossa vida enriquecendo-a. Com os pais e profissionais planejando iniciativa juntos. Ambos. Como primeiros agentes de nosso filho.91 Eu acredito que o papel de um bom pai é eventualmente colocar-se fora da função de pais. é importante que uma verdadeira aliança se forme entre pais e profissionais.

inovação. O sucesso do relacionamento entre pais e profissionais é uma troca e isso leva tempo. .92 valores. Confiança.  Desenvolvimento na medição da audição.  Seleção e uso de aparelhos sensoriais. integridade. criatividade. respeito nas diferenças individuais. Prática Auditiva-Verbal Para crianças que são surdas ou deficientes auditivas profundas Dia 1 Parte I: Fundamentos do Método Auditivo Verbal Uma sobrevista multimídia sobre o método auditivo-verbal. aceitação de responsabilidade e prestação de contas são ingredientes essenciais para fazer de tal um relacionamento.

Parte III: O ABC’s do AVT Os primeiros anos . cognitiva e de comunicação. O assunto abordado inclui: o protocolo audiológico AVI.  Variáveis que afetam o progresso.  Progresso da terapia diagnóstica. o impacto da tecnologia no desenvolvimento da audição através de aparelhos auditivos e Implante Coclear. Uma curta gravação em vídeo-tape será usada para ilustrar o início e passos intermediários do processo de terapia auditivo-verbal e aplicações de uma variedade de programas. Antes e depois da gravação em vídeo-tape de crianças e adultos com deficiência auditiva profunda.  Participação dos pais.93  Crescimento cognitivo-lingüístico. o primeiro encontro com os pais. Parte II: Aprendendo a Ouvir: O Início Esta sessão irá explorar os princípios básicos do método auditivo-verbal e a aplicação para o início do processo terapêutico com crianças precocemente diagnosticadas e pré-escolares. lingüística. ilustraremos os parâmetros básicos do método auditivo-verbal. Apresentação de vídeo de crianças com deficiência auditiva severa a profunda irá demonstrar a extensão da habilidade auditiva. como iniciar o desenvolvimento “aprendendo a ouvir” sons.  A hierarquia de habilidades auditivas.

incluindo o uso da pista da mão e iluminação acústica. fechamento auditivo. mudar a lição de “espaço aberto” para “espaço fechado”. refrescar.94 A análise do comportamento auditivo através de um número de técnicas auditivoverbal. Conclusão: Apresentação de som e slides: “Meu bebê”. idades auditivas e idade auditiva-verbal irão demonstrar uma série de habilidades que tem sido desenvolvidas pela audição. pausar. prover alternativas auditivas. perguntar “O que você ouviu?”. repetir. Discussão de uma série de técnicas auditiva-verbal incluindo a pista da mão. esperar. ambos antes e depois da implantação coclear. chegar perto da criança. Dia 2 . Gravação em vídeo-tape ou sessões de terapia atuais serão usados para demonstrar as técnicas acima. Crianças em várias idades cronológicas. Parte IV: Terapia Auditiva-Verbal e o Implante Coclear Crianças Cocleares Legais A terapia auditivo-verbal é particularmente adaptada a crianças com Implante Coclear. Esta sessão irá explorar o critério de seleção para a implantação coclear e o desenvolvimento da fala e linguagem através da audição.

Técnicas incluem uma série de estratégias adaptadas como: “O que você ouviu?”. Gravação em vídeo-tape de sessões auditivo-verbais atuais será usada para demonstrar as estratégias acima. os participantes terão oportunidades de analisar uma série de técnicas. repetição do estímulo.95 Parte I: Técnicas e Estratégias Auditivo-Verbais Aprendendo a ouvir nos primeiros anos Nesta parte. Os participantes serão capazes de seguir o desenvolvimento de um número de crianças do diagnóstico até a idade de 5 anos. Crianças com deficiência auditiva severa a profunda irão ilustrar uma série de habilidades. uma durante um período de nove anos e outra durante um período de quatro anos (uma usuária de aparelho auditivo e outra usuária de Implante Coclear). . Dois estudos longitudinais serão explorados. Planos prescritivos para intervenção auditivo-verbal serão providos de discussões com os participantes. Parte II: Estudos Longitudinais na Prática Auditiva-Verbal Esta sessão se concentra no desenvolvimento da linguagem através da audição com o tempo. O instrutor irá apresentar informação audiológica juntamente com uma variedade de materiais usados para integrar as quatro áreas de habilidade de desenvolvimento em uma comunicação falada espontânea. uma variedade de técnicas serão discutidas com ênfase específica no desenvolvimento da linguagem através da audição nos “primeiros anos”. ambos de crianças com deficiência auditiva profunda. “Colocar os objetos de volta a audição” e prover alternativas. Seguindo um resumo tirado dos apresentadores do programa “O ABC’s do AVT”.

manipulação do tema  Análise da habilidade discursiva  Técnicas de produção de fala através da audição  Pais como parceiros  Alto nível de habilidades cognitivas  Atividades estruturadas e habilidades de apoio  Iluminação acústica  Introdução de ruído de fundo  Saudação e requisição  Capacidade de conversação . Dez episódios serão analisados para uma variedade de técnicas e irão se concentrar em:  Papel de cada membro da equipe  Desenvolvimento de objetivos apropriados à idade  Preparação de objetivos terapêuticos  Estratégias clarificadas  Restabelecimento de conversação  Turno de fala.96 Parte III: Aprendendo a Ouvir Tardiamente Desenvolvimento auditivo-verbal nos anos de idade escolar serão explorados em detalhes. tempo de fala.

participantes terão a oportunidade de propor perguntas e ter uma discussão aberta e interativa sobre qualquer informação apresentada durante os dois dias de conferência. Parte V: Conclusão O Apresentador irá concluir o trabalho de dois dias com uma apresentação multimídia sobre crianças auditivo-verbais e suas famílias: “O MAIOR AMOR DE TODOS” Dia 3: A Relação Entre os Pais-Profissionais Parte I: Terapia Auditivo-Verbal Para Pais e Profissionais A parte I incluirá o guia de princípios e os fundamentos do método auditivo-verbal. Os maiores assuntos abordados serão:  O diagnóstico  O processo de aflição  Os aparelhos auditivos . Uma revisão dos resultados esperados será apresentadas pelo instrutor e um resumo dos assuntos abordados pertencentes à prática auditivo-verbal.97 Parte IV: Terapia Auditiva-Verbal Fórum aberto No Fórum Aberto.

analisada e discutida pelos pais em auditório público. . Terapias e técnicas de apoio serão demonstradas através de vídeo-tape e demonstração ao vivo.98  O ano decisivo do “aprender a ouvir”  O impacto da surdez na família * “Antes e Depois” Gravação em vídeo-tape de crianças com perda auditiva profunda serão apresentadas. A sessão será avaliada. aprendendo a ouvir através de “brincadeiras” e participação dos pais. * Exposição de som e slide: “Meu bebê” Parte II: Terapia Diagnóstica A parte II irá explorar o papel dos pais no início e/ou anos pré-escolares. brinquedos apropriados à idade. Demonstração de terapia O apresentador fará uma demonstração ao vivo de uma sessão auditivo-verbal com uma criança nova e seus pais. Preparação para a sessão será discutida incluindo: a razão do “aprendendo a ouvir sons”.

. Ênfase específica será situada no desenvolvimento da competência de conversação. A discussão será centralizada na audição. linguagem e comunicação. fala. O conceito de “inclusão” e escolaridade serão discutidos tão bem quanto as variáveis que afetam a linguagem falada. casos pessoais.99 Parte III: Aplicação das Lições “Para a Vida” A parte III focaliza o desenvolvimento auditivo-verbal através dos anos escolares. interesses familiares e suas esperanças e sonhos para suas crianças no futuro. Parte IV: Prática Auditivo-Verbal e o Futuro A parte IV será um fórum aberto onde pais devem expressar opiniões. Parte V: Conclusão A apresentação multimídia consistindo em demonstrações em vídeo-tape e demonstração de som e slides: “O MAIOR AMOR DE TODOS” O apresentador irá permanecer o tempo que os pais desejarem se reunir. A tecnologia será discutida incluindo a Implantação Coclear.