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Apelação Cível n. 2008.

039867-9, da Capital
Relator: Juiz Rodrigo Collaço

RESPONSABILIDADE CIVIL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO
POR ATO ILÍCITO CUMULADA COM DANOS MORAIS,
MATERIAIS E ESTÉTICOS - ILÍCITO COMETIDO CONTRA
A AUTORA POR ADOLESCENTE QUE, À ÉPOCA DOS
FATOS, DEVERIA ESTAR RECOLHIDO EM CASA DE
INTERNAÇÃO - GRAVES SEQUELAS RESULTANTES DO
OCORRIDO - VERIFICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE
SUBJETIVA DO ENTE PÚBLICO - DELITO PRATICADO
TAMBÉM POR OUTROS DOIS INDIVÍDUOS - AUSÊNCIA
DE NEXO CAUSAL - DEVER DE INDENIZAR AFASTADO SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA - RECURSO
DESPROVIDO
1. "O nexo causal é pressuposto da responsabilidade
civil, quer seja objetiva ou subjetiva, contratual ou
extracontratual. É o liame existente entre a conduta e o
resultado" (AC n. 2008.041931-3, rel. Juiz Henry Petry Junior,
j. 9.12.08).
2. Inviável o reconhecimento da responsabilidade civil do
estado pelos danos sofridos por pessoa vítima de delito
perpetrado por indivíduos tão só em razão de que um deles,
menor, deveria à época estar recolhido em casa de
internação por força de decisão judicial. Assim o é ante a
probabilidade de que o ilícito viesse ocorrer mesmo sem a
participação daquele que poderia estar sob custódia.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível n.
2008.039867-9, da comarca da Capital (Unidade da Fazenda Pública), em que é
apelante Gladis Aparecida dos Santos da Rosa, e apelado Estado de Santa
Catarina:

A Quarta Câmara de Direito Público decidiu, por votação unânime,
desprover o recurso. Custas legais.
Participaram do julgamento, realizado em 24 de setembro de 2011,
os Excelentíssimos Senhores Desembargadores Cláudio Barreto Dutra
(Presidente) e José Volpato de Souza.

25 de novembro de 2011 Rodrigo Collaço RELATOR Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 .Florianópolis.

obtemperou.a qual possuía como escopo a reparação dos graves prejuízos suportados pela autora durante roubo seguido de sequestro. nos autos da ação de indenização civil por ato ilícito cumulada com danos morais. de modo que só poderia ser compelido a cumprir coativamente os direitos sociais prestacionais quando restasse demonstrado que tal imposição não implicaria consequências danosas ao regular funcionamento do próprio aparato estatal. com o acolhimento das pretensões reparatórias formuladas na lide em apreço. nexo de causalidade entre a falta de segurança pública e os danos indicados na peça vestibular. postulou a reforma integral do decisum hostilizado.que agiram alheios ao Estado . Narrou que a indenização almejada deve ser deferida e. Por fim. Registrou que o nexo causal está fulcrado justamente na liberação do criminoso condenado por sentença judicial e na ausência de manutenção da ordem pública. porquanto a culpa pelo sinistro foi exclusiva dos três autores da infração . ainda que não o fosse. porém permaneceu solto -. haja vista a extrema debilidade da estrutura da administração. já havia sido condenado. concorreu para o infausto acontecimento. eis que aludida desídia foi determinante ou. julgou improcedente o pleito. menor de idade. Nessa linha de raciocínio. independentemente da situação precária do erário. a desobediência da ordem judicial é suficiente para ensejar o seu dever reparatório. pela consequente liberação ilegal do jovem que cometeu o ato infracional. ao menos. uma vez que ocorreu flagrante ofensa aos princípios da legalidade e eficiência.035475-5 movida pela ora recorrente em face do Estado de Santa Catarina . 748/752 proferida pelo juízo da Unidade da Fazenda Pública da Comarca da Capital que. materiais e estéticos n.RELATÓRIO Trata-se de apelação cível interposta por Gladis Aparecida dos Santos da Rosa e que visa à reforma da sentença de fls. de fato. ademais. no caso concreto. Apregoou que a responsabilidade civil do ente estatal. culminando na socialização indevida de um infortúnio pessoal. à medida sócio-educativa de internação. pelo princípio da reserva do possível. assinalou o togado a quo que não ficou cabalmente comprovado. 756/767). é objetiva e. entre outros. em data pretérita ao evento danoso e por força de outro processo criminal de homicídio. que. a responsabilização desta pela falta do serviço em discussão somente agravaria tal quadro. Sustentou a apelante. o executivo estadual possui responsabilidade pela falta de vagas nos Centros de Internação e. que a intervenção do poder judiciário neste campo deve ser a mais prudente possível e. Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 . 023. Finalmente.e somente um deles deveria estar segregado naquele momento. visto que um dos autores do delito.05. nas suas razões recursais (fls. referida providência não prejudica o princípio da separação dos poderes. sendo que o magistrado de primeira instância escorou o seu pronunciamento na circunstância de que a atuação do poder público é pautada. ainda. na hipótese sub judice.

por parecer da lavra do Excelentíssimo Senhor Doutor João Fernando Borrelli. Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 . 769/775. a douta Procuradoria-Geral de Justiça. Com a ascensão dos autos. Este é o relatório.O apelado apresentou contrarrazões às fls. deixou de se manifestar sobre o meritum causae ante a ausência de interesses que justificassem a intervenção daquele órgão ministerial.

Juiz Henry Petry Junior. o necessário nexo de causalidade entre o prejuízo apontado e a indigitada omissão estatal. faz-se impossível admitir que o fato consequente se teria produzido tal como ocorreu (condição sine qua non).041931-3. 3. imperioso que se estabeleçam. entre todas as condições de um resultado.levando-se em consideração que o evento danoso partiu de terceiro estranho à administração -. nesse ponto. 2007. quer se analise a questão da responsabilidade civil do apelado pelo prisma objetivo . Assim. escolhe como causa a condição cronologicamente mais próxima do evento que se quer imputar.12. 37. "o nexo causal é pressuposto da responsabilidade civil. uma de particular relevância. 2) teoria da causa próxima e da causa direta: esta doutrina (tal como a da causa eficiente) procura selecionar. de bom alvitre consignar que são várias as teorias que buscam definir o que vem a ser essa relação de causalidade. § 6º. rel. quer seja objetiva ou subjetiva.. adianta-se.VOTO O inconformismo da apelante. Yussef Said Cahali elucida." (Responsabilidade civil do Estado.. A respeito do assunto. 75) Frise-se que. É o liame existente entre a conduta e o resultado" (AC n. Seguindo essa linha de raciocínio. portanto.haja vista a regra insculpida no art. Consoante orienta esta Corte. no caso concreto. a sua discrepância fundamental com a doutrina da equivalência. as mais aceitas são a da causalidade adequada . a que considera causa. contratual ou extracontratual. toda vez que as condições não sejam equivalentes. 2008. não subsiste requisito primordial para ensejar o dever reparatório do Estado. da CRFB/88 e o dever de guarda que o poder público deveria exercer sobre o adolescente que foi um dos causadores dos danos suportados pela apelante . por José de Aguiar Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 . um fenômeno é condição do outro quando. não merece prosperar. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. suprimindo-o mentalmente. assim. j. Isso porque. com referência ao estudo de Roberto Brebbia: "1) teoria da equivalência das condições: esta doutrina sustenta que todas as condições que conduzem a um resultado são a causa desse resultado.08). as pertinentes distinções entre as três teses mais relevantes no meio doutrinário e jurisprudencial. certo é que.ou subjetivo . qual seja. pelos menos em sua formulação inicial. basta que o sujeito tenha realizado uma condição desse resultado para que exista relação causal.defendida.] 6) teoria da causalidade adequada: esta doutrina sustenta. assentando. ed. entre as teorias supramencionadas. eis que tal providência é salutar para a compreensão da problemática. p. sejam mediatas ou imediatas. a teoria da causa próxima. 9. [. por exemplo. que não basta que um fato seja condição de um resultado para que o agente se possa considerar autor desse evento.

quem forneceu a matéria-prima. de forma a ser atribuído a cada uma das condições. inarredável concluir que não persiste a obrigação de indenizar da administração pública. não podendo ser subdividido em partes. urge registrar que. esta última também conhecida como teoria do dano direto e imediato. Critica-se essa teoria pelo fato de conduzir a uma exasperação da causalidade e a uma regressão infinita do nexo causal. Nessa senda. conforme previsto no art. etc. se equivalem. com alguma mitigação. não é possível concluir. mas também quem lhe vendeu o automóvel. com base nas ideias de Stuart Mill. ao discorrer sobre o dever do Estado de reparar os prejuízos causados por presos foragidos. Sustentam seus defensores que o resultado é sempre uno e indivisível. com a necessária precisão.e da causa próxima e direta. no âmbito criminal do nosso ordenamento jurídico. tem ampla aplicação no Direito Penal de vários países. que a simples apreensão do agente inimputável seria suficiente para obstar o advento do sinistro. Sérgio Cavalieri Filho preleciona: "Essa teoria (da equivalência dos antecedentes). concebida por Agostinho Alvim e que já foi adotada. posto acolher temperamentos. não tinham qualquer condenação anterior. antecedentes necessários do resultado. todas as condições. 13 do Código Penal e parágrafos. tem-se que ela somente é aceita. deve-se atentar que. até mesmo porque.Dias . Quanto à teoria da equivalência das condições (ou equivalência dos antecedentes)." Estabelecida tal premissa. embora a afirmação não seja peremptória. tanto com supadâneo na teoria da causalidade adequada como do dano direto e imediato. não se identifica nexo causal entre a omissão do ente estatal e o evento lesivo que culminou nas graves sequelas a que foi submetida a apelante. tendo em vista que dá o mesmo valor e reputa como causa todos os antecedentes do resultado danoso. Logo. Rui Stoco. outrossim. que. agiram outras duas pessoas. conjuntamente com o adolescente que deveria estar recolhido na Casa de Internação à época do evento danoso. o que conduziria a uma espiral infinita de ações e omissões determinantes do nexo de causalidade material. pelo que se sabe. Logo. quem o fabricou. embora com certo temperamento . Ou seja. pelo Supremo Tribunal Federal. Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 . isolada e autonomamente. Nesse norte. inclusive. Por ela. elaborada por von Buri. não era ele que dirigia o veículo que capotou. teria que indenizar a vítima de atropelamento não só quem dirigia o veículo com imprudência. inclusive no nosso. Nesse norte.mitigada pela teoria da imputação objetiva -. traz à baila importante: "Não nos parece incidir a responsabilidade objetiva do Estado na hipótese de dano causado por preso foragido da cadeia pública ou de penitenciária. conforme se verá adiante.

a responsabilização civil do ente público com base na teoria do risco administrativo. basta que o lesado acione a Fazenda Pública e demonstre o nexo causal entre o fato lesivo (comissivo ou omissivo) e o dano. da causalidade adequada ou do dano direto e imediato (art. É certo que. bem como o seu montante." E No julgamento de casos semelhantes. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa” (CF. Evidentemente que estamos falando da elisão da responsabilidade do Estado enquanto objetiva. Min. conduziria a absurdos. 2. reparte-se o quantum da indenização” (Hely Lopes Meirelles. não há como empenhar a responsabilidade estatal.É que. art. 403 do CC). Se total a culpa da vítima. haja vista a ausência de nexo etiológico entre a atividade estatal e o dano proveniente. contudo. Garcia Vieira).666. pode-se inferir a ocorrência efetiva de omissão do Poder Público ou a falha do serviço. Comprovados esses dois elementos. surge naturalmente a obrigação de indenizar. embora a responsabilidade do Estado seja objetiva. subsiste a responsabilidade objetiva da Administração. REsp nº 38. restar comprovada. este Tribunal assim já se manifestou: "RESPONSABILIDADE CIVIL . a falta do serviço. Não pode ser presumida a culpa da administração por conceder. que a só fuga não se caracteriza como causa eficiente do dano ocorrido pela atuação criminosa do foragido. do Direito Penal.ASSALTO POR DETENTO QUE SE ENCONTRAVA SOB O BENEFÍCIO DE “SAÍDA TEMPORÁRIA” . por si só. mutatis mutandis. Perceba-se que nessa hipótese o dano não foi causado por quaisquer agentes do Estado. “para obter a indenização. Se. considerando que a teoria da equivalência das condições. ou seja. fica excluída a responsabilidade da Fazenda Pública. que emprenha responsabilidade subjetiva ou com culpa e se estabelecido inconteste nexo de causalidade imediato entre a fuga e o resultado danoso . se parcial. durante fuga e perseguição. § 6º). exige-se um nexo de causalidade entre a ação ou omissão do Estado e o dano ocorrido. 'O fato de foragido de estabelecimento prisional estadual ser co-autor em crime de assassinato não enseja. sem rebuços. saída temporária ao preso que. o foragido mata ou fere pessoa . em estrita obediência à Lei. veio a cometer crime" (AC nº Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 .RECURSO PROVIDO. Enquanto não evidenciar a culpabilidade da vítima.como no caso em que.então não haverá como deixar de impor ao Estado o ônus de sua desídia. contudo. 1. na hipótese de fuga do preso. 37. Interrompido o nexo causal ou advindo concausa ou concausas independentes. nessa qualidade. As pessoas jurídicas de direito público são civilmente responsáveis “pelos danos que seus agentes. uma vez foragido. Não menos certo. E. Para eximir-se dessa obrigação incumbirá à Fazenda Pública comprovar que a vítima concorreu com culpa ou dolo para o evento danoso. por força da teoria adotada. causarem a terceiros. nessa qualidade.AUSÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE .

2002. por si só.07) "APELAÇÃO CÍVEL . imperícia ou imprudência. a responsabilização civil do ente público com base na teoria do risco administrativo." (AC n. '1. Luiz Cézar Medeiros). 'Não pode ser presumida a culpa da Administração por conceder. Min. Carlos Veloso). rel. negligência.021014-5. rel.055469-0. por si só. '2. 30.ATO OMISSIVO . veio a cometer crime." (AC n. veio a cometer crime' (AC n. de forma genérica. 6. Dano decorrente de assalto por quadrilha de que fazia parte preso foragido varios meses antes.AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL ENTRE O DANO E A ATIVIDADE ESTATAL . dispensa judicial ao preso que. não sendo." (AC n.003304-9. 'Tratando-se de ato omissivo do poder público. Não pode ser presumida a culpa da Administração por conceder. numa de suas três vertentes. pelo que exige dolo ou culpa.CULPA NÃO CONFIGURADA 1. pelo que exige dolo ou culpa. Newton Trisotto. Des. Des. ‘Tratando-se de ato omissivo do poder público. não sendo. uma vez foragido. j. entretanto.6. a responsabilização civil do ente público com base na teoria do risco administrativo.016297-6. haja vista a ausência de nexo etiológico entre a atividade estatal e o dano proveniente. Min.RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO . Carlos Veloso).08) "RESPONSABILIDADE CIVIL . a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva. j. a faute de service dos franceses' (STF. de forma genérica. haja vista a ausência de nexo etiológico entre a atividade estatal e o dano proveniente. 2. dado que pode ser atribuída ao serviço público. dado que pode ser atribuída ao serviço público. 2007. j.06) Para que não pairem dúvidas.147/SP. uma vez foragido. cita-se interessante precedente do Supremo Tribunal Federal: "Responsabilidade civil do Estado. Luiz Cézar Medeiros. Rui Fortes. rel. Des. entretanto.A Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 . a faute de service dos franceses’ (STF. RE 179.CRIME CONTRA LIBERDADE SEXUAL . 2004.MORTE CAUSADA POR DETENTO FORAGIDO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL .RESPONSABILIDADE OBJETIVA AFASTADA .ESTADO . 2003. Des.AUSÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE A ATIVIDADE ESTATAL E O DANO PROVOCADO RECURSO DESPROVIDO.AÇÃO DE INDENIZAÇÃO . . em estrita obediência à lei. RE 179.024296-4. O fato de foragido de estabelecimento prisional estadual ser autor de crime contra liberdade sexual não enseja. dispensa judicial ao preso que. 19. a responsabilidade civil por tal ato é subjetiva.6.5. negligência. O fato de foragido de estabelecimento prisional estadual ser autor de crime contra liberdade sexual não enseja. numa de suas três vertentes.147/SP. necessário individualizá-la.AUTOR FORAGIDO DE PENITENCIÁRIA . imperícia ou imprudência. em estrita obediência à lei. de Palmitos). 2007. necessário individualizá-la.

a que corresponde o paragrafo 6.Em nosso sistema jurídico. até por ser aquela que. Não obstante aquele dispositivo da codificação civil diga respeito a impropriamente denominada responsabilidade contratual. obviamente. não pode haver a incidencia da responsabilidade prevista no artigo 107 da Emenda Constitucional n.No caso.060 do Código Civil. atualmente. como resulta do disposto no artigo 1. j. sem quaisquer considerações de ordem subjetiva. inclusive a objetiva. Gabinete Juiz Rodrigo Collaço MOD[USJAN21142RT]01 . rel. o requisito. Recurso extraordinário conhecido e provido. 1/69 (e. 12. como a formação da quadrilha.5. 1/69. do artigo 37 da Carta Magna). e o assalto ocorrido cerca de vinte e um meses após a evasão. também objetivo. em face dos fatos tidos como certos pelo acórdão recorrido. portanto. o voto é pelo desprovimento do recurso. o dano decorrente do assalto por uma quadrilha de que participava um dos evadidos da prisão não foi o efeito necessario da omissão da autoridade pública que o acórdão recorrido teve como causa da fuga dele. também denominada teoria da interrupção do nexo causal.responsabilidade do Estado. não dispensa. . Com efeito. no paragrafo 6. do nexo de causalidade entre a ação ou a omissão atribuida a seus agentes e o dano causado a terceiros. aplica-se ele também a responsabilidade extracontratual. a teoria adotada quanto ao nexo de causalidade e a teoria do dano direto e imediato." (RE 130. mas resultou de concausas. . e.92) Ante o exposto. embora objetiva por força do disposto no artigo 107 da Emenda Constitucional n. e inequivoco que o nexo de causalidade inexiste. Min. Moreira Alves. do artigo 37 da atual Constituição. e com base nos quais reconheceu ele o nexo de causalidade indispensavel para o reconhecimento da responsabilidade objetiva constitucional. afasta os inconvenientes das outras duas teorias existentes: a da equivalencia das condições e a da causalidade adequada.764.