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O QUE É PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA (PAM

)

A PAM é a pressão média em que o sangue se movimenta através da
vasculatura e dela dependem a perfusão tissular e a perfusão dos
órgãos (SMELTZER; BARE, 2005).

Os valores da PAM devem exceder 70 a 80mmHg para que as células
recebam O2 e nutrientes suficientes (SMELTZER; BARE, 2005).

Existem 2 formas de se avaliar a PAM: monitorização não-invasiva e
monitoração invasiva.

FORMA NÃO-INVASIVA

Utiliza a seguinte fórmula para avaliar a PAM:

OBS: Neste caso, as pressões sistólica e diastólica são aferidas com o
esfigmomanômetro.

FORMA INVASIVA

Consiste na técnica de introdução de um cateter em uma artéria por
punção percutânea ou dissecção. O cateter é conectado a um sistema
de transmissão de pressão, um transdutor de pressão que é conectado
ao monitor, permitindo a visualização de curvas e valores de pressão
(KNOBEL, 2006);

facilita a coleta de amostras de sangue arterial para exames laboratoriais (KNOBEL.  Vantagens: proporciona a mensuração contínua das pressões arteriais sistólica.  em estado de choque nos quais a vasoconstricção é muito intensa dificultando a mensuração não invasiva da PA. braquial. Sítios de punção: artéria radial (preferencialmente).  grandes queimados com acesso vascular ou cutâneo limitados para coleta de sangue arterial ou mensuração não invasiva da pressão arterial (PA). 2006) POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES  Dor local  Hematomas .  em pós-operatório de cirurgias de grande porte.  É a forma mais fidedigna de se avaliar a PAM. (KNOBEL. diastólica e média. 2006).  em uso de drogas vasoativas. QUANDO A MONITORIZAÇÃO INVASIVA É INDICADA A monitorização invasiva da pressão arterial é indicada para pacientes:  com níveis pressóricos instáveis.  em suporte ventilatório.  Troca ou retirada do cateter de PAM: em até 96 horas ou antecipar nos casos em que há alteração na perfusão tecidual. femoral ou pediosa.

 Trombose  Embolia proximal ou distal  Pseudoaneurisma arterial  Isquemia  Hemorragias  Infecção local OBS: Nos casos de utilização da artéria femoral: risco de desprendimento de placas de ateroma com alterações isquêmicas em membros inferiores.  Esquema de funcionamento: . COMO FUNCIONA O SISTEMA DA PAM  Princípios de funcionamento: sistema eletrônico de monitorização por coluna de líquido.

Variações pulsáteis detectadas pelo cateter intravascular Linhas preenchidas por líquido Transdutor (diafragma) Movimento cíclico convertido em sinal elétrico Monitor (curva de pressão) COMO MONTAR O SISTEMA DE PAM Componentes do sistema de monitorização invasiva:  Cateter intravascular  Transdutor  Equipo para mensuração da PAM  Sistema de flush  Pressurizador para infusão de líquidos .

 Manter o monitor com os alarmes ligados. enchimento capilar e presença de pulso e gradiente térmico.9% 500ml + heparina 1 ml. dor local ou diminuição da perfusão. . Solução fisiológica 0.  Monitorização constante da circulação do membro cateterizado através da avaliação da cor. na bolsa pressurizadora e trocar a cada 24 horas. Se o paciente não tolerar o decúbito dorsal horizontal.  Retirar o cateter se apresentar hematoma. efetuar curativo compressivo. realizar compressão no local (em média 3 minutos) e após.  Fixação do punho com tala ou restrição do membro.  Verificar tempo de permanência do cateter: máximo de 96 horas. devendo ser retirado após 30 minutos e observar se não há presença de sangramento.9% 500 mL  Monitor (fotos) CUIDADOS DE ENFERMAGEM  Auxiliar na passagem do cateter.  Zerar o sistema a cada 4 horas ou a cada mudança de posição do paciente.  Retirar as bolhas de ar do sistema. Atenção para sinais de garroteamento.  Trocar a cada 72 horas e se necessário. realizar as medidas a 20º.  Manter infusão de SF 0.  Quando retirar o cateter. temperatura.  Uso de técnica asséptica para manipulação do sistema. esse procedimento deve ser realizado ao nível da linha axilar média com o paciente em decúbito dorsal horizontal. edema. deixando exposto os dedos do membro para controle da perfusão local. o kit de transdutor de pressão invasiva e datar.

S. 2009.  O registro dos valores da PAM deve ser realizado de hora em hora nos pacientes instáveis e a cada duas horas em pacientes estáveis.  Realizar flush de solução salina heparinizada após cada coleta de sangue.  Manter o cateter permeável até sua retirada. Condutas no paciente grave. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.  Manter permeabilidade do cateter através do fluxo contínuo de solução heparinizada. Acesso em: 29 set.. BARE. REFERÊNCIAS SMELTZER. Disponível em:<http://www.med. 10 ed. evitando qualquer tipo de obstrução.ineti. B. E. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica.pdf>. Cuidados especiais: no primeiro dia realizar curativo peri-cateter com gaze e soro fisiológico. G. Se o cateter apresentar obstrução. São Paulo: Editora Atheneu. aspirar através da seringa o conteúdo e NUNCA injetar. retirando-o se apresentar sangramento e manter o curativo com gaze e Micropore®. No segundo dia se não houver sangramento. 2005. 3 ed. KNOBEL. . 2006. mantendo a bolsa pressurizadora com 300mmHg de pressão. C. PRESSÃO arterial média (PAM).br/pdf\diretrizes\diretrizes12c. realizar o curativo com filme transparente (Tegaderm®).