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MOTORES DIESEL

CURSO DE

MOTORES DIESEL
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EDUBRAS
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MOTORES DIESEL

MOTORES DIESEL
FUNCIONAMENTO
Inyetor

Os motores Diesel dividem-se basicamente em 3 grupos:

A

E

• Motores pequenos: estes motores trabalham
entre 1.800 a 4.500 r.p.m. São os mais velozes.
Geralmente são usados em veículos de passeio
ou caminhonetes.
• Motores médios: estes motores trabalham entre 600 a 1.600 r.p.m. São lentos e usados em sua
grande maioria em motores navais leves,
locomotivas e caminhões pesados.
• Motores grandes: são motores estacionários que
geralmente trabalham sem interrupção. Alcançam
no máximo, 500 r.p.m.
Os motores Diesel classificam-se pelo número de tempos do motor. Também podem ser classificados pela
disposição dos cilindros (em linha, boxer, em “V”, etc.)

Admissão

Vejamos quais são os quatro tempos de um motor diesel e quais são as diferenças em relação aos motores à
gasolina.

A

E

• 1º Tempo – “Admissão”: Nesta etapa o pistão se
move do PMS (ponto morto superior) ao PMI (ponto morto inferior) e a válvula de admissão se abre.
É muito importante destacar que nesta etapa, o
motor Diesel aspira somente ar, ao contrário dos
motores à gasolina, que aspiram uma mistura de
“ar + combustível”.
• 2º Tempo – “Compressão”: Nesta etapa o pistão se move do PMI ao PMS e as válvulas de admissão e escape, fecham-se. Nos motores Diesel,
somente o ar é comprimido.

Compressão

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MOTORES DIESEL

Nos motores à gasolina, comprime-se a mistura de ar
+ combustível, limitando o nível de compressão, porque quando a mistura é muito comprimida, ela pode
ser inflamada por compressão. Se o motor comprime
somente ar, pode atingir níveis de compressão mais elevado.

A

E

• 3º Tempo – “Expansão”: O pistão se move do
PMS ao PMI e as válvulas continuam fechadas.
Ao final da compressão, ocorre a injeção do óleo
Diesel e a alta temperatura do ar dá inicio à combustão. Nos motores Diesel não é necessário a
vela de ignição, pois a combustão inicia-se pela
compressão do ar.
Nos motores à gasolina, é necessário a faísca da vela
de ignição, porque a taxa de compressão é muito baixa
e o combustível tem outras características.
• 4º Tempo – “Escape”: O pistão se move do PMI
ao PMS e a válvula de escape abre-se para que os
gases da combustão possam sair do cilindro,
exatamente como ocorre nos motores à gasolina.

Combustão - Expansão

De uma forma resumida temos:

GASOLINA

DIESEL

1º Tempo
admissão

mistura de
ar+combustível

Ar

2º Tempo
compressão

mistura de
ar+combustível

Ar

3º Tempo
expansão

ignição por
faísca

4º Tempo
escape

saída de gases
do escape

A

E

introdução de combustível. Ignição por
compressão da mistura
saída de gases
do escape

Escape

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Nos motores à gasolina, a abertura da borboleta do carburador é a que realiza o controle da eficiência do motor através
da quantidade de mistura de ar + combustível que entra,
juntamente com o controle da faísca e o início da combustão.
Por isso podemos dizer que o motor Diesel não necessita
borboleta de aceleração.

PMS

Compressão

Os motores Diesel geram mais barulho devido a sua forma
de combustão, ou seja ignição por compressão e também,
necessitam de componentes mais fortes e pesados para
resistir aos esforços da combustão, tornando o motor mais
pesado.

Expansão

Escape

Se os componentes do motor são mais pesados, obviamente não é possível atingir velocidades do motor ou r.p.m.
mais elevadas.
Se um pistão está em repouso e é necessário mudar essa
posição, ou seja, fazer com que ele se movimente,
logicamente, que quanto maior for o seu peso, maior será o
esforço necessário. Este é o princípio da inércia que diz que
todo corpo tende a continuar com o movimento no qual se
encontra. Quanto mais pesado for esse corpo, maior será a
inércia.

Admissão
PMI
PMS
8 8

DIAGRAMA DE VÁLVULAS
Teoricamente, os motores funcionam exatamente como descrito acima, ou seja, as válvulas abrem-se e fecham-se nos
PMS e PMI.

Admissão

Compressão

Contudo, assim se perderia muita energia, porque devido a
inércia dos fluidos, chamados ar e combustível, eles nunca
conseguem encher totalmente o cilindro e expulsar todo o
gás do escape.

Expansão

Escape

Como acontecem estes fenômenos no interior do cilindro?
Se colocamos uma seringa num copo com água e puxamos
o êmbolo devagar, veremos que o fluído entra na seringa acompanhando o movimento do êmbolo.
Porém, se fazemos esse movimento rapidamente, veremos
que a água não acompanha o movimento do êmbolo.

4

48

48
PMI

MOTORES DIESEL

No tempo de escape, se abrimos a válvula no PMI e
fechamos ela exatamente no PMS, todo o gás de escape
deverá ser expulsado durante esse tempo.
Assim, o pistão terá todo esse gás parando seu movimento até a expulsão dos gases. Este fenômeno se chama “Perda por Bombeamento”.
PMS

Com a finalidade de ganhar energia e, conseqüentemente, aumentar o rendimento dos motores, foi alterado o diagrama das válvulas, que varia de motor a motor, procurando o melhor rendimento possível.
Se mantemos a válvula de admissão aberta depois que
o pistão tenha atingido o PMI, e quando ele começa a
subir, a energia da compressão é igual à de admissão,
somente neste momento são fechadas as válvula; deverá ter entrado o maior quantidade de ar possível.

PMI

Se observamos bem os diagramas, veremos que na
parte maior existe um período onde as válvulas de admissão e escape estão abertas simultâneamente. Este
período é chamado de “Cruze das Válvulas”.
Este arranjo tem a finalidade de melhorar o esvaziamento do cilindro, ou seja, a evacuação dos gases de
escape ao meio ambiente e também aumentar o
turbilhonamento durante o enchimento do cilindro em
altas revoluções. Sabe-se que os gases de escape durante as elevadas revoluções ajudam a admissão do ar.
É importante fazer notar que nos motores Diesel, o
cruze das válvulas não tem relação com a poluição gerada pelo escape, porque durante o cruze sai ar junto
com gases provenientes da combustão (não existe combustível). No motor à gasolina, o cruze deixa passar
combustível sem queimar ao escapamento.
Existem motores Diesel sem cruze das válvulas.

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d. Isto significa que o motor Diesel tem um maior peso por cavalo de força. O motor Diesel tem uma taxa de compressão alta e necessita de uma grande força para arrancar. • Os motores Diesel são mais duráveis e não necessitam de um sistema de ignição elétrico.MOTORES DIESEL DESVANTAGENS DO MOTOR DIESEL DESCRIÇÃO a. 6 . logo é injetado o óleo Diesel. b. Isto é um dos itens que faz com que o motor Diesel seja mais apropriado para veículos grandes. Isto significa que consome menos combustível e são mais econômicos do que os motores à gasolina. O motor Diesel necessita de um sistema de injeção muito preciso. Isto significa menos problemas do que os motores à gasolina. o combustível é aspirado. Por isso é equipado com motor de arranque e bateria de grande capacidade. sua operação é muito mais cara e necessita de uma manutenção mais cuidadosa do que os motores à gasolina. • O torque de um motor Diesel permanece constan te numa amplia faixa de velocidade. Como a pressão da combustão é alta. misturado com o ar. Isto faz com que um motor Diesel gere barulho e vibração durante o seu funcionamento. Num motor Diesel. Em um motor a gasolina. Conseqüentemente. VANTAGENS DO MOTOR DIESEL • O motor Diesel tem grande eficiência térmica. comprimido e logo depois queimado pelo acendimento de uma vela de ignição elétrica. o motor Diesel deve ser feito com materiais muito resistentes e ter sua estrutura muito forte. a temperatura do ar comprimido nas câmaras de combustão de um motor Diesel pode atingir aos 500º C ou mais. A pressão de combustível injetado num motor Diesel é perto do dobro de um motor à gasolina. de igual potência. o combustível é aceso pelo calor da compressão do ar. os motores Diesel são construídos muito mais resistentes. Por isso. Isto significa que os motores Diesel são mais elásticos do que os motores à gasolina. Por isso. o ar dentro dos cilindros é comprimido até ficar bem quente. os motores Diesel geralmente possuem uma taxa de compressão muito mais alta (de15:1 a 22:1) do que os motores à gasolina (de 6:1 a 12:1). Num motor Diesel. c. Isto implica um maior custo de fabricação. Por esse motivo.

MOTORES DIESEL Controlado pela quantidade de mistura ar-combustível ingressada aos cilindros usando uma borboleta de aceleração. controlando assim. Em um motor à gasolina. POTÊNCIA DO MOTOR DIESEL Motor Diesel Num motor Diesel. uma grande quantidade de ar deve ser aspirada pelo cilindro. de modo a não usar uma borboleta para controlar o fluxo de ar que está sendo admitido. A potência de um motor à gasolina é controlada pela abertura e fechamento da borboleta do carburador. Comparação dos métodos usados para regular a potência de motor a gasolina e de um motor Diesel. No entanto. os pontos que necessitam especial atenção são: Motor à gasolina • A relação ar-combustível da mistura 7 . Para obter uma alta pressão de compressão. a quantidade da mistura ar-combustível que ingressa aos cilindros. a Carburador Pedal del acelerador Vela de ignição Pedal do acelerador Inyetor Válvula da borboleta de aceleração MOTOR À GASOLINA Bomba de inyeção POTÊNCIA DO MOTOR À GASOLINA MOTOR DIESEL potência do motor é controlada pela quantidade de combustível injetado. Controlado pela quantidade de combustível injetado. pois foi altamente comprimido. em um motor Diesel. o combustível é injetado na câmara de combustão na qual o ar encontra-se a uma alta temperatura. Isto faz com que o combustível injetado se inflame. ainda nas baixas velocidades do motor.

assim melhora-se o rendimento do combustível ou então. Por isso é fundamental uma eficiente admissão. é chamada de temperatura de acendimento autônomo do combustível. em um motor Diesel. A menor temperatura em que o combustível se acende de forma espontânea ante a ausência de qualquer faísca externa. perdas de calor. a quantidade de ar que entra ao cilindro. porque ela depende completamente do calor gerado pela compressão do ar. 903 kPa) e 560º C (122º F) respectivamente. Por exemplo. O gráfico mostra a relação teórica entre a taxa e pressão • (ºC) Temperatura do ar Temperatura do ar Pressão de compressão (kg/cm2) O motor Diesel usa um derivado do petróleo. que é um óleo muito leve. Num motor Diesel. se não existe vazamento ou fuga do ar entre o pistão e o cilindro. 4. nem sequer. somente a taxa de compressão é o ponto de maior importância. chamado de óleo Diesel. Enquanto que isto também é importante num motor à gasolina. onde espontâneamente é acesso pela alta temperatura do ar. afeta em grande medida o ponto da autoignição e ao mesmo tempo determina a potência fornecida. Pressão de compressão Relación de compresión 8 . é usado uma alta taxa de compressão e um combustível com um ponto de ignição baixo. o gráfico mostra que a pressão e a temperatura podem subir até 50 kg/cm2 (711 psi. Então. COMBUSTÃO COMBUSTÍVEL DO MOTOR DO DIESEL O ar no cilindro causa o aumento da temperatura. senão também a combustão do combustível injetado.MOTORES DIESEL • A quantidade de mistura que entra • O valor da taxa de compressão • O sistema de ignição da compressão e a temperatura gerada. quando a taxa de compressão é 16. num motor Diesel a compressão afeta não somente a potência do motor. Este combustível é injetado na câmara de combustão. do motor. • No motor Diesel. A temperatura mais alta do ar comprimido é a mais susceptível para o acendimento espontâneo do combustível.

se obtém da 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 seguinte fórmula: 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Número Volume de Cetano 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Cetano = ——————————————————————— X 10 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Volume de Cetano + Volume de metilnaftaleno 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 NUMERO CETANO DIFERENÇAS GASOLINA DIESEL Avanço da aberturada válvula de admissão Melhora a onda de enchimento Idem Atraso no fechamento da válvula de admissão Melhora a onda de enchimento Idem Avanço da aberturada válvula de escape Reduz perda de bombeamento Idem Atraso no fechamentoda válvula de escape Reduz perda de bombeamento Idem Cruze de válvulas Melhora a onda de enchimento Saída de ar + combustível + gases de escape 9 . o qual tem um maior atraso de 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 ignição ou queima.MOTORES DIESEL 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 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12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 O procedimento para obter o número Cetano é quase idêntido que para o Octano. 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 O número Cetano é a percentagem de Cetano do combustível estândar. por exemplo. Os valores de cetano destes componentes são: 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 * Cetano : 100 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 * Alfa-metilnaftaleno : 0 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 * Heptametilnonano : 15 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 O número Cetano para o combustível que contém alfa-metinaftaleno. que dá o mesmo performance 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 do combustível que se está sendo testado. Os combustíveis estândars usados são. de cetano e outro 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 combustível geralmente alfa-metilnaftaleno ou heptametilnonano.

Este tempo que o combustível leva para se inflamar. sem batidas já que existe tempo suficiente para uniformizar a mistura. Quanto maior a quantidade de ar presente. este se propaga quase expontâneamente. Também é bom lembrar que nos motores Diesel. já que o tempo de pulverização da mistura é extremamente pequeno. • O exato momento da injeção do combustível.MOTORES DIESEL • sel e gasolina são: A medida da capacidade do óleo Diesel para queimar de forma rápida é chamado de número Cetano. os motores Diesel admitem e compri- Os motores Diesel funcionam pela ignição do combustível por compressão do ar. Ou seja. • Difusão. As diferenças básicas de combustão entre motor Die- 10 . Pelo contrário. tornando o motor Diesel mais econômico. gerando o som característico dos motores Diesel. Este atraso da ignição existe devido a forma em como se dá a combustão no motor Diesel. • Pressão de injeção suficiente para que este combustível entre na massa de ar comprimido. Nota-se que estes fatores tem influência direta no atraso da ignição. Desta maneira. devido a estas características de inflamação do combustível. COMBUSTÃO NO MOTOR DIESEL Na figura 1 vemos como ocorre a combustão. varia de 20:1 a 50:1 para que ocorra uma combustão eficiente. neste caso. leva um certo tempo para queimar-se e propagar-se rapidamente conforme ele é injetado. o mais uniforme possível das partículas de combustível e em todas as direções (turbulência) para que entrem em contato com a maior quantidade possível de ar. melhor e mais suave é a combustão. o combustível tem que penetrar na massa de ar. esquentar. mais fácil e mais rápida será sua pulverização. facili tando sua uniformização. melhorando o funcionamento do motor. Nos motores Diesel que giram a uma alta velocidade e que são usados em caminhonetes e automóveis. Quando começa a ser queimado o combustível. mem apenas ar e quando é injetado o combustível quase não existe tempo para atomizar a mistura. é chamado de “Atraso da ignição”. A relação de ar-combustível. vaporizar e entrar em combustão expontânea. o combustível que é injetado na etapa de compressão. Vejamos quais são os requesitos essenciais para o correto funcionamento: • A quantidade de combustível injetada em função da rotação e da carga do motor. Ela é gradativa e permite que o motor funcione de uma forma mais suave e silenciosa. • Pressão de injeção elevada em função dos seguintes fatores: • Pulverização do combustível. Quanto menor for o atraso. trabalham sempre com ar em excesso. se necessita de um número Cetano superior a 40 ou 45. Os motores à gasolina admitem e comprimem a mistura pronta. dependendo apenas de uma faísca para iniciar a combustão.

Quando ocorre uma combustão fora dos parâmetros especificados (descontrolada) dizemos que existe uma detonação. tem que ser controlada. como já vimos. inicia a combustão através do ignição por compressão do ar admitido. o combustível deve possuir características diferentes. Trabalhar com combustível de elevado octonagem. Para eliminar a detonação. A “octanagem” expressa exatamente a resistência do combustível à ignição por compressão. Então. ou seja. é conhecer a influência do octanagem do combustível neste tipo de motor. Irão uma contra a outra até baterem. de- Os fatores que influenciam na detonação são: • Temperatura elevada do ar de admissão • Mistura pobre 11 . gerando um forte ruído metálico.MOTORES DIESEL Pressão GASOLINA DIESEL Pressão Atraso da ignição Inicio da combustão Ignição Injeção Figura 1 PMS Tempo PMS Tempo • Falta de turbulência • Alta taxa de compressão • Combustível fora da especificação do fabricante do motor Tanto a combustão do motor à gasolina como Diesel. Embora. Mas vários outros fatores podem gerar uma combustão expontânea antes que a vela de ignição possa produzir essa faísca. Se isto acontecer. é atrasado o momento em que salta a faísca da vela de ignição e é aumentada a quantidade de combustível injetado. resfriamos a câmara de combustão. no momento em que acontece o choque entre as frentes da chama. a combustão é também diferente. o fenômeno da detonação é diferente em motores Diesel e à gasolina. teremos duas frentes de chama: uma produzida pela combustão expontânea e outra. Outra característica importante para compreender a detonação no motor à gasolina. Assim. A detonação neste motor produz-se no final da combustão. Para entender como acontece uma detonação. porque como já foi visto. quando a vela de ignição permita a produção dessa faísca. vejamos primeiro como ocorre a detonação no motor à gasolina. Estes motores devem sempre iniciar a combustão apartir da faísca produzida pela vela de ignição do motor. pela vela de ignição. Para evitar confusões. possibilita usar uma taxa de compressão mais alta. DETONAÇÃO NO MOTOR DIESEL DETONAÇÃO NO MOTOR À GASOLINA O motor Diesel.

Com cadeia fechada de hidrocarboneto (aromático.MOTORES DIESEL vemos compreender o que é “cetanagem”. quando injetamos o óleo Diesel no final do tempo de compressão e é necessária sua queima de uma forma rápida. Por isso. ao contrário do que acontece com o motor à MOTORES DIESEL MOTORES A GASOLINA Baixa compressão Alta compressão Com motor aspirado Com baixa carga Com motor turbo Com alta carga Com aumento das r. Quanto menor é o atraso da ignição. aros.m. Com baixas r.p. quanto maior cetanagem. Cetanagem expressa exatamente a facilidade do combustível (óleo Diesel) em ser acesso por compressão. nafta) DIESEL InÍcio da injeção Pressão Com cadeia aberta de hidrocarboneto (parafina. a queima será muito rápida e gerará uma forte detonação característica do motor Diesel. etc. Por exemplo. No motor Diesel.) • Baixa pressão de combustível • Pulverização do combustível deficiente Pressão • Baixa temperatura na câmara de combustão. Observe que a detonação no motor Diesel inicia-se juntamente com a combustão e quando ela se propague gerará o fenômeno da detonação. melhor será a queima do combustível. Com diminuição de tempeCom aumento da temperaturatura do líquido de ra do líquido de arrefecimento arrefecimento e diminuição da e aumento da temperatura do temperatura do cabeçote cabeçote.m. O atraso será menor e funcionará melhor o motor.) GASOLINA Atraso da ignição Faísca Início da combustão PMS Tempo PMS 12 Tempo . porque ela será regular e gradativa. Os fatores que podem gerar esta detonação são: • Combustível de baixo índice de cetano • Perda de compressão (juntas.p. se o atraso da ignição é muito grande. válvulas. etc. mais rápida será a ignição por compressão.

quanto maior a quantidade de combustível injetado. mento do motor.MOTORES DIESEL gasolina. Também foi desenhada a adição de uma câmara de combustão auxiliar que permita a expansão de gases no inicio da ignição. entre o cabeçote e o pistão. para gerar uma turbulência no seu interior. FATORES QUE POSSIBILITAM A DETONAÇÃO CLASSIFICAÇÃO DOS MOTORES DIESEL A câmara de combustão do motor Diesel é o componente individual mais importante para determinar o seu rendimento. da combustão. maior será a temperatura gerada no interior da câmara de combustão. Geralmente são utilizadas janelas de admissão formadas especialmente no cabeçote do cilindro. O desenho das diferentes câmaras de combustão foram desenvolvidas com a intenção de melhorar o rendi- Câmara de Tipo injeção combustão direta direta Multi-esférica Câmara de combustão Câmaras auxiliares de combustão indireta Hemisférica Esférica As câmaras de combustão mais comuns são: Tipo câmara de pré-combustão INJEÇÃO DIRETA Tipo câmara de turbulência Os injetores pulverizam o combustível diretamente na câmara principal de combustão. vaporizado e misturado uniformemente com o ar. fazendo com que o combustível injetado na câmara seja pulverizado. As câmaras localizadas na parte superior do pistão estão desenhadas de diferentes formas especialmente para melhorar a eficiência da combustão. para melhorar a eficiência CÂMARAS DE INJEÇÃO DIRETA Vantagens: 13 .

Injetor Aquecedor Câmara de combustão Câmara de pré-combustão Atomizador Vantagens: 1. 3. 2. para que possa pulverizar o combustível. 2. devido a que ela é baixa.combustão. CÂMARA DE PRÉCOMBUSTÃO O combustível é pulverizado pelo injetor na câmara de pré. e o motor quase não nota as mudanças da sincronização 14 .MOTORES DIESEL 1. O combustível não queimado é descarregado através de uma pequena passagem entre a câmara de pré-combustão e a câmara de combustão principal. Por isso. Uma pequena área da câmara de injeção direta minimiza a perda de calor. melhorando a economia do combustível. forçando-o através dos vários orifícios dos injetores. onde é vaporizado até completar a combustão. Fácil para manter a pressão de injeção do comustível. A velocidade máxima possível do motor é baixa. O cabeçote tem uma estrutura simples. O alto valor da eficiência produz também uma alta potência. a taxa de compressão pode ser reduzida. o pré-aquecimento é necessário para poder arrancar o motor com temperaturas externas normais. pois a turbulência da mistura do combustível é menos pronunciada que a do tipo de câmara auxiliar de combustão. fazendo com que aumente a temperatura do ar comprimido e melhore a ignição. A bomba de injeção deve ser muito confiável para poder produzir a injeção de alta pressão requerida. O motor é altamente sensível a qualidade do combustível. ocorrendo uma combustão parcial neste lugar. Inyetor Câmara de pré-combustão Aquecedor Desvantagens: Bomba de injeção 1. Podem utilizar diferentes qualidades de combustíveis sem produzir fumaça. 2. Como se perde menos calor. 4. A alta pressão da combustão gera muito barulho e possibilita o risco de batida. 3. sendo menos propenso às deformações pelo calor. portanto ele deve ser sempre filtrado.

2. 3. ou seja. mas parte do combustível não queimado propaga-se até a câmara principal de combustão. através da passagem de transferência para completar a combustão. Inyetor CÂMARA DE TURBULÊNCIA Câmara de pré-combustão A câmara de turbulência é de forma esférica. 3. Vantagens: 1. 15 . Consumo de combustível relativamente alto. Alto custo de construção devido ao complexo desenho do cilindro. 3. O ar comprimido pelo pistão entra na câmara de turbulência e produz um torvelinho no interior. Diferentes classes de velocidades e suave operação que faz com que seja possível o seu uso automotriz. Menos problemas devido ao uso do injetor tipo agulha. A combustão é gerada na câmara de turbulência.MOTORES DIESEL da injeção. velas incan-descentes. Pode-se obter altas velocidades devido a turbulência e a grande compressão. Necessita de um grande motor de arranque e deve-se utilizar um queimador. Vela de ignição Desvantagens: 1. onde o combustível é injetado. Devido ao uso de injetores do tipo “aceleração” o barulho do motor é reduzido. 2.

16 . Decantador de Água. Combustível Arranque Queimador Alternador Sistema Elétrico Os itens destacados são diferentes aos do motor à gasolina.MOTORES DIESEL Motor Cabeçote Bloco de cilindros Pistões Bielas Engrenagens de Distribuição o Correias Virabrequim Volante Lubrificação Carter bomba de óleo Filtro de Óleo Radiador de Óleo Arrefecimiento Radiador e Termostato Bomba de Água e Corrie em V Ventilador Admissão e Escape Filtro de Ar e Bomba de Vácuo Coletor de Admissão e Escape Tubo de Escape y Silencioso Motores Diesel Bomba de injeção e injetor Bomba de Alimentacão Tanque de Combustível. Filtro de Combustível.

Contamina mais que os de injeção direta. a câmara de combustão é menor que a do motor à gasolina. A eficiência térmica e a economia no consumo de combustível. Produz um som relativamente forte. 4. porque o motor frio não arranca facilmente. Os queimadores são necessários. 3. Conseqüentemente. geralmente semelhante ao motor à gasolina. 5. Alguns blocos de cilindro são construídos com uma liga de metal resistente ao desgaste por atrito e assim evita-se a necessidade do uso de camisas. esse bloco é mais pesado. O cabeçote deve ser pesado e construído de forma 17 . Os pistões se deslizam apoiados nos cilindros postiços ou camisas. que podem ser “úmidos” (que permitem transferir a temperatura diretamente ao refrigerante) ou “secos”. A diferença é que aquele deve ter grande resistência para suportar às altas temperaturas.MOTORES DIESEL Desvantagens: 1. Câmara de pré-combustão Injetor Câmara de compressão BLOCO DE CILINDROS O bloco de cilindros do motor está feito com ferro fundido tratado de forma especial. Neste caso. o diâmetro do cilindro pode ser inferior para diminuir o tamanho e o peso do motor. em baixas velocidades. CABEÇOTE Devido a alta taxa de compressão. pressões e nível de vibrações. são inferiores ao do sistema de injeção direta. Complexa construção do cabeçote e do bloco de cilindros. 2.

um motor Diesel usa mais parafusos que um motor à gasolina. O pistão do motor está desenhado para resistir à altas pressões e temperaturas. quena. A folga com o cabeçote é pe- ENGRENAGEM DE DISTRIBUIÇÃO 18 . e um queimador que atua como um aquecedor elétrico para facilitar o arranque com baixas temperaturas. Em outros tipos de pistões. Ambos métodos ajudam a prevenir o emperramento do anel nº 1 devido a excessiva concentração de calor nesse ponto.MOTORES DIESEL rígida. Para garantir a estanqueidade entre o cabeçote e o bloco de cilindros. A coroa do pistão tem uma cavidade ou depressão para que ele não atinja às válvulas. Neste sistema de injeção direta. para poder suportar as altas pressões da combustão e os níveis de vibração. Ele contém um injetor que pulveriza o combustível dentro do cilindro. essa depressão na parte superior do pistão também serve como câmara de combustão no sistema de pré-combustão. Em alguns pistões. para permitir a alta taxa de compressão. a cabeça do mesmo é de acumulação térmica. Ele também serve para gerar o fluxo do torvelinho dos gases provenientes da câmara de pré-combustão. Um motor com câmara de turbulência no cabeçote possui uma câmara deste tipo. sobre a câmara de combustão de cada cilindro. para que a mistura do ar com o combustível seja acelerada e queimada completamente. que é uma liga especial feita de alumínio e fibra de cerâmica. essa cabeça e Engrengem de sincronização do comando de Engrenagem válvulas impulsadora de bomba de injeção Engrenagem intermediária Injeção direta Injeção indireta Engrenagem de sincronização do virabrequim PISTÃO a primeira ranhura do anel são fundidos com um reforço de fibra de metal.

Utiliza-se uma polia intermediária da correia de sincronização para poder ajustar a tensão da correia. Esse arranjo indica ao condutor que há chegado o momento de trocar a correia. A correia de sincronização há provado ser duradoura. Alguns veículos possuem uma lâmpada testemunha que acende-se depois de atingir a quilometragem ou milhagem prevista pelo fabricante. Engrengem de sincronização do comando de válvulas Comando de válvulas Correia de sincronização Polia intermediária da correia Engrenagem impulsadora da bomba de óleo Polia intermediária Nº2 da correia Engrenagem impulsadora da bomba de injeção Engrenagem de sincronização do virabrequim Polia impulsadora da bomba de água CORREIA DE DISTRIBUIÇÃO A correia de distribuição é feita de borracha termorresistente.MOTORES DIESEL Um jogo de engrenagens ou coreias de distribuição na parte dianteira do bloco do motor. 19 . Em outros motores. com um miolo elástico muito resistente. Os dentes estão cobertos por uma tela resistente ao desgaste.000 kms percorridos ou mais. através da engrenagem intermediária. gira diretamente a engrenagem do comando de válvulas. inclusive depois de 80. Estas engrenagens de distribuição possuem marcas gravadas para que possam ser corretamente montadas. Utilizam dentes helicoidais que encaixam de forma mais suave e geram menos barulhos. Veja na figura. uma engrenagem localizada na ponta do virabrequim. As engrenagens de distribuição são mais comuns nos grandes motores Diesel. enquanto que nos motores mais leves usam-se correias de distribuição. A engrenagem do virabrequim transmite força a engrenagem da bomba de injeção. Estão construídas de aço endurecido ao carbono ou outros aços especiais e sua superfície é endurecida depois da usinagem. o arranjo de como é usado em esses grandes motores Diesel. giram a bomba de injeção e o comando de válvulas.

Carga ÓLEO DE MOTOR A diferença principal entre o óleo para motor e outros lubrificantes. é que o primeiro está sujeito a contaminação de hidrocarbonetos. absorvendo o calor e dissipándo-lo fora do motor. óleo para motor diesel. SELAGEM 20 . aumentarão o atrito e bloquearão os dutos de óleo. a umidade. atuando assim como um selador que evita qualquer perda de potência que possa resultar da fuga do ar comprimido ou queimado para o carter. o óleo do motor circula por todas essas partes. nas partes internas do motor. graxas e outros. Isto produz o emperramento das partes internas se não é realizada alguma ação paraa baixar a temperatura.MOTORES DIESEL LUBRIFICANTES Película de óleo Eixo Os lubrificantes de uso automotriz incluem: óleo para motor à gasolina. Tapa de Bancada Por exemplo. ácidos e outras matérias estranhas procedentes da combustão. para que não se acumule nas superfícies. os ácidos sulfúricos e clorídricos formados durante a combustão necessitam ser neutralizados e o carvão tem que ser dissolvido no óleo do motor. Esta ação protege as partes e evita o emperramento das superfícies que estão em contato. Mancal O óleo do motor forma uma película entre o pistão e o cilindro. e distribuir essa tensão através de sua massa. O óleo do motor funciona para absorver a tensão local que se aplica as partes lubrificadas. O óleo forma uma película nas superfícies internas do motor reduzindo assim o atrito. óleo para engrenagens. ESFRIAMENTO DISPERSÃO DA TENSÃO A combustão gera calor e as partes do motor tornamse extremamente quentes. o desgaste e a perda de força. QUALIDADES DO ÓLEO DE MOTOR DETERGENTE LUBRIFICAÇÃO O resíduo. Por este motivo. etc.O óleo arrasta estes materiais e evita sua acumulação dentro do motor.

• Ter viscosidade apropriada. causará resistência ao movimento. NÍVEL DE VISCOSIDADE Classificação pela viscosidade A viscosidade é considerada pela facilidade de um líquido para resitir ao escorregamento (também chamado de “peso” quando se trata de óleos). A relação entre a temperatura ambiente e o índice de viscosidade dos óleos para motor é mostrada a continuação. e as peças poderão ficar emperradas. para o motor. mas também pelas condições de operação do veículo. sempre leia o manual do propritário para saber qual é a viscosidade recomendada pelo fabricante. TIPOS DE ÓLEO O óleo para motor classifica-se de duas maneiras: pela viscosidade e pela qualidade.MOTORES DIESEL Alguns óleos são originalmente espessos (tendo uma alta ou maior viscisidade). • Evitar a corrosão e ferrugem. { 21 SAE 10W .30 SAE 20 Número indicando Número indicando a viscosidade a viscosidade 20ºC (-4ºF) 100ºC (212ºF) . O óleo torna-se fino e flue mais facilmente quando é aquecido e vira mais espesso quando se esfria. produzindo um arranque pesado e a perda de potência. Contudo. não somente pela temperatura ambiente. O óleo deve ser selecionado cuidadosamente. Na viscosidade. • Não deve formar bolhas de ar. • O nível de viscosidade deve manter-se constante e não deve variar mesmo quando existe uma mudança de temperatura. 1. nem todos os óleos posuem a mesma tendência. a película de óleo se romperá facilmente. Se ela é muito baixa. REQUISITOS DO ÓLEO É necessário que o óleo do motor cumpra os seguintes requesitos: Os óleos que cumprem os estândads de viscosidade de SAE (Society of Automotive Engineers – Sociedade de Engenheiros Automotores) possuem o prefixo “SAE” na frente de seus índices de viscosidade. se ela é muito alta. Indice de viscosidade SAE 20W Óleo multigrado Óleo monogrado Temp. o peso de um óleo é expresso por um número chamado índice de viscosidade. Ao trocar o óleo do motor. Os índices SAE estão determinados de acordo com a temperatura em que podem ser utilizados. Contrariamente. • O óleo deve ser adequado para poder utilizar-se com metais. As relações mostradas são somente exemplos.

etc. contém uma pequena quantidade de anti-oxidante. adicionando a categoria SAE. Pode ser usado em motor Diesel equipado com turbo e também pode ser utilizado em motor à gasolina sob extremas condições atmosféricas.) indicam a viscosidade média a 20º C. . CC CD Óleo de grau superior com excelente resistência ao desgaste e grande durabilidade. SC Contém detergente. contém detergente. anti-oxidante. A classificação API normalmente está marcada em cada vasilhame ou lata de óleo para motor. SF a viscosidade a 100º C (212º F). de uma maneira que facilite a escolha do óleo adequado para cada veículo. 15W-40. anti-oxidante. são chamados de óleos “ multigrado”. anti-oxidantes. agente contra desgastes. etc. etc. Contém grande quantidade de detergente. Para motor Diesel equipado com turbo e que funciona com combustível que contém grande quantidade de enxofre. CB Para motor Diesel médio porte. • Os índices de viscosidade seguidos pela letra “W”(10W. etc. Classificação API Descrição dos serviços e óleos CA Para motor Diesel de pequeno porte. agente contra desgaste. etc. uso de combustível de baixa qualidade. etc. contém detergente. SB Para motores de pequeno porte. CLASSIFICAÇÃO PELA QUALIDADE Os óleos para motor são classificados pela qualidade de acordo aos estandars API (American Petroleum Institute – Instituto Americano de Petróleo) e verificados pelos métodos estabelecidos por eles.. antioxidantes. estes óleos não necessitam serem trocados segundo a estação ou condições climáticas. etc. “SAE 10W –30” indica que o óleo se ajusta aos estandars para óleos SAE 10 a 20º C (-4º F) e os estandars para óleos SAE 30 a 100º C (212º F). SE Para motores usados em condições climáticas mais severas do que as da classificação SD. sem aditivos. O uso de óleos de baixa viscosidade ajuda no arranque do motor a baixas temperaturas. SD Para motores operados à baixas temperaturas ou severas condições climáticas. antioxidantes. Por exemplo. • Os índices que não possuem a letra “W” indicam Classificação API Descrição dos serviços e óleos SA Óleo puro de petróleo. contém grande quantidade de detergente. 22 Contém grandes quantidades de detergente. contém detergente.MOTORES DIESEL • Um óleo de baixa viscosidade possue um baixo índice ou grau SAE. antioxidantes. etc. Como a viscosidade quase não é afetada pelas mudanças de temperatura. • Os óleos cujos índices são indicados com um 10W30.

Devido a alta compressão e pressão da combustão no motor Diesel. o óleo deve ser capaz de formar uma película protetora resistente. aquele reage com a umidade dentro do motor. como o combustível Diesel contém enxofre o que gera gás sulfúrico durante a combustão. LUBRIFICAÇÃO DE UM MOTOR DIESEL Lubrificação forçada ao eixo do comando de válvulas Filtro de óleo Injetor Aquecedor Vela de ignicão furada Lubrificação forçada ao virabrequim Câmara de pré-combustão Bomba de óleo 23 . É importante para o óleo.MOTORES DIESEL CLASSIFICAÇÃO API DO ÓLEO PARA MOTOR À GASOLINA CLASSIFICAÇÃO API DOS ÓLEO PARA MOTOR DIESEL. evitando assim a formação desedimentos dentro do motor. a possibilidade de neutralizar o ácido com reserva alcalina suficiente e junto com as características do detergente que espalha esse ácido. permitindo a formação de ácido sulfúrico. e para obter uma certa quantidade de força aplicada às partes em movimento. Além disso.

normalmente tem um filtro de óleo de um só elemento e de fluxo completo. já limpo. O filtro de fluxo completo. O filtro de derivação. Também como é mostrado no esquema. ao motor. impede que as impurezas Agua ao radiador do motor Desde a bomba de óleo Elemento de derivação Elemento de fluxo completo Ao carter Suporte do filtro Válvula de derivação ou desvio Água Abertura principal afetem as partes internas do motor. O filtro de fluxo completo é colocado normalmente entre a bomba de óleo e o motor. Entretanto. mesmo que alguns deles possam ser utilizados por ambos motores. Mola Filtro de óleo Válvula de derivação Elemento de fluxo completo Válvula Reguladora de Pressão (Válvula de Alívio) Elemento de derivação Ao orifício do Óleo Principal do Filtro de Óleo Abertura Motor Bomba de Óleo Carter de Óleo (Carter) Válvula VÁLVULA DE DERIVAÇÃO (FECHADA) DIAGRAMA DO FLUXO DE ÓLEO 24 . este se desgastará mais depressa e pode até fundir o motor. Se é utilizado um óleo de motor à gasolina num motor Diesel. Para lubrificar o motor Diesel existem diferentes tipos de óleo aos usados no motor à gasolina. FILTRO DE ÓLEO Um motor à gasolina. o filtro de derivação é montado entre a bomba de óleo e o carter do motor.MOTORES DIESEL O sistema de lubrificação de um motor Diesel é basicamente o mesmo que de um motor à gasolina. Isto faz com que ele tenha um filtro de óleo especialmente desenhado. um de fluxo completo e outro de derivação. ainda mais do que um motor à gasolina. Também tem um radiador de óleo pois sua temperatura de operação normalmente é alta e o movimento das peças está propenso a grandes tensões. um motor Diesel produz mais carvão durante a combustão que um motor à gasolina. Um motor Diesel pode usar um filtro de óleo de 2 elementos. Estes dois elementos fornecem o óleo.É necessário verificar que o óleo usado é o recomendado pelo fabricante do veículo. impede o lodo e a fuligem de carvão que estão misturados no óleo do motor.

O óleo é resfriado durante sua passagem pelo interior do radiador. são resfriados por água. ou ainda. para o radiador. o radiador está fixado ao lado do motor. através do filtro. fluindo desde sua parte central. O radiador de óleo normalmente contém uma válvula de alívio para prevenir danos ocasionados pelo aumento da viscosidade do óleo sob baixas temperaturas. o radiador pode estar na frente ou no lado do motor. Logo. Dependendo da construção do motor. o óleo dirige-se pela saída principal ao motor. leo r de ó o d a i Rad Filtro de óleo Válvula de alivio para o radiador de óleo Válvula limitadora de presión da bomba de óleo (ésta pode ser instalada na própria bomba) 25 A : desde a bomba de óleo B : ao carter de óleo C : ao conduto principal de óleo D : ao conduto principal de óleo .MOTORES DIESEL RADIADOR DE ÓLEO A maior parte dos radiadores de óleo usados no motor Diesel. Como é mostrado na figura. O óleo é pressurizado pela bomba de óleo fazendo com que circule. abaixo do radiador do motor.

3 psi) ou mais. mantendo 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 INTERCAMBIADOR DE CALOR PARA ÓLEO DE MOTOR Conduto principal de óleo Válvula de retenção Válvula de retenção Injetores de óleo A os injetores de óleo INJETOR DE ÓLEO Mola Do conduto principal de óleo Bola de retenção VÁLVULA DE RETENÇÃO 26 . 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Depois de ter sua temperatura reduzida. onde ele é resfriado. 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Todo o óleo circula desde a bomba de óleo. 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Quando a diferença da pressão entre o lado de entrada e o lado de saída do radiador aumenta aproximada12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 mente a 1. a válvula de alívio abre-se e o óleo desvia-se do radiador.MOTORES DIESEL 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Nos motores Diesel. o óleo pode circular por todas as outras partes do motor. 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 provocado pela maior viscosidade do óleo em baixas temperaturas. utilizam-se radiadores de óleo resfriados através da água.5 kg/cm2 (21. até o radiador ou trocador de calor. 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 12345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890121234567890123456789012345678901212345678901234567890123456789012123456789012345678901234567890 Utiliza-se uma válvula de alívio para evitar que o radiador seja estragado devido ao aumento de pressão.

Isto é utilizado para evitar a redução da pressão do óleo no circuito de lubrificação. simultaneamente. passa pela válvula de retenção onde é injetado baixo pressão nos injetores de óleo para resfriar o interior dos pistões. Alguns motores Diesel.O outro tipo de válvula de retenção. Parte do óleo que circula desde o condutor principal. ESPECIFICAÇÃO DOS MOTORES Geralmente os motores são classificados segundo o arranjo dos seus cilindros.MOTORES DIESEL as peças do motor perfeitamente lubrificadas.41 kg kg/m2 (20 psi). chamada simples. Motor em “V” 27 . se a pressão do óleo cai abaixo de 1. é utilizada para todos os injetores de óleo. no bloco de cilindros. Motor em linha Os cilindros estão dispostos em fileira. A válvula de retenção está formada por uma mola e uma esfera. Os injetores de óleo utilizam vários tipos de válvulas de retenção. possuem injetores de óleo no bloco de cilindros para resfriar a parede interna dos pistões. Um desse tipo de válvula de retenção é utilizada para cada um dos injetores de óleo. pois sua construção é a mais simples. Este arranjo é o mais utilizado. Elas atuam cortando o fornecimento de óleo aos injetores.

reduzido. O comando de válvula é girado através do virabrequim por uma corrente ou correia e engrenagens. Isto faz com que possa ter a altura e o comprimento do motor. Sendo que o comando de válvulas está situado no bloco de cilindros.MOTORES DIESEL O bloco de cilindros tem forma de “V”. é fornecida ao cilindro através da válvula de admissão e os gases queimados são expulsados através da válvula de escape. necessitase de tuchos e das hastes de empuxo entre o comando de válvulas e o balancim. Motor com cilindros opostos Comando de válvula no cabeçote (OHC) Os cilindros são montados horizontalmente e opostos entre si. Os comandos fazem com que atúem os balancins e as válvulas. não existe a necessidade de tuchos nem de hastes de empuxo. AMBOS COMANDOS DE VÁLVULAS IMPULSIONADOS PELA CORREIA O mecanismo que abre e fecha estas válvulas é chamado de mecanismo de distribuição. Esta disposição diminui a altura do motor e abaixa o centro de gravidade do veículo. Ainda que este tipo de comando é um pouco mais complexo enquanto a sua construção do que o tipo OHV. Os mais usados pelos fabricantes de motores são: Comando de válvulas Válvulas de escape Válvulas de admissão • Válvulas no cabeçote (OHV) • Comando de válvulas no cabeçote (OHC) • Duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) Balancins Comando de válvulas SOMENTE UM COMANDO DE VÁLVULAS IMPULSIONADA PELA CORREIA E OUTRO PELA ENGRANAGEM Válvula Virabrequim 28 Válvulas de escape Válvulas de admissão . sem a necessidade de usar os tuchos nem as hastes de empuxo. Este tipo de comando de válvula está situado na parte superior do cabeçote. O peso das peças que se movem para cima e para baixo é MECANISMO DE VÁLVULAS Os motores de quatro tempos tem uma ou duas válvulas de admissão e escape em cada câmara de combustão. Uma mistura ar + combustível ou somente ar. Válvula no cabeçote (OHV) Este mecanismo de vál-vula possue uma construção simples e bastante confiável.

MOTORES DIESEL reduzido. Na parte superior do cabeçote existem dois comandos de válvulas. Também é reduzida a altura do motor. do virabrequim. Motor super quadrado: É o motor cujo curso do pistão é menor do que o diâmetro do cilindro. e as válvulas em altas velocidades abrem-se e fecham-se com maior precisão. A velocidade do pistão no motor quadrado ou super quadrado é menor do que a do motor de curso comprido. os mais utilizados em automóveis e caminhonetes. o peso das peças que movem-se para cima e para baixo diminui inclusive ainda mais.m). Os motores classificam-se em três tipos segundo a relação entre o diâmetro do cilindro e a distância per- Diâmetro do cilindro PMS Diâmetro do cilindro Diâmetro do cilindro Calibre del cilindro PMS 12345678901234 12345678901234 12345678901234 12345678901234 Curso Curso Curso PMI Curso longo (comprido) PMS 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 1234 PMI PMI Quadrado PMI Carrera PMS Super quadrado 29 Cilindrada Curso Diâmetro do cilindro . O outro comando é impulsionado por meio de uma engrenagem ligada ao primeiro. Ainda que este tipo é mais complexo enquanto a sua construção. Motor quadrado: É o motor cujo curso do pistão é igual ao diâmetro do cilindro. abrem-se e fecham-se com maior precisão. Como resultado. Com a mesma velocidade do motor ou seja. Entretanto. não é necessário a utilização de balancins. O mecanismo de válvulas deste tipo de comando. quando utiliza-se estos tipos de motores é possível diminuir o desgaste do cilindro.m. pode ser impulsionado pelo seguinte método: 2. 1. 3. corrida pelo pistão. sendo assim. Sendo que os comandos de válvulas atuam diretamente sobre as válvulas. do pistão e dos anéis. Os comandos de válvulas são impulsionadas diretamente por uma correia ou somente por um comando de válvulas. o rendimento em altas velocidades é o melhor entre os três tipos. para as de escape. Uma para operar as válvulas de admissão e outra. r.p. Motor de curso comprido: Duplo comando de válvulas no cabeçote É o motor cujo curso do pistão é maior do que o diâmetro do cilindro. Possui um excelente rendimento às altas velocidades porque as válvulas em altas revoluções (r.p.

ocasionando uma maior potência. A taxa de compressão indica até que ponto é comprimido o ar aspirado durante a admissão. É a posição do pistão quando ele atinge o limite superior do cilindro. a taxa de compressão está entre 8 e 11:1 nos motores à gasolina. maior é a potência do motor porque queima-se mais combustível no cilindro. soma- 30 . quanto maior é a cilindrada. Quando utilizam-se vários cilindros. e 16 a 20:1 nos motores Diesel.metros (N. PMI Normalmente. Volume da câmara de Combustião (V1) PMS Volume do cilindro (V1) Este valor calcula-se da seguinte forma: Até certo ponto. com o pistão no PMI ( V2) e o volume formado na câmara de combustão quando o pistão encontra-se no PMS (V1).MOTORES DIESEL PMS – TDC (Ponto Morto Superior – Top Dead Center) se a esse valor a quantidade de cilindros.m) e encontra-se apartir da seguinte equação: = 20 Taxa de compressão = 20 deve-se leer 20 a 1. Taxa de compressão V1 + V2 V1 = 20 cc + 380 cc 20 cc = V1 + V2 TORQUE DO MOTOR V1 O torque é o valor que indica a força de rotação do eixo do motor (virabrequim). CILINDRADA A cilindrada é o volume total que é gerado pelo pistão no interior do cilindro conforme ele desloca-se do PMS ao PMI. Em outras palavras. Normalmente. PMI – BDC ( Ponto Morto Inferior – Bottom Dead Center) TAXA DE COMPRESSÃO É a posição do pistão quando ele atinge o limite inferior do cilindro. Este valor pode ser expresso em Newton. é a relação matemática que existe entre o volume da câmara de combustão (V1) mais a do cilindro. quanto maior é a taxa de compressão maior é a pressão do gás comprimido.

a potência de saída é de 321 Kw.) é de 1.r/min Atualmente existem vários sistemas em uso pelo mundo.MOTORES DIESEL T= N x r relação com o Kilowatt. calculados segundo sua velocidade (r.lb-ft Estes valores não indicam o rendimento do motor quando é utiliza para impulsar um veículo.m. 31 . velocidade do motor . somente o rendimento comparativo do motor em si.Os mais conhecidos são o sistema SAE (Societyfo Automotive Engineers) e o sistema DIN (DeutscheInstitut für Normung).7355 Kw 1HP=0.).p..500. Consumo específico de combustível . Uma unidade comun é o Kilowatt (Kw). T=torque N= força r= distância 1PS=0. ainda que outras unidades como hp (cavalos de força) e PS (cavalos de força-sistema alemão) são utilizadas. A potência é a capacidade do motor para realizar cer- Torque .500 r. quando a velocidade do motor (expressa em r.lb/hp-hr Potência .80665 N POTÊNCIA DO MOTOR A curva de rendimento é um gráfico que mostra o rendimento geral do motor. isto é.hp Neste exemplo.p.p.m.m. a uma velocidade do motor de 1. das condições standards ou normais nas quais foram realizados os testes.101 Nm. Os valores que expressam a potência do motor (cavalos de força e tração) podem variar dependendo dos métodos utilizados para medi-los. to trabalho na unidade de tempo. Estas medidas possuem a seguinte Os valores encontrados usando estes sistemas não podem ser comparados diretamente entre si. O gráfico mostra a curva de rendimento para um certo tipo de motor. Este tipo de gráfico indica o torque de saída (medida em um dinamômetro) e os cavalos de força do motor. CURVA DE RENDIMENTO DO MOTOR 1Kgf = 9. A tração do motor está ao redor de 2.7457 Kw Um Newton é uma unidade de medida de força e tem a seguinte relação com Kgf (Quilograma-força).

no caso de automóveis. existem pelo menos estas duas condições: normal e exigida de utilização. se reduz os custos de concerto ou reparação. sendo que variam segundo a utilização do motor. • Utilização de combustível de baixa qualidade ou num ambiente poluído. • Percursos curtos com paradas e arranques contínuos. Um mesmo tipo de motor Diesel. o plano de manutenção mais conveniente para o seu motor Diesel ou do seu diente. Na maioria dos programas de manutenção. • A condição exigida de utilização. para permitir que cumpram satisfatoriamente suas funções apesar da quilometragem ou das horas de funcionamento. CONDIÇÃO NORMAL E EXIGIDA A importância de fazer uma manutenção preventiva periódica é para que o veículo tenha um melhor rendimento. num barco. Por isso. num trator agrícola. corresponde quando o veículo é utilizado sob alguma das seguintes condições: • Utilização excesssiva com o motor funcionando em marcha lenta ou baixa velocidade durante muito tempo (taxis. Os veículos de uma frota são os que mais necessitam de manutenção preventiva. Grande parte das falhas que acontecem normalmente. caminhões ou caminhonetes de distribuição ou entregas dentro da cidade). geralmente preventiva. que neste capitulo é incluído.MOTORES DIESEL FREQÜÊNCIA DOS SERVIÇOS MANUTENÇÃO Os componentes de um veículo sofrem desgaste devido ao uso. a manutenção é tão importante. podendo afetar o seu rendimento. porque assim. recomendada pelo fabricante do veículo. para que o aluno não se demore e possa colocar em prática. Os fabricantes recomendam a manutenção dos componentes. um desempenho econômico e seguro do veículo. IMPORTANTE No motor Diesel. aumentando as horas de utilização dos veículos e reduzindo o número de unidades paradas. 32 . podem ser evitadas se é feita uma manutenção. pode ser montado num caminhão. • Longos percursos puxando um trailer ou cargas pesadas. prevenindo grandes problemas no futuro e permitindo assim. num gerador ou num automóvel. Os engenheiros determinam os pontos que necessitam serviço e a freqüência dos mesmos. é muito importante seguir as recomendações que se encontram no manual de manutenção do motor e que variam conforme as condições atmosféricas e do tipo de serviço do veículo. ruas não pavimentadas ou atmosfera com muito salitre. • A utilização em ambientes contaminados com muito pó.

troca de fluídos. INSPEÇÃO As inspeções mais comuns são: • Com o motor desligado • Com o motor ligado e veículo parado • Dirigindo o veículo Para evitar a perda do líquido refrigerante. deve-se manter as tampas bem apertadas.000 km. graxa ou controlando os níveis. Por exemplo. Máx. Controle de níveis: OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO A) ÓLEO DO MOTOR Existem várias operações de manutenção que podem variar de uma marca para a outra. ou dentro de uma mesma marca. o período entre uma manutenção e a outra deverá ser reduzido. Caso seja necessário fazer esta inspeção com o motor quente. • Operação de inspeção. Geralmente estão agrupadas em: • Operação de ajustagem. ção. pois devido à grande pressão utilizada pelo sistema. deve-se desligar o motor e esperar uns 5 minutos. trocando uma peça ou produto. Não é conveniente retirar a tampa do radiador com o motor quente. de um modelo à outro. Assim. controlando o estado./min. medindo as folgas e ajustando se for necessário.MOTORES DIESEL Inspeção com o motor desligado Se o motor é utilizado sob uma ou mais das condições descritas. não completando o reservatório ou radiador com líquido refrigerante. se durante condições normais é recomendada a troca do óleo do motor a cada 10. • Operação de substituição. Deve-se respeitar as marcas de nível impressas (máx. recomenda-se trocá-lo a cada 5. o sistema poderá trabalhar à altas temperaturas sem nenhum perigo. Máximo Mínimo B) REFRIGERANTE DO MOTOR Para uma maior segurança é conveniente controlar o nível do líquido refrigerante quando o motor estiver frio. em qualquer época do ano. • Operação de lubrificação. 33 .000 km. ajustando ao torque especificado. É conveniente fazer esta operação com o motor frio e sobre um chão bem nivelado.). sob condições exigidas de utilização. por evaporaMín. lubrificante. pode causar graves queimaduras.

se a bomba elétrica é ligada e não existe líquido no reservatório. geralmente possui uma marca com as palavras COLD (frio) e HOT (quente) para indicar o nível que deve ter o reservatório e de acordo com a temperatura do fluído. porque podem tampar os injetores de saída. F) D) FLUÍDO PARA DIREÇÃO HIDRÁULICA REFRIGERANTE PARA O INTERCOOLER Reservatório do Radiador A haste que indica o nível do fluído para direção hidráulica. MAX MIN Em alguns modelos. Radiador Bomba de água 34 Interruptor . No caso de completar o nível. Isto significa que entrou ar no sistema ou que o nível do líquido pode estar muito baixo.MOTORES DIESEL C) FLUÍDO DE FREIO/EMBREAGEM E) LÍQUIDO PARA LIMPAR O PÁRA-BRISAS Inspecionar visualmente o fluído de freio para que ele fique o mais perto possível do nível máximo. Existem líquidos especiais para este reservatório e por isso. o pequeno motor elétrico pode queimar-se. não é conveniente utilizar sabões líquidos. podem aparecer bolhas de ar no reservatório. fabricante. Se a direção é girada de um lado para outro. com o motor funcionando. verificar que não exista vazamento. Sempre utilizar o fluído hidráulico recomendado pelo MAX O nível é inspecionado visualmente.

bomba de vácuo.000 km. É importante evitar que o fogo ou faísca fique perto da bateria. ou seja. outros a cada 100. dependendo da qualidade e dos esforços a que elas estão submetidas. sendo carregada ou descarregando-se. etc. combustíveis. Nível superior Alguns fabricantes recomendam trocar as correias a cada 30. deve-se lavar imediatamente com muita água e se atinge os olhos. Separador Uma correia muito esticada pode reduzir a vida útil das buchas ou rolamentos dos quais recebe movimento ou aos quais transmite força. É importante selecionar a largura e o comprimento da correia. elas ficam duras e perdem aderência. Uma polia gasta pode diminuir rapidamente a vida das correias. gera gases explosivos. O nível de eletrólito deve estar sempre acima das placas. G) A maioria dos motores utilizam correias que são giradas pelo virabrequim e arrastam vários elementos. são elásticas e se adaptam muito bem às gargantas das polias. Nível inferior Uma bateria que esteve trabalhando. possuem um reservatório afastado do sistema de resfriamento do motor. tais como: bomba d’água. ventilador. Uma minuciosa inspeção determinará se é necessário esticar ou trocar a correia. Se o eletrólito respinga sobre a pele ou a roupa. Conforme aumentam as horas de utilização. Agentes abrasivos como o pó e o sal também afetam o estado da correia. Certo Vista de cima Separador CORREIAS DE TRANSMISSÃO. Sempre deve-se deixar um espaço para a dilatação do eletrólito. graxas) aumenta a sua deteriorização. compressores.. bomba de direção.MOTORES DIESEL H) Muitos motores turbo-alimentados e com Intercooler para a admissão. Deve-se utilizar somente água destilada para completar o nível. Não é conveniente utilizar o refrigerante usado no motor para completar o nível do Intercooler. Muito baixo Vista de cima A contaminação de agentes derivados do petróleo (óleos. As correias quando estão novas. Se a correia ficar muito frouxa. trincando-se e terminam.000 km. 35 . para completar sua missão. deve-se lavar também com muita água e consultar ao médico. alternador. ela pode-se deslizar sobre a polia e reduzir a vida útil da correia. estragando-se. ELETRÓLITO DA BATERIA. porque pode provocar uma explosão. de acordo com as polias e o afastamento que há entre elas.

de vácuo. São utilizadas para conduzir líquido refrigerante. Incorreto Quando é necessário transmitir muita força. os eixos auxiliares e outros. para movimentar um mesmo elemento. que também está dentada. etc.MOTORES DIESEL As correias de distribuição são utilizadas para transmitir movimento ao comando de válvulas e a engrenagem de comando da bomba de injeção. fluído para a direção hidráulica. óleo de motor. deformações. destaca-se caso exista alguma perda de fluído ou líquido. prestando muita atenção às trincas. etc. porosidade. de óleo. Folga Normal Correia gastada As correias Multi “V” são as que tem uma maior duração. O mais utilizado deles é medir a flexão da correia depois de ser montada e esticada.. das diferentes peças às quais está ligada. I) INSPEÇÃO DE MANGUEIRAS As mangueiras normalmente são de borracha e possuem várias uniões. Quando atinge o fundo da polia. podem ser utilizadas correias em “V” mais largas ou mais de uma correia. de combustível. Em alguns motores. vácuo. desgaste pelo atrito. Alguns fabricantes recomendam diferentes métodos para fazer esta verificação. combustível. endurecimento. Correto Incorreto É uma correia que na sua face interna tem dentes que engatam com a superfície interna da polia. ar. Existem instrumentos especiais para medir quando a correia está esticada. ela deve ser trocada. A correia em “V” transmitem movimento somente pelas laterais. move também outros elementos como as bombas d’água. São utilizados produtos que quando são aplicados na zona aonde pode haver suspeita da condição da mangueira. Deve ser verificado o seu estado. 36 .

quando é ligado o motor com o óleo novo. coloca-se o bujão com uma arruela nova. Pode ser sangrado o sistema de lubrificação e a bomba de óleo.MOTORES DIESEL Não é conveniente ligar o motor quando se está fazendo a troca de óleo. deve ser retirada ou afrouxada para que entre ar. OPERAÇÃO DE MANUTENÇÃO Exitem várias operações de manutenção. É conveniente colocar o óleo usado num recipiente limpo. verificando que suas características sejam as recomendadas pelo fabricante. por mais que estejam misturados com um pouco de óleo. dentre as quais destacaremos as seguintes: a) Troca de óleo do motor Quando chega o momento indicado pelo fabricante (km ou horas de uso) deve-se fazer a troca de óleo do motor. enchendo com o óleo o circuito através do interruptor de baixa pressão de óleo para poder recuperar a pressão do circuito. não tem fundamento. mesmo que o motor não tenha sido usado. • Depois de um determinado tempo. é necessário trocar o óleo. Esta operação pode ocasionar danos permanentes devido ao pouco poder de lubrificação do solvente ou combustível. Não é econômico recuperar óleo usado para ser reutilizado. Depois é revisada a tampa de vácuo para controlar se existe alguma perda e termina-se de desenroscar a tampa. pode ficar escuro logo depois do motor funcionar. mas não permite retirar todos os sedimentos do carter. Ela deve ser apertada com o torque especificado pelo fabricante. Alguns mecânicos utilizam uma máquina que funciona através do vácuo que possui um tubo que pode ser introduzido pelo tubo da vareta medidora do nível de óleo. Se é necessário pode ser feita uma análise do mesmo para verificar o estado interno do motor e saber a quantidade de óleo retirado. Esta técnica facilita e reduz o tempo de operação de troca do óleo. Conselhos práticos • A cor preta no óleo do motor Diesel não indica contaminação. • A prática de controlar a viscosidade do óleo usado. Um óleo com pouco tempo de uso. nem inspecionar o imã do bujão. Filtro de óleo Bomba de vácuo Radiador Mangueiras de óleo Mangueiras do radiador 37 . é a de lavar o interior do motor com solvente ou óleo diesel e depois ligar o motor. Este mau procedimento. • O óleo usado e reaproveitado não existe. Depois de esvaziar completamente o carter. porque o óleo usado ou sujo é impulsado no circuito de lubrificação. fará com que demore muito em estabelecer a pressão do óleo no circuito. colocando-se entre os dedos indicador e polegar e afastando-os rapidamente. Também deve-se observar o imã do bujão e saber se existem partículas de ferro no mesmo. É preciso que o óleo esteja muito quente para facilitar sua drenagem do carter. Uma prática bastante comun e desaconselhável. Enche-se o motor com a quantidade de óleo novo. A tampa por onde entorna-se o óleo. Ele permite retirar o óleo que existe no interior do carter.

é preciso limpar com muito cuidado o local onde ele deve ser montado e pas- 38 . da qualidade do filtro de óleo. É conveniente utilizar a ferramenta apropriada para retirar o filtro de óleo.MOTORES DIESEL b) Troca do filtro de óleo do motor sar óleo de motor na junta de borracha. Antes de instalar o novo filtro. essas partículas vão entupindo os poros do filtro. para evitar que danifiquem outras partes internas do motor. metal ou cerâmica) tem a finalidade de segurar as partículas sólidas como: carvão da combustão ou restos metálicos do circuito de lubrificação. A vida mais longa do motor dependerá muito. até ele ficar bem saturado. seguramente o filtro de óleo será trocado antes de ficar entupido. Conforme aumentam as horas de funcionamento. São poucos os motores Diesel que possuem uma luz que avisa quando isso está acontecendo. Quando isso acontece. é aberta a válvula de desvio e o óleo passa para o circuito. É muito importante certificar que o filtro novo tenha as mesmas características que o filtro retirado. Se o veículo é utilizado em condições normais e são seguidas as recomendações do fabricante. O elemento filtrante (papel. sem ser filtrado.

além de possuir o filtro de papel. para evitar que o pó que se encontra na parte externa do corpo. asentos. o óleo do motor. em micra. utilizam este sistema que devido à força centrífuga afasta Os filtro de ar do tipo turbilhão. sua porosidade. O tipo TIPOS DE FILTRO DE AR Os filtros de ar podem ser: seco ou úmido por banho de óleo. antes da sua desmontagem. para evitar que partículas contaminantes entrem ao motor sem passar pelo filtro de ar. Isto explica algumas formas especiais tais como as câmaras. 39 . É importante limpar o alojamento do filtro. de papel. e a superfície total. possa ingressar ao motor. pistões e até contaminar. estabelecem a diferença da qualidade. anéis. A missão do filtro de ar. antes que ele atinja o filtro de papel. Alguns motores possuem um dispositivo para segurar ou parar o pó. é freiar essas partículas sem impedir a entrada de ar ao motor. contrapesos e o alargamento de seus dutos. É muito importante observar o estado das juntas. Um procedimento pouco conhecido nos filtros de ar. é a redução do ruído de admissão. contém pó e outras partículas que podem estragar válvulas. Filtro de ar tipo seco: Alguns filtros utilizam elementos feitos com papel e devem ser trocados quando estão muito sujos. O ar que entra ao motor. dos dutos e das abraçadeiras. cilindros. contém um depósito externo que afasta as partículas de pó mais pesadas. A qualidade do papel do filtro é muito importante para garantir um bom funcionamento.MOTORES DIESEL INSPEÇÃO DO FILTRO DE AR E SUA MANUTENÇÃO as partículas mais pesadas antes de elas chegarem ao filtro de ar. Os motores que funcionam em ambientes com muito pó.

Assim. Mergulha-se em óleo de motor limpo. 4. a corrente de ar faz um giro de 180º. Desmonta-se a unidade. Trata-se de um filtro bastante efetivo. Alguns fabricantes preferem utilizar os filtro do tipo seco. 2. e depois deixa-se escorrer. sem redução da passagem do ar e que funcionam como abafadores. existem conjuntos de filtros ou pacotes dentro de carcaças comuns. somente o ar purificado. Lava-se o reservatório de óleo e a malha metálica com querosene ou solvente. Sua manutenção é bastante difícil. devido a grande dificuldade de manutenção.MOTORES DIESEL Para aplicações industriais. Filtro de ar com banho de óleo: A maioria dos fabricantes utilizam este sistema para purificar o ar de admissão aproveitando que o óleo possui um grande poder de lubrificação. onde não é necessário sua troca. e depois aplica-se um jato de ar comprimido. apresentando o inconveniente de que não possui uma boa conservação. ou seja. que também tem óleo de motor. o óleo não deixará passar partículas sólidas ao motor. sem levar em conta que o filtro do tipo úmido é mais efetivo e de um baixo custo de manutenção. Seu funcionamento baseia-se na inércia das partículas sólidas do ar. 40 . 3. O ar que entra ao filtro. Verte-se o filtro com óleo de motor novo até o nível indicado e depois monta-se a unidade antes de ser instalada. que troca sua direção. E LIMPEZA DO FILTRO DE AR DO TIPO ÚMIDO: 1. tem uma determinada velocidade e passa por um ponto que contém óleo de motor. As partículas sólidas ficarão presas no óleo e o ar será obrigado à passar por uma esponja metálica. Chegando perto da superfície do óleo.

MOTORES DIESEL MANUTENÇÃO NA ARMADILHA DE ÁGUA ele empurre a água. a umidade se condensa e decanta no fundo do tanque como água. Assim se permite que durante à noite. sendo mais fácil ligar o motor. terá ar no seu interior e conseqüentemente. ficando assim pouco ou nada de água no interior do tanque de combustível. para avisar ao condutor que o copo decantador contém uma grande quantidade d’água. devido a grande pressão das superfícies e que utilizam como único lubrificante o próprio combustível Diesel. Alguns modelos. as paredes do tanque fiquem frias. a qualidade do papel e o procedimento utilizado para a sua fabricação (superfície e qualidade do papel. sendo necessário sangrá-lo. que pode absorver água pelo fechamento de seus os poros. Todo tanque de combustível que tem comunicação com o meio ambiente. Muitos filtros de combustível são também copos com decantação. capacidade de filtragem do papel. etc. Em qualquer de ambos casos é importante levar em conta. Se ela atinge a bomba injetora ou os injetores pode estragá-los. são tomadas algumas medidas. possuem uma lâmpada testemunha. ou seja. que a água possa continuar o seu percurso até a bomba. TROCA DO FILTRO DE COMBUSTÍVEL Para evitar que isto aconteça. O filtro de combustível pode ser uma unidade fechada. Uma boa medida para reduzir a possibilidade de formação de água nos tanques de combustível. devido à queda da temperatura ambiente. fato que acontece geralmente durante à noite. Para retirar a água é preciso afrouxar a torneira inferior do copo e através da b o m b a impulsionar o Diesel para que Quando um filtro de combustível Diesel é desmontado. evitando assim.). montada sobre um suporte do próprio filtro ou ao lado da bomba de transferência. é a de instalar papel como filtro e com características higroscópicas. Quando suas paredes ficam frias. 41 . a água é separada do combustível pela diferença de seus pesos específicos. o ar entra ao sistema. Assim. no final do dia. Os parafusos de sangria devem ser afrouxados primeiro no suporte do filtro e depois de eliminar o ar. umidade. Por isso é utilizada uma bomba de mão. Ela pode ser trocada completamente ou pode se tratar de um elemento filtrante que é montado no interior de um copo metálico e que pode ser desmontável. uma delas é a instalação de um copo decantador d’ água. Outra medida. é a de encher os mesmos.

5. deverão ser trocados todos os parafusos com suas respectivas arruelas. parafusos. 3.000 km.Medir o pistão para que ultrapasse o seu PMS. 8. Retirar a água do sistema de esfriamento e do bloco.Verificar se as pré-câmaras sobressaem por cima do plano do cabeçote. Limpar a rosca e a cara inferior da cabeça dos 19.Efetuar o re-aperto recomendado para a quilometragem especificada. se o motor é deste tipo. recomenda-se seguir os seguintes passos: 17. Afrouxar os parafusos do cabeçote ao contrário do recomendado para o seu aperto.Montar uma junta nova e que sua espessura seja a certa e que as superfícies do bloco estejam perfeitamente limpas. corresponda à posição (TOP-UP) e que as buchas do centro. é porque existe uma bomba injetora que tem sangria própria. A junta do cabeçote é um dos pontos mais críticos do motor Diesel. 9. OUTRAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO 12. depois que o motor já tenha rodado os primeiros 10. respeitando o torque. para evitar interferência com as válvulas. Limpar as superfícies do cabeçote e do bloco.Verificar que a face da junta que fica para cima. 11. a ordem e a seqüência. O ajuste das conexões e do próprio cartucho. 4. Mesmo assim. 20. 13. Tenha sempre presente as recomendações do fabricante do motor. se eles forem utilizados novamente. controlar a passagem de bolhas de ar. pelo bujão de drenagem. 2. Deixar esfriar o motor no mínimo por 5 horas. 16. Quando o motor for ligado e sangrado o sistema de esfriamento. 10. evitará a perda de óleo Diesel e também as incômodas entradas de ar. Re-apertar a tampa de cilindro 14. 1.Executar o método de aperto recomendado pelo fabricante. 42 . 7. encontrem-se perfeitamente montadas. lubrificar levemente as roscas e a face inferior das cabeças dos parafusos de fixação.Lembrar-se que se o motor tem aperto angular. para selecionar a espessura da junta do cabeçote. Alguns fabricantes recomendam um reaperto específico. se tiver. Limpar o circuito de esfriamento. Passar um macho em todos os orifícios que roscas para os prisioneiros de fixação do cabeçote e aplicar jatos de ar comprimido.Colocar os pistões num ponto médio nos cilindros.Montar os parafusos respeitando sua posição no caso de ter comprimentos diferentes. 6.Controlar o estado das arruelas que estão embaixo dos parafusos de fixação.MOTORES DIESEL Quando não existe filtro de sangria. Verificar se as camisas sobressaem por cima do plano do bloco. 15. é conveniente encher previamente o filtro com combustível antes de montá-lo. quando é trocada a junta do cabeçote. 18. Independente da recomendação do fabricante com relação ao esquema de re-aperto.Com uma graxa especial ou com óleo de motor. Verificar se as superfícies do cabeçote e do bloco estão acertadas.

0625 0.738 1 daN.072 1 Kp.in = 11.102 0.cm = 0.in = 0.51 7.868 0.89 0.M = 100 1 Kp.113 0.014 0.ft = 135.m gf.01 1 N.083 1 Ibf.088 0.001 1.1 1.102 141.233 1 ozf.8 7.1 10.38 1 gf.152 0.m = 980.826 13.02 1416 88.007 0.00001 0.098 0.m = 1000 10 1 101.807 0.807 0.0115 16 1 0.m daN.6 1.0007 72 0.m ozf.416 0.135 13.MOTORES DIESEL TABELA DE EQUIVALÊNCIAS cn.98 100.00007 1 Kp.83 0.6 8.356 0.0001 0.2 0.000 100 1 1389 86.7 9.706 0.0007 1 0.cm = 9.m N.cm Kp.cm 1cN.0009 0.m = 1 0.851 0.3 0.000 1 0.072 0.005 1 Ibf.000009 1 0.01 0.ft 0.01 13.001 102 0.001 0.in Ibf.197 10.011 1152.007 0.in Ibf.970 102 1.138 192 12 1 Exemplo do aperto angular: 43 .0098 1.

Ao montar uma correia nova. girar aquele no seu sentido normal (horário) para verificar se as marcas de referência das diferentes engrenagens. para que não troque sua posição. NÃO ESQUEÇA de aplicar o torque especificado aos elementos de fixação das diferentes engrenagens. co- 44 . deve-se verificar se ela possui um sentido de giro obrigatório. retirar a ferramenta que foi utilizada para travar a bomba ou o comando de válvulas. deve-se levar em conta o sentido em que estava montada com anterioridade a sua remoção. os esticadores podem ser afrouxados e a correia desmontada. com cuidado. Em muitos casos. é necessário travar a engrenagem da bomba de injeção. comando de válvulas e bomba de injeção. Assim que a correia for montada e esticada. deve-se identificar todas as marcas de referência para ajudar na sincronização do: virabrequim. Antes da desmontagem. Uma vez identificadas. Se por algum motivo a correia de distribuição é removida e depois utilizada de novo. é conveniente girar o virabrequim no sentido anti-horário. para verificar que as válvula não atinjam o topo dos pistões. Depois de completar uma volta. assim como. RECOMENDAÇÕES: Depois deve-se girar novamente o virabrequim com uma ferramenta de mão duas voltas completas.MOTORES DIESEL Troca da correia de distribuição incidem.

Assim. um parafuso e uma contra-porca (motores com balancins). que absorvem automaticamente as trocas do comprimento das válvulas. Eles podem ser com o motor frio ou quente. isto é. Ainda mais se é considerado que as peças de este mecanismo são afetadas pelo atrito. Folga das válvulas Alguns motores possuem para fazer essa regulagem. é necessário deixar uma folga para certificar-se de que não fique mau fechada sobre o seu assento. Folga das válvulas O comprimento das válvulas não é constante. dilatam-se a medida que o motor aumenta sua temperatura. que o correspondente came do comando de válvulas não deve estar atuando na válvula que está sendo regulada. Ambos métodos coincidem que a válvula deve estar totalmente fechada. pois existem ferramentas especiais. Se o motor não tem tuchos hidráulicos. para comprimir as molas das válvulas. Outros podem ser regulados através de calços calibrados de forma circular. Folga das válvulas Para ajustar a folga das válvulas de um motor com pastilhas. Regulagem da folga das válvulas Folga das válvulas Existem muitos métodos para controlar a folga das válvulas. chamados de pastilhas. Por isso. ou seja.MOTORES DIESEL cia. 45 . não é necessário desmontar o comando de válvulas. Desta forma. é aconselhável girar várias voltas o comando de válvulas e verificar de novo a folga. se pode retirar a pastilha para medi--la. é necessário verificar essa folga com certa freqüên- RECOMENDAÇÃO: Depois de reguladas todas às válvulas. pode ser selecionado o calço com a espessura mais conveniente e poder garantir a folga correta.

que não exista barulhos estranhos e que as peças girem alinhadas. a emissão de fumaça no escapamento com diferentes velocidades do motor e além disso. Inspeção conduzindo o veículo Ao conduzir o veículo pode-se apreciar o desempenho do motor. utiliza-se somente água destilada. pode-se obter um melhor conhecimento do estado do veículo. a água se congelará e a garrafa se quebrará. PEÇAS E OPERAÇÕES ligado e veículo parado Anti-congelante – Anti-corrosivo para sistema de esfriamento de motor e/ou do Intercooler (radiador) É bom acostumar-se a inspecionar o veículo com o motor ligado. no elevador ou na fossa. No caso de ter que completar novamente o nível. tais como o radiador. Quando coloca-se uma garrafa com água e hermeticamente fechada em um freezer. tanto por conserto como por manutenção. no lugar onde será utilizado o motor. Esta inspeção pode ser feita no chão. Se a água do sistema de esfriamento se congela. pode acontecer que algumas peças vitais.MOTORES DIESEL Inspeção com motor PRODUTOS. possui inibidores químicos para evitar a corrosão e a espuma. A proporção de anti-congelante que é misturada com a água destilada. porque o anti-congelante não se evapora. varia de acordo com a temperatura mínima estimada. protege contra a corrosão e o congelamento até 15ºC abaixo de zero (-15º C). o cabeçote e as mangueiras. Com um lâmpada-piloto pode-se observar que não tenha nenhum vazamento de fluído. O mesmo acontece no motor. porque o gelo ocupa um volume maior que quando a água está no estado líquido. Isto acontece. Caso tenha algum som fora do comum. O aditivo também deve evitar a formação de ácidos e não devem afetar as peças não metálicas que existem no sistema de esfriamento. A maioria dos fabricantes recomendam trocar o líquido refrigerante. É conveniente acelerar o motor para verificar a existência de algum tipo de ruído anormal. Atuando de uma forma conveniente. o anti-corrosivo protege o metal formando uma película neutra sobre ele para evitar o ataque direto d’água e do oxigênio. tente identificar o lugar de origem do mesmo com a ajuda de um estetoscópio de oficina ou com um tubo metálico fino. Um bom anti-congelante / anti-corrosivo. IMPORTÂNCIA: A água vira gelo normalmente à zero grau centígrado (0º C). o bloco. 46 . existem na praça diferentes tipos de anti-congelantes que também cumprem outras funções tais como ser anti-corrosivo e aumenta o ponto de ebulição d’ água. pelo menos uma vez no ano. se estraguem. Para evitar que isto aconteça. Uma proporção perto de 30%.

se abre a válvula e se comunica com o radiador e ao mesmo tempo fecha a outra válvula para que a água seja obrigada a passar pelo radiador e assim possa se esfriar. A função do termostato duplo é muito mais complexa. A solução mais fácil seria aguardar a que o motor fique frio. Todos os motores possuem um termostato que controla a circulação do líquido refrigerante pelo radiador do motor. e termostatos duplos com duas válvulas. que circule água pelo radiador. evitando assim. completar o nível de água e chegar a uma oficina mecânica ou alguma auto-peças. pois se ficar sem a válvula. Válvulas de derivação Válvulas de sangria Algumas pessoas opinam que nos países muito quentes não é necessário montar esse termostato. uma circulação constante. mantendo assim. Devemos considerar que neste caso. até chegar a um ponto onde possa instalá-lo de novo. Isto não é correto. ao retirar o termostato poderá ir água para o radiador. O inconveniente é que o motor funcionará com uma baixa temperatura.MOTORES DIESEL fechada a válvula que possui maior diâmetro. Em qualquer dos casos. o fluxo fica livre para passar. o motor esquentará. mas também vai fazer com que circule água dentro do motor sem ir para o radiador. Cera Pistão Estando longe de qualquer oficina mecânica. Existem termostatos simples com uma válvula. Ao mesmo tempo manterá aberta a outra válvula que encontra-se no outro extremo. para que bomba de água faça circular a água do bloco ao cabeçote e vice-versa. porque a temperatura do líquido refrigerante será sempre mais alta do que a máxima temperatura ambiente que possa-se conhecer. Quando o motor está frio. Válvula Se um termostato simples para de funcionar e mantém-se fechado. a função do termostato é a de permitir que o motor atinja rapidamente a temperatura normal de funcionamento e mantê-la durante todos os processos e condições (variações) de funcionamento do motor. o termostato duplo manterá 47 . retirar o termostato do circuito. o condutor pode retirá-lo para poder seguir circulando com o veículo. se o dispositivo se estraga e fica fechando o circuito de forma definitiva. VÁLVULA TERMOSTÁTICA DO SISTEMA DE ESFRIAMENTO DO MOTOR Quando a temperatura d’água do motor aumenta o suficiente. Pode ser montado entre o motor e a entrada superior do radiador ou controlar a entrada d’água do radiador ao motor. o componente sensitivo da válvula (cera de abelha) dilata o termostato. Assim.

que não atinge a sua temperatura normal de funcionamento. A perda de compressão e combustão para o carter. ou seja. não serão bem lubrificadas as zonas altas dos cilindros e os anéis de compressão. devido a que quando é retirado se habilita a passagem de água pelo interior dentro do motor. dentro de certos parâmetros de segurança determinados pelo fabricante. menor vida útil para o óleo e o filtro de óleo. Portanto. maior consumo de combustível. perda de potência. seus componentes não poderão se dilatar e reduzir ou eliminar a folga entre as pontas dos anéis. Em alguns motores que possuem uma mangueira externa. 48 . O óleo não atingirá a temperatura normal e ao não adquirir a fluidez necessária. maior consumo de óleo. quanto mais quente ele funcione. para que volte a circular água quando o termostato está fechando a passagem para o radiador. pistões.MOTORES DIESEL Se um motor trabalha muito frio. é um motor térmico e sua eficiência dependerá da dilatação dos gases que são queimados no interior dos cilindros. A contínua passagem de carvão para o carter. maior contaminação do óleo. são feitas análises periódicas do óleo do motor. CONCLUSÃO: Não é bom que um motor que funcione com termostato duplo trabalhe sem ele. igual que o de gasolina. barcos. favorecerá a formação de carvão. para determinar o momento em que deve ser feita a sua troca. modificar a viscosidade do óleo aumentando-o de uma forma perigosa. CONTROLES COMPLEMENTÁRIOS Extração de amostras de óleo do motor para análise em laboratório: Um motor que trabalha de forma permanente com uma temperatura abaixo da normal pode provocar: a) b) c) d) e) f) Em alguns motores Diesel que tem aplicação muito especial (locomotivas. IMPORTANTE: Não devemos esquecer que o motor Diesel. procede-se tomar amostras de óleo para serem analisadas. excessivo consumo de óleo e outras abnormalidades. melhor será o seu funcionamento. metais dos mancais e válvulas. menor duração dos anéis. anéis e pistões. Também em certas oportunidades e devido a problemas de desgaste prematuro. pode inclusive. obrigando a água a circular pelo radiador até que possa ser comprado outro. unidades de bombeio). pistões e cilindros. cilindros. será necessário bloqueála para retirar o termostato. Poderá esquentar igual.

Estabelecer com o laboratório. 4. 6. Estando o motor a uma temperatura normal de funcionamento. possuem laboratórios que fazem estas análises de forma gratuita. como mínimo. NOTA: A maioria das companhias petroleiras.MOTORES DIESEL ANALISE DAS AMOSTRAS DO ÓLEO DO MOTOR. a maneira de como deve ser retirada a amostra. deve ser desligado e limpar perfeitamente o bujão antes da drenagem. Os dados conseguidos através da amostra são: Percentagem de água: • % em volume (água em óleo) Percentagem de diluentes: • % em volume (combustível em óleo) Viscosidade cinemática em Cst a 100º C: • (pode aumentar por contaminação) Alcalinidade: a reserva alcalina de um óleo é a que inibe os ácidos. 3. existe muita contaminação. • Marca do óleo retirado • Classificação SAE e API ou o nome do produto • Data de retirada do óleo • Nome do usuário do veículo ou motor • Endereço e telefone da oficina mecânica • Nome do técnico responsável • Marca e modelo do motor • Identificação do veículo no qual está instalado ou tarefa que cumpre • Quilômetros ou total de horas de funcionamento do veículo • • óleo da amostra Quantos litros de óleo foram utilizados na última troca Quantos litros de óleo foram retirados. incluindo a amostra Problemas que apresenta o veículo Quilômetros ou total de horas da última troca do filtro de ar Quilômetros ou total de horas da última troca do filtro de combustível Consumo de óleo verificado no motor 8. 2. Anotar numa etiqueta colada no vidro e em uma folha. solicitando confirmação telefônica quando seja recebida a amostra. Tampar o vidro de imediato com uma tampa plástica de rosca ou com uma rolha nova. Este óleo não será levado em conta para a análise. Enviá-lo o mais rápido possível ao laboratório escolhido. Trocar óleo e filtro de óleo do motor a ser analisado. com quantas horas ou quilômetros deve ser retirada a amostra. tirar meio litro de óleo do carter e colocá-lo em um recipiente limpo. do óleo do carter. • Quilômetros ou total de horas que tem o • • • • 1. pois evita que a luz do Sol possa afetar a amostra. Num vidro. 5. de preferência escuro (de cor caramelo). deve-se colher um litro. No menor tempo possível. 7. Estabelecer com o laboratório. Caso contrário proceder como segue abaixo. 49 . Quando não possui reserva. o petróleo tem muito enxofre e o óleo é pobre nesse aditivo.

• Filtro de ar ou sistema de filtrado defeituoso. • Filtros de óleo de má qualidade. • Sistema de ventilação do carter defeituoso.000 km. pode atingir vários litros de óleo por jornada de trabalho. • Vazamento do combustível (petróleo) ao óleo do motor. Se existe muita contaminação é porque o filtro de óleo não é de uma boa qualidade ou que esteja fechada a válvula de segurança. uma maior vida ao motor. Existe um período de assentamento de um motor novo ou ajustado e dependerá da habilidade do condutor para que isso aconteça no menor período de tempo possível. Dispersão: os aditivos dispersantes são entre outros. Em automóveis ou caminhonetes velozes é normalmente mínimo este consumo. • Motores inadequados para esse tipo de serviço. o consumo de óleo nunca pode ser tão alto como para que o motor chegue com pouco ou nada de óleo na próxima troca. que arranhem os metais. Contaminação: geralmente por elementos sólidos. • Problemas de pulverização do combustível. se não foram eliminadas todos os vazamentos existentes no motor. podem indicar que tipo de metais foram achados no óleo. • Motores trabalhando fora de temperatura. Também não devemos esquecer que os vazamentos de óleo podem ser bastante significativos.000 km. EFETUANDO UM TESTE DE CONSUMO DE ÓLEO Graças aos análises do óleo podem ser identificadas: Considerações prévias.MOTORES DIESEL tores. Durante muitos anos. O que não é normal é quando não existe consumo. um pingo a cada 100 metros é um litro em 500 quilômetros. sabe-se que muitos fabricantes de mo- 50 . De todas as maneiras. Se afirma que. pode haver um determinado consumo de óleo. • Trocas de óleo com quilometragens muito altas. para assim lubrificar melhor a parte alta dos cilindros. Durante este período. conforme avança a quilometragem ou as horas de serviço. o consumo de óleo foi um sintoma evidente de desgaste do motor. TESTE DE CONSUMO DE ÓLEO É muito importante verificar se o consumo começa já nos primeiros 1. Testes posteriores. evitando assim. provocam um determinado consumo de óleo. ao menos que seja muito elevado. Hoje em dia. Este consumo numa máquina (veículo) muito exigida. produto do desgaste do próprio motor. • Passagens de água para o carter. Não corresponde fazer um teste de consumo. Não é recomendado efetuar um teste de consumo em um motor novo ou com menos de 8. Também pode ser devido ao ar mau filtrado ou pela excessiva quantidade de metais. percorridos. garantindo desta maneira. que sempre deve trabalhar aberta. que é considerado normal.com o óleo recém trocado. os que evitam a acumulação de carvão. ou se ele aparece depois. • Filtros de combustível de má qualidade. • Óleos impróprios para determinados tipos de motor ou para o serviço que lhe foi indicado.