Você está na página 1de 39
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ARQUIVOLOGIA Docente: Fabiana Fagundes Fontana Contato: Moodle e e-mail:

INTRODUÇÃO AO

ESTUDO DA ARQUIVOLOGIA

Docente: Fabiana Fagundes Fontana

AO ESTUDO DA ARQUIVOLOGIA Docente: Fabiana Fagundes Fontana Contato: Moodle e e-mail: fabifagundesfontana@gmail.com

Contato: Moodle e e-mail:

fabifagundesfontana@gmail.com

OBJETIVOS DA DISCIPLINA
OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Identificar as fases da evolução histórica dos arquivos e da Arquivologia;

Explicar os fundamentos teóricos da Arquivologia;

Conceituar termos arquivísticos;

Reconhecer a importância das principais instituições arquivísticas

no mundo;

Estabelecer um paralelo entre a Arquivologia e as ciências afins;

Justificar o papel do arquivista na sociedade.

PROGRAMA DA DISCIPLINA
PROGRAMA DA DISCIPLINA
• UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS • UNIDADE 2 - HISTÓRIA DOS ARQUIVOS E
• UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS
• UNIDADE 2 - HISTÓRIA DOS ARQUIVOS E DA ARQUIVOLOGIA
• UNIDADE 3 - O ENSINO E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO ARQUIVISTA
• UNIDADE 4 - AS RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES DA ARQUIVOLOGIA
• UNIDADE 5 - INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS E DE DOCUMENTAÇÃO
UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS
UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS

1.1- Conceituação, funções, fins, importância 1.2- Classificação dos arquivos 1.3 Classificação dos documentos de arquivo 1.4- A arquivologia no contexto das ciências da informação:

definição, evolução, aspectos filosóficos; reflexões sobre o caráter da arquivologia. 1.5- Terminologia arquivística.

UNIDADE 2 - HISTÓRIA DOS ARQUIVOS E DA ARQUIVOLOGIA
UNIDADE 2 - HISTÓRIA DOS ARQUIVOS E DA ARQUIVOLOGIA

2.1- Origem dos arquivos.

2.2- Fases da história dos arquivos e da arquivologia.

UNIDADE 3 - O ENSINO E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO ARQUIVISTA

3.1- A evolução do ensino da Arquivologia.

3.2- O profissional arquivista e as perspectivas profissionais.

UNIDADE 4 - AS RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES DA ARQUIVOLOGIA
UNIDADE 4 - AS RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES DA ARQUIVOLOGIA

4.1- Interfaces da arquivologia com outras ciências.

UNIDADE 5 - INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS E DE DOCUMENTAÇÃO
UNIDADE 5 - INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS E DE DOCUMENTAÇÃO

5.1- Definição e objetivos.

5.2- Instituições arquivísticas: nacional e internacional.

5.3- Instituições de documentação nacional e internacional

Ementário da disciplina disponível no portal da UFSM

CRONOGRAMA

Disciplina: DCT 1000 Introdução ao Estudo da Arquivologia

Carga horária: 60 horas

Frequência mínima para aprovação: 75%

Avaliação: Atividades fixadoras de conteúdo que somadas totalizarão 10, além

da prova final que valerá 10, quem não alcançar a média mínima fará o exame. Data da prova: 15/06/2015

Data provável do exame: 13/07/2015

Término das aulas: 10/07

Lembrando que as atividades fixadoras poderão sofrer modificação em número e grau de avaliação.

UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS
UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS
Os arquivos constituem a memória e fonte de informação das instituições e das pessoas e
Os arquivos constituem a memória e fonte de informação das instituições e
das pessoas e existem desde o momento que o homem resolveu fixar por
escrito suas relações como ser social.
Etimologia:
Archon, Arché (sede da magistratura)
Archeion (depósito de documentos)
Archivium (arquivo)
UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS
UNIDADE 1- NOÇÕES FUNDAMENTAIS DOS ARQUIVOS
•Noção antiga: o termo arquivo servia apenas para designar o lugar destinado a guardar os
•Noção antiga: o termo arquivo servia apenas para designar o lugar
destinado a guardar os documentos de interesse para o poder público e de
figuras proeminentes no contexto político e religioso. De acordo com essa
conceituação só era considerado material de arquivo aquele que servisse
para estabelecer e reivindicar direitos.
•Noção contemporânea: atualmente, os arquivos deixaram de ser apenas
depósitos de documentos e transformaram-se em centros ativos de
informações a serviços dos usuários, sejam eles interno ou externos.
1.1- DESIGNAÇÃO E CONCEITUAÇÃO
1.1- DESIGNAÇÃO E CONCEITUAÇÃO
1.1- DESIGNAÇÃO E CONCEITUAÇÃO Arquivo Conjunto de documentos; Móvel para guarda de documentos; Local onde o
Arquivo
Arquivo
Conjunto de documentos;
Conjunto de documentos;
Móvel para guarda de documentos;
Móvel para guarda de documentos;
Conjunto de documentos; Móvel para guarda de documentos; Local onde o acervo deverá ser conservado; Órgão
Conjunto de documentos; Móvel para guarda de documentos; Local onde o acervo deverá ser conservado; Órgão
Local onde o acervo deverá ser conservado;
Local onde o acervo deverá ser conservado;
Órgão governamental, institucional ou setor cujo objetivo seja o de guardar e conservar a documentação;
Órgão governamental, institucional ou setor
cujo objetivo seja o de guardar e conservar a
documentação;
Título de periódicos.
1.1 CONCEITUAÇÃO
1.1 CONCEITUAÇÃO

“Conjunto de documentos oficialmente produzidos e recebidos por um governo, organização ou firma, no decorrer de suas atividades, arquivados e conservados por si e seus sucessores para efeitos futuros”. (Solon Buck)

“Acumulação ordenada dos documentos, em sua

maioria textuais criados por uma instituição, ou

pessoa, com curso de sua atividade, e preservados

para a consecução dos sues objetivos, visando à

utilidade que poderão oferecer no futuro”. (Marilena Leite Paes)

“Conjunto de documentos, seja qual for sua data, sua forma e o suporte material, produzidos e recebidos por qualquer pessoa, física ou moral, ou por qualquer organismo público ou privado no exercício de sua atividade, conservados por seus criadores ou

sucessores para suas próprias necessidades ou transmitidos a instituições de arquivos”.

(Manual de Arquivística, CIA)

1.1 CONCEITUAÇÃO
1.1 CONCEITUAÇÃO

“Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou a privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independente da natureza dos suportes”. (DBTA, Arquivo Nacional).

ou família, no desempenho de suas atividades, independente da natureza dos suportes” . (DBTA, Arquivo Nacional).
ou família, no desempenho de suas atividades, independente da natureza dos suportes” . (DBTA, Arquivo Nacional).
ou família, no desempenho de suas atividades, independente da natureza dos suportes” . (DBTA, Arquivo Nacional).
1.1.1 ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS DOS ARQUIVOS • UNICIDADE: o arquivo possui essência funcional/administrativa,
1.1.1 ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS DOS ARQUIVOS
• UNICIDADE: o arquivo possui essência funcional/administrativa, constituindo-se na maioria das vezes
de um único exemplar ou de um limitado nº de cópias;
• ATEMPORAL: tanto documentos antigos como contemporâneos podem ser arquivados, pois sua
utilidade mudará de acordo com a idade e valor do documento;
• EXCLUSIVIDADE DE CRIAÇÃO OU RECEPÇÃO POR UMA PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA: os documentos
acumulados devem retratar as atividades de uma pessoa ou instituição;
• PROCESSO NATURAL: a formação e o crescimento da documentação origina-se naturalmente no
decorrer das atividades;
• PROVA OU INFORMAÇÃO: os documentos são conservados para servir de referência ou testemunho
das atividades humanas;
• CARÁTER ORGÂNICO: a relação entre os documentos pertencentes a um mesmo conjunto, pois
documento possui valor arquivístico quando está integrado ao seu conjunto, senão será desprovido de
significação.
1.1.2 FUNÇÃO DOS ARQUIVOS
1.1.2 FUNÇÃO DOS ARQUIVOS
A função básica do arquivo é tornar disponível as informações contidas no acervo documental sob
A função básica do arquivo é tornar disponível as informações contidas no acervo documental
sob sua guarda, num primeiro momento para refletir as atividades administrativas e auxiliar na
tomada de decisão da administração que o criou ou recebeu, e posteriormente servirá como
fonte histórica para historiadores, pesquisadores e para a sociedade.
CULTURAL
Triplo papel dos
arquivos:
ADMINISTRATIVO
CIENTÍFICO
1.1.3 IMPORTÂNCIA DOS ARQUIVOS
1.1.3 IMPORTÂNCIA DOS ARQUIVOS

A importância do arquivo para a instituição está ligada ao aumento expressivo do volume de documentos que a mesma se utiliza no exercício de suas atividades, a necessidade de se

estabelecerem critérios de guarda e de eliminação de documentos, quando estes já não são

mais úteis para a organização. A adoção de técnicas arquivísticas adequadas permite não

apenas a localização eficiente da informação desejada, mas também a economia de recursos

para a instituição.

 

Assim a importância dos Arquivos: está em servir como instrumento administrativo, dando

continuidade às suas ações, além de agilizar a recuperação da informação através da gestão documental e como instrumento de preservação do patrimônio documental que servirá de suporte

ao pesquisador e na construção da memória da sociedade.

 
1.1.4 FINALIDADE DOS ARQUIVOS
1.1.4 FINALIDADE DOS ARQUIVOS
Servir à administração, constituindo-se com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da
Servir à administração, constituindo-se com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da
Servir à administração, constituindo-se com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da
Servir à administração, constituindo-se com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da

Servir à administração, constituindo-se com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da história.

Servir à administração, constituindo-se com o decorrer do tempo, em base para o conhecimento da história.

Guarda dos documentos que circulam na instituição, utilizando para isso técnicas que permitam um

arquivamento ordenado e eficiente;

Atendimento aos pedidos de consulta e desarquivamento de documentos pelos diversos setores da instituição,

de forma a atender rapidamente à demanda pelas informações ali depositadas;

Garantir a preservação dos documentos, utilizando formas adequadas de acondicionamento, levando em

consideração temperatura, umidade e demais aspectos que possam danificar os mesmos;

Elaboração de instrumentos de gestão documental e instrumentos de pesquisa; Recebimento/distribuição/expedição

Elaboração de instrumentos de gestão documental e instrumentos de pesquisa;

Recebimento/distribuição/expedição

criação dos modelos para

da correspondência,

documentos

Padronização do vocabulário

criação dos modelos para da correspondência, documentos Padronização do vocabulário
1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS
1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS
Os arquivos podem ser Entidade Mantenedora/Arquivística Natureza dos documentos classificados quanto:
Os arquivos podem ser Entidade Mantenedora/Arquivística Natureza dos documentos classificados quanto:

Os arquivos podem ser

Entidade Mantenedora/Arquivística

Natureza dos documentos

classificados

quanto:

Natureza dos documentos classificados quanto: Abrangência/Extensão de sua atuação Estágios de
Abrangência/Extensão de sua atuação Estágios de evolução
Abrangência/Extensão de sua atuação Estágios de evolução
Abrangência/Extensão de sua atuação Estágios de evolução

Abrangência/Extensão de sua atuação

Estágios de evolução

Abrangência/Extensão de sua atuação Estágios de evolução
1.2.1 ENTIDADE MANTENEDORA DOS ARQUIVOS
1.2.1 ENTIDADE MANTENEDORA DOS ARQUIVOS
ARQUIVOS PÚBLICOS
ARQUIVOS
PÚBLICOS
ARQUIVOS PRIVADOS
ARQUIVOS
PRIVADOS
1.2.1 ENTIDADE MANTENEDORA DOS ARQUIVOS
1.2.1 ENTIDADE MANTENEDORA DOS ARQUIVOS
ARQUIVOS PÚBLICOS: Segundo a Lei 8.159/1991, art. 7º, cap. II, que dispões sobre a política
ARQUIVOS PÚBLICOS: Segundo a Lei 8.159/1991, art. 7º, cap. II, que dispões sobre a política
ARQUIVOS PÚBLICOS: Segundo a Lei 8.159/1991, art.
7º, cap. II, que dispões sobre a política nacional de
arquivos públicos e provados e dá outras providências: “
Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos
produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades,
por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do
distrito federal e municipal, em decorrência de suas
funções administrativas, legislativas e judiciárias”.
funções administrativas, legislativas e judiciárias”. § 1º São também públicos os conjuntos de documentos
funções administrativas, legislativas e judiciárias”. § 1º São também públicos os conjuntos de documentos

§ 1º São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos no exercício de suas atividades.

Ex: Sociedades de economia mista (Banco do Brasil, Petrobrás, etc) e empresas públicas ( Correios e subsidiárias da Petrobrás) Concessões e permissões da titularidade dos serviços públicos, através da prestação de serviços públicos.

Concessões e permissões da titularidade dos serviços públicos, através da prestação de serviços públicos.
1.2.1 ENTIDADE MANTENEDORA DOS ARQUIVOS
1.2.1 ENTIDADE MANTENEDORA DOS ARQUIVOS

Institucional: Igrejas, Clubes,

Associações e etc.

ARQUIVOS PRIVADOS: Segundo a Lei 8.159/1991 “consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou
ARQUIVOS PRIVADOS: Segundo a Lei
8.159/1991 “consideram-se arquivos
privados os conjuntos de documentos
produzidos ou recebidos por pessoas
físicas ou jurídicas, em decorrência de
sua atividades.

Pessoais: Fotos de família, cartas,

originais de trabalhos, etc.

Comerciais: Companhias, Empresas, etc.

1.2.2 NATUREZA DOS DOCUMENTOS
1.2.2 NATUREZA DOS DOCUMENTOS
Está diretamente relacionado ao suporte dos documentos (forma física), necessitando tratamento ESPECIAIS especial
Está diretamente relacionado ao
suporte dos documentos (forma
física), necessitando tratamento
ESPECIAIS
especial para armazenamento e
processamento técnico.
Arquivos
Está associado a documentos que
hospitalares
são produzidos por profissionais de
determinada área específica (não
Arquivos de
engenharia
ESPECIALIZADOS
levando em consideração o
suporte), relaciona-se à atividade-
fim da empresa.
Arquivos de
Imprensa
1.2.3 ABRANGÊNCIA/EXTENSÃO DE SUA ATUAÇÃO
1.2.3 ABRANGÊNCIA/EXTENSÃO DE SUA ATUAÇÃO
SETORIAIS: É o arquivo descentralizado, núcleo de arquivo ou setorial. Estes tipos de arquivo localizam-se
SETORIAIS: É o arquivo
descentralizado, núcleo de
arquivo ou setorial. Estes tipos
de arquivo localizam-se junto ao
setor que o produziu e estão em
plena atividade, estão na fase
corrente.
CENTRAIS: São arquivos gerais ou centralizados, pois centralizam o arquivamento dos documentos provenientes dos
CENTRAIS: São arquivos gerais ou
centralizados, pois centralizam o
arquivamento dos documentos
provenientes dos arquivos
correntes, liberando espaço nos
setores.
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO
A frequência do uso é que vai determinar a sua permanência em cada estágio ou
A frequência do uso é que vai
determinar a sua permanência
em cada estágio ou fase.
CORRENTE
INTERMEDIÁRIO

QUANTO AOS ESTÁGIOS DE

EVOLUÇÃO DOS ARQUIVOS, ELES

PODEM SER:

PERMANENTE
PERMANENTE
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)

ARQUIVO CORRENTE

Primeira Idade do documento;
Primeira Idade do documento;
São formados pelos documentos vinculados aos fins imediatos para os quais foram criados; Consulta e
São formados pelos documentos
vinculados aos fins imediatos para os
quais foram criados;
Consulta e uso frequentes, possui valor
primário;
Se conservam nas repartições ou setores
que os produziram ou receberam.
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
Protocolo: entrada do documento, recebimento e classificação (PCD), registro (nº atribuído), distribuição,
Protocolo: entrada do documento, recebimento e classificação (PCD), registro
(nº atribuído), distribuição, expedição, controle e tramitação;
Arquivamento: baseado em métodos que visam a organização do acervo (inspeção observando o último despacho,
Arquivamento: baseado em métodos que visam a organização do acervo
(inspeção observando o último despacho, análise, ordenação e
arquivamento (em local designado));
Empréstimo e Consulta: empréstimo do documento, com utilização de instrumentos de gestão, para consulta,
Empréstimo e Consulta: empréstimo do documento, com utilização de
instrumentos de gestão, para consulta, reprodução, pesquisa ou
exposição;
ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE
ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE
ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE

ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE

ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE
ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE
ATIVIDADES DO ARQUIVO CORRENTE

Destinação: relaciona-se à transferência para arquivo intermediário ou para eliminação de acordo com o valor atribuído (1º ou 2º) e a frequência de utilização

1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
Segunda Idade do documento; São formados pelos documentos originários dos arquivos correntes; ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
Segunda Idade do documento;
São formados pelos documentos
originários dos arquivos correntes;
ARQUIVO
INTERMEDIÁRIO
Consulta eventual e uso não frequentes;
Aguardando prazo prescricional e
destinação final.
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
Os documento transferidos estão em fase de transição aguardando prazos de precaução e prescrição;
Os documento transferidos estão em fase de transição aguardando prazos
de precaução e prescrição;
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO

ARQUIVO

INTERMEDIÁRIO

ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
ARQUIVO INTERMEDIÁRIO
Economia: Normalmente estão localizados em outros prédios ou até outros bairros, visando economia de espaço
Economia: Normalmente estão localizados em outros prédios ou até
outros bairros, visando economia de espaço e de locação;
Tratamento documental (limpeza), aplicação de TTD;
Tratamento documental (limpeza), aplicação de TTD;
Deve possibilitar comunicação fácil e rápida com a administração que o utiliza, bem como fácil
Deve possibilitar comunicação fácil e rápida com a administração que o
utiliza, bem como fácil acesso aos funcionários.
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
Terceira Idade do documento;
Terceira Idade do documento;
São formados pelos documentos que ultrapassam a finalidade específica de sua criação; Consulta por outros
São formados pelos documentos que ultrapassam a
finalidade específica de sua criação;
Consulta por outros usuários, que não
necessariamente foram seu criadores;
Conserva-se em local próprio dentro da empresa
ou como Instituição Cultural.

ARQUIVO

PERMANENTE

Nesta etapa o documento não será mais eliminado, permanece devido

sua importância histórica, probatória, e informacional.

1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
Recolhimento ao Arquivo Permanente
Recolhimento ao Arquivo Permanente

ARQUIVO

PERMANENTE

Adquire valor secundário;
Adquire valor secundário;
Aberto ao público e acesso irrestrito;
Aberto ao público e acesso irrestrito;
Elaboração de instrumentos de pesquisa e referência (quadro de arranjo, guia, catálogo, inventário) adoção dos
Elaboração de instrumentos de pesquisa e
referência (quadro de arranjo, guia, catálogo,
inventário) adoção dos planos de
conservação e preservação).
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)
1.2.4 ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO (CICLO VITAL)

ATIVIDADES DO

ARQUIVO

PERMANENTE

(CICLO VITAL) ATIVIDADES DO ARQUIVO PERMANENTE Arranjo: a reunião dos tipos documentais em séries, dentro
Arranjo: a reunião dos tipos documentais em séries, dentro do fundo, respeitando o princípio da
Arranjo: a reunião dos tipos documentais em séries, dentro do fundo, respeitando o
princípio da proveniência ou respeito aos fundos.
Descrição e publicação: levando em consideração os elementos formais e o
conteúdo textual dos documentos, elaborando instrumentos de pesquisa que
facilitarão o acesso e a consulta dos documentos;
Conservação: medidas de proteção aos documentos e ao seu local de guarda,
contribuindo para o prolongamento da vida útil dos documentos;
Referência: estabelecimento de políticas de acesso e utilização dos documentos;
Destinação: decisão com base na TTD quanto ao encaminhamento dos documento: guarda permanente ou eliminação.
Destinação: decisão com base na TTD quanto ao encaminhamento dos documento:
guarda permanente ou eliminação.
1.3 A ARQUIVOLOGIA NO CONTEXTO DAS CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO
1.3 A ARQUIVOLOGIA NO CONTEXTO DAS CIÊNCIAS DA
INFORMAÇÃO

A expressão CIÊNCIA DA

INFORMAÇÃO surge no EUA nos meados de 1960, com a

preocupação de organizar a

informação científica.

a preocupação de organizar a informação científica. Ciência da informação é um campo interdisciplinar
Ciência da informação é um campo interdisciplinar principalmente preocupado com a análise, coleta, classificação,
Ciência da informação é um campo interdisciplinar
principalmente preocupado com a análise, coleta,
classificação, manipulação, armazenamento,
recuperação e disseminação da informação. Ou seja,
esta ciência estuda a informação desde a sua gênese
até o processo de transformação
de dados em conhecimento. Estuda ainda a aplicação
da informação em organizações, seu uso, e estuda as
interações entre pessoas, organização e sistemas de
informação

Pode-se dizer que existe uma

base comum às ciências sociais e à ciência da

informação.

Todas contribuem para a gestão da memória (seleção, coleta, avaliação de documentos); a produção de
Todas contribuem para a
gestão da memória (seleção,
coleta, avaliação de
documentos); a produção de
informação documentária
(representação da informação
estocada, bases de dados,
catálogos, resumos); e a
mediação da informação
(comunicação das
informações, transferência,
atendimento das
necessidades dos usuários).
.
atendimento das necessidades dos usuários). . Assim, existem muitas semelhanças conceituais entre a
Assim, existem muitas semelhanças conceituais entre a biblioteconomia, a museologia e a arquivologia
Assim, existem muitas
semelhanças conceituais
entre a biblioteconomia, a
museologia e a
arquivologia

A arquivologia nasce como uma disciplina

complementar no entanto,

logo adquire uma autonomia e torna-se

independente como nova

ciência.

uma disciplina complementar no entanto, logo adquire uma autonomia e torna-se independente como nova ciência.
1.3.1 A EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA
1.3.1 A EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA

A Arquivologia nasceu ligada à Paleografia e a Diplomática, com as quais mantém relações até hoje. A Arquivologia moderna nasceu em meados do séc. XIX com os arquivistas holandeses Müller, Feith e Fruin, entre outros, que originou na obra Manual de arquivos holandeses em 1898, mencionada até hoje por firmar as bases de uma nova concepção de arquivos, estabelecendo conceitos, princípios e métodos.

No entanto, existem registros de cerca de

2600 anos a.c de tábuas de argila na região da Babilônia (Sumérios) onde

foram descobertos alguns dos primeiros

arquivos da história da humanidade, ainda em escrita cuneiforme no Palácio

de Ebla, da dinastia do rei Hammourabi.

no Palácio de Ebla, da dinastia do rei Hammourabi. Contrato de venda de terras e uma

Contrato de venda de terras e uma casa, 2600 a.C.

Nos escombros do palácio foram encontrados cerca de 1727 peças completas de tábuas de argila e 9483 fragmentos de dimensão significativa, no que seria um arquivo central que durou cerca de 45 anos e passou por 3 soberanos.

1.3.1 A EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA
1.3.1 A EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA

VÍDEO SOBRE A HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA.

1.3.2 A EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA NO BRASIL Ano Fato 1838 Criação do Arquivo Nacional, criando
1.3.2 A EVOLUÇÃO DA ARQUIVOLOGIA NO BRASIL
Ano
Fato
1838 Criação do Arquivo Nacional, criando Arquivo Público do Império

1958

É aprovado o novo regimento do Arquivo Nacional. É criado o Conselho de Administração de Arquivos

1971

Criada a Associação dos Arquivistas Brasileiros

1972

Criação dos Cursos de Arquivologia em nível superior no Brasil

1978

Regulamentação da profissão de arquivista e técnico de arquivo (Lei nº 6546)

1978

O Decreto nº 82.308, de 25 de setembro, institui o Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, com a finalidade de assegurar a preservação de documentos do Poder Público, tendo como órgão central o Arquivo Nacional. Fica também instituída, junto ao Arquivo Nacional, a Comissão Nacional de Arquivos - CONAR.

1985

A

Instituição transfere-se, em 3 de janeiro, para a sua atual sede, ocupando um dos edifícios da antiga Casa da Moeda, na Praça da

República.

1991

promulgada, em 8 de janeiro, a Lei nº 8.159, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. A partir desta data, fica estabelecido que são deveres do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos,

É

como instrumento de apoio à administração, à cultura e ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação.

1994

É

criado o Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, órgão colegiado vinculado ao Arquivo Nacional que tem como uma de suas

competências definir normas gerais e estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR.

2003

A

criação do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo (SIGA) da Administração Pública Federal, aliada à Lei de Arquivos, confere

ao Arquivo Nacional, como órgão central, um papel estratégico junto aos órgãos e entidades dessa esfera de governo.

2011

LEI Nº 12.527,dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de

garantir o acesso a informações.

Fonte: Fonseca, 2005 e Arquivo Nacional, 2015

1.4 TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA
1.4 TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA

Para a Ciência da Informação, mais especificamente os profissionais da área, sempre houve a preocupação com a elaboração de uma terminologia específica, capaz de atender a programas de intercâmbio, disseminação e recuperação da informação.

Ano Fato 1972 Início da adoção de vocabulário uniforme no Brasil, através do Glossário Arquivístico
Ano
Fato
1972
Início da adoção de vocabulário uniforme no Brasil, através do Glossário Arquivístico
Multilíngue, patrocinado pelo CIA – Conselho Internacional de Arquivos e pela Unesco
(1964);
1977
A AAB - Associação dos Arquivistas Brasileiros cria o Comitê de Terminologia Arquivística,
amplia estudos iniciados anteriormente pelo CIA;
1980
Criou-se na ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas uma Comissão de Estudos
de Arquivologia para tratar do assunto juntamente com a AAB (NBR 9578);
2005
Durante a 37ª Reunião do CONARQ, foi firmado o compromisso de que o grupo de
trabalho, o Arquivo Nacional e o próprio CONARQ promoverão a revisão, num prazo de
dois anos desta nova versão do DBTA – Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística.
Disponível em: http://www.arquivonacional.gov.br/Media/Dicion%20Term%20Arquiv.pdf
Fonte: Fonseca, 2005 e Arquivo Nacional, 2015
OBRIGADA PELA ATENÇÃO REALIZEM A ATIVIDADE DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO

OBRIGADA PELA ATENÇÃO

REALIZEM A ATIVIDADE DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO