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Química Analítica Experimental Turma A Roteiros de Aulas Experimentais 1º. Semestre/2015 Profa. Ana Cristi B.

Química Analítica Experimental Turma A Roteiros de Aulas Experimentais

1º. Semestre/2015

Profa. Ana Cristi B. Dias

*Adaptação dos roteiros de aulas experimentais de Química Analítica das Professoras Taís Augusto Pitta Costa, Jez W.B. Braga, Denise Imbroisi e Fernanda Vasconcelos de Almeida.

INSTRUÇÕES PARA RELATÓRIOS

Os relatórios devem conter os itens descritos no Plano de Ensino.

Observação: Os relatórios serão individuais no Primeiro Ciclo e deverão ser entregues ao professor na aula seguinte

à execução do experimento. Após esta data, não será recebido p relatório, apenas com justificativa válida. Será

descontado 1 ponto da nota para cada dia de atraso na entrega do relatório. Leitura da bibliografia antes de qualquer experimento é extremamente importante. É um hábito que o aluno deve ter para qualquer aula experimental (analítica, físico-química, inorgânica e orgânica). Ela reforça os conceitos discutidos nas aulas teóricas e possibilita trazer dúvidas para serem discutidas com o professor. Faça a leitura utilizando os livros indicados na bibliografia. Evite leituras na internet uma vez que a fonte de informação nem sempre pode ser obtida e a confiabilidade das informações é discutível.

Considerações gerais

Estudantes que chegarem após 20 min do início da aula não poderão assinar a lista de presença, não realizarão a prática, ficando com falta registrada nesta aula.

Não realizar algum experimento sem justificativa formal significa nota zero no relatório do respectivo experimento. Isto se aplica inclusive a experimentos não realizados por falta de traje adequado para trabalho em laboratório e/ou não comparecimento no laboratório até 20min do início da aula.

Não haverá reposição de experimentos.

AULA INTRODUTÓRIA

1. SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

• Durante as aulas práticas, será obrigatório o uso de avental de algodão e de manga comprida e óculos de

segurança.

• Alunos trajando calções, shorts, saias curtas e/ou calçados abertos não poderão realizar os experimentos.

• Alunos com cabelos compridos deverão prender o cabelo para evitar acidentes.

• Não será permitido comer, beber ou fumar no recinto do laboratório.

• Para o descarte dos resíduos dos experimentos, deverão ser seguidas as instruções dos professores.

• É importante que o aluno tenha consciência da importância de estar devidamente trajado no laboratório, de

respeitar todas as normas de segurança e de executar as atividades com seriedade.

• Não é permitido o uso de telefones celular no recinto do laboratório ou sala de aula, salvo com anuência do

docente.

• Quebra de materiais: a responsabilidade pela quebra ou desaparecimento de materiais e equipamentos poderá ser

atribuída solidariamente ao aluno que está realizando o experimento; qualquer incidente deverá ser imediatamente comunicado ao técnico responsável.

• A ética profissional recomenda que jamais devamos agir de forma a prejudicar qualquer colega de trabalho. Aja sempre com seriedade dentro de um laboratório químico.

• Cuidados redobrados devem ser dados a equipamentos e vidrarias de uso coletivo, e no caso de serem observados problemas ou falta de limpeza, o professor deve ser avisado imediatamente.

• Comportamento no laboratório.

• Identificação e localização do lava-olhos, chuveiro; saídas de emergência e rota de fuga.

NA DÚVIDA, PERGUNTE! OS ACIDENTES NÃO ACONTECEM, SÃO CAUSADOS.

2. DISTRIBUIÇÃO DAS GAVETAS

Os alunos receberão uma gaveta situada em um local delimitado na bancada de trabalho do laboratório. Cada aluno

deve escolher seu local, sendo este anotado no caderno do técnico do laboratório. O aluno deve assinar um termo de compromisso (segurança e responsabilidade com os materiais), uma vez que esses materiais serão divididos com alunos de outras turmas. Esta gaveta contém a maioria dos materiais necessários para executar as práticas durante

o semestre. O aluno é responsável por todo o material e deve avisar ao professor, monitor ou técnico, qualquer

modificação ou avaria dos materiais. Após cada aula prática, os materiais devem ser limpos e devolvidos às suas respectivas gavetas. Ao final do semestre, as gavetas serão supervisionadas e o material que estiver faltando deverá

ser reposto pelo aluno responsável.

Os alunos devem providenciar luvas e canetas para retroprojetor (marcar vidraria).

3.

APRESENTAÇÃO DAS VIDRARIAS E USO DA BALANÇA ANALÍTICA

As vidrarias a serem usadas durante o semestre e que se encontram na gaveta são:

 

Material

 

Quantidade

 

Material

 

Quantidade

Balão volumétrico de 100 mL

02

Funil

01

Balão volumétrico de 250 mL

01

Pinça de madeira

01

Bastão de vidro

 

01

Pipeta Pasteur

02

Béquer de 400/500mL

01

Pipeta volumétrica de 10 mL identificada

01

Béquer de 250 mL

 

01

Pipeta volumétrica de 25mL

01

Béquer de 100/150 mL

01

Pipetador automático (pêra)

01

Béquer de 50 mL

 

01

Proveta de 10 mL

 

01

Bureta de 25 mL

 

01

Proveta de 50 mL

 

01

Cápsula de porcelana

 

01

Suporte para tubos de ensaio

01

Erlenmeyer de 250 mL

04

Tubos de ensaio

10

Espátula

01

Vidro relógio

01

Frasco de 250 mL

 

01

 

Limpeza de vidraria: após cada prática, as vidrarias devem ser lavadas com solução detergente e enxaguadas em água corrente inúmeras vezes e finalmente várias vezes com pequenas porções de água destilada. Não seque o interior de materiais de vidro. Um recipiente de vidro limpo de forma apropriada será recoberto por um filme uniforme e contínuo de água. Remova qualquer marcação feita na vidraria com um papel umedecido em álcool. Secagem da vidraria: colocar na gaveta, sobre um papel absorvente.

Balança analítica: procedimento de pesagem:

Coloque o recipiente de pesagem no centro do prato da balança

Tare o recipiente que conterá a amostra. Tarar significa zerar a balança mesmo com um peso colocado em seu prato. Balanças eletrônicas fazem isso automaticamente, selecionando o botão TARE.

Coloque a amostra no recipiente e meça a massa resultante.

Cuidados: feche os orifícios (portas de vidro da balança) para evitar passagem de ar, não derrame líquido ou sólido no interior da balança. Caso isso ocorra, limpe imediatamente com um pincel ou papel.

Equipamentos de uso geral: capela, mufla, centrífuga. Procedimentos que devem ser realizados na capela:

manipulação de ácidos concentrados e compostos voláteis com capela fechada à altura correta. Válvulas de gás e de água. Tomadas 110 e 220 V.

Descarte de resíduos: Procure descartar os produtos de reações e reagentes em frascos apropriados. Localize, no início das aulas, a posição dos frascos de descarte no laboratório. Não descarte reagentes ou produtos de reação na pia a menos que o professor indique que isso possa ser realizado. Por uma questão de ÉTICA PROFISSIONAL um químico jamais irá agredir o meio ambiente, independente do trabalho que está realizando.

Preparo de soluções:

Reagentes líquidos: utilizar pipetas com pêras, pipetator automático (micropipeta) e/ou provetas. Com auxílio do pipetador automático ou da pipeta graduada medir o volume necessário do reagente, transferindo diretamente este volume para o balão volumétrico. A pipeta deve estar limpa e seca para não contaminar o reagente e nem causar a sua diluição, respectivamente. Procure introduzir apenas a ponta da pipeta no reagente evitando que a pipeta fique com um excesso de reagente na sua parte externa, principalmente no caso dos ácidos viscosos como é o caso do ácido sulfúrico. Em qualquer caso é importante observar que a temperatura da solução deve ser igual à temperatura ambiente antes de acertar o menisco do balão volumétrico.

Reagentes sólidos: uso de béquer ou barquinhas de pesagem pesar a massa necessária do reagente. O material sólido, após pesagem, deve ser dissolvido com água destilada antes de ser transferido para o balão volumétrico. Após a diluição, a transferência deve ser realizada com auxílio de um funil analítico e de uma bagueta. Fixe o funil analítico em um aro preso a um suporte universal. Em qualquer caso é importante observar que a temperatura da solução seja igual à temperatura ambiente antes de acertar o menisco do balão volumétrico.

Bibliografia recomendada:

disponível em

http://chemkeys.com/br/2000/03/24/seguranca-no-laboratorio-quimico/, Capítulo 2 do Skoog [1]; Capítulo 2 do Harris

[5].

“Segurança

no

laboratório

de

Química”

Na próxima aula, os alunos serão divididos em 2 turmas para a realização dos Experimentos 1A e 1B. Para o experimento 1B os alunos deverão trazer calculadora.

EXPERIMENTO 1

O experimento 1 é divido em duas partes (1A e 1B). Para realizar as práticas, os alunos serão divididos em 2 grupos. A prática 1A será realizada no laboratório, enquanto a prática 1B na sala auxiliar do laboratório. Cada prática está programada para ser realizada em no máximo 90 minutos.

EXPERIMENTO 1A – CALIBRAÇÃO DE VIDRARIA

1. OBJETIVOS

Identificar, manusear, realizar medidas básicas de massa e volume e calibrar algumas vidrarias do laboratório. Calcular a estimativa do erro associado de algumas vidrarias utilizadas no laboratório. Propagação do erro.

2. INTRODUÇÃO

A calibração é um importante procedimento laboratorial que permite estimar o erro de medida da vidraria.

Esta metodologia visa verificar a confiabilidade do recipiente de medição de volume, como as pipetas, buretas e balões, fornecidos pelo fabricante. Todo material de vidro volumétrico ou graduado é calibrado

pela medida da massa do líquido contido no recipiente, geralmente utiliza-se água destilada ou deionizada

e a densidade tabelada na temperatura em que o experimento foi realizado. As pipetas volumétricas são

calibradas de modo a transferir um determinado volume de solução à 20 °C. A maioria das pipetas traz um código TD (To Deliver), ou seja, a pipeta foi calibrada para transferir o volume indicado. Um balão volumétrico é calibrado de modo a conter um determinado volume de solução à 20 °C quando a parte inferior do menisco é ajustada no centro do traço de aferição existente no colo do balão. A maioria dos balões volumétricos traz um código TC (To Contain), ou seja, o balão foi calibrado para conter o volume que é indicado.

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1. Calibração de pipeta volumétrica

3.1.1. Limpeza da pipeta

a) Lavagem: lave cuidadosamente sua pipeta com solução de detergente, enxágüe várias vezes com água da torneira e duas a três vezes com água destilada. Faça o teste do filme homogêneo de líquido na parede interna da pipeta. Obs.: As marcas de volume em qualquer aparelho volumétrico são feitas pelo fabricante com um nível de limpeza rigoroso. Este mesmo nível de limpeza deve ser mantido no laboratório. Somente superfícies de vidro limpas sustentam um filme uniforme de líquido. Poeira ou óleo rompem este filme. Portanto, a existência de rupturas no filme é uma indicação de uma superfície "suja". Caso ainda permaneça suja, limpe-a com uma solução de alcoolato.

b) Tempo de escoamento: o tempo de escoamento para sua pipeta de transferência de 10,00 mL deve ser tal que o escoamento livre do líquido não ultrapasse um minuto e não seja inferior a 10 segundos. Se o escoamento for muito rápido, o diâmetro de abertura da ponta da pipeta deve ser reduzida convenientemente. Neste caso, solicite uma nova pipeta ao técnico de laboratório. Se o escoamento for muito lento, torna-se necessário aumentar o diâmetro lixando levemente a ponta da pipeta até que o tempo requerido seja obtido.

3.1.2. Procedimento de calibração de pipetas volumétrica

a) Pese um erlenmeyer limpo e seco em uma balança analítica e tare a balança. Não se esqueça de centralizar o peso do recipiente no prato de forma correta e evitar contato direto com o recipiente para não contaminá-lo com umidade ou gordura da mão (use luvas ou papéis para segurar objetos secos);

b) Pipete água destilada (béquer contendo água na temperatura ambiente) com a pipeta volumétrica a ser calibrada até a marca do volume total (ajuste do menisco - Fig.1). Em seguida, transfira o

volume para o frasco previamente tarado (ver na Fig. 2 a maneira correta de usar um pipetador e uma pipeta). Cuidado: evite a formação de bolhas de ar no interior da pipeta, seque a superfície externa da pipeta antes do escoamento, controle a velocidade de escoamento e não assopre!

c) Pese o frasco contendo a água destilada e anote sua massa;

d) Verifique a temperatura da água com o auxilio de um termômetro;

e) Repita o mesmo procedimento mais duas vezes (n=3);

f) Calcule o volume real da pipeta para cada replicata de acordo com equação 1 (consulte a Tabela 1 para verificar a densidade da água correspondente a Temperatura encontrada no experimento).

g) Estime o desvio padrão e o coeficiente de variação da vidraria calibrada.

h) Identifique sua pipeta e anote no caderno do técnico de laboratório. A mesma deverá ser utilizada até o final do semestre. O volume calibrado de sua pipeta deverá ser considerado em todos os cálculos quando a mesma for utilizada nos experimentos no decorrer do semestre

V =

m

H

2

Otrans

.

d

H

2

O

(Equação 1)

Onde: V = volume da pipeta calibrada m H2Otrans. = massa de água transferida d H2O = densidade da água na temperatura observada

d H 2 O = densidade da água na temperatura observada Figura 1. Forma correta da

Figura 1. Forma correta da leitura do menisco. Linha de visão horizontal à superfície do líquido. Para uma leitura correta do menisco é indicado posicionar o olho em relação à altura do menisco do líquido de forma que a linha de visão fique sempre horizontal em relação à superfície do líquido, conforme apresentado na Figura 1.

superfície do líquido, conforme apresentado na Figura 1. Figura 2. Utilização correta de pipeta volumétrica e

Figura 2. Utilização correta de pipeta volumétrica e pipetador de três vias.

Observação 1: A superfície de um líquido confinado num tubo estreito exibe uma curvatura marcante, chamada menisco. É comum utilizar a parte inferior do menisco como ponto de referência na calibração e no uso de qualquer equipamento volumétrico (Fig.1). Ao se ler volumes, seu olho deve estar no mesmo nível da superfície do líquido para assim evitar erros devido à paralaxe. Para esta transferência, preencha cuidadosamente a pipeta, com auxílio de uma pêra (Fig.2), até obter um volume um pouco acima da marca de calibração. Rapidamente, substitua a pêra por seu dedo indicador, interrompendo a liberação da água. Certifique-se que não há bolhas de ar e enxugue sua parede externa com papel absorvente. Mantendo a pipeta sempre na posição vertical, toque a ponta da pipeta na parede interna de um erlenmeyer e, vagarosamente, deixe que o líquido escorra, dando uma ligeira folga na pressão exercida por seu dedo indicador, até que o menisco alcance exatamente a marca de calibração da pipeta. Só então transfira o volume interno contido na pipeta para o erlenmeyer. Descanse a ponta da pipeta por mais alguns segundos (2 a 3 s) após a água ter sido toda transferida. Finalmente, retire a pipeta com um movimento de rotação para remover qualquer gota aderida na ponta. O pequeno volume de água retido no interior da ponta de uma pipeta volumétrica nunca deve ser soprado para ser liberado.

3.2.

Calibração do balão volumétrico

a) Use um balão volumétrico completamente seco e coloque o mesmo sob o prato da balança analítica;

b) Zere a balança analítica, apertando o botão tarar;

c) Retire o balão da balança com um pedaço de papel (não coloque a mão diretamente, pois a mesma pode deixar resíduos de gordura na vidraria, alterando a sua massa) e complete o mesmo, até o menisco, com água destilada;

d) Meça a temperatura da água usada na calibração e verifique o valor tabelado de sua densidade em função da temperatura;

e) Pese novamente o balão e anote a massa de água contida no mesmo;

f) Calcule o volume do balão.

g) Repita esse procedimento por mais duas vezes. Para secar o balão entre as medidas lave-o com uma pequena porção de álcool e posteriormente acetona fazendo com que estes solventes alcancem todas as paredes internas do balão. Espere que o solvente evapore, tare novamente o balão e repita as operações anteriores.

4. QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1. Monte uma tabela contendo o volume de referência, o estimado pela calibração, o desvio padrão e o coeficiente de variação de cada vidraria. Apresente os resultados obtidos para a calibração da pipeta e do balão volumétrico. Apresente o valor médio, a estimativa do desvio padrão e o intervalo de confiança (a um nível de 95%). Obs. Apresentar os resultados com número de algarismos significativos de acordo com a exatidão e erro obtido.

2. Verifique o erro que cometeria se não calibrasse a pipeta e avalie a precisão obtida nas medidas.

3. Apresente o volume médio da sua pipeta V e a estimativa do desvio padrão s, usando o formato (V ± s) mL. Exemplo: (14,85 ± 0,06) mL. Anote esse volume em seu caderno ou roteiro de aulas para ser usado durante os experimentos de volumetria.

4. Identifique as principais fontes de erro no experimento e apresente estes durante a discussão dos resultados.

Tabela 1. Valores da densidade da água em diferentes Temperaturas[3]

T (ºC)

Densidade (g/cm 3 )

T (ºC)

Densidade (g/cm 3 )

10

0,999700

20

0,998203

11

0,999605

21

0,997992

12

0,999498

22

0,997770

13

0,999377

23

0,997538

14

0,999244

24

0,997296

15

0,999099

25

0,997044

16

0,998943

26

0,996783

17

0,998774

27

0,996512

18

0,998595

28

0,996232

19

0,998405

29

0,995944

EXPERIMENTO 1B – AMOSTRAGEM

A validade das conclusões derivadas da análise de uma amostra depende, dentre outros aspectos, dos métodos empregados para obtenção e preservação da amostra. A amostragem pode ser a maior fonte de erro na análise química. Experimento dividido em 3 partes.

1.

Objetivos

Mostrar a importância da amostragem.

Realizar um plano de amostragem, empregando miçangas coloridas.

Definir as condições experimentais para reduzir a amostra bruta para amostra laboratorial.

2.

Materiais

Amostra bruta composta por miçangas coloridas

Recipiente de amostragem

Quarteador

3.

Parte experimental

As principais etapas na amostragem compreendem:

Identificação da população da qual a amostra será retirada.

Seleção e obtenção da amostra bruta.

Redução da amostra bruta à amostra laboratorial.

Parte A – representatividade da amostragem

A amostra bruta está representada por miçangas coloridas com a seguinte distribuição média:

Amostra

Vermelho

Azul

Verde

Preto

Amarelo

Branco

%

14

21

22

14

15

14

A-1) Cada grupo deve fazer uma amostragem e considerá-la como uma das replicatas da turma. Conte as miçangas de cada cor e expresse seus resultados em porcentagem. Use duas medidas de amostragem (amostradores pequeno e grande) e verifique se foi possível obter amostra representativa em cada procedimento (análise estatística). Utilize o nível de 95% bicaudal.

Para amostrador pequeno (Obs. Apresentar os resultados com número de algarismos significativos compatíveis com os erros obtidos.)

Miçangas

Réplica 1

Réplica 2

Réplica 3

Réplica 4

Réplica 5

Réplica 6

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Vermelha

                       

Azul

                       

Verde

                       

Preto

                       

Amarelo

                       

Branco

                       

Total

                       

Análise estatística para replicatas

Miçangas s ou RSD Teste t H o aceita? % Vermelha Azul Verde Preto Amarelo
Miçangas
s
ou RSD
Teste t
H o aceita?
%
Vermelha
Azul
Verde
Preto
Amarelo
Branco
Para amostrador grande
Réplica 1
Réplica 2
Réplica 3
Réplica 4
Réplica 5
Réplica 6
Miçangas
Unidades
%
Unidades
%
Unidades
%
Unidades
%
Unidades
%
Unidades
%
Vermelha
Azul
Verde
Preto
Amarelo
Branco
Total
Análise estatística para replicatas
Miçangas
s
ou RSD
Teste t
H o aceita?
%
Vermelha
Azul
Verde
Preto
Amarelo
Branco

Observação: Para fins de comparação, considere sempre que uma amostra laboratorial é considerada representativa quando suas propriedades são similares à amostra bruta de onde foi retirada.

A-2) Faça a amostragem por quarteamento utilizando o molde para quartear (redução do tamanho da amostra). Esse procedimento deve ser feito para redução a 1/8 da amostra total, ou seja, duas etapas de quarteamento. Para fazer sem o quarteador, utilize uma régua e divida em duas partes iguais o lote e retira uma metade até a amostra ser reduzida a 1/8. Faça apenas uma replicata. Compare com os resultados obtidos empregando os amostradores pequeno e grande.

Para quarteador

Réplica 1

%

Miçangas

Unidades

Vermelha

Azul

Verde

Preto

Amarelo

Branco

Total

Parte B – Amostragem considerando um analito

B-1) Tendo-se com referência o número total de miçangas na amostra bruta, adicione miçangas rosas (analito) até que a concentração do analito na amostra bruta seja de 1%. Repita o procedimento de amostragem utilizando o amostrador grande e a redução da amostra por quarteamento.

Para amostrador grande

Miçanga

Réplica 1

Réplica 2

Réplica 3

Réplica 4

Réplica 5

Réplica 6

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Unidades

%

Rosa

                       

Total

                       

Análise estatística para replicatas

Miçanga

s

ou RSD

%

Teste t

H o aceita?

Rosa

Para quarteador

Réplica 1

%

Miçanga

Unidades

Rosa

Total

Parte C – Influência do tamanho das partículas

C-1) Observe uma amostra bruta com miçangas de diferentes tamanhos (amostra já preparada). Verifique o que acontece com a distribuição das miçangas em função do tamanho.

QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1) Dentre os procedimentos de amostragem avaliados, qual seria o mais representativo para analitos em concentrações no nível de ng.L -1 ? Justifique a resposta com base nos resultados observados. 2) Qual a influência dos tamanhos de partículas na amostragem? 3) Quais são os procedimentos para a realização de uma amostragem representativa? Responda utilizando algum exemplo prático.

Equações estatísticas

Média aritmética da amostra (x ):

onde

estatísticas Média aritmética da amostra ( x ): onde é o valor individual de x e
estatísticas Média aritmética da amostra ( x ): onde é o valor individual de x e

é o valor individual de x e N o número de réplicas.

Intervalo de confiança para N medidas

número de réplicas. Intervalo de confiança para N medidas onde µ representa a média da população

onde µ representa a média da população e t é o valor crítico de Student

Erro relativo (E r ):

é o valor crítico de Student Erro relativo ( E r ): Onde x v representa

Onde x v representa o valor verdadeiro

Desvio padrão da amostra (s):

representa o valor verdadeiro Desvio padrão da amostra (s): Desvio padrão relativo (RSD): Teste de hipótese

Desvio padrão relativo (RSD):

padrão da amostra (s): Desvio padrão relativo (RSD): Teste de hipótese (Teste t) Onde t c

Teste de hipótese (Teste t)

Desvio padrão relativo (RSD): Teste de hipótese (Teste t) Onde t c a l c ,

Onde t calc , em módulo, é comparado com valores tabelados de t (t tab ) para diferentes níveis de confiança e graus de liberdade, conforme tabela abaixo. Duas hipóteses são formuladas: a hipótese nula (H 0 ) afirma que há uma igualdade entre os valores de testados, enquanto que H 1 nega a hipótese nula. Assim, se t calc for maior que o valor de t tab , a hipótese nula é rejeitada e os valores testados são diferentes entre si. Quando t calc for menor que t tab , os valores testados não diferem entre si para um determinado nível de confiança.

diferem entre si para um determinado nível de confiança.   Valores de t ( Student )
 

Valores de t (Student) críticos

 

G.L.

 

Níveis de confiança

 

Unicaudal

75%

80%

85%

90%

95%

97.5%

99%

99.5%

99.75%

99.9%

99.95%

Bicaudal

50%

60%

70%

80%

90%

95%

98%

99%

99.5%

99.8%

99.9%

1

1.000

1.376

1.963

3.078

6.314

12.71

31.82

63.66

127.3

318.3

636.6

2

0.816

1.061

1.386

1.886

2.920

4.303

6.965

9.925

14.09

22.33

31.60

3

0.765

0.978

1.250

1.638

2.353

3.182

4.541

5.841

7.453

10.21

12.92

4

0.741

0.941

1.190

1.533

2.132

2.776

3.747

4.604

5.598

7.173

8.610

5

0.727

0.920

1.156

1.476

2.015

2.571

3.365

4.032

4.773

5.893

6.869

6

0.718

0.906

1.134

1.440

1.943

2.447

3.143

3.707

4.317

5.208

5.959

7

0.711

0.896

1.119

1.415

1.895

2.365

2.998

3.499

4.029

4.785

5.408

8

0.706

0.889

1.108

1.397

1.860

2.306

2.896

3.355

3.833

4.501

5.041

9

0.703

0.883

1.100

1.383

1.833

2.262

2.821

3.250

3.690

4.297

4.781

10

0.700

0.879

1.093

1.372

1.812

2.228

2.764

3.169

3.581

4.144

4.587

11

0.697

0.876

1.088

1.363

1.796

2.201

2.718

3.106

3.497

4.025

4.437

12

0.695

0.873

1.083

1.356

1.782

2.179

2.681

3.055

3.428

3.930

4.318

13

0.694

0.870

1.079

1.350

1.771

2.160

2.650

3.012

3.372

3.852

4.221

14

0.692

0.868

1.076

1.345

1.761

2.145

2.624

2.977

3.326

3.787

4.140

15

0.691

0.866

1.074

1.341

1.753

2.131

2.602

2.947

3.286

3.733

4.073

20

0.687

0.860

1.064

1.325

1.725

2.086

2.528

2.845

3.153

3.552

3.850

25

0.684

0.856

1.058

1.316

1.708

2.060

2.485

2.787

3.078

3.450

3.725

30

0.683

0.854

1.055

1.310

1.697

2.042

2.457

2.750

3.030

3.385

3.646

EXPERIMENTO 2. Determinação gravimétrica de níquel em aço

A dimetilglioxima (DMG) forma um precipitado vermelho com níquel (II). Este reagente é adicionado a uma solução quente e ligeiramente ácida de Ni(II), com posterior tratamento com leve excesso de hidróxido de amônio, formando um complexo denominado dimetilglioximato de níquel. Após secagem a 100-110 ºC, o teor de níquel na amostra é então determinado por pesagem.

Procedimento:

a) Pese 0,125 g de aço em aparas em um béquer de 400 /500 mL;

b) Adicione ao aço pesado 30 mL de solução de HCl 1:1 (já preparada);

c) Aqueça o béquer em uma placa de aquecimento, até a dissolução da amostra;

d) Adicione à amostra 3 mL de HNO 3 concentrado;

e) Ferva a solução contendo a amostra até expelir totalmente a fumaça marrom;

f) Adicione à amostra 100 mL de água e 2,5 g de ácido tartárico;

g) Neutralize a solução contendo a amostra com NH 4 OH concentrado. Adicione NH 4 OH lentamente sob

agitação constante e verifique o pH com papel indicador (cerca de 16 mL);

h) Adicione à amostra HCl 1:1 sob agitação constante até o pH ficar ligeiramente ácido (cerca de 15 mL);

i) Aqueça a solução contendo a amostra na placa até 60-80 ºC;

j) Adicione à amostra 10mL de solução etanólica de DMG a 1%;

k) Alcalinize a solução da amostra com NH 4 OH concentrado (cerca de 2 mL)

l) Aqueça a solução da amostra em banho-maria a 60-80 ºC por 30 minutos;

m) Resfrie a solução contendo a amostra, mantendo-a em repouso;

n) Filtre a solução contendo a amostra em cadinho filtrante previamente pesado e identificado, sem deixar

secar o precipitado;

o) Lave o precipitado filtrado com água fria;

p) Teste o líquido filtrado com DMG para verificar se a precipitação foi completa;

q) Seque o precipitado durante 1h a 100-110 ºC;

r) Resfrie o cadinho em um dessecador;

s) Pese o precipitado

Calcule a porcentagem de níquel na amostra.

QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1. Demonstre as reações envolvidas e discuta os resultados obtidos nas etapas b, d, f, j, k, l.

Experimento 3 – Volumetria de Neutralização Determinação de ácido acético em vinagre

O principal ácido presente no vinagre é o ácido acético. A acidez total do vinagre é determinada mediante

a titulação com NaOH previamente padronizado, usando a fenolftaleína como indicador.

Embora a acidez total do vinagre seja devida a todos os ácidos presentes, o ácido acético é predominante

e devido a esta predominante presença, o resultado é expresso pelo teor de ácido acético.

A reação de neutralização é: NaOH + CH 3 COOH CH 3 COONa + H 2 O

1. Preparo da solução 0,1 mol L -1 de NaOH

a) Pese em um béquer a quantidade de NaOH necessária para se preparar 200 mL de uma solução

aproximada de 0,1 mol L -1 de NaOH.

b) Dissolva-o em água destilada previamente fervida até a marca de 200 mL do Béquer. Obs. Esta solução

não precisa ser preparada em balão volumétrico, pois é padrão secundário e será padronizado.

1.

Padronização da solução 0,1 mol L -1 de NaOH com biftalato de potássio, KHC 8 H 4 O 4 (1 mol = 204,23 g).

a)

A titulação deve ser feita em triplicata.

b)

Use biftalato de potássio previamente seco em estufa a 110 C por uma a duas horas (o técnico já

efetuou este procedimento).

c) Transfira, para cada um dos três frascos erlenmeyer de 250 mL, porções entre 0,30 g e 0,32 g de

biftalato de potássio previamente seco em estufa. Anote a massa até a quarta casa decimal e identifique o frasco.

d) Adicione 20 mL de água destilada e dissolva completamente o biftalato de potássio

e) Adicione 3 gotas de indicador fenolftaleína a 1% de etanol

f) Certifique-se que a bureta esteja limpa e lavada com solução de NaOH e sem vazamento antes de

preenchê-la com a solução que será usada na titulação. Preencha com a solução e verifique se não há bolhas (se houver, remova-as!). Acerte o volume no zero.

g) Comece a adição da solução de NaOH no erlenmeyer, sob agitação. Se ficar solução de NaOH nas

paredes do erlenmeyer, lave com água destilada (com auxílio de uma pisseta) e continue a adição de

NaOH.

h) O aparecimento de uma leve coloração rosada na solução do erlenmeyer, que persista por mais de 30

segundos, indica o final da titulação. Anote o volume da solução de NaOH consumido. Esse volume será

usado no cálculo da concentração. i)Calcule a concentração da solução de NaOH em mol L -1 .

3. Determinação de ácido acético em vinagre

a) Pipete 10 mL de vinagre comercial com a pipeta calibrada para um balão volumétrico de 100 mL,

completando o volume com água destilada.

b) A titulação deve ser feita em triplicata.

c) Pipete 10 mL dessa solução diluída de vinagre para um erlenmeyer de 250 mL.

d) Adicione 25 mL de água destilada ao erlenmeyer e três gotas de indicador fenolftaleína.

e) Titule a solução com NaOH padronizado no procedimento anterior. Faça a determinação em triplicata.

f) Calcule o conteúdo de ácido acético em mol L -1 e em g/100 mL de vinagre (%, m/v).

g) Repita o mesmo procedimento utilizando o indicador vermelho de metila, em triplicata, e calcule a

concentração de ácido acético em mol L -1 e em g/100 mL de vinagre (%, m/v).

QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1- Compare os resultados obtidos de ácido acético com o uso dos indicadores fenolftaleína e vermelho de

metila. Explique. 2- Expresse o valor médio determinado junto com o intervalo de 95% de confiança. 3- Faça o teste de significância (95%) dos resultados obtidos comparando-os com o valor do rótulo do vinagre.

Experimento 4 – Volumetria de Precipitação Determinação de cloreto

Objetivo: Uso de reações de precipitação na determinação de cloreto e iodeto empregando diferentes métodos de titulação e de detecção do ponto final da titulação.

1. Método de Mohr

Determinação de cloreto por titulação com solução de AgNO 3 0,1 mol L -1

Pegue uma amostra de cloreto, anote o número para constar no relatório. Complete o volume do balão da amostra com água destilada e HOMOGENEÍZE BEM A SOLUÇÃO.

a) Pegue um balão volumétrico numerado contendo a amostra de cloreto. Anote o número e complete o balão.

b) O procedimento deve ser feito em triplicata.

c) Transfira uma alíquota de 10,00 mL da solução de amostra com a pipeta calibrada para um erlenmeyer.

d) Junte 10 gotas de solução 5% m/v de K 2 CrO 4 (indicador) e 20 mL de água destilada.

e) Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a detecção do ponto final.

f) Comece a titulação, adicionando solução padrão de AgNO 3 (que está na bureta) ao erlenmeyer, sob agitação constante. Não interrompa a adição do titulante e evite deixar gotas de solução ou partículas do precipitado nas paredes do erlenmeyer. Evite lavar com água destilada.

g) Quando o precipitado adquirir um aspecto coagulado (como leite azedo), ATENÇÃO: o ponto final da titulação está próximo! (aqui pode-se lavar a ponta da bureta e a parede do erlenmeyer com um mínimo de água destilada).

h) Adicione, cuidadosamente, mais titulante, até o aparecimento de uma LEVE coloração avermelhada (precipitado em solução), persistindo por mais de 30 s indica o final da titulação. Anote o volume consumido da solução de AgNO 3 .

i) Calcule a concentração de cloreto em mol L -1 na amostra.

Observações: Não espere todo precipitado adquirir coloração avermelhada. Neste caso, o ponto final já passou! Considere o volume no qual o precipitado adquire coloração levemente rosada.

1. Método de Fajans

Determinação de cloreto por titulação com solução de AgNO 3 0,1 mol L -1

a) O procedimento deve ser feito em triplicata

b) Para a primeira replicata, transfira uma alíquota de 10,00 mL (pipeta volumétrica) da amostra de cloreto para um erlenmeyer.

c) Adicione 20 mL de água destilada e 2 gotas de solução indicadora de fluoresceína (0,1% m/v).

d) Comece a titulação, adicionando solução padrão de AgNO 3 ao erlenmeyer, sob agitação constante.

Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a detecção do ponto final que é indicado pelo aparecimento de uma coloração rósea no precipitado. Anote o volume gasto de AgNO 3 .

e) Para as outras duas replicatas, transfira uma alíquota de 10,00 mL (pipeta volumétrica) da amostra de cloreto para um erlenmeyer.

f) Adicione 20 mL de água destilada e inicie a titulação com a solução padrão de AgNO 3 (Obs. Não

adicione a fluoresceína).

g) Continue a titulação até que o volume adicionado de titulante seja 1 mL menor que o volume gasto na

primeira titulação (etapa d). Só então adicione 2 gotas de solução indicadora de fluoresceína (0,1% m/v).

h) O ponto final desta titulação é indicado pelo aparecimento de uma coloração rósea no precipitado.

i) Calcule a concentração de cloreto em mol L -1 na amostra.

2. Método de Volhard (retrotitulação)

Determinação de iodeto com titulação com solução de KSCN 0,1 mol L -1

Pegue uma amostra de iodeto, anote o número para constar no relatório. Complete o volume do balão da amostra com água destilada e HOMOGENEÍZE BEM A SOLUÇÃO.

a) O procedimento deve ser feito em triplicata

b) Transfira uma alíquota de 10,00 mL (pipeta volumétrica) da amostra para um erlenmeyer.

c) Adicione 3 mL de HNO 3 6 mol L -1 .

d) Adicione 10,00 mL (pipeta volumétrica) da solução de AgNO 3 0,2 mol L -1 (considere a concentração exata da solução utilizada) e 1 mL de solução saturada (~40% m/v) de sulfato férrico amoniacal (indicador). Deve haver precipitação de Agl.

e) Comece a titulação, adicionando solução padrão de KSCN ao erlenmeyer, sob agitação constante. Não interrompa a adição do titulante e evite deixar gotas de solução ou partículas do precipitado nas paredes do erlenmeyer.

f) Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a detecção do ponto final.

g) Quando o precipitado adquirir um aspecto coagulado (como leite azedo), ATENÇÃO: o ponto final da titulação está próximo! Neste ponto a agitação deve ser vigorosa!

h) O aparecimento de uma LEVE coloração avermelhada na solução, persistindo por mais de 30 s indica o final da titulação. Anote o volume da solução de KSCN consumido.

i) O procedimento deve ser feito em duplicata.

j) Repita o procedimento a partir do item a com a solução de amostra de cloreto (uma replicata) e compare o resultado obtido com aqueles obtidos com o método de Mohr (questão para o relatório).

QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1)

Explique as principais diferenças observadas nos 3 métodos para determinação de cloreto. Justifique os resultados com base nas reações químicas.

2)

Com base nas equações químicas e nos produtos de solubilidade, o método de Volhard pode ser usado para determinar cloreto? Quais seriam as condições específicas?

3)

O método de Fajans pode ser aplicado para todos os tipos de precipitados? Justifique sua resposta.

Experimento 5 - Volumetria de Complexação Determinação de Cálcio em água

Traga para a realização do experimento uma garrafa de água mineral e 500 mL que contenha

aproximadamente 15 mg/L de cálcio em sua composição.

Durante o experimento será avaliado a postura em laboratório e manipulação correta dos instrumentos para a realização da titulação.

1. Preparo da solução de EDTA 0,01 mol L -1 (250 mL)

a) Numa balança analítica, pese a massa necessária do sal dissódico de EDTA (Na 2 H 2 Y.2H 2 O, MM =

372,25 g/mol) seco em estufa a 70-80 ˚C por 2 horas para preparar uma solução de EDTA na

concentração indicada.

b) Transfira cuidadosamente o sal para um balão volumétrico de 250 mL, adicione cerca de 100 mL de

água destilada e agite até a dissolução completa do sal. Complete o volume do balão com água destilada.

c)

Calcule a concentração exata da solução a partir da massa utilizada.

2.

Titulação do “branco” com EDTA 0,01 mol L -1 .

a)

Utilizando uma proveta, transfira uma alíquota de 30,0 de água destilada para o erlenmeyer.

e)

Adicione 10 mL de solução tampão (pH = 10).

f)

Adicione 2 mL da solução Mg-EDTA

g)

Adicione 2 gotas do indicador Eriocromo T.

h)

Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a visualização da viragem do indicador

i)

Titule lentamente, adicionando a solução de EDTA, até que o titulado passe de roxo para azul.

j) Anote o volume gasto para titular o branco. Esse volume deve ser descontado de todos os volumes das titulações das partes seguintes do experimento.

2. Titulação de solução de Ca 2+ com EDTA 0,01 mol L -1 - AMOSTRA

(Anote o número da amostra analisada. Esse número deve ser informado no relatório)

a) Pegue um balão volumétrico contendo a amostra, complete o balão com água destilada até a marca de

afeição e homogenize a solução.

b) Certifique-se que a bureta esteja limpa e ambientada com solução de EDTA antes de preenchê-la.

VERIFIQUE SE NÃO HÁ VAZAMENTO na bureta. Preencha com a solução de EDTA, verifique se não há bolhas (se houver remova) e acerte o volume no zero.

c) Faça a determinação em triplicata.

d)Transfira uma alíquota de 10,00 mL (pipeta volumétrica calibrada) da solução de amostra para um erlenmeyer de 250 mL e adicione 20 mL de água destilada.

e)

Adicione 10 mL de solução tampão (pH = 10).

f)

Adicione 2 mL da solução Mg-EDTA

g)

Adicione 2 gotas do indicador Eriocromo T.

h)

Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a visualização da viragem do indicador

i)

Titule, adicionando a solução de EDTA, até que o titulado passe de roxo para azul.

j)

Anote o volume gasto para realizar os cálculos.

k)

Calcule a concentração média de cálcio na amostra, em mol L -1 e em mg CaCO 3 /litro.

3.

Estudo de interferências em titulação de Ca 2+ com EDTA - Titulação sem ajuste de pH

(Faça somente uma titulação)

a) Usando pipeta volumétrica, retire uma alíquota de 10,00 mL da solução de amostra de cálcio usada na

etapa 2 e transfira para um erlenmeyer e adicione 20 mL de água destilada.

b) Adicione 2 mL da solução Mg-EDTA e 2 gotas de indicador Erio T. Não adicione tampão. Observe o

aspecto da solução e inicie a titulação com EDTA.

c) Após a observação visual da viragem do indicador adicione 10 mL de solução tampão. Anote as

observações visuais e continue a titulação.

d) Responda: O que foi observada antes e depois do ajuste do pH? Qual a sua conclusão? Você acha que

esta solução é titulável?

4.

Titulação sem adição da solução de Mg-EDTA

(Faça somente uma titulação)

a)Transfira uma alíquota de 10,00 mL (pipeta volumétrica calibrada) da solução de amostra para um erlenmeyer de 250 mL e adicione 20 mL de água destilada.

b) Adicione 10 mL de solução tampão (pH = 10).

c) Adicione 2 gotas do indicador Eriocromo T.

d) Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a visualização da viragem do indicador

e) Titule, adicionando a solução de EDTA, até que o titulado passe de roxo para azul.

f) Anote o volume gasto para realizar os cálculos. d) Calcule a concentração de Ca 2+ em mol L -1 e compare com o resultado da parte 2. Explique as diferenças observadas na concentração determinada e na visualização do ponto final.

5. Determinação da dureza total em água mineral com solução padrão de EDTA 0,01 mol/L

a) Com base no teor esperado de Ca e Mg atestado no rótulo da água mineral que será utilizada, determine o volume de água que será titulado e transfira para o erlenmeyer. Calcule o número de mols total (Ca + Mg) e retire uma alíquota de forma a gastar aproximadamente metade do volume da bureta.

b) Junte 10 mL de solução tampão de pH=10, 2 mL da solução Mg-EDTA e 3 gotas do indicador negro de eriocromo T.

c) Coloque um fundo branco sob o erlenmeyer para facilitar a visualização da viragem do indicador.

d) Comece a adição da solução de EDTA ao erlenmeyer, sob agitação constante. Cuidado para não deixar gotas do titulante nas paredes do erlenmeyer. LAVE com ÁGUA DESTILADA.

e) Proceder a titulação com a adição de solução de EDTA até que a solução passe de roxo para azul. O volume gasto será usado no cálculo da concentração de cálcio.

f) O procedimento deve ser feito ser feito pelo menos em triplicata.

g) Calcule a dureza total da amostra em mg de CaCO 3 por litro de água

QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1. Qual a solução tampão empregada na determinação de cálcio e por que a solução a ser titulada deve estar tamponada em pH 10?

2. Antes da adição de EDTA, a solução contendo íons Ca 2+ e o indicador apresenta uma coloração vermelho vinho. Próximo ao ponto final a coloração fica arroxeada e no ponto final fica azul. Quais as espécies químicas que dão origem às cores observadas nesta titulação?

3. Explique o função da solução de Mg-EDTA na titulação em detalhes.

4. Apresente os teores médios de Cálcio (mol/L) e dureza (expressa em termos de CaCO 3 ) determinados na amostra fornecida e na amostra de água mineral com seus respectivos intervalos de confiança de 95%.

Para a próxima aula: trazer água oxigenada líquida comercial 10 volumes (5,0 mL).

Experimento 6 – Volumetria de Óxido-Redução Determinação de H 2 O 2 por permanganimetria

O peróxido de hidrogênio é encontrado facilmente em farmácias e supermercados com o nome comercial

de água oxigenada. Estas soluções podem conter cerca de 3%, 6%, 12% ou 30% (m/v) de peróxido de hidrogênio, o que corresponde, na nomenclatura comercial, a água oxigenada a 10, 20, 40 e 100 volumes respectivamente. Assim, 1 mL de água oxigenada a 30 volumes, produzirá, quando decomposta, 30 mL de oxigênio (0 ˚C e 1 atm). A quantidade de peróxido de hidrogênio em água oxigenada pode ser determinada por permanganometria em solução ácida, segundo a reação:

2 MnO 4 - + 6 H + + 5 H 2 O 2 2 Mn 2+ + 5 O 2 + 8 H 2 O

A solução de permanganato de potássio utilizada para esta determinação dever ser padronizada,

podendo-se empregar, para isto, o oxalato de sódio ou potássio (padrões primários):

2 MnO 4 - + 5 C 2 O 4 2- + 16 H +

2 Mn 2+ + 10 CO 2 + 8 H 2 O

1. Padronização da solução 0,02 mol L -1 de permanganato de potássio (KMnO 4 ) com oxalato de

sódio

a)

A solução 0,02 mol L -1 KMnO 4 já se encontra preparada.

b)

faça a padronização em triplicata.

c)

Transfira, para cada um de três frascos erlenmeyer de 250 mL, porções entre 0,1 g e 0,11 g de oxalato

de

sódio (Na 2 C 2 O 4 ) previamente seco em estufa a 120 ˚C por 2 h (o técnico já efetuou este procedimento).

Anote a massa até a quarta casa decimal e identifique o frasco.

d) Adicione 50 mL de água destilada e dissolva cuidadosamente. Em seguida, acidifique a solução com 1

mL de H 2 SO 4 concentrado e aqueça até 60 ˚C. USE ÓCULOS DE PROTEÇÃO. CUIDADO: Se o aquecimento for muito rápido ou a chapa estiver muito quente, a solução poderá entrar repentinamente em

ebulição e respingar. Não use termômetro!!

e) Titule a solução quente com a solução de KMnO 4 (a reação inicial é lenta). Não deixe a temperatura da

solução ficar abaixo de ~ 50 ˚C. Não use termômetro!!

f) O ponto final é detectado pelo aparecimento de leve cor rósea, persistente por 30 s.

g)

Calcule a concentração da solução de permanganato em mol L -1 .

2.

Determinação de Peróxido de Hidrogênio em Água Oxigenada.

Amostra: Água oxigenada líquida (10 volumes).

a) Faça a titulação em triplicata.

b) Transfira 1,0 mL de água oxigenada para um erlenmeyer de 250 mL (a pipeta de 1,0 mL está com a

amostra).

b)

Adicione ~ 25 mL de água destilada e 1 mL de H 2 SO 4 concentrado.

d)

Titule com a solução padronizada de KMnO 4 .

e)

O ponto final é detectado pelo aparecimento de uma leve cor rósea, persistente por 30 s.

f) Calcule a concentração de peróxido de hidrogênio em % (m/v) e em "Volumes".

QUESTÕES PARA RELATÓRIO

1. Quais os cuidados que se deve ter na preparação de uma solução padrão de permanganato?

2. Por que se adiciona ácido sulfúrico concentrado em titulações com permanganato?