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JAPÃO ANTIGO

Para muitos, é nebulosa qualquer coisa que se refira a História do Japão nos períodos anteriores à chamada Era Meiji, quando de fato o país adentrou no cenário internacional, com o final do Shogunato e a restauração do poder Imperial.

2 – Arqueologia e Geomorfologia:

O vulcanismo também pode ser considerado como uma moeda de duas faces, pois ao mesmo tempo que tem um efeito extremamente devastador também torna o solo mais fértil. A atividade vulcânica, entretanto, tem sido não só um inimigo do homem no que diz respeito a sua devastação, mas também na destruição de possíveis achados arqueológicos, pois a lava torna o ph (percentual de hidrogênio) da terra muito ácido (baixo), favorecendo a degradação dos fósseis. O relevo da região também não é dos melhores para a ocupação humana. De fato, devido ao interior do país ser recoberto por cadeias montanhosas (frias e com escassez de água potável), a vida se torna muito mais simples no litoral, onde se está sujeito aos Tsunamis.

Mas, geograficamente, o que é entendido como Japão? Bem, o Japão é composto por diversas ilhas de tamanhos variados, dentre as quais quatro se destacam. São elas: Honshu (a maior ilha e também a mais importante), Hokkaido (a ilha mais ao Norte e, como veremos, a última a ser ocupada pelos Japoneses), Kyushu (a ilha mais ao Sul) e Shikoku (a menor dentre as quatro maiores ilhas). Além destas ilhas, merecem destaque os arquipélagos de Ryukyu e de Okinawa, localizados mais ao Sul (o arquipélago de Okinawa é inclusive, às vezes, considerado como parte do arquipélago de Ryukyu).

Os achados arqueológicos nos levam a fixar uma data para o início da ocupação

humana na região que remontaria a cerca de 30000 a.C

..

Há indícios de que, nessa

época, o Japão era unido ao continente Asiático, tendo ao meio o chamado Mar do Japão. No entanto, não são hipóteses confirmadas. O fato é que na região existia uma gama de animais do continente muito grande para que ambos não tivessem sido unidos. É certo que se podia encontrar no Japão mamutes, elefantes, veados gigantes, cavalos, tigres, ursos pardos, antílopes, lobos e outros bichos. Por volta de 10000 a.C. houve um aumento universal das temperaturas que durou até cerca de

3000 a.C

Com este efeito climático, os níveis das águas subiram, separaram as

.. terras e o Japão se desligou lentamente do continente.

O país tem uma hidrografia razoável, o que significa dizer que não sofre com a falta de água doce e que, nos dias de hoje, até pode dispor de rios para a construção de usinas hidrelétricas. No entanto, no que se refere a minérios, o solo japonês é pobre. Não se pode afirmar que haja ausência de algum minério, mas a quantidade deles é muito pequena. E isso não se refere ao fato de no passado a extração mineral ter sido exacerbada, mas sim à natureza do solo em si, uma vez que, mesmo nos tempos mais longínquos, nunca houve no arquipélago uma abundância de metais preciosos (por exemplo), como a encontrada na América. Talvez esta escassez mineral indique que o arquipélago teve sua formação muito mais recentemente do que a América do Sul.

É possível que o Japão tenha tido a primeira cerâmica do mundo, pois de acordo com os testes de Carbono 14, chegou-se a uma data aproximada de 10750 a.C. para algumas peças encontradas no arquipélago.

3 – Tipos Étnicos Japoneses:

De acordo com o que se sabe nos dias de hoje, é extremamente incorreto, para não dizer preconceituoso, falar em raças para seres humanos, pois todos somos membros da mesma espécie, os homo sapiens. No entanto, existem biótipos diferentes, diferença esta que era muito mais clara em tempos passados, quando a mistura entre os povos não era tão acentuada. A grosso modo, podemos dizer que existem quatro biótipos básicos de seres humanos: negros, brancos, vermelhos e amarelos. Na realidade, até mesmo dentro desses biótipos principais existem pequenas variações que nós, historiadores, geógrafos, antropólogos, arqueólogos etc., classificamos como etnias. Uma etnia é normalmente caracterizada por um povo que se desenvolveu à partir de um mesmo grupo antigo; muitas vezes etnias vizinhas têm as mesmas características físicas, mas são denominadas diferentemente por causa de suas raízes históricas, arqueológicas e antropológicas.

Segundo o pensamento da maioria, a única etnia existente no Japão é a amarela. No entanto, isso não é uma verdade inteira. Tal como os vermelhos, os amarelos, de um modo geral, têm pouco ou nenhum pêlo no rosto e muito poucos pelo corpo. Além disso, existem algumas diferenças entre tonalidades de pele entre os amarelos do Japão e os do continente, por exemplo. Partindo-se desse princípio, poderemos constatar que parte da população japonesa (parte muito pequena, diga-se de passagem) tem características físicas diferentes dos demais.

É possível que o Japão tenha tido a primeira cerâmica do mundo, pois de acordo com

Família do tradicional povo Aino. Reparem nas fisionomias.

Esses indivíduos, que constituem

hoje não mais do que 30000

pessoas,

são

descendentes de

um povo

que habitava, desde

tempos muito remotos, a ilha de Hokkaido. Ao que parece, a etnia

se assemelha muito aos naturais do Cáucaso, podendo ser oriunda

dos

montes Urais, na Rússia.

Esta etnia é conhecida como Aino

e, apesar de também ser Japonesa, não será mais referida neste trabalho, por não representar parte significativa na História do Japão. Os Aino foram incorporados à população Japonesa quando o Império, que se desenvolveu na região sudeste, começou a ocupar todo o arquipélago.

4 – Cultura e Sociedade:

4 – Cultura e Sociedade : Divindade Xintoísta A sociedade japonesa é vista pelo mundo como

Divindade Xintoísta

A sociedade japonesa é vista pelo mundo como extremamente machista (as mulheres ainda hoje, mesmo realizando as mesmas funções de um homem, são pior remuneradas), além de cultuar a família, os ancestrais, seus deuses (do panteão xintoísta) e ter um caráter metódico de trabalho. Na realidade, a sociedade nipônica nem sempre foi assim. Já houve épocas em que mulheres foram Imperatrizes (ou tenno) e governaram a nação. Entretanto, uma série de transformações de cunho militar (as quais serão amplamente explicadas no decorrer do texto), seguidas de transformações religiosas, fizeram com que as mulheres fossem relegadas a um papel de coadjuvantes dos homens na sociedade. Este papel está, somente nos dias de hoje, sendo gradativamente anulado, com as mulheres conseguindo obter a igualdade em relação aos homens em muitos campos de atuação social. Entretanto, mesmo hoje não se pode dizer que a igualdade seja plena. Outros fatores que sempre nos chamam a atenção quando nos referimos ao Japão são a caligrafia diferente, a arquitetura peculiar, as artes e também os estilos de lutas marciais, em especial o Karatê e o Judô, mas também o Sumô, o Aikidô e outros.

A grande maioria das características japonesas foram profundamente influenciadas pelas relações dos nipônicos com a China e a Coréia, onde a civilização (como é entendida por nós, ou seja, com uma estrutura de governo central) era bem mais antiga.

Existe inclusive uma teoria muito defendida e quase comprovada de que os primeiros reinos japoneses estavam sob o domínio ou da China ou da Coréia (à época dividida em dois Reinos: Silla e Paekche). Das relações com esses povos do continente vieram todos os principais preceitos da civilização japonesa, como a religião budista, a caligrafia, que ao longo dos séculos foi adaptada e transformada), mas que originalmente foi copiada da caligrafia chinesa por volta do século V da era Cristã, e muito do cerimonial da corte Chinesa.

5 – As Religiões e Filosofias Nipônicas:

A respeito

das religiões

e

filosofias do

Japão, mais uma

vez constatamos a

impossibilidade

de

se

dissociar o arquipélago do restante do oriente. Salvo

a

exceção do Xintoísmo, que, como veremos, foi realmente criado no Japão, as

demais doutrinas (sendo religiões ou filosofias) instituídas no país vieram todas de fora. Veremos neste item algumas das principais religiões e filosofias nipônicas, sem querer dizer que outras além destas não tenham influenciado o Japão em determinadas épocas de sua História.

5.1 – Religião ou Filosofia? Qual é a diferença?

Esta é uma questão complexa, mas que pode ser simplificada em poucas palavras. Toda religião é por princípio uma filosofia, mas nem toda filosofia é uma religião. A palavra religião deriva do termo latino religare, que quer dizer reunir, religar; ou seja, uma religião pressupõe a crença em um deus ou deuses. Numa expressão, entidades superiores, que possivelmente são as responsáveis pela criação do homem. Assim, o homem teria sido criado pelos deuses e depois se separado deles:

daí a religião buscar a reunião entre criador e criatura.

E o que é uma filosofia? O nome não nos diz nada, pois filosofia vem do grego philos, que quer dizer amizade, e sophia, que quer dizer sabedoria. A tradução seria "amigos da sabedoria" (ou também sabedoria amiga). Pois bem, uma filosofia seria uma forma de se viver, coerente com seus princípios; ou seja, você deve viver de acordo com o que acredita ser certo. Sendo assim, por dedução pode-se concluir que uma religião é necessariamente uma filosofia, mas a recíproca nem sempre é verdadeira.

No ocidente, não estamos muito habituados a conviver com filosofias puras e simples, apenas embutidas nas religiões. Nossa cultura é impregnada dos germes do Cristianismo e, portanto, não nos permite imaginar um mundo sem termos um Deus (ou pelo menos Deuses) em quem se acreditar. É notável que para os orientais isso não seja uma inteira verdade. Justamente por isso surgiram doutrinas como o Budismo e Confucionismo, que não se centram na existência ou inexistência de deuses, mas sim numa maneira de se viver melhor.

As religiões de um modo geral tendem a nascer alimentadas pela necessidade de conhecimento que o homem tem. O homem sempre quer todas as respostas e, como não as têm, procura acreditar que alguém as tenha. Esse alguém seria um ser superior, ao qual é atribuído tudo aquilo que não se pode provar. É justamente por isso que as religiões ao longo do tempo sempre se detiveram a impedir os avanços científicos, pois a cada coisa nova que se descobria um deus velho morria, ou então o único deus se enfraquecia. Diferentemente destas, as filosofias não servem como instrumento de dominação social (pelo menos na maioria dos casos, pois é claro que algumas filosofias, como o próprio Confucionismo, justificam formas de dominação), pois à medida que não se teme o desconhecido e apenas aceita-se os que, por ventura, controlam as fontes de contato com o desconhecido, elas perdem poder e não exercem dominação.

Não devemos, no entanto, nos enganarmos achando que as filosofias são todas boas, pois não se deve esquecer que o próprio Nazismo era uma filosofia que cultuava superioridade da raça ariana, o que estava totalmente equivocado, pelo simples fato (que já mencionei) da não-existência de raças humanas. Mas vejamos agora as principais religiões e filosofias que estavam presentes no contexto do Japão e de seus vizinhos.

CONCLUSÃO

Com base no estudo posso concluir que o Japão Antigo trouxe grande

desenvolvimento cultural para o mundo oriental.

Pude entender também que essa cultura contribuiu muito para a formação de

outras culturas.

Assim este trabalho contribuiu muito para meu aprendizado e o levarei em

minha bagagem escolar.