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Leitura, Interpretação e Produção Textual

A leitura como prática social

Autores

Maria Divanira de Lima Arcoverde

Rossana Delmar de Lima Arcoverde

leitura como prática social Autores Maria Divanira de Lima Arcoverde Rossana Delmar de Lima Arcoverde aula
leitura como prática social Autores Maria Divanira de Lima Arcoverde Rossana Delmar de Lima Arcoverde aula
leitura como prática social Autores Maria Divanira de Lima Arcoverde Rossana Delmar de Lima Arcoverde aula

aula

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leitura como prática social Autores Maria Divanira de Lima Arcoverde Rossana Delmar de Lima Arcoverde aula
Governo Federal Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro da Educação Fernando Haddad

Governo Federal

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Educação Fernando Haddad

Secretário de Educação a Distância – SEED Carlos Eduardo Bielschowsky

a Distância – SEED Carlos Eduardo Bielschowsky Universidade Federal do Rio Grande do Norte Reitor José

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Reitor José Ivonildo do Rêgo

Vice-Reitora Ângela Maria Paiva Cruz

Secretária de Educação a Distância Vera Lúcia do Amaral

Universidade Estadual da Paraíba

Reitora Marlene Alves Sousa Luna

Vice-Reitor Aldo Bezerra Maciel

Coordenadora Institucional de Programas Especiais - CIPE Eliane de Moura Silva

Coordenador de Edição Ary Sergio Braga Olinisky

Projeto Gráfico Ivana Lima (UFRN)

Revisora Tipográfica Nouraide Queiroz (UFRN) Thaísa Maria Simplício Lemos (UFRN)

Ilustradora Carolina Costa (UFRN)

Editoração de Imagens Adauto Harley (UFRN) Carolina Costa (UFRN)

Diagramadores Bruno de Souza Melo (UFRN) Dimetrius de Carvalho Ferreira (UFRN) Ivana Lima (UFRN) Johann Jean Evangelista de Melo (UFRN)

Revisores de Estrutura e Linguagem Rossana Delmar de Lima Arcoverde (UFCG)

Revisoras de Língua Portuguesa Maria Divanira de Lima Arcoverde (UEPB)

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Central - UEPB

A6751

Arcoverde, Maria Divanira de Lima. Leitura, interpretação e produção textual./ Maria Divanira de Lima Arcoverde, Rossana Delmar de Lima Arcoverde. – Campina Grande; Natal: UEPB/UFRN, 2007.

15 fasc. “Curso de Licenciatura em Geografia – EaD”. Conteúdo: Fasc. 1- Linguagem: diferentes concepções; Fasc. 2 - leitura – perspectivas teóricas; Fasc. 3 - o jogo discursivo no processo de leitura; Fasc. 4 - leitura – antes e além da palavra; Fasc. 5 - a leitura como prática social; Fasc. 6 – produção textual-perspectivas teóricas; Fasc. 7 – a tessitura do texto; Fasc. 8 – gêneros textuais ou discursivos; Fasc. 9 – gêneros textuais e ensino; Fasc. 10 – a escrita como processo; Fasc. 11 – recursos de textualidade – coesão; Fasc. 12 – recursos de textualidade – coerência; Fasc. 13 – produzindo gêneros textuais – o resumo; Fasc. 14 – produzindo gêneros textuais – a resenha; Fasc. 15 – produzindo gêneros textuais – o memorial

ISBN: 978-85-87108-59-3

1. Leitura (Lingüística).

2. Produção de textos.

3. Educação a Distância.

I. Título.

22 ed.

CDD 418.4

Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da UEPB - Universidade Estadual da Paraíba.

Apresentação

A prendemos, ao longo das quatro primeiras aulas, muitos conceitos sobre a atividade

da leitura. Dentre eles, já entendemos que a leitura é uma prática social, interacional e discursiva em que o leitor busca nesse processo, essencialmente, dialógico, a

constituição de sentido do texto.

Nesta aula, vamos nos ocupar de um trabalho de envolvimento com diversos textos (gêneros textuais), que se mostra significativo na construção da interpretação possível desses textos no decorrer da atividade de ler, como uma prática social.

Para tanto, é preciso que você realize todas as atividades e, quando necessário, reveja as aulas anteriores e procure refletir sobre as abordagens teóricas que explicam a atividade da leitura. Chamamos a sua atenção para que você continue ativamente implicado nesse processo de aprendizado que o tornará qualitativamente enriquecido.

Os textos, nesta aula, serão trabalhados em várias seções. Nas seções Para pensar

você pode refletir sobre o texto, dialogando com seus amigos, tutores ou

apresentamos opções de filmes, que abordam

, alguém de sua escolha; e Para se divertir a temática em questão.

e conversar

Objetivos

se divertir a temática em questão. e conversar Objetivos Nesta aula, esperamos que você: entenda que

Nesta aula, esperamos que você:

entenda que a leitura se inscreve como uma prática social de envolvimento do leitor com diversos textos (gêneros textuais) que circulam socialmente.e conversar Objetivos Nesta aula, esperamos que você: leia, de forma consciente e crítica, para interagir

leia, de forma consciente e crítica, para interagir em seu espaço social.textos (gêneros textuais) que circulam socialmente. Aula 05  

Aula 05

Leitura, Interpretação e Produção Textual

Para começo de conversa

A atividade da leitura cria para o leitor os laços possíveis que o integra ao mundo do belo,

do contraditório, das verdades, das imprecisões. Pela leitura adentramos a um mundo

de infinitas realidades e assumimos papéis, travamos diálogos, concordamos, nos

opomos, apreciamos valores e nos posicionamos criticamente diante do conteúdo dos textos.

posicionamos criticamente diante do conteúdo dos textos. Gêneros textuais Os gêneros textuais são realizações

Gêneros textuais

Os gêneros textuais são realizações lingüísticas concretas, profundamente vinculados à vida cultural e social; constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações sócio-comunicativas (MARCUSCHI, 2002). Este conteúdo será estudado nas próximas aulas.

Essa atividade ganha sentido, no entanto, quando é exercida autonomamente nos diversos domínios da vida, seja na escola, em casa, no ônibus, nas salas de leitura, em bibliotecas, entre outros. Ler implica, assim, construir o sentido de um texto integralmente, localizar aquelas informações pretendidas, poder compará-las e, muitas vezes, para isso, extrapolar as informações apresentadas.

Para tanto, é preciso aprender a ler e a se posicionar criticamente sobre o que se lê. Nisso tudo, é válido buscar os sentidos nas relações intertextuais que se impõem nos textos ou nos diversos gêneros textuais.

A inserção da leitura na escola, nesse sentido, é necessária e obrigatória, tendo em vista se tratar de uma responsabilidade social, antes de tudo, da qual a escola não pode se desvencilhar. Trata-se, portanto, de se abrir espaços para a leitura e criar situações em que os alunos possam exercer essa prática, pois

a leitura é condição de vida do homem, se considerarmos vida no sentido de transcendência do próprio homem, ou seja, se considerarmos a vida não só a vida do homem como ser do mundo, e como participante da sociedade dos homens.

FAZENDA, 1994, p. 59.

Vale ressaltar que, assim como toda atividade humana, a leitura exige dedicação, disposição para ler, além de ser preciso se despojar de si mesmo, muitas vezes, para se enveredar num novo mundo. Mundo esse que pelas linhas e entrelinhas dos textos vão se constituindo num bem cultural e inestimável.

Vamos agora nos debruçar sobre algumas situações de leituras, procurando refletir sobre a leitura como uma prática social de gêneros textuais diversos.

2 Aula 05  Leitura, Interpretação e Produção Textual
2 Aula 05 
Leitura, Interpretação e Produção Textual

          Para ler o texto A mitologia nos oferece uma vasta gama

Para ler o texto

A mitologia nos oferece uma vasta gama de histórias sobre complexas questões da

vida. Os mitos têm o misterioso poder de apresentar paradoxos que nos permitem enxergar e descobrir com profundidade, riqueza e sentidos da vida.

Texto 1

Você já ouviu falar sobre a história de Aquiles? Alguma vez você já ouviu ou pensou “Fulano ou isso é meu calcanhar de Aquiles”? Você sabwe dizer por que se usa essa expressão?

A lenda grega que você vai ler revela uma história de ambição de uma mãe a respeito

da vida do filho.

Leia e veja como é essa história grega.

Tétis e Aquiles

Tétis era a grande deusa do mar e dominava tudo o que se movia em suas profundezas. Mas chegou o momento de ela se casar e Zeus, o rei dos deuses, tinha ouvido uma profecia prevendo que, se Tétis desposasse um deus, teria um filho maior do que o próprio Zeus. Preocupado com a possibilidade de perder sua posição, Zeus casou a deusa do mar com um mortal chamado Peleu. Esse casamento misto não foi mal, e os dois se acomodaram com relativa harmonia – embora Peleu às vezes se ressentisse dos poderes sobrenaturais da mulher e, vez por outra, Tétis julgasse haver-se casado com um homem abaixo de sua posição.

Aula 05

Leitura, Interpretação e Produção Textual

Com o tempo, Tétis teve um filho, a quem deu o nome de Aquiles. Como o pai dele era mortal, Aquiles era um menino mortal, que teria seu tempo na terra ditado pelas Parcas, como todos os seres mortais. Mas Tétis não estava satisfeita com essa perspectiva; sendo imortal, não queria permanecer eternamente jovem, vendo seu filho envelhecer e morrer. Assim, em segredo, levou o recém-nascido até o rio Estige, em cujas águas residia o dom da imortalidade. Segurou o menino por um dos calcanhares e o mergulhou na água, acreditando que com isso tinha tornado-o imortal. Mas o calcanhar pelo qual ela o segurou não foi tocado pelas águas do Estige, e Aquiles ficou vulnerável nesse ponto.

Ao chegar à idade adulta e combater na Guerra de Tróia, Aquiles foi mortalmente ferido ao ser atingido por uma flecha no calcanhar. Embora ele tenha conquistado grande glória e viesse a ser lembrado para sempre, Tétis não conseguiu enganar as Parcas nem transformar o que era humano na matéria de que são feitos os deuses.

GREEN, L. e SHARMAN-BURKE, J.

Uma viagem através dos mitos: o significado dos mitos como um guia para a vida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001, p. 12-13.

Para pensar e conversar

Quem era Tétis?

O

que desejava Zeus e por quê?

O

que fez Tétis para proteger seu filho?

Em que resultou o banho de Aquiles nas Águas do Rio Estige?

Para refletir sobre o texto

1) Nesta história a expectativa dos pais quanto à vida dos filhos é posta no anseio de Tétis pela imortalidade do filho Aquiles. Que relação podemos construir, considerando outras expectativas entre pais e filhos na nossa realidade?

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2) O texto narra uma história verdadeira? Justifique.

3) Que sentido o fragmento do mito “Tétis não conseguiu enganar as Parcas nem transformar o que era humano na matéria de que são feitos os deuses” pode afetar nossos valores em relação à vida?

4) Após a leitura do texto você pode responder por que se usa a expressão “Fulano é meu calcanhar de Aquiles”? Justifique.

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Para gostar de ler

Sugerimos a leitura do livro:

CLÁSSICOS DE VERDADE: MITOS E LENDAS GRECO-ROMANOS MACHADO, Ana Maria. Adaptação. Rio de Janeiro: Nova
CLÁSSICOS DE VERDADE:
MITOS E LENDAS GRECO-ROMANOS
MACHADO, Ana Maria. Adaptação. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2003.
O livro reúne algumas histórias, mitos e lendas da
Antiguidade Clássica que filósofos, dramaturgos,
historiadores e poetas clássicos deixaram como
verdadeira riqueza literária, a exemplo de Esopo,
escravo grego, que criou diversas fábulas,
pequenas narrativas com ensinamentos morais.

Para se divertir…

Vivencie em imagens a realidade da vida de Aquiles, assistindo ao filme

TRÓIA O diretor Wolfgang Petersen (Força Aérea Um) leva às telas a batalha entre a
TRÓIA
O diretor Wolfgang Petersen (Força Aérea Um) leva às telas
a batalha entre a Messênia e Tróia. Com Brad Pitt, Peter
O’Toole, Eric Bana, Orlando Bloom e Saffron Burrows. Em
1193 A.C., Paris (Orlando Bloom) é um príncipe que provoca
uma guerra da Messência contra Tróia, ao afastar Helena
(Diane Kruger) de seu marido, Menelaus (Brendan Gleeson).
Tem início então uma sangrenta batalha, que dura por mais
de uma década. A esperança do Priam (Peter O’Toole), rei
de Tróia, em vencer a guerra está nas mãos de Aquiles
(Brad Pitt), o maior herói da Grécia, e seu filho Hector
(Eric Bana).

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Para ler o texto

Texto 2

Por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março, o jornal “A União” promoveu reflexão

e discussão sobre o tema água, contemplando-o numa publicação de uma revista especial.

Para tanto, enfatizou o argumento de que a água é “um bem precioso e insubstituível”.

Leia a capa dessa revista.

precioso e insubstituível”. Leia a capa dessa revista. Para pensar e conversar Você concorda com o

Para pensar e conversar

Você concorda com o argumento do jornal sobre a água?

Você sabia que existia o dia mundial da água?

O que representa a água em sua vida?

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Para refletir sobre o texto

1) Sabe-se que para cessar a produção de água no planeta, só se “o mar virar sertão”. Por que se estima, então, que faltará água para a humanidade?

2) Políticas públicas relacionadas à questão da água seriam “a gota d’água” que falta para resolver o problema da preservação dos recursos hídricos? Comente.

3) O texto 1 apresenta uma história sobre grandes expectativas e tem na água seu elemento essencial para o desenrolar da lenda grega. Que relação existe entre o mito de Aquiles, Texto 1, e o sentido do Texto 2?

4) Conforme o texto, as reservas hídricas são indispensáveis à sobrevivência humana. Como a Geografia pode contribuir na formação da consciência crítica para o uso da água?

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Para pesquisar

Pesquise em livros, jornais, revistas ou na Internet sobre as medidas que têm sido tomadas em relação à temática em questão: “Água, preservar para sobreviver”. Apresente alguma notícia ou artigo que leu e teça comentários críticos.

Para gostar de ler

Para você gostar de ler, sugerimos a gota que falta

GOTAS DE POESIA QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. São Paulo: Moderna, 2003. No livro vários poetas
GOTAS DE POESIA
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. São
Paulo: Moderna, 2003.
No livro vários poetas registram, de modo
sensível, suas emoções diante do mundo.
Segundo o organizador do livro, por meio
da poesia o leitor está presente no mundo
e tem o que dizer. Basta uma pequena
sugestão para desencadear novas idéias
no espírito do leitor. Assim, boa viagem
nesse caminho de sentimentos, fantasias
e de muitas emoções que as gotas de
poesia oferecem.
Leia mais: www.docedeletra.com.br

Um pouco mais de conversa

Vimos até aqui que a prática social da leitura faz parte de nosso cotidiano e das nossas relações com o mundo que nos cerca.

Pela leitura nos tornamos conhecedores e nos mostramos capazes de acumular uma diversidade cultural. Pela leitura, conhecemos a nós mesmos e a tantos outros e formamos nossa própria identidade de sujeitos críticos e transformadores. Os gêneros textuais com os quais nos defrontamos em nosso dia-a-dia são tão diversos quanto à multiplicidade de contextos de produção da linguagem. Onde quer que eles se encontrem há o que se ler: um gesto, uma palavra, um sinal solitário, uma notícia, uma receita, um aviso, uma simples placa que norteia nosso caminho, entre tantos outros.

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A maior invenção da humanidade consiste, assim, em criar situações de ensino que

Também se

contribuem para o desenvolvimento do ser humano. Também se aprende a ler aprende a gostar de ler

Cabe à escola, portanto, tomar o rumo desse caminho e, de uma vez por todas, reconhecer que tem a obrigação de exercer seu papel na formação do cidadão leitor. É urgente, assim, que a escola priorize a prática da leitura, a discussão e ofereça atividades permanentes que incentivem a construção dos sentidos dos textos que circulam socialmente. Trata-se, em suma, de abrir espaços onde os alunos possam exercer na escola essa prática extensiva da leitura que, como vimos, é a predominante em nossa sociedade. Sendo assim, vamos continuar lendo, de modo que possamos encontrar subsídios para desenvolver um trabalho eficaz com a leitura nas aulas de Geografia e nas mais diversas situações de ensino.

Você sabia?

O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura distribuíram em

bibliotecas públicas os livros do projeto Literatura para Todos. Os títulos abrangem prosa, poesia e até teatro, todos voltados para adolescentes e adultos recém-alfabetizados – isto é, escritos em linguagem mais simples do que a da literatura dirigida ao adulto habituado a ler, porém com temas mais próximos àqueles do que do universo infantil das primeiras leituras.

Os livros, escolhidos em concurso, contam com obras como a novela Madalena, de Cristiane Dantas Costa; os poemas de Gabriel Bicalho selecionados em

Caravelas, e o livro de contos Cobras em Compota, de Ana Cristina Araújo Ayer

de Oliveira, entre outros.

Para ler o texto

Para dar continuidade às nossas atividades, que tal mais leitura?

Texto 3

O Brasil detém 11,6% da água doce superficial do mundo. Os 70% das águas disponíveis para uso estão localizados na Região Amazônica. Os 30% restantes distribuem- se desigualmente pelo país.

O texto a seguir é uma representação do Brasil criada por Ziraldo, que mostra um Brasil diferente. Um Brasil que detém a violência.

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          Para pensar e conversar Por que o texto é intitulado Lição

Para pensar e conversar

Por que o texto é intitulado Lição de Geografia?

Revista Manchete. Rio de Janeiro, Bloch. 14/9/1996.

Que sentido o autor do texto provocou com essa imagem?

Para refletir sobre o texto

1) Você concorda com Ziraldo? Por que a violência pode acabar com o Brasil?

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2) Você também pode imaginar um Brasil detentor de outros conceitos, atitudes, índices,

Que outros Brasis você gostaria de criar? Justifique sua criação.

problemas, soluções

Para pesquisar

Pesquise em livros, revistas, jornais, Internet alguns índices (organização do espaço brasileiro, desenvolvimento econômico, cultural, demográfico, entre outros) em relação aos conteúdos estudados na área de Geografia e relacione quantos possíveis Brasis você poderia explorar em sua sala de aula. Você deve ser criativo no modo de apresentação da pesquisa.

Para gostar de ler

Para você gostar de ler, sugerimos uma divertida

LIÇÃO DE GEOGRAFIA ZIRALDO. São Paulo: Melhoramentos, 1991. O bichinho da maçã mostra que conhece
LIÇÃO DE GEOGRAFIA
ZIRALDO. São Paulo: Melhoramentos, 1991.
O bichinho da maçã mostra que conhece geografia,
fazendo belos desenhos. Ele faz um mapa de
seu próprio país, onde adora morar. Ilustrações
de Ziraldo.
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Para ler o texto

Você imaginou que poderíamos ter um Brasil que diz “não” ao trabalho infantil?

Leia o cartaz a seguir e reflita sobre este importante assunto.

Texto 4

a seguir e reflita sobre este importante assunto. Texto 4 Para pensar e conversar 1) O

Para pensar e conversar

1) O que o autor quer provocar com a imagem usada no texto?

2) Você sabia que, segundo o PNAD, em 1995, um ano antes da criação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), existiam 5,1 milhões (13,74%) de crianças entre 5 e 15 anos, trabalhando e que esses dados diminuíram em 2003 para 2,7 milhões, representando 7,46% das crianças nesta idade?

3) Você conhece alguma criança na sua comunidade que é obrigada a trabalhar e não estuda?

na sua comunidade que é obrigada a trabalhar e não estuda? PNDA PNAD se trata de

PNDA

PNAD se trata de um levantamento estatístico que integra o Programa Nacional de Pesquisas Contínuas por Amostra de Domicílios da Fundação IBGE e vem sendo realizada desde 1967 com um duplo objetivo: suprir a falta de informações sobre a população brasileira durante o período intercensitário; e estudar temas insuficientemente investigados ou não contemplados nos censos demográficos decenais realizados por aquela instituição.

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Para refletir sobre o texto

1) Em que sentido o trabalho pode comprometer o futuro da criança?

2) Em

sua

opinião,

por

que

escola ou brincando?

milhões

de

crianças

trabalham

em

vez

de

estar

na

3) Que marcas uma criança dessa pode levar para a vida adulta?

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4) O que você faria se estivesse no lugar dessa criança?

Para pesquisar

Alguns Programas de ação social são voltados para a erradicação do trabalho infantil. No Brasil, o PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – institui ações de proteção social especial às crianças e adolescentes, por meio do Sistema Único de Assistência Social.

Pesquise as ações existentes desse Programa em sua cidade e verifique o funcionamento do Programa, fazendo uma análise do desenvolvimento das medidas implementadas na erradicação do trabalho infantil.

Para gostar de ler

Para você gostar de ler, sugerimos uma viagem por meio da leitura de

SERAFINA E A CRIANÇA QUE TRABALHA. AZEVEDO, J.; HUZAK, I. e PORTO, C. São Paulo:
SERAFINA E A CRIANÇA QUE TRABALHA.
AZEVEDO, J.; HUZAK, I. e PORTO, C. São
Paulo: Ática, 2001.
As histórias contadas por Serafina,
personagem do livro, são resultados de
viagens, pesquisas, entrevistas e fotos
tiradas pelas autoras. São histórias que
informam sobre o grave problema do
trabalho infantil.
Na edição deste livro há também imagens
e informações sobre a Marcha Global
contra o trabalho infantil, movimento que
ocorreu em 1998 e envolveu pessoas do
mundo todo.

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Para ler o texto

Texto 5

Sem a Arca de Noé Toda vez que o homem põe abaixo um trecho de
Sem a Arca de Noé
Toda vez que o homem põe abaixo um trecho de mata
nativa, perde não só a diversidade vegetal do lugar, mas
também grande parte dos animais que viviam naquele
ambiente. No município de Parelhas, interior do Rio
Grande do Norte, uma pintura rupestre (foto) no abrigo
Toca das Gatas mostra um veado-galheiro (Blastocerus
dichotomus), a maior espécie indica que aquela região já
teve um clima úmido, com densas matas e muita oferta
de água. Os desmatamentos e queimadas na região
ameaçam extinguir outras espécies, como o coendu
ou ouriço-cacheiro (Coendu prehensilis), um roedor que vive nas árvores
e se alimenta de frutas. Antes muito comum, ele agora só é encontrado em
pequenas reservas e em lugares selvagens, como no caso do Parque Nacional
da Serra das Confusões.
SIMONE, S. Sem a arca de Noé.
Os caminhos da Terra. São Paulo: Editora Peixes, out., 2006, p. 79.

Para pensar e conversar

1) Você sabia que existe uma cidade, chamada Gilbués, no estado do Piauí, que pode sumir do mapa? Pesquise para ter maiores informações.

2) Que impactos ambientais podem levar uma cidade a desaparecer?

3) Você conhece alguma inscrição rupestre no seu estado? O que historicamente ela representa?

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Para refletir sobre o texto

1) Por que o autor intitulou o texto “Sem a arca de Noé”?

2) Segundo o texto, o homem é responsável pela destruição da natureza. Comente as causas dessa destruição ocorridas no interior do Rio Grande do Norte.

3) O texto registra que pela pintura rupestre já existiu clima úmido naquela região. O que terá levado o autor a essa conclusão? Apresente hipóteses a esse respeito.

Para pesquisar

O desmatamento, a desertificação e as vendas ilegais de animais silvestres são causas de extinção de muitos animais em todo o país. Você sabe que animais estão em risco de extinção em sua região?

Pesquise e registre o resultado da pesquisa.

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Para gostar de ler

Para você gostar de ler, sugerimos um mergulho literário

OS RIOS MORREM DE SEDE WANDER, Piroli. São Paulo: Editora Moderna, 1996. O livro aborda
OS RIOS MORREM DE SEDE
WANDER, Piroli. São Paulo: Editora Moderna, 1996.
O livro aborda o drama de um homem que quer
reviver com o filho as venturosas pescarias que vivera,
quando garoto, com o pai. Além de expor o dilema de
todo ser humano, faz o retrato contundente de uma
realidade pela qual somos todos responsáveis. É uma
obra forte, que pode agir como um despertar do senso
de
responsabilidade de cada um, frente ao problema
do
meio ambiente.

Concluindo nossa conversa

É sempre bom lembrar:

“Ler é percorrer marcas, correr riscos, reescrever, sobre a trilha das palavras”.

CRUVINEL, 2003, p. 144.

“A leitura é parte da interação verbal escrita, enquanto implica a participação cooperativa do leitor na interpretação e na reconstrução do sentido e das intenções pretendidas do leitor”.

ANTUNES, 2003, p. 66.

trabalhar “

os alunos aprenderem, na prática escolar, a fazer escolhas éticas entre os discursos em que circulam. Isso possibilita aprender a problematizar o discurso hegemônico da globalização e os significados antiéticos que desrespeitam a diferença”.

JURADO e ROJO, 2006, p. 53.

em sala de aula com uma visão de linguagem que fornece artifícios para

”O ato de ler precisa ser compreendido como prática social. É necessário ler literatura para experienciar o texto, transformar-se no ato da leitura, entender o mundo contido nos textos, articulando-o com a realidade empírica.”

MARTINS, 2006, p. 95.

Aula 05

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Para ler e se divertir com o texto

Isto é engraçado!

As flô de Puxinanã

Zé da Luz

Três muié ou três irmã,

três cachôrra da mulesta, eu vi num dia de festa, no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta

era mermo uma tentação! mimosa flô do sertão

que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,

tinha uns ói qui ô! mardição! Matava quarqué critão os oiá déssa minina. Os ói dela paricia duas istrêla tremendo, se apagando e se acendendo em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.

Cum um cóipo muito má feito. Mas porém, tinha nos peito dois cuscús de mandioca. Dois cuscús, qui, prú capricho, quando ela passou pru eu, minhas venta se acendeu cum o chêro vindo dos bicho. Eu inté, me atrapaiava, sem sabê das três irmã

qui ei vi im Puxinanã, qual era a qui mi agradava. Inscuiendo a minha cruz prá sair desse imbaraço, desejei, morrê nos braços, da dona dos dois cuscús!

(Paródia de As “Flô de Gerematáia” de Napoleão Menezes)

Quem canta seus males espanta!

É preciso saber viver

Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Quem espera que a vida Seja feita de ilusão Pode até ficar maluco Ou morrer na solidão

É preciso ter cuidado

Pra mais tarde não sofrer

É preciso saber viver

Toda pedra no caminho Você deve retirar Numa flor que tem espinhos Você pode se arranhar

Se o bem e o mal existem Você pode escolher

É preciso saber viver

É preciso saber viver

É preciso saber viver

É preciso saber viver

É preciso saber viver Saber viver

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Leitura, Interpretação e Produção Textual

Uma mensagem para você

Uma mensagem para você Leituras complementares Recomendamos como leituras essenciais para aprofundar as conversas que

Leituras complementares

Recomendamos como leituras essenciais para aprofundar as conversas que mantivemos nesta aula:

SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura Leia no site:

http://www.scielo.br/pdf/es/v23n81/13935.pdf Consulta em 30/03/07

A autora discute o conceito de letramento, confrontando-o no contexto de uma

diferenciação entre a cultura do papel e a cultura da tela, ou cibercultura. Assim, no artigo, ela argumenta que cada uma dessas tecnologias tem determinados efeitos sociais, cognitivos e discursivos, resultando em modalidades diferentes de letramento.

MARTHA, A. A. P. e AGUIAR, V. T. de. Territórios da leitura: da literatura aos leitores. Araraquara, UNESP, FCL, 2007.

A obra apresenta artigos científicos correspondentes a algumas das comunicações

de resultados de pesquisa apresentadas no Simpósio “Travessias: o leitor, a leitura e a literatura”, realizado durante o IX Congresso Internacional da Associação Brasileira de Literatura Comparada-ABRALIC, em Porto Alegre, no ano de 2004. Os textos sublinham a importância da discussão e da reflexão sobre os caminhos percorridos pela criação literária, considerando aspectos tanto de sua produção como de sua circulação e recepção.

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Leitura, Interpretação e Produção Textual

Resumo

Nesta aula vivenciamos um trabalho com diversos gêneros textuais, mostrando a importância da pluralidade de leituras no universo da linguagem. Verificamos que as atividades de leituras propiciam um leque de oportunidades para o aluno aprender a gostar de ler, como uma prática social. Mostramos ainda, que pela leitura adentramos em um mundo de diversas realidades e assumimos papéis sociais específicos, travamos diálogos, concordamos, nos opomos, nos divertimos, apreciamos valores e nos posicionamos criticamente diante do conteúdo dos textos. No entanto, enfatizamos que essa atividade deve ser exercida autonomamente nos diversos domínios da vida. Para isso, é necessário que a escola desempenhe efetivamente seu papel político na formação do leitor crítico e transformador, possibilitando a conquista desse bem cultural.

Auto-avaliação

a conquista desse bem cultural. Auto-avaliação Leia a afirmação a seguir e teça comentários. Seus

Leia a afirmação a seguir e teça comentários.

Seus comentários ajudarão você a identificar os pontos positivos de sua aprendizagem e também os aspectos que você ainda deverá melhorar. Assim, avalie seu desempenho como aluno nesta aula.

A prática social de leitura deve ser cotidiana e uma busca contínua de significados.

Aula 05

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Referências

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C.

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Interdisciplinaridade:

história,

teoria

e

pesquisa.

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Belo Horizonte: Autêntica, 1998. 22 Aula 05   Leitura, Interpretação e Produção Textual          

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