Você está na página 1de 1

Deus (Divino) Lei Eterna Quem só saber ler é a Igreja

Jusnaturalismo Razão Natural Lei Natural


na Idade Média Que através do hábito chega-se ao
Justo
Lei Mundanas Lei temporal - Lei Positiva

Santo Agostinho tentou adaptar o pensamento platônico à teologia cristã, mesmo sabendo do paganismo da obra de
Pensamento Platão. Em época de domínio romano o importante era não bater de frente com a filosofia dos mandatários do poder (de
platônico larga adoção das concepções helênicas). Assim, o que se procurava era demonstrar que a doutrina cristã não se opunha
ao tradicional pensamento grego, respeitado que era pelas autoridades romanas.

Para Agostinho, todo conhecimento e todas as proposições percebidas como verdadeiras somente assim o são porque originárias
de uma prévia LUZ DIVINA. Nesse sentido, aproxima-se do pensamento platônico de que todo e qualquer conhecimento é resultado
A alma de uma REMINISCÊNCIA. Todavia, Agostinha diferencia-se de Platão quando afirma que a ALMA NÃO É A DESCOBERTA DE UM
CONTEÚDO DE PASSADO, mas sim FRUTO DE UMA LUZ DIVINA no presente.

A ideia de justiça agostiana RESIDE NO AMOR. "A justiça é a ordem do amor", segundo as palavras do próprio Santo Agostinho:
"A justiça é o resultado do amor maior do mais sábio. Ama e fazes o que quiseres. É um triângulo: Justiça, amor e verdade".
Diante das imperfeições da justiça humana, o homem deve tentar sempre a verticalização, penetrando na profundidade de si
A Justiça mesmo, a fim de encontrar a verdadeira direção da justiça. O amor, que compreende, dá uma auréola a justiça humana, que
é o começo da "INERÊNCIA AO AMOR DE DEUS".
Superando a tese de Platão de que a justiça é a virtude das virtudes, Agostinho prega o AMOR DE SACRIFÍCIO, de doação como
imperativo de justiça. Diz, inclusive, que os reinos sem justiça - vale dizer: sem amor - não passam de grandes latrocínios.
14. A Justiça segundo
Santo Agostinho Já o direito, para Santo Agostinho, é a TRANQUILIDADE DA ORDEM. O direito é um fenômeno de uma ordem de
coexistência entre todos os componentes do universo. Ele dará coesão, unidade e concórdia aos povos.
As norma de direito advém de uma ILUMINAÇÃO DIVINA e transparecem de forma verdadeira na mente humana,
o conceito agostianiano é fruto de três ordens:
Seria a Igreja

Lei Eterna de realidade transcendente e de natureza indelével. É razão


divina e ordena a manutenção da ordem natural, proibindo a
O Direito pertubação da mesma. É portanto, invariável, e, também eterna.
As Leis provém Própria do homem - natureza do homem
Lei Natural
de 3 ordens: iluminação da mente humana
Criada pelo homem - Leis imperfeitas

Lei Temporal são as leis vigentes em determinado espaço geográfico e em


determinado momento, tendentes à regulação do
comportamento na sociedade.

O fim supremo é a Igreja e jamais o Estado. É pela Igreja que o homem deve exaltar.
As cidades terrenas são oriundas do pecado original. São os locais onde imperam a impiedade e o
pecado. Os juízes e as penas têm origem nos pecados.

Pensamento Político Na cidade terrena a lei temporal deve aplicar a vontade de Deus
O Estado terreno um dia desaparecerá para dar lugar ao reino de Deus
Qualquer decreto contra a religião não pode ser considerado como lei
Não é lei, mesmo que não desrespeite a religião, decreto com conteúdo imoral.

www.direitonoturno.com.br