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A experiência como fonte das ideias

"Quem não quiser se equivocar deve construir sua hipótese, derivada da experiência sensível, sobre
um fato, e não supor um fato devido a essa hipótese".

Nascido em Wrington, Inglaterra, Jonh Locke (1632-1704) estudou na Universidade de Oxford,


INGLATERRA manifestando interesse por diversos campos de estudo, como química, teologia, filosofia. Entretanto,
formou-se em medicina.
Durante os tempos de universidade, Locke decepcionou-se com o aristotelismo e com a escolástica
medieval, enquanto tomava contato com o pensamento de Francis Bacon e René Descartes. Ingressou
MÉDICO no mundo político inglês através de seu relacionamento com o conde de Shaftesbury, de quem se tornou
médico particular e assessor.
Em 1675, graves problemas políticos atingiram o conde de Shaftesbury e afetaram, também, a vida
de Locke. Acompanhando o amigo, exilou-se na França, deslocando-se, mais tarde, para a Holanda.
Regressou à Inglaterra somente em 1688, participando da chamada Revolução Gloriosa, que levou
Revolução Gloriosa Guilherme de Orange ao trono da Inglaterra.
Sintonizado com o processo político inglês, criado pela Revolução Gloriosa, Locke pôde
dedicar-se livremente às atividades intelectuais.
Pensadores como Platão, Santo Agostinho e René Descartes afirmavam que o homem possui IDÉIAS
Pensava diferente de INATAS (INATISMO), isto é, ideias anteriores a toda e qualquer experiência sensorial; ideias que
20. John Locke existem na mente humana desde o nascimento e, com o tempo, se manifestam.
Pai do Iluminismo Locke combateu duramente essa doutrina. Em sua importante obra ENSAIO ACERCA DO
Tábula rasa ENTENDIMENTO HUMANO, defendeu que nossa mente, no instante do nascimento, é como uma
tábula rasa, um papel em branco sem nenhuma ideia previamente escrita.
Locke retomova, assim, a tese empirista, segundo a qual nada existe em nossa mente que não
tenha sua origem nos sentidos. Todas as ideias que possuímos são adquiridas ao longo da vida
Tese empirista mediante o exercício da experiência sensorial e da reflexão. Locke utilizava o termo ideia no sentido
de todo o conteúdo do processo do conhecimento.
Para ele, nossas primeiras ideias, as sensações, nos vêm a mente através dos sentidos
(experiência sensorial), sendo moldadas pelas qualidades próprias dos objetos externos.
Como exemplo de sensação citam-se: as ideias de amarelo, branco, quente, frio, mole,
Experiência sensorial duro, amargo, doce etc.
Depois, combinando e associando as sensações, por um processo de reflexão, a mente desenvolveu
outra série de ideias que, segundo Locke, NÃO PODERIA SER OBTIDA DAS COISAS EXTERNAS,
TAIS COMO A PERCEPÇÃO, O PENSAMENTO, O DUVIDAR, O CRER, O RACIOCINAR.
Locke define a reflexão como nosso "SENTIDO INTERNO", que se desenvolve quando a mente se
Sentido Interno debruça sobre si mesma, analisando suas próprias operações. Das ideias simples, a mente avança
em direção as ideias cada vez mais complexas.
Porém, de qualquer maneira, a mente tem AS COISAS MATERIAIS EXTERNAS, COMO
Objeto de Sensação e
OBJETO DE SENSAÇÃO, E AS OPERAÇÕES DE NOSSAS PRÓPRIAS MENTES, COMO
Objeto de Reflexão OBJETO DE REFLEXÃO.

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