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Apcsarda fragmentaçãodaspolíticâípÍblicas -'

na formadeatençãoa direitosindividds transfo

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.qu'eâpresenta, um desaÍïo diversasáreas.

antropologia,sociologi

osautoresdestelivro

respectlvasareas - ito e serviçosocial -, por querssoocolTe.

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Sumário

O lugarda famíliana políticasocial

Maria do Carmo Brunt de Carvalho

Teorias e "teorias"de famílias

Heloisa Szyntanski

Família: algumasinquietações. ElísabeteDória Bilac

Famíliae individualidade:um problemamoderno

Cynthín A. Sarti

Família: perspectivateóricae observaçãofactual Sylvia Leser de Mello

Família:cotidianoe luta pelà sobrevivência Jerusa Vieira Gomes

AutoÍidadee poderna família Geraldo Romanelli

Socializaçãoe família:uma análiseintergerâcional Maria Amalia Faller Vitale

Família:uma leitura jurídica

Roberto Maurício Genofre

A família,o "feminino",a cidadariae a subjetividade

(tm finale com ClariceLispector)

Maria de Lourdes Manzini-Covre

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O lugar da família na política social

Maria do Carmo Brant de Carvalho

Não se pretende aqui retomar toda uma rica reflexão sobre as expres- sões e significadosdo "ser família" na sociedadecontemporânea.No entanto,

é precisoressàltaralgumaspremissasbásicasquandosepretenderefletirsobre o lugar da família nâ política sociai que se projetanestaúltima década.

r As expectativasem relaçãoà família estão,no imagináriocoietivo,

ainda impregnadasde idealizações,das quais a chamada família nuclear é um dos símbolos.A maior expectalivaé de que ela produzacuidados,pro-

teção,aprendizadodos afetos,construçãode identidadese vínculosrelacio- naisde pertencimento,capazesde promover meihor qualidadede vida a seus

membrose efeiivainclusãosocialna comunidadee sociedadeem quevivem.

No entanto,estasexpectàtivassãopossibilidades,e não garantias.A família vive num dado contexto que pode ser fortalecedor ou esfaceladorde suas possibilidadese potencialidades.

. É precisoolhar a famíÌiano seumovimento.( )

Estemovimentode

organização-reorganizaçãotorna visível a conversãode arranjosfamiliares

entresi, bem como reforça a necessidadede se acabarcom qualquerestigma sobreas formas famiiiares diferenciadas.Evitando a naturalizaçãoda família, precisamoscompreendê-lacomo grupo socialcujos movimentosde organi-

zação-desorganização-reorganizaçáonlantêm estreitarelação com 0 contexto

sociocultural.( )

de fragilidade.mas também a riqueza das respostaspossíveisencontrádas'

pelos grupos fanúliares, dentro de sua cultura, para as suas necessidadese

projetos(Afonso & Figueiras,1995).

E precisoenxeÍgarna diversidadenão apenasos pontos

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l,l"",ir, duÍanteosanosgloriosos deboort econômico _ pleno em_

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depolíticàssociaisuniversâlistas-,

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pâreceuserdescartável no

Welfare .ç/rrlegestadonospaísescentÍais.

tlr: ua]lroteÇao ereproduçãosocialtransformou-se emmissão

nmui,rnlìlulo.socialde direitodoscidadãos. parecia queo

quase total,,

indivíduo .pro-

,,ouuri^ ucidadão podiatrilharsuavidaapenasdependentedoEstadoã oo

h*o n^ ^.'rão

umaurbanizaçãoaceleradacompÍomessas denovasso-

ciu6',-,cnbalode

niaisdaschamadassociabilidadescomunitáriase familiares.

-"aoes planetáÍias.

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nro*,f,s^l1raet.seconômicosocoridosnesseperíodo.alémdo

curturà

perceptível

emtodososplanos de.vidadevidoàsconquistassocio-

c,éoitn ^" a.s avançosdaciênciae datecnologia,pareceram conrrrmareste Popu,a'-qtbotaem realidadecontinuasseminatingíveispaÍaa maioriada

-"^drcançado

ü'. oo, então chanadospaíses do TerceiroMundo.

entanto,reforçadaa

teto oi'irnasiniírio coletivoflcou,no

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àpostanumpÍo-

opeÍaÍ

Fartxn]'lilo suftcientenÌente fortepâraasseguraÍporíticas sociaise

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riqueza produzida; suficientemente forreparaconteros apelos

garantirplenoemprego.

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desteséculo:o Estadoe o tÍa_

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|.noqo-."'_: direitos; sujeitoscomliberdadee autonomia.O Estadosigni_

fixamo-nosnaspromessas

turor"na distribuiçãode

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bem-esrinsociare

'{tegrador" e "veror de

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Estadoe o trabalho.

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informacional; atransformaçãoproduriva. o desemprego

o aumento

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u'"ìÌÌl cenário que asredesde solidariedadee

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sociabilidadeengen-

Ììâ J:lt-t_Ou famíliaganham importâncianapolíticasociale,emespe_

*'uteção socialmovidanestefrnaide

século.

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da panilha de responsabilidade.s enttz as solidaiedades pública.r

estt clatamente na ordem do ttía da a|entra política de todos os

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países de E.çtado-Ptovidência.A necessídale de encontrar uma soluçã'opara a. críse f.nanceira do rcgime de proteção social é tamanhn que, ent muitos

países earopeus,se encat'eta hipótese de rcmeterpara a farnília, ou Para as rcdes de inteçraçAa pfintária" um certo número de seruiços e encarSosque

a prcssão

anterionnente eranxern pcü7ecobefios por despesaspúbLicas.(

que se fa7 serzÍirestásitnuhaneantentelígada a condicionalísrnosdentográfcos (erwelhecinrentoda populaçõLo,corno peso que ele tem nas despesasdo sístema

de açsistêtzciana velhíce e nas despesascotìI'a .raúde)e a condicíonalismos

)

econôrttícos (de que a crise do enxprcSoé a nais

1995:55).

clara tnanifestaçdo)(Marttn,

O WelfureSlate,ol o Estadode bem-estarsocial,apresenta-senosânos

90 como missãoclaramentepâÍtilhadâentreEstado,iniciativaprivadae so- ciedade civil (um WelfureMíx).

Na América Latina e Brasil, em pàrticular,semprese conjugou um írágil Estado-Providênciacom uma forte Sociedade-Providôncia.É assimque nestes países há uma largatradiçãona vigênciado chamadoWelfareMíx:

a partilhade responsabilidadesentreEstado,sociedadecivil (com forte refe-

rência a suasorganizaçõessolidáriasagrupadassobo rótulo de terceirosetor)

e iniciativa Privada.

No Brasil, associabilidadessociofamiliarese asredesde solidariedade por elasengendradasnuncaforam descafiâdâs.É que elasforam e sã0,para ascamadas populares,a suacondiçãoderesistênciae sobrevivência.A família alargada,o grupo de conterrâneos,por exemplo,sãopossibilídadesde maxi-

mizaçãode rendimentos,apoios,afetose relaçÕespara obteremprego,n-Ìo-

radia,saúde Há no desenhoda política social contemporâneàum paÍticulâracento

nasmicrossolidariedadese sociabilidadessociofamiliarespeia Suapotencial

condiçãode assegurarproteçãoe inclusãosocial.

Os serviçoscoletivos- implenentadospelaspolíticassociais - estão

combinandooutrasmodaÌidadesde atendimentoancoradasna família e na comunidade.Fala-Sehojemenosem hospitale maisem internaçãodomiciliar, médicode família, cuidadordomiciliar, agentescomunitáriosde saúde.

Já se questionaa escolade tempo inte$al, propondo-seem seuiugar

a jornada educacionalde tempo integral. Projeta-seuma escolade tempo

parcial conjugadaa outros progÍamase serviçoscomplementaresque àm- piiem as oportunidadese os estímulosno desenvolümentoinfanto-juvenil.

A famíÌia é revalorizadana sua funçãosocializadora.Mais que isso: Ócon-

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letivosnecessários à melhoria daquaiidade oJ,;;ïJ;;;ffiíi;

Fara-se em microempreendimentos familiares geradores de trabaÌho e renda.

o enfoque

de atenção a diversas

atuaré o de priorizar projetos e

serviços abertos e ÍÌexíveis

soridariedades co_

(organizações rìão-governanentais) prestado-

se percebe

demandas. aupur", de enuolve. as

munitiáÍias' aspequenàs oNGs

ras de

é que as

cerroponto desacreditadas quanto à

é

públicos' tais como a

etc' É inroduzir pactos com a

das açõese projetos movidos po.

serviços sociais. a famíria e o próprro

quanto for possíver famíÌia e

benef,ciário. o que

respostas lnstitucionaiizadoras das necessidades sociais estão até

sua errcácia. E nessa direção a diretriz

envolver o

comunidade nosprojetos e serviços

saúde, hospitals, ab.gos

escoÌa. a unidade básicade

famíria paÍà que estasejaparceira e pârtícipe

,.uiror.

Mas o mais importante a se observar "rr", é que a famíria retomâ um lugilr

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dizeruma

minipresradora,, de r".uiçorã;;;;;;

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Nas últimas

consenso que Estado

formador' A escora, os emergência de su,eitos

çã0, e nãomais os pais.

décadas, quando a família ÍÌcou no limbo,

era quase um

seupapet

ou mercado poderiam substituir a famíria no

clubes esportivos, os acampan'entos possibilitaÍam

a

como "a tia ou üo" como fontesprecípuas de forma-

Hoje seretoma a família como

ancoragem principal na socialização de

adãrescentes) e

na gâÍanda de vín_

isoramento socialdecorrentes da

seusmembros(particularmente crianças e

culosreiacionais que previnam os riscos de

ausência de

e 'ïelemática".

Íabalho mas. iguarmente. da sociedade urbanizada. ,,teÌevlsiva,,

Não há aquiumarevalorizaçãoconservadoraou nostálgicadosmoclckts tradicionais de integraçãoprimária dos indivíduos.Família e sociabiliclados sociofamiliares se alteraram.No entanto,estanão perdeuo que lhe é esscn-

cial: suas possibilldadesde proteção,socializaçãoe criaçãode vínculosre-

lacionais' pesquisas Íecentesconstatan que a família continuasendoum lugar

privllegiado de proteçãoe de pertencimentoa um canpo

relacionalinpor-

tante na reenergizaçãoexis{.encialdos indivíduos(Martin,

1995).

como centromesmodas políticas de

prOteção socialnestefinal de século. Não se trataporém de desresponsabilizaro Estadoen] sua funçãode garantir e asseguraras àlençõesbásicasde proteção,desenvolvimentoe in- clusão socialde todosos cidadãos(e, particularnente. daquelesmais vulne-

ráveis na sociedadecontemporânea), Assim, outra questãofundamentalé entenderque a revalorizaçãoda

família nãopodesignifrcaÍunì recuodaproteçãosocialdestinadapelo Estado.

É estacondiçãoque a introduz

À l.uzdosintinten,strabalhosdosúLtitnos5 anos.vê-seclarantenteque solì-

dariedade funiliar

e não

podent sttbstituír,së utn ao ou.t,o. No enïanto. não é es.ça.hoje em dia. cLcon-

cl.usã.ontais frcqíiente. Parece que clt pes.toas preferen congrantlar-.se con a

e,ri.rtência. deste "manattcial de solidariedcrde na.ntral" cpte exibern conw al-

ÍeftLattva ou conÌo ctlneaça.sefixprc clue surge ctprcocupacíio com o individua-

lisrno crcscente (Martin, 1995:63).

e sentiço

coletivo frutciotxcltn ent contpLernentaridade

Esta solidariedadefamiliar. no eÌltanto.só pode ser reivindicadase se entenderque a famíiia,ela própria.carecede proteçãopaÍâ processarprote-

çã0.

O potencialprotetor e relacionalaportadopela família. em particulâÍ

daqueÌaem situaçãode pobrezae exclusão.só é passívelde otimizaçãose

elaprópriarecebeatençÕesbásicas.

São assim necessáriasatençõesdiversiÍìcadasque se complementam lllutuànentecomo:

Acolhimento e escuta

Os serviçospúblicos vêm colocandouma ênfasemalor na escutadas

queixas da fan-iíliaou de algum de seusmembros.Tem-seobservadoque o

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autoria', na alteração de seucotiOiano OeviOa.

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com maior

Rede de serviços de apoio psicossocial, cultural e jurídico à família

Estes

serviços sãoextremanÌente necessários e inclue.'r desde a

de saúde mentar até os lúdicos

universo inrorn

psicossociaÌ especiarizada de serviços

lizantes, de ampÌiação do

cuÌturais' Neste ror incÌuem-se

fesados direitospaÍa atender àsmúlüplas e coddianas demandas dejustiça.

atenção

socla_

u.iànu e de oportunidades de trocas

serviços

advocatícios e

de de_

iguaÌniente os

Programas de complementação de renda

No

Brasii' taisprogramâs começam a se torÌìâr

avariações positivas sobre seusimpactos

ficativos. Há

numericamente signi-

quando

aÍticuÌados

a

processos de apoio

liar' E

infart''

socioinformacional e fortaÌecimento da autonomia fami_

r"tr.ionuoos

à erradicação do

trabarho

especiâÌmente efìcazes quando

permil'nência e sucesso escolar de crianças e adorescentes.

Programa de geração e tratralho e renda

Tâmbén

estessãofundamenhis n0 processo emancipatório e de auro_

direção

situaçao depobreza absotuta ou relativa.

no Brasii

são ríuridos

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nomização almejado por famíÌias em

Programas nesta

deinsumosnecessárifs, incruindo_se .,

garantia na

sumidores.

qualidade de

.

produção' gerenciamento. vendas e acesso aoscon-

Quandoa ênfase é colocada em

processos de

tonomia familiar, ou em seu fortalecimento emancipatório. supera_se rguaÌ-

desenvolvimento claâu_

20

nente o enfoquefortementetutelaÍe assistencialistapresentena políticas0- cial brasileira - na qual a distribuição de cestasalimentaresé um exemplo c6nundente. No lugar de uma política socialmovida pela compaixã0,bus-

ca-se consolidarumâ políticamovida pela lógica do reconhecimentodos di- reitos sociaise, portanto,da justiça e da eqüidade.

Essasidéias têm ganho força no Brasil quandose projetampolíticâs paÍa os segmentosda populaçãoem situaçãode pobreza.

A complementaçãoda rendafamiliar,apoiopsicossociale advocatício,

educação popular e capàcitàçãoprohssional,microempreendimentosgerado- res de trabalhoe renda sãoalgunsdos programasmovidos para atenderao conjunto de demandasaportadaspela família em seuprocessode fortaleci- nento e construçãode projetosde vída autônoma.

Mas há tambén que sepensarem princípiose estratégiasna condução destes programas.Alguns deÌes,a título de exemplo,sãoaqui enunciados:

a

a

r

a

primazia dasdimensõesótica,estéticae comunicativa;

o

desenvolvimentoda âuto-estima:

um olhiìr atentosobre às fortalezasdo grupo familiar e não mais,

60-somente.sobresuaslulnerabilidades- visandoidentihcare desenvolver

potencialidadese talentos;

r

o foÍtalecimentodos vínculosrelacionais.

E,

para [rnalizu, vale retomar a idéia central destareÍlexão: a família

ganhaum iugar de destaquena política pública. Sua incÌusãonum cenário departilhade responsabiiidadesentreEstado,sociedadecivil e iniciativapri- vada,aliadaa processosde descentralizaçáoe fortalecimentoda gestãolocal (municipal).desenhamas novastendênciasna conduçãoda política social

destefinal de século.

ReferênciasbibliográÍicas

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21

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- Coleção

Documentos).

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O breve sécuto XX, l9I4_

da família. Revista de

MARTIN, Ctaude.(rsss).

.

-

Ciências Sociais, Cormbra, n.42,

22

Teoriase "teorias" de famílias

Heloisa Szymanski

o objetivo destetexto é refletir sobreassistemâtizaçõesdo pensâmento

sobre famflia - as Teorias- e a articulaçãodas idéias sobre família no vrver

coüdiano- âs "teorias" - e seu papelno desenvolvimentode modeÌos.

Restringindo o campo de reflexão, vamos nos âter ao trâtamento oue a psicologia tem dado à família.

DesdeFreud, família, e, em especial,a relaçãomãe_frlho,têm aparecido comoreferencialexplicativopara o desenvolvimentoemocionalda crianÇa. A descobertade que os anos iniciais de vida são cruciaispara o oesen- volvimentoemocionalposteriorfocalizoua famíIia como o locaspotencial-

menteprodutor de pessoas saudáveis,emocionalmente estáveis,felizes e equilibradas,ou como o núcleogeradorde inseguranças,desequilíbriose toda sortede desviosde comportamento.

sem desconsiderara inegávelinfluênciadasinter-relaçõespessoaisna infânciae adolescência,gostâÍia de focalizar a família â que se estáreferindo

acima.Ela tem uma forma, Qual é eta?Não tenho dúvidas de que a família queseestávisuirlizandoé compostapor pai, mãee algumascriançasvivendo numacasa.Essaimagem correspondea um modelo, queé o da família nuclear burguesa.

As interpretaçõesdas inter-relaçõespassaram a ser feitasno contexto da estruturaproposta por aquele modelo e, quando a famÍlia se afastavada

estrutÌÌra do modelo, era chamadade "desestÍuturada" ou "incomDleta" e con-