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CONCEITOS BÁSICOS DE METROLOGIA ELÉTRICA NOVEMBRO - 2012
CONCEITOS BÁSICOS DE METROLOGIA ELÉTRICA NOVEMBRO - 2012
CONCEITOS BÁSICOS DE METROLOGIA ELÉTRICA NOVEMBRO - 2012

CONCEITOS BÁSICOS DE METROLOGIA ELÉTRICA

NOVEMBRO - 2012

1

.

APLICAÇÃO DA ESTATÍSTICA METROLOGIA

NA

AVALIAÇÃO

DE

EXPERIMENTAIS

MEDIDAS

E

RESULTADOS

COMPORTAMENTO MEDIDA

ESTATÍSTICO

DE

UMA

DA ESTATÍSTICA METROLOGIA NA AVALIAÇÃO DE EXPERIMENTAIS MEDIDAS E RESULTADOS COMPORTAMENTO MEDIDA ESTATÍSTICO DE UMA
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS 1 INTRODUÇÃO O conceito de "experimento" é bastante

AVALIAÇÃO

DE

MEDIDAS

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

1 INTRODUÇÃO

O conceito de "experimento" é bastante amplo: pode abranger desde uma série de medições de uma grandeza qualquer até um extenso projeto de pesquisa.

Todos os experimentos têm, contudo, muitos pontos em comum, qualquer que seja a natureza do trabalho. Uma componente essencial em toda boa medição é a análise cuidadosa e criteriosa dos problemas a serem enfrentados.

Através do conhecimento de princípios básicos, poderemos definir quais os caminhos possíveis para a execução de uma medição ou solução de um problema. Para que se possa alcançar resultados satisfatórios, será necessário conhecer as possíveis fontes de erros e fatores perturbadores inerentes ao caminho escolhido, atuando-se no sentido de minimizar os efeitos sobre os resultados finais.

perturbadores inerentes ao caminho escolhido, atuando-se no sentido de minimizar os efeitos sobre os resultados finais.
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS As medidas envolvem o uso de instrumentos que, de

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DE

MEDIDAS

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

As medidas envolvem o uso de instrumentos que, de modo geral, constituem o meio físico de se obter medições que os sentidos humanos não se encontram aptos a realizar. Um instrumento pode ser definido como um dispositivo de determinação do valor ou grandeza de uma quantidade variável

A primeira providência num trabalho de medição é a escolha do método a ser

utilizado. Essa escolha, feita de acordo com o equipamento disponível, precisa levar em conta a exatidão requerida e, também, condições tais como rapidez e conveniência.

A rapidez é de menor importância em ensaios de precisão, mas, é essencial se

um grande número de ensaios de rotina deve ser feito.

Não devemos considerar apenas o método, mas, também, planejar, cuidadosamente, os detalhes do procedimento de ensaio. O mesmo método e equipamento similar podem ser usados por dois técnicos do laboratório e, eventualmente, um deles poderá obter resultados bem melhores, residindo a diferença no cuidado com que pequenos distúrbios foram eliminados.

poderá obter resultados bem melhores, residindo a diferença no cuidado com que pequenos distúrbios foram eliminados.
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Freqüentemente, é possível efetuar as medições necessárias

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Freqüentemente, é possível efetuar as medições necessárias por mais de um método, e, nesse caso, devemos considerar os méritos de cada um deles. Um determinado método pode ser desejável sobre certos aspectos, mas, menos desejável em outros, de modo que a escolha deve ser feita em função das condições de ensaio.

Se os resultados de um determinado experimento conduzem a consequências importantes, deve-se, então, confrontar os resultados obtidos através de métodos diferentes. Se os resultados assim obtidos apresentarem uma razoável concordância, teremos então mais subsídios para uma tomada de decisão.

Caso os resultados não concordem de perto, deve-se, então, realizar um estudo detalhado dos métodos e equipamentos utilizados para se determinar a razão de tal discordância.

realizar um estudo detalhado dos métodos e equipamentos utilizados para se determinar a razão de tal
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Os experimentos que envolvem uma série de ensaios requerem

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Os experimentos que envolvem uma série de ensaios requerem um planejamento cuidadoso, de maneira a se evitar que os resultados alcançados sejam decepcionantes, após um árduo e demorado trabalho.

Experimentos dessa natureza estão envolvidos por muitos fatores ou fontes de erros, o que torna necessário o estudo do efeito de cada fator no resultado final, pois, sem isso, poderemos chegar à conclusão que os dados obtidos não conduzem à informação desejada.

Conclui-se, portanto, que para qualquer experimento, quer seja ele composto por um único ensaio, quer seja por uma série de ensaios, será preciso que tenhamos um meio para verificar a consistência dos dados obtidos, e, é nesse sentido que a estatística é introduzida no trabalho experimental.

a consistência dos dados obtidos, e, é nesse sentido que a estatística é introduzida no trabalho
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS VALOR VERDADEIRO OU VALOR ABSOLUTO Muitos de nós temos

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

VALOR VERDADEIRO OU VALOR ABSOLUTO

Muitos de nós temos a falsa intuição de que se o Homem se dispusesse a medir uma grandeza qualquer, ele conseguiria melhorar tal medida infinitamente, até um valor que fosse absolutamente correto.

Por exemplo, a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180 graus. A medida 180 graus é o que chamamos de valor absoluto ou valor verdadeiro.

Os valores absolutos são normalmente definidos como no caso anterior, ou são tomados como padrão, por exemplo, a escolha do metro padrão, guardado no Museu de Pesos e Medidas da França, como unidade de comprimento.

Normalmente, manipulamos com grandezas cujo valor verdadeiro ou absoluto não conhecemos, por exemplo, a f.e.m. de uma pilha, o valor de um resistor, etc., portanto, precisaremos medi-las.

não conhecemos, por exemplo, a f.e.m. de uma pilha, o valor de um resistor, etc., portanto,
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS ERRO ABSOLUTO O erro absoluto é a diferença entre

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ERRO ABSOLUTO

O erro absoluto é a diferença entre o valor medido e o valor verdadeiro de uma grandeza.

Vamos tomar, como exemplo, o caso da somatória dos ângulos internos de um triângulo retângulo. Utilizando-se um transferidor, que tem resolução para medir até minutos de ângulo, mediremos cada um dos ângulos do triângulo em questão:

ângulo α = 90°00'

ângulo β = 29°30'

ângulo δ = 59°30'

Realizando-se a somatória desses ângulos obteremos:

α +

β

+

δ

= 179°00'

Observamos que há uma diferença entre o valor absoluto anunciado pela Geometria e o valor experimental encontrado.

Observamos que há uma diferença entre o valor absoluto anunciado pela Geometria e o valor experimental
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Deveríamos obter 180°se: a) O triângulo fosse ideal; b)

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Deveríamos obter 180°se:

a) O triângulo fosse ideal;

b) O transferidor tivesse resolução infinita;

c) O operador fosse perfeito.

Portanto, há um erro entre o valor encontrado experimentalmente e o valor absoluto, que pode ser calculado pela expressão a seguir:

ε = 179°00' - 180°00 = - 1°00'

Logo, - 1°00' é o erro absoluto que foi cometido na experiência.

ε = 179°00' - 180°00 = - 1°00' Logo, - 1°00' é o erro absoluto que
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS INTERFERÊNCIAS NAS MEDIDAS As diferenças encontradas entre as

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INTERFERÊNCIAS NAS MEDIDAS

As diferenças encontradas entre as medidas dos ângulos internos do triângulo são ocasionadas por interferências que sempre ocorrem num processo de medição.

Basicamente, há dois tipos de interferências:

a) Interferências Sistemáticas:

São aquelas que provocam erros sem comportamento estatístico. Por exemplo, você mede os ângulos internos do seu triângulo com um transferidor que entre dois traços consecutivos ao invés de ter 1° tem na verdade 0,9° e você desconhece esse fato; em cada medida este erro estará presente e estaremos medindo sempre com 10% de acréscimo. Portanto, essa interferência sistemática sempre provocará medidas com valores maiores do que aqueles que seriam encontrados se o transferidor não apresentasse este erro sistemático.

com valores maiores do que aqueles que seriam encontrados se o transferidor não apresentasse este erro
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS b) Interferências Acidentais ou Aleatórias Como o próprio

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

b) Interferências Acidentais ou Aleatórias

Como o próprio nome indica, são interferências que causam medidas com valores tanto acima como abaixo do "valor verdadeiro". Por exemplo, por distração, um operador realiza leituras defeituosas num determinado instrumento.

Normalmente, o experimentador tem condições de eliminar as interferências ou pelo menos corrigir os resultados, mas, as interferências aleatórias não são elimináveis em sua totalidade e nem corrigidas.

corrigir os resultados, mas, as interferências aleatórias não são elimináveis em sua totalidade e nem corrigidas.
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS ERROS SISTEMÁTICOS ERROS INSTRUMENTAIS a) Devido a ineficácia

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ERROS SISTEMÁTICOS

ERROS INSTRUMENTAIS

a) Devido a ineficácia do instrumento:

Todos os instrumentos e padrões possuem inexatidões de alguma espécie. Conforme é garantido pelo fabricante, há sempre uma tolerância da calibração e inexatidões adicionais que podem surgir no decurso do tempo e do uso.

Como exemplos podemos citar:

Um instrumento indicador que tem o seu ajuste de zero afetado, de modo que o ponteiro fique um pouco deslocado, causando, assim, um erro sistemático de valor constante em todas as leituras.

Uma ponte de Wheatstone, cujos braços da razão tenham uma relação real diferente do valor indicado, causa um erro instrumental sistemático de valor proporcional a todas as medidas em que se usem aqueles braços.

Um instrumento indicador, como um voltímetro, tem erros na escala; esses erros são, geralmente, diferentes nos diversos pontos de escala, e, portanto, não se enquadram nem como erro do tipo constante nem como erro do tipo proporcional, necessitando ser expresso por uma curva de correção.

nem como erro do tipo constante nem como erro do tipo proporcional, necessitando ser expresso por

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Observa-se, ainda, que um resistor série incorreto, em um voltímetro, daria um erro sistemático proporcional na escala de leitura.

Uma vez constatados, tais erros devem ser minimizados ou, se possível, eliminados, mediante os seguintes processos:

Planejamento cuidadoso do procedimento. Quando possível, deve-se dar preferência a um método de substituição medindo-se contra um padrão de valor conhecido;

Determinação dos erros instrumentais e aplicação dos fatores de correção;

 

Ajuste e calibração dos instrumentos.

dos erros instrumentais e aplicação dos fatores de correção;   Ajuste e calibração dos instrumentos.

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Observa-se, ainda, que um resistor série incorreto, em um voltímetro, daria um erro sistemático proporcional na escala de leitura.

Uma vez constatados, tais erros devem ser minimizados ou, se possível, eliminados, mediante os seguintes processos:

Planejamento cuidadoso do procedimento. Quando possível, deve-se dar preferência a um método de substituição medindo-se contra um padrão de valor conhecido;

Determinação dos erros instrumentais e aplicação dos fatores de correção;

 

Ajuste e calibração dos instrumentos.

dos erros instrumentais e aplicação dos fatores de correção;   Ajuste e calibração dos instrumentos.
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS b) Devido ao maltrato ou aos efeitos de sobrecarga

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b) Devido ao maltrato ou aos efeitos de sobrecarga dos instrumentos:

As falhas nas medições podem ser originadas, muito mais em função de erros do operador do que em função dos instrumentos utilizados.

Um bom instrumento usado de maneira inadequada pode proporcionar maus resultados. Isto pode acontecer devido a pequenos detalhes, como por exemplo, o esquecimento de se fazer o necessário ajuste do zero num instrumento indicador (voltímetros e amperímetros deverão ter o zero ajustado antes de ser energizados), uma escolha inadequada da faixa de medição, o uso de condutores de ligação de resistência muito alta para as medições executadas, e, muitas outras possibilidades.

Há ocasiões em que a falta de cuidado ou uso anormal de um instrumento não só originam maus resultados, como também, pode danificá-lo permanentemente, devido aos efeitos das sobrecargas e superaquecimento.

Uma outra fonte de resultados errados, que é de responsabilidade do operador, diz respeito a carga que o instrumento utilizado representa para o circuito onde se deseja efetuar a medição. Um voltímetro bem calibrado, por exemplo, pode dar valores menores e leituras falsas se ele for ligado entre dois pontos de um circuito de alta resistência.

pode dar valores menores e leituras falsas se ele for ligado entre dois pontos de um
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Os instrumentos indicadores sempre modificam, de algum modo, as

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Os instrumentos indicadores sempre modificam, de algum modo, as condições de um circuito quando a ele ligado. Algumas vezes, o efeito é pequeno e desprezível, e, assim, podemos efetuar uma correção através de cálculo. Porém, há casos em que as alterações serão tão grandes que nos levam a concluir pela impossibilidade de se utilizar determinado instrumento.

Conclui-se, portanto, que o efeito da carga do instrumento deve ser considerado ao se planejar os sistemas de medição, de modo que as correções possam ser feitas e sejam escolhidos os instrumentos mais adequados.

os sistemas de medição, de modo que as correções possam ser feitas e sejam escolhidos os
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS ERROS AMBIENTAIS Esta categoria de erros é também denominada

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ERROS AMBIENTAIS

Esta categoria de erros é também denominada de "erros devido às condições externas", isto é, condições externas ao dispositivo de medição. Isto inclui qualquer condição, na região em volta da área de ensaio, que tenha um efeito na medida. As fontes de erro mais comuns são as variações de temperatura, umidade relativa do ar, pressão atmosférica e campos elétricos ou magnéticos.

Há diversos procedimentos que podem ser adotados para eliminar, ou pelo menos reduzir, os distúrbios indesejáveis:

a) Arranjos

quanto

possível, através de sistemas de condicionamento de ar;

b) Uso de dispositivos construídos com materiais cuja resistência tenha um

coeficiente de variação com a temperatura muito pequeno ao longo de uma

moderada faixa de trabalho;

c) Encapsulamento total de determinados componentes de um dispositivo de medição;

d) Uso de blindagens magnéticas

e) Cálculos corretivos.

para

manter

as

condições

ambientais

tão

constantes

medição; d) Uso de blindagens magnéticas e) Cálculos corretivos. para manter as condições ambientais tão constantes
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS ERROS DE OBSERVAÇÃO O "Erro do Observador" denota a

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ERROS DE OBSERVAÇÃO

O "Erro do Observador" denota a existência de uma "equação pessoal", para o

observador, de modo que duas (ou mais) pessoas se utilizando dos mesmos instrumentos, para um mesmo conjunto de medições, não dupliquem necessariamente, os resultados. Um observador pode, caracteristicamente,

tender para leituras maiores (ou menores) do que o valor correto, possivelmente, devido ao ângulo de leitura e, falhar na eliminação da paralaxe.

O erro de paralaxe ocorre quando o olho do observador, a ponta do ponteiro e o

valor indicado pelo instrumento não se situam em um plano vertical em relação

ao plano da escala.

Em medidas que envolvem o tempo de um acontecimento, um observador pode tender a antecipar-se ao sinal e ler mais cedo. As leituras importantes que podem estar sujeitas a este tipo de erro devem ser compartilhadas por dois ou mais observadores, a fim de minimizar a possibilidade de um desvio constante.

de erro devem ser compartilhadas por dois ou mais observadores, a fim de minimizar a possibilidade
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS ERROS ALEATÓRIOS (OU RESIDUAIS) O evento físico que estamos

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

ERROS ALEATÓRIOS (OU RESIDUAIS)

O evento físico que estamos medindo é afetado por muitos acontecimentos que ocorrem no universo, e, nós estamos prevenidos apenas contra os mais óbvios; os restantes são agrupados e denominados "aleatórios" ou "residuais".

Os erros assim considerados podem ser identificados como o resíduo do erro, quando todos os conhecidos efeitos sistemáticos tiverem sido levados em conta.

As condições de ensaio estão sujeitas a variação de pequenas causas que não podem ser pesquisadas separadamente.

Quando as correções forem feitas para os efeitos conhecidos, elas serão também aproximadas, deixando um pequeno resíduo.

Os erros desconhecidos são, provavelmente, causados por um grande número de pequenos efeitos, cada um variável, de modo que são aditivos em alguns casos e subtrativos em outros nos seus efeitos sobre a grandeza medida.

Ao supormos a presença de um grande número de pequenas causas, podendo cada uma das quais dar um efeito positivo ou negativo, de maneira completamente aleatória obtemos a condição de dispersão em torno de um valor central.

positivo ou negativo, de maneira completamente aleatória obtemos a condição de dispersão em torno de um
AVALIAÇÃO DE MEDIDAS E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Essa condição é freqüentemente encontrada em trabalhos

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RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Essa condição é freqüentemente encontrada em trabalhos experimentais, e, assim, podemos nos valer das leis da Estatística, para o estudo analítico do trabalho experimental.

experimentais, e, assim, podemos nos valer das leis da Estatística, para o estudo analítico do trabalho
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO INTRODUÇÃO Nenhuma medida é feita com exatidão perfeita. Há sempre

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

INTRODUÇÃO

Nenhuma medida é feita com exatidão perfeita. Há sempre algum erro, que varia de uma determinação para outra, superposto ao valor que estamos buscando. A função da Estatística é separar, tanto quanto possível, o certo do errado, pelo estreitamento da região de dúvida. Nota-se, contudo, que o estudo estatístico não pode revelar nada além do que está implícito nos dados obtidos e não pode remover as interferências sistemáticas do conjunto desses dados.

As interferências sistemáticas poderão ser identificadas, através do uso de dois ou mais métodos diferentes para se medir uma mesma grandeza e da análise dos dados obtidos.

A mais simples aplicação da Estatística está na obtenção da média de um conjunto de medidas. Nenhuma dependência deve ser posta em uma única determinação, devido a possibilidade de erro grosseiro na medida, na leitura ou no registro do resultado.

Além disso, geralmente se espera que a média seja a melhor medida de um elemento desconhecido do que o valor dado por uma única leitura.

se espera que a média seja a melhor medida de um elemento desconhecido do que o
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO É prática geral se abandonar as leituras que mostram grande

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

É prática geral se abandonar as leituras que mostram grande divergência para a

média do conjunto, desde que se conheça a provável causa dessa discrepância.

É possível, estatisticamente, ocorrer um tal evento, mas, as chances contra sua

ocorrência por pura sorte são tão grandes que a pressuposição de se tratar de um erro grosseiro é mais razoável e, de qualquer forma, ele não deve ser computado na média de um pequeno conjunto de leituras.

Por exemplo, tomemos 4 leituras da f.e.m. de uma bateria, através de um procedimento confiável dentro de 1%.

E 1 = 12,1 V E 2 = 16,5 V E 3 = 12,0 V E 4 = 11,9 V

O indício de erro grosseiro na leitura E2 é muito evidente, devendo, portanto,

ser rejeitada para o cálculo da média.

A análise estatística aplica-se de modo muito mais amplo do que ao simples

ajustamento de um conjunto de dados. Algumas das suas mais importantes

aplicações são dadas a seguir:

do que ao simples ajustamento de um conjunto de dados. Algumas das suas mais importantes aplicações
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO a) Determinação de uma constante física, envolvendo um longo e

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

a) Determinação de uma constante física, envolvendo um longo

e interminável conjunto de medidas, com o requisito da mais elevada

exatidão atingível no resultado;

b) Investigação de um produto ou processo, envolvendo diversos

fatores, para determinar a influência de um deles na qualidade ou no funcionamento do todo;

dos

c) Inspeção

processos da produção.

ou

amostragem

e

controle

de

qualidade

na qualidade ou no funcionamento do todo; dos c) Inspeção processos da produção. ou amostragem e
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS DADOS EXPERIMENTAIS O primeiro passo, ao se

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS DADOS EXPERIMENTAIS

O primeiro passo, ao se fazer o levantamento dos resultados de um experimento, é corrigir os dados de todos os erros sistemáticos conhecidos, uma vez que estamos procurando nos aproximar o máximo possível do "valor verdadeiro" da grandeza medida. O tratamento estatístico aplicar-se-á as variações remanescentes. Devemos remover todos os erros conhecidos antes de aplicar os métodos estatísticos, visto que eles se baseiam em leis do acaso e não em fatores consistentes.

A análise vai nos permitir determinar o melhor valor possível dentre os dados obtidos e fixar os limites inerentes à dispersão dos dados.

A distribuição dos dados de um conjunto de leituras pode ser apresentada de várias maneiras, uma das quais é um diagrama em blocos ou "histograma".

de leituras pode ser apresentada de várias maneiras, uma das quais é um diagrama em blocos
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Uma série de leituras é mostrada na TABELA 1 mostrada

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Uma série de leituras é mostrada na TABELA 1 mostrada a seguir que representam, por exemplo, as medidas de um grupo de resistores de valor nominal de 100 ohms, retirados ao acaso de uma linha de produção ou um conjunto de medidas de um único resistor de 100 ohms. Os dados foram lidos e registrados a menos de 1/10 de ohm. O diagrama mostrado na FIGURA 1 representa a tabela de dados, com as ordenadas indicando o número de vezes que um valor particular foi encontrado.

1 representa a tabela de dados, com as ordenadas indicando o número de vezes que um
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO TABELA DE LEITURAS DE RESISTÊNCIA TABELA 1

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

TABELA DE LEITURAS DE RESISTÊNCIA

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO TABELA DE LEITURAS DE RESISTÊNCIA TABELA 1

TABELA 1

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO TABELA DE LEITURAS DE RESISTÊNCIA TABELA 1
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Há um grupo maior correspondente ao valor central, de 100,0

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Há um grupo maior correspondente ao valor central, de 100,0 ohms, sendo os outros valores arranjados quase que simetricamente nos resultados dos valores mais altos e mais baixos. Nota-se que os números representados na coluna da direita da TABELA, que indicam a ocorrência relativa de cada valor, poderiam também ser utilizados como ordenadas; o formato do diagrama seria o mesmo com uma simples troca de escala. A ocorrência relativa dos valores é, freqüentemente, mais conveniente e mais significativa do que o número particular de casos.

relativa dos valores é, freqüentemente, mais conveniente e mais significativa do que o número particular de
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 1

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 1

FIGURA 1

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 1

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Se fizermos mais leituras e as agruparmos por menores incrementos, digamos 200 leituras a intervalos de 0,05 ohms, devemos encontrar um diagrama de mesmo formato geral, com exceção de que os diagramas seriam menores e o contorno algo mais suave. Com número de dados cada vez maior, por intervalos cada vez menores, o diagrama em degraus acabaria transformando-se numa curva contínua ou, de outro modo, a curva contínua pode ser obtida traçando-se uma linha que

atravesse os degraus de forma a dividi-los, mantendo-se a mesma área

no

intervalo de cada degrau.

O formato em degraus é usado nos casos:

a)

de poucos dados;

b)

de situações com divisão natural em grupos;

c)

de situações em que nenhuma lei natural de variação é esperada.

O

formato com curva contínua é o mais empregado nos estudos

analíticos e está caracterizado na FIGURA 2

O formato com curva contínua é o mais empregado nos estudos analíticos e está caracterizado na
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 2

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 2

FIGURA 2

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 2
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO DISTRIBUIÇÃO NORMAL DOS ERROS A distribuição normal constitui a base

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

DISTRIBUIÇÃO NORMAL DOS ERROS

A distribuição normal constitui a base para a maior parte dos estudos dos efeitos aleatórios. Este tipo de variação é encontrado, freqüentemente, nos trabalhos experimentais, após os efeitos conhecidos terem sido removidos. As hipóteses que conduzem à distribuição normal são as seguintes:

de

a) Todas

pequenos efeitos perturbadores aleatórios ou "erros aleatórios".

b) Os pequenos erros aleatórios podem ter sinais positivos ou

negativos.

c) Há

perturbadores

positivos quanto para negativos.

Como conseqüências dessas hipóteses, podemos esperar que muitas observações incluam erros positivos e negativos em quantidades mais ou menos semelhantes, resultando num erro total pequeno.

as

observações

incluem

um

grande

número

probabilidade

igual

tanto

para

efeitos

resultando num erro total pequeno. as observações incluem um grande número probabilidade igual tanto para efeitos
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO A curva normal pode ser vista como o formato limite

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

A curva normal pode ser vista como o formato limite de um histograma, tal como o da FIGURA 1, em que a quantidade de dados aumentou muito, sendo agrupados em faixas cada vez menores.

A curva da lei normal dos erros é apresentada a seguir (Vide FIGURA

3).

agrupados em faixas cada vez menores. A curva da lei normal dos erros é apresentada a

FIGURA 3

agrupados em faixas cada vez menores. A curva da lei normal dos erros é apresentada a
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO A equação que descreve a lei normal pode ser escrita

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

A equação que descreve a lei normal pode ser escrita em termos de

desvio padrão, como segue:

f(x) =

1

σ √2π

.

exp

- 1/2

(x - µ) 2

σ 2

para - < x < +

Essa forma de equação é particularmente útil, visto que σσσσ é uma quantidade que normalmente conhecemos e na qual estamos interessados.

O desvio padrão σ tem a mesma unidade que as grandezas observadas e a sua média; assim, fica fácil visualizar a dispersão em comparação com a média.

A FIGURA 4 apresenta os desvios divididos em termos de unidade de

σ, isto é, para um desvio (X - µ) = 1σ, 2σ,

, etc.

4 apresenta os desvios divididos em termos de unidade de σ , isto é, para um
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 4

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 4

FIGURA 4

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO FIGURA 4

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

A área sob a curva de probabilidade, e dentro de limites fixados, representa o número de casos observados, cujos desvios estão dentro de limites correspondentes, sendo expressa como uma fração do número total de casos. A área delimitada entre - e + representa o número inteiro de casos.

Matematicamente,

 

+

 

1

- (x - µ) 2

.

exp

dx = 1

 

σ.2π

2.σ 2

-

Assim sendo, se determinarmos a área entre - σ e + σ conheceremos o número relativo de casos que diferem da média não mais que 1σ.

Esta área pode ser calculada por integração em série ou, mais simplesmente, por consulta à Tabela.

que 1 σ . Esta área pode ser calculada por integração em série ou, mais simplesmente,
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Para exemplificarmos o que foi dito, consideremos o seguinte caso:

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Para exemplificarmos o que foi dito, consideremos o seguinte caso:

Se, para a medida de um grande número de resistores encontrarmos a média de 100,0 , com um desvio padrão de 0,2 , ao considerarmos uma distribuição normal dos dados, saberemos que 68,28 % dos resistores se situam entre tolerâncias de ± 0,2 ou ± 1σ, em relação ao valor médio.

Se desejarmos mais segurança, podemos admitir uma tolerância de ± 0,4 ou ± 2σ, e assim, incluiremos 95,46 % de todos os casos.

Para maior segurança, podemos admitir uma tolerância de 3σ, o que inclui 99,72 % dos casos, e que é uma "quase certeza".

podemos admitir uma tolerância de 3 σ , o que inclui 99,72 % dos casos, e
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO ERRO PROVÁVEL Considerando-se a curva da distribuição normal, observamos que

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

ERRO PROVÁVEL

Considerando-se a curva da distribuição normal, observamos que ao levantarmos duas ordenadas correspondentes aos desvios ± r = 0,6745σ, conforme mostrado na FIGURA 5, metade da área sob a curva estará compreendida entre esses limites. A quantidade "r" é denominada de "erro provável". Esse valor é provável, no sentido de que há igual probabilidade de qualquer observação possa ser afetada de erro não superior a ± r. O erro provável foi muito utilizado no passado, mas atualmente, utiliza-se o desvio padrão, por ser mais conveniente.

r. O erro provável foi muito utilizado no passado, mas atualmente, utiliza-se o desvio padrão, por
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO . FIGURA 5

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO . FIGURA 5

.

FIGURA 5

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO . FIGURA 5

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Considerando-se o exemplo dos resistores, cujo valor médio é de 100,0 com desvio padrão de 0,2 , podemos calcular o erro provável "r", multiplicando-se o desvio padrão por 0,6745, logo:

r

= 0,6745 . 0,2

r

= 0,1349

.

"r", multiplicando-se o desvio padrão por 0,6745, logo: r = 0,6745 . 0,2 r = 0,1349

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

COMBINAÇÃO DE VARIÂNCIAS

 

Se X é uma função de diversos componentes variáveis, cada um dos quais sujeitos a efeitos aleatórios, ela poderá ser expressa por:

 

X = f (x 1 , x 2 ,

x n )

Se x 1 , x 2 ,

x n são variáveis independentes, que apresentam pequenas

variações em torno de seus valores médios designados por x 1 , x 2 , x n , a variação de X para sua média será dada por:

δδδδX

δδδδX

δδδδX

X =

x 1 +

. x 2 +

+

x n

δδδδx 1

δδδδx 2

δδδδx n

∆ ∆ ∆ ∆ x 2 + + ∆ ∆ ∆ ∆ x n δδδδ x
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Elevando-se a expressão ao quadrado, teremos: Observa-se que os termos

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Elevando-se a expressão ao quadrado, teremos:

ESTATÍSTICO Elevando-se a expressão ao quadrado, teremos: Observa-se que os termos de duplo produto tendem a

Observa-se que os termos de duplo produto tendem a zero, uma vez

são pequenos incrementos e com igual probabilidade

de estar associados a sinais positivos e negativos.

Para medições repetidas, pela definição de variância, a média de (x 1 ) 2 torna-se a variância de x 1 ; analogamente, a média de (X) 2 se tornará a variância de X. Podemos então equacionar a variância de X como:

que x 1 , x 2 ,

2 se tornará a variância de X. Podemos então equacionar a variância de X como: que
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Em conseqüência, o desvio padrão de X poderá ser calculado

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Em conseqüência, o desvio padrão de X poderá ser calculado por:

o desvio padrão de X poderá ser calculado por: Assim, por essas duas expressões, poderemos verificar

Assim, por essas duas expressões, poderemos verificar que a propriedade aditiva da variância nos permite observar a influência dos componentes de uma função composta.

que a propriedade aditiva da variância nos permite observar a influência dos componentes de uma função

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

 

ESTATÍSTICO

COMBINAÇÃO

DOS

ERROS

-

EFEITOS

DOS

ERROS

COMPONENTES

 

Os erros componentes são utilizados em muitos processos de medição, nos quais os resultados desejados dependem de diversos fatores. Por exemplo, pode-se calcular a resistência ôhmica R, através da relação entre tensão e corrente V/I, onde ambos os termos estão sujeitos a erros. Assim, podemos escrever:

R

= f(V, I)

R

= V / I

Podemos expressar o efeito da variação incremental na tensão (V), no valor da resistência ôhmica (R v ), do seguinte modo:

o efeito da variação incremental na tensão (V), no valor da resistência ôhmica ( ∆ R

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

R v =

R v =

R v =

δR

δV

δ(V/I)

δV

1

I

V

V

. V

DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO ∆ R v = ∆ R v = ∆ R v =
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Analogamente, poderemos expressar o efeito da variação incremental na

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Analogamente, poderemos expressar o efeito da variação incremental

na corrente modo:

valor da resistência ôhmica (R I ), do seguinte

(I), no

R I =

R I =

δR

δI

. I

δ(V/I)

δI

. I

V

R I = -

I 2

. I

Deve-se ressaltar que as expressões utilizadas para os erros componentes são válidas, desde que as variáveis sejam independentes e os incrementos sejam pequenos.

para os erros componentes são válidas, desde que as variáveis sejam independentes e os incrementos sejam

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

COMBINAÇÃO DOS ERROS PARA FUNÇÕES NORMALMENTE DISTRIBUÍDAS

Se X é uma função normalmente distribuída, composta pelas variáveis

x 1 , x 2 ,

x n , normalmente distribuídas, podemos escrever:

 

δX

δX

V(X) = (

) 2 . V(x 1 ) + (

) 2 . V(x 2 ) +

δx 1

δx 2

δX

δX

σ(X)=

[ (

) 2 . (σx 1 ) 2 + (

) 2 . (σx 2 ) 2 +

 

δx 1

δx 2

Os erros componentes de um conjunto de dados normalmente distribuídos se adicionam quadraticamente. Esse fato se explica do seguinte modo: a soma quadrática dá um resultado menor que a soma aritmética dos termos componentes, uma vez que em uma combinação de efeitos aleatórios, não é provável que todos os erros componentes estejam com seus valores máximos simultaneamente.

efeitos aleatórios, não é provável que todos os erros componentes estejam com seus valores máximos simultaneamente.
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Pode-se destacar os seguintes casos especiais: a) Soma de grandezas

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Pode-se destacar os seguintes casos especiais:

a) Soma de grandezas

Se X é a soma de duas funções x 1 e x 2

X = x 1 + x 2

Pode-se calcular:

V(X) = V(x 1 ) + V(x 2 )

σ(X) = [(σx 1 ) 2 + (σx 2 ) 2

b)

X

V(X) = V(x 1 ) + V(x 2 )

σ(X) = [(σx 1 ) 2 + (σx 2 ) 2

Verifica-se que V(X) e σ(X) têm o mesmo valor em ambos os casos, porém, na subtração, σ(X) é maior em proporção em relação a soma.

Concluímos, portanto, que ocorre uma diminuição da precisão ao tomarmos a diferença de duas grandezas.

Diferença de grandezas

= x 1 - x 2

ocorre uma diminuição da precisão ao tomarmos a diferença de duas grandezas. Diferença de grandezas =
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO ERROS GARANTIDOS OU ERROS LIMITES Os fabricantes de instrumentos de

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

ERROS GARANTIDOS OU ERROS LIMITES

Os fabricantes de instrumentos de medição, declaram e dão garantia do grau de confiabilidade de seus produtos. Se um resistor de 100 é garantido para um erro não superior a 0,1%, o fabricante poderá especificar, em seu catálogo, 100 ± 0,1% ou 100 ± 0,1 .

Essa maneira de escrever não deve ser confundida com a notação utilizada para se representar o desvio padrão. O fabricante não está especificando um desvio padrão de 0,1% e, certamente, um comprador não ficaria satisfeito em saber que estaria adquirindo um componente cuja tolerância especificada tem apenas uma probabilidade estatística de ocorrer.

O fabricante "promete" que o erro não é maior que o limite especificado.

A prática usual entre fabricantes conceituados é, em geral, permanecer dentro

do limite, através do controle de processos, para colocar o instrumento dentro da metade do limite garantido, protegendo-se, assim, contra falhas de produção.

para colocar o instrumento dentro da metade do limite garantido, protegendo-se, assim, contra falhas de produção.
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO A idéia do erro garantido deve ser aplicada, também, a

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

A idéia do erro garantido deve ser aplicada, também, a medidas que envolvem diversos componentes, estando cada um deles delimitado por um erro garantido.

Pode-se fazer a mesma consideração, ao se prefixar limites de exatidão nos resultados das medidas obtidas, através destes instrumentos ou componentes. Assim sendo, ao realizarmos um determinado experimento (ensaio), envolvendo uma ou mais medições, deveremos declarar os resultados obtidos com seus respectivos limites de exatidão, que serão calculados segundo uma combinação algébrica, considerando-se o pior caso. Tomemos dois exemplos:

Exemplo 1 - Deseja-se associar dois resistores em série, de valores nominais 100 e 50 , e ambos com um erro garantido de 0,5%.

O resistor equivalente à associação (x) será calculado como se segue:

x = (50 ± 0,25) + (100 ± 0,5)

x = 150 ± 0,75 []

Em termos de erro garantido, a associação dos resistores terá uma incerteza de

0,5%.

Exem lo 2 - Sabemos

ue a

otência dissi ada num resistor

a associação dos resistores terá uma incerteza de 0,5%. Exem lo 2 - Sabemos ue a
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Em termos de erro garantido, a associação dos resistores terá

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Em termos de erro garantido, a associação dos resistores terá uma incerteza de

0,5%.

resistor

é calculada por:

P = I 2 . R

Ambos os fatores, I e R, têm certos limites garantidos aos seus valores especificados. Dentro de que limites poderemos garantir o valor da potência?

Exemplo

2

Sabemos

que

a

potência

dissipada

-

num

Dados:

I = 4,00 A ± 0,5% = 4,00 ± 0,02 A

R = 100,0 ± 0,2% = 100,0 ± 0,2

que a potência dissipada - num Dados: I = 4,00 A ± 0,5% = 4,00 ±

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Os erros componentes na potência serão calculados por:

δP

PI =

δI PI = 2 . 4,00. 100,0 (± 0,02) PI = ± 16 W δP

PR =

.

I

= 2

.

I

. R . I

. R = I 2 . R = (4,00) 2 . (± 0,2)

δR

PR = ± 3,2 W

A

potência calculada será:

= (4,00) 2 . 100,0 = 1600 W

P

. ∆ R = (4,00) 2 . (± 0,2) δ R ∆ PR = ± 3,2

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Considerando-se as incertezas com base nos limites garantidos, teremos:

P

= 1600 ± 16 ± 3,2 W

P

= 1600 ± 19,2 W

P

= 1600 W ± 1,2%

Nota-se que as duas incertezas em watts, são adicionadas diretamente para o caso garantido.

Resumindo-se, tudo o que vimos a respeito de erros componentes, podemos dizer que:

a)

Os efeitos dos erros componentes podem ser calculados do mesmo

modo, através de derivadas parciais, seja para o caso garantido, seja para

o caso aleatório.

 

b)

O método de combinar os erros componentes difere nos dois casos:

os efeitos aleatórios são combinados através da média quadrática, enquanto os

limites garantidos são combinados através da soma aritmética direta, interpretando-se os sinais a fim de se obter a maior discrepância possível.

através da soma aritmética direta, interpretando-se os sinais a fim de se obter a maior discrepância
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO PROPAGAÇÃO DOS ERROS Nas ciências experimentais existe um grande número

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

PROPAGAÇÃO DOS ERROS

Nas ciências experimentais existe um grande número de grandezas que não são medidas diretamente, mas, indiretamente, através de cálculos nos quais operamos com grandezas medidas diretamente.

Suponhamos duas grandezas, medidas experimentalmente, ambas com um erro associado a si, de tal forma que os valores serão representados por:

A = a ± a

B = b ± b

Como A e B não são exatos, diremos que os erros a eles associados se propagarão ao utilizarmos tais grandezas para um cálculo.

Pode-se demonstrar, através de derivadas parciais cada uma das "fórmulas" para o cálculo de erros propagados. Porém, no presente trabalho, apenas as enunciaremos.

uma das "fórmulas" para o cálculo de erros propagados. Porém, no presente trabalho, apenas as enunciaremos.

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

SOMA

 

Suponhamos que conhecemos as grandezas experimentais "a" e "b" e seus respectivos intervalos de dúvida, ou seja:

A

= a ± a

e

B = b ±

b

O resultado da soma dessas duas grandezas será expresso por:

X

= x ±

x

Onde:

 

x = a + b

x =

[(a) 2 +

(b) 2 ] 1/2

 

SUBTRAÇÃO

 

Sendo:

 

A = a ± a

B = b ± b

+ ( ∆ b) 2 ] 1 / 2   SUBTRAÇÃO   Sendo:   A =

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

O

resultado da subtração entre essas duas grandezas será expresso por:

X

= x ±

x

Onde:

 

x

= a - b

x =

[(a) 2 +

(b) 2 ] 1/2

PRODUTO

Sendo:

A = a ± a

B = b ± b

O

resultado da multiplicação entre essas duas grandezas será expresso por:

X

= x ±

x

Onde:

 

x

= a - b

x/x = [(a/a) 2 + (b/b) 2 ] 1/2

 

Onde a/a, b/b e x/x são respectivamente os erros relativos das grandezas A,

B

e X.

/ 2   Onde ∆ a/a, ∆ b/b e ∆ x/x são respectivamente os erros relativos

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

DIVISÃO

 

Sendo:

A = a ± a

B = b ± b

O resultado da divisão entre essas duas grandezas será expresso por:

X

= x ±

x

Onde:

x = a ÷ b x/x = [(a/a) 2 + (b/b) 2 ] 1/2

 
X = x ± ∆ x Onde: x = a ÷ b ∆ x/x = [(

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

 

ESTATÍSTICO

POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO

 

Consideremos uma grandeza "A" definida como:

 

A = a ±

a

Desejamos calcular o resultado da operação:

 

X

= (A) n

onde, "n" é um número qualquer, expoente de "A", sendo que "n" poderá ser um número inteiro (Potenciação) ou fracionário (Radiciação); positivo ou negativo.

O resultado da operação será expresso por:

 

X

= x ±

x

Onde:

x = (a) n

x/x = ± [n.(a/a)], onde o expoente n é tomado em módulo.

X = x ± ∆ x Onde: x = (a) n ∆ x/x = ± [n.(
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO PROPAGAÇÃO DOS ERROS ASSOCIADOS À GRANDEZAS MATEMÁTICAS Existem certas

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

PROPAGAÇÃO

DOS

ERROS ASSOCIADOS

À

GRANDEZAS

MATEMÁTICAS

Existem certas grandezas matemáticas cujo valor exato não é determinado. Quando estas grandezas interferem no cálculo de outras, precisamos saber com que precisão elas foram usadas e qual a contribuição que elas tiveram no valor do erro propagado para o resultado final.

Tomemos alguns exemplos:

π = 3,14159 26535 89793 23846

2 = 1,414214

3 = 1,732051

Os exemplos citados caracterizam grandezas matemáticas que não tem valor absoluto bem determinado, portanto, podemos Tomá-las com a precisão que desejarmos. Porém, conforme a precisão admitida para uma determinada grandeza, deveremos associar um intervalo de dúvida ou "erro admissível", indicando até que casa decimal nós a consideramos arredondada ou imprecisa.

de dúvida ou "erro admissível", indicando até que casa decimal nós a consideramos arredondada ou imprecisa.
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO Assim, por exemplo, se tomarmos para π o valor 3,1416

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Assim, por exemplo, se tomarmos para π o valor 3,1416 devemos associar à este valor um erro de ± 0,0001, que indica que o quinto algarismo significativo é duvidoso, conseqüência de um arredondamento. Poderemos, então, considerar que o valor de π encontra-se entre 3,1415 e 3,1417, ou, de outro modo, poderemos escrever:

π = 3,1416 ± 0,0001

Como regra geral, pode-se definir:

"Para qualquer grandeza matemática, cujo valor absoluto não é exato (de precisão infinita), consideramos, para o valor desta grandeza, um erro admissível ou intervalo de dúvida igual a unidade, e, cuja ordem de grandeza seja tal, que coincida com o último algarismo significativo que considerarmos para o valor em questão"

Por exemplo, se tomarmos π = 3,1 , devemos considerar um erro admissível de ± 0,1, porém, se tomarmos π = 3,14 , então o erro admissível deverá ser de ± 0,01. Observa-se, ainda, que o erro relativo das grandezas em questão aumenta, conforme diminuímos a precisão do valor considerado para a grandeza.

o erro relativo das grandezas em questão aumenta, conforme diminuímos a precisão do valor considerado para

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Consideremos os exemplos a seguir:

- Se π = 3,1

- Se π = 3,1416

então, ∆π = 0,1

e

então, ∆π = 0,0001

∆π = 0,033

π

∆π e = 0,000032

π

- Se π = 3,1416 e ∆π = 0,0001 , como deveremos expressar a grandeza "X", dada pela equação X = π 2 ?

Podemos calcular o valor provável de X, como segue:

x = π 2

x

= (3,1416) 2 = 9,86965056

Pela regra da potenciação, podemos calcular o erro relativo de X, como segue:

x

∆π

= 2 . x

π

= 9,86965056 Pela regra da potenciação, podemos calcular o erro relativo de X, como segue: ∆

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

 

x

0,0001

= 2 .

 
 

x

3,1416

x = 0,000064

 
 

x

Podemos calcular o erro propagado de X, como segue:

x = (3,1416) 2 . 0,000064

 

x = 0,0006

O

valor do resultado final será escrito como:

X

= 9,8696 ± 0,0006

 

Concluí-se, portanto, que quando grandezas matemáticas entram no cálculo de uma dada grandeza, devemos considerar um valor suficientemente preciso, de tal forma, que os erros associados a elas sejam desprezíveis, quando comparados com os erros associados à grandeza, cuja precisão não pode ser alterada, por se tratar de valores experimentais

com os erros associados à grandeza, cuja precisão não pode ser alterada, por se tratar de

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Consideremos o seguinte exemplo de aplicação:

Deseja-se calcular a área de uma circunferência de raio "R", medido experimentalmente e expresso por:

R

= (2,50 ± 0,01) cm.

 

Sabe-se que a área (S) de uma circunferência de raio R é calculada pela expressão: S = π . R2

Devemos, inicialmente, calcular o erro relativo de "S", antes de calcularmos o seu valor provável.

Sendo:

 

S

= s ±

s

R

= r ±

r

s

∆π

r

( ) 2 = ( ) 2 + (2 . ) 2

 
 

s

π

r

s

∆π

0,01

( ) 2 = ( ) 2 + (2 . ) 2

 
 

s

π

2,50

s π r ∆ s ∆π 0,01 ( ) 2 = ( ) 2 + (2
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO ∆ s ∆π ( ) 2 = ( ) 2

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

s

∆π

( ) 2 = ( ) 2 + (0,0080) 2 π

Pelos cálculos, observamos que o erro relativo de "π" será desprezível, em relação ao erro relativo de "R", se considerarmos:

s

∆π

< 0,000045

π

Então, podemos escrever:

π = 3,1416 ± 0,0001

Deste modo, o erro relativo de "π" será:

∆π

0,0001

= = 0,000032

π

3,1416

π = 3,1416 ± 0,0001 Deste modo, o erro relativo de " π " será: ∆π

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

Retomando o cálculo de "S", teremos:

 
 

s

( ) 2 = (0,000032) 2 + (0,0080) 2

 
 

s

s

=

0,00800006

 

s

Nota-se, que o erro relativo de "π" não interfere no resultado final.

O

erro propagado de "S" será dado por:

 

s = 3,1416 . (2,5) 2 . 0,0080

s = 0,2 cm 2

O

valor provável de "S" será dado por:

s

= 3,1416 . (2,5) 2

s

= 19,6 cm 2

Finalmente, o resultado final será escrito como:

S = (19,6 ± 0,2) cm 2

. (2,5) 2 s = 19,6 cm 2 Finalmente, o resultado final será escrito como: S
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO EXERCÍCIOS 1) Calcular o volume de um paralelepípedo com base

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

EXERCÍCIOS

1)

Calcular o volume de um paralelepípedo com base nos dados abaixo:

A

B = ( 7,86 ± 0,04 )

H

2)

= ( 5,64 ± 0,03 ) cm

cm

= (15,84 ± 0,08 ) cm

Calcular o período de uma oscilação de freqüência F, sendo:

F

= (183,0 ± 0,5) Hz

3)

A

B

Pede-se:

a) a hipotenusa;

b) o cosseno do ângulo φ

O triângulo retângulo abaixo tem catetos:

= (3,00 ± 0,03) cm

= (4,00 ± 0,04) cm

φ B
φ
B

A

b) o cosseno do ângulo φ O triângulo retângulo abaixo tem catetos: = (3,00 ± 0,03)
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO 4) Durante o ensaio de um motor elétrico, fez-se uma

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

4) Durante o ensaio de um motor elétrico, fez-se uma leitura da potência absorvida da rede, obtendo-se 4120 W, e uma leitura da potência útil, obtendo- se 3730 W. Sabendo-se que cada uma das leituras tem um erro associado de ± 10 W, pede-se determinar:

a) as perdas do motor

b) o rendimento do motor

cada uma das leituras tem um erro associado de ± 10 W, pede-se determinar: a) as
COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA ESTATÍSTICO 5) O fator de potência e o ângulo de fase

COMPORTAMENTO DE UMA MEDIDA

ESTATÍSTICO

5) O fator de potência e o ângulo de fase de um circuito de tensão e corrente

senoidais, são determinados pelas medições de tensão, corrente e potência. A tensão lida é de 125 V, em um voltímetro de escala de 200 V; a corrente lida é de 3,00 A, em um amperímetro de escala de 6 A; a potência lida é de 225 W, em um wattímetro de escala de 500 W.

O voltímetro e o amperímetro tem exatidão especificada de 0,5% da leitura do final de escala, enquanto que o wattímetro, tem exatidão especificada de 0,2% da leitura do final da escala.

Pede-se determinar:

a) o fator de potência

b) o ângulo de fase.

especificada de 0,2% da leitura do final da escala. Pede-se determinar: a) o fator de potência