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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Subsecretaria de Gestão e Regularização Ambiental Integrada Superintendência Regional de Regularização Ambiental Central Metropolitana

PA COPAM

0421/1995/07/2012

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PARECER ÚNICO Nº 089/2014

Protocolo SIAM Nº 0506490/2014

INDEXADO AO PROCESSO:

PA COPAM:

SITUAÇÃO:

Licenciamento Ambiental

0421/1995/07/2012

Sugestão pelo Indeferimento

FASE DO LICENCIAMENTO: Revalidação de Licença de Operação

URC: Rio Paraopeba

DNPM: Nº 832.206/1987

PROCESSOS VINCULADOS CONCLUÍDOS: PA COPAM: SITUAÇÃO: Outorga: Poço Tubular No 014374/2011 Poço Tubular: outorga
PROCESSOS VINCULADOS CONCLUÍDOS:
PA COPAM:
SITUAÇÃO:
Outorga: Poço Tubular
No 014374/2011
Poço Tubular: outorga não
autorizada devido à sugestão pelo
indeferimento desta Revalidação
de Licença de Operação
EMPREENDEDOR:
Maria Letícia Valadares de Vasconcelos Fi
CNPJ:
20.915.633/0001-37
EMPREENDIMENTO: Lavra e Beneficiamento de Ardósia
CNPJ:
20.915.633/0001-37
MUNICÍPIO:
Papagaio
ZONA:
Rural
COORDENADAS GEOGRÁFICA
(DATUM): SAD 69, 23 k
LAT/Y
7860359
LONG/X
543789
LOCALIZADO EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO:
INTEGRAL
ZONA DE AMORTECIMENTO
USO SUSTENTÁVEL
x NÃO
BACIA FEDERAL: Rio São Francisco
UPGRH: Região da Bacia do rio Paraopeba (SF3)
BACIA ESTADUAL:
Rio Paraopeba
SUB-BACIA: Córrego Taquara ou Capivara
CÓDIGO:
ATIVIDADE OBJETO DO LICENCIAMENTO (DN COPAM 74/04):
CLASSE
A-02-06-2
Lavra a céu aberto com ou sem tratamento - rochas ornamentais e de revestimento
3
C-05-04-5
Pilhas de rejeito / estéril
CONSULTORIA/RESPONSÁVEL TÉCNICO:
REGISTRO:
Filipe Lívio Nunes Leal - engenheiro de minas
CREA 56.242/D
RELATÓRIO DE VISTORIA: 085573/2012
DATA: 02/08/2012
EQUIPE INTERDISCIPLINAR
MATRÍCULA
ASSINATURA
Elaine Cristina Amaral Bessa
1170271-9
Leandro Cosme Oliveira Couto
83160-4
Rodrigo Soares Val
1148246-0
De acordo: Andréia Cristina Barroso Almeida
Diretora de Controle Processual
1159155-9
De acordo: Bruno Malta Pinto
Diretor de Controle Processual
1220033-3
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1. Introdução

A Maria Letícia Valadares de Vasconcelos Ltda formalizou junto a esta Superintendência o Processo

Administrativo (PA) COPAM nº 0421/1995/07/2012 para Revalidação de Licença de Operação (RLO) de suas atividades de lavra & beneficiamento de ardósia e pilha de estéril/rejeitos, desenvolvidas na zona rural do município de Papagaios.

Para subsidiar a análise desta RLO foram utilizadas as informações apresentadas no Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental (RADA), respectiva Licença de Operação (LO) 0421/1995/04/2006, informações obtidas no empreendimento vistoriado e consultas ao Sistema Integrado de Informação Ambiental (SIAM) e à sua respectiva base de dados georreferenciados (Geosisemanet).

respectiva base de dados georreferenciados (Geosisemanet). 2. Caracterização do Empreendimento e Processo Produtivo O

2.

Caracterização do Empreendimento e Processo Produtivo

O

anos, sendo a principal atividade desenvolvida, tradicionalmente, a criação extensiva de gado de corte e

empreendimento situa-se dentro de uma propriedade rural pertencente à mesma família há mais de 60

de leite sendo que a atividade minerária surgiu depois. Conforme site do DNPM, a fase atual é Concessão de Lavra ativa, sendo o requerimento de pesquisa mineral protocolado em 1987.

O

ardósia em forma de placas, essas eram levadas ao beneficiamento para serem novamente serradas

processo de lavra de ardósia é simples sendo a céu aberto e com uso de serras. Após a retirada da

dentro dos parâmetros estabelecidos.

O método de lavra consiste basicamente de decapeamento, feito com retroescavadeira concomitantemente ao desenvolvimento da mina, carga e transporte do estéril com caminhões de 10 t, deposição do estéril dentro da própria cava, extração do minério (ardósia) com corte, afrouxamento, retirada, carga e transporte das placas serradas. O transporte externo era feito por caminhões com capacidade de 12 t.

Eram utilizadas escavadeiras, carregadeiras, caminhões, serras elétricas e caminhão-pipa no processo de produção da rocha. Os insumos utilizados declarados foram óleo diesel, discos de corte diamantado e óleos e graxas.

O

turno era único de 08 horas/dia. A produção bruta (ROM) declarada foi de 2000 m3/mês e 30 m3/mês.

número total de empregados durante a operação informado foi de 04, sendo um na administração. O

Não houve ampliação da capacidade produtiva ou modificações de processos durante o período de validade da LO, de acordo com o RADA. Durante a operação, ocorreu uma diminuição excessiva da demanda - cerca de 98%, principalmente da rocha ornamental (ardósia cinza) relativa a este empreendimento. Esse fato aconteceu tanto no mercado interno como no externo. A crise internacional, principalmente na Europa, que era o principal consumidor estrangeiro da ardósia, e a entrada de outros mercados neste ramo (como Índia e China) com preços mais baixos, levou a esta brusca diminuição de demanda.

Somado aos fatores anteriores houve também, no mercado interno, o incremento de materiais de revestimento e pisos cerâmicos com preços mais competitivos. Isto fez com que a procura pela rocha ornamental ardósia diminuísse consideravelmente.

Durante a vistoria, constatou-se a completa paralização das atividades, conforme citado no tópico Cumprimento de Condicionantes desse PU.

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A energia elétrica utilizada pelo empreendimento era fornecida pela Companhia de Energia Elétrica de

Minas Gerais (CEMIG), sendo o consumo na ordem de apenas 5 KW em uma demanda contratada de 70 KW. Foi observado o roubo de transformadores de energia elétrica instalados no empreendimento na ultima vistoria realizada.

As unidades de apoio que operavam foram oficina, restaurante, estradas de acesso, estação de tratamento de efluente sanitário e alojamento.

estação de tratamento de efluente sanitário e alojamento. Imagem 01: Fluxograma do processo produtivo. 3.
estação de tratamento de efluente sanitário e alojamento. Imagem 01: Fluxograma do processo produtivo. 3.

Imagem 01: Fluxograma do processo produtivo.

3. Caracterização Ambiental

O empreendimento localiza-se em uma área eminentemente rural, com a presença de poucas áreas de

reserva florestal e uma grande quantidade de pastagens, plantações e minerações de ardósia.

De acordo com a Deliberação Normativa (DN) Estadual nº 74/2004, o empreendimento é considerado como de Classe 3 e de Porte Médio, conforme a escala de produção apresentada. O Relatório Indicativo de Restrição Ambiental - Áreas Prioritárias para Proteção à Biodiversidade - do site do Geosisemanet

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informa que o empreendimento está inserido em zona rural com vulnerabilidade natural “média”, para a avifauna, ictiofauna, invertebrados e mastofauna a classificação é considerada como categoria “baixa” e para a herpetofauna “média”. Conforme o site, a mina insere-se no bioma Cerrado.

Não há restrições quanto a Unidades de Conservação próximas ao empreendimento. A mina está localizada a cerca de 2,6 Km da Estação Ecológica Paraopeba (Uso Sustentável). O empreendimento também não se situa em área prioritária para conservação definida pelo IEF (categoria extrema / especial).

definida pelo IEF (categoria extrema / especial). 4. Recursos Hídricos Um poço artesiano é o responsável

4.

Recursos Hídricos

Um poço artesiano é o responsável pelo abastecimento do empreendimento. O poço possuía Outorga (Portaria No 01571/2006) cuja respectiva revalidação foi solicitada através pelo Processo de Outorga No 014374/2011, em análise na SUPRAM CM.

As águas pluviais acumuladas na cota inferior da cava (sump) era estocada em um tanque próximo a frente de lavra, sendo recirculada no corte da rocha para resfriar as serras durante as operações de lavra.

5. Reserva Legal

A

de Pitangui em 02/02/2005 (Livro B, No 10, sob no 2.124).

Reserva Legal relativa ao imóvel do empreendimento foi averbada no Registro de Imóveis da Comarca

6.

Impactos Ambientais e Medidas Mitigadoras

Efluentes Sanitários

O empreendimento possuía uma Estação de Tratamento de Esgotos Sanitários (ETE), que conforme observado em vistoria estava desativado.

Efluentes Industriais

Os efluentes gerados no corte da ardósia e drenagem da mina eram destinados ao interior da cava (sump).

Efluentes Líquidos

Os efluentes oleosos gerados na lavagem de veículos e máquinas eram destinados à caixa de decantação de óleo e graxa e posteriormente armazenados em tambores para revenda.

Emissões Atmosféricas

A poeira proveniente de caminhões, máquinas e equipamentos era mitigada com o uso de caminhão-pipa

nas vias e praças de trabalho, onde circulam os veículos e máquinas. O pó de ardósia proveniente do corte da rocha na lavra era mitigado com a realização do corte a úmido com uso de água pluvial

acumulada na cava.

Resíduos

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Todos os depósitos de estéril/rejeito do empreendimento encontram-se desativados e em processo de recuperação, de acordo com o RADA. A maioria já em avançado estágio de reabilitação, a ponto de incorporarem na paisagem local como pequenos morros. Foram colocados solo fértil resultantes da retirada do capeamento por cima dos depósitos de estéril/rejeito, posteriormente plantada braquiária e algumas mudas de espécies vegetais nativas e frutíferas.

O estéril e rejeito proveniente da lavra estava sendo disposto dentro da própria cava em áreas já

exauridas (“bota-dentro”), iniciando-se desta forma o processo de recomposição das áreas lavradas.

O

manutenção das vias e pátios na área do empreendimento.

restante das ardósias eram cominuídos por um pequeno britador para produção de britas para

por um pequeno britador para produção de britas para Os tambores de óleo e lubrificante de

Os tambores de óleo e lubrificante de graxa do posto de abastecimento eram reutilizados depois de vazios. As embalagens de papelão originadas do acondicionamento de insumos eram destinadas ao lixo urbano e o lixo doméstico proveniente dos sanitários, refeitório e escritório era destinado ao lixo urbano e utilizado como adubo, respectivamente.

Ruído

A

processo produtivo pelas serras no corte da rocha e também pelas máquinas e veículos de transporte de carga. Por se tratar de área rural, não era feito o monitoramento do conforto acústico na área de entorno do empreendimento. Os funcionários mais expostos a ruídos e vibrações faziam uso de EPI’s.

geração de ruído era inerente à atividade desenvolvida no empreendimento, sendo originada no

Quanto aos desmontes por explosivos, o método de extração e as características geológicas do local, fizeram com que fossem necessários poucos desmontes com esse tipo de insumo. Quase nenhum desmonte com explosivo vinha sendo feito no final da operação da mina.

Reabilitação de Áreas Degradadas

As ações de reabilitação nas áreas impactadas consistiram na revegetação de grande parte dos depósitos de estéril presentes na área. Foi feita deposição de terra fértil, plantio de brachiária e mudas de espécies nativas da região. Algumas áreas apresentavam vegetação nativa e estavam em processo de reabilitação.

Relacionamento com a Comunidade

Conforme o RADA, devido à crise que atravessa o setor durante a operação do empreendimento não foi possível manter programas como Projetos na área social, estudos de percepção e comportamento socioambiental/EPCA, programa de educação ambiental e/ou plano de informação socioambiental. Ressalta-se que esses programas e/ou projetos não foram solicitados como condicionante na LO em revalidação.

7. Cumprimento de Condicionantes

Foram solicitadas as seguintes condicionantes na LO 003 (PA COPAM 0421/1995/04/2006) em revalidação, conforme o quadro a seguir:

Certificado de LO 003 (PT DINME 076/2006)

Certificado de LO 003 (PT DINME 076/2006)

Descrição

1. Apresentar relatórios fotográficos, contemplando as medidas, anualmente.

Situação

Condicionante descumprida. Conforme o RADA, consulta ao SIAM e ao processo de LO em revalidação,

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Prazo: A partir da concessão desta licença. foram apresentados relatórios apenas nas datas 13/08/2008 (Protocolo
Prazo: A partir da concessão desta licença.
foram apresentados relatórios apenas nas datas
13/08/2008 (Protocolo R100381/2008) e 30/06/2010
(R072124/2010).
2. Promover a execução dos programas propostos
no PCA.
Conforme o RADA, essa condicionante foi cumprida:
Prazo: A partir da concessão desta licença.
“todas as medidas propostas no PCA foram implantadas
e são acompanhadas por um engenheiro de minas e de
segurança do trabalho”.
O PCA apresentado tratava basicamente do sistema de
drenagem e da deposição de estéril e rejeitos, para a qual
foi utilizada a antiga cava (bota-dentro).
3. Preservar a sede da antiga Fazenda Olhos
D’Água.
Prazo: A partir da concessão desta licença.
Condicionante cumprida. A antiga sede foi preservada e
houve o cercamento da área de entorno evitando-se a
entrada de animais. A sede da fazenda está a cerca de 2
km da cava.
4. Solicitar autorização do IPHAN para quaisquer
intervenções na área com intuito de investigação
arqueológica.
Conforme o RADA, não houve nenhuma intervenção na
área com intuito de investigação arqueológica.
Prazo: A partir da concessão desta licença.
Na Licença Prévia, havia sido solicitado o isolamento do
sítio arqueológico Olhos D’Água como condicionante,
que foi cumprida.
Tendo em vista a não comprovação do cumprimento da condicionante No 01, o empreendimento foi
autuado pelo seu descumprimento (Auto de Infração No 062321/2014).
O Parecer Técnico (PT) DINME No 076/2006 da FEAM da Licença de Operação (PA COPAM
0421/1995/04/2006) informou que a apresentação da portaria do IPHAN aprovando o relatório realizado
pela empresa relativo ao patrimônio arqueológico não foi cumprida. De acordo com o PT a empresa
apresentou ofícios encaminhados ao IPHAN solicitando a sua manifestação em relação ao relatório
apresentado (protocolos 032639, de 25/11/2003, e 060360 de 15/02/2006) e continuou aguardando
resposta.
Durante a vistoria (Auto de Fiscalização -AF- No 85573/2012) foi observada a completa paralização das
atividades de lavra e beneficiamento da rocha. A paralização parcial da lavra e de algumas serras já havia
sido constatada em vistoria realizada pela SUPRAM em 02/12/2008 (AF No 0450/2008).
Na última vistoria foi observado que algumas instalações estavam depredadas, houve roubo de
transformadores de energia elétrica, o sistema de recirculação de água da serraria estava desativado
assim como o de tratamento de efluentes sanitários, não havia equipamentos de corte de rocha nos
galpões, a cava estava preenchida com água pluvial em grande parte e não havia atividade de lavra.
Foram deixados matacões (blocos de rocha ardósia de grandes dimensões) na estrada de acesso ao
empreendimento para obstrução de veículos/terceiros.

Quanto a eventuais passivos ambientais em função da paralização das atividades, a drenagem da mina está voltada para a cava que é fechada e as instalações não geram efluentes/resíduos.

Considerando-se que as atividades estão totalmente paralisadas, a SUPRAM Central sugere à URC Rio Paraopeba o indeferimento da revalidação da licença de operação requerida. A devida regularização ambiental deverá ser providenciada oportunamente quando houver intenção da retomada das atividades.

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8. Controle Processual

O processo encontra-se devidamente formalizado, estando a documentação juntada em concordância

com DN 074/04 e Resolução CONAMA Nº 237/97.

Garantiu-se, em cumprimento às determinações da Deliberação Normativa Nº. 13, de 24 de outubro de 1995, publicidade ao requerimento de Revalidação da Licença de Operação, conforme cópia de publicação inserida nos autos. O requerimento foi veiculado, ainda, no Diário Oficial de Minas Gerais, pelo órgão ambiental competente.

Oficial de Minas Gerais, pelo órgão ambiental competente. Os custos da análise do licenciamento foram devidamente

Os custos da análise do licenciamento foram devidamente de quitados, conforme determina artigo 13, da Resolução SEMAD nº 412/2005.

A

SUPRAM CM em 14/05/2014, dando conta da inexistência de débitos ambientais até aquela data.

certidão negativa de débito ambiental nº 0500252/2014 foi expedida pela Diretoria Operacional da

A análise técnica demonstrou a inviabilidade para a Revalidação da Licença Operação, uma vez que os estudos não apontaram desempenho ambiental, tendo em vista que o empreendimento encontra-se para com suas atividades paralisadas.

Para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a Constituição da República em seu art. 225, § 1º, VII, incube ao Poder Público: “Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”.

Dentre os princípios estabelecidos pela Política Nacional do Meio Ambiente está a proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas.

Com efeito, os estudos apresentados pelo requerente não respaldam uma decisão segura e capaz de garantir a qualidade de vida, assegurada pela legislação ambiental, pois, afeta o princípio da legalidade, que deve respaldar e ser obedecido pela Administração Pública.

Diante do exposto e considerando a análise técnica, somos pelo indeferimento da Revalidação da Licença de Operação, tendo em vista a inexistência de desempenho ambiental, em virtude da paralisação das atividades.

9. Conclusão

A

Ambiental na fase de Revalidação de Licença de Operação, do empreendimento Maria Letícia Valadares de Vasconcelos Ltda / Jazida Fazenda Olhos D´Água (DNPM Nº 832.206/1987) para a atividade de Lavra a céu aberto com ou sem tratamento - rochas ornamentais e de revestimento e pilhas de estéril/rejeito, no município de Papagaio, considerando-se a paralização das atividades por perda do objeto da revalidação.

equipe interdisciplinar da Supram Central Metropolitana sugere o indeferimento desta Licença

10. Anexo

Relatório Fotográfico.

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ANEXO Relatório Fotográfico - RLO

Empreendedor: Maria Letícia Valadares de Vasconcelos Ltda Empreendimento: Jazida Fazenda Olhos D´Água CNPJ: 20.915.633/0001-37 Município: Papagaio Atividade: Lavra e beneficiamento de ardósia Código DN 74/04: A-02-06-2 Processo: 0421/1995/07/2012 Validade: Sugestão pelo indeferimento

DNPM: 832.206/1987

Sugestão pelo indeferimento DNPM: 832.206/1987 Figura 01: Vista geral do empreendimento e área de

Figura 01: Vista geral do empreendimento e área de entorno, localizado na zona rural de Papagaio. Fonte:

Google Earth em abril de 2014.

Figura 02: Detalhe da imagem anterior demonstrando as instalações do empreendimento (lavra, pilhas e beneficiamento).

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Foto 01. Vista da frente de lavra desativada durante a vistoria. Foto 02. Continuação da
Foto 01. Vista da frente de lavra desativada
durante a vistoria.
Foto 02. Continuação da foto anterior.
Foto 03. Galpão de beneficiamento da rocha
desativado.
Foto 04. Detalhe da linha de produção
desativada (sem maquinário).

Foto 05. Sistema de recirculação de água da serraria de ardósia desativado.

Foto

reformada.

06.

Sede da fazenda

Olhos

D´Água