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IDEOLOGIA

COLECTIVISTA
Características
○ Também conhecido por comunismo e marxismo-
leninismo, o colectivismo surge no século XIX,
período em que o liberalismo extremista estava
em voga;
○ Os socialistas utópicos protagonizaram uma
revolta moral, procurando realizar uma
reconstrução da economia de modo
revolucionário (abolição da propriedade privada e
colectivização dos meios de produção);
○ Marx e Engels criticaram o socialismo utópico,
mas basearam-se nele para a elaboração do
Manifesto do Partido Comunista, em 1848.
 Karl Marx distinguiu três modos de
produção, de acordo com uma sequência
cronológica:
• Esclavagismo (exploração do escravo)
• Feudalismo (exploração do camponês)
• Capitalismo (exploração do operário)
 Fontes do marxismo:
• Filosofia alemã (Friedrich Engels);
• Economia política inglesa;
• Socialismo francês (utópico).
 O marxismo foi uma corrente que não
desprezou o conhecimento, a filosofia. Aliás,
Karl Marx era doutor em Filosofia. Lenine
afirmou “estudar muito, estudar sempre”.
Uma sociedade que negue a teoria é uma
“sociedade da terra queimada”
 Defesa da abolição da propriedade privada e
dos antagonismos sociais;
 Estado considerado uma “mão forte” sobre
os exploradores;
 Ditadura do Proletariado como caminho para
o Comunismo;
 Primeira aplicação em 1917, com a
Revolução Bolchevique (Revolução Russa)
na Rússia; proximidade ao regime soviético
até 1980.
 Socialismo real ≠ Socialismo totalitário
• Aplicado em Cuba e na China,
promovendo uma suposta igualdade,
sem desrespeito pelos direitos
humanos.
 Críticas:
• Existência de várias perspectivas
internas;
• Estaline e Nomenclatura;
• Estaline e Mao Tsé-Tung defendiam a
aplicação do colectivismo, em primeiro
lugar, no seu país; Trotsky (defensor da
criação da IV Internacional) defendia a
aplicação do colectivismo em todos os
países socialistas;
• Ideologia marcada por cisões,
antagonismos e conotação com o
totalitarismo;
• Economia planificada;
• Karl Marx defendia a criação de um
“Homem Novo”;
• Inexistência de liberdade individual;
• Incapacidade de assegurar uma
igualdade social;
• Imperialismo;
• Direito extremamente próximo da
Política e da Ideologia (inexistência de
autonomia), criado para prosseguir os
interesses do Estado;
• Comunismo encarado como uma
Religião;
• A adesão dos países de Leste (ex-
URSS) à União Europeia marca uma
aproximação à Europa Ocidental e a
decadência do comunismo;
• Colectivismo burocrático e controlo da
sociedade pelo Estado (proximidade
com o fascismo);
• Autoconvencimento dos altos
dirigentes, que se consideravam
“donos da verdade”;
• Debilitação da liberdade em prol da
igualdade.
 Alternativas:
• Implementação do colectivismo
gradualmente, por etapas, até à
revolução colectivista, em vez de
decreto revolucionário;
• Movimento sionista em Israel (caso de
sucesso não totalitário):
○ Primórdio do trabalho agrícola;
○ Defesa da propriedade colectiva;
○ Trabalho para a comunidade;
○ Salários proporcionais ao trabalho
e necessidades;
○ Regime democrático.

○ Partidos portugueses defensores dos


colectivismos:
 Com representação parlamentar:
• Partido Comunista Português (PCP)
○ Secção portuguesa da III
Internacional Socialista;
○ Fundado em 1921 e ilegalizado no
final dos anos 20;
○ Constituiu-se como maior força de
oposição ao regime ditatorial;
○ Associação ao movimento
radicalista que protagonizou o
Processo Revolucionário em Curso
(PREC), que culmina com o 25 de
Novembro;
○ Apoio concedido ao MPLA, à
FRELIMO e ao PAIGC, forças de
oposição à Guerra Colonial.
○ Defensor do centralismo
democrático e do marxismo-
leninismo;
○ Militantes muito fiéis ao Partido,
principalmente integrantes da
classe dos trabalhadores;
○ Popular no Sul do País (Alentejo e
Ribatejo) e nas áreas
industrializadas de Lisboa e
Setúbal;
○ Marinha Grande como principal
referência do PCP no centro do
País.

• Bloco de Esquerda (BE)


○ Resulta da fusão de três forças
políticas: a União Democrática
Popular (UDP – marxista), o
Partido Socialista Revolucionário
(PSR – trotskista) e a Política XXI
(socialistas dissidentes do PCP);
○ Fundado em 1999;
○ Crítico do “socialismo real”;
○ Em pouco tempo, obteve
representação parlamentar na
Assembleia da República e no
Parlamento Europeu;
○ Tem visto aumentar o número de
militantes, com o ingresso de ex-
militantes do PS e do PCP;
○ Intervenção em temas
considerados “fracturantes”
relacionados com os LGBT
(Lésbicas, Gays, Bissexuais e
Transexuais) e os direitos das
mulheres.

 Sem representação parlamentar:


• Partido Comunista dos
Trabalhadores Portugueses /
Movimento Reorganizativo do
Partido do Proletariado
(PCTP/MRPP)
○ Inspiração maoísta;
○ Fundado em 26 de Dezembro de
1976, a partir do MRPP.
○ Principal figura do partido: o
advogado e professor
universitário, António Garcia
Pereira.

• Partido Operário de Unidade


Socialista (POUS)
○ Inspiração trotskista;
○ Fundado em 1976, por Carmelinda
Pereira, como meio de
contestação do rumo seguido pelo
Partido Socialista.

○ Não existem coligações políticas impossíveis,


existem apenas coligações mais ou menos
difíceis;
○ Em Portugal, no ano de 1975, apenas o Partido
Popular Democrático (PPD) votou contra a
integração do princípio da sociedade sem classes
(comunismo) na Constituição. Todos os restantes
partidos, inclusive o CDS, procuravam afirmar-se
socialistas, apesar de terem uma visão do
trabalhador bastante diferente;
○ A expressão “comunista” foi diabolizada durante
o Estado Novo (anticomunismo). Hoje, muitos
comunistas defendem um socialismo original;
○ Foi Marcello Caetano quem promoveu a
substituição da noção de “Estado Corporativo”
para “Estado Social”, no nosso país, promovendo
a atribuição de subsídios, a protecção social e
maiores remunerações. O ser “Estado Social” não
implica que seja democrático;
○ Duas perspectivas do socialismo democrático:
 A dos comunistas
 A dos anti-comunistas (que acusam os
dirigentes de pressões para a eleição de
determinadas figuras, centralizando o poder
no Secretário-Geral)
• Esta posição implicou a
obrigatoriedade de realização de
eleições no PCP (nomeadamente nos
Congressos do Partido) através de voto
secreto, em substituição do “braço no
ar”, entendido como um gesto de
camaradagem pelos seus defensores.