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DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE DIFUSÃO DE CLORETOS E DA VIDA ÚTIL DE CONCRETOS DE CIMENTO BRANCOanacarina@rizzon.com.br (2) Professor Doutor, Departament o de Engenharia Civil da PUC/RS email: jairo.andrade@pucrs.b r Resumo Grande parte dos danos nas estruturas de concreto armado tem como causa a corrosão das armaduras onde um dos seus principais agentes são os íons cloreto (Cl ). Em virtude disto, cresce a preocupação com a questão da durabilidade e vida útil das estruturas. Desta forma, realizou-se um estudo sobre a influência do tipo de cimento (cimento branco e pozolânico) e da relação a/c (0,3; 0,4; 0,5) no coeficiente de difusão de cloretos ( D ). Vigas foram imersas em solução de cloretos (3,5%) por 6 meses. A cada 2 meses foram retiradas amostras de material das vigas e obtidos os perfis de penetração de cloretos. Utilizando-se a solução da função de erro da 2ª Lei de Fick, determinou-se o coeficiente de difusão de cloretos e a vida útil de projeto dos concretos de CP B e CP IV de relação a/c 0,5. Os concretos de CP B apresentaram maiores resultados de resistência à compressão e de D que os concretos de CP IV. Verificou-se a diminuição de D ao longo do período estudado, o que resultou no aumento da vida útil de projeto dos concretos analisados. A variação de D não é contemplada pela solução da função de erro, o que não condiz com a condição real de serviço das estruturas de concreto. Palavra-Chave: cimento Portland branco; cloret os; coeficiente de difusão; vida útil. Abstract A great amount of damages in the concrete structures happens due to corrosion of the reinforcement, mainly due the action of chloride ions. The ability of concrete to resist ions is a critical parameter in the durability and service life of steel-reinforced concrete structures. In this paper, a study was done to verify the influence of cement type (pozolanic and white cement) and w/c ratio (0,3; 0,4; 0,5) in chloride diffusion coefficient. Beams were immersed in a chloride solution (3,5%) for 6 months. Each 2 months concrete sample were collected and a chloride profile was determined. The error function solution to Fick’s 2 Law was used to calculate the chloride diffusion coefficient and the project’s service life of the concretes with 0,5 w/c ratio. The results found that compressive strength and the diffusion coefficient were higher to CP B than the CP IV for the period evaluated. As the value of D decreased during the experiments, the calculated project's service life increased. But the error function solution doesn’t consider the variation of the parameter D , so it doesn’t represents the real situation in the concretes structures. Keywords: white cement; chlorides; diffusion coefficient; service life. ANAIS DO 48º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2006 - 48CBC0029 1 " id="pdf-obj-0-2" src="pdf-obj-0-2.jpg">

DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE DIFUSÃO DE CLORETOS E DA VIDA ÚTIL DE CONCRETOS DE CIMENTO BRANCO

Determination of Chloride Diffusion Coefficient and Service Life of White Concretes

Ana Carina Rizzon (1); Jairo José de Oliveira Andrade (2)

(1) Engª Civil, Mestre em Engenharia: Energia, Ambiente e Materiais (PPGEAM) - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) email: anacarina@rizzon.com.br

(2) Professor Doutor, Departamento de Engenharia Civil da PUC/RS email: jairo.andrade@pucrs.br

Resumo

Grande parte dos danos nas estruturas de concreto armado tem como causa a corrosão das armaduras onde um dos seus principais agentes são os íons cloreto (Cl - ). Em virtude disto, cresce a preocupação com a questão da durabilidade e vida útil das estruturas. Desta forma, realizou-se um estudo sobre a influência do tipo de cimento (cimento branco e pozolânico) e da relação a/c (0,3; 0,4; 0,5) no coeficiente de difusão de cloretos (D). Vigas foram imersas em solução de cloretos (3,5%) por 6 meses. A cada 2 meses foram retiradas amostras de material das vigas e obtidos os perfis de penetração de cloretos. Utilizando-se a solução da função de erro da 2ª Lei de Fick, determinou-se o coeficiente de difusão de cloretos e a vida útil de projeto dos concretos de CP B e CP IV de relação a/c 0,5. Os concretos de CP B apresentaram maiores resultados de resistência à compressão e de D que os concretos de CP IV. Verificou-se a diminuição de D ao longo do período estudado, o que resultou no aumento da vida útil de projeto dos concretos analisados. A variação de D não é contemplada pela solução da função de erro, o que não condiz com a condição real de serviço das estruturas de concreto.

Palavra-Chave: cimento Portland branco; cloretos; coeficiente de difusão; vida útil.

Abstract

A great amount of damages in the concrete structures happens due to corrosion of the reinforcement, mainly due the action of chloride ions. The ability of concrete to resist ions is a critical parameter in the durability and service life of steel-reinforced concrete structures. In this paper, a study was done to verify the influence of cement type (pozolanic and white cement) and w/c ratio (0,3; 0,4; 0,5) in chloride diffusion coefficient. Beams were immersed in a chloride solution (3,5%) for 6 months. Each 2 months concrete sample were collected and a chloride profile was determined. The error function solution to Fick’s 2 nd Law was used to calculate the chloride diffusion coefficient and the project’s service life of the concretes with 0,5 w/c ratio. The results found that compressive strength and the diffusion coefficient were higher to CP B than the CP IV for the period evaluated. As the value of D decreased during the experiments, the calculated project's service life increased. But the error function solution doesn’t consider the variation of the parameter D, so it doesn’t represents the real situation in the concretes structures.

Keywords: white cement; chlorides; diffusion coefficient; service life.

1 Introdução
1
Introdução

O cimento Portland branco estrutural apresenta-se como uma nova tendência no mercado da construção civil nacional, sendo utilizado tanto em estruturas de concreto armado como em elementos isolados, na forma de “pavers”, meios-fios, entre outros. A variedade de cores obtidas através da adição de corantes ao concreto branco e a compatibilidade das propriedades mecânicas com as estéticas do material contribuem a difundir ainda mais esta nova tendência (HELENE e GALANTE, 1999). O cimento branco se diferencia dos demais tipos de cimento por sua tonalidade mais clara, que é obtida através da utilização de matérias-primas e equipamentos especiais para produção de um clínquer com teor de ferro inferior ao do cimento cinza. A concentração de ferro no clínquer é o que confere a diferença de tonalidade clara e escura ao cimento (METHA e MONTEIRO, 1994). A quantidade de clínquer no cimento branco é, em geral, reduzida devido à substituição por fíler calcário na sua composição, o que contribui com a alvura do material, porém não contribui com as propriedades relacionadas à durabilidade. O fíler exerce apenas a função de tamponamento, não forma C-S-H com o passar do tempo como as pozolanas, e ainda, há uma redução do material cimentício pela substituição por filer (RIZZON, 2006). Estudos sobre o cimento branco e que abordam a questão da durabilidade se caracterizam por serem inovadores, pois há deficiência de pesquisas nesta área. A nível nacional pode-se citar Mattos e Dal Molin (2003) e Kirchheim (2003) que abordaram esta questão através da ação dos agentes agressivos, Cl - e CO 2 , respectivamente; em relação às propriedades mecânicas têm-se um estudo mais amplo, realizado por Hamad (1995), Katz (2002), Benitez et al. (2002), entre outros. As características, a fabricação e o emprego do cimento branco na construção civil nacional são regidos pela norma NBR 12989 (ABNT, 1993). A literatura sobre durabilidade das estruturas aponta a corrosão da armadura devido à ação dos íons cloretos como um dos problemas mais sérios que podem ocorrer nas estruturas de concreto (ANDRADE, 1997; NEVILLE, 1997). Em decorrência disto, cresce a preocupação com a questão de durabilidade e vida útil das estruturas. Alguns modelos vêm sendo desenvolvidos com a intenção de prever o tempo necessário para que os íons cloreto atinjam a armadura, iniciando assim a propagação do processo corrosivo. As soluções da 2 ª Lei de Fick são bastante utilizadas para este propósito. Mas algumas destas soluções não consideram a variação de parâmetros fundamentais relacionados à ação do meio ambiente e as modificações que ocorrem na microestrutura do concreto ao longo do tempo, tais como o coeficiente de difusão e a concentração superficial de cloretos. Desta forma, a vida útil prevista através destas soluções, não condiz com a vida útil real que a estrutura pode vir a ter. Portanto, estudos devem ser conduzidos para a verificação da aplicabilidade destes modelos e soluções.

2 Materiais e Métodos 2.1 Caracterização dos Materiais Utilizados 2.1.1 Cimentos Para a confecção dos concretos
  • 2 Materiais e Métodos

    • 2.1 Caracterização dos Materiais Utilizados

      • 2.1.1 Cimentos

Para a confecção dos concretos dos corpos-de-prova e vigas foram utilizados dois tipos de cimento Portland, o branco estrutural (CP B) e o pozolânico (CP IV) utilizado como referência. A composição química dos cimentos encontra-se na Tabela 1, enquanto que suas características físicas e mecânicas encontram-se na Tabela 2. Os valores apresentados na Tabela 1 e Tabela 2 foram fornecidos pelos fabricantes dos cimentos, que são de origem nacional.

Tabela 1 - Propriedades químicas dos cimentos.

Parâmetros

Unidade

CP B

CP IV

C

3 S

%

66,86

59,22

C

2 S

%

12,01

10,23

C

4 AF

%

0,55

8,47

C

3 A

%

11,81

6,08

 

SO 3

%

1,84

2,29

 

Al 2 O 3

%

4,57

11,01

 

Fe 2 O 3

%

0,18

4,73

CaO (Livre)

%

2,53

2,27

 

CaO

%

66,52

34,3

Perda ao Fogo – PF

%

3,59

1,82

Resíduo Insolúvel – RI

%

0,4

41,56

Tabela 2 – Propriedades físicas e mecânicas dos cimentos.

Parâmetros

Unidade

CP B

CP IV

Área específica Blaine

 

cm 2 /g

3271

508

Início de pega

h:min

02:34

07:10

Fim de pega

h:min

04:17

-

Massa específica

 

g/cm 3

2,99

2,82

 

3

dias

MPa

23,76

18,60

Resistência mecânica (MPa)

7

dias

MPa

29,48

21,70

28 dias

MPa

40,40

34,30

  • 2.1.2 Agregados

Os agregados foram cuidadosamente sele cionados de tal forma que estivessem isentos de impurezas e umidade,

Os agregados foram cuidadosamente selecionados de tal forma que estivessem isentos de impurezas e umidade, o que interferiria diretamente nas propriedades dos concretos produzidos. Utilizou-se agregado graúdo de origem basáltica e sua distribuição granulométrica e características físicas, determinadas conforme as normas NBR 7217 (ABNT, 1987) e NBR 9776 (ABNT, 1986), encontram-se na Tabela 3.

Tabela 3 – Características do agregado graúdo utilizado na produção dos concretos.

 

Método de

 

Determinações

ensaio

 

Resultados obtidos

   

Abertura da

Percentagem retida

peneira ABNT

(em massa)

(mm)

Individual

Acumulada

25

0

0

Composição

19

4

4

Granulométrica

NBR 7217

12,5

43

47

9,5

30

77

6,3

21

98

4,8

2

100

2,4

0

100

Dimensão máxima característica

NBR 7217

 

19 mm

Classificação

NBR 7217

 

Brita 1

Massa específica

NBR 9776

 

2,65

 

3

(kg/dm )

Massa unitária (kg/dm 3 )

NBR 9776

 

1,56

O agregado miúdo empregado foi a areia natural de origem quartzoza e suas características, determinadas conforme as normas NBR 7217 (ABNT, 1986) e NBR 9776 (ABNT, 1987), encontram-se na Tabela 4.

Tabela 4 – Caracterização da areia utilizada na produção dos concretos. Método de Determinações ensaio Resultados

Tabela 4 – Caracterização da areia utilizada na produção dos concretos.

 

Método de

 

Determinações

ensaio

 

Resultados obtidos

   

Abertura da

Percentagem retida

peneira ABNT

(em massa)

(mm)

Individual

Acumulada

4,8

2

2

Composição

2,4

6

8

Granulométrica

NBR 7217

1,2

10

17

0,6

23

40

0,3

47

87

0,15

12

99

< 0,15

1

100

Dimensão máxima característica

NBR 7217

 

4,8 mm

Módulo de finura

NBR 7217

 

2,54

Massa específica

NBR 9776

 

2,62

 

3

(kg/dm )

Massa unitária (kg/dm 3 )

NBR 9776

 

1,51

  • 2.1.3 Resina Epóxi

Para a impermeabilização das vigas do ensaio de penetração de cloretos utilizou-se um adesivo estrutural à base de resina epóxi, de média viscosidade.

  • 2.1.4 Cloreto de Sódio

Utilizou-se cloreto de sódio em forma de sal refinado na preparação da solução de imersão das vigas do ensaio de cloretos.

  • 2.2 Procedimentos Experimentais

    • 2.2.1 Método de Dosagem

Foi empregado o método de dosagem IPT/EPUSP (HELENE e TERZIAN, 1993) para a moldagem dos corpos-de-prova de concreto conforme especificações da NBR 5738 (ABNT, 1994), onde se mantiveram fixos um abatimento de 7,0 ± 1,0 cm e teor de argamassa de 50%. Em seguida foram feitos os ajustes de traço, com o auxílio do software Grapher, obtendo-se os diagramas de dosagem dos cimentos. O diagrama de dosagem fornece a equação da reta cuja variável independente é a relação a/c, e a dependente, o traço. A partir de valores pré-fixados de relação a/c (0,4; 0,5; 0,6) determinaram-se os traços definitivos para a produção dos concretos deste trabalho, apresentados na Tabela 5, onde consta também o consumo de cimento conforme o traço de concreto e o tipo de cimento.

Tabela 5 - Traços definitivos dos concretos de CP B e CP IV. Tipo de Relação

Tabela 5 - Traços definitivos dos concretos de CP B e CP IV.

Tipo de

Relação

Traço em

Consumo de cimento

cimento

a/c

massa

(kg/m³)

 

0,4

  • 1 : 0,68 : 1,86

557,79

CP IV

0,5

  • 1 : 1,54 : 2,54

414,62

0,6

  • 1 : 2,22 : 3,22

330,45

 

0,5

  • 1 : 1,78 : 2,78

388,94

CP B*

0,6

  • 1 : 2,35 : 3,35

321,54

* Ao final do trabalho verificou-se um problema relacionado à dosagem do concreto de CP B de relação a/c 0,4, portanto seus resultados não serão apresentados.

  • 2.2.2 Produção dos Concretos

A partir do proporcionamento apresentado na Tabela 5, foram selecionados e pesados os materiais utilizados na produção dos concretos e imprimação da betoneira. As misturas foram realizadas em betoneira de eixo inclinado, como mostrado na Figura 1a, com a ordem de colocação dos materiais seguindo o recomendado por HELENE e TERZIAN (1993). O abatimento do concreto foi verificado através do ensaio de tronco de cone conforme especificações da NBR 7223 (ABNT, 1982), mostrado na Figura 1b.

Tabela 5 - Traços definitivos dos concretos de CP B e CP IV. Tipo de Relação

(a)

Tabela 5 - Traços definitivos dos concretos de CP B e CP IV. Tipo de Relação

(b)

Figura 1 – Concreto de CP B: (a) adição de cimento à mistura, em betoneira de eixo inclinado; (b) determinação do abatimento através do ensaio de tronco de cone.

Foram moldados seis corpos-de-prova cilíndricos (10x20cm) para a realização do ensaio de resistência à compressão simples e uma viga de dimensões 10x20x50cm para o ensaio de penetração de cloretos para ambos os cimentos utilizados. Utilizou-se vibrador mecânico com agulha de 25 mm no adensamento dos corpos-de-prova e vigas que foi executado em uma única camada. Como desmoldante, utilizou-se óleo mineral. Após 24 horas em ambiente de laboratório, fez-se a desfôrma e realizou-se a cura de forma distinta para os corpos-de-prova e vigas. Os corpos-de-prova cilíndricos foram

imersos em água ( Figura 2 a), na temperatura ambiente, onde permaneceram até as idades de

imersos em água (Figura 2a), na temperatura ambiente, onde permaneceram até as idades de realização dos ensaios. Para as vigas, realizou-se um procedimento de cura similar ao de algumas obras de construção civil, onde os elementos são cobertos por panos, ou até mesmo serragem, sendo umedecidos por um determinado período. Desta forma, as vigas foram cobertas por pano umedecido durante sete dias (Figura 2b), e após a retirada dos panos, permaneceram expostas em ambiente de laboratório por mais 21 dias. Completos os 28 dias de idade, as vigas foram então preparadas para o ensaio de penetração de cloretos.

imersos em água ( Figura 2 a), na temperatura ambiente, onde permaneceram até as idades de

(a)

imersos em água ( Figura 2 a), na temperatura ambiente, onde permaneceram até as idades de

(b)

Figura 2 – (a) cura submersa dos corpos-de-prova; (b) cura das vigas em ambiente de laboratório.

  • 2.2.3 Ensaio de Resistência Mecânica

Os corpos-de-prova foram submetidos ao ensaio de resistência à compressão axial aos 3, 7 e 28 dias de idade, sendo retirados da cura em imersão um dia antes da realização do ensaio para capeamento. Os ensaios de resistência foram realizados conforme especificações da NBR 5739 (ABNT, 1994).

  • 2.2.4 Ensaio de Penetração de Cloretos

Foi realizado um ensaio não acelerado de penetração de cloretos, com duração de seis meses, para que a penetração de cloretos ocorresse naturalmente, simulando uma situação real. Para a realização deste ensaio foram utilizadas as vigas, impermeabilizadas com resina epóxi nas faces de menor área, direcionando o fluxo de cloretos através das faces maiores de 20x50cm (Figura 3a). A solução de cloretos foi produzida a partir da dissolução de cloreto de sódio (NaCl) a uma concentração de 3,5 % em água, conforme a concentração média verificada nos oceanos (NEVILLE, 1997; HELENE, 1993). As vigas permaneceram submersas na solução durante o período de realização do ensaio, tal como mostra a Figura 3b.

(a) (b) Figura 3 – (a) viga de concreto impermeabilizada nas 4 faces de menor área;

(a)

(b)

Figura 3 – (a) viga de concreto impermeabilizada nas 4 faces de menor área; (b) vigas submersas em solução de cloretos.

Para determinação do teor de cloretos, foram retiradas amostras de concreto das

vigas a cada dois meses de imersão sob a forma pulverulenta com uma furadeira de

impacto, com furos a cada 5 mm de profundidade até 25 mm da superfície, o que permitiu

o traçado do perfil de penetração de cloretos em função da profundidade.

Para a medida do teor de cloretos das amostras de concreto realizou-se a

titulometria, conforme o princípio apresentado pelo método de Mohr, que consiste em

adicionar à solução de cloretos cromato de potássio (K 2 CrO 4 ), como indicador, e em

seguida nitrato de prata (AgNO 3 ), como titulante, até atingir o ponto de viragem. O ponto

de viragem equivale ao volume correspondente de nitrato que permite a mudança de

coloração da mistura para um tom marrom-avermelhado, que é alcançado pela

precipitação do cromato de prata (AgCrO 4 ).

  • 2.2.5 Emprego da Solução da Função de Erro da 2ª Lei de Fick

Utilizando os perfis de penetração de cloretos, e com auxílio do software Mathcad,

determinou-se o coeficiente de difusão (D) e a concentração superficial (Cs) de cloretos

para cada traço de concreto confeccionado. Os dados foram ajustados empregando-se o

Método dos Mínimos Quadrados na solução da função de erro da 2ª Lei de Fick, expressa

pela Equação 1. ⎡ ⎛ x ⎞ ⎤ C( x, t ) = Cs ⎢ erfc
pela Equação 1.
x ⎞ ⎤
C( x, t )
=
Cs ⎢ erfc ⎜ ⎜
4
tD
⎠ ⎦
Onde:

Equação 1

C(x,t) = concentração de cloretos na profundidade x, em um tempo t, em %;

Cs = concentração de cloretos na superfície do concreto, admitida constante, em %;

x = profundidade, em cm;

D = coeficiente de difusão de cloretos, em cm²/ano;

t = tempo, em anos; e

erfc = função complementar de erro de Gauss. Na Equação 1 isolou-se a variável tempo tornando-a

erfc = função complementar de erro de Gauss.

Na Equação 1 isolou-se a variável tempo tornando-a dependente das demais

variáveis, obtendo-se a

Equação

2.

Na

Equação

2,

t

representa o tempo para

despassivação das armaduras, que é à vida útil de projeto das estruturas de concreto

(ANDRADE, 2005).

t =

2

x

1

C C ⎞ ⎤

s

cr

⎠ ⎦

4 D

C

s

erfc

2

Equação 2

Utilizando-se a Equação 2 determinou-se a vida útil de projeto dos concretos

moldados com CP B e CP IV de relação a/c 0,5, utilizando como dados de entrada os

valores de D e Cs dos 2, 4 e 6 meses em que os concretos estiveram imersos na solução

de cloretos. Adotou-se como cobrimento de armadura 50 mm, o maior valor recomendado

pela NBR-6118 (ABNT, 2003), para ambientes de agressividade muito forte. A quantidade

crítica de cloretos foi fixada em 0,4% em relação à massa de cimento, como sendo o valor

limite da despassivação.

  • 3 Resultados e Discussões

    • 3.1 Resistência à Compressão

Os resultados obtidos no ensaio de resistência à compressão encontram-se na

Tabela 6, conforme o tipo de cimento e relação a/c dos concretos, onde também estão

apresentados os valores de abatimento verificados para cada traço.

Tabela 6 – Valores médios observados para resistência à compressão.

Tipo de

Relação

Abatimento

 

Fc médio (MPa)

cimento

a/c

(cm)

3 dias

7 dias

28 dias

CP B

0,5

6,7

20,89

23,18

32,36

0,6

7,8

14,52

19,36

27,26

 

0,4

4

20,26

23,06

28,79

CP IV

0,5

12,5

18,22

21,01

26,5

0,6

12

12,1

16,05

24,59

Os concretos produzidos com CP B apresentaram maiores valores de resistência à

compressão que os concretos produzidos com CP IV para as idades e relações a/c

comparadas, sendo até 22% superior para a relação a/c 0,5 aos 28 dias. Tal

comportamento do CP B já foi observado por Mattos e Dal Molin (2003), e as autoras

creditam este bom desempenho à presença de fíler calcário na composição do cimento, o

que contribui para a densificação da pasta de cimento hidratado através do refinamento

dos poros, resultando consequentemente no aumento da resistência mecânica. O CP B

apresenta ainda uma área específica dos grãos bastante superior à do CP IV (Tabela 2),

isso se traduz na finura do cimento, contribuindo com o aumento da resistência e velocidade de

isso se traduz na finura do cimento, contribuindo com o aumento da resistência e

velocidade de hidratação.

  • 3.2 Penetração de Cloretos

Com os resultados dos teores de cloretos obtidos na análise titulométrica, foram

traçados os gráficos dos perfis de penetração apresentados na Figura 4.

5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 Teor Cl (%) Teor Cl (%)
5,0
4,0
3,0
2,0
1,0
0,0
Teor Cl (%)
Teor Cl (%)
5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0
5,0
4,0
3,0
2,0
1,0
0,0
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 0,0 0,5 1,0 1,5 Profundidade (cm) Profundidade (cm) (a) (b)
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
0,0
0,5
1,0
1,5
Profundidade (cm)
Profundidade (cm)
(a)
(b)
5,0
2
Meses CP IV
4,0
4
Meses CP IV
3,0
6
Meses CP IV
2
Meses CP B
2,0
4
Meses CP B
6
Meses CP B
1,0
Ccr = 0,4
0,0
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2 ,5
Profundidade (cm)
(c)
Teor Cl (%)

2,0

2,5

Figura 4 – Perfis de penetração de cloretos para os concretos de relação a/c: (a) 0,4; (b) 0,5; (c) 0,6.

Analisando a Figura 4, observou-se o aumento da penetração de cloretos com o tempo de imersão

Analisando a Figura 4, observou-se o aumento da penetração de cloretos com o

tempo de imersão das vigas de concreto na solução salina, para todas as relações a/c. O

mesmo foi observado com o aumento da relação a/c, por tornar a estrutura mais porosa

facilitando o ingresso dos íons cloreto.

Observou-se que os concretos moldados com CP B apresentaram maiores perfis de

penetração que os concretos de CP IV. De acordo com Page et al. (1986), o C 3 A e o

C 4 AF, presentes na composição química dos cimentos, combinam-se com os cloretos

livres formando cloroaluminatos, diminuindo o fluxo de penetração de cloretos na solução

aquosa dos poros do concreto. Porém, o fíler calcário presente em grande quantidade no

cimento branco, reage com o C 3 A e com o C 4 AF formando monocarboaluminatos de

cálcio, restando uma menor quantidade de C 3 A e de C 4 AF para fixar os cloretos livres, e

já há uma redução de material cimentício no cimento pela substituição de clínquer pelo

fíler calcário.

No CP IV também há uma redução do material cimentício pela substituição do

clínquer pelas pozolanas, mas diferentemente do fíler, de acordo com Gastaldini et al.

(2002), as pozolanas formam C-S-H adicional, de menor relação C/S, mais suscetível de

adsorver íons e reduzir a difusão de cloretos.

A presença de fíler no CP B é responsável pelo aumento na resistência à

compressão, como observado nos concretos moldados com este cimento. As adições

pozolânicas também o são, mas despendem tempo em suas reações, tendo um efeito

mais pronunciado em maiores idades. Mas observou-se com o comportamento

apresentado pelos concretos de CP B, que a resistência mecânica não rege a resistência

do concreto à penetração de cloretos. A resistência mecânica influencia na durabilidade

das estruturas de concreto, mas no que se refere à penetração de agentes agressivos, a

permeabilidade e a composição química do cimento são os fatores de maior influência.

Na Figura 4 também está representado o teor crítico de cloretos (C cr ) definido como

0,4% de acordo com a literatura (HELENE, 1993). Observou-se que para ambos os

cimentos de relação a/c 0,5 e 0,6, aos 2 meses de imersão, o limite crítico já foi alcançado

a uma profundidade de 2,5 cm da superfície.

Observou-se em todos os perfis de penetração de cloretos o efeito de pico, que se

caracteriza pelo aumento da concentração de cloretos da superfície do concreto

(x=0,0cm) para a primeira camada interna medida (x=0,5cm), sendo mais acentuado para

os concretos de CP IV que para os concretos de CP B. Quando as vigas foram retiradas

da solução de cloretos para obtenção das amostras houve a evaporação na camada mais

superficial do elemento, enquanto que nas camadas mais internas a concentração de

cloretos se manteve com a umidade. De acordo com Andrade (2001), na área mais

próxima à superfície do concreto o mecanismo preponderante é a absorção, com

posterior difusão de cloretos nas áreas mais internas, permanentemente úmidas.

Os valores de D e Cs determinados através da Equação 1 estão apresentados na

Tabela 7 e na Figura 5 e Figura 6.

Tabela 7 – Valores de D e Cs determinados através da solução da função de erro

Tabela 7 – Valores de D e Cs determinados através da solução da função de erro da 2ª Lei de Fick.

     

Relação a/c

 

Tipo de

Tempo de

0,4

0,5

0,6

cimento

Imersão

(meses)

     
 

D

 

D

 

D

 

Cs

(cm²/ano)

Cs

(cm²/ano)

Cs

(cm²/ano)

 

2

1,51

2,08

1,66

8,11

2,41

9,11

CP IV

4

2,75

2,03

3,41

2,85

4,41

3,31

6

3,5

1,22

4,14

1,59

4,96

1,86

 

2

 
  • - 2,68

  • - 4,62

7,52

 

8,59

CP B

4

 
  • - 3,41

  • - 4,78

5,41

 

5,55

6

 
  • - 4,19

  • - 4,81

2,74

 

2,76

10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 D(cm²/ano)
10,0
8,0
6,0
4,0
2,0
0,0
D(cm²/ano)

246

tempo (meses)

a/c 0,5-CP B

a/c 0,5-CP B

a/c 0,6-CP B

a/c 0,6-CP B

a/c 0,4-CP IV

a/c 0,4-CP IV

a/c 0,5-CP IV

a/c 0,5-CP IV

a/c 0,6-CP IV

a/c 0,6-CP IV

a/c 0,5-CP B

a/c 0,5-CP B

a/c 0,6-CP B

a/c 0,6-CP B

a/c 0,4-CP IV

a/c 0,4-CP IV

a/c 0,5-CP IV

a/c 0,5-CP IV

a/c 0,6-CP IV

a/c 0,6-CP IV

Figura 5 – Comportamento de D no período analisado.

5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 Cs (%)
5,0
4,0
3,0
2,0
1,0
Cs (%)

246

tempo (meses)

Figura 6 – Comportamento de Cs no período analisado.

Observou-se na Figura 5 uma diminuição de D com o passar do tempo no período analisado.

Observou-se na Figura 5 uma diminuição de D com o passar do tempo no período

analisado. Essa diminuição ocorre principalmente em função dos processos contínuos de

hidratação do cimento Portland. Maiores valores foram obtidos nos concretos com

maiores relações a/c e nos concretos de CP B, como era de se esperar para a difusão de

cloretos, visto o comportamento dos concretos na Figura 4.

Observou-se na Figura 6 que Cs aumentou com o passar do tempo dentro do

período analisado. Os valores de Cs foram maiores para as maiores relações a/c e para

os concretos de CP B.

É difícil prever o comportamento que Cs terá nos concretos devido aos vários fatores

que atuam sobre uma estrutura quando exposta. De acordo com Andrade (2001), a ação

do meio ambiente tem grande influência na concentração de cloretos sobre a superfície

do concreto, que pode estar sujeita a mudanças de temperatura e ciclos de molhagem e

secagem, dificultando assim prever o comportamento deste parâmetro.

Segundo Lin (1990), existe uma dependência significativa entre D e Cs em

concretos. Com o passar do tempo, a quantidade de cloretos sobre a superfície do

concreto vai penetrando para as camadas adjacentes. Como visto na Figura 6, os

concretos com maior Cs apresentaram também maiores valores de D.

  • 3.3 Previsão da Vida Útil de Projeto

A solução da função de erro da 2ª Lei de Fick é bastante utilizada para modelagem

da penetração de cloretos no concreto, apresentando bons resultados quando utilizada na

determinação de D e Cs, em um dado tempo t. Porém, esta solução não considera a

variação dos parâmetros com o passar de tempo, e isso ocorre, tal como mostrado nos

resultados do item 3.2. Na Tabela 8, estão apresentados os valores de vida útil de projeto

calculados através da Equação 2.

Tabela 8 – Previsão da vida útil de projeto.

Tipo de

T imersão

D

Cs

Vida útil de Projeto

cimento

(meses)

(cm²/ano)

(%)

(anos)

   

7,52

  • 2 2,68

 

0,8

CP B

 

5,41

  • 4 3,41

 

0,94

 
  • 6 4,19

2,74

 

1,64

   
  • 2 1,66

8,11

 

1,12

CP IV

 

2,85

  • 4 3,41

 

1,79

 

1,59

  • 6 4,14

 

2,85

A partir dos resultados da Tabela 8, observou-se a grande influência da variação de

D e Cs na vida útil de projeto prevista para os concretos. Para os dados referentes aos 6

meses de imersão do CP B, obteve-se uma vida útil de 1,64 anos, 105% maior que o

valor inicial (0,8 anos) referentes aos 2 meses de imersão. O mesmo se observou para o

CP IV, onde o aumento foi de 155%.

Conhecida a influência do tipo de cimento nas propriedades do concreto, verificou-se sua influência também sobre

Conhecida a influência do tipo de cimento nas propriedades do concreto, verificou-se

sua influência também sobre a vida útil. Para o concreto de CP IV, a vida útil de projeto

prevista foi 73% superior que para o concreto de CP B utilizando os dados dos 6 meses

de imersão.

Mas para a aplicação da Equação 1, de acordo com Andrade (2005), algumas

condições de contorno devem ser consideradas:

  • a) Admite-se que o concreto é um material homogêneo e isotrópico;

  • b) Considera-se que o único mecanismo de transporte atuante é a difusão;

  • c) Admite-se que não ocorrem interações entre os cloretos e os componentes químicos do concreto no momento da penetração;

  • d) O meio considerado é infinito;

  • e) Tanto D como Cs são constantes ao longo do tempo, isto é, o coeficiente de difusão é completamente independente da concentração superficial.

Estabelecendo uma comparação entre as condições de contorno com os resultados

mostrados na Tabela 8, percebe-se que a solução da função de erro não representa com

realismo a penetração de íons cloreto no concreto.

Alguns dos mecanismos de transporte podem estar atuando simultaneamente nas

estruturas (NEPOMUCENO, 2005), e a solução de erro considera apenas o mecanismo

da difusão.

Como mostrado na Tabela 8, D e Cs exercem forte influência sobre a vida útil dos

concretos, porém a solução da função de erro não considera a variação dos parâmetros D

e Cs com o tempo. Logo, ao se empregar a função de erro para a previsão de vida útil,

não estão sendo consideradas as transformações que ocorrem na estrutura com o passar

do tempo. O que limita a utilização da solução para esta finalidade, pois a tendência é a

de se despender o menor tempo possível na determinação dos parâmetros D e Cs,

utilizando-se os parâmetros referentes aos primeiros meses para a previsão da vida útil

de projeto. Sendo assim, os resultados obtidos serão pouco representativos, e não

corresponderão à vida útil real que a estrutura pode vir a ter.

4

Conclusões

Os concretos de CP B apresentaram maiores resultados de resistência à

compressão que os concretos de CP IV, para todas as relações a/c e idades comparadas.

Isto se deve à presença de fíler calcário no CP B, que contribui com a densificação da

pasta de cimento através do preenchimento dos poros, e à sua finura, que contribui com a

hidratação do cimento.

Os concretos de CP B apresentaram maiores perfis de penetração de cloretos que

os concretos de CP IV, fato também observado em concretos com maior tempo de

exposição e relação a/c. A presença de fíler também é responsável pelo maior teor de Cl -

no concreto de CP B, pela substituição do clínquer, restando assim uma menor

quantidade de material cimentício, reagindo ainda com o C 3 A e o C 4 AF restando uma

menor quantidade para fixar os cloretos livres.

Observou-se uma diminuição de D com o passar do tempo, devido à hidratação do

cimento, com maiores valores nos concretos de CP B e de maiores relações a/c. Cs

aumentou com o passar do tempo no período analisado.

Verificou-se a influência do tipo de cimento e de D na previsão da vida útil de

Verificou-se a influência do tipo de cimento e de D na previsão da vida útil de projeto

dos concretos, obtendo-se valores distintos entre os tipos de cimento para cada período

em que se realizou a análise (2, 4 e 6 meses de imersão). Com a diminuição de D,

observou-se um aumento na vida útil. A solução da função de erro da 2ª Lei de Fick não

considera esta variação, portanto, não se recomenda o emprego desta solução para a

previsão da vida útil, já que a mesma não representa as transformações que ocorrem no

concreto com o passar do tempo não fornecendo valores de vida útil que correspondam

aos que efetivamente a estrutura pode vir a ter.

5

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