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Programa Prevenção

Programa

Prevenção Sempre

Sempre

Módulo

Módulo

Programa Prevenção Programa Prevenção Sempre Sempre Módulo Módulo Tabagismo Tabagismo Manual da Comissão Executiva para implantação

Tabagismo

Tabagismo

Programa Prevenção Programa Prevenção Sempre Sempre Módulo Módulo Tabagismo Tabagismo Manual da Comissão Executiva para implantação
Manual da Comissão Executiva para implantação do Programa em AMBIENTES DE TRABALHO
Manual da Comissão
Executiva
para
implantação
do Programa em
AMBIENTES DE
TRABALHO
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Programa Prevenção Programa Prevenção Sempre Sempre Módulo Módulo Tabagismo Tabagismo Manual da Comissão Executiva para implantação
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APRESENTAÇÃO

Os ambientes de trabalho, dentro do contexto nacional, funcionam como importante canal para difundir informações e ações para promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida. Para tanto, é necessário que a estrutura física e organizacional transmitam mensagens sobre qualidade de vida à seus profissionais, clientes e visitantes através de sinalizações e divulgações.

Com a finalidade de apoiar as diferentes instituições nesta ação, o INCA desenvolveu o Programa Prevenção Sempre - Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer em Ambientes de Trabalho. Esse programa tem como objetivo geral, contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, eliminando a poluição tabagística ambiental destes ambientes e reduzindo a prevalência de fumantes.

Os objetivos específicos deste programa incluem:

  • - Disseminar entre funcionários, informações sobre os malefícios do tabagismo, tabagismo passivo, dependência de nicotina e cessação de fumar;

  • - Criar uma política de restrição (normativa/organizacional), ao consumo de derivados do tabaco na instituição;

  • - Sensibilizar e engajar fumantes para que respeitem as normas de restrição ao consumo de derivados de tabaco na instituição;

  • - Sensibilizar e engajar não fumantes para que respeitem e apoiem os fumantes para que deixem de fumar;

  • - Sensibilizar os profissionais de saúde dos ambulatórios e serviços de saúde da instituição, quando houver, para oferecerem apoio formal e tratamento aos funcionários que queiram deixar de fumar.

O Programa Ambientes de Trabalho Livres

do Cigarro

sistematiza ações e envolve o desenvolvimento de estratégias para tornar o comportamento de fumar da instituição, socialmente indesejado e despertar o espírito de colaboração entre os trabalhadores fumantes e não fumantes num clima de respeito e compreensão para com os fumantes, visto que fumar não é apenas uma opção comportamental e sim uma dependência à uma droga, a nicotina.

O presente manual visa oferecer subsídios para o desenvolvimento das etapas da implantação do programa, pelas comissões executivas designadas pela direção das instituições interessadas. Nele estão incluídas estratégias de avaliação através de metodologias para levantamento situacional (questionários testados), metodologias de treinamento e de desenvolvimento de ações educativas, normativas e organizacionais, assim como materiais de apoio, para estimular

trabalhadores a adotarem hábitos saudáveis e estimulá-los à sensibilizar outras pessoas em seus meios sociais.

Esperamos que através do Programa Prevenção Sempre, possamos contar com a parceria de todos os profissionais de diferentes instituições públicas e privadas em todo o país nesta difícil tarefa que é a redução do número de adoecimentos e mortes devido ao tabagismo.

O Tabagismo

O tabagismo representa o principal fator de risco evitável não só do câncer como também de doenças cardiovasculares e respiratórias. Atualmente se sabe que 25 doenças diferentes estão relacionadas ao tabagismo, sendo por isso, considerado pela Organização Mundial de Saúde, como um dos mais graves problemas de saúde pública no mundo.

Ao consumo dos derivados do tabaco são atribuídas, entre outras:

. 30% das mortes por câncer; . 45% das mortes por doença coronariana; . 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica; . 25% das mortes por doença cérebro- vascular

(Ministério da Saúde, 1998)

Os tipos de câncer que incidem com maior freqüência em fumantes são os de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo do útero, estômago e fígado. Vale ressaltar que o câncer de pulmão, em 90% dos casos provocado pelo tabagismo, ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer no sexo masculino, na maioria dos países desenvolvidos, e no Brasil. Além disso, apesar dos avanços terapêuticos, este tipo de câncer apresenta uma alta letalidade (Samet, 1995).

Na fumaça dos produtos podem ser detectadas cerca de 4700 substâncias tóxicas diferentes, dentre elas o alcatrão, a nicotina, o monóxido de carbono, resíduos de fertilizantes e pesticidas, metais pesados, e até substâncias radioativas ( IARC, 1986; Rosemberg 1987; Ministério da Saúde, 1998).

O alcatrão é reconhecido como um carcinógeno potente, capaz de atuar nas três fases da carcinogênese: indução, promoção e progressão (Ministério da Saúde, 1998; IARC, 1986).

A nicotina é uma droga psicoativa capaz de causar dependência, pelos mesmos mecanismos da cocaína, maconha, heroína e álcool (Henningfield, 1993; Ministério da Saúde, 1997). Além disso, devido a seus efeitos vasoconstrictores e de provocar aumento das lipoproteínas de baixa densidade e adesividade plaquetária, contribui para a formação de trombos, aterosclerose e infarto do agudo do miocárdio (Rosemberg, 1996; Henningfield, 1993).

O monóxido de carbono, o mesmo gás tóxico exalado do cano de descarga de automóveis, é gerado em grandes quantidades pelo processo de queima do tabaco. No sangue, o monóxido de carbono, que possui 250 vezes mais afinidade para a hemoglobina que o oxigênio, forma a carboxihemoglobina, e contribui para a diminuição da oxigenação dos tecidos, potencializando a ação cardiovascular da nicotina ( Ministério da Saúde, 1998; Rosemberg, 1987). Os danos provocados pela poluição tabagística ambiental ampliam mais ainda, a dimensão do problema. A maior parte do tempo total de queima de um cigarro (96%), corresponde à fumaça que sai silenciosamente da ponta acesa do mesmo. Esta fumaça se difunde pelo ambiente homogeneamente, fazendo com que, mesmo as pessoas que estão mais distantes dos fumantes, inalem quantidades de poluentes iguais às que estão mais próximas. A fumaça que sai da ponta do cigarro contém cerca de 400 substâncias em quantidades comparáveis a que o fumante inala, e algumas em concentrações mais elevadas. Em média, nessa fumaça podem ser encontrados três vezes mais monóxido de carbono e nicotina e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas, do que na fumaça tragada pelo fumante. Desta forma, os fumantes passivos sofrem os efeitos imediatos da poluição ambiental tais como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia e aumento dos problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias. Quando comparados com não fumantes não expostos a poluição tabagística ambiental os fumantes passivos tem um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% para doença cardíaca, a longo prazo ( IARC, 1987).

As crianças, ao terem que conviver com a poluição tabagística desde a vida intra- uterina até a adolescência, são particularmente afetadas. A mãe que fuma durante a gestação aumenta os riscos de aborto espontâneo em 70%, nascimentos prematuros em 40%, recém- nascidos de baixo peso em 100% e morte perinatal em 30% (Ministério da Saúde, 1998). Além disso, o risco de morte súbita infantil é cerca de 150% maior para os bebês, filhos de mães fumantes e que continuam sendo expostos a fumaça do cigarro após o nascimento (Blair et al, 1996, WHO, 1999). Inúmeras pesquisas mostram que quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias entre crianças, chegando a ser 50% maior entre crianças que convivem com mais de dois fumantes em casa do que aquelas que não convivem com fumantes (Ministério da Saúde, 1998).

Como resultado, as estatísticas de mortalidade pelo tabagismo são alarmantes: a cada ano, o uso dos derivados do tabaco mata cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo e este número tende a ser crescente. Atualmente, vem causando mais mortes prematuras no mundo do que a soma de mortes provocadas por AIDS, consumo de cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios juntos. E se a tendência de consumo não for revertida, nos próximos 30 a 40 anos (quando os fumantes jovens de hoje atingirem a meia

idade), a epidemia tabagística será responsável por 10 milhões de mortes por ano, sendo que 70% delas ocorrerão em países em desenvolvimento (WHO, 1996).

No Brasil, que possui um contigente de 30,6 milhões de fumantes, estima-se que a cada ano, morrem precocemente, cerca de 200.000 pessoas, ou seja, cerca de 20 brasileiros morrem a cada hora vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo (Ministério da Saúde, 1998).

O CONTROLE DO TABAGISMO E O PAPEL DOS AMBIENTES DE TRABALHO

Para o controle do tabagismo são necessárias várias estratégias simultâneas tais como campanhas de informação pública, implementação de leis para proteger os não fumantes da exposição passiva, aumento dos preços dos cigarros, restrição à publicidade do

tabaco, proibição de venda a menores, programas educativos em escolas, ambientes de trabalho, e unidades de saúde, dentre outros. Essas estratégias envolvem não só esforços de profissionais de saúde, mas também de outros grupos sociais como educadores, legisladores, advogados, economistas, profissionais de comunicação social, governantes, gestores, etc.

No entanto, as estratégias voltadas para apoiar os atuais fumantes no processo de cessação de fumar, dependem mais da estrutura da saúde e de seus profissionais do que de qualquer outro segmento social.

Grande parte dos fumantes procura assistência médica por um ou outro motivo relacionado às conseqüências do consumo de tabaco. A maioria dos ex-fumantes afirma que deixaram de fumar por razões de saúde, e dizem que o aconselhamento de seus médicos foi fundamental (Orleans at al, 1993). No entanto, apesar das evidências científicas sobre a relação causal entre tabaco e doenças graves como bronquite crônica, enfisema, infarto do miocárdio e câncer, o sistema de saúde tem dado mais ênfase ao tratamento dessas doenças, que envolve recursos bastante onerosos e não valoriza a atuação sobre seu principal agente etiológico que é o tabagismo, através da implementação de programas para cessação do mesmo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tratamento do fumante é uma das intervenções médicas que apresentam a melhor relação custo-benefício. As estimativas de custo-benefício do tratamento do tabagismo através de uma abordagem mínima pelo médico, na rotina de atendimento ambulatorial, mostra que se apenas 2,7% a 3,7% dos fumantes deixassem de fumar através dessa abordagem, o custo estimado por ano de vidas salvas seria de U$748,00 - U$ 2.020,00, bastante inferior a mesma avaliação feita para o tratamento de hipertensão arterial leve a moderada (U$ 11.300,00 - U$ 24.408,00), para o tratamento da hipercolesterolemia (U$ 65.511,00 - U$ 108.189,00) e para o tratamento do infarto com estreptoquinase (U$ 55.000,00). Mesmo utilizando-se a reposição de nicotina como coadjuvante esse custo da ordem de U$ 4.113- 9.473, ainda seria inferior aos demais tratamentos acima relacionados. (Orleans, 1993; Croghan e col, 1997). No Brasil, temos cerca de 30 milhões de fumantes, e segundo dados do Conselho Federal de Medicina, tínhamos em 1996, cerca de 200.000 médicos. Se 30% desses médicos (+-60.000) fizessem uma breve abordagem a 50 fumantes ao ano, e obtivessem uma taxa subestimada de sucesso de 1 para cada 10 fumantes aconselhados, teríamos cerca de 300.000 ex-fumantes ao ano. Além disso, o médico não seria o único profissional de saúde com um importante papel. Motivar e ajudar os fumantes a deixarem de fumar envolve toda a equipe da instituição.

Com esta finalidade, o Ministério da Saúde-INCA está buscando na rede de saúde, parcerias para implantação de ações de controle do tabagismo. O Programa Prevenção Sempre - Controle do Tabagismo em Ambientes de Trabalho tem como alvo, tanto instituições públicas como privadas, seus profissionais e clientes.

Para esse fim, foi dividido em duas grandes etapas que se sucedem:

Primeira

etapa

-

Programa

Ambientes

de

Trabalho Livres do Cigarro

Esta etapa tem como objetivo chamar a atenção dos profissionais para o assunto tabagismo, mudando o clima de sua aceitação social, nos ambientes de trabalho.

A implantação desta etapa, estimula alguns fumantes a pensarem em deixar de fumar, outros a deixarem de fumar.

Segunda etapa - Abordagem e Tratamento do Fumante

Nesta etapa, todos os profissionais de saúde, que atendem pacientes, serão instrumentalizados com estratégias que permitam uma abordagem mínima e eficaz, na rotina do atendimento ambulatorial. Serão estimulados os profissionais de saúde, para que criem centros de tratamento intensivo do fumante, nas instituições.

Essa etapa atinge o grupo de fumantes que ainda não pensou em deixar de fumar e o grupo que pensa em deixar de fumar, mas que necessita de uma orientação mais específica de como enfrentar determinadas situações.

  • I. O Programa Ambientes de Trabalho

Livres

do Tabaco

Este programa foi desenvolvido a partir do projeto piloto “INCA Livre do Cigarro”. Este Projeto envolveu uma intervenção contínua na instituição através da racionalização de etapas e estratégias, que tinham como objetivo básico, provocar uma mudança cultural coletiva e auto sustentável, onde o fumar nas dependências da

instituição deixasse de ser um comportamento natural, para se tornar um comportamento indesejado e incoerente com o compromisso da instituição na preservação da saúde de seus funcionários e da comunidade que assiste. A avaliação dos resultados desse programa após o primeiro ano de intervenção, mostrou uma importante redução na prevalência de tabagismo entre os profissionais de saúde da instituição. A prevalência que era de 29,7% antes da intervenção (fevereiro de 1997) caiu para 20 % em maio de 1998, mesmo antes do início do tratamento dos funcionários que se inscreveram para deixar de fumar, mostrando o efeito da restrição do tabagismo em ambientes de trabalho sobre a cessação de fumar.

Levando em conta o vasto universo de especificidades das inúmeras instituições do país, não existe uma receita de como torná-las livres da poluição tabagística ambiental. No entanto, a partir da experiência obtida com a implantação do Programa INCA Livre do Cigarro, traçamos algumas linhas gerais de atuação, devendo o bom senso e a criatividade, orientarem este processo.

A Filosofia do Programa não é contra o fumante

Antes do desenvolvimento

de

qualquer

ação

é

preciso

que

os

responsáveis pela implantação do programa em ambientes de

trabalho (comissões executivas) procurem

se

livrar

de

qualquer

preconceito para com os fumantes. É preciso entender que o Programa não tem como objetivo perseguir ou marginalizar fumantes e sim apoiá-los no processo de cessação de fumar e conseqüentemente, na preservação da saúde destes.

O programa deve procurar envolver fumantes nas comissões, para que conjuntamente sejam obtidas soluções não conflitantes, onde predominem o bom-senso e a preocupação com o bem estar comum.

Além disso, os não fumantes devem ser estimulados a entender que o tabagismo é uma doença crônica e que o fumante apresenta uma dependência a uma droga. Sendo assim, este precisa de todo estímulo e apoio necessário para que possa deixar de fumar. É preciso mudar entre os não fumantes, a visão de que o fumante é um sem vergonha, ou um mal caráter. Enfim é preciso que o programa seja desenvolvido num clima de cordialidade para com o fumante, onde a agregação e a harmonia sejam a tônica. Por outro lado, os fumantes devem ser sensibilizados a respeitarem os espaços compartilhados com outros, e os resistentes devem ser abordados com firmeza porém sem agressividade.

Objetivo Geral:

Eliminar

trabalho;

a poluição

tabagística ambiental em

ambientes de

Reduzir

a prevalência de fumantes entre os funcionários

ambientes de trabalho.

dos

Objetivos Específicos:

Disseminar entre os funcionários dos ambientes de trabalho, informações sobre os malefícios do tabagismo, tabagismo passivo, dependência de nicotina e cessação de fumar; Criar uma política de restrição (normativa/organizacional) ao consumo de derivados do tabaco na instituição; Sensibilizar e engajar fumantes para que respeitem as normas de restrição ao consumo de derivados de tabaco na instituição; Sensibilizar e engajar não fumantes para que respeitem e apoiem os fumantes para que deixem de fumar; Oferecer apoio formal e tratamento aos fumantes que querem deixar de fumar.

A implantação do programa:

Para que o programa seja auto-sustentável e não dependa apenas de medidas normativas/punitivas, um dos mais importantes objetivos é o de mudar a cultura organizacional onde todos, fumantes e não fumantes, passem a se posicionar contrariamente à poluição tabagística ambiental. Considerando que mudar atitudes no nível coletivo é uma tarefa que requer tempo e continuidade, o programa tem como uma de suas características o desenvolvimento de ações sincronizadas e contínuas as quais passaremos a apresentar .

A intervenção é dividida em três níveis de ações que acontecerão de forma contínua e simultânea:

intervenção educativa e de comunicação;

intervenção normativa/organizacional ;

intervenção na estrutura física.

Todo o processo de intervenção é precedido de uma avaliação inicial para obtenção de indicadores, alguns dos quais, servirão de base para monitorá-lo e outros, para avaliar o seu desfecho (que serão discutidos mais a frente no tópico Avaliando o Programa).

A intervenção educativa busca uma mudança da consciência individual, procurando envolver e conscientizar todos os funcionários fumantes e não-fumantes, enfocando o não-fumar como um importante aspecto para a preservação da saúde de todos que convivem na instituição.

A intervenção organizacional/normativa, deve contribuir para tornar o ato de fumar, um comportamento não esperado dentro da instituição. A intervenção na estrutura física deve criar condições para a operacionalização do programa. A seguir apresentamos um menu de estratégias para a implantação do Programa que não estão em ordem cronológica. O cronograma para execução do plano de ação que será seguido deverá ser elaborado pela comissão executiva. Vale salientar que esse menu não esgota as possibilidades de ações e estratégias que poderão ser instituídas em função da realidade de cada instituição. Portanto, não se trata de uma “receita de bolo” mas de um leque de possibilidades que poderão ser utilizadas ou não, conforme cada realidade.

1.

Intervenção educativa e de comunicação:

campanha de lançamento do programa comemorações de datas alusivas; debates;

divulgação do resultado da pesquisa;

distribuição de material educativo; inserção do tema em eventos científicos ou culturais internos inserção de ações educativas em programas de qualidade de vida para os profissionais da instituição; divulgação de dados, pesquisas em murais, boletins e outros meios de comunicação da instituição; ampla divulgação da proposta do programa e de sua filosofia entre os funcionários; priorizar informações sobre tabagismo passivo, sobre dependência de nicotina e sobre cessação de fumar; utilizar sistemas de auto falante para passar mensagens; utilizar salas de espera para apresentar vídeos, palestras etc.

treinamentos específicos para:

  • - comissão executiva,

  • - seguranças e recepcionistas,

  • - profissionais de saúde,

  • - funcionários administrativos.

  • 2. Intervenção organizacional/normativa:

 

sensibilização

de

pessoas

e

grupos

chave:

a

direção/presidência da instituição, chefias de serviços, comunicação social, centro de estudos, setor de saúde do trabalhador, associação de funcionários, dentre outros; criação de uma comissão executiva;

criação de Portaria Interna para normatização do consumo de

derivados de tabaco na instituição; divulgação da Portaria e das normas de restrição do consumo

de derivados de tabaco; proibição de venda de derivados do tabaco em cantina ou

lanchonete no interior da instituição; criação de programa de apoio aos funcionários fumantes que desejam parar de fumar.

3.

Intervenção na estrutura física:

 
 

delimitação de áreas para fumar;

sinalização da instituição como livre de fumo;

remoção de cinzeiros;

mapeamento dos fumódromos;

remoção de qualquer material promocional de derivados do tabaco.

Agora detalharemos algumas estratégias que podem ser utilizadas para a implantação do Programa.

Sensibilizando a direção/presidência da instituição:

Em situações em que a iniciativa da implantação do programa não parte da direção/presidência, é importante que se inicie um processo de sensibilização da mesma, uma vez que o apoio desta direção/presidência da instituição é essencial para o sucesso da implantação do Programa. Esta sensibilização do diretor pode partir de funcionários sensibilizados com o tema, que desejam implantar o Programa. Assim, estes funcionários procurarão formar a comissão executiva.

Formando uma comissão executiva:

É fundamental a criação oficial de um grupo de funcionários responsáveis por este projeto em cada instituição, que poderão ser indicados pela direção/presidência ou identificados durante debates, seminários, reuniões, ou ainda entre os que se destacam e mostram interesse pelo assunto e capacidade de liderança dentro da própria instituição.

Um importante critério para a seleção destes indivíduos é que não tenham posições extremistas ou radicais, o que prejudicaria um aspecto bastante relevante para o sucesso do programa, que é o de evitar conflito entre fumantes e não fumantes, buscando um clima de respeito mútuo. Esta equipe deve ser a mais eclética possível, procurando captar pessoas de diferentes profissões e níveis hierárquicos (médicos, enfermeiros, psicólogos, profissionais de comunicação social, assistentes sociais, dentistas, auxiliares de enfermagem, técnicos em laboratório, administrativos etc), fumantes e não fumantes, para que a questão seja bem explorada, sob os diversos ângulos da sua problemática. É importante que os membros desta comissão se reunam semanalmente para discussão das etapas da implantação e até mesmo para elaborar um projeto com metas e estratégias, cronograma e distribuição de tarefas.

Envolvendo grupos chave:

Após a sensibilização da diretoria/presidência e da criação da comissão executiva, o próximo passo é procurar estender este envolvimento para os demais líderes da instituição.

Com o apoio da direção, pode-se procurar marcar uma reunião, ou pedir espaços em reuniões de rotina entre a direção e as chefias imediatamente subordinadas a ela. Este espaço deve ser bem aproveitado através da apresentação de dados impactantes sobre tabagismo, tabagismo passivo, propostas e filosofia do programa, pedindo colaboração de todos no sentido de divulgar e orientar os demais funcionários para a nova realidade da instituição. Esta ocasião pode ser aproveitada para solicitar um espaço (10 a 15 minutos) nas reuniões de setores e serviços, para que a comissão possa dar continuidade ao processo de sensibilização entre os demais funcionários. Nesta fase, é estratégica a sensibilização de chefias de setores tais como comunicação social, administração, recursos humanos, centro de estudos, associação de funcionários, saúde do trabalhador, comissões de prevenção de acidentes, dentre outras.

Esta estratégia é fundamental, uma vez que desperta o espírito de colaboração, principalmente se for colocada de forma a valorizar a participação de todos, solicitando e ouvindo sugestões. É importante também que seja feito um registro destas reuniões, pois muitas idéias, impressões e sugestões serão valiosas para o andamento do programa. No Anexo 1 encontram-se alguns tópicos que poderão nortear a apresentação neste tipo de sensibilização.

Criando

e

divulgando

a

Portaria

Interna

e

a

Normatização da abordagem dos fumantes:

A implantação do Programa tem como base, ações educativas. Porém, para que essas ações atinjam o objetivo de provocar uma mudança de comportamento condizente com a incoerência do ato de fumar em uma instituição, são necessários mecanismos legais que as reforcem.

Atualmente contamos com o apoio da Lei Federal nº 9.294 de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso de produtos fumígenos em recintos coletivos privados ou públicos. No entanto, a instituição deve contar com uma portaria e normatização interna de conduta frente aos fumantes, a fim de dar consistência ao processo educativo, na medida em que respaldará o papel dos membros da comissão executiva, treinados para orientar os fumantes, o pessoal da segurança e recepcionistas.

Caberá ao diretor/presidente,

elaborar

uma

portaria

interna

determinando a restrição do consumo dos derivados do tabaco aos fumódromos a partir da data escolhida, e criando a comissão executiva.

No Anexo 4, pode ser encontrado um modelo de portaria interna com normatização criada para apoiar o programa INCA Livre de Cigarro, e que poderá ser adaptada às características de cada instituição.

Lembramos que a normatização deve ser bastante divulgada entre os funcionários e visitantes e especialmente, entre aqueles que atuarão na linha de frente da instituição, ou seja, os seguranças e as recepcionistas.

Proibição de venda de derivados do tabaco

em

cantinas ou lanchonetes no interior da instituição:

Para que a implantação do Programa dê resultado, é fundamental que não seja permitida a venda de derivados do tabaco nas cantinas ou lanchonetes da instituição, como a retirada de qualquer tipo de material promocional de derivados de tabaco. A venda de cigarros, charutos, fumo para cachimbos, pode estimular aos fumantes que continuem fumando em locais não permitidos, fazendo com que o Programa não atinja seu objetivo.

Para isso, o responsável pela cantina deverá ser sensibilizado sobre o Programa, e entender que torna-se uma incoerência a venda de derivados do tabaco dentro de uma instituição livre do fumo.

Se houver dificuldade do responsável aceitar essa decisão, deve-se solicitar ao diretor/presidente que interceda, podendo até baixar uma resolução proibindo a venda de tais produtos na cantina.

Divulgação funcionários:

contínua

do

programa

entre

os

Outra medida importante, como respaldo das ações educativas, é a divulgação do programa e de sua filosofia entre todos os funcionários.

É importante que sejam divulgadas a filosofia do programa, os locais reservados para fumar, a portaria interna e a normatização de informações gerais sobre tabagismo, com ênfase no tabagismo passivo, na cessação de fumar e na dependência de nicotina. Para manter o tema em contínua discussão é necessário que seja planejada uma forma de comunicação continuada. Para isso, é fundamental que a comissão executiva, respaldada pelo diretor/presidente, obtenha apoio da divisão de comunicação social, se houver, e/ou do departamento de recursos humanos, no sentido de divulgar a Portaria Interna e a Normatização, através de contra- cheques, boletins internos, avisos em murais, quadro de avisos e outras formas de comunicação, com o intuito de atingir a todos funcionários.

Criação de programa de apoio aos fumantes que desejem parar de fumar:

Para muitos fumantes, o fato de ter que recorrer aos fumódromos será um estímulo para iniciar o processo de cessação de fumar. Provavelmente alguns fumantes poderão deixar de fumar sozinhos, mas outros necessitarão de apoio. Para isto, a instituição deve estar preparada para fornecer este apoio ou encaminhar a demanda a locais para este fim. Cabe à direção/presidência, oficializar a ação de criação do local que serão os fumódromos, designando os profissionais de saúde que poderão ser capacitados para oferecer este tipo de atendimento, caso existam possibilidades.

Para esse fim o INCA em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, desenvolveu material e metodologia de treinamento para capacitar equipes para oferecer esse tipo de apoio.

Caso a instituição se interesse em organizar esse serviço de apoio aos seus funcionários deverá buscar os materiais e o treinamento com a Coordenação do Programa.

Delimitação de áreas para fumar:

Considerando que o fumante geralmente apresenta dependência à nicotina, necessitando muitas vezes interromper suas atividades para fumar, torna-se fundamental que em prédios cuja estrutura física dificulte a saída para fumar em áreas externas, sejam estabelecidas em um primeiro momento, áreas específicas para este fim, já que ao longo da implementação das ações educativas muitos deixarão de fumar.

Junto com a sinalização da instituição, a delimitação de áreas específicas para fumar ajuda a quebrar as associações automáticas entre o acender o cigarro e a rotina de trabalho dos funcionários. Muitos fumantes relatam que ter que ir ao fumódromo, tira o encanto do ato de fumar, além de contribuir para uma importante redução no consumo diário. Há também os que se surpreendem com a própria capacidade de passar várias horas sem fumar.

Estas áreas, denominadas de “fumódromos”, devem ser reservadas apenas para este fim, ou seja, não compartilhada por outros funcionários não fumantes ou visitantes, arejadas e isentas de risco de explosões ou incêndios. Deve-se dar preferência a locais abertos porém, pode-se utilizar salas desativadas que possuam janelas ou

varandas. Não deve-se colocar os fumódromos em locais que fazem parte do sistema de ar condicionado central, pois as substâncias tóxicas da fumaça do cigarro se disseminam através das tubulações e exaustores, contaminando outros ambientes e atingindo pessoas que se encontram em outros setores da instituição.

Se possível, o fumódromo pode ser um local agradável, com bancos, vasos de plantas, etc., para que o fumante não se sinta discriminado e não se revolte com a situação, passando a não mais frequentá-lo, e a fumar escondido. Também, é importante que nos fumódromos sejam deixadas afixadas mensagens de estímulo para deixar de fumar.

A idéia é que com o decorrer do tempo, quando o programa de apoio aos fumantes para deixar de fumar já estiver funcionando, com bom resultados, os fumódromos possam vir a ser paulatinamente reduzidos, até o total banimento e o ato de fumar não mais permitido dentro das áreas da instituição.

A sinalização da instituição como livre de fumo:

A ampla sinalização do espaço físico contribui e estimula o respeito às normas de não fumar na instituição, e deve ser iniciada na data escolhida para a restrição ao consumo dos derivados do tabaco. A sinalização envolve a colocação de placas “Ambientes Livres do Cigarro” nas áreas de maior circulação como entradas, hall de elevadores, corredores, cantinas, elevadores, banheiros, escadas, bibliotecas, salas de reuniões, e também das placas indicativas de fumódromos, nos locais escolhidos.

varandas. Não deve-se colocar os fumódromos em locais que fazem parte do sistema de ar condicionado
varandas. Não deve-se colocar os fumódromos em locais que fazem parte do sistema de ar condicionado

Os fumódromos devem estar bem sinalizados, e orientações quanto às suas localizações no prédio, devem ser colocadas nos diversos setores da instituição. Volantes enfatizando essa nova realidade devem ser entregues a todos que ingressarem no espaço interno da instituição.

Nas áreas de atendimento ao público devem ser colocados cartazes e folhetos informativos, sobre as restrições ao consumo de derivados do tabaco.

Remoção de cinzeiros:

A partir da data marcada como “dia D”, a partir da qual a instituição se tornará livre de fumo, os cinzeiros devem ser removidos, para que

os fumantes não se sintam

tentados

a

fumar

em

locais

não

permitidos, e colocados apenas nos fumódromos.

Algumas instituições utilizam-se de caixas de areia, que tendo a função de coletores de lixo ou escarradeiras, podem ser confundidas com cinzeiros, devendo portanto, serem trocadas por outros tipos de coletores de lixo.

Retirada

de

qualquer

material

derivados do tabaco:

promocional

de

Com a instituição livre da poluição tabagística ambiental, qualquer material promocional de derivados de tabaco, como cartazes, propagandas, revistas, etc, deve ser retirado, para que haja coerência com o Programa.

A Campanha de lançamento do Programa:

Enquanto procede-se a sinalização da instituição, o dia estipulado para se tornar livre da poluição tabagística ambiental, também chamado de dia "D", deve ser divulgado com bastante antecedência, através de boletins internos, cartas aos funcionários, cartazes, folhetos, auto-falantes internos, ou qualquer outra forma efetiva de comunicação. Caso a instituição conte com apoio da comunicação social, a colaboração deste setor é de grande valia nesta fase. O início da fase de intervenção educativa deve ser bem marcado, podendo inclusive ser realizada uma campanha para divulgação da nova realidade da instituição.

Após a realização da avaliação inicial,

o Programa

INCA Livre do

Cigarro contou com uma campanha de lançamento que foi adaptada para que possa ser utilizada em qualquer instituição que esteja interessada em implantar o Programa.

A referida campanha, envolve três fases que antecedem o dia "D", cujo objetivo é o de preparar todo o corpo funcional da instituição para as novas regras.

A primeira fase conta com um cartaz, afixado durante 2 semanas, nas entradas e em algumas áreas de circulação

da instituição (cartaz 1), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.

Cartaz 1

Na segunda fase, o cartaz 1 será substituído pelo cartaz 2, sendo acompanhado pela distribuição do folheto 1 nas entradas da instituição. Os folhetos contém dados impactantes sobre o tabagismo e estabelecem uma data (geralmente 2 semanas) a partir da qual só seria permitido fumar nas áreas indicadas como fumódromos.

da instituição ( cartaz 1 ), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.

Folheto 1

da instituição ( cartaz 1 ), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.

Cartaz 2

Na terceira fase, ou dia "D", o cartaz 3 será afixado no lugar do cartaz 2, e haverá distribuição de folhetos informando que a partir daquela data não será mais permitido fumar fora dos fumódromos, esclarecendo as razões para não fumar naquela instituição e orientando os fumantes a procurarem apoio para deixar de fumar (inclusive distribuindo material de auto-ajuda). Paralelamente a esta fase, procede-se a sinalização da instituição, assim como a colocação de mapas com a localização dos fumódromos.

Folheto 2

da instituição ( cartaz 1 ), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.
Cartaz 3
Cartaz 3
da instituição ( cartaz 1 ), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.
da instituição ( cartaz 1 ), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.
da instituição ( cartaz 1 ), com o objetivo de trazer a discussão sobre o tema.

Comemorações de datas alusivas:

É importante que o tema tabagismo seja mantido constantemente em evidência ao longo do ano, sem o qual o Programa se limitará ao impacto da campanha inicial. Por isso, paralelamente ao processo de sensibilização do corpo de funcionários, deve-se, aproveitar as comemorações internas das datas alusivas ao tema (31 de maio - Dia Mundial sem Tabaco; 29 de agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo), assim como outras datas (Dia Internacional da Saúde, o Dia Internacional da Mulher, Dia da Criança, Dia Nacional de Combate ao Câncer e outras datas), para abordar o tema tabagismo.

Para a comemoração das datas alusivas que, a cada ano envolvem um subtema relacionado ao tabagismo (por exemplo, tabagismo e artes, tabagismo e esportes, tabaco e economia, tabaco e mídia, tabaco e criança etc), a comissão executiva deverá procurar a coordenação do Programa para obter maiores informações e o material educativo de apoio.

Inserção do tema em debates, seminários e outros eventos realizados na instituição:

Como estratégia para manter o assunto em constante discussão, deve-se procurar inserir o tema em qualquer tipo de evento (seminários, simpósios, feiras de saúde, semana interna de prevenção de acidentes, etc), que venha a ser realizado na instituição, quer através de palestras, mesas redondas ou mesmo colocação de material educativo em stands, quer apenas na distribuição dos mesmos. Para obter material suficiente, recomendamos buscar apoio com a coordenação do Programa.

Divulgação do resultado da pesquisa:

É importante que antes da implantação do programa, seja realizada uma pesquisa de prevalência de tabagismo entre os funcionários da instituição, para sabermos quantos são os fumantes, quantos querem deixar de fumar e o que os funcionários pensam sobre a restrição do consumo de tabaco nas dependências da instituição (maiores detalhes mais adiante no tópico Avaliando o Programa). Estas informações são importantes para respaldar o processo de implantação do programa e permitirá que no futuro os resultados desta implantação sejam avaliados em termos de redução de número de funcionários fumantes na instituição.

Além disso, os resultados da pesquisa poderão ser um assunto para

divulgação durante um evento para celebrar o dia “D”,

com

a

presença do diretor/presidente, como parte das comemorações das datas alusivas (Dia Mundial sem Tabaco ou Dia Nacional de Combate ao Fumo), ou mesmo em evento isolado. O importante é que se faça uma intensa divulgação para que todos os funcionários tomem conhecimento dos resultados.

Distribuição de material educativo:

Com o objetivo de manter o tema em evidência e chamar a atenção da população leiga (visitantes), deve-se facilitar o acesso às informações sobre tabagismo. Isso pode ser feito, através de folhetos explicativos que podem ser distribuídos à entrada da instituição ou através de cartazes espalhados por toda a instituição.

Inserção

do

tema

em

culturais internos:

eventos

científicos

ou

Como parte da sensibilização dos profissionais da instituição, a comissão executiva deve entrar em contato com as chefias de serviço ou comunicação social para que, durante as reuniões de serviço, eventos científicos ou culturais, seja apresentado um resumo do objetivo e das ações do Programa.

Também pode-se inserir palestras, conferências ou mesas-redondas sobre tabagismo em eventos em geral, mostrando a importância do tema em termos de saúde pública e conscientizando os profissionais para que valorizem o tema e passem a se engajar no Programa.

Treinando o pessoal de segurança, da recepção, da limpeza e da copa:

Embora o compromisso em manter a instituição livre de fumo seja de todos os funcionários, cabe aos seguranças e recepcionistas, nas suas atribuições diárias, zelar de maneira mais intensiva para que sejam respeitadas as regras de fumar apenas nos fumódromos. Além disso, outros grupos de profissionais que circulam amplamente na instituição como o pessoal da limpeza e da copa, podem colaborar desde que sensibilizados e envolvidos no processo.

Sem dúvida, o envolvimento

e

a

motivação

deste grupo de

funcionários é fundamental para que o programa tenha sucesso. Para alcançar este objetivo, o treinamento apresenta três partes fundamentais: a primeira, mais informativa, procura explorar alguns dados sobre o impacto do tabagismo para a saúde do fumante e do

não fumante e para o meio ambiente, associando-os à importância do programa na proteção da saúde de todos. A segunda procura valorizar o papel destes funcionários no andamento do programa e uma terceira, envolve uma dinâmica, na qual são realizadas provas situacionais baseadas na rotina destes funcionários e discutidas as formas mais adequadas para se abordar um indivíduo que é encontrado fumando em área não permitida.

Neste treinamento deve ser bem enfatizada a importância do respeito, da discrição e da educação na hora da abordagem. A apresentação da portaria interna e a normatização no treinamento é também de fundamental importância, uma vez que oferecem o respaldo da instituição, para a atuação deste grupo de funcionários. No Anexo 5, encontram-se as orientações para esta atividade.

Ações dirigidas aos profissionais de saúde:

Os profissionais de saúde devem ser sensibilizados sobre a influência que exercem na população assistida. Devem também, ser conscientizados do importante papel que representam dentro do Programa, estimulando-os a respeitarem a restrição de fumar na instituição, incluindo o ambulatório, e a adotarem hábitos saudáveis de vida. Também é importante que estes profissionais sejam estimulados a realizar um efetivo aconselhamento a seus pacientes, sobre adoção de hábitos alimentares saudáveis, práticas de exercícios físicos, comportamentos sexuais seguros além de apoiar seus pacientes fumantes no processo de cessação de fumar.

Um dos pontos mais importantes para o sucesso do Programa, é conseguir que o maior número de funcionários, fumantes e não fumantes entendam a filosofia do mesmo e o apoiem. Portanto, é fundamental que se forme uma massa crítica de funcionários conscientizados sobre a importância de um ambiente de trabalho livre da poluição tabagística ambiental, para que se atinja o objetivo de despertar o espírito de colaboração entre todos e mudar a cultura de aceitação do tabagismo como algo normal em um setor de saúde da instituição.

Todos os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc.) devem ser esclarecidos sobre o Programa, através de treinamentos, palestras ou então de inserção de informações num espaço de 10 a 15 minutos sobre o tabagismo e a filosofia do Programa, antes de qualquer evento interno científico ou não.

Ações dirigidas aos funcionários:

Mantendo o objetivo de conscientizar o maior número possível de funcionários da instituição, sobre a filosofia do Programa, deve-se realizar treinamentos para a equipe administrativa. Da mesma forma que os anteriores, este treinamento deve constar de uma apresentação sobre o tabagismo e seu impacto sobre a saúde de fumantes e não fumantes e de outra apresentação, que explicará a filosofia e os objetivos do Programa.

Com estes funcionários, pode-se realizar dinâmica de crenças, para se saber o que eles entendem sobre tabagismo ativo e passivo, e também dinâmica de situações que podem ocorrer na instituição, após a restrição do fumo aos fumódromos e como eles se portarão diante dessas situações.

Avaliando e Monitorando o Programa:

Considerando os objetivos do programa foram selecionados alguns indicadores para avaliação do processo de sua implantação. A mensuração desses indicadores antes e durante a fase de intervenção, e depois de um e dois anos da intervenção educativa, permitirá avaliar o real impacto e a sustentabilidade do programa.

Cabe a cada instituição, definir que indicadores serão utilizados para avaliar a implantação do programa.

Indicadores

programa:

sugeridos

para

avaliação

do

Foram escolhidos indicadores que pudessem mostrar o panorama do que se passa na instituição no que se refere ao respeito às normas de não fumar na instituição e de mudança na cultura organizacional, assim como de atitudes e de comportamento de fumantes:

Eliminação da poluição tabagística ambiental

Número de pontas de cigarro fora dos fumódromos;

Identificação de pessoas fumando fora dos fumódromos (escondidas ou não).

Mudança na cultura organizacional

Relato de resistências por parte de fumantes;

Relato de profissionais fumando afrontosamente;

Venda de derivados de cigarro na cantina da instituição;

Participação de funcionários nas comemorações de datas

alusivas; Apoio aos fumantes que querem deixar de fumar;

Inserções do tema em eventos da instituição.

Indicadores

de

mudanças

de

atitudes

e

comportamento dos fumantes

Prevalência de fumantes;

Proporção de fumantes motivados a deixar de fumar;

Proporção de fumantes favoráveis à restrição do consumo de

derivados de tabaco na instituição.

Contagem de pontas de cigarros:

A contagem de guimbas ou pontas de cigarros funciona como indicador do respeito às normas de restrição ao consumo de derivados do tabaco na instituição. Esta contagem pode ser feita observando-se as caixas de areia/cinzeiros, que geralmente são distribuídas por toda a instituição. Caso não haja esse tipo de coletor, pode-se buscar apoio do pessoal da limpeza.

Essa avaliação deverá ser feita em dias diferentes (3 dias por semana), de preferência nos mesmos horários, durante pelo menos 3 semanas, para obtenção de uma média de guimbas por setor da instituição. Serão registrados os setores onde foram realizadas as mensurações iniciais, que deverão ser repetidas nos mesmos locais nas contagens subseqüentes. Para que se possa acompanhar a evolução da mudança no panorama de guimbas, esta contagem deverá ser feita imediatamente antes da intervenção, 1 mês, 3 meses, 6 meses e 1 ano após o início da intervenção. É interessante registrar os locais onde a concentração de guimbas é maior, pois durante a fase de monitoramento, estes locais poderão necessitar de uma maior atenção.

O esperado em uma instituição onde não existe nenhum tipo de restrição ao consumo dos derivados do tabaco é encontrar número elevado de guimbas tanto nas caixas de areia como jogadas pelo chão. Com a implantação do programa, espera-se uma gradual redução do número de guimbas nestes coletores assim como no chão, os quais deverão se concentrar apenas nos fumódromos. A construção de um gráfico evolutivo da mudança do perfil de concentração de guimbas na instituição ilustrará o trabalho e será um importante instrumento de divulgação do sucesso do programa.

Contagem de pessoas fumando na instituição:

Da mesma forma que se procede com a contagem de guimbas, recomenda-se também contar pessoas fumando nas diferentes áreas da instituição. Assim, se permitirá a obtenção de outro indicador, o de respeito às restrições ao consumo de derivados de tabaco. Também deve ser feita em dias diferentes (3 dias por semana), de preferência

nos mesmos horários, durante pelo menos 3 semanas, para obtenção de uma média de pessoas fumando. Avaliar também imediatamente antes da intervenção, 1 mês, 3 meses, 6 meses e 1 ano após o início da intervenção, registrando os locais onde se concentrou o maior número de pessoas. Neste procedimento, procurar na medida do possível identificar os indivíduos por profissão e por setor. Aqui também podemos construir um gráfico ilustrativo da evolução deste panorama ao longo da implantação do programa.

É fundamental que estes dois tipos de avaliação precedam qualquer outro tipo de pesquisa ou intervenção e que seja executado da forma mais discreta possível e sem nenhuma conotação policialesca, para que não haja qualquer interferência no comportamento de alguns fumantes, que passarão a adotar o hábito de se esconder para fumar, bem como de esconder as guimbas.

Com estes dois tipos de avaliação, será possível obter um panorama da situação do consumo dos derivados do tabaco na instituição antes e depois da implantação do programa.

Identificação

de

venda

de

cigarros

ou

outro

derivado do tabaco na cantina ou lanchonete localizada nas dependências da instituição:

Deve constar na avaliação inicial de qualquer programa. Pode ser verificado inclusive o número médio de pacotes de cigarros vendidos, presença de cigarros de Bali, venda de cigarros avulsos, e quem compra com mais freqüência (funcionários ou visitantes).

Pesquisa entre os funcionários da instituição:

Esta pesquisa tem por finalidade avaliar a prevalência de tabagismo na instituição, conhecer a opinião dos funcionários sobre a política de restrição ao consumo dos derivados do tabaco, suas crenças e conhecimentos sobre o tema.

Sua organização permitirá um diagnóstico do atual perfil do tabagismo entre os funcionários da instituição (o número de fumantes por idade, sexo, profissão, quantos fumantes querem deixar de fumar, opinião dos funcionários sobre as restrições ao consumo de tabaco nas dependências da instituição, etc). Esse diagnóstico no futuro servirá de parâmetro para a avaliação do desfecho do processo de implementação da política de restrição ao fumo. Além disso, a própria

pesquisa funcionará como um processo de sensibilização inicial dos funcionários da instituição. Caso se pretenda trabalhar outras questões de saúde e estilo de vida, ao lado da questão tabagismo, pode-se obter outros dados como hábitos alimentares, hábitos de se protegerem do excesso de sol, de praticarem algum exercício físico, de valorizarem a própria saúde, etc. assim como o que pensam sobre a importância da prevenção.

Para que possamos garantir uma comparabilidade desses dados, com outras pesquisas, desenhamos um modelo para realização desse estudo. No Anexo 6, Conhecendo o Perfil do Tabagismo dos Funcionários da Instituição são oferecidas orientações sobre como proceder para obtenção de uma amostra de funcionários, representativa do total de funcionários da instituição, assim como bases para aplicação e resgate do maior número de respostas aos questionários. Em outro anexo, fornecemos o questionário já testado para essa pesquisa.

Avaliação qualitativa:

É comum que no decorrer das políticas de restrição ao consumo de derivados do tabaco, alguns fumantes deixem de fumar e outros reduzam o número de cigarros fumados. Pesquisas mostram que políticas de restrição ao consumo de derivados do tabaco em ambientes de trabalho, vêm resultando em taxas de cessação de fumar da ordem de 10 a 20% em um ano (Repace, 1993).

Com o objetivo de monitorar e reforçar estes resultados positivos, de avaliar como os funcionários estão vendo o programa e de envolver mais os funcionários através da solicitação de sugestões e opiniões, busca-se a realização de avaliação qualitativa. Nesse caso, através de entrevistas curtas, pode-se obter informações sobre mudanças no comportamento de fumar, informações e opiniões sobre as mudanças ambientais resultantes da intervenção e principalmente, sugestões. Através da obtenção de opiniões e de sugestões, podem ser obtidas idéias interessantes para melhoria dos resultados do programa, além de se criar mais uma forma de evidenciar o interesse da instituição no programa.

Neste tipo de avaliação não há necessidade de fazer amostragem. Escolhe-se para serem entrevistadas pessoas chaves ou seja, as que exercem cargos de chefia, algum tipo de liderança e principalmente, pessoas que devido ao tipo de ocupação, circulam mais nas dependências da instituição. Desta forma é importante entrevistar chefias, vigilantes, recepcionistas, faxineiros e pessoal da área da saúde. Também é interessante que entre os entrevistados tenhamos representantes das categorias fumantes, ex-fumantes e nunca fumantes com intuito de ouvir a opinião principalmente dos fumantes

e

avaliar

o

quanto

o

programa

está

influenciando

o

seu

comportamento de fumar, no sentido de fazê-los deixar de fumar ou

reduzir o consumo.

No Anexo 7, fornecemos os modelos de questionários que foram utilizados para a pesquisa de opinião (qualitativa) entre funcionários do INCA. São três os roteiros para os entrevistadores. Um para fumantes (F), outro para não fumantes(NF) e o último para ex- fumantes (EX). Além desses roteiros, fornecemos também um roteiro de apresentação do entrevistador ao entrevistado.

Supervisionando e monitorando o processo

É crucial que pelo menos durante os primeiros 18 meses, o programa seja supervisionando e monitorado de perto pelo coordenador e a equipe executiva da instituição. Através de reuniões mensais, os principais obstáculos podem ser identificados e possíveis soluções podem ser encontradas. É um exercício bastante interessante, onde surgem muitas idéias criativas, que podem inclusive ser repassadas, como experiências positivas, para outras instituições. O importante é que todos da comissão sejam envolvidos e ouvidos em cada reunião, devendo-se fazer anotações sob a forma de ata. A partir desta pode- se obter um relatório do andamento do processo de implantação, além de se armazenar "idéias". A cada 3 meses a comissão deve reunir-se com a direção da instituição e o coordenador estadual ou municipal, devendo nesta ocasião serem repassados, dados relevantes para o coordenador municipal ou estadual.

A supervisão e o monitoramento envolvem a realização de algumas tarefas por parte desta comissão, listadas abaixo:

1. percorrer a instituição semanalmente para:

avaliar a manutenção da sinalização e providenciar sua imediata reposição quando necessária;

contar as guimbas em todos os setores da instituição e nos

fumódromos (pode-se também envolver o pessoal da limpeza para rastrear a presença de guimbas por setor, repassando para os integrantes da comissão) avaliar abordagem dos vigilantes e recepcionistas, reunindo-

se periodicamente com eles, e treinando os novos funcionários dessa categoria; fazer cumprir a portaria e normatização, notificando os

infratores

e

sua

chefia

imediata

e

na

possibilidade

de

identificá-los, notificar

a

chefia

do

setor

onde

forem

encontradas guimbas ou pessoas fumando( obs : essa

notificação deve contar

com

a

assinatura da

direção no

anexo 5 fornecemos uma sugestão para notificação por

escrito)

manter fumódromos arrumados.

  • 2. divulgar na instituição materiais e informações relacionadas ao Programa;

  • 3. organizar a distribuição de material educativo aos funcionários, bem como a exposição de vídeos em ocasiões propícias a este fim;

  • 4. organizar e coordenar os treinamentos para os funcionários da instituição;

  • 5. estimular os funcionários fumantes que desejem parar de fumar, oferecendo-lhes material de auto-ajuda, e se for o caso encaminhando-os para tratamento de apoio;

  • 6. coordenar comemorações de datas alusivas ao tabagismo, dentro da instituição;

  • 7. realizar reunião mensal de monitoramento do Programa;

  • 8. fazer relatório trimestral do Programa para a direção da instituição e para a coordenação central;

  • 9. realizar reunião mensal com a direção da instituição para repassar

o andamento do programa; 10. reunir-se a cada 3 meses com o coordenação central para balanço do andamento do programa, e repasse dos dados da avaliação mensal na instituição (nº de treinamentos, por essa atividade, contagem de guimbas, sinalização, etc). No Anexo 9, temos uma ficha com os principais dados que deverão ser avaliados no monitoramento.

  • 11. reunir-se com profissionais de saúde de nível superior . A partir do momento em que a instituição tenha disponibilizado um local específico para oferecer atendimento aos funcionários fumantes que desejem parar

de fumar, a comissão executiva

deve buscar, através de

treinamento, profissionais de saúde de nível superior, que

mostrem interesse, para que atendimento.

passem

a

oferecer

esse

No tópico de número 2, falaremos da estratégia de implantação de um Programa de Abordagem do Fumante, mostrando como a comissão executiva pode implantar este programa no ambulatório da instituição.

Avaliando o programa:

É fundamental para a sustentabilidade do Programa, que as comissões designadas pelas direções de unidades de saúde para executarem as ações do programa sejam estimuladas a realizarem reuniões de monitoramento, onde todos os passos alcançados, suas barreiras e possíveis soluções, sejam bastante discutidos.

De maneira sintética, podemos dizer que o Programa envolve uma avaliação que antecede o processo de intervenção propriamente dito, o monitoramento desse processo, e uma avaliação final.

2. O Programa Ajudando Seu Paciente a Deixar de Fumar

A segunda estratégia do Programa de Controle do Tabagismo em Unidade de Saúde ou em ambulatórios de serviços de saúde, em Ambientes de Trabalho, envolve a sensibilização e instrumentalização dos profissionais de saúde para que passem a valorizar o tratamento do tabagismo da mesma forma que valorizam o tratamento de qualquer patologia.

As ações educativas, amparadas por ações legislativas e econômicas, com vistas a informar e conscientizar a população sobre os malefícios do tabagismo, desestimular seu início entre os jovens, tornar os ambientes livres da poluição tabagística ambiental, reduzir seu consumo através do aumento de preço do maço de cigarros, dificultar o acesso aos derivados de tabaco, proibir suas propagandas, entre outras, geram uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de fumantes deseje parar de fumar.

Internamente, durante a implantação do Programa Ambientes de Trabalho Livres do Cigarro, as ações educativas realizadas pela comissão executiva, apoiadas pelo diretor da instituição, regulamentando o consumo de derivados do tabaco, criam um ambiente favorável a que funcionários e pacientes se conscientizem sobre a necessidade de parar de fumar.

Alguns desses fumantes conseguirão se tornar ex-fumantes apenas com esses estímulos externos, porém a grande maioria precisará de

apoio para deixar de fumar. Estudos mostram que 80% dos fumantes desejam parar de fumar, porém, apenas 3% conseguem parar sozinhos a cada ano.

A conscientização do profissional de saúde sobre a importância de valorizar o tratamento do fumante, deve ser priorizada como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo, sendo por isto, uma importante ação de saúde pública.

Hoje sabe-se que ex-fumantes vivem mais do que os que continuam a fumar, e que os benefícios ao deixar de fumar se estendem às faixas etárias mais avançadas. Os indivíduos que deixam de fumar antes dos 50 anos de idade, apresentam após 16 anos sem fumar, uma redução de 50% no risco de morte por todas as doenças tabaco- relacionadas, em relação aos que continuam fumando.Por volta de 64 anos, o risco de mortalidade é similar aos dos nunca fumantes, da mesma idade. Portanto, sabe-se hoje que os esforços para cessação de fumar, reduzem a mortalidade pelo tabagismo em um prazo mais curto do que a prevenção da iniciação no comportamento de fumar. (OMS, 1998)

Um outro aspecto bastante relevante para a valorização do tratamento do fumante, é em relação às estimativas de seu custo- benefício. Se apenas 2,7% a 3,7% dos fumantes deixassem de fumar através de uma abordagem comportamental, o custo estimado por ano de vidas salvas seria da ordem de U$ 748,00 a U$ 2.020,00, bastante inferior a mesma avaliação feita para o tratamento de hipertensão arterial de leve a moderada (U$ 11.300 a U$ 24.408), de hipercolesterolemia (U$ 65.511,00 – U$ 108189,00) e para o tratamento do infarto agudo do miocárdio, com estreptoquinase (U$ 55.000,00), todas doenças tabaco-relacionadas. Mesmo utilizando-se a reposição de nicotina como coadjuvante da abordagem comportamental, este custo seria da ordem de U$ 4.113,00 a U$ 9.473,00, ainda inferior aos demais tratamentos, acima mencionados (Crogham e col, 1997, Orleans 1993).

Portanto, o Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), e sob a orientação técnica da Diretoria de Prevenção e Vigilância (DPV), desenvolveu e está implementando o Programa de Abordagem do Fumante.

Esse Programa apresenta dois enfoques: “abordagem mínima” e “abordagem intensiva”, cujo fluxo de atendimento está exemplificado no Anexo10.

2.1 Abordagem Mínima do fumante:

Temos no país um contingente de 30,6 milhões de fumante (Ministério da Saúde, 1996). Para mudar esse quadro, com a conseqüente redução da prevalência de fumante no país, o Ministério da Saúde através do INCA vem buscando estimular os profissionais de saúde para que realizem uma abordagem mínima do fumante.

Essa abordagem deve ser priorizada em termos de saúde pública, pois pode ser realizada por qualquer profissional de saúde de nível superior que atenda paciente, durante sua consulta de rotina em ambulatórios de serviços de saúde, não tomando mais que 5 minutos de conversa, requerendo assim, poucos investimentos em termos de recursos humanos e financeiros. Ela consiste no método pergunte /aconselhe /prepare/ acompanhe.

A Comissão Executiva deverá sensibilizar a direção da instituição e os profissionais de saúde de nível superior para a realização da capacitação dos mesmos na Abordagem Mínima ao Fumante. Depois da sensibilização e listagem dos funcionários interessados, entrar em contato com a Coordenação Municipal/Estadual de Saúde de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer para agendar a capacitação da equipe multidisciplinar.

2.2 Abordagem Intensiva do Fumante:

A instituição que identificar uma grande demanda de fumantes interessados em deixar de fumar, pode implementar um centro de tratamento do fumante, num local apropriado somente para esse fim. Os fumantes passarão a receber uma abordagem intensiva, ou seja, com profissionais de saúde capacitados e que seriam responsáveis por esse trabalho.

O tratamento terá como eixo central, a abordagem comportamental, podendo ser em grupo ou individual, e o apoio medicamentoso ficará restrito aos casos em que houver indicação. A demanda de pacientes pode ser espontânea, ou através da política do ambiente de trabalho, de restringir o fumo aos fumódromos, ou então, através de encaminhamento pelos profissionais de saúde que realizaram a abordagem mínima, e não obtiveram êxito O Programa Prevenção Sempre gera uma demanda de fumantes que deixarão de fumar sozinhos e outros que precisarão de ajuda. Alguns fumantes mesmo com a abordagem mínima terão dificuldades e necessitarão de um acompanhamento mais intensivo. A Comissão Executiva deverá sensibilizar direção, chefias de serviços e demais profissionais de saúde do nível superior, para que se implantem um ambulatório para tratamento de fumantes, para os funcionários. O passo seguinte será entrar em contato com a Coordenação Estadual, para que os profissionais de saúde, interessados em desenvolver o trabalho na instituição, sejam capacitados.

Anexos

Anexos

Anexos Anexos
Anexos Anexos
1 1 Anexo Roteiro para sensibilização da da direção e e chefias

Anexo 11

Anexo

Roteiro

Roteiro para

para sensibilização

sensibilização dada direção

direção

ee chefias

chefias

1 1 Anexo Roteiro para sensibilização da da direção e e chefias
1 1 Anexo Roteiro para sensibilização da da direção e e chefias

Roteiro para sucinta apresentação do programa em reuniões internas da instituição (pontos a serem abordados), com vistas à sensibilização da diretoria e chefias intermediárias.

  • - O tabagismo é importante fator de risco para as duas primeiras causas de mortalidade por doença :

. doenças cardiovasculares : 45% (abaixo de

65 anos )

. câncer : 30% de todos os tipos de câncer 90 % dos casos de câncer de pulmão

  • - O número de mortes causadas pelo tabagismo supera o total de mortes causadas por AIDS, álcool, cocaína, heroína, acidentes de

trânsito, incêndios e suicídios.

  • - Atualmente, o cigarro mata cerca de 5 milhões de pessoas por ano

em todo o mundo, e no Brasil são cerca de 200 mil mortes por ano.

  • - Estima-se que até o ano 2020, o tabagismo estará matando cerca de

10 milhões de pessoas por ano no mundo, sendo que 70% destas

mortes ocorrerão em países em desenvolvimento( OMS).

  • - É fato comprovado que a exposição passiva a fumaça dos derivados

do tabaco é fator de risco para adoecimento e mortes entre não

fumantes.

  • - 95% dos ex-fumantes que abandonaram o tabagismo, o fizeram amparados por campanhas educativas e/ou aconselhamento e

intervenções motivacionais por profissionais de saúde;

  • - Políticas de restrição de consumo em ambientes de trabalho, vem

resultando em taxas de cessação de fumar da ordem de 10 a 20% em

um ano;

  • - Qualquer instituição

preservar a saúde deve:

coerente com o seu papel de restaurar e

buscar

eliminar

este

importante

fator de risco de suas

dependências;

 

estimular seus funcionários fumantes a deixarem de fumar;

estimular seus profissionais de saúde a considerarem o tabagismo uma doença e aconselharem seus pacientes a deixarem de fumar.

Anexo 22

Anexo

Cronograma

Cronograma dodo Plano

Plano dede Ação

Ação

2 2 Anexo Cronograma do do Plano de de Ação
2 2 Anexo Cronograma do do Plano de de Ação

PROGRAMA “AMBIENTES DE TRABALHO LIVRES DO CIGARRO” Plano de ação

Mês Estratégias Ações 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2
Mês
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1.a. Apoio as ações educativas
-
criação de Portaria Interna e normatização
-
treinamento de seguranças e recepcionistas
1. Intervenção
organizacional
na estrutura
1.b. Programa de apoio aos funcionários fumantes
que desejam parar de fumar
-
Sensibilização dos fumantes
-
Cadastramento de apoio aos fumantes
-
Tratamento de apoio aos fumantes
2.a. Identificação e organização dos fumódromos
2.
Intervenção na estrutura física
2.b. sinalização da instituição como livre de
fumo
2.c. remoção de cinzeiros
2.d. início da redução do número de fumódromos

PROGRAMA “AMBIENTES DE TRABALHO LIVRES DO CIGARRO” Plano de ação

Mês Estratégias Ações 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2
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3.a. Divulgações e campanhas educativas
-
Campanha para lançamento do programa
-
campanha do dia 31 de maio
-
comemoração do dia 29 de agosto
-
inserção do tema em eventos internos
3. Intervenção educativa
-
distribuição de materiais educativos
-
divulgação através de Boletim Interno
-
divulgação de mensagens através de
contracheques
-
divulgação através dos painéis da
comunicação social
-
divulgação através da distribuição de folhetos
-
divulgação de mensagens por sistema interno
de som
PROGRAMA “AMBIENTES DE TRABALHO LIVRES DO CIGARRO” Plano de ação Mês Estratégias Ações 1 1 1
PROGRAMA “AMBIENTES DE TRABALHO LIVRES DO CIGARRO” Plano de ação Mês Estratégias Ações 1 1 1

PROGRAMA “AMBIENTES DE TRABALHO LIVRES DO CIGARRO

Plano de ação

Mês Estratégias Ações 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2
Mês
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3.b. Treinamentos
falando sobre tabagismo (todos os
profissionais)
-
-
ajudando seu paciente a deixar de fumar
(médicos enfermeiros e psicólogos)
3. Intervenção educativa (Cont
-
formação de multiplicadores

Anexo 33

Anexo

Cadastro

Cadastro dada Instituição

Instituição

3 3 Anexo Cadastro da da Instituição
3 3 Anexo Cadastro da da Instituição
Ministério da Saúde - Instituto Nacional de Câncer - INCA Coordenação de Prevenção e Vigilância -

Ministério da Saúde - Instituto Nacional de Câncer - INCA

Coordenação de Prevenção e Vigilância - Conprev

Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer

INSTRUMENTO DE CADASTRO DAS INSTITUIÇÕES NO PROGRAMA

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer requer um
O Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer requer um
monitoramento efetivo. Para tal, contamos com seu apoio. Por favor preencha todas as informações
solicitadas sem utilizar abreviaturas. Desde já agradecemos sua atenção.
DATA: ___
/
___
/
______
Assinale o canal de atuação (tipo de instituição):
|
__
|
Unidade de Saúde
|
__
|
Ambiente de Trabalho
Qual a sua área de interesse no momento?
|
__
|
Tabagismo
|
__
|
Alimentação/Atividade Física
|
__
|
Exposição
solar
Nome Completo da Instituição: CNPJ (antigo CGC): | __ | __ | | __ | __
Nome Completo da Instituição:
CNPJ (antigo CGC): |
__
|
__
|
|
__
|
__
|
__
|
|
__
|
__
|
__
|
/
|
__
|
__
|
__
|
__
|
-
|
__
|
__
|
Endereço (rua/av.):
Número/Complemento:
Bairro:
CEP:
Município:
Código do Município (IBGE): |
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
UF:
Telefone: (| 0 | x | x |
|
__
|
__
|)
|
__
|
__
|
__
|
__
|
-
|
__
|
__
|
Fax:
__
__
|
http://
e-mail:
Quanto à prestação de serviços, esta Instituição é:
(a) |
|
filantrópica
(b) |
|
privada
(c) |
|
pública
(d) |
|
militar
(e) |
|
outros. Especifique: ________________________________________________________________
Sendo uma Instituição pública, está vinculada ao nível:
(a) |
__
|
federal
(b) |
__
|
estadual
(c) |
__
|
municipal
Relacione o número de funcionários desta instituição:
Se for uma Unidade de Saúde:
|
__
|
__
|
__
|
__
|
profissionais de saúde
|
__
|
__
|
__
|
__
|
profissionais da administração
|
__
|
__
|
__
|
__
|
profissionais dos serviços de apoio (copa, limpeza, vigilantes, etc.)
Se for um Ambiente de Trabalho (empresa):
|
__
|
__
|
__
|
__
|
funcionários (todos os cargos e funções)
(SOMENTE PARA UNIDADES DE SAÚDE) Quantos atendimentos são
realizados em média, por mês, nesta Unidade (caso não realize um destes
atendimentos marque 000000)?
(a)
|
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
consultas
(b)
|
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
emergências
(c)
|
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
__
|
internações
(SOMENTE PARA UNIDADES DE SAÚDE) Esta é uma Unidade de Saúde da Família?
(a) |
|
sim
(b) |
|
não

Quantas áreas com ventilação externa que possam servir de fumódromo esta instituição possui (caso

não tenha, marque 00)?

 

|

__

|

__

|

áreas

 

Indique quantos deste itens esta instituição possui(caso não tenha, marque 00):

 

|

__

|

__

|

andares

|

__

|

__

|

entradas

|

__

|

__

|

salas de reunião

|

__

|

__

|

salas de espera

|

__

|

__

|

bibliotecas/centros de estudo

|

__

|

__

|

auditórios

Através de que mecanismo esta Instituição obteve conhecimento do Programa Nacional de Controle do

Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer (se necessário, marque mais de uma opção)?

(a)

 

|

|

através do INCA

 

(b)

|

|

através da Secretaria Estadual de Saúde

 

(c)

|

|

através da Secretaria Municipal de Saúde

(d)

|

|

através de congressos, seminários ou eventos afins

 

(e)

|

|

através da mídia

 

(f)

|

|

através de comemorações dos dias 31 de maio, 29 de agosto e 27 de novembro

(g)

|

|

outros, especifique: _______________________________________________________________

Responsável pelo preenchimento

 

Nome:

 

Assinatura:

 

Setor de trabalho do responsável pelo preenchimento:

 

Carimbo da Instituição (se houver):

Anexo 44

Anexo

Modelo dada portaria

Modelo

portaria ee norma

norma interna

interna

para oo controle

para

controle dada poluição

poluição

tabagística

tabagística ambiental

ambiental

nana instituição

instituição

4 4 Anexo da da portaria Modelo e e norma interna o o controle para
4 4 Anexo da da portaria Modelo e e norma interna o o controle para

PROPONDO PORTARIA E NORMAS INTERNAS PARA O

CONTROLE DA POLUIÇÃO TABAGÍSTICA AMBIENTAL

Transcrevemos

a

seguir

modelo

de

Portaria

elaborada

para

o

Programa de Controle do Tabagismo em uma unidade de saúde que

poderá ser adaptada à qualquer Instituição,

com

algumas

sugestões incluídas.

Portaria nº ..

/

...

,

de ...

de

...

de 20

...

Data ....

O Diretor

................

, no uso de suas atribuições legais,

Considerando que o Art. 2º da Lei Federal nº 9.294, publicada em

DOU de 16.07.96, dispõe sobre as restrições ao uso de produtos

fumígeros em recinto coletivo privado ou público, salvo em áreas

destinadas exclusivamente para esse fim, incluindo nestes, hospitais

e postos de saúde ..

Considerando que as instituições

de saúde e seus profissionais são

modelos de comportamento social no que tange a preservação da

saúde;

RESOLVE, que o consumo de derivados do tabaco

produtores de fumaça na instituição, seja restringido às áreas

sinalizadas para esse fim - “FUMÓDROMOS”.

A fim de manter o programa

pelos seguintes membros:

.......

,

fica criada Comissão composta

-

-

-

Ordem de Serviço ato nº

...

/

...

O Diretor

.............

no uso de suas atribuições legais,

Considerando que o Programa ...........

,

visa conscientizar todos os

funcionários do

.........

sobre os malefícios decorrentes do ato de

fumar e a fim de que medidas educativas alcancem resultados

efetivos são necessários mecanismos legais que as reforcem.

Considerando que dentro do contexto do Programa, está previsto o

treinamento de pessoal de portaria (segurança e recepcionista) e

demais funcionários

......

,

buscando sensibilizá-los sobre o assunto,

bem como motivá-los a desempenhar uma importante função nesse

processo tais como, abordagem e orientação dos fumantes sobre as

regras de fumar nas áreas designadas para tal.

Considerando que a normatização desse processo tem como objetivo

dar seqüência e consistência ao processo educativo que ora vem

acontecendo na instituição, na medida em que respaldará o papel dos

profissionais treinados para o cumprimento da Portaria nº ..............

Considerando que para a elaboração destas normas, foram

consultados o Regime Disciplinar

.......

e

CLT,

DETERMINA a Normatização da abordagem de

fumantes no Programa

.........

conforme segue:

Normas - para funcionários

  • 1. Quando qualquer profissional do

.....

for visto fumando em

áreas diferentes das permitidas (fumódromos), deverá ser abordado

de forma discreta e polida pelos profissionais treinados para esse fim,

além das chefias , que o orientarão sobre as localizações dos locais

reservados para fumar (fumódromos), solicitando que apague o

cigarro ou qualquer outro derivado de tabaco produtor de fumaça

naquele local.

  • 2. Caso o indivíduo reincida ou se recuse a acatar a orientação

recebida deverá ser encaminhada uma notificação sobre a ocorrência

à sua chefia imediata, que por sua vez encaminhará uma cópia para

o representante do Programa

......

de cada setor. Na oportunidade, o

funcionário deverá ser esclarecido sobre os objetivos do Programa ....

e, se for seu desejo, será oferecido um encaminhamento para

tratamento (se houver esse tipo de apoio na instituição).

  • 3. Para os casos de funcionários notificados duas vezes

quanto ao cumprimento da Portaria nº

...

/03, o representante do

Programa ....

,

elaborará estratégias educativas voltadas para o

funcionário e seu ambiente de trabalho.

  • 4. Em caso de três notificações, o funcionário deverá ser advertido

com base no Artigo

...

do Regime .....

,

devendo os responsáveis

pelos setores de cada unidade solicitar abertura de processo

administrativo disciplinar, com vista a aplicação de advertência por

escrito (para casos de servidores públicos). Em caso de funcionários

regidos pela CLT, os responsáveis pelo setores poderão adverti-lo por

escrito, encaminhando a advertência ao Departamento de Pessoal,

com base no Artigo 482 da CLT.

  • 5. Com base

no

artigo

130

do

RJU

,

caso

o infrator

venha a

reincidir na violação da resolução da Portaria nº ...

/03

o mesmo

estará sujeito a abertura de novo processo administrativo com vistas

à penalidade de suspensão (não podendo o prazo da suspensão

exceder um máximo de 90 dias), ou quando houver conveniência

para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em

multa na base de 50% por dia de vencimento ou remuneração,

ficando o funcionário obrigado a permanecer em serviço (Para os

servidores públicos ). Em caso de funcionário regido pela CLT com

base no Artigo 482 da CLT, a suspensão se dará imediatamente após

a reincidência.

6.

Com

base

no

artigo

132

do

RJU

será aberto processo

administrativo com a aplicação das penalidades previstas que

poderão implicar até em demissão se houver insubordinação grave

em serviço ou

ofensa física em

serviço, o servidor ou a particular,

salvo em legítima defesa própria ou de outrem (Para os servidores

públicos ). Em caso de funcionário regido pela CLT, o funcionário

poderá receber a penalidade de demissão sumária pela direção,

conforme o Artigo 482 da CLT.

NORMAS

para pacientes internados e ambulatoriais

  • 1. Quando qualquer paciente do

.......

for visto fumando em áreas

diferentes das permitidas (fumódromos), os profissionais treinados

para esse fim, deverão abordá-lo de forma discreta e polida,

orientando sobre as localizações dos fumódromos e solicitando que

apague o cigarro ou qualquer outro derivado de tabaco produtor de

fumaça, e que se dirija ao fumódromo mais próximo.

  • 2. Caso o paciente se recuse a acatar a orientação recebida, os

profissionais treinados para esse fim, deverão encaminhar uma

notificação sobre a ocorrência à chefia do ambulatório bem como ao

seu supervisor, que por sua vez deverá encaminhá-la ao

representante do Programa Ambiente Livre do Cigarro na Unidade

(instituição).

  • 3. Caberá a supervisão de enfermagem (chefia do ambulatório)

encaminhar ao paciente notificado uma advertência por escrito

sobre o ocorrido e das conseqüências que poderão advir da

reincidência.

  • 4. Em caso de reincidência de qualquer paciente, o caso deverá

ser discutido com as chefias de enfermagem e médicas, responsáveis

pela enfermaria ou ambulatório, no qual o paciente se encontra , em

conjunto com o representante do Programa INCA (nome da

instituição) Livre do Cigarro, quanto à aplicação de penalidade de alta

administrativa.

6.

Em

caso

de paciente terminal

preso ao leito,

deverão ser

discutidas entre os componentes da equipe de saúde que o

acompanham, estratégias que permitam

este tipo

de

paciente

fumar sem prejuízo para os demais indivíduos, devendo estes casos

serem notificados ao representante do programa INCA livre na

unidade.

NORMAS - para visitas e acompanhantes

  • 1. Quando qualquer visitante

....

for visto fumando em áreas

diferentes das permitidas (fumódromos), os profissionais treinados

para esse fim (segurança e recepção), deverão abordá-lo de forma

discreta e polida, orientando sobre as localizações dos fumódromos e

solicitando que apague o cigarro ou qualquer outro derivado de

tabaco produtor de fumaça, e que se dirija ao fumódromo mais

próximo.

  • 2. Caso o indivíduo se recuse a acatar a orientação recebida, os

profissionais treinados para esse fim, deverão convidá-lo a retirar-se

do local, com o apoio da segurança, se for necessário.

PAPEL DA COMISSÂO DO PROGRAMA

.........

LIVRE DE TABACO

Cabe a cada participante da comissão do Programa

......

Livre do

Cigarro acompanhar o andamento de todas as ocorrências relativas a

infrações da Portaria X e, através de reuniões mensais de

monitoramento, elaborar estratégias educativas voltadas para o

funcionário e seu ambiente de trabalho, assim como para os

visitantes da instituição.

Anexo 55

Anexo

Treinamento dede pessoal

Treinamento

pessoal dada copa,

copa,

seguranças ee recepcionistas

seguranças

recepcionistas

5 5 Anexo de de pessoal Treinamento da da copa, e e recepcionistas seguranças Programa
5 5 Anexo de de pessoal Treinamento da da copa, e e recepcionistas seguranças Programa

Programa de Treinamento – Pessoal de Segurança, Recepção, Limpeza e Copa:

GRUPO ALVO - seguranças e recepcionistas;

NÚMERO DE PARTICIPANTES: 15 a 30 DURAÇÃO - 2 horas

1.

Introdução - 20 minutos

 

Objetivos:

 

apresentar os responsáveis pelo curso, situando-se como representantes do Programa (nome da

instituição) Livre do Cigarro apresentar o Programa ( nome da instituição) Livre do Cigarro

 

informar:

 

que o programa não é contra o fumante, enfatizando a idéia de ver no fumante um indivíduo

 

que apresenta um problema, necessitando de apoio e respeito para superá-lo;

 
 

sobre o exemplo da instituição e de seus profissionais

perante a comunidade que assiste

sobre a necessidade da instituição em ser exemplo, tornando-se livre do cigarro

( se for o caso)que a instituição: oferecerá apoio para os funcionários que queiram deixar de

 

fumar

 

sobre

o

papel

do

profissional

que

está

sendo

treinado,

como educador, modelo de

 

comportamento, agente de mudança de comportamento dentro da instituição, procurando valorizar a colaboração deste para o sucesso do programa.

2.

Dinâmica de grupo para apresentação dos participantes: 30 minutos.

 

Objetivos

 

começar a integração do grupo, partindo de algo fundamental como

conhecer-se

mutuamente,

estabelecendo uma relação interpessoal; romper o gelo para desfazer tensões;

 

demonstrar que nenhum membro do grupo passará despercebido;

estimular a participação de todos.

Processo:

 

O coordenador inicia, explicando que o exercício a ser realizado precisa que todos se sintam à vontade. Isto requer que todos saibam quem é quem, para que se conheça um pouco mais o grupo, através de seus componentes, facilitando a integração para os trabalhos. São várias as maneiras de tornar isto possível. Uma delas é esta que será feita neste momento. O que se pretende com este exercício é a apresentação a dois. Para isso, o coordenador solicita que:

os membros participantes formem subgrupos a dois, preferencialmente com parceiros

desconhecidos; os subgrupos formados se entrevistem mutuamente durante 5 (cinco) minutos, procurando obter

dados de identificação; após expirado o tempo de entrevista a dois, seja formado um grupo único, onde cada membro fará a

apresentação

do

colega

entrevistado,

durante

01

(um)

minuto;

ninguém

fará sua própria

apresentação; cada membro participante permaneça atento e que verifique se sua apresentação, feita pelo colega,

está correta e corresponde aos dados fornecidos.

 

OBS: dependendo do grupo, a apresentação poderá ser individual, levando no máximo 1 minuto por participante.

3.

Falando sobre Tabagismo ( exposição dialogada) - 30 minutos.

 

Objetivos : informar sobre o tabagismo e alguns de seus aspectos essenciais para motivar a atuação do

grupo alvo deste treinamento. Nesta exposição deverão ser apresentados de forma simplificada, os seguintes aspectos do tabagismo:

números impactantes sobre mortalidade por tabagismo;

componentes da fumaça do cigarro;

doenças causadas pelo tabagismo

informações sobre tabagismo passivo;

impacto ambiental ;

estratégias da indústria para manter e captar novos consumidores e a importância do trabalho da instituiçãopara se contrapor à estas estratégias.

Material didático: transparências ou slides.

Material de apoio:

Livro

e

transparências

"

Falando

sobre

tabagismo"

Processo: exposição com apoio de transparências e slides, durante a qual os participantes interrompem para esclarecer as dúvidas que vão surgindo. No entanto, o expositor deverá responder de forma objetiva, evitando divagações e desvios do tema, garantindo a continuidade da exposição.

Procurar na medida do possível fazer uma exposição interativa, provocando os participantes a colocarem suas crenças e opiniões a respeito do tabagismo e dos diversos ângulos da sua problemática, relacionados acima. Para evitar que a exposição se torne enfadonha, procurar detalhar numericamente os gráficos, utilizando-os apenas para abordar o tema de forma simples e direta.

4. Prova situacional:

Tempo necessário: 45 minutos.

Objetivos:

Desenvolver uma interação do grupo, através de trocas de experiências comuns e

pessoais à cerca dos temas: tabagismo como problema de saúde pública; controle

do tabagismo e papel de cada um neste contexto.

Além disso, espera-se:

envolver os membros do grupo a cerca do tema ;

exercitar os membros do grupo com situações do cotidiano;

estimular a reflexão, a argumentação e a sedimentação de conceitos pré-

existentes ou adquiridos durante o treinamento.

exercitar a capacidade de improvisação, tendo em vista os conhecimentos

adquiridos durante o treinamento.

exercitar a abordagem de fumantes com empatia e sem agressividade.

Processo:

O coordenador inicia, explicando que o exercício a ser realizado exige que todos se

sintam à vontade. O que se pretende com este exercício é estimular a utilização dos

conhecimentos adquiridos, através da improvisação. Deve-se nesse exercício

procurar desmistificar visões preconceituosas que os não fumantes geralmente

têm do fumante e principalmente, trabalhar a questão da abordagem do fumante

sem agressividade, de forma discreta e polida. Para isso o coordenador solicita que:

os membros participantes formem subgrupos de 4 (quatro) participantes num

total de 6 (seis) subgrupos;

cada subgrupo retire um tema entre os que ele tem no fichário;

os subgrupos iniciem uma conversa, com duração de 5 (cinco) minutos, visando

a articulação de uma dramatização sobre

o tema escolhido; cada membro deverá ter uma pequena participação na

dramatização;

após expirado o tempo para a conversa entre os subgrupos, seja formado um

grupo único, a fim de assistir as dramatizações de cada subgrupo, que

transcorrerão cada uma delas, no prazo estipulado de 7 (sete) minutos. Nesta

etapa, que durará aproximadamente 45 minutos, o coordenador fará breves

ponderações nos intervalos, das exposições dos subgrupos.

FICHÁRIO DE SITUAÇÕES PARA SUBSIDIAR EXERCÍCIO DE PROVA

SITUACIONAL

Num hall de recepção, duas pessoas esperam fumando ...

Vários funcionários estão na sala posterior à recepção preparando as atividades

que serão desempenhadas ao longo do dia, enquanto dois deles fumam ...

A supervisora, entra no elevador fumando .....

Na recepção, à entrada da instituição, um visitante aguarda para ser atendido e

enquanto espera para o atendimento ....

Seu chefe imediato fuma e é preciso sensibilizá-lo a apoiar o programa (nome

da instituição) Livre do Cigarro ....

No hall de entrada da instituição, um colega da segurança fuma enquanto

orienta a entrada das pessoas pela roleta ...

No corredor do ambulatório, o Dr Luís fuma enquanto caminha distraídamente,

em direção ao elevador. Sr João, o segurança nota o fato e aí ................

Marina, a recepcionista,

é abordada

por

uma pessoa que pede algumas

informações enquanto fuma ...................

 

No sanitário dos ambulatórios, duas faxineiras conversam e fumam

animadamente. Lúcia, a recepcionista, entra e ....

Anexo 66

Anexo

Conhecendo oo perfil

Conhecendo

perfil dodo tabagismo

tabagismo

dos funcionários

dos

funcionários dada instituição

instituição

6 6 Anexo o o perfil Conhecendo do do tabagismo funcionários dos da da instituição
6 6 Anexo o o perfil Conhecendo do do tabagismo funcionários dos da da instituição

Divulgação da ocorrência da pesquisa entre funcionários

Ofício nº

Data:

Comunicado 1

Da: Direção/Presidência

Para : Todos os funcionários

Prezado Sr. (a)

Dentro

do

contexto

de

gestão

para

qualidade,

uma

das

preocupações do (nome da instituição) é o bem estar de seus

funcionários. Buscando traçar um perfil do atual quadro de saúde e

estilo de vida do seu corpo funcional, em breve a instituição fará um

levantamento sobre estas questões. Com este objetivo, será realizada

inicialmente uma pesquisa, para qual serão selecionados,

aleatoriamente, alguns funcionários para a aplicação de um

questionário por entrevistadores treinados.

Caso o sr.(a) venha a ser selecionado esperamos contar com a

sua colaboração, para que juntos possamos buscar soluções visando

uma melhor qualidade de vida para o funcionário da instituição.

Informamos

também

que

o

conteúdo da entrevista será

inteiramente sigiloso, não havendo vinculação das respostas com a

identificação do entrevistado.

Atenciosamente

Comunicado 2

Ofício nº

/00

Data:

Da: Direção/Presidência (nome da instituição)

Para :

Prezado Sr (a)

Informamos que V.Sª. foi um dos funcionários selecionados

para participar da pesquisa sobre saúde e estilo de vida entre os

funcionários da instituição, e que em breve será procurado por um

entrevistador que lhe entregará um questionário. Este entrevistador

ficará a disposição para qualquer dúvida sobre as perguntas do

questionário.

Voltamos a lembrar que o conteúdo das informações são

confidenciais, e que sua contribuição será importante para elaboração

de novas estratégias para qualidade de vida e de trabalho dos

funcionários da instituição.

Atenciosamente,

Conhecendo o perfil do tabagismo entre funcionários da

instituição

A seguir serão apresentados os procedimentos necessários para a

seleção da amostra.

1ª etapa

Obter um cadastro junto ao Departamento de Recursos

Humanos.

Adotar os seguintes procedimentos:

  • 1. verificar se todos os funcionários da empresa contam do cadastro,

verificar inclusive os que se encontram de férias, licença etc.;

  • 2. certificar-se que no cadastro não existem duplicidades e/ou

omissões;

  • 3. eliminar as duplicidades, caso as mesmas existam;

Atenção! Um funcionário, mesmo que tenha duas ou mais atividades

na instituição, somente poderá figurar uma vez no cadastro.

  • 4. acrescentar ao cadastro as omissões de funcionários, caso as

mesmas sejam constatadas.

2ª etapa

Organizar o cadastro obtido junto ao Departamento de

Recursos Humanos.

Essa organização será feita da seguinte maneira:

  • 1. separar os funcionários pela função ou atividade que exerçam;

  • 2. organizar, após a separação dentro da atividade ou função,

segundo o sexo;

  • 3. ordenar os funcionários, após a separação por atividade ou função

e sexo, em ordem crescente/decrescente de idade;

Atenção!

Use como exemplo o Modelo de Organização do Cadastro,

no final desta etapa.

4.

numerar,

concluído

o

item

3,

os

funcionários em ordem

crescente/decrescente, com o número de dígitos correspondente ao

total de funcionários.

Exemplos:

  • 1. Se uma instituição tem 500 funcionários, o primeiro funcionário no

cadastro receberá o número 001, o segundo o número 002, e assim

sucessivamente, até atingir o número 500.

2.

Se

a instituição tem 1.300

funcionários,

o primeiro receberá o

número 0001,

número 1.300.

o segundo 0002,

e

assim por

diante até atingir o

Modelo de Organização de um Cadastro Fictício

1

30-39

M

TEC

309842

JULIO CESAR PINTO BALIU MÉDICO

2

30-39

M

TEC

247219

ANDRE LUIZ DE AZEVEDO ORNELLAS

MÉDICO

3

30-39

M

TEC

243329 MARCUS AUGUSTUS NEVES DE MELLOMÉDICO

4

30-39

M

TEC

285323

HELIO DA SILVA BRAGA MÉDICO

5

30-39

M

TEC

285544

IRAN CELIO DA SILVA VIANNA MÉDICO

6

30-39

M

TEC

237752 PAULO REZENDE QUINTANILHA

MÉDICO

 

7

30-39

M

TEC

246522

CIRO GRIPPI BARBOSA LIMA MÉDICO

8

30-39

M

TEC

291781

SILVIO FERREIRA MARQUES MÉDICO

9

30-39

M

TEC

291145

ENIO DOS SANTOS CARDOSO MÉDICO

10

30-39

M

TEC

272787

LUIS ANTONIO GOMES NAJAN MÉDICO

11

40-49

M

TEC

215902

WILSON CESAR TEIXEIRA RAMOS MÉDICO

12

40-49

M

TEC

241059

WILSON

VIEIRA DE SOUZA

MÉDICO

13

40-49

M

TEC

241075

JOAQUIM DIAS DA COSTA MÉDICO

14

40-49

M

TEC

264563

JOÃO BOLPETTI NETO

MÉDICO

 

15

40-49

M

TEC

221058

HELIO DA SILVA PIRES

MÉDICO

16

40-49

M

TEC

208469 CARLOS EDUARDO GAGLIANO MÉDICO

17

30-39

F

TEC

291633

JAQUELINE MARIA NAVEGA CRUZ MÉDICA

18

30-39

F

TEC

276073 JANILSE DE NAZARE SEDOVIM MÉDICA

19

30-39

M

TEC

272337

MARCOS JOSE DA SILVA ENFERMEIRO

20

30-39

M

TEC

243612 MARCELO SALGADO SANTORO ENFERMEIRO

21

30-39

M

TEC

287369

NELSON LUIZ LEAL FERNANDES ENFERMEIRO

22

30-39

M

TEC

247332

MARCELO JOSE DA SILVA ENFERMEIRO

23

30-39

M

TEC

286222 SERGIO DE ARAUJO FERREIRA ENFERMEIRO

24

30-39

M

TEC

289850

GETULIO MAURO ALVES BARRETO ENFERMEIRO

25

30-39

M

TEC

285692 MARCOS MARQUES DE SOUZA ENFERMEIRO

26

30-39

M

TEC

222291

CARLOS ALBERTO ALONSO LOPES JUNIOR

ENFERMEIRO

 

27

30-39

F

TEC

247367

RITA DE CASSIA ANTUNES GUIMARÃES

 

ENFERMEIRA

 

28

30-39

F

TEC

291455

ISABEL MARIA DOS SANTOS OLIVEIRA ENFERMEIRA

29

30-39

M

TEC

246409

FABIO CURY GABRIEL

AUX. DE

 

ENFERMAGEM

 

30

30-39

M

TEC

270466 MARCO OSWALDO DA COSTA FREITAS AUX. DE

ENFERMAGEM

31

30-39

M

TEC

241032

LUIZ CARLOS GOMES DO NASCIMENTO AUX.

DE ENFERMAGEM

 

32

30-39

M

TEC

310590 GIAN PAOLO LA VALLE REALE

AUX. DE

 

ENFERMAGEM

 

33

30-39

M

TEC

292010

SERGIO HENRIQUE DA SILVA PORTUGAL AUX.

DE ENFERMAGEM

 

34

30-39

M

TEC

234338

ROBERTO NEIJTS AUX. DE

ENFERMAGEM

 

35

30-39

M

TEC

242179

NEI TEOBALDO GOMES AUX. DE

ENFERMAGEM

 

36

40-49

M

TEC

241598

JOSE RENATO FALCAO CISNE AUX. DE

ENFERMAGEM

 

37

40-49

M

TEC

263613

RICARDO OTO DE SOUZA LIEBERENA

AUX. DE

ENFERMAGEM

 

38

40-49

M

TEC

287342

MARCIO VIEIRA DE SOUZA AUX. DE

ENFERMAGEM

 

39

30-39

F

TEC

247324

ANA LUCIA VICOSO DA CRUZ ALMEIDA AUX.

DE ENFERMAGEM

  • 40 PATRICIA DE AQUINO MENDES AUX. DE

30-39

F

TEC

291641

ENFERMAGEM

  • 41 JAIR GABRIEL FILHO

30-39

M

TEC

247111

DENTISTA

  • 42 270571 CARLOS HELENO GUILHON

30-39

M

TEC

DENTISTA

  • 43 275492 CESAR CASTELLO BRANCO ORLANDO DENTISTA

40-49

M

TEC

  • 44 MARIO SERGIO SOARES FRANCISCO

30-39

M

ADM

275727

ANALISTA DE

ADMINISTRAÇÃO A

  • 45 ALDINEIA CORDEIRO PATE DOS SANTOS

30-39

F

ADM

221732

ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO A

  • 46 LANA ALVES RANGEL ANALISTA DE

40-49

F

ADM

219207

ADMINISTRAÇÃO A

  • 47 ANA MARIA LEMOS DE OLIVEIRA

40-49

F

ADM

245470

ANALISTA DE

ADMINISTRAÇÃO A

  • 48 ANA LUCIA BARBOSA VIEGAS ANALISTA DE

30-39

F

ADM

244368

ADMINISTRAÇÃO B

  • 49 VALERIA DUARTE DE MAGALHÃES ANALISTA DE

20-29

F

ADM

311723

COMUNICAÇÃO B

  • 50 50-59 F ADM 208132

DOCUMENTAÇÃO A

MARIA GELZA MERIGUETTI PEREIRA

ANALISTA DE

51 30-39

F

ADM

276316 RITA DE CASSIA SAO PAILO DE A. ESTEVES

ANALISTA DE DOCUMENTAÇÃO B

3ª etapa

Determinar o tamanho da amostra.

Inicialmente será importante transmitir alguns conceitos.

  • 1. Censo - quando todas as pessoas da população sobre a qual se

deseja falar, entram no estudo.

  • 2. Amostragem - apenas parte das pessoas da população sobre a

qual se deseja falar entram no estudo.

  • 3. Amostra Aleatória - é quando todos os indivíduos têm uma

probabilidade conhecida e diferente de zero de serem selecionados.

  • 4. Amostra Aleatória Simples - é quando as pessoas têm igual

probabilidade de serem selecionadas para a amostra.

  • 5. Amostra Aleatória Estratificada - é quando se divide a

população a ser estudada em subgrupos, atendendo a alguma

característica importante, tal como idade ou estado sócio-

econômico, e se seleciona uma amostra aleatória de cada subgrupo.

  • 6. Amostra Sistemática - é um procedimento de seleção baseado

em alguma regra sistemática simples como, por exemplo, selecionar

indivíduos por idade. Para efetuar essa seleção, os indivíduos são

colocados em uma determinada ordem, crescente ou decrescente.

Utilizaremos para a determinação de nossa amostra, uma amostra

sistemática que neste caso apresenta maior eficiência do que uma

seleção aleatória simples. Isto ocorre principalmente pelo fato da

população objeto da pesquisa estar subdividida em grupos, tais como

faixa etária, sexo, escolaridade etc.

Para saber o tamanho da amostra que será utilizada na empresa,

consulte a tabela abaixo.

Tamanho da População

Tamanho da Amostra

(nº de funcionários)

(nº de funcionários)

até 500

entrevistar todos os funcionários -

censo

de 501 a 999

500

de 1.000 a 1.999

730

de 2.000 a 4.999

750

de 5.000 ou mais

800

A interpretação desta tabela é a seguinte:

  • 1. se a empresa possui 570 funcionários, o tamanho da amostra será

500; no caso de 1.300 funcionários será 730 e caso existam 3.300

funcionários, a amostra será 750.

  • 2. as empresas que possuírem 500 funcionários ou menos, todos

serão entrevistados.

4ª etapa

Selecionar a amostra.

Adotar os seguintes procedimentos:

1.

dividir o número

de funcionários pelo tamanho da

amostra;

Exemplo:

Número de funcionários na empresa - 824

Tamanho da amostra - 500

824:500 = 1,648

Nota: a.) O valor passa a ser chamado intervalo de seleção.

Nota: b.) Considerar somente duas casas decimais. No exemplo

acima, será considerado apenas 1,65 (arredondamento

normal).

2.

encontrar um número aleatório compreendido entre 1,00

e 1,65.

Para isso, utilize a Tabela de Números Aleatórios, no final desse

anexo, adotando os procedimento a seguir:

Use uma régua, como marcador vertical, para demarcar o número

de dígitos desejados (colunas). A primeira linha da tabela

numerada como 01-04; 05-08 etc, refere-se ao número de dígitos

contidos na coluna ..

No exemplo proposto serão consideradas três colunas, visto que o

tamanho da população é 824, que tem três dígitos. Neste caso o

número aleatório encontrado na tabela é 117, que é o primeiro

número encontrado menor que 165.

Poder-se-ia, também, ao invés de utilizar as colunas 2, 3 e 4,

utilizar as colunas 5, 6 e 7. Neste caso, o primeiro número

aleatório encontrado menor que 165, será 160.

Se o intervalo de seleção fosse 3,84, procura-se-ia um número

aleatório compreendido entre 1,00 e 3,84. Utilizando as colunas 1,

2 e 3, o primeiro número menor ou igual a 384 será 231; caso

utilize as colunas 5, 6 e 7, o primeiro número encontrado será 160.

Como o intervalo de seleção é 3,84, será utilizado o número 2,31

para o primeiro caso, e 1,60 para o segundo caso.

 

Exemplo:

O número aleatório encontrado foi 1,17.

 

3.

arredondar para o inteiro mais próximo;

 

Exemplo:

 

1,17 arredondado para o inteiro mais próximo será 1.

4.

o primeiro funcionário selecionado será o de número de

 

ordem 001;

 

5.

somar o intervalo de seleção ao número aleatório;

 

Exemplo:

 

1,65 + 1,17 = 2,82

6.

arredondar o número encontrado no item 5 para o inteiro

 

mais próximo;

Exemplo:

 

2,82 arredondado para o inteiro mais próximo será 3.

7.

o segundo funcionário selecionado será o de número de

 

ordem 003;

 

8.

somar o intervalo de seleção ao valor encontrado no item

5;

 

Exemplo:

9. arredondar o número encontrado no item 8 para o inteiro

mais próximo;

Exemplo:

 

4,47 arredondado para o inteiro mais próximo será 4.

 

10.

o terceiro funcionário selecionado será o de número de

ordem 004;

 

11.

somar o intervalo de seleção ao valor encontrado no

item 8;

Exemplo:

 

1,65 + 4,4 7 = 6,12

12.

arredondar o número

encontrado no item 11 para o

inteiro mais próximo;

Exemplo:

6,12 arredondado para o inteiro mais próximo será 6

 

13.

o quarto funcionário selecionado será o de número de

ordem 006;

 

14.

somar o intervalo de seleção ao número encontrado em

11;

Exemplo:

 

1,65 + 6,12 = 7,77

15.

arredondar o número

encontrado no

item

14 para

o

inteiro mais próximo;Exemplo:

7,77 arredondado para o inteiro mais próximo será 8

16. o quinto funcionário selecionado será o de número de

ordem 008;

Continuar o processo até atingir um número que somado

ao intervalo de seleção seja maior que 824.

Para facilitar

a execução

do trabalho de seleção, sugere-se a

construção de uma tabela com o seguinte formato:

 

aleat

=

1,17

soma

arrendodamento nº

de

ordem

int=1,65

 

selecionado

 

1,17

1,17

1

001

1.65

+ 1,17

2,82

3

003

1.65

+ 2,82

4,47

4

004

1.65

+ 4,47

6,12

6

006

1.65

+ 6,12

7,77

8

008

1.65

+ 7,77

9,42

9

009

1.65

+ 9,42

11,07

11

011

1.65 + 11,07

12,72

13

013

Tabela de números aleatórios

01-0405-0809-12 13-16

17-20

21-24

25-28

29-32

33-36

37-40

01

23 15

75 48

59 01

83 72

59 93

76 24

97 08

86 95

23-03

67

44

02

05 54

55 50

43 10

53 74

35 08

90 61

18 37

44 10

96 22

13

43

03

14 87

16 03

50 32

40 43

62 23

50 05

10 03

22 11

54 38

08

34

04

38 97

67 49

51 49

05 17

58 53

78 80

59 01

94 32

42 87

16

95

05

97 31

26 17

18 99

75 53

08 70

94 25

12 58

41 54

88 21

05

13

06

11 74

26 93

81 44

33 93

08 72

32 79

73 31

18 22

64 70

68

50

07

43 36

12 88

59 11

01 64

56 23

94 00

90 04

99 43

64 07

40

36

08

93 80

62 04

78 38

26 80

44 91

55 75

11 89

32 58

47 55

25

71

09

49 54

01 31

81 08

42 98

41 87

69 53

82 96

61 77

73 80

95

27

10

36 76

87 26

33 37

94 82

15 69

41 95

96 86

70 45

27 48

38

80

11