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CAPITULO I Fontes Art’ 1.°—-E” proibido, sob pena da multa de 5$00 a 20800, lavar roupa, hortalica ou quaesquer objectos nas fontes pi- plicas, lancar nelas pedras ou entulho, ou sujar, por qualquer forma, a agua das mesmas. Art. 2.°-—f’ proibido sujar, seja por que mancira for, a agua dos tanques ou depositos onde costuma beber o gado eee e cavalar, incorrendo o transgressor na multa de 5300 a 10300. CAPITULO IT Caminhos vicinais Art. 3.°--Ninguem pode apropriar-se de qualquer cami- nho vicinal ou veda-lo ao uso ptblico, sob pena da multa de 50$00, sendo o transgressor obrigado a por tudo no primitivo estado no praso de 2 dias. Art’ 4°—B’ proibido deitar cascatho ou entulho nos cami- nhoe vicinais, sem licenca da Junta, incorrendo o transgressor na multa de 15300, com a obrigacao de o retirar no praso de 2 dias, sea Junta o eines conveniente e para isso o avisar. ‘Art 5.°—E° proibido fazer, sem licenga da Junta, estru- meiras ou lancar estrumes nos caminhos e largos piblicos, sob pena da multa de 15$00 ¢ a obrigacao de retirar tudo den- tro de 24 horas. Art.’ 6°—B’ proibido obstruir os caminhos e largos pitbli- cos com carres, madeiras, lenhas, estrumes, pedras ¢ outros objectos, sob pena da multa de 40§00 por cada véz, com a obrigacao de retirar tudo no praso de 2 dias. Art? 2.°—E’ proibido deitar para os caminhos e largos piblicos, urina ou escrementos que produzam mau cheiro, sob pena da multa de 20$00. : Art.’ 8.°—E” proibido atravessar“com mina os caminhos piiblicos, sem licenga da Junta, sob pena da multa de 75$00, ficando ainda o transgressor obrigado a pér tudo no antigo estado, no praso de 8 dias. Art 9°—B? proibido passar, sem licenca da Junta, com ‘agua em caminhos piiblicos, em que isso no é uso antigo, sob pena da multa de 2§00 por cada metro'liniar. Art.’ 10.°—E’ proibido, sob pena da multa de 20800, dirigir aguas para caminhos ou largos publicos, ou fazer neles qual- quer escavacdo ou atalhadouro que os deteriore. CAPITULO III Terrenos paroquiaes Art. 11..—Todo aquele que se apropriar de qualquer ter- reno paroquial incorre na multa de 100$00 e ¢ obrigado a ti- rar qualquer vedac4o ou demarcacio que haja feito e por tudo no antigo estado no praso de § dias; e nfo o fazendo neste Praso, pagara a multa em triplo e todas as despezas que a Junta fizer para pér tudo no estado primitivo. Art. 12.°—Todo aquele que, sem licenca da Junta, abrir valas, fizer minas, régos, aquedutos ou valetas nos terrenos Paroquiaes incorre na pena de 25$00 de multa, sendo ainda obrigado a por tudo no antigo estado no praso de 8idias. Art. 13.°—E’ proibido cortar e esgalhar arvores nos terre- hos paroquiaes, ficando os transgressores obrigados A multa de 50800 por cada arvore que cortarem e de 10S00 por cada arvore que esgaiharem, sendo ainda obrigados. no caso de cérte, a plantar tantas arvores quantas tiverem sido cortadas. § 1°—No caso de reincidencia ficam os transgressores su- jeitos 4 penalidade do art.’ 416 do Codigo Penal. Art.® 14.°E” proibida a entrada de gado cavalar, vacum, lanigero, suino, ou de qualquer outra espécie, no adro da egreja, ficando os respétivos dénos obrigados 4 multa de 10300 em relacdo a cada animal dae quatro primeiras especies ¢ 2850 em relacdo a cada animal de outra eapecie: mas o total da multa nunca excedera, no primeiro caso, 50800, e, no seguado, 5800. Art.° 15.°—Nenhuma pedra arrancada ou quebrada em ter- renos paroquiaes poderé sér levada ou quebrada, sem que préviamente (se tenha tirado licenga e page 4 Junta 1800 por cada carro, sob pena de este imposto sér elevado. a 6$00,. por carro, ‘ ; : - CAPITULO LY i Licengas : Art. 16..—Todas as licencas de que trata este Codigo se- rho requeridas 4 Junta por ocasifio das euas sessdes, podendo tambem os interessados oat os competentes requerimen- tos, em qualquer ocasido, ao Presidente ou a um dos Vogaes da Junta que os apresentardo em sessio. Arte 11°—A: ee The. seja requerida uma licen- ga que possa lesar di ys de terceira pessba, mandard passar edital, convidando os interessados a reclamar contra a sua eoncessio. 4 Art. 18,°—Todas as licengas serio concedidas em seesao, passadas por escrito e assinadas pelo Presidente da Junta, Art.? 19.°—As licencas serio pagas por quem-as requerer, e a sua importancia serd a que constar da tabela organisada pela Junta. ‘ : a Art. 20°—A importancia das licengas reverte a fayor do cofre da Junta; ao Secretirio, porém, pertence o emolumento pelo documento que confere a licenga. CAPITULO ¥ - Multas Art. 21°As multas estabelecidas neste Codigo podem ser aplicadas pelos fiscacs da Junta, por a Guarda Nacional Republicana, ou ainda por qualquer membro da Junta. Art.° 22.°—Ag multas seréo pagas ao Tesoureiro da Junta pelo transgressor ou por outrém em’seu nome, no praso de 3 dias depois da sua aplicagao. Art.e 23.°—Se, no praso do art® anterior, 0 transgressor no der entrada no cofre paroquial com a importancia da multa, o Presidente da Junta manda-lo-ha avisar, perante duas testemunhas, para o fazer no praso de 3 dias. ‘Art© 2h°_Se o transgressor nao pagar no praso indicado no art? anterior, sera o auto'enviado ao poder Judicial. CAPITULO VI Fiscais Art’ 25°—A Junta poderd nomear os fiscais que forem ne- cessarios po © cumprimento das presentes Posturas. Art. 26.°-A nomeagio de fiscal 6 podera recair em indi- viduog de maior idade e que saibam ler e escrever. Art.t 21.°—A Guarda Nacional papel tem competen- cia, segundo o estabelecido no art. 21°, para fiscalisar e fazer cumprir as presentes Posturas. Art,’ 26°—Ao Presidente da Junta serd dado conhecimento da aplicagdo de qualquer multa no praso maximo de 8 dias. Art. 29.°—Os fiscais terao como remuneragao, além do or- denado que lhes fdr estabelecido pela Junta, metade da impor- tancia das multas que aplicarem, revertendo para o cofre da Junta a outra metade. Art’ 30..—A Guarda Nacional Republicana tem, como re- muneragdo, metade da importancia das multas que aplicarem, revertendo para o cofre da Junta a outra metade. “Art.” 31,°—Quando, porém, as multas forem aplicadas por a Junta, todo o seu produto reverteré para o cofre da Junta. Art” 32.°—No débro da multa incorrem os fiscais que en- cobrirem ou deixarem de multar os transgressores destas Pos- turas, nfo podendo esta multa ir além de 80700. CAPITULO VII Disposicées gerais Art 33.°—Aplicar-se 40, por cada transgressfio, tantas multas quantos forem os transgressores. a Arte 34*—Quando os transgressores andarem por conta doutra pessoa, contra ela terao direito de regresso quanto aa multas que pagarem. ‘ Art? 35.°—Sendo os transgressores menores, seréo respon- sayeis pelas multas em que eles incorrerem seus pais, tutores ow pessoas a cujo servico estiverem. 36.°—Se os transgressores forem pessoas estranhas & freguesia, a multa ey seri em dobro da estipulada. Art’ 37.°—N&o podendo os transgressores pagar as multas aplicadas, por nao terem meios, sero punidos com tantos dias de prisio, quantas vezes se contiver na respétiva multa a quantia de 5300. Art.° 38.°—As multas impostas por este Cédigo no preju- dicam qualquer acc4o civel que a Junta ou qualquer particular tenha direito de intentar contra o transgressor, para se inde- mnisar das perdas e danos resultantes da transgressio. Art? 39.°—Os prasos estabelecidos nestas Posturas contam- se desde a data da intimag4o ou aviso dos transgressores, Aprovadas pela Comissio Administrativa da Junta da freguesia de Lobao, concelho de Tondela, em sessdo de 6 de Abril de 1930. O Presidente—Joaquim de Ctivetra © Vice-Presidente—Aifiedo Simoes Duarle O Tezoureiro—Gntonio Francisco Pereira. CODIGO DE POSTURAS DA _ Junta de Fresuesia LOBAO 1980, ‘TIP. A. FIGUEIREDO TONDELA

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