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JOAO BERNARDO Marx critico de Marx LIVRO PRIMEIRO Epistemologia, classes sociais e tecnologia em “O Capital” Volume 1 AFRONTAMENTO/PORTO Maio 1977 © 1977, Jo&o Bernardo ¢ Edigdes Afrontamento Capa: Jodo B. EDIGOES AFRONTAMENTO Apartado 532 PORTO ADVERTENCIA a) As edig6des consultadas de O Capital 1. O Capital compie-se de trés livros. Destes, o primeiro foi editado varias vezes em vida do seu autor, sendo os outros dois péstumos, resultado da organizacao sistematica dos manuscritos varios deixados por Marx. O livro primeiro deve ser estudado fundamental- mente na verséo francesa (tradugao Roy), que Marx reviu e da qual afirmou: «Quaisquer que sejam as imper- feic¢des literarias desta edigéo francesa, ela possui um valor cientifico independente do original e deve ser con- sultada até pelos leitores familiarizados com a lingua alem&»> (na «Adverténcia ao leitor» da edig&éo francesa). Os livros segundo e terceiro foram editados por Engels, que seleccionou e ordenou os numerosos manus- critos de Marx. Recentemente Maximilien Rubel procedeu a nova edig&o desses livros; porém, foram raros os manus- critos nao incluidos na edigéo Engels que introduziu na sua versdo e limitou-se, em geral, a eliminar parte dos materiais que Engels usara. Nao oferece por isso dividas que a base do estudo de O Capital deveré ser a edigéo Engels, e nao a edigéo Rubel. Tomei, no entanto, em con- sideragaéo para a analise que agora apresento os textos incluidos por Rubel na sua edicéo de O Capital e que n&o se encontram na edigéo Engels. 2. Nao dominando a lingua alema, a base do meu estudo foi a tradugdo francesa das Editions Sociales. Para o livro primeiro, como vimos, a leitura da versao francesa nao constituira um problema. Para os outros dois livros levanta-se a questéo da sua traducao. A traducéo das Editions Sociales 6 unanimemente considerada pelos especialistas como muito boa. Foi por isso a que segui. No entanto, comparei-a com a traducado da edicgéo Rubel sempre que os textos aparecem nesta ultima, o que me permitiu um estudo mais cerrado da obra. Nos raros casos em que preferi a tradugio da edigao Rubel 4 das Editions Sociales, isso vem indicado em nota. 3. Na redaccao final do livro colocava-se o problema da traducio para portugués da verséo francesa que seguira. Apareciam-me duas alternativas: ou transcrever alguma das tradugdes j4 existentes, ou traduzir eu de novo a partir do francés. Foi esta ultima via que segui, pelas razdes que passo a indicar. Existem em lingua Portuguesa tr trés edigdes de O Capi- tal. Por -ordem de aparicao sao, res) amente, a edi- i -asileira, a. edic a e a edigdo primeira no Brasil e as duas tltimas em Forte tou, em 1 portugués, uma_linguagem demasi lado concentrada e pesada, por vezes dificil e sem- rengas conhecidas entre 8 e€ a portuguesa; 2.°) se f ee lez: 8 expre: Ges filosdficas. de ie Matz que “constituem um dos ‘elemen- eo eee é muito earner e parti- para_as andlises que levo a cabo io Centelha foi excluida por uma razio evi- dente: parou no fim da segunda secgao do livro pri- meiro, tendo permanecido desde ha trés anos sem conti- nuagao. Enquanto traducdo, apesar de um portugués nem sempre feliz, é conceptualmente bastante exacta. Muitissimo mais graves so as razdes que me levam a excluir por completo a edigio Delfos, obrigando-me a 6 avisar o leitor de que a consulta dessa traducio nao é s6 inutil para o conhecimento de O Capital, é absolutamente prejudicial. Quais as criticas principais que podem ser feitas a essa edigio? 1.°) Embora o tradutor dé a enten- der que a base da sua versio é a edico alema, é abso- lutamente evidente para quem a compare com a tradugao das Editions Sociales que o tradutor se limitou a seguir literalmente —e isto no melhor dos casos, como veremos ja em seguida—a versio das Editions Sociales, man- tendo até inalterada a sintaxe francesa. 2.°) Apesar de cada um dog volumes ostentar em evidéncia na capa a meng&o «versaéo integral», o texto esta amputado, por vezes de dezenas de paginas, sem que o leitor disso seja prevenido. Mais frequentes ainda sao os cortes de frases, a anulagéo de notas, a supresséo de periodos, a elimi- nac&éo de palavras—tudo isto sem qualquer aviso ao leitor. Sempre que, neste livro, transcrever alguma passa- gem que tenha sido suprimida na edigaéo Delfos, assina- larei em nota esse facto. 3.°) Nos livros segundo e ter- ceiro, em que algumas partes e, por vezes, capitulos inteiros, sfo da autoria de Engels, a edicio Delfos, nos casos em que transcreve tais passagens, nado assinala este facto. 4.°) Quase constantes sao as deturpag6es de sentido nas tradugdes, afirmagdes que se referem a um conceito e que sao vertidas como referindo-se a outro, frases afirmativas que so traduzidas negativamente, invertendo assim por completo 0 pensamento de Marx. etc. 5.°) Mas de inigualavel gravidade é a traducdo errada — frequentemente caricatural e por vezes até hilariante — de passagens fundamentais no pensamento de Marx. Sem pretender fornecer uma lista exaustiva, limitar-me-ei aos casos mais importantes que se me depararam: i) 0 par de conceitos opostos exotérico/esotérico (fundamental para compreender a critica de Marx a teoria econémica de Adam Smith) é indiferentemente traduzido pelo mes- mo termo: «esotérico»; ii) capital activo é traduzido por «capital funcional»; iii) vertendo do francés, o tradutor ignora que intérét quer dizer simultaneamente interesse e juro; assim, traduz «jwros» onde devia, na realidade, escrever interesses, 0 que o leva, por exemplo, ao absurdo de referir , «propriedade latifundidria» ou por «propriedade predial»; vi) teses filoséficas fundamentais da obra de Marx ficam inteiramente incompreensiveis, pois reificagdo é traduzido por «reinstalagdo» e fetichismo é traduzido por «feiticeiro». 6.°) Depois de tudo isto quase que aparece como de menor gravidade o facto de a diviséo em livros ter desa- parecido na apresentacgao da obra, bem como a alteragéo na numeragio dos capitulos e das secg6es. Em conclusao: a tradugao da edigdo Delfos é absolutamente inaceitivel. e sd lamento nao poder empregar aqui os tinicos termos que a caracterizariam com preciséo. O leitor que nao puder conhecer O Capital noutra lingua devera consultar exclusivamente a edigao Civilizacéo Brasileira que, apesar dos inconvenientes apontados, é fiel e honesta. Quando nos damos conta que a edic&o Delfos constituiu um éxito de livraria e que a maior parte dos portugueses que léem O Capital o consultarao nessa edigaéo, pode afirmar-se, sem qualquer exagero, que a tradugéo de O Capital na edigao Delfos constitui um verdadeiro crime piblico, um atentado contra a cultura e um ludibrio da boa-fé e da confianga dos leitores. Nao ignoro que as edigdes sao um investimento de capital como qualquer outro, e as tra- dugdes um mero negécio. Mas mesmo no mundo dos capi- 8 talistas ha uma palavra para caracterizar este tipo de negocios. 4. Pelas razées expostas, decidi proceder eu préprio a tradugdéo das passagens citadas de O Capital, partindo para isso da verso das Editions Sociales, comparando-a com as tradugdes das edicdes Rubel e Civilizagéo Brasi- leira; quando se tratava de textos provenientes das duas primeiras seccdes do livro primeiro cotejei-os também com a edigéo Centelha; comparei sempre, também, com a edi- ¢ao Delfos, para poder assinalar os disparates maiores e os cortes no texto. b) As referéncias as edigdes consultadas de O Capitar 1. A meng&o completa de cada uma das edigdes consultadas vira na Bibliografia Principal incluida a seguir a esta Adverténcia. 2. Ao longo do texto as referéncias serao sempre indicadas por abreviatura: As Editions Sociales apresentam O Capital dividido nos seus trés livros; o primeiro livro, por sua vez, é divi- dido em trés volumes, o segundo livro em dois volumes, o terceiro em trés volumes. Assim, as referéncias a esta edicao apresentarao primeiro, em maitsculas, as iniciais da editora; em seguida, em algarismos arabes, 0 numero do livro; depois, em nimeros romanos, a indicagéo do volume; finalmente o numero da pagina. A edicio Rubel encontra-se incluida nos dois volu- mes de textos econédmicos de Marx editados na colecgio Pléiade, e é geralmente conhecida pelo nome da colecgao. Assim, quando for caso de cita-la, mencionarei as duas primeiras letras do titulo da colecgao, seguidamente, em nimeros romanos, 0 volume (sem mencionar a qual dos livros de O Capital a passagem se refere) e, depois, a pagina. (O livro primeiro aparece publicado no primeiro volume e os dois restantes, na verséo Rubel, no segundo volume) A edicao Civilizagaéo Brasileira esta dividida nos trés livros da obra, sendo ainda o primeiro livro dividido em dois volumes e 0 terceiro livro em trés. No entanto, como a numerag&o das paginas em cada um dos livros se segue, a mencéo dos volumes em que estes se subdividem é dispensavel. Nesta edigdo indicarei, primeiro, em maits- oe culas, as iniciais da editora; depois, em algarismos, o livro; por fim, o nimero da pagina. Na edigéo Delfos a obra encontra-se repartida por dois volumes, de modo que a referéncia nado mencionara a diviséo em livros, indicando somente, primeiro, a inicial da editora, depois, em nimeros romanos, o volume, final- mente a pagina. Quanto a edigio Centelha, dado que, até 4 data em que escrevo, um sé volume foi publicado, limitar-me-ei a mencionar a inicial da editora e o numero da pagina. 3. Sempre que transcrever uma passagem de O Capi- tal, a sua referéncia sera dada relativamente 4s Editions Sociales (ou 4 edigéo Pléiade, nos raros casos em que a preferi), & edicgdo Civilizacao Brasileira, 4 edigdo Delfos (no caso de o texto em questao nao ter sido arbitraria- mente suprimido) e 4 edigao Centelha, no caso de esta o abranger. Porém, quando me limitar a referir em nota passa- gens de O Capital sem as transcrever, as referéncias diraio somente respeito 4s Editions Sociales (ou a edig&éo Pléiade nos casos indicados). Essa foi uma condicao imposta pela simplificagéo das notas. O leitor que quiser consultar o aparelho completo de referéncias que forneco, e nao sé as mais importantes (que transcrevo), tera de utilizar a versio das Editions Sociales. 4. Quando, na transcrigéo de um texto de O Capital, © interromper com comentarios, a referéncia ira no fim da transcricgéo. Assim, sempre que uma citagao nao seja seguida da devida referéncia, isso significa que a trans- crigéo continuaraé e que a referéncia deve ser procurada adiante. c) As referéncias a outras obras 1. Nos casos em que as obras referidas constem da Bibliografia Complementar, virdo indicadas abreviada- mente, marcando-se o(s) Ultimo (s) nome (s) do (s) autor (es), a(8) primeira(s) palavra(s) do titulo, o volume (se for caso para tal) e o ntimero de pagina. 2. Quando mencionar obras que nao estejam indi- cadas na bibliografia procederei no local a referéncia completa. 10 3. Os nomes de autores russos estaéo indicados nas referéncias bibliograficas consoante constam do frontes- picio da obra, o que explica a eventual divergéncia entre a grafia nas referéncias e no meu texto. 4. Ver b, d) As minhas notas no interior de uma citacgao 1. Quando, no interior de uma citagio, eu préprio quiser proceder a notas, elas irao sempre entre parénteses rectos [ J. 2. Os sublinhados nao anotados sao do autor do texto citado. Og meus sublinhados teréo sempre a res- pectiva mengao. i BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL Karl MARX, Le Capital. Critique de l'économie politique, liv. 1° Le Développement de la. production capitaliste, 3 vols. (trad. Joseph ROY), Editions Sociales, Paris 1972, 1973. liv. 2° Le Procés de circulation du capital, 2 vols. (1° vol. trad. Erna COGNIOT, 2° vol. trad. C. COHEN-SOLAL, Gilbert BADIA), Paris 1974, 1969. liv. 3° Le Procés d’ensemble de la production capitaliste, 3 vols. (trad, C. COHEN-SOLAL, Gilbert BADIA), Paris 1969, 1973, 1971. Karl MARX, ), Economica, Paris 1974. 13 Theodor W. ADORNO, «Marx est-ll dépassé?» em International Social Sclence Council (Conseil International des Sciences Sociales) (dir.), Marz and contemporary scientific thought (Marz et la pensée scientifique contemporaine), Mouton, Hala- -Paris 1969. Louis ALTHUSSER, Btlenne BALIBAR, Lire le Capital, 2 vols. 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