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DMA-C68-010/N ABR 2002
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DMA-C68-010/N

ABR 2002

MATERIAIS PARA CANALIZAÇÕES ELÉCTRICAS

Tubos corrugados para redes subterrâneas

Características e ensaios

Elaboração: Gaspar Gavinhos (GBNT-PI)

Homologação: conforme despacho do CA em 2002-04-16

Edição:

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ABR 2002

ÍNDICE

0

INTRODUÇÃO

3

1

OBJECTIVO

3

2

CAMPO DE APLICAÇÃO

3

3

NORMALIZAÇÃO DE REFERÊNCIA

3

4

TERMOS E DEFINIÇÕES

3

5

TUBOS NORMALIZADOS

5

6

PRINCÍPIOS GERAIS DE CONCEPÇÃO

5

7

CARACTERÍSTICAS

5

7.1

Materiais

6

7.2

Fabrico e aspecto

6

7.3

Cores

6

7.4

Marcações

6

7.5

Características mecânicas, temperatura e meio ambiente

7

7.5.1

Mecânicas

7

7.5.2

Temperatura

7

7.5.3

Meio ambiente

7

7.6

Características dimensionais

7

7.6.1

Diâmetros

7

7.6.2

Comprimentos modulares de entrega

8

7.6.3

Índices de protecção

8

7.6.4

Uniões

8

8

ENSAIOS

9

8.1

Generalidades

9

8.2

Tipos de ensaios

9

8.2.1

Ensaios-tipo

10

8.2.2

Ensaios de identidade ao tipo

10

8.2.3

Ensaios de série

10

8.2.4

Ensaios de recepção

10

9

EXECUÇÃO DOS ENSAIOS

11

9.1

Ensaio visual

11

9.2

Ensaios dimensionais

11

9.2.1

Diâmetro exterior

11

9.2.2

Diâmetro interior

12

9.2.3

Comprimentos

12

9.3

Ensaios para verificação das marcações

12

9.4

Ensaios de impacto

12

9.5

Ensaios de compressão

12

9.6

Ensaios de flexão

13

9.7

Ensaios de estufa

13

DESENHO Nº 1 - TUBO CORRUGADO RÍGIDO

14

DESENHO N.º 2 - TUBO CORRUGADO CURVO

15

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0

INTRODUÇÃO

O

presente documento foi elaborado com vista a uma uniformização de características e ensaios de

tubos corrugados.

Na sua elaboração foram tidas em conta diversas disposições aplicáveis nas diversas normas existentes.

1

OBJECTIVO

O

presente documento destina-se a estabelecer os tipos, características gerais e respectivos ensaios

a

que devem obedecer os tubos de material plástico, corrugados, rígidos ou curvos, com

propriedades especiais relativas à protecção ambiental, no que diz respeito ao seu fabrico.

Além de obedecerem ao disposto na presente es pecificação técnica, os tubos devem ainda obedecer, nas partes aplicáveis, ao disposto nas normas indicadas no ponto 3.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO

O presente documento aplica-se aos tubos de material plástico, corrugados, destinados a ser utilizados como protecção mecânica de cabos isolados, de média e baixa tensão, pela EDP Distribuição nas suas redes subterrâneas.

3 NORMALIZAÇÃO DE REFERÊNCIA

Os tubos e curvas fabricados de acordo com a presente especificação técnica devem obedecer ao especificado nas seguintes publicações:

EN 50086-1: 1993 – Tubos para canalizações eléctricas. Parte 1: Regras gerais.

EN 50086-2-4: 1994 – Tubos para canalizações eléctricas. Parte 2-4: Regras particulares para sistemas de tubos enterrados no solo.

ISO 306: 1987 – Materiais termoplásticos. Determinação da temperatura de amolecimento VICAT.

ISO 12091: 1995 – Ensaio de estufa.

EN 60529: 2001 – Índice de protecção contra penetração de corpos sólidos e projecção de água (IP).

EN 50102: 1995 – Índice de protecção contra acções mecânicas (IK).

4 TERMOS E DEFINIÇÕES

Para os efeitos do presente documento entende-se por:

4.1

tubo

elemento de um sistema de canalização fechado, de secção recta, geralmente circular, destinado à colocação ou substituição de condutores e/ou cabos isolados em instalações eléctricas ou de telecomunicações.

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4.2

tubo corrugado

tubo no qual o perfil da secção longitudinal é ondulado.

4.3

tubo rígido

tubo que só pode ser dobrado por meio mecânico, com ou sem tratamento especial.

4.4

tubo curvo

tubo que pode ser curvado com a mão, com uma força razoável e que não está destinado a ser dobrado frequentemente.

4.5

acessório do tubo

dispositivo concebido para se realizar a união de um ou mais elementos de um sistema de tubos.

4.6

diâmetro nominal de um tubo

diâmetro pelo qual se designa o tubo de secção recta circular e que corresponde ao valor aproximado, expresso em milímetros, do diâmetro exterior.

4.7

lote

quantidade definida de um determinado produto da mesma origem, fabricado em condições uniformes e presente a recepção de uma só vez.

4.8

efectivo do lote

número de unidades de um lote.

4.9

ensaio de rotina

ensaio que se efectua sobre todos os tubos de todos os lotes de fabricação.

4.10

ensaio por amostra

ensaio efectuado sobre um número inteiro de tubos, de acordo com o critério de amostragem.

4.11

amostra

porção representativa de um lote.

4.12

provete

parte da amostra que é submetida a ensaio.

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5 TUBOS NORMALIZADOS

Essencialmente, os tubos a utilizar pela EDP Distribuição devem ter os diâmetros indicados no quadro 1 seguidamente indicado.

Quadro 1

Diâmetros

Tipo de tubo

PEAD

PEAD/PEBD

Æ nominal

(mm)

63 e 125

63,110,125 e 160

6 PRINCÍPIOS GERAIS DE CONCEPÇÃO

A concepção dos tubos deve permitir uma fácil e rápida aplicação, garantindo uma boa eficácia na

protecção mecânica dos condutores que venham a ser colocados no seu interior.

7 CARACTERÍSTICAS

Os tubos corrugados devem ser fabricados em polietileno de alta densidade e baixa densidade e caracterizam -se pelo seu perfil, o qual consiste na construção de uma dupla parede.

perfil, o qual consiste na construção de uma dupla parede. Fig. 1 – Tubo corrugado A

Fig. 1 – Tubo corrugado

A parede interior deve ser perfeitamente “lisa” para facilitar a introdução dos condutores, enquanto

que a parede exterior “corrugada” tem por fim proporcionar uma melhor resistência à compressão e

ao impacto, aumentando a flexibilidade do tubo.

Os valores mínimos de Ei e Ec devem ser especificados pelo fabricante, sendo comprovados aquando da realização dos ensaios.

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Existem duas formas de fabricação deste tipo de tubo: uma rígida, fornecida em troços rectos (conforme se mostra no desenho nº 1) e outra curva, fornecida em rolos (conforme se mostra no desenho nº 2).

7.1 Materiais

Os materiais utilizados na fabricação destes tubos devem ser os seguintes:

tubos curvos: polietileno de baixa densidade (PEBD) na parede interior e polietileno de alta densidade (PEAD) na parede exterior;

tubos rígidos: polietileno de alta densidade (PEAD).

7.2

Fabrico e aspecto

O fabrico dos tubos deve ser realizado por meio de processos adequados no qual se incluem os

controlos necessários que possibilitem a obtenção da qualidade do produto final.

Os tubos não devem apresentar imperfeições, tais como:

superfícies com descontinuidades;

fissuras;

porosidades;

saliências;

falhas de cor;

outro tipo de irregularidades prejudiciais à sua utilização.

7.3

Cores

Os tubos devem ser fornecidos de acordo com a cor e referência abaixo indicadas:

vermelha - refª RAL 3000.

7.4

Marcações

Ao longo dos tubos devem ser marcadas, pela ordem com que se referem, de forma indelével e bem legível, as seguintes indicações:

identificação do fabricante;

referência do tubo;

diâmetro nominal;

data de fabrico (ano /mês).

Em ambos os tipos dos tubos, a marcação deve ser colocada com intervalos regulares não superiores a 3 metros.

A marcação deve ser duradoira e facilmente legível, executada na parte longitudinal anelar do tubo,

admitindo-se que os elementos identificativos sejam gravados em relevo, baixo relevo ou ainda pintados com tinta de cor preta (refª RAL 9011).

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7.5

Características mecânicas, temperatura e meio ambiente

7.5.1

Mecânicas

Os tubos devem ter as seguintes características:

raio de curvatura: em cada caso, deve ser especificado pelo fabricante;

resistência de compressão: superior a 450 N, para uma flexão de 5%;

resistência ao impacto: de acordo com o quadro 2 abaixo indicado.

Quadro 2

Resistência ao impacto

 

Tubos curvos

 

Tubos rígidos

 

Ø exterior

Massa do martelo

Altura da queda

Energia

Massa do martelo

Altura da queda

Energia

(mm)

(+1/0)%

(+0/-1)%

(+1/0)%

(+0/-1)%

(Kg)

(mm)

(J)

(Kg)

(mm)

(J)

> 61 a 90

3

200

6

5

400

20

91 a 140

3

400

12

5

570

28

> 140

3

500

15

5

800

40

7.5.2 Temperatura

Os tubos devem ser fabricados para serem utilizados com temperaturas em regime permanente situadas entre os –5º C e os 60º C.

7.5.3 Meio ambiente

Os tubos devem ser fabricados com polietilenos obtidos por polimerização a alta pressão e pigmentos materiais que, na sua composição, não devem conter praticamente nenhum dos seguintes elementos:

metais pesados;

halogéneos;

hidrocarbonetos voláteis.

Assim, pelo conjunto dos factores acima mencionados, os tubos deverão permitir um adequado tratamento reciclado, no final da sua vida útil de serviço.

7.6

Características dimensionais

7.6.1

Diâmetros

Os tubos devem ter os diâmetros exteriores nominais, os interiores mínimos e as respectivas tolerâncias conforme indicados no quadro 3 seguinte.

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Quadro 3

Diâmetros e tolerâncias

Diâmetros

 

Ø interior

Tolerâncias

mínimo

   

(mm)

Ø nominal

Ø exterior

(mm)

(mm)

(mm)

 

63

63

+ 1,2

- 0

47,4

110

110

+ 2,0

- 0

82,7

125

125

+ 2,3

- 0

94,0

160

160

+ 2,9

- 0

120,3

7.6.2 Comprimentos modulares de entrega

Os tubos devem ser entregues em comprimentos modulares conforme indicado no quadro 4 seguinte.

Quadro 4

Comprimentos modulares

Tipos de tubo

Comprimentos modulares

Rígidos

Barras de 6 m

Curvos

Rolos de 50 m

7.6.3 Índices de protecção

Os tubos devem ter um grau de protecção contra a penetração de corpos sólidos e contra a projecção de água (IP) de acordo com a norma EN 60529 e um grau de protecção contra impactos mecânicos (IK) de acordo com a norma EN 50102.

Os índices acima mencionados devem ter os seguintes valores:

IP 66;

IK 08.

7.6.4 Uniões

A junção entre tubos deve ser assegurada por intermédio de acessórios (uniões), os quais devem ser fabricados com materiais com características idênticas às dos tubos.

O encaixe da união no tubo não deve permitir a sua fácil “extracção”, pelo que a mesma deve ser projectada por forma a permitir o seu bloqueio e/ou encravamento na superfície exterior do tubo.

As superfícies, quer internas quer externas, devem apresentar-se isentas de bolhas, fissuras, cavidades ou outras irregularidades similares.

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As uniões devem ter as dimensões indicadas no quadro 5 abaixo descrito.

Quadro 5

Dimensões das uniões

Ø do tubo

Ø da união

Espessura

Comprimento

(mm)

(mm)

(mm)

(m)

63

63,5

2,0 + 0,5

110

a 115

110

112

; + 0,5

2,5 + 0,5

180

a 190

-

0

 

125

127

; + 0,5

2,5 + 0,5

200

a 210

-

0

 

160

160

; + 0,5

2,5 + 0,5

240

a 260

-

0

 

Nas uniões devem vir marcadas, pela ordem com que se referem, de forma indelével e bem legível, com as seguintes indicações:

identificação do fabricante;

referência do tubo;

data de fabrico (ano e mês).

Os elementos identificativos da marcação devem ser feitos por gravação em relevo ou baixo relevo.

As uniões devem ser fornecidas na cor e referência abaixo indicadas:

preta – ref. RAL 9011.

8

ENSAIOS

8.1

Generalidades

A fim de garantir que os tubos constantes do presente documento tenham um nível de qualidade

compatível com as melhores condições de exploração a que irão ser sujeitos durante o seu tempo de vida de exploração, os tubos devem ser submetidos a ensaios.

Estes ensaios devem ser efectuados nas instalações do fabricante ou em laboratório de reconhecida idoneidade, o que nesta situação deve ser feito de comum acordo com a EDP Distribuição.

A

escolha das amostras para os ensaios deve ser feita pelo representante da EDP Distribuição.

O

fabricante deve propiciar, às suas custas, todos os meios (amostras, equipamentos, acessórios,

etc.) necessários para a realização dos ensaios previstos na presente especificação.

8.2 Tipos de ensaios

Os tubos objecto da presente especificação devem ser sujeitos aos ensaios seguidamente indicados.

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8.2.1 Ensaios-tipo

São ensaios realizados a fim de demonstrar as características de “performance” satisfatórias, tendo em conta as aplicações previstas.

São ensaios de natureza tal, que, uma vez realizados, não precisem de ser repetidos, a não ser que ocorram mudanças nas matérias-primas, na concepção ou processo de fabrico que possam alterar as características de “performance” dos tubos.

Estes ensaios podem ser dispensados se já houver um protótipo do tubo já aprovado.

No caso de dispensa, o fabricante deve fornecer os relatórios dos ensaios-tipo anteriormente executados.

Os ensaios tipos são os seguintes:

ensaio visual;

ensaio dimensional;

ensaio para verificação das marcações;

ensaio de impacto;

ensaio de compressão;

ensaio de flexão;

ensaio de estufa.

8.2.2 Ensaios de identidade ao tipo

Sempre que existam dúvidas relativamente às características dos tubos, motivadas quer por alteração dos lotes das matérias primas ou dos controlos dos processos de fabrico quer pela ocorrência de não conformidades ou de comportamentos fora do que é normal, a EDP Distribuição pode exigir a realização, no todo ou em parte, dos ensaios-tipo que, neste caso, se devem chamar ensaios de identidade ao tipo.

Os requisitos para a realização destes ensaios são idênticos aos dos ensaios-tipo.

8.2.3 Ensaios de série

São ensaios efectuados de forma sistemática para cada fabrico, destinando-se ao controlo final dos tubos, podendo, no entanto, também ser realizados durante uma ou mais fases intermédias de fabrico. Podem ser os abaixo designados.

Ensaios individuais (também chamados de "rotina")

São ensaios a efectuar sobre todos os tubos de todos os lotes de fabricação.

Ensaios por amostra

São ensaios feitos sobre troços de tubos ou sobre provetes, de modo a verificar-se que o produto acabado está de acordo com as especificações do presente documento.

8.2.4 Ensaios de recepção

Os tubos objecto do presente documento devem ser sujeitos à realização de ensaios de recepção que devem ser realizados pelo fabricante na presença de um representante da EDP Distribuição.

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A lista dos ensaios de recepção deve ser igual à dos ensaios de série, sendo os critérios de conformidade exigidos para os ensaios de recepção iguais aos exigidos para os correspondentes ensaios de série.

Salvo nos casos expressamente indicados, a realização dos ensaios deve ser feita a uma temperatura ambiente de (23±2)º C.

No quadro 6 seguinte são listados todos os ensaios a efectuar bem assim como a sua classificação.

Quadro 6

Ensaios de recepção

Natureza

Designação

Secção

Ensaio

Tipo

Série

Visual

Verificação do aspecto

9.1

x

x

Dimensional

Verificação das dimensões

9.2

x

x

Marcações

Verificação das marcações

9.3

x

x

Físicos

Ensaio de impacto

9.4

x

x

Ensaio de compressão

9.5

x

x

Ensaio de flexão (*)

9.6

x

 

Aquecimento

Ensaio de estufa

9.8

x

 

(*) Só para tubos curvos

 

9

EXECUÇÃO DOS ENSAIOS

9.1

Ensaio visual

As amostras seleccionadas para os ensaio visual devem ser previamente sujeitas a uma verificação visual nos seguintes aspectos:

eventuais defeitos de fabrico;

possíveis variabilidades de cor;

verificação dos elementos identificativos.

9.2

Ensaios dimensionais

9.2.1

Diâmetro exterior

Em todas as amostras deve proceder-se à medição do diâmetro exterior em duas secções afastadas de pelo menos um metro, devendo, em cada secção, fazer-se duas medições, em direcções ortogonais, por meio de um circómetro.

Os valores encontrados devem estar de acordo com o indicado no quadro 3.

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9.2.2 Diâmetro interior

Em todas as amostras deve proceder-se à medição do diâmetro interior com um palmer de faces planas, devendo fazer-se duas medições em cada extremidade das amostras.

Os valores encontrados devem estar de acordo com o indicado no quadro 3.

9.2.3 Comprimentos

Em todas as amostras devem ser medidos os comprimentos modulares dos tubos, sendo essa medição executada por leitura directa utilizando, para o efeito, uma fita métrica.

9.3 Ensaios para verificação das marcações

Em todas as amostras sujeitas aos ensaios de recepção deve ser possível verificar, à vista desarmada, se a marcação apresentada e relacionada com os elementos identificativos corresponde ao especificado no ponto 7.4.

A conformidade desta exigência deve ser verificada tentando apagar a inscrição das marcações e a

tonalidade das cores, após a fricção durante 15 segundos com pano embebido em água, seguida de nova fricção durante o mesmo tempo com pano embebido em gasolina.

9.4 Ensaios de impacto

Para a realização destes ensaios devem ser retirados das amostras 12 provetes com as dimensões de 200±5 mm.

Estes ensaios devem ser feitos colocando os provetes no interior de uma câmara climática com uma temperatura de (-5±1)º C, durante 2 horas.

O tempo que medeia, entre retirar os provetes da câmara climática até à realização do ensaio, não

deve exceder 10 segundos.

Os ensaios consistem em deixar cair, em queda livre de uma dada altura, um peso sobre os provetes que estão assentes sobre um bloco com a configuração de um “V” com um ângulo de abertura de

120º.

Os valores da altura e do peso para a realização deste ensaio dependem do diâmetro do tubo e encontram-se indicados no quadro 2.

O ensaios são conseguido se em 9 dos provetes não ocorrerem sinais de fractura ou fendas que

permitam a entrada da luz e/ou água, entre a parede interior e a exterior.

9.5 Ensaios de compressão

Para a realização destes ensaios devem ser retirados das amostras 3 provetes com as dimensões de 200±5 mm.

Antes da realização destes ensaios devem ser medidos os diâmetros exterior e interior dos provetes.

Os ensaios consistem em colocar, entre dois pratos com as dimensões de 100x200x15 mm, os provetes e comprimi-los, aplicando sobre esses pratos uma força com a velocidade de 15 mm/m até que o diâmetro interior dos provetes atinja uma deformação de 5% do valor do diâmetro interior inicialmente medido, verificando-se nesse momento o valor da força.

Os ensaios são conseguidos se o valor da força aplicada aos provetes for superior a 450 N.

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9.6 Ensaios de flexão

Estes ensaios devem ser executados somente em tubos curvos.

Devem ser retirados das amostras 6 provetes com um comprimento aproximado de 1,5 m. Destes 6 provetes, 3 devem ser ensaiados à temperatura ambiente e os outros 3 a uma temperatura de (-5±1)º C.

Para a realização dos ensaios os provetes devem estar a uma temperatura de (-5±1)º C devendo, para o efeito, ser colocados numa câmara climática durante o período de tempo de 2 horas.

Os ensaios consistem em fixar uma das extremidades do provete e curvar a outra extremidade sobre uma bola cujo diâmetro deve ter um valor de (95+1)% do diâmetro interior mínimo, de modo a que seja formado um ângulo de 90º, sendo que o raio de curvatura obtido deve ser igual ao raio de curvatura mínimo especificado pelo fabricante.

Os ens aios são conseguidos se os provetes não apresentarem sinais de achatamento ou fractura.

9.7 Ensaios de estufa

Estes ensaios realizam-se de acordo com o especificado na norma ISO 12091: 1995.

Para a realização destes ensaios devem ser retirados das amostras 3 provetes com a dimensão de 200 mm.

Os ensaios consistem em colocar os provetes no interior de uma estufa aquecida a (110±2)º C durante 30 minutos.

Os ensaios são conseguidos se, ao fim desse tempo, não se verificar nos provetes a separação das paredes, aberturas de fendas ou empolamentos (borbulhas).

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DESENHO Nº 1

TUBO CORRUGADO RÍGIDO

ABR 2002 DESENHO Nº 1 TUBO CORRUGADO RÍGIDO GBNT - Gabinete de Normalização e Tecnologia Pág.
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DESENHO N.º 2

TUBO CORRUGADO CURVO

ABR 2002 DESENHO N.º 2 TUBO CORRUGADO CURVO GBNT - Gabinete de Normalização e Tecnologia Pág.