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Vantagens do Currículo Nacional

O currículo deve abranger tudo o que ocorre na escola, às atividades programadas e desenvolvidas sob a sua responsabilidade e que envolva aprendizagem dos conteúdos escolares pelos alunos, na própria escola ou fora dela, e isso precisa ser bem pensado na hora de elaborar o Projeto Político Pedagógico. Uma vez definido o que as crianças precisam saber, fica mais fácil estabelecer o necessário para isso acontecer, se há uma base comum, é possível determinar seja no sertão ou na cidade, a estrutura para garantir que os alunos aprendam. Mas se o país já tem os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as Diretrizes Nacionais Curriculares, para que criar um currículo? Os dois documentos trazem orientações para a escola, mas não têm a mesma função de um currículo nacional. Os PCNS são apenas sugestões eles não explicitam o que o professor tem de ensinar nem o que os alunos têm de aprender, já as diretrizes foram pensadas para um contexto em que o docente tivesse uma formação que o capacitasse para adaptá-las à sua realidade. Uma Base Nacional Comum, com a qual se garante uma unidade nacional, para que todos os alunos possam ter acesso aos conhecimentos mínimos necessários ao exercício da vida cidadã, é, portanto uma dimensão obrigatória dos currículos nacionais e é definida pela União.

Uma parte diversificada do currículo, também obrigatória, que se compões de conteúdos complementares, identificados regional e local, deve ser escolhida em cada sistema ou rede de ensino e em cada escola, assim a escola tem autonomia para incluir temas de seu interesse.

Desvantagens do Currículo Nacional

No âmbito nacional, não existe um currículo básico obrigatório, alguns estados e municípios criaram os seus, e eles não são necessariamente semelhantes. Esse panorama cria um problema sério para as sondagens padronizadas aplicadas no país inteiro. "Se não se ensina a todo mundo a mesma coisa, como a avaliação pode ser igual?", questiona Nigel Brooke, o coordenador da pesquisa da FVC. É impossível saber se os professores ensinaram o que está sendo avaliado nas provas. Um atenuante: se as provas são feitas ao fim de um ciclo (no último ano de cada segmento do Ensino Fundamental ou na 3ª série do Ensino Médio), a incoerência é menos grave, pois

há certo consenso entre os educadores do que já se deve ter aprendido quando se chega a esses pontos. O problema é quando a averiguação da aprendizagem é feita em outras séries - caso de algumas avaliações estaduais e municipais. Na ausência de um currículo, as matrizes de referência das avaliações às vezes servem como tal. Interessados em obter um bom desempenho, escolas e professores optam por preparar os alunos para os grandes testes, deixando de lado outros conteúdos - e essa não é uma medida endossada por educadores. Formular um currículo oficial é pré-requisito para obter informações mais precisas sobre a aprendizagem. A adesão às avaliações costuma ser o primeiro passo para a conscientização sobre a necessidade de um currículo oficial.