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A POLÍTICA DA EXPERIÊNCIA EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO. Jonas Ran g el de Almeida. Pedro
A POLÍTICA DA EXPERIÊNCIA EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO. Jonas Ran g el de Almeida. Pedro
A POLÍTICA DA EXPERIÊNCIA EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO. Jonas Ran g el de Almeida. Pedro

A POLÍTICA DA EXPERIÊNCIA EM FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO.

Jonas Rangel de Almeida. Pedro Ângelo Pagni, Marilia, Faculdade de Filosofia e Ciências, Ciências

Sociais, jradavisao@yahoo.com.br ; PIBIC (CNPQ).

A

FOCAULT:

CONTRIBUIÇÕES

Palavras Chave: ética, acontecimento e filosofia da educação. comentadores, particularmente, aqueles que se

apropriaram de seu pensamento no campo da Filosofia da Educação 2 .

Introdução

Este trabalho é parte integrante da pesquisa “Ética, acontecimento e pragmática de si: Desafios da arte de viver à educação”. Anteriormente, procurou-se acolher a noção experiência entre os saberes e práticas escolares como signo de denúncia de sua im-possibilidade de realização para nós hoje. Partindo principalmente das contribuições de Michel Foucault, Hannah Arendt, Walter Benjamin, Theodor Adorno, Giorgio Agamben e Gilles Deleuze, autores como Pagni (2010), Larrosa (2002), Vilela (2010), constaram que as propostas pedagógicas restringiram a experiência ao empírico, ou ao que pode ser tecnicamente reproduzido. Conforme Vilela (2010) nossa modernidade delineia fatos e abstrações ao invés de acontecimentos. O objetivo a que nos restringimos é o de explorar os sentidos da noção de acontecimento na obra de Foucault. Nesse âmbito, a política da experiência mostra-se permeada por certa abertura ao acontecimento. Interessa-nos discutir a atenção ao acontecimento possa se constituir como um tempo/espaço para pensar questões de ordem ética, procurando maneiras de investir seja parte dos alunos e principalmente dos educadores na criação de modos existência que, no tocante, ao cuidado ético consigo mesmo promovam novas formas de subjetivação.

Material e Métodos

de natureza bibliográfica, livros, entrevistas e artigos de

Michel Foucault 1 , e de alguns de seus

procura analisar os

A

pesquisa

Resultados e Discussão

Dessa forma, procuramos reconstruir a política da Experiência a partir de alguns de suas noções. Primeiro, analisando a figura do intelectual especifico, função que entrecruza os saberes e práticas escolares, que supõem um determinado números de relações de poder e governo na ordem do discurso, na produção e circulação do saber e da verdade em nossa sociedade. Explicitando também o sentido das relações de poder, as estratégias modernas de inserção do corpo e da vida biológica nos cálculos e exercícios do poder, sendo o intelectual implicado aqui como aquele que detém o conhecimento de vida e morte. Neste sentido, procuramos traçar o que Vilela (2010) chama de topografia das resistências, pois, para Foucault o que realmente interessa são os fragmentos de saber que se pode fazer funcionar simultaneamente como uma armadura e uma arma ofensiva .

Conclusões

Com efeito, através deste diagnóstico nos empenhamos corroborar para a criação de um ethos que acolha o acontecimento em sua novidade, atualidade, e que ao atentar para essa irrupção possa vislumbrar uma tomada de atitude ética que acarrete a própria transformação de si e uma possível transformação do mundo.

1 FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. 3 ed. Rio de

Janeiro: Forense Universitária, 1987;

da política. In: MOTTA, Manoel Barros da (org.). Ética,

sexualidade, política.2 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária,

2006;

A Hermenêutica do sujeito. 2ed. São Paulo: Martins

Em defesa da sociedade. São Paulo:

História da sexualidade I: A

vontade de saber. 13 ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1999; Nietzsche, a genealogia e a história. In: MACHADO, Roberto (org.). Microfísica do poder. São Paulo: Editora Graal,

2004;

Barros da (org.). Michel Foucault: arqueologia das ciências e

história dos sistemas de pensamento. Rio de Janeiro: Forense

intelectuais e o poder. In:

MACHADO, Roberto (org.). Microfísica do poder. São Paulo:

O governo de si e dos outros. São O pensamento do exterior.

In: MOTTA, Manoel Barros da (org.). Estética: literatura e pintura,

musica e cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006; O que é o Iluminismo. In: ESCOBAR, C. H.(org.). Michel Foucault (1926- 1984) - o Dossier – últimas entrevistas. Rio de

Universitária,

Nietzsche, Freud, Marx. In: MOTTA, Manoel

A filosofia analítica

A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1996;

Fontes, 2006; Martins Fontes, 1999.;

2000;

Os

Editora Graal, 2004; Paulo: Martins Fontes, 2010;

Janeiro,

Philosophicum. In: MOTTA, Manoel Barros da (org.). Michel Foucault: arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000b.

Theatrum

Livraria

Taurus

Editora,

1983;

2 CASTRO, E. Vocabulário Michel Foucault. Belo Horizonte:

Autêntica, 2009; DELEUZE, Gilles. Foucault. 1ed. São Paulo:

Brasiliense, 1988; JAY, M. La reconstituición postestructuralista

Cantos de experiencia:

variaciones modernas sobre un tema universal. Buenos Aires:

Paidós, 2009; LARROSA, J. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n° 19 p. 20-28, jan. /abr. 2002; PAGNI, P. A. Um lugar para a experiência e suas linguagens entre os saberes e práticas escolares: pensar a infância e o acontecimento na práxis educativa. In: PAGNI, P. A; GELAMO, R. P. Experiência, educação e contemporaneidade. Marilia: Poiesis: Oficina Universitária; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010; VILELA, M. E. Silêncios tangíveis: Corpo, resistência e testemunho nos espaços contemporâneos de abandono. Edições Afrontamento,

2010.

de la experiencia. IN:

XXIV Congresso de Iniciação Científica