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FGV Management

Matemática Financeira

Paulo Lamosa Berger

alunos@plberger.com.br

FGV Management Matemática Financeira Paulo Lamosa Berger alunos@plberger.com.br Realização Fundação Getulio Vargas

Realização Fundação Getulio Vargas

PRESIDENTE Carlos Ivan Simonsen Leal

ESCOLAS FGV

EAESP Diretor Fernando S. Meirelles EBAPE Diretor Bianor Scelza Cavalcanti EESP Diretor Yoshiaki Nakano EPGE Diretor Renato Fragelli Cardoso

Direito GV

Diretor Ary Oswaldo Mattos Filho

Direito Rio

Diretor Joaquim Falcão

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

VICE-PRESIDENTES Francisco Oswaldo Neves Dornelles Marcos Cintra Cavalcanti de Alburquerque Sergio Franklin Quintella

INSTITUTOS FGV

CPDOC Diretor Celso Corrêa Pinto de Castro IBRE Diretor Luiz Guilherme Schymura de Oliveira

IDE

Diretor Clovis de Faro

PROJETOS

Diretor Cesar Cunha Campos

ESTRUTURA DO IDE

FGV MANAGEMENT

FGV ONLINE

Diretor Executivo Ricardo Spinelli de Carvalho

QUALIDADE E INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS

Diretor Executivo Antônio de Araújo Freitas Junior

Diretor Executivo Carlos Longo

CURSOS CORPORATIVOS

Diretor Executivo Antônio Carlos Porto Gonçalves

ESTRUTURA DO FGV MANAGEMENT

Superintendentes

Djalma Rodrigues Teixeira Filho (Brasil) Maria do Socorro Macedo Vieira de Carvalho (Brasília)

Paulo Mattos de Lemos (Rio de Janeiro e São Paulo) Silvio Roberto Badenes de Gouvêa (Brasil)

Coordenadores Especiais

Fernando Salgado Marcos de Andrade Reis Villela Pedro Carvalho Mello

A sua opinião é muito importante para nós

Fale Conosco Central de Qualidade – FGV Management ouvidoria@fgv.br

Sumário

1. PROGRAMA DA DISCIPLINA

1

 

1.1.EMENTA

1

1.2.CARGA HORÁRIA TOTAL

1

1.3.OBJETIVOS

1

1.4.METODOLOGIA

1

1.5.CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

2

1.6.BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

2

1.7.CURRICULUM RESUMIDO DO PROFESSOR

2

2. DEFINIÇÕES BÁSICAS

3

3. CONVENÇÕES

7

4. REVISÃO DE MATEMÁTICA

8

5. REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO

13

6. CLASSIFICAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS

36

7. VALOR NOMINAL, VALOR ATUAL E VALOR FUTURO

40

8. FORMAÇÃO DA TAXA BÁSICA DE JUROS

42

9. LETRAS DO TESOURO NACIONAL

43

10. CERTIFICADOS DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS

45

11. SÉRIES UNIFORMES DE PAGAMENTOS

48

12. MÉTODOS DE ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA

56

13. TAXA INTERNA DE RETORNO

64

14. LISTA DE EXERCÍCIOS

76

1

1

1. Programa da disciplina

1.1 Ementa

Juros simples e compostos. Taxas de juros (reais, efetivas, nominais e equivalentes). Equivalência de Capitais. Descontos Bancários. Séries Uniformes de Pagamentos. Séries Perpétuas. Amortização de Empréstimos. Formação Básica da Taxa de Juros. Taxa over. Cálculo de preço e rentabilidade de LTN, CDB Prefixado e Pós-fixado, Valor presente líquido. Taxa Interna de Retorno. Taxa de atratividade (custo de oportunidade).

1.2 Carga horária total

36 horas/aula

1.3 Objetivo

Formar profissionais para atuar na área financeira de empresas.

1.4 Metodologia

Aulas expositivas com resolução de exercícios.

2

2

1.5 Critérios de avaliação

Serão aprovados os alunos que atenderem aos requisitos de freqüência às aulas e obtiverem média final igual ou superior a 7,0 (sete).

1.6 Bibliografia recomendada

Ross, Westerfield e Jaffe, Administração Financeira. - Editora Atlas - 3 a . Edição

Assef Neto, Alexandre, Matemática Financeira e suas Aplicações. Ed. Atlas - 9 a . Edição

1.7 Curriculum Resumido do Professor

Paulo Lamosa Berger

Mestre em Economia pela UCAM Chefe da Divisão de Operações do Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central do Brasil Atividade docente desde 1996 na área de finanças e economia. Autor do livro: Mercado de Renda Fixa no Brasil

3

3

2. Definições Básicas

2.1 - Trabalho

2.2 - Salário

2.3 – Ativo

2.4 – Ativo Fixo

2.5 - Aluguel

2.6 - Capital

4

4

2.7 - Juro

2.8 - Empresa

2.9 – Empresário

2.10 - Lucro

2.11 - Fatores de Produção - Trabalho, ativo fixo (imóvel), capital e empresário.

2.12 - Taxa

2.13 - Capitalizar

2.14 -Descapitalizar

2.15 - Taxa de Juros

2.16 - Câmbio

5

5

2.17 - Taxa de Câmbio

2.18 - Fluxo (ato de fluir)

2.19 - Fluxo de Caixa

Exemplo: ┌──┴──┴──┬──┴──┴──┘

Sendo:

1) └──┴──┴──┴──┴──┘ = recebimentos ou entradas de caixa. 2) ┌──┬──┬──┬──┬──┐ = pagamentos ou saídas de caixa

┌──┴──┴──···──┘

C 0

C 1

C 2

Terminologia:

C n

C

0 = Capital no momento zero (início)

C

1 = Capital no momento 1 que corresponde ao final do período 1 e início do período 2.

C

2 = Capital no momento 2 que corresponde ao final do período 2 e início do período 3.

C

n = Capital no momento n que corresponde ao final do período n.

PV = Valor Presente

P = Principal

FV = Valor Futuro

M = Montante

6

6

2.20 - Valor Atual ou Valor Presente

a) Qual o valor atual do fluxo acima no momento 2?

b) Qual o valor atual do fluxo acima no momento 0?

c) Qual o valor atual do fluxo acima no momento n?

Exemplo 2: Descapitalizando.

Em se tratando de um fluxo de caixa onde há uma aplicação de recursos financeiros e uma seqüência de receitas previstas, o valor presente numa data específica, em qualquer momento do tempo, será dado pelo somatório dos valores presentes das receitas futuras, previstas a partir daquela data, descontados por uma determinada taxa de juros.

2.21 - Valor Futuro

7

7

3. Convenções

3.1 - Investimento Simples com Resgate Único

FV = C n = M

┌───────────┘n

PV =C 0 = P

3.2 - Investimento com Resgate Periódico

PMT = R

———————————————

┌───┴───┴───┴──···──┘

PV = C 0 = P

Sendo PMT = R = mensalidades ou prestações ou fluxo igual de recebimentos.

3.3 - Empréstimo Simples com Pagamento Único

PV =C 0 = P └───────────┐n

FV = C n = M

3.4 - Empréstimo com Pagamento Periódico

PV =C 0 = P

1

2

3

n

└───┬───┬───┬───···───┐

PMT = R

3.5 - Poupança Programada com Resgate Único

0

┌───┬───┬───···───┬───┬───┘

1

2

n-2

n-1

FV = C n = M

PMT = R

8

8

4. Revisão de Matemática

4.1 - Equações do 1 o . Grau

1)

2x

+ 5

= 9

2)

2x 5

= 7

4.2 – Taxa de Juros

1)

2

2% = 100

2% = expressão na forma percentual 0,02 = expressão na forma unitária

= 0,02

2)

1,02 =

+ 100

x

1


O que representa 1,02?

1,02

1

=

x

100

x

= 0,02x100

x

= 2%

9

9

Exemplo:

100 1 +

2

100

=

100x1,02

=

102

Então, 102 = 100 (principal) + 2 (juros) = 102 (montante).

3)

As operações envolvendo taxas de juros, em certos casos, se fundamentam nos princípios de potência e radiciação da seguinte forma:

4.3 - Potência e Radiciação (juros compostos)

a) Potência – usada no processo de acumulação.

Suponha que desejo acumular a taxa de 2% a.m. por 3 meses, calculando a taxa do trimestre.

i m = 2% = 2 por cento ao mês

1 +

i

T

=

2

100

3

=

1,061208

=

1

+

i

T

100

[

1,061208 1100

]

=

6,1208%

i

T

= 6,1208% ao trimestre

Isto representa um fator acumulado trimestral ou uma taxa de juros acumulada no trimestre. Assim, para acumular 2% a.m. sobre certo capital por 3 meses, tanto faz utilizar (1,02) 3 ou

1,061208.

10

10

b) Radiciação – usada no processo de desacumulação.

Suponha que desejo desacumular a taxa trimestral de 6,1208%, calculando a taxa mensal.

1 +

6,1208  

100

1

3

=

1,02

=

2%a.m.

Desse modo, posso obter a taxa mensal ou o fator mensal que acumulado por 3 meses resultará no fator de 1,061208 ou acumulado na taxa acumulada no trimestre de 6,1208%.

Então, se estou trabalhando em bases mensais e tenho uma taxa trimestral de 6,12078% e quero obter uma taxa equivalente a esse para o período de 6 meses, ou seja, transformar a taxa trimestral em taxa semestral, devo fazer:

(

1,061208

)

6

3

(

1,061208

1

)

3

; ou seja,

6

a expressão dentro do colchete mostra que estou

desacumulando a taxa trimestral, transformando-a em taxa mensal. O

passo seguinte é acumular a taxa mensal no período semestral.

Então,

(1,061208) 6 =

3

1,12616242

tudo com base mensal de 2%.

Regras de Potência

1)

2)

3)

x.x = x

2

y.y.y = y

3

2

x .x = x

(2

+

1)

= x

3

12,62%a.s.

,

11

11

4)

5)

y

5

x

3

/ y

2

/ x

5

Exemplos:

= y

(5

2)

= x

(3

5)

1)

x

2 =

16

2)

x

2 =

16

= y

3

= x

2

=

1

x

2

Usando a HP-12C

1) Para somar digite a primeira parcela e tecle <ENTER>. Digite a segunda parcela e por fim aperte a tecla de somar <+>.

Todas as 4 operações fundamentais <+>, <->, <x>, <÷> devem respeitar esta seqüência:

Exemplo:

 

CÁLCULO

 

OPERAÇÃO

VISOR

2

+ 3 = 5

<2>

<ENTER>

<3>

<+>

5,00

2

– 3 = -1

<2>

<ENTER>

<3>

<->

-1,00

2

x 3 = 6

<2>

<ENTER>

<3>

<X>

6,00

2

÷ 3 = 0,67

<2>

<ENTER>

<3>

<÷>

0,67

12

12

2) Para elevar uma potência inteira, digite o valor da base, tecle enter, digite o valor da potência e, em seguida tecle <y x >

CÁLCULO

OPERAÇÃO

2 2 = 4

<2>

<ENTER>

<2>

2 3 = 8

<2>

<ENTER>

<3>

3 5 = 243

<3>

<ENTER>

<5>

1,5 4 = 5,06

<1,5> <ENTER>

<4>

0,5 2 = 0,25

<0,5> <ENTER>

<2>

2 -3 = 0,25

<2>

<ENTER>

<3>

<y

<y

<y

<y

<y

<CHS>

x

x

x

x

x

>

>

>

>

>

<Y x >

VISOR

4,00

8,00

243

5,06

0,25

0,125

Em se tratando de potência negativa, use a função CHS (change signal) após digitar o número.

3) Para calcular uma potência fracionária, digite o valor da base, tecle ENTER, digite o valor do denominador, tecle <1/x>, em seguida tecle <y x >, então digite o valor do numerador e tecle <y x >.

Exemplo:

CÁLCULO

OPERAÇÃO

VISOR

2

2

3

3/5

1/4

5/4

1,5

0,5

4/3

2/3

<ENTER>

<ENTER>

<ENTER>

<1,5> <ENTER> <0,5> <ENTER>

<2>

<2>

<3>

Outro modo semelhante:

CÁLCULO

2

2

3

3/5

1/4

5/4

1,5

0,5

4/3

2/3

<ENTER>

<ENTER>

<ENTER>

<1,5> <ENTER> <0,5> <ENTER>

<3>

<2>

<2>

<3>

<1>

<5>

<4>

<2>

<5>

<4>

<4>

<3>

<3>

<1/x>

<1/x>

<1/x>

<1/x>

<1/x>

OPERAÇÃO

<ENTER>

<ENTER

<ENTER>

<ENTER>

<ENTER>

<5>

<4>

<4>

<3>

<3>

<y x > <3>

<y

<y x > <5>

<y x > <4> <y x > <2>

x

>

<÷>

<÷>

<÷>

<÷>

<÷>

<y

<y

<y

<y

<y

x

x

x

x

x

>

>

>

>

>

<y

<y

<y

<y

x

x

x

x

>

>

>

>

1,52

1,19

3,95

1,72

0,63

VISOR

1,52

1,19

3,95

1,72

0,63

13

13

5. Regimes de Capitalização

Processos de incorporação dos juros ao capital. Neste programa usaremos dois processos:

Juros Simples(JS) e Juros Compostos (JC)

5.1 – Juros Simples

Na incorporação a juros simples, a taxa é aplicada sempre sobre o capital inicial, independentemente do período em que se esteja.

┌──┴──┘

C 1

C 0

C 2

Suponha:

i = 10%

C 0 = 100

C 1 = C 0 + i x C 0 C 1 = 100 + 0,1 x 100 C 1 = 110

C 2 = C 1 + i x C 0

C 2 = 110 + 0,1 x 100

C 2 = 120

TABELA DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS SIMPLES

 

CAPITAL NO

JUROS RELATIVOS AO PERÍODO

MONTANTE NO FINAL DO PERÍODO

PERÍODO

INÍCIO DO

PERÍODO

 
 

10%

 

1

100,00

100

X 10/100 = 10

110,00

2

110,00

100

X 10/100 = 10

120,00

3

120,00

100

X 10/100 = 10

130,00

4

130,00

100

X 10/100 = 10

140,00

5

140,00

100

X 10/100 = 10

150,00

110

120

130

140

150

┌───┴───┴───┴───┴───┘

5

100

1

2

3

4

14

14

Conclusões:

- Não há capitalização de juros sobre juros

- Montante varia linearmente no tempo

- Os juros incorporados a cada período de capitalização são constantes.

Gráfico da Capitalização a Juros Simples

MONTANTE 150 140 130 120 110 100 0 1 2 3 4 5
MONTANTE
150
140
130
120
110
100
0
1
2
3
4
5

PERÍODOS

5.1.1 – Formulação de Juros Simples

Terminologia:

C = Capital

C

0 = Capital no momento zero, ou seja, capital inicial

C

1 = Capital acumulado após a primeira capitalização

C

2 = Capital acumulado após a segunda capitalização

.

.

C

n = Capital acumulado após a enésima capitalização

i = taxa de juros expressa em porcentagem (10%) ou na forma unitária (0,10)

n = número de períodos J k = juro periódico gerado no período k

J

J = somatório dos juros periódicos =

n

J

k

=

k

=

1

15

15

5.1.2 – Cálculo da Taxa

J

k

= i.C

0

i =

J

k

C

0

5.1.3 – Cálculo dos Juros

J = n.J

k

= n.i.C

0

5.1.4 – Cálculo do Montante

C

C

C

C

C

.

.

C

1

2

2

3

3

n

=

=

=

=

=

=

C

C

C

C

C

C

0

1

0

2

0

0

+

+

(

1

+

(

1

(1

i.C

i.C

+

i.C

+

0

0

2i

0

3i

)

)

=

=

=

+ n.i)

C

C

C

0

0

0

(

(

1

1

(

1

+

+

+

i

i

)

)

+

2i

)

i.C

0

=

+

1.C

0

C

=

0

+

C

0

i.C

+

0

+

2i.C

i.C

0

0

+

=

i.C

0

5.1.5 – Cálculo do Capital Inicial

C

n

=

C

0

(

1

+

n.i

)

C

0

=

C

n

1

+

n.i

5.1.6 – Cálculo da Taxa de Juros

C

C

n

n

C

0

=

=

C

0

(1

(

1

+

+

n.i

n.i)

)

C

n

C

0

i =

1

C n

C

0

=

n.i

1

n

16

16

5.1.7 – Cálculo do Número de Períodos

C

C

n

n

C

0

n =

=

=

C

0

(

1

C n

C 0

(

1

+

+

n.i

1

i

n.i

)

)

5.1.8 – Juros Simples X Progressão Aritmética

Ex.: 2

6

10

14

18

K

a 1

a 2

a 3

a 4

a 5

a k

Em toda PA, a k –a k-1 = R (razão), logo

a k = a k-1 + R

Soma dos termos de uma PA

a 1 = a 1 a 2 = a 1 + R a 3 = a 2 + R = a 1 + R + R = a 1 + 2R a 4 = a 3 + R = a 1 + 2R + R = a 1 + 3R

.

.

a k-1 = a k-2 + R = a 1 + (k – 2)R

a k = a k-1 + R = a 1 + (k – 1)R

Demonstração:

= 2 = 2 + 4

2

6

10

14

18

= 6 + 4 = 10 + 4 = 14 + 4 = 2 + 4x4 = 18

18

17

17

Exemplos:

1)

Um investidor aplicou R$ 20.000,00 à taxa de 10% a.m. (JS). Calcule o montante no final do primeiro mês e do quinto mês.

C

C

C

n

1

5

=

=

=

C

C

C

0

0

0

(

(

(1

1

1

+

n.i

)

+

1x0,1

)

=

(

20.000 1

+

0,1

)

=

22.000

+

5x01)

=

20.000(1,5)

=

30.000

2)

3)

Deduza a fórmula do montante.

C

C

C

.

C

C

=

1 0

2 =

=

2

C

C

1

0

n

=

C

0

+

+

1

(

(1

i.C

i.C

+

0

0

2i

=

=

)

+ n.i)

C

C

0

0

(

( 1

1

+

+

i

i

)

)

+

1.C

0

=

C

0

+

i.C

0

+

i.C

0

=

Explicite a fórmula do montante em função.

a) C 0

b) n

c) i

C

n

C

n

C

n

= (

C

0

0

0

= C

= C

1

( 1

( 1

+

+

+

n . i

)

n.i

)

n.i

)

C

0

n =

i =

C

 

1

n

 

=

(

+ n . i

)

C


1

i

n

C 0

C



1

n

n

C 0

18

18

4)

Mostre com um exemplo que as respostas da questão anterior estão corretas.

Suponha:

C 0 = 1.000 i = 2% a.m. n = 7 meses

C n = C 0 (1 + n.i) = 1.000(1 + 7x0,02) = 1.140

a) C 0

C

n

=

C

0

(

1

+

n.i

)

C

0

=

C

n

1.140

=

1

+

n.i

1

+

7x0,02

=

1.000,00

b) n

C

n

=

C

0

(

1

+

n.i

)

n

=

C

n

C

0

1

1.140

1

1.000

=

i

0,02

= 7

5.2 – Descontos Bancários - JS

Desconto D = C n - C 0

ou

C 0 = C n - D

Tipos de Desconto

Por dentro ou racional

Por fora ou comercial

i = taxa de desconto por dentro d = taxa de desconto por fora

5.2.1 DESCONTO POR DENTRO

D d = n.i.C 0

Como

C

n

=

D

d =

C

0

n.i.C

(1

n

1

+

n.i

+ n.i)

e

C

0

=

C

n

(1

+

n.i)

19

19

Exemplo:

E = C n = 15.000

i = 10% a.m. n = 3 meses

D

d

3x0,1x15.000

=

1

+

3x0,1

= 3.461,53

D

E

=

ef

C

=

n

C

0

C

=

0

C

0

15.000

=

C

n

D

3.461,53

=

i =

3.461,53

11.538,47

i

mensal

=

0,3

3

=

= 0,30

0,1

=

10%a.m.

11.538,47

5.2.2 DESCONTO POR FORA

D f = n.d.C n

Exemplo:

C

n = E = 15.000

d

= 10% a.m.

n

= 3 meses

i = ?

D f = 3 x 0,1 x 15.000 = 4.500

E ef = C 0 = E - D f = 15.000 - 4.500 = 10.500

i =

4.500

10.500

= 0,42857

i m =

0,42857

3

=

0,14286

=

14,286%a.m.

20

20

5.2.3 PROPRIEDADES

Se i = d D d < D f C od > C of

2) Se D d = D f n.i.C 0 = n.d.C n , onde

1)

Prova:

Hipótese: D d = D f n.i.C 0 = n.d.C n

C n = C 0 (1 + n x i)

d =

i

1

+

n.i

 

C

0

=

1

C

+ n.i

n

, logo

n.i.C n
n.i.C
n
n.i.C n n = n.d.C
n
n

= n.d.C

1

+

n.i

 

1)

d =

 

1

+

i

n.i

i

=

(

d1

+

n.i

)

i

=

d

+

d.n.i

2)

i

d.n.i

=

d

(

i1

d.n

)

=

d

i =

 

d

 

1

d.n

Exemplo:

n = 3 meses

i = 10% a.m.

d = ?

e

i =

d

1

n.d

21

21

 

i

0,1

=

 

1

+

n.i

3x0,1

d

0,0769

1

d.n

0,0769x3

=

1

+

d =

0,0769

i =

= 0,1
1

=

=

7,69%a.m.

= 10%a.m.

22

22

5.2.4 - Operações Bancárias de Curto Prazo

1 o . Caso - Sem IOF e Sem Reciprocidade

E ef = empréstimo efetivo

E = empréstimo nominal

E ef = E - D f

D f = n.d.E

E ef = E – n.d.E = E(1- n.d)

Por outro lado,

C n = C 0 (1+ n.i)

E E = E ef (1 + n.i) ⇒ = E ef 1 + n.i
E
E = E ef (1 + n.i) ⇒
=
E ef
1
+
n.i
Então:
E
E
(
1
n d
.
)
=
1
+ n i
.
1
1
+
n i
.
=
1
− n d
.
1
1
− 1
+ n d
.
n i =
.
1 =
1
− n d
.
1
− n d
.
d
i =
1
− n d
.
Exemplo:
E
= 100
n
= 60 dias

d = 12% a.m. i = ?

J

= 100 x 2 x 0,12 = 24

E

ef = 100 – 24 = 76

───────────────────┐ E

23

23

i

=

 

d

=

0,12

 
 

1

n.d

1

2x0,12

De fato,

=

0,1579

i =

24

76

= 0,315789

no período

=

15,79%a.m.

i m =

0,315789

2

=

0,1579

=

15,79%a.m.

2 o . Caso - Com IOF e Sem Reciprocidade

t = alíquota do IOF em porcentagem ao mês

J = E.d.n

J

= E.d.n

IOF = E.t.n  

IOF = E.t.n

 
E e f = E - D n

E

ef = E - D

n

───────────────────┐ E

D = J + IOF = E.n.d + E.t.n = E.n (d + t)

E

ef = E – D = E – E.n (d + t) = E (1-n (d + t))

E E = E ef (1 + n . i) ⇒ E ef = 1
E
E
= E ef (1 + n . i)
⇒ E ef = 1
+
n.i
E
E
(1 – n(d + t)) = 1
+ n.i
1
1 + n.i = 1
n(d
+
t)
1
1
1
+
n(d
+
t)
n.i
=
1
=
1
n(d
+
t)
1
n(d
+
t)
d
+ t
i
=
1 −
n(d
+
t)
24

24

25

25

Exemplo:

E

= 10.000

D

= 10% a.m.

T IOF = 0,123% am.

N = 3 meses

i

=

d

+

t

1

n(d

+

t)

=

0,1

+

0,00123

=

0,10123

=

 

1

3(0,1

+

0,00123)

0,696310

i

=

14,53%a.m.

De fato:

D E.t

=

f

IOF

.n

+

E.n.d

D

D

f

f

=

=

10.000x0,00123x3

36,90

+

3.000,00

=

+

10.000x0,1x3

3.036,90

E

ef

=

E

D

=

10.000

3.036,90

=

6.963,10

i =

3.036,10

6.963,10

= 0,43602706

i

m

=

0,43602706

3

=

0,1453

=

14,53%a.m.

0,1453

3 o . Caso - Com IOF e Com Reciprocidade

J = E.d.n0,1453 3 o . Caso - Com IOF e Com Reciprocidade IOF = E.t.n Saldo médio

IOF = E.t.n3 o . Caso - Com IOF e Com Reciprocidade J = E.d.n Saldo médio =

Saldo médio = ∝ E E

Reciprocidade J = E.d.n IOF = E.t.n Saldo médio = ∝ E E e f =

E ef = E - D

n

───────────────────┐ E

26

26

D

= E.d.n + E.t.n + E

D

= E[d.n + t.n +

] = E [n (t + d) + ]

E ef = E – D = E – E [n (d + t) + ]

E ef = E [1 - n (d + t) - ]

E = E ef (1 + n.i) + ∝ E E - ∝ E =
E
= E ef (1 + n.i) +
∝ E
E
- ∝ E
= E ef (1 + n.i)
E(1
− ∝
)
E(1 - ∝ ) = E ef
(1 + n.i) ⇒
=
E ef
(1
+ n.i)
E(1
− ∝
)
E[1 – n(d + t) - ∝ ] =
(1
+ n.i
1 − ∝
1
+
n.i
=
1
n(d
+
t)
− ∝
1 − ∝
1
− ∝ −
1
+
n(d
+
t)
+ ∝
n.i =
1
=
1
n(d
+
t)
− ∝
1
n(d
+
t)
− ∝
(
d
+
t
)
i =
1
n d
(
+
t )− ∝
Exemplo:
1)
E = 10.000

d = 10% a.m.

t = 0,123% a.m.

n = 3 meses = 10%

Calcule o valor do desconto e a taxa efetiva?

i d

=

+ t

1

n(d.t)

− ∝

=

0,1

+

0,00123

 

1

3(0,1

+

0,00123)

0,1

0,10123

i 0,169761

=

=

0,596310

= 16,9761%a.m.

27

27

De fato:

D

= 10.000 x 3 x 0,1 + 10.000 x 3 x 0,00123 + 10.000 x 0,1

D

= 3.000 + 36,90 + 1.000 = 4.036,90

E ef = 10.000 - 4.036,90 = 5.963,10

4.036,90

1.000

i =

= 0,509282 no período

0,169761

=

16,9761%a.m.

5.963,10

0,509282

3

=

i mensal =

2)

E = 25.000

d

= 2% a.m.

n

= 4 meses

D

d = ?

D

f = ?

i = ?

D

D

d

f

i =

=

=

n.i.C

n

4x0,02x25.000

=

1

+

n.i

1

+

4x0,02

n.d.C

n

=

4x0,02x25.000

= 1.851,85

=

2.000,00

d

0,02

=

1

n.d

1

0,02x4

=

0,02174

=

2,174%a.m.

De fato:

i =

2.000

23.000

=

0,086956

=

8,6956%

i m =

0,086956

4

=

0,021739

=

2,174%a.m.

28

28

3)

Se i = d, por que D d < D f ?

Em D d a taxa incide sobre E ef , enquanto que em D f a taxa incide sobre E. Como E ef < E D d < D f

4)

Se i = d, por que C od > C of ?

Se i = d, D d < D f . Sendo C o = C n - D,

então:

C n - D d > C n - D f ,

C od > C of

logo

29

29

5.3 – Juros Compostos

Na incorporação a juros compostos, a taxa é aplicada sempre sobre o capital atualizado até o período imediatamente anterior.

C 1 = C 0 + i.C 0 = C 0 ( 1+i)

 

C 1

C 2

C 2 = C 1 + i . C 1 = C 1 (1 + i) = C 0 ( 1 + i) ( 1 + i)

┌──┴──┘

C 2 = C 0 ( 1 + i) 2

C 0

.

Se

C 1 = 100 + 0,10 x 100 = 110 C 2 = 110 +0,1 x 110 = 121

i = 10%

e C 0 = 100

TABELA DE CAPITALIZAÇÃO A JUROS COMPOSTOS

 

CAPITAL NO

JUROS RELATIVOS AO PERÍODO

MONTANTE NO FINAL DO PERÍODO

PERÍODO

INÍCIO DO

PERÍODO

 
 

10%

 

1

100,00

100

X 10/100 = 10

110,00

2

110,00

110

X 10/100 = 11

121,00

3

121,00

121 X 10/100 = 12,1

133,10

4

133,10

133,10 X 10/100 = 13,31

146,41

5

146,41

146,41 X 10/100 = 14,64

161,05

Gráfico da Capitalização a Juros Compostos

MONTANTE 161,05 146,41 133,10 121,00 110,00 100,00 0 1 2 3 4 5
MONTANTE
161,05
146,41
133,10
121,00
110,00
100,00
0 1
2
3
4
5

PERÍODOS

30

30

Conclusões:

Há incorporação de juros sobre juros.

O montante cresce exponencialmente no tempo.

Juros incorporados ao capital são cada vez maiores.

5.3.1 – Fórmulas de Juros Compostos

C 1

C 2

C 3

C n

┌────┴────┴────┴──w──┘

C 0

1

2

3

n

5.3.1.1 Expressão para o Cálculo do Montante:

C 1 = C 0 + i.C 0 = C 0 (1 + i)

C 2 = C 1 + i.C 1 = C 1 (1 + i) = C 0 (1 + i) (1 + i) = C 0 (1 + i) 2

C 3 = C 2 + i.C 2 = C 1 (1 + i) = C 0 (1 + i) 2 (1 + i) = C 0 (1 + i) 3

.

.

C n-1 = C n-2 + i.C n-2 = C n-2 (1 + i) = C 0 (1 + i) n-2 (1 + i) = C 0 (1 + i) n-1

C n = C n-1 + i.C n-1 = C n-1 (1 + i) = C 0 (1 + i) n-1 (1 + i) = C 0 (1 + i) n

C n = C 0 (1 + i) n

5.3.1.2 Expressão para o Cálculo do Número de Períodos:

C n = C 0 (1 + i) n

C

n

(

1

+

=

i

)

n

C

ln

0

.

C

n

C

0

=

(

n.ln 1

n

=

ln   C

n

C

ln(1

+

i)

+

i

)

31

31

Exemplo:

PF aplicou R$ 15.000,00 a 30% a.a. (JC) recebendo após certo prazo o montante de R$ 30.195,36. Que prazo é este?

n

=

ln   30.195,36

15.000,00

0,699638

=

ln 1 +

30

100

0,262364

R: 2 anos e 8 meses

= 2,67

5.3.1.3 Expressão para o Cálculo da Taxa de Juros

i  C = C n    1 +  0 100 
i 
C
=
C
n
 
1
+
0
100 
C
=
(
n
n
1
+
i
)
C
0
1
 C
n
n
=
(
1
+
i
)
C
 0
1
 C 
n
n
i =
− 1
C
 
0 

n

5.3.1.4 Expressão para o Cálculo do Capital Inicial

C n = C 0 (1 + i) n

C

0

=

C

n

(

1

+

i

) n

32

32

5.4 – Juros Compostos X Progressão Geométrica

a 1

a 2

a 3

a

k

a

k

a

k

1

= q

(razão constante), valendo para qualquer k

Exemplos:

1

3

9

27

81

a 1

a 2

a 3

a 4

a 5

a 1 = a 1 a 1 = a 1 q a 3 = a 2 q = a 1 q.q = a 1 .q 2 a 4 = a 3 q = a 1 q 2 .q = a 2 .q 3

.

.

a k = a 1 q (k-1)

C n = a k

C 0 = a 1 (1 + I) = q

n = k - 1

1) Determinar o valor de resgate de um empréstimo de R$ 50.000,00 com taxa de juros de 5% a.m. e prazo de 15 dias.

n = 15 dias = 0,5 mês

C n = C 0 (1 + i) n

50.000

(1 + 0,05) 0,5 =

50.000

(1,024695) = 51.234,75