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Eleições gerais são em 2012

08/02/2010

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, indicou ontem que o Estado deve
criar condições para que sejam realizadas eleições gerais em 2012, como tarefa que se
segue apôs a aprovação e promulgação da Constituição da República.

O Chefe de Estado, que discursava ontem depois de ter promulgado em cerimónia solene a carta
magna aprovada pela Assembleia Constituinte, disse que as acções indispensáveis do Estado
têm agora um suporte jurídico, legal e político na nova Constituição, pois nela estão claramente
expressos, a exemplo de todas as Constituições democráticas, a forma do Estado, a separação
de poderes, o modo de designação dos governantes e os direitos dos cidadãos.

José Eduardo dos Santos defendeu por isso a instituição de um aparelho executivo eficiente,
capaz de auxiliar o Presidente da República na sua qualidade de titular do poder executivo. O
Presidente da República anunciou que nesta perspectiva vão ser constituídos os departamentos
ministeriais com sentido mais prático e operacional, dotados de capacidades humanas e técnicas
para garantir a execução do Programa de Governo do partido no poder, o MPLA.

O Presidente da República defendeu a promoção de reformas na administração central e local do


Estado, na administração do sistema de justiça fiscal como meios para reforçar a capacidade
institucional do país. José Eduardo dos Santos disse que “temos também de desenvolver a
economia do país de forma sustentada, com equilíbrio regional e integração internacional, pois só
através do aumento contínuo do rendimento, associado à equidade a sua distribuição, se alcança
uma melhoria significativa do nível de vida das famílias angolanas”.

O Chefe de Estado assumiu que o objectivo fundamental de todas as políticas económicas e


sociais é, de facto, a elevação do bem-estar do Homem Angolano. As políticas públicas e os
instrumentos a adoptar para a sua viabilização devem proporcionar a toda a sociedade
estabilidade política, estabilidade macroeconómica, infra-estruturas básicas de apoio,
conhecimentos, tecnologia, disponibilidade de matérias-primas, respeito e protecção da
propriedade privada, reconhecimento da titularidade da terra enquanto activo, primado da Lei,
celeridade da justiça, instituições capacitadas e simplicidade na constituição e licenciamento da
actividade económica.

Devem igualmente combater a pobreza e promover a assistência e a previdência social,

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garantindo apoio e protecção aos deficientes, aos idosos e aos antigos combatentes, e através da
integração social e da protecção integral dos direitos da criança, erradicando o fenómeno social
dos meninos de rua e combatendo o trabalho infantil, disse o Presidente da República.

in Jornal de Angola, 6 de Fevereiro de 2010

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