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31/03/15

Imigração Árabe no Brasil - MiniWeb Educação

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A imigração árabe no Brasil teve início no século XIX
por volta de 1860, quando o Imperador Dom Pedro II fez
uma visita ao Líbano e estimulou a imigração de
libaneses para o Brasil. Líbano e Síria foram atacados e
dominados pela Turquia, fazendo com que muitos
sírios-libaneses imigrassem para o Brasil, muito dos
quais possuíam passaporte da Turquia, e eram muitas
vezes confundidos com turcos quando chegavam ao
Brasil. Até 1930, cerca de 100.000 árabes entraram no
Brasil.
No começo, a maioria dos imigrantes era da Síria, do
Líbano e da Palestina, mas tinham alguns
representantes do Iraque, do Marrocos, da Argélia e do
Egito. No final do século passado, o império Otomano
ainda dominava a região, por isso a maior parte dos
estrangeiros chegava com passaporte turco. Os
primeiros imigrantes eram rapazes solteiros, de classes
inferiores, que queriam ficar ricos e voltar para seus
países de origem. Depois, vieram camponeses arruinados após a Primeira Guerra Mundial e
árabes em busca de paz, lar e segurança, fugindo dos constantes conflitos da região.
Trouxeram sonhos de dias melhores e um idioma riquíssimo, com 15 séculos de existência.
A partir do início do século XX a imigração árabe no Brasil cresceu rapidamente,
concentrando-se nos grandes centros urbanos, onde se dedicavam sobretudo ao comércio.
A maioria dos árabes no Brasil eram cristãos.
A emigração para o Brasil - uma história antiga
D. João VI
Em 1808, quando a família real portuguesa chegou ao Brasil, um libanês ofereceu sua casa
para D. João VI como residência imperial. Antun Elias Lubbos, também conhecido como Elias
Antônio Lopes (nome que adotou no Brasil), era proprietário de terras na Prainha e possuía
um açougue de carne de carneiro e uma casa de secos e molhados na Ponta do Caju. A
residência que ele ofertou a D. João VI se tornou a Casa Imperial Brasileira (onde nasceu D.
Pedro II) e, posteriormente, o
Museu Nacional da Quinta da Boa Vista. Essa história consta dos arquivos da Biblioteca
Nacional de Portugal, e no museu Histórico e Geográfico Nacional podem ser vistos
documentos relacionados a essa ocasião.
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é antiga e se intensificou na segunda metade do século 19. trouxeram mais familiares para o país. alguns emigrantes alteraram o nome de origem. O maior núcleo vive em São Paulo. que estava em Atenas: "A partir de hoje. do Amazonas ao Rio Grande do Sul. como se observa. Nesse período. que concediam a permissão oficial para a viagem. eventualmente. Pratos como quibe e esfiha são vendidos em muitos restaurantes e lanchonetes brasileiros ao lado de empadas e outros salgados. adaptando-o ou traduzindo-o para a língua nativa da nova terra. seu aspecto severo. tornou-se mais tarde a Universidade Americana de Beirute). Espalhados em diversos Estados brasileiros. Alguns desejavam retornar à terra natal (vinham ao país por questões econômicas e sonhavam com um retorno mais próspero. donos de fábricas têxteis. mas há comunidades importantes em muitas outras regiões do país. posteriormente tornou-se a Universidade Americana de Beirute) e outras instituições. qualquer cidadão oriundo daquela região. Durante o domínio otomano. Encontrou-se com diversos intelectuais www. há cerca de 7 milhões de libaneses e descendentes no Brasil. e de uma comitiva de cerca de 200 pessoas. de vidro. escreveu ao diplomata francês Joseph Gobineau. em algumas regiões) chamados de "turcos". D. Dona Tereza Christina Maria. onde se hospedou (no hotel Belle Vue). acompanhado de sua esposa. O imperador permaneceu no Líbano de 11 a 15 de novembro de 1876. a Palestina e a Síria. em 1876. Atualmente. Pedro II (1825-1891) esteve duas vezes no Oriente Médio: em 1871.MiniWeb Educação A emigração de libaneses para o Brasil. Outros tornaram-se agricultores. A culinária libanesa tornou-se bastante conhecida dos brasileiros. mas nos últimos anos a prática caiu em desuso e os erros de grafia na transliteração se tornaram bem menos freqüentes. O Líbano ergue-se diante de mim com seus cimos nevados. ourivesaria etc. o Líbano. fosse ele palestino.31/03/15 Imigração Árabe no Brasil . Devido à dificuldade de pronúncia dos nomes árabes e do estranhamento (e. De Beirute. visitou o Egito.br/cidadania/personalidades/imigrantes10. De fato. por isso. especialmente após o massacre de 1860. médicos. o Colégio Francês dos Jesuítas (fundado em 1875. ocorreu uma emigração em massa para a América do Sul. na capital ou em aldeias remotas. esse costume perdurou. perseguição) que provocavam. começa um mundo novo. No Brasil. Durante muito tempo. como convém a essa sentinela da Terra Santa". era conhecido no Brasil como "turco". Tanus al Bustani passou a se chamar Antonio Jardim ou Jardineiro. Pedro II visitou o Colégio Protestante Sírio (fundado em 1866. artefatos de couro. parte dos imigrantes retornou à região).html 2/10 . Depois. de porta em porta. outros decidiram permanecer e educar os filhos no Brasil. sírio ou persa. A integração caracterizou essa emigração. D. Os libaneses portavam um passaporte fornecido pelas autoridades turcas. D.com. os libaneses eram (e ainda são. com o fim da Primeira Guerra e a derrota do Império Otomano. mascatearam seus artigos e venderam à vista ou a crédito. empresários. os libaneses se dedicaram a várias profissões: alguns se embrenharam pelo interior do Brasil e. tradução aproximada do original árabe. Cada emigrante libanês tem uma história própria.miniweb. Pedro II e o Líbano Grande admirador da cultura árabe.

e o professor Cornelius Van Dyck. lendo-se logo depois da entrada estas palavras . vistos do fundo do grande templo [o templo de Júpiter] ou por entre as seis colunas". sua terra são a pérola dos dois Orientes Sua opulência.html HINO NAC IO NAL LIBANÊS (tradução) Somos todos para a Pátria Para a sublime. da Universidade Americana de Beirute. o C e dro do Líbano ou C e drus libani é a e spé cie m ais ve lha e m ais forte . • O papiro de Unam on.C . Após atravessar o vale de Chtaura e passar por Zahle e outras cidades. e le é o sím bolo do Líbano. como leões da floresta. está cheio de semelhantes inscrições. só buscam a perfeição Somos todos para a Pátria Para a sublime. escreveu em seu diário: "Felizmente a chuva tinha cessado.. à luz de fogaréus e lanternas. e ntão dire tor do conse rvatório de m úsica do país. visitou os templos de Baco. onde deixei meu nome com a data na parede do fundo do pequeno templo [o templo de Baco]. 3/10 . te ste m unha o inte rcâm bio com e rcial e ntre o Líbano e o Egito. A visita incentivou o fluxo migratório. O canto foi e scrito pe lo poe ta libanê s R achid Nak hlé . clareando o tempo de modo a gozar da vista magnífica da planície de Bekaa". pela bandeira Nossa espada. pela bandeira Somos todos para a Pátria. o R e i Salom ão www. atravessando por longa abóbada de grandes pedras. m as de sde 1927 o país já contava com um hino próprio. onde já vivia um pequeno número de libaneses. que lhe ofereceu vários livros em árabe (as obras integram o acervo do Museu Imperial de Petrópolis . Unam on narra que foi e ncarre gado pe lo Grande Sace rdote do De us Am on. nossa pena Fulguram aos olhos do tempo Nossos vales e montes São o berço dos bravos Nossa palavra e ação. acom panhado da m úsica de W adih Sabra. A inde pe ndê ncia do Líbano ve io e m 1943.RJ). BANDEIR A DO LÍBANO : O ce dro do Líbano é m ais que um a árvore . Quando surgem os embates Coração de nosso Oriente Que Deus o preserve ao longo dos séculos Seu mar. um dos pioneiros da emigração libanesa.) A noite passada encheram-se os cabeços dos montes de neve e que belo efeito produziram. entre os quais o gramático Ibrahim al Yazigi. O ce dro foi e scolhido com o e m ble m a da bande ira libane sa por sim bolizar força e im ortalidade . pode ndo vive r ao longo de ce nte nas anos. Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita. sua caridade Preenchem os dois pólos Seu nome é seu triunfo Desde a época de nossos ancestrais Sua glória é seus cedros Seu símbolo é para a eternidade Somos todos para a Pátria Para a sublime. No dia seguinte.miniweb. falou aos camponeses sobre o Brasil. para procurar os ce dros a fim de construir um barco consagrado à divindade . foi triunfal e as colunas tomavam dimensões colossais". em Bkerke. Ve ja com o o C e dro do Líbano m arcou sua pre se nça ao longo da história: • O s fe nícios e m pre gavam sua m ade ira na construção de e m barcaçõe s. datado do sé culo XI a. A com posição foi e le ita com o hino do país após ve nce r um concurso re alizado pe lo parlam e nto do Líbano.com. Ao chegar à cordilheira do Monte Líbano.br/cidadania/personalidades/imigrantes10. O imperador assistiu a uma das aulas de Van Dyck próximo a Nemi Jafet. utilizadas para a nave gação no Mar Me dite rrâne o e no O ce ano Atlântico. Em bora e x istam m uitos tipos de ce dros."Comme le monde est bête!!! (. chegou a Baalbeck em 14 de novembro e redigiu em seu diário: "A entrada nas ruínas de Baalbeck. Anotou: "Saindo de Baalbeck.MiniWeb Educação vinculados às ciências e às artes. • Se gundo a Bíblia. pela bandeira Somos todos para a Pátria Velhos e moços ao apelo da Pátria Investem. dirigiu-se à cidade de Chtaura numa carruagem da "Sociedade Otomana da Estrada de Beirute a Damasco" (fundada em 1861).31/03/15 Imigração Árabe no Brasil . Bulos Mass'ad. Durante a viagem. de Te bas. Júpiter e Vênus..

A História é pródiga em exemplos que marcam o elo afetivo entre os dois países. contribuindo decisivamente para a formação da nacionalidade brasileira.libano.31/03/15 Imigração Árabe no Brasil .html 4/10 . Em 1808 . • A m ade ira do ce dro e ra pe rfum ada e utilizada pe los faraós do Egito para m um ificar os m ortos. que pela força do seu trabalho. ainda sob o domínio do Império Otomano. João VI se tornou o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista.Tiago José Berg | http://www. no Rio de Janeiro. Pedro II ofereceu aos libaneses uma caixa de ouro e diamantes. ainda em Beirute.MiniWeb Educação construiu se u fam oso te m plo com a m ade ira dos ce dros libane se s. Os libaneses na ocasião o presentearam com uma biblioteca e um trono feito com a madeira de seus cedros.br/olibano_geografia. 6 milhões de libaneses e descendentes. aproximadamente . Relações Brasil / Líbano É sabido que as relações dos povos brasileiro e libanês antecedem a própria independência do Líbano.com.org. também conhecido pelo nome Antônio Lopes. perseverança e inteligência alcançaram notáveis posições em todas as áreas de atividades. como pelo seu amor à nova pátria. Impressionado pelo trabalho espetacular dos primeiros libaneses que vieram ao Brasil. D. o maior número de imigrantes libaneses do mundo.miniweb. João VI afim de servir como residência da Família Real. um libanês ofereceu a sua casa para D. Em 1876 o Imperador Dom Pedro II. quando a família real portuguesa chegou ao Brasil e ao saber que não havia encontrado à sua chegada um solar digno dela. realizou uma visita de cortesia ao Líbano. No museu Histórico e Geográfico e Nacional podem ser vistos a fotografia e documentos relacionados a essa sessão Bibliografia: Liban by Lody | IBGE | PasseiWeb | Senado Federal | YouTube | Hinos de Todos os Países do Mundo . tanto pelo caráter. que simboliza a eternidade. o nome do homem que praticou o nobre gesto: Antun Elias Lubbos. sendo que os receberia de braços abertos nesta terra hospitaleira.br/cidadania/personalidades/imigrantes10. em 22 de novembro de 1943. Essa história consta dos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.htm __________________________________________________________ Voltar | Subir | Próxima COMPARTILHE A MINIWEB EDUCAÇÃO COM SEUS AMIGOS www. Este trono pode ser visto hoje no Museu Imperial de Petrópolis. No documento. que representa a riqueza das terras brasileiras. A imigração contemporânea iniciou-se em 1880 com a chegada simbólica de Youssef Mussa ao Rio de Janeiro. Hoje vivem aqui. E a casa que ele ofertou a D. convidou aos que quisessem emigrar. Em retribuição.

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