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DETTE i ary Tee Editorial Educagao ~ Um sonbo cada vez mais distante.. No preficio do livro “Novos Rumos a Maconatia” (A TROLHA, 1999), 0 nosso querido ¢ inesquecivel Irmao Breno Trautwein diz “Sempre procuro questionar nossas ideias, buscando opinides de outras pessoas: pois é sabedoria Cléssica ser 0 homem a propria medida das coisas (Protagoras). No meio magénico, a maioria, quase que absoluta, esta satsfeita com «as praticas da Maconaria, restrita a uma convivncia dentro da Loja, ow em nosso ecossistema sem maiores andlises quanto A verdade e @ realidade. Vao meramente seguindo a carruagem sem qualquer preocupagao com a rota e 0 destino.” E finaliza, falando: “Para nds, Macons, é0 momento de despirmos 0 “smoking jacket”, ou alfaias vistosas e num ato de bumildade analisarmos sem preconceitos a Maconaria de ontem, de hoje de amanba.” Neste mesmo sentido, destacamos alguns trabalhos elaborados pelos nossos estimados Irmaos que denotam a busca constante por novos caminhos para 0 aprimoramento do homem, da Ordem, da sociedade em que vivemos, com o fim maior, a pritica da fraternidade. Falar sobre a Educacao nao é téo simples, é um assunto delicado, mas no podemos ficar passi- 'Y0s aos momentos de crise social em que passa nossa Nagao. Cada vez mais somos surpreendidos com mas noticias sobre o ensino no Brasil. Nossos politicos, com discursos distorcidos, anunciam © aumento da quantidade de alunos que vao as escolas. Infelizmente, na verdade sabemos que sto jovens que frequentam as salas de aulas ou estio matriculados em instituigdes de ensino, mas NADA aprendem, fato exaustivamente apontado pelos indices do IBGE. Tomo a liberdade de transcrever um Pequeno trecho de uma matéria citada na Revista Epoca por Carlos José Marques, diretor editorial: 0 que o trabalho do IBGE traduz essencialmente 6 que as autoridades, 0 Estado eo sistema como um todo tém falhado no objetivo baisico da educagao. Seja pelo conterido didatico inadequado, seja pela falta de investimentos na formacao dos professores, pela md qualidade das estruturas educacionais on pelo conjunto dessas deficiéncias. A educacao, como todos sabem, é a pedra fundamental no desenvolvimento de qualquer pais. E 0 Brasil tem demorado a fazer o salto de padrato nessa drea — podendo vir a comprometer todo 0 resto.” Assistimos diariamente uma avalanche de deniincias de imoralidades na administeagio publica envolvendo também entidades privadas e observamos as dificuldades enfrentadas pelos Orgios in- vestigadores para se chegar a VERDADE. Repetimos, nao ha um aparelho administrativo preparado para no cometer erros, Voltamos a repetit, a Justica é feita por humanos que tendo a imperfeigio como suas préprias esséncias erram, envolvem-se ¢ influenciam-se. _ Ha que se enfatizar que nosso compromisso é com a VERDADE e, embora seja uma ardua batalha, se nao esta, temos que participar ativamente deste processo para tornar o Brasil LIMPO ¢ PURO. bam.'. Edenin ATROLBA- Junno/2015 5 EXPEDIENTE Publcagio Magni Mensal cor CiculseSoiteraconst rg20 OFeal da Maconatia Base File @ ABA socio Bras da Imprenss Magnica Edita MagSnica “A TROLHA” Lida. ‘CNP 70.553,53810007-32 us Casto es, 264 —4 Shangrla A~ CEP #6070579 x. Postal 288 - CEP #6001-670 Fone (3) 3997-1902 ~ Fax 43) 33260915 Lonasina —Paran~ Srast ‘SOCIAS PROPRIETARIAS Imi Eveline Banca de Carano (Cun: Wane Mais Gavia Paschos! esisa tndads em 1141871 pata lm Francisco de Asis Carvalho (eo Tela) EDITOR RESPONSAVEL li. dei Jose Guster ‘eset com te JORNALISTA RESPONSAVEL lm Line Tucunduva Nato DRT 1s076-NTEISP CONSELHO EDITORIAL ln Eden one Cunt, Rol Pio de race Nour) ei Agi Soles Pasco perio do Carre Fea (GERENTE DE PRODUGAO! PUBLICIDADE en. Moura moura@atoha conte ASSINATURAS. Ivana Mara Garcia Pasenoa! ‘comerial@ataha combr CIRCULO DO LIVRO MAGONICO Mara Ena doe Saios comeria@atoba com br LVRARIA comerii@atohacom br EDITORAGAO ELETRONIGA E PROGRAMAGAO VISUAL Maca Managhets Ulsses RM. Candeava redacao@atraha.com tr wreRWeT —~ np atroa com br ATUALIOADES: eedaeao¢gatctna com. “TRABALHOS: radecao@atha.om be WEBHASTER. webmastor@ataha combr ‘OUTROS: reacaogetona.com br meRESsAO “Tubal India Goa ‘Cascavel-PR Gostriamos 6 lembrar aos moe quo nfo nos esponsablizamas por coneates emitdos am atocs sinades, ols nem seme refetom a nossa opnao; © que op oiginais no pubteados no setto devoidos. A itor no autor 2 reprodito de sous has Wa tere Sumario 3. EDITORIAL MATERIAS FIXAS 5 INFORMABIM 6 CONSULTORIO MACONICO JOSE CASTELLANI 8 PALAVRA DE GRAO-MESTRE 9 ATUALIDADES 42, ACERVO DO XICO TROLHA~ 0 Reencontro ATUALIDADES 9. Sessdo Magna Conjunta de Iniciag’o 10. | Encontro da Faria Magénica 14 2° ERAC — Encontro Regional de Aprendizes e Companhelios CAPA 19 Descottinar da Fratemidade Magénica Inn. Luiz Gonzaga da Rocha 22 0 Ultimo Aprendiz —lim-. Franklin dos Santos Moura TRABALHOS 25 Magonaria — Aspectos Histéricos e Consideragoes Sobre o Futuro — nm. Paulo Tomimatsu 28 Introdugdo & Simbologia e @ Ritualistica Magénicas - Im. Joaquim da Siva Pires 30. A.Lel Iniciética do Silencio no Fito Adonhiramita - Diversos Autores 33. Bibliotecas e Patria Educadora - im-. Anténio do Carmo Ferreira 34 Os Macons e a Abolicao dos Escravos no Brasil - Diversos Autores 39 Como a Sociedade e a prépria Maconaria Veern 0 Comportamento e a Atuacao do Magom Especulativo... — im. Benjamin Pianowski Junior NOSSA CAPA A TROLHA*Y 40Ultimo:Aprendiz- | | Este magnifico Templo Magénico & SALA DOS PASSOS PERDIDOS, FILADELFIA, EUA ‘uma joia arquiteténica que atraituristas de todo 0 mundo, Sede da Grande Loja dos “Magons Livres © Aceitos da Pensilvinia, foi inaugurado em 26 setembro de 1873, durante a celebragdo de 87 anos de inde- pendéncia da Grande Loja da Pensilvania, pelo Muito Respeitavel Grio-Mestre Sa smuel C. Perkins. Foto de Laporta i i H Fonte: 3 Disponvel em: hspdtwwe:6.ong.vele/Ai- re gu ed a = vi euloy/Templos Masonicos-del Mundo-Gran “TemplodePiladelfa_ 24-04-2015, lim. Pedro Juk jukirm@hotmail.com Or-. Morretes - PR. © ATROLHA - Juxno/2015 © Resp: Irm-, Luis Augusto Barbieri, guto1961@gmail.com, Membro da Loj “XXVI de Maio, N°1974”, Ro. EAs Ac. GOSP-GOB, Or... Sorocaba - SP, apresenta a seguinte questo: ‘DUVIDA NA OCUPACAO DE CARGOS EM LOJA. Em uma Sessao de nossa Loja, nao ti- nhamos Mestres suficientes para compor ‘os Cargos de Primeiro e Segundo Experto, Cobridor Interno e Mestre de Harmonia. E correto utilizar Irmios Companbeiros para ‘ocuuparem estes Cargos? Se fosse outro Cargo, que tenha acesso a0 Oriente como Segundo Didcono, poderiamos silizar Companheiros? RESPOSTA Cabem primeiramente algumas pondera- bes: Regulamento Geral da Federacio, Arti- 0.96, Inciso XXII~ realizar Sessbes com, no minimo, 7 Mestres Magons. Ainda no mesmo Regulamento, Art. 229 — Para o exercicio de qualquer Cargo ou comissao (o grifo & meu) € indispensavel que oeleito ou nomeado per tenga a uma das Lojas da Federagao e nela se conserve em atividade. § 1° Os Cargos so privativos de Mestre Magom. Assim, o pardgrafo 1° do Artigo 229 exara corretamente que 0s Cargos sio privativos dos Mestres, 0 que nao permite utilizar Aprendizes e Companheiros, mesmo em carater precério para o preenchimento de qualquer Cargo em Loja. Como também preceitua corretamente 0 Regulamento no Inciso XXII do seu Artigo 96 dda necessidade de no minimo “sete Mestres” para a abertura de uma Loja. Nesse sentido ‘no Rito Escocés Antigo € Accito em caréter precario (apenas sete Mestres), uma Loja é assim composta: Veneravel Mestre, Primeiro Segundo Vigilantes, Orador, Secretario, Cobri- dor Interno e Mestre de Ceriménias. Nenhuma Loja pode ser aberta sem a presenga de pelo ‘menos 0 Cobridor Intemno. Para o exercicio do oficio dos Diaconos, o Mestre de Ceriménias rng ato de abertura e no encerramento preenche © cargo provisério do Segundo Didcono c 0 Sectetatio do Primeiro Dicono. O Cobridor no pode se ausentar do seu lugar ~ele simbo- licamente guarda a porta do Templo. Obviamente essa precariedade toda $6 é possivel em Sessdes Ordit Ratificando: Aprendizes e Companhiros rndo assumem Cargos em Loja, nem mesmo em comissdes, das quais, por exemplo, aquela que recebe o Pavilhdo Nacional, ou.as comis- sbes de recepgao que formam a Absbada de ‘Aco, além daquelas comissdes administrativas nomeadas previstas no RGF (financas, admis so e Graus, ete.) Tara JuLHO/2014 rias, O Resp. Irm, som.br, Membro da Loj.. “Triplice Alianga N° 3277", Ry. Eo. As. Av. , GOB-PR, Or. Toledo - PR, apresenta a seguinte questo: Marcelo Luiz Gass, marcelogass@ual. O PLURAL NOS RITUAIS Nas Iniciagées e Colagdes de Grau, na maioria das vezes ‘mais de unt Irmao é Iniciado, Elevado e Exaltado, Pergunto: Deve-se empregar o plural devido a mais de 14m Irmo estar participando da Sessio Magna? Nosso Ritual nos diz que nos Trabathos Litirgicos, em qualquer Sessio, é vedada a incluso de Ceriménias, pala- tras, expressbes ou atos que nao constem do presente Ritual. RESPOSTA Penso que a sua ques jo se sustenta num excesso de preciosismo, ademais no Ritual vigente int Sessio Magna de Iniciagio, por exemplo, esta previsto na sua pagina 95, segundo parégrafo: “Recomenda-se nao iniciar mais de trés candidatos em uma tinica Sessao Magna, sendo 0 ideal wm $6 candidato, dada a importincia para o nascimento do ‘Macom”. Isso implica que é prevista a presenga de mais do que um candidato, assim obviamente os interrogatérios referéncias orais contidos no Ritual so adequados confor- me a situagio de acordo com 0 verndculo ~ no singular ou no plural. Ademais o préprio Ritual na Sess mencionada exprime inimeras vezes, quando se tratar do plural, entre paréntesis a adequagio dos termos, tempos verbais e demais nuances lingu‘sticas para 0 plural. Apenas dois exemplos: “Meus Im. 0 escrutinio foi favorivel a admissao do(s) C(C) and :...", 00 “Ven :, Mestre, o{s) C(C)and.-. cumpriu(ram) as) sua(s) primeira(s) obrigacdo(ées)”. E por ai vai. Assim o fato nao se trata de inser pa- lavras, expressoes ou atos, sendo o modo de atentar pata a corregao e a purcza na rontincia e escrita do idioma. TBs A: JULHOr2014 © Resp. Irm:. Washington Luiz ‘Tarnowski, wht@univali.br, Membro da Loj.. “Estrela Mistica”, sem declinar 0 nome do Rito e Obediéncia, Or-. ~ SC, apresenta as seguintes questics: Itajai Preciso de uma explicagao sobre a entrada e saida do Templo quando formos Cobrir o Templo ara transformar a Loja ems Grau 2 on 3: 1~Ao sair com os Irmaos Aprendizes ou Companheiros, cles devem obrigatoriamente cumprimentar as luzes? 2—Ao entrar com os Irmios devo dar a batida do Grau na Porta do Templo ou uma simples batida, ou 0 Cobridor deixa a porta entreaberta? 3 ~ Se 0 Venerdvel Mestre mencionar 0 retorno dos Irmiios sem formalidades, devo entao colocé-los ordem Entre Colunas, sem a Marcha do Grau e sem cumprimentar 4s luzes ow ndio? Quais os procedimentos corretos, jé que esses detalles ndo sao tratados especificamente no Ritual? RESPOSTA: 1 ~Penso que em carter eventual, jé que nesse caso © Templo é Coberto temporariamente apenas pelo tempo que se fizer necessdrio e por ordem do Veneravel, no hé necessidade de se cumprimentar (saudas as Luzes) 2~Obviamente esse procedimento ja esta premeditado, até porque o Venerivel solicita que o Mestre de Ceriménias conduza novamente aqueles que tiveram o Templo coberto. A saida do Mestre de Cerimdnias o Cobridor fecha a porta trabalhos cobertos) ¢ aguarda o retorno do Oficial. Este a0 chegar novamente a porta dé trés pancadas apenas para que © Cobridor saiba do seu retorno e abra a porta novamente. 3 ~Sem formalidades, o Mestre de Cerim@nias ingressa © conduz 0s Irmaos aos seus devidos lugares (sem paradas formais}, ii que a mengio de “sem o protocolo” (formalida- de) € porque os que estTo agora de retorno jé permaneciam antes no recinto ¢ agora volvem. Te Fea. JULHO2014. HOTEL FOZ DO IGUAGU Saat Gare NSO Ner zo tag A TROLHA- Juyno/2015 Palavra de Grao-Mestre ‘Alocugio proferida pelo Serenissimo Grio-Mestre da Grande Loja do Parané, Irmo Valdemar Krestchmer, durante ceriménia civico- -militat em homenagem a Tiradentes, no dia 21 de Abril de 2015, em frente ao seu busto na Praca Tiradentes, Curitiba-PR, em nome das trés Poréncias Macénicas Regulares do Estado do Parana. Saudacio as Autoridades Tiradentes e a Maconaria Pelo Bem do Brasil Primeiramente quero parabenizar a Policia Militar do Parand, pela iniciativa de homenagear Tiradentes, Patrono Civico da Na- ‘io Brasileira ¢ Patrono das Policias Militares ¢ Civis do Brasil Quero também agradecer @ honroso convite pars participarmos desta homenagem. ‘A Maconaria € uma Instituicao Filosofica que se earacteriza pelo esforgo do homem que ama a sabedoria e quer investigar a verdade, para conhecer-se a si mesmo, assim como as suas rela ges com o meio ambiente natural, politico, econémico e social, visando exteair destes conhecimentos, normas de conduta. Seu objetivo principal é tornar feliz a Patria ea Humanidade, pelo amor, pelo aperfeigoamento dos costumes, pela tolerancia, pela igualdade e pelo respeito autoridade ea crenca de cada um. Em nossos Templos lapidamos nosso cariter combatendo a repoténcia, a arrogincia,o autoritarismo, aan dio, gandncia, assim como qualquer tipo de preconceito, seja de classe, de enero, de raga, de credo religioso ¢ de idcologia politica; glorificamos 0 dircito, a justica e a verdade, Levantamos Templos as Vietudes ¢ Cavamos Masmorras aos Vicios, estes entendidos como toda forma de mal proceder. Seus prineipios basilares: Liberdade, Igualdade e Frater nidade Suas virtudles teologais: A Fé, a Caridade e a Esperanca. Alicessado nestes valores, Magonatia sempre teve participag30 cfetiva nos grandes movimentos Nacionais,tais como: A Proclama: a0 da Independencia, a Abolisfo dos Eseeavos,a Proclamagio da Repiblica, entre outros; nao através de suas Lojas, mas pela aco do homem Magom, que, com seus valores, se torna um autentico conseeutor social Para a Magonaria relembrar seus feitos hist6ricos « homens gear Tiradentes, é um deves, pois estivemos ombreados nos ideais de tornar o Brasil uma nagio livre e soberana. ‘Tiradentes © a Magonaria preconizavam uma democracia| s6lida e realista, uma nacio livre e soberana, com liberdade € responsabilidade, com trabalho, progresso e paz social, indispen saiveis a0 seu desenvolvimento, A TROLHA - Jusu0/2015 Tiradentes deixou grandes lighes de f6 em Deus, lealdade a seus principios, de civismo ¢ de amor & Patria (© Brasil precisa, urgente, seguir seu exemplo e reacender a cchama do patriotismo, Com o argumento equivocado de que 0 civismo lembra a “ditadura militar”, j4 ndo se canta em nossas cescolas o Hino Nacional; 2 Bandeira Nacional anda desaparecida, sendo vista apenas nos quartéis © em alguns Grgao piiblicos, e assim mesmo, nem todos os dias. (© Brasil passa, hoje, por uma crise ético-moral sem precede «2150 “TER” se sobrepae a0 “SER”, poco importando'aproce- déncia das riquezas origem do poder se de forma lcita oui. A honestdade em todas as classes sociis amos de atvidades dcixow de ser uma obrigacio, ormando-se uma simples vide, ‘muita vezesdesprezada.E bem verdade que nao se pode genera liar, mas, em alguns 6rgos pablicoscalgumas clases politica, 4 corrapsio csté insttucionalizadas predomina a impunidade que leva a reincidéncia e ampliagao de seus raios de acio, com deletérios prejuizos sociais. A situagio ficou insustentavel. ‘A ma administagdo do dinheiro piblico ¢ esirrecedorasen- ‘quanto falta dinero para a said, educagio, seguranga cobras de infraesrutura bisica,constcoem-se estdios de futebol com lixoe equine, euj retorno social insinifeane Felizmente a nagio Brasileira acordou, Slogans como: “Cor rupglo munca mais" ¢ “Abaixo a corrupsio © a impunidade”, esto nas raas , independente da ideologa politico-partdéria, precisamos construir um Brasil novo, sem hutas de classes, sem fanatismo e sem violencia. Asolusio dos problemas politicos, econdmicose sociais no € fei, sem avangos e ecuos, mas deve passar pelos pardietros da étca, da morale pelo amor 20 préxime. A Maconaria paranaens, a gual represento nesse momento, é parceia e quer luarincansavelmente, por um Brasil melhor para todos os hrasileieos ¢esteangeias residentes no pais. Muito obrigndo Valdemar Kretschmer Grio-Mestre da Grande Loja do Patan Atualidades Sessao Magna Conjunta de Iniciacao MATO GROSSO DO SUL lim: Jodo Batista Grecco Pelloso Or-. Dourados ~ MS As AA RR: LL. SS-. “Ceres N° 9” © “Edgard Buytendorp N° 29”, sob a presi respectivamente, 0s Iemaos Jozé Zani Carrascosa ¢ Marcio Vieira Barboza, ambas do Oriente de Dourados— MS, reali- zaram em 18/04/2015 Sessio Magna Conjunta de Iniciagio, onde foram Iniciados André Luiz Poldnio e Jefferson Muniz da Silva Juvéncio na “Ceres N° 9”; e Cassiano Bocchi e Kleiton Sinski Barbosa na “Edgard Buytendorp N° 29”. A Ceriménia contou com expressivo nimero de Irmaos visitantes, representando dezessete (17) Lojas Simbolicas filiadas a0 Grande Oriente de Mato Grosso do Sul- GOMS = COMAB; & Grande Loja do Estado de Mato Grosso do Sul ~ GLEMS ~ CMSB; 20 Grande Oriente do Brasil em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal; ao Grande Oriente do Parana ~ GOP - COMAB; e & Grande Loja Simbilica do Paraguai, estes tltimos, mais especificamente, da Ac. Re, Le. S-. “Perfeita Armonia N° 129” do Oriente de Concepeién ~ PY. ‘Mais uma vez, fazendo jus ao canto e assertiva de que vivemos cm perfeita unido, os Obreiros das duas Lojas promotoras do evento realizaram uma memordvel Sessio cia de seus Venerdveis Mestres, zna mais perfeita fraternidade, demonstrando assim o abne- gado trabalho dessas Lojas que somam, as demais filiadas,, ‘onome do Grande Oriente de Mato Grosso do Sul na orbe mag6nica. Nao se deixou também de ressaltar a harmonia com suas demais congéneres da regido, haja vista 0 apreco, carinho e congratulagdes manifestados por todas as representagdes visitantes. Noite sem duivida de gala que foi coroada com um belissimo e concorrido jantar oferecido pelas anfitriés & familia mag6nica de Dourados. Estiveram presentes & Ceriménia um total de oitenta ¢ oito (88) Irmaos, e, dentre estes, cabe destacar a presenga do Serenissimo Irmio Benjamin Barbosa, Grio-Mestre Adjunto do Grande Oriente de Mato Grosso do Sul; do ATROLHA- Jusno/2015 Atualidades Eminente Irmo Evandro Silva Toledo, Presidente da Po- dlerosa Assembleia Legislativa Magénica do GOMS; dos Ilustrisimos Irmaos Fernando Ortega, Gilson Domingos cdo Maar, Joao Batista Greceo Pelloso, José Vieira e Rodolfo Rupp, Deputados da Poderosa Assembleia Legislativa do GOMS; do Ilustrissimo Irmao Francisco Cardoso, Conse- Iheiro do lustre Conselho do GOMS; ¢ dos Ilustres Irmios Luiz Valdomiro Ferrigolo, Veneravel Mestre da A. R Lz. S-. “III Millenium N° 21” do Oriente de Dourados; Sérgio Vendncio Nantes, Venerdvel Mestre da As. R.. L. S.. “Obreiro de Rio Brilhante N° 18” do Oriente de Rio Brilhante; Edilmar Antonio Manfredini, Venerdvel Mestre da Av. Re, Ly, S.. “Cinquentendrio de Dourados N° 46” do Oriente de Dourados; e Mario Durand Leitao, Veneravel, Mestre da Av. Rv. Ls. S-. “Mensageiros da Fraternidade N40” do Oriente de Caarapé, Destacamos também a pre- senga € 0 nosso agradecimento a0 Irmo Ronaldo Pinto de ‘Moraes (Moura), representando a Editora “A TROLHA" de Londrina ~ PR, e de mais quatro (04) Irmos da A. Re Ls S-. “Perfeita Armonia N° 129” do Oriente de Concepeién - PY. Iem:,Paulo Maeno Or: Janatiba~ MG I Encontro da Familia Magénica 0 maior evento da histéria do Grande Oriente de Minas Gerais aconteceu na linda cidade de Pocos de Caldas, no extremo sul do estado, nos dias 20 € 21 de margo de 2015. Amplamente divulgado pelo GOMG em todas as suas Lojas e em todo 0 pais por intermédio da revista “A TROLHA”, 0 evento recebeu cerca de 150 comitivas de Lojas Magdnicas filiadas e quase 1,000 Irmios, Cunhadas e Sobrinhos Durante a solenidade de abertura 0 Grio-Mestre Lazaro Salles outorgou diploma de Grande Parceira a revista “A TROLHA”, classificando-a como um dos maiores érgios de divulgagao da doutrina mag6nica do Brasil. Vérias em- presas € Irmaos também receberam diplomas do GOMG. € também o cristal tipo Murano, cria¢io exclusiva da “Cristais Sao Marcos” No sibado aconteceram palestras ¢ cursos para Ma- sons, Senhoras e Jovens, onde diversas personalidades se apresentaram, No salio destinado aos Magons, foram conferencistas os Irmaos Sebastido Cardoso ~ Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho doR-. E-. A. Az, José Wanderley Barcelos Garcia ~ Soberano Grande Primaz do Supremo conclave Auténomo do Rito Brasileiro « Renato Gabriel, Sumo Sacerdote do Rito de York. Uma presenga marcante do Irmao Odilon Ayala, Embaixador da Grande Loja Simbélica do Paraguai, que proferiu interes- sante palestra sobre a Maconaria ¢ a Familia no Paraguai. para o evento. A iiltima palestra foi proferida pelo Grio-Mestre Lazaro Salles ¢ seu Adjunto José Humberto Bahia, que falaram. sobre seus feitos& frente da Poténcia, Pela manhii as Senho- ‘ity-tour” pela cidade, onde conheceram alguns prédios piiblicos, 0 centro da cidade € fizeram compras no comércio local. A tarde receberam a visita do casal Dr, Hamilton Ometo Stolf e Dra. Rejane Avila Reis, Para os jovens aconteceram palestras do Irmio, ras foram levadas para um ‘Marcelo Eduardo Lima Salles, citopatologista, ¢ dos Irmios Volnei do Lago ¢ Helio Antonio Scalvi, historiadores da Loja “Estrela Caldense”, em cujo Quadro de Obreiros o Grande Oriente de Minas Gerais foi buscar sna Comissio Central Organizadora, que tam contou com o apoio das esposas dos Irmaos integrantes da mesma. A tarde houve apresentacao da peca teatral Forrobod6 = Opereta Chiquinha Gonzaga, ¢& noite deu-se 0 encerra- mento com um grande baile de mascaras, no qual foram escolhidas.as melhores mascaras, as caravanas mais longin- ‘quas © mais animadas, tendo sido escolhidas cidades como, Divinépolis, Montes, Claros, Diamantina, Teéfilo Otoni, Cabo Verde, Pedro Leopoldo ¢ Juiz de Fora, dentre outras. As cidades mais distantes foram: Rio Pardo de Minas, Por- teirinha, Aguas Formosas, Janatiba e Grio-Mogol, todas, do Norte de Minas e Vale do Mucuri. ‘Também foram sorteados intimeros brindes, como uma TV deed, CD player, smart-phone, tablet e vatios cristais, © Grande Oriente de Minas Gerais, ao promover este Atualidades Irmios detores do nstutoEducacional Sooo da Essel, ‘mantis gala Loja“Eatela Caldons’, reesbem Sploma do Gro Mode pelos 2 100 anos de andagio ‘Aniversaiante da note, a esposa do Grac-Meste, Cun. Resdngela Sales, recabs hamanagem de sums comandadas das Frateriades Ferininas do GOMG lem. Calon Aya, ca Grande La oo Pexagua = Arcrio {Cais Holnad ca risa St aos, ‘foram homenageads A TROLHA - Jusui0/2015 Atualidades primeiro encontro, coloca-se na vanguarda da Magonaria mineira, procurando unir a Poténcia por meio da partici pagio de toda a familia. (© II Encontro, que acontecers também. em Pogos de Caldas, ja esta agendado para os dias 15 € 16 de abril de 2016, no qual 0 GOMG contar4, novamente, com a. presenca de todos. Banco do Brasil - Agéncia 0031-0 - CIC: 32542-2 tro Nova América ~ CEP 14% (17) 3325-7522, Publico interno: (17) 3323-056: ci ATROLHA- Jusno/2015 Inm-. Cleiton Celio Fantinato z Or: Pirassununga ~ SP SE Endoengas No dia 2 de abril de 2015 as Lojas Capitulares Rosa- Cruz “Cruzeiro do Sul ~ II” (Loja “Cruzeiro do Sul” ~GLESP) e “Bardo de Ramalho” (Loja “Bardo de Rama tho” ~ GOB), de Pirassununga, se uniram para realizar © Jantarle Eqdoensas ¢ contou coma presenga de 85 Ilrm. eae 4 Loja Bardo de Ramalho a organizacao dda Cerim6nia que foi presidida pelo Aterzata Irm~. Rafael Rosolém e sua diretoria; a Loja Diseipulos de Tubaleaim II esteve presente com 49 Thm: capitaneada pelo Arerzata José Geraldo Pacheco Presentes ao jantar os presidentes das Lojas Filoséficas Inmz. Antonio Aparecido Muglia ~ 32°,T-. V. P:. M. da Loja de Perfeicéo “Discipulos de Tulbacaim IP", P, Fernando Cesar de Souza ~ 33°, Delegado da 3* Delegacia Regional da Inspetoria Litirgica em Pirassununga ~ SP, Valmir Bueno ~ 33°, Presidente do Consistério Prin. R. Seg. “Doctrina Perpetua”; Antonio Pedro Paes ~33?, Pre: sidente do Conselho de Cavaleiros Kadosh “Jaime Janeiro” € Cleiton Célio Fantinato ~ 33°, Delegado Adjunto da 3* Delegacia Regional da Inspetoria Littirgica em Pirassununga ~SP;da Grande Inspetoria Littrgica —4° Regitio do Estado de Sao Paulo, Da excuera pera a cata: Ariono Aparecio Mugla, José Goralio Pachaco, Femando Casar de Souza, Vani Aueno, Antonia Pedra Paz e Caton Clo. Atualidades lrm:. Adelmo Martelozo 7 Or. Arapongas - PR Exaltagio Com a presenca de Irmaos visitantes, representando 13 Lojas da regido do Or... de Arapongas-PR, e Irmaos do Quadro, a As. Re: Be. Le. S. “TULLIO FRANCA N° 67” ~ Or. de Arapongas-PR, realizou no dia dezesseis, de abril de 2015, uma Sessio Magna de Mestre, Grau 3, em cuja Sessio foram Exaltados 5 Irmaos, Companheiros, Magons, que, apés cumprirem todas as exigéncias perti rnentes ao seu Grau, conguistaram o direito de galgarem © Grau maximo em sua Loja base. Na foto estio os cinco, Companheiros ora Exaltados: da esquerda para a direitas Iirm.. Wildemar Roberto Estralioto; Adriano Alvanis Jean Rodrigues; Cesar Augusto Pedroso; Eleandro Marcelo da Costa e Danilo Saturnino Ferreira, Se izeram presentes a esta Sessa0 0 Ilustre Deleg.. Reg. do Grio-Mestre Irm-. David Oliveira Ribeiro, o Respei tabilissimo Presidente da S.. A». L’. Mc. Irmz. Oreste Umberto Giora, o Grande Delegado de Relages Exteriores do Supremo Consetho do Grau 33 do PR». e Ministro do Tribunal de Justiga MagGnico do G.. O. P-. Irm-. José Emmanuel de Barros Cotta eo Grande Tesoureiro do 5. I, Irm~. José Queiroz Filho. A Loja “Titlio Franca N” 67” felicita e recebe com muito carinho os cinco valorosos novos Mestres, ora Exaltados, e augura-thes uma feliz-caminhada ramo aos Graus Filos6ficos, com o mesmo denodo com que chegaram até aqui. Aomesmo, tempo, aproveita para agradecer a presenga de todos os Irmaos, visitantes que vieram participar dos trabalhos desta Sessio. A TROLHA- Juxno/2015 Atualidades 2° ERAC - Encontro Regional de eee Aprendizes e Companheiros lrm.. José Aparecido dos Santos Or. Maringa — PR. No dia 11 de abril de 2015, no Saldo Social da Loja Magdnica “Justica N° 12°, foi realizada a segunda edicao do ERAC ~ Encontro Regional de Aprendizes e Compa- nheiros da Delegacia Regional de Maringé ~ Parana ~ do Grande esas GOP. Apos 0 grande sucesso da primeira edigao de 2014, o ERAC em 2015 priorizou a presenca de Obreiros colados no Grau de Aprendiz.e Com- panheiro, além de fayorceé-los no momento dos debates cocorridos apés cada palestra proferida. 0 BRAC foi presidido pelo Venerével Mestre da Loja Magénica “Justiga N° 12” Edevaldo Tadeu Camarini e or- ganizado por todas as Lojas da Delegacia de Marings ~PR, ‘evento contou com a presenga de 130 Irmaos de Lojas do Oriente de Marings, Mandaguari, Mandaguacu, Sarandi e Marialva, além de ter Irmaos de outros Orientes da Regido. A primeira palestra foi proferida pelo Irmao Valdir Gomes ~ da Loja Magénica “Justica N° 12” - Oriente de Maringa ~ PR, com o tema “A SELEGAO DE CANDIDA- ‘TOS PARA INGRESSO NA MAGONARIA”, destacando, «que, em anos que participa da Instituigo, recomenda muito cuidado para quem deseja indicar alguém para adentrar & Ordem Magénica A segunda palestra foi proferida pelo Irmo Giuseppe Leggi Junior, da Loja Magénica “Fraternidade Paigandu. N° 121” — Oriente de Sarandi ~ PR, que abordou 0 tema “PARTICIPAGAO DE APRENDIZES E COMPANHEI- ROS NA MAGONARIA”, onde ressaltou a necessidade de integré-los ap6s a Iniciagao e durante os primeiros anos, de Magonar Aps o café da tarde, houve uma apresentag3o sobre os trabathos do Tribunal de Justiga MagSnico, sendo ministea- da pelo Irmao Gilson dos Santos ~ Excelentissimo Senhor Ministro Presidente do ETJM Magénico. A terceira palestra foi proferida pelo Inmao José Apa- recido Jacovés, da Loja Macénica “Luz e Ciéncia do Sarandi N° 112” ~ Oriente de Sarandi—PR, destacando e 14 a TROLHA- Juxnoi2015 d abordando o tema, “A ACAO DOS MAGONS EM E NA. SOCIEDADE”. Por fim, a iltima palestra do ERAG ficou a cargo de nosso Irmao Hercule Spolgdore, da Loja Magénica de “Pesquisas Brasit N°4S” — Oriente de Londrina ~PR eo tema tratado foi “A HISTORIA DA MACONARIA NO PARANA, tema este que 0 nosso Irmo Spoladore, pelas suas pesquisas, langou em um Livro ja publicado ¢ abor- dando este assunto, No encerramento do ERAC, 0 Delegado do Grio- -Mestre—Irmao Vladimir Pires Martins relembrou a impor- tncia da participagao dos Magons nos eventos: “a partir do ERAC podemos aprimorar 0s trabalhos na Magonaria fer €, com 0 aprendizado de novos conhecimentos, os Irmiios tém a oportunidade de buscar a exceléncia da instituigao”, © Irmao Camarini agradecen a presenga dos Irmaos, considerando esta mais uma agdo em torno da “Unio € Fraternidade Magonica da Regido de Maringa” ¢ informan- do que o préximo ERAG, que sera a edi¢ao de 2016, sera Organizado pela Loja *Ciéncia ¢ Justica N° 18” - Oriente de Marialva —PR. Atualidades ATROLHA-Jusno/2015 15 Atualidades Texto: Iim-. Evandro Lecey Fotos: Adriano Madr @ Evandro Lecey (Or: Porto Alegre — RS Tratado de Alianga Fraternal e Matuo Reconhecimento No dia 20.03.2015 foi assinado o Tratado de Alian- sa Fraterna ¢ Miituo Reconhecimento, entre 0 GOMS € GORGS. ¥ x No uso da palavra, 6 lem. Benjamin Barbosa solicitou que 0s Iiem-, Juvenal Barbosa (Grande Secretirio de Ad: ministragao do GOMS) ¢ William Wilmsen (As. Re. L $2. “Walter Castelani N° 36” — Dourados ~ MS) fossem A 16 ATROLHA-Juxn0/2015 testemunhas do GOMS neste importante tratado, firmado Assinaram o Tratado 0 Grio-Mestre do GORGS lnm. ‘Tadeu Pedro Drago, 0 Grio-Mestre Adjunto do GORGS, Irm., Lauro Araujo Batista da Silva, ¢ pelo GOMS 0 Grio- “Mestre Irm:. Amilear Silva Junior e Graio-Mestre Adjunto Irm.. Benjamin Barbosa. © tratado foi assinado na presenca de mais de 300 Ir- ios do GORGS, MRGLMERGS, GOP, GOP-SP e GOMS. Sirvam nossas faganhas de modelo a toda a historia. Texto e Fotografias iim.. Evandro Lecey Or. Porto Alegre Posse de Novos Juizes Em noite histérica, o Eminente Presidente do Egrégio Tribunal de Justiga Magénieo do Grande Oriente do Bra sil Rio Grande do Sul declara abertos os trabalhos do dia 06.04.2015, em Sessto de Posse. Destacamos a presenca das seguintes autoridades na Sessio, Poderoso Irm.: Jorge José Maciel (Grande subpro- curador), Venerdvel lem. Evandro Lecey (relayécs pablicas dda PAELRS, Dep.. Est. Av. Rv. Le. $v. “Vila Setembrina 74041”), Venerdvel rm”. Emesto Levey (Dep. Est. A Re Le. $-. “Sentinela do Piratini N° 4271” —Torres) e do Venerivel Irm-. Marco Aurélio Pereira Pinto (A RL S.. *Vila Setembrina N° 4041”) ‘Apés cumpridas todas as formalidades, foram empos- sados no cargo de Juiz do Egrégio Tribunal de Justiga os Irmaos: Sadi Clovis de Souza (A.. R-. Lv. S-. “Fraterni- dade So Domingos das Torres N’ 3815” — Torres) e Joao Henrique Pacheco Cardozo (A. R.. L-. $.. *Vila Setem- brina N° 4041” Viamao), ambos indicados pela PAELRS. No uso da palavra, fi essaltado o resultado das eleigies pata 0 Tribunal de Justiga onde foram reconduzidos os Eminentes Ilem... Luiz Cleber Martins da Silva (Presidente) ¢ Luiz Fachin (Vice-Presidente) (© Eminente Irm_. Irineu de Souza Oliveira destacou na sua manifestagdo que esta € a primeira vez na existéncia do TJM que o mesmo esti com o seu niimero completo de TRIANGULO ATELIER MAG... ‘acesse nossa Nava Loja Vitual ‘www.trianguloatelier.com.br bere pein tere tpn Rd TA PARAMENTOS PARA TODOS RITOS, GRAUS E POTENCIS: ‘¢ - VESTMIENTAS DE USO MAGONICO; [A ARTIGOS PARATENPLOE LOMA; ‘a ESTANDARTES; [A MMos E PRESENTES CRIACAO E CONFECCAO DE PARAMENTOS PERSONALZADOS; ‘A. CONFECGAO PROPRIA. COM SORDADOS ELETRONICOS DE [ALTA RESOLUIGAO E QUALIDADE ‘ARAL Fiat, Justa eTabalo n* 26 Mombro Atv 9 Regular dowd 2000, Atualidades Juizes, sinal de comprometimento dos Trm.. para com 0 sistema de tripartigao dos poderes. © Venerdvel Irm-. Evandro Lecey (relagdes pablicas da PAELRS), neste ato representando o Eminente Presidente da PAEL Inm-. Claudio Scandolara, destacou a grande conrivéncia harménica que existe entre os poderes, lem- brando que as vagas destinadas a PAELRS para indicacio, dos Juizes neste Egrégio Tribunal foram ento completas, com a composigao dos lrm,. Irineu de Souza Oliveira, Sadi Clovis de Souza ¢ Joao Henrique Pacheco Cardozo. (© Eminente Presidente Im. Luiz Cleber agradeceu a presenga dos Inmaos Juizes: Irineu de Souza Oliveira, Joao Henrique Pacheco Cardozo, Luiz Carlos Baptista da Silva, Luiz Fachin, Paulo César Caldas Jardim e Sadi Clovis de Souza, ¢justificou a auséncia dos Juizes Dante Luiz Jung e Jefferson Billo da Silva, além do Secretério especial Irm. Diego. Em seguida convidou todos os presentes para par ticiparem de coquetel servido apés a reuniao. es Regio Ferra ‘cin 170788 “GOB es Jeriteu cum 3is0-Gosc RUA 1081, n° 333e - CENTRO, BALNEARIO CAMBORI -SC FONE/FAX: (47) 3367 5797 - 3367 3692 3367 7330, contato@pedreirelivrecom-br ATROLHA - Jusuo/2015 Atualidades Texto: Irm-. Osni Machado Fotos: m-. Osni Machado, Luis Arthur Aveline e Eduardo Lecey 2 Or. Porte Alegro - RS. 7 Z@ 1° Almogo Montesquieu Conclamaa _, Uniao dos Magons do GOB-RS_ ~ Na quinta-feira, dia 16 de abril, os Irmaos do Grande Oriente do Brasil ~ Rio Grande do Sul (GOB-RS) presti- giaram 0 1° Almogo Montesquieu, realizado no saléo de gape do Palécio Magénico Duque de Caxias. A atividade, envolta em uma atmosfera festiva e de muita egrégora, foi conduzida pelo Eminente Grao-Mestre em exercicio do GOBRS, Irm.. Claudio Scandolara. Q 1° Almogo Montesquieu apresentou 0 formato de enconifos anteriormente realizados no GOB-RS, a exemplo, do Almoso da Fraternidade, que reuniu inimeros Irmaos, entre eles, muitos j& no Oriente Eterno, Observou-se nesse encontro a presenca de Irmaos do GOB-RS, provenientes de diversas localidades. Representantes dos Trés Poderes também prestigiaram o 1° Almoco Montesquicu, atividade ‘que ~ nao por acaso — recebeu este nome para prestar uma bela homenagem a Montesquieu, que escreveu “O Espirito *, que trata da Teoria dos Tiés Poderes, 2 0 Eminente Grio-Mestre, Im-. Claudio Scandolara, na oportunidade, destacou que 0 objetivo principal do 1°, Almogo Montesquieu é a busca da unidade; lembrou dos, los de uma corrente para comparar com a soma de esforgos que os Magons devem fazer para permanecerem unidos,, tendo um s6 propésito ~ o fortalecimento do GOB-RS. “A corrente s6 é forte porque tem os seu elos unidos.” O almogo foi aberto com uma orac4o, um minuto para elevar ‘© pensamento ao Grande Arquiteto do Universo. “Nesses 10 dias, que eu estou cumprindo © Grao- -Mestrado, tomei a deciso de realizar este almogo e pelo 18 ATROLHA - Junnol2015 consenso, resolvemos batizé-lo de Montesquieu, o defensor © precursor da ideia dos Trés Poderes, na figura ce tivo, Legislativo e Judicidrio, modelo que até € utilizado”, destacou. De acordo com 0 Gro-Mestre, 0 GOBRS vive um processo eleitoral tumultuado no mo- mento, sendo que a decisio esta com 0 Poder Judiciario, quanto as candidaturas. “Gostarfamos que este fato no venha desviar os Macons de seu propésito, ou seja, a unio € 0 fortalecimento do GOB-RS”, salientou. Grao-Mestre comemorou 0 sucesso do 1* Almaco Montesquieu, que, justamente, teve como objetivo promo- ver a unido dos Irmaos. © fortalecimento da Magonaria, em um momento pelo qual passa o Brasil, também & um dos pontos importantes para reflexio dos Irmios. “Os mo- vimentos sociais, vivenciados no presente, vém recebendo a participagao da Magonaria, Lembrou, por exemplo, que RS (Grande Oriente do Brasil - RS), no decorrer de suas Sessdes, vem falando sobre este tema. “Nés temos que mostrar para 4 sociedade a verdadeira importéncia da Magonaria. O porqué da Maconaria existir”, conclamo: Destacou que os valores ¢ 0s princfpios ndo podem ser corrompidos. Segundo ele, uma sociedade sem valores e principio € fragil e, como tal, passa a produzir homens a Poderosa Assembleia Estadual Legislativa destituidos de cardter, sendo facilmente corrompidos € corruptores. No entendimento do Grao-Mestre, isto é tudo © que a Maconaria repudia. (© Eminente Grio-Mestre, em seu discurso, ressaltou a importéncia do encontro — com um pensamento atribuido a Montesquieu: Para que no se possa abusar do poder é preciso que, pela disposigao das coisas, o Poder freie 0 Poder, “Isto realmente é grandioso da parte dele, Hoje existe uma grande preocupacio no Brasil, com uma crise institucional. Nao sabemos que Poder pode frear outro, Poder.” Neste contexto, o Eminente Grio-Mestre chama a atengao para que ocorram reformas no Brasil CAPA. Descortinar da Fraternidade Macénica Irm-. Luiz Gonzaga da Rocha! or. Sobradinho ~ DF tempo da fraternidade & nossa grande e redentora Utopia (Jodo Alves da Silva) Carissimos Irmaos. 0 saudoso Irmo Octactlio Schiiler Sobrinho, no livro “O Desafio das Mudancas” (So- brinho, p. 162) dos Macons é descobrir e investigar quem & 0 proximo, 0 necessitado que merece ser assistido, Ele ndo espera encontrar um ferido a beira da estrada, mas antecipa-se para que nao se fira”. Temos aqui duas frases, dois sentidos ‘opostos da palavra Fraternidade. escreveu: “a vocacao © objetivo deste “descortinar da Fraternidade Magénica” nat o sentido do termo “Fraternidade”, €, complementarmente, alertar para 0 aprofundamento do abismo que sepa- ra 0 conceito de fraternidade no meio macénico do conceito de fraternidade universal, para dizer, com todas as letras, que, na sua infraestrutura, a Masonaria e os Magons precisam focare ilumi- tepensar e entender o significado do termo Fraternidade Magénica. Estou convencido de que se os Dirigentes Magdnicos, em todos os niveis, nfo entenderem a Fraternidade Magénica como fator de erescimento € de consolidagio soci enfrentario uitas dificuldades para entenderem 0 csforgo que alguns Magons fazem para reformular velhos conceitos ¢ caminhar para substituigao da concepsio de fraternidade incorporada nos moldes “estrito senso” para a concepgao de fratemnidade em moldes “lato senso”. E, se nada for feito, a razio deste Encontro de Membros © Membros Correspondentes da Loja Magénica Fraternidade Brazileira®” de Estudos «Pesquisas, aqui em Juiz de Fora, as discusses havidas e ideias expostas, nao fario qualquer sentido. Tudo se perdera se, na pratica, nao se reproduzir ‘no seio da Magonaria Nacional o ideal da fraternidade em seu mais amplo sentido flos6fico, politico e social Indicagdo para arquivamento: Bra- sil. Magonaria. Fratenidade Magénica. O Conceito de Fraternidade Origindrio do latim “frater”, com © sentido de “Irmao”, 0 termo frater- nidade nao ultrapassa as fronteiras de conceito filos6fico e politico associado as ideias de liberdade e igualdade. De modo que, em termos efetivos, a Frater- nidade € algo que precisa ser entendido tum pouco mais além de solidariedade, caridade, afeto, unio fraternal, carinho de Irmao para Irmao, e de boas relacies de int igéncia entre os Masons. Busquem nos melhores dicionérios e accitem o desafio de encontrar um con- ceito que destoe da concepeao de que no seja a Fraternidade laco de unio entre 0s homens, de algo fundado no respeito pela dignidade da pessoa hu- mana e de algo assentado na igualdade de direito entre todos os scres humanos. Ou seja, duvido que encontrem um conceito que nao associe a concepcio ou idedrio de Fraternidade conforme estampado nas linhas antecedentes. © conceito ideal de fraternidade, a meu entender, se coaduna com 0 que se encontra transcrito no artigo inicial da “Declaragao Universal dos Dircitos do Homem”, proclamada pela ONU ATROLHA - Juxuo/2015 em 1948, para o qual peco vénia para ranscrigao: “Todos os homens nascem livres @ iguais em dignidade e direitos. Sao dotados de razio e consciéncia e devem agir uns para com os outros em espirito de fraternidade” Na “Declaragao dos Direitos do Ho- mem ¢ do Cidadao”, impressa a 24 de abril de 1793, por ordem da Convengio Nacional, em seu artigo XXXV, a idcia de fraternidade politica estava vazada nos seguintes termos: “Os homens de todos os paises sao Irmaos, € os diferentes povos devem se auxiliar mutuamente segundo seu poder, como os cidadaos de ui mesmo estado As ideias de fréternidade, conforme transcrita, esta ligada, irremediavel- ‘mente, a uma coneepgao de valores que nos remetem a formacao de comunida- des, agrupaientos sociais einstiuigdes diversas, em que a empatia, incluso, cope: 10, compromisso, responsa bilidade, confianga, imparcialidade, equidade liberdade, A TROLHA - Jusnio/2015, O Significado de Fraternidade Depois de apresentada a definigao, pode-se entender fraternidade como sendo a convivéncia equilibrada e agradavel entre as pessoas, como sen- do 0 amor demonstrado pelo nosso proximo, ¢ como sendo 0 afeto ¢ 0 carinho dedicado aqueles aos quais no conhecemos, Esses elementos da frater- nidade se inter-relacionam e costuram 0 verdadero sentido filoséfico e politico da ideia ou do conceito de per si. Entao, fica facil perceber que 0 significado de fraternidade perpassa 0 pensamento magOnico individualizado ¢ focado no Macom, para se fixar no sentimento de irmandade entre todas as pessoas, ¢ nos remete as ages que comprovam respeito 4 dignidade de todos os seres humanos, considerados iguais* e com plenos direitos! Resta demonstrado, portanto, quea expressdo fraternidade ndo pode e nao deve ser confundida com as expresses! termos: “caridade” e “solidariedade’”, € muito menos com 0 sentido magé: nico de “socorro aos necessitados”. Caridade e Solidariedade é o que induz 10s Magons & ajuda desinteressada, € 0 que a Maconaria mais faz ou pratica Ambrésio Peters, que por muito tempo nos honrou com sua sabedoria nos Encontros da Loja Macénica “Fraterni- dade Brazileira” de Estudos e Pesquisas, foi mais franco ao substituir os termos “Fraternidade Magénica” por “Gene. rosidacle Maconica” (PETERS, p. 214). Fraternidade significa: devotamen- to, indulgéncia, abnegacao, tolerancia, benevoléncia, doagao, ¢ tudo o mais que for contrério ou oposto ao egoismo. Ninguém pode ser 0 relégio que existe sem se conhecer e sem se relacionar. 0 fendmeno da relagao foi descrito por Martin Buber com o emprego de varios termos: dilogo, relacio essencial, en- contro. O conhecer-te a ti mesmo para 1 pessoa significa, conhecer-se como ser. ‘A pessoa contempla-se 0 seu si-mesmo, enquanto que o egético ocupa-se com 0 seu “meu”, minha espécie, minha raga, meu agir, meu génio (BUBER, p. 33). A Fraternidade MacOnica Em sentido estrito, a aplicabilidade do conceito de fraternidade entre os Magons é matéria apenas de proseli- tismo (GUIMARAES, p. 330), € um desacerto, por pressupor que a Frater- nidade Mag6nica abranja, tio somente, ‘0s Membros das Lojas ou da Ordem Magénica. A fraternidade —a verdadei- ra fraternidade ~ no conhece limites ou fronteiras fisicas, nem se restringe a um grupo ou associagao de pessoas, por mais relevantes que estas possam ser Distribuir sopa, doar alimentos, doar cobertores ¢ agasalhos em tempos fi épocas do ano, € ss, distribuir brinquedos em certas, algumas outras agoes esporadicas ou eventuais praticadas por Lojas eIrmaos em nome da Magonaria, no condizem em nada, absolutamente nada, com o real conceito de fraterni- dade. Neste sentido, a Fraternidade Magonica precisa se reinventar, se reconstituir, ir mais além do doar por doar, Nao nos equivoquemos com isso. ‘Ouso adiantar que a “Fraternidade Magénica” é uma balela quase que por completa, seja por nao entender cfou ndo considerar que a verdadeira fraternidade assenta-se na ideia de que todos os seres humanos so iguais, ¢ possuem igual dignidade, iguais direitos e deveres; ou seja, por ndo considerar cfou nao entender que a fraternidade, nna rigorosa acepcao do termo, resume todos 0s deveres e direitos dos homens, uns para com os outros. Considerada do ponto de vista da sua importéncia para a realizagao da felicidade social, a fraternidade é a pedra angular, € a base. Sem ela, nao pode existira igualdade, nem a fraterni- dade. A Maconaria, por seus Membros ¢ Lojas, precisa investir em entender, compreender, fazer valer a fraternidade como fator de crescimento e consolida~ fo social da Ordem. Conclusio Estamos quase a concluis, e antes de concluir quero louvar a iniciativa da Loja Macénica “Fraternidade Brazilei- ra” de Estudos e Pesquisas em chamar & discusséo um tema de tamanha relevan- cia para a Maconaria e para a sociedade brasileira como um todo. Também apro- veito 0 ensejo para agradecer a todos (5 que me ouvem nesta oportunidade, © aos que, ausentes deste espaco, rerio oportunidade de A todos ouso itura deste texto. + que o tema no se esgota com esta conclusio, mas que continua aberto, aguardando a critica eas sugesties. Julgo caber aqui, ainda, duas ou tes breves consideracdes a propésito da “fraternidade” no seio da Magonatia, Sendo vejamos: A infraestrutura mag6nica construi- da em final do século XVII ¢ inicio do século XVIII demonstra, na atualidade, ser uma infraestrutura areaica, supe- rada em termos de valores fraternos, , por assim dizer, carente do pensar ¢ da agio basilar que realize a felicidade social, sem a qual os Macons ¢ a socie- dade Profana deixam de compreender 08 deveres ¢ os beneficios advindos da fraternidade. ‘A Maconaria e 0s Macons ~e estes principalmente ~ precisam repensar € entender 0 significado dos termos fraternidade ¢ fraternidade mag6nica. As doacdes magénicas, por maiores € melhores que sejam as intengdes, no atendem ao desiderato de tornar feliz a humanidade, melhor seria que os Magons se concentrassem em construir ce gerenciar Escolas, Hospitais, Cemité- tos, Asilos ¢ Creches. Agircoletivamen- te em prol da coletividade. Podemos admitir, rosso modo, que ‘aimportancia da fraternidade se encon- tra no mesmo patamar da liberdade da igualdade na busca pela felicidade em sociedade. Precisamos agir e agit rapido. Precisamos divulgar no meio magénico tudo 0 que aqui se produziu. Precisamos ter em mente 0 sentimento de que © resultado que aspiramos é para a construgio de uma sociedade ‘mais justa e mais fraterna. E, por fim, quero afirmar que a vontade de orientar 195 homens para a “vida feliz” é 0 que anima o meu pensamento como Macom neste momento e oportunidade. Obrigado. Notas: "Luiz Gonzaga da Rocha ~ MM 33. Professor. Eseritor ¢ Artctlista, Presidente da Asso ciagdo das Academias Brasileira Magénicas e Letras, Membro Correspondente da Loja Magénica *Feateridade Brasileira” de Esc dose Pesquisas e memo da Av RL: S. ‘Anténio Fancisco Lisboa N°3.793", Oriente de Brasilia ~ Distrito Federel. Contos: la 2gonzagada@gmailcom. (© presente texto foi escrito para ser apre sentado pelo autor em Juiz de ForaIMG, por ‘casio do XXI Encontio de Esrudos Pew Sas MagGnicas sob a égide da Loja Macanica “ratemidade Brasileira” de Estudos ¢ Pes- guiss, os dias 17 e 18/102014, tendo como tema central: "A Frateridade como fatoe de {escimentoeconsolidagio social da Magonari, A jgualdade esti presente no mais ako Gra no {ato de que or eidadios reconhecem ese veem uns 20s outros como iguais (RAWLS, p. 186). A palevra Diteito no tom outro significado além do da iberdade para todos possuda de tsar suas faculdades de acoedo com a #8130 justa (SKINNER, p. 98) 5 Em 1865, a Assembleia Geral do Grande Oriente de Franga consagrou como uni de seus principiosconstitutvos, “a exinténcia de Des, 2 imortalidade da alma e a solidariedade”™ (LIPOVETSKY, p- 10), Fontes de Apoio: ASLAN, Nicola. Grande Dicionério En- ciclopédico de Maconaria e Simbologia. Londrina: “A TROLHA", 2012. BUBER, Martin. Ex e Tu, Sio Paulo: Cen- tauro, 2001, DACAMINO, Rizzardo. Grande Diciond- vio Macénico. Rio de Jancito: Aurora, 1950. GUIMARAES, Jodo Francisco, Cartilha Magénica: antigos conceitos, com novas abordagens para o século XXI. Si Paulo: Madras, 2010, KLOPPENBURG, Boaventura. A Magona- ria no Brasil: rientagao para os catblicos. Petrdpolis: Vozes, 1961. LIPOVETSKY, Gilles. A Sociedade Pos -Moralista: 0 crepiisculo do dever e a ética indolor dos novos tempos democriticos. Barueri: Manole, 2006. NAY, Olivier. Historia das Ideias Politcas Petcépolis: Vozes, 2004. PETERS, Ambrésio. Maconaria: Histéria Filosofia. Curitiba: Academia Paranaense de Letras Magdnicas, 1999. RAWLS, John. Justica como Equidade uma reformulacao. Sio Paulo: Martins Fontes, 2003. SANTIAGO, Marcos. Pritica Magénica & Sociedade, in Temas para a Rellexio do Mes- ‘re Magom., Londrina: “A TROLHA”, 1993, SILVA, Jodo Alves da. Vamos Ler Magona- ria. Londrina: “A TROLHA", 1996, SKINNER, Quentin. Hobbes ea liberdade republicana. Sio Paulo: Unesp, 2010. SOBRINHO, Ocractlio chile: O Desafi das ‘Mudancas. Londrina: “A TROLHA”, 2004, ATROLHA - Junno/2015 21 lem. Franklin dos Santos Moura or. O Ultimo Aprendiz. Vila Velha — ES. ATROLHA- Juxuo/2015 Enfim chegou o dia de Sesso. Apés um dia intenso de trabalho, transito (onde se entende engarrafamento), nfo foi possivel passar em casa, mas em tempo habil foi possivel chegar 20 Templo. La chegando, a Sala dos Pas- sos Perdidos estava vazia, pois restava pouco mais de meia hora para inicio da Sess. O cansaco se mostrava vitorioso sobre o corpo e a melhor opgao naque- le ambiente climatizado cra sentar € aguardar preparando-se para a Sessao, Chamou a minha atengio que de repente um [rm:. ingressou, trajando tum Balandrau sobrevivente ao tempo, calvo, pele Hinguida, Geulos com arma- Go escura que destacava a cor do rosto uma longa barba onde predominava © branco tendo como cor secundaria 0 amarelo tabagista que parecia Ihe ser uum habito. Apés registrar sua presenga, colocou Avental de Aprendiz, 0 que notoriamente chamou a atengio. No entanto, bastaria aguardar um pouco eas verificagdes de praxe seriam feitas pelo Irm.. Orador ou algum outro indicado pelo Ven. M... O Irm-. sentou-se préximo e como ninguém apareceu julgou-se adequado recepcioné-lo e, ao ouvir sua voz, uma certa familiaridade tomou forma, mas no se sabia de onde seria possfvel co- never aquela pessoa ‘Antes da primeira pergunta, ele se adiantou: — Pareces cansado. Perguntou ele como ‘uma vor acothedora. E entéo respondi: ~ Sim, 0 dia nao foi faci... sabe como 60 trinsito, trabalho, etc. & sua primeira vez aqui, no €2— perguntei. ‘Sim, mas hé muito tempo faco parte dla histéria desta Oficina. — Como assim, se estés com o Avental de Aprendiz? ~ Perguntei inquieto. — Meu caro Irmao, hoje em dia $6 uso o Avental de Aprendiz, mas jé galguei 0 longo dos anos todos os Graus Filos6ficos, — Mas por que usas esse Avental? - continuei a perguntar. — Meu Irmio, com o passar do tempo, ‘as medalhas, condecoragbes ¢ 0s Ir- ios se foram por varios caminhos © a0 que parece nao surgiram mais Aprendizes na Magonaria, — Mas por qué? O que houve? ~ Agora cestava intrigado com aquele Irmao, porque inclusive havia um Aprendiz na minha Oficina. = Ao longo dos anos, décadas, mui- tos acontecimentos fragilizaram a imagem da Maconaria, e depois da minha Iniciagd0 poucas pessoas ingeessaram na Ordem. ~respondeu o Irm:. com serenidade. Mas que acontecimentos? ~ Minhas dividas transbordavam.. Bem, meu jovem Irmao, serei breve em relatar aquilo que ainda repousa nna minha meméria: Maior preocupacdo em criagio de novas Lojas do que no desenvolvi mento e fortalecimento das oficinas € Irmaos existentes. Buscou-se a quantidade e no a qualidade do estabelecimento de Oficinas; Enfraquecimento da atuago no mbito politico, perdendo espago na evolugdo da sociedade, 0 que era tao forteem passado nao muito distante. © anonimato que antes privilegiava a articula- (G20 passou a esconder a vaidade, 0 egoismo ¢ a covardias ‘A Hospitalaria se resumiu a0 pagamento de uma série de carnés de ajuda € 0 calor da Magonaria deixou de chegar a0 povo beneficiado. A caridade se tornou uma aco fria, ‘mecanica e compulséria; A Chaneelaria deixou de enviar flores para as ‘Cunhadas, abandonou 0 ‘monitoramento das frequéncias, 0 cattdo de visitas © 0 cidado com os 0 cuidado de antes se transformou num Cargo vazio, sem brilhos © interess® pelos Irmaas na produ- fo de estudos, trabalhos pratica mente desapareceu, & por isso muitos Irmaos passaram a desejar Sessdes répidas e nao encontravam motiva- s40_para comparecer as Sessbes, O estudo individual e coletivo deu lugar a simples condigao de irs Além disso, a frequéncia dos Irmaos era afetada pelos mais simples motivos, e quando se percebia passavam-se meses sem comparecer ‘a alguma Sessao, Planejar ira Sessio deu lugar para “se der tempo de chegar,irei”s ~ Ouso de aparatos cletrénicos, embo- ra proibido, continuou ocorrendo e extrapolou limites, causando enorme dispersio e deixando a Egrégora distante. Do simples tocar de um telefone até pagamento de contas durante uma Sessio, assim alguns nem percebiam que discorriam os trabalhos; — Migeaao dos Irmaos para Oficinas com Sessdes bimestrais e outras de periodicidades maiores, apagando “..O FIM DA MACONARIA SE INICIA QUANDO ACABAM OS APRENDIZES,” 0s poucos a luz da convivéncia fraterna e tornando cada vez mais dificil a escalada espiritual a qual, em Loja, subimos juntos; ~ Dissidéncia de Irmios que se preo- cupavam em oferecer criticas as diversas administragdes, mas sem oferecer em troca apoio ou ajuda. Esses talvez fossem os mais licidos, ‘mas o orgulho impediu que arrega- assem as mangas e revertessem a diregao infeliz a0 horizonte sombrio «que nos encontramos; = Nossa, meu Irmao! Com tudo isso ‘ocorrendo € dificil pensar em futuro (interrompi para frear 0 dilivio de Jamentagies) Logo apés retomar o félego, 0 Irmao continuous = Pois bem, jovem Irm-., a pior de todas as decisdes foi a adesio a0 mundo virtual, criando Oficinas oon line, onde as Sess6es ocosriam a distincia e a frequéncia ao Templo deixou de ser exigida. Com isso, pasme meu, jovem Irmao, quando ovorria uma Sessio Magna, a Ofi- cina Virtual alugava algum Templo € assim ocorriam as Iniciagées, Ele- vases e Exaltacbes e outras Sess6es do ganero, As Instrugoes eram todas por videoconferéncia. E ai, quando imaginivamos que nada mais poderia ocorres, veio o golpe fatal. —(suspirou com melancolia e continuo) =O que desarticulow totalmente as estruturas da Ordem foi a dissidéncia de alguns Irmaos terem resul- tado no surgimento da iden- tidade religiosa da Magona- ria, Esses Irmaos, de varias Obediéncias, decidiram fundaram a Igreja do Oriente Eterno, ¢ com isso, harmoni- zando melodias, Ritos, a dis- crigfo tornou-se algo raro € ‘menos atrativo. As reunides ou cultos ‘ou reunides eram similares as Sessoes ditas “ordinérias”, contudo aberta a visitantes que eram ou ndo adeptos dessa religido. A consequéncia foi desastrosa, pois milhares de religi6es seitas passaram a ver a Magonaria como concorrente ¢ 40 mais como congregadora de todos os Credos e, para eles, no havia distingio entre ‘ato dissidente e 2 Maconaria tra- dicional ~ Nossa! Nunca soube dessas coisas! Oficinas virtuais, Igreja Mag6nica, Lojas com Sessdes bimestrais. Agora ATROLHA- Jusno/2015 23 entendo por que usas 0 Avental de Aprendiz! — exclamei no minimo assustado. = Pois bem, meu jovem Irmao, 0 fim da ‘Magonaria se inicia quando acabam ‘08 Aprendizes, Por isso, em cada Loja «que visito e praticamente todas esto vazias como esta, a0 menos mostro que ainda ha um Aprendiz que ne- cessita lapidar sua Pedra Bruta = Meu Inmao, deve haver algum enga- no. Nossa Oficina tem praticamente 40 Irmos no Quadro e a frequéncia € numa média de 20 Irmaos. Agora, algo me intriga. Como essas coisas ‘ocorreram ao longo do tempo? ~ per- guntava seriamente triste ¢intrigado. INDICADOR PROFISSIONAL Mew Trmé nr OER Gy a7 eee ce meses no Indicador Profissional PN aa Mais informagoes Irmao Moura. WR tT) paparemypins air Irmde Jot Lopes de Otire Tel: (13) 3821-4100 / 30284100 —Londina~ PR ail jllapesdespachantc@cuok com Ua ey 24 aTROLHA-Joxn0/2015 ~ Bem, tentarei responder (disse pau- sadamente 0 cansado Iemao e olhow firmemente para mim, retirando 0s éculos ¢ inexplicavelmente sendo ainda mais familiar). O primeiro motivo foram as sucessivas eleigdes para administracio dos Orientes Oficinas sem a devida renovagio. Muitos Irmaos se preocupavam em ctiticar, mas nenhum tentava promoyer algum tipo de mudanca. Prevalecia a individualidade e nin- guém estava disposto a doar seu tempo para construir novos rumos. Assim, pequenos grupos se mantive- ram, revezavam-se ¢ o perecimento foi gradativo. O segundo motivo 4que, para alguns Irmios, a Mago naria virou um “Clube reservado” ou “Uma Igreja”, e toda ritualistica foi aos poucos diminufda, quando nnd desprezada. Logo ser Magom passou a ser um titulo a alcance de quem quer e no mais um convite a alguém observado, estudado e “de Bons Costumes”. O terceiro motivo foi modernizar de forma catastrética e aniquilar Colunas que mantiveram viva a histéria eesséncia da Ordem. = Explicou o Irmio visitante | Olha, enorme tristeza me preenche, pois em pouco mais de 2 anos nunca ouvi falar dessas coisas e nao consigo imaginar tamanhas mazelas. Con- versarei com 0 Ven.. M 08 Irmaos...que 2 propésito nao vi nenhum ainda por aqui. ~ Eu preciso ir $6 vim aqui conversar com voeé, Ea Sessio logo comegar’, ~ Nao vé agora, fique um pouco mais Gostaria de entender mais tudo isso © até que todos cheguem sera um raver ouvielo. ~ Preciso ir, mas confio que entreguei esta mensagem 4 pessoa certa, Entdo pela mesma porta, em passos lentos, aquele Irmao saiu, deixando cair papel semelhante a um cartio de visita, com 0 brasio da nossa Oficina, sem assinatura, com a ide tificagao Mv. Ie. C2. To. Me. Rey mas datado de 9-3-2055, TOC TOC TOC = Inmios, favor dirigirem-se ao tri A Sessio ira comegar. Assim disse 0 Inm-. Mestre de Ceriménias que, a0 aproximar-se, falou comigo: = Caro Irmao, levante-se. Nao o acordamos antes, pois percebemos seu cansago © mesmo conversando pr6ximo voce nem se mexia, apenas sotria es vezes seu rosto demonstra- va certa afligfo. Estavas sonhando? = Na verdade, meu Irmio, por en- quanto posso chamar de sonho, mas, se virar realidade, seré um grande pesadelo para todos nds. (respondi, atordoado pelo enigmatico sonho} = Vamos, meu Irmao, a Sessio ja ind comecar. Mensagem Meus Ilnm.., todos os dias faze mos escolhas, e diante de tais escolhas nao deixemos que tal fabula alcance a realidade, ‘Temos um Brasil para melhorar, mas que comecemos conosco, partindo do nosso Templo “EU”, nossas familias, nossas comunidades, nossas Oficinas, nossas religides, € pasando por isso estaremos fortes, unidos e destemidos. Nao sejam herdeiros da gloriosa Ordem, mas sucessores, honrando ¢ dando continuidade & jornada de valo- rosos Irm.. que preencheram nossas Colunas. Por fim, nao nos deixemos seduzir pela modernidade, expondo um trabalho milenar ao risco de atropela mento pela histéria, numa sociedade que cada vez mais ignora 0 passado se esquece fécil do ontem. Essa peca de arquitetura nao esgo- ta 0 tema, mas espero manter acesa a chama de sua importancia,