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O QUE MESTRES E ESTUDANTES DEVERIAM SABER SOBRE ALCOOLISMO

RESUMO (abstract)
O objetivo deste artigo é estudar o alcoolismo como doença. Definiremos, entre outras abordagens, o que
é um alcoólico, diferenciando-o do bebedor compulsivo, e analisaremos as motivações físicas e psicológicas
que levam as pessoas a beber "socialmente" - ou até o ponto de se destruírem. Discutiremos também a
forma errada (e habitual) de se encarar o alcoolismo sob um prisma exclusivamente moral, quando se trata,
na verdade, de uma doença hereditária que, assim como a diabetes ou a hemofilia, geram falhas na
produção de importantes substâncias – que normalmente atuam em organismos sadios. No final do artigo,
falaremos sobre a importância da família e do grupo Alcoólicos Anônimos (AA) na recuperação do alcoólico.

Por Elias Celso Galvêas

O bebedor compulsivo e o alcoólico


Podemos distinguir o "bebedor compulsivo" do "alcoólico" observando que o
primeiro pode ser um indivíduo saudável, na medida em que seu organismo é
capaz de metabolizar normalmente o álcool, podendo até apresentar boa resistência
fisiológica em relação à sua ingestão. O bebedor compulsivo, apesar de não
necessariamente alcoólico, geralmente bebe devido a traumas ou situações mal
resolvidas que acabaram por lhe gerar problemas emocionais, ou é apenas uma
pessoa com fácil propensão ao estresse e, por isso, acostumou-se a beber a fim de
aliviar suas tensões. É importante relembrar que o álcool, além de um
tranqüilizante eficaz, também atua nas pessoas mais tímidas como excelente
desinibidor.

O que é drogadição?
Drogadição é uma doença orgânico-psíquica caracterizada por uma intensa
obsessão mental que, aliada a uma predisposição orgânica à dependência química
em relação a uma ou mais substâncias, direciona o indivíduo ao uso compulsivo
desta(s) mesma(s) substância(s), alterando, com isto, o funcionamento normal do
cérebro e do sistema nervoso. O alcoolismo é uma dentre as inúmeras modalidades
de drogadição existentes.

O que é ser alcoólico?


O alcoolismo é uma doença de raízes hereditárias que afeta de 12% a 15% da
população mundial. Ser alcoólico é já possuir uma predisposição inata que,
reforçada desde o primeiro contato com o álcool, acaba provocando uma
progressiva dependência, orgânica e psicológica, que acarreta, por sua vez, uma
profunda obsessão mental, capaz de trazer, com o tempo, mudanças bruscas no
comportamento do indivíduo, sempre acompanhadas pela degradação do organismo
e dos relacionamentos sociais. Suas causas, portanto, podem ter sua origem tanto no
comportamento individual quanto em uma pré-disposição fisiológica capaz de
facilitar a instalação da doença, posto que, mesmo em não alcoólicos, pode vir a se
desenvolver devido ao freqüente contato com a substância.

Segundo a pesquisadora da Unifesp, Carolina Pereira da Silva Almada:


"Atualmente, considera-se que a dose de etanol necessária para
causar lesão hepática depende da susceptibilidade do indivíduo.
Assim, o consumo poderá variar de 20g/dia para mulheres e
40g/dia para homens até 160g/dia de etanol. Geralmente, 80% dos
pacientes com Hepatite Alcoólica (HA) têm história de consumo de
álcool por mais de cinco anos. A possibilidade de desenvolver HA e
cirrose é aumentada quanto maior a dose e o tempo de consumo de
etanol. (...) As principais lesões hepáticas pelo etanol são esteatose,
HA, cirrose e fibrose perivenular. A esteatose é causada pela
deposição de gorduras dentro das células do fígado, os hepatócitos,
sendo considerada lesão predisponente para a HA, e esta é
considerada lesão pré-cirrótica. Além das lesões hepáticas diretas,
o alcoolismo acaba por levar a deficiências nutricionais, já que os
alcoólatras obtêm 50% de suas calorias do etanol, deixando de
consumir alimentos que supram suas necessidades de proteína,
tiamina, folato e piridoxina. As manifestações clínicas da HA
podem variar da forma assintomática até a formas graves. Os
sinais e sintomas mais comuns são aumento do fígado, icterícia,
anorexia, perda do apetite, tumores, emagrecimento, febre e dor
abdominal. O álcool pode afetar ainda outros órgãos como coração,
pâncreas e sistema nervoso, podendo levar a arritmias cardíacas,
pancreatite crônica e atrofia testicular. (...) A maioria dos
alcoolistas não admite o vício. É fundamental para o sucesso do
tratamento a participação ativa da família e amigos e o ingresso em
programas de apoio ao alcoolista".
Ser alcoólico é, portanto, possuir uma falha genética cuja causa é
uma deficiência orgânica no que diz respeito à metabolização do álcool
pelo organismo. Assim, a substância, uma vez ingerida por um
organismo que já apresente dificuldades em metabolizá-la, acabará por
se transformar, dentro do organismo do usuário, em substâncias
altamente tóxicas: as quinolinas e carboxilas - responsáveis pelo
aumento progressivo do desejo de beber, além de danos diversos ao
sistema nervoso central, especialmente ao aparelho límbico, afetando,
num primeiro momento, o comportamento do indivíduo. E isso é
apenas o começo!
O alcoolismo, além de incurável, é uma doença que não deriva de
outras moléstias, pois é a causa primária de inúmeras doenças
secundárias, como a cirrose hepática, a pancreatite, o derrame cerebral,
bem como diversos outros danos vasculares. Todas estas doenças
levam anos para se manifestar, o que contribui para o fortalecimento da
crença na inofensibilidade da substância, bem como no aumento da
pseudo-confiança - tão comum entre os indivíduos que bebem.
A doença é plenamente democrática: não faz distinção de raça,
sexo, cor ou posição social. Como já mencionado, 12% a 15% da
população mundial têm predisposição inata para o alcoolismo. Isto
significa que esta faixa da população está sujeita a sofrer os males da
doença – e devem evitar, portanto, ter contato com a substância, como
aconselham os membros do AA, que se “evite o primeiro gole”.
No ranking das causas de morte por doenças, após as cardíacas, o
alcoolismo é a que mais mata no mundo. Por ser hereditária, a
probabilidade de um filho de alcoólicos nascer com predisposição à
doença varia entre os 12% e 15% mencionados.
E os 85% restantes? Ou melhor: o que dizer daqueles que, não
apresentando predisposição ao alcoolismo, não são considerados
doentes? Sem dúvida, eles também não estão imunes aos perigos do
álcool, pois, mesmo que um organismo seja perfeitamente apto a
metabolizar a substância, a doença tem características progressivas, ou
seja, a doença tende a evoluir na medida em que o indivíduo vai tendo
contato mais freqüente com o álcool. Um bebedor compulsivo não
alcoólico pode levar, em média, de 10 a 15 anos para virar um
alcoólico crônico – e, com isto, ser candidato a sofrer dos mesmos
males do alcoólico, inclusive tendo os mesmos problemas de saúde que
eles. É desta forma que, sem perceber, um indivíduo "normal",
saudável, se transforma em bebedor compulsivo; e, deste, em alcoólico
inveterado - o que certamente o levará, mais cedo ou mais tarde, a cair
num buraco sem volta!

Dados alarmantes no Brasil


A doença é a geradora de:

- 40% dos acidentes de trabalho


- É capaz de reduzir em 40% a produtividade no trabalho
- É a causa mais comum de invalidez precoce
- É responsável por 45% das internações psiquiátricas.

Ademais, o índice de suicídio entre os alcoólicos é 57% maior do


que na população em geral; além do fato que 75% dos acidentes de
trânsito estão relacionados à embriaguez do motorista.

Roleta russa
Segundo idéias do livro "O Revólver que Sempre Dispara", de
Ricardo e Emannuel Ferraz Vespucci, pode-se perguntar: qual a
probabilidade de uma pessoa morrer praticando uma "roleta russa",
com um revólver de seis agulhas no tambor e apenas uma bala? Um
cálculo simples mostra que esta chance corresponde a 12,5% - a
mesma probabilidade de uma pessoa ser alcoólica. Por isso, é no ato de
"ingerir o primeiro gole" que o indivíduo começa a acionar o gatilho
de seu "revólver fisiológico" e, sempre que beber novamente, estará
iniciando uma nova partida de "roleta russa". Este processo acabará por
fazê-lo descobrir o quão dependente do álcool ele é. Isto também vale
para os não-alcoólicos, pois, dependendo da freqüência, intensidade e
assiduidade das bebedeiras, enfim, o contato freqüente com a
substância, revelará a facilidade com que o organismo do bebedor
compulsivo (não-alcoólico) terá para se tornar um dependente
químico.
Geralmente, quando o indivíduo percebe e reconhece que o álcool
está lhe arruinando a vida, já costuma ser tarde: caso você seja um
bebedor pesado não alcoólico, dentro de um período que varia entre 5 a
10 anos, por mais saudável que você seja, perdas irreparáveis irão
acontecer em todos os setores de sua vida. O mais traiçoeiro é que, na
maior parte deste tempo, você se diverte muito e pensa que tem o total
controle da situação, sem sequer perceber que enlouquece lentamente,
minando relacionamentos e magoando quem está à sua volta. As
pessoas mais próximas e queridas costumam notar o problema bem
antes de você e tentam alertá-lo. Mas, no início, dificilmente você lhes
dará ouvido. Por outro lado, para o bebedor compulsivo não-alcoólico,
vale lembrar que, mesmo os que não têm falha genética que inviabilize
a metabolização do álcool, ao insistirem no contato freqüente com a
substância, estão propensos a desenvolver o alcoolismo. E esta doença,
quando se instala, é irreversível.

O ponto de vista interacionista


A bagagem genética hereditária que o indivíduo carrega, bem como
sua interação com o ambiente, história de vida, etc., determina o grau
de propensão à drogadição. Pessoas com maior predisposição ao
alcoolismo o manifestam de imediato, logo nos primeiros contatos com
a substância. Já no bebedor compulsivo, pode levar anos para que a
doença se instale, enquanto o álcool consome lentamente seu
organismo, sobrecarregando o trabalho do fígado, além de provocar
vários distúrbios comportamentais devido à interferência de um
elemento estranho ao cérebro e ao sistema nervoso - que, aliás,
também irá destruir gradativamente os neurônios.
O bebedor compulsivo não alcoólico possui mais dificuldade em
admitir a doença do que o alcoólico. Reconhecer que está doente e que
precisa de ajuda é o primeiro passo para o início do tratamento, sendo,
nesta fase, o apoio da família e entes queridos fundamental para sua
recuperação.

O enfoque psicológico
As pessoas, em geral, costumam lidar com o alcoolismo – e com o
alcoólico – através de um prisma meramente moral. Esta é uma
maneira errada de tratar o assunto. O alcoolismo é uma doença como
outra qualquer e, assim sendo, o alcoólico merece ser tratado com o
mesmo respeito que deve ser concedido a qualquer outro paciente. No
entanto, a relutância em aceitar o alcoolismo como doença, tanto por
parte da família quanto do alcoólico, muitas vezes impede o sucesso na
recuperação. O alcoólico, num primeiro momento, com medo da
reprovação dos que o cercam, custa a admitir o problema, sempre
demonstrando uma forte resistência em relação a qualquer ajuda ou
tratamento.
Não se pode negar a existência de uma forte correlação entre
problemas emocionais, alcoolismo e baixa-estima, e que, neste sentido,
o álcool é inicialmente capaz de eliminar três sérios problemas: a
inibição, o nervosismo e a ansiedade. Mas o faz por um tempo limitado
e por um preço extremamente alto. O indivíduo procura no álcool uma
válvula de escape e, em princípio, com a ingestão da substância,
aparentemente encontra o que procura. No entanto, todo o processo que
envolve drogadição e dependência química representa uma armadilha,
já que, neste sentido, todo prazer é ilusório, temporário e, com o
tempo, acaba se transformando em muita dor e sofrimento.
Muitos buscam na droga uma resposta para algum problema
emocional, existencial, etc. Procuram algo para preencher um imenso
vazio e uma incompletude interior que são, até certo ponto, naturais e
até saudáveis para o desenvolvimento da alma humana. Porém, este
vazio é subjetivo, pois cada um o sente de diferentes maneiras. Não
obstante, alguns, para preenchê-lo, utilizam o caminho que lhes parece
mais fácil: o das drogas. E nada mais fácil e cômodo do que usar uma
droga lícita, como é o caso do álcool.
Daí, o permanente compromisso com a autodestruição acarretará
em fracassos nos principais setores da vida: social, econômico, moral,
etc. No final, quando o indivíduo se encontrar realmente no fundo do
poço, restar-lhe-ão apenas três opções:

(1) admitir que está doente e precisa de ajuda;


(2) demência precoce irreversível; ou
(3) a morte - geralmente prematura.

O fator hereditário
Observa-se que 65% a 70% dos alcoólicos apresentam
antecedentes familiares de alcoolismo. Como principais características
de desvios de personalidade, podemos enumerar:

- baixa tolerância à frustração


- baixa resistência à ansiedade
- sensação de isolamento
- sensibilidade acentuada
- tendências a atos impulsivos
- tendência à autopunição
- exibicionismo
- mudanças constantes e repentinas de humor
- rebeldia e hostilidade inconscientes
- necessidades bucais intensas
- imaturidade emocional.

O drogadicto dependente de álcool necessita física e


psicologicamente da substância que, em princípio, só lhe dava prazer,
mas agora só lhe traz sérias complicações de saúde, comprometendo,
inclusive, seu juízo moral. Assim, sua vida passa a girar em torno do
álcool, o que contribui para reduzir em larga escala seus horizontes.
Dessa forma, com o passar do tempo, ele acabará por contaminar
comprometendo toda a sua rede de relacionamentos, começando por
afetar sua convivência social, seu senso de responsabilidade no
trabalho, bem como sua força de vontade perante os mais banais
desafios da vida.

O enfoque psiquiátrico
O álcool é um depressor que ataca o Sistema Nervoso Central.
Após sua ingestão, devido ao alto poder de absorção do organismo, a
máxima concentração sangüínea da substância é detectada por volta de
quatro a cinco minutos. Como uma bomba de efeito retardado, a
concentração de álcool, apesar de persistir mais tempo no tecido
nervoso, aumenta mais lentamente neste do que no sangue, podendo,
por isto, causar danos irreparáveis aos tecidos nervosos.
No organismo, 10% do volume ingerido são eliminados pelos
pulmões, rins e pele, causando a sobrecarga dos rins. Os outros 90%
são convertidos em outras substâncias, provocando sobrecarga
hepática, bem como a oxidação de diversos elementos químicos
(aumento nocivo dos radicais livres no organismo). Nesta etapa, o
fígado desempenha papel de grande importância, e as disfunções
hepáticas, se já desenvolvidas, acabam por dificultar o processo de
digestão do álcool. Grandes doses de álcool, com o tempo, avariam os
rins e o fígado, principais órgãos de desintoxicação do organismo. A
oxidação de substâncias químicas pode ser resumida em três etapas:

1) O álcool, metabolizado pelo fígado, se transforma em aldeído


acético.
2) O aldeído acético, na presença de uma enzima produzida
pelo fígado denominada desidrogenase alcoólica, converte-se em
ácido acético.
3) O ácido acético é transformado em carbono e água, prontos
para serem liberados do organismo.

Este processo leva em média 72 horas para se completar e exige um


trabalho incessante dos rins e do fígado. O excesso na utilização deste
mecanismo de purificação orgânica acarreta uma sobrecarga no
organismo, desembocando em sérios problemas funcionais para os rins,
o fígado e o pâncreas. É justamente na segunda fase de metabolização
do álcool, com a falha na produção de desidrogenase alcoólica –
enzima produzida pelo fígado - que caracteriza o organismo vítima do
alcoolismo: da mesma forma que o pâncreas de um diabético é incapaz
de produzir insulina, o organismo do alcoólico é incapaz de produzir
desidrogenase alcoólica.
Desta forma, no caso de um organismo normal e saudável, a
molécula do álcool (C2H5OH) transforma-se em substâncias
inofensivas ao organismo que, com o tempo, serão por ele excretadas: o
hidrogênio e o carbono acabam se combinando com o oxigênio,
transformando-se em gás carbônico e água - substâncias que são
descartadas através da urina, respiração e transpiração. Um organismo
sadio trabalha assim, o que não é o caso do alcoólico. Como já
mencionado, este apresenta uma falha genética que não lhe permite
realizar a metobolização do álcool, observando-se uma falha na
segunda etapa da oxidação. Tal transformação só é possível na
presença da enzima desidrogenase alcoólica. Como o organismo do
alcoólatra produz pouca quantidade desta substância, o Aldeído
Acético acaba se transformando em dois grupos de substâncias nocivas
ao organismo (carbolinas e isoquinolinas), que não só contribuem para
causar a dependência como também intoxicam o organismo e
desregulam as funções homeostáticas.
Com o passar do tempo, as lesões superficiais causadas pelo uso
freqüente do álcool, por mais resistente que seja o organismo, acabam
evoluindo e se instalando como lesões crônicas, causando estados
irreparáveis no comportamento psicomotor, bem como na capacidade
de raciocínio lógico e coordenação de idéias.
Enfim, o álcool é a pior das drogas: a vítima não alcoólica que
bebe regularmente pode levar de 15 a 25 anos para desenvolver uma
cirrose hepática fatal ou uma pancreatite aguda, sendo que a verdadeira
"causa mortis" dificilmente será o alcoolismo, já que o álcool produz
inúmeros danos orgânicos secundários. Desta forma, mesmo que a
causa direta tenha sido a substância, os atestados de óbito - até mesmo
para defender a integridade moral das vítimas - tendem a camuflar a
triste realidade.

Os Alcoólicos Anônimos
Os AA se constituem numa fraternidade cujo único objetivo é o
sincero desejo de parar de beber. Membros de AA são provenientes de
todos os níveis sociais, raças, sexo, idade e religiões. Ao parar de
beber, eles recuperam a sobriedade, garantindo a estabilidade de sua
saúde e qualidade de vida. Para que sua a recuperação possa se
concretizar, todos compartilham experiências, em reuniões realizadas
regularmente, onde palavras de força e esperança são amplamente
distribuídas a todos os participantes.
Os AA é uma entidade apolítica e apartidária, financeiramente
auto-suficiente, que vive de doações de simpatizantes e ex-alcoólatras
do mundo inteiro. Por isto é um serviço gratuito. Seu propósito
primordial é manter cada membro sóbrio, a fim de que possa também
ajudar na recuperação de outros alcoólicos. Milhões deles têm
alcançado a sobriedade no AA.

Onde encontrar A.A.?


No AA não há uma hierarquia definida: lá nada é imposto ou
forçado, sendo tudo discutido de maneira espontânea e organizada.
Existem reuniões abertas para qualquer pessoa interessada, bem como
reuniões fechadas somente para alcoólicos veteranos. A seguir, veja os
telefones dos grupos de AA no Estado: Copacabana 2235-3086;
Ipanema 2247-9108; Leblon 2249-9295; Lapa 2232-1719; Largo do
Machado 2285-0244; Penha 2270-1345; Santa Cruz 3395-1657;
Teresópolis 2643-2220; Tijuca 2238-4077. Procure por "Alcoólicos
Anônimos", na lista telefônica e na internet, em:
http://www.alcoolicosanonimos.org.br. Nas capitais e grandes
cidades, uma Central de Serviços de A.A. poderá responder a suas
perguntas e colocá-lo em contato com membros de A.A.
Se você é alcoólico ou bebedor compulsivo, esperamos,
sinceramente, que você reencontre - o mais rápido possível - a melhor
parte de você mesmo. Tenham um feliz Natal e um próspero ano de
2006!

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