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Faculdades Integradas Espírito Santenses

Faculdades Integradas Espírito Santenses Física Experimental II Professor Jair Valadares Costa FAESA ENG-LAB-001 Unidade

Física Experimental II

Professor Jair Valadares Costa

FAESA

ENG-LAB-001

Unidade de Engenharia

Vitória, Agosto de 2014

2

SUMÁRIO

Capítulo 1

 

4

1.1

Sistema de unidades

4

1.2 Regras de Escrita e de Utilização dos Símbolos das Unidades

5

1.2.1

Algarismos significativos

9

1.3

Avaliando medidas

13

 

1.3.1

Regras para avaliação de incerteza

14

1.4.1

Caso 1: Soma e subtração de grandezas

14

1.4.2

Caso 2: Multiplicação e divisão de grandezas

15

1.4.3

Caso 3: Funções não-algébricas

16

1.5

Propagação de incertezas

19

 

1.5.1

Soma e subtração de grandezas

19

1.5.2

Multiplicação e divisão de grandezas

20

Exemplos:

21

Capítulo 2

25

PRÁTICA 01 – EQUILÍBRIO EM UMA BARRA

25

1. Introdução

 

25

2. Objetivo

25

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

25

4. Procedimento Experimental

25

5. Coleta dos dados

26

6. Cálculos

 

26

7. Análise dos Resultados

26

8. Referências bibliográficas

27

9. Folha de dados

28

PRÁTICA 02 – PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES

29

1. Introdução

 

29

2. Objetivo

30

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

30

4. Procedimento Experimental

30

5. Coleta dos Dados

31

6. Cálculos

 

31

7. Análise dos Resultados

31

8. Referências Bibliográficas

32

9. Folha de Dados

32

PRÁTICA 03 – DILATAÇÃO TÉRMICA

33

1. Introdução

 

33

2. Objetivo

34

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

34

4. Procedimento Experimental

34

5. Coleta dos Dados

35

6. Cálculos

 

35

7. Análise dos Resultados

36

8. Referências Bibliográficas

36

9. Folha de Dados

36

1. Introdução

 

37

2. Objetivo

38

3

4. Procedimento Experimental

39

5. Coleta dos dados

39

6. Cálculos

39

7. Análise dos Resultados

40

8. Referências bibliográficas

40

9. Folha de dados

40

Capítulo 3

41

PRÁTICA 05 – CALOR ESPECÍFICO

41

1. Introdução

41

2. Objetivo

42

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

42

4. Procedimento Experimental

42

5. Coleta dos dados

43

6. Cálculos

43

7. Análise dos Resultados

43

8. Referências bibliográficas

44

9. Folha de dados

44

PRÁTICA 06 – LEI DE RESFRIAMENTO DE NEWTON

45

1. Introdução

45

2. Objetivo

46

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

47

4. Procedimento Experimental

47

5. Coleta dos dados

47

6. Cálculos

47

7. Análise dos Resultados

48

8. Referências bibliográficas

48

PRÁTICA 07 – OSCILAÇÕES (EXPERIMENTO A)

50

1. Introdução

50

2. Objetivo

51

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

51

4. Procedimento Experimental

51

5. Coleta dos dados

52

6. Cálculos

52

7. Análise dos Resultados

52

8. Referências bibliográficas

52

9. Folha de dados

53

PRÁTICA 08 – VELOCIDADE DE UMA ONDA EM UMA CORDA ESTICADA 55

1. Introdução

55

2. Objetivo

55

3. Equipamentos e Instrumentos de Medida

55

4. Procedimento Experimental

56

5. Coleta dos dados

56

6. Cálculos

56

7. Análise dos Resultados

56

8. Referências bibliográficas

57

PRÁTICA 09 – COEFICIENTE DE RESTITUIÇÃO

59

1.

Introdução

59

2.

Objetivo

60

4.

Procedimento Experimental

60

4

6. Cálculos

60

7. Análise dos Resultados

60

8. Referências Bibliográficas

60

9. Folha de Dados - Componentes do grupo:

61

Capítulo 1 Revisão

1 Sistema de unidades e algarismos significativos

1.1 Sistema de unidades

Como conhecemos o padrão utilizado nos sistemas de medidas é o do sistema internacional de unidades (SI). São sete as unidades fundamentais do SI:

de unidades (SI). São sete as unidades fundamentais do SI: Combinando estas unidades temos todas as

Combinando estas unidades temos todas as outras que utilizamos normalmente em física.

Na tabela abaixo temos algumas unidades derivadas das fundamentais:

5

5 1.2 Regras de Escrita e de Utilização dos Símbolos das Unidades Devem ser seguidas as

1.2 Regras de Escrita e de Utilização dos Símbolos das Unidades

Devem ser seguidas as seguintes regras quando da escrita ou utilização das unidades de medida:

i. Representação do Nome das Unidades. Os nomes das unidades devem ser escritos com caracteres minúsculos, mesmo que derivem de nomes de cientistas. Exemplo: metro, segundo, ampere, watt, hertz. Exceção: grau Celsius

ii.

Os nomes das unidades admitem plural (segundo o Bureau Internacional

de Pesos e Medidas - BIPM), só passando ao plural a partir de dois, inclusive.

iii.

; 5,2

Exemplo: 0,47 metro; 1,99 joule; 2 miliamperes; metros por segundo.

Os símbolos das unidades são escritos em caracteres minúsculos. No entanto, se o nome da unidade deriva de um nome próprio, a primeira letra do símbolo será maiúscula.

8

10

4

segundo

iv.

Exemplo: m (metro); s (segundo); W (watt); N (newton); Pa (pascal).

6

vi. O nome de um múltiplo (ou submúltiplo) de uma unidade obtém-se acrescentando o nome da unidade ao nome do prefixo apropriado.

Exemplo: centímetro (

vii. O símbolo de um múltiplo (ou submúltiplo) de uma unidade forma-se

acrescentando o símbolo da unidade ao símbolo do prefixo apropriado. Exemplo: cm ; kW ; A . Os símbolos dos prefixos SI, quando impressos, escrevem-se em caracteres seguidos. Não se deve deixar espaço entre o símbolo do prefixo e o símbolo da unidade.

Exemplo: deve escrever-se km e não k m para indicar

10

2

) ; quilowatt (

10

3

W

6

) ; microampere ( 10 A

m

).

10

3

m .

Não se deve, igualmente, deixar espaço entre o nome do prefixo e o nome

da unidade, quando se escreve o nome do múltiplo (ou do submúltiplo).

Exemplo: deve escrever-se microampere e não micro ampere.

viii. Um prefixo não pode ser empregue sem uma unidade.

Exemplo: deve escrever-se m e não .

ix. Não se empregam prefixos compostos, isto é, prefixos formados pela

associação de dois ou mais prefixos. Exemplos: deve escrever-se pF (picofarad) e não  F ; deve escrever-se GW

(gigawatt) e não kMW. Nota 1: Entre as unidades de base do SI, a unidade de massa é a única cujo nome (quilograma) contém, por razões históricas, um prefixo. Tal fato é uma exceção; os nomes e símbolos dos múltiplos (e submúltiplos) decimais da unidade SI de massa são formados pela junção dos prefixos à palavra “grama” e dos símbolos convenientes ao “g”. Nota 2: A palavra “grama” é, neste contexto, um substantivo masculino; nestas condições, é incorreto dizer, por exemplo, “duzentas gramas” (como tantas vezes se ouve!), devendo antes dizer-se “duzentos gramas”.

O conjunto formado pela junção do símbolo de um prefixo ao símbolo de uma

unidade constitui um novo símbolo inseparável, que pode ser elevado a uma potência (positiva ou negativa) sem necessidade de parêntesis e que pode, também, ser combinado com outros símbolos de unidades, para formar símbolos

de unidades compostas.

Exemplo:

cm

2

significa sempre

(10

2

m )

2

10

4

m

2

m

2

e nunca

10

2

;

s

1

significa sempre

10

6

s

1

10

6

s

1

e nunca

10

6

s

1

Observações complementares:

O Brasil, como praticamente todos os outros países, adota como base do seu sistema legal de medidas o Sistema Internacional de Unidades, permitindo, porém algumas outras unidades não pertencentes ao SI. Vejamos alguns exemplos:

7

a) a unidade de ângulo plano é o radiano, mas permite-se a utilização do grau, minuto e segundo;

b) a unidade de tempo é o segundo, permitindo-se, também, a hora e o minuto.

c) a unidade de volume é o

3 , permitindo-se o litro = 0,001 m 3 . O símbolo reservado para

o litro é a letra éle minúscula (l). Podemos utilizar, também, o símbolo L para evitar

m

confusão com o número 1 ou a letra i.

d) Existem algumas outras unidades também aceitas em conjunto com o SI. Nos trabalhos técnicos científicos, porém, recomenda-se, tanto quanto possível o uso mais amplo do SI.

e) No uso do sistema legal de unidades há algumas regras que devem ser estritamente observadas. Vejamos algumas delas associadas a erros muito freqüentes:

O plural dos nomes das unidades se faz com as seguintes regras:

os nomes recebem um “s” no final da palavra sem desfigurar o nome da unidade:

metros, candelas, volts, mols, decibels, pascals;

exceto quando terminam por s, x ou z: hertz, siemens, lux, etc.

f) . a separação da parte decimal em um número, no Brasil, é feita utilizando-se vírgula e não ponto. É errado, pois, dizer que uma temperatura é de trinta e seis “ponto” cinco

graus Celsius, ou escrever 36.5 C. O certo é 36,5 C que se lê como trinta e seis graus celsius e cinco décimos ou, ainda, trinta e seis vírgula cinco graus Celsius;

g)

Está também excluída a possibilidade de representar frações decimais menores do que um pela expressão “ponto tal”. Exemplo: “a capacitância de um capacitor é .51 μF”. O certo é 0,51 μF;

h)

Os símbolos ’ e ” são reservados para minuto e segundo de ângulo plano, nunca para indicar tempo;

i)

Não se usa a unidades “mícron”, nem o plural “micra”, para indicar 0,000 001 m que é igual a 1 micrometro (1 μm);

j)

A

pronúncia dos prefixos SI tem a sílaba tônica no nome da unidade e não no prefixo.

Falamos de micrometro (pronunciado “micrométro”). Exceto nos casos consagrados pelo uso: quilômetro, decímetro, centímetro, milímetro;

k) Os símbolos devem ser grafados corretamente. Às vezes são utilizadas deturpações do tipo “seg” para representar segundo, cujo símbolo correto é s;

l) A unidade de temperatura recomendada é o kelvin (não é “graus Kelvin”). Existe, porém uma unidade também utilizada que é derivada do kelvin e que se denomina grau Celsius, dada por:

t = TT 0

, com T 0 = 273,15 K

onde t é a temperatura em graus celsius e T a temperatura em Kelvins. Nota: não existe, na legislação, a denominação “grau centrígrado”!

m) Símbolo - Não é abreviatura

O símbolo é um sinal convencional e invariável utilizado para facilitar e universalizar a escrita e a leitura das unidades SI. Por isso mesmo não é seguido de ponto.

8

8 Símbolo - Não tem plural O símbolo é invariável; não é seguido de “s”. Unidade

Símbolo - Não tem plural

O símbolo é invariável; não é seguido de “s”.

O símbolo é invariável; não é seguido de “s”. Unidade Composta Ao escrever uma unidade composta,

Unidade Composta Ao escrever uma unidade composta, não misture nome com símbolo.

uma unidade composta, não misture nome com símbolo. n) O Grama O grama pertence ao gênero

n)

O Grama

O

grama pertence ao gênero masculino. Por isso, ao escrever e pronunciar essa unidade, seus

múltiplos e submúltiplos, faça a concordância corretamente.

Exemplos:

dois quilogramas quinhentos miligramas duzentos e dez gramas oitocentos e um gramas

O

Prefixo Quilo

O

prefixo quilo (símbolo k) indica que a unidade está multiplicada por mil. Portanto, não

pode ser usado sozinho.

9

9 Use o prefixo quilo da maneira correta. o) Medidas de Tempo Ao escrever as medidas

Use o prefixo quilo da maneira correta.

9 Use o prefixo quilo da maneira correta. o) Medidas de Tempo Ao escrever as medidas

o) Medidas de Tempo

Ao escrever as medidas de tempo, observe o uso correto dos símbolos para hora, minuto e

segundo.

o uso correto dos símbolos para hora, minuto e segundo. Obs: Os símbolos ’ e ”

Obs: Os símbolos ’ e ” representam minuto e segundo em unidades de ângulo plano e não de tempo.

1.2.1 Algarismos significativos

Ao se efetuar uma medida, atribuimos um valor numérico acrescido de uma unidade (possivelmente). Este valor, obviamente, é constituido de algarismos (numerais de número). Chamamos a estes numerais que compõem o valor da medida de algarismos significativos. Nesta definição, cabe complementar com a definição de Algarismos significativo como compostos de:

Algarismo Significativo=Exato(s)+Duvidoso Onde Exato(s) é determinado pelo instrumento de medida Duvidoso é avaliado, de forma subjetiva, pelo observador.

A representação de qualquer medida deve levar em consideração o conceito de algarismos significativos. Definem-se algarismos significativos como sendo todos os algarismos de uma medida contados da esquerda para a direita a partir do primeiro dígito diferente de zero.

todos os algarismos de uma medida contados da esquerda para a direita a partir do primeiro

10

Figura 1.1 Régua graduada em cm.

Na figura 1.1 tem-se uma régua graduada em centímetros com resolução de 0,1 cm (resolução

= menor divisão do instrumento de medida). Pode-se dizer que o comprimento da barra é 2,54

cm

(três algarismos significativos).

Os

algarismos 2 e 5 são garantidos, porém o 4 foi avaliado. No lugar de 4 poderíamos ter 3 ou

5, podendo a leitura ser 2,53 cm ou até 2,55 cm. Concluímos desta forma que o último dígito de qualquer medida pode variar, sendo este chamado de duvidoso.

qualquer medida pode variar, sendo este chamado de duvidoso. Ponte de espaguete com 337 g (3

Ponte de espaguete com 337 g (3 algarismos significativos). Carga de ruptura de 34821 g (5 algarismos significativos).

Uma medida pode ser representada de várias formas, desde que não alteremos a quantidade de algarismos significativos. Desta forma podemos representar uma medida com 3 algarismos de diversas maneiras: 25,4 cm = 0,254 m = 0,000254 km = 0,254 x 10 3 km.

Observe os exemplos:

a) 25,4 cm tem 3 algarismos significativos;

b) 0,254 m tem 3 algarismos significativos;

c) 2,54x10 1 m tem 3 algarismos significativos;

d) 25,40 cm tem 4 algarismos siginificativos;

e) 25,400 cm tem 5 algarismos significativos

Nos exemplos citados podemos tirar as seguintes conclusões:

Zeros à esquerda e potências de dez não representam algarismos significativos, porém zeros a direita de uma medida representam algarismos significativos.

As medidas (a), (d) e (e) foram feitas com instrumentos diferentes (possuem quantidades diferentes de algarismos significativos);

A medida (e) é a mais precisa do que as medidas (a) e (d) pois possui maior quantidade de algarismos significativos;

11

A tabela 1.3 exemplifica a quantidade de algarismos significativos obtidos por medidas de

diferentes instrumentos.

Tabela 1.3 Algarismos significativos entre instrumentos diferentes.

Instrumento

Menor divisão da escala (resolução) [cm]

Comprimento da barra [cm]

da escala (resolução) [cm] Comprimento da barra [cm] Régua em cm 1 12,7 Régua comum 0,1

Régua em cm

1

12,7

Régua comum

0,1

12,75

Paquímetro

0,005

12,745

Comprimento da barra [cm] Régua em cm 1 12,7 Régua comum 0,1 12,75 Paquímetro 0,005 12,745
Comprimento da barra [cm] Régua em cm 1 12,7 Régua comum 0,1 12,75 Paquímetro 0,005 12,745
Micrômetro 0,0001 12,74515
Micrômetro 0,0001 12,74515
Micrômetro 0,0001 12,74515

Micrômetro

0,0001

12,74515

A quantidade de algarismos significativos é maior quanto menor for a divisão (resolução do

instrumento) da escala de instrumentos de mesma graduação. Pode-se perguntar então:

“Existe alguma medida exata?”.

Exercício – Escreva na tabela abaixo o número correto de algarismos significativos de cada medida apresentada. Observe que potência de dez não representa algarismo significativo.

MEDIDA

NÚMERO DE ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

42,0540 m

123,36 dm 23x10 2 cm 23x10 - 2 cm 23,038 mm 0,00142 km 3,000000 mm
123,36 dm 23x10 2 cm 23x10 - 2 cm 23,038 mm 0,00142 km 3,000000 mm

123,36 dm

23x10 2 cm

23x10 -2 cm

23,038 mm

0,00142 km

3,000000 mm

0,000003 mm

Exercício – Escreva na tabela abaixo a medida 8927,536x10 -3 km de acordo com o número de algarismos significativos pedidos. Forneça as respostas em metros. Como critério de arredondamento, acrescente um unidade no último dígito se o dígito posterior for maior ou igual a 5.

NÚMERO DE ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

RESPOSTA

6

8927,54 x10 3 m

12

5

4

3

2

1

Observações:

Quando efetuarmos uma medida qualquer, devemos apresentar o valor da grandeza com todos os algarismos significativos, inclusive o último que é duvidoso;

Podemos apresentar uma grandeza de várias formas, desde que não alteremos o número de seus algarismos significativos.

Como o valor de uma grandeza não deve conter mais do que um algarismo duvidoso, torna-se desnecessário apresentar resultados experimentais com algarismos que não possuam qualquer significado.

Considerações a respeito dos algarismos significativos:

1. Todo algarismo diferente de zero será considerado algarismo significativo de uma medida;

2. Todo

zero

à

significativo;

direita

de

um

algarismo

significativo

será

considerado

algarismo

3. Todos os zeros localizados à extrema esquerda de uma medida não serão considerados algarismos significativos;

4. As potências de base dez não são consideradas como algarismos significativos.

Operações matemáticas com Algarismos significativos:

Veremos, mais adiante, que toda grndeza física avaliada, direta ou indiretamente, possui uma incerteza associada ao processo de medição e também veremos que é a incerteza quem determina a quantidade correta de algarismos signifiactivos com a qual a grandeza deve ser representada. Porém, mesmo reconhecendo a necessidade de se invluir a incerteza na grandeza avaliada, é possível combinar grandezas físicas, através das operações matemáticas elementares, sem fazer o uso de sua incerteza e das incertezas das grandezas envolvidas. Multiplicação e Divisão:

i. mantém-se no resultado uma quantidade de algarismos idêntica à da grandeza com menor número de dígitos. Adição e subtração:

i) Exprime-se a soma e/ou diferença fatorando-se a maior potência de dez;

ii) Verifica-se, então, qual desses números tem o algarismo duvidoso de maior ordem;

iii) O algarismo duvidoso do resultado estará nessa mesma ordem.

Exemplos:

1 – Efetue as operações aritméticas usando as regras apresentadas acima.

13

(a)

R

(b)

R

R

2,33,1416 245

1, 8 1 0

3

2, 247 10

3

3, 25 10

2

2, 247 10 0,325 10

2,572 10

3

3

3

(c)

3,18 10

4

2,14 10

2

R

R

R

3 , 1

( 3

3 ,

8

, 1

8

2 0

1 0

4

0 ,

1 0

4

0 ,

0 2 1 4

0 2 1 4 )

1 0

4

1 0

4

(d)

3,18

2, 314

45

(e) 43,112

2,314

5,55

(f) 1,2 30 45,55

(g) 1, 2 10

3

Arredondamento

30 10 15, 34 10

5

Como regra geral adiciona-se uma unidade ao último algarismo significativo, se o dígito seguinte a ele for maior ou igual a cinco. Mantém-se o último algarismo significativo inalterado se o dígito seguinte a ele for menor do que cinco.

1.3 Avaliando medidas Uma das etapas fundamentais do curso de física experimental é a de avaliar uma medida, pois devemos aprender que nenhuma medida é exata. Seguem as regras fundamentais para o processo correto de avaliação de medidas.

Graduação do instrumento de medida;

Menor divisão do instrumento de medida

Valores mínimos e máximos da medida

Avaliar o algarismo duvidoso

14

Acrescentar a incerteza como metade da resolução, salvo excessões como, por exemplo, o paquímetro.

1.3.1 Regras para avaliação de incerteza

As regras fundamentais para utilizar a incerteza são:

A incerteza deve possuir um algarismo significativo.

A incerteza possuir a mesma unidade da grandeza que a define;

A possição decimal do algarismo duvidoso (último algarismo) de com a posição decimal do algarismo da incerteza.

F

deve coincidir

Em

Física Experimental 1, a incerteza será determinada pelo instrumento de medida. Abaixo

encontra-se uma tabela referente aos instrumentos usados no laboratório.

Instrumento

Incerteza

Instrumento Incerteza
Instrumento Incerteza

Paquímetro

x re s o lu o

Termômetro analógico

T

1 re s o lu o
2

Termômetro digital

T re s o lu o

Cronômetro digital

t re s o lu o

Relógio comparador

x

1 re s o lu o
2

Balança digital

m re s o lu o

Régua

x

1 re s o lu o
2

Em qualquer leitura direta em instrumentos de medida, de um modo geral, a incerteza é avaliada como sendo a metade da resolução (salvo exceções, como por exemplo o paquímetro). A resolução da régua na figura 1.7 é de 1 m, portanto a incerteza será de 0,5 m, sendo a medida do traço (2,4 ±0,5) m. Observe que o último dígito da incerteza (o cinco) acompanha o algarismo duvidoso (o quatro) na mesma casa decimal. 1.4 Propagaçao de inceteza

1.4.1 Caso 1: Soma e subtração de grandezas

A análise estatística rigorosa mostra que ao somarmos ou subtrairmos grandezas

estatisticamente independentes o erro no resultado será dado pela raiz quadrada da soma dos quadrados dos erros de cada uma das grandezas. Por exemplo, se tivermos três grandezas

dadas por: x   x , y   y e z   z , a soma (ou subtração) delas,

w = x + y + z

será afetada por erro de valor

delas, w = x + y + z será afetada por erro de valor 2 2

2

2

2

w(x) (y) (z)

.

Exercício De acordo com as medidas indicadas na tabela abaixo:

Medida d Valor (3,240  0,009)

Medida

d

Valor

(3,240 0,009)

Medida d Valor (3,240  0,009)

15

e (1,34 0,07)

e (1,34  0,07) f (2,1  0,8)
e (1,34  0,07) f (2,1  0,8)

f (2,1 0,8)

Represente os resultados das operações na tabela abaixo (com número de algarismos significativos e incerteza expressa de forma correta).:

Operação

Resultado

d+e

Operação Resultado d+e d-e

d-e

f-e d+e+f d+e-f
f-e d+e+f d+e-f

f-e

d+e+f

d+e-f

1.4.2 Caso 2: Multiplicação e divisão de grandezas

Neste caso, o erro relativo do resultado será dado pela raiz quadrada da soma dos quadrados dos erros relativos de cada fator. Por exemplo, se w = x/y teremos:

 w  x  y 2 2  ( )  ( ) w
 w
 x
 y
2
2
(
)
 (
)
w
x y

Generalizando na fórmula

F

k A B C

as

 

operações

radiciação e potenciação, teremos:

 
 f  ( ) f k
 f
(
)
f
k

k

2

(

a

(  a

)

2

(

b

)

2

(

c

 c

)

2

 

a b

 

c

 

,

de

multiplicação,

onde:

divisão,

A = ( a  a); B = ( b  b); C = ( c  c); e K = ( k  k) (constante que não depende de medição). A constante K poderá aparecer nas seguintes formas:

Número formado por quantidade finita de dígitos (número exato). Nesse caso a incerteza absoluta, k, é nula;

Número que matematicamente comporte infinitos dígitos (irracional, dízima). Neste caso a incerteza absoluta dependerá da quantidade de dígitos adotada. Se utilizarmos uma calculadora que opere com dez dígitos, teremos = 3,141592654. O último dígito foi arredondado pela máquina, e está afetado por uma incerteza de uma unidade (   = 0,000000001). Deve-se notar que na maioria das vezes a incerteza relativa do número , para tantas casas decimais, será desprezível perante as incertezas relativas das outras variáveis.

Exercício De acordo com as medidas indicadas na tabela abaixo:

16

Medida

Valor

Medida Valor d (3,54  0,09) mm e (2,10  0,61) cm
Medida Valor d (3,54  0,09) mm e (2,10  0,61) cm

d (3,54 0,09) mm

e (2,10 0,61) cm

f (21,35  0,04) m
f (21,35  0,04) m

f (21,35 0,04) m

Represente os resultados das operações na tabela abaixo (com número de algarismos significativos e incerteza expressa de forma correta).

Operação

Resultado [m]

Operação Resultado [m]
Operação Resultado [m]

f .d

d.e

f .d d . e f/d d/f (f+d)/e (f-d)/(d+e)

f/d

d/f

(f+d)/e

(f-d)/(d+e)

1.4.3 Caso 3: Funções não-algébricas Para grandezas que são representadas por funções do tipo:

F

c o

s

,

F

s i n

,

F

t a n

,

F

c o

t

,

F

s e c

,

F

s e c

c o

 

F

l n

,

etc

,

.

Devemos usar a seguinte relação para detrminar a incerteza associada à grandeza em questão

F  F x  F x   F 
F
 F x

F x
 F 

 

x

F x



x

F

F x

 

x

2

F x



x

2

Onde:

 

F F

x

F

 

x

x

Exercicios:

1) Nos itens abaixo, identifique qual o caso deve ser usado para determinar a incerteza resultante:

a) F xy

17

3 b) F  2xy c) F  x  y  z x d)
3
b)
F
 2xy
c)
F  x  y  z
x
d)
F
2
m t
e)
F  sin x
3
3
f)
F 
4xy
g)
F  x
 2 y  z
2
2
h)
Fx y
t
i)
F  Ae 

2)

3)

a)

b)

c)

d)

Obtenha a expressão da incerteza para cada item do exercício 1.

Determine G G  G :

F

x

x

 

y w

102,5

0,5

J

 

y

32,5

0,7

J

 

w

70,0

0,8

J

3

F xy

2

 

x

y

10,55

2

0,05

mm

0,05

mm

0,05

F Dh

4

D

17,55

2,70

h

40,00

0,05

mm

N

2

F

3 2 xy
3
2
xy

x

0,789

0,006

 

2

y

6,01

0,03

m

3

F xy

e)

x

m

20,00

0,08

y

32,55

0,07

 

.

De um modo geral, e é o que ocorrerá aqui na maioria das vezes, faz-se necessária a avaliação da medida um número “n” de vezes. Devido a erros estatísticos, os resultados das “n”

medições são diferentes. Indicando os resultados por dado por

n , o valor médio e

x

1

,

x

2

,

x

3

,

x

,

x
x

n

i 1

x

i

n

18

18 Espera-se que o valor médio x se torne mais preciso quanto maior for o número

Espera-se que o valor médio x se torne mais preciso quanto maior for o número de medidas. Este limite é definido como o valor médio verdadeiro:

x  lim x v n  Exercícios:
x
lim
x
v
n

Exercícios:

lim

n 

n

i 1

x

i

n

1 – Determine x

para os seguintes casos:

a) X 1, 45;1, 38;1, 33;1, 50;1, 40;1; 49

b) X 30; 49; 41; 35; 37

c) X 2, 45; 2, 38; 2, 33; 2, 50

d) X 49, 45; 49, 38; 49, 33; 49, 50; 49, 40

Como se pode ver, este valor não é verdadeiramente conhecido. Contudo, a melhor estimativa

v , que pode ser obtida a partir de “n” medições idênticas

é o valor médio x . E como fazer para representar a incerteza associada a um conjunto de “n” medidas idênticas? A resposta é através o desvio padrão.

para o valor médio verdadeiro

x
x
através o desvio padrão. para o valor médio verdadeiro x  x   x 

x

x

n   x  x  2 i i  1 n  1
n
x  x
 2
i
i  1
n  1
x
n

Observação:

iv) A incerteza deve ser representada com um algarismo significativo.

v) A posição do algarismo significativo da incerteza coincide com a posição do

algarismo duvidoso de G . Em consequência, as grandezas G e G devem ser

arredondadas.

vi) Os arredondamentos devem ser feitos somente após o cálculo da incerteza. Arredondado primeiro a incerteza.

Exercícios:

1 – Determine as incertezas associadas aos valores apresentados abaixo:

a) X 1, 45;1, 38;1, 33;1, 50;1, 40;1; 49

b) X 30; 49; 41; 35; 37

c) X 2, 45; 2, 38; 2, 33; 2, 50

d) X 49, 45; 49, 38; 49, 33; 49, 50; 49, 40

2 – Arredonde corretamente G

G

a) 0, 0352915m

b) 1, 2 5 6 cm

c) G 0,1352915m

G

2

19

3 – Represente corretamente a grandeza G levando-se em conta as incertezas apresentadas no exercício 2.

G

G

G

a) 13, 555555m
b) 533, 43555555cm
c) 3, 2023m

2

4 – A distância focal

um objeto luminoso e das imagens correspondente, formada pela lente. A medição é repetida

60 vezes para diferentes posições do objeto. Devido a erros de medição, resulta uma grande

de uma lente convergente foi determinada a partir das posições de

y

flutuação estatística nos valores de y . Os 60 resultados

y

j são mostrados na tabela abaixo

204 206 208 210 211 218 227 229 230 232 235 235 237 237 238
204 206 208 210 211 218 227 229 230 232 235 235 237 237 238

204

206

208

210

211

218

227

229

230

232

235

235

237

237

238

238

239

239

232 235 235 237 237 238 238 239 239 219 222 222 223 235 235 237
232 235 235 237 237 238 238 239 239 219 222 222 223 235 235 237
232 235 235 237 237 238 238 239 239 219 222 222 223 235 235 237
232 235 235 237 237 238 238 239 239 219 222 222 223 235 235 237

219

222

222

223

235

235

237

237

239

  239 239 240 240 241 243 244 244 246 246 248 248 249 250
 

239

239

240

240

241

243

244

244

246

246

248

248

249

250

250

253

256

257

257

257

259

259

260

262

265

267

268

269

269

269

273

285

289

256 257 257 257 259 259 260 262 265 267 268 269 269 269 273 285
256 257 257 257 259 259 260 262 265 267 268 269 269 269 273 285
256 257 257 257 259 259 260 262 265 267 268 269 269 269 273 285
256 257 257 257 259 259 260 262 265 267 268 269 269 269 273 285

Determine:

a) O valor mas provável da medida.

b) A incerteza da medida de y

c) O valor da grandeza y

1.5 Propagação de incertezas

e

1.5.1

Soma e subtração de grandezas

A análise estatística rigorosa mostra que ao somarmos ou subtrairmos grandezas

estatisticamente independentes o erro no resultado será dado pela raiz quadrada da soma dos quadrados dos erros de cada uma das grandezas. Por exemplo, se tivermos três grandezas

dadas por: x   x , y   y e z   z , a soma (ou subtração) delas,

w = x + y + z

será afetada por erro de valor

Δ w= (Δ ̄ x) 2 +(Δ ̄ y) 2 +(Δ ̄ z) 2 .

̄

1.5.2 Multiplicação e divisão de grandezas

Neste caso, o erro relativo do resultado será dado pela raiz quadrada da soma dos quadrados

dos erros relativos de cada fator. Por exemplo, se w = x/y teremos:

Δ w

̄

w̄

= ( Δ ) 2 +( Δ ) 2

̄

x

̄x

̄

y

̄y

20

Generalizando na fórmula F=kAB α C β as operações de multiplicação, divisão, radiciação e potenciação, teremos:

̄

Δ f

̄

f

c

= ( Δ ) 2 +( Δ ) 2 +(α Δ ) 2 +(β Δ ̄

̄

k

̄

k

̄

a

̄a

̄

b

̄

b

̄c

) 2

,

onde:

̄

̄

A = ( a  a); B = ( b  b); C = ( c  c); e K = ( k  k) (constante que não depende de medição). A constante K poderá aparecer nas seguintes formas:

̄

̄

Número formado por quantidade finita de dígitos (número exato). Nesse caso a incerteza absoluta, k, é nula;

Número que matematicamente comporte infinitos dígitos (irracional, dízima). Neste caso a incerteza absoluta dependerá da quantidade de dígitos adotada. Se utilizarmos uma calculadora que opere com dez dígitos, teremos = 3,141592654. O último dígito foi arredondado pela máquina, e está afetado por uma incerteza de uma unidade ( = 0,000000001). Deve-se notar que na maioria das vezes a incerteza relativa do número , para tantas casas decimais, será desprezível perante as incertezas relativas das outras variáveis. 1.5.3 Caso mais geral.

Suponha que FF (x, y, z,) . Sendo que as grandezas x, y, z, são admitidas

como

as incertezas padrões

correspondentes.

Se os erros nas variáveis x, y, z, são completamente independentes entre si, a

incerteza padrão em F

grandezas

experimentais,

sendo

x, y, z,

é, em primeira aproximação, dada por

F

2

 F   

 

x

2

x

2

 F   

y

2

y

2

 F   

 

z

2

z

2

A equação acima é uma aproximação Para que a aproximação seja boa, a função

FF (x, y, z,) deve variar de maneira suficientemente lenta com x, y, z, . Lembrando que a expressão para propagação de incerteza tem por hipótese que as variáveis

sejam independentes entre si. Quando isto não ocorre, a expressão acima é

incompleta, exigindo os termos covariantes.

x, y, z,

Por definição a incerteza é: Parâmetro não negativo, que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser razoavelmente atribuídos a um mensurando, com base nas informações utilizadas. A incerteza é classificada como:

Incerteza tipo A: é a incerteza obtida por meios estatístico. Incerteza tipo B: é a incerteza determinada de outra forma. Por exemplo, quando se atribui a incerteza de uma medida como sendo a metade da resolução do instrumento usado em dada medida, esta incerteza é do tipo B.

21

Exemplos:

1 – O volume de um cilindro pode ser determinado medindo-se comprimento L e o raio R.

O volume V

é uma função de o L

e R.

V LR

2

.

A determinação da relação da incerteza propagada é:

2

  

L

R

 

V

V

2

2

V

 

2

2

2

L

 V  

 

2

R

2

L

2

2 LR

2

R

2

R

– Função trigonométrica: F a cos( x)

2

 F   F      x a sin( x )
F
 F 
 
 
x
a
sin(
x
)
 x
Desse modo teremos
x
 
Lembrando que a variável x é dada em radianos.
F
log
x
)
3 – Função logarítmica:
a (
dF
d
1
log
x )
Sabendo que
a (
, teremos:
dx
dx
ln(
a x
)
  F 
1
 x
F
 
x
 
x
 
ln(
a
)
x
4
O ângulo
de Brewster
de um material
foi medido experimentalmente, obtendo-se

B

(59, 3

0

1, 2

ângulo de Brewster é

0

)

. A relação entre o índice de refração

n

de um material

tan(

B

)

n . Mostre que n (1, 68 0, 08) .

5 – Mostre que:

a) Se Fxyz , então

b) Se

F

x

y

, então

F

2 2 2 F x y z 2 2  F    x
2
2
2
F x y z
2
2
F
 
 x 
 
 
y
   
x
y

e

o

22

c) Se

F cx

m

y

n

, então

F F

2 2 2   c    x    y 
2
2
2
c
x
y 
m
n
 
c
 
 
x
 
y

6

e

– Determine o volume de um cilindro sabendo que

R (0, 032 0, 005)mm .

L

(0, 451 0, 004)mm .

7 – Determine F .

a)

b)

c)

d)

e)

f)

F

2 sin( x); x 13, 3 0,1

0, 03

x cos( y); x 2, 2 0, 4; y 15, 3 0, 2

0

0

.

Fe

F

F

2

4

x

;

x

1, 33

0

0

2

x cos ( y); x 3,9 0, 4; y (1,33 0,06)rad

F 4 cos(3 x ); x (1, 33 0, 06)rad

F

x y c o s ( z );

x

3, 9

0 , 4 ; y

(1, 3 3 0 , 0 6 ) r a d

7 - Atividade:

Determine, para as 6 peças colocadas sobre a mesa, quais delas representam elementos de mesma espécie e de espécies diferentes. Verifique se a distribuição de massa é homogênea.

As peças são metálicas e cilíndricas. O procedimento consiste em medir as dimensões dos cilindros bem como a sua massa.

Medidas Cilíndro 1 D H X1 X2 Cilíndro Cilíndro Cilíndro Cilíndro Cilíndro 2
Medidas Cilíndro 1 D H X1 X2

Medidas

Cilíndro

1

D

H

X1

X2

Medidas Cilíndro 1 D H X1 X2 Cilíndro Cilíndro Cilíndro Cilíndro Cilíndro 2

Cilíndro

Cilíndro

Cilíndro

Cilíndro

Cilíndro

2

3

4

5

6

D

H

D

H

D

H

D

H

D

H

Cilíndro Cilíndro 2 3 4 5 6 D H D H D H D H D
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa

X3

X4

X5

Massa

X3 X4 X5 Massa
X3 X4 X5 Massa

M mm

Cilíndro 1

Cilíndro 2

Cilíndro 3

M  m  m Cilíndro 1 Cilíndro 2 Cilíndro 3 Cilíndro 4
M  m  m Cilíndro 1 Cilíndro 2 Cilíndro 3 Cilíndro 4
M  m  m Cilíndro 1 Cilíndro 2 Cilíndro 3 Cilíndro 4

Cilíndro 4

Cilíndro 5 Cilíndro 6
Cilíndro 5 Cilíndro 6
Cilíndro 5 Cilíndro 6
Cilíndro 5 Cilíndro 6

Cilíndro 5

Cilíndro 6

Objeto

Ddd

Hhh

Lembrando que

23

D V   ( ) 2 h 2 m   V Usando a
D
V 
(
)
2 h
2
m
V
Usando a relação de propagação de incerteza
2
2
2



d
h
m
d
 
 
h
 
 
m
 
     d  d    4 m  8
d
d
 
4
m
8
m

2
3
d h
 
d h
 
4
m
4
m

2
2
2
h
h
 
d h
 
d h
  
4
m
4
2
2
 
m
m
 
d h
 
d h
2
2
2
8
m
4
m
4
 
d
   
h
m
3
2
2
2
d h
 
d h
 
 
d h
 

Com um pouco de álgeb ra, pode-se chegar ao seguinte resultado:

 

2 2 2   m  h     d  
2
2
2
 
m
 h 
d 
2
 
m
 
   
h
 
d

Com o resultado acima, determine a densidade e sua respectiva incerteza para cada um dos clíndros acima.

Objeto      Cilíndro 1 Cilíndro 2

Objeto



Cilíndro 1

Cilíndro 2

Objeto      Cilíndro 1 Cilíndro 2
Cilíndro 3 Cilíndro 4 Cilíndro 5 Cilíndro 6
Cilíndro 3 Cilíndro 4 Cilíndro 5 Cilíndro 6

Cilíndro 3

Cilíndro 4

Cilíndro 5

Cilíndro 6

2.4. Incerteza tipo A e incerteza tipo B A distinção entre erro sistemático e estatístico é um pouco arbitrária. Conforme as definiçoes apresentadas, o erro estatístico varia de maneira aleatória quando a medida é repetida, enquanto o erro sistemático é sempre o mesmo. Tornando, desse modo, a distinçao entre os dois dependente do universo de medidas considerada. Em função da relativa arbitrariedade nas definições de erro sistemático e erro estatístico, tem sido recomendado por organizações internacionais que as incertezas sejam classificadas apenas como incerteza tipo A e de tipo B. Incerteza tipo A são aquelas obtidas através métodos estatísticos. Ou seja, quando a inceteza for estimada a partir de medições repetidas de um mesmo mensurando.

24

Incerteza tipo B são aquelas obtidas através de outras fontes. Ou seja, oriunas por meio de procedimentos não estatísticos.

25

Capítulo 2

26

PRÁTICA 01 – EQUILÍBRIO EM UMA BARRA

1. Introdução

Para que um corpo extenso esteja em equilíbrio é necessário que as duas condições a seguir sejam satisfeitas:

1. Que resultante das forças que atuam sobre o corpo seja nula: F=0 .

2. Que resultante dos torques que atuam sobre o corpo seja nulo: τ=0 .

2. Objetivo

Ao final da prática, o aluno deverá ser capaz de:

Eq. 1

Eq. 2

1

-Comprovar as condições de equilíbrio para um corpo extenso.

2

-Distinguir o equilíbrio teórico do equilíbrio observado.

3

- Identificar as fontes de erros.

4

- Conhecer a funcão de cada componente que compõe a prática.

3.

Equipamentos e Instrumentos de Medida

Pedestais, que servirão de suporte;

Um conjunto de massas de pesos diferentes e seus suportes;

Dinamômetros;

Uma régua graduada em centímetros.

27

4. Procedimento Experimental

Antes de montar aparato conforme figura baixo, e usando um dinamômetro, meça o peso da

barra ( P barra ) e os pesos dos conjuntos de massas ( P 1 e P 2 ).

Monte o experimento conforme figura abaixo e meça a indicação das forças nos

dinamômetros que sustentam a barra ( D 1 e D 2 ).

Meça o comprimento da barra ( L ) e as distâncias ( x 1 e x 2 ) entre a extremidade da desta e os respectivos conjuntos de massas pendurados nela.

desta e os respectivos conjuntos de massas pendurados nela. 5. Coleta dos dados Os dados devem

5. Coleta dos dados

Os dados devem ser anotados na Tabela 1 da folha de dados. Deve-se também anotar os dados dos equipamentos/instrumentos.

6. Cálculos

28

2. Calcule o somatório dos torques que atuam sobre a barra, conforme Eq. 2.

7. Análise dos Resultados

Compare o resultado experimental encontrado com o valor previsto na bibliografia e comente sobre:

As principais fontes de erro experimental (erros grosseiros, erros sistemáticos).

Como incluir novos procedimentos ou modificar os procedimentos em que ele possa reduzir as principais fontes de erros.

Uma descrição precisa dos procedimentos experimentais adotados no item 4, contido no modelo de roteiro proposto.

8. Referências bibliográficas

Halliday, D; Resnick, R; Walker, J. Fundamentos de Física, v.2: gravitação, ondas e termodinâmica, 8ª. Ed. Rio de janeiro: LTC, 2008.

29

9. Folha de dados

Componentes do grupo:







Tabela 1 - Coleta de Dados // Resultados

2

L

x 1

x 2

P régua

P régua

P 1

2 L x 1 x 2 P régua P 1 P 2 D 1 D Medida

P 2

D 1

D

Medida

Incerteza

Medida Incerteza

30

PRÁTICA 02 – PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES

1. Introdução

Quando um corpo é totalmente ou parcialmente imerso em um fluído (líquido ou gás), sobre ele surge uma força, denominada EMPUXO, que se opõe à força peso, fazendo com que o peso aparente do corpo seja menor do que o seu peso real.

Esta força (EMPUXO) é devida ao fluído que circunda o corpo, possui a mesma direção que a força peso, porém com sentido oposto.

Arquimedes verificou que o módulo do EMPUXO era igual ao peso do volume do fluído deslocado pelo corpo. Assim:

F E =m f g

Considerando que a massa é igual ao produto da densidade do fluído pelo volume, então:

Daí, tem-se:

m f =ρ f V desl

F E f V desl g

No diagrama das forças que atuam sobre o corpo imerso no fluído temos que o peso aparente é igual ao peso real do corpo menos a força de empuxo, ficando:

Resultando em:

Do que se pode concluir que:

P ap =P F E

ρ f ⋅V desl ⋅g=P − P ap P  P ap ρ = f
ρ f ⋅V desl ⋅g=P − P ap
P  P
ap
ρ =
f
 g
V desl

31

2. Objetivo

Ao término da prática, o aluno deverá ser capaz de:

1 - Determinar a densidade (massa específica) de um líquido através da aplicação do princípio de Arquimedes;

2

- Conhecer a função de cada componente que compõe a prática.

3

– Avaliar corretamente as grandezas envolvidas.

3.

Equipamentos e Instrumentos de Medida

Pedestais, que servirão de suporte;

Um dinamômetro;

Um cilindro de nylon.

Um recipiente (béquer ou proveta) contendo o líquido, cuja densidade será determinada.

4.

Procedimento Experimental

Monte o experimento conforme a figura abaixo, utilizando os materiais fornecidos, e seguindo as orientações dos professores. Utilize a tabela abaixo para registrar as medições

e os valores calculados. Considere a gravidade igual a g= 9,81±0,05 m / s 2 .

32

32 Meça o peso real do corpo (cilindro de nylon), usando o dinamômetro; Meça o volume

Meça o peso real do corpo (cilindro de nylon), usando o dinamômetro; Meça o volume inicial de líquido no recipiente; Faça a imersão do corpo no líquido, sustentando-o pelo dinamômetro, até que a medida do volume deslocado possa ser medida; Meça o peso aparente do corpo imerso no fluído.

Cada componente do grupo deverá fazer um conjunto de medidas, de modo que o se completem de quatro a cinco conjuntos de medidas.

5. Coleta dos Dados

Os dados devem ser anotados na Tabela 1 da folha de dados. Deve-se também anotar os dados dos equipamentos/instrumentos.

6. Cálculos

Usar o método estatístico para determinar o valor médio de cada medida e a respectiva incerteza, usando as correções da Tabela “t” ou de Student, para o intervalo de confiança de 95%;

Calcular o volume deslocado pela diferença entre os volumes final e inicial;

33

Calcular a incerteza respectiva;

Calcular o Empuxo, através da diferença entre o peso real e o aparente;

Calcular a incerteza respectiva;

Calcular a massa específica do líquido;

Calcular a incerteza respectiva.

7. Análise dos Resultados

O aluno deverá comparar o resultado experimental encontrado com o valor previsto na bibliografia. Além disso, deverá comentar sobre:

3.

As principais fontes de erro experimental (erros grosseiros, erros sistemáticos).