Você está na página 1de 8

Economia Matem·tica ñEAE5841 ñ2015

Lista 2

Professor: David Turchick Monitor: Fernando Kuwer

1. Encontre o interior, o fecho e a fronteira dos seguintes conjuntos:

(a)

[0 ; 1)

[ f 2 g.

(b)

N

.

(c)

Q

.

(d)

f 1=n : n 2 N g.

2. Sejam X um espaÁo normado qualquer e x uma sequÍncia assumindo valores em X (i.e., x 2 X N ). Mostre que, se x È convergente, seu limite È ˙nico.

3. Seja u = ( x; y ) 2 R 2 N , isto È, u È uma sequÍncia assumindo valores no R 2 . Mostre que u converge para ( a; b ) se e somente se a sequÍncia x 2 R N converge para a e y2 R N converge para b .

4. Seja F : R n ! R m . Mostre que F È contÌnua se e somente se cada uma de suas m funÁıes componentes È contÌnua.

5. Seja X um espaÁo normado qualquer. Mostre que se U X È aberto e x 2 X , ent„o U n fxg È aberto. Sugest„o: vale que fxg È fechado?

6. S„o dados um espaÁo normado X , S X e p 2 X . Mostre que a bastante ˙til deÖniÁ„o de ponto de acumulaÁ„o (ou ponto limite, ou "cluster point") dada na p·gina 31 do livro do Buck (toda vizinhanÁa de p deve conter inÖnitos pontos de S ) È equivalente a:

(a)

toda vizinhanÁa de p contÈm pelo menos um ponto de S distinto de p .

(b)

existe uma sequÍncia ( x n ) n2 N assumindo valores em S nfpg que converge para

p .

7. Sejam X um espaÁo normado qualquer, x 2 X N , e p 2 X . Qual(is) dos itens a seguir equivale a " p È o limite de alguma subsequÍncia de x "? Explique.

(a)

" p È ponto limite do conjunto Im x ".

(b)

" p È ponto limite ou elemento do conjunto Im x ".

(c)

" p È ponto limite do conjunto Im x " ñ contanto que seja v·lida a hipÛtese adicional de que o conjunto Im x È inÖnito.

8. (Prova 2014) Prove ou desprove: seja ( x n ) n2 N sequÍncia assumindo valores no plano R 2 dada por x n = ((1 1 =n ) cos n; (1 1=n ) sin n ) . Seja A := Im x R 2 . Ent„o A n„o tem pontos de acumulaÁ„o.

1

9.

Dado x = ( x 1 ; :::; x n ) 2 R n , deÖna:

Prove que:

kxk 1 =

kxk 2 =

kxk 1 =

n

X

i

=1

jx i j;

v

u

u

t

n

X

i

=1

x

2

i ;

i2f 1 ;:::;ng fjx i jg .

max

(a)

As funÁıes k k 1 : R n ! R , k k 2 : R n ! R e k k 1 : R n ! R s„o normas, munido das quais o espaÁo das n -uplas ordenadas R n tem a estrutura de espaÁo normado.

(b)

Para todo x 2 R n , vale kxk 1 kxk 2 kxk 1 nkxk 1 .

(c)

A quest„o de se determinar se uma dada sequÍncia que assume valores em R n converge ou diverge independe de qual dessas trÍs normas se est· con- siderando. Obs.: por isso dizemos que essas (e outras) normas no R n s„o todas equiva- lentes.

10. Dado x = ( x 1 ;:::;x n ;::: ) 2 R N , deÖna:

kxk 1 =

kxk 2 =

kxk 1 =

1

X

i =1

jx i j (caso essa sÈrie convirja),

u v

u

t

1

X

i =1

2

x

i

(caso essa sÈrie convirja),

sup ;::: g fjx i jg (caso esse supremo exista).

i2f 1 ; 2

DeÖna ainda ` 1 := x2 R N : kxk 1 <1 , ` 2 := x2 R N : kxk 2 <1 e ` 1 := x2 R N : kxk 1 <1 . Prove que:

(a)

` 1 , ` 2 e ` 1 s„o subespaÁos vetoriais do R N (isto È, a sequÍncia identicamente nula pertence a eles, e eles s„o fechados por adiÁ„o de sequÍncias e multipli- caÁ„o de sequÍncias por um n˙mero real).

(b)

` 1 $ ` 2 $ ` 1 .

(c)

As funÁıes k k 1 : ` 1 ! R , k k 2 : ` 2 ! R e k k 1 : ` 1 ! R s„o normas, munidos das quais os espaÁos de sequÍncias ` 1 , ` 2 e ` 1 , respectivamente, tÍm a estrutura de espaÁo normado.

(d)

… possÌvel uma sequÍncia (de sequÍncias) convergir em ` 2 e ` 1 mas n„o em ` 1 . TambÈm È possÌvel haver convergÍncia em ` 1 mas n„o em ` 1 e ` 2 .

11.

Dizemos que a sequÍncia ( x n ) n2 N tem variaÁ„o limitada se a sequÍncia ( v n ) n2 N dada por v n = P n =1 jx i +1 x i j for limitada. Prove que, neste caso, ( v n ) n2 N con- verge. Prove tambÈm que:

i

(a) Se ( x n ) n2 N for de variaÁ„o limitada, ent„o ( x n ) n2 N È convergente. Dica:

Cauchy.

2

(b) Se existe um n˙mero real c tal que 0 c < 1 e que, para todo n 2 N , veriÖca- se jx n +2 x n +1 j cjx n +1 x n j , ent„o ( x n ) n2 N È de variaÁ„o limitada.

12. Seja a sequÍncia ( x n ) n2 N deÖnida recursivamente por x 1 = 1 e x n +1 = 1 + 1 =x n ; 8n 1. Mostre que ela È de variaÁ„o limitada, e ent„o calcule seu limite.

13. Seja X um espaÁo normado qualquer e ( x n ) n2 N uma sequÍncia que assume valores em X . Mostre:

(a)

Se ( x n ) n2 N È convergente, ent„o ( x n ) n2 N È de Cauchy.

(b)

(Prova 2013) Se ( x n ) n2 N È de Cauchy, ent„o ( x n ) n2 N È limitada.

(c)

Se ( x n ) n2 N È de Cauchy e tem uma subsequÍncia x m ( n ) n2 N convergente, digamos para a 2 X , ent„o x n !a .

14. Seja x 2 R N tal que, 8" > 0, 9n 0 2 N tal que, 8n n 0 , jx n +1 x n j < " . Prove ou desprove que x È uma sequÍncia de Cauchy.

15. No R 3 com a topologia induzida pela norma Euclidiana, dÍ um exemplo de:

(a)

um conjunto aberto e fechado ao mesmo tempo.

(b)

um conjunto nem aberto nem fechado.

(c)

uma coleÁ„o n„o-vazia de abertos cuja interseÁ„o n„o È um aberto.

16. No R 3 , dÍ um exemplo de uma topologia para a qual:

(a)

o item (a) do exercÌcio anterior admitiria resposta diferente da que vocÍ ap- resentou (e do seu complementar).

(b)

o item (b) do exercÌcio anterior n„o seria sol˙vel.

(c)

o item (c) do exercÌcio anterior n„o seria sol˙vel.

17. Em um espaÁo normado X , a topologia induzida pela norma È deÖnida como := fA 2 P ( X ) : A int Ag (onde int A := fx 2 X : 9" > 0 tal que B " ( x ) Ag). Cheque que È, de fato, uma topologia.

18. Sejam X um espaÁo topolÛgico qualquer e U X um aberto. Mostre que int( @U ) = ? .

19. Dados A; B X , em que X È um espaÁo topolÛgico qualquer (imbuÌdo ou n„o da estrutura de espaÁo vetorial, munido ou n„o de uma funÁ„o norma). VeriÖque que:

(a)

int ( A \ B ) = int A \ int B .

(b)

A \ B A \ B (e n„o necessariamente vale a inclus„o contr·ria).

(c)

(Prova 2014) int ( A [ B ) int A[ int B (e n„o necessariamente vale a inclus„o contr·ria).

(d)

A [ B = A [ B .

(e)

@A = A \ X n A .

(f)

A = int A [@A , onde [ simboliza uni„o disjunta.

_

_

20. Seja f : R n ! R uma funÁ„o contÌnua. Mostre que o conjunto fx 2 R n : f ( x ) = 0 g È fechado em R n .

3

21. Sejam X um R -espaÁo vetorial e k k : X ! R uma norma. k k È contÌnua?

22. Use o exercÌcio anterior para mostrar que toda bola aberta de um espaÁo normado È um aberto.

23. S„o dados espaÁos topolÛgicos X , Y e Z , e funÁıes contÌnuas f : X ! Y e g : Y ! Z . Mostre que g f È contÌnua.

24. Sejam X um espaÁo topolÛgico e Y X . VeriÖque que a famÌlia formada por todos os abertos relativos a Y È, de fato, uma topologia em Y .

25. (Prova 2014) Sejam X um espaÁo topolÛgico, K X um compacto, e F K um fechado. Mostre que F È compacto.

26. Analise se o conjunto ( x; y; z ) 2 R 3 : x 2 + y 2 < 1 e z = 0 È ou n„o compacto, usando:

(a)

a deÖniÁ„o geral de compacidade.

(b)

a noÁ„o sequencial de compacidade.

(c)

o Teorema de Heine-Borel.

27. Dados

m 0 e p 1 ;p 2 > 0 , o conjunto D = ( x 1 ;x 2 ) 2 R + 2 : p 1 x 1 + p 2 x 2 m È

compacto? Obs.: R + 2 = [0 ; 1) [0 ; 1) .

28. Seja X espaÁo normado, e A; B X compactos. Mostre que A B tambÈm ser· compacto. Dica: compacidade sequencial.

29. Seja X espaÁo normado, e A; B X . DeÖna A + B := fx 2 X : 9a 2 A; b 2 B que a + b = xg .

tais

(a)

VeriÖque ser possÌvel ter A e B fechados mas A + B n„o, tomando A =

f

_

2 ; 3 ; 4 ; 5 ;:::g e B = 2 : 5 ; 3 : 3; 4: 25; 5 : 2 ; : : : .

(b)

Mostre que se A e B s„o compactos, ent„o A + B tambÈm o ser·. Dica: A + B poderia ser interpretado como imagem direta de algum compacto via alguma funÁ„o contÌnua?

30. S„o dados um espaÁo normado X e um compacto n„o-vazio K X . Seja f : K ! K tal que kf ( x ) f ( y ) k < kx yk para todo x 6= y . Mostre:

(a)

f tem ponto Öxo. Dica: basta mostrar que kc f ( c ) k = 0 para algum c 2 K .

(b)

O ponto Öxo de f È ˙nico.

31. Em um espaÁo normado X , deÖna dist‚ncia de um ponto a 2 X a um conjunto n„o-vazio U X como

d ( a; U ) := inf fkx ak : x 2 U g .

Mostre:

(a)

A funÁ„o d est· bem deÖnida.

(b)

d ( a; U ) = 0 , a 2 U .

(c)

Se K X È compacto, ent„o, para todo a 2 X , existe b 2 K tal que d ( a; K ) = kb ak.

4

(d)

Se F R n È fechado (n„o necessariamente compacto), ent„o, para todo a2 R n , existe b 2 F tal que d ( a; F ) = kb ak .

32. (Prova 2013) Seja f : R n ! R m diferenci·vel de classe C 1 . Mostre que, se K R n

È compacto, ent„o f ( K ) , a imagem direta de K via f , È um compacto de R m .

33. Dados espaÁos topolÛgicos X e Y , seja f : X ! Y uma bijeÁ„o contÌnua. Argu- mente que a funÁ„o f 1 tambÈm ser· contÌnua se e sÛ se f ( V ) for aberto para todo V aberto. DÍ um exemplo para ilustrar que esse n„o necessariamente ser· o caso.

34. (Prova 2014) Enuncie o Teorema do Ponto Fixo de Brouwer, de maneira tal que esteja presente no enunciado a palavra "homeomorfo", e n„o esteja presente a palavra "convexo".

35. Explique se os conjuntos s„o homeomorfos ou n„o:

(a)

[ a; b ] e [ 1; 1] .

(b)

B r ( a ) R 2

e B 1 (0) R 2 .

(c)

B 1 (0)

R n e R n .

(d)

B 1 [0] = D n R n e R n .

(e)

[ 1 ; 1] [ 1; 1] e D 2 .

(f)

S 1 e R .

(g)

S 2 e R 2 .

(h)

S 2 n f (0 ; 0; 1) g e R 2 . Dica: projeÁ„o estereogr·Öca.

(i) Uma rosquinha e uma xÌcara de cafÈ. Dica: http://en.wikipedia.org/wiki/ File:Mug_and_Torus_morph.gif.

ExercÌcios complementares

1. (Prova 2014) Dois livros trazem deÖniÁıes distintas de conjunto limitado. Dados um espaÁo normado X e A X , o primeiro diz que A È limitado se existe r > 0 tal que A B r (0) , onde 0 È o vetor nulo de X . J· o segundo diz que A È limitado se existem d > 0 e p 2 X tais que A B d [ p ] . A primeira deÖniÁ„o obviamente implica a segunda. Mostre que a segunda tambÈm implica a primeira.

2. Seja A R n„o-vazio e limitado superiormente. Mostre que sup A 2 A .

3. Mostre que Q n„o È nem aberto nem fechado em R .

4. Seja X um espaÁo normado qualquer. Prove que um conjunto U X È aberto se,

e somente se, cumpre a seguinte condiÁ„o: "se uma sequÍncia ( x n ) n2 N converge para um ponto x 2 U ent„o existe n 0 2 N tal que x n 2 U sempre que n n 0 ".

5. Sejam x e y sequÍncias de n˙meros reais. Suponha que y converge para a e que, para cada n 2 N , y n È um ponto de acumulaÁ„o de Im x . Prove que a È um ponto de acumulaÁ„o de Im x .

6. Decida se converge e tente calcular o limite, se existir:

5

7.

(a) P

(b)

(c)

P

P

1

k

1

k

1 1

k =1

1

k 2 + k .

1

k

2

p k .

=1

=1

1

( k +1) 2 .

A utilidade de um indivÌduo com trajetÛria de consumo ( c t ) t2 N dada por c t =

c 0 (1 + ) t , onde c 0 > 0 e 0 , È dada pela sÈrie P =0 g ( t ) U ( c t ) , onde g ( t ) È

o fator de desconto que ele utiliza para trazer um áuxo de utilidade t perÌodos

‡ frente a valor presente. Discuta se essa sÈrie converge ou diverge (ou sob que condiÁıes adicionais ela converge ou diverge):

1

t

(a)

g : N ! R dada por g ( t ) = (1 + k ) t , onde k > 0, e U : R ! R uma funÁ„o limitada.

(b)

g como no item anterior, e U : R ! R dada por U ( x ) = x 1 1 = (1 ) ,

onde

> 0 e 6= 1 .

(c)

g : N ! R dada por g ( t ) = (1 + kt ) 1 , onde k > 0 (essa forma de descontar a utilidade futura se chama desconto hiperbÛlico ), e U : R ! R uma funÁ„o limitada.

8.

9.

10.

11.

12.

13.

(Prova 2014) Seja ( a k ) k2 N sequÍncia real.

( m < n ), R m := P n = m +1 a k . Mostre que a sÈrie P =1 a k converge se e sÛ se

lim m!1 (lim n!1 R m ) = 0 .

DeÖna, para todos m; n 2 N

n

1

k

n

k

(Bartle e Sherbert, pp. 82-83) Seja a sequÍncia real x deÖnida recursivamente por x 1 = 1 , x 2 = 2 , e x n = 0 : 5 ( x n 2 + x n 1 ) ; 8n > 2 . Estude seu comportamento assintÛtico. Dica: o item (b) do exercÌcio 11 desta lista se aplica?

Certa vez, ao deparar em uma prova com a quest„o 13 desta lista, item (b) (mostrar que sequÍncias de Cauchy s„o limitadas), um aluno deu um argumento que seguia as seguintes linhas:

Como ( x n ) n2 N È sequÍncia de Cauchy, temos que, 8" > 0, 9n 0 2 N tal que m; n n 0 )kx m x n k < " . Suponha que ( x n ) n2 N n„o È limitada. Ent„o, 8B > 0 , existe m 2 N tal que kx m k > B . Chame kx m k de A , e seja n 2 N tal que kx n k> 2 A . Tome " = A . Ent„o kx m x n k < A , mas pela 2.a desigualdade triangular temos kx m x n k jkx m k kx n kj = jA kx n kj = kx n k A > 2A A = A, absurdo.

FaÁa a correÁ„o dessa soluÁ„o.

(Prova 2013) Prove ou desprove: int A = int A; 8A R n .

Prove que se X e Y s„o espaÁos de Banach (isto È, espaÁos vetoriais norma- dos completos), ent„o X Y , com a norma do m·ximo (dada por k ( x; y ) k = max fkxk X ;kyk Y g ; 8 ( x; y ) 2 X Y ), tambÈm È um espaÁo de Banach.

Sejam X um espaÁo normado, F X fechado e C X Önito. Prove que C + F := fx + y : x 2 C e y 2 F g È fechado.

14. Seja f : R ! R dada por f ( x ) = x + =2 arctan x . Note que f n„o tem

ponto Öxo, apesar de valer, para todos x; y ( 6= x ) 2 R , jf ( x ) f ( y ) j < jx yj (por exemplo, se x > y , como f È crescente, jf ( x ) f ( y ) j = f ( x ) f ( y ) = x y (arctan x arctan y ) < x y = jx yj ). Explique por que isso n„o

contradiz o PrincÌpio da ContraÁ„o.

6

15. Seja X = f0 ; 1 ; 2 g e = f ? ; f0 g ; f 1g ; f 0 ; 1 g ; Xg. È topologia?

16. Argumente se verdadeiro ou falso: dada a funÁ„o contÌnua z : R ++ n ! R n (por exemplo, a funÁ„o que retorna demanda agregada menos oferta agregada de n bens, dados os n preÁos prevalentes), o conjunto

P = ( p 1 ;:::;p n ) 2 R ++ n : z ( p 1 ;:::;p n ) = 0 e p 1 + + p n = 1

(no caso, o conjunto dos vetores de preÁos ñ normalizados para somar 1 ñ de equilÌbrio dessa economia) È:

(a)

(b)

(c)

fechado relativo ao R n

limitado.

compacto.

++ .

17. Suponha que f : R ! R preserva compacidade (i.e., para todo compacto K R , vale que f ( K ) È compacto). f È necessariamente contÌnua?

18. Considere a seguinte sequÍncia ( x n ) x2 N de elementos (sequÍncias) do ` 1 : x 1 = (1 ; 0 ; 0 ; 0 ; : : : ) , x 2 = (0 ; 1; 0; 0; : : : ) , x 3 = (0 ; 0; 1; 0; : : : ) etc. VeriÖque que essa sequÍncia n„o tem ponto de acumulaÁ„o, donde nenhuma subsequÍncia sua pode ser convergente. Conclua que a bola fechada B 1 [(0 ; 0 ; : : : )] do ` 1 , diferentemente da bola fechada B 1 [(0 ; : : : ; 0)] do R n , n„o È compacta.

19. Acompanhe a seguinte argumentaÁ„o de que F

do

` 1 :

Fosse a = ( a 1 ;a 2 ; : : : ) ponto de acumulaÁ„o de F , haverÌamos de ter inÖni- tos elementos de F pertencentes a B " ( a ) (usando a deÖniÁ„o do Buck citada no exercÌcio 6 desta lista), qualquer que fosse o " > 0 . Logo, seria necess·rio sup fj 0 a 1 j;j 0 a 2 j ; : : : g < " , donde ja 1 j < " , ja 2 j < " etc., 8" > 0. As- sim, seria necess·rio a = (0 ; 0; : : : ) . PorÈm, por exemplo para " = 1 vemos que F\B " ((0 ; 0 ; : : : )) = ? . Assim, F n„o tem ponto de acumulaÁ„o nenhum, donde È necessariamente fechado.

Note ainda que d ((0 ; 0; : : : ) ; F ) = 1 (usando a deÖniÁ„o de dist‚ncia de ponto a

conjunto do exercÌcio 31 desta lista), ainda que kb (0 ; 0; : : : ) k 1 = kbk 1 > 1;8b2

F . Compare esse resultado com o do exercÌcio 31, item (d).

20. (Prova 2014) Avalie se correta ou incorreta a seguinte argumentaÁ„o (bem como cada alegaÁ„o feita). Dados X e Y espaÁos topolÛgicos e f : X ! Y contÌnua, se

=

f (2 ; 0 ; 0 ; 0 ; 0 ; : : : ) ;

_

(0 ; 1 : 5; 0; 0 ; 0 ; : : : ) ; 0 ; 0 ; 1 : 3 ; 0 ; 0 ;::: ; (0 ; 0; 0; 1: 25; 0 ; : : : ) ; : : : È um fechado

f È sobrejetora, ent„o a imagem direta dos abertos de X via f s„o abertos de Y .

Isso segue dos fatos (i) f f 1 ( B ) = B; 8B Y , e (ii) f 1 ( B ) È aberto (de X ) se B È aberto (de Y ).

21. (Prova 2013) Sejam X um espaÁo topolÛgico e ' a relaÁ„o deÖnida por ' := f ( A; B ) 2 } ( X ) } ( X ) : A e B s„o homeomorfos g. Essa relaÁ„o gera uma partiÁ„o do conjunto das partes de X , } ( X ) ? Como?

22. Seja X = (0 ; a ] com a topologia induzida pela norma Euclidiana e a funÁ„o f :

X ! X dada por f ( x ) = x 2 .

(a) Encontre uma condiÁ„o sobre a necess·ria e suÖciente para que f esteja bem deÖnida.

7

(b)

Existem valores de a para os quais f È uma contraÁ„o? Quais?

(c)

Mostre que f n„o possui ponto Öxo, seja qual for o a .

(d)

Explique por que isso n„o fere nem o Teorema do Ponto Fixo de Brouwer, nem o PrincÌpio da ContraÁ„o (tambÈm conhecido como Teorema do Ponto Fixo de Banach), nem o resultado do exercÌcio 30 desta lista.

23. Colocamos sobre uma mesa dois mapas abertos da cidade de S„o Paulo, um pe- queno em cima de um grande. A fronteira da cidade est· contida no mapa grande, e toda a ·rea da cidade no mapa pequeno est· sobre a ·rea da cidade no mapa grande. Argumente que existe um e um ˙nico ponto da cidade sendo representado por ambos os mapas sobre o mesmo ponto da mesa.

8