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Universidade de Coimbra

Faculdade de Letras Dra. Mónica Brito

Ricardo Couto

Turismo Backpacker:

Coimbra

2015

Índice

 

Índice Geral

2

Introdução

3

I

 

Tema - Turismo Backpacker

3

Filosofia Backpacker

5

Flashpackers vs Backpackers

6

Sazonalidade

8

II

 

Portugal

9

Resumo

9

Prêmios

10

Asia Oriental

12

Resumo

12

Itinerário

12

Importância Económica

17

Desenvolvimento Local

19

Estatísticas

19

Lonely Planet

20

Hosteis e Turismo de Backpack

22

Conclusão

23

Bibliografia

24

Introdução

O turismo backpacker tem vindo a ter um grande crescimento no século XXI.

Apesar de este conceito ter nascido na década de 50 do século XX, foi no novo milénio, com o aparecimento da crise económica e com a crescente necessidade de viajar e adquirir cultura, que este conceito teve a sua maior expansão. Em poucas palavras

consiste em viajar o máximo com o menor orçamento possível.

Um backpacker por norma viaja durante períodos de tempo mais longos que um turista normal, dá mais importância ao conhecimento e á aventura, procura alojamento barato e viajam maioritariamente em transportes terrestres mais económicos. O desenvolvimento deste tipo de turismo vem também originar outros conceitos e definições como os viajantes flashpackers, o aparecimento na década de 80 dos Hosteis assim como a filosofia e motivações destes turistas.

A escolha deste tema surgiu naturalmente pelo meu interesse neste tipo de

turismo, e também pelo desconhecimento que tinha do mesmo.

Esta tendência tem vindo a ter grande impacto económico nos países em desenvolvimento, neste caso de estudo, no continente Asiático. Neste trabalho irei incidir na área da Asia Oriental, nomeadamente: China, Vietnam, Laos, Tailândia, Camboja, Malásia e Singapura.

Tema

Há cerca de vinte anos surge um termo para designar o estilo de viagem fundado com de serviços económicos. Foi Pearce, australiano, que no ano de 1990 apresentou o término backpacker ao mundo turístico, designação que serviu para a criação um segmento de mercado. Em português o melhor nome para substituir backpacker seria mochileiro. Neste trabalho utilizam-se ambos os termos.

A história dos backpackers ou mochileiros pode ser traçada já desde das célebres

viagens de Ulisses. Mas foi nos séculos XVII e XVIII que este tipo de viagem ganha uma adaptação mais educacional de seu nome a Grand Tour. A Grand Tour eram viagens realizadas pelos mais nobres ingleses que saiam de casa, por sensivelmente 1 ano, de modo a viajar pela Europa dando assim fim aos seus ciclos de estudos. O grande objectivo da Grand Tour consistia em: aprender diversas línguas e culturas, conhecer as pessoas influentes da época, aprender a arte de ser nobre e estudar nas melhores universidades.

No século XX durante a Primeira Guerra Mundial vemos o aparecimento dos albergues de juventude na Alemanha. Este novo tipo de acomodação veio permitir experienciar a vida fora da cidade para uma classe mais baixa sobre um espirito “comunitário”. No entanto os hosteis para backpackers já são um desenvolvimento mais recente.

Os backpackers são turistas independentes e jovens que viajam por longos períodos de tempo conhecendo vários destinos de forma o mais económica possível. Estes viajantes mostram preferência por alojamentos baratos, procuram e enfatizam o encontro com outras pessoas assim como as suas culturas, organizam os seus próprios itinerários maioritariamente com actividades ao ar livre e ao longo de grandes períodos de férias.

Cássio Aoqui (2005) define esse segmento como:

‘’Jovens de qualquer idade, que realizam, fundamentalmente, viagens independentes e econômicas evitam o turismo de massa e de luxo, hospedam-se em acomodações baratas, costumam barganhar preços quando possível e utilizam a infra-estrutura de serviços (restaurantes, comunicação, transportes e facilidades) local, o que lhes permite, muitas vezes, um contacto mais próximo com a população visitada e o estilo de vida da região. ‘’(AOQUI, 2005, p.96).

O conceito base de mochileiro é também associado a uma passagem a nível pessoal, como por exemplo o início da Faculdade ou de uma carreira profissional. Daí a grande aderência que este tipo de turismo tem pela camada mais jovem. Segundo Raven (1988): “são jovens entre 18 e 30 anos, que preferem viajar individualmente e não em grupos. Na maioria dos casos, não organizam a viagem previamente, apenas procuram

e de não se misturar com as hordas de turistas de

um modo de ir de país para país pacotes”.

Há alguma dificuldade em definir um gasto médio diário de um backpacker, isto porque teríamos que ter sempre em conta o país de destino, a sua moeda e custo de vida, não falando também no próprio orçamento do viajante. Uma grande maioria destes backpackers são capazes de sobrevivem com muito pouco dinheiro, graças também a boleias, noites passadas ao relento e alguns trabalhos de curta duração que vão arranjando pelos destinos onde passam. No entanto, também grande parte deles ficam em hosteis e albergues económicos, assim como também têm uma grande inclinação à compra de produtos tanto de artesanato como de bens alimentares.

Este tipo de turismo, apesar da associação iminente a um estilo de viagem independente, jovem e económico, surge de forma a evitar o turismo de massa e de luxo, assim como fazer com que o turista contacte de uma maneira mais próxima com a população e costumes da região visitada. Este segmento ou subsector do turismo é

organizado por uma rede de pessoas que mantêm uma troca de informação tanto das suas viagens sozinhos ou em pequenos grupos como os seus multidestinos e itinerários.

Filosofia

As filosofias por detrás deste segmento turístico leva muitos pesquisadores a investigar as principais motivações dos viajantes backpackers e quais as suas tendências. Muitas vezes deparamo-nos com um estereótipo errado do mochileiro, como um jovem sem dinheiro, criminoso e talvez consumidor de drogas. Talvez também devido a alguma associação com o turismo hippie dos anos 60 e 70.

Nas Maldivas, mochileiros, são fortemente desencorajados, assim como no Butão, onde foram completamente banidos pois pensariam que seria uma ameaça a riqueza do país. Também em Goa os directores turísticos afirmam que Hippies e backpackers não trazem dinheiro suficiente, por isso apostam no turismo de luxo, e actualmente no Tibete ainda é proibida a entrada ao turista independente. No entanto, vários governos nos dias de hoje procuram mudar este tipo de preconceitos através de políticas a nível turístico.

Os Mochileiros viajam, não só pelas magníficas paisagens e famosas atracções turísticas, mas com o objectivo também de absorver o máximo a nível cultural de cada destino. Eles não se preocupam com o conforto, nem pedem grandes luxos e são fundamentalmente práticos em todos os aspectos.

A filosofia backpacker acredita na responsabilidade de um cidadão do planeta:

ecológica, pacifista, convicta nos direitos humanos. Ser um viajante, bem mais do que um turista, não deixa de ser uma filosofia de vida. O backpacker encara a viagem como uma grande aventura para descobrir e se autoconhecerem. Essencialmente procuram experienciar o destino real contrariamente aos destinos do turismo de massa, daí os mochileiros considerarem fazer parte do anti-turístico. Entre os jovens na Europeus, Australianos e Americanos é cada vez mais popular. Tornou.se comum para alguns estudantes tirarem um ano para fazer uma destas viagens de mochila as costas. Tradicionalmente realizados durante um ano sabático entre o ensino secundário e universitário, ou entre universitário e início de vida profissional.

Um dos maiores orgulhos do backpacker é ser um viajante independente que não segue o turismo de massas, por isso a maioria viajam sozinhos. Deste modo também têm uma maior liberdade na hora de realizar o roteiro e fazer uma viagem ao seu estilo e preferências geográficas. Para além de que, viajando sozinhos, têm mais predisposição e necessidade de contactar com outros viajantes ou mesmo com os nativos.

Um estudo relativo ao mercado no sudeste asiático, na pesquisa da figura 1, podemos observar e classificar as principais causas que levam backpackers a partir em viajem pelo mundo fora em descoberta:

a partir em viajem pelo mundo fora em descoberta: Figura 1- Motivos para viajar Fonte: Jarvis

Figura 1- Motivos para viajar

Fonte: Jarvis apud Oliveira (2005)

Nesta pesquisa, conduzida pela International Student Travel Confederation, conclui-se que as principais motivações dos viajantes mochileiros consistiam em:

conhecer outras culturas, tornarem-se mais cultos e se autoconhecerem também, mas no fundo divertirem-se. Procuram, por norma, novas experiências contrariamente á maioria dos turistas que vão em busca de descanso.

Backpackers vs Flashpackers

Um típico backpacker é conhecido por viajar o mundo, orgulhando-se de o fazer de uma maneira o mais económica possível, como os backpackers fazem, mas estão habituados a um certo nível de conforto. Aqueles que procuram experimentar o mundo mas preferem um quarto e cama individual em vez de dormirem num Hostel com outros 10 estranhos no mesmo dormitório, ou mesmo aqueles que preferem voar para o seu destino em vez de viajar à boleia. Também temos aquele que prefere trazer o seu

telemóvel e portátil na sua viagem para manter contacto com sua família e amigos estando sempre actualizado durante a sua aventura. Um mochileiro tradicional que opta por um mapa de papel ou outro que prefere fazer o seu caminho no Google Maps. No entanto, muitos turistas procuram viajar e conhecer o mundo de uma maneira autêntica Há uma palavra para essa forma de viajar: flashpacking. Uma maneira cada vez mais popular de viver experienciar o Turismo backpacker.

Flashpacking é uma excelente maneira de viajar pelo mundo, enquantoque adere ao estilo mochileiro independente, mas com um maior nível de conforto. O flashpacker típico tem entre os seus 30 40 anos que tem maior capacidade económica capaz de confortos e luxos numa viagem de tão longa duração. No entanto, não há limite de idade inferior ou superior para ser um flashpacker! Por vezes o flashpacker opta por viagens mais curtas ou opta por meios de transportes mais rápidos devido ao seu trabalho. O modo de transporte é a maneira mais fácil de reduzir o tempo de viagem. O flashpacker usufrui mais actividades ou passeios pagos enquanto a maior parte do orçamento de um backpacker será sempre para alimentação e transporte.

Na essência, o flashpacker continua a ser um mochileiro, pois o desejo de experimentar o lado autêntico de um destino é o grande objectivo das suas viagens, no entanto estes sentem que precisam um pouco mais de "flash" nas suas viagens.

Independentemente de todas as diferenças, sendo um mochileiro tradicional ou um que prefere fazer o seu caminho no Google Maps em vez de num mapa de papel; todos estes têm em comum o desejo de experimentar o mundo na sua maneira mais autêntica.

A questão que se coloca é o flashpacker não será o mochileiro moderno. Nos dias de hoje, verificamos muitas vezes que é mais barato viajar de avião do que de comboio, para além de também economizar tempo no transporte. Os turistas hoje em dia têm mais dinheiro consigo quando se trata de viajar, e até um jovem mochileiro viajaria com uma câmara ou um telemóvel da nova geração. Talvez estes todos sejam realmente flashpackers e os verdadeiros backpackers tradicionais á se encontrem quase todos em extinção.

Muitos turistas procuram viajar e conhecer o mundo de uma maneira autêntica, como os backpackers fazem, mas estão habituados a um certo nível de conforto. Flashpacking é uma excelente maneira de viajar pelo mundo, aderindo ao estilo mochileiro independente, mas com um maior nível de conforto.

Sazonalidade

Seja em grandes centros urbanos ou em pequenas cidades, o turismo backpacker ajuda no combate da sazonalidade, visto que estes costumam viajar maioritariamente fora da época alta. Nas suas viagens os mocholeiros exploram imensas áreas com muito potencial turístico, no entanto, sem infra-estruturas necessárias. Com a ajuda também dos mochileiros um destino menos procurado acaba por crescer lentamente, ganhando assim prestigio e apoio do governo e departamento do turismo nacional. Contacta-se também que desta maneira há uma melhor distribuição da riqueza a nível nacional e uma maior predisposição à criação de infra-estruturas.

Muito famosa por suas atracções naturais, a Austrália um dos maiores destinos turísticos para backpackers. As paisagens, a agitada vida noturna e a própria cultura australiana fazem deste um destino não sazonal, com podemos analisar na figura 2.

um destino não sazonal, com podemos analisar na figura 2. Figura 1- Chegadas e Paridas em

Figura 1- Chegadas e Paridas em solo (Nov.2000 - Nov.2011)

Fonte Australian Bureaus of Statistics

No gráfico, é então possível comprovar que as chegadas a solo Australiano durante 11 mantiveram-se numa constante com algum crescimento no ano de 2004. Nestes anos de análise e ao longo dos mesmos concluímos que há uma quebra da sazonalidade e tendência constante na chegada de turistas, muito graças ao seu reconhecimento na área do turismo backpacker provam estudos.

Figura 3- Chegadas de turistas à Asia-Pacifico (Jan.2010- Dec.2012) Fonte – PATA Foi no continente

Figura 3- Chegadas de turistas à Asia-Pacifico (Jan.2010- Dec.2012)

Fonte PATA

Foi no continente Asiático que os primeiros trilhos backspackers foram traçados e, até aos dias de hoje, este é também um dos mais famosos destinos dos mochileiros. Apesar de na figura 2 haver algumas oscilações, observamos que não há indícios de sazonalidade isto porque não há concordância nos meses em que temos níveis mais altos e mais baixos de chagadas. Se observamos atentamente o melhor resultado, em Junho de 2010, e o pior resultado, em Julho de 2012, são nas mesmas épocas do ano. Daí podemos concluir que poderá ter sido influenciado por algum outro factor, como um desastre de qualquer natureza. No entanto não podemos concluir que haja indício de sazonalidade, mas sim algumas irregularidades muito características de turistas backpackers, que não escolhem nenhuma data em especifico para realizar as suas viagens e as fazem durante uma longa duração de tempo.

Resumo

Portugal

O turismo mochileiro é um fenómeno relativamente novo que tem evoluído e crescido muito nestes últimos anos em todo o mundo. Desta maneira, é também muito importante entender como o turismo backpacker se tem desenvolvido em Portugal. O maior objectivo das políticas turísticas em Portugal consistem em identificar o perfil do

turista backpacker que visita o nosso país, assim como os seus comportamentos, motivos para viajar e os seus padrões de consumo.

Resultados mostram que o tipo de backpackers que viaja para Portugal são:

jovens que viajam de forma independente, adquirem artesanato local, procuram o convivio com outras pessoas, também de modo a conhecerem os nossos costumes e maneira de viver em casa destino que visitam.

Este tipo de Turismo é considerado um segmento de mercado jovem, geralmente caracterizado, pelas suas viagens longas, independentes e flexíveis, dando preferência a alojamento económico; e acima de tudo pela procura de actividades de lazer centradas na cultura do local; na sua maioria viajam sozinhos ou em pequenos grupos.

Segundo um entrevista dada por Ricardo Castro, o presidente da Associação de Hostels em Portugal, os hostels em Portugal caracterizam-se por serem: “um sítio confortável e relaxado onde se pode dormir, comer, cozinhar e conhecer novas pessoas, por um preço acessível mas com parâmetros de qualidade elevados”. (Revista Turismo de Lisboa nº63, p. 5).

Nos dias de hoje, a Associação de Hostels de Portugal é reconhecida, por todo o mundo, pela sua excelência no sector do Turismo backpacker, contando já com vários prémios. O objectivo e acções de marketing, neste momento, dirigem-se para a defesa da qualidade a e a melhoria dos serviços prestados aos viajantes.

Reconhecimento Mundial

A grande oferta turística em Portugal tem vindo a conquistar diversos públicos, inclusivamente o segmento mais jovem. Para satisfazer as necessidades dos visitantes encontramos tanto no Porto como em Lisboa, uma grande gama hostels. Alguns destes, premiados nos “Hoscars”, pelo website Hostelworld. Os “Hoscars” são decididos a partir de mais de um milhão de opiniões deixadas pelos hóspedes.

Nos últimos anos os hostels portugueses têm feito notícia pelo facto de serem consecutivamente distinguidos mundialmente pela sua excelente qualidade. Conforme é possível observar nos excertos jornalísticos seguintes.

Portugal é o país com maior número de categorias e hostels premiados, confirmou a organização dos galardões. Lisboa é também a cidade com mais "Hoscars": 15 no total para nove unidades.” No Público

(07.02.2014).

O Hostelworld, anuciou em 2014 ao mundo os vencedores dos seus prémios, votados pelos viajantes. Nesta 12.ª atribuição dos Hoscarss, os hostels portugueses dominaram muitas categorias.

Mundial: Melhores hostels grandes

1. Tattva Design Hostel (Porto)

2. Yes! Lisbon Hostel (Lisboa)

3. M Montreal (Montreal, Canadá)

No top 10 dos melhores Hostels médios, sete são portugueses aliás, os seis primeiros lugares são ocupados por alojamentos lusos, já com repetidos vencedores como o Home Lisbon Hostel em Lisboa.

Mundial: Melhores hostels médios

1.

Home Lisbon Hostel (Lisboa)

2.

Travellers House (Lisboa)

3.

Yes! Porto Hostel (Lisboa)

4.

5.

Living Lounge Hostel (Lisboa)

6.

Lisbon Destination Hostel (na estação do Rossio, Lisboa)

(

)

9.

A nível Mundial Portugal ainda arrecadou os prémios por:

Melhor relação qualidade-preço: Tattva Design Hostel (Porto) Melhores instalações: Tattva Design Hostel (Porto) Mais limpo: Home Lisbon Hostel (Lisboa)

Ricardo Castro, da Associação de Hostels de Portugal, explica o porquê do reconhecimento dos hostels em Portugal e o porquê de ocuparem lugar no Top 10 da Hostelworld. Possuímos características especiais que a fazem ter, também, os melhores hostels do Mundo: tem sol, tem praia, tem esplanadas, tem cerveja barata. Muitas das vezes, um hostel é mais a casa deles do que mais um sítio para ficar. (Revista Turismo de Lisboa nº63, p. 5).

Asia Oriental

Resumo

Em muitos países, nos dias de hoje, ainda encontramos uma visão preconceituosa relativamente aos backpackers. No entanto noutros países, já há alguma percepção que este segmento pode ser benéfico ao desenvolvimento do país. Este é o caso de países a Austrália, a Nova Zelândia e obviamente, do sudeste asiático.

O Turismo é a indústria que mais se tem vindo a desenvolver na Asia Oriental durante as ultimas décadas. Analistas prevêem ainda um grande crescimento nos próximos anos, mas as previsões variam consideravelmente entre pesquisadores. O factor de chegadas internacionais a cada país é um dos indicadores mais importantes, no sentido de saber quantos turistas viajam para um determinado pais durante um ano. Estes dados são obtidos através de aeroportos, fronteiras, documentos de emigração e portos marítimos por toda a Asia Oriental. No entanto por vezes este controlo torna-se difícil, isto porque nunca é possível saber o motivo da viagem de todas as pessoas. Assim sendo, não se pode concluir que todos as chegadas contribuam para as receitas anuais do turismo.

Itinerário

Foi na Asia Oriental que as primeiras expedições backpackers nasceram. E até

aos dias de hoje é uma das áreas mais populares e escolhidas pelos mochileiros. No meu

trabalho decidi traçar um novo itinerário, incluindo as cidades mais visitadas por estes

No meu trabalho decidi traçar um novo itinerário, incluindo as cidades mais visitadas por estes jovens

jovens viajantes.

Figura 4- Itinerário Asia Oriental

No mapa da figura 4 temos um percurso a começar na China, Vietnam, Laos,

Tailândia, Camboja, Malásia e acabando em Singapura.

China

Capital

Pequim

Cidade mais Populosa

Xangai

Língua

Chinês Mandarim

População

1 338 612 968 hab.

Decidi começar o meu trajecto pela china, destino culturalmente riquíssimo e ao que as tendências turísticas dão a entender, um dos destinos mais populares do século XXI. É um país moderno, bem organizado e muito movimentado onde o moderno e tradicional se misturam constantemente. Na China temos espaços emblemáticos tais como Grande Muralha, enormes Templos e magnificas paisagens tanto urbanas como naturais que já inspiraram os mais famosos artistas.

É no litoral da China que encontramos os três mais importantes destinos. Xangai, é o que traz ao país grande poder económico e caracterizado pelos seus grandes prédios. A fervilhante Hong Kong, conhecida já pelos seus prédios verticais enormes, por ser cenário de imensos clássicos do cinema e acima de tudo por ser a capital gastronómica do país, onde a mais autêntica comida chinesa é nasceu. Finalmente no sul tem Macau, com muitas influências lusas, repleta de enormes casinos e sitio onde também se pode ainda apreciar de um bom bacalhau e vinho do porto, mesmo que quem o esteja a servir seja um asiático que nem uma palavra em português sabe.

Foi então muito difícil decidir por onde começar o itinerário, dada a dimensão da China. No entanto, Macau acabou por ser o destino o que fez mais sentido. Para além da mistura de culturas que se sente nesta cidade no sul da China, que leva turistas a experienciar o melhor de cada cultura, Macau acaba por se tornar a cidade mais conveniente, dada a dimensão do país, para iniciar ou terminar um itinerário backpacker. Dado também que o tempo que levaria a visitar a China por completo seria quase o mesmo que a realizar o percurso da figura 4.

Vietnam

Capital

Hanói

Cidade mais Populosa

Ho Chi Minh

Língua

Vietnamita

População

91 519 289 hab.

Foi na década de 60 e 70 que os backpackers começaram a realizar as suas viagens pela Asia. No entanto foi só na década de 90 que o Vietnam tornou-se um destino turístico importante, suportado também por um investimento do governo nas zonas litorais assim como investimentos privados a nível de alojamentos e infra- estruturas. As estimativas rondam cerca de 4 milhões de turistas internacionais visitaram o país.

As cidades turísticas mais famosas são a própria capital imperial Hanoi, que já completa 1000 anos de existência, sendo a capital mais antiga da Asia. No entanto devido á guerra do Vietnam, já não tem tantos marcos históricos como outras cidades. Mesmo assim ainda encontramos muitos turistas que visitam o Vietnam com grande curiosidade pela sua história de guerra.

As regiões costeiras também são imensamente procuradas, pelas suas cavernas e atracções naturais. A aposta neste sector tem contado com imensos projectos turísticos, que ainda hoje se se vão construindo. Um dos mais célebres exemplos o complexo turístico de Binh Duong, que possui o maior mar artificial no Sudeste da Ásia.

.

Laos

Capital

Vientiane

Cidade mais Populosa

Vientiane

Língua

Laociano

População

6 677 534 hab.

Laos é conhecido por levar a vida de uma maneira descontraída. Os seus estabelecimentos de comércio abrem tarde, os motoristas públicos têm hora para

dormirem durante o expediente, isto porque também é neste pequeno país que encontramos a maior tradição budista.

Laos acaba por sofrer com a Guerra do Vietnam, bombardeamentos acabam por destruir e danificar património, no entanto foi a cerca de duas décadas que Laos começa a ser aproveitado no sentido turístico e a chamar a atenção de muitos turistas. Para além das suas grandes construções coloniais e templos é também imensamente conhecida pela área da aventura. Muitos backpackers viajam para Laos de modo a explora não só a sua cultura relaxada assim como praticar actividades de lazer radicais. Nos dias de hoje, Laos conta já com mais de um milhão e meio turistas anuais.

Tailândia

Capital

Banguecoque

Cidade mais Populosa

Banguecoque

Língua

 

Tailandês

População

66

720 153 hab.

Tailândia é hoje considerado um dos maiores destinos turísticos mundiais, e por isso, a meu ver, paragem obrigatória para quem viaja pela Asia Oriental. Desde Banguecoque, a capital do país, passando por cidades como Chiang Mai e as maravilhosas ilhas de Phi Phi.

Talvez o grande segredo que leva qualquer turista a encantar-se pela Tailândia seja a mistura da cultura, do exotismo e da gastronomia. No sul encontramos praias enormes cercadas por grandes paisagens naturais. No norte, o país concentra-se na espiritualidade budista nos templos da cidade de Chiang Mai. Na capital do país, Banguecoque, a excitação faz-se sentir no coração da metrópole onde templos, arranha- céus e luzes incandescentes constituem a casa de cerca de 6 milhões de habitantes.

Camboja

Capital

Phnom Penh

Cidade mais Populosa

Phnom Penh

Língua

 

Khmer

População

15

458 332 hab.

No Camboja o turismo é a segunda maior fonte de receitas do governo. Anualmente o número de visitantes ultrapassa os 2 milhões. Relatórios mostram que cerca de 10% do PIB país de deve ao sector do Turismo.

O país conta ainda com diversos templos milenares que formão o complexa

conhecido como Angkor Wat. As principais atracções turísticas estão relacionadas com o regime comunista, mais conhecido como Khmer Vermelho, responsável por aniquilar cerca de 3 milhões de pessoas durante a década de 70.Os maiores pontos de interesse comunistas eram os “campos de matança” e as prisões.

Ainda nos dias de hoje, o Camboja é um país com alguma pobreza social. É também ainda um pouco difícil a realização de algumas viagens dos backpackers, isto porque ainda há uma péssima qualidade das estradas. Porém, existem imensas belezas, tradições e cultura que fazem com este país valha a pena ser explorado. Em Phnom Penh, a capital e principal cidade do Camboja, é possível viajar de maneira barata e económica, para além de experienciar a verdadeira cultura e diferentes tradições.

Malásia

Capital

Kuala Lumpur

Cidade mais Populosa

Kuala Lumpur

Língua

Malaio e Inglês

População

18 224 135 hab.

O Governo da Malásia tem vindo a fazer um esforço de modo a diversificar a

economia nacional, tornando esta, menos dependente das exportações. Para isso, planos para desenvolver o Turismo no país têm sido postos em prática. Como consequência, o Turismo tornou-se a terceira maior fonte de receitas da Malásia. Pelo lado negativo, a poluição do ar e água, resultado do crescimento industrial, afecta cada vez mais as actividades turísticas.

Outros incidentes, nestes últimos anos, têm também vindo a afectar a indústria turística na Malásia. É o caso do avião da companhia nacional Malaysia Airlines que teve um de seus aviões abatido por um míssil sobre a Ucrânia em Julho de 2014.

Apesar de todos os incidentes, a Malásia é ainda um potência turística que vale a pena ser incluída neste itinerário e de extrema importância para a Asia Oriental. Nestes últimos anos o país foi eleito como um dos melhores sítios para se reformar, em parte, resultado do programa "Malásia, Minha Segunda Casa", concebido para possibilitar que estrangeiros vivam na Malásia com um visto até 10 anos.

Singapura

Capital

Área Central de Singapura

Língua

Inglês (principal) Malaio (nacional) Mandarim

População

66 720 153 hab.

A área central de Singapura é uma das áreas mais modernas do continente asiático. Foge ao trânsito caótico, a pobreza e a confusão da maioria das capitais asiáticas. É uma nação com ruas extremamente limpas e organizadas, um bom sistema de transporte, lojas e arranha-céus em todas as esquinas e tecnologia em todo o lado.

O governo regulo o país de forma intensa, aplicando multas em situações como atravessar fora da rua, mandar lixo ara o chão ou mesmo comer no metro. Se o turista respeitar as regras irá ter uma excelente experiência.

Singapura é também muito útil pelas suas diversas pistas aéreas, funcionando de sitio de passagem a muitos turistas, e detentores de umas das melhore companhias aéreas do mundo, a Singapore Airlines. Dai também, Singapura ser um óptimo destino para terminar este itinerário pela Asia Oriental.

Importância económica

Os países em desenvolvimento estão a desenvolver intensivamente o turismo nas suas economias. Estão particularmente interessados no turismo internacional e crêem que os seus países podem obter imensos benefícios incluindo mais oportunidades de emprego, desenvolvimento de negócios locais e ganhos através de taxas de troca de moeda.

Factores de Desenvolvimento económico:

Acabam por gastar mais que outros turistas devido á longa duração da viagem.

Os viajante gastam dinheiro em zonas geográficas mais abrangentes, acabando por visitar cidades mais pequenas e menos favorecidas pelo turismo. Assim como as actividades de lazer e desporto, pois muitas delas ocorrem em zonas e comunidades mais isoladas.

Compra de mais produtos locais em vez de bens de luxo. Gastam o dinheiro em alimentação e transporte e não em outro produtos de luxo importados.

Benefícios económicos espalham-se rapidamente pelas comunidades. Também não sendo necessário grande formação para abrir um negócio local.

Criação de infra-estruturas através de recursos locais. Como é necessário a construção de infra estruturas, muitos locais optam por fazê-las com esses matérias para poupar dinheiro e ficarem mais tradicionais.

Publicidade através de livros, roteiros ou até blogs. Nos dias de hoje onde todos os viajantes capturam esses momentos através de fotos ou diários de viagem.

Factores de Desenvolvimento Não-Económicos

A população local irá ganhar com as suas próprias empresas de turismo, em vez de serem geridos por empresas externas.

Sendo que operam os seus próprios negócios, a população local pode formar organizações que promovem o turismo local.

O interesse dos mochileiros em conhecer e aprender com a população local pode levar a uma revitalização da cultura tradicional, ao respeito e ao conhecimento dos mais velhos e orgulho na própria cultura.

Backpackers usam menos recursos, como chuveiros frios em vez de banhos quentes e ar condicionado, apelando sempre ambiente.

Os backpackers podem contribuir significativamente para o desenvolvimento do turismo local, visto que estes geralmente adquirem mais produtos e bens produzidos localmente que os turistas em geral. Apesar de algumas excepções, geralmente, em termos económicos os backpackers valem muito mais a nível de economia local, do que aquilo que por norma recebe crédito.

Os resultados práticos mostram que mochileiros acabam por gastar mais dinheiro localmente através de guias locais. Contrariamente aos turistas que se hospedam em resorts que se encontram mais prováveis a aproveitar a sua estadia dentro das grades do Hotel em vez de participar em tours locais.

Desenvolvimento Local

Muitos backpackers no destino, preferem conhecer as redondezas caminhando pelas ruas, usando meios de transportes típicos e proporcionar o encontro, em lojas locais e supermercados comuns, com os locais. Sempre na procura de vivencia os seus costumes e interagir com os nativos.

No turismo de elite ou luxo, na maioria dos casos, o turista acaba por não sair quase tempo algum do seu hotel ou resort, graças a variedade de actividades desenvolvidas dentro do mesmo. Já quando saem do hotel, começam a conhecer a cidade através das tours pela cidade. Querendo dizer com isto que, mesmo que alguns turistas não procurem contacto com as pessoas locais acabam por interagir com elas da forma mais simplista possível.

É através do relacionamento entre os viajante e a comunidade local que é

possível identificar o impacto que o turismo mochileiro detém nestas áreas da Asia Oriental. Foi relativamente a cerca de duas décadas que, a maioria das áreas do meu itinerário, se começa a desenvolver mais no sentido do turismo. Estas mudanças centraram-se: na reabilitação e construção de infra-estruturas turística e património, criação de pequenos negócios e também algumas melhorias de vida a própria população.

Apesar de os turistas backpackers procurarem um contacto mais activo com a comunidade e de isto ser visto como um factor positivo, há também quem venha reconhecer que é um segmento mais invasivo a vida da população. Por outro lado, pesquisadores consideram que backpackers, ao procurarem locais mais isolados e menos desenvolvidos, acabam por ter efeitos mais duradouros e eficazes do que o turismo de massa.

A análise que temos é então que os backpackers constituem um segmento

turístico com grande capacidade de contribuir para o desenvolvimento regional por meio do turismo.

Dados Estatísticos

Numa viagem, seguindo o itinerário da figura 4, numa média geral, estudos apontam para que a média de gastos por noite dos backpackers seja de 10 a 15 dólares americanos em alojamento. No entanto a maioria deles não pensaria duas vezes para gastar cerca de 200 dólares por um safari ou em curso de mergulho. No fundo, a

poupança feita na hospedagem funciona como um guia para calcular os gastos turísticos no resto da viagem.

guia para calcular os gastos turísticos no resto da viagem. Figura 5 – Chegadas Internacional de

Figura 5 Chegadas Internacional de Turistas á Asia Oriental (1991-2015)

Fonte ASEAN

No gráfico da figura 5, realizado pela Associação de Nações do Sudeste Asiático no ano de 2011, vemos a representação do numero de chegadas de turistas, em milhões, até ao ano de 2011. No ano de 2012 até 2015 podemos observar os valores previstos pelos analistas. Apesar da descida em 2003 no número de turistas, de 2004 até 2011, segundos resultados obtidos, temos um crescimento constante ao longo dos anos. Novos dados relativos a 2012 até agora ainda não se encontram reunidos na base de dados da ASEAN.

Lonely Planet

A forma de viajar dos backpackers tornou-se celebre também graças a guias que mochileiros usam para planear a viagem, escolhendo onde se alojam e determinando que atracção visitar ou não. Guias como o Lonely Planet baseiam-se na comunicação e informação de experiências turísticas mais alternativas, que à uns anos atras não se encaixavam nos parâmetros do turismo.

Lonely Planet é, nos dias de hoje, uma das maiores editoras de guias de viagem mundialmente e actualmente pertence a empresa BBC. Esta editora começou como uma das primeiras a publicar livros de viagens a backpackers, e outros turistas dando a possibilidade de estes viajaram economicamente.

A criação desta editora começa na viagem de lua-de-mel do casal por detrás desta empresa: Tony e Maureen Wheeler. No ano de 1975 este casal viaja pela Europa e Asia, escrevendo todos os pormenores da sua viagem extensivamente, Nesta altura relatam que era possível sobreviver na Asia Oriental por 2 dólares americano ao dia, comparativamente que hoje ronda os 20 dólares.

Foi então durante esta grande viagem backpacker que o casal Wheeler decide começar a redigir o seu primeiro guia turístico, 'Across Asia on the Cheap'. Em um ano vendem mais de 1500 copias e a empresa nasce. Dois anos mais tarde surge o segundo guia, intitulado: ‘Southeast Asia on a Shoestring’. Este guia continua a mostrar o fascínio que este casal tinha pela Asia Oriental, assim como segredos, concelhos e listas de pousadas económicas de modo a auxiliar futuros mochileiros.

Através dos guias pela Asia Oriental, turistas conhecem imensos trilhos. No entanto, com o passar dos anos, torna-se problemático por vezes, seguir alguns desses caminhos, isto porque abrangem territórios em guerra ou nos quais por vezes é necessário vistos.

Tudo isto ajuda, não so a informar os turistas backpackers, assim como contribui para a crescente popularidade de alguns destinos estabelecendo também as bases de uma indústria backpacker.

O Hostel e o Turismo Backpacker

No século XX durante a Primeira Guerra Mundial vemos o aparecimento dos albergues de juventude na Alemanha. Este novo tipo de acomodação veio permitir experienciar a vida fora da cidade para uma classe mais baixa sobre um espirito “comunitário”. No entanto os hosteis para backpackers já são um desenvolvimento mais recente.

Hostel é um tipo de acomodação de baixo valor, destinado fundamentalmente a jovens viajantes. O conceito é simples: partilhar todos espaços, desde quartos ou dormitórios, às casas de banho, à cozinha, assim como a sala de convívio.

Na história, jovens a viajar a volta do mundo em o pelo mundo em expedições de autoconhecimento ocorria já desde as famosas viagens de Ulisses. A viagem de forma independente sempre existiu. Segundo alguns autores o turismo backpacker está relacionado com a Grand Tour dos nobres em Inglaterra nos séculos XVII e XVIII, nas quais o jovem abastado inglês saia da sua cidade por um ano e viajaria pela Europa no intuito de a sua educação.

Após a Segunda Guerra Mundial uma série de condições levou o backpacking a desenvolver-se para o mundo moderno. Foi nos anos 60 e 70 que vários jovens decidem repensar nas suas vidas e viajar sem destino pedindo boleia e circulando pelo continente desta forma. No fundo um crescimento no turismo sem roteiro, o qual se estendeu pela Europa, Ásia e a América.

Durante o século XX assistimos a um movimento de albergues da juventude. Os primeiros foram construídos nos anos 20 na Alemanha, em 1985 já estariam espalhados por 55 países em todo o mundo.

Já os Hosteis, acredita-se que começaram a existir na Austrália na década de 80 com o primeiro nome de backpacker. O conceito era simples: alojamento económico e confortável perto das atracções turísticas. Veio evoluir o conceito de albergues de juventude removendo as cansativas tarefas que se pedia aos hospedes mas mantendo o espirito comunitário característico. Isto permitia o que os backpackers viajassem livre e prolongadamente conhecendo outros viajantes ao longo da viagem. O publico alvo destes negócios sempre se concentrou no jovens turistas com um caracter mais profissionalizado e sofisticado.

Os backpackers procuraram alojamento em albergues da juventude e hosteis, por uma questão económica maioritariamente, mas também por haver uma maior facilidade de conhecer pessoas com interesses semelhantes e abertos a amizades. Por outro lado, num hotel de luxo, a probabilidade de encontrarmos e convivermos com outras pessoas são reduzidas já que reina a privacidade. Para além de despertar a convivência os albergues são óptimos sítios para se trocar informações sobre destinos e a propria viagem.

Foi graças ao impulso dado pelo segmento turístico, que é o turismo backpacker, que se dá o aparecimento dos Hostels. Vários nomes tiveram, como: youth hostels, backpacker hostels, independent hostels, budget hostels, ou apenas hostel. O objetivo máximo do movimento era permitir à juventude experienciar a vida fora da cidade.

Conclusão

Este trabalho centrou-se essencialmente na questão: será que o turismo backpacker tem força suficiente para levar a um desenvolvimento local e de destinos de 3º mundo? Depois de elações tiradas, pode-se responder afirmativamente a esta pergunta. O câmbio da moeda estrangeira trazida por mochileiros, muitas vezes supera o valor da moeda do destino, para além de que o backpacker acaba por permanecer no destino por períodos mais longos que outros turistas internacionais.

Os backpackers já são reconhecidos por promovem o desenvolvimento local dos países em desenvolvimento. As comunidades locais podem fornecer serviços e produtos exigidos por estes turistas sem a necessidade de grandes quantidades de capital de arranque ou de infra-estruturas sofisticada, assim como podem manter o controlo sobre as suas empresas. Com este trabalho também não pretendo sugerir que esta segmentação de mercado deve ser a principal forma de turismo internacional perseguido por governos do Terceiro Mundo.

No entanto há também benefícios não-económicos como a auto-suficiência e a confiança que a população desenvolve. Pela análise realizada, é possivel concluir que os destinos turísticos cada vez mais incorporam o turista mochileiros na sua insustria turística. Estes acabam por obter resultados e benefícios reais para o turismo como o envolvimento dos nativos e não o investimento estrangeiro.

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