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LINGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS (TEORIA) PROCURE O SITE DO PROFESSOR FERRAZ www.professorferraz.com.br FAÇA CONTATO

LINGUA

PORTUGUESA

PARA

CONCURSOS

(TEORIA)

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PROFESSOR JOSÉ AFONSO FERRAZ

Apresentação

Um recado importante!

Há muita ousadia em quem escreve um livro de língua portuguesa e muita exposição à crítica, é claro, pois o estudo de língua é muito vasto e por isso mesmo os livros de português tendem a ser omissos ou incompletos. Cabem aqui algumas reflexões: não se pode correr o risco de defender teorias revolucionárias, salvadoras e definitivas para questões discutíveis ou sem respostas, porque isso condena o estudioso ao fracasso e ao desrespeito. Não se pode correr também o outro risco de ser repetitivo e por isso desnecessário, uma vez que há mestres tão renomados que apresentam a norma culta com tanta presteza, inteligência e sabedoria como os professores Evanildo Bechara, Walmirio Macedo, Horácio Rolim, Celso Cunha, Rocha Lima e tantos outros. Pois bem, nossa intenção não é construir mais uma gramática ou mais um livro salvador da pátria. Para concluirmos essa proposta, primeiro decidimos que teríamos um destino certo, um público específico, para o qual registramos e reproduzimos nossa experiência de 34 anos de magistério. Outra preocupação foi constatarmos que, com este nosso método (e não com descobertas científicas na área da Linguística) conseguimos, ao longo desse caminho, contribuir para desfazer os traumas e as aversões dos nossos alunos, quanto ao aprendizado desta nossa “Flor do Lácio inculta e bela”. E por que vamos, enfim, sair da apostila para o livro? É muito simples: nossa metodologia pode atravessar fronteiras e atingir um público maior, ao qual todo o nosso trabalho destina-se - com muita atenção e carinho - o nosso aluno que faz concurso em todas as áreas.

O Autor.

ÍNDICE POR ASSUNTO

CAPÍTULO 1:

1. TERMOS INTEGRANTES E TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

- FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

- AS DIFERENÇAS ENTRE FRASE E ORAÇÃO

1. PERÍODO

A. SIMPLES

B. COMPOSTO

A - ESTUDO DO PERÍODO SIMPLES

1.

ESTUDO DO SUJEITO

2.

ORDEM DOS ELEMENTOS SINTÁTICOS

3.

C L A S S I F I C A Ç Ã O D O S U J E I TO

A)

SUJEITO SIMPLES:

B)

SUJEITO COMPOSTO:

C)

SUJEITO OCULTO, Elíptico, Implícito ou Desinencial:

D)

SUJEITO INDETERMINADO: quando não se pode determiná-lo pelo contexto, nos seguintes casos:

- PASSIVAS CORRETAS

- PASSIVAS ERRADAS

- INDETERMINANTES DO SUJEITO

E) 1. COM VERBOS QUE INDICAM FENÔMENOS DA NATUREZA:

- O QUE É CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO?

ORAÇÃO SEM SUJEITO:

2)

COM OS VERBOS FAZER E HAVER, NA 3ª P. S. INDICANDO TEMPO PASSADO:

3)

COM O VERBO HAVER, NA 3ª P.S. NO SENTIDO DE EXISTIR, ACONTECER E OCORRER:

4)

O VERBO SER NAS INDICAÇÕES DE HORA, DATA E DISTÂNCIA

2.

NOÇÕES PRELIMINARES PARA O ESTUDO DO PREDICADO

A.

A MORFOSSINTAXE DO ADJETIVO

1.

ADJUNTO ADNOMINAL:

2.

PREDICATIVOS:

B.

TIPOS DE PREDICADO:

1)

PREDICADO NOMINAL (PN):

2)

PREDICADO VERBO-NOMINAL (PVN):

3)

PREDICADO VERBAL

A.

EXERCÍCIOS: JULGUE O PREDICADO DAS ORAÇÕES ABAIXO:

1.

TRANSITIVIDADE VERBAL

1.

1. VERBO INTRANSITIVO(VI)

1.

2. VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS(VTD):

1.

3. VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS(VTI):

A.

PREPOSIÇÕES ESSENCIAIS:

1.

4. VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS (BITRANSITIVOS)

3.

O MECANISMO DA CRASE

1)

COMPLEMENTO VERBAL

2) COMPLEMENTO NOMINAL:

- DIFERENÇAS ENTRE O COMPLEMENTO NOMINAL E O ADJUNTO ADNOMINAL

- QUADRO COMPARATIVO:

3)

4)

5)

6)

7)

8)

9)

A.

B.

C.

D.

E.

F.

G.

10.

11.

12.

13.

ESTUDO DO PERÍODO COMPOSTO;

1. ESTUDO DO PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E POR SUBORDINAÇÃO:

A. ESTUDO DOS PORQUÊS (PESQUISE ESSE ASSUNTO NESTE LIVRO).

2) ESTRUTURA DO PERÍODO COMPOSTO

3.

A.

B.

C.

A)

1.

2.

B)

1)

- ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA:

2)

3)

4.

VOZES DO VERBO: TRANSITIVOS DIRETOS E AGENTES DA PASSIVA

TABELA PARA RECORDAR E FIXAR OS ADVERBIOS, LOCUÇÕES ADVERBIAIS E ADJUNTOS ADVERBIAIS:

COMPARAR O PRONOME COM O ADVÉRBIO, LOCUÇÃO ADVERBIAL E ADJUNTO ADVERBIAL:

FIQUE MUITO ATENTO PARA NÃO CONFUNDIR ADVÉRBIO COM PRONOME:

DIFERENÇA ENTRE APOSTO E VOCATIVO:

TIPO ESPECIAL DE APOSTO:

OBSERVE OS DOIS TERMOS COMPARATIVOS EM CADA ITEM ABAIXO:

OBJETO INDIRETO E OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO:

OBJETO INDIRETO E COMPLEMENTO NOMINAL

COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL

PREDICATIVO DO SUJEITO E ADJUNTO ADVERBIAL

ADJUNTO ADNOMINAL E ADJUNTO ADVERBIAL

ADJUNTO ADNOMINAL E PREDICATIVO DO OBJETO

ADJUNTO ADNOMINAL E APOSTO

TABELA DOS 6 PREPOSICIONADOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

UMA ÓTIMA REVISÃO PARA VOCÊ AVANÇAR NOS ESTUDOS:

RELAÇÕES DE NOMES E NOMES E VERBOS DENTRO DA REGÊNCIA

HÁ OUTRA COMPARAÇÃO DIGNA DE NOTA:

DIFERENÇAS IMPORTANTES ENTRE VERBO E PERÍODO

OS VERBOS:

OS PERÍODOS:

TEMPO COMPOSTO SE DIVIDE EM:

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS:

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS

A)

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL

ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS 1. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS

PRONOMES ÁTONOS:

Posições dos Pronomes Átonos em Locuções Verbais:

2.

EMPREGO E FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES

3.

FUNÇÃO SINTATICA DOS PRONOMES OBLÍQUOS

1.

SUJEITO DE INFINITIVO

2.

OBJETO DIRETO

3.

OBJETO INDIRETO

4.

COMPLEMENTO NOMINAL

5.

ADJUNTO ADNOMINAL OU OBJETO INDIRETO:

4.

EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS

5.

EMPREGO DOS PRONOMES RETOS E DOS OBLÍQUOS.

6.

EMPREGO DE EU/TU e MIM/TI COM AS PREPOSIÇÕES:

7 . EMPREGO DE O, A, OS, AS OU LHE, LHES.

8. EMPREGO DO O(S), A(S) OU LHE(S) COM VERBOS T.D.I.

9. EMPREGO DOS PRONOMES DEMONSTRATIVOS

10. EMPREGO E FUNÇÕES DOS PRONOMES RELATIVOS

11. EMPREGO DOS PRONOMES RELATIVOS

12. FUNÇÕES SINTÁTICAS DO PRONOME RELATIVO

1. SUJEITO:

2. OBJETO DIRETO:

3. OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO:

4. OBJETO INDIRETO:

5. COMPLEMENTO NOMINAL:

6. AGENTE DA PASSIVA:

7. ADJUNTO ADNOMINAL:

8. ADJUNTO ADVERBIAL :

13.

14.

15.

16.

17.

18. FUNÇÕES DO “SE “

19.

MORFOSSINTAXE COM O(S), A(S):

LEMBRETES DA SEMÂNTICA:

RELAÇÕES MORFOSSEMÂNTICAS

VALOR SEMÂNTICO DAS PREPOSIÇÕES

FUNÇÕES DO “COMO “

FUNÇÕES DO “ QUE “

CAPÍTULO 2:

1- FONÉTICA; 2- ORTOGRAFIA; 3- REGRAS DE ACENTUAÇÃO; 4- DIVISÃO SILÁBICA; 5- EMPREGO DO HÍFEN;

6- PARTICULARIDADES DA LÍNGUA CULTA;

1)

FONÉTICA

Noções de fonética:

2) ORTOGRAFIA

A. DEFINIÇÃO DE ORTOGRAFIA:

B. ORTOGRAFIA ANTIGA

1) Emprego de letras:

A. USO DA LETRA H:

B. USO DA LETRA "X":

C. USE "X" OU “CH”:

D. USO DA LETRA G:

E. USO DA LETRA J

F. USE "G" OU "J"

G. EMPREGO DO "S":

H. USO DA LETRA Z:

I. USE "S" OU "Z":

J.

USO DO SS:

L.

USE "SS", “S” ou "Ç":

M.

USO DO "E" e "I":

N.

USE "E" ou "I":

3)

REGRAS DE ACENTUAÇÃO

- ACENTUE SE HOUVER NECESSIDADE:

- ACENTUE SE HOUVER NECESSIDADE:

USO DO TREMA:

A.

PONHA O TREMA SE HOUVER NECESSIDADE

B.

CONSIDERE OS CASOS FACULTATIVOS DO USO DO TREMA:

4)

DIVISÃO DE SÍLABAS

5)

EMPREGO DO HÍFEN

1.

Travessão e hífen

2.

Hífen e translineação

3.

"Não" como prefixo

4.

Hífen e "extra"

5.

Hífen e "mirim"

6.

Hífen e "geral"

7.

Hífen e "abaixo-assinado"

6) PARTICULARIDADES DA LÍNGUA CULTA

7)

ESTUDO DOS PORQUÊS

8)

COMPARAÇÃO ENTRE A NOVA ORTOGRAFIA E A ANTIGA

CAPÍTULO 3:

1)

ESTRUTURA DAS PALAVRAS

2)

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

3)

CLASSES DE PALAVRAS

4)FLEXÃO NOMINAL

5)FLEXÃO VERBAL

6)

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

7)

EMPREGO DOS PRONOMES

1) ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

A.

A ESTRUTURA DAS PALAVRAS

B.

OS ELEMENTOS MÓRFICOS

1)

RADICAL SEMANTEMA OU LEXEMA:

2) VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO

2)PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS

A.

B.

C.

1. COMPOSIÇÃO:

A)

B) POR AGLUTINAÇÃO:

2. OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS

FORMAÇÃO POR DERIVAÇÃO

A DERIVAÇÃO E SEUS TIPOS

FORMAÇÃO POR COMPOSIÇÃO

POR JUSTAPOSIÇÃO:

1)

Abreviação Vocabular:

2)

Siglas:

3)

Onomatopéia:

4)

Hibridismos:

5)

Palavras Cognatas:

3) CLASSES DE PALAVRAS

1.

ESQUEMA DAS VARIÁVEIS

A.

SUBSTANTIVO

B.

NUMERAIS

C.

VERBO

D.

ADJETIVO

E.

ARTIGO

F.

PRONOME

1.

PESSOAL

2.

PRONOME ADJETIVO

3.

PRONOME SUBSTANTIVO

4.

PRONOME RELATIVO

2.

ESQUEMA DAS INVARIÁVEIS

A.

ADVÉRBIO

B.

TABELA PARA ENCONTRAR O ADVÉRBIO / A LOCUÇÃO ADVERBIAL E O ADJUNTO ADVERBIAL

C.

CIRCUNSTÂNCIAS:

D.

E.

F.

A)

B)

G.

H.

I. VALOR SEMÂNTICO DAS PREPOSIÇÕES

J.

L. AS LOCUÇÕES:

1.

2.

3.

3.

A. FLEXÕES DO NOME:

B.

C.

D. FLEXÕES DE GRAU

- GRAUS DOS ADJETIVOS

E. VERBO

1. FLEXÕES VERBAIS

2. FORMAÇÃO DO IMPERATIVO

3. CONJUGAÇÃO DOS PRINCIPAIS VERBOS IRREGULARES

4. VERBOS DERIVADOS DE TER, HAVER, POR, VER E VIR.

5. VERBOS DERIVADOS DE TER

6. VERBOS DERIVADOS DE HAVER

7. VERBOS DERIVADOS DE PÔR

8. VERBOS DERIVADOS DE VER

9. VERBOS DERIVADOS DE VIR

HÁ DIFERENÇAS ENTRE O ADVÉRBIO E O PRONOME:

OBSERVE AS IMPLICAÇÕES SEMÂNTICAS NAS CLASSES GRAMATICAIS CONJUNÇÃO COORDENATIVAS:

SUBORDINATIVAS:

INTERJEIÇÃO

PREPOSIÇÃO

TABELA DOS PREPOSICIONADOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

LOCUÇÃO PRONOMINAL.

LOCUÇÃO PREPOSITIVA

LOCUÇÃO ADVERBIAL

AS FLEXÕES NOMINAIS

FLEXÕES DE GÊNERO:

FLEXÕES DE NÚMERO:

10.

VOZES DO VERBO

11.

FORMAÇÃO DA VOZ PASSIVA

A. VOZ REFLEXIVA

B.

CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA

C.

CONJUGAÇÃO DE UM VERBO NA VOZ PASSIVA ANALÍTICA:

D.

CONJUGAÇÃO DOS VERBOS PRONOMINAIS:

E.

VERBOS ANÔMALOS

F.

ERBOS DEFECTIVOS

G.

VERBOS ABUNDANTES

H.

VERBOS IMPESSOAIS

HAVER

FAZER, SER E ESTAR. I. CORRELAÇÃO VERBAL

2. A CORRELAÇÃO VERBAL ESTABELECE O PARALELISMO SINTÁTICO E SEMÂNTICO:

CAPÍTULO 4:

1- SINTAXE DE REGÊNCIA

a) Regência Nominal

1. REGÊNCIA DE SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS

2. REGÊNCIA D0S PRINCIPAIS VERBOS

1. ACONSELHAR

2. ASPIRAR

3. ASSISTIR

4. DESOBEDECER

5. OBEDECER

6. ESQUECI

7. LEMBREI

8. ESQUECI-ME

9. LEMBREI-ME

10. ESQUECEU-ME

11. LEMBROU-ME

12. PREFERIR

13. PRESIDIR

14. PREVENIR

15. PROCEDER

16 QUERER

17. RESPONDER

18. VISAR

19. ALMEJAR (T.D.) = DESEJAR (T.D.)

20. AJUDAR (T.D.)

21. AGRADAR (T.D.)

22. AGRADAR A (T.I.)

23. PRECISAR (T.D.)

24. RECISAR DE (T.I.)

25. HAMAR (T.D.)

26. CHAMAR (A) (T.D. ou T.I.)

27. PAGAR e PERDOAR (T.D.I.)

28. AVISAR,INFORMAR,CERTIFICAR,CIENTIFICAR, ENCARREGAR,INCUMBIR,IMPEDIR,PROIBIR (T.D.I.)

2. ESTUDO DA CRASE

A. REGRAS DO EMPREGO DO ACENTO DA CRASE

B.

CASOS OBRIGATÓRIOS DA CRASE:

C.

CASOS FACULTATIVOS DE CRASE:

D.

CASOS PROIBIDOS DE CRASE:

E.

PARA INDICAR DE LUGAR

F.

ALGUMAS BOAS REGRAS DE CRASE PARA AJUDAR NA PROVA:

1)

PRONOMES INDEFINIDOS:

2)

PARA OS PRONOMES DEMONSTRATIVOS:

3)

SOBRE MODA E MODO:

4)

A PALAVRA DISTÂNCIA:

5)

SOBRE AS HORAS:

A.

A EXTENSÃO DE HORAS:

3) ESTUDO DA CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL

1.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

A.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

B.

CASOS PARTICULARES

C.

CASOS COMPLEME NTARES

D.

CONCORDÂNCIA DO ADJEITIVO COM O PREDICATIVO

2.

CONCORDÂNCIA VERBAL

A.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

B.

CONCORDÂNCIA DO VERBO COM O SUJEITO SIMPLES

C.

CASOS DE CONCORDÂNCIA DO VERBO SER

D.

CONCORDÂNCIA DO VERBO COM O SUJEITO COMPOSTO

E.

CASOS COMPLEMENTARES

F.

CASOS PARTICULARES

CAPÍTULO 5:

1. SINAIS DE PONTUAÇÃO:

A. UM TEXTO INTELIGENTE

B. UM TEXTINHO COMUNISTA

C. UM POUCO DE TEORIA

1. 1. VÍRGULA

A. NO PERÍODO COMPOSTO, ENTRE ORAÇÕES:

B. COMO A VÍRGULA COMPORTA-SE NA SINTAXE:

1. 2. O PONTO-E-VÍRGULA

1. 3. O PONTO

1. 4. OS DOIS PONTOS

1. 5. O PONTO-DE-EXCLAMAÇÃO

1. 6. O PONTO-DE-INTERROGAÇÃO

1. 7. AS RETICÊNCIAS

1. 8. AS ASPAS

1. 9. OS PARÊNTESES

1. 10. O TRAVESSÃO

CAPÍTULO 6:

A. ESTUDO DOS ASPECTOS SEMÂNTICOS

RELAÇÕES MORFOSSEMÂNTICAS

B.

A SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS COMPREENDE:

1.

ANTÔNIMOS:

2.

SINÔNIMOS:

3.

HOMÔNIMOS:

4.

HOMÓFONOS:

5.

HOMÓGRAFOS:

6.

PARÔNIMOS:

7.

HIPÔNIMO:

8.

HIPERÔNIMO:

C.

LINGUAGEM FIGURADA

1.

FIGURAS DE SINTAXE

D.

SEMÂNTICA E PREPOSIÇÕES

CAPÍTULO 7:

1. EXERCÍCIOS DE REVISÃO GERAL

2. GABARITOS

CAPÍTULO 1

1. TERMOS INTEGRANTES E TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

- FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

- AS DIFERENÇAS ENTRE FRASE E ORAÇÃO

1. PERÍODO

A. SIMPLES

B. COMPOSTO

A - ESTUDO DO PERÍODO SIMPLES

1. ESTUDO DO SUJEITO

2. ORDEM DOS ELEMENTOS SINTÁTICOS

3. C L A S S I F I C A Ç Ã O D O S U J E I TO

A) SUJEITO SIMPLES:

B) SUJEITO COMPOSTO:

C) SUJEITO OCULTO, Elíptico, Implícito ou Desinencial:

- PASSIVAS CORRETAS

- PASSIVAS ERRADAS

- INDETERMINANTES DO SUJEITO

E) ORAÇÃO SEM SUJEITO:

1. COM VERBOS QUE INDICAM FENÔMENOS DA NATUREZA:

- O QUE É CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO?

2)

COM OS VERBOS FAZER E HAVER, NA 3ª P. S. INDICANDO TEMPO PASSADO:

3)

COM O VERBO HAVER, NA 3ª P.S. NO SENTIDO DE EXISTIR, ACONTECER E OCORRER:

4)

2.

O VERBO SER NAS INDICAÇÕES DE HORA, DATA E DISTÂNCIA

NOÇÕES PRELIMINARES PARA O ESTUDO DO PREDICADO

A.

A MORFOSSINTAXE DO ADJETIVO

1.

ADJUNTO ADNOMINAL:

2.

PREDICATIVOS:

B.

TIPOS DE PREDICADO:

1)

PREDICADO NOMINAL (PN):

2)

PREDICADO VERBO-NOMINAL (PVN):

3)

PREDICADO VERBAL

A.

EXERCÍCIOS: JULGUE O PREDICADO DAS ORAÇÕES ABAIXO:

1.

TRANSITIVIDADE VERBAL

1.

1. VERBO INTRANSITIVO(VI)

1.

2. VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS(VTD):

1.

3. VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS(VTI):

A.

PREPOSIÇÕES ESSENCIAIS:

1.

4. VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS (BITRANSITIVOS)

3.

O MECANISMO DA CRASE

2.

TERMOS INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

1)

COMPLEMENTO VERBAL

2)

COMPLEMENTO NOMINAL:

- DIFERENÇAS ENTRE O COMPLEMENTO NOMINAL E O ADJUNTO ADNOMINAL

- QUADRO COMPARATIVO:

3)

VOZES DO VERBO: TRANSITIVOS DIRETOS E AGENTES DA PASSIVA

4)

TABELA PARA RECORDAR E FIXAR OS ADVERBIOS, LOCUÇÕES ADVERBIAIS E ADJUNTOS ADVERBIAIS:

5)

6)

COMPARAR O PRONOME COM O ADVÉRBIO, LOCUÇÃO ADVERBIAL E ADJUNTO ADVERBIAL:

FIQUE MUITO ATENTO PARA NÃO CONFUNDIR ADVÉRBIO COM PRONOME:

7)

DIFERENÇA ENTRE APOSTO E VOCATIVO:

8)

TIPO ESPECIAL DE APOSTO:

9)

OBSERVE OS DOIS TERMOS COMPARATIVOS EM CADA ITEM ABAIXO:

A.

OBJETO INDIRETO E OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO:

B. OBJETO INDIRETO E COMPLEMENTO NOMINAL

C.

D.

E.

F.

G.

10.

11.

12.

13.

2-

1.

A.

2)

3.

A.

B.

C.

A)

1.

2.

B)

1)

- ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA:

2)

3)

4.

1.

A)

COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL

PREDICATIVO DO SUJEITO E ADJUNTO ADVERBIAL

ADJUNTO ADNOMINAL E ADJUNTO ADVERBIAL

ADJUNTO ADNOMINAL E PREDICATIVO DO OBJETO

ADJUNTO ADNOMINAL E APOSTO

ESTUDO DO PERÍODO COMPOSTO;

TABELA DOS 6 PREPOSICIONADOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

UMA ÓTIMA REVISÃO PARA VOCÊ AVANÇAR NOS ESTUDOS:

RELAÇÕES DE NOMES E NOMES E VERBOS DENTRO DA REGÊNCIA

HÁ OUTRA COMPARAÇÃO DIGNA DE NOTA:

ESTUDO DO PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E POR SUBORDINAÇÃO:

ESTUDO DOS PORQUÊS (PESQUISE ESSE ASSUNTO NESTE LIVRO).

ESTRUTURA DO PERÍODO COMPOSTO

DIFERENÇAS IMPORTANTES ENTRE VERBO E PERÍODO

OS VERBOS:

OS PERÍODOS:

TEMPO COMPOSTO SE DIVIDE EM:

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS:

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL

ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS

PRONOMES ÁTONOS:

Posições dos Pronomes Átonos em Locuções Verbais:

2.

EMPREGO E FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES

3.

FUNÇÃO SINTATICA DOS PRONOMES OBLÍQUOS

1.

SUJEITO DE INFINITIVO

2.

OBJETO DIRETO

3.

OBJETO INDIRETO

4.

COMPLEMENTO NOMINAL

5.

ADJUNTO ADNOMINAL OU OBJETO INDIRETO:

4.

EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS

5.

EMPREGO DOS PRONOMES RETOS E DOS OBLÍQUOS.

6.

EMPREGO DE EU/TU e MIM/TI COM AS PREPOSIÇÕES:

7 . EMPREGO DE O, A, OS, AS OU LHE, LHES.

9.

EMPREGO DOS PRONOMES DEMONSTRATIVOS

10. EMPREGO E FUNÇÕES DOS PRONOMES RELATIVOS

11. EMPREGO DOS PRONOMES RELATIVOS

12. FUNÇÕES SINTÁTICAS DO PRONOME RELATIVO

1. SUJEITO:

2. OBJETO DIRETO:

3. OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO:

4. OBJETO INDIRETO:

5. COMPLEMENTO NOMINAL:

6. AGENTE DA PASSIVA:

7. ADJUNTO ADNOMINAL:

8. ADJUNTO ADVERBIAL :

13. MORFOSSINTAXE COM O(S), A(S):

14. LEMBRETES DA SEMÂNTICA:

15. RELAÇÕES MORFOSSEMÂNTICAS

16. VALOR SEMÂNTICO DAS PREPOSIÇÕES

17. FUNÇÕES DO “COMO “

18. FUNÇÕES DO “SE “

19. FUNÇÕES DO “ QUE “

1.Termos Integrantes e Acessórios das Orações

1.1. FRASE

Sempre que você usar uma palavra ou uma série de palavras suficiente para comunicar-se com alguém, você estará usando uma frase. Por isso, toda frase deve ter sentido completo. A frase pode ser breve

ou longa. Eis alguns exemplos de frases breves: Socorro! Silêncio!

Note que uma só palavra foi suficiente para que houvesse a comunicação. Todo mundo entende o que queremos quando pedimos: Socorro! Silêncio! E eu lhe garanto mais: todo mundo sabe o que fazer, quando gritamos: Fogo! Vejamos agora, exemplo de frase longa: O tempo está nublado. Note que neste último caso o falante usou uma série de palavras para completar o pensamento a fim de dizer tudo o que desejava. Talvez uma única palavra não fosse suficiente para que houvesse a comunicação a partir da idéia total que ele/ela possuía em mente. Frase é, portanto, a expressão verbal de um pensamento.

1.2.

ORAÇÃO

Vejamos estes exemplos:

A fanfarra desfilou na avenida. As festas juninas estão chegando. Cada um desses exemplos representa uma oração. Isto porque cada um deles contém um verbo, que é

o elemento que caracteriza a oração. Por outras palavras: onde houver um verbo, haverá

necessariamente uma oração. Cada um dos exemplos acima é, ao mesmo tempo, oração (porque cada um tem o seu sujeito e o seu predicado) e frase (porque cada um tem sentido completo).

1.3.

AS DIFERENÇAS ENTRE FRASE E ORAÇÃO

1)

A frase precisa ter sentido completo.

2) Toda oração possui verbo.

3)

Nem toda frase apresenta verbo.

Exemplos:

O menino é bonito.

(oração, porque há verbo).

Que menino bonito! (frase, porque embora não haja verbo, o sentido está completo.)

Podemos concluir, agora, que toda oração é uma frase, mas nem sempre uma frase é uma oração.

1.4. PERÍODO

Período é a frase estruturada em oração ou orações. Sempre termina por ponto, ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação ou reticências. O período classifica-se em:

1.4.1. PERÍODO SIMPLES

Aquele constituído por uma só oração. Essa oração chama-se absoluta:

1.4.2. COMPOSTO

Aquele constituído por mais de uma oração:

Fui à livraria ontem e comprei vários livros.

Fui à livraria ontem

A maneira mais fácil e prática de saber quantas orações existem num período é contar os verbos: num período haverá tantas orações quantos forem os verbos nele existentes.

2. ESTUDO DO PERÍODO SIMPLES

2.1. ESTUDO DO SUJEITO

Sujeito: Palavra ou expressão que fica no lugar do pronome reto que geralmente antecede o verbo.

Ao identificar EU, TU, ELE (A), NÓS, VÓS, ELES (AS), pode-se chegar a 2 conclusões:

1. São pronomes pessoais retos – ou seja, essa é a sua CLASSE GRAMATICAL.

2. São os sujeitos oficiais da Língua Portuguesa – ou seja, essa é a sua FUNÇÃO SINTÁTICA.

Ao perguntar a si mesmo o que significa operação abaixo:

1. Ao dizer que se conjugou um verbo – a análise partiu da CLASSE GRAMATICAL.

2. Ao dizer que se construiu 6 orações – a análise partiu da FUNÇÃO SINTÁTICA.

EU

CANTO.

TU

CANTAS.

ELE (A)

CANTA.

NÓS

CANTAMOS.

VÓS

CANTAIS.

ELES (AS)

CANTAM.

Então, vejamos:

Eu canto

Tu cantas

(ela) Ele/a canta – – – (Bethânia) canta (3 ª p.s. / ele, ela). (nós) Nós cantamos – – – – - (Bethânia e eu) cantamos (1 ª p.p./ nós)

Vós cantais Eles/as cantam – – – – – - (Bethânia e Chico) cantam (3 ª p.p./ eles, elas).

Os pássaros e eu ficamos tristes. O trânsito parou na avenida.

Outro Caso Interessante:

Os lindos carros da praça de Paris desfilaram enfeitados. João, Maria e Pedro chegaram de madrugada.

2.2. ORDEM DOS ELEMENTOS SINTÁTICOS

SUJEITO

VERBO

QUALQUER OUTRO ELEMENTO SINTÁTICO

UM PERIGO NOS CONCURSOS (Fique atento para identificar o sujeito, especialmente se houver inversão desta ordem):

Verifique se há erro ou se saiu da ordem acima e ao lado indique o sujeito:

a) O menino chegou.

(Está na ordem natural: sujeito: o menino)

b) Chegou os meninos.

(Está fora de ordem e sem concordância: sujeito: os meninos)

c) Chegaram cedo da festa.

(Está na ordem natural: sujeito: indeterminado)

d) Chegou cedo da festa.

(Está na ordem natural: sujeito: oculto, elíptico, desinencial e implícito)

e) Havia crianças no pátio.

(Está na ordem natural: oração sem sujeito)

AGORA OGORA OBSERVE A ORDEM CORRETA DE UM TRECHO DO HINO NACIONAL:

“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante.“

NA ORDEM NATURAL:

“As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.”

3. CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO

3.1. SUJEITO SIMPLES: Tem um só núcleo:

Ex.: As ruas do centro do Rio pareciam apavoradas.

3.2. SUJEITO COMPOSTO: Tem mais de um núcleo:

Ex.: As ruas, as árvores e os ventos do centro do Rio pareciam apavorados.

3.3. SUJEITO OCULTO, ELÍPTICO, IMPLÍCITO OU DESINENCIAL: Quando não aparecem os pronomes:

eu, tu, ele, nós e vós:

Ex.: (Eu) Fui (Tu) És divina e graciosa (Vós) Sois a razão da minha existência (Nós) Somos irmãos

3.4. SUJEITO INDETERMINADO: Quando não se pode determiná-lo pelo contexto, nos seguintes casos:

1 o Caso: Com verbos na 3a. p.p. (fora do texto, em frases soltas, quando não se pede para relacioná-las ao texto).

Estavam muito felizes. (3 a pes. plur.)

Foram à igreja. Combinaram a data. Fizeram os convites.

(3 a pes. plur.) (3 a pes. plur.) (3 a pes. plur.)

Obs: Os exemplos acima não estão inseridos dentro de um contexto.

Para que você não caia nas armadilhas das provas, vamos comparar o SE quando é índice de indeterminação do sujeito, com o SE pronome apassivador ( ou partícula apassivadora).

2 o Caso: Com o SE (Índice de indeterminação do Sujeito):

É muito comum nas provas as questões misturarem o SE:

COM:

2) Índice de indeterminação do Sujeito (o sujeito não aparece)

DOIS PASSOS:

1º. Eliminar o SE; 2 o . Encontrar o Sujeito.

PASSIVAS CORRETAS

Vende-se casa. (Voz Passiva Sintética ou Pronominal)

A casa é vendida. (Voz Passiva Analítica)

Vendem-se casas. (Voz Passiva Sintética ou Pronominal)

As casas são vendidas. (Voz Passiva Analítica)

Obs.: NESSES CASOS O SE É PRONOME APASSIVADOR.

PASSIVAS ERRADAS

Observação: Uma boa forma de se corrigir o erro abaixo é: na primeira frase retirar o S “Vende-se casa( )” e na segunda frase incluir o S “Vendem se casa(S)”:

Vende-se casas. As casas é vendida.

ou

Vendem-se casa. A casa são vendidas

Não Pode Confundir!!!!!!

obs.: Quando não é possível fazer a passiva analítica e identificar o sujeito, é porque o sujeito está INDETERMINADO.

4. INDETERMINANTES DO SUJEITO

Precisa-se de pedreiro(s) Vive-se bem no sul Lá se é feliz

3 ª p.s. + se 3 ª p.s. + se 3 ª p.s. + se

4.SUJEITO AGENTE E SUJEITO PACIENTE: São os sujeitos das orações nas vozes ativa e passiva que serão estudados no assunto Agente da Passiva.

4.1. ORAÇÃO SEM SUJEITO: Quando não se pode identificar o pronome a que o verbo está ligado.

ELE choveu hoje pela manhã.

Esse pronome não cabe aqui e se não há pronome não há sujeito na oração.

4.2. REGRAS DA ORAÇÃO SEM SUJEITO:

4.2.1. COM VERBOS QUE INDICAM FENÔMENOS DA NATUREZA: nevar, ventar, chover, trovejar e etc.

Ex.: Nevou Trovejou em Brasília.

Obs.: Os verbos acima, quando estão em sentido conotativo, apresentam sujeito.

Ex.: Choveram telegramas ao prefeito. SUJEITO

4.3. O QUE É CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO?

Conotação : sentido criado Denotação : sentido do dicionário

A cerveja está gelada. / Quero uma gelada.

(denotação)

(conotação)

A comida estava fria. / Entrei numa fria.

(denotação)

(conotação)

4.4. COM OS VERBOS FAZER E HAVER, NA 3ª P. S. INDICANDO TEMPO PASSADO:

Ex.: Faz muitos anos que não a vejo Há muitos anos que não a vejo.

4.5. COM O VERBO HAVER, NA 3ª P.S. NO SENTIDO DE EXISTIR, ACONTECER E OCORRER:

Ex.: Havia crianças lindas no balanço a brincar. Havia confusões intermináveis na fila.

Regra 1: O verbo haver, nos exemplos acima, está no singular;

Regra 2: Nesse caso, a oração não tem sujeito.

Veja o que acontecerá agora ao trocarmos o haver

Existiam crianças lindas no balanço a brincar.

Existiam

Aconteciam

confusões intermináveis na fila.

Ocorriam

Regra 1: Como se vê nos exemplos acima, quando se troca o verbo haver por existir, acontecer e ocorrer, esses verbos substitutos ficam no plural.

Regra 2: Nesse caso, a oração passará a ter sujeito.

E se o haver estiver acompanhado?

Ex.: Hoje devia haver mais alunos na escola. Sing. Sing. Talvez possa haver outros jogos no clube. Sing. Sing.

Regra 1: Nas locuções verbais o verbo auxiliar que acompanha o verbo haver (no sentido de existir, acontecer e ocorrer) fica no singular e o haver fica no infinitivo;

Regra 2: Nesse caso, a oração também não terá sujeito.

Veja o que acontecerá agora ao trocarmos o haver

Hoje deviam existir mais alunos na escola.

Plur.

Infin. Sing.

Talvez possam acontecer outros jogos no clube.

Plur.

Infin. Sing.

Regra1: Agora, o verbo auxiliar vai para o plural e os verbos substitutos irão para o infinitivo;

Regra 2: Nesse caso, a oração passará a ter sujeito. Obs.: O verbo haver só vai para o plural, quando não estiver no sentido de existir, acontecer e ocorrer:

Ex.: Os meninos haviam puxado o rabo do gato. Os jogadores houveram-se bem no jogo.

4.7. VERBO SER NAS INDICAÇÕES DE HORA, DATA E DISTÂNCIA?

1) Nas indicações de hora, data e distância não há sujeito, e nesses casos o verbo ser concorda com as noções de hora, data e distância:

Ex.: Daqui a Natal são mil quilômetros. é um quilômetro.

São 3 horas.

É 1 hora.

São 2 de maio.

É

1º de maio.

É

meio-dia e meia.

É

dia 2 de maio.

São

12 horas.

Obs.: Ser houver sujeito, o verbo ser concorda com ele ou com o predicativo.

5. NOÇÕES PRELIMINARES PARA O ESTUDO DO PREDICADO

5.1. A MORFOSSINTAXE DO ADJETIVO

O ADJETIVO:

1) Quando acompanha o substantivo para especificar, particularizar e singularizar, apresentando Classe Gramatical e Função Sintática:

moça bonita. CG = Adjetivo FS = Adjunto Adnominal

2) O pronome torna-se adjetivo quando acompanha o substantivo especificando, particularizando e singularizando-o, e apresenta também tanto a classe gramatical quanto a função sintática:

Este aluno.

Este: CG = Pronome Demonstrativo Adjetivo FS = Adjunto Adnominal

3) Termo acompanhado de preposição torna-se adjetivo ao voltar-se para o substantivo:

ventilador de teto FS = Adjunto Adnominal CG = Locução Adjetiva

4) Indica qualificador de tempo e de distância, sem referir-se a nenhum substantivo. Trata-se do Predicativo na Oração Sem Sujeito, ele é apenas predicativo sem ser do sujeito ou do objeto e é também uma expressão adjetiva.

É 1 hora. (predicativo) São 2 horas. (predicativo) São 5 quilômetros. (predicativo)

5) Indica Qualidade do sujeito, mas está sempre FORA DO SUJEITO e nunca volta-se apenas para o núcleo desse sujeito:

 

está

A moça bonita

feliz.

(Feliz é A moça bonita e não MOÇA)

 

brinca

6) Indica Qualidade quando o sujeito ATRIBUI uma qualidade ao OBJETO. Por estar FORA DO OBJETO, pode indicar sua qualidade:

Eu considero aquela moça bonita. (Bonita é Predicativo do Objeto porque refere-se à “aquela moça” e não à MOÇA) Bonita: FS= Predicativo do Objeto e CG= Adjetivo

7) Indica Qualidade: Quando o adjetivo qualifica apenas o núcleo do Objeto (observe a diferença com a oração acima, para perceber os conceitos de adjunto adnominal e predicativo do objteto):

Eu encontrei aquela moça bonita. (Bonita é apenas a MOÇA) Bonita: FS = Adjunto Adnominal e CG=Adjunto Adnominal

5.2. ADJUNTO ADNOMINAL (TRADUZINDO):

- Nome junto de nome;

- Nome que se refere ao nome (principal);

- Todos os nomes voltados para o substantivo, dentro ou fora da frase.

Veja com muita atenção o exemplos:

NÚCLEO DO AA Todos PRONOME AA

os

ARTIGO

AA

dez

NÚMERAL

AA

6. TIPOS DE PREDICADO:

Há 3 tipos distintos:

- Predicado Nominal

- Predicado Verbal

- Predicado Verbo-Nominal

6.1. PREDICADO NOMINAL (PN):

melhores

ADJETIVO

AA

alunos

SUBSTANTIVO

NÚCLEO

PREPOSIÇÃO

d(o ART. E AA)

Ferraz

LOCUÇÃO ADJETIVA AA

VERBO DE LIGAÇÃO + ADJETIVO (que é o predicativo do sujeito)

FÓRMULA: PN

VERBO DE LIGAÇÃO + PREDICATIVO DO SUJEITO (Adjetivo)

SUJEITO

VERBO DE

LIGAÇÃO

PREDICATIVO DO SUJEITO ( ADJETIVO )

EX.:

O GOVERNO

é

corrupto.

está

permanece

ficou

anda

continua

parece

O

GOVERNO

PERMANECE

NO PLANALTO. (PREDICADO VERBAL)

 

(verbo intrans.)

(advérbio)

6.2. PREDICADO VERBO-NOMINAL (PVN):

FÓRMULA: P. V-N

QUALQUER VERBO (menos o de ligação)

+

PREDICATIVOS Do sujeito e do objeto

Ex.: O menino chegou atrasado.

Não lig.

Adj.(pred. do sujeito)

Maria doou tranqüila suas roupas. V.N (NãoLig.) adj.(p. do s.)

O povo assistiu alegre ao jogo. V.N

(Não lig.)

adj. (p. do s.)

O

pai julgou o filho um sábio. V.N

(Não lig.

adj. (p. do obj.)

O

pai chamou ao filho de sábio. V.N

(Não lig.)

adj. (p. do obj.)

6.3. PREDICADO VERBAL (PV)

FÓRMULA: PV

QUALQUER VERBO (menos os de ligação)

seguido de

1) NÃO TERÁ NENHUM ADJETIVO OU 2) SE HOUVER ADJETIVO SERÁ UM ADJUNTO ADNOMINAL

Veja os exemplos abaixo:

Eu gosto de banana. Não lig. Sem Adjetivo

Eu gosto de banana madura.

Não lig.

Adjetivo = Adjunto Adnominal

6.4. EXERCÍCIOS JULGUE O PREDICADO DAS ORAÇÕES ABAIXO:

1) O juiz viu o réu inocente no autódromo. 2) O juiz julgou o réu inocente no tribunal. 3) O juiz julgou o réu inocente culpado. 4) O menino assistiu ao jogo alegre. 5) O menino assistiu ao jogo, alegre. 6)O menino assistiu alegre ao jogo. 7) O menino alegre assistiu ao jogo. 8) O menino, alegre, assistiu ao jogo. 9) O menino achou o jogo alegre. 10) O governo baixou o juro alto.

11) O governo vendeu seu voto sujo. 12) O governo condenou a carne podre. 13) O governo convocou o ministro assustado. 14) O governo convocou o ministro, assustado. 15) O jogador agradeceu à torcida fiel. 16) O técnico parecia tranquilo. 17) O jogo permaneceu zerado.

Respostas:

1) PV.Inocente é adjunto adnominal; 2) PVN.Inocente é predicativo do objeto e o verbo não é de ligação, 3) PVN.Inocente é adjunto adnominal e culpado é predicativo do objeto, o verbo não é de ligação; 4) PV.Alegre é adjunto adnominal; 5) PVN.Alegre é predicativo do sujeito e o verbo não é de ligação; 6) PVN.Alegre é predicativo do sujeito e o verbo não é de ligação; 7) PV Alegre é adjunto adnominal e o predicado não tem adjetivo; 8) PVN.Alegre é predicativo do sujeito e o verbo não é de ligação; 9) PVN.Alegre é predicativo do objeto e o verbo não é de ligação; 10) PV Alto é adjunto adnominal; 11) PV Sujo é adjunto adnominal; 12) PV Podre é adjunto adnominal; 13) PV Assustado é adjunto adnominal; 14) PVN.Assustado é predicativo do objeto e o verbo não é de ligação; 15) PV Fiel é adjunto adnominal; 16) PN tranqüilo é predicativo do sujeito e o verbo é de ligação; 17) PN zerado é predicativo do sujeito e o verbo é de ligação.

7. TRANSITIVIDADE VERBAL

7.1. VERBO INTRANSITIVO(VI) : Depois de um verbo intransitivo

(NAS CONDIÇÕES ABAIXO, QUALQUER VERBO DA LÍNGUA PORTUGUESA PODE SER INTRANSITIVO)

PODE;

1) Não ter nada:

A moça bonita brinca.

VI

(nada) o VI pode vir só

2) Ter advérbio ou locução verbal:

A moça bonita brinca agora / na rua. (advérbio ou locução verbal)

VI

3) Ter adjetivo (se não constar entre os verbos de ligação):

A moça bonita brinca alegre. (adjetivo)

VI

Atenção: a oração abaixo, comparada com a de cima, é diferente:

A moça bonita ficou alegre. (o verbo consta entre os de ligação com adjetivo)

VL

Atenção: sem adjetivo o verbo não é mais de ligação e volta a ser intransitivo:

A moça bonita ficou no quarto. (locução adverbial)

VI

7.2. VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS(VTD):

- Têm objeto direto

-Para encontrar o objeto direto, pergunta-se ao verbo: (o quê? (coisa) ou quem? (pessoa).

- A resposta será o objeto direto.

Ex. : Os índios comeram as plantas.

VTD

OD

O jogador beijou a torcedora

VTD

OD

7.3. VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS (VTI):

- Têm objeto indireto

Para encontrar o objeto indireto, pergunta-se ao verbo, com a ajuda da preposição da frase: ( quem?).

- A resposta será o objeto indireto.

Ex. : Os índios gostam de plantas.

VTI

OI

Os índios gostam de jesuítas.

VTI

OI

7.4. PREPOSIÇÕES ESSENCIAIS:

quê? ou

A - ANTE - APÓS - ATÉ - COM - CONTRA - DE - DESDE - EM - ENTRE - PARA - PER - PERANTE - POR - SEM - SOB - SOBRE - TRÁS = ATRÁS

(! TRAZ é verbo)

PREPOSIÇÕES SINTÁTICAS: (valem como preposição) A(prep.) + A(art.) = À

A(prep.) + 0(art.) = AO

7.5. VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS (BITRANSITIVOS)

- As duas perguntas são feitas ao mesmo verbo

O noivo deu flores à sogra.

VTDel OD

(bitran.)

OI

MUITA ATENÇÃO!!!!!!!!!

Na oração: João comeu o doce da Maria

- Não podemos perguntar: Comeu o quê? De quem?

- O verbo COMER é transitivo direto.

- A pergunta é: Comeu o quê?

- A resposta é: O DOCE DA MARIA (OBJETO DIRETO).

- (da Maria) é ADJUNTO ADNOMINAL.

7.6. O MECANISMO DA CRASE

Para saber se há preposição pergunte ao verbo:

Por exemplo: Aludiu a questão. (aludiu a quê?) Impediu a votação. (impediu o quê?) Como você pôde perceber aludiu pede a preposição A ,já impediu não pede a preposição A.

Faça este teste nos itens abaixo:

PERGUNTAS PARA

 

ENCONTRAR

PREPOSIÇAO A:

 

JUNTO a

à

a

PONTE

 

JUNTO a quê?

O

ACESSO a

a à

INFORMAÇÃO

O

ACESSO a quê?

EU ACESSO a

A

 

a

INFORMAÇÃO

EU ACESSO o quê?

O

ACESSO a

as à

INFORMACÕES

O

ACESSO a quê?

O

ACESSO a

A

as

INFORMACÕES (retire o artigo definido AS)

O

ACESSO a quê?

O

ATAQUE a

a à

SEDE

O

ATAQUE a quê?

ATAQUE

(você) a

a

SEDE

ATAQUE o quê?

(verbo no imperativo)

 

MAIS EXEMPLOS:

F Ó R M U L A:

HOUVE ADJUNÇÃO, CONTRAÇÃO OU CRASE= à

O ACENTO TEM O NOME DE GRAVE: ( ` )

A

) EXIGE PREPOSIÇÃO A

(

à

A

( EXIGE ARTIGO A

)

Condição 1:

( Pediu ) (EXIGE PREP. A)

a

Condição 2:

Todos

(não EXIGE PREP. A)

( viram )

( Deus ) para (não EXIGE ART. A)

a

( menina ) passar. (EXIGE ART. A)

Condição : 3

(Referiu-se ) (EXIGE PREP. A)

à

( menina ) que passa a roupa. (EXIGE ARTIGO A)

ALGUMAS REGRAS:

VOU A BAHIA. / VOU PARA A BAHIA.

VOU A ROMA (do Papa)./ VOU PARA ROMA (do Papa)

Obs: voltaremos a abordar este assunto num capítulo especial dada à sua importância.

8. TERMOS INTEGRANTES E ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

8.1. COMPLEMENTO VERBAL (OBJETO DIRETO E INDIRETO);

8.2. COMPLEMENTO NOMINAL:

8.2.1 DIFERENÇAS ENTRE O COMPLEMENTO NOMINAL E O ADJUNTO ADNOMINAL

Observações sobre o SUBSTANTIVO ABSTRATO:

1)

Os substantivos abstratos têm sentido relativo:

ÚTIL: o que é útil para uma pessoa pode ou não ser útil para outra.

2) Os substantivos abstratos, não têm origem, que é dada pelo Complemento Nominal, já o Adjunto Adnominal indica a origem e torna o substantivo concreto:

 

Paixão

POR JOVENS

(Pergunte: quem tem essa paixão?) (Sem resposta)

Complemento Nominal porque não indica a origem e o substantivo abstrato torna-se abstrato.

Nome

Abstrato,

sem

origem.

 

Paixão

DE JOVENS

(Pergunte: quem tem essa paixão?) (A resposta é: OS JOVENS) Nome Concreto, com origem.

Adjunto Adnominal porque indica a origem e o substantivo torna-se concreto.

2)

Ex.: bom remete à ou depende de bondade / útil remete à ou depende de utilidade

O sentido restrito dos Substantivos Abstratos depende do sentido amplo de outras palavras:

QUADRO COMPARATIVO:

8.2.2. COMPLEMENTO NOMINAL:

NOMES ABSTRATOS

NOME COM PREPOSIÇÃO (COMPLEMENTO NOMINAL)

(adjetivo) ÚTIL (advérbio) CONTRARIAMENTE (Substantivo abstrato) AMOR

À

VIDA

AO RÉU

À

MÃE

 

CARACTERÍSTICAS:

 

1. NÃO INDICA POSSE;

2. TERMO PACIENTE;

3. FUNÇAO SUBSTANTIVA;

4. NÃO TEM CLASSE GRAMATICAL.

ADJUNTO ADNOMINAL:

NOMES CONCRETOS

NOME COM PREPOSIÇÃO (ADJUNTO ADNOMINAL)

(substantivo concreto) ALUNOS (substantivo concreto) BRINQUEDO (substantivo concreto) AMOR

DO CURSO

DE CRIANÇA

 

DE MÃE

CARACTERÍSTICAS:

 
 

1. INDICA POSSE;

2. TERMO AGENTE;

 

3. FUNÇÃO ADJETIVA;

4. A

CLASSE

GRAMATICAL

É

A

LOCUÇÃO

ADJETIVA.

 

8.2.3. VOZES DO VERBO: TRANSITIVOS DIRETOS E AGENTES DA PASSIVA

As orações abaixo estão na Voz Ativa por terem verbo transitivo direto:

Ex.:

As crianças quebram os brinquedos. As crianças quebrarão os brinquedos. As crianças quebraram os brinquedos.

Suj.Agente

VTD

As orações abaixo estão na Voz Passiva por terem agente da passiva:

agente da passiva :termo iniciado com as preposições: POR / PELO

/ DE .

Os brinquedos são quebrados pelas crianças. Os brinquedos serão quebrados pelas crianças. Os brinquedos foram quebrados pelas crianças.

SS Paciente

V.

V.

Agente. da Passiva.

FIQUE ATENTO: É o termo que se localiza após o verbo da oração na voz passiva e vem introduzido pelas preposições POR, PELO e DE:

MAIS EXEMPLOS:

A seleção não conseguiu a vitória.

s.s. agente

vtd

od

A vitória não

s.s. paciente

foi conseguida pela seleção.

v.

v.

agente da passiva

8.2.4. ADVÉRBIO, LOCUÇÃO ADVERBIAL E ADJUNTO ADVERBIAL:

O ADVÉRBIO, LOCUÇÃO ADVERBIAL E ADJUNTO ADVERBIAL FUNCIONAM PARA:

a) Indicar Circunstâncias:

Ex.: As crianças brincam de bola na rua à tarde com os amigos

modo

lugar

tempo companhia

b) Modificar o verbo, o adjetivo e o próprio advérbio.

Ex.: Joana brinca muito. adv. intensidade

Joana está muito alegre. adv.intens.

Joana mora muito longe. Adv. Lugar intens.

8.2.5. FIQUE MUITO ATENTO PARA NÃO CONFUNDIR ADVÉRBIO COM PRONOME:

Muitos pais obrigam os filhos a estudar

PRONOME INDEFINIDO ADJETIVO ACOMPANHA SUBSTANTIVO

Muitos vivem de renda no Brasil.

PRONOME INDEFINIDO SUBSTANTIVO SUBSTITUI SUBSTANTIVO

8.2.6 TABELA PARA ENCONTRAR O ADVÉRBIO / LOCUÇÃO ADVERBIAL E O ADJUNTO ADVERBIAL

VERBO

INTRANSITIVO

CIRCUNSTÂNCIAS (Sempre se referem ao verbo, ao adjetivo ou a outro advérbio, embora às vezes estejam distantes dessas classes gramaticais)

PERGUNTAS (Essas perguntas, com as palavras sublinhadas, ajudam a encontrar a circunstâncias e não permitem que você confunda o advérbio com o objeto indireto). LEMBRE-SE DE

CLASSE

GRAMATICAL

FUNÇÃO

SINTÁTICA

(Pode vir

advérbio com

ADVÉRBIO

qualquer verbo,

OCORRE

PARA CADA ADVÉRBIO OU LOCUÇAO ADVERBIAL A FUNÇAO SINTÁTICA É O ADJUNDO ADVERBIAL

mas eles

QUANDO HÁ

aparecem

UMA SÓ

principalmente

PALAVRA

sozinhos com

verbos

 

LOCUÇÃO

intransitivos)

ADVERBIAL

OCORRE

QUE:

O objeto indireto só aceita as perguntas:

QUÊ? e QUEM? Com a preposição da frase.

QUANDO HÁ MAIS DE UMA PALAVRA

VOU

cedo

à

noite

A que horas?

Quando?

cedo é advérbio de tempo

à noite é locução

de

tempo

adverbial

cedo

adverbial

tempo

é

adjunto

de

VOU

de táxi

De que modo? Com que meio? Como?

de táxi é locução adverbial de modo ou meio

De táxi é adjunto adverbial de modo ou meio

festa

A que lugar?

Onde?

é

locução adverbial de lugar

à

festa

é

à festa é adjunto adverbial de lugar

VOU à

9. DIFERENÇA ENTRE APOSTO E VOCATIVO:

O aposto refere-se ao sujeito ou ao predicado e o vocativo fica solto, isolado na frase.

Ex.: João, o bagunceiro, saiu do colégio.

Suj.

predicado

O

termo grifado refere-se ao sujeito (João).

Li

muito os autores: Machado, Alencar e Jorge Amado.

Os termos grifados referem- se ao predicado (autores).

João, o bagunceiro saiu do colégio.

suj.

predicado

O termo grifado não se refere nem ao sujeito, nem ao predicado, está solto na frase.

9.1. TIPO ESPECIAL DE APOSTO. FIQUE MUITO ATENTO:

Garota DE IPANEMA - Indica qualidade, com a preposição é um adjunto adnominal.

Praia DE IPANEMA - Indica o nome da praia, trata-se de um aposto.

OBJETO

ENFEITE.

DIRETO

PREPOSICIONADO:

A

PREPOSIÇÃO

NÃO

É

OBRIGATÓRIA

E

SIM

DE

VTD

O D P

Pegar

(da) caneta

adoro

(a) você

Saber

(de) tudo

Esperar

(por) você

Puxar

(da) espada

Cumprir

(com) o dever

VEJA ABAIXO A DIFERENÇA ENTRE OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO E OBJETO INDIRETO:

NO OBJETO INDIRETO A PREPOSIÇÃO É OBRIGATÓRIA.

VTI

OBEDECE

OI

às leis

A PREPOSIÇÃO

É

GOSTO

de você

OBRIGATÓRIA

- ONDE O OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO É MAIS FREQUENTE:

Na Literatura: “Será que você não notou é a você que eu adoro.” Na religião: Um dia veremos a Deus. Na propaganda: O Mercadão de Madureira espera por você.

9.2. OBSERVE OS DOIS TERMOS COMPARATIVOS EM CADA ITEM ABAIXO:

9.2.1. OBJETO INDIRETO E OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO:

Ele gosta dos amigos. OI

Ele ama aos irmãos. ODP

9.2.2. OBJETO INDIRETO E COMPLEMENTO NOMINAL

Referi-me ao livro. OI

Referência ao livro. CN

9.2.3. COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL

O

descobrimento de Cabral.

AA

O

(Quem descobriu??) CN

descobrimento do Brasil

9.2.4. PREDICATIVO DO SUJEITO E ADJUNTO ADVERBIAL

Ela vendeu tranqüila as suas muambas. P. DO S.

Ela vendeu tranqüilo as suas muambas. ADJ. ADV.

9.2.5. ADJUNTO ADNOMINAL E ADJUNTO ADVERBIAL

Fiz o dever de casa. AA

Fiz o dever em casa. ADJ. ADV.

9.2.6. ADJUNTO ADNOMINAL E PREDICATIVO DO OBJETO

Eu ajudei aquele menino inteligente. AA

Eu acho aquele menino inteligente. P. DO OBJ.

9.2.7. ADJUNTO ADNOMINAL E APOSTO

Prefiro o clima de Vila Velha. AA

Prefiro a cidade de Vila Velha.

9.2.8. TABELA DOS SEIS ELEMENTOS PREPOSICIONADOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

PREPOSICIONADOS

PERGUNTAS

 

IDENTIFICAÇÃO

 

(VI) Vou À NOITE

Vou a que horas? Quando?

Locução Adverbial: à noite

 

Nos

dois

termos

grifados

temos

Adjunto Adverbial

 

(VTD) bebeu DO VINHO

Bebeu o que?

Objeto Direto Preposicionado

 

(VTI) necessitou DE DINHEIRO necessitou DE MARIA

De quê?

Objeto Indireto

 

De quem?

Objeto Indireto

(NOME ABSTRATO):

   

necessidade DE DINHEIRO

Dinheiro tem necessidade?

 

(NOME=ADVÉRBIO):

Complementos Nominais (porque as respostas são: NÃO)

pertinho DO CÉU

Céu tem pertinho?

(NOME=ADJETIVO):

linda DE MORRER

Morrer tem linda?

(NOME CONCRETO) clima DE PETRÓPOLIS

Petrópolis tem clima?

Adjunto Adnominal (porque a resposta é SIM)

(NOME DE LUGAR MARCA) Cidade DE PETRÓPOLIS

OU

Indica o nome da cidade (Não tem pergunta) APOSTO

Aposto

10. UMA ÓTIMA REVISÃO PARA VOCÊ AVANÇAR NOS ESTUDOS:

RELAÇÕES DE NOMES E VERBOS DENTRO DA REGÊNCIA

10.1. FÓRMULA PARA AS RELAÇÕES ENTRE OS NOMES

FÓRMULA: C (-B) + TER + A osso do cão = cão tem osso? Sim
FÓRMULA:
C (-B)
+
TER + A
osso do cão
= cão tem osso? Sim = AA / LA
A
B
C
longe de você = você tem longe? Não = CN
A
B
C

10.2. FÓRMULA DAS RELAÇÕES ENTRE OS NOMES

FORMULA NOME + PREPOSIÇÃO COM NOME = USA-SE A FÓRMULA Menino de rua Amor a Deus

NOME + PREPOSIÇÃO COM VERBO = USA-SE A FÓRMULA Sorriso de encantar Linda de morrer

VERBO + PREPOSIÇÃO COM NOME = NÃO SE USA A FÓRMULA Gosto de você Amar a Deus

VERBO + PREPOSIÇÃO COM VERBO = NÃO SE USA A FÓRMULA Saiu a cantar Vivia a chorar

11. REGÊNCIA NOMINAL

NOME

Substantivo abstrato: alusão Adjetivo: linda Advérbio:longe

Substantivo abstrato: alusão Adjetivo: linda Advérbio:longe
Substantivo abstrato: alusão Adjetivo: linda Advérbio:longe

PREPOSIÇÃO (obrigatória) + NOME COMPLEMENTO NOMINAL (CN)

aos países

de morrer

de você

Muita atenção para as relações que serão criadas e que fogem do domínio da Regência:

NOME

PREPOSIÇÃO (não é obrigatória) + NOME

Substantivo concreto:

- ADJUNTO ADNOMINAL - (AA) E LOCUÇÃO ADJETIVA - (LA) - APOSTO QUE INDICA ESPECIFICAÇÃO DE NOME

fala DE POLÍTICO Nomes de lugares:

Mercadão DE MADUREIRA

 

Fique Muito Atento Para Possíveis Confusões:

NOME

ubstantivo concreto fala mansa

ome de lugar ou marca Praia Grande

NOME SEM PREPOSIÇÃO

- ADJUNTO ADNOMINAL (AA)

APOSTO QUE INDICA ESPECIFICAÇÃO DE NOME

12. REGÊNCIA VERBAL

 

VERBO

 

NOME SEM PREPOSIÇÃO

 

1)

VTD

 

- OBJETO DIRETO (OD)

 

2)

VI

- ADJUNTO ADVERBIAL (ADJ. ADV.) / ADVÉRBIO (ADV)

ebeu

água

ormiu

cedo

 

VERBO

 

PREPOSIÇÃO + NOME

TD

- OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO (ODP) - (prep. opcional)

I

JUNTO ADVERBIAL (ADJ. ADV.) / ADVÉRBIO (ADV) - (a prep. é uma escolha) - OBJETO INDIRETO (OI) – (a prep. é obrigatória)

TI

ebeu

 

da água de touca ou na toca de dinheiro ou de você

ormiu

reciso

OBSERVE AS CORRELAÇÕES ABAIXO

Há relações diferentes em:

Como muita banana.

Em MUITA temos pronome adjetivo indefinido acompanhando o objeto direto BANANA.

AGORA VEJA:

Como muito banana.

Em MUITO temos advérbio referindo-se ao verbo COMO.

HÁ OUTRA COMPARAÇÃO DIGNA DE NOTA:

TRATA-SE

   

DE VI

TRATA-SE DE VI

COMPARAR QUANDO HÁ VI E VL

JÁ É.

JÁ É CEDO

Á É LINDO (VL) – (SER faz parte dos 7 de ligação)

Á CHEGOU.

JÁ CHEGOU CEDO

JÁ CHEGOU LINDO (VI)

13. ESTUDO DO PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E POR SUBORDINAÇÃO:

* Veja o ESTUDO DOS PORQUÊS mais adiante no capítulo de ortografia.

13. 1. ESTUDO DO PERÍODO COMPOSTO

13.1.1. ESTRUTURA DO PERÍODO COMPOSTO

CARACTERÍSTICAS E MARCAS DA DIVISÃO DO PERÍODO COMPOSTO:

NAS ORAÇÕES COORDENADAS:

Presença de vírgula separando as orações assindéticas:

O político venceu/, não fez nada/ e sumiu.

Cheguei/, vi/, venci.

- Presença das conjunções coordenativas nas orações sindéticas (CC):

CHEGUEI e VI mas NÃO VENCI.

NAS ORAÇÕES SUBORDINADAS:

Presença de vírgula separando as orações subordinadas adjetivas explicativas:

Perdeu a namorada / , que era rica.

A

amizade /, que é um presente, / deve ser cultivada.

A

mulher/, que pensa apenas em casamento,/ é um ser desprovido de amor próprio.

O

governo/, que tem projetos, /atinge suas metas.

O

governo aprovou o projeto/, que elimina a forme.

- Presença de vírgula indicando a inversão das orações subordinadas:

“Se você vier / , eu te prometo o sol

Porque ela não veio / , saiu com a outra. Quando o governo criar projetos/, todos o aprovarão.

- Presença de preposições separando as orações subordinadas:

Há necessidade /de que você passe.

O projeto foi feito/ para que fosse implantado.

- Presença de conjunções integrantes nas orações subordinadas substantivas (CI):

É importante /que você não desista.

Todos nós queremos/ que você tire o primeiro lugar.

O governo mandou/ que o projeto fosse criado.

- Presença de conjunções adverbiais nas orações subordinadas adverbiais (CA):

“Se você vier / , eu te prometo o sol

Saiu com a outra / porque ela não veio. Porque ela não veio / , saiu com a outra. “Eu gosto tanto de você / que até prefiro esconder

Quando o governo criar projetos/, todos o aprovarão.

- Presença de pronomes relativos nas orações subordinadas adjetivas (PR):

Uma verdade / que é universal / não pode ser refutada.

Encontrou o carro / que bateu.

O governo /que tem projetos/ atinge suas metas.

13.2. DIFERENÇAS IMPORTANTES ENTRE:

13.2.1. OS VERBOS:

- Tempo Simples é quando o verbo, ao ser conjugado, não vem acompanhado de outro.

O governo /que tem projetos/ atinge suas metas. ”

“Se você vier / , eu te prometo o sol

-Tempo Composto é quando o verbo vem acompanhado de outro e são inseparáveis: o primeiro verbo é sempre auxiliar e o segundo é verbo principal.

O

projeto foi feito/ para que fosse implantado.

O

governo mandou/ que o projeto fosse criado.

13.2.2. OS PERÍODOS:

- Período Simples tem um só verbo, que pode aparecer como tempo simples, ou locução verbal, ou como tempo composto;

O

governo criou o projeto. (um só verbo, uma oração = período simples)

O

governo tem criado projetos. (dois verbos com valor de um, uma oração = período simples)

- Período Composto tem sempre mais de um verbo, seja no tempo simples, ou no tempo composto, ou na locução verbal:

Uma verdade / que é universal / não pode ser refutada. Saiu com a outra / porque ela não veio.

O projeto foi feito/ para que fosse implantado.

- Locução Verbal é uma subdivisão do Tempo Composto, que mostraremos a seguir:

13.3. TEMPO COMPOSTO SE DIVIDE EM:

 

TEMPO COMPOSTO

 

LOCUÇÃO VERBAL

 

Qualquer

Qualquer

 

Verbos Haver e Ter

 

Qualquer Verbo

Verbo

+

Forma nominal

+

No Particípio

DEVO

IR

 

FOI

ANDANDO

HAVIA

SAÍDO

PARECIA

CORTADO

TINHA

 

HAVIA

TINHA

AMADO

 

13.3.1. PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

13.3.1.1. ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS:

A SIGLA “OCA” SIGNIFICA Oração Coordenada Assindética e:

1) ORAÇÃO PORQUE TEM VERBO 2) COORDENADA PORQUE É INDEPENDENTE 3) ASSINDÉTICA PORQUE NÃO TEM CONJUNÇÃO

Essas

palavras

são

de

origem

grega,

a

tradução é síndeto e quer dizer conjunção:

ASSINDÉTICA Falta conjunção

SYNDETON (Grego) SÍNDETO CONJUNÇÃO UNIR/LIGAR/JUNTAR

Tem conjunção SINDÉTICA

OCA

Cheguei

OCA

, vi

OCA

, venci.

OCA

“Grita/,sacode a cabeleira/,agita os braços/, pára/, olha/,

OCA

OCA

OCA

OCA

OCA

ri.”

13.3.1.2. ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS

As orações coordenadas sindéticas são ligadas pelas conjunções que as introduzem. Podem ser:

a. Aditivas: expressam uma adição, uma seqüência de informações:

Principais conjunções aditivas: e, nem, tampouco, (não só , não somente, não apenas/ mas também, mas até, mas ainda, como também).

Ex.:Nós compramos o brinquedo /e brincamos a tarde toda.

Cuidado!!!!

Nós compramos o brinquedo e não brincamos a tarde toda. Repare que nesse caso e não = mas não e tem valor adversativo.

Atenção para este outro tipo de formação de aditiva abaixo que pode também tornar-se adversativa:

Você não só vai passar mas até terá ótima nota. “Isso pode ser BOM mas também pode ser uma ARMADILHA. (A SEMÂNTICA MUDA O SENTIDO DA CONJUNÇÃO.)

b. Adversativas: expressam idéia de oposição, contraste, resalva:

Principais conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, etc.

Nós compramos o brinquedo mas não brincamos a tarde toda. Amor é que nem fumaça: sufoca mas passa. (frase de pára-choque) Você será aprovado porém estudará loucamente.

c.Alternativas: expressam alternância de idéias:

Principais conjunções alternativas: ou, ou

ou,

ora

ora,

já,

quer

quer,

etc.

Ou cale-se ou expulso a senhora da sala.(C. Lispector) Venha logo ou perderá a vez.

Ora dormiam, ora jogavam cartas. Ou vai ou racha.

d. Conclusivas: expressam idéia de conclusão, conseqüência:

Principais conjunções conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), etc. Penso, logo hesito.

São seres humanos ; merecem , pois, todo nosso respeito.

e. Explicativas: indicam uma justificativa ou uma explicação ao fato expresso na primeira oração:

Principais conjunções explicativas: porque, que, pois (anteposto ao verbo), etc.

Troque os pneus pois os acidentes matam mais do que as guerras. Não se preocupe que a nossa mente guarda tudo e muito mais.

Estude muito

Acho que você vai passar porque seu esforço é fora do comum.

porque esse emprego resolverá a sua vida.

13.3.2. PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

13.3.2.1. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

- São orações dependentes, separadas não têm sentido, e são iniciadas por conjunções e pronomes relativos;

- Oração porque tem verbo;

- Subordinada porque é dependente;

- Substantiva porque tem Conjunção Integrante.

ORAÇÃO PRINCIPAL

   

O sujeito não aparece na principal;

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBJETIVAS OU SUJEITO ORACIONAL

1. Pode começar com VL;

 

2. Pode

ter

Partícula

 
 

Apassivadora (PA);

CI + SUJEITO+VERBO

3. Pode começar com verbos na

 

3ªp.sing.:

Urge,Consta,Parece,Convém.

É

importante

que você venha. que você viesse. que você viesse. que você venha. que ela virá. que ela virá cedo. que haja muitas aprovações. que você volte.

Era bom Foi necessário Será indispensável Parece Sabe-se (PA) = É sabido Espera-se (PA) = É esperado Convém

ORAÇÃO PRINCIPAL Termina com o VL

ORAÇÃO SUBORDINADA PREDICATIVAS CI + SUJEITO+VERBO

O

importante é

que você venha. que você viesse que você veio. que você venha.

O

bom era

O

necessário foi

O

indispensável

ORAÇÃO PRINCIPAL Tem um nome que precisa de preposição

OR. SUB. SUBST. COMPL. NOMINAL

PREP. + CI + SUJEITO+VERBO

Há necessidade

de que você venha. a que todos venham.

Sou favorável

ORAÇÃO PRINCIPAL

OR. SUBORD. SUBST. OBJ. IND.

Tem um verbo precisa de preposição

que

PREP. +CI + SUJEITO+VERBO

Necessito

de que você venha. de que ela não viria

Esqueci-me

Lembrei-me

 

ORAÇÃO PRINCIPAL Tem um verbo transitivo direto ao qual se faz a pergunta “o quê?”

OR. SUB. SUBST. OBJ. DIR.

CI + SUJEITO+VERBO

Espero

 

Desejo

Peço

Quero

que você venha.

Exijo

Ordeno

NÃO SEI

SE ELA VIRÁ.

13.3.2.2. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA:

A oração subordinada apositiva vem depois dos dois pontos e tem Conjunção integrante:

Esta é a idéia: / que viajemos nas férias. apositiva

13.3.2.3. ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA

OP = Oração Principal OSA = Oração Subordinada Adjetiva (SEMPRE INICIA COM PRONOME RELATIVO)

OR. SUB. ADJ. RESTRITIVA = sem vírgula antes do Pronome Relativo OR. SUB. ADJ. EXPLICATIVA = com vírgula

Olhou a rua / , que o sol avermelhava.

OP

OSA

Achou o brinquedo / que perdeu na praia.

OP

OSA

O dia /, que amanhece, / está bonito.

OP

Pedra / que rola / não cria limo.

OSA

OP

OP

OSA

OP

13.3.2.4.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL

a)

Iniciadas pelas Conjunções Subordinativas.

b)

Exercem a função sintática de Adjuntos Adverbiais.

1)

CAUSAIS (Iniciadas por: porque, como, já que, visto que, uma vez que,

).

Retirou-se porque se sentiu mal.

A ORAÇÃO ESTÁ INVERTIVA, ABAIXO:

Porque

sentiu-se mal, retirou-se.

Como

2) COMPARATIVAS (Iniciadas por: (do) que, como, quanto, assim como, mais

Ela é

menos Ela trabalha tanto quanto o irmão. OBS.: O verbo normalmente fica oculto.

responsável (do) que você.

).

3) CONCESSIVAS: indicam oposição (Iniciadas por: embora, ainda que, mesmo que,

Teria sido o melhor, embora não parecesse. Vencerei, se bem que não será fácil.

).

4) CONDICIONAIS (Iniciadas por: se, caso, desde que, contanto que,

).

Se for necessário, eu irei. Eles estudarão desde que sejam exigidos.

5) CONFORMATIVAS: expressam a idéia de combinar antes (Iniciadas por: conforme, como, segundo,

consoante,

).

Conforme ficou determinado, eles se retiraram. Trabalharam como o instrutor lhes ensinou.

6) CONSECUTIVAS: indicam conseqüência (Iniciadas por: que, de forma que, de modo que,

).

OBS.: Na oração principal - advérbios de intensidade: tão, tal, tamanho, tanto.

Tanto era seu esforço que a recompensa veio breve. Ele era tão famoso que não podia sair de casa.

7) FINAIS: expressam finalidade (Iniciadas por: a fim de que, para que,

).

Expliquei tudo a fim de que ninguém reclamasse depois.

8) PROPORCIONAIS (Iniciadas por: à proporção que, à medida que,

).

Estudávamos mais ao passo que nos distraíamos menos. “Tanto cresce o poder dos homens, quanto aumenta o seu saber”.

9) TEMPORAIS (Iniciadas por: quando, enquanto, mal, logo que, sempre que,

Enquanto estiver ali, estará seguro. Mal chegamos, todos se levantaram.

MUITA ATENÇÃO COM ESTES DETALHES:

a fim de — finalidade; más —— plural de má; mal = logo que —— tempo; afim de —— afinidade; mas —— oposição; mal x bem —— advérbio; mais —— quantidade; mau x bom —— adjetivo.

).

13.3.2.5. ORAÇÕES SUBORDINADAS REDUZIDAS

Formas nominais do verbo usadas nas orações reduzidas:

DE INFINITIVO:

amAR- amARei comER–comERemos pÔR=pOER-pORmos dormIR-dormIRia

DE GERÚNDIO:

AmaNDO, comeNDO, poNDO, dormiNDO

DE PARTICÍPIO:

Particípio Regular

aceitADO / comIDO / dormIDO

Particípio Irregular:

aceito / feito / posto / gasto

É preciso seguir fielmente as regras básicas na realização dos dois processos:

REGRAS BÁSICAS:

1) Mudar o verbo da Subordinada para uma das Formas Nominais. 2) Eliminar as Conjunções e o Pronome Relativo; 3) Nunca alterar a Oração Principal

1 o ) PROCESSO: (Aqui se reduz a oração subordinada)

A NUMERAÇÃO ABAIXO APARECERÁ NOS EXEMPLOS:

1- Analisar a Oração Subordinada; 2- Reduzir a Oração Subordinada (seguir 1 e 2 das regras básicas); 3- Analisar a Oração Reduzida.

Exemplos do 1 o processo: Seguindo a numeração do processo acima, temos as mudanças abaixo:

Atenção, a linha reta representa a Oração Principal:

É

importante

que se estude muito

1

-

oração_sub. subst. Subjetiva ESTUDAR MUITO

2 -

3

-

oração sub. subst subj. reduzida de infinitivo

Recebeu o dinheiro

que gastou logo.

1-

or.sub.adjetiva restritiva

2-

GASTANDO-O LOGO.

3-

or.sub.adj.rest.reduzida particípio

de

gerúndio

ou

Quando terminou a reunião,

todos saíram.

1-

or. sub. adverbial temporal

2

- Ao terminar a reunião Terminando a reunião Terminada a reunião

3.- Or. sub. adv. temp. red. de inf. Or. sub. adv. temp. red. de gerúndio Or. sub. adv. temp. red. de part.

2 o ) PROCESSO: Seguindo a numeração do processo acima, temos as mudanças abaixo:

1-

Desenvolver a Oração Reduzida;

2-

Analisar a Oração Desenvolvida.

3-

Analisar a Oração Reduzida;

Atenção, as linhas representam a Oração Principal:

Há necessidade

de se viver bem.

1-

de que se viva bem or. sub.subst.Completiva Nominal or.sub.subst.Completiva Nominal reduzida de infinitivo

2-

3-

Encontrei um candidato

, estudando nas ruas.

 

1-

,que estudava nas ruas. or. sub.adjetiva explicativa or.sub.adj. explic.gerúndio

2-

3-

Necessitado de ajuda

, foi ao médico.

1 - Quando necessitou Porque necessitou

 

,

,

2 - Or.Sub.Adverbial Temporal Or.Sub.Adverbial Causal

 

3 - Or.Sub.Adv.Temp. Partic. Or.Sub.Adv.Caus. Partic.

Reduzida

de

Reduzida

de

13.4. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS

13.4.1. São PRONOMES ÁTONOS:

1. Pron. Pess. Oblíq. Átonos: ME, TE, SE, O, A, LHE, NOS, VOS, OS, AS, LHES.

2. Pronomes Subst. Demonstrativos: O, A, OS, AS, (= aquele, aquela, aqueles, aquilo,

Principal erro segundo a Gramática Tradicional:

).

Iniciar período por pronome átono:

Ex.: