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EDUCAÇÃO GAIA SALVADOR

2010

Comunicação não-violenta Comunicação compassiva
Comunicação não-violenta
Comunicação compassiva

Compassivo

Aquele que sente compaixão (do latim compassione): compreensão do estado

emocional de outrem, para aliviar sua dor e sofrimento.

compaixão (do latim compassione ): compreensão do estado emocional de outrem, para aliviar sua dor e
5 desejos básicos do ser humano
5 desejos básicos do ser humano
• Ser amado
• Ser amado
• Ser reconhecido
• Ser reconhecido
• Ser útil
• Ser útil
• Ser elogiado
• Ser elogiado
• Ser livre
• Ser livre

Masaharu Taniguchi

Isto ou aquilo?

A diversidade, que é a base da comunidade da vida neste planeta, gera diferenças de

expectativas, interesses,

vontades, sonhos, desejos. Muitas vezes não é possível atender ao mesmo tempo ou

da mesma forma isto e aquilo.

atender ao mesmo tempo ou da mesma forma isto e aquilo. • Se isto não pode

Se isto não pode ser satisfeito sem deixar de satisfazer

aquilo, a necessidade de escolha gera conflito.

Os dilemas configuram conflitos intrapessoais, interpessoais, grupais, socioambientais, culturais.

Como lidar com o

conflito de

vontades,

de

desejos,

de

necessidades,

de

interesses?

de vontades, de desejos, de necessidades, de interesses? Nós, seres humanos, temos três formas básicas de

Nós, seres

humanos, temos três formas

básicas de trabalhar com o conflito:

fuga,

confronto ou

negociação.

O modo prevalente da humanidade lidar com os

conflitos tem sido por meio do confronto, do ganha-perde, da disputa que gera vencedores e

vencidos. São confrontos físicos ou mentais. De

territórios, de bens, de espaços sociais, de idéias

O confronto pode se dar com violência direta entre as partes ou buscando a decisão do litígio por um terceiro, com amparo nas leis e costumes. A busca dos tribunais significa que as

partes em litígio não se

compreendem em condição de resolver o conflito diretamente,

Esse modo de resolver os

conflitos por meio de confronto,

além de exercitado é ativamente ensinado, de geração para geração.

de resolver os conflitos por meio de confronto, além de exercitado é ativamente ensinado, de geração

A fuga é a outra face do confronto.

É a recusa ao confronto, a prevalência do medo do mais forte, a

covardia.

Pode significar um ganho de tempo ou o agravamento do conflito, mas não o resolve.

de tempo ou o agravamento do conflito, mas não o resolve. A fuga é uma atitude

A fuga é uma atitude complementar ao confronto, faz parte da mesma lógica. Se não posso vencer lutando, fujo ou me submeto. É a conhecida dupla torturador/torturado; vítima/algoz. Recusar-se a reconhecer o conflito não é uma atitude de paz, ao contrário do que muitas pessoas pensam. A paz é ativa.

Em toda a história conhecida da humanidade encontram-se lideranças que sinalizam o caminho da

resolução pacífica de conflitos, por

meio do diálogo e dos acordos.

Jesus, Buda, Gandhi, Martin Luther King, Mandela entre outros, partem da nossa condição de irmãos, de membros da comunidade da vida ou seja, do reconhecimento da condição de sujeito, da condição de direito à vida, com todas as suas implicações – “não fazer ao outro o que não queremos que nos faça”,

“reconhecer no outro a condição de

irmão”.

Esse reconhecimento implica respeito mútuo e preservação da integridade física e mental de todos.

O caminho não pode ser ignorar o outro (fuga) nem tentar submetê-lo ou destruí-lo pela força (confronto). É preciso conviver, isto é, aceitar diferenças, dialogar e tecer acordos.

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS
Xesus Jares, educador galego, diz que apesar disso a humanidade tem exercitado à exaustão e

Xesus Jares, educador galego, diz que apesar disso a humanidade tem

exercitado à exaustão e com grande

risco o “script” do confronto, da violência para resolver conflitos.

do confronto, da violência para resolver conflitos. Buscando o exercício de um novo “script”, um

Buscando o exercício de um novo “script”, um “script” de diálogo, de acordos, Marshall Rosemberg, psicólogo americano, criou um

método de comunicação não-

violenta, que se funda na coragem de escutarmos o outro e de declararmos ao outro nossas necessidades e pedidos, com

verdade.

A comunicação compassiva, tem quatro idéias fundantes:

A comunicação compassiva, tem quatro idéias fundantes: A. Recusa dos caminhos da fuga e do confronto

A. Recusa dos caminhos da fuga e do confronto ou seja, da violência

como forma de resolver conflitos

B. Disposição de escutar o outro, com todo o corpo, com toda a atenção, para que ele possa manifestar a sua verdade, com confiança

C. Manifestação da nossa própria necessidade, com verdade e confiança no outro, explicitando nosso pedido

D. Tecelagem de acordos, dialogando diretamente ou com mediação.

ESCUTA COMPASSIVA
ESCUTA COMPASSIVA
ESCUTA COMPASSIVA A pacifista quaker Gene Knudsen Hoffman, que foi a pioneira em Escuta Compassiva como

A pacifista quaker Gene Knudsen Hoffman, que foi a pioneira em Escuta Compassiva como um processo de construção da paz, gosta de observar que:

“Um

inimigo

ouvimos”.

é

aquele

cuja

história

nós

não

Essa é a idéia: uma vez que você escuta verdadeiramente a história do outro, e compreende suas queixas e sofrimentos, você será incapaz de considerar aquela pessoa como inimiga. Você pode discordar totalmente dela, ou achar suas ações abomináveis e mesmo assim você vai vê-la como um ser humano.

Na Escuta Compassiva nós não

buscamos mudar aquele que compartilha conosco, nós buscamos somente amá-lo.

que compartilha conosco, nós buscamos somente amá-lo. Na Escuta Compassiva não cabem: interrupções, conselhos,

Na Escuta Compassiva não cabem:

interrupções,

conselhos, julgamento

ou perguntas que expressem julgamento, que são barreiras à

verdadeira escuta.

Marshall Rosenberg
Marshall Rosenberg

- Nasceu em um bairro violento de Detroit em 1934.

- Em 1961 obteve seu PHD em psicologia clínica pela Universidade de

Wisconsin - Madison.

- A comunicação não-violenta foi o resultado de sua especialização em

psicologia social, de seus estudos de religião comparada e de suas vivências pessoais, a partir da psicologia humanística de Carl Rogers.

- Em 1984, o doutor Rosenberg fundou, na Califórnia, o “Center for

Nonviolent Communication (CNVC)”, que se transformou em uma grande

organização internacional sem fins lucrativos

for Nonviolent Communication (CNVC)”, que se transformou em uma grande organização internacional sem fins lucrativos
for Nonviolent Communication (CNVC)”, que se transformou em uma grande organização internacional sem fins lucrativos
for Nonviolent Communication (CNVC)”, que se transformou em uma grande organização internacional sem fins lucrativos
for Nonviolent Communication (CNVC)”, que se transformou em uma grande organização internacional sem fins lucrativos
Quatro opções de como receber uma mensagem negativa:
Quatro opções de como receber
uma mensagem negativa:
• Culpar a nós mesmos: “Eu deveria ter sido ” • Culpar os outros: “Você
Culpar a nós mesmos: “Eu deveria ter sido
Culpar os outros: “Você é egoísta!”

Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades: responsabilidade no sentimento frustrado/desejo de si próprio e não apenas do outro

• Escutar os sentimentos e necessidades dos outros
• Escutar os sentimentos e necessidades dos outros
não atendidas e não
não
atendidas
e
não

Necessidades

expressadas

causam dor psicológica e violência

Observação : As ações concretas que estamos observando e que afetam nosso bem-estar. Sentimento :

Observação: As ações concretas que estamos

observando e que afetam nosso bem-estar.

que estamos observando e que afetam nosso bem-estar. Sentimento : como nos sentimos em relação ao
que estamos observando e que afetam nosso bem-estar. Sentimento : como nos sentimos em relação ao
que estamos observando e que afetam nosso bem-estar. Sentimento : como nos sentimos em relação ao

Sentimento: como nos sentimos em relação ao

que estamos observando

: como nos sentimos em relação ao que estamos observando Necessidades : as necessidades, valores, desejos,

Necessidades: as necessidades, valores, desejos, etc. que estão gerando nossos sentimentos

valores, desejos, etc. que estão gerando nossos sentimentos Pedido : as ações concretas que pedimos para

Pedido: as ações concretas que pedimos para

enriquecer nossa vida.

desejos, etc. que estão gerando nossos sentimentos Pedido : as ações concretas que pedimos para enriquecer
OBSERVAÇÂO Processos vivos, mutantes JULGAMENTO Presume coisas estáticas- “o ser humano” • rotular
OBSERVAÇÂO Processos vivos, mutantes JULGAMENTO Presume coisas estáticas- “o ser humano” • rotular

OBSERVAÇÂO

Processos vivos,

mutantes

JULGAMENTO Presume coisas

estáticas- “o ser

humano”

rotular

exigir

reagir

diagnosticar

avaliar

estou vendo

ouvindo

lembrando

sentindo

Emoções, sentimentos

-“fumaça”, emoções negativas = algo não está alinhado comigo
-“fumaça”, emoções
negativas = algo não está
alinhado comigo

Valor/ necessidade

Qual a “razão boa” (necessidade) de o outro agir assim? (sentimento)

raiva

medo

crítica

tristeza

solidão

respeito

verdade

individualidade

reconhecimento

• medo • crítica • tristeza • solidão • respeito • verdade • individualidade • reconhecimento
• medo • crítica • tristeza • solidão • respeito • verdade • individualidade • reconhecimento

Exercício

A mãe de Roberto fica doida com a bagunça

que ele faz especialmente quando deixa suas meias sujas debaixo da mesa

• “Roberto, quando eu vejo meias sujas debaixo da mesinha, fico irritada, porque preciso de mais ordem no espaço em que vivemos em comum” Pedido claro: “Você poderia colocar suas meias no seu quarto ou na lavadora”?

Observação com avaliação Observação isenta de avaliação Você é generoso Quando vejo acho que está
Observação com avaliação
Observação isenta de avaliação
Você é generoso
Quando vejo
acho que
está sendo generoso.
João vive deixando as
coisas para depois.
João só estuda na véspera
da prova
O trabalho dela não será
Acho que o trabalho dela
aceito.
não será aceito

Se você não comer

verduras, sua saúde ficará prejudicada

Se você não comer

verduras, temo que sua saúde fique prejudicada

não comer verduras, temo que sua saúde fique prejudicada Os estrangeiros não cuidam da própria casa.

Os estrangeiros não cuidam da própria casa.

Não vi aquela família estrangeira da outra rua

limpar a calçada.

Zequinha é péssimo jogador de futebol.

Em vinte partidas, Zequinha não marcou nenhum gol.

de futebol. Em vinte partidas, Zequinha não marcou nenhum gol. Carlos é feio. A aparência de

Carlos é feio.

A aparência de Carlos não me atrai.

• “Experiências em comum” são o que conecta. Valores “universais - agora”: respeito, verdade, solidariedade

• “Experiências em comum” são o que conecta.

Valores “universais-agora”: respeito, verdade, solidariedade

O que está motivando o outro a fazer isso? Qual necessidade não foi atendida?

• Sugerir: “Você quer mais”

• “Eu ouvi você dizer”

o outro a fazer isso? Qual necessidade não foi atendida? • Sugerir: “Você quer mais” •
a fazer isso? Qual necessidade não foi atendida? • Sugerir: “Você quer mais” • “Eu ouvi
a fazer isso? Qual necessidade não foi atendida? • Sugerir: “Você quer mais” • “Eu ouvi

1.

Empatia na escuta: escutar o estudante

e não apenas “ensinar”; compreender
e não apenas “ensinar”; compreender

-

2.

3.

4.

aqueles que nos parecem monstros são pessoas cujo comportamento às vezes nos impedem de ver
aqueles que nos parecem monstros são pessoas cujo
comportamento às vezes nos impedem de ver sua
natureza humana (necessidades universais)

Empatia com um “Não!”: aceito seu desejo e não o tomo como pessoal

“Não!”: aceito seu desejo e não o tomo como pessoal Empatia revitalizadora: as pessoas preferem que

Empatia revitalizadora: as pessoas preferem que os

ouvintes as interrompam a fingirem estar escutando
ouvintes as interrompam a fingirem estar escutando

Empatia com o silêncio: não é fácil dizer o que temos “por dentro”; o que está acontecendo “dentro do outro”?

Conectar-se com o outro cura sua dor psicológica.
Conectar-se com o outro cura sua dor psicológica.

CNV- pergunta empática: como satisfaço sua

necessidade?
necessidade?
Linguagem tem “hábitos de pensamento”
Linguagem tem “hábitos de pensamento”
- “Você não me entende” / “Você está errado”/ “Você te de ”/ “Você me
- “Você não me entende”
/
“Você está errado”/ “Você te
de
”/
“Você me agride

CNV: Minha atenção se foca na SUA visão
CNV: Minha atenção se foca na SUA visão
/ “Você está errado”/ “Você te de ”/ “Você me agride ” • CNV: Minha atenção
/ “Você está errado”/ “Você te de ”/ “Você me agride ” • CNV: Minha atenção
/ “Você está errado”/ “Você te de ”/ “Você me agride ” • CNV: Minha atenção

Até a pessoa sentir: “fui amplamente ouvida e disse tudo que precisava” Está dizendo: “Por
Até a pessoa sentir: “fui amplamente ouvida e disse
tudo que precisava”
Está dizendo: “Por favor, veja-me como quero ser
visto” e “Obrigado por ver-me como quero ser visto”.
Solitário por muito tempo: “não preciso de você!”
“Não insista, não desista, persista!”
quero ser visto”. Solitário por muito tempo: “não preciso de você!” “Não insista, não desista, persista!”
quero ser visto”. Solitário por muito tempo: “não preciso de você!” “Não insista, não desista, persista!”

Expressando Raiva

Expressando Raiva
• Raiva: - “ eles são ” por “ eu preciso de ” - [

Raiva:

- eles são

por “eu preciso de

- [Culpar] por [perceber] meus sentimentos e necessidades e as dos

outros

Nunca diga “MAS ”, a uma pessoa com
Nunca diga “MAS
”,
a uma pessoa com

-

raiva.

] meus sentimentos e necessidades e as dos outros Nunca diga “MAS ”, a uma pessoa

Raiva:

Raiva: A violência vem da crença de que sua dor se origina dos outros e merecem

A violência vem da crença de que sua dor se origina dos outros e merecem ser punidos.

que sua dor se origina dos outros e merecem ser punidos . 4 passos para expressar
4 passos para expressar a raiva:
4 passos para expressar a raiva:
1. Parar. Respirar- ficamos quietos. 2. Identificar nossos pensamentos que estão julgando as pessoas: “Sinto
1.
Parar. Respirar- ficamos quietos.
2.
Identificar nossos pensamentos que estão julgando as
pessoas: “Sinto nojo! Ele é racista!”
3.
Conectar-nos a nossas necessidades: “Quero ser
reconhecido!”
4.
Expressar nossas necessidades: “sinto-me triste
quando você fala mau dos judeus!”
Exercício: CNV em situações de raiva
Exercício: CNV em situações de raiva
Exercício: CNV em situações de raiva • Liste os julgamentos mais comuns em sua ” •

Liste os julgamentos mais comuns em sua

Pergunte-se: “Quando falo essa idéia a respeito de alguém, do que estou precisando e não

mente: “Não gosto de pessoas que são

estou obtendo?”

Ao expressarmos nossas necessidades é bem mais provável que elas sejam atendidas do que se julgarmos.

• É a “comunicação que enfatiza o afeto como

motivação principal de nossas ações, ao invés

do medo, culpa, vergonha, acusação, coerção, ameaça”

do medo, culpa, vergonha, acusação, coerção, ameaça” • É “um fluxo entre nós mesmos e as
do medo, culpa, vergonha, acusação, coerção, ameaça” • É “um fluxo entre nós mesmos e as
do medo, culpa, vergonha, acusação, coerção, ameaça” • É “um fluxo entre nós mesmos e as
do medo, culpa, vergonha, acusação, coerção, ameaça” • É “um fluxo entre nós mesmos e as

• É “um fluxo entre nós mesmos e as outras pessoas, com base em ação mútua e de

coração”.

• “NÃO se trata de culpar e enganar pessoas para

que façam o que você quer!”

de culpar e enganar pessoas para que façam o que você quer!” Empatia é: encontros genuínos,

Empatia é: encontros genuínos, abertos e mútuos

Perguntas de não-violência

O que esta pessoa está sentindo?

Do que ela precisa?

Como estou me sentindo em relação a essa

pessoa e que necessidades estão por trás

desses sentimentos?

Que ação ou decisão eu pediria a essa pessoa

para tomar, acreditando que isso a faria viver

mais feliz e a mim também?

ação ou decisão eu pediria a essa pessoa para tomar, acreditando que isso a faria viver
ação ou decisão eu pediria a essa pessoa para tomar, acreditando que isso a faria viver
ação ou decisão eu pediria a essa pessoa para tomar, acreditando que isso a faria viver
ação ou decisão eu pediria a essa pessoa para tomar, acreditando que isso a faria viver
Perigos:
Perigos:

• Confundir “julgamentos” com “fatos”, ocultando críticas.

• CNV não é ser „bonzinho” e tentar passar por herói

Acabar escondendo seus próprios desejos e

necessidades

Acabar tentando manipular os outros infantilizando-os-

empatia não é interpretação!

• Não perceber quando simplesmente “calar” e “não-agir”

Constante atenção e cuidado ao praticar caso a caso.

Exercício

Exercício

2º ponto da Comunicação não violenta:

Expressar necessidades com verdade

não violenta: Expressar necessidades com verdade Marshall Rosenberg propõe o uso de uma linguagem baseada em

Marshall Rosenberg propõe o uso de uma linguagem

baseada em 4 princípios:

expor os fatos de uma situação sem julgamento,

reconhecer os sentimentos implícitos,

identificar as necessidades humanas que estão ou não

sendo atendidas

apontar as ações a serem executadas para atendê-las.

Rosenberg usa a metáfora da girafa e do chacal para demonstrar

como as palavras, ações e intenções contribuem para a vida ou nos

alienam dela.

As girafas são os mamíferos terrestres com o

maior coração. O seu coração tem que levar o sangue pelos seus pescoços acima, até ao cérebro. Com um coração assim tão grande, a ideia é a de que as “girafas” ouvem com o coração. O longo pescoço representa a visão, a capacidade de ver claramente o cerne da questão. Na metáfora, simbolizam a conexão.

o cerne da questão. Na metáfora, simbolizam a conexão. Os chacais são representativos de uma energia
o cerne da questão. Na metáfora, simbolizam a conexão. Os chacais são representativos de uma energia

Os chacais são representativos de uma energia mais frenética, rápida, cortante, arrasante - de uma forma de relacionar mais caótica.

Na metáfora, simbolizam a agressão

Observar o acontecimento

Observar seus próprios sentimentos face ao acontecimento

Identificar que

Fugasentimentos face ao acontecimento • Identificar que Medo? Raiva? Confronto Confiança? Diálogo necessidades

Medo?

face ao acontecimento • Identificar que Fuga Medo? Raiva? Confronto Confiança? Diálogo necessidades estão

Raiva?

Confrontoface ao acontecimento • Identificar que Fuga Medo? Raiva? Confiança? Diálogo necessidades estão gerando esses

Confiança?

Diálogo

que Fuga Medo? Raiva? Confronto Confiança? Diálogo necessidades estão gerando esses sentimentos • Expressar

necessidades estão

gerando esses sentimentos

Expressar essas

necessidades de modo

não-violento, compassivo

BUSCAR A CONEXÃO Escutando e manifestando a nossa própria necessidade, com verdade (“ ahimsa ”

BUSCAR A CONEXÃO

Escutando e manifestando a nossa própria necessidade, com verdade (“ahimsa” de

Gandhi) e confiança no outro

É a expressão do desejo tranquilo de entrar em contacto com aquilo que nós e os outros

estamos sentindo e precisando, e de

contribuir para essas necessidades.

Explicitar nosso pedido ao outro

sem usar julgamentos de "bom" ou "mau",

certo ou errado

Evitar de expressar sentimentos,

expressamos julgamentos, críticas,

justificativas.

Comunicação não-violenta

O modelo de 2 partes e 4 componentes

Escuta empática

Observações

Sentimentos

Necessidades

Pedidos

Comunicação Compassiva Comunicação do Coração

Expressando honestamente

Observações

Sentimentos

Necessidades

Pedidos

do Coração • Expressando honestamente – Observações – Sentimentos – Necessidades – Pedidos
No entanto, nem sempre o outro está disposto a dialogar. Pode ser que resista muito.O

No entanto, nem sempre o outro está disposto a

dialogar. Pode ser que resista muito.O que fazer?

Chamar uma mediação. O mediador é um terceiro, que vai tentar restaurar as condições de diálogo.

Cena Lico, filho da Dra Susan, ganhou um estilingue de um tio. Na ausência da

Cena Lico, filho da Dra Susan, ganhou um estilingue de um

tio.

Na ausência da mãe, Lico foi brincar com o estilingue no quintal e acertou a lataria do carro da Dona Dulce, sua vizinha, tendo afundado o ponto onde a pedra bateu. Houve um diálogo ríspido da Vânia, que trabalha com a

Dulce, com o menino, que respondeu mal e lhe deu as

costas. Depois Dulce ligou para Susan e o diálogo, também ríspido, foi interrompido com o bater do telefone.

lhe deu as costas. Depois Dulce ligou para Susan e o diálogo, também ríspido, foi interrompido
Cena: Márcio tem 16 anos. Usa corte de cabelo estilo moicano, tingido de loiro e

Cena:

Márcio tem 16 anos. Usa corte de cabelo estilo moicano, tingido de loiro e usa roupas diferentes. Está no segundo grau, mas “bombou” no último ano. Sonha em ser artista e costuma reunir, na sua casa, um grupo de amigos. Andaram pixando alguns muros na vizinhança, mas ninguém viu.

Um dia a casa ao lado amanheceu com o muro

pixado e o proprietário chamou a polícia. Márcio nega a pixação e tem uma discussão com o vizinho.

Cena:

Raul estava indo buscar a namorada no trabalho. Estava meio distraído e de repente viu que o farol estava vermelho, Atrás dele vinha Ana, que também estava um pouco distraída e bateu forte na traseira do carro do Raul. Quebrou o farol traseiro e amassou a lataria.

carro do Raul. Quebrou o farol traseiro e amassou a lataria. Ambos discutem ríspidamente e Ana,
carro do Raul. Quebrou o farol traseiro e amassou a lataria. Ambos discutem ríspidamente e Ana,

Ambos discutem ríspidamente e Ana, amedrontada, pega um pau que estava no carro

Cena Seu Marcos tem sofrido muito com o barulho no seu prédio. Além de ficar

Cena Seu Marcos tem sofrido muito com o barulho no seu

prédio. Além de ficar perto de um viaduto, que passa na

altura da sua janela, a vizinha de cima faz um barulho contínuo de motor que passa para o quarto do seu Marcos. Ele levou o caso para uma reunião de condomínio.

A briga se generalizou

de motor que passa para o quarto do seu Marcos. Ele levou o caso para uma
Cena Lena foi a um bar, encontrar seu marido, Júlio. Miriam estava saindo. Miriam tinha

Cena Lena foi a um bar, encontrar seu marido, Júlio. Miriam estava saindo. Miriam tinha tido um caso com Júlio, quando ele e Lena ainda eram namorados e Lena suspeita de que ainda se encontrem às vezes. Elas se cruzaram na porta do bar. Miriam olhou para ela e deu um sorriso irônico. Ambas discutiram e Lena agrediu Míriam

Reflexões

As três peneiras de Sócrates

Escutatória Rubem Alves

ALGUNS A UTORES DE REFERÊNCIA PARA COMUNICAÇÃO COMPASSIVA

BOHM, David

2005 Diálogo comunicação e redes de convivência. São Paulo: Palas Athena (tradução de

Humberto Mariotti).

BUCKLES, Daniel (org.)

2000 Cultivar la paz conflicto y colaboración en el manejo de los recursos naturales. [s.l.]

disponível em DO_TOPIC.html.

GALTUNG, Johan

inglês, francês e espanhol para download em www.idrc.ca/es/ev-9398-201-1-

2003

2006

O caminho é a meta: Gandhi hoje. São Paulo: Palas Athena.

Transcender e transformar: uma introdução ao trabalho de conflitos. São Paulo: Palas Athena

(tradução de Antonio Carlos da Silva Rosa).

(tradução de Antonio Carlos da Silva Rosa).

HOFFMAN, Gene Knudsen, MONROE, Cynthia e GREEN, Leah Escuta Compassiva. Ed. Santa Bárbara, Califórnia, EUA: The Instituto for Cooperativo Communication Skills, 2006. Disponível em www.NewConversations.net, em inglês e, em português, na tradução de Márcia Gama, em www.comunicarmelhor.org/escuta_compassiva.pdf JARES, Xesus R. 2007, Educar para a Paz em Tempos Difícies. São Paulo:Ed. Palas Athena

2008, Pedagogia da Convivência. Trad. Elisabeth Santana, São Paulo: Ed. Palas Athena

MARIOTTI, Humberto

2001

Diálogo: um método de reflexão conjunta e observação compartilhada da experiência. São Paulo, abril disponível em http://www.geocities.com/pluriversu/dialogo.html.

2002

“O pensar”. In: Acolhimento – o Pensar, o Fazer, o Viver, São Paulo: Secretaria

Municipal

da Saúde/Prefeitura do Município de São Paulo.

MULLER, Jean Marie

2007 Não Violência na Educação. São Paulo: Editora Palas Athena

ROSENBERG, Marshall B.

2006 Comunicação não-violenta técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Agora (tradução de Mário Vilela).

SADER, Emir; MATTOS, Claudia (Orgs.)

2003 Declarações de paz em tempos de guerra trajetórias e discursos de 21 pacifistas laureados

com o Prêmio Nobel da Paz. Rio de Janeiro: Bom Texto.

GRATO PELA ATENÇÃO,

Victor Leon Ades

GRATO PELA ATENÇÃO, Victor Leon Ades v.l.ades@uol.com.br