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Edição: www.jornalextra.

info - Turismo, Comércio e Serviços - Edição Extra eleições- Janeiro, Fevereiro / 2010 - Coordenação editorial: Maria Leonor Quaresma - Distribuição gratuita no distrito de Setúbal

EDIÇÃO
EXTRA

ESTAMOS AQUI
Delegação de Setúbal traça POR SI
Plano de Trabalho para 2010 P.18
E PARA SI
Concurso de Montras JUNTE-SE A NÓS!
de Natal do Concelho
de Sines P.25

Costa da Caparica
ou Costa de Caparica? P.15

Edição patrocinada por:

www.oriflame.pt
2 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES
SUMÁ
ÁRIO
Acção ALMADA
Momentos difíceis para os
“Relançamento do Comércio Local” comerciantes p. 10

Dia dos Namorados


1. Largada de Balões A obtenção dos prémios irá depender da
Dia: 13 de Fevereiro de 2010 pontaria de cada habilitado, e a obtenção
ALMADA
Localização: Praça São João Batista das respectivas senhas respeitam a com- Maxmodel na cidade... p. 11
pras realizadas em 12, 13 e 14 de Fevereiro.
Acção para determinar o início de novas ac- Esta acção irá coincidir com o Carnaval o
ções que irão dinamizar o comércio local. que também tem vantagens no número
de pessoas que visitam a cidade, permi-
2. Jogo de Setas tindo que o comércio local esteje a em fun-
ALMADA/C. CAPARICA
Dias: 12, 13 e 14 de Fevereiro cionamento nos dias 14 e 16 de Fevereiro. Tempos de mudança
Localização: Largo Gabriel Pedro p. 13, 14 e 15

Promoção de compras no comércio local SENHOR


através de um sistema de senhas (a quem
efe
f ctuar compras no comércio local no mí-
COMERCIANTE
nimo de 25€) que dão direito a conquistar SE NÃO É SÓCIO SETÚBAL
prémios, através de um jogo de setas. NO SEU INTERESSE Eleições no distrito p. 18 e 19

A intenção será colocar um alvo com setas INSCREVA-SE JÁ SESIMBRA


para que o habilitado com a senha respec-
A ASSOCIAÇÃO DE COMÉRCIO
tiva ganhe direito a um prémio, consoante
o local no alvo. O maior prémio (a quem E SERVVIÇOS DO DISTRITO DE SETÚBAL Meio século
de glórias
acerta na zona central do alvo) será um Saiba como
jantar romântico num dos estabelecimen- T lefone para 212769551
Te p. 21

tos de restauração da cidade e das fregue-


sias limítrofe
f s; o segundo prémio (a quem FICHA TÉCNICA
acertar na segundo circulo do alvo) serão Turismo Comércio e Serviços – EXTRA/Eleições, edição do Jornal Portugal no Mundo
Direcção e coordenação: Maria Leonor Quaresma; Redacção: Maria João Rodrigues; Inês
vouchers no valor de 30% em estabeleci- Leal; Sandrina Costa; Sheila Lopes e Isaac Manuel; Colaboração da Comissão Directiva
da Delegação da ACSDS, concelho de Almada.
mentos aderentes e os restantes ganharão Fotografias: Isaac Manuel e Arquivo Extramultimédia; Paginação: Fernando Martins.
vouchers no valor de 20 e 10% em estabe- Editores Extramultimédia: Redacção em Almada Av. D. Nuno Alvares Pereira, 40-A,
2800-169 Tel e fax: 212764761- 212765296 – email: jornalextraalmada@sapo.pt
lecimentos aderentes.

EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 3


ALCACER DO SAL

4 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES


SAUDAÇÃO

Mensagem do Governador Civil


de Setúbal aos comerciantes

O
s elementos disponíveis apontam no sentido da re- mento; o baixxo nível de capitais próprios; e a necessiidad de de
tomaa, senddo espperado, em 2010, um cresciimentto prrosseguiir o seu pro ocesso de modernização – é absoluta-
da economiia porttuguesa de 0,7 7 por centto. Os anos mentte centtrall para o rellançamentto do investtimentto e do em-
anteriores tinham exigido esfo f rços às famílias portuguesas prego.
para tentarmos consolidar as contas públicas, recuperar a Enquanto representante do Governo no Distrito, procurarei
economia e combater o défice. Neste momento não posso apoiar a aplicação de medidas de incentivo ao desenvolvi-
deixar de manife f star a minha esperança no progresso do País mento sustentável do comércio local e das PME e de melho-
e do Distrito e a minha confiança na capacidade das empre- ria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, à
sas e nas potencialidades de desenvolvimento da região. semelhança do que aconteceu através do Sistema de Incen-
Uma região que tem sofrido com os revezes da economia e as tivos à Modernização do Comércio – MODCOM, cujas candi-
suas consequências sociais, mas que irá ganha um novo fô f - daturas para a 5.ª fase já estão abertas (consulte o site
lego fruto do conjunto de investimentos públicos e privados, www.iapmei.pt). Com este proj o ecto de incentivo e apoio ao
alguns em implementação, outros cuja concretização está sector,r a Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defe f sa
prevista para breve. do Consumidor,r disponibilizou, em 2009, mais de um milhão
O papel do comércio local e das Pequenas e Médias Empre- e oitocentos mil euros, a fundo perdido, para modernizar o
sas (PME), interligado com os investimentos em causa, será comércio tradicional do Distrito de Setúbal. No total fo f ram
decisivo para estimular a economia regional e combater o fla- apoiados 51 proj o ectos na 4.ª fa
f se do MODCOM, que permiti-
gelo do desemprego. ram criar 109 postos de trabalho. Esta medida teve um subs-
É bem sabido que as Micro e PME portuguesas, que repre- tancial impacto no comércio e permitiu impulsionar a
sentam 99,6% do nosso tecido empresarial, são parte essen- competitividade e manter a confiança no sector.
cial na criação de riqueza e emprego. No nosso Distrito, contamos com a determinação dos co-
Por isso, o Programa do XVIII Governo Constitucional é claro merciantes e outros empresários para promovermos o co-
nesta matéria. Uma política fo f rtemente activa dirigida a mércio, os nossos produtos e a nossa ofe f rta turística. Assim
apoiar as PME – na resposta às questões centrais com que ac- conseguiremos aumentar o emprego e desenvolver a eco-
tualmente se debatem, nomeadamente a redução da pro- nomia.
cura (de origem externa e de origem interna); as dificuldades O Governador Civil do Distrito de Setúbal
de tesouraria, em particular ligadas ao acesso ao financia- Manuel Malheiros

EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 5


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6 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES


ENTREVISTA

À conversa com o novo presidente


dr. Gonçalo Paulino

Em tempos de mudança era imperioso escutar o presidente recém eleito, àcerca dos muitos problemas que
afectam os comerciantes. Aqui fica a entrevista, curta mas significativa, que de momento foi possível realizar.

Extra: Depois de um conturbado período que terá deixado a essencial para uma maior aproximação dos Associados disper-
imagem da associação algumas sequelas, sendo agora presi- sos pelo Concelho. É a única maneira de fo f mentar a participa-
dente qual é a linha de acção da sua equipa? Qual é a priori- ção de todos, na afirmação do Comércio Local como comércio
dade? dife
f renciador e de qualidade. Ninguém melhor do que os co-
Dr. Paulino: As grandes prioridades são e serão sempre, a res- merciantes locais conhece as fragilidades e vantagens das zonas
posta às expectativas e perguntas dos Associados. onde se inserem sendo o obj b ectivo claro de potenciar as van-
Existe um programa de MODCOM a decorrer no Almada Cen- tagens e diminuir as fragilidades. Essa descentralização já é uma
tro que será uma das grandes prioridades da nova Comissão Di- realidade com a realização de uma reunião da Delegação de Al-
rectiva de Almada da ACSDS, após a tomada de posse. Os mada com todos os Comerciantes e Prestadores de Serviços na
eventos Do Dia dos Namorados nos dias 12,13 e 14 de Fevereiro Cidade da Costa da Caparica no passado dia 4 de Fevereiro. No
e a Largada dos Balões no dia 13 de Fevereiro serão os próxi- dia 9 de Fevereiro irá ser realizada uma reunião semelhante em
mos, inseridos neste programa que conta com o apoio da Câ- Almada.
mara Municipal de Almada.
A cooperação na Comissão NOVA V LMADAV A ELHA e em todas as Extra: E sobre novos protocolos há novidades?
acções previstas pela Câmara Municipal, Juntas de Freguesia e Dr. Paulino: A questão dos protocolos irá ser analisada e im-
outras Associações locais serão sempre uma questão muito im- plementada após a tomada de posse. O obj b ectivo será criar be-
portante pois, permitem potenciar a imagem do Concelho den- nefícios claros para os Associados da ACSDS e para os clientes
tro e fo
f ra dele, razão pela qual terão o nosso apoio. do Comércio Local.
A fo
f rmação de núcleos de Freguesia da Delegação permitirão Extra: É promissora a relação estabelecida entre Almada e as
uma maior aproximação da Delegação aos Associados de todo outras delegações?
o Concelho, entendendo deste modo, os problemas que afe f c- Dr. Paulino: A relação com as outras Delegações é excelente e
tam o Comércio e Serviços em todas as Freguesias. irão ser desenvolvidas actividades que integrem todas as Dele-
A fo
f rmação de uma Comissão Almada Centro também será uma gações. As actividades desenvolvidas pela sede, são essenciais
grande prioridade. Esta comissão irá faf zer um trabalho no sen- nos domínios da fof rmação e dos protocolos com outras enti-
tido de avaliar os impactos que esta Zona teve com as obras do dades.
Metro, nomeadamente, alteração dos estacionamentos e circu-
lação e, quais as soluções que os Comerciantes e Prestadores Extra: Como presidente recém-eleito que perspectivas tem
de Serviço julgam ser melhores para atrair as pessoas que se para “c
“ ontentar” os comerciantes menos confiantes?
afa
f staram da Cidade de Almada. Daremos extrema importân- Dr. Paulino: Penso que essa confiança deverá vir com a própria
cia às zonas de Almada Velha e Cacilhas que irão beneficiar de pessoa. A nossa confiança é de que estamos dispostos a traba-
investimentos por parte da Autarquia a nív í el urbanístico, nos lhar em prol do Comércio Local e dos Prestadores de Serviço e
quais a experiência dos Comerciantes e Prestadores de Servi- acreditamos que poderemos fa f zer um bom trabalho de recon-
ços, será fundamental para que estes investimentos sej e am um figuração a nív
í el de Comunicação, fo
f rmação e relacionamento
sucesso logo desde o início. A opinião dos Comerciantes e Pres- com as Entidades oficiais. No entanto, não serão apenas os 7
tadores de Serviços é um acumulado de experiência devido ao elementos de Direcção que poderão fa f zer tudo o que nos pro-
contacto directo com a população, com um valor incalculável o pomos, se não houver o contributo dos outros Comerciantes e
qual, deve sempre ser valorizado e tido em conta na tomada de Prestadores de Serviços. Neste momento, existem vários co-
decisões por parte da Autarquia. merciantes que têm contribuído para que a Delegação consiga
A candidatura a novos programas de MODCOM por parte da desenvolver diversas actividades. A criação do
Costa da Caparica e Almada serão propostos à Autarquia para www.almadanarua.blogspot.com é um bom exemplo da cola-
Promoção e Dinamização do Comércio Local. boração com os associados que se gerou com esta nova Direc-
T das as acções descritas no www.almadanarua.blogspot.com,
To ção, no sentido da modernização da imagem do Comércio
serão implementadas de fo f rma fa
f seada durante o mandato. Local.
A apresentação das candidaturas individuais dos comerciantes
Extra: No vosso programa pressupõem-se uma vontade de des- aos fundos do MODCOM, são essenciais para a modernização
centralizar. Concretamente o que planeiam para as freguesias do Comércio Local. Para esse efe
f ito a ACSDS irá ajudar os asso-
nesse sentido? ciados nestes processos de candidatura.
Dr. Paulino: Como já tinha fa
f lado atrás, essa descentralização é Sheila Lopes

EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 7


ALMADA

Associação
ç Comércio
e Serviços
ç do Distrito de Setúbal
Rua Ma
M nuel Livério, 20
S túbal
Se

C nvocatória n.º 1/2


Co / 009

Eleições
ç na Delegação
g ç de Almada

Nos termos do artigo 38.º dos Estatu t tos, convocam-se todos os associads do Concelho de ALMADA, para uma reu-
nião a realizar no dia 8 de Janeiro de 2010, entre as 15.00 e as 18.00 horas, na Delegação da Associação de ALMADA,
sita na Av
A enida 25 de Abril, 65 1º Esq. ALMADA, a fi f m de se proceder à ELEIÇÃO DA COMISSÃO DIRECTIVA V
da refe
f rida Delegação, para o triénio de 2010/2012.

Para conhecimento dos associados info f rma-se que, de harmonia com o Regulamento Eleitoral em vigor, são os se-
guintes os prazos do processo eleitoral:
a) Até ao dia 18 de Dezembro de 2009, qualquel gru rupo de pelo menos cinquenta associados da área do Concelho de
Almada, pode apa resentar candidatu
t ra, dirigida á Comissão Directiva da Associação. A lista de candidatu
t ra deverá ser
assinada pelos candidatos e pelos proponentes, devendo constar a indicação dos cargos a que são propostos e dos res-
pectivos números de sócios.
Nesta lista serão indicados os candidatos a:
COMISSÃO DIRECTIVA V : Presidente, Vi
V ce-Presidente, Te
T soureiro e dois secretários. Ta
T mbém poderão ser indicados
sup
u lentes até ao número de três.

b) Até ao dia 21 de Dezembro de 2009 a Comissão Directiva da Associação verifi f cará a confo
f rmidade das listas can-
didatas com os Estatut tos e o Regulamento Eleitoral, em reunião da qu
q al deverão estar presentes representantes das lis-
tas propostas a sufr
f ágio.

c) A partir do dia 29 de Dezembro de 2009, todos os sócios com dieito a voto receberão os boletins de voto de todas
as listas admitidas a sufr
f ágio.

d) No dia 8 de Janeiro de 2010, entre as 15.00 e as 18.00 Horas, decorrerá o acto eleitora, havendo uma única mesa
de voto, que fu
f ncionará na Delegação de Almada, contados imediatamente ap a ós o encerr
r amento da votação.

Setú
túbal, 4 de Dezembro de 2009

O PRESIDENTE DA COMISSÃO DIRECTIVA


V
FRAC
FR CISCO JO
JOAQUI
UIM CA
C RRIÇ
I O

ASSOCIAÇÃO DO COMÉRCIO E SERV


R IÇOS DO DISTRITO DE SETÚBAL
DELEGAÇÃO DE ALMADA
LISTA
T ÚNICA
ELEIÇÃO DA COMISSÃO DIRECTIVA
V PA
P RA O TRIÉNIO DE 2010 / 2012
PRESIDENTE- Gonçalo Paulino Unipessoal, Ldª, representada 2.º SECRETÁ
T RIO- Boggy Comércio de Vestuário e Acessórios
por Gonçalo Gouveia Martins Paulino de Moda, Ldª, representada por Ricardo Jorge dos Santos Elias
Augusto Venâncio
VICE-PRESIDENTE- Oliveira e Barros, Ldª, representasa por
Nuno Miguel Barros Oliveira SUPLENTES

TESOUREIRO- José Pedro Claro da Costa Carreiras - Culote- Comércio de Lingeri, Ldª, representada
por Sílvia Cristina Ribeiro Santos da Gama Cabral
1.º SECRETÁ
T RIO- Mónica Clínica de Estética Profissional - Margarida Jerónimo, Ldª, representada por José
e Medicina, Ldª, representada por Mónica Fernanda Pinho Fernado Duarte Jerónimo
Bastos Carvalho

8 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES


ALMADA

Mod Com dinamiza o Centro Urbanístico de Almada


Ricardo Venâncio, proprietário da Alfaiataria de rua que pretendem di-
Venâncio, em Almada, fundada em 1972 e namizar a cidade”.
inaugurada em 1991, anuncia a criação de um No seguimento deste con-
pacote atractivo para a população local e para junto de iniciativas para di-
os visitantes da cidade de Almada “ Nós con- namizar a quadra natalícia,
seguimos desenvolver um plano para o Natal Ricardo Venâncio enuncia
apesar da ex -Comissão Directiva de Almada os principais obj
b ectivos do
ter anulado todas as iniciativas do Natal” de Mod Com (Modernização
f rma a fidelizar os clientes. Tratando-se de um
fo do Comércio) “São iniciati-
pacote desenvolvido através do IAPMEI (Par- vas estatais de apoio às as-
cerias para o Comércio) em conjunto com a sociações em que parte
Câmara Municipal de Almada, Venâncio in- dos fundos vem a fundo
f rma que este acontecimento“ Consagra uma
fo perdido” sendo aplicados
série de actividades de rua sobretudo acções para impulsionar os cen-
tros urbanos das cidades
que “dependem da parce- centro urbanístico que atrairá uma maior
ria com as respectivas autarquias”. afluência de visitantes “ Isso reflecte-se depois
A Associação de Comerciantes tem um com- na economia local, como é evidente”assegura.
promisso total para com o Mod Com “ A Asso- Apesar da crise que se vive em plena véspera
ciação de Comércio do Distrito de Setúbal cria de Natal, Venâncio espera que o ano de 2010
os planos que desenvolve os contactos com a traga prosperidade salientando que a“retoma
respectiva autarquia. A responsabilidade é económica já se sente em toda a Europa,
partilhada mas a gestão é fe f ita pela associa- sendo mais tímida em Portugal, como é evi-
ção” esclarece Ricardo Venâncio. Desta fo f rma, dente. Esperemos que essa retoma económica
o Mod Com serve os interesses dos comer- nos abrace e que possamos reanimar desta
ciantes do distrito a partir da dinamização do crise que fo
f i o ano de 2009”.

Costa da Caparica precisa


de apoios para a expansão do Surf
Nos últimos anos, a prática de surf tem, por exemplo, Peniche”acres- lipe refo
f rça a dimensão associa-
em Portugal tem ganho inúmeros centando que“Poderia haver mais tiva na Costa da Caparica “A
“ níví el
adeptos fruto da sua extensa costa campeonatos como houve agora associativo, acho que deveria
“ Neste momento, o surf é uma em Peniche, o que daria um po- haver uma associação de surf
enorme indústria em Portugal e na tencial turístico à Costa da Capa- mais competente que fizesse um
Costa da Caparica” afirma Alexan- rica”. trabalho mais de fo f rmação de
dre Bento Freire, licenciado em En- Numa outra perspectiva, Diogo atletas”.
genharia Info
f rmática pela Nascimento aborda o posiciona- Tiago Rodrigues, gerente do Mar-
Faculdade de Ciências e Te
T cnologia mento geográfico desta vila cos- rocos Ocean Club, tem conquis-
da Universidade Nova de Lisboa. teira banhada pelo Oceano tado alguns prémios na categoria
Atlântico “ A Caparica não teria de Longboard, modalidade que já
muita capacidade para receber pratica há 9 anos “ Sempre que
campeonatos como o último que surgir uma prova na Costa da Ca- e tem que haver apoios e aber-
ocorreu em Peniche devido ao parica, tentarei participar na tura”.
seu posicionamento”. Para expli- minha categoria”. Na visão de Vít
í or Rosa, licenciado em Comuni-
car este fa
f cto, Diogo alerta para a Tiago Rodrigues, os interessados cação Social pela Universidade Ca-
reposição de areias nas praias “ que se iniciam na prática do surf tólica de Lisboa, confirma a grande
T dos os anos metem areia e ao
To devem respeitar os locais e as nor- afluência de visitantes“ As pessoas
f zerem isso vai estragar as ondas”
fa mas de segurança, sendo estas in- que vivem nos arredores de Lisboa
revela o estudante do 3ºano do f rmações adquiridas junto de
fo e na margem sul vêm surfa f r para a
Curso de Design que elege. uma escola de surf“ Como se con- Costa da Caparica”. O enchimento
Apesar do seu desenvolvimento, Filipe Cunha, proprietário da loj
oa duz também se anda no mar,r há artificial das praias continua a ser
Alexandre considera que na Costa de Surf Boardculture, situada na prioridades” alertando sobre cui- uma das suas principais preocupa-
da Caparica ainda há muito por Costa da Caparica em frente ao dados com o meio ambiente. ções “Ve
V io estragar os fundos, da-
fazer comparativamente ao Rip Restaurante «O Barbas», lecciona Considera que o Surf em Portugal nificando os fundos prej e udica o
Curl Pro Search 2009, nona etapa aulas de surf tendo uma visão sofreu uma enorme evolução de- surf que afef cta quem vem cá com
do circuito Mundial ASP de Surf,f clara sobre a evolução do surf “A“ vido às características da costa mais frequência”.
que decorreu na praia de Super- história do surf na Caparica é um portuguesa mas quando compa- Em jeito de conclusão, Vít í or deixa
tubos em Peniche “A
“ Costa da Ca- caso atípico em relação a outros rado com os outros países, o ge- uma mensagem aos autarcas su-
parica tem sido muito mal tratada locais em Portugal porque pro- rente do Marrocos considera que“ blinhando a cultura do surf mun-
pela Câmara na área do surf.f Infe
f - porciona condições fo f ra do vul- Ainda estamos a anos de luz” re- dial “ Observem o exemplo dos
lizmente, não está a ter tanto de- gar,r uma vez que, permite a velando uma velha máxima para países que têm a tradição do surf,f
senvolvimento porque não tem prática do surf durante o ano in- todos os amantes do Surf “ Quem como a Austrália”.
muito o apoio da Câmara como teiro” explica. Por outro lado, Fi- quer seguir o surf tem que investir

EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 9


ALMADA

Comerciantes ...
Um velho ditado popular diz: uma cidade nova, cheia de vida, e fo
f i cres-
que em casa que não há pão, cendo bem, as casas valiam imenso, o co-
mércio funcionava todo em pleno e havia
todos ralham e ninguém imensa gente a trabalhar e a viver aqui.
tem razão. Agora, de alguns anos a esta parte, não sei
No que diz respeito o que aconteceu, mas Almada parece
ao comércio da cidade uma cidade fa f ntasma. As loj
o as fecharam
de Almada, este ditado quase todas, as ruas estão cheias de pes-
soas idosas como eu, não se vê o fe
f rvor da
aplica-se bem. década passada. Olhe, tenho a minha casa
Falámos com comerciantes à venda vai para um ano e nada, ninguém
e população e as opiniões quer comprar casa aqui, nem mesmo ven-
sobre a desertificação das dendo abaixo do valor real, é uma tristeza.
ruas e do comércio E o pior é que a cidade está toda arranja-
dinha, mas tem pouco verde, cortaram as
não é terminante. áárvores todas e primeiro que as rir assim, entre os co-
novas cresçam, dá pena é o que é."
n merciantes e os senhores da Ecalma. Os
comerciantes só punha ticket de estacio-
Dinamizar os espaços
D namento quando eles estavam a chegar,
outras vezes nem isso fa f ziam, e os funcio-
á na opinião de uma comerciante, nários da Ecalma passavam, entravam nas
fi
ficámos a saber que para ela o pro- lojas e saíam a sorrir como se tudo esti-
blema principal fo
b f i o corte do trân- vesse bem e dentro das normas. E posso
ito na avenida principal e a fa
f lta afirmar isso porque tirei fotografias aos
de estacionamento. Antónia com
d carros estacionados sem ticket. Ora se isto
oja de pronto-a-vestir aberta na
o não é absurdo, não sei o que dizer.
Avenida Afonso Henriques
A É imprescindíví el existirem lugares de esta-
conta-nos: "Aqui o problema
co cionamento para os clientes, nós os co-
principal, para além do corte ao trânsito merciantes não precisamos de ter o carro à
na artéria principal, é a fa
f lta de estaciona- porta, nem devemos. Na minha opinião se
São muitas as opiniões, e muitas as vozes
mento. Lamento o que vou dizer, estes loj
o istas não querem fa f zer negócio,
que se levantam para protestar sobre o
mas a verdade é que o estaciona- deixem
comércio mal parado.
mento existente é quase todo ocu-
Nas artérias principais da cidade, são
pado pelos próprios comerciantes e
imensas as lojas fe
f chadas com cartazes
empregados. Ora quando alguém
que dizem, vende-se ou aluga-se, ou sim-
quer parar para entrar e comprar al-
plesmente fe f chadas ainda com as mon-
guma coisa na minha loj o a, não en-
tras fef itas com colecções antigas,
contra lugar. E esse é o verdadeiro
agravando o espectro fantasmagórico
problema, e quando tenta estacio-
que assola a cidade.
nar acaba por ser multado. Então
Com a criação do metro e superfície, o
que tipo de incentivo é este para
corte da artéria principal ao trânsito, a di-
quem quer manter o negócio? Já
ficuldade em estacionar e a retirada de
perdi imensos clientes que vi-
todos os serviços do coração da cidade,
nham de propósito a Almada paraa
Almada vive agora de uma fo f rma difef -
vir à minha loja, precisamente por não os outros
t s ffaazzer
zer,
er é ssó
ó iisso
sso
rente. Tudo parece estar a meio gás, a res-
terem onde estacionar. Antes destas elei- que peço, nada mais. Já escrevi várias car-
pirar com a assistência de uma máquina.
ções autárquicas a situação estava caó- tas quer à Câmara e à Ecalma, mas nem
Maria da Graça, 65 anos, moradora em Al-
tico, já para não dizer ridícula. Havia uma uma, nem outra me respondeu como deve
mada de 1973, conta-nos o que sente:
espécie de "jogo" ou brincadeira se prefe f - de ser. Volto a dizer a única coisa que
"Quando vim para aqui morar,r Almada era

10
0 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES
...com tempos difíceis
quero é que me deixem trabalhar, nada anos, funcionário de escritório diz-nos
mais. Sabe qual é o verdadeiro problema, qual a sua opinião sobre esta questão. "
é que existem comerciantes que possuem Para mim o principal problema passa pelo
rendas muito baixas pois os contratos são f cto de não existir gente jovem a morar
fa
antigos, e não precisam de se esforçar em Almada. À uns tempos atrás eu queria
muito para ganhar para as despesas. Ou- comprar casa aqui, mas os valores pedi-
dos eram tão altos e quase todas as casas
precisam de obras, que era impossív í el
omprar aqui uma casa. Então fui obri-
gado a procurar outras soluções, mais
conómicas, novas e com menos des-
pesa, provavelmente como eu muita
p
gente fef z o mesmo, desistiu de comprar
móvel em Almada. Hoj o e vê-se imensas
aasas para vender e agora sim em conta,
mas também se vê a cidade com pouco
m
actividades
i idades
omércio e pouca vida, agora mesmo que
de rua para chamar público e atraí-los
t í lo
pudesse não saía de Vale Milhaços, onde
p
para as ruas. A iniciativa partiu da Mode-
tros preferem ter as casas fe moro, para vir para aqui. Não existe um
m
Com que se candidatou a um concurso do
chadas em vez de passar a outro, é uma jardim infantil de jeito, as zonas verdes
IAPMAI, nós Associação de Comerciantes
especulação que devia ser regulamentada são também escassas, já gostei mais desta
do Distrito de Setúbal ganhámos e du-
e revista. Uns pagam muito, outros quase cidade. Francamente penso que é ur-
rante 17 dias vamos dinamizar muitos e
nada, assim como os pedidos que se gente faf zer qualquer coisa para melhorar
muitos eventos de rua, graças a esse con-
f zem de trespasse, uma loucura. "
fa tudo isto."
curso. Da parte dos comerciantes é es-
Quando perguntamos se existiam outras Maria Afo f nso, da Papelaria Jornalices, lo-
sencial criar dispositivos que despertem
soluções para que as coisas resultem An- calizada nas arcadas da Praça do M.F.A,
interesse ao público,pois uma coisa leva à
tónia responde: Para além do que já fa
f lei, conta-nos:"o problema começou com a
outra."
as coisas também passam pela moderni- descentralização dos serviços, tiraram o
Com a discórdia e desunião instalada
zação do comércio e de alargar os horá- tribunal, a EDP, a câmara, aos poucos as
entre os comerciantes, alguma angústia e
rios. Eu por exemplo estive durante o pessoas que aqui trabalhavam foram
Verão aberta até bem tarde, 23horas e saindo para outros locais e pare-
senti que compensava, sobretudo porque cendo que não, pessoas gerem
as pessoas por vezes precisam de com- movimento e movimento, gere
prar um presente ou alguma coisa de ul- dinheiro. Ao contrário do que
tima hora e não lhes apetece ir até ao dizem não tem nada que ver com
Fórum, mas acabam sempre por fazer o metro, este transporte é uma
isso, porque o comércio local depois das 1 mais-valia para a cidade e os seus
9h30 está todo fe
f chado e ao almoço tam- habitantes, mas não havendo
bém. Eu, pessoalmente entendo que de- nada para fa f zer aqui no centro da
vemos alargar o nosso horário, dar cidade, as pessoas não ficam por
hipótese às pessoas para comprar fof ra de aqui. Se os serviços voltassem a
horas e à porta de casa. este núcleo da cidade tenho a cer-
teza que tudo mudava.
tristeza pelo l meio,
É preciso revitalizar a cidade Por seu lado, Ricardo Venâncio, da
vamos ver como vai ser este Natal de
Alfaiataria Venâncio conta-nos: "Os pro-
2009 na bela cidade de Almada. Mas por
Caminhar pelas ruas da cidade depois das blemas já todos sabemos quais são, então
agora é preciso esperar, e ver o que acon-
16 horas quase não se vê ninguém. Será o que é preciso é encontrar soluções para
tece a esta cidade, que merece mais e me-
que isso é um indício que a população aos poucos resolver este problema. Nesta
lhor.
está envelhecida? João Paulo Carvalho, 33 época natalícia vamos criar uma série de
Inês Leal

EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 11


ALMADA

Cartas à redacção
om
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c ntttiiig
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go co
identifico-me mas confi fio
fi
nfio
n o
cilei antes de vos n
env iar esta carta . Com eço por pedir-vos sigilo. Por uma questão de honestidade ridad e
V
Va f lta de since
r tanta fa
o não revel areis. Conf f r ange- me sentir na nossa classe, em Almada, realidade que conheço melhor, que pre-
que de profissão e as atitudes tão nocivas com
e de dignidade profissional. Te T nho observado os comportamentos de colegas
tendem "tratar" a continuidade da Associação. f lsos testemunhos e acusações "gratuitas"
de levar a "sítio s" – gosto de f
fa lar portu guês – da Internet opiniões pessoais, fa acei-
O f
fa cto T nho para mim que tais "figuras" não devem ser
a postu ras e ment alida des apou cadas que não merecem credulidade. Te para a
revel es, só contribuiriam
como lidere s de grand es grupo s pois, a sua f
fa lta de capacidade, revelada pelas suas próprias atitud
tes
derrocada dos projectos e ou objectivos colectivos. intervir e de gerir,r
se impõ e, evide ncia-se natur alme nte f rma cordata, organizada, pacífica e inteligente de
pela sua fo
Um líder não tes aqueles predicados . Logo
ssivas) "missivas" que temos recebido estão ausen
com isenção, os conflitos. E na origem das (exce f -, se .cons idera capaz de lidera r... E mais não digo; pois
errad a a pesso a que, usand o f
fa lsa f
info rmaç ão, - por suposta má fé
está
que para bom entendedor... U Comerc
Um r iante

Ulltttr
rap
rap
apas
assám
ámos
os a cris
ise...
A situação de instabilidade que desde há alguns
meses vem afef ctando a tranquilidade e a prossecução dos objec
ciação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúb tivos da Asso-
al- Delegação de Almada (ACSDS) chegou ao seu
Um louvor aos comerciantes mais serenos que soub termo.
eram ultrapassar a "crise" interna da ACSDS e fo
f ram capazes de organizar
com legalidade, e legitimidade as eleições para os
corpos sociais de um novo mandato.
Em Almada a votação deliberou e fo f ram eleitos para os cargos dos Corpos Sociais no
página 8. novo mandato os sócios refe
f renciados na

Agra
ra
adde
d ec
e me
m
ciim
ci en
e oa
nttto
n oss ssó
o
ao c
óc
ó oss
o
ciiio
to aos sócios que vota-
issã o Dire ctiv a para o trién io 201 0/2012 aqui se deixa um agradecimen
Em nome dos eleitos para a Com
ram para a eleição pela os membros estão pre-
dese n
nv olve ram os trab alho s. Depopis da tomada de posse os nov
f rma cordata e democrática com o se f se da vida da
a nova fa
fo
todo s os iten s que o seu prog rama integra. Confiantes do êxito dest
f zer cum
parados, e ganhos, para fa prir tura ao diálogo
o f
fo ram acei tes pela classe f stam-se dispostos a uma maior aber
e manife
ACSDS congratulam-se pelo mod o com
f zer refo
fa f rçar as reivindicações da Classe.
e à participação colectiva de modo a

Agente / Representante
Cab
a elleire
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Cerrado das Aranhas, Lote 20
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12
2 JA
ANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES
ALMADA

Agência de Modelos Maxmodel

A agência planeia
realizar a Gala
Maxmodel na cidade
de Almada em 2010 ffácil para as pessoas deslocarem-
A Agência de Modelos Maxmodel
surgiu na cidade de Almada, em se e puderem conhecer a Agência»
2005, pelas mãos de Andreia Vieira, info
f rma Max Carrilho que lança um
Produtora de Moda, e por Max Car- olhar preocupante quando ques-
rilho, fo
f tógrafo
f da agência «Quise- tionado sobre as dificuldades que
mos investir nesta zona da se travaram «Almada está asso- Andreia Vieira encara a chegada
margem sul porque não havia ne- ciada, em certa parte, à juventude do próximo ano de fo
f rma positiva,
nhuma agência de Modelos» in- delinquente. No inicio, recordo deixando uma mensagem para os
f rma Andreia Vieira. Após estudar
fo que havia pais que ao telefof narem jovens que anseiam ingressar no
o mercado, a produtora de moda para a Maxmodel, quando info f r- mundo da moda «Um modelo tem
decidiu investir no projo ecto, ao mados que se situava em Almada, que saber ouvir um não, tem que
lado de Max Carrilho, na perspec- desistiam automaticamente». ter atitude. Vê-se que tem fibra
tiva de poder realizar os sonhos Um dos proj o ectos emblemáticos quando consegue ultrapassar um
dos jovens que ambicionam entrar da agência reporta-se à Gala Max- não» adverte.
no mundo da moda em Portugal. model que fo f i criada com a finali- Fazendo o balanço de 2009, Max
Max Carrilho trabalha na área há dade de lançar novos modelos relembra o deseje o de realizar a
cerca de 20 anos tendo já colabo- para o mercado destinado a estilis- Gala Maxmodel em Almada dei-

tas, marcas ou anúncios de televi- xando uma questão em aberto


são «A ideia era mostrar mas «Gostávamos que Almada apos-
também lançar novos estilistas. Na tasse naquilo que tem. Porque não
primeira gala convidámos novos aproveitar os jovens de Almada e
estilistas, novos talentos e outros mostrá-los? Tenho esperança que
estilistas com algum nome no no próximo ano as coisas melho-
mercado» premiando o modelo rem».
que mais se tinha destacado du- Sandri
r na Co
C sta
t
rante o ano «O prémio para o mo-
delo do ano surgiu já em 2007,
rado com estilistas franceses que o instituímos a estatueta para galar-
incentivaram a fundar uma Agên- doar» esclarece Max Carrilho.
cia de Modelos devido à sua longa No que diz respeito ao lançamento
experiência na área «Fiz uns traba- do calendário MXM 2009, este pro-
lhos para uns estilistas franceses e jecto consistiu numa novidade
eles perguntaram-me porque não para a equipa na medida que era
criava uma agência visto que eu um trabalho que já tinha sido
conhecia muitos modelos, algu- adiado desde 2005. A sensualidade
mas figuras públicas. A ideia pare- f minina está implícita em todos
fe
ceu-me interessante e surgiu a os meses do ano que ilustram o ca-
Maxmodel» revela. lendário composto por diversos
Nos primeiros dois anos, a Agência fundos e acessórios «Quem vir o
procurou consolidar a sua imagem trabalho fo
f tográfico ao nív
í el do ca-
dando um toque de frescura à ci- lendário vai perceber que insere-se
dade «Foi quase um “apalpar ter- na área artística» expõe o fo f tó-
reno” para percebermos se seria grafo
f .
EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 13
ALMADA

Restaurante «O Barbas»

Em tempo de Crise mantém a

O Restaura
r nte “O
“ Barbas”, antes ... ... e agora
ra, dep
e ois
i do Polis
i.

António Ramos, proprietário do restau- A história leva a crer que no passado esta área gostei de ter cabelo e barba grande». Dedi-
rante “O Barbas” – Catedral na Costa da costeira «era a zona, sem ofe
f nsa do nome, dos cado aos seus negócios que actualmente gere,
Caparica é conhecido por “Barbas” deri- alentej
e anos e dos espanhóis» fa f cto que se es- António Ramos acredita que o seu esfo f rço
vado à sua imagem com que já habituou tende até actualidade, ao avaliar a afluência de contínuo tem-se traduzido numa vida repleta
espanhóis durante o último verão deste ano. de conquistas «Falando da Discoteca On-
os seus clientes. Confessa trabalhar
O negócio da restauração tem sofrido inúme- deando, situada na zona industrial de Corroios,
entre 18 a 20 horas diárias, dividido ras alterações e com isso o surgimento de importa refe
f rir que não existem discotecas na
entre as cozinhas, as compras e a coor- novos restaurantes que têm contribuído para Costa da Caparica. As pessoas precisam da
denação do restaurante, para garantir a o reconhecimento da Costa da Caparica «há noite para viver. Não nos deram o espaço que
qualidade da sua oferta gastronómica cerca de 35 anos havia cá dois restaurantes, solicitamos para a Discoteca, tivemos que ir
tradicional. nomeadamente o Mascote e o Porto de para o Seixal. A Câmara de Almada não nos
Abrigo. Estes espaços só abriam na época bal- aceitou» assegura.
Natural de Castelo Branco, aos 12 anos saiu da near» esclarece António Ramos que lança um A discoteca Ondeando, direccionada para a
sua aldeia para vir trabalhar em mercearias e olhar reflexivo sobre a abertura das casas ape- música africana, tem sido uma das suas princi-
tabernas espalhadas pela capital portuguesa nas no período do verão, de Junho a Setem- pais frentes de batalha pelo êxito que alcan-
tendo mais tarde ingressado na Marinha, onde bro «Os estabelecimentos que começaram a çou e pelas garantias de segurança e
ficar abertos durante o qualidade que ofe f rece aos seus clientes «A
ano foi o meu e o da única coisa que me custa é o sucesso que co-
Carolina do Aires» nheceu, teve licenciada na Caparica, é a única
afirma. mágoa que eu tenho é que a discoteca tenha
Face às exigências e saído do concelho de Almada. Foi uma pena
necessidades que ter sido afastada da Costa da Caparica» la-
abertura da época bal- menta.
near acarreta, “O Bar- Apesar de ter mantido o restaurante encer-
bas” procura manter a rado durante um determinado período, Ramos
mesma organização a afirma que «Pensava que tinha perdido os
nível de restauração, clientes durante a temporada em que estive
contornando even- f chado, mas antes pelo contrário». Quando
fe
tuais dificuldades «Foi questionado sobre o facto de a sua imagem
um pouco complicado ser constantemente associada ao Sport Lisboa
a nível de câmaras e e Benfica, explica que «O Benfica tem-nos aju-
de Polis porque não dado muito a construir a nossa imagem».
ligam tanto à restaura- A situação de crise em que o país mergulhou
ção» alegando uma tem sido uma das principais preocupações dos
esteve embarcado. Com as transfof rmações do forte procura de restaurantes na praia «Por portugueses. Ao nív í el da Restauração, António
25 de Abril, António Ramos resolveu estabele- vezes vej
e o que há um pouco de má vontade Ramos admite que a crise económica pode ser
cer-se no comércio português «O primeiro es- tanto a nív
í el camarário, como até pela própria ultrapassada com empenho «Com a idade que
tabelecimento que tive fo f i na Calçada da Junta de Freguesia, que não nos dão aquele tenho, se durante a minha vida tive quatro ou
A uda, na Boa-Hora até que me saiu a sorte
Aj apoio que deviam dar» esclarece. cinco domingos sem trabalhar seria muito.
grande e vim parar à Costa da Caparica» revela. Em tom descontraído assume o sucesso que o Adoro trabalhar ao sábado e Domingo, tenho
O desenvolvimento turístico na Costa da Ca- restaurante tem alcançado ao longo destes muita gente, gosto de estar rodeado de muitas
parica tem sido notório ao longo das últimas anos «Foi realmente um êxito muito grande, pessoas» adiantando que «Neste pais só não
décadas apesar de ainda carecer de melhorias. porque eu criei a minha imagem e sempre trabalha quem não quer e eu tenho dificulda-

14
4 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES
qualidade dos serviços
des, inclusivamente, em arranjar pessoas para fundo de desemprego, mantém-nas
trabalhar visto que não se sujeitam a trabalhar no fundo de desemprego muitos
ao sábado e domingo». anos» defe
f nde.
No que confe f re ao caso particular da Costa da Contemplando a freguesia do conce-
Caparica, António Ramos observa que «não se lho de Almada como uma região rica
nota essa crise, pode-se verificar noutras zonas pela sua variedade piscatória, “O Bar-
mais afa
f stadas daqui porque a Costa está com bas” apela à hospitalidade dos capari-
outras condições, nomeadamente parques de canos, pescadores, pessoas da terra e
estacionamentos, estabelecimentos». Por dos comerciantes. Confiante no ano
outro lado, considera que introdução de novas que se aproxima, António Ramos prevê
medidas poderia minorar o índice de desem- um futuro risonho para a Costa da Ca-
prego em Portugal «As pessoas fa f zem mais a parica «Penso que vai ser o ex-líbris da
crise do que aquela que possa parecer porque cidade de Lisboa» apoiado pelos inú-
não se sujeitam, não querem. Penso que o pró- meros investimentos.
prio governo convida as pessoas a ir para o Sandrina Co
C sta

Costa da Caparica ou Costa de Caparica?


De há uns anos a esta parte insta- aber que, oficialmente se diz
lou-se a discussão sobre o de ou o Monte de Caparica, Charneca de
da no nome desta cidade a sul do Caparica, mas Costa da Caparica,
Tejo, dividindo as opiniões de toda
Te isto é, só a Costa apresenta a con-
a gente e até de órgãos oficiais. tracção da preposição com o ar-
Pois bem!... A Enciclopédia Luso- tigo, da.”
Brasileira de Cultura, Editorial Ora bem, é tempo de fa f cto, de des-
Verbo, regista a localidade como f zer dúvidas, por conseguinte ire-
fa
Costa da Caparica. mos explicar o porquê de ser da e
José Mário Costa/Carlos Rocha não de como muitos pretendem,
em 2006, no sitio ciberduvidas assim veje amos:
(www.ciberduvidas.com), e escla- A Costa da Caparica fo f i durante
recendo um cibernauta, escreve muitos anos chamada por este
sobre o assunto o seguinte: “ A he- nome e também pela denomina-
sitação entre de e da tem a sua ção de “Praia do Sol”.
razão de ser no nome da localidade Mais tarde, na década de oitenta,
que fof i núcleo histórico da zona surgiu uma corrente que defe f ndia
onde se situa a Costa de / da Capa- o “d
“ e” e não o “d
“ a”.
rica: o lugar de/da Caparica, conhe- Apo´s vários anos e com a necessi-
cido oficialmente como Monte de dade de se proceder à legalização
Caparica, com de, embora corren- dos símbolos heráldicos da fregue-
temente se ouça, diga e até se es- sia (hoj
o e cidade), através da Comis-
creva Monte da Caparica. são de Heráldica, fo f i info
f rmada a
José Pedro Machado, no Dicionário Junta de Freguesia de que, a deno-
Onomástico Etimológico da Língua minação da terra era a de “Costa da
Portuguesa, liga o topónimo a ou- Caparica”e não“Costa de Caparica”.
tros de Portugal como Capareira, Porém, e se dúvidas subsistissem, a
Caparide, Caparim, Caparita e Ca- verdade é que, quando fo f i criada a
pareiros, os quais talvez remontem freguesia e publicado o diploma
a uma base latina comum, cappare (dec. Lei n.º 37 301) em Diário da
ou cappari, «alcaparra». República de Sábado, 12 de Feve-
De qualquer maneira, Machado in- reiro de 1949 – 1.ª Série – Número
clui uma atestação do nome em 27, a denominação fo f i a de Costa
causa sem artigo («que he em Ca- da Caparica.
parica termo da villa dalmada», O nome oficial é, por conseguinte,
1488), podendo assim justificar a Costa da Caparica.
f rma Costa de Caparica. Contacta-
fo Aqui fica o esclarecimento e o des-
das as Juntas das três freguesias do f zer das dúvidas que ainda pudes-
fa
Concelho de Almada que têm Ca- sem existir sobre esta assunto.
parica incluído no nome (a Char-
neca, a Costa e o Monte, ficámos a António Neve
v s

EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES | JA NEI RO / FEVEREI RO D E 2010 15


ALMADA

Restaaurante-b
bar Marrocos Ocean Club

No passsado o dia 20 de Novembro, o Marroco os os vinhhos tinto


os, co
omeçamos com
Ocean Clu ub, Restaurante/Bar situado na o Má Partilha 200 06 que é um
Prraia Novva, na Costa da Caparica, organi- clássico finalizando com o
zou um Jantar Vínico patrocinado pela Ba- vinho tinto Paláccio da Baca-
calhhôaa Vinhos de Portugal proporcionan ndo lhôa 2005». Este último é pro-
aos cerca de 40 convidados os melhores vi- duziddo na quiinta somente
nhos a um preçço acessível. nos annos de maior qualid dade
José Reis, proprietário do Marrocos «É o melhor vin nho,, pensso
Ocean Club, dá a conhecer esta inicia- que será o momento alto
tiva revelando a vontade de desenvol- do jantar» revela o Direc-
ver novos jantares com outrass quintass torr Comerccial.
representadas pela Viborel «A Bacalhôa Quanto à loccalizaçção do
surge como uma das quintas com que espaço Marrocos, José
a Viborel trabalha e por ser uma dass Reis confessa que «há
quiintas de referência em Portugal». muito tempo que ambi-
A e m e n t a d o j a n t a r f i c o u a c a rg o d o cionávamos ter um lugar
Chefe Marroquino Rochdi Addari que destes com uma locallização privile-
brindou os convidados com iguarias giada que é junto ao mar». A Decora-
marroquinas conjugadas com uma ção Marroquina foi da
gastronomia de outras influências. Na- re
esponsabilidade da decorado ora
turaal de Rabat, capital de Marrocos, Maria João do Vale que se baseou
Roochdi chegou a Por tugal em 1997 no tema Marro ocos appoiado num es-
através de uma Bolsa de Estudo finan- pírito inovador «P
Pretendi crriar duas
ciada pelo Instituto Camões «Para as pes- peças de arte, uma delaas é o ballcãão com
soas gostarem da gastronomia marroquina pedras ilustradas e materia s traziidoss de

«Nóss temos o melh hor Cheefe Marrroquuino em


Portugal, a melhor gastron nomia e deco oração
marrroquina» afirma José é Reis paraa quem a
consolidaação do negócio vem em prim meiro
o
lu
ugar «Nestte momento, a persspectiva parra
2010 é trabbalhar na difusão do negócio e aqui-
também têm qu ue gostar da cultura»» re
ealça. Marrocos. O desig gn foi criado por mim m e de- siçção de novos espaaços» informa.
A gastronomia Premium fez-se aco ompanhaar pois, foi tudo aquii ap
plicado à mão inncluindo os Sandriina Costa
pelos vinhos de topo o apresentados por Sérgio talheres de prata re elacion nado
Marq ques, Director Comerrcial da Bacalh hôa Vi- com o Resstaurante» re evela.
nhos de Por tug gal, «VVamos começar com o O Jaantaar Vínico desenvolvido
vin
nho o Serras dee Aze
eitão Roséé que se distingue em parceriaa com a Bacalhôa Vi-
por ser fresco e arom mático para a en ntrada. Se- nhoos de Po ortugal e a Viboorel fo
f i
guidamen nte, colocamos à disposição dois dos do agrad do de todos os presen-
nosssos melh hores viinh
hos brancoos, Cova da Ursa tes «As pesso oas gostaraam
Chardonnaay e Quiinta da Bacalhôaa». im
menso da gastrronomiaa e dos
Os convidados foram surpreendidos com m uma vinhos que nós colo ocáámos à
vassta gama de vin nhos inaugurrado com os me-- prova»» an nuncia o proppriietáário
o.
lh
hores brancos seguind do-se dos tintos. Na óp- O Marrrocos Ocean Club pre-
ticaa de Sérg
gio Marqques, o vinho Branco Quiintta tende ser um m espaço de exce-
da Baccalh hôa é consid derado um vinh ho de lência dando a conh hecer a
enorme presttigio e qualidade «P Passaando para cultura do povo maarroq quino

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6 JANEI RO / FEVEREI RO DE 2010 | EDIÇÃO EXTRA ELEIÇÕES