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REGULAMENTO INTERNO 139/2009-AESJ


DE 06 MARÇO DE 2009
Modalidade Futebol de Campo e Society

A COMISSÃO DE JUSTIÇA DESPORTIVA, no uso de suas atribuições, faz


saber que passa a vigorar, a partir desta data, este novo REGULAMENTO
DISCIPLINAR DO FUTEBOL DE CAMPO, em substituição ao Regulamento
Interno 137/2008, de 29 de julho de 2008.

Premissas

As competições internas da Associação Esportiva São José têm como objetivos


principais a integração, o lazer e o entretenimento dos sócios. Devem, portanto, ser
norteadas por valores e princípios que proporcionem um relacionamento humano
saudável, baseado em:

-respeito;
-lealdade e
-fraternidade.

As regras e regulamentos nada mais são que formas para facilitar o atendimento dos
objetivos acima. Dentro desse espírito, a Comissão de Justiça Desportiva - CJD,
aprova como elemento norteador das questões disciplinares do futebol, o presente
regulamento.

Regulamento :
Artigo 1 – Os atletas e dirigentes que praticarem jogo violento, atitudes ante-
desportivas ou atos de indisciplina, bem como pronunciarem palavras de baixo calão
ou ofensas morais a integrantes da mesma equipe, adversários, árbitros ou
torcedores, poderão ser punidos, a critério do árbitro, com advertência verbal,
cartões amarelo ou vermelho.
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Parágrafo 1º – A punição com cartão vermelho ou dois amarelos no mesmo jogo,


provocará suspensão automática como segue:

a) nos rachões: 01 (um) dia (no próximo dia em que houver rachão).
b) nos torneios: 01 (uma) partida (na próxima partida de sua equipe).

Parágrafo 2º - Quando a punição com o cartão vermelho for decorrência do


segundo cartão amarelo na mesma partida, o primeiro cartão amarelo não será
computado para efeito de suspensão automática.

Parágrafo 3º - Se após receber cartão amarelo, um atleta receber diretamente cartão


vermelho na mesma partida, o cartão amarelo recebido será computado, além da
suspensão automática pelo recebimento do cartão vermelho.

Parágrafo 4º - Sempre que algum atleta receber cartão vermelho, irá a julgamento
pela CJD, com base no que estiver relatado na súmula da partida.

Parágrafo 5º - O atleta que acumular 03 (três) cartões amarelos deverá cumprir


suspensão automática de 01 (uma) partida. Após a suspensão, iniciar-se-á nova
contagem de cartões amarelos. Tal critério não se aplica ao rachão.

Parágrafo 6º - O controle de cartões e punições é de responsabilidade das equipes


participantes, valendo para tal, as súmulas dos jogos, bem como as decisões
publicadas pela COF e CJD. Cabe à COF, o controle administrativo dos cartões.

Parágrafo 7º - O atleta punido com cartão vermelho cumprirá suspensão automática


na próxima partida de sua equipe, independentemente de outras punições que
poderão ser-lhe impostas.

Artigo 2 - A equipe que utilizar atleta suspenso, mesmo que em parte de uma
partida, perderá os pontos da mesma e o atleta infrator terá uma pena adicional de
02(duas) partidas consecutivas. O resultado do jogo será desconsiderado e valerá o
placar de 3x0 para a equipe não infratora, exceto no caso da equipe não infratora
vencer por diferença maior que 2 gols.
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Artigo 3 – Os dirigentes ou atletas envolvidos em tumultos generalizados e que


praticarem infrações como agressão física, pronunciarem palavras de baixo calão ou
ofensa moral contra integrantes da mesma equipe, adversários, árbitros ou
torcedores, recebendo ou não cartão amarelo ou vermelho, poderão receber punição
da CJD, desde que devidamente relatado pelo mesário da partida ou caso seja
presenciado por algum membro da CJD. Sempre que possível, deverão ser anexados
depoimentos de testemunhas dos fatos.

Parágrafo 1º – As punições aplicadas pela CJD variarão conforme a gravidade da


infração cometida e podem incluir, sem prejuízo das demais punições previstas
nesse regulamento:

a) Carta de advertência;
b) Suspensão por até 90 (noventa dias)

Artigo 4 – Se o atleta for expulso por uma agressão a um outro atleta, árbitro ou
auxiliar, será suspenso por 05 (cinco) jogos ou 45 (quarenta e cinco) dias de rachão.

Parágrafo 1º – Se o atleta for expulso por jogo violento, carrinho ou tentativa de


agressão a um outro atleta, árbitro ou auxiliar, será suspenso por até 03 (três) jogos
ou 30 (trinta) dias de rachão.

Parágrafo 2º – Se o atleta for expulso por ofensas morais a um outro atleta, árbitro
ou auxiliar, será suspenso por 01 (um) jogo ou 10 (dez) dias de rachão.

Parágrafo 3º – O técnico ou dirigente que invadir o campo para discutir com atleta
ou com a arbitragem, poderá ser suspenso por 02 (dois) jogos ou 15 (quinze) dias de
rachão.

Parágrafo 4º. – O técnico ou dirigente que invadir o campo, ameaçar agredir ou


agredir um atleta, árbitro ou assistente, poderá ser suspenso por 08 (oito) jogos, ou
90 (noventa) dias de rachão.

Artigo 5 - O atleta ou dirigente denunciado na súmula poderá apresentar defesa


prévia, por escrito, junto à CJD, impreterivelmente até 72 horas após o término da
partida. Se conveniente, poderá arrolar testemunhas e anexar documentos que
possam trazer maior lucidez aos fatos. Usar formulário disponível na Secretaria de
Clube.
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Artigo 6 - Uma vez aplicada pena a um determinado atleta ou dirigente, esta será
anotada em sua ficha de inscrição da competição em questão, para fins de
contabilização de reincidência.
Artigo 7 - O atleta ou dirigente, que na mesma competição cometer nova infração e
for considerado culpado, será penalizado em dobro. Para o rachão, adotar-se-á o
prazo de 06(seis) meses, para aplicação de penas em dobro. Entretanto, as situações
de suspensão automática previstas no Artigo 1, sempre serão de 1(uma) partida.
Artigo 8 – Encerrada a competição ou, no caso do rachão, após 06 (seis) meses da
aplicação da primeira penalidade, o atleta ou dirigente retomará sua condição de
primariedade, observado o disposto no Parágrafo único abaixo.
Parágrafo único - Qualquer atleta ou dirigente que, ao término de determinada
competição ainda tiver suspensão a cumprir, cumprirá a pena faltante na próxima
competição do mesmo tipo.
Artigo 9 – A CJD tem poder para punir os atletas, dirigentes, mesários, árbitros e
auxiliares, que se comportarem de forma indisciplinada, e que possam denegrir a
imagem do Clube, com palavrões, brigas e discussões por causa do jogo, nas
imediações do campo do jogo em questão, mesmo que não estejam relatadas em
súmula.
Artigo 10 - Os árbitros e os mesários deverão ser minuciosos e fidedignos em seus
relatórios, para prover informações justas, completas e imparciais à CJD.
Parágrafo 1º - A súmula do jogo é o principal instrumento para o registro das
ocorrências das partidas. Portanto, o seu preenchimento precisa ser correto,
completo, compreensível e fiel aos fatos ocorridos. São condições obrigatórias para
o preenchimento da súmula:

- todos os campos precisam ser adequadamente preenchidos;


- o preenchimento dar-se-á por meio eletrônico ou manual, em letra legível, sem
rasuras;
- todos os nomes citados de atletas, dirigentes, árbitro e assistentes precisam ser
completos;
- os campos em branco precisam ser anulados, para evitar preenchimento
posterior;
- as assinaturas dos técnicos, mesário e árbitro são obrigatórias;
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Parágrafo 2º - O Relatório de Arbitragem – que é parte da súmula - é um dos


instrumentos que irá embasar o julgamento da CJD e o seu preenchimento deve
obedecer às seguintes condições:
- os fatos precisam ser descritos detalhadamente, com citações dos eventos
ocorridos, nomes completos dos envolvidos, palavras utilizadas e indicação de
testemunhas, se houver;
- o relatório deve apresentar ou descrever os fatos, sem insinuações ou julgamento
prévio;
- o árbitro deve reproduzir os fatos como efetivamente ocorridos, inclusive as
palavras utilizadas, sem interpretações ou substituições de expressões verbais.
Exemplo: Não utilizar a expressão “fui ofendido” e sim “fui chamado de ladrão” , “
safado “, etc.

Parágrafo 3º – O árbitro ou assistente que dirigir ofensa ou gesto obsceno a


qualquer atleta, dirigente ou a qualquer pessoa da platéia, ou portar-se de maneira
inconveniente nas dependências do Clube, ficará sujeito à punição pela COF ou
CJD. O relato dessa infração é de responsabilidade do mesário, a menos que a
infração seja também observada por algum representante do COF ou CJD. A
punição variará de 15 a 90 dias, ou mesmo eliminação do quadro de arbitragem do
Clube, dependendo da gravidade da infração.

Artigo 11 – Todo associado devidamente inscrito nas competições, tem o direito de


participar por, pelo menos, 20(vinte) minutos na categoria MASTER e 35 (trinta e
cinco) minutos na categoria JOVEM, em cada partida.
Se este princípio não for obedecido e o associado prejudicado apresentar reclamação
escrita à CJD, a equipe em questão perderá 2 pontos.

Artigo 12 - Partida suspensa por conflitos generalizados, cujos causadores não


sejam claramente identificados através dos relatórios oficiais, terá apreciação pela
CJD para responsabilização legal.

Parágrafo 1º – Se o conflito for contornado e o árbitro entender reunir condições


para realizar ou continuar a partida, o seu resultado será válido.
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Artigo 13 – Equipe que não apresentar número suficiente de atletas para iniciar a
partida, será considerada perdedora por WO e perderá 5 pontos na classificação
geral. Será considerado o placar de 3x0 para a outra equipe.

Parágrafo 1º - Se ambas as equipes não apresentarem número suficiente de atletas


para iniciar a partida, haverá tolerância de 15 minutos para o seu início. Vencido
este prazo, se ambas as equipes continuarem sem número suficiente de atletas para
iniciarem a partida, ambas perderão 5 pontos.

Parágrafo 2º - A partida será interrompida quando uma equipe não apresentar


número suficiente de atletas. O resultado da partida será desconsiderado e valerá o
placar de 3x0 para a outra equipe. Entretanto, o resultado (placar) da partida será
mantido, caso a equipe com número insuficiente de atletas esteja sendo derrotada
por uma diferença maior que 2 gols. Se a CJD considerar proposital a retirada de
atletas (cai-cai), a equipe que a praticou poderá sofrer outras punições, que vão
desde a perda de mais pontos até sua eliminação da competição.

Artigo 14 – A equipe, no seu todo, que se recusar a prosseguir na partida, perderá 5


pontos. O resultado da partida será desconsiderado e valerá o placar de 3x0 para a
outra equipe. Entretanto, o resultado (placar) da partida será mantido, caso a equipe
que se recusou a continuar a partida esteja sendo derrotada por uma diferença maior
que 2 gols. Poderá sofrer outras punições, que vão desde a perda de mais pontos até
sua eliminação da competição, dependendo da forma e dos motivos da recusa em
continuar. As atitudes praticadas pelos atletas e dirigentes serão tratadas de forma
individual.

Artigo 15 – A desobediência ou não cumprimento da pena pelo atleta ou dirigente


punido, será considerada como ato de insubordinação, tornando-o passível de
punição mais severa a ser imposta pela CJD. Casos extremos poderão ser
encaminhados à Diretoria do Clube.

Artigo 16 - A Comissão de Justiça Desportiva - CJD, devidamente nomeada pelo


Presidente da Diretoria Executiva e pelo Diretor de Assuntos Jurídicos, conforme
Portaria 426/2009 – AESJ, é o órgão com poderes para julgar e punir atletas e
dirigentes que infringirem as normas disciplinares previstas neste regulamento, para
as competições de futebol de campo.
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Parágrafo 1º– As infrações cometidas pelos atletas e dirigentes nos campeonatos de


futebol e rachões, serão julgadas e eventualmente punidas pela CJD. Caberá ao
atleta ou dirigente, no prazo de 72 (setenta e duas) horas após publicação da
punição, interpor recurso junto à Diretoria Executiva e na seqüência Conselho
Deliberativo, tudo conforme estatuto do clube.
Artigo 17 - Os processos a serem julgados pela CJD devem ser preparados
previamente pela Secretaria do Clube, com os seguintes documentos:

- Súmula completa do jogo ou rachão, incluindo relatório do árbitro;


- Histórico das punições já recebidas pelo(s) atleta(s) a ser(em) julgado(s);
- Documentos complementares, se houver.

Parágrafo 1º – Todas as Súmulas e Relatórios de Arbitragem devem ser


encaminhados à Secretaria do Clube, após o término da partidas, para que as
ocorrências sejam analisadas pela CJD na semana seguinte à ocorrência dos fatos.

Artigo 18 – As reuniões da Comissão de Justiça Desportiva - CJD - acontecerão às


terças-feiras – 19 horas – no Clube de Campo Santa Rita.

São José dos Campos, 06 de março de 2009

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Adilson Tadeu Castilho José Carlos Rossi

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Paulo Sergio Vilela Marco Aurélio de Mattos Carvalho