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o

anglo

resolve Aula Aula Dada Estudada Diagnós- Prova tico
resolve
Aula
Aula
Dada
Estudada
Diagnós-
Prova
tico

a

2 a fase da GV-SP Economia

dezembro de

2012

Faz parte do ciclo de aprendizagem no Anglo: aula dada, aula es- tudada, prova, diagnóstico. Este trabalho, pioneiro, é mais que um gabarito: a resolução que segue cada questão reproduzida da prova constitui uma oportuni- dade para se aprender a matéria, perceber um aspecto diferente, rever um detalhe. Como uma aula. É útil para o estudante analisar outros modos de resolver as questões que acertou e descobrir por que em alguns casos errou — por simples desatenção, desconhecimento do tema, diculdade de relacionar os conhecimentos necessários para chegar à resposta. Em resumo, deve ser usado sem moderação.

Para o curso de Economia (60 vagas), a FGV-SP realiza um ves- tibular anual em duas fases.

1 a FASE Consta de oito provas com testes de múltipla escolha das se- guintes disciplinas:

Horário

Disciplina

Quantidade

 

Matemática

30

Manhã (das 8h30 às 12h30)

Biologia

15

História

15

 

Geograa

15

 

Inglês

15

Tarde (das 14h às 18h)

Língua Portuguesa

15

Física

15

 

Química

15

Eliminam-se os candidatos que acertam menos de 20% das questões de quaisquer das provas. Classicam-se para a 2 a fase os 250 candidatos com as melhores médias aritméticas simples das notas estatisticamente padroni- zadas. Aqueles que empatam na 250 a posição são todos classi- cados para a 2 a fase.

2 a FASE

Consta de três provas discursivas (cujo número de questões não é previamente divulgado):

Duração

Disciplina

Peso

das 8 às 10h

Matemática

3

das 10h30min às 13h

Língua Portuguesa

(1h)

1

Redação e Língua Portuguesa

(1,5h)

1

Eliminam-se os candidatos que acertam menos de 20% das questões de cada prova.

média de cada candidato na 2 a fase é a média ponderada

A

das notas estatisticamente padronizadas. Ausência ou zero em qualquer das provas resulta em desclassicação.

A média nal (MF) é dada pela seguinte fórmula:

MF = (0,4 × média da 1 a fase) + (0,6 × média da 2 a fase)

Observação:

1) Cada disciplina tem pontuação de zero a dez. 2) Não é utilizada a nota do Enem.

TTT

AAA

MMM

EEE

ÁÁÁ

MMM

TTT

III

CCC

AAA

▼

Questão 1

Um jogo de fichas funciona de acordo com as seguintes regras:

1) Em cada jogada, o jogador com maior número de fichas dará uma de suas fichas para cada um dos de- mais jogadores, e uma de suas fichas para a banca. 2) Em caso de empate entre dois ou mais jogadores com o maior número de fichas, sorteia-se, aleatoria- mente, um jogador dentre os que estão empatados para fazer a jogada de descarte de fichas, conforme descrito em 1. 3) Vence o jogador que descartar primeiro todas as fichas.

a) Álvaro, Breno e Catarina disputam esse jogo começando com 15, 14 e 13 fichas cada um, respectivamente. Quem vencerá o jogo, e em quantas rodadas?

b) Em uma nova rodada do jogo, Álvaro começa com x fichas, Breno começa com 4 fichas, e Catarina também começa com 4 fichas. Sendo x um inteiro maior que zero e menor que 9, determine quais são as probabili- dades de vitória de cada um dos três jogadores em todas as possibilidades de x.

Resolução

a) Do enunciado, podemos construir a tabela.

Rodadas

1

a

2

a

3

a

4

a

5

a

6

a

       

Álvaro

12
12

13

14

11
11

12

13

1
1
 

230

 

Breno

15

12
12

13

14

11
11

12

4

1
1

2

3

Catarina

14

15

12
12

13

14

11
11

…3

 

4

1
1

2

Banca

1

2

3

4

5

 

6…

     

x

Total de fichas ainda em jogo

41

40

39

38

37

36

8

7

6

5

Observando que, após cada rodada, a quantidade de fichas da banca somada com o total de fichas ainda em jogo é sempre igual a 42, temos:

x + 5 = 42

x = 37t

Como a quantidade de fichas da banca é igual à quantidade de rodadas, teremos 37 rodadas e o vencedor será Álvaro. Resposta: Álvaro e 37 rodadas

b) Considerando as regras estabelecidas no enunciado e x IN, 1 x 8, seguem abaixo as tabelas que re- presentam os oito casos possíveis, sendo A (Álvaro), B (Breno) e C (Catarina).

   

ABC

 

x

= 5

 

544

 
   

255

 
 

3 2*

6

 

3

4 3

 

x

= 1

 

144

 
 

2

1*

5

3

2

2

A vence

   

ABC

     

ABC

     

ABC

 

x

= 6

 

644

 

x

= 7

 

744

 

x

= 8

 

844

 
   

355

     

455

     

555

 
 

4 2*

6

 

5 2*

6

2*

6

6

 

3

5 3

   

3

6 3

 

3

3*

7

x

= 2

 

244

 

x

= 3

 

344

 

x

= 4

 

444

 
 

3

1*

5

 

4

1*

5

 

1*

5

5

4

2

2

5

2

2

2

2*

6

 

133

   

233

   

333

 

B ou C vence

B ou C vence

A, B ou C vence

Observando-se as tabelas, é possível notar que, em diversas rodadas, há empate duplo ou triplo entre os jogadores. Nesses casos, supôs-se que o jogador marcado por * venceu o sorteio. Note-se que a configura- ção da última rodada não depende dessa escolha, de modo que as conclusões finais seriam as mesmas em outras situações. Por fim, observe também que, analisando-se os casos x = 5, x = 6, x = 7 e x = 8, também analisamos, respec- tivamente, os casos x = 1, x = 2, x = 3 e x = 4. Do exposto, a tabela a seguir resume as probabilidades em função do valor de x. Denotou-se por P(A), P(B) e P(C), respectivamente, as probabilidades de vitória de Álvaro, Breno e Catarina.

x

P(A)

P(B)

P(C)

 

1100

   
   

1

1

2 0

2

2

   

1

1

3 0

2

2

 

1

1

1

4 3

3

3

 

5100

   
   

1

1

6

0

2

2

   

1

1

7 0

2

2

 

1

1

1

8 3

3

3

▼

Questão 2

Um determinado produto deve ser distribuído a partir de 3 fábricas para 4 lojas consumidoras. Seja C = (c

a matriz do custo unitário de transporte da fábrica i para a loja j, com c ij = (2i – 3j) 2 . Seja B = (b ij ) 3×4 a matriz que representa a quantidade de produtos transportados da fábrica i para a loja j, em milhares de unidades, com b ij = i + j.

a) Determine as matrizes C = (c ij ) 3×4 e B t , sendo que B t é a transposta da matriz B = (b ij ) 3×4 .

ij ) 3×4

b) Sendo D =

1

1

1

1 4×1

e E = [1 0 0] 1×3 , determine as matrizes X = (x ij ) 3×1 e Y = (y ij ) 1×3 tais que X = B D e

Y = E (C B t ). Em seguida, determine o significado econômico de x ij e de y ij .

Resolução

a)

c ij = (2i – 3j) 2

 

C =

(2 – 3) 2 (4 – 3) 2 (6 – 3) 2

(2 – 6) 2 (4 – 6) 2 (6 – 6) 2

(2 – 9) 2 (4 – 9) 2 (6 – 9) 2

(2 – 12) 2 (4 – 12) 2 (6 – 12) 2

 

1

16

49

100

C =

1

4

25

64

 

9

0

9

36

b ij = i + j

 

1 + 1

 

1

+ 2

1 + 3

1

+ 4

2 3

4

5

 

B

=

2 + 1

2 + 2

2 + 3

2

+ 4

B =

3 4

5

6

 

3 + 1

3 + 2

3 + 3

3

+ 4

4 5

6

7

 

1

16

49

100

2 3

4

Resposta: C =

1

4

25

64

e

B t =

3 4

5

9

0

9

36

4 5

6

 

5

6

7

 

2

3

4

5

1

14

b)

X = B D =

3

4

5

6

1

=

18

4

5

6

7

1

22

 

1

 

1

16

49

100

 
 

Y = E (C B t ) = (E C) B t = [1

0

0]

1

4

25

64

B t

 

9

0

9

36

 

Y

= [1

16

49

100] B t

 
 

2 3

 
 

Y

= [1

16

49

100]

4

5

6

7

3 = [746 912 1078]
4

5 6

4

5

 
 

14

 

Resposta: X =

18 e

Y = [746 912 1078]

 

22

x ij é a quantidade total de produtos transportados da fábrica i para as lojas. y ij é o custo total com os transportes da fábrica j para as lojas.

▼

Questão 3

Na figura, AC

tivamente.

e BD

são diagonais do quadrado ABCD de lado x, M e N são pontos médios de AB e BC , respec-

D

C

P S Q R N
P
S Q
R
N

A

M

B

a) Calcule a área da região sombreada na figura, em função de x.

b) Calcule o perímetro do quadrilátero PQRS, em função de x.

Resolução

D

x

C

x P S Q R x N x 2 2
x
P
S Q
R
x
N
x
2
2

A

x

2

M

x

2

B

BP

No ΔABC, temos:

e

são medianas. Logo, Q é o baricentro desse triângulo.

CM

Então PQ =

PQ = x 2 .

6

1

3 BP. Como BP é metade da diagonal do quadrado, BP = x 2

2

e, portanto, PQ = 1

3

x 2

2

, ou seja,

Analogante, no ΔDCB, S é o baricentro e SP = x 2

6

.

No ΔDCN, retângulo em C, temos:

DN 2 = CN 2 + CD 2

DN 2 = ( x

2

) 2

+ x 2

DN = x 5

2

Lembrando que S é baricentro do ΔDCB, temos:

DS = 2

3

DN

DS = x 5

3

e também: CS = 2

3

Note-se que ΔDPS ∼ ΔCRS. Então:

CP. Como CP = x 2 , temos: CS = x 2

2

3

RS

PS

= CS

DS

RS = ( x 2

6

) ( x 2

3

)

( x 5

3

)

RS = x 5

15

.

No ΔSPQ, retângulo em P, temos:

SQ 2 = SP 2 + PQ 2

SQ 2 = ( x 2

6

) 2 + ( x 2

6

) 2

SQ = x

3

No ΔSRQ, retângulo em R, temos:

RQ 2 + SR 2 = SQ 2

RQ 2 + ( x 5

15

) 2 = ( x

3

) 2

RQ = x 2 5

15

a) A área do quadrilátero PQRS é dada por:

Área PQRS = Área SPQ + Área SRQ

=

1

2 SP PQ +

1

2 SR RQ

1

x 2

+ 1

x 5

x2 5

2

6

6

2

15

15

x

2

x 2

 

45

= x 2

= 36 +

Área PQRS = x 2

20

Então, a área hachurada A é dada por:

A = Área ACM + Área DBN – 2 Área PQRS

144424443

A =

A = 2x 2

5

x

2

2

– 2 (

2

x

20 )

b) Perímetro PQRS = PQ + QR + RS + SP

=

x 2

+ x2 5

+ x 5

+ x 2

6

15

15

6

Perímetro PQRS = ( 2

3

+ 5

5

) x

Outro modo:

Fazendo uso de um sistema cartesiano, temos:

y D = (0, l) A = (l, l) P M = ( l, l
y
D
= (0, l)
A = (l, l)
P
M =
(
l,
l
)
2
S
Q
R
x
C = (0, 0)
B = (l, 0)
N =
(
l
, 0
)
2

No ΔDCB,

DC

e

são medianas. Logo, S é o seu baricentro e é dado por:

CP

S = ( 0 + 0 + l , l + 0 + 0

3

3

)

S = (

l

3 )

l

3 ,

No ΔABC, CM

e

são medianas. Logo, Q é o seu baricentro e é dado por:

BP

Q = ( l + l + 0 , l + 0 + 0

3

3

)

Q = ( 2l 3 ,

3 )

l

Como P é ponto médio da diagonal

CA

, podemos escrever:

P

= ( 0 + l , 0 + l

2

2

)

P = (

l

2 ,

2 )

l

O ponto R é intersecção das retas CM

e

.

DN

1

é dada por: y = 2 x.

CM

DN é dada por: y = –2x + l.

Resolvendo o sistema, obteremos as coordenadas de R. Então, temos:

1

2 x = –2x + l

x = –4x + 2l

x

= 2l

5

y

= l

5

R = ( 2l

5

5 )

, l

a) A área A pedida é dada por:

A

A

A

= Área AMC + Área DNB – 2 Área PQRS

= 1 2 l + 1 2 l – 2 Área PQRS

2

2

l

l

= l 2 – 2 Área PQRS

2

Área PQRS = Área SPQ + Área SQR

l l l 1 l 1 3 3 3 3 l l 2l l Área
l
l
l
1 l
1
3
3
3
3
l
l
2l
l
Área PQRS = 1
1 + 1
1
2
2
2
2
3
3
2l
l
1 2l
l
1
3
3
5
5
Área PQRS = l 2
20
l
2
Portanto, A = l 2 – 2 ⋅ (
2
20 )
A = 2l 2 , como fizemos l = x, a resposta final é:
5
A = 2x 2

5

b) Perímetro PQRS = PQ + QR + RS + SP

SP = (x s + x p ) 2 + (y s + y p ) 2

SP = l 2

6

Análogamente, temos: PQ = l 2 , QR = l2 5

6

15

e RS = l 5 .

15

Lembrando que fizemos l = x, temos:

Perímetro PQRS = x 2

 

+ x2 5

+ x 5

+ x 2

6

15

15

6

Perímetro PQRS = ( 2

3

+ 5

5

) x.

▼

Questão 4

No poliedro ABCDEFGH, as arestas AE , BF , CG

ABCD, conforme indica a figura. Sabe-se ainda que AE = 1, AB = DH = 4 e 2AD = 2BF = CG = 6.

e DH

são perpendiculares ao plano que contém a face retangular

E

A

H F D B
H
F
D
B

G

C

a) Calcule a distância entre os pontos A e G.

b) Calcule o volume do poliedro ABCDEFGH.

Resolução

a) No triângulo ABC, temos:

C

3 AC 2 = 3 2 + 4 2 ∴ AC = 5 A 4
3 AC 2 = 3 2 + 4 2
∴ AC = 5
A
4
B

No triângulo ACG, temos:

A 5
A
5

G

 

AG 2 = 5 2 + 6 2

6

AG = 61

Resposta: 61

C

b) Consideremos o paralelepípedo ABCDA’B’C’D’ de dimensões 4, 3 e 7.

D’ B’ A’ H 6 F E D 3 1 AA 4 B
D’
B’
A’
H
6
F
E
D
3
1
AA
4 B

O volume V pedido é:

1

V = 2 4 3 7

V = 42

Resposta: 42

C’

1

G

6

C

OOO

PPP

RRR

TTT

UUU

GGG

UUU

ÊÊÊ

SSS

Questão 1R R T T T U U U G G G U U U Ê Ê

Leia o texto.

“Faço humor para a família”, diz Leandro Hassum sobre filme Leandro Hassum, 39, é aquele gordinho gente boa, que pre- fere fazer rir por alguma palhaçada do que fazer rir por alguma grosseria. E ele não tem vergonha disso. Famoso após estourar na Rede Globo, primeiro no “Zorra To- tal” e depois em “Os Caras de Pau”, o bonachão se prepara agora para a primeira grande incursão no cinema, como o protagonista de “Até que a Sorte nos Separe”, comédia que estreia hoje. O filme segue o tipo de humor que tornou Hassum famoso — mais calcado nos trejeitos físicos, com muitas caretas e efeitos vocais, do que em textos ferinos.

(Iuri de Castro Torres. Folha de S.Paulo, 05.10.2012. Adaptado)

Com base no primeiro parágrafo do texto,

a) explique que sentido a flexão do diminutivo atribui à palavra “gordo”.

b) reescreva o período, adequando a regência do verbo “preferir” à norma-padrão da língua portuguesa.

verbo “preferir” à norma-padrão da língua portuguesa. Leandro Hassum e Danielle Winits em cena da nova

Leandro Hassum e Danielle Winits em cena da nova comédia Até que a Sorte nos Separe”.

Resolução

a) O diminutivo é construído por meio de um sufixo que pode gerar efeitos diferentes, dependendo do con-

é aquele gordinho gente boa”, o diminutivo “gordinho” tem conotação

texto. Em “Leandro Hassum (

)

apreciativa e gera efeito de afetuosidade.

b) O período reescrito seria: “Leandro Hassum, 39, é aquele gordinho gente boa, que prefere fazer rir por alguma palhaçada a fazer rir por alguma grosseria.”

Questão 2por alguma palhaçada a fazer rir por alguma grosseria.” Examine a tira. a) Reescreva a frase

Examine a tira.

rir por alguma grosseria.” Questão 2 Examine a tira. a) Reescreva a frase “Aposto que ele

a) Reescreva a frase “Aposto que ele é uma menção ao vazio atual das artes plásticas

(Folha de S.Paulo, 14.09.2012)

”,

substituindo “Apos-

to” por “Tenho certeza” e “vazio” por “situação”, fazendo as alterações que forem necessárias.

b) Nas falas das personagens, há palavras formadas por derivação e por composição. Transcreva e explique um exemplo de cada um desses processos de formação.

Resolução

a) A frase, reescrita de acordo com as alterações exigidas pelo enunciado, seria: “Tenho certeza de que ele é uma menção à situação atual das artes plásticas”.

b) Há dois exemplos de derivação, acompanhados das respectivas explicações:

• genial: derivação sufixal, o sufixo -al foi agregado à base gênio.

• minimalista: derivação sufixal, o sufixo -ista foi agregado à base minimal.

“Obra-prima” é exemplo de palavra formada por composição, o substantivo “obra” foi justaposto ao ad- jetivo erudito “prima”.

Questão 3 Analise as frases: ▼
Questão 3
Analise as frases:

— Não

— Nos EUA, o 1% mais rico 90% restantes.

(BASTA/BASTAM) mais o suor e o sangue.

(DISPÕE/DISPÕEM) de renda 220 vezes maior do que a média dos

(CartaCapital, 03.10.2012. Adaptado)

a) Transcreva os termos que completam, correta e respectivamente, as lacunas, justificando suas escolhas.

b) Reescreva as frases, substituindo a palavra que empregou em cada uma delas, por outra de sentido equiva- lente.

Resolução

a)

basta ou bastam Caso o verbo seja colocado antes de um sujeito composto, pode ocorrer a concordância atrativa com o primeiro núcleo (suor) ou com todos (suor e sangue). • dispõe Caso o sujeito seja formado por porcentagem desacompanhada de especificação, o verbo concorda com o numeral.

b)

Não satisfaz/satisfazem mais o suor e o sangue.

• Nos EUA, o 1% mais rico possui renda 220 vezes maior do que a média dos 90% restantes. Observação: caso se queira empregar um verbo que mantenha a regência de dispor, podem-se empregar as formas desfrutar ou usufruir.

Leia o texto para responder às questões de números 4 a 6.

Bom amigo, o fogo. Cria calor, afasta os bichos, protege o sono e as mochilas de mantimento. Carne-de-sol, rapadura, farinha.

Deita-se na rede, abraçado ao rifle, as alpercatas nos pés, as cartucheiras em torno do peito, o facão preso ao cinturão. E, mais uma vez pensando no serviço, diz muito baixo para si mesmo:

— Mãe, espera o resultado.

A mãe exigira a viagem, um mês ou mais na selva sem caminhos, ninguém para ouvir ou falar. Serviço

arriscado e tão brabo que era para quem não tinha medo. Meter-se no povoado, no estradão para o vale do

Ouro, arrancar os ossos do pai. Lá, na cova, o pai estava há mais de vinte anos. Ali, naquele lugar, entre as pastagens de gado e as plantações de cacau. Almadina se chamava o lugar que guardava a ossada do pai no barro duro. Trinta anos ele tinha quando a desgraça acontecera. Agora, vinte anos depois, e ainda na manhã de on- tem, a velha o chamara. E, logo o viu, sempre com os olhos parados, exclamou:

— Eu quero os ossos! Vá, Tonho Beré, calcule o terreno — e, percebendo a surpresa do filho, acrescentou:

— Vamos ver se trazemos os ossos do seu pai!

— Por quê, mãe, e para quê?

— Estou velha, cada vez mais velha, não demoro a morrer. E, por isso, quero os ossos.

— Mas, para quê? — ele insistira.

Calou-se, a mãe, sem qualquer resposta. Fácil verificar que escondia as ideias no rosto cor de cobre. Não, não disse para que queria os ossos! Talvez para embrulhar eles com a própria pele, talvez.

A rede, o rifle entre os braços, os olhos abertos. A velha de tal modo ali está, dentro do seu olhar sem

sono, que parece a própria Tari Januária em pessoa. Permanece assim, deitado e imóvel, vendo a velha como a via todos os dias.

(Adonias Filho, As velhas)

▼

Questão 4

Considere a seguinte passagem do texto:

Cria calor, afasta os bichos, protege o sono e as mochilas de mantimento. Carne-de-sol, rapadura, farinha. Deita-se na rede, abraçado ao rifle, as alpercatas nos pés, as cartucheiras em torno do peito, o facão preso ao cinturão. E, mais uma vez pensando no serviço, diz muito baixo para si mesmo:

— Mãe, espera o resultado.

a) No trecho, a narração se dá em terceira pessoa. Reescreva-o, em primeira pessoa do singular, transpondo o discurso direto para indireto.

b) Observe as palavras, no contexto em que foram empregadas: carne-de-sol, muito, baixo, mesmo. Quais delas admitem flexão de número? Justifique sua resposta.

Resolução

 

a) Cria calor, afasta os bichos, protege o sono e as mochilas de mantimento. Carne-de-sol, rapadura, farinha. Deito-me na rede, abraçado ao rifle, as alpercatas nos pés, as cartucheiras em torno do peito, o facão preso ao cinturão. E, mais uma vez pensando no serviço, digo muito baixo para mim mesmo que mãe espere o resultado.

b) As palavras que admitem flexão de número, ou seja, que podem ser pluralizadas, são carne-de-sol e mes- mo. Carne-de-sol é um substantivo composto cujo plural é carnes-de-sol; mesmo é um pronome adjetivo, seu plural é mesmos.

▼

Questão 5

Considerando as passagens textuais,

a) com a presença do termo “mãe”:

I. Por quê, mãe, e para quê?

II. Calou-se, a mãe, sem qualquer resposta.

Explique o emprego das vírgulas que separam as expressões “mãe” e “a mãe” nas frases I e II, respectiva-

mente.

b) com a presença do termo “velha”:

I. Agora, vinte anos depois, e ainda na manhã de ontem, a velha o chamara.

II. Estou velha, cada vez mais velha, não demoro a morrer.

III. Permanece assim, deitado e imóvel, vendo a velha como a via todos os dias. Indique a classe de palavra e a função sintática do termo “velha” em cada uma das frases.

Resolução

 

a) Em I, o termo mãe está isolado por vírgulas porque tem a função sintática de vocativo. Em II, há duas explicações possíveis para o emprego das vírgulas. Pode-se tomar o termo a mãe como um aposto do pronome reflexivo se, caso em que as vírgulas são usuais. Outra possibilidade seria considerar que as vírgulas isolam o sujeito posposto ao verbo “calou-se”. Nesse caso as vírgulas colaborariam para produzir um efeito de oralidade similar ao de uma inserção entre parênteses por meio da qual o narrador, dando-se conta da possibilidade de dupla interpretação, explicita e reitera o sujeito para esclarecer o sentido da frase.

b) Em I, velha é substantivo e assume a função sintática de sujeito. Em II, é adjetivo, e faz o papel de predica- tivo do sujeito. Em III, é novamente substantivo, desta feita com a função de objeto direto.

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Questão 6

Reescreva as frases, seguindo as instruções que as acompanham.

a) Lá, na cova, o pai estava mais de vinte anos. Ali, naquele lugar, entre as pastagens de gado e as planta- ções de cacau. Almadina se chamava o lugar que guardava a ossada do pai no barro duro. (Substitua o verbo “haver” por “fazer” e os verbos “chamar” e “guardar” por “ser” e “estar”, respectiva- mente, realizando as adaptações necessárias.)

b) Talvez para embrulhar eles com a própria pele, talvez. (Transponha a frase para a norma-padrão da língua portuguesa.)

Resolução

a) Lá, na cova, o pai estava faz mais de vinte anos. Ali, naquele lugar, entre as pastagens de gado e as plan- tações de cacau. Almadina era o lugar em que/onde estava a ossada do pai, no barro duro. ou Lá, na cova, o pai estava faz mais de vinte anos. Ali, naquele lugar, entre as pastagens de gado e as planta- ções de cacau. Almadina era o lugar em cujo barro duro estava a ossada do pai.

b) Talvez para os embrulhar com a própria pele, talvez. Talvez para embrulhá-los com a própria pele, talvez.

Questão 7Talvez para embrulhá- los com a própria pele, talvez. a) Reescreva o texto, adequando-o à norma-padrão

a) Reescreva o texto, adequando-o à norma-padrão da língua portuguesa. Dizem que Fernando Pessoa não gostava de cinema. A tese é defendida atravéz de cartas e textos aonde o poeta português trata os filmes com desdem. No entretanto, uma observação mais atenta apresentou ou- tra faceta do artista, mais plural até do que os heterônimos sugere: se não há dúvida de que ele realmente era crítico à obras hollywoodianas, não se pode mais dizer que não tinha envolvimento com o cinema.

(Thiago Camelo, “Sobre Cultura”, Ciência Hoje, setembro de 2012)

b) Justifique as alterações realizadas no item a .

Resolução

a)

“Dizem que Fernando Pessoa não gostava de cinema. A tese é defendida por meio de (ou através de”) cartas e textos em que (ou nos quais”) o poeta português trata os filmes com desdém. No entanto (ou entretanto”), uma observação mais atenta apresentou outra faceta do artista, mais plural até do que os heterônimos sugerem: se não há dúvida de que ele realmente era crítico a (ou às) obras hollywoodianas, não se pode mais dizer que não tinha envolvimento com o cinema.

b)

• “atravéz”: primeiramente, a forma ortograficamente correta é “através” (com s, e não com z). Segundo as prescrições mais conservadoras, é incorreta a expressão “através de” nesse contexto. O correto seria:

“por meio de”, “mediante” ou “por intermédio de”. Entretanto, dicionários contemporâneos (cf. Aurélio e Houaiss) já registram uso de “através de” como sinônimo de “por meio de”. Acreditamos que a banca aceitará ambas as possibilidades.

• “aonde”: o anafórico “onde” sempre deve ter como referência algum lugar. No caso, a referência é “car- tas e textos”, que não são lugares físicos. Por isso, a expressão “em que” é mais adequada. Também seria possível o pronome relativo “nos quais”.

• “Desdem”: toda palavra oxítona com mais de uma sílaba terminada em “em” é acentuada. Logo, o cor- reto seria “desdém”.

• “No entretanto”: No entretanto é uma locução tida como incorreta por certos normativistas, que pro- põem em seu lugar “no entanto” ou “entretanto”. Porém, dicionários como Aurélio e Houaiss já a registram com o mesmo sentido. A banca não pode impugná-la.

• “Sugerepor Sugerem”: o sujeito ao qual o verbo “sugerir” se refere é “heterônimos”. Logo, por res- peito às regras de concordância verbal, o correto seria: “até do que os heterônimos sugerem”.

• “era crítico à obras”: esse “a” craseado é inaceitável segundo a norma culta. “Ser crítico” exige preposi- ção a (ser crítico a algo). “Obras” aceita artigo feminino plural as. Portanto, há duas respostas possíveis:

I. Colocar somente a preposição exigida pela locução “ser crítico”. Daí teríamos: “era crítico a obras”;

II. Somar a referida preposição ao artigo feminino plural (a + as). Daí temos: “era crítico às obras”.

Questão 8plural (a + as). Daí temos: “era crítico às obras”. Leia os dois quartetos do soneto

Leia os dois quartetos do soneto Moralidade sobre o Dia de Quarta-Feira de Cinza, de Gregório de Matos. Que és terra, oh homem, e em terra hás de tornar-te, hoje te avisa Deus por sua Igreja:

de pó te faz o espelho em que se veja a vil matéria de que quis formar-te.

Lembra-te Deus que és pó, para humilhar-te; e como teu baixel sempre fraqueja nos mares da vaidade, onde peleja, te põe à vista a terra onde salvar-te.

a) Tendo como referência a significação e o uso da linguagem figurada, explique o sentido das palavras des- tacadas no poema.

b) Explique o sentido que assumem no texto os termos “vil” e “peleja”.

Resolução

a)

A

palavra terra, na primeira ocorrência, refere-se metaforicamente à matéria da qual o corpo do homem é

feita, destacando assim a fragilidade, a efemeridade e a insignificância da condição humana. Na segunda ocorrência, terra refere-se metaforicamente à possibilidade de salvação do ser humano que, no caso, seria a Igreja Católica ou simplesmente a fé católica.

b)

O

termo vil significa de pouco valor, desprezível, reles. No caso, enfatiza a precariedade da condição hu-

mana no seu aspecto material: o homem deveria se preocupar com a salvação da alma, uma vez que o seu corpo, feito de matéria vil, irá se desfazer.

O termo peleja significa combate, briga. No contexto, mostra o empenho vão do homem para satisfazer a

sua vaidade.

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Reda ç ão

Leia os textos.

Texto I Num mundo completamente submetido às andanças da Economia, nós, os leigos desta ciência, temos muita dificuldade em nos mantermos a par de seus processos e nomenclatura. Mas, pior, sentimos que so- mos subjugados pela sua dinâmica e ficamos inferiorizados, suplantados e arrastados pela força de quem os domina. Não acham que já é altura de a escola assumir este conhecimento e fornecer instrumentos para que esta inferioridade não se perpetue? Afinal, e sob o ponto de vista da própria Economia, cada um de nós é um elemento de produção, logo um elemento da cadeia econômica mundial. Mara Luquet, jornalista e escritora brasileira da área econômica, foi sensível a esta questão e, se assim o pensou, melhor o fez: criou a Bicholândia, recheada de habitantes com um bom punhado de profissões e di- ferentes contribuições para a dinâmica econômica da comunidade. Há a Formiga Emília, empresária; a Cigarra Nara, cantora; a Joaninha Aninha, assalariada; o Tatu Artur, banqueiro, entre outros, como a Galinha Binha, industrial:

banqueiro, entre outros, como a Galinha Binha, industrial: A D. Binha, que não põe os ovos

A D. Binha, que não põe os ovos todos no mesmo cesto ou seja, diversifica os investimentos.

(http://mariacatela.blogs.sapo.cv/tag/economia. Acessado em 11.10.12. Adaptado)

Texto II Fazer com que os filhos pequenos aprendam noções básicas de economia, poupança, investimentos, gas- tos e orçamento não está nos planos de muitas famílias — mas deveria estar. Não faltam psicólogos, professo- res, orientadores pedagógicos, consultores financeiros e economistas que afirmem que a educação financeira deve começar bem cedo, ainda na infância. E as atitudes que podem ser tomadas pelos pais vão muito além de conceder uma mesada ao fim do mês, hábito que exige mais controle do que se possa imaginar. Parece com- plicado? Embora dê trabalho, o processo de educação financeira é importantíssimo para evitar, por exemplo, futuros problemas de endividamento.

(www.bebe.bolsademulher.com./planejamento/finanças-para-crianças. Acessado em 11.10.2012)

Texto III Cerca de um quarto dos projetos de lei na área da educação que tramitam no Congresso atualmente propõe a criação de novas disciplinas ou mudanças no conteúdo do currículo escolar. Um desses projetos visa criar a disciplina de educação financeira para os currículos de 6 o a 9 o anos do ensino fundamental e do ensino médio. De acordo com Dermeval Saviani, professor da Unicamp, as medidas que criam disciplinas e conteúdos pelos parlamentares são “exóticas”, e não poderiam ser definidas nesse nível. “É no âmbito das escolas que as normas gerais fixadas pelo Congresso Nacional, pelas Assembleias e pelos Conselhos devem ser traduzidas na sua composição curricular”, explica. Para ele, essas leis aparecem como distorções, porque vão na contramão da educação na forma de um sistema articulado.

(www.observatoriodaeducacao.org.br. Acessado em 11.10.2012. Adaptado)

Texto IV O vazio deixado pela falência da educação humanista — a que buscava formar a excelência dos talentos e habilidades, o “homem integral” — vem a ser preenchido pelos valores da mídia e do mercado, agente subor- dinador de todas as esferas da vida ao fator econômico, que visa adaptar o indivíduo aos valores empresariais do lucro, da competição e do sucesso. Na perspectiva humanista, as disciplinas são formadoras, mas na cultura da mídia e do mercado, elas têm de ser performáticas, isto é, instrumentalizadas, já que estão a serviço de fatores alheios ao verdadeiro sentido de educar e preparar alguém para a vida. Diante disso, torna-se neces- sário transportar para o século XXI a arte de formar “homens obras de arte, éticos e criadores”, repensando a chamada Paideia, que era a base da educação de crianças e jovens na Antiguidade. Trata-se de reconquistar para os dias atuais as lições de uma educação ética e criadora, lições que não conhecem diferença alguma entre o antigo e o moderno, uma vez que a dignidade de nascer, viver e morrer não conhecem variações e muito menos modismos de ocasião.

(Adaptado das obras de Olgária Matos e Viktor Sallis)

Com base na coletânea de textos, elabore uma dissertação, na norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Cabe à escola e à família preparar crianças e adolescentes para lidar com as finanças?

Análise da proposta

O vestibular da FGV-Economia seguiu o formato de anos anteriores: um tema explícito, sobre o qual o

candidato deveria escrever uma dissertação. Como suporte para o tema, a Banca trouxe uma coletânea com pequenos trechos, pertinente ao assunto. Este ano, o tema foi “Cabe à escola e à família preparar crianças e adolescentes para lidar com as finanças?”. Os dois primeiros excertos defendem uma educação para as finanças. O texto I, retirado de um blog, sus- tenta que a escola deve fornecer instrumentos para o domínio do conhecimento econômico, pois hoje estaría- mos submetidos a ele, além de cada um de nós ser, segundo o ponto de vista sustentado, elemento da cadeia econômica mundial. Ele é acompanhado por uma ilustração, extraída de uma obra de caráter didático, que transmite conhecimentos da área em forma de fábula. O texto II, retirado de um site voltado para o público feminino, diz que as famílias, como sustentam especialistas, deveriam educar para as finanças, inclusive para evitar futuros problemas, como endividamentos. O texto III, de um site especializado em educação, trata de

um projeto de lei que pretende incluir a disciplina Educação Financeira no currículo escolar, o que é criticado na matéria porque a composição curricular deve se dar no âmbito das escolas.

Já o texto IV, da filósofa Olgária Matos e do psicólogo Viktor Sallis, critica a subordinação da educação à

economia, pelo fato de que existiria um domínio dos valores do mercado e do lucro em detrimento dos ideais de formação humanista, que visavam à criação de um ser humano integral, de “homens obras de arte, éticos

e criadores”.

Encaminhamentos possíveis

O tema, na verdade, envolve duas questões: primeiro, se crianças e adolescentes devem ser preparados

para lidar com as finanças; segundo, se isso caberia à família e à escola. A primeira é o cerne da polêmica, pois reflete duas visões de mundo conflitantes, representadas, de um lado, pelos textos I e II e, de outro, pelo texto IV. Assim, os argumentos possíveis seguem, grosso modo, duas linhas de raciocínio, que também poderiam ser combinadas:

Defesa de uma educação para as finanças — num mundo em que os conhecimentos e valores relacionados à economia são determinantes, o cidadão sem contato com eles está ainda mais submetido a seu domínio, além de ter menos chances de crescimento financeiro e profissional; trata-se, além disso, de uma maneira de tornar as pessoas mais conscientes e responsáveis no que diz respeito a suas finanças pessoais. Seguindo essa lógica, seria possível dizer que essa formação é de responsabilidade da escola, da família ou de ambas. No caso da escola, pode-se comentar a criação de uma disciplina especial sobre o tema; no da família, a importância do exemplo dos pais, com práticas e orientações importantes para a vida particular futura.

Crítica a uma educação para as finanças — em vez de se pensar no domínio da economia apenas como algo dado, ao qual devemos nos adaptar, é possível ver nisso um problema. O texto IV segue uma leitura de que os valores instrumentais da economia moderna teriam tomado todo o lugar dos valores humanistas, relacio- nados à autonomia dos indivíduos, sufocando preocupações éticas, estéticas e relativas à liberdade. O filó- sofo alemão Jürgen Habermas, por exemplo, vê nesse processo uma colonização, pelo sistema econômico, dos espaços reservados ao diálogo sem imposição pela força (à razão comunicativa, nos seus termos), entre os quais se pode destacar a escola. Seguindo essa linha de raciocínio, tanto a escola quanto a família até poderiam trabalhar com conhecimen- tos da economia, mas deveriam fazê-lo criticamente, sem deixar de lado preocupações humanas essenciais e que tenham potencial emancipatório.

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III

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SSS

Matemática

Uma prova extremamente trabalhosa e que provavelmente dificultará o processo de seleção.

Português

A prova de Língua Portuguesa da GV-Economia constou de oito questões divididas em parte A e parte B. Por ser uma prova de segunda fase, constituída de questões escritas, poderia ter explorado mais e melhor os textos propostos como base (um fragmento jornalístico, uma tirinha, duas frases descontextualizadas extraí- das de uma revista semanal, um fragmento literário em prosa, outro texto jornalístico de cunho ensaístico e um poema). Com exceção do item a do exercício 1 e do exercício 8, todos os outros itens abordam aspectos normativos, sem pretender alcançar a funcionalidade dos recursos gramaticais enfocados. Esse senão é ainda agravado pois são abordados aqueles de pouca relevância para o desempenho linguístico, a exemplo do plural dos substantivos compostos.