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1. AMPLIFICADOR OPERACIONAL

O amplificador operacional (amp. op.) é o circuito integrado analógico mais utilizado atualmente. O amp. op. é uma fonte de tensão controlada cuja saída é proporcional à diferença de tensão entre as suas entradas. As características dos amp. ops. e a sua utilização nos mais variados circuitos, muitos dos quais não lineares, são o alvo desta disciplina.

O amp. op. é simplesmente um amplificador de múltiplos estágios, de elevado ganho e com acoplamento direto entre estes estágios. Eles são utilizados para amplificar sinais em uma ampla faixa de freqüências. O termo “amplificador operacional” foi usado pela primeira vez em uma publicação de 1947 feita por John Ragazzini, a qual descrevia as propriedades de circuitos capazes de amplificar uma diferença entre dois sinais analógicos, quando usados com realimentação linear e não-linear e foi baseada em um trabalho realizado entre 1943 e 1944. O termo “operacional” decorre do feito de este, ter sido um elemento – chave na implementação dos antigos computadores analógicos, muito usados para a realização de operações matemáticas antes do advento dos computadores digitais.

1.1 Objetivo:

Por possuir entrada diferencial, o objetivo principal de um amp. op. é amplificar a diferença entre dois sinais analógicos aplicados a suas entradas.

1.2 Características Principais:

As principais características dos amp. ops. são:

- elevado ganho diferencial (elevado ganho para a diferença entre os sinais)

- alta taxa de rejeição de sinais de modo comum (baixa amplificação da parcela do sinal que está presente nas duas entradas do amp. op.)

1.3 Amplificador Operacional Ideal:

Um amp. op. possui certas propriedades ideais. Estas propriedades nunca são alcançadas na prática, mas se assumirmos que as características destes componentes são bem próximas do ideal, então podemos fazer uma rápida análise dos circuitos formados por este componente. Quando estão realimentados, na grande maioria das aplicações, estas características passam a ser fortemente dependentes da rede de realimentação utilizada. As principais características dos operacionais ideais são:

- ganho diferencial (Ad) Æ • (não é função da freqüência)

- ganho de modo comum (ACM) Æ 0

- impedâncias de entrada (Rid e Ricm) Æ •

- “slew sate”(SR) Æ •

- largura de banda (BW) Æ •

- corrente polarização (Ib) Æ 0

- corrente de “offset” (Ios) Æ 0

- tensão de “offset” (Vos) Æ 0

- ruído elétrico (VN e IN) Æ 0

- variação de fase (f) Æ 0

- rejeição de modo comum (CMRR) Æ •

1.4 Símbolo:

O símbolo mais comumente utilizado para representar um amp. op. é apresentado na figura 1.1.

para representar um amp. op. é apresentado na figura 1.1. Figura 1.1: Representação gráfica de um

Figura 1.1: Representação gráfica de um amplificador operacional.

1.5 Equação:

Sendo o amp. op. um circuito desenvolvido para amplificação diferencial das tensões aplicadas a sua entrada, nada mais obvio do que dizer que a equação da tensão de saída é dada pela equação 1.1.

(1.1)

V 0 = onde:

(

V

+

-

V

-

).

Ad

Ad é o ganho diferencial do amp. op.

V +

e V são as entradas do amp. op.

-

. Esta

relação é válida sempre que o amp. op. está trabalhando na região linear. Trabalhar na região linear significa que existe realimentação negativa sendo utilizada no amp. op., ou a diferença entre as tensões de entrada é tão pequena que, mesmo com um elevado ganho diferencial, não ocorre a saturação do amp. op.

Se o ganho diferencial “Ad” tende a infinito, isto equivale a dizer que V

+

@

V

-

Sempre que o amp. op. estiver saturado (saída igual a tensão de alimentação), então esta regra não pode mais ser aplicado pois a equação 1 não é mais válida, ou seja, o operacional não está trabalhando em uma região linear.

1.6

Configurações Mais Comuns:

1.6.1 Amplificador Inversor:

A figura 1.2 mostra o circuito básico de um amplificador inversor a base de amp. ops

básico de um amplificador inversor a base de amp. ops Figura 1.2: Desenho básico de um

Figura 1.2: Desenho básico de um amplificador inversor.

Neste caso, levando-se em conta que o amp. op é ideal, para resolvermos o problema, basta equacionar uma única corrente fluindo através de R1 e R2, levando-se em conta que o potencial na entrada negativa é igual ao potencial na entrada positiva (neste caso igual a zero). A solução para o problema é a equação 1.2 (direto).

Como

(1.2)

i

1

=

V

1

R

1

V 0 = -

e

R

2

i

R

1

= -

1

Vi

V

0

R

2

, então

Por outro lado, se levarmos em conta que o ganho do amp. op. não é infinito, devemos utilizar a equação 1.1 e isto nos leva a solução mostrada na equação 1.3.

V

-

=

Vi

R

2 +

V

0

R

1

 
   

R

1

+ R

2

(

V

+

-

V

-

)

=

V

0

 

= -V

-

 

V

0

 

Vi

Ad

R

2

+

V

0

R

1

, pois a entrada positiva tem potencial zero.

-

=

 

Ad

 

R

1

+

R

2

V i

R

 

+

V

R

= -

 

V

0

 

(

R

+

R

)

2

0

1

Ad

1

2

(1.3)

 

V

= -

R

2

Vi ,

 

0

R

 

+

R

1

+

R

2

 

1

 

Ad

 

Obs.: quando consideramos Ad Æ • estamos afirmando de fato que V + = V - , já que V 0 possui um valor finito.

A equação 1.2 mostra o resultado final do equacionamento, para ganho infinito, que

pode ser obtido a partir da equação 1.3. Estas equações mostram que a rede de realimentação determina o ganho do circuito amplificador, mesmo quando o ganho não é infinito. Convém notar, também, que a influência do ganho diferencial não infinito, é tanto menor quanto menor for o ganho dado ao amplificador inversor.

Note também que apesar de a entrada inversora estar a um potencial igual zero, ela não esta diretamente conectada a terra e não há circulação de corrente entre terra e este terminal. Por este motivo, o terminal inversor, nesta configuração, é chamado de terra virtual.

1.6.2 Amplificador Não-Inversor:

A

figura 1.3 mostra o desenho básico de um amplificador não inversor formado por

amp. ops

de um amplificador não inversor formado por amp. ops Figura 1.3: Desenho de um aplificador não

Figura 1.3: Desenho de um aplificador não inversor básico.

Supondo que o amp. op. seja ideal, a solução do problema é encontrada fazendo-se a tensão na entrada negativa (divisor de tensão formado por R1 e R2) igual a tensão de entrada. Neste caso a equação 1.4 é a solução do problema.

R

1

R

1

+

R

2

V

0

(1.4)

V

0

=

V

i

=

R

1

+

R

2

R

1

Vi =

(1

+

R

2

R

1

) Vi

Se considerarmos que o ganho do amp. op. não é infinito, a equação 1.1 deve ser utilizada e desta forma a equação 1.5 é a solução para o problema. Note que este circuito tem realimentação negativa. V + = V i

V

V

-

+

Vi -

=

R

1

R

1

+

R

2

V

0

-

V

-

=

V

0

Ad

R 1 V

R

1

+

R

2

0

=

V

0

Ad

(1.4)

V

0

=

R

1

+

R

2

R

1

+

R

1

+

R

2

Ad

Vi

. Neste

caso o circuito do amplificador não inversor é designado por “buffer”. O buffer possui ganho unitário e pode ser utilizado para isolar estágios amplificadores, pois sua entrada possui elevada impedância e sua saída possui baixa impedância. Nota-se também que em ambos os casos, se o ganho Ad for considerado infinito a solução para o problema é identica.

Podemos notar nesta configuração, que se R 1 = • ou R 2 = 0 então V

0

=

V

i

1.6.3 Amplificador Somador:

A figura 1.4 mostra a topologia do amplificador somador inversor básico implementado

com amp. ops

somador inversor básico implementado com amp. ops Figura 1.4: Circuito do amplificador somador inversor

Figura 1.4: Circuito do amplificador somador inversor básico.

Como podemos observar pela figura 1.4, o amplificador somador é na verdade uma série de amplificadores inversores, ligados em paralelo. Isto nos leva a aplicar a técnica de superposição de fontes para equacionar a tensão de saída deste circuito. Aqui também levamos em conta que o amp. op. possui características ideais de funcionamento, logo, a saída será dada pela equação 1.6 ou, no caso particular de todas as resistências serem iguais, pela equação 1.7.

Supondo Ad Æ •

i =

1

V 1 V

,

i

2

=

2

R

1 R

2

,

então V + = V -

i

3

=

V

3

R

4

,

i

4

= -

V

0

R

4

i

1

+ i

2

(1.6)

(1.7)

+ i

3

= i

4

V

0

= -

R

4

(

V V

1 V

2

R )

1

+

R

2

+

R

3

3

se R 1 =R 2 =R 3 =R, então a equação 6 pode ser reescrita conforme a equação 7.

V

R

4

R

= -

0

(

V

1

+

V

2

+

V

3

)

1.6.4 Amplificador Subtrator:

A

figura 1.5 mostra a topologia do amplificador subtrador básico implementado com

amp. ops

Figura 1.5: Circuito do amplificador subtrator básico. O cálculo torna-se mais cômodo se feito por

Figura 1.5: Circuito do amplificador subtrator básico.

O cálculo torna-se mais cômodo se feito por superposição, utilizando-se o que já foi calculado para o amplificador inversor e não inversor, aliado a consideração de que os amp. op. é ideal. A equação 1.8 mostra equação da tensão de saída deste circuito.

(1.8)

V

0

=

R

2

R

1

(

V

2

-

V

1

)

1.6.5 Exemplo com múltiplos operacionais

a) Dado o circuitoabaixo, calcule sua função de transferência ideais.

i =

0

f

(

e

i

)

. Considere os A.O.S

b) Considere os A.O.S ideais, R = R

1

R , R

3

e R

0

W

c) Considere e

i = 0

V

2

. Estabeleça valores para os

resistores

para uma carga

levando em conta a existência de uma fonte de tensão

conectada a entrada positiva de A1 e uma fonte de corrente conectada a entrada positiva de A2.

= 100KW

e V

CC = ±12

V

4

de forma que o circuito forneça uma corrente máxima i

£

R

L £

10

. Calcule

KW

K W

i

0

quando e

i = -10

V

.

= 1

mA

0 máx

K W i 0 quando e i = - 10 V . = 1 mA 0

a)

A

A

A

2

3

1

Análise do circuito:

: forma um amplificador de ganho unitário (BUFFER)

:

:

forma um subtrator junto com

R , R

3

4

.

fornece a corrente de saída e é realimentado pelo subtrator através de

R , R

1

2

.

- Análise das realimentações de

e

realimentação positiva (RP) através de

Como o ganho dos dois caminhos do subtrator (entradas inv. e não-inv) são iguais em módulo, a RN é mais forte porque a RP ainda passa pelo divisor resistivo R-RL. Como resultado disto o circuito possui realimentação negativa resultante, o que permite o uso das técnicas estudadas.

A :

1

A

1

recebe realimentação negativa (RN) através da entrada não inversora de

A

2

e da entrada inversora de

A .

3

A

3

a)

-

 

=

e

i

R

2

+

R

1

R

R

4

3

R

i

0

= 0

 

e

A

1

 

R

1

+

R

2

 

logo

i

0

= -

R

2

R

1

R

R

3

4

R

e

i

b)

Como i

0 Máx

=

1

mA

e

R

Lmáx

 

=

10

K

Æ

e

0

R =

e

0 Im

áx

- e

0

máx

 
 

i

0

Como V

V

= ±

12V ,

V

CC

11

- 10

 

vamos supor que e

0 Im áx

R

=

=

1

K

W

1 mA

máx

=

10

V

11

= ±

V

, assim:

R

4

R

3

R

2

e

i

R

i

R

i

=

0

Pela função de transferência:

= -

Assim, podemos escolher, por exemplo, R

4

= -

100

K

(

-

10)

=

100

K

1

K

1

m

100K

e

R

3

=

10K

10

c) Para simplificar o problema o subtrator foi calculado e substituido por um bloco subtrator “SUB”.

calculado e substituido por um bloco subtrator “SUB”. V OS 1 i 0 ( V 0

V OS 1

i

0

(

V

0

=

S

1

R 1

R

R

4

R

1

+

2

R

3

R

) =

(

R

1

+

R

2

)

R

3

R R

1

4

R

i

0

V

0

S

1

i

0

e A

1

i

0

=

-

=

i

R

=

(

I

-

I

+

B2

R

1

R

4

R

1

+

R

2

R

3

B

2

+

)

= -

I

+

B

2

R

i

R

= f Æ

i

R

= f

1.7

Conclusão:

Em

um

circuito

com

A.O.

ideal,

o

ganho

“exclusivamente” pela malha de realimentação.

1.8 O Amplificador Operacional Real.

(ou

função

transferência)

é

dado

Como já foi dito no início deste texto, o amp. op. nada mais é do que um amplificador transistorizado com acoplamento direto e elevado ganho. A figura 1.6 mostra um esquema simplificado de um amp. op. de três estágios de amplificação.

1.8.1 Circuito Simplificado

estágios de amplificação. 1.8.1 Circuito Simplificado 1 estágio 2 estágio 3 estágio Figura 1.6: Esquema

1

estágio

2 estágio

3 estágio

Figura 1.6: Esquema simplificado de um amplificador operacional de três estágios.

A

seguir há uma descrição de cada etapa de amplificação deste amp. op. hipotético onde é apresentada a influência dela no circuito total.

Cada um destes estágios tem um motivo de e adiciona características ao amp. op

1

estágio: par diferencial

-

apresenta alta impedância de entrada

-

responsável pelo elevado ganho diferencial

-

apresenta alta rejeição a tensões de modo comum

2

estágio: emissor comum

-

correção no nível DC para a saída

-

apresenta ganho de tensão elevado

3

estágio: seguidor de emissor (push-pull, classe B)

-

responsável pela baixa impedância de saída

-

apresenta alto ganho de corrente

-

responsável pela corrente de saída

2. Limitações de Corrente Contínua

2.1 Análise do 1°°estágio do Amp. Op.:

1) I B 0

(corrente de “bias”)

Esta é a corrente DC necessária, em cada entrada, para produzir uma saída de zero

Volts, quando não há sinal nas entradas do amp. op

transistores bipolares ou a corrente de fuga no gate dos FETs, utilizados no primeiro estágio

de um amp. op

Para medir estas correntes utiliza-se um circuito simples de ganho inversor

A corrente I B é a corrente de base dos

com resistores bastante elevados.

2) V OS 0

(tensão de “off-set”)

Esta é a diferença de tensão DC necessária na entrada de um amp. op. para produzir

uma saída de zero Volts, quando não há sinal nas entradas do amp. op

a temperatura e a tensão de alimentação. Para facilitar a medida deste parâmetro utiliza-se amplificadores de alto ganho com entradas aterradas.

Esta tensão varia com

3)DRIFTÆ variação desigual dos componentes com a temperatura (DV

OS

/

DT ),(DI

OS

/

DT )

Tanto a tensão de “off-set” quanto as correntes de polarização sofrem DRIFT (variação com a temperatura, tensão de alimentação, ou tempo).

4) I

OS

=

/

I

B

+

-

I

B

-

/

0

A corrente de “off-set” (I OS ) é a diferença entre as correntes de polarização na entrada

Como os componentes não são exatamente

positiva e na entrada negativa de um amp. op

iguais sempre irá surgir uma pequena diferença entre estas correntes.

5) Z IN

O primeiro estágio do amp. op. é constituído de um amplificador diferencial cuja

impedância, apesar de ser muito elevada, não chega a ser infinita. Isto pode ser constatado pela simples observação de que existem correntes de polarização fluindo para dentro do amp. op. o que é um efeito deste valor limitado de impedância.

6) se V 7) DV

i

+

CC

=

Æ

0 Æ DV

V

i

-

0

V

0

0

(este efeito não é constante com a freqüência )

Se existe influência de DRIFT devido a variação da tensão de alimentação, se V OS e I OS

também variam com a tensão de alimentação, podemos concluir que a saída também irá se modificar em função da tensão de alimentação.

2.2

Modelo para Corrente Contínua:

A figura 2.1 mostra o equivalente elétrico de um amp. op. onde estão representadas

suas principais limitações para DC. Cada uma destas limitações será descrita nas próximas seções.

destas limitações será descrita nas próximas seções. Figura 2.1: Equivalente elétrico, DC, de um amplificador

Figura 2.1: Equivalente elétrico, DC, de um amplificador operacional não ideal. Cada ítem deste equivalente será descrito nas próximas seções.

2.2.1 Tensão de Offset e Deriva Térmica:

A tensão de “offset” (V as ) é causada pelo desbalanço do par diferencial (por exemplo,

devido à diferença nas características entre os dois transistores do par diferencial de entrada) e pela desigualdade dos transistores do 2 estágio. Esta tensão não é constante com a temperatura e pode ser representada pela equação 2.1.

(2.1)

V

OS

=

V

OS

(

C)

25

+

dV OS

dT

D T

onde dV

dT OS

é a deriva térmica [mV/

C]

o

.

Alguns amplificadores operacionais apresentam pinos externos que possibilitam o balanceamento do par diferencial e conseqüente o zeramento de V OS , embora este ajuste cause

um aumento de dV dT

OS

.

V O S , embora este ajuste cause um aumento de d V dT OS .

Obs.: A V OS é dada geralmente em módulo.

2.2.1.1 Representação

A figura 2.2 mostra o equivalente elétrico de um amp. op. com V OS . A fonte pode ser colocada na entrada não inversora caso sua polaridade seja invertida (positivo conectado a entrada não inversora).

invertida (positivo conectado a entrada não inversora). Figura 2.2: Equivalente elétrico de um amplificador

Figura 2.2: Equivalente elétrico de um amplificador operacional com tensão de “off-set”.

2.2.2

Correntes de polarização, “offset” e deriva térmica:

Como o par diferencial é composto por transistores, estes necessitam de uma corrente de polarização de base (I B ) para funcionar.

Esta corrente, normalmente, é da ordem de [mA]a [nA], mas pode ser reduzida usando-se um par diferencial composto por uma configuração Darlington ou transistores FET (JFET ou MOSFET).

I B varia com a temperatura e não é igual para a entrada inversora e não inversora. A diferença entre estas duas correntes é definida como sendo a corrente de “off-set”, cuja equação, em função da temperatura, é dada pela equação 2.2. Nesta equação, o último termo deve-se a chamada deriva térmica ou DRIFT com a temperatura.

(2.2)

I

OS

=

I

B

+

-

I

B

-

e

I

B

=

I

B

(25

o

C

) +

dI

B

dT

D

T

Alguns manuais não citam a deriva térmica, mas indicam o DT necessário para dobrar o valor de I B , o que já é o suficiente para utilizar a equação 2.2, supondo que esta variação seja constante com a temperatura.

2.2.2.1 Representação:

A figura 2.3 mostra o equivalente elétrico de um amp. op. sujeito a influência de correntes de polarização. Note que este esquema utiliza correntes diferentes para a entrada inversora e não inversora (não enfatiza I OS ). Em alguns casos, quando temos apenas um valor

para I B e

outra para I OS , podemos fazer cada I B = I B ± (I OS /2).

, podemos fazer cada I B = I B ± (I O S /2). Figura 2.3:

Figura 2.3: Esquema elétrico de um amplificador operacional sujeito a influência de correntes de polarização.

2.2.3 Impedância de Entrada:

A impedância de entrada de um amp. op. pode ser separada em duas outras impedâncias com características bem distintas. Uma delas é a chamada impedância de modo comum, cujo efeito é igual para as entradas inversora e não inversora. A outra impedância é chamada de diferêncial e deve-se a características exclusivas a cada uma das entradas.

2.2.3.1

Impedância Diferencial (R id ):

A impedância diferencial é função das características da junção base-emissor dos transistores de entrada e da corrente de polarização destes. Sua influência pode ser quantizada por meio da equação 2.3.

(2.3)

R

id

@ 2

hie

@ 2

V

T

I B

2.2.3.2 Impedância de Modo Comum(R cm ):

A impedância de modo comum é função da impedância de entrada da fonte de corrente, que polariza o par diferencial, e do ganho de corrente deste. Esta impedância pode ser aproximada pela equação 2.4.

(2.4)

R

cm

Obs.: R

cm

=

>>

hfe

hoe

R

id

2.2.4 Impedância de Saída:

, refletidas para a saída do amp. op., e pode ser representado por um resistor série, colocada na saída dos amp. ops

Esta impedância se deve principalmente às impedâncias de saída do 2 estágio (

hoe

-1

)

A figura 2.4 mostra um amplificador inversor completo, onde a resistência de saída (Ro) do amp. op. é levada em conta.

resistência de saída (Ro) do amp. op. é levada em conta. Figura 2.4: Equivalente elétrico de

Figura 2.4: Equivalente elétrico de um amplificador inversor com resistência de saída diferente de zero.

Supondo que a resistência de saída dos operacionais seja representada pela resistência Ro, no circuito da figura 2.4 a influência desta impedância de saída, sobre a tensão Vo, é:

Vo =

RL

/ /(

R

+

Rf

)

Ro

+

RL / /(R + Rf)

Vo '

E o ganho de laço aberto efetivo fica reduzido de:

1

1+

Ro

Ro

+

RL

R

+

Rf

A resistência de saída Ro influencia no cálculo do amplificador realimentado porque o

ganho do amplificador a laço aberto não é infinito. Assim, a realimentação não consegue corrigir totalmente a queda de tensão na resistência de saída Ro.

Obs.: - R 0 é da ordem de 50W (tipíco) -não devemos drenar mais que 2 ou 3 miliamperes em aplicações de precisão

2.2.5 Ganho a laço aberto:

Da mesma forma que a impedância de entrada, o ganho de um amp. op. pode ser dividido em dois: Ganho diferencial e de Modo Comum. Desta forma, o amp. op é classificado quanto a sua habilidade de amplificar a diferença entre os sinais aplicados a suas entradas, e rejeitar a parcela de sinal comum as duas entradas.

Além destas distinções feitas ao ganho dos amp. ops., vale a pena ressaltar que os ganhos mudam em função de uma série de itens a saber:

- a carga

- a tensão de polarização

- a temperatura

- relação à outro operacional do mesmo tipo

- Ganho Diferencial (Ad): devido às caraterísticas dos transistores do par diferencial de entrada, à corrente de polarização e ao valor do resistor de coletor destes transistores.

e ao valor do resistor de coletor destes transistores. - Ganho de Modo Comum (Acm): função

- Ganho de Modo Comum (Acm): função de 1 hoe do transistor que faz a fonte de

corrente do par diferencial de entrada e das resistências de coletor deste par diferencial.

Nos manuais, uma informação importante é o fator de rejeição de modo comum, que é definido como mostrado nas equações 2.5, 2.6 e 2.7.

(2.5)

(2.6)

(2.7)

CMRR =

Ad

A CM

ou

CMRR = 20 log(CMRR)[dB] ,

A

CM

Æ

V

o

V

iCM

A

D

Æ

V

o

V

o

=

V

+

-

V

-

V

iD

A figura 2.5 mostra o circuito utilizado para medir o ganho de modo comum dos amplificadores operacionais. Nele uma entrada comum é aplicada a um amplificador sem

realimentação e a saída deste amp. op. é medida. Com estas informações, utiliza-se a equação 2.7 para conhecermos a taxa de rejeição de modo comum (CMRR).

para conhecermos a taxa de rejeição de modo comum (CMRR). Figura 2.5: Diagrama esquemático do circuito

Figura 2.5: Diagrama esquemático do circuito utilizado para testar o ganho de modo comum nos amplificadores operacionais.

A tensão de modo comum é definida como sendo a media das tensões nas entradas dos

amp. ops. conforme mostrado na equação 2.8.

(2.9)

V

iCM

=

V

+

+

V

-

2

2.2.5.1 Modelo

A figura 2.6 representa o equivalente elétrico de um amp. op. quando levamos em

conta o ganho de modo comum.

um amp. op. quando levamos em conta o ganho de modo comum. Figura 2.6: Equivalente elétrico

Figura 2.6: Equivalente elétrico de um amplificador operacional levando-se em conta as influências do ganho de modo comum.

2.2.6 Limitação de V 0 e rejeição à fonte de alimentação:

A saída V 0 jamais (exceção feita aos modernos amplificadores do tipo “rail to rail”)

atinge os valores de alimentação devido à quedas de tensão nos transistores do 2 e 3 estágios, e a própria polarização dos transistores faz com que o amp. op. não seja imune às variações de tensão na alimentação. O fator que caracteriza esta imunidade é dado como:

Obs.:

PSRR

=

D

V

O

D

V

CC

ou PSR = 20log(PSRR)[dB].

- cuidado com o uso de pilhas

- exemplo:

741(SID): ±30mv / v (típico)

OP27A(BB):±0,2mv / v (uma variação de 1V na fonte produz 0.2mV na saída).

- nos manuais este dado é encontrado como: “Supply Rejection”.

Tabela 1: Comparação entre alguns operacionais

Amp. Op.

741C

CA3140

OP07C

AD5476

Unid.

Tipo

TJB

FET

TJB alto desempenho

FET alto desempenho

X

Fabricante

SID

RCA

Analog Devices

Analog Devices

-

Vos

1

8

0,06

0,25(Máx)

mV

DRIFT/Vos

   

0,5

1,0(Máx)

mV/ C

IB

80

0,01

±1,8

0,01

nA

Ios

20

0,0005

0,8

0,002

nA

DRIFT/Ios

   

0,018

 

nA/ C

Exemplo:

No circuito abaixo, utilizando o modelo sugerido, considere

Ad e Ad

1

2

finitos, para responder as questões abaixo.

V

OS

1

e

V

OS

2

diferentes de zero e

as questões abaixo. V OS 1 e V OS 2 diferentes de zero e a) Calcular

a) Calcular e em função destes parâmetros e dos resistores.

b)

o

O manual da Analog Device que apresentava este problema informava que de boa qualidade para o bom funcionamento do circuito. A influência de

significativa? Precisamos realmente ter um

A

V

OS 2

A

2

de muito boa qualidade?

2

deveria ser

é realmente

OS 2 A 2 de muito boa qualidade? 2 deveria ser é realmente Malhas nas entradas

Malhas nas entradas de A 1 :

ed

1

- R

i

-

+

R

1

,

- V

i

1

-

i i

ed

e

e

+

-

1

o1

o 1

= 0

X

Ad

1

1

(

= V

=

= Ad

X

-

+

OS1

ed

como

então

e como

então

V

V

x

+

1

- V

OS1

Malha nas entradas de

A

2

:

V

OS

)

1

= 0

como

então

Também: e

Logo

Sabendo que

ed

ed

2

+

e

O

1

+

V

OS

OS 2

Ad

= - Ad

i

+

2

=

0

e

O

2 = -V

O =

2

2

- e

O1

ed

2

(

V

OS 2

= 0,

+ Ad

1

(

V

X

- V

))

OS1

podemos estabelecer uma relação entre

V X

=

R

1

e

R

1 + R

2

O

Substituindo na relação anterior:

-

e

O

Ad

2

=

Isolando

V

OS

2

+

Ad

1

e

O

, temos:

R

1

(

R

1

+

R

2

e

O

=

V

OS 1

-

V OS 2

Ad 1

R

1

1

+

R

R

+

1 2

Ad

1

Ad

2

e

O

-

V

OS 1

)

e

O

eV

X

:

Como podemos observar pela expressão acima, a influência de

V

OS1

, pois a primeira aparece dividida por

1

é muito menor que a de

Ad , que tem um valor muito elevado. Assim,

V OS 2

concluimos que A 2 não precisa ser tão bom quanto indicava o artigo da ANALOG DEVICES.

2.2.7 CIRCUITOS PARA COMPENSAÇÃO DE I B e V OS :

Compensação de I B no amplificador inversor

O circuito da figura 2.7 mostra um amplificador inversor sob influência das correntes de polarização.

inversor sob influência das correntes de polarização. Figura 2.7: Amplificador inversor com correntes de

Figura 2.7: Amplificador inversor com correntes de polarização representadas pelas fontes de corrente.

Podemos ver pela figura 2.7 que a corrente I B , ao passar pela rede de alimentação, provoca uma tensão de erro. A solução do problema é feita por superposição:

V

i =

0

Æ

V

01

= +

R IB

2

-

I

B-

V

0

= 0 Æ

=

-

R

2

R

1

V

02

= -

V

i

+ R I

2

R

2

R

1

B -

V

i

Este erro pode ser reduzido pela inclusão de um resistor (R 3 ) entre a entrada não inversora e o terra.

I B+

, I

B-

V 01

= -

Æ

R 2

R 1

0

V i

I B+

, V

i

Æ

V

02

=

R

2

I B-

, V

i

Æ

I

0

B -

0

V

03

= -

R 3

R

1

(

R

1

V

0

= -

R

2

R

1

V

i

+

se supormos I

V

0

=

-

B+

=

I

R 2

R

1

V i

B-

+

+

R

2

)

R I

2

B -

I

B +

- -

R

3

R

1

(

R

1

=

I

B

I

B

(

R

2

-

R

3

R

1

(

R 1 +

+

R

R

2

2

))

)

I

B

+

para que o segundo termo da equação seja nulo

R

R

2

3

R

3

(

R

1

-

(

R

R

1

1

+

+

R

2

R

2

) =

R

R

1

) = 0

2

Æ

R

3

=

R R

2

1

R

1

+

R

2

devemos ter R 3 = R 1 // R 2. Quando isto acontece a saída depende apenas da entrada e da rede de realimentação R1 e R2.

Compensação de offset (V OS ):

A tensão de offset produz um erro na saída após ser multiplicada pela relação da rede de realimentação. Este problema pode ser resolvido utilizando-se as entradas para correção de offset, que alguns operacionais possuem, porém este método não garante o drift indicado no manual. Uma alternativa para resolver este problema consiste nos circuitos apresentados nas figuras 2.8 e 2.9.

Caso do amplificador não inversor.

Figura 2.8: Amplificador não inversor com circuito para compensação de off-set. Caso do amplificador inversor.

Figura 2.8: Amplificador não inversor com circuito para compensação de off-set.

Caso do amplificador inversor.

Obs.: Com o ajuste de offset, este circuito modifica seu ganho, para minimizar estes efeitos usamos um R de 10K para não consumir corrente da fonte e um R de 100K pois 100K + uma parcela do R de 10K entram em paralelo com R 1 variando o ganho. Se esta soma de resistências for bem maior do que R1, então a variação no ganho será mínima.

maior do que R1, então a variação no ganho será mínima. Figura 2.9: Circuito amplificador inversor

Figura 2.9: Circuito amplificador inversor com correção de off-set.

No circuito inversor comum, a tensão de saída em função da entrada e da tensão de off-set pode ser obtido facilmente por superposição:

V i = 0

V os

=

0

i

Æ

Æ

V

01

=

(1+

R

2

R

1

V 02 = -

R

2

R

1

V i

) V

0

s

E para solucionar este problema, costumamos utilizar o circuito da figura 2.9, onde:

R 3 = R 1 // R 2 para compensar I B R 3 >> 100W se V x = -V os o offset é anulado

Exercícios:

1) Calcular a função de transferência supondo a existência de V amplificadores:

os

, I

B

+ e I B - para os seguintes

a) inversor (com um resistor R3 ligado entre a entrada V+ do amp. op. e terra):

b) não-inversor (com um resistor R3 ligado entre Vin e a entrada V+ do amp. op):

2) Calcular a função transferência supondo a existência de CMRR para os seguintes amplificadores:

a) inversor:

b) não-inversor:

c) buffer:

CMRR = 90dB Aol = 200.000

3. Limitações dinâmicas

3.1

Resposta em Freqüência e Estabilidade

3.1.1

Resposta em freqüência não compensada

Como cada estágio do amplificador operacional é composto por transistores, estes definem pólos dominantes, que limitam a resposta em freqüência dos estágios, e por conseguinte, do amplificador operacional como um todo. Sendo assim, cada estágio tem uma freqüência de corte, isto é, uma freqüência na qual o ganho cai 3dBs. Para DC e baixas freqüências o ganho é praticamente constante. Já para altas freqüências, o ganho muda.

constante. Já para altas freqüências, o ganho muda. Figura 3.1: Resposta em freqüência de uma amplificador

Figura 3.1: Resposta em freqüência de uma amplificador operacional não compensado. Para formar a resposta final, basta somar cada uma das respostas parciais.

Quando o sistema atinge módulo -1 e fase de 180 ele entra em uma região de instabilidade (é por isso que sistemas com até dois pólos nunca são instáveis). Por outro lado os operacionais possuem ganhos elevados e mais de dois pólos. Isto significa que os operacionais são instáveis por natureza. A equação 3.1 corresponde ao ganho do sistema não compensado, mostrado na figura 3.1.

(3.1)

A

VLA

(

S

) =

A

0

p

1

.

p

2

.

p

3

(

S

+

p

1

)(

S

+

p

2

)(

S

+

p

3

)

onde Ao é o ganho em baixas freqüências, A VLA é o ganho de tensão a laço aberto, w1, w2 e w3 são as freqüências de corte e p 1 ,p 2 , e p 3 são os pólos.

Os efeitos dos pólos individuais de cada estágio do amp. op. foram somados para

montar o gráfico abaixo. Perceba que neste caso quando a fase do sinal é 180 º o amp. op. tem ganho de 29dB. Se em malha fechada (quando o operacional recebe suas realimentações –

o ganho for maior que 29dB então o sistema será

estável, caso contrário entrará em oscilação. Isto explica porque alguns amp. ops. com grande BW (produto ganho banda de passagem) só são estáveis a partir de determinado A VLF (ganho

amplificador inversor, não inversor

)

de tensão em laço fechado), ou seja, não são estáveis para ganho unitário. Como exemplo disto temos o LF357 que é estável para A VLF > 5.

temos o LF357 que é estável para A V L F > 5. 3.1.2 Cálculo do

3.1.2 Cálculo do ganho mínimo para estabilidade dos amplificadores operacionais

Para um operacional com ganho

Na configuração inversora

A

VLA

(

S

) =

A

0

p p

1

2

p

3

(

S

+

p

1

)(

S

+

p

2

)(

S

+

p

3

)

temos que a malha de realimentação leva para a entrada do amp. op. uma tensão

temos que a malha de realimentação leva para a entrada do amp. op. uma tensão

F

=

R

1

R

1

+

R

2

portanto podemos redesenhar o circuito, em termos de diagrama de blocos e utilizar a teoria de controle para determinar o ganho mínimo do amp. op.

+ Vo A VLA Vi _ F Pelo desenho acima vemos que Vo A A
+
Vo
A VLA
Vi
_
F
Pelo desenho acima vemos que
Vo
A
A
VLA
VLA
=
=
Vi
1
+ A
F
1 + L
VLA
A
p
p
p
0
1
2
3
Assim L S
(
)
=
F . A
(
S
)
=
F
VLA
(
S
+
p
)(
S
+
p
)(
S
+
p
)
1
2
3

E sabendo que L(S) = 1180 = -1 faz o circuito oscilar, então

F

A

0

p

1

p

2

p

3

(

S + p

1

)(

S + p

2

)(

S + p

3

)

= - 1

logo (

S

3

S + p

(

1

p

1

S + p

+ p

)(

2

2

)(

S + p

+ p

3

)

S

2

3

)

+

(

+ FA

0

p p

1

2

p p

1

+ p

2

1

p

3

p

3

=

0

+ p

e aplicando o critério de estabilidade de Routh chega-se a conclusão de que o sistema oscila se

então

+

2

p

3

)

S + p

1

p

2

p

3

(1

+ FA

0

)

=

0

( p + p + p )( p p + p p + p p
(
p
+ p
+ p
)(
p
p
+ p p
+ p
p
)
- p p
1
2
3
1
2
1
3
2
3
1
1
p
+
p
p
+
p
p
+
p
2
3
1
3
1
2
ou:
F
(
+
+
A
p
p
p
0
1
2
3
1
lembre-se que:
=
A VLF
F
Exemplo:

2

p

3

+ 2)

(1

+ FA

0

)

£

0

A 0 = 31622,7766 [90dB] p 1 = 100K rad / S p 2 =

A 0 = 31622,7766 [90dB]

p

1 = 100K rad / S

p

2 = 1 K rad / S

p

3 = 1 M rad / S

F

A VLF

1

A

0

(10,01

+

1100

1

F

=

28,4349

+

0,101

+

2)

29,077 dB

=

3,5168 10

x

2

para oscilar

para não oscilar.

3.1.3 Resposta em freqüência com compensação

Para corrigir a resposta em freqüência de um amp. op. (instabilidade ou resposta a

transitórios) emprega-se algum tipo de compensação. Esta pode ser externa (amp. ops. de

ou interna (amp. ops de propósito

geral - LM741, LF351

banda larga e alto desenpenho -LM301, LM308, LM318

)

) ao amp. op.

Nestes últimos, uma técnica bastante usada para compensação é a inclusão de um pequeno capacitor (ª 30 p F, por exemplo) entre a base e o coletor de algum transistor do 2 estágio. O efeito deste capacitor é multiplicado pelo ganho do 2 estágio (efeito Miller) e refletido para a saída do 1 estágio. Isto faz com que seja criado no 1 estágio um pólo em uma freqüência muito baixa (ª10HZ, por exemplo), um zero na freqüência de p 2 e outro pólo em uma freqüência bastante elevada (ª1MHZ, por exemplo). Em suma, p 2 é cancelado, e p 1 é deslocado para direita. O resultado final é de um amplificador com comportamento de um único pólo em quase toda a faixa de freqüência.

A nova posição do polo p 1 pode ser determinada da seguinte forma:

A

1

(

S

) =

A p

1

1

S

+

p

1

sendo

p

1

@

1

R

1

(

C

1

+

C

m

)

e cm = c(1+A 2 (S)) ou seja cm = c(1+

A

2

p

2

S

+

p

2

)

onde A 1 e A 2 são os ganhos do primeiro e segundo estágios do amp. op.

Na figura acima, vê-se os mesmos gráficos da figura 3.1 e uma curva extra devido

Na figura acima, vê-se os mesmos gráficos da figura 3.1 e uma curva extra devido a influência do capacitor inserido no segundo estágio. Note que esta curva extra possui um zero na mesma localização do polo p 2. O resultado deste gráfico (quando somamos todas as curvas) pode ser visto na figura abaixo.

somamos todas as curvas) pode ser visto na figura abaixo. Note que até 1MHz o amp.

Note que até 1MHz o amp. op. compensado se comporta como um circuito de um único pólo. Acima desta freqüência o ganho em malha aberta é menor do que 1 (0dB), o que garante a estabilidade do amp. op. até mesmo para ganho unitário. O custo desta estabilização foi a redução da largura de banda do amp. op.

A

0

p

i

A

0

p

i

=

GBW

(3.2)

p onde GBW é o produto ganho-faixa do amp. op.

A

VLA

(

S

) =

S +

i

S

S

@

Note

que

GBW

é

constante,

ou

seja:

Se

diminuirmos

o

ganho

aumentamos

proporcionalmente a faixa de freqüências que podem ser amplificadas com o mesmo ganho.

3.1.4

Análise dos efeitos do capacitor de compensação ‘C’.

Supondo um amp. op. com o seguinte circuito interno:

Supondo um amp. op. com o seguinte circuito interno: então podemos selecionar a parte do circuito

então podemos selecionar a parte do circuito que nos interessa e redesenhá-la em função dos seu modelo.

nos interessa e redesenhá-la em função dos seu modelo. sendo assim temos que e 0 e

sendo assim temos que

e

0

e

i

(

S

) =

A

1

.

C

/

R

1

C ( C

1

+

C

2

)

+

C C

1

2

.

S -

A

2

R C

2

S

2

+

C

(

R

1

(1

+

A

2

)

+

R

2

)

+

R C

1

1

+

R C

2

2

 

R R

1

2

(

C ( C

1

+

C

2

)

+

C C

1

2

)

S +

 

1

R R

1

2

(

C ( C

1

+

C

2

)

+

C C

1

2

)

Ou seja, um sistema com dois pólos. Sendo assim podemos reescrever o denominador da função de transferência p(s) como sendo:

p(s) =

e assumindo-se que p 2 >>p 1 (uma hipótese bem razoável), temos que

p(s) =

S

2

+ (p

1

+ p

2

)S + p

1

p

2

S 2 + p 2 S + p 1 . p 2

sendo assim podemos determinar as duas raízes da equação e portanto os pólos do sistema.

 

2

@

C

(

R

1

(1

+

A

2

)

+

R

2

)

+

R C

1

1

+

R C

2

2

 

1

@

 

1

p

 

p

 

R R

1

2

(

C ( C

1

+

Para a faixa de valores R 1 : 100K ~ 1MW R 2 : 10K ~ 1MW C 1 ,C 2 : ~ 10pF A 1 , A 2 : 200 ~ 500 C: ~30pF

C

2

)

+

C C

1

2

)

C

(

R

1

(1

+

A

2

)

+

R

2

)

+

R C

1

1

+

R C

2

2

C

C>>0

   

C=0

 

P 1

   

1

   

<<

 

1

p

1 =

A

2

.

R . C

1

   

p

1

R 1 2

1

+

2

C

R C

 

P 2

 

=

A

2

.

C

/

R

2

   

>>

1

+

1

p

2

(

C C

1

+

C

2

)

+

C C

1

2

 

p

2

R

1

C

1

R C

2

2

1 2   p 2 R 1 C 1 R C 2 2 Exemplo: R 1

Exemplo:

R 1 =1MW, R 2 =100KW, C 1 =C 2 =10pF, A 1 =300, A 2 =200

Com C=0 p 1 =90910rad/s ou seja um pólo em 14.5KHz p 2 =1.1Mrad/s ou seja um pólo em 175KHz.

Com C=30pF p 1 =166rad/s ou seja um pólo em 26,5Hz p 2 =85Mrad/s ou seja um pólo em 13,6MHz.

O “slew - rate” representa a máxima variação de tensão (D V 0 ) que um amplificador

operacional pode apresentar na saída em um dado tempo Dt . A principal causa de limitação do “slew - rate” é o capacitor de compensação C, a tal ponto que, para A.O .S com compensação externa, o S.R. é proporcional ao valor de C. Esta característica decorre do fato de a saída do

1 estágio se dar na forma de fonte de corrente ( I