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EGITO

Por volta de 5000 a.c, nômades sumerianos ocupam o delta do rio Nilo e lá se estabelecem. 1000 anos depois, o que se tem são nonos, países, estabelecidos e que de certa forma articulam entre si. Devido a guerras, os nonos se organizam em dois grandes reinos, o Baixo e o Alto. o reino Baixo, situado ao norte vinha de uma uma cultura tradicionalista, enquanto o Alto, que ficava ao sul, era de uma tradição bélica. Durante guerras, o Sul vence o Norte e acaba por, enfim, unificar o Egito.

O nomeação desse povo tem origem grega, porém, os egipcios chamavam seu

território de Kemi, em alusão a terra negra fertilizada pelo Nilo. Eram um povo de origem semita e do norte da África. Com o Nilo funcionando como um relógio, onde haviam os períodos definidos de seca, cheia e recuo, os egípcios ao longo do tempo conseguiram usufruir dessa estabilidade e até mesmo incorpora-la no seu modo de vida e até mesmo nas esferas social e religiosa ela era fortemente presente.

Um homem metódico e bastante reflexivo, os egípcios valorizavam as mulheres assim como a contemplação da natureza. Acreditavam numa ordem cósmica cíclica que regia o cotidiano, o que os tornava tradicionalistas radicais, pautando nos costumes toda a sua produção artistica, religiosa e seu modo de vida, e isso refletia na sociedade em relação a sua estratificação linear, que impedia a mobilidade entre as classes sociais. Mudanças teriam como fruto a catastrofe ou eram vistas como grandes periculosidade. A economia era baseada no comércio da produção excedente com paises vizinhos.

A estabilidade reflete no espiritual egípcio como um desejo de se prolongar à

eternidade, tornando efêmera a vida terrena, que levava a grandes esforços para a conservação dos corpos para uma vida após a morte perene, e construções funerárias sólidas que atravessassem o tempo sem grandes esforços. Uma vez que eram grandes observadores da natureza, a religião politeista egípcia tem suas divindades baseadas nas forças da natureza, e personifica deuses na forma de figuras antropozoomórficas.

No século XVIII, as campanhas napoleônicas empenham-se em estudar o egito, e em 1822 os hieróglifos são decifrados e com isso toda a cultura egípcia é resgatada, uma vez que os vegípcios constituiam uma tradição de narrar e registrar suas práticas e costumes. No século XIX, os museus mundiais sofrem uma enchorrada de cultura egípcia.

ARQUITETURA

A arquitetura egípcia basicamente constitui-se no conceito da arquitrave por

colunas, inicialmente construções em barro pois representavam a fluides da vida terrena. A utilização das pedras na construção através da coluna protodórica (facetada), que depois evoluiu em conceito para as colunas campiniformes, que adotavam formas da nartureza, como a lotiforme, a papiriforme e a palmiriforme, e depois o desenvolvimento da coluna

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hatórica, de capitel com forma da deusa Hathor.

Assim como os povos semitas, os templos egípcios eram grandes complexos que abrigavam as mais diferentes atividades e funções importantes para a manutenção do império e do próprio templo. Durante a 5 dinastia, a construção do Templo Solar, e barro, já começa a demonstrar um distanciamento da população. Durante o Médio Império a arquitetura em pedra atinge o ápice e surge também a criação de um tipologia que vigorará até o fim do império, que baseia-se simplesmente em grandes complexos arquitetônicos, associados a elementos apotropaicos e fortificados. Vigorá a simetria e obeliscos personificando raios solares de Rá.

A fachada era composta por um grande pilão monólito feito em rocha e possuia uma função de pórtico, marcava a entrada do templo e poderia representar as montanhas de onde o sol nascia. Adentrando o pórtico situava-se o pátio comum destinado a toda a população, representava a terra, a vida, continha uma piscina ritualistica com água sagrada e suas colunas faziam alusão a vegetação do pantano do Nilo. Atravessando o pátio, estava a sala Hipóstila, a primeira fechada a população. Portava no teto um clerestório, um recurso arquitetônico que permite a entrada da luz solar, possuia em seu interior a barca sagrada utilizada por Rá, eram verdadeiros bosques de colunas, mantendo assim um clima místico no ambiente pouco iluminado.

A ultima sala do templo, toda escura e que continha a estátua do deus, era o

santuário. Pequena, e de acesso restrito ao faraó.

ARQUITERUA FUNERÁRIA

A arquitetura funerária egípcia baseava-se inicialmente nas mastabas, construções

inspiradas nas babilônicas feitas em adobe cozido, representavam uma "casa para a eternidade". Possuiam uma câmara funerária escavada em seu interior, onde eram deixados os restos mortais de príncipes, nobres e sacerdotes. Continha em seu interior o duplo, uma escultura representando o dono da mastaba, com corpo idealizado mas com preocupação em retratar suas feições faciais, e também uma cabeça de reserva. Além de todo o enxoval funerário, que podeir aser composto de tudo que pudesse ser util para o morto em outra vida, como ouro, utensílios domésticos, ferramentas, escritos, etc.

INHOTEP

Também conhecido como o "Deus arquiteto", surge na 3º Dinastia durante o reinado do faraó Zozer, e fica famoso por introduzir a pedra na construção de um protótipo de pirâmide a escalonada, a pirâmide de Sacara. Era formada por seis mastabas empilhadas em pedra silhar talhada em bronze, que fornecia resistência e alinhava a arquitetura ao pensamento da eternidade egípcia.

Após três tentativas, Snofru construi-se a primeira pirâmide perfeita, a Vermelha,

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com ângulo de inclinação de 42°. Antecederam as pirâmides Meidum e Dashum, ambas tiveram as construções abandonadas devido a falhas estruturais no projeto.

As pirâmides atingem o seu ipogeu com Mentuotep na construção de uma pirâmide monumental, e tem seu conceito transformado com Hatshepsut que construe seu templo escavado na rocha, perene e eterno, contendo uma pirâmide simbólica em seu interior.

MOVIMENTOS ESCULTÓRICOS

A produção escultórica egípcia sempre esteve atrelada a religiosidade e a política,

na forma de enaltecimento do faraó. Por uma série de convenções, o estatuário egípcio contava com peças sólidas em relevo pleno, o que tornava a escultura durável nos moldes

do pensamendo da eternidade egípcia, e sempre muito compactas.

Os corpos geometrizados e estereotipados seguindo uma perspectiva herarquica, ou seja, esculpido do tamanho da sua importancia frente a sociedade, porém, os rostos eram esculpidos de forma realista, havendo uma preocupação em retratar os traços reais.

Os movimentos escultóricos civis possuiam maior liberdade de representação, mesmo ainda buscando o modelo de arte do Estado. Como função funerária, esculpiam os duplos, em calcário, e seguiam as mesmas convenções, como a frontalidade. o Homem representado com uma túnica curta, e as mulheres com saia.

RELEVOS

A maioria dos relevos constituia a representação do morto na mesa funerária,

acompanhada de descrições simples que narravam os seus feitos em vida. Os relevos poderiam ser dos tipos pleno, baixo e relevo afundado, esse último bastante utilizado em ambientes externos pois protegia as informações. Durante o Médio e o Novo Império, surge uma maior liberdade de representação que não o culto aos deuses a ao faraó, há uma maior preocupação em se cultuar a vida.

PINTURAS

A maioria das pinturas era acompanhada dos relevos, e atinge o seu auge no

reinado de Ramsés II, no Novo Império, através de uma maior liberdade de criação. Jamais buscavam representar o céu e o horizonte pois consideravam uma heresia ao faze-lo, por isso, opitavam por uma representação aspectiva, mantendo a lei da frontalidade das formas básicas, fortes e eternas. As genitalias sempre livres, pois eram a origem da vida.

Os "ostrákon" eram restos de construções e cacos de ceramicas utilizados para desenhar com liberdade total, sem compromisso com o sacerdócio. São nos ostrákon onde se encontram as maiores exceções artisticas da arte egípcia. As técnicas utilizadas seguiam

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os princípios da têmpera, que consiste em um aglutinante adicionado de algum pigmento de origem vegetal ou animal.

PINTURA ENCÁUSTICA

A pintura encáustica surgiram no egito já na era Ptolomaica, onde as convenções acerca da produção artistica já demonstravam sinais de enfraquecimento, agora havia uma busca pelo realismo. Começa também a assimilação de outras culturas e técnicas, como a grega, a romana e a babilônica.

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