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28/04/2015

MinistériodaSaúde

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AgênciaNacionaldeVigilânciaSanitária

RESOLUÇÃONº7,DE24DEFEVEREIRO

DE2010

DispõesobreosrequisitosmínimosparafuncionamentodeUnidadesdeTerapiaIntensivaedáoutras

providências.

ADiretoriaColegiadadaAgênciaNacionaldeVigilânciaSanitária,nousodaatribuiçãoquelhe

confereoincisoIVdoArt.11doRegulamentoaprovadopeloDecretonº3.029,de16deabrilde

1999,etendoemvistaodispostonoincisoIIenos§§1ºe3ºdoArt.

54doRegimentoInternoaprovadonostermosdoAnexoIdaPortarianº354daANVISA,de11de

agostode2006,republicadanoD.O.U.,de21deagostode2006,emreuniãorealizadaem22de

fevereirode2010;

AdotaaseguinteResoluçãodaDiretoriaColegiadaeeu,Diretor­Presidente,determinosua

publicação:

Art.1ºFicamaprovadososrequisitosmínimosparafuncionamentodeUnidadesdeTerapiaIntensiva,

nostermosdestaResolução.

CAPÍTULOI

DASDISPOSIÇÕESINICIAIS

SeçãoI

Objetivo

Art.2ºEstaResoluçãopossuioobjetivodeestabelecerpadrõesmínimosparaofuncionamentodas

UnidadesdeTerapiaIntensiva,visandoàreduçãoderiscosaospacientes,visitantes,profissionaise

meioambiente.

SeçãoII

Abrangência

Art.3ºEstaResoluçãoseaplicaatodasasUnidadesdeTerapiaIntensivageraisdopaís,sejam

públicas,privadasoufilantrópicas;civisoumilitares.

Parágrafoúnico.NaausênciadeResoluçãoespecífica,asUTIespecializadasdevematenderos

requisitosmínimosdispostosnesteRegulamento,acrescentandorecursoshumanosemateriaisquese

fizeremnecessáriosparaatender,comsegurança,ospacientesquenecessitamdecuidados

especializados.

SeçãoIII

Definições

Art.4ºParaefeitodestaResolução,sãoadotadasasseguintesdefinições:

I­AlvarádeLicenciamentoSanitário:documentoexpedidopeloórgãosanitáriocompetenteEstadual,

doDistritoFederalouMunicipal,queliberaofuncionamentodosestabelecimentosqueexerçam

atividadessobregimedeVigilânciaSanitária.

II­Áreacrítica:áreanaqualexisteriscoaumentadoparadesenvolvimentodeinfecçõesrelacionadas

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àassistênciaàsaúde,sejapelaexecuçãodeprocessosenvolvendoartigoscríticosoumaterial

biológico,pelarealizaçãodeprocedimentosinvasivosoupelapresençadepacientescom

susceptibilidadeaumentadaaosagentesinfecciososouportadoresdemicrorganismosdeimportância

epidemiológica.

III­CentrodeTerapiaIntensiva(CTI):oagrupamento,numamesmaáreafísica,demaisdeuma

UnidadedeTerapiaIntensiva.

IV­ComissãodeControledeInfecçãoHospitalar­CCIH:deacordocomodefinidopelaPortaria

GM/MSnº2616,de12demaiode1998.

V­Educaçãocontinuadaemestabelecimentodesaúde:processodepermanenteaquisiçãode

informaçõespelotrabalhador,detodoequalquerconhecimentoobtidoformalmente,noâmbito

institucionalouforadele.

VI­Eventoadverso:qualquerocorrênciainesperadaeindesejável,associadoaousodeprodutos

submetidosaocontroleefiscalizaçãosanitária,semnecessariamentepossuirumarelaçãocausalcom

aintervenção.

VII­Gerenciamentoderisco:éatomadadedecisõesrelativasaosriscosouaaçãoparaareduçãodas

conseqüênciasouprobabilidadedeocorrência.

VIII­Hospital:estabelecimentodesaúdedotadodeinternação,meiosdiagnósticoseterapêuticos,

comoobjetivodeprestarassistênciamédicacurativaedereabilitação,podendodispordeatividades

deprevenção,assistênciaambulatorial,atendimentodeurgência/emergênciaedeensino/pesquisa.

IX­Humanizaçãodaatençãoàsaúde:valorizaçãodadimensãosubjetivaesocial,emtodasas

práticasdeatençãoedegestãodasaúde,fortalecendoocompromissocomosdireitosdocidadão,

destacando­seorespeitoàsquestõesdegênero,etnia,raça,religião,cultura,orientaçãosexualeàs

populaçõesespecíficas.

X­ÍndicedegravidadeouÍndiceprognóstico:valorquerefleteograudedisfunçãoorgânicadeum

paciente.

XI­Médicodiarista/rotineiro:profissionalmédico,legalmentehabilitado,responsávelpelagarantia

dacontinuidadedoplanoassistencialepeloacompanhamentodiáriodecadapaciente.

XII­Médicoplantonista:profissionalmédico,legalmentehabilitado,comatuaçãoemregimede

plantões.

XIII­Microrganismosmultirresistentes:microrganismos,predominantementebactérias,quesão

resistentesaumaoumaisclassesdeagentesamtimicrobianos.Apesardasdenominaçõesdealguns

microrganismosdescreveremresistênciaaapenasalgumagente(exemploMRSA­Staphylococcus

aureusresistenteàOxacilina;VRE­EnterococoResistenteàVancomicina),essespatógenos

frequentementesãoresistentesàmaioriadosagentesantimicrobianosdisponíveis.

XIV­Microrganismosdeimportânciaclínico­epidemiológica:outrosmicrorganismosdefinidospelas

CCIHcomoprioritáriosparamonitoramento,prevençãoecontrole,combasenoperfildamicrobiota

nosocomialenamorbi­mortalidadeassociadaataismicrorganismos.Estadefiniçãoindependedoseu

perfilderesistênciaaosantimicrobianos.

XV­Norma:preceito,regra;aquiloqueseestabelececomobaseaserseguida.

XVI­Pacientegrave:pacientecomcomprometimentodeumoumaisdosprincipaissistemas

fisiológicos,comperdadesuaautoregulação,necessitandodeassistênciacontínua.

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XVII­Produtoseestabelecimentossubmetidosaocontroleefiscalizaçãosanitária:bens,produtose

estabelecimentosqueenvolvamriscoàsaúdepública,descritosnoArt.8ºdaLeinº.9782,de26de

janeirode1999.

XVIII­Produtosparasaúde:sãoaquelesenquadradoscomoprodutomédicoouprodutopara

diagnósticodeuso"invitro".

XIX­Queixatécnica:qualquernotificaçãodesuspeitadealteraçãoouirregularidadedeumproduto

ouempresarelacionadaaaspectostécnicosoulegais,equepoderáounãocausardanoàsaúde

individualecoletiva.

XX­Regularizaçãojuntoaoórgãosanitáriocompetente:comprovaçãoquedeterminadoprodutoou

serviçosubmetidoaocontroleefiscalizaçãosanitáriaobedeceàlegislaçãosanitáriavigente.

XXI­Risco:combinaçãodaprobabilidadedeocorrênciadeumdanoeagravidadedetaldano.

XXII­Rotina:compreendeadescriçãodospassosdadosparaarealizaçãodeumaatividadeou

operação,envolvendo,geralmente,maisdeumagente.Favoreceoplanejamentoeracionalizaçãoda

atividade,evitamimprovisações,namedidaemquedefinemcomantecedênciaosagentesqueserão

envolvidos,propiciando­lhestreinarsuasações,destaformaeliminandoouminimizandooserros.

Permiteacontinuidadedasaçõesdesenvolvidas,alémdefornecersubsídiosparaaavaliaçãodecada

umaemparticular.Asrotinassãopeculiaresacadalocal.

XXIII­SistemadeClassificaçãodeNecessidadesdeCuidadosdeEnfermagem:índicedecargade

trabalhoqueauxiliaaavaliaçãoquantitativaequalitativadosrecursoshumanosdeenfermagem

necessáriosparaocuidado.

XXIV­SistemadeClassificaçãodeSeveridadedaDoença:sistemaquepermiteauxiliarna

identificaçãodepacientesgravespormeiodeindicadoreseíndicesdegravidadecalculadosapartirde

dadoscolhidosdospacientes.

XXV­TesteLaboratorialRemoto(TRL):Testerealizadopormeiodeumequipamentolaboratorial

situadofisicamenteforadaáreadeumlaboratórioclínico.TambémchamadoTesteLaboratorial

Portátil­TLP,doinglêsPoint­of­caretesting­POCT.SãoexemplosdeTLR:glicemiacapilar,

hemogasometria,eletrólitossanguíneos,marcadoresdeinjúriamiocárdia,testesdecoagulação

automatizados,

eoutrosdenaturezasimilar.

XXVI­UnidadedeTerapiaIntensiva(UTI):áreacríticadestinadaàinternaçãodepacientesgraves,

querequerematençãoprofissionalespecializadadeformacontínua,materiaisespecíficose

tecnologiasnecessáriasaodiagnóstico,monitorizaçãoeterapia.

XXVII­UnidadedeTerapiaIntensiva­Adulto(UTI­A):UTIdestinadaàassistênciadepacientes

comidadeigualousuperiora18anos,podendoadmitirpacientesde15a17anos,sedefinidonas

normasdainstituição.

XXVIII­UnidadedeTerapiaIntensivaEspecializada:UTIdestinadaàassistênciaapacientes

selecionadosportipodedoençaouintervenção,comocardiopatas,neurológicos,cirúrgicos,entre

outras.

XXIX­UnidadedeTerapiaIntensivaNeonatal(UTI­N):UTIdestinadaàassistênciaapacientes

admitidoscomidadeentre0e28dias.

XXX­UnidadedeTerapiaIntensivaPediátrica(UTI­P):UTIdestinadaàassistênciaapacientescom

idadede29diasa14ou18anos,sendoestelimitedefinidodeacordocomasrotinasdainstituição.

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XXXI­UnidadedeTerapiaIntensivaPediátricaMista(UTIPm):UTIdestinadaàassistênciaa

pacientesrecém­nascidosepediátricosnumamesmasala,porémhavendoseparaçãofísicaentreos

ambientesdeUTIPediátricaeUTINeonatal.

CAPÍTULOII

DASDISPOSIÇÕESCOMUNSATODASASUNIDADESDETERAPIAINTENSIVA

SeçãoI

Organização

Art.5ºAUnidadedeTerapiaIntensivadeveestarlocalizadaemumhospitalregularizadojuntoao

órgãodevigilânciasanitáriamunicipalouestadual.

Parágrafoúnico.Aregularizaçãoperanteoórgãodevigilânciasanitárialocalsedámediantea

emissãoerenovaçãodealvarádelicenciamentosanitário,salvoexceçõesprevistasemlei,eé

condicionadaaocumprimentodasdisposiçõesespecificadasnestaResoluçãoeoutrasnormas

sanitáriasvigentes.

Art.6ºOhospitalnoqualaUnidadedeTerapiaIntensivaestálocalizadadeveestarcadastradoe

manteratualizadasasinformaçõesreferentesaestaUnidadenoCadastroNacionalde

EstabelecimentosdeSaúde(CNES).

Art.7ºAdireçãodohospitalondeaUTIestáinseridadevegarantir:

I­oprovimentodosrecursoshumanosemateriaisnecessáriosaofuncionamentodaunidadeeà

continuidadedaatenção,emconformidadecomasdisposiçõesdestaRDC;

II­asegurançaeaproteçãodepacientes,profissionaisevisitantes,inclusivefornecendo

equipamentosdeproteçãoindividual

ecoletiva.

Art.8ºAunidadedevedisporderegistrodasnormasinstitucionaisedasrotinasdosprocedimentos

assistenciaiseadministrativosrealizadosnaunidade,asquaisdevemser:

I­elaboradasemconjuntocomossetoresenvolvidosnaassistênciaaopacientegrave,noquefor

pertinente,emespecialcomaComissãodeControledeInfecçãoHospitalar.

II­aprovadaseassinadaspeloResponsávelTécnicoepeloscoordenadoresdeenfermagemede

fisioterapia;

III­revisadasanualmenteousemprequehouveraincorporaçãodenovastecnologias;

IV­disponibilizadasparatodososprofissionaisdaunidade.

Art.9ºAunidadedevedisporderegistrodasnormasinstitucionaisedasrotinasrelacionadasa

biossegurança,contemplando,

nomínimo,osseguintesitens:

I­condutasdesegurançabiológica,química,física,ocupacionaleambiental;

II­instruçõesdeusoparaosequipamentosdeproteçãoindividual(EPI)edeproteçãocoletiva(EPC);

III­procedimentosemcasodeacidentes;

IV­manuseioetransportedematerialeamostrabiológica.

SeçãoII

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InfraestruturaFísica

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Art.10.DevemserseguidososrequisitosestabelecidosnaRDC/Anvisan.50,de21defevereirode

2002.

Parágrafoúnico.Ainfraestruturadevecontribuirparamanutençãodaprivacidadedopaciente,sem,

contudo,interferirnasuamonitorização.

Art.11.AsUnidadesdeTerapiaIntensivaAdulto,PediátricaseNeonataisdevemocuparsalas

distintaseexclusivas.

§1ºCasoessasunidadessejamcontíguas,osambientesdeapoiopodemsercompartilhadosentresi.

§2ºNasUTIPediátricasMistasdevehaverumaseparaçãofísicaentreosambientesdeUTI

PediátricaeUTINeonatal.

SeçãoIII

RecursosHumanos

Art.12.Asatribuiçõeseasresponsabilidadesdetodososprofissionaisqueatuamnaunidadedevem

estarformalmentedesignadas,descritasedivulgadasaosprofissionaisqueatuamnaUTI.

Art.13DeveserformalmentedesignadoumResponsávelTécnicomédico,umenfermeiro

coordenadordaequipedeenfermagem

eumfisioterapeutacoordenadordaequipedefisioterapia,assimcomoseusrespectivossubstitutos.

§1ºOResponsávelTécnicodevetertítulodeespecialistaemMedicinaIntensivapararesponderpor

UTIAdulto;habilitaçãoemMedicinaIntensivaPediátrica,pararesponderporUTIPediátrica;título

deespecialistaemPediatriacomáreadeatuaçãoemNeonatologia,pararesponderporUTINeonatal;

§2ºOscoordenadoresdeenfermagemedefisioterapiadevemserespecialistasemterapiaintensiva

ouemoutraespecialidade

relacionadaàassistênciaaopacientegrave,específicaparaamodalidadedeatuação(adulto,

pediátricaouneonatal);

§3ºÉpermitidoassumirresponsabilidadetécnicaoucoordenaçãoem,nomáximo,02(duas)UTI.

Art.14.AlémdodispostonoArtigo13destaRDC,deveserdesignadaumaequipemultiprofissional,

legalmentehabilitada,aqualdeveserdimensionada,quantitativaequalitativamente,deacordocomo

perfilassistencial,ademandadaunidadeelegislaçãovigente,contendo,paraatuaçãoexclusivana

unidade,nomínimo,osseguintesprofissionais:

I­Médicodiarista/rotineiro:01(um)paracada10(dez)leitosoufração,nosturnosmatutinoe

vespertino,comtítulodeespecialistaemMedicinaIntensivaparaatuaçãoemUTIAdulto;habilitação

emMedicinaIntensivaPediátricaparaatuaçãoemUTIPediátrica;títulodeespecialistaemPediatria

comáreadeatuaçãoemNeonatologiaparaatuaçãoemUTINeonatal;

II­Médicosplantonistas:nomínimo01(um)paracada10(dez)leitosoufração,emcadaturno.

III­Enfermeirosassistenciais:nomínimo01(um)paracada08(oito)leitosoufração,emcadaturno.

IV­Fisioterapeutas:nomínimo01(um)paracada10(dez)leitosoufração,nosturnosmatutino,

vespertinoenoturno,perfazendoumtotalde18horasdiáriasdeatuação;

V­Técnicosdeenfermagem:nomínimo01(um)paracada02(dois)leitosemcadaturno,alémde1

(um)técnicodeenfermagemporUTIparaserviçosdeapoioassistencialemcadaturno;

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VI­Auxiliaresadministrativos:nomínimo01(um)exclusivodaunidade;

VII­Funcionáriosexclusivosparaserviçodelimpezadaunidade,emcadaturno.

Art.15.Médicosplantonistas,enfermeirosassistenciais,fisioterapeutasetécnicosdeenfermagem

devemestardisponíveisem

tempointegralparaassistênciaaospacientesinternadosnaUTI,duranteohorárioemqueestão

escaladosparaatuaçãonaUTI.

Art.16.TodososprofissionaisdaUTIdevemestarimunizadoscontratétano,difteria,hepatiteBe

outrosimunobiológicos,deacordocomaNR32­SegurançaeSaúdenoTrabalhoemServiçosde

SaúdeestabelecidapelaPortariaMTE/GMn.º485,de11de

novembrode2005.

Art.17.AequipedaUTIdeveparticipardeumprogramadeeducaçãocontinuada,contemplando,no

mínimo:

I­normaserotinastécnicasdesenvolvidasnaunidade;

II­incorporaçãodenovastecnologias;

III­gerenciamentodosriscosinerentesàsatividadesdesenvolvidasnaunidadeesegurançade

pacienteseprofissionais.

IV­prevençãoecontroledeinfecçõesrelacionadasàassistênciaàsaúde.

§1ºAsatividadesdeeducaçãocontinuadadevemestarregistradas,comdata,cargahoráriaelistade

participantes.

§2ºAoseremadmitidosàUTI,osprofissionaisdevemrecebercapacitaçãoparaatuarnaunidade.

SeçãoIV

AcessoaRecursosAssistenciais

Art.18.Devemsergarantidos,pormeiosprópriosouterceirizados,osseguintesserviçosàbeirado

leito:

I­assistêncianutricional;

II­terapianutricional(enteraleparenteral);

III­assistênciafarmacêutica;

IV­assistênciafonoaudiológica;

V­assistênciapsicológica;

VI­assistênciaodontológica;

VII­assistênciasocial;

VIII­assistênciaclínicavascular;

IX­assistênciadeterapiaocupacionalparaUTIAdultoePediátrica

X­assistênciaclínicacardiovascular,comespecialidadepediátricanasUTIPediátricaseNeonatais;

XI­assistênciaclínicaneurológica;

XII­assistênciaclínicaortopédica;

XIII­assistênciaclínicaurológica;

XIV­assistênciaclínicagastroenterológica;

XV­assistênciaclínicanefrológica,incluindohemodiálise;

XVI­assistênciaclínicahematológica;

XVII­assistênciahemoterápica;

XVIII­assistênciaoftalmológica;

XIX­assistênciadeotorrinolaringológica;

XX­assistênciaclínicadeinfectologia;

XXI­assistênciaclínicaginecológica;

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XXII­assistênciacirúrgicageralemcasodeUTIAdultoe

cirurgiapediátrica,emcasodeUTINeonatalouUTIPediátrica;

XXIII­serviçodelaboratórioclínico,incluindomicrobiologiaehemogasometria;

XXIV­serviçoderadiografiamóvel;

XXV­serviçodeultrassonografiaportátil;

XXVI­serviçodeendoscopiadigestivaaltaebaixa;

XXVII­serviçodefibrobroncoscopia;

XXVIII­serviçodediagnósticoclínicoenotificaçãocompulsóriademorteencefálica.

Art.19.OhospitalemqueaUTIestáinseridadevedispor,naprópriaestruturahospitalar,dos

seguintesserviçosdiagnósticose

terapêuticos:

I­centrocirúrgico;

II­serviçoradiológicoconvencional;

III­serviçodeecodopplercardiografia.

Art.20.Devesergarantidoacessoaosseguintesserviçosdiagnósticoseterapêuticos,nohospitalonde

aUTIestáinseridaouemoutroestabelecimento,pormeiodeacessoformalizado:

I­cirurgiacardiovascular,

II­cirurgiavascular;

III­cirurgianeurológica;

IV­cirurgiaortopédica;

V­cirurgiaurológica;

VI­cirurgiabuco­maxilo­facial;

VII­radiologiaintervencionista;

VIII­ressonânciamagnética;

IX­tomografiacomputadorizada;

X­anatomiapatológica;

XI­examecomprobatóriodefluxosanguíneoencefálico.

SeçãoV

ProcessosdeTrabalho

Art.21.TodopacienteinternadoemUTIdevereceberassistênciaintegraleinterdisciplinar.

Art.22.Aevoluçãodoestadoclínico,asintercorrênciaseoscuidadosprestadosdevemser

registradospelasequipesmédica,deenfermagemedefisioterapianoprontuáriodopaciente,emcada

turno,eatendendoasregulamentaçõesdosrespectivosconselhosdeclasseprofissionalenormas

institucionais.

Art.23.Asassistênciasfarmacêutica,psicológica,fonoaudiológica,social,odontológica,nutricional,

deterapianutricionalenteraleparenteraledeterapiaocupacionaldevemestarintegradasàsdemais

atividadesassistenciaisprestadasaopaciente,sendodiscutidasconjuntamentepelaequipe

multiprofissional.

Parágrafoúnico.Aassistênciaprestadaporestesprofissionaisdeveserregistrada,assinadaedatada

noprontuáriodopaciente,deformalegívelecontendoonúmeroderegistronorespectivoconselho

declasseprofissional.

Art.24.Devemserassegurados,portodososprofissionaisqueatuamnaUTI,osseguintesitens:

I­preservaçãodaidentidadeedaprivacidadedopaciente,assegurandoumambientederespeitoe

dignidade;

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II­fornecimentodeorientaçõesaosfamiliareseaospacientes,quandocouber,emlinguagemclara,

sobreoestadodesaúdeeaassistênciaaserprestadadesdeaadmissãoatéaalta;

III­açõesdehumanizaçãodaatençãoàsaúde;

IV­promoçãodeambiênciaacolhedora;

V­incentivoàparticipaçãodafamílianaatençãoaopaciente,quandopertinente.

Art.25.ApresençadeacompanhantesemUTIdevesernormatizadapelainstituição,combasena

legislaçãovigente.

Art.26.Opacienteconscientedeveserinformadoquantoaosprocedimentosaqueserásubmetidoe

sobreoscuidadosrequeridosparaexecuçãodosmesmos.

Parágrafoúnico.Oresponsávellegalpelopacientedeveserinformadosobreascondutasclínicase

procedimentosaqueomesmoserásubmetido.

Art.27.OscritériosparaadmissãoealtadepacientesnaUTIdevemserregistrados,assinadospelo

ResponsávelTécnicoedivulgadosparatodaainstituição,alémdeseguirlegislaçãoenormas

institucionaisvigentes.

Art.28.Arealizaçãodetesteslaboratoriaisremotos(TLR)nasdependênciasdaUTIestá

condicionadaaocumprimentodasdisposiçõesdaResoluçãodaDiretoriaColegiadadaAnvisa­RDC

nº302,de13deoutubrode2005.

SeçãoVI

TransportedePacientes

Art.29.Todopacientegravedevesertransportadocomoacompanhamentocontínuo,nomínimo,de

ummédicoedeumenfermeiro,amboscomhabilidadecomprovadaparaoatendimentodeurgênciae

emergência.

Art.30.Emcasodetransporteintra­hospitalarpararealizaçãodealgumprocedimentodiagnósticoou

terapêutico,osdadosdoprontuáriodevemestardisponíveisparaconsultadosprofissionaisdosetor

dedestino.

Art.31.Emcasodetransporteinter­hospitalardepacientegrave,devemserseguidososrequisitos

constantesnaPortariaGM/MSn.2048,de05denovembrode2002.

Art.32.Emcasodetransferênciainter­hospitalarporaltadaUTI,opacientedeveráseracompanhado

deumrelatóriodetransferência,oqualseráentreguenolocaldedestinodopaciente;

Parágrafoúnico.Orelatóriodetransferênciadeveconter,nomínimo:

I­dadosreferentesaomotivodeinternaçãonaUTIediagnósticosdebase;

II­dadosreferentesaoperíododeinternaçãonaUTI,incluindorealizaçãodeprocedimentos

invasivos,intercorrências,infecções,transfusõesdesangueehemoderivados,tempodepermanência

emassistênciaventilatóriamecânicainvasivaenão­invasiva,realizaçãodediáliseeexames

diagnósticos;

III­dadosreferentesàaltaeaopreparatórioparaatransferência,incluindoprescriçõesmédicaede enfermagemdodia,especificandoaprazamentodehoráriosecuidadosadministradosantesda transferência;perfildemonitorizaçãohemodinâmica,equilíbrioácido­básico,balançohídricoesinais

vitaisdasúltimas24horas.

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SeçãoVII

GerenciamentodeRiscoseNotificaçãodeEventosAdversos

Art.33.Deveserrealizadogerenciamentodosriscosinerentesàsatividadesrealizadasnaunidade,

bemcomoaosprodutossubmetidosaocontroleefiscalizaçãosanitária.

Art.34.Oestabelecimentodesaúdedevebuscarareduçãoeminimizaçãodaocorrênciadoseventos

adversosrelacionadosa:

I­procedimentosdeprevenção,diagnóstico,tratamentooureabilitaçãodopaciente;

II­medicamentoseinsumosfarmacêuticos;

III­produtosparasaúde,incluindoequipamentos;

IV­usodesangueehemocomponentes;

V­saneantes;

VI­outrosprodutossubmetidosaocontroleefiscalizaçãosanitáriautilizadosnaunidade.

Art.35.Namonitorizaçãoenogerenciamentoderisco,aequipedaUTIdeve:

I­definiremonitorarindicadoresdeavaliaçãodaprevençãooureduçãodoseventosadversos

pertinentesàunidade;

II­coletar,analisar,estabeleceraçõescorretivasenotificareventosadversosequeixastécnicas,

conformedeterminadopeloórgãosanitáriocompetente.

Art.36.OseventosadversosrelacionadosaositensdispostosnoArt.35destaRDCdevemser

notificadosàgerênciaderiscoououtrosetordefinidopelainstituição,deacordocomasnormas

institucionais.

SeçãoVIII

PrevençãoeControledeInfecçõesRelacionadasàAssistênciaàSaúde

Art.37.Devemsercumpridasasmedidasdeprevençãoecontroledeinfecçõesrelacionadasà

assistênciaàsaúde(IRAS)definidaspeloProgramadeControledeInfecçãodohospital.

Art.38.AsequipesdaUTIedaComissãodeControledeInfecçãoHospitalar­CCIH­são

responsáveispelasaçõesdeprevençãoecontroledeIRAS.

Art.39.ACCIHdeveestruturarumametodologiadebuscaativadasinfecçõesrelacionadasa

dispositivosinvasivos,dosmicrorganismosmultirresistenteseoutrosmicrorganismosdeimportância

clínico­epidemiológica,alémdeidentificaçãoprecocedesurtos.

Art.40.AequipedaUTIdevecolaborarcomaCCIHnavigilânciaepidemiológicadasIRASecomo

monitoramentodemicrorganismosmultirresistentesnaunidade.

Art.41.ACCIHdevedivulgarosresultadosdavigilânciadasinfecçõeseperfildesensibilidadedos

microrganismosàequipemultiprofissionaldaUTI,visandoaavaliaçãoperiódicadasmedidasde

prevençãoecontroledasIRAS.

Art.42.AsaçõesdeprevençãoecontroledeIRASdevemserbaseadasnaavaliaçãodosindicadores

daunidade.

Art.43.AequipedaUTIdeveaderiràsmedidasdeprecauçãopadrão,àsmedidasdeprecaução

baseadasnatransmissão(contato,gotículaseaerossóis)ecolaborarnoestímuloaoefetivo

cumprimentodasmesmas.

Art.44.AequipedaUTIdeveorientarvisitanteseacompanhantesquantoàsaçõesquevisama

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prevençãoeocontroledeinfecções,baseadasnasrecomendaçõesdaCCIH.

Art.45.AequipedaUTIdeveprocederaousoracionaldeantimicrobianos,estabelecendonormase

rotinasdeformainterdisciplinareemconjuntocomaCCIH,FarmáciaHospitalareLaboratóriode

Microbiologia.

Art.46.Devemserdisponibilizadososinsumos,produtos,equipamentoseinstalaçõesnecessários

paraaspráticasdehigienizaçãodemãosdeprofissionaisdesaúdeevisitantes.

§1ºOslavatóriosparahigienizaçãodasmãosdevemestardisponibilizadosnaentradadaunidade,no

postodeenfermagemeemoutroslocaisestratégicosdefinidospelaCCIHepossuirdispensadorcom

sabonetelíquidoepapeltoalha.

§2ºAspreparaçõesalcoólicasparahigienizaçãodasmãosdevemestardisponibilizadasnaentradada

unidade,entreosleitoseemoutroslocaisestratégicosdefinidospelaCCIH.

Art.47.OResponsávelTécnicoeoscoordenadoresdeenfermagemedefisioterapiadevemestimular

aadesãoàspráticasde

higienizaçãodasmãospelosprofissionaisevisitantes.

SeçãoIX

Avaliação

Art.48.Devemsermonitoradosemantidosregistrosdeavaliaçõesdodesempenhoedopadrãode

funcionamentoglobaldaUTI,assimcomodeeventosquepossamindicarnecessidadedemelhoriada

qualidadedaassistência,comoobjetivodeestabelecermedidasdecontroleoureduçãodosmesmos.

§1ºDevesercalculadooÍndicedeGravidade/ÍndicePrognósticodospacientesinternadosnaUTI

pormeiodeumSistemadeClassificaçãodeSeveridadedeDoençarecomendadoporliteratura

científicaespecializada.

§2ºOResponsávelTécnicodaUTIdevecorrelacionaramortalidadegeraldesuaunidadecoma

mortalidadegeralesperada,deacordocomoÍndicedegravidadeutilizado.

§3ºDevemsermonitoradososindicadoresmencionadosnaInstruçãoNormativanº4,de24de

fevereirode2010,daANVISA§4ºEstesdadosdevemestaremlocaldefácilacessoeser

disponibilizadosàVigilânciaSanitáriaduranteainspeçãosanitáriaouquandosolicitado.

Art.49.OspacientesinternadosnaUTIdevemseravaliadospormeiodeumSistemadeClassificação

deNecessidadesdeCuidadosdeEnfermagemrecomendadoporliteraturacientíficaespecializada.

§1ºOenfermeirocoordenadordaUTIdevecorrelacionarasnecessidadesdecuidadosdeenfermagem

comoquantitativodepessoaldisponível,deacordocomuminstrumentodemedidautilizado.

§2ºOsregistrosdessesdadosdevemestardisponíveismensalmente,emlocaldefácilacesso.

SeçãoX

RecursosMateriais

Art.50.AUTIdevedispordemateriaiseequipamentosdeacordocomacomplexidadedoserviçoe

necessáriosaoatendimentodesuademanda.

Art.51.Osmateriaiseequipamentosutilizados,nacionaisouimportados,devemestarregularizados

juntoàANVISA,deacordocomalegislaçãovigente.

Art.52.Devemsermantidasnaunidadeinstruçõesescritasreferentesàutilizaçãodosequipamentose

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materiais,quepodemsersubstituídasoucomplementadaspormanuaisdofabricanteemlíngua

portuguesa.

Art.53.Quandohouverterceirizaçãodefornecimentodeequipamentosmédico­hospitalares,deveser

estabelecidocontratoformalentreohospitaleaempresacontratante.

Art.54.Osmateriaiseequipamentosdevemestaríntegros,limposeprontosparauso.

Art.55.Devemserrealizadasmanutençõespreventivasecorretivasnosequipamentosemusoeem

reservaoperacional,deacordocomperiodicidadeestabelecidapelofabricanteoupeloserviçode

engenhariaclínicadainstituição.

Parágrafoúnico.Devemsermantidasnaunidadecópiasdocalendáriodemanutençõespreventivase

oregistrodasmanutençõesrealizadas.

CAPÍTULOIII

DOSREQUISITOSESPECÍFICOSPARAUNIDADESDETERAPIAINTENSIVAADULTO

SeçãoI

RecursosMateriais

Art.56.Devemestardisponíveis,parausoexclusivodaUTIAdulto,materiaiseequipamentosde

acordocomafaixaetáriae

biotipodopaciente.

Art.57.CadaleitodeUTIAdultodevepossuir,nomínimo,osseguintesequipamentosemateriais:

I­camahospitalarcomajustedeposição,gradeslateraiserodízios;

II­equipamentopararessuscitaçãomanualdotipobalãoauto­inflável,comreservatórioemáscara

facial:01(um)porleito,comreservaoperacionalde01(um)paracada02(dois)leitos;

III­estetoscópio;

IV­conjuntoparanebulização;

V­quatro(04)equipamentosparainfusãocontínuaecontroladadefluidos("bombadeinfusão"),

comreservaoperacionalde01(um)equipamentoparacada03(três)leitos:

VI­fitamétrica;

VII­equipamentosemateriaisquepermitammonitorizaçãocontínuade:

a)freqüênciarespiratória;

b)oximetriadepulso;

c)freqüênciacardíaca;

d)cardioscopia;

e)temperatura;

f)pressãoarterialnão­invasiva.

Art.58.CadaUTIAdultodevedispor,nomínimo,de:

I­materiaisparapunçãolombar;

II­materiaisparadrenagemliquóricaemsistemafechado;

III­oftalmoscópio;

IV­otoscópio;

V­negatoscópio;

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VI­máscarafacialquepermitediferentesconcentraçõesdeOxigênio:01(uma)paracada02(dois)

leitos; VII­materiaisparaaspiraçãotraquealemsistemasabertoefechado; VIII­aspiradoravácuoportátil; IX­equipamentoparamensurarpressãodebalonetedetubo/cânulaendotraqueal("cuffômetro"); X­ventilômetroportátil;

XI­capnógrafo:01(um)paracada10(dez)leitos;

XII­ventiladorpulmonarmecânicomicroprocessado:01(um)paracada02(dois)leitos,comreserva

operacionalde01(um)equipamentoparacada05(cinco)leitos,devendodispor,cadaequipamento

de,nomínimo,02(dois)circuitoscompletos,

XIII­equipamentoparaventilaçãopulmonarmecânicanãoinvasiva:01(um)paracada10(dez)

leitos,quandooventiladorpulmonarmecânicomicroprocessadonãopossuirrecursospararealizara modalidadedeventilaçãonãoinvasiva;

XIV­materiaisdeinterfacefacialparaventilaçãopulmonarnãoinvasiva01(um)conjuntoparacada

05(cinco)leitos;

XV­materiaisparadrenagemtorácicaemsistemafechado; XVI­materiaisparatraqueostomia; XVII­fococirúrgicoportátil; XVIII­materiaisparaacessovenosoprofundo; XIX­materiaisparaflebotomia; XX­materiaisparamonitorizaçãodepressãovenosacentral;

XXI­materiaiseequipamentoparamonitorizaçãodepressãoarterialinvasiva:01(um)equipamento

paracada05(cinco)leitos,comreservaoperacionalde01(um)equipamentoparacada10(dez)

leitos; XXII­materiaisparapunçãopericárdica; XXIII­monitordedébitocardíaco;

XXIV­eletrocardiógrafoportátil:01(um)equipamentoparacada10(dez)leitos;

XXV­kit("carrinho")contendomedicamentosemateriaisparaatendimentoàsemergências:01(um)

paracada05(cinco)leitosoufração;

XXVI­equipamentodesfibriladorecardioversor,combateria:01(um)paracada05(cinco)leitos;

XXVII­marcapassocardíacotemporário,eletrodosegerador:01(um)equipamentoparacada10

(dez)leitos;

XXVIII­equipamentoparaaferiçãodeglicemiacapilar,específicoparausohospitalar:01(um)para

cada05(cinco)leitos;

XXIX­materiaisparacurativos; XXX­materiaisparacateterismovesicaldedemoraemsistemafechado; XXXI­dispositivoparaelevar,transporepesaropaciente;

XXXII­poltronacomrevestimentoimpermeável,destinadaàassistênciaaospacientes:01(uma)para

cada05leitosoufração.

XXXIII­macaparatransporte,comgradeslaterais,suporteparasoluçõesparenteraisesuportepara

cilindrodeoxigênio:1(uma)paracada10(dez)leitosoufração;

XXXIV­equipamento(s)paramonitorizaçãocontínuademúltiplosparâmetros(oximetriadepulso, pressãoarterialnão­invasiva;cardioscopia;freqüênciarespiratória)específico(s)paratransporte,com

bateria:1(um)paracada10(dez)leitosoufração;

XXXV­ventiladormecânicoespecíficoparatransporte,combateria:1(um)paracada10(dez)leitos

oufração; XXXVI­kit("maleta")paraacompanharotransportedepacientesgraves,contendomedicamentose

materiaisparaatendimentoàsemergências:01(um)paracada10(dez)leitosoufração;

XXXVII­cilindrotransportáveldeoxigênio; XXXVIII­relógiosecalendáriosposicionadosdeformaapermitirvisualizaçãoemtodososleitos.

XXXIX­refrigerador,comtemperaturainternade2a8°C,deusoexclusivoparaguardade

medicamentos,commonitorizaçãoeregistrodetemperatura.

Art.59.Outrosequipamentosoumateriaispodemsubstituiroslistadosnesteregulamentotécnico,

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desdequetenhamcomprovadasuaeficáciapropedêuticaeterapêuticaesejamregularizadospela

Anvisa.

Art.60.Oskitsparaatendimentoàsemergências,referidosnosincisosXXVeXXXVIdoArt58,

devemconter,nomínimo:ressuscitadormanualcomreservatório,caboselâminasdelaringoscópio,

tubos/cânulasendotraqueais,fixadoresdetuboendotraqueal,cânulasdeGuedelefioguiaestéril.

§1ºDemaismateriaisemedicamentosacomporesteskitsdevemseguirprotocolosassistenciaispara

estefim,padronizados

pelaunidadeebaseadosemevidênciascientíficas.

§2ºAquantidadedosmateriaisemedicamentosdesteskitsdeveserpadronizadapelaunidade,de

acordocomsuademanda.

§3ºOsmateriaisutilizadosdevemestardeacordocomafaixaetáriaebiotipodopaciente(lâminasde

laringoscópio,tubosendotraqueaisdetamanhosadequados,porexemplo);

§4ºAunidadedevefazerumalistacomtodososmateriaisemedicamentosacomporesteskitse

garantirqueestejamsempre

prontosparauso.

CAPÍTULOIV

DOSREQUISITOSESPECÍFICOSPARAUNIDADESDETERAPIAINTENSIVA

PEDIÁTRICAS

SeçãoI

RecursosMateriais

Art.61.Devemestardisponíveis,parausoexclusivodaUTIPediátrica,materiaiseequipamentosde

acordocomafaixaetáriae

biotipodopaciente.

Art.62.CadaleitodeUTIPediátricadevepossuir,nomínimo,osseguintesequipamentosemateriais:

I­berçohospitalarcomajustedeposição,gradeslateraiserodízios; II­equipamentopararessuscitaçãomanualdotipobalãoauto­inflável,comreservatórioemáscara

facial:01(um)porleito,comreservaoperacionalde01(um)paracada02(dois)leitos;

III­estetoscópio; IV­conjuntoparanebulização;

V­Quatro(04)equipamentosparainfusãocontínuaecontroladadefluidos("bombadeinfusão"),

comreservaoperacionalde01(um)paracada03(três)leitos;

VI­fitamétrica;

VII­poltronaremovível,comrevestimentoimpermeável,destinadaaoacompanhante:01(uma)por

leito;

VIII­equipamentosemateriaisquepermitammonitorizaçãocontínuade:

a)freqüênciarespiratória;

b)oximetriadepulso;

c)freqüênciacardíaca;

d)cardioscopia;

e)temperatura;

f)pressãoarterialnão­invasiva.

Art.63.CadaUTIPediátricadevedispor,nomínimo,de:

I­berçoaquecidodeterapiaintensiva:1(um)paracada5(cinco)leitos;

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II­estadiômetro; III­balançaeletrônicaportátil; IV­oftalmoscópio; V­otoscópio; VI­materiaisparapunçãolombar; VII­materiaisparadrenagemliquóricaemsistemafechado; VIII­negatoscópio; IX­capacetesoutendasparaoxigenoterapia;

X­máscarafacialquepermitediferentesconcentraçõesdeOxigênio:01(um)paracada02(dois)

leitos; XI­materiaisparaaspiraçãotraquealemsistemasabertoefechado; XII­aspiradoravácuoportátil; XIII­equipamentoparamensurarpressãodebalonetedetubo/cânulaendotraqueal("cuffômetro");

XIV­capnógrafo:01(um)paracada10(dez)leitos;

XV­ventiladorpulmonarmecânicomicroprocessado:01(um)paracada02(dois)leitos,comreserva

operacionalde01(um)equipamentoparacada05(cinco)leitos,devendodisporcadaequipamento

de,nomínimo,02(dois)circuitoscompletos.

XVI­equipamentoparaventilaçãopulmonarnão­invasiva:01(um)paracada10(dez)leitos,quando

oventiladorpulmonarmicroprocessadonãopossuirrecursospararealizaramodalidadedeventilação nãoinvasiva;

XVII­materiaisdeinterfacefacialparaventilaçãopulmonarnão­invasiva:01(um)conjuntopara

cada05(cinco)leitos;

XVIII­materiaisparadrenagemtorácicaemsistemafechado;

XIX­materiaisparatraqueostomia;

XX­fococirúrgicoportátil;

XXI­materiaisparaacessovenosoprofundo,incluindocateterizaçãovenosacentraldeinserção

periférica(PICC);

XXII­materialparaflebotomia;

XXIII­materiaisparamonitorizaçãodepressãovenosacentral;

XXIV­materiaiseequipamentoparamonitorizaçãodepressãoarterialinvasiva:01(um)

equipamentoparacada05(cinco)

leitos,comreservaoperacionalde01(um)equipamentoparacada10(dez)leitos;

XXV­materiaisparapunçãopericárdica; XXVI­eletrocardiógrafoportátil;

XXVII­kit("carrinho")contendomedicamentosemateriaisparaatendimentoàsemergências:01

(um)paracada05(cinco)leitosoufração;

XXVIII­equipamentodesfibriladorecardioversor,combateria,naunidade;

XXIX­marcapassocardíacotemporário,eletrodosegerador:01(um)equipamentoparaaunidade;

XXX­equipamentoparaaferiçãodeglicemiacapilar,específicoparausohospitalar:01(um)para

cada05(cinco)leitosoufração;

XXXI­materiaisparacurativos; XXXII­materiaisparacateterismovesicaldedemoraemsistemafechado; XXXIII­macaparatransporte,comgradeslaterais,comsuporteparaequipamentodeinfusão

controladadefluidosesuporteparacilindrodeoxigênio:01(uma)paracada10(dez)leitosou

fração; XXXIV­equipamento(s)paramonitorizaçãocontínuademúltiplosparâmetros(oximetriadepulso, pressãoarterialnão­invasiva;cardioscopia;freqüênciarespiratória)específicoparatransporte,com

bateria:01(um)paracada10(dez)leitosoufração;

XXXV­ventiladorpulmonarespecíficoparatransporte,combateria:01(um)paracada10(dez)

leitosoufração; XXXVI­kit("maleta")paraacompanharotransportedepacientesgraves,contendomedicamentose

materiaisparaatendimentoàsemergências:01(um)paracada10(dez)leitosoufração;

XXXVII­cilindrotransportáveldeoxigênio;

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XXXVIII­relógioecalendáriodeparede;

XXXIX­refrigerador,comtemperaturainternade2a8°C,deusoexclusivoparaguardade

medicamentos,commonitorizaçãoeregistrodetemperatura.

Art.64.Outrosequipamentosoumateriaispodemsubstituiroslistadosnesteregulamentotécnico,

desdequetenhamcomprovadasuaeficáciapropedêuticaeterapêuticaesejamregularizadospela

Anvisa.

Art.65.Oskitsparaatendimentoàsemergências,referidosnosincisosXXVIIeXXXVIdoArt63,

devemconter,nomínimo:ressuscitadormanualcomreservatório,caboselâminasdelaringoscópio,

tubos/cânulasendotraqueais,fixadoresdetuboendotraqueal,cânulasdeGuedelefioguiaestéril.

§1ºDemaismateriaisemedicamentosacomporesteskitsdevemseguirprotocolosassistenciaispara

estefim,padronizados

pelaunidadeebaseadosemevidênciascientíficas.

§2ºAquantidadedosmateriaisemedicamentosdesteskitsdeveserpadronizadapelaunidade,de

acordocomsuademanda.

§3ºOsmateriaisutilizadosdevemestardeacordocomafaixaetáriaebiotipodopaciente(lâminasde

laringoscópio,tubosendotraqueaisdetamanhosadequados,porexemplo);

§4ºAunidadedevefazerumalistacomtodososmateriaisemedicamentosacomporesteskitse

garantirqueestejamsempre

prontosparauso.

SeçãoII

UTIPediátricaMista

Art.66.AsUTIPediátricasMistas,alémdosrequisitoscomunsatodasasUTI,tambémdevem

atenderaosrequisitosrelacionadosaosrecursoshumanos,assistenciaisemateriaisestabelecidospara

UTIpediátricaeneonatalconcomitantemente.

Parágrafoúnico.AequipemédicadeveconterespecialistasemTerapiaIntensivaPediátricae

especialistasemNeonatologia.

CAPÍTULOV

DOSREQUISITOSESPECÍFICOSPARAUNIDADESDETERAPIAINTENSIVANEONATAIS

SeçãoI

RecursosMateriais

Art.67.Devemestardisponíveis,parausoexclusivodaUTINeonatal,materiaiseequipamentosde

acordocomafaixaetáriae

biotipodopaciente.

Art.68.CadaleitodeUTINeonataldevepossuir,nomínimo,osseguintesequipamentosemateriais:

I­incubadoracomparededupla; II­equipamentopararessuscitaçãomanualdotipobalãoauto­inflávelcomreservatórioemáscara

facial:01(um)porleito,comreservaoperacionalde01(um)paracada02(dois)leitos;

III­estetoscópio; IV­conjuntoparanebulização;

V­Dois(02)equipamentostiposeringaparainfusãocontínuaecontroladadefluidos("bombade

infusão"),comreservaoperacionalde01(um)paracada03(três)leitos;

VI­fitamétrica;

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VII­equipamentosemateriaisquepermitammonitorizaçãocontínuade:

a)freqüênciarespiratória;

b)oximetriadepulso;

c)freqüênciacardíaca;

d)cardioscopia;

e)temperatura;

f)pressãoarterialnão­invasiva.

Art.69.CadaUTINeonataldevedispor,nomínimo,de:

I­berçosaquecidosdeterapiaintensivapara10%dosleitos;

II­equipamentoparafototerapia:01(um)paracada03(três)leitos;

III­estadiômetro;

IV­balançaeletrônicaportátil:01(uma)paracada10(dez)leitos;

V­oftalmoscópio; VI­otoscópio; VII­materialparapunçãolombar; VIII­materialparadrenagemliquóricaemsistemafechado; IX­negatoscópio;

X­capacetesetendasparaoxigenoterapia:1(um)equipamentoparacada03(três)leitos,com

reservaoperacionalde1(um)paracada5(cinco)leitos;

XI­materiaisparaaspiraçãotraquealemsistemasabertoefechado; XII­aspiradoravácuoportátil;

XIII­capnógrafo:01(um)paracada10(dez)leitos;

XIV­ventiladorpulmonarmecânicomicroprocessado:01(um)paracada02(dois)leitos,com

reservaoperacionalde01(um)equipamentoparacada05(cinco)leitosdevendodisporcada

equipamentode,nomínimo,02(dois)circuitoscompletos.

XV­equipamentoparaventilaçãopulmonarnão­invasiva:01(um)paracada05(cinco)leitos,quando

oventiladorpulmonarmicroprocessadonãopossuirrecursospararealizaramodalidadedeventilação nãoinvasiva;

XVI­materiaisdeinterfacefacialparaventilaçãopulmonarnãoinvasiva(máscaraoupronga):1

(um)porleito. XVII­materiaisparadrenagemtorácicaemsistemafechado; XVIII­materialparatraqueostomia; XIX­fococirúrgicoportátil; XX­materiaisparaacessovenosoprofundo,incluindocateterizaçãovenosacentraldeinserção periférica(PICC); XXI­materialparaflebotomia; XXII­materiaisparamonitorizaçãodepressãovenosacentral; XXIII­materiaiseequipamentoparamonitorizaçãodepressãoarterialinvasiva; XXIV­materiaisparacateterismoumbilicaleexsanguíneotransfusão; XXV­materiaisparapunçãopericárdica; XXVI­eletrocardiógrafoportátildisponívelnohospital;

XXVII­kit("carrinho")contendomedicamentosemateriaisparaatendimentoàsemergências:01

(um)paracada05(cinco)leitosoufração;

XXVIII­equipamentodesfibriladorecardioversor,combateria,naunidade;

XXIX­equipamentoparaaferiçãodeglicemiacapilar,específicoparausohospitalar:01(um)para

cada05(cinco)leitosoufração,sendoqueastirasdetestedevemserespecíficasparaneonatos;

XXX­materiaisparacurativos; XXXI­materiaisparacateterismovesicaldedemoraemsistemafechado; XXXII­incubadoraparatransporte,comsuporteparaequipamentodeinfusãocontroladadefluidose

suporteparacilindrodeoxigênio:01(uma)paracada10(dez)leitosoufração;

XXXIII­equipamento(s)paramonitorizaçãocontínuademúltiplosparâmetros(oximetriadepulso,

cardioscopia)específicoparatransporte,combateria:01(um)paracada10(dez)leitosoufração;

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XXXIV­ventiladorpulmonarespecíficoparatransporte,combateria:01(um)paracada10(dez)

leitosoufração; XXXV­kit("maleta")paraacompanharotransportedepacientesgraves,contendomedicamentose

materiaisparaatendimentoàsemergências:01(um)paracada10(dez)leitosoufração.

XXXVI­cilindrotransportáveldeoxigênio; XXXVII­relógioecalendáriodeparede;

XXXVIII­poltronasremovíveis,comrevestimentoimpermeável,paraacompanhante:01(uma)para

cada05leitosoufração;

XXXIX­refrigerador,comtemperaturainternade2a8°C,deusoexclusivoparaguardade

medicamentos:01(um)porunidade,comconferênciaeregistrodetemperaturaaintervalosmáximos

de24horas.

Art.70.Outrosequipamentosoumateriaispodemsubstituiroslistadosnesteregulamentotécnico,

desdequetenhamcomprovadasuaeficáciapropedêuticaeterapêuticaesejamregularizadospela

ANVISA.

Art.71.OskitsparaatendimentoàsemergênciasreferidosnosincisosXXVIIeXXXVdoArt69

devemconter,nomínimo:ressuscitadormanualcomreservatório,caboselâminasdelaringoscópio,

tubos/cânulasendotraqueais,fixadoresdetuboendotraqueal,cânulasdeGuedelefioguiaestéril.

§1ºDemaismateriaisemedicamentosacomporesteskitsdevemseguirprotocolosassistenciaispara

estefim,padronizados

pelaunidadeebaseadosemevidênciascientíficas.

§2ºAquantidadedosmateriaisemedicamentosdesteskitsdeveserpadronizadapelaunidade,de

acordocomsuademanda.

§3ºOsmateriaisutilizadosdevemestardeacordocomafaixaetáriaebiotipodopaciente(lâminasde

laringoscópio,tubosendotraqueaisdetamanhosadequados,porexemplo);

§4ºAunidadedevefazerumalistacomtodososmateriaisemedicamentosacomporesteskitse

garantirqueestejamsempre

prontosparauso.

CAPÍTULOVI

DASDISPOSIÇÕESFINAISETRANSITÓRIAS

Art.72.OsestabelecimentosabrangidosporestaResoluçãotêmoprazode180(centoeoitenta)dias

contadosapartirdadatadesuapublicaçãoparapromoverasadequaçõesnecessáriasdoserviçopara

cumprimentodamesma.

§1ºParacumprimentodosArtigos13,14e15daSeçãoIII­RecursosHumanosedoArt51daSeção

IX­AvaliaçãodoCapítuloII,assimcomodaSeçãoI­RecursosMateriaisdosCapítulosIII,IVeV

estabelece­seoprazode03(três)anos;

§2ºApartirdapublicaçãodestaResolução,osnovosestabelecimentoseaquelesquepretendem

reiniciarsuasatividadesdevematendernaíntegraàsexigênciasnelacontidas,previamenteaoinício

deseufuncionamento.

Art.73.OdescumprimentodasdisposiçõescontidasnestaResoluçãoconstituiinfraçãosanitária,nos

termosdaLein.6.437,de20deagostode1977,semprejuízodasresponsabilidadescivil,

administrativaepenalcabíveis.

Art.74.EstaResoluçãoentraemvigornadatadesuapublicação.

28/04/2015

MinistériodaSaúde

DIRCEURAPOSODEMELLO