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"0 Estado. Num mundo em ripide de’ idcias‘ecebias, gue se ecipsou para sempre "que © problema ¢insoluvele. por con. uma posiglo de pessimismo to caracerstica de muitos 49, Em iltima anilise, Jo ¢ tes resposta pit, no far a maneira mais harmonioss de a cigncia de forma a obter os melhores fe. Ja hoje muita experigncia fem qUe a ciéncia tem sido cons. vtarefas de consirugio e bemar nos Estados Unidos da America ‘da cigncia na guerra e nos prepara 1205 cientisias 0 que seria possivel ‘por si, nilo basta: na verdade, ja- ha. Seri sempre guiada, consciente ‘por atitudes e teorias derivadas do ‘Na medida em que for incons- owodosto ° muito em especial nas cigncias fisicas —langou fundas raizes 2 ideia de que © conhecimento presente anula e toma o Is. gar de todo © conhecimento passado; admite-se que 0 Sonhesimento futuro, por sua vez, tornari obsoleto todo © onhesimento presente — mas que este €, de momento, 0 me- Thor eonhecimento de que dispomos, Todos os elementos dies do conesmento anor esto absorios no conecimen'o presente: 0 que ficou de fora foram apenas os erros da ignerin- Gia: numa palavra, para usar a frase de Henry Ford — «Tudo jss0 da historia & parvoices. ‘No nosso tempo, felizmente, um mimero cada ver maior ‘de cientistas vairse apercebendo das consequéncias desta negli- ‘séocia da hist6ria negligéncia que tem necessariamente impos Silitado chegar-se a uma estimativa inteligente do lugar da tiencia na sociedade, Ora, s6 um tal conhecimento pode obviat fa que os homens de cigncia, apesar de todo 0 presigio de que foztm, funcionem como pedes ceges € impotentes no grande ‘rama’ contemporinco: o uso abuso da cigncia. E verdade aque no passado recente os cientistas, juntamente com os eutros homens, se deram bastante bem com a crenca confortivel de aque a apliagio da cigocia levava automaticamente & uma me~ Thoria regular ¢ continua do bem-estar humano. No entanto, cesta ideia ido € muito antiga: nos dias de Roger Bacon (3.* Par te, Cap. 6.5, Limitagdes da Ciéncia Medieval) era considerada como especulagio revolucioniria ¢ perigosa; 6 vinia a ser fafirmada com confianga por Francis Bacon, trezentos anos depois (4.* Parte, Cap. 7.6., 0 Norum Organum e 0 Discours dde la Méthode). 86 as imensas modifcagdes progressivas que fa Revolucto Industrial trouxe a cigncia ¢ & manufactura tor naram esta ideia de progresso uma verdade assegurada e eterna, ‘quase um lugar-comum da era vitoriana (S* Parte, Cap. 9.6, Os Limites da Ciéncia). Mas hoje, com certeza, ja nio € asim: nesies dias de desinimo ¢ ansiedade, verificamos gue o poderio que a cigacia nos conferiu parece mais imediatamente capaz dde apagar do nosso planeta a civilizaglo, e alé a vida, que de assegurar-nos tum progresso ininterruplo mas artes da pac Mas mesmo aqui insinuaram-se dividas e alguns neomal