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Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo

Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo

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Índice Dimensões da globalização: económica, social política e cultural. Formaçãoe expenção das empresas

Índice

Dimensões da globalização: económica, social política e cultural.

Formaçãoe expenção das empresas multinacionais.

Interdependências entre sociedades e territórios com níveis

de desenvolvimento diferentes.

Fatores responsáveis pela globalização 1- Enfraquecimento do estado-nação 2- Abertura das fronteira 3- Desenvolvimento das comunicações 4- Liberação das trocas 5- Expanção multinacionais

Centro de decisões do Sistema Mundo: E.U.A, U.E e Japão.

Novas economias emergentes: China, Ìndia e Brasil.

Efeitos da globalização na economiae na sociedade:

1- Desenvolvimento dos mercados financeiros

2- Deslocação de empresas e fluxos de mão-de-obra

3- Aumento de desigualdades

4- Incremento do consumismo

5- Homogeneização de modos de vida

Estrura do comércio mundial: bens transacionados,

organizações e acordos internacionais.

Comécio justo: principios e objetivos.

Medidas para diminuir os impactos negativos da globalização. Introdução Este trabalhao esta a ser realizado

Medidas para diminuir os impactos negativos da globalização.

Introdução

Este trabalhao esta a ser realizado para que para que es alunos possam aprender e tirar todas as duvídas que são apresentadas.

Dimensões da globalização: económica, social política e cultural. A GLOBALIZAÇÃO A globalização é, porventura, o

Dimensões da globalização: económica, social política e cultural.

A GLOBALIZAÇÃO

A globalização é, porventura, o fenómeno mais marcante das sociedades contemporâneas. Ela influencia a nossa maneira quotidiana de viver, de maneiras que não nos são imediatamente apreensíveis, mas que condicionam fortemente os nossos comportamentos mais expostos ou mais íntimos, desde a política e a economia, à sexualidade, à família ou à religião. Principalmente, importa esclarecer que a globalização não é algo que tenha a ver exclusivamente com o mundo dos negócios e da finança internacional, e os seus actores não são apenas – nem fundamentalmente – os Estados. Como diz Giddens, “é um erro pensar-se que a globalização só diz respeito aos grandes sistemas, como a ordem financeira mundial. A globalização não é apenas mais uma coisa que ‘anda por aí’, remota e afastada do indivíduo. É também um fenómeno ‘interior’, que influencia aspectos íntimos e pessoais das nossas vidas”. Nesse sentido, a globalização tem consequências em praticamente todas as esferas da nossa vida social: “Nem os cépticos nem os radicais compreenderam inteiramente o que é a globalização ou quais são as suas implicações em relação às nossas vidas. Para ambos os grupos, trata-se, antes de tudo, de um fenómeno de natureza económica. O que é um erro. A globalização é política, tecnológica e cultural, além de económica”. Ao longo deste ensaio, indagaremos até que pontos essas consequências se reflectem nas práticas culturais em contexto urbano.

Em sentido lato, entendemos por este conceito o processo histórico em curso, que consiste no adensamento das redes de interdependência à escala

planetária, produzindo fenómenos de integração e de hegemonia, mas, simultaneamente, de cisão. Esta dinâmica

planetária, produzindo fenómenos de integração e de hegemonia, mas, simultaneamente, de cisão. Esta dinâmica observa-se nas práticas dos públicos urbanos da arte – e é este o objectivo deste ensaio. Devemos esclarecer que assumimos como ponto de partida que a globalização não é intrinsecamente boa nem má. Como processo histórico em curso, tem aspectos positivos e outros negativos – sem prejuízo de defendermos eventualmente a necessidade de uma alter-globalização (um sistema mais regulado). Essa discussão ficará, no entanto, para outra ocasião. A literatura observa normalmente três dimensões da globalização:

económica, política e cultural.

da globalização: económica, política e cultural. ● Numa perspectiva económica, foi o comércio que pôs

Numa perspectiva económica, foi o comércio que pôs em contacto sistemas regionais

relativamente autónomos. As trocas mercantis andaram sempre pari passu com o alargamento das possibilidades de circulação no globo terrestre. Actualmente, a “economia global” impõe-se como a forma mais adequada de descrever o sistema mundial; na ordem do dia, estão também a

globalização da democracia, dos direitos humanos e da justiça penal internacional (mais sonhada que efectivamente

globalização da democracia, dos direitos humanos e da justiça penal internacional (mais sonhada que efectivamente realizada). Os principais obstáculos a uma globalização económica provêm da periferia do sistema: os países mais pobres, usualmente excluídos dos circuitos das trocas mundiais.

A dimensão política da globalização é indissociável da história dos impérios e das

colonizações. O facto de as duas as grandes guerras do século XX terem sido chamadas de “mundiais” mostra que os historiadores já então se apercebiam da lógica em curso. O fim da 2ª Guerra Mundial fez nascer uma nova ordem, marcada pela “guerra fria” bipolar; o fim desse período deu origem à supremacia de uma “hiperpotência”; hoje, os analistas voltam a falar de uma ordem nascente, na sequência do “11 de Setembro”. É nesta dinâmica que se inscrevem as problemáticas nacionais e a questão ecológica (cada vez mais internacionalizada, com a preocupação das chuvas ácidas, das nuvens radioactivas, etc.).

As redes supranacionais dos media ilustram bem a dimensão cultural da

contemporaneidade. A profecia de McLuhan, nos idos de 80 (a aldeia global), é hoje um lugar- comum (mas, ao contrário do que previa este autor, é a Internet, e não a televisão, que a realiza). A globalização está no coração da cultura e da arte modernas, pelo menos desde a pop-art. Defender o local contra o global é, de certo modo, um contra-senso, porque um existe em função do doutro e define-se apenas em contraposição ao outro (ou, como expressa o marketing, “think global, act local”).

Assim, ao definirmos estas três dimensões, ultrapassamos as duas clivagens que normalmente se manifestam a este propósito: entre os que acham a globalização uma posição ideológica (ligada ao neoliberalismo) ou parte do processo histórico em curso, e entre os que a consideram uma realidade positiva ou negativa. Sobre esta última, consideramo-la irrelevante; sobre a primeira clivagem, tomamos a posição de que se trata de uma realidade histórica que define e molda a nossa vivência contemporânea.

A DIMENSÃO CULTURAL DA GLOBALIZAÇÃO Antes de analisarmos em maior profundidade as práticas urbanas ligadas

A DIMENSÃO CULTURAL DA GLOBALIZAÇÃO

Antes de analisarmos em maior profundidade as práticas urbanas ligadas à cultura, vejamos as características fundamentais que moldam a cultura globalizada que fruímos.

● Uniformidade versus diversidade. No senso comum, a globalização está

associada à uniformização a todos os níveis (na música, na arte, na televisão e no cinema, nos comportamentos, etc.), num processo a que poderíamos, com alguma propriedade, chamar de “McDonaldização” (uma vez que os restaurantes McDonald’s são semelhantes em todo o mundo).

No entanto, é justo dizer que esta visão não é inteiramente correcta, já que, ao mesmo tempo, produz-se maior diversidade de conteúdos. Hoje, o consumidor comum tem ao dispor igualmente mais restaurantes italianos, franceses, chineses, indianos, brasileiros, africanos…, tal como o espectador tem mais telenovelas portuguesas do que antes, e mais livros e discos de autores nacionais. O processo de globalização cultural é contraditório e é duvidoso dizer que haja uma tendência para a uniformidade se instalar, pelo menos sem que possa ser desafiada.

Para encerrarmos este assunto, deixemos que a cultura norte-americana, vista como neo-colonizadora, é multicultural e suficientemente ávida de novos inputs de outras origens. Concedemos, não obstante, que, em cada momento específico ou em cada situação social, poderá ser mais forte uma tendência “uniformizadora” ou “diversificadora”.

● Novas noções. Uma das características da cultura contemporânea é a

substituição das noções tradicionais de cultura, identidade cultural nacional, identidade em geral e, mesmo, de nação (pelo menos, nos países da UE). Hoje, qualquer pessoa tem uma cultura mental composta por figuras, ideias e imagens que circulam por todo o planeta, desenraizadas de uma referência

local ou nacional. Os autores jurídicos que definiam a nação em termos de “poder, espaço

local ou nacional. Os autores jurídicos que definiam a nação em termos de “poder, espaço e população” encontram-se ultrapassados pelos acontecimentos; os autores que falavam de cultura nacional em termos de homogeneidade, de língua ou de etnia mostram-se incompatíveis com qualquer aproximação empírica às sociedades actuais.

O multiculturalismo, a transculturalidade são as perspectivas para abordarmos

os novos contextos. Apesar de sermos forçados a constatar a presença do fundamentalismo como actor dos novos confrontos (ideológicos, políticos, militares…), identificamos, por contraposição, o cosmopolitismo (a abertura ao outro, a visão abrangente do mundo) e o relativismo (a ausência de preconceitos a priori para olhar o outro).

● O império da imagem. Os media e a industrialização da arte tornaram as

imagens omnipresentes, numa lógica de circulação sem barreiras. Hoje, tudo se joga na “construção da imagem”, do “look”, dos gabinetes de assessoria de imprensa aos museus de arte contemporânea, da publicidade ao design e à arquitectura. Andy Warholl deu voz à era da imagem, com os seus “quinze minutos de fama”. A moda instituiu-se, a partir de meados do século XX, como sistema, como bem analisou Barthes, com regras e leis (chegando-se ao ponto de ser moda não estar na moda). A supremacia da imagem tomou forma no sistema de “vedetariado” de Hollywood, prontamente copiado/adaptado a diferentes contextos locais.

A “imagem de marca” faz com que uma obra de arte seja consumida num

circuito que depende, em larga medida, de considerações extra-artísticas.

É comum dizer-se hoje que “uma imagem vale mil palavras”… embora nem com mil imagens seja possível dizer o que dizem aquelas cinco palavras!

● O sistema das artes. O sistema artístico globalizado caracteriza-se por

uma segmentação em disciplinas (p.ex.: música clássica, pop, techno, re-mix,

etc.) e por uma hierarquização (um cantor de bar não está ao nível de uma

etc.) e por uma hierarquização (um cantor de bar não está ao nível de uma estrela dos circuito mundial de concertos…), ao mesmo tempo que há uma pluralidade de discursos (um filme sem imagem pode ser uma obra de arte…), pela experimentação (sem limites: arte é aquilo que os artistas dizem que é arte…) e, mais importante, pela mediação social da obra de arte (o merchandising, o nome e a reputação do autor…).

arte (o merchandising, o nome e a reputação do autor…). IRC2 Globalização e Comércio: Atores do
Formaçãoe expenção das empresas multinacionais. Superada a destruição provocada pela Segunda Guerra, a economia

Formaçãoe expenção das empresas multinacionais.

Superada a destruição provocada pela Segunda Guerra, a economia mundial voltou a crescer num ritmo mais acelerado. As empresas dos países industrializados se expandiram pelo mundo, transformando-se em multinacionais, e se encarregaram de globalizar a produção e o consumo. Além

disso, ao construírem filiais em países subdesenvolvidos, onde a mão de obra é mais barata, o que é uma grande vantagem, fizeram com que estes, ao se desenvolverem, passassem a ser chamados países emergentes. Hoje em dia, sabemos que os fluxos da globalização atingem desigualmente o mundo, e uma prova disso é que os capitais especulativos e produtivos concentram-se em poucos lugares do planeta.

A intensificação do fluxo de viajantes pelo mundo ocorre junto a globalização

da produção e do consumo. Essa intensificação vem acompanhada de uma “invasão” cultural, que na maioria das vezes, se origina nos Estados Unidos, que nos impressiona com o “american way of life”. Porem, atualmente, com a facilidade de acesso aos vários meios de comunicação (TV, internet, radio,

jornais, revistas e etc.), temos a oportunidade de saber um pouco da cultura de

nosso

Desde a década de 1970, está havendo uma verdadeira revolução nas unidades de produção e em outros setores. Grande parte dessa revolução, deve-se ao chip , que possibilitou a criação de microcomputadores mais rápidos preciosos e baratos. Com isso, o capitalismo uniu vários países do planeta, num único sistema. Hoje, mundo é praticamente sinônimo de planeta. Depois de muito tempo o capitalismo atingiu a atual fase de globalização, e

assim desenvolveu o sistema-mundo, que é controlado por alguns centros de

poder

político.

O espaço geográfico mundial é bastante desigual, pois alguns países e regiões

estão mais integrados que outros. Alguns lugares, sobretudo nas cidades globais, apresentam melhores infra-estruturas e maior poder aquisitivo, tornando-os privilegiados.

pais.

econômico

e

IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo Ruan Medeiros 11
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Interdependências entre sociedades e territórios com níveis de desenvolvimento diferentes. Diferentes autores

Interdependências entre sociedades e territórios com níveis de desenvolvimento diferentes.

Diferentes autores acadêmicos e autoridades políticas têm alertado para um fato marcante da história recente da economia mundial: em muitos países hoje não há um local - esta primeira instância da governabilidade do território - que não tenha sofrido algum tipo dos efeitos (positivos ou negativos) conjugados pela mutação recente do sistema produtivo e da mundialização da economia. Esta transformação exacerba a concorrência entre as empresas, entre os produtos industriais e agrícolas, mas também entre os modos de organização e de governabilidade das sociedades nacionais e dos sistemas sociais locais.

O local apresenta-se como uma configuração espacial descentralizada da territorialidade global, que integra instâncias de controle, de poder e de estratégias. A maior integração econômica e social do território revela-se na emergência de diferentes sistemas sociais locais nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, relançando em novas bases as noções e as estratégias do desenvolvimento local. Nesse contexto, surgem várias alternativas institucionais de descentralização espacial do desenvolvimento que procuram integrar as potencialidades do território e os interesses de médio e longo prazo das comunidades ou sociedades civis localizadas. Estas novas estratégias de desenvolvimento local começam a ocupar um lugar experimental nas políticas públicas, na grande maioria ainda compensatória, embora venham se destacando nas discussões e metodologias recentes para atingir o desenvolvimento econômico sustentável nas regiões.

É nesse novo contexto que o desenvolvimento local reaparece no centro das estratégias dos estados nacionais dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, e, sobretudo, nos interesses dos atores políticos e dos grupos econômicos nos processos atuais de regionalização da economia mundial, como ilustram bem os exemplos do Nafta, da União Européia e do Mercosul. Com isto, o papel do desenvolvimento local tem sido alvo de um intenso debate entre vários profissionais nas áreas da economia, da administração, da

sociologia, da política, da antropologia, da geografia e do urbanismo. Temas como a construção e

sociologia, da política, da antropologia, da geografia e do urbanismo. Temas como a construção e formação de identidades e vocações econômicas, sócio- culturais e ambientais locais, assim como a conformação de novos atores sociais, de novas territorialidades criadas na distribuição/integração espacial do desenvolvimento, de novas estratégias de políticas locais, por exemplo, têm sido re-interpretados com novos conceitos e modelos de análise que possibilitam um novo tratamento ao mesmo tempo amplo, mas também sistemático da questão do desenvolvimento local.

Frente a este quadro, o artigo tem por objetivo abrir um debate sobre o alcance da estratégia de desenvolvimento local do governo brasileiro a partir de 1999, que objetiva a sensibilização dos atores sociais das comunidades para agirem sobre suas vocações e potencialidades, partindo das vantagens locais, através de um processo participativo, democrático e solidário que envolve os governos em todos os níveis (federal, estadual e municipal), entidades de classe, organizações não governamentais e lideranças comunitárias. Na primeira seção apresentaremos o debate das novas estratégias e principais tendências de processos de desenvolvimento local, a partir de situações apresentadas pelo cenário econômico mundial desde meados dos anos 90. Em seguida, analisaremos a pertinência institucional da construção da política pública nacional do governo brasileiro, em processos de tentativas de "desenvolvimento local integrado e sustentável", a partir da coerência das suas formas institucionais, do perfil das instituições e dos atores sociais envolvidos. Na terceira seção sintetizamos as ações propostas na elaboração do Plano de Desenvolvimento e da Agenda Local democraticamente decididos pelos Fóruns de Desenvolvimento Local de cada localidade. Na quarta e última seção concluimos fazendo uma análise geral da estratégia adotada e dos resultados parcialmente obtidos desde a implantação do Programa em 1999.

Aspectos positivos - turismo;

GLOBALIZAÇÃO

Aspectos negativos - o comércio é controla pelos países

Aspectos negativos

- o comércio é controla pelos países

- maior produtividade pela divisão do trabalho; - conhecimento de outras culturas; - maior oferta

- maior produtividade pela divisão do trabalho; - conhecimento de outras culturas;

- maior oferta de produtos de baixo preço;

- rápida difusão do programa tecnológico.

desenvolvidos; - deslocalização das indústrias que origina desemprego;

- proliferação dos crimes (comércio de armas, drogas, terrorismo);

- dependência económica das multinacionais; - crises financeiras afectam todos os países.

- crises financeiras afectam todos os países. IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Enfraquecimento do estado-nação A intervenção do Estado na promoção do bem-estar econômico e social, bem

Enfraquecimento do estado-nação

A intervenção do Estado na promoção do bem-estar econômico e social,

bem como sua soberania e todas as premissas, que durante longo período da história foram inerentes à ação estatal, sofreram várias

mudanças e enfrentam, hoje, a mais drástica e intensa transformação em seus paradigmas.

O Estado Nacional se estruturou inicialmente na Europa a partir do

final da Idade Média. Este Estado, em sua concepção, deriva-se da revolução burguesa e surgiu em oposição à hierarquia feudal existente com o objetivo de delimitar um território para a acumulação do capital, gerando instituições e formas culturai apropriadas, surgidas com o apoio popular. Essa estrutura estava constituída para atender aos interesses dos grupos sociais dominantes, com o estabelecimento da Nação, tendo o

seu território controlado pelo Estado. Com a representação desigual dos interesses sociais, culturais e econômicos, as instituições nacionais foram fragilizadas, originando as crises institucionais que ocorriam quando as classes subjugadas se mobilizavam.

A delimitação territorial tem um “posto” de observação e um ângulo

de posicionamento muito especial: a Nação, afirma Weber[i] e, para ele, o Estado Nacional não representa algo indefinido, mas a organização mundana do poder nacional. Com o passar dos anos, os fatores econômicos como a transformação da sociedade agrária em industrial acabaram constituindo o Estado assistencial ou o Estado do bem-estar, que era um sistema econômico baseado na livre empresa, mas com significativa participação do Estado na promoção de benefícios sociais. Seu desenvolvimento foi considerado, por vários estudiosos, como uma quebra da separação entre a sociedade (esfera privada ou mercado) e

o Estado (esfera pública ou política), num sistema bipolar de

alocação de recursos onde, além do mercado, também agia o Estado.

O Estado, através de seus instrumentos políticos, passa a proporcionar os meios de acesso, trabalho,

O Estado, através de seus instrumentos políticos, passa a

proporcionar os meios de acesso, trabalho, renda, expectativas - não mais determinados pelo mercado - com o objetivo de proporcionar ao conjunto de cidadãos padrões de vida mínimos, desenvolver a produção de bens e serviços sociais, controlar os ciclos econômicos e ajustar

a produção, dessa maneira, prevenindo conflitos, estabilizando o sistema e legitimando o Estado.

Como ressalta Weber[ii], o Estado é tanto organizador como própria organização de dominação, o espaço universal de interesses e particularidades e seu mediador geral.

A ação estatal, resultante das pressões das classes populares ou

subalternas, e os conflitos no interior das classes dominantes e entre as burguesias para repartir os espaços de dominação ou imperiais impuseram limites temporários à dinâmica do capital, que resultaram em direitos sociais e econômicos, na construção de um patrimônio público e na ampliação da democracia. Nesse espaço, principalmente desde o fim da Segunda Guerra Mundial,

iniciaram-se vários projetos nacionais de desenvolvimento econômico,

a maioria projetos de desenvolvimento capitalista, em que foram

contemplados os desenvolvimentos da industrialização, da urbanização, a democratização do sistema de ensino, entre outras reformas. Com a economia estruturada sob a ação do poder público, muitos avanços foram conquistados conforme salienta BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. & PASQUINO, G. (2002): o aumento da cota do produto nacional bruto com a despesa pública, ampliaram-se as estruturas administrativas voltadas para os serviços sociais e se tornaram mais complexas, foram aperfeiçoadas as técnicas de descobertas e avaliação das necessidades sociais entre outras. Mas, como demonstrado em várias teses[iii], à medida que há desenvolvimento econômico de uma nação, há também aumento na parcela do produto nacional bruto usada para fins sociais.

Verificou-se, em vários países da Europa e nos Estados Unidos, no final da década de

Verificou-se, em vários países da Europa e nos Estados Unidos, no final da década de 60, que as despesas governamentais aumentavam mais rapidamente que as receitas, gerando a crise fiscal do Estado e, à medida que o déficit público aumentava, trazia, por conseqüência, a instabilidade econômica, social e política afetando as possibilidades de atuação estatal. Como salientam os escritos de BOBBIO, N., MATTEUCCI, N. & PASQUINO, G. (2002), não há mais equilíbrio na relação de bem-estar entre Estado e sociedade, mas sim uma crise em que um dos pólos será eliminado. A crise fiscal do Estado indica incompatibilidade entre as duas funções do Estado assistencial que eram fortalecer o social das organizações de massa e o apoio à acumulação capitalista com o emprego anticonjuntural da despesa pública. Aliado a esses, outros fatores contribuíram para a crise fiscal do Estado e, por conseqüência, à Relação Estado x Mercado, entre eles a sonegação fiscal praticada pelo setor privado que se apropria indevidamente de significativa parcela da receita da União; os grandes lucros do sistema financeiro com a dívida pública que se multiplica com as altas taxas de juros tornando o Estado cada vez mais refém desse sistema; o superfaturamento das obras públicas, dos serviços e dos bens fornecidos pelo governo, que, em alguns, casos chegou a 100% e a famosa burocracia que, muitas vezes, emperra o setor público em suas iniciativas. Mas, o determinante da nova era global foi a crise da economia capitalista e mais especificamente na sua economia mais poderosa, a dos Estados Unidos, que rompeu unilateralmente, em 1971, os acordos firmados de Bretton Woods[iv] em 1944 - que criou instrumentos de regulação internacional com a Ordem Econômica Internacional do pós-guerra – que hegemonizou os EUA com a criação do dólar como dinheiro mundial, o que lhe conferiu o benefício da senhoriagem[v] e havia dado um fôlego à economia capitalista. A crise retornou de maneira violenta no início dos anos 70 e, como

salienta SOUZA, N.A. (1995), tinha, em sua raiz, a perda do papel de vanguarda tecnológica

salienta SOUZA, N.A. (1995), tinha, em sua raiz, a perda do papel de vanguarda tecnológica da economia norte-americana, que sustentava a força do dólar através de uma maior produtividade do trabalho[vi] dos EUA, que se traduzia numa maior competitividade internacional de suas mercadorias, gerando superávits em sua balança comercial, captando, dessa maneira, recursos de outros países, os quais serviam de lastro que sustentava a paridade e a livre conversibilidade do dólar. A partir da década de sessenta, os EUA passaram a perder em produtividade do trabalho e em competitividade para o Japão e a Alemanha devido ao esgotamento de suas tecnologias, pois os monopólios não buscavam a conquista ou a manutenção de mercados através de avanços tecnológicos e sim em práticas de dumping[vii], utilização de fontes de matérias-primas baratas, redução de salários, formação de mercados cativos, entre outras. Os EUA quase sempre foram um dos países que mais investiram em desenvolvimento de pesquisas tecnológicas, mas nem sempre as aplicavam, pois era muito oneroso mudar toda uma estrutura produtiva já instalada por outra, e esse alto custo levaria muitos anos para ter um retorno de seu investimento, o que não compensaria em termos da lucratividade. Já a Alemanha e o Japão tiveram suas Nações arrasadas durante a Segunda Guerra Mundial, e a reconstrução desses países se deu com estruturas produtivas mais avançadas tecnologicamente que os EUA. No período de 1960 a 1976 (segundo dados do Relatório sobre Economia Mundial da ONU)[viii], a produtividade do trabalho nos EUA cresceu apenas 57%, enquanto no Japão cresceu 289% e na então Alemanha Federal cresceu 145%, o que resultou em perdas no comércio internacional para os produtos mais baratos do Japão e da Alemanha, desaparecendo os superávits comerciais necessários à captação de recursos dos outros países, mantendo o persistente déficit no balanço de pagamentos[ix] o que acarretou na perda de confiança da

moeda norte-americana e inviabilizou a manutenção da paridade do dólar. Em 15 de agosto de

moeda norte-americana e inviabilizou a manutenção da paridade do dólar. Em 15 de agosto de 1971, o presidente Nixon decretou o fim da paridade e da conversibilidade do dólar, pois não havia como sustentá-la sem reservas, as quais tinham sido transferidas para o Japão e para a Alemanha através de seus superávits comercial. Com isso, a participação dos EUA no total mundial das reservas estrangeiras e de ouro que era 43% em 1953 passou para 8,3% em 1970. Ao mesmo tempo, a Comunidade Econômica Européia liderada pela Alemanha aumentou de 11,5% para 37%, e a do Japão aumentou de 1,5% para 11,2%.[x] Havia também uma insuficiência de demanda agregada[xi] interna nas economias capitalistas desenvolvidas, onde o crescimento de seus mercados domésticos era significativamente menor e a taxa média de lucro nesses países teve uma queda dramática. Segundo dados do Banco Mundial, [xii] a taxa média de lucro dos EUA baixou de 20%, em 1947-69, para 12,4%, em 1970-83. Essas crises, desde então, vieram se propagando sem uma solução exeqüível, sem uma política econômica de âmbito mundial para superá-las e sem instrumentos globais de intervenção econômica e, em 1974/75, a crise atingiu as economias mais desenvolvidas. Os EUA passaram a “enxugar” os capitais excedentes pelo mundo através de juros altos, com títulos rentáveis da dívida do governo norte-americano e com o aumento dos custos das dívidas externas dos países em desenvolvimento, o que acarretou estagnação das economias desses países na década de oitenta. Com o dilema da necessidade de um instrumento de regulação econômica de âmbito mundial – gerado pela crescente integração econômica em escala global – mas impossibilitado dentro do sistema capitalista pela ação dos monopólios que sobrevivem controlando mercados cativos, a saída estava em o mercado desempenhar a função da regulação internacional.

Para GONÇALVES, R. (1999), aglobalizaçãofoi uma estratégia de reação à insuficiência de demanda agregada nos

Para GONÇALVES, R. (1999), aglobalizaçãofoi uma estratégia de reação à insuficiência de demanda agregada nos países capitalistas maduros, e essa insuficiência se constitui no mais importante determinante desse processo naquele final de século

Essa nova era mundial foi estrategicamente planejada como uma saída

à economia capitalista que, desde os anos 70, vinha amargurando

baixas taxas de crescimento econômico e havia também uma forte estagnação dos monopólios dos países centrais que passaram a necessitar de novos mercados e da internacionalização da produção. Nessa busca por novos horizontes econômicos, fazia-se necessário diminuir as fronteiras de Estados Nacionais, flexibilizando-os, tornando-os, muitas vezes, principalmente os países menos desenvolvidos, meros consumidores de produtos industriais e em fontes de matéria-prima e mão-de-obra barata. Tal estratégia foi facilitada a partir da queda do muro de Berlim, em 1989, que não oferecia mais o perigo da Guerra Fria, e essa desintegração do Estado socialista foi um componente político decisivo que acabou unificando o mercado mundial num patamar superior ao existente antes da primeira grande guerra, com os governos agindo sob forte influência de organismos internacionais como FMI, Banco Mundial - BIRD e Organização Mundial do Comércio - OMC. O Estado socialista começou a transformar sua estrutura e mudar os rumos que o conduziriam ao comunismo, após a morte de Joseph Stalin

e do enorme esforço para reconstruir a União das Repúblicas

Socialistas Soviética – URSS, depois da Segunda Guerra Mundial, que destruiu metade de sua economia e matou mais de 20 milhões de soviéticos. Sob a liderança de Nikita Kruschev, no final dos anos 50 e iníci dos anos 60, iniciou-se a inserção de mecanismos de mercado e, por conseqüência, a redução da planificação ou da ação consciente do homem sobre as forças econômicas. Essa mudança estrutural era

expressa por medidas como Aumento da autonomia das cooperativas, através da desarticulação das Estações, Máquinas

expressa por medidas como Aumento da autonomia das cooperativas, através da desarticulação das Estações, Máquinas e Tratores e conseqüente venda dos equipamentos para as cooperativas; aumento da autonomia de gestão de cada empresa; intensificação dos incentivos individuais em detrimento aos

incentivos coletivos; fortalecimento da autonomia dos dirigentes das empresas em detrimento do papel dos coletivos de trabalhadores, ou seja, substituição da gestão coletiva pela gestão individual; maior poder de decisão para cada empresa em detrimento dos organismos centrais de planejamento; intensificação das relações comerciais e financeiras com o mundo capitalista. (SOUZA, N. A. 1995, p. 32).

O resultado dessas medidas foi o afastamento dos trabalhadores do

processo de elaboração do plano, além de diminuir o papel deste. Com isso, reduziu-se a ação consciente da coletividade fundada nas decisões das bases e cresceu o papel do mercado e dos burocratas na regulação econômica. Também resultou que, ao intensificar as

relações com o mercado mundial capitalista, as economias socialistas acabaram se subordinando a lógica deste que, por sinal, é dominado pelos trustes e cartéis sujeitos a crises cíclicas ou mais duradouras, como as estruturais.

O resultado foi imediato. Logo após a implantação dessas medidas, o

ritmo de expansão da produção total, que em 1960 cresceu 7%, em 1963 caiu para 3%. A produção agrícola que crescera 7% ao ano no qüinqüênio 1954/59, cresceu apenas 1,5% no qüinqüênio seguinte. O produto per capita que aumentara 33% no qüinqüênio 1966/70, foi decrescendo e no qüinqüênio 1981/85 cresceu apenas 11%.[xiii] Destaco que, com a revitalização da ação do mercado na regulação interna, ocorrido através da integração das economias soviéticas no mercado capitalista mundial, ampliaram-se as exportações dos países socialistas, o que fez com que estes fossem dependentes dessas exportações, ficando vulneráveis a choques externos. Em alguns casos, como na Polônia, as exportações chegaram a 40%[xiv]

de seu produto nacional e sua dívida externa era maior do mundo, na década de

de seu produto nacional e sua dívida externa era maior do mundo, na década de oitenta, em termos relativos[xv]. Na URSS, o comércio exterior multiplicou-se por cinco, e em 1986 suas exportações representavam 12% de sua produção nacional – índice alto para uma

economia socialista se comparados ao Brasil, EUA e Japão que era em torno de 8%. [xvi]

O agravamento da crise da economia capitalista, nos anos setenta,

acabou atingindo, também, os países socialistas que tinham se integrado ao mercado, e tinham, portanto, amadurecido as bases internas para tais crises, através do livre desenvolvimento das

forças produtivas rumo ao consumismo, diminuindo consideravelmente o ritmo do crescimento econômico. Por fim, na segunda metade da década de oitenta, a URSS entrou em crise e Mikhail Gorbatchev implementou uma série de medidas que ampliou o espaço interno para a ação do mercado e tirou o caráter diretivo dos organismos superiores de planejamento. Destacam-se entre essas, medidas como: plena independência dos dirigentes das empresas para disporem dos rendimentos destas; regulação da atividade empresarial pelo comportamento do lucro e não por metas globais e sociais de produção; autonomia contábil das empresas; autonomia das empresas para escolher seus fornecedores; reestruturação do sistema de crédito, levando os bancos a operarem de acordo com a lucratividade das aplicações financeiras e não mais

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Poderia estar matando, roubando ou enchendo a sua timeline de spam, mas

estou aqui humildemente pedindo pra voce assinar meu perfil Jocimar Santos

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Coração Apaixonado

Pra quem ama dicas de moda e beleza Só para mulheres ◄••• Curtam ♥ Amor

Pra quem ama dicas de moda e beleza Só para mulheres ◄••• Curtam ♥ Amor não se ganha, se conquista. ♥

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Luiza Duarte partilhou a foto de Amando Você.

CURTA•••►Frases, imagens e poesia ◄••• CURTA•••►Versos de Música ◄•••

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Ah Manolo adicionou uma foto nova.

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Mercado de Transferências Esta marca promete!

Veste&Siga Veste&Siga é uma marca que produz T-shirts, com um estilo único e repletas de humor.

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Sílvia Carvalho

e há pessoas que mesmo sem saberem nos marcam muito :D

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Sara Silva alterou a sua foto de perfil. — com Tânia Costa e Juliana Silva.

Ahah, que tarde amor !!!

Vampira e tal, ui ui !! xD

Não gosto ·

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Tu, Tânia Costa, Sara Silva e 18 outras pessoas gostam disto. 4 de 75 Ver comentários anteriores

Dylan Neves Filmes de pessoas que não batem bem da cabeça , tipo tu ! há 11 horas · Gosto · 1

Sara Silva Ahah, devo bater melhor que algumas pessoas ! há 11 horas · Gosto · 1

Dylan Neves Isso já não me diz respeito há 11 horas · Gosto · 1

Sara Silva Ah pois ! Eheh há 11 horas · Gosto · 1

Opções Luana Sofia Pimentel Um dia vais dar valor ao que tens e ai vai

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Luana Sofia Pimentel

Um dia vais dar valor ao que tens e ai vai ser tarde :$

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Nuno Sousa, Maria Manuel Mexia e 2 outras pessoas gostam disto.

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Bernardo Baptista Entao Luana ? há 10 horas · Gosto

Luana Sofia Pimentel vida ** há 10 horas · Gosto

Bernardo Baptista Se precisares de falar estou aqui!!!Sabes bem não sabes ? há 10 horas · Gosto

Luana Sofia Pimentel sim sei :) obrigado há 10 horas · Gosto · 1

Opções Editar opções Mais históriase as necessidades gerais do desenvolvimento; o estabelecimento do trabalho privado, ressurgindo novos capitalistas. Estas medidas resultaram na desintegração do Estado socialista, eliminando a ameaça da Guerra Fria, unificando o mercado mundial e dando espaço ao avanço capitalista impulsionado pela modernização e pela revolução da tecnologia e da informação, hegemonizado pela ideologia neoliberal. O “Consenso de Washington”, [xvii] que é o sustentáculo do processo

de globalização, foi um conjunto de propostas elaborado em meados da década de oitenta pelos

de globalização, foi um conjunto de propostas elaborado em meados da década de oitenta pelos Estados hegemônicos do sistema mundial que abrangia desde o futuro da economia mundial às políticas de desenvolvimento e especificamente o papel do Estado na economia. Destaco que esse consenso buscava uma ideologia positiva, legitimando o sistema e que também justificasse a nova ação dos monopólios pelo planeta, atendendo às necessidades do capitalismo moderno. SANTOS, B. S. (2002), destaca os principais traços dessa nova economia mundial que são: economia dominada pelo sistema financeiro

e

pelo investimento à escala global, processos de produção flexíveis

e

multilocais, revolução nas tecnologias de informação e

comunicação, desregulamentação das economias nacionais, preeminências das agências financeiras multilaterais. Ele também resume as implicações dessas transformações para as política econômicas nacionais que são traduzidas pelas seguintes exigências:

as economias nacionais devem abrir-se ao mercado mundial, e os preços domésticos devem adequar-se aos preços internacionais; deve ser dada prioridade à economia de exportação; as políticas

monetárias e fiscais devem ser orientadas para a redução de inflação

e da dívida pública; o setor empresarial do Estado deve ser

privatizado; a tomada de decisão privada, apoiada por preços estáveis, deve ditar os padrões nacionais de especialização; deve se garantir a mobilidade de recursos, de investimentos e dos lucros; a

regulação estatal deve ser mínima; deve reduzir-se o peso d

políticas sociais no orçamento do Estado, reduzindo o montante das transferências sociais, eliminando sua universalidade.

A todas essas exigências, esses ajustes estruturais, principalmente

os países periféricos tiveram que se submeter como condição para renegociarem suas dívidas externas com as agências financeiras multilaterais, pois, só depois que as economias fossem liberalizadas, o capital global entraria nesses países, e estes, não

por acaso, estavam com as suas economias deterioradas após a primeira etapa de globalização financeira

por acaso, estavam com as suas economias deterioradas após a primeira etapa de globalização financeira na década de oitenta[xviii]. GONÇALVES, R. (1999), ressalta que a liberdade de escolha, diante de opções políticas e ideológicas mais liberalizantes parece ter desempenhado um papel coadjuvante no processo de liberalização, tendo em vista a força avassaladora e a gravidade da realidade econômica, bem como a própria incapacidade das elites nacionais de definirem projetos alternativos de ajuste e de desenvolvimento. As agências multilaterais coordenaram o processo, FMI e Banco Mundial impuseram as regras determinando as políticas econômicas e os gastos públicos com o objetivo de disciplinar os governos d vários países, especialmente dos países periféricos dentro da economia capitalista, principalmente após a década de 80, contando com governantes representando interesses internacionais. Essa pressão política teve, na gestão de Clinton, o maior empenho, pressionando diretamente os governos do mundo inteiro e instruindo o FMI para implantar essa estratégia de maneira mais rígida possível e, segundo CASTELLS, M. (1999), a meta era a unificação de todas as economias ao redor de um conjunto de regras homogêneas do jogo, para que o capital, os bens e os serviços pudessem fluir para dentro e para fora, conforme os critérios de mercado. Entendo que as metas fiscais impostas pelo FMI tornam quase insignificativa a ação estatal no combate às desigualdades sociais, pois um aumento dos investimentos nas áreas sociais que venham comprometer os superávits exigidos, ou descumprir os acordos firmados, resultará na fuga de capitais e diminuirá a credibilidade dos “investidores globais”. Por esse aspecto, concordo com SANTOS, B. S. (2002), quando diz que o Estado-Nação parece ter perdido a sua centralidade tradicional como unidade privilegiada de iniciativa econômica, social e política, e também com CASTELLS, M. (1999), ao afirmar que o

controle do Estado sobre o tempo e o espaço vem sendo sobrepujado pelos fluxos globaisde

controle do Estado sobre o tempo e o espaço vem sendo sobrepujado pelos fluxos globaisde capital, produtos, serviços, tecnologia, comunicação e informação. Assim sendo, os estados acionais, que, por quase todo o século

passado, tinham como um dos seus principais objetivos a promoção do bem-estar social e econômico da nação e eram um instrumento de defesa desta, foram se enfraquecendo à medida que avançava o processo de globalização ou de transnacionalização, reduzindo a proteção externa de suas economias, adaptando-as com as economias mundiais e diminuindo a sua capacidade de controlar os fluxos de pessoas, bens e capital Na visão de BAUMAN, Z.(1999), os pés do “tripé da soberania”, como ele chama, foram quebrados sem esperança de conserto. A auto-suficiência militar, econômica e cultural do Estado deixou de ser uma perspectiva viável. E isso, segundo esse autor, para preservar sua capacidade de policiar a lei e a ordem, os Estados buscaram alianças e entregaram voluntariamente pedaços cada vez maiores da sua soberania. Saliento que os mercados financeiros desempenharam papel importante nesse processo, estimulado pelos desenvolvimentos tecnológicos[xix]

e pela desregulamentação do sistema bancário pelos países centrais,

principalmente pelos EUA no governo Reagan, que tentava, dessa maneira, atrair capitais para estancar o processo de desvalorização do dólar e amenizar a difícil situação de permanentes déficits na

balança de pagamento dos EUA.

O capital necessitava expandir além dos limites dos mercados de

capitais dos países desenvolvidos e fugir das regulamentações nacionais do mercado financeiro, para com isso se proteger da instabilidade monetária e cambial resultante das crises e do fim da paridade do dólar em relação ao ouro em 1971. A estratégia era diversificar seus recursos, dispersando-os geograficamente. Os grupos transnacionais, através de suas próprias instituições

financeiras, passaram a atuar diretamente no sistema financeir internacional e, com o desenvolvimento do mercado

financeiras, passaram a atuar diretamente no sistema financeir internacional e, com o desenvolvimento do mercado de euromoedas nos anos 60 e 70, começou se configurar o atual sistema financeiro internacional. Por outro lado, o crescimento dos fluxos de capital de origem criminosa[xx] também foi um fator relevante e desestabilizante, pois esses fluxos necessitam ser processados com maior mobilidade e flexibilidade que qualquer outro, para com isso impedir o rastreamento de seu giro constante pelas autoridades competentes. Outro fator importante é que, na tentativa de retomada do crescimento econômico através do aumento dos gastos públicos em armamento pelo governo Reagan e aumento do crédito, houve um crescente endividamento público e privado que resultou na emissão de títulos – particularmente os públicos – para financiar essas dívidas, e esses títulos são a base do mercado financeiro global. Também tiveram significativa “contribuição” os empréstimos contraídos pelos governos que superam, muitas vezes, as reservas monetárias dos bancos centrais, colocando vários países em condições de extrema dependência externa. Com isso, o controle estatal, através de políticas monetárias, políticas de crédito e fluxos financeiros, passou a ser enfraquecido, pois com as economias nacionais inter-relacionadas, créditos sem critérios, aumento da concorrência desenfreada no sistema econômico mundial, e, dado ao grande volume de capital envolvido, os movimentos especulativos e o potencial destrutivo do capital têm conseguido condicionar até as políticas econômicas dos países ricos. Com o avanço da globalização econômica, as estabilidades cambiais e monetárias são essenciais para garantir o volume de investimentos e o livre fluxo de capitais (de curto prazo) e mercadorias, além da arbitragem internacional das taxas de juros das quais o capital financeiro internacional se beneficia ganhando com as diferentes

alíquotas. Mas a globalização do mercado financeiro trouxe ao sistema grande grau de instabilidade e

alíquotas. Mas a globalização do mercado financeiro trouxe ao sistema grande grau de instabilidade e alguns setores capitalistas que clamam por uma nova regulamentação, pois a especulação desenfreada em escala mundial, da qual participam bancos, empresas, fundos de pensão, investidores individuais e a capacidade de instantâneas transferências de recursos de uma praça financeira a outra tornam a crise uma possibilidade permanente. Essas tensões e vulnerabilidades externas[xxi] impõem às nações uma trajetória de instabilidade e crise e enfraquecem as estruturas econômicas a ponto de um país que desfruta de uma relativa estabilidade do sistema econômico internacional se vê refém das expectativas desfavoráveis quanto à manutenção de sua trajetória a longo prazo. A vulnerabilidade externa será maior quanto menor for o poder de defesa de um país contra esses ataques, ou seja, quanto menores forem as alternativas de políticas de ajustes e quanto maior for o custo do processo de ajuste. Desse modo, são sempre mais vulneráveis aqueles países subdesenvolvidos, e a volatilidade dos fluxos econômicos internacionais se reflete nas economias nacionais, em mudanças drásticas, na quantidade e no preço do capital externo e das mercadorias. Esse custo negativo da resistência à vulnerabilidade externa se traduz em políticas de estabilização macroeconômica contracionistas, reorientando e reduzindo o nível dos gastos, através dos mecanismos tradicionais das políticas monetárias, fiscais e cambiais que afeta os volumes de produção, da renda, dos gastos e preços relativos. Através da política monetária, os bancos centrais modernos tentam controlar (vendendo e comprando títulos da dívida pública no mercado aberto) a oferta e demanda de moeda e, por conseguinte, a taxa de juros. Por esse instrumento, aumenta-se a taxa de juros básica, para

reduzir os preços dos títulos e remunerar alto as taxas de retorno nesses investimentos, fazendo

reduzir os preços dos títulos e remunerar alto as taxas de retorno nesses investimentos, fazendo com que o governo venda esses títulos retirando moeda da economia para reduzir a inflação, o que acarreta em estagnação da economia, gerando desemprego. Através de uma política fiscal contracionista, o governo aumenta os impostos, diminuindo a renda disponível das pessoas, reduzindo o consumo, as vendas, o nível de produção e os novos investimentos no curto prazo. Também poderão ser adotadas medidas como a centralização do câmbio, que são medidas de controle direto sobre as contas externas em situações extremas, quando as nações são levadas, muitas vezes, à moratória da dívida externa. Mas o movimento dos fluxos financeiros internacionais cria uma instabilidade nos sistemas monetários nacionais, afetando a oferta de moeda, o nível de preços e as taxas de juros internas, pois é através delas que os governos conseguem uma margem de arbitragem, estabilizando os fluxos. Com o aumento das taxas de juros internas, ocorrem crescentes déficits nas contas públicas, e o endividamento interno torna-se quase incontrolável. Outra característica é que há, nesse contexto, uma predominância do capital financeiro sobre o capital produtivo e um crescimento cada vez maior do mercado financeiro com relação ao crescimento do comércio global, onde as grandes corporações planejam suas produções, seus investimos, o rumo de suas empresas, conforme o impacto que isso irá causar no mercado de ações. Os fluxos de capitais aumentaram drasticamente em relação às taxas de exportação. As transações financeiras intercambiais puramente especulativas alcançam um volume diário que ultrapassa os US$ 1,3 bilhões, superando em cinqüenta vezes os volumes de trocas comerciais e diariamente se equivalem à soma das reservas dos “bancos centrais” do mundo, segundo BAUMAN, Z. (1999), e, no ano, superam em mais de dez vezes o valor do PIB global, afirma

(CASTELLS, M. 1999). Isso tudo facilitado com a integração dos circuitos financeiros em âmbito internacional,

(CASTELLS, M. 1999). Isso tudo facilitado com a integração dos circuitos financeiros em âmbito internacional, sob o comando do capital financeiro dos países centrais e com a contribuição dos governos locais que emitem títulos públicos a uma taxa de juros atrativa ao capital externo, especulativo e de curto prazo, pois, desse modo, financiam suas contas. BAUMAN, Z. (1999), afirma que vivemos num mundo em que o capital não tem domicílio fixo, e os fluxos financeiros estão bem além do controle dos governos nacionais e que muitas das alavancas da política econômica não mais funcionam. Outra característica desse processo é que com a diminuição do poder de ação estatal no mundo globalizado aumentou drasticamente a diferença entre os países pobres e ricos e também entre os pobres e os ricos de cada país. Alguns autores afirmam que não há globalização efetivamente, pois, à medida que se abrem as fronteiras econômicas pelo mundo, se reforçam as fronteiras econômicas dos países hegemônicos ou centrais, e o comércio internacional ocorre em situações desiguais, entre países com condições sócio-econômicas e culturais diferentes. É a globalização da pobreza, afirma SANTOS B. S. (2002), e ela também resulta do desemprego, da destruição das economias de subsistência e da minimização dos custos salariais à escala mundial. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT)[xxii] e dados do Banco Mundial, a maior parte dos países em desenvolvimento apresenta taxas de desemprego e subemprego elevadas que podem chegar até 35% da força de trabalho, ou seja, 1 bilhão de desempregados e 75% da humanidade vivendo abaixo da linha da pobreza, isto é, com uma renda inferior a US$ 370,00 por ano ou menos de US$ 2,00 por dia. Em 1960, os 20% mais ricos da população mundial tinham sua renda maior em 30 vezes aos 20% mais pobres. Já em 1990, a proporção atingiu 60 para 1 e, em 1997, alcançou a distância de 74 para 1.

Esse fato evidencia a necessidade de se beneficiar dos avanços conseguidos com a globalização e

Esse fato evidencia a necessidade de se beneficiar dos avanços conseguidos com a globalização e repensar o Estado-Nação para encontrar a solução para o problema da pobreza mundial. Em decorrência disso, houve nos últimos anos, um aumento em escala mundial da violência, dos crimes, degradação da qualidade de vida do trabalhador, pobreza e aumento das favelas, áreas irregulares sendo ocupadas, depredação do meio ambiente, etc. Na medida em que o Estado Nacional já não é mais o único sustentáculo dos sistemas econômicos, este se encontra com um elevado grau de exposição e vulnerabilidade, submetido a tensões de diferentes lógicas de funcionamento que movem os mercados globais. Outro fato é que o contexto internacional exerce uma forte influência no campo da regulação jurídica da economia, no sentido da uniformização e da normalização. Concordo com SANTOS, B. S. (2002), quando salienta que a criação de requisitos normativos e institucionais para as operações de desenvolvimento do modelo neoliberal envolve, por isso, uma destruição institucional e normativa de tal modo massiva que afeta, muito para além, o papel do Estado na economia, a legitimidade global do Estado para organizar a sociedade. Com a transnacionalização da regulação estatal na economia e sua várias políticas, como a de estabilização macroeconômica e de ajuste estrutural, exigiram-se mudanças legais e institucionais em grande porte, pois elas surgiram após um longo período de intervenção estatal na economia e no campo social, por isso essa diminuição do Estado é obtida através da forte intervenção estatal. Como escreve SANTOS, B. S. (2002), desregular implica uma intensa ação regulatória do Estado para pôr fim à regulação estatal anterior. Destaco que, mesmo restando pouca margem de ação ao encolhido Estado-nação, após toda essa etapa de desregulamentação da economia, privatização de empresas rentáveis e estratégicas ao desenvolvimento

social e econômico, é preciso pensar em alternativas para o Estado, ou, como afirma GIDDENS,

social e econômico, é preciso pensar em alternativas para o Estado, ou, como afirma GIDDENS, A.(2000) é preciso reafirmar e reinventar

o governo diante do mercado.

Apesar de toda essa conjuntura delicada e quase inflexível, após passar por várias mudanças políticas, econômicas, culturais,

entre outras, faz-se necessário pensar alternativas que possibilitem

a reversão no papel do Estado para além de construir um orçamento

equilibrado, sem sofrer a punição dos mercados mundiais, que, em

fração de segundos, podem quebrar com pessoas, empresas e nações em qualquer parte do mundo. Entendo que o Estado deve buscar a possibilidade de regular o mercado e neutralizar os efeitos desestabilizadores do ciclo econômico, e essa busca do Estado do bem-estar não pode deixar de ser um objetivo futuro, uma utopia a ser alcançada pelos governantes.

É preciso adotar uma política fiscal progressiva que onere mais quem

mais dispõe ou concentra renda e riqueza, combatendo a sonegação existente, de maneira que viabilize a execução de programas de moradia, saúde, educação, previdência social e política de geração de emprego e renda Nesse contexto, é imprescindível o fortalecimento dos blocos periféricos para conseguir maior equidade ou se contrapor aos blocos hegemônicos nessas esferas econômicas globais, procurando a eficiência das administrações públicas, desburocratizando-as e

aumentando os mecanismos de transparência destas e os mecanismos de controle popular. Acredito que também pode ser providente, principalmente aos países periféricos, criar vantagens comparativas[xxiii] especiais como alternativa e compensando o atraso na industrialização desses países, gerando poupança interna, combatendo o endividamento.

É preciso se desvencilhar das armadilhas da ortodoxia do mercado

financeiro internacional – que, para manter a especulação financeira

em escala mundial, destrói com a economia de vários países - e do conservadorismo político

em escala mundial, destrói com a economia de vários países - e do conservadorismo político e reestruturar, revitalizar a soberania nacional, redimensionando a globalização com novos limites em função do interesse social. Toda modernização, toda transformação do mundo econômico não tem somente o seu lado ruim ou bom, mas cabe aos governantes avaliar pragmaticamente, do ponto de vista do bem-estar econômico e social, e buscar o que lhe é mais vantajoso.

econômico e social, e buscar o que lhe é mais vantajoso. IRC2 Globalização e Comércio: Atores
Abertura das fronteiras O Acordo de Schengen é uma convenção entre países europeus sobre uma

Abertura das fronteiras

O Acordo de Schengen é uma convenção entre países europeus sobre uma

política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas entre os países signatários. Um total de 30 países, incluindo todos os integrantes da União Europeia (exceto Irlanda e Reino Unido) e três países que não são membros da UE (Islândia, Noruega e Suíça), assinaram o acordo de Schengen. Liechenstein, Bulgária, Roménia e Chipre estão em fase implementação do acordo. A área criada em decorrência do acordo é conhecida como espaço Schengen e não deve ser confundida com a União Europeia. Trata-se de dois acordos diferentes, embora ambos envolvendo países da Europa. De todo

modo, em 02 de outubro de 1996 o acordo e a convenção de Schengen passaram a fazer parte do quadro institucional e jurídico da União Europeia, pela via do Tratado de Amsterdão. É condição para todos os estados que adiram à UE aceitarem as condições estipuladas no Acordo e na Convenção de Schengen.

Definição: O Espaço Schengen permite a livre circulação de pessoas dentro dos países signatários, sem a necessidade de apresentação de passaporte nas fronteiras. Mesmo que não haja controle nas fronteiras, os cidadãos residentes nos países signatários devem, por norma, portar um

documento legal de identificação, como bilhete de identidade. Para os turistas de países não signatários, a prova de identidade é sempre o passaporte ou, no caso de longa permanência, o documento legal substitutivo, emitido pelas autoridades de imigração de um dos países signatários.

O espaço Schengen não se relaciona com a livre circulação de mercadorias

(embargos, etc.). Nesse caso, a entidade mediadora é a União Europeia, bem como os governos dos países membros que não participam do bloco económico.

Estados-membros pertencentes à União Europeia Estados-membros não pertencente à União Europeia Estados-membros que
Estados-membros pertencentes à União Europeia Estados-membros não pertencente à União Europeia Estados-membros que

Estados-membros pertencentes à União Europeia

Estados-membros não pertencente à União Europeia Estados-membros que aguardam a implementação Estados-membros que apenas cooperam policial e judicialmente

Desenvolvimento das comunicações Uma das maiores demandas no mundo corporativo é sem dúvida a comunicação.

Desenvolvimento das comunicações

Uma das maiores demandas no mundo corporativo é sem dúvida a

comunicação. Aprendemos nas escolas formais técnicas de administração

moderna, gerenciamento, planejamento, etc. Quando focamos a atenção no

avanço tecnológico, seja qual for à direção que tomemos, veremos o quanto à

ciência evoluiu e o quanto o homem é capaz. Porém, quando se trata de

comunicação, podemos observar uma lacuna, um buraco negro que algumas

vezes acaba por trazer prejuízos nas relações dentro das empresas.

Objetivos Gerais:

*

Capacitar o participante para uma comunicação elegante e eficiente.

*

Detectar e romper bloqueios e inibições na comunicação em público.

*

Potencializar virtudes e noções de marketing pessoal.

*

Aprender e exercitar técnicas de expressão corporal e teatro

Objetivos Específicos:

1.

Aprender técnicas de apresentação:

Falar em público, para grandes e pequenas platéias.

Congressos /mesa redonda.

Coordenar reuniões.

Uso de recursos: slides, vídeos, etc.

Entrevistas: rádio e TV.

2.

Conhecer técnicas de comunicação não verbal:

– Aprender a ler o corpo do interlocutor

– Aprender a usar o corpo para comunicar (falar sem abrir a boca)

3.

Conhecer técnicas de persuasão e convencimento:

Prestidigitação verbal.

Mensagens subliminares.

Usar a palavra para semear concórdia.

Reforço positivo.

4.

Detectar e romper com bloqueios e inibições:

– Conhecer o sistema de crenças e circuitos mentais. – Re-programar circuitos mentais potencializando virtudes.

– Conhecer o sistema de crenças e circuitos mentais.

– Re-programar circuitos mentais potencializando virtudes.

– Adquirir recursos internos através de exercícios práticos.

5.

Conhecer e despertar em si os quatro tipos de comunicador:

– O guerreiro

– O curador

– O visionário

– O mestre

Metodologia:

*

Aulas teóricas com apostilas.

*

Exercícios práticos em grupo.

*

Apresentações filmadas em vídeo.

*

Técnicas teatrais como ferramenta de comunicação e expressão corporal.

*

Jogos lúdicos para desenvolvimento corporal e vocal.

* Jogos lúdicos para desenvolvimento corporal e vocal. IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Liberação das trocas O comércio internacional ou comércio exterior é a troca de bens e

Liberação das trocas

O comércio internacional ou comércio exterior é a troca de bens e

serviços através de fronteiras internacionais ou territórios. Na maioria dos países, ele representa uma grande parcela do PIB. O comércio internacional está presente em grande parte da história da humanidade (ver rota da seda), mas a sua importância econômica, social e política se tornou crescente nos últimos séculos. O avanço industrial, dos transportes, a globalização, o surgimento das corporações multinacionais, o outsourcing tiveram grande impacto no incremento deste comércio. O aumento do comércio internacional pode ser relacionado com o fenômeno da globalização.

O comércio internacional é uma disciplina da teoria econômica, que,

juntamente com o estudo do sistema financeiro internacional, forma a disciplina da economia internacional.

internacional, forma a disciplina da economia internacional. IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Expansão multinacionais As empresas transnacionais são como filhos que seguiram os passos dos pais e

Expansão multinacionais

Expansão multinacionais As empresas transnacionais são como filhos que seguiram os passos dos pais e acabaram

As empresas transnacionais são como filhos

que seguiram os passos dos pais e acabaram

superando-os em seus empreendimentos

pessoais e profissionais.

Dizendo de um modo mais objetivo,são empresas que nasceram com uma nacionalidade e,com seu crescimento , deixaram de ser apenas nacionais . Tornaram- se multinacionais à medida que se expandindo e,para que seus produtos fossem aceitos nos mercados dos países onde foram se instalando devido a exigências locais,tiveram de passar por tantas modificações que perderam a identidade de origem. Com isso , tornaram-se transnacionais. A maior característica das empresas transnacionais é de que ela pode produzir os componentes de um produto num país , fazer a montagem final num segundo país , e vender esses produtos em um terceiro país , e assim por diante . No Brasil , os maiores exemplos são as indústrias de automóveis. As empresas transnacionais são as maiores responsáveis pela globalização da produção.

as maiores responsáveis pela globalização da produção. IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Centro de decisões do Sistema Mundo: E.U.A, U.E e Japão Até à desagregação do bloco

Centro de decisões do Sistema Mundo: E.U.A, U.E e Japão

Até à desagregação do bloco socialista, coexistiram duas vias de

afirmação de poder e de decisão: uma, que radicou na existência de ideologias

opostas, centrada sobretudo no poder militar das superpotências, conduziu à

constituição de um mundo bipolar - EUA/URSS; outra, baseada no poder

económico, consolidou um mundo multipolar, centrado em diversos espaços

geográficos cujas interacções se processam em diferentes escalas de análise.

Na 1ª Metade deste século assiste-se ao apogeu do domínio económico e político da Europa Ocidental e à afirmação dos EUA (e de alguma forma também da URSS e do Japão embora mais tardiamente). O seu domínio da economia mundial era devido:

Expansão das suas áreas de influência comercial (colónias);

Crescimento da produção Industrial (carvão, ferro, produtos químicos, electricidade e motor de combustão/automóveis);

Reorganização dos processos de produção e comercialização dos seus produtos industriais ("Taylorismo" e "Fordismo" - divisão de tarefas, estandardização e trabalho em cadeia);

Expansão das redes de transportes (encurtamento distância-custo e distância- tempo);

Passagem de um capitalismo industrial para um capitalismo financeiro e tendência a formação de monopólios.

A partir da 2ª Guerra Mundial as bases económicas e políticas do sistema mundo alteraram-se porque:

•Aumentaram os actores em presença, devido à emergência de vários Estados-Nações e de poderes supranacionais, ao mesmo tempo que se reafirmam os poderes locais/regionais e os das multinacionais; •Alteração das interacções e interdependências que se estabelecem a nível espacial, cultural e económico.

Deste modo, a afirmação do poder e decisão começou a processar-se através de duas vias:

•Poder Militar das duas potências vencedoras da guerra (EUA e URSS) que devido às sãs ideologias opostas estão na origem da bipolarização do mundo; •Poder Económico que, centrado em várias áreas geográficas e com protagonistas diversificados, deu origem a um mundo multipolar.

Assim foi reforçado, a nível mundial, o poder económico da Europa, dos EUA,

do Japão, das empresas transnacionais e dos NPI (Novos Países

industrializados). A Revolução Industrial ao produzir em quantidade numerosos produtos, obriga os países

industrializados).

A Revolução Industrial ao produzir em quantidade numerosos produtos, obriga

os países industrializados a procurar novos mercados para os colocar asfixiando as produções artesanais dos países ou territórios não europeus, como a Índia. Ao mesmo tempo que vai retirando recursos naturais de vastas áreas, oferecendo muito pouco em troca desta exploração.

Países como o Reino Unido, a Alemanha e a Itália lutam pelos territórios ainda pouco povoados (disputa do mapa cor-de-rosa), Estados ainda independentes (Etiópia) ou velhos impérios asiáticos (China, Turquia, Pérsia).

Esta luta pela partilha do mundo tem como causas a necessidade de aumentar os mercados para exportação dos produtos fabricados pelos Países Industrializados da Europa Ocidental e, ao mesmo tempo, procurar novas áreas para desenvolver a agricultura de plantação ou explorar novas jazidas de matérias-primas minerais e energéticas.

"A evolução económica do mundo inteiro, entre 1914 e 1945 está estreitamente ligada às convulsões do Mundo "Branco". As repercussões dos acontecimentos que têm lugar na América do norte e na Europa são profundas tanto na África como na Ásia e estes continentes não evoluíram de maneira autónoma."

Guillaume, P. e Delfaud, P. (1976), Nouvelle Histoire Economique, Tome 2 "Le

XXe. Siècle"

A fragilidade das economias das colónias e dos novos países foi

particularmente sentida durante a grande crise dos anos trinta:

No final da Primeira Guerra, a indústria dos EUA era responsável por quase 50% da produção mundial. Através da riqueza o país criou um novo estilo de vida: "The American way of life". Este caracterizava-se pela aquisição de automóveis, electrodomésticos e todos os produtos industrializados. Entretanto, em 1929, os EUA mergulharam numa terrível crise de repercussão

mundial pois terminada a guerra, os países europeus voltaram a organizar-se e

a desenvolverem a sua estrutura produtiva. Como tal, reduziram as

importações de produtos americanos. A Inglaterra, a França e a Alemanha foram actualizando rapidamente os seus métodos industriais. Isso colaborou para aumentar o desequilíbrio entre o excesso de mercadorias produzidas pelos EUA e o escasso poder aquisitivo dos consumidores Europeus. Configurava-se assim uma conjuntura económica de superprodução capitalista. Desta forma, os EUA deixaram de ser o país com maiores níveis de produção industrial dando lugar aos países europeus.

Para vencer esta crise, as nações colonialistas voltaram-se para o estreitamento das relações com as colónias, impondo medidas proteccionistas, ao passo que países como a Alemanha optaram pelo rearmamento.

IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo Ruan Medeiros 45
IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo Ruan Medeiros 45
IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo Ruan Medeiros 45
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Novas economias emergentes: China, Ìndia e Brasil. Em economia, BRIC é uma sigla que se

Novas economias emergentes: China, Ìndia e Brasil.

Em economia, BRIC é uma sigla que se refere a Brasil Rússia, Índia, China, que se destacam no cenário mundial como países em desenvolvimento. O acrônimo foi cunhado e proeminentemente usado pelo economista Jim O'Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs, em um estudo de 2001 intitulado "Building Better Global Economic BRICs".

O México e a Coreia do Sul seriam os únicos países comparáveis com os países

BRIC, de acordo com um artigo publicado em 2005, mas suas economias foram excluídas inicialmente porque já foram considerados mais desenvolvidas. O Goldman Sachs argumenta que, uma vez que estão em rápido desenvolvimento, em 2050, o conjunto das economias dos BRICs pode eclipsar o conjunto das economias dos países mais ricos do mundo atual. Os quatro países, em conjunto, representam atualmente mais de um quarto da área terrestre do planeta e mais de 40% da população mundial.

O Goldman Sachs não afirma que os BRICs se organizam em um bloco

econômico ou uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia. No entanto, há fortes indícios de que "os quatro países do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim convertendo "seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica." Em 16 de junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar.[14] Desde então, os BRICs realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram aÁfrica do Sul a se juntar ao

grupo, formando o BRICS.

aÁfrica do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS. Brasil Presidente (chefe de Estado

Brasil

Presidente (chefe de Estado e de Governo): Dilma Rousseff Índia Presidente (chefe de Estado): Pratibha Patil Primeiro-ministro (chefe de governo): Manmohan Singh China Presidente (chefe de Estado): Hu Jintao Primeiro-ministro (chefe de governo): Wen Jiabao

Hu Jintao Primeiro-ministro (chefe de governo): Wen Jiabao IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Hu Jintao Primeiro-ministro (chefe de governo): Wen Jiabao IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Desenvolvimento dos mercados financeiros Vamos analisar esse desenvolvimento de três ângulos complementares. O

Desenvolvimento dos mercados financeiros

Vamos analisar esse desenvolvimento de três ângulos complementares. O

desenvolvimento do mercado acionário é medido pelo quociente entre o valor

de capitalização das empresas listadas em cada país por seu Produto Interno

Bruto (MKCAP) , como proposto por Tadesse (2002). Já o desenvolvimento do

mercado bancário pelo quociente entre o volume de débito de longo prazo e o

Produto Interno (LTD), também como em Tadesse (2002). A fonte dos dados é o

Relatório Anual do Banco Mundial (World Bank). Uma última variável

dependente indica a orientação do mercado de cada país: se é mais orientado

para mercado acionário ou mais orientado para mercado de crédito.

Utilizaremos a variável também desenvolvida por Tadesse (2002) e chamada

por ele de Arquitetura do Mercado (ARQ) e discutida na revisão bibliográfica.

Obtivemos dados de 42 países. São eles:

África do Sul

Dinamarca

Irlanda

Polônia

Alemanha

Egito

Israel

Portugal

Austrália

Espanha

Itália

Reino Unido

Áustria

Estados Unido

Japão

Singapura

Bélgica

Filipinas

Jordânia

Suécia

Finlândia

Malásia

Suíça

Brasil

Canadá

França

México

Tailândia

Chile

Grécia

Noruega

Turquia

China

Holanda

Nova Zelândia

Venezuela

Colômbia

Índia

Paquistão

Coréia

Indonésia

Peru

Deslocação de empresas e fluxos de mão-de-obra O fenómeno das migrações não só um fenómeno

Deslocação de empresas e fluxos de mão-de-obra

O fenómeno das migrações não só um fenómeno regional, mas também um

fenómeno de dimensões globais. Este processo tem consequências de grande importância no domínio político, cultural, social, económico, religioso e linguístico. As migrações são movimentos ou deslocações massivos de populações que tendem para um equilíbrio demográfico a nível global que, embora inconsciente, tende a estabelecer um determinado equilíbrio de recursos necessários à prosperidade de existência humana profícua. O homem tende a procurar esse equilíbrio com o meio envolvente. As migrações são movimentos horizontais de populações que tendem a um equilíbrio demográfico. Há uma interdependência entre estes movimentos horizontais e os movimentos verticais crescimento natural - condicionados pela natalidade e mortalidade, sendo que, à medida que se acentuam os desequilíbrios demográficos regionais, maior é a tendência para que as populações efectuem movimentos migratórios para compensar o deficit. Portugal como país de exploradores e mercadores sofreu múltiplas influências ao longo da história dessas culturas exóticas, que trouxeram uma grande mudança a nível cultural e particularmente linguístico, decorrente deste contacto que se perpetuou durante séculos.

Nos dias que correm existe uma grande movimentação de populações para países estrangeiros, nomeadamente Portugal, o que levanta novos problemas decorrentes do contacto intercultural.

A Emigração é um direito universal e consiste num acto espontâneo em que o

ser humano tem de deixar seu local de origem para se estabelecer num outro

país. Trata-se do fenómeno oposto ao da imigração e a denominação aplica-se em relação ao país em causa. Os que saem de Portugal são emigrantes e os que entram são imigrantes. As migrações são por sua vez deslocações em massa de populações.

O termo migração também é usado para designar os fluxos de população

dentro de um mesmo país sendo neste caso denominadas migrações internas.

A emigração e a imigração não devem ser confundidas com fenómenos de migração involuntária. Como

A emigração e a imigração não devem ser confundidas com fenómenos de

migração involuntária. Como imigração, considera-se o movimento de entrada, com intuito

permanente ou temporário e com a intenção de trabalhar e residir, de pessoas ou populações, de um país para outro.

O imigrante não deve ser confundido com um nómada que é aquele que se

desloca entre fronteiras sem fixar residência. O imigrante não é um colono que se desloca para uma região geralmente pouco povoada de seu país de origem com espírito pioneiro. Nem escravos, banidos, deportados ou exilados que são os deslocados que saem dos país de origem por razões compulsivas ou com os refugiados que são deslocados temporariamente em razão de guerras ou perseguições.

O fenómeno das migrações é, hoje em dia, não só um fenómeno regional, mas

também um fenómeno de dimensões globais. Este processo tem consequências de grande importância em vários domínios. Dos diversos

factores que levam as populações a migrar estão uma distribuição desigual da riqueza, existência de conflitos étnicos, religiosos, políticos ou guerra, desemprego, fome, mas também e mais recentemente a deterioração dos ecossistemas ambientais que forçam todos os anos milhares de pessoas a sair do seu país de proveniência em busca de um futuro com melhores condições de vida para si próprio e as suas famílias.

O fenómeno das migrações não é novo e pode-se encarar este fenómeno como

natural como acontece com várias espécies de aves como a andorinha, patos entre muitas outras. As migrações são grandes fluxos de populações que tendem para um equilíbrio demográfico a nível global que, embora inconsciente, pretende estabelecer um determinado equilíbrio de recursos necessários à prosperidade. O homem se não encontra num determinado local meios de subsistência, o seu instinto de sobrevivência leva-o a procurar outro com melhores condições. Desde tempos pré-históricos que o ser humano, pelos mais variados motivos, é levado a procurar melhores condições de vida. Estas migrações, na pré- historia, prolongavam-se durante várias gerações, pois não existia a mesma

mobilidade de hoje na idade do gelo. As migrações eram invariavelmente feitas caminhando literalmente com

mobilidade de hoje na idade do gelo. As migrações eram invariavelmente feitas caminhando literalmente com a “casa às costas”, e de certo modo errantes, nelas participavam a totalidade da família ou clã e não só os adultos como nos dias de hoje. Nas suas origens naturais as migrações do Homo erectus são tidas como os primeiros fluxos em massa de populações, sendo depois seguidas das migrações do Homo sapiens e trata-se de exemplos típicos de reequilíbrio demográfico. Os fluxos seguintes já estão relacionados com guerras travadas pela sede de conquista. São de todos conhecidas as sucessivas invasões e relações comerciais desenvolvidas na história de Portugal. Todas estas interacções deixaram marcas culturais, étnicas, genéticas e linguísticas. Desde o seu inicio com os gregos e fenícios, explorando uma perspectiva comercial e depois com as invasões militares e ocupações de povos ditos bárbaros, Romanos e finalmente árabes ou mais propriamente berberes do norte de África, que o território português tem sofrido múltiplas influências. Com os Descobrimentos, entre os séculos XV e XVI, abriram-se novos e imensos horizontes geográficos. As colónias apresentavam grandes espaços praticamente despovoados que permitiam uma oportunidade de emigrar para novas paragens e a partir desta época abriu-se uma nova era na história das migrações. É do conhecimento de todos que a partir desta data, espanhóis e portugueses ocuparam países da América e África, Franceses e Britânicos, ocuparam a América do Norte. Um grande impulso aos fluxos migratórios surge na sequência do anterior e inicia-se de forma involuntária com o comércio de escravos que foram sucessivamente introduzidos nos países americanos para compensar a escassez de mão-de-obra nesses territórios. Os países americanos actualmente possuem grande parte da sua população originária de África ou descendente de africanos devido ao comércio triangular desenvolvido pelos europeus durante séculos. O transporte destas imensas remessas de pessoas era invariavelmente feito de barco em navios que se chamavam negreiros.

As sociedades sempre evoluíram graças ao contacto com outras sociedades independentemente do tipo de contacto

As sociedades sempre evoluíram graças ao contacto com outras sociedades independentemente do tipo de contacto e a história dá testemunho desta realidade. Um dos efeitos mais profundos deste intercâmbio cultural está na linguagem e no vocabulário. A língua Portuguesa sofreu muitas influências fruto dos contactos desenvolvidos por razões comerciais e que se prolongaram por séculos com povos ultramarinos durante a diáspora e que ficaram até aos nossos dias. Os navegadores portugueses que partiram em busca do desconhecido usaram a sua própria língua para comunicar com as novas

culturas. O intercâmbio entre culturas possui grande importância na ampliação lexical e no desenvolvimento das línguas que sofrem interferências constantes

e o contacto próximo e massificado acentua esta evolução.

A história social de um povo reflecte-se também na história da sua língua e as

novas culturas eram também novos cheiros, sabores, costumes e novos vocábulos. O português é uma das cinco línguas mais faladas no mundo e estima-se em 220 milhões o número de falantes. Esta difusão começou com os descobrimentos e consequente expansão ultramarina. O tratado de Tordesilhas determinou a área de expansão das duas potências concorrentes, Portugal e

Espanha e como resultado a área de influência destas duas nações era enorme.

A influência da nossa língua chegou a locais tão remotos como Timor e até a

língua japonesa sofreu muitas influências da interacção comercial dos mercadores portugueses.

A necessidade de criar e manter as colónias portuguesas exigia da Coroa

Portuguesa uma politica eficaz de colonização visto que Portugal não possuía população suficiente para ocupar de facto os territórios. A povoação de territórios desabitados como os arquipélagos dos Açores e Madeira levaram ao escoamento de parte da população do interior de Portugal nomeadamente do

Algarve, Beiras e Trás-os-Montes. Mais tarde o esforço de colonização do Brasil

e outros territórios de África impulsionaram novamente este êxodo rural. Como

a população portuguesa era escassa para ocupar os territórios, foi política dos governadores portugueses estimular os casamentos mistos como forma de cimentar laços com as populações autóctones, tal processo foi particularmente

visível nas colónias de Goa, Damão e Diu. Ao contrário de outros países colonizadores que

visível nas colónias de Goa, Damão e Diu. Ao contrário de outros países colonizadores que proibiam os casamentos mistos, Portugal com esta politica mantinha os seus interesses nestas possessões longínquas. O efeito foi um sem número de influências culturais e linguísticas e a consequente miscigenação étnica.

As primeiras influências estão necessariamente associadas à Gastronomia. A causa de toda a expansão havia sido o comércio de especiarias muito dispendiosas na Europa. Como consequência do comércio, o preço e abundância destes produtos decresceram exponencialmente e as ditas especiarias começaram a ser vulgares nos temperos da culinária da metrópole até nas classes mais baixas. Outra influência visível encontra- se na língua, onde termos oriundos das culturas contactadas foram gradualmente absorvidos pela nossa língua. Palavras de origem nas línguas nativas angolanas Quimbundo e no Tupi-Guarani falado no Brasil e outros vocábulos oriundos línguas africanas e asiáticas, entraram no léxico português. Os exemplos destas influências podem ser vistos nas figuras seguintes:

Aumento de desigualdades As desigualdades e a exploração aumentaram muito em Portugal nos últimos anos.
Aumento de desigualdades As desigualdades e a exploração aumentaram muito em Portugal nos últimos anos.

Aumento de desigualdades

As desigualdades e a exploração aumentaram muito em Portugal nos últimos anos. Mostrar isso, utilizando apenas dados oficiais, é o objectivo deste estudo. Desta forma procura-se contribuir para chamar a atenção para uma realidade preocupante que não poderá ser nem ignorada nem esquecida pelo governo "Sócrates 2".

De acordo com dados do Banco de Portugal, do INE e do Eurostat a percentagem que as remunerações, quer incluindo as contribuições sociais quer sem contribuições sociais, representam da riqueza criada, ou seja, do PIB diminuiu muito após o 25 de Abril. Assim, em 1975, ano em que a situação foi mais favorável para os trabalhadores, as remunerações "liquidas", ou seja, sem contribuições sociais mas antes do pagamento do IRS, representaram 59% do PIB, enquanto este ano (2009) prevê-se que representem apenas 34,1% do PIB, ou seja, menos 42,2% do que a percentagem de 1975 (em pontos percentuais, menos 24,9 pontos). Se os trabalhadores recebessem em 2009 um valor correspondente à mesma percentagem do PIB que receberam em 1975, receberiam em

2009 mais 40.860 milhões de euros de salários (Quadro I). Este valor dá uma ideia

2009 mais 40.860 milhões de euros de salários (Quadro I). Este valor dá uma ideia clara das consequências para os trabalhadores do agravamento da desigualdade na repartição da riqueza criada anualmente que se verificou depois de 1975.

Numa sociedade capitalista como é a nossa, o grau de exploração dos trabalhadores é

medido pela taxa de mais valia ou taxa de exploração. As estatísticas em Portugal assim como as União Europeia não são elaboradas de molde a se poder calcular com precisão

a taxa de mais valia, pois isso poria em causa o próprio sistema capitalista. No entanto

mesmo com as limitações existentes pode-se utilizar os dados oficiais para calcular uma taxa que dá uma ideia clara do aumento da exploração em Portugal nos últimos anos. E o valor que se obtém para essa taxa é de 46,3% em 1975 e de 100,6% em 2009. Portanto,

a dimensão da exploração dos trabalhadores em Portugal mais que duplicou entre 1975 e

2009.

De acordo com um estudo recente divulgado pela OCDE, Portugal é um dos países onde

é maior a desigualdade na distribuição do rendimento. É precisamente no nosso País

onde o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade, é mais elevado (0,385). A média

nos países da OCDE é de 0,311 (Gráfico I). Depois de Portugal, na OCDE apenas existem dois países: Turquia e México.

A pobreza está também a atingir milhares de trabalhadores com emprego devido aos

baixos salários que auferem. No fim de 2008, 139,5 mil trabalhadores por conta de outrem

recebiam um salário liquido médio mensal inferior a 310 euros por mês, e os que recebiam salários até 600 euros correspondiam a 40,9% do total de trabalhadores por conta de outrem (Quadro II).

Uma camada numerosa da população muito afectada pela desigualdade na repartição do rendimento são os reformados. Em Julho de 2009, a pensão média de velhice de 1.843.375 reformados era apenas de 384,72 euros por mês, e 981.181 mulheres recebiam da Segurança Social uma pensão média de velhice ainda mais baixa (292,10 euros), portanto um valor muito inferior ao limiar pobreza (354,28€/mês-14 meses). Em

relação aos reformados por invalidez a situação é ainda mais grave. A pensão media dos

relação aos reformados por invalidez a situação é ainda mais grave. A pensão media dos

300.173 pensionistas por invalidez paga pela Segurança Social era, em Julho de 2009, de

apenas 321,25 euros. E o valor das pensões auferidas pelas mulheres (em média

281,10€ por mês) correspondia apenas a 77,8% das do homem. Mas existem distritos em

que as percentagens são ainda inferiores, como sucede com Lisboa (69,4%) e Setúbal

(64,4%) – (Quadros III e IV). Se a análise for feita por escalões de pensões conclui-se que

79% dos pensionistas de velhice e de invalidez recebem uma pensão inferior a 407 euros

(Quadro V)

Alterar a profunda desigualdade que existe na distribuição do rendimento e da riqueza em

Portugal é uma obrigação do próximo governo. E isto até porque a desigualdade existente

é uma das causas da fragilidade actual do tecido social e económico do país, e do atraso

de Portugal. E como refere a própria OCDE, "a única forma sustentável de reduzir a

desigualdade é travar o desfasamento de salários e rendimentos de capital que lhe está

subjacente" (Crescimento Desigual? Distribuição do Rendimento e Pobreza nos Países

da OCDE, pág.3, 2009). Para além de uma politica salarial justa que o governo de

"Sócrates I" sempre recusou é necessário também alterar um conjunto de leis que estão

também a contribuir para agravar as desigualdades: leis fiscais que protegem os

rendimentos do capital mas penalizam os rendimentos do trabalho; lei do subsidio de

desemprego que exclui centenas de milhares de desempregados do acesso ao subsidio

de desemprego; leis da segurança social que reduzem o valor das pensões dos

trabalhadores que se reformam e que também impedem a melhoria mesmo das pensões

mais baixas dos que já estão reformados; Código do Trabalho, Regime do Contrato de

Trabalho em Funções Públicas, Lei 12-A/2008, que estão a determinar a

desregulamentação das relações de trabalho, dando todo o poder às entidades

empregadoras e reduzindo drasticamente os direitos de quem trabalha; etc.

QUADRO I – A repartição da riqueza criada em Portugal (PIB) no período 1973-2009

PIB

ANOS

Milhões

escudos

1973

342.817

1974

405.744

Remunerações

com

Contribuições

Remunerações

sem

Contribuições

Sociais

contribuições

% Remunerações

% Remunerações

(*)

Milhões

sociais

com Contrib./PIB

sem Contrib./PIB

Milhões

escudos

Milhões

escudos

escudos

188.153

25.784

162.368

54,9%

47,4%

247.302

34.165

213.138

61,0%

52,5%

1975 469.776 321.150 44.169 276.981 68,4% 59,0% 1976 561.947 373.076 51.772 321.305

1975

469.776

321.150

44.169

276.981

68,4%

59,0%

1976

561.947

373.076

51.772

321.305

66,4%

57,2%

1980

1.476.316

772.260

137.536

634.724

52,3%

43,0%

1985

4.131.014

1.894.891

422.554

1.472.337

45,9%

35,6%

1990

10.072.063

4.505.870

972.792

3.533.078

44,7%

35,1%

1995

15.912.873

7.535.440

1.968.248

5.567.193

47,4%

35,0%

 

Remunerações

Remunerações

 

PIB

com

Contribuições

sem

% Rem. c/

% Rem. s/

ANOS

Milhões

Contribuições

Sociais

contribuições

euros

(*)

Milhões euros

sociais

Contr./PIB

Contr./PIB

 

Milhões euros

Milhões euros

1998

106.498

52.457

14.902

37.555

49,3%

35,3%

1999

114.192

56.269

15.781

40.488

49,3%

35,5%

2000

122.270

61.083

17.470

43.613

50,0%

35,7%

2001

129.308

64.349

18.513

45.836

49,8%

35,4%

2002

135.434

67.622

19.545

48.077

49,9%

35,5%

2003

138.582

69.431

20.635

48.796

50,1%

35,2%

2004

144.128

71.693

21.227

50.466

49,7%

35,0%

2005

149.123

75.197

23.056

52.141

50,4%

35,0%

2006

155.125

77.630

23.883

53.747

50,0%

34,6%

2007

162.811

80.147

25.405

54.742

49,2%

33,6%

2008

166.226

83.344

26.319

57.024

50,1%

34,3%

2009

( E )

163.785

81.638

25.864

55.773

49,8%

34,1%

) 163.785 81.638 25.864 55.773 49,8% 34,1% IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo
Incremento do consumismo Consumismo - é o ato de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem

Incremento do consumismo

Consumismo - é o ato de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais para a nossa saúde ou para o ambiente. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de influência que as empresas, por meio da propaganda e da publicidade, bem como a cultura industrial, por meio da TV e do cinema, exercem nas pessoas. Muitos alegam que elas induzem ao consumo desnecessário, sendo este um fruto do capitalismo e um fenômeno da sociedade de agora.

Os comportamentos de compra

Racional: O consumidor sabe o que quer comprar e compara preços. As vezes influencia-se pela promoção e pela publicidade, mas o resultado pode ser o oposto caso se sentir enganado.

Impulsivo : O ato de comprar serve para canalizar o estresse, reforçado pelo próprio shopping

Impulsivo: O ato de comprar serve para canalizar o estresse, reforçado pelo

próprio shopping center ou supermercado, produzindo uma sensação de prazer

imediato.

Compulsivo: Para esse tipo de comprador, a necessidade de comprar é

comparável à de umviciado em drogas. Para os psiquiatras, trata-se de um

sintoma de uma desordem emocional. O consumo se dá como uma forma de

compensar um vazio, de sentir-se acompanhado, ainda que seja por um objeto.

Tipos de consumidores

Consumidor individualista

O consumidor ndividualista é aquele que está preocupado com seu estilo de

vida pessoal. Nesse caso compra pelo desejo e prazer de ter o que quer.

Consumidor eficiente

O consumidor consome de modo eficiente, cuidando do seu bolso e do seu

gosto. Costuma pesquisar preços antes da compra e zela pela qualidade dos serviços e produtos que consome.

Consumidor consciente

O consumidor acredita na possibilidade de contribuir para mudanças locais e

planetárias por meio de seu ato de consumo.

Consumidor responsável

O consumidor leva em consideração as informações recebidas sobre produtos e

empresas. Sendo assim, não compra um produto se receber a informação dizendo, por exemplo, que ele ou empresa que o produz prejudicam

o meio ambiente.

Homogeneização de modos de vidaIncremento do consumismo A publicidade e a Ciência a serviço da

Homogeneização de modos de vidaIncremento do consumismo

A publicidade e a Ciência a serviço da Globalização vêm tentando

homogeneizar o modo de vida ocidental; ou seja, tornar igual os padrões de consumo e beleza em todo este continente, em síntese o interesse é formar um corpo único; formando indivíduos alienados e coisificados, onde “parecer bem determina o estar bem”. (SILVA, 2001, p. 65).

A busca obsessiva por um corpo perfeito, dentro dos padrões estéticos referidos no primeiro parágrafo, na modernidade, é avassaladora, basta analisar as intenções dos muitos praticantes de atividades físicas, para perceber que muitas vezes não há naquela prática de exercícios nenhuma

preocupação com os aspectos emocionais e da saúde; o importante parece ser

o ganho imediato e muitas vezes até irresponsável do padrão de corpo

midiático, ou seja, os praticantes querem resultados rápidos a todo custo e em curto prazo,

midiático, ou seja, os praticantes querem resultados rápidos a todo custo e em curto prazo, para ganharem o corpo que desejam, ou que lhes adestraram a ter, sem se preocuparem com os malefícios futuros que isso possa acarretar.

A questão do “apelo social” é forte, em geral as pessoas não querem ficar

bonitas para si, mas sim para serem apreciadas pelos outros, sendo melhores “aceitas” pelo grupo social a que pertence; pois a Ciência passou a homogeneizar o corpo e o perfil de beleza, fazendo com que o igual venha a ser desejável e o diferente desprezado. Essa política autoritária está mobilizando milhões de pessoas e massacrando outros milhões de corpos, gerando doenças como anorexia, bulimia e vigorexia; principalmente entre os adolescentes e mulheres, pois as mesmas tem feito uma leitura simbólica que a magreza é um caminho para superar a feminilidade doméstica e alcançar o mundo público.

As informações de como se manter em forma e as formas de se chegar à aparência de beleza adotada, circulam pelo mundo, atravessam as diferentes culturas pela força de penetração dos meios de comunicação de massa, levando a uma homogeneização das tecnologias do corpo como construção de um sonho.

A sociedade goiana, em nível de globalidade, vem adotando um padrão magro

de beleza, onde a “estética é utilizada como estratégia no julgamento entre o bom, o mau e o feio; evidenciando o discurso da magreza, ou seja, a favor dos magros e contra os gordos” (KOWALSKI; FERREIRA, 2007, p.91).

O presente trabalho tem como objetivos identificar e desvelar o padrão

corporal adotado pelos acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação Física do 4º período, matutino da Universidade Estadual de Goiás – ESEFFEGO- Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia de Goiás – Unidade universitária de Goiânia; visualizado através da avaliação antropométrica, no quesito IMC (Índice de massa corporal).

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- Estrura do comércio mundial: bens transacionados, organizações e acordos internacionais. A Economia , ou ciência
- Estrura do comércio mundial: bens transacionados, organizações e acordos internacionais. A Economia , ou ciência

Estrura do comércio mundial: bens transacionados, organizações e acordos internacionais.

A Economia, ou ciência económica, consiste na produção, distribuição e

consumo de bens e serviços. O termo economia vem do gregoοικονομία (de οἶκος , translit. oikos, 'casa' + νόμος , translit. nomos, 'costume ou lei', ou também 'gerir, administrar': daí "regras da casa" ou "administração doméstica".

É também a ciência social que estuda a atividade económica, através do

desenvolvimento da teoria económica, e que tem na administraçãoa sua aplicação. Os modelos e técnicas atualmente usados em economia evoluíram

da economia política do final do século XIX, derivado da vontade de usar métodos mais

da economia política do final do século XIX, derivado da vontade de usar métodos mais empíricos à semelhança das ciências naturais. Pode representar, em sentido lato, a situação económica de um país ou região; isto é, a sua situação conjuntural (relativamente aos ciclos da economia) ou estrutural.

A economia é geralmente dividida em dois grandes ramos: a microeconomia, que estuda os comportamentos individuais, e amacroeconomia que estuda o resultado agregado dos vários comportamentos individuais. Atualmente, a economia aplica o seu corpo de conhecimento para análise e gestão dos mais variados tipos de organizações humanas (entidades públicas, empresas privadas, cooperativas etc.) e domínios (internacional, finanças, desenvolvimento dos países, ambiente, mercado de trabalho, cultura, agricultura, etc.).

Outras formas de divisão da disciplina são: a distinção entre economia positiva ("o que é", que tenta explicar o comportamento ou fenômeno econômico observado) e economia normativa ("o que deveria ser", frequentemente relacionado com políticas públicas); a distinção entreeconomia ortodoxa, aquela que lida com o nexo "racionalidade-individualismo-equilíbrio", e a economia heterodoxa, que pode ser definida por um nexo "instituições-história- estrutura social".

IRC2

"instituições-história- estrutura social". IRC2 Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo Ruan

Globalização e Comércio: Atores do Sistema Mundo Ruan Medeiros 62

Comécio justo: principios e objetivos Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio

Comécio justo: principios e objetivos

Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados nas cadeias produtivas, promovendo o encontro de produtores responsáveis com consumidores éticos.

A ideia de um comércio justo surgiu nos anos 1960 e ganhou corpo em 1967,

quando foi criada, na Holanda, a Fair Trade Organisatie. Dois anos depois, foi inaugurada a primeira loja de comércio justo. O café foi o primeiro produto a seguir o padrão de certificação desse tipo de comércio, em 1988. A experiência se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, foi criada a International Fair Trade Association, que reúne atualmente cerca de 300 organizações em 60 países.

O movimento dá especial atenção às exportações de países em

desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato e produtos

agrícolas. Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe remuneração justa por seu trabalho.

O movimento dá especial atenção às exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, como

O movimento dá especial atenção às exportações de países em

desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato e produtos

agrícolas. Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe

remuneração justa por seu trabalho.

Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que

optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção

ética tem permitido aos pequenos produtores de países tropicais viver de

forma digna ao fazeram a opção pelaagroecologia, como agricultura orgânica.

O comércio justo é definido pela News! (a rede europeia de lojas de comércio

justo) como "uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentável. O comércio justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os

pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é promover a equidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização".

Princípios

A preocupação e o respeito pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do comerciante;

A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de

vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica); Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua

actividade, e informação mútua, entre todos os intervenientes na cadeia comercial, sobre os seus produtos e métodos de comercialização; Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os

afectam;

A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, das crianças e dos

povos indígenas;

A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens, enquanto produtores e

comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;

A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo; educação

A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo; educação e a participação em campanhas de sensibilização; produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.

possível dos produtos comercializados no país de origem. Medidas para diminuir os impactos negativos da

Medidas para diminuir os impactos negativos da globalização

A globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.

1 - Princípios ambientalistas

Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas.

2 - Investigue processos

Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-

prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o

prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício.

3 - Política ecológica

Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.

4 - Incentive seus colegas

Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a nomeação periódica de um ‘campeão ambiental’ para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.

5 - Não desperdice

Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo. Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia

elétrica. Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias

e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao

máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem

bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere

o trabalho a distância, quando apropriado, permitindo que funcionários

trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para

permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o

trabalho

6 - Evite poluir seu ambiente Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de
6 - Evite poluir seu ambiente Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de

6 - Evite poluir seu ambiente

Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se de que o óleo dos veículos esteja sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos.

7 – Evite riscos

Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências.

8 - Anote seus resultados

Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas.

9 – Comunique-se No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas,

9 – Comunique-se

No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro.

10 - Trabalho voluntário

Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta. Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.

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