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FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – FATEC-SJC

NILSON SIQUEIRA PINTO


IVANIA APARECIDA MINARÉ FERREIRA

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS PERIGOSOS

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


2008
NILSON SIQUEIRA PINTO
IVANIA APARECIDA MINARÉ FERREIRA

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS PERIGOSOS

Trabalho de conclusão de curso apresentado à


Faculdade de Tecnologia de São José dos
Campos – Fatec, como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do título de
Tecnólogo em Logística com ênfase em
Transportes.

Orientador: Prof. Msc. Antônio Wellington


Salles Rios

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


2008
NILSON SIQUEIRA PINTO
IVANIA APARECIDA MINARÉ FERREIRA

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS PERIGOSOS

Trabalho de conclusão de curso apresentado à


Faculdade de Tecnologia de São José dos
Campos – Fatec, como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do título de
Tecnólogo em Logística com ênfase em
Transportes.

___________________________________________________________________
NOME DO PRIMEIRO COMPONENTE DA BANCA E SUA TITULAÇÃO

__________________________________________________________________
NOME DO SEGUNDO COMPONENTE DA BANCA E SUA TITULAÇÃO

__________________________________________________________________
PROF. MSC. ANTÔNIO WELLINGTON SALES RIOS

_____/_____/_____
DATA DA APROVAÇÃO
Dedicamos este trabalho a todos
que acreditam na realização dos
sonhos e que nunca estão
fechadas todas as portas
enquanto estivermos vivos.
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado o dom da vida e da sabedoria, tornando
possível o desenvolvimento deste trabalho.
Aos meus filhos Níkolas e Nathalie que de forma especial e carinhosa me deram força e
coragem, me apoiando nos momentos de dificuldade e tristeza.
Ao meu esposo Abadio, pela paciência e compreensão no decorrer de todo o período do
curso.
Aos meus professores, todos que me acompanharam desde o início do curso, que com
sabedoria e paciência, conseguiram transmitir-me uma parte importante de seus
conhecimentos.
Ao meu orientador Prof. Msc. Antônio Wellington Salles Rios, pela indicação dos melhores
caminhos a percorrer nas horas de dúvida.
Aos meus amigos que foram fundamentais para a realização do sonho de concluir um curso
superior, os quais eu serei eternamente grata.
A todos que colaboraram para a realização e finalização deste trabalho.
Ivania

Agradeço a Deus pela sua imensa bondade, pela vida e família que tenho.
Um agradecimento carinhoso a minha esposa Eliane pelo apoio e compreensão pela minha
ausência.
Aos meus filhos, Philippe, Raphael e Ellen, que caminharam juntos comigo e muito me
ajudaram no decorrer desta jornada.
A todos os professores, que de forma indistinta buscaram transmitir as informações que se
somaram para a minha formação.
Um especial agradecimento a Professora Dra. Ana Cecilia, pelo carinho e apoio na conclusão
deste trabalho, ao Mestre Tozi pela paciência e cooperação e ao Mestre Antonio Welligton
pela valorosa orientação, sem a qual não seria possível a realização deste trabalho.

Nilson
RESUMO

O transporte de cargas nas rodovias brasileiras tem apresentado um


crescimento importante decorrente do aumento da demanda e crescimento econômico do país
e mundial nos últimos anos. Para melhorar o entendimento das circunstancias atuais do
transporte rodoviário de cargas e em especial o transporte rodoviário de produtos perigosos,
elaboramos este estudo enfatizando o conceito de produtos perigosos, suas classes, volumes
transportados, quantidade e os tipos de acidentes, legislação, normas e regras, ações e
respostas em casos de emergências, procedimentos e treinamentos ofertados, entidades,
órgãos responsáveis e os impactos causados. Este estudo foi realizado, analisando os cenários,
brasileiro e norte americano estabelecendo uma comparação entre os sistemas adotados pelos
dois países. Identificamos aspectos comuns e com a comparação foi possível identificar outros
aspectos que podem contribuir para a redução de prejuízos financeiros, sociais e ambientais
decorrentes da atividade do transporte rodoviário de produtos perigosos no Brasil

Palavras chave: Produtos Perigosos. Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos.


Emergências com Produtos Perigosos.
ABSTRACT

The transportation of loads on Brazilian´s highways has shown a significant


growth due to increased demand and economic growth of the country and world in recent
years. To improve the understanding of the current circumstances of road transport of cargo
and in particular the transport of dangerous products, make this study emphasize the concept
of dangerous products, their group, volumes transported, quantity and types of accidents,
laws, rules and regulations , Actions and responses in cases of emergencies, procedures and
training programs offered, authorities and agencies responsible and the impacts caused.This
study was conducted by examining the scenarios, Brazilian and North American making a
comparison between the systems adopted by the two countries. Identify common issues and
the comparison was possible to identify other factors that may contribute to the reduction of
financial losses, social and environmental impacts arising from the activity of road transport
of dangerous products in Brazil

Key Words: Dangerous Goods. Road Transportation of Dangerous Goods. Emergency With
Dangerous Goods.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Balança comercial de produtos químicos ................................................................18


Figura 2 - Distribuição do transporte de cargas no Brasil........................................................18
Figura 3 - Emergências químicas atendidas pela CETESB – ano 2007...................................29
Figura 4 - Acidentes ambientais atendidos pela CETESB no transporte rod. 1983/2007........29
Figura 5 – Órgãos de regulamentação do transporte de produtos perigosos............................31
Figura 6 - Rótulos de segurança................................................................................................43
Figura 7 - Painel de segurança e rótulo de risco.......................................................................44
Figura 8 - Posicionamento de painéis e rótulos........................................................................44
Figura 9 - Colocação de rótulos e painéis nos veículos............................................................44
Figura 10 - Causas de acidentes com produtos perigosos - período 1999 a 2004....................51
Figura 11 - Localização de acidentes por zonas.......................................................................51
Figura 12- Compartimentos ambientais atingindo por contaminação em 2007.......................52
Figura 13 - Esquema de aproximação de local de acidente......................................................55
Figura 14 - Matriz de transporte pelo mundo...........................................................................58
Figura 15 - Guia de bolso de produtos químicos perigosos......................................................62
Figura 16 - Quantidade de produtos perigosos por modais eua 2002.......................................68
Figura 17 - Números de acidentes com produtos perigosos.....................................................70
Figura 18- Distribuição mensal de acidentes nos anos de 2005 e 2006....................................71
Figura 19 - Classificação de acidentes eua...............................................................................72
Figura 20 - Acidentes com produtos perigosos EUA 2007......................................................72
Figura 20 -Acidentes com Produtos Perigosos EUA 2007LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Principais elementos do sistema de transporte de cargas do Brasil: 2006...............25


Tabela 2 - Distribuição da receita do setor de transporte 2006.................................................26
Tabela 3 - Receita operacional - transporte rodoviário de produtos perigosos - 2006.............27
Tabela 4 - Classificação ONU dos riscos dos produtos perigosos............................................42
Tabela 5 - Identificação por cores.............................................................................................45
Tabela 6 - Principais elementos do sistema de transporte de cargas americano.......................59
Tabela 7 - Movimentação de produtos perigosos EUA 2002...................................................68
Tabela 8 - Movimentação por classe de risco...........................................................................69
Tabela 9 - Acidentes no transporte de produtos perigosos por modais....................................70
Tabela 10 - Acidentes por tipo de produto EUA 2007.............................................................73
Tabela 11 - Distribuição dos transportes Brasil/EUA...............................................................74
Tabela 12 - Dados estatísticos - Brasil/EUA............................................................................74
Tabela 13 - Fiscalização em rodovias do Brasil.......................................................................76
Tabela 14 - Etapa de ocorrência de acidente EUA/2007..........................................................78
Tabela 14 Etapa de Ocorrência de Acidente EUA/2007LISTA DE ABREVIATURAS E
SIGLAS

AAPPC: Acordo de Alcance Parcial para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos


ABIQUIM: Associação Brasileira da Indústria Química
ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas
ADR: International Carriage of Dangerous Goods by Road – Acordo Europeu Para o
Transporte de Produtos Perigosos
ANTT: Agência Nacional de Transporte Terrestre
ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
ASSE: (The American Society of Safety Engineers) - Sociedade Americana dos
Coordenadores de Segurança
BTS: Bureau of Transportation Statistic - Central de Estatísticas do Transporte
CADAC: Cadastro de Acidentes Ambientais
CB: Corpo de Bombeiros
CDC: Centers for Disease Control and Prevention - Centro de Controle e Prevenção de
Doenças
CEL: Centro de Estudo em Logística
CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental
CIPP: Certificado de Inspeção de Produtos Perigosos
CLM: Council of Logistics Management (Conselho de Gestão Logística)
CNEN: Comissão Nacional de Energia Nuclear
CNT: Confederação Nacional do Transporte
CONTRAN: Conselho Nacional de Trânsito
COPPEAD: Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade
Federal do Rio de Janeiro
CORECONSP: Conselho Regional de Economia de São Paulo
DFPC: Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados
DEC: Defesa Civil Estadual
DEDEC: Departamento de Defesa Civil
DENATRAN: Departamento Nacional de Trânsito
DER/SP: Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo
DFPC: Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados do Ministério do Exército;
DGR: Dangerous Goods Regulations - Regulamentos da IATA Produtos Perigosos
DHS: (Department of Homeland Security) - Departamento de Segurança Interna
DNIT: Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes
DOJ: (Department of Justice) – Departamento de Justiça
DOT: (Department of Transportation) - Departamento de Transporte
DOU: Diário Oficial da União
EPA: (U.S. Environmental Protection Agency) - Agência de Proteção Ambiental
EPI: Equipamento de Proteção Individual
EUA: Estados Unidos
EUROSTAT: Statistical Office of the European Communities - Gabinete de Estatísticas da
União Européia
FEMA: (U.S. Federal Emergency Management Agency’s) - Agência Federal de
Gerenciamento de Emergências
FIPE: Fundação Instituto de Pesquisas Economicas
FISPQ: Ficha de Informação de Segurança
GHS: Sistema Harmonizado Globalmente p/ Classific. e Rotulagem de Produtos Químicos
GOSKOM STAT: Gosudarstvennyi Komitet Statistiki – Comitê para Estatísticas Russo
HMR: (Hazardous Material Regulations) - Regulamento de Materiais Perigosos
IATA: International Air Transport Association – Associação Internacional de Transporte
Aéreo
IBAMA: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica
IDET: Índice de Desempenho Econômico do Transporte
IMDG: International Maritime Dangerous Goods – Código Internacional para o Transporte
Marítimo de Produtos Perigosos
INMETRO: Inst. Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
IPEM: Instituto de Pesos e Medidas
IPR: Instituto de Pesquisas Rodoviárias
IPR: Instituto de Pesquisas Rodoviárias
LEPC: (Local Emergency Planning Committees) - Comitês Locais Para Planejamento
Emergenciais
MDIC: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
MERCOSUL: Mercado Comum do Sul
MICT: Ministério da Industria, do Comércio e do Turismo
MJ: Ministério da Justiça
MOPP: Curso para Condutores de Veículos Rod. Transp. de Produtos Perigosos
MT: Ministério dos Transportes
NBR: Norma Brasileira
NIOSH: (Department of Homeland Security) - Instituto Nacional de Segurança e Saúde
Ocupacional
NRC: (National Response Center) - Centro Nacional de Resposta
NRC: (U.S. Nuclear Regulatory Commission) – Comissão de Regulamentação Nuclear
NTC: Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
NTSB: (U.S. National Transportation Safety Board) – Conselho Nacional de Segurança nos
Transportes
OEMA: Órgão Estadual de Meio Ambiente
OHM: (Department of Transportation’s Office of Hazardous Materials Safety) - Instituto Para
Segurança com Materiais Perigosos do Departamento de Transporte
ONU: Organização das Nações Unidas
ORTN: Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional
OSHA: (U.S. Occupational Safety and Health Administration’s) – Administração da
Segurança e Saúde Ocupacional
OTN: Obrigação do Tesouro Nacional
PHMSA: (Pipeline and Hazmat Safety Administration) Administração de Dutos e Produtos
Perigosos
PIB: Produto Interno Bruto
PREVINE: Plano de Emergência para Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos
PRF: Polícia Rodoviária Federal
PVC: Poli Cloreto de Vinila (plástico)
R$: Real: Moeda Brasileira
RAPP: Relatório de Acidentes com Produtos Perigosos
REG/T: Regimento Técnico do Exercito Brasileiro
RNTCR: Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas
RS: Rio Grande do Sul
RSPA: (Research and Special Programs Administration) - Administração de Investigação e
Programas Especiais
RT: Regulamento Técnico
RTPP: Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos
RTQ: Regulamento Técnico de Qualidade
SEPLAG: Secretaria do Planejamento e Gestão do Rio Grande do Sul
SERC: (State Emergency Response Commissions) - Comissões Estaduais de Resposta a
Emergências
TSA: (Transportation Security Administration) – Administração da Segurança no Transporte
US: United States – Estados Unidos
UFRJ: Universidade Federal do Rio de Janeiro
US$: Dólar - Moeda Norte Americana
USA: Estados Unidos da América
USC: United States Code – Código de Lei Norte Americano
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..............................................................................................................16
1.1 Considerações iniciais......................................................................................................16
1.2 Objetivos gerais................................................................................................................18
1.3 Objetivos específicos........................................................................................................18
1.4 Delimitação do trabalho...................................................................................................19
1.5 Motivação.........................................................................................................................19
1.6 Metodologia.....................................................................................................................20
1.7 Organização do texto........................................................................................................20
2 LOGÍSTICA...................................................................................................................21
2.1 Conceitos de logística.......................................................................................................22
2.2 Gestão empresarial no transporte de produtos perigosos..................................................22
3 O TRANSPORTE RODOVIÁRIO NO BRASIL.........................................................24
3.1 Faturamento do setor de transporte de cargas do Brasil....................................................25
3.2 Produtos perigosos no Brasil............................................................................................25
3.3 O transporte de produtos perigosos no Brasil...................................................................26
3.4 Acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos...............................................27
3.5 Regulamentação...............................................................................................................29
3.6 A legislação brasileira......................................................................................................31
3.7 Regulamento técnico da qualidade...................................................................................31
3.8 Normas técnicas...............................................................................................................32
4 RESPONSABILIDADES...............................................................................................33
4.1 Responsabilidade do fabricante e do importador de equipamentos..................................33
4.2 Responsabilidades do transportador.................................................................................34
4.3 Responsabilidades do condutor........................................................................................35
4.4 Responsabilidades do embarcador....................................................................................36
4.5 Responsabilidades do contratante e do destinatário..........................................................37
4.6 Responsabilidades em caso de acidentes..........................................................................38
4.7 Multas e penalidades........................................................................................................39
5 DOCUMENTAÇÃO......................................................................................................39
6 CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS PERIGOSOS.................................................40
6.1 Identificação.....................................................................................................................42
6.3 Embalagens......................................................................................................................44
7 FISCALIZAÇÃO...........................................................................................................46
8 MANUSEIO....................................................................................................................46
9 IRREGULARIDADES E EMERGÊNCIAS................................................................49
9.1 Impactos ambientais.........................................................................................................51
9.2 Ações de combate a sinistros............................................................................................51
9.3 Aproximação ao ponto do acidente..................................................................................53
9.4 Recomendações para combate a incêndios.......................................................................54
9.5 Restrições à utilização de água no combate......................................................................54
9.6 Medidas a serem adotadas quanto a proporção do acidente..............................................55
9.7 Rescaldo...........................................................................................................................55
9.8 Procedimentos de transbordo e descontaminação.............................................................56
9.9 Monitoramento das áreas atingidas..................................................................................56
10 O TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS NO MUNDO..............................57
10.1 O transporte de produtos perigosos nos Estados Unidos..................................................58
10.2 Definições de materiais perigosos nos EUA.....................................................................64
10.3 Regulamentação...............................................................................................................64
10.4 Aplicação da HMR...........................................................................................................65
10.5 Multas e Penalidades........................................................................................................66
10.6 O transporte rodoviário de produto perigoso nos Estados Unidos....................................66
10.7 Acidentes com produtos perigosos...................................................................................68
10.7.1 Índices de acidentes..........................................................................................................70
10.7.2 Tipo de produto envolvido em acidentes..........................................................................71
11 COMPARAÇÕES DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO NO BRASIL E NOS
ESTADOS UNIDOS.......................................................................................................72
11.2 O Transporte rodoviário de produtos perigosos................................................................74
11.3 A legislação......................................................................................................................74
11.4. Multas e penalidades........................................................................................................75
11.5 Produtos perigosos mais transportados.............................................................................75
11.6 Acidentes..........................................................................................................................76
11.7 Etapa do transporte com maior incidência de acidentes...................................................76
12 CONCLUSÃO................................................................................................................78
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................................79
ANEXOS...................................................................................................................................... 82
ANEXOS
1 INTRODUÇÃO

1.1 Considerações Iniciais

Este trabalho se propõe a estudar o transporte rodoviário de cargas perigosas,


apresentando o cenário brasileiro atual e fazer um paralelo com o cenário dos Estados Unidos,
evidenciando nossas dificuldades e problemas.
A população global está em franco crescimento; estima-se que ocorra o
nascimento de quatro crianças a cada segundo, resultando em aproximadamente 125 milhões
de nascimentos anuais. O numero de óbitos é próximo de 50 milhões por ano, proporcionando
crescimento populacional anual de 75 milhões de pessoas no planeta. Esse crescimento é um
dos fatores que tem impulsionado o desenvolvimento da produção industrial pelo mundo, pois
estas pessoas anseiam por alimentos, vestuários, conforto, tecnologias e produtos
industrializados.
Para atender à crescente demanda por alimentos e bens de consumo e às
sofisticações dos processos produtivos, as indústrias, cada vez mais, empregam em seus
processos produtivos, materiais que trazem consigo um risco potencial à vida e ao meio
ambiente.
A legislação brasileira define produto perigoso como: “Substâncias ou artigos
encontrados na natureza ou produzidos por qualquer processo que, por suas características
físico-químicas, representem risco para a saúde das pessoas, para a segurança pública ou para
o meio ambiente”, (Resolução ANTT nº 420/04).
Muitos produtos perigosos são obtidos ou fabricados em locais distantes
daqueles onde serão utilizados, gerando assim a necessidade de deslocamentos. A
movimentação destes produtos introduz um momento de especial atenção no processo, por
apresentar riscos aos seres vivos e a natureza e assim demandam cuidados especiais.
No Brasil, o transporte de produtos perigosos vem apresentando crescimento
significativo devido ao aumento da sua demanda nos mais diversos setores de produção,
somente com os produtos químicos, que na sua maioria são considerados perigosos. Tivemos
um incremento na importação no período de 1998 até 2007 na ordem de 136% e as
exportações evoluíram em 197%, no mesmo período, aumentando da mesma forma a
preocupação com o seu controle por parte das autoridades públicas, empresas, agências
reguladoras e organismos ambientais.

Figura 1 - Balança comercial de produtos químicos - Fonte: Relatório anual ABIQUIM 2007

Figura 2 - Distribuição do Transporte de Cargas no Brasil - Fonte: Confederação Nacional do Transporte - CNT

A matriz de transportes brasileira tem o rodoviário como seu principal modal


terrestre, sendo o responsável por 45,59% do transporte de carga do país. A maior
movimentação de produtos perigosos no modal rodoviário é oriunda do setor químico,
petroquímico e do refino de petróleo, e neste modal os riscos inerentes ao transportes ganham
volume face aos inúmeros fatores que contribuem para este resultado, dentre os quais
podemos ressaltar:
• A precariedade de algumas estradas, onde a sinalização, piso, defensas
estão mal conservadas ou inexistem;
• Frota de veículos muito antiga e mal conservada;
• Qualificação inadequada de motoristas e trabalhadores que operam
estas cargas.
Acidentes envolvendo o transporte de materiais perigosos são corriqueiros, e
atingiram um patamar que se fez necessário a criação de leis e normas de procedimentos que
regulamentam o manuseio, transporte e armazenamento destes produtos.
Estas leis e normas reguladoras do transporte, muitas vezes se transformam em
obstáculo para as empresas operadoras de transporte de produtos perigosos. A burocracia e os
entraves causados pela aprovação para a movimentação destes materiais são tantos, que
acabam encarecendo os fretes, onerando as empresas que realizam suas atividades dentro dos
preceitos legais e motivando o transporte irregular que se torna potencialmente perigoso para
a sociedade e o meio ambiente. Esse processo se auto alimenta uma vez que as empresas que
operam a margem da lei se beneficiam da falta ou da baixa eficiência da fiscalização e
acabam competindo de forma desleal com empresas que operam de forma legal e que por isso
tem seus custos elevados.

1.1 Objetivos Gerais

Estudar o atual cenário do transporte de produtos perigosos no Brasil e nos


Estados Unidos, suas leis, regulamentações, dados estatísticos e comparar os sistemas de
transporte rodoviário de produtos perigosos destes países.

1.2 Objetivos Específicos

Estudar a legislação, órgãos reguladores, conhecer os tipos de produtos e os


volumes transportados, estudar as estatísticas de acidentes, suas possíveis causas e
conseqüências no Brasil e nos Estados Unidos;

1.3 Delimitação do Trabalho


Em decorrência da delimitação temática, este trabalho não se ocupa, nesta
oportunidade, do cenário do transporte de cargas perigosas, por todo o país. É importante
evidenciar, no entanto, que no Brasil, poucos Estados efetuam o levantamento de dados
estatísticos, controle eficiente de acidentes e suas respectivas catalogações. Permanece a
expectativa de captação de dados globais, visando a um estudo mais aprofundado.

1.4 Motivação

O interesse no uso sustentável dos recursos naturais e a sua preservação, bem


como as conseqüências produzidas ao homem e ao meio ambiente, pelo uso de materiais
perigosos por todo o mundo é uma vertente que tem trazido muita preocupação para as
empresas. A indústria precisa destes produtos em seus processos produtivos, não sendo
possível deixar de utilizá-los. O emprego de materiais perigosos, nos processos industriais,
está crescendo no mundo todo, e no Brasil também ocorre este crescimento.
Acidentes ambientais decorrentes do transporte de produtos perigosos trazem
prejuízos para as empresas envolvidas nestas operações e para toda sociedade. Estas perdas
vão desde multas e impedimentos de funcionamento, até aos estragos proporcionados à
imagem das companhias que perdem a confiança do cliente e perdem em competitividade,
muitas vezes de maneira irrecuperável.
Dados estatísticos apontam que o transporte de produtos perigosos é o fator que
mais contribui para a ocorrência de acidentes ambientais, daí a importância de um estudo que
quantifique os acidentes, aponte suas localizações, e possíveis causas, fornecendo dados para
comparação com estatísticas internacionais, possibilitando assim uma análise da situação
brasileira frente a outros países.

1.5 Metodologia

Este trabalho se fundamentará em pesquisa bibliográfica em livros, artigos,


teses de doutorado e dissertações de mestrado, legislações, normas e guias técnicos nacionais
e internacionais, registros sobre práticas recomendáveis para o transporte de cargas perigosas.
Consulta em sites de ministérios brasileiros e americanos, Órgãos Estaduais de
Meio Ambiente – OEMAs, a fim de avaliar os impactos causados pelo setor no âmbito
nacional e internacional; Análise de estatísticas internacionais referentes ao transporte
rodoviário de produtos perigosos e a comparação com os índices nacionais.

1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7 Organização do Texto

Este trabalho está organizado da seguinte maneira: O capitulo 2 trata dos


conceitos de logística e a gestão do transporte de produtos perigosos
O capitulo 3, caracteriza o cenário atual do transporte de rodoviário de cargas,
seus índices de desempenho, com destaque para o transporte rodoviário de produtos perigosos
e suas regulamentações.
O capitulo 4 apresenta as responsabilidades pertinentes aos envolvidos no
transporte de produtos perigosos e as multas e penalidades a que estão sujeitos.
O capitulo 5 tem a função de elencar a documentação exigida para o transporte
de produtos perigosos no Brasil.
O capitulo 6 trata da classificação dos produtos perigosos e a correspondente
identificação nos veículos e embalagens.
O capitulo 7 apresenta uma abordagem a respeito das competências da
fiscalização do transporte rodoviário de produtos perigosos no Brasil.
O capitulo 8 aborda os perigos decorrentes do manuseio de produtos perigosos
e relacionamos medidas e precauções para a prevenção de acidentes.
O capitulo 9 contextualiza as irregularidades e emergências decorrentes do
transporte rodoviário de produtos perigosos, identificando as causas, impactos causados e as
ações a serem tomadas, com destaque para as instruções do Manual para Implementação de
Planos de Ação de Emergência para Atendimento a Sinistro Envolvendo o Transporte
Rodoviário de Produtos Perigosos (Manual DNIT/IPR).
O capitulo 10 refere-se ao cenário do transporte rodoviário de produtos
perigosos no mundo e trata especialmente das características e elementos do transporte
rodoviário de produtos perigosos nos Estados Unidos. Expõe, ainda, a legislação e órgãos de
relacionados ao tema, os índices de desempenho e dados estatísticos.
O capitulo 11 ficou reservado para as comparações entre o transporte de
produtos perigosos no Brasil e nos Estados Unidos, apresentando as suas principais
diferenças.
O capitulo 12 destina-se as conclusões e recomendações pertinentes ao trabalho
desenvolvido.

1 LOGÍSTICA

A palavra logística tem a sua origem na etimologia francesa, do verbo “loger”,


cujo significado “alojar” é um termo oriundo do meio militar.
Tempos atrás a logística era associada ao transporte de mercadorias e a
distribuição, entretanto segundo entendimentos mais recentes uma concepção mais abrangente
passou a vigorar. Esta nova visão contempla a integração das diversas áreas envolvidas na
produção, dimensionamento e layout de armazéns, alocação de produtos em depósito,
transportes, embalagens, distribuição, seleção de fornecedores e clientes externos, e toda a
informação decorrente destes processos. Conforme Ballou, 2006 a logística pode ser
entendida como a gestão do fluxo de materiais e informações entre o ponto de origem e o
ponto de consumo, bem como, todos os trabalhos exigidos para mover e posicionar o
inventário na cadeia de suprimentos, ou seja, tudo aquilo que envolve a movimentação de
produtos (entre clientes, fornecedores e fabricantes), estoques e seus sistemas (nos armazéns,
galpões, fabricas, pontos de venda), formas de acondicionamento (embalagens, conteiners) e
até mesmo a localização de cada player de uma cadeia logística.

1.1 Conceitos de Logística


Muitas definições de logística foram dadas através dos tempos, e ainda podem
ser encontradas na literatura moderna. A grande gama de definições é devido à evolução,
amplitude e o envolvimento dos processos que se acercaram do termo. O Council of Logistics
Management (CLM) em 1986 defendia a seguinte definição: “Logística é o processo de
planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenamento eficiente e econômico de
matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a
eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às
exigências dos clientes“. Esta definição foi posteriormente modificada pelo CLM e passou a
contemplar também o conceito da gestão da cadeia de suprimentos e passou a ter a seguinte
leitura: “É a parte do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implementa e controla,
eficientemente, o fluxo e armazenagem de bens, serviços e informações do ponto de origem
ao ponto de consumo de forma a atender às necessidades dos clientes“
No entendimento de Ballou, 2006, a logística empresarial trata de todas as
atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo dos produtos desde o
ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de
informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis
de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.
Notamos que muitas definições são dadas para logística, todavia é importante
entender que é a logística que promove a integração dos processos de negócio desde os
fornecedores primários até o usuário final, possibilitando a produção de bens, serviços e
informações que agreguem valor ao cliente, para mensurarmos a sua importância para a
cadeia de suprimentos.

1.2 Gestão Empresarial no Transporte de Produtos Perigosos

Para Lima, 2007, quando se observa os aspectos relativos ao nível de tomadas


de decisões, a estrutura organizacional da área de transportes, aos serviços oferecidos aos
clientes e aos custos envolvidos é que se pode quantificar a importância da gestão de
transportes Em tempos atrás, para uma boa administração dos negócios do transporte não se
exigia conhecimentos aprofundados das nuances administrativas que cercavam este setor.
Atualmente a gestão do transporte de cargas no Brasil está passando por um período de
transformações. Devido à complexa regulamentação do setor, aumento da competição e
aparecimento de novas e modernas tecnologias, principalmente na área de comunicações e
gestão empresarial, os conhecimentos necessários para uma gestão de sucesso exige expertise
multidisciplinar, com formação especifica para gerir os negócios. Esta especialização é um
dos fatores que tem levado as empresas a optaram por terceirizar as atividades do transportes
em seus negócios.
No setor de produtos perigosos a gestão do transporte toma aspectos de maior
dimensão a partir do momento que se considera os riscos envolvidos.
Conforme a pesquisa efetuada pelo Centro de Estudos em Logística –
CEL/COPPEAD, no Panorama Logístico – Gestão do Transporte Rodoviário de Cargas nas
Empresas - Práticas e Tendências, 2007, nas empresas de transporte rodoviário de produtos
perigosos, muitas áreas são criticas e entre elas, temos as áreas de gestão da frota de veículos,
de recursos humanos e treinamentos e a de gerenciamento da documentação que deve atender
os mais rigorosos ditames da legislação em vigor.
Procedimentos adotados pelos órgãos reguladores do transporte de produtos
perigosos estabelecem condições para que se possa efetuar o deslocamento destes materiais
pelas vias do país de forma segura. Estes procedimentos se baseiam em regras e normas de
conduta, condições de equipamentos, qualificação e treinamento do pessoal envolvido,
documentação da carga, do veículo e do condutor e também a obtenção de autorizações e
pedidos de apoio junto aos órgãos competentes, que pode variar dependendo do tipo da carga.
A relação de documentos exigidos para o transporte de produtos perigosos
diferencia de uma região para outra. Alguns estados e até mesmo municípios possuem
legislações próprias que pode exigir documentos para aprovações, permissões e autorizações
de transporte de produtos perigosos.
Desta forma a maioria das empresas fornecedoras de produtos caracterizados como perigosos
optam por contratar empresas de transportes especializadas, conseguindo, assim, segundo o
Panorama logístico/COPPEAD/UFRJ – 2007:
• Melhorar o nível de serviço ao cliente.
• Racionalizar e diminuir custos.
• Ter maior disponibilidade de frota.
• Gerir de forma mais consciente as suas operações.
• Integrar-se de forma efetiva com as demais áreas envolvidas no
processo do transporte.
1 O TRANSPORTE RODOVIÁRIO NO BRASIL

O Brasil com os seus 8.511.966 km2 de área territorial, segundo o IBGE


(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), figura como quinto maior país do mundo em
superfície, seu sistema de transporte rodoviário dispunha em 2004, segundo a ANTT de
1.610.076 de km de rodovias para atender uma população de aproximadamente 192 milhões
de habitantes. O meio rodoviário responde por 58% de todo o transporte de carga interna e
para os países da América do Sul. O Brasil transportou em 2005, segundo o IDET (Índice de
Desempenho Econômico do Transporte) - FIPE/CNT, pelo meio rodoviário 489, 8 milhões
de toneladas de produtos diversos, para atender as mais de 1.393.496 empresas que operam
em solo brasileiro, segundo o a Pesquisa Anual do Comércio, 2006 do IBGE. A TABELA 1 a
seguir apresenta os principais elementos do sistema de transporte de cargas do Brasil no ano
de 2006

Tabela 1 - Principais Elementos do Sistema de Transporte de Cargas do Brasil: 2006


Principais Elementos do Sistema de Transporte de Cargas do Brasil: 2006
Meio Extensão do Sistema
Rodovias Públicas - 1.610.076 Km Extensão
232.481 km- Estradas Estaduais
Rodovias
73.009 km – Estradas Federais
1.297.641 km - Outras Rodovias
Aeroportos
31 Internacionais
Aéreo
36 Nacionais
2 .498 Pequenos/Aeródromos
Ferrovia em Operação
Ferrovias
29.596 km em extensão
Hidrovias
Aquaviário
42.000 km Rede Fluvial
Petróleo
Oleoduto: 7.028,7 km de extensão
Gás Natural
Dutos
Gasoduto: 8.805 km de extensão
Minério
Mineroduto: 567 km de extensão
Fonte AETT/2005 da ANTT, Agência Brasil - EBC, Logística e Transportes
Em virtude do tamanho de seu território, aliado ao fato de ter adotado o modal
rodoviário como seu modal mais importante na matriz de transporte, o Brasil é detentor de
uma das maiores malhas rodoviária do mundo. Pelas rodovias brasileiras são transportados
todos os tipos de cargas, trazendo como conseqüência, um volume muito grande de
caminhões que trafegam diariamente de norte a sul do país movimentando as riquezas
produzidas.
3.1 Faturamento do Setor de Transporte de Cargas do Brasil

O setor de transporte no Brasil, no ano de 2006, segundo o IBGE, gerou R$


97,5 bilhões de receita, nesta apuração são considerados todos os tipos de transportados, tais
como cargas e passageiros, pelos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. O
transporte rodoviário de cargas representou 38,0% da receita do setor, ou seja, R$ 37 bilhões,
onde os serviços de transporte de produtos perigosos tiveram a participação de 11,5%, seja,
R$ 4,148 bilhões. A TABELA 2 apresenta a distribuição da renda no setor de transporte e a
participação de cada setor no total da receita do ano de 2006,

Tabela 2 - Distribuição da Receita do Setor de Transporte 2006


Distribuição da Receita do Setor de Transporte – 2006 – (X 1000)
Setor Carga Passageiros Outros Total %
Transporte rodoviário de cargas 35.632.506 194.245 1.523.804 37.350.555 38,3
Transporte rodoviário de passageiros 475.669 26.384.994 77.817 26.938.489 27,6
Transporte ferroviário 4.551.947 2.937.527 246.737 7.736.207 7,9
Transporte aquaviário 5.804.505 277.784 2.582.602 8.664.935 8,9
Transporte aéreo 2.635.753 13.932.515 207.631 16.775.898 17,2
Totais 49.100.380 43.727.065 4.638.591 97.466.084 100,0
Fonte: IBGE

3.2 Produtos Perigosos no Brasil

No Brasil, segundo a ANTT, em 2007 foram transportadas 1.137.183.334


toneladas de produtos pelas rodovias, sendo que o transporte rodoviário de produtos perigosos
contribui com 11,5% deste total, ou seja, 130.776.083,4 toneladas, alcançando a soma de R$
4,133 bilhões.
Segundo a Pesquisa Anual de Serviços – Suplemento - Produtos e Serviços –
2007 do IBGE, os produtos perigosos mais transportados nas rodovias brasileiras são os
líquidos inflamáveis que representam 49,12% do total de produtos perigosos transportados.
A TABELA 3 a seguir apresenta o percentual da participação dos líquidos
inflamáveis (combustíveis e GLP) no total da receita operacional dos produtos perigosos
transportados pelo modal rodoviário no ano de 2006, segundo o IBGE.
Tabela 3 - Receita Operacional - Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos - 2006
Receita Operacional - Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos - 2006
Total de Produtos Perigosos R$ 4.133.603,00 100%
Combustiveis e GLP R$ 2.019.699,00 49%
Outros Produtos Perigosos R$ 2.113.899,00 51%
Fonte: IBGE/2007

3.3 O Transporte de Produtos Perigosos no Brasil

Todas as cargas são merecedoras de cuidados quando estão em transporte,


entretanto os produtos perigosos requerem maior atenção.
O produto perigoso, para ser transportado, precisa estar de acordo com leis e
normas distribuídas em variados campos da normatização; São leis que tratam do interesse da
gestão ambiental, da segurança no trabalho, do Código de Trânsito Brasileiro, decretos do
Ministério dos Transportes e até mesmo, normas baixadas pelo Comando do Exército
Brasileiro.
Pela extensão continental do país e sua vasta malha rodoviária, os organismos
fiscalizadores encontram muitas dificuldades para fiscalizar e coibir as irregularidades
cometidas. O cumprimento das exigências para transporte de produto perigoso, é cobrado,
constantemente, ao longo das estradas e vias, mas acidentes acontecem e são causadores de
enormes prejuízos. Esta preocupação ganha vulto a partir do momento que as estatísticas
apontam, no último ano, o crescimento do volume de produtos perigosos em trânsito pelas
rodovias nacionais, e se prevê uma tendência de crescimento por muito tempo, fazendo crer
que medidas de prevenção precisam urgentemente ser adotadas.

3.4 Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos

Os acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos são motivados


pelas mais variadas causas, que vão desde as condições de conservação das estradas, da
sinalização deficiente, do despreparo dos motoristas, do estado de conservação dos veículos,
acondicionamento inadequado da carga, fatores climáticos, projeto de rotas ineficiente, dentre
outros, conforme Ferreira, 2003. (Já modificado – acho melhor assim do que a sugestão do
Well)
Não existe uma estatística global do número de acidentes envolvendo cargas
perigosas no Brasil, de maneira que uma estimativa razoável, fica comprometida.
Segundo Santos, 2006, no Estado de São Paulo onde transita o maior volume
deste tipo de material a CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental,
desenvolveu, a partir de 1978, por meio do Setor de Operações de Emergência e de suas
Agências Ambientais, um serviço de atendimento a situações emergenciais que representam
riscos ao meio ambiente e à população, causando acidente, nas mais diversas atividades, e
vem mapeando as ocorrências desde então. Este mapeamento mostra um panorama estatístico
regionalizado, que oferece dados para uma amostragem da situação atual pelo Estado de São
Paulo. No período compreendido entre os anos de 1978-2007, foram atendidas pela CETESB,
em solo paulista, 6700 ocorrências de acidentes ambientais, sendo que 54% destas ocorrências
foram ocasionadas pelo transporte rodoviário. A FIGURA 3, a seguir, demonstra o percentual
das emergências químicas atendidas pela CETESB no ano de 2007

Figura 3 - Emergências químicas atendidas pela CETESB – ano 2007


Fonte: CETESB

O número de acidentes ambientais decorrentes do transporte de produtos


perigosos apresenta tendência de crescimento conforme demonstrado na FIGURA 4 e podem
causar muitos prejuízos às empresas envolvidas nestes eventos (contratadas e contratantes),
gerando multas aplicadas pelos órgãos gestores do meio ambiente, perdas de cargas,
destruição do ambiente e de veículos, fatores que envolvem grandes somas monetárias, e que
também causam perdas que não podem ser reparadas, às vidas humanas.

Figura 4 - Acidentes ambientais atendidos pela CETESB no transporte rodoviário1983/2007


Fonte: CETESB

3
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5 Regulamentação

O transporte terrestre de produtos perigosos no Brasil, devido à complexidade


das operações, é regulamentado por uma legislação extensa e detalhada, que exige alto grau
de conhecimento e dedicação para compreensão de suas exigências.
Segundo Moraes, 2001, a regulamentação do transporte de produtos perigosos
não é regulada por nenhum registro ou licenciamento exigido pelo Ministério dos Transportes,
por ser considerado que as operações de transporte de produtos perigosos já são repletas de
exigências burocráticas e bem providas de documentação.
Em se tratando de regulamentação, vários órgãos governamentais em todas as
esferas, atuam em separado ou conjuntamente criando mecanismos para regular este tipo de
transporte. A legislação federal para o transporte rodoviário fundamenta-se tecnicamente no
Manual da ONU “Recomendations on the Transport of Dangerous Goods” cujos documentos
legais determinam as responsabilidades individuais, e também trata da questão da co-
responsabilidade. A formulação da legislação brasileira foi baseada em legislações
internacionais tais como:
• Orange Book, 14th edition, UN, New York, 2005
• ADR 2005, ONU, Geneva, 2004
• IMDG - Code, amdt 31-04, IMO, London, 2004.
• DGR, 47th edition, IATA, Montreal, 2006
Buscando o aperfeiçoamento das práticas operacionais e a manutenção da
coerência mediante os padrões e procedimentos internacionais, essas regulamentações são
atualizadas periodicamente, devido à constante evolução tecnológica do setor, aliada à
dinâmica de novas formulações e fabricação de produtos.
Em 2001, o setor federal de transportes do Brasil passou por uma
reestruturação completa. Naquele ano, através da lei nº 10.233, foi criado o Conselho
Nacional de Pregação de Políticas de Transporte e as Agências Nacionais de Transporte
Terrestre (ANTT) e Aquaviário (ANTAQ) como órgãos reguladores e fiscalizadores dos
segmentos do sistema federal de transporte, ficando o Ministério dos Transportes responsável
pela formulação, coordenação e supervisão das políticas.
A FIGURA 5 idealizada pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança
e atualizada pelos autores representa a configuração da hierarquia dos órgãos reguladores do
transporte de produtos perigosos
Figura 5 – Órgãos de Regulamentação do Transporte de Produtos Perigosos - Fonte: Sociedade Brasileira
de Engenharia de Segurança e atualizado pelos autores.

3.1.1 Organismos de Regulamentação

Os regulamentos técnicos destinados a regular a capacitação de veículos e


equipamentos e pela certificação de embalagens ficam a cargo do INMETRO. O CONTRAN
regulamenta as questões relacionadas ao treinamento obrigatório dos motoristas e o
DENATRAN codifica multas, tipificando as infrações ao Regulamento Nacional de
Transportes de Produtos Perigosos (RTPP), estes órgãos são subordinados ao Ministério da
Justiça. A comercialização e utilização de alguns produtos perigosos são controladas pelo
Ministério da Defesa, e as substâncias radioativas pelo CNEN.
Produtos utilizados na produção de drogas, tais como: acetona e ácido
clorídrico são controlados pela Polícia Federal. As polícias Rodoviária Federal e Militar
Estadual são encarregadas da fiscalização do transporte. A Defesa Civil e o Corpo de
Bombeiros atendem às emergências decorrentes dos transportes que afetam a comunidade,
incluindo principalmente, aqueles que ocorrem durante o transporte.
Departamento de Defesa Civil - DEDEC é um órgão do Ministério do
Planejamento e Orçamento, que dentre outras atribuições, articula e coordena as ações do
Sistema Nacional de Defesa Civil. Já o Corpo de Bombeiros, possui organização diferenciada
em vários Estados da União, na maioria das vezes vinculado à Polícia Militar, em alguns
Estados possui organização independente.

3.
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6 A Legislação Brasileira

A legislação brasileira que trata do transporte de produtos perigosos é muito


extensa. Com origem nos anos 80, vem sendo constantemente atualizada e aperfeiçoada para
a sua adequação aos avanços tecnológicos e aos padrões internacionais. Atualmente,
contamos com um numero de leis, normas e regulamentações em vigência que ultrapassa a
quantia de 50 regras, que são fiscalizadas por diferentes entidades. Uma relação em ordem
cronológica dos decretos, portarias e resoluções que regulamentam ou regulamentaram o
transporte de produtos perigosos, será disponibilizado no ANEXO 1, juntamente com um
breve relato de seu conteúdo visando acrescentar maiores informações a respeito da
legislação
3.7 Regulamento Técnico da Qualidade

Os regulamentos técnicos da qualidade são editados e gerenciados pelo


Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, ou
entidade por ele credenciada, que regulamenta, entre outros, a adequação dos veículos e
equipamentos destinados ao transporte de produtos perigosos. Dentre os regulamentos
editados destacamos:

• RTQ-5 – Trata da tipificação do veículo destinado ao transporte


rodoviário de produtos perigosos;
• RTQ-2 I – Regula os equipamentos para o transporte de produtos a
granel - inspeções periódicas - álcool etílico combustível, álcool metílico, querosene,
gasolina, óleo diesel e combustível para avião;
• RTQ-32 – Estabelece normas para a construção, instalação e inspeção
para veículos rodoviários destinados ao transporte de produtos perigosos;
• RT-27 – Normatiza as inspeções em equipamentos destinados ao
transporte de produtos perigosos a granel não incluídos em outros regulamentos

3.1 Normas Técnicas

As normas técnicas são um conjunto de regulamentos produzidos sob a


responsabilidade da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, que tem como
objetivos oferecer regras para as operações que estão sob a influência das normas, neste caso,
produtos perigosos. Estas regras podem sofrer alterações de acordo com a evolução das
tecnologias que acercam a natureza do evento, sendo constantemente atualizadas e reeditadas.
Dentre as normas para o transporte de produtos perigosos elencamos:
• NBR 7500 - Símbolos de risco e manuseio para o transporte e
armazenamento de materiais.
• NBR 7501 - Transporte de produtos perigosos – terminologia.

• NBR 7503 - Ficha de emergência para o transporte de produtos


perigosos - características e dimensões.
• NBR 7504 - Envelope para transporte de produtos perigosos -
características e dimensões.

• NBR 8285 - Preenchimento da ficha de emergência para o transporte


de produtos perigosos.

• NBR 8286 - Emprego da sinalização nas unidades de transporte e de


rótulos nas embalagens de produtos perigosos.

• NBR 9734 - Conjunto de equipamentos de proteção individual para


avaliação de emergência e fuga no transporte rodoviário de produtos perigosos.

• NBR 9735 - Conjunto de equipamentos para emergências no


transporte rodoviário de produtos perigosos.

• NBR 10271- Conjunto de equipamentos para emergências no


transporte rodoviário de ácido fluorídrico – procedimento.

• NBR 12710 - Proteção contra incêndio por extintores, no transporte


rodoviário de produtos perigosos.

• NBR 12982 - Desgaseificação de tanque rodoviário para transporte de


produto perigoso - classe de risco 3 - líquidos inflamáveis – procedimento.

• NBR 13095 - Instalação e fixação de extintores de incêndio para


carga, no transporte rodoviário de produtos perigosos.

• NBR 14064 - Atendimento de emergência no transporte rodoviário de


produtos perigosos.

• NBR 14095 – Área de estacionamento para veículos rodoviários de


transporte de produtos perigosos.

4 RESPONSABILIDADES

O Código Civil, como Lei principal, em seu capitulo XIV, Artigos 730 a 756
contempla os assuntos relativos aos transportes e as suas correlações. Entende-se que a
responsabilidade nos transporte é objetiva, ou seja, pode atingir o direito coletivo e causar
danos a sociedade, e o Artigo 927, deste mesmo Código, define que aquele que causar danos
tem a obrigação da reparação. Todavia através de Leis complementares, tais como os
Decretos Lei 96.044/88 e 98.973/90 contemplam a responsabilização de todos os envolvidos
com esse tipo de transporte, e para cada parte são atribuídas responsabilidades específicas
com a tipificação de infrações e as suas respectivas punições, segundo a ANTT.

3
3.1 Responsabilidade do Fabricante e do Importador de Equipamentos

É de responsabilidade do fabricante de equipamento destinado ao transporte de


produto perigoso ou do importador (que assume em território brasileiro, os deveres,
obrigações e as responsabilidades do fabricante) fornecer ao INMETRO informações sobre a
fabricação e destinação dos equipamentos e responde ainda, penal e civilmente pela qualidade
e adequação para a finalidade a que se destina o equipamento. Deve ainda, fornecer ao
embarcador informações necessárias ao preenchimento da Ficha de Emergência, e a respeito
dos cuidados a serem tomados no transporte, manuseio e acondicionamento do produto e
também a relação do conjunto de equipamentos adequado;

3.
3.1
3.1.1
3.2 Responsabilidades do Transportador

O transportador que utiliza o modal rodoviário para o transporte de produtos


perigosos fica responsável por uma série de procedimentos e responde nos termos da lei pelo
não atendimento aos preceitos legais. Dentre as principais responsabilidades destacamos:
• Proporcionar aos seus prepostos, qualificação, treinamento especifico,
orientação, exames de saúde periódicos e condições de trabalho conforme preceitos de
higiene, medicina e segurança do trabalho;
• Fornecimento de veículos em perfeitas condições de uso, preparado
para o transporte, dotados das características exigidas pela legislação pertinente, (rótulos e
painéis de segurança específicos; de acordo com as NBR – 7.500 e NBR – 8.286) e portando
o conjunto de equipamentos para situações de emergência indicado por Norma Brasileira, ou,
na inexistência desta, o recomendado pelo fabricante do produto;
• Segundo as normas do Ministério do Trabalho, deve fornecer
equipamentos obrigatórios e de proteção individual (EPI) aos envolvidos na operação, bem
como os trajes e equipamentos de segurança no trabalho, e zelar pela sua utilização nas
operações de transporte, carga, descarga e transbordo;
• Planejamento da ação de transporte, considerando: itinerário,
características das estradas (piso, traçado, número de pistas, sinalização), pontos de paradas,
horários permitidos para trânsito, densidade do tráfego, prescrições legais na área urbana e nas
estradas, condições atmosféricas, peculiaridades da região (natureza das obras de arte,
travessias de cursos d’água por meios descontinuados, capacidade de peso e altura das pontes
e viadutos);
• Exigir perante a quem de direito toda e qualquer documentação
exigível para o tipo de transporte que está se propondo a fazer;
• Orientar a estivagem da carga no veículo, quando, por acordo com o
expedidor, seja co-responsável pelas operações de carregamento e descarregamento.
Existe situação na qual o transportador se exime de responsabilidades, isso
acontece se receber a carga lacrada ou se for impedido, pelo expedidor ou destinatário, de
acompanhar a carga e descarga, isso o isenta de responsabilidade por acidente ou avaria
ocasionada pelo acondicionamento incorreto da carga. Em outra situação tais
responsabilidades se estendem a outrem, isso acontece quando o transporte for realizado por
transportador comercial autônomo, ficando os deveres e obrigações estendidas a quem o tiver
contratado e em outra situação o transportador pode ser responsabilizado solidariamente com
o embarcador, quando receber, para transporte, produtos cuja embalagem apresente sinais de
violação, deterioração, mau estado de conservação ou que de qualquer forma infrinja qualquer
regulamento, normas ou instruções que se apliquem ao produto transportado.

3.1 Responsabilidades do Condutor

A legislação brasileira, em especial o Decreto Lei 96044/88 de 18/05/1988


contempla também as responsabilidades do condutor, porém, outras responsabilidades são
determinadas pelas empresas contratantes e transportadoras através dos contratos de trabalho.
Algumas destas responsabilidades estão listadas a seguir:
• Zelar pela conservação e bom uso dos equipamentos e acessórios do
veículo, inclusive os exigidos em função da natureza específica dos produtos transportados;
• A carga e o veículo devem ser inspecionados durante as paradas que
obrigatoriamente serão feitas em locais afastados de habitações e pessoas, verificando,
inclusive, a existência de vazamento, o grau de aquecimento e as demais condições dos pneus
do conjunto transportador;
• Interromper a viagem e entrar em contato com a transportadora,
autoridades ou a entidade cujo telefone esteja listado no envelope de transporte, quando
ocorrerem alterações na carga capazes de colocar em risco a segurança de pessoas, de bens ou
do meio ambiente.
• Certificar-se do porte de sua documentação pessoal, do veículo e da
carga e também da presença da ficha de emergência;
• Verificar o estado geral do veículo: motor, chassis, freios, direção,
pneus, sistema elétrico, carroceria, tanque etc.
• Observar o funcionamento das luzes de sinalização e certificar-se que
os sinais de perigo, tais como bandeirolas ou tabuletas de aviso, estão afixados em lugares
visíveis do veiculo;
• Verificar a existência de equipamentos de proteção pessoal e ter
conhecimento dos cuidados a serem observados, bem como sobre o manejo dos extintores de
incêndio, instrumentos dos tanques (manômetros, válvulas) e demais equipamentos de
segurança;
• Certificar-se que a carga está bem acondicionada, fixada e estabilizada
no veiculo;
• Cumprir plenamente o plano de viagem, reportando as não
conformidades e problemas, imediatamente aos seus superiores;
• Obedecer às normas de trânsito, notadamente o limite de velocidade
de deslocamento compatível com sua carga;
• Por ocasião de embarque ou desembarque conferir o material com a
guia de expedição correspondente;
• O condutor não deve participar das operações de carregamento,
descarregamento e transbordo da carga, salvo se devidamente orientado e autorizado pelo
expedidor ou pelo destinatário, e com a anuência do transportador.
3.1 Responsabilidades do Embarcador

Ao embarcador, cabe exigir do transportador o emprego de veículo adequado à


carga, com equipamento em boas condições operacionais, avaliar as condições de segurança,
conferir a existência dos rótulos de risco e painéis de segurança correspondentes aos produtos
transportados de conformidade com as NBR 7500 e NBR-8286 da ABNT.
Cabe-lhe, ainda, certificar-se que a empresa transportadora é competente e
habilitada a exercer este tipo de transporte, emitir nota fiscal e tratar da obtenção de toda
documentação necessária para o transporte da carga. Enviar juntamente com a carga uma guia
de trânsito com indicação de: material transportado, peso da carga, origem, destino e
itinerário. Confeccionar ficha de emergência relatando os procedimentos que devem ser
adotados em caso de acidentes, solicitar apoio de autoridades policiais em caso de
necessidade de paralisação de trânsito, escolta e demais procedimentos de responsabilidade
daquele órgão. Contratar escolta civil, batedores e sinalizadores quando for necessário.
O acondicionamento do produto transportado é responsabilidade do
embarcador que deve fazê-lo conforme as especificações do fabricante e durante o embarque
de produtos perigosos o embarcador deve adotar os cuidados relativos à compatibilidade entre
produtos e cuidar da preservação dos mesmos.
Ao embarcador cabem as operações de carregamento (embarque), entregar ao
transportador os produtos perigosos fracionados devidamente rotulados, etiquetados e
marcados, bem como os rótulos de risco e os painéis de segurança para uso nos veículo,
informando ao condutor as características dos produtos a serem transportados.

1
2
3
4
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5 Responsabilidades do Contratante e do Destinatário
Pelo Decreto Lei 96.044/88 o contratante fica obrigado a fornecer ao
transportador, quando este não os possuir, os equipamentos necessários conforme a NBR
9735 da ABNT, às situações de emergência, acidente ou avaria, com as devidas instruções de
uso indicadas pelo expedidor.
O contratante entregará ao transportador os produtos perigosos fracionados
devidamente rotulados, etiquetados e marcados, bem assim os rótulos de risco e os painéis de
segurança para uso nos veículos, informando ao condutor as características dos produtos a
serem transportados.
O destinatário fica encarregado do descarregamento e do devido treinamento e
orientação ao pessoal que participará desta operação. Por se constituir em momentos críticos,
cuidados especiais devem ser dispensados ao carregamento e ao descarregamento de produtos
perigosos, notadamente no que se refere ao amarramento (fixação da carga) a fim de se evitar
acidentes e danos aos produtos transportados.

3.1
3.2 Responsabilidades em Caso de Acidentes

O Decreto 96.044 de 18/05/1988 que regulamenta o transporte rodoviário de


produtos perigosos define as responsabilidades e os procedimentos das partes envolvidas nos
deslocamentos de cargas perigosas, na ocorrência de acidente, danos ou outro fator que
obrigue a imobilização de veículo que transporta produto perigoso.
Em seu conteúdo, o Decreto prevê que o motorista além de colocar em prática
as medidas indicadas na ficha de emergência e no envelope para o transporte correspondente a
cada produto transportado, deve também imediatamente dar ciência à autoridade de trânsito
mais próxima, relatando o tipo e o local da ocorrência, as classes e quantidades dos materiais
transportados;
No uso de suas atribuições a autoridade que atender a ocorrência, deve
determinar ao expedidor, ao destinatário e ao fabricante do produto, se julgar necessário, a
presença de pessoal especializado, que obrigatoriamente darão apoio e prestarão os
esclarecimentos que lhes forem solicitados.
Em condições de emergência com necessidade de operação de transbordo, a
mesma deverá ser executada conforme orientação do expedidor ou fabricante do produto e na
presença de autoridade pública se possível. Quando em via pública, medidas de proteção ao
trânsito deverão ser adotadas e os elementos envolvidos nessas operações, além de ter
recebido treinamento específico, deverão estar devidamente aparelhados com equipamentos
de manuseio e de proteção individual recomendados pelo expedidor ou fabricante do produto.
Todas as despesas oriundas do controle e assistência as emergências serão
suportadas pelo transportador, nas situações em que o contrato de transporte não aponte o
responsável pelo pagamento deste ônus.

4.5

4.6

4.7 Multas e Penalidades

No Brasil as multas aplicadas nos casos de violação das leis que regulamentam
o transporte rodoviário de produtos perigosos são previstas no DECRETO-LEI Nº 2.063, de
06 de outubro de 1983. Segundo este decreto a multa máxima que pode ser aplicada está
limitada em 250 ORTN, que poderá ser aplicada em dobro em caso de reincidência. O "Plano
Cruzado” (Decreto-Lei nº 2.284/86) mudou a denominação da Obrigação Reajustável do
Tesouro Nacional (ORTN) para Obrigação do Tesouro Nacional (OTN) e no mês de setembro
de 2008, cada OTN valia R$ 1,80 (Um Real e Oitenta Centavos), segundo o Conselho
Regional de Economia de São Paulo (CORECONSP). Prevê ainda este DECRETO que
penalidades como: suspensão temporária do exercício da atividade de transporte de cargas ou
produtos perigosos, por prazo não superior a 180 (cento e oitenta) dias; e cancelamento do
registro de que trata a Lei Nº 7.092, de 19 de abril de 1983 também poderão ser aplicadas. O
DECRETO-LEI Nº 94066, de 18 de maio de 1988, prevê multas de no Máximo 100 OTN´s e
a penalidade de cancelamento do registro de que trata a Lei número 7.092, de 19 de abril de
1983. Em caso de acidentes ambientais com produtos perigosos, segundo Benazzi, 2008,
poderá ser aplicada também a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98) que em alguns de seus
artigos prevê várias penalidades, entre elas, multas de R$ 50,00 a R$ 50.000.000,00 e
detenção de 6 meses a 5 anos, a parte de outras sanções como até o fechamento da empresa
infratora.

1 DOCUMENTAÇÃO

Segundo o Sindicato de Transporte de Cargas e Logística do Estado do Rio


Grande dos Sul, a documentação exigida no transporte de produtos perigosos é ampla e
apresenta características de exigências diferentes pelos Estados brasileiros. Elencamos, a
seguir, uma relação básica de documentos, apresentada no endereço eletrônico do sindicato
para demonstrar esta complexidade.
a) Documento de transporte (nota fiscal, declaração de carga, conhecimento de
transporte, manifesto de carga) contendo:
• Nome apropriado para embarque;
• Classe ou subclasse do produto;
• Número ONU;
• Quantidade total por produto perigoso – (volume/peso);
• Declaração assinada pelo expedidor de que o produto está adequadamente
acondicionado para suportar os riscos normais de carregamento, descarregamento e
transporte, conforme a regulamentação em vigor
a) Certificado de Capacitação (originais) do veículo e dos equipamentos
(transporte a granel);
b) Documento comprobatório de qualificação do motorista (Curso MOPP);
c) Ficha de Emergência e Envelope para o transporte, emitidos pelo expedidor,
de acordo com as NBR-7503, NBR-7504 e NBR-8285, preenchidos conforme
instruções fornecidas pelo fabricante ou importador do produto transportado,
contendo:
• Orientação do fabricante do produto quanto ao que deve ser feito e
como fazer em caso de emergência, acidente ou avaria; e
• Telefone de emergência da corporação de bombeiros e dos órgãos
de policiamento do trânsito, da defesa civil e do meio ambiente ao longo do
itinerário;
a) Cópia de licença ambiental (alguns estados);
b) Licença da Polícia Federal, certificado de registro do Exército, no caso de
produtos controlados e explosivos
(Site:Http://www.setcergs.com.br/site/default.asp?
TroncoID=205548&SecaoID=608191&SubsecaoID=616294) em 19/08/2008 as
10:53 hs)

As dificuldades proporcionadas pelo atendimento aos requisitos legais exigidos


para se transportar cargas de produtos perigosos, é certamente um dos fatores que motivam
transportadores incautos a se aventurarem na missão de conduzir estas cargas pelas rodovias
do país de forma irregular. Estes transportes, muitas vezes efetuados sem as necessárias
cautelas, contribuem para as estatísticas negativas e podem ocasionar prejuízos ao
ecossistema e aos embarcadores, que na maioria das vezes são responsabilizados e obrigados
a reparar os danos causados por seus contratados.
6 CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS PERIGOSOS

Os produtos perigosos são classificados pela conforme as Recomendações para


o Transporte de Produtos Perigosos das Nações Unidas, 11ª Edição com atualizações da 12ª
Edição em nove classes de riscos e respectivas subclasses, conforme apresentado na Tabela 4.

Tabela 4 Classificação ONU dos Riscos dos Produtos Perigosos


Classificação Subclasse Definições

1.1 Substância e artigos com risco de explosão em massa.

1.2 Substância e artigos com risco de projeção, mas sem risco de explosão em massa.

Substâncias e artigos com risco de fogo e com pequeno risco de explosão ou de projeção, ou
1.3
Classe 1 - Explosivos ambos, mas sem risco de explosão em massa.

1.4 Substância e artigos que não apresentam risco significativo.

1.5 Substâncias muito insensíveis, com risco de explosão em massa;

1.6 Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa.

Gases inflamáveis: são gases que a 20°C e à pressão normal são inflamáveis quando em
2.1 mistura de 13% ou menos, em volume, com o ar ou que apresentem faixa de inflamabilidade
com o ar de, no mínimo 12%, independente do limite inferior de inflamabilidade.
Classe 2 - Gases Gases não-inflamáveis, não tóxicos: são gases asfixiantes, oxidantes ou que não se
2.2
enquadrem em outra subclasse.
Gases tóxicos: são gases, reconhecidamente ou supostamente, tóxicos e corrosivos que
2.3
constituam risco à saúde das pessoas.
Líquidos inflamáveis: são líquidos, misturas de líquidos ou líquidos que contenham sólidos
em solução ou suspensão, que produzam vapor inflamável a temperaturas de até 60,5°C, em
Classe 3 -
ensaio de vaso fechado, ou até 65,6ºC, em ensaio de vaso aberto, ou ainda os explosivos
líquidos insensibilizados dissolvidos ou suspensos em água ou outras substâncias líquidas.
Sólidos inflamáveis, substâncias auto-reagentes e explosivos sólidos insensibilizados: sólidos
que, em condições de transporte, sejam facilmente combustíveis, ou que por atrito possam
4.1 causar fogo ou contribuir para tal; substâncias auto-reagentes que possam sofrer reação
Classe 4 - Sólidos Inflamáveis; fortemente exotérmica; explosivos sólidos insensibilizados que possam explodir se não
Substâncias sujeitas à combustão estiverem suficientemente diluídos.
espontânea; substâncias que, em Substâncias sujeitas à combustão espontânea: substâncias sujeitas a aquecimento espontâneo
contato com água, emitem gases 4.2 em condições normais de transporte, ou a aquecimento em contato com ar, podendo
inflamáveis inflamar-se.
Substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis: substâncias que, por
4.3 interação com água, podem tornar-se espontaneamente inflamáveis ou liberar gases
inflamáveis em quantidades perigosas.
Substâncias oxidantes: são substâncias que podem, em geral pela liberação de oxigênio,
5.1
causar a combustão de outros materiais ou contribuir para isso.
Classe 5 - Substâncias Oxidantes e
Peróxidos orgânicos: são poderosos agentes oxidantes, considerados como derivados do
Peróxidos Orgânicos
5.2 peróxido de hidrogênio, termicamente instáveis que podem sofrer decomposição exotérmica
auto-acelerável.
Substâncias tóxicas: são substâncias capazes de provocar morte, lesões graves ou danos à
6.1
Classe 6 - Substâncias Tóxicas e saúde humana, se ingeridas ou inaladas, ou se entrarem em contato com a pele.
Substâncias Infectantes Substâncias infectantes: são substâncias que contém ou possam conter patógenos capazes de
6.2
provocar doenças infecciosas em seres humanos ou em animais.
Qualquer material ou substância que contenha radionuclídeos, cuja concentração de atividade
Classe 7 - Material radioativo -
e atividade total na expedição (radiação), excedam os valores especificados.
São substâncias que, por ação química, causam severos danos quando em contato com
Classe 8 - Substâncias corrosivas - tecidos vivos ou, em caso de vazamento, danificam ou mesmo destroem outras cargas ou o
próprio veículo.

Fonte: Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo - DER/SP

A classificação de uma substância numa das classes de risco, acima


apresentadas, é realizada por meio de critérios técnicos, os quais estão definidos na legislação
do transporte rodoviário de produtos perigosos.
1
1.1 Identificação

A identificação de riscos de produtos perigosos para o transporte rodoviário,


como prevê a NBR 7500 da ABNT é realizada por meio da sinalização da unidade de
transporte, composta por um painel de segurança, de cor alaranjada, e um rótulo de risco, bem
como pela rotulagem das embalagens interna e externa. Estas informações obedecem aos
padrões técnicos definidos na legislação do transporte de produtos perigosos. A FIGURA 6
apresenta os rótulos de segurança conforme a Norma ABNT NBR 7500

Figura 6 - Rótulos de Segurança – Fonte: ABNT

As informações inseridas no painel de segurança e no rótulo de risco, conforme


determina a legislação, abrangem o número de risco e o número da ONU, no painel de
segurança, e o símbolo de risco e a classe/subclasse de risco no rótulo de risco, conforme
mostra a FIGURA 7.
Figura 7 - Painel de Segurança e Rótulo de Risco – Fonte ABIQUIM

Figura 8 - Posicionamento de Painéis e Rótulos


Fonte: Defesa Civil do Estado de Santa Catarina

Figura 9 - Colocação de Rótulos e Painéis nos Veículos


Fonte: SEPLAG - Secretaria do Planejamento e Gestão do RS

1.2 Como Identificar Um Produto Perigoso

Um produto perigoso quando transportado pode ser identificado por qualquer


uma das seguintes maneiras:
• Pelo número de quatro algarismos (número da ONU) existente no
painel de segurança (placa laranja) afixado nas laterais, traseira e dianteira do veículo ou
constante na Ficha de Emergência, no documento fiscal ou na embalagem do produto.
• Pelo nome do produto constante na Ficha de Emergência ou no
documento fiscal.
• Caso não haja nenhuma informação específica sobre o produto,
verifique o rótulo de risco (placa ilustrada com formato de losango) afixado nas laterais e na
traseira do veículo e consulte a tabela de rótulos de risco no manual da ABIQUIM, que lhe
indicará o guia correspondente à classe do produto. Caso não possua o manual, a cor do fundo
dos rótulos é sua mais visível fonte de identificação. Estas cores significam:

Tabela 5 - Identificação por Cores


CORES SIGNIFICADO
Vermelho Inflamável
Verde Gás não inflamável
Laranja Explosivo
Amarelo Oxidante
Preto/Branco Corrosivo
Amarelo/Branco Radioativo
Vermelho/branco listado Sólido Inflamável
Azul Perigoso quando molhado
Branco Veneno
Fonte: ABIQUIM

1.1 Embalagens

De conformidade com a NBR 7500 da ABNT, as embalagens que contenham


produtos perigosos devem conter rótulos e painéis de risco que identifique seu conteúdo,
visando a tornar tais volumes reconhecíveis à distância. A identificação é feita pela aparência
geral de símbolos que apontam os riscos que apresentam, possibilitando uma indicação
preliminar das cautelas a serem observadas quando do manuseio e estiva. A embalagem
confiada ao transporte deve também conter o rótulo de segurança, rótulo de risco, nome
apropriado para embarque e o número ONU. No rótulo de segurança ou na embalagem deve
ser colocado:
• O nome apropriado para o embarque;
• O número ONU precedido pelas letras “UN” ou “ONU”
• E o rótulo de risco principal e subsidiário, quando aplicável.
As informações referentes ao nome apropriado para embarque e o número
ONU podem estar juntos (abaixo ou acima, antes ou depois) do nome ou marca do produto.
Caso isto não seja possível, as informações devem estar localizadas distantes de outras
marcações existentes no volume, evitando reduzir substancialmente sua eficácia.
Os rótulos de risco principal e subsidiário devem estar na mesma superfície do
volume onde estiverem o nome apropriado para embarque e o número ONU, se as dimensões
do volume forem adequadas. Estas informações poder estar em etiqueta complementar.
Quando são exigidos rótulos de risco principal e subsidiário(s) nas embalagens, estes devem
ser colocados perto um do outro.
O desenho dos rótulos de risco é normatizado segundo a norma NBR 7500 da
ABNT e possui as seguintes características: Formato de um quadrado, apoiado sobre um de
seus vértices, com dimensões mínimas de 100 mm por 100 mm, com uma linha da mesma cor
do símbolo, a 5 mm da borda e paralela ao seu perímetro. Admite-se o uso de rótulos
menores em embalagens que não comportem os rótulos estipulados, sempre que as exigências
específicas permitirem o uso de embalagens com dimensões inferiores a 100 mm de lado.
Os painéis de segurança devem ter o número das Nações Unidas e o número de
risco do produto transportado apostos em caracteres negros, não menores que 65 mm, num
painel retangular de cor laranja, com altura não-inferior a 140 mm e comprimento mínimo de
350 mm, com uma borda preta de 10 mm.
A legislação brasileira proíbe oferecer ou aceitar produtos perigosos para o
transporte sem que os mesmos estejam adequadamente classificados, embalados,
identificados, rotulados e sinalizados de conformidade com as normas vigentes, constituindo
crime contra o meio ambiente o transporte irregular destes produtos.

7 FISCALIZAÇÃO

Com o amparo da legislação que regulamenta a fiscalização do transporte de


produtos perigosos e especificamente a Lei 9.605 de 12/02/98 que dispõe sobre as sanções
penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, o
transporte rodoviário de produtos perigosos tem sido um dos maiores alvos da fiscalização
rodoviária no território brasileiro. Esta fiscalização tanto no âmbito federal e estadual, pode
ser feita pela Defesa Civil, IBAMA, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Inmetro (pelos
órgãos de Metrologia e Qualidade), Polícia Rodoviária Federal e Estadual, que podem agir em
conjunto ou separadamente para este fim. Com objetivo de aumentar a segurança dos usuários
das estradas, da população que reside às margens das rodovias e proteger o meio ambiente, os
órgãos fiscalizadores realizam ações preventivas e de fiscalização com os veículos que
transportam produtos perigosos. Nessas ações são fiscalizados itens como ficha de
emergência, Certificado de Inspeção de Produtos Perigosos – CIPP (que se relacionado ao
veículo é valido por um ano, e se relacionado ao equipamento que acondiciona a carga, tem
validade de um a três anos, de acordo com o tipo das cargas), curso MOPP (condutor), painéis
de segurança, rótulo de risco, equipamento de proteção individual (EPI), equipamento de
emergência, compatibilidade das cargas, documentação do veículo, habilitação do condutor,
condições de manutenção do veículo e do equipamento que acondiciona a carga (conforme
regulamentos técnicos), licenciamento ambiental das empresas, registro no Cadastro Técnico
Federal, para transporte de produtos em rodovias e a ausência de documentação específica
para cargas de produtos perigosos.

8 MANUSEIO

A possibilidade da ocorrência de acidentes com produtos perigosos está


presente em todas as fases do ciclo do produto, podendo ocorrer desde a produção, transporte,
estocagem até na utilização final do produto. O manuseio de produtos perigosos quando não
executado devidamente, pode expor as pessoas e o meio ambiente a riscos e situações que
nem sempre podem ser controladas pelos envolvidos nestas atividades. O manuseio seguro de
produtos perigosos envolve o conhecimento das propriedades das substâncias e dos possíveis
perigos que delas podem produzir.
Uma norma conhecida como GHS (The Globally Harmonized System of
Classification and Labelling of Chemicals) – Sistema Harmonizado Globalmente para a
Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, com base na definição e classificação dos
perigos dos produtos, oferece informações sobre o manuseio de produtos químicos e
perigosos a todos aqueles que estejam expostos aos riscos. Essa comunicação é efetuada
através de rótulos e fichas de informação de segurança (FISPQ) e visa a proporcionar aos
trabalhadores, consumidores, equipes de respostas a emergências e o público a correta
manipulação de produtos potencialmente perigosos
O risco de acidentes com produtos perigosos, é proporcional ao cuidado
dispensado quando da manipulação dos mesmos. Se o produto for corretamente embalado e
identificado, todas as informações necessárias para o seu correto manuseio estarão descritas
na embalagem e na FISPQ; estas informações ajudam a evitar erros e acidentes.
Segundo Lopes, 2006, quando se manuseia os mais variados tipos de produtos
perigosos deve se levar em conta as suas características e adotar medidas que possam mitigar
os seus riscos; desta forma, foram enumeradas as seguintes precauções:

A) Produtos Explosivos - Faíscas e centelhas representam para as substâncias


explosivas, risco potencial; a eliminação desta possibilidade proporciona segurança
no manuseio, transporte e armazenamento. A checagem das condições e da limpeza
do meio de transporte, das instalações de carga ou descarga de explosivos e das
próprias embalagens, também pode reduzir riscos e aumentar a segurança. O veículo
para transporte desta classe de produto deve ser do tipo baú, com proteção de lona
impermeável. As embalagens deverão ser arrumadas no veículo de tal forma, que
não sofram deslocamentos e sejam protegidas contra atritos e choques mecânicos.
As paradas, carregamentos e descarregamentos devem ser realizados em locais
distantes de habitação e de movimentação de pessoas. Comboios de veículos
transportadores devem obedecer à sinalização exigida e a distância regulamentar. Os
operadores devem utilizar equipamentos de proteção individual, a fim de minimizar
os riscos de acidentes. (Marta Regina Lopes, 2006, p. 23)

B) Gases - As principais medidas para assegurar condições de proteção aos


operadores e transportadores são:
• As embalagens dos produtos não devem ficar expostas ao calor ou
submetidas a choque mecânicos;
• Os cilindros devem ser identificados com carimbo ou etiquetas adesivas;
• O transporte deve ser na posição vertical, fazendo amarração da carga e
utilizando cinto de segurança;
• É de grande importância que algumas das propriedades dos gases
comprimidos que apresentam perigo, como, por exemplo, efeito corrosivo,
inflamabilidade, toxidez e atividade química sejam conhecidas, por parte dos
operadores e transportadores;
• Durante o transporte de gases a granel, fazer paradas periódicas para verificar
a pressão através do manômetro;
• Os motores e os canos de escapamento dos veículos que transportam gases
deverão ser isolados para não transmitir calor;
• Quando se tratar de veículos tipo baú, verificar se há dispositivo de
ventilação. (Marta Regina Lopes, 2006, p. 27)

A) Líquidos Inflamáveis - Medidas mínimas de segurança devem ser tomadas


para aumentar a segurança tanto no manuseio como no transporte destes produtos,
tais como:
• Os tanques devem estar devidamente fechados para que não haja vazamento
ou contato com fonte de ignição;
• Motores e canos de escapamento devem ser isolados;
• Os tambores devem ser fixados no veículo ou armazenados conforme
regulamentação de segurança para o tipo de produto;
• Disponibilizar equipamentos de segurança para o veículo e individual, a fim
de reduzir os riscos em caso de acidente;
• Informações sobre as características e propriedades do produto transportado
ou armazenado também são importantes na redução de riscos. (Marta Regina Lopes,
2006, p.30)

A) Sólidos Inflamáveis - O material a ser transportado deverá estar em bom


estado e acondicionado em embalagens regulamentar. A organização da carga
compreende também a fixação dos recipientes a transportar, de maneira que ofereça
segurança e facilite a inspeção. A carga explosiva deve ser coberta com encerado
impermeável, para protegê-la da umidade e da incidência de raios solares, não pode
ultrapassar da altura de carroceria. (Marta Regina Lopes, 2006, p.34)
B) Peróxidos Orgânicos e Oxidantes - O manuseio de substâncias químicas
durante o transporte deve ser realizado com cuidados a fim de oferecer segurança à
operação e aos operadores. As medidas principais consistem em:
• Arrumar as embalagens de modo que não tombem e não se choquem, durante
o manuseio ou o transporte a fim de prevenir vazamentos;
• Evitar que vapores entrem na cabine;
• Limpar, cuidadosamente, as unidades de transporte destinadas a receber essa
classe de produtos, antes do carregamento, em particular, eliminar quaisquer
resíduos combustíveis;
• Equipar os veículos de transporte dos produtos oxidantes com instrumentos
para controle de temperatura, pois devem ser protegidos contra a ação do calor e
possuir ventilação adequada durante as operações de movimentação;
• Organizar a carga no veículo compatibilizando o número de embalagens
contendo peróxidos orgânicos, considerando a quantidade total, o tipo de produto de
tal forma que não haja risco de explosão. O expedidor é responsável pela avaliação;
• Não colocar embalagens com produtos que se decompõem com facilidade à
temperatura ambiente sobre outras mercadorias. O acesso à estes produtos deve ser
facilitado;
• Efetuar as paradas de veículos de transporte de produtos que se decompõem
com facilidade à temperatura ambiente, longe de locais habitados e de grande afluxo
de pessoas. Paradas prolongadas devem ser comunicadas às autoridades. (Marta
Regina Lopes, 2006, p.38)

A) Substâncias Tóxicas e Infectantes - Equipamentos de proteção individual e


para a sinalização dos locais de descarga são obrigatórios, para oferecer a segurança
necessária para as operações. As principais medidas são:
• Veículos transportadores dessa classe de produtos devem portar, para
proteção pessoal, luvas, botas e máscaras contra gás;
• Os locais de carga e descarga devem ser exclusivos para este tipo de material,
e isolados de outros produtos de consumo direto, especialmente gêneros
alimentícios;
• As embalagens devem ser mantidas separadas, segundo os respectivos
símbolos de risco, especialmente se o manuseio for efetuado em locais públicos;
• As paradas, por necessidade de serviço devem ser efetuadas longe de locais
habitados ou de locais com grande fluxo de pessoas. Se for imperiosa uma parada
prolongada nas proximidades de tais lugares, as autoridades devem ser informadas.
(Marta Regina Lopes, 2006, p.43)

A) Materiais Radioativos - A manutenção de distância, a permanência no tempo


mínimo possível e a interposição de um meio absorvedor de radiação, entre a fonte e
o indivíduo, conhecido como blindagem protegem os operadores da radiação e
aumentam a segurança nas operações. Os elementos radioativos ocasionam riscos ao
meio ambiente causando uma desastrosa poluição, tanto às espécies animais quanto
aos vegetais. A contaminação radioativa da vegetação passa para a cadeia alimentar,
assim um indivíduo que está longe do local do acidente pode também ser
contaminado. Nas espécies animais causam a morte de muitas células e as que
sobrevivem ficam com a capacidade comprometida, o que acarreta a insuficiência de
vários órgãos. (Marta Regina Lopes, 2006, p.48)

B) Corrosivos - O monitoramento ambiental durante as operações que envolvem


essas substâncias pode ser realizado através de diversos parâmetros de pH e
condutividade química. No caso do transporte deve-se evitar o atrito entre as
embalagens, a fim de evitar vazamentos. Os veículos devem ser limpos antes e
depois do carregamento eliminando qualquer resíduo combustível, como, por
exemplo, palha e papel. (Marta Regina Lopes, 2006, p.51)

C) Substâncias Perigosas Diversas - Estes produtos devem ser carregados,


descarregados e manuseados de maneira a minimizar os riscos. Deve ser
estabelecida uma logística segura a fim de evitar violação de embalagens. As
operações de limpeza e descontaminação de veículos ou contêineres devem ser
realizadas com os mesmos cuidados. Para tanto, é importante o porte e o uso de
equipamentos de proteção individual, como, por exemplo, luvas, botas de couro,
roupas de proteção, máscara para respiração e extintores de incêndio. Nunca deve
ser conduzido passageiro, sem a devida autorização e treinamento de segurança.
(Marta Regina Lopes, 2006, p.54)

7 IRREGULARIDADES E EMERGÊNCIAS

Para Freitas, 2000, a demanda por produtos químicos, inflamáveis, derivados


do petróleo e substancias tóxica tem motivado o lançamento de novos produtos no mercado
mundial. Com o aumento da quantidade de movimentação, tornam-se cada vez mais
freqüentes os acidentes com produtos classificados como perigosos, principalmente nas
operações de transporte em vias públicas.
Segundo Nardocci, 2006, o transporte rodoviário de produtos perigosos no
Brasil apresenta altos índices de irregularidades e constitui um assunto polêmico,
principalmente pelos altos índices de acidentes. O volume elevado de irregularidades sempre
é constatado nas fiscalizações exercidas pelos órgãos competentes, e as conseqüências
decorrentes do transporte inadequado deste tipo de produto são gravíssimas, prejudicando os
usuários e a população residente nas proximidades das vias, o comércio, a indústria e o meio
ambiente, podendo também atingir regiões distantes, pois o vento e os cursos d’água podem
propagar a contaminação e a poluição, gerando conseqüências catastróficas.

Figura 10 - Causas de Acidentes Com Produtos Perigosos - Período 1999 a 2004


Fonte: CADAC/CETESB

Segundo a CETESB, acidentes envolvendo produtos perigosos, são mais


freqüentes em rodovias do interior, onde comumente afetam ecossistemas sensíveis,
proporcionando impactos sucessivos (efeito dominó) nos recursos naturais existentes,
tornando-os vulneráveis e contaminados por longos períodos.

Figura 11 - Localização de acidentes por zonas – Fonte: CETESB 2007

1
2
3
4
5
6
7
8
9
9.1 Impactos Ambientais

Muitos prejuízos causados por acidentes com produtos perigosos são


suscetíveis de ocorrência quando se trata de transporte por meio rodoviário com impactos
ambientais na área de influência de uma rodovia, dentre os quais destacamos:
• Degradação da qualidade da água de rios, lençol subterrâneo, lagoas e
mar;
• Degradação da qualidade do ar atmosférico;
• Degradação da qualidade dos solos;
• Prejuízos à saúde humana;
• Destruição e depreciação do patrimônio público e privado;
• Prejuízo para as atividades econômicas.

Figura 12- Compartimentos Ambientais Atingindo por Contaminação em 2007


Fonte: CETESB

9
9.1
9.2 Ações de Combate a Sinistros

A Resolução Nº 168 do CONTRAN, que dispõe sobre os Cursos de


Treinamento Específico e Complementar e regulamenta o curso MOPP (Movimentação
Operacional de Produtos Perigosos), e tem por finalidade proporcionar qualificações e
habilitações e treinamento específico aos condutores.
Em caso de vazamentos ou acidentes com o transporte os primeiros
procedimentos devem ser tomados pelos condutores, que conforme os treinamentos e
habilitação obtidos através do curso (MOPP) são instruídos à: Levar o veiculo para uma área
de menor movimento (quando possível); pará-lo isoladamente a aproximadamente 60 metros
de distancia de habitações ou outros veículos; desligar o motor e abandonar o veiculo
imediatamente levando consigo o triângulo de segurança e o envelope de emergência; colocar
o triângulo de segurança na rodovia afastando os demais condutores; notificar imediatamente
o Corpo de Bombeiros informando o tipo de produto, a natureza da emergência e o local da
ocorrência; informar os demais contatos constantes no envelope de emergências.
O DNIT em 2005, por intermédio do Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR,
da Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa, elaborou um manual, denominado “Manual
para Implementação de Planos de Ação de Emergência para Atendimento a Sinistros
Envolvendo o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos” (Manual DNIT/IPR). Este
manual é um instrumento básico de orientação, servindo como guia para a execução de ação
de emergência com respostas imediatas a acidentes tendo em vista a necessidade urgente de
nossas rodovias possuírem um pronto atendimento aos sinistros, envolvendo produtos
perigosos. Em seu conteúdo apresenta uma metodologia de atuação, adotando técnicas,
medidas preventivas e corretivas, para intervenções eficazes quando da ocorrência de
acidentes envolvendo produtos perigosos, auxiliam no combate e prevenção de catástrofes.
Segundo o manual do DNIT/IPR em caso de vazamentos ou acidentes com o
transporte outras medidas para a mitigação dos efeitos nocivos de acidente com produtos
perigosos, devem ser adotadas pelas primeiras equipes que chegarem ao local do sinistro, no
sentido de garantir a segurança de pessoas que estejam ou não envolvidas no evento acidental.
Havendo suspeita de liberação de cargas perigosas no local do acidente, a segurança da equipe
de resgate, dos acidentados e das pessoas que permanecem na área deve ser considerada como
objetivo principal dos procedimentos imediatos. Desta forma, a equipe de atendimento
fazendo uso dos EPI´s adequados para o evento, deve afastar os curiosos da área de risco;
impedir que se fume próximo ao local, mesmo após uma explosão, que pode ter sido parcial,
havendo risco de uma nova explosão; complementar o isolamento do veiculo acidentado
fazendo uso do kit de sinalização; se possível, posicionar o veículo de maneira que o vento
sopre em sentido contrário ao de quaisquer localidades próximas; fazer contenção de
vazamentos e cobrir possíveis poças com terra ou areia, neutralizando a inflamabilidade do
produto e impedir seu escoamento para bueiros e cursos d água; providenciar a neutralização
imediata dos produtos reativos entre si e com a água; preparar a situação para o transbordo de
carga; em seguida providenciar o transbordo (geralmente o próprio transportador e/ou
fabricante / expedidor); desinterditar a rodovia após as operações de rescaldo
Muitas vezes, devido à destruição ou ilegibilidade das placas indicativas
(choque, incêndio), pela dificuldade em relação à distância que permita a leitura sem risco de
explosões, emanações tóxicas, impossibilidade de consulta ao envelope para emergências ou,
consulta ao motorista, a identificação do produto pode não ser possível e também deve ser
considerada a possibilidade da carga não estar devidamente caracterizada pelo embarcador,
não havendo placas de identificação nem a documentação de porte obrigatório. Nestes casos,
a área do acidente deve ser imediatamente isolada do público; deve ser interrompido o trânsito
na via; evitar o contato com o produto; isolar imediatamente o local num raio mínimo de 50
metros com recursos disponíveis (cones reflexivos e cordas); colocar viaturas de apoio
interditando a pista; tentar identificar o produto (consultar embarcador, fabricante, agência de
apoio); providenciar a neutralização imediatamente dos produtos reativos com outros
elementos; preparar a situação para o transbordo de carga; acionar o transportador e/ou
fabricante/expedidor para transbordo; desinterditar a rodovia após as operações de rescaldo;
Em caso de dúvida sobre a identificação do tipo de carga perigosa
(reconhecimento de placa indicativa e/ou leitura da documentação para emergências), devem
ser consultados órgãos de apoio, tais como o Corpo de Bombeiros, ABIQUIM e Defesa Civil,
antes do acesso ao local possivelmente contaminado ou sob risco de incêndios e/ou explosão.
O acesso precipitado ao local de risco deve ser prontamente evitado, pois, caso a equipe de
resgate fique impossibilitada fisicamente, não haverá possibilidade de socorro aos
acidentados.

9.3 Aproximação ao Ponto do Acidente

O Manual DNIT/IPR apresenta cinco recomendações básicas para aproximação


de possíveis cargas perigosas sinistradas que são descritas a seguir:
1. Aproximar-se com vento pelas costas (em relação ao local de vazamento);
decidir a entrada no local do sinistro (isolada) sem arriscar a sua própria segurança;
no caso de vazamento de gases ou vapores usar máscara adequada, ver a direção do
vento, não tocar no produto derramado; (obs.: a ausência de odor que não constitui
inexistência de risco);
2. Retirar as pessoas do local do acidente e mantê-las afastadas;
3. Evitar inalar gases, fumaça ou vapores;
4. Não pisar nem tocar em qualquer material derramado;
5. Não pensar que gases e vapores não são nocivos apenas porque não tem
cheiro. (Manual DNIT/IPR, p.95)

Figura 13 - Esquema de aproximação de local de acidente – Fonte: Manual DNIT/IPR

9.1 Recomendações Para Combate a Incêndios

Ocorrendo incêndio e se o Corpo de Bombeiros não estiver presente, atentar


para as recomendações de combate a incêndios do Manual DNIT/IPR:
• Isolar imediatamente a área e só permitir acesso do pessoal credenciado de
combate;
• Verificar antes os agentes extintores recomendados para extinção em tabelas
de classe de incêndio (são 4 (quatro) as classes de incêndio: A, B, C e D);
• Verificar a presença de inflamáveis voláteis (gasolina, e outros derivados do
petróleo);
• Verificar a existência de substâncias e misturas explosivas (nitrocelulose,
nitroglicerina, nitrato de amônia, cloratos e percloratos, etc)
• Verificar o ponto de fulgor do produto inflamável, se abaixo de 37,8º C é
extremamente alto o risco de inflamabilidade; entre 37,8º e 93,3º o risco é
considerado moderado; acima de 93,3º o risco é baixo. (Manual DNIT/IPR, p.97)

9.1 Restrições à Utilização de Água no Combate

Segundo o Manual DNIT/IPR:


A água é geralmente usada para apagar incêndios e lavar locais contaminados com
produtos. Esses procedimentos são restritos à orientação do órgão ambiental, tendo
em vista que a rede de drenagem (bueiros) da rodovia leva os efluentes para os rios
que podem ser contaminados na sua qualidade pelo produto retirado na lavagem.
Outra questão importante é verificar as propriedades de alguns produtos como, por
exemplo, aqueles altamente reativos com a água, como ácidos e bases fortes,
produtos pirofóricos, etc., que em contato com a água, podem provocar novos
acidentes. (Manual DNIT/IPR, p.97)

9.2 Medidas a Serem Adotadas Quanto a Proporção do Acidente

Quando ocorre uma emergência/acidente com a constatação de vazamento de


média ou grande proporção, conforme Manual DNIT/IPR deve-se também:
1. Solicitar ajuda técnica a Defesa Civil / OEMA - Plantão 24 horas
2. Ligar para a ABIQUIM – 0800-118270 (ligação gratuita para todo o país);
3. Atender feridos a uma distância considerável do acidente;
4. Solicitar ajuda técnica de especialistas, consultores e serviços de terceiros;
5. Solicitar a presença de autoridades (Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, etc.);
6. Classificar o acidente e informar a todos os órgãos de apoio (PRF, DEC,
OEMA, CB, IBAMA, DNIT, etc.), de acordo com os níveis e critérios de danos e
severidade adotados.
7. Acionar fabricantes, NTC, uma vez que alguns possuem estrutura de
atendimento.
8. Fazer uma avaliação da situação com as autoridades presentes e solicitar
novos recursos, se necessário;
9. Preencher o Relatório de Acidentes com Produtos Perigosos – RAPP
contendo:
• Local correto da ocorrência (km);
• Forma de acesso ao local;
• Produtos envolvidos;
• Classificação do vazamento (porte);
• Horário da ocorrência;
• Autoridades presentes;
• Características ambientais do local (rio, floresta, população, etc.);
• Ocorrência de incêndio e explosões;
• Número de vítimas e seus estados aparentes. (Manual DNIT/IPR, p. 109)

9.1 Rescaldo

Contemplados pelo Manual DNIT/IPR, normas de rescaldo e providências


advindas da responsabilização pelo ocorrido devem ser tomadas pelas autoridades e entidades
envolvidas, tais como:
• Limpar o local e retirar restos do produto;
• Usar absorventes para a pista e adjacências com neutralizante;
• Providenciar monitoramento local (coleta de amostras de água, etc.);
• Encaminhar pedido de providências para restauração das áreas atingidas;
• Emitir relatórios de operação e cálculo de ressarcimento de custos. (Manual
DNIT/IPR, p.96)
9.1 Procedimentos de Transbordo e Descontaminação

O Manual DNIT/IPR enumera procedimentos recomendados para o transbordo


de cargas contendo produtos perigosos, tombadas em rodovia, bem como a descontaminação
de pessoas e do local, tais como:
• Normalmente, o primeiro transbordo efetua-se no local do próprio acidente, e
a carga recuperada é levada para local seguro ou na área da Faixa de Domínio da
rodovia, onde ficará aguardando até que os proprietários do produto e/ou o
transportador, providenciem sua remoção definitiva através de um segundo
transbordo.
• Os equipamentos e os veículos a serem usados para transporte dos
equipamentos (tais como bombas, material de embalagem, tonéis, bombona de PVC,
etc.) para recolhimento e transbordo dos produtos constantes da carga acidentada,
comumente é providenciado pela Defesa Civil, que mobilizará recursos e/ou
empresa especializada para execução dos serviços, ou ainda o transportador/
fabricante.
• A descontaminação seguirá estritamente a orientação técnica do órgão de
meio ambiente local ou autoridade toxicológica presente. (Manual DNIT/IPR, p.
107)

9.1 Monitoramento das Áreas Atingidas

É essencial que seja efetuado um monitoramento ambiental do solo, da água


onde for necessário, nas áreas atingidas por derramamentos de produtos perigosos para que
sejam adotados planos de recuperação deste ecossistema. Este monitoramento deve ser
realizado por órgãos ambientais ou empresas privadas qualificadas.
10 O TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS NO MUNDO

Pelo mundo todo o transporte de produtos perigosos é motivo de preocupação,


muitos governos adotam legislações cada vez mais específicas, visando ao total controle deste
tipo de transporte e a redução dos riscos em função de acidentes.
A matriz de transporte pode variar muito de um país para outro, fazendo com
que cada país tenha uma distribuição peculiar no transporte de seus produtos.

Figura 14 - Matriz de Transporte Pelo Mundo


Fonte: Eurostat, Japan Statistics Bureau, US Bureau of Transportation Statistics, Goskom STAT (Russia), National
Bureau of Statistics of China, International Transport Forum

Por isso os países são obrigados a adotar legislações regulamentadoras do


transporte de produtos perigosos em seu território que sejam mais adequadas a sua matriz de
transporte e buscam atualizar constantemente estas leis em função do acelerado ritmo de
surgimento de novas substâncias, com potencial de risco ao homem e ao meio ambiente.
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
1.6
1.7
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1.10
10.1 O Transporte de Produtos Perigosos nos Estados Unidos

Os Estados Unidos (EUA) constituem o quarto maior país do mundo em


superfície, tem um extenso e desenvolvido sistema de transporte para servir seus 300 milhões
de habitantes e 7 milhões de estabelecimentos comerciais, segundo o U.S. Census Bureau,
Departamento de Censo do EUA. O povo americano depende do sistema de transporte para
movimentar suas mercadorias através de suas redes de distribuição. Segundo a Central de
Estatísticas do Transporte EUA (US Bureau of Transportation Statistics), as rodovias são o
mais extenso e o mais utilizado meio de transporte de carga daquele país, que dispõe de quase
4 milhões de milhas de rodovias. O meio rodoviário responde por 41,40% de todo o
transporte de carga, tanto no âmbito doméstico como no internacional com os países
limítrofes (Canadá e México).

Tabela 6 - Principais Elementos do Sistema de Transporte de Cargas Americano


Principais Elementos do Sistema de Transporte de Cargas do EUA: 2002

Meio Extensão do Sistema

Rodovias Públicas
46.769 milhas - Estradas Estaduais
Rodovias
115.032 milhas – Estradas Federais
3.828.046 milhas - Outras Rodovias
Aeroportos de Uso Público
Aéreo
5.286 aeroportos
Ferroviário Ferrovia em Operação
98.944 milhas - Ferrovia Federal (incluindo 570 milhas de propriedade do Canadá)
15.648 milhas - Ferrovia Regionais
26.347 milhas - Ferrovia Locais
Hidrovias
Aquaviário
26.000 milhas de vias navegáveis
Petróleo
Linhas de Óleo Cru: 64.336 milhas
Linhas de Derivados: 75.565 milhas
Dutos
Gás Natural
Transmissão: 309.503 milhas
Distribuição: 1.079.565 milhas
Fonte: Departamento de Estatísticas do Transporte dos EUA

Na última década, segundo a PHMSA – (Pipeline e Materiais Perigosos Safety


Administration), que é uma das 10 agências ligadas ao DOT - Department of Transportation
dos Estados Unidos (equivalente ao Ministério dos Transportes no Brasil), o governo norte-
americano e a industria daquele país estimaram ter efetuado mais de 500.000 movimentações
diárias de produtos perigosos, caracterizando implicitamente, um nível alto de risco para a
comunidade e ao transporte público. E estima-se que neste ano de 2008, juntamente com o
embalo da economia global, deva ocorrer um crescimento no setor que aumentará os níveis de
tráfego, podendo ultrapassar as 800.000 movimentações por dia culminado com o transporte
de mais de 3.100 milhões de toneladas de materiais perigosos neste ano.
Muitos órgãos públicos e privados estão envolvidos com os assuntos referentes
ao transporte de produtos perigosos nos EUA. Muito embora a legislação esteja a cargo do
governo federal, os Estados atuam no sentido de criar mecanismos para oferecer atendimento
aos acidentes e emergências e auxiliam na fiscalização das violações da Lei. Entidades
privadas também fazem parte do trabalho de apoio e prevenção de acidentes e criam normas e
códigos de condutas para estes fins.
Dentre os vários organismos que tem atuação nos assuntos relacionados ao
transporte para atender os seus para atender os seus de produtos perigosos nos EUA
destacamos:

a) National Response Center - (NRC) - Centro Nacional de Resposta

É o ponto de contato nacional para a comunicação de todos os acidentes


químicos, radiológicos, etiológicos e vazamento de produtos perigosos para o meio ambiente
em qualquer lugar do EUA e seus territórios. Os empregadores são obrigados a notificar o
NRC quando produtos perigosos são derramados ou são liberados no ambiente. O NRC nunca
fecha, que opera 24 por dia e 7 dias na semana.

b) Department of Transportation’s Office of Hazardous Materials Safety (OHM)


– Instituto Para Segurança com Materiais Perigosos do Departamento de
Transporte
O Instituto para Segurança de Materiais Perigosos (OHM) formula questões e
revê o Regulamento de Materiais Perigosos (HMR), sob ótica da Lei Federal sobre o
Transporte de Produtos Perigosos. Trata das definições e classificações de riscos,
comunicações de perigos, das atribuições do embarcador e do transportador, regulamenta os
treinamentos e requisitos de segurança, e também as especificações de embalagens e
recipientes para produtos perigosos. With responsibility for compliance with the HMR, other
than those regulations applicable to a single mode of transportation, OHM places emphasis on
packaging manufacturers, retesters and reconditioners, and multimodal shippers of hazardous
matOHM uses risk management principles and security threat assessments to understand,
communicate, and reduce dangers inherent in hazardous materials transportation.

c) U.S. Environmental Protection Agency (EPA) – Agência de Proteção


Ambiental

Auxilia empresas, órgãos estatais e autoridades locais quanto ao descarte,


tratamento e supervisão da limpeza de resíduos de produtos perigosos no meio ambiente. Faz
a indicação do tipo de EPI adequado para cada situação de emergência. Uma lista de 300
produtos perigosos está disponível no site www.epa.gov.

d) State Emergency Response Commissions (SERC) – Comissões Estaduais de


Resposta a Emergências

Exigidas para cada Estado pelo Programa Superfund, são comissões que
determinam o planejamento distrital de emergência, nomeiam as comissões locais do
planejamento de emergência, e supervisionam e coordenam todas as atividades de resposta a
emergência com produto perigoso.

e) Program Superfund – Programa Superfund

Superfund é o nome dado ao programa ambiental criado para tratar resíduos


perigosos abandonados. It is also the name of the fund established by the Comprehensive
Environmental Response, Compensation and Liability Act of 1980, as amended ( CERCLA
statute , CERCLA overview ). Permite que a EPA (Agência de Proteção Ambiental) limpe os
locais contaminados, obriga as empresas responsáveis a realizar limpezas ou reembolsar o
governo pela limpeza.

f) Department of Homeland Security – DHS - Departamento de Segurança Interna

Órgão encarregado de prever, antecipar, detectar e dissuadir ameaças,


salvaguardar a população, a liberdade, infra-estruturas críticas, propriedade e a economia
americana de atos de terrorismo, desastres naturais e outras emergências.

g) National Institute for Occupational Safety and Health’s (NIOSH) - Instituto


Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional

O Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (NIOSH) é a agência


federal responsável pela condução de pesquisa e recomendações para a prevenção de lesões
relacionadas ao trabalho e doença. NIOSH is part of the Centers for Disease Control and
Prevention (CDC) in the Department of Health and Human Services . NIOSH faz parte do
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Centro de Controle e Prevenção de
Doenças, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Elaborou um Guia de bolso de
produtos químicos perigosos com informações que é distribuído gratuitamente para
empregadores e empregados.
Figura 15 - Guia de bolso de produtos químicos perigosos
h) Local Emergency Planning Committees (LEPC) - Comitês Locais Para
Planejamento Emergenciais

Comitê nomeado pelo SERC - Comissões Estaduais de Resposta a


Emergências, que elabora planos de atendimento químicos. É o órgão que recebe a
notificações de emergências e informações sobre inventários químicos perigosos apresentados
por empresas e empregadores locais.

i) U.S. Occupational Safety and Health Administration’s (OSHA) –


Administração da Segurança e Saúde Ocupacional

O papel da OSHA é o de promover a segurança e a saúde no trabalho através


de definições e execuções de normas, dando formação, sensibilização e educação;
estabelecendo parcerias; incentivando o processo contínuo de melhoria da segurança e saúde
no trabalho.

j) U.S. Federal Emergency Management Agency’s (FEMA) – Agência Federal de


Gerenciamento de Emergências
Órgão da ligado ao Department of Homeland Security – DHS - Departamento
de Segurança Interna, responsável pelo atendimento a emergências, catástrofes e acidentes.

k) U.S. Nuclear Regulatory Commission (NRC) – Comissão de Regulamentação


Nuclear

Agência que tem a responsabilidade de proteger a saúde pública e a segurança,


o NRC tem três principais funções reguladoras: estabelecer normas e regulamentos; emissão
de licenças para instalações nucleares e usuários de materiais nucleares; e inspecionar
instalações nucleares e usuários de materiais para assegurar o cumprimento das normas de
segurança. These regulatory functions relate to both nuclear power plants and to other uses of
nuclear materials -- like nuclear medicine programs at hospitals, academic activities at
educational institutions, research work, and such industrial applications as gauges and testing
equipment.

l) Transportation Security Administration (TSA) – Administração da Segurança


no Transporte

Agência formada imediatamente após as tragédias de 11 de Setembro11. Our


agency is a component of the Department of Homeland Security and is responsible for
security of the nation's transportation systems.. É o componente do Departamento de
Segurança Interna que é responsável pela segurança dos sistemas de transporte americano.
Fiscaliza as rodoviasWith our state, local and regional partners, we oversee security for the
highways, railroads, buses, mass transit systems, ports and the 450 US airports.rodovia,
ferrovias, sistemas de transporte coletivo, portos e aeroportos. We employ approximately
50,000 people from Alaska to Puerto Rico to ensure your travels – by plane, train, automobile
or ferry – are safe and secure.
m) U.S. National Transportation Safety Board (NTSB) – Conselho Nacional de
Segurança nos Transporte

A National Transportation Safety Board é uma agência federal independente


criada para investigar nos Estados Unidos todos os acidentes da aviação civil e acidentes
significativos relacionados a outros modais (ferroviário, rodoviário, marítimo e gasoduto),
bem como emitir recomendações de segurança destinada a impedir acidentes futuros.

n) The American Society of Safety Engineers (ASSE) – Sociedade Americana dos


Coordenadores de Segurança

É a maior e mais antiga organização profissional de segurança. Its more than


32,000 members manage, supervise and consult on safety, health, and environmental issues in
industry, insurance, government and education. Tem a função de gerir, supervisionar e
fornecer informações sobre segurança, saúde e questões ambientais. ASSE is guided by a 16-
member Board of Directors, which consists of 8 regional vice presidents; three council vice
presidents; Society president, president-elect, senior vice president, vice president of finance
and executive director. Presta apoio técnico, edita publicações, realiza cursos de formação e
seminários sobre as questões de segurança no transporte e práticas ambientais.

1.1 Definições de Materiais Perigosos Nos EUA

Nos EUA vários setores do governo adotam definições diferentes para designar
produtos perigosos.
Para o DOT (Department of Transportation) produto perigoso é: Qualquer
substância ou material que em qualquer forma ou quantidade represente risco considerável
para a segurança, saúde e a propriedade quando transportado ou comercializado.
Para a EPA (Environmental Protection Agency) Agência de Proteção
Ambiental, produto perigoso é: Qualquer produto químico que, se liberado para o meio
ambiente, pode ser potencialmente prejudicial para o bem-estar da população ou saúde
pública.
Para a OSHA (Occupational Safety and Health Administration) Administração
da Segurança e Saúde no Trabalho produtos perigosos são: Substâncias que apresentam risco
aos trabalhadores que se encontram expostos no local de trabalho.

1.2 Regulamentação

O transporte de produtos perigosos nos Estados Unidos é regulamentado


basicamente pela Lei Federal a 49 USC. Esta lei é bastante abrangente e regulamenta o
transporte de produtos perigosos com origem ou destino no território americano e vem sendo
aperfeiçoada constantemente, com maior rigor após os atentados terrorista de 11 de setembro
de 2001. Os Estados e municípios não têm autonomia para formular leis locais (embora esteja
tramitando processo de estudo para a liberação), pois a legislação em vigência entende que os
interesses do país não podem ser menores que os interesses locais, e algumas movimentações
de produtos perigosos mesmo sendo indesejadas por algumas cidades por onde irão trafegar,
são de vital importância para a federação, tais como produto radioativo e explosivo.
A HMR (Hazardous Material Regulations) Regulamentação de Produtos
Perigosos, promulgada pelo DOT e pelo RSPA (Research and Special Programs
Administration) Administração de Investigação e Programas Especiais são regulamentos
federais que norteiam o transporte de produtos perigosos tanto no comercio interno como no
comercio exterior. The HMR covers three general activities: (1) pre-transportation functions;
(2) transportation functions; and (3) manufacturing reconditioning and certifying containers
and packaging materials used to transport hazardous materials. A HMR determina as
atividades e responsabilidades dos envolvidos na movimentação de produtos perigosos,
dividindo-as em três partes: (1) pré-transporte; (2) transporte; e (3) fabricação de embalagem,
recondicionamento de embalagens, e certificação de recipientes utilizados para o transporte de
materiais perigosos. 49 CFR § 171.1.
O pré-transporte é responsabilidade da pessoa ou empresa (embarcador) que
pretende enviar um produto perigoso de um ponto ao outro e inclui: preparação, manuseio,
rotulagem e identificação de embalagens, determinação de classe de risco, documentação de
viagem e determinação de ações de emergência.
O transporte é normalmente realizado por empresa transportadora que assume
as responsabilidades pelo material a partir do momento em que toma posse da carga e até a
entrega no destino indicado na papelada de transporte.
A parte de embalagens, contendores e recipientes são destinados aos
fabricantes e recondicionadores de embalagens que tem que certificar os produtos que
manufaturam e se responsabilizar pelas suas eventuais não conformidades.

1.3 Aplicação da HMR

A aplicação da HMR - Regulamentação de Produtos Perigosos nos EUA e a


fiscalização de seu cumprimento são efetuadas pelo governo federal através do DOT -
(Department of Transportation) e de suas agências de fiscalização, sendo também
responsabilidade do governo federal a investigação de incidentes envolvendo produtos
perigosos.

1.4 Multas e Penalidades

Infrações aos regulamentos do transporte de produtos perigosos nos EUA são


levadas ao DOJ (Department of Justice) que tem autoridade para julgar as violações
cometidas e determinar as multas e penalidades.
Todos os acidentes são classificados de acordo com o nível de periculosidade
apresentado como sendo de riscos: baixo, médio e alto e são punidos de acordo com o tipo do
impacto ambiental causado (leve ou severo), tipo de responsável (causador) se pessoa física
ou jurídica, pela motivação (intencional – despreparo) e pelo resultado (mortos e feridos)
Uma infração pode incluir múltiplas violações e resultar em multas que variam
de US$ 275 a US$ 32.500 por violação se o infrator for pessoa física e não constatado
negligência, imperícia ou dolo, chegando facilmente a quantias que ultrapassem os 6
dígitos,In addition, criminal penalties exist for “willful violations” of the HMR. além disso,
existem sanções penais para "violação intencional" que Criminal penalties can result in prison
terms of up to five years.podem resultar em prisão de até cinco anos. Se for constatado que
houve negligência e sendo pessoa jurídica o causador receberá multas que podem ultrapassar
US$ 500.000 por violação e o tempo de prisão será ampliado para 10 anos.
1.1
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10.6O Transporte Rodoviário de Produto Perigoso nos Estados Unidos

Nos EUA, existe uma grande quantidade de produtos perigosos que são
transportados diariamente. O DOT- (Department of Transportation) estima que em 2002
foram movimentadas diariamente 5,914 milhões de toneladas, cabendo ao modal rodoviário o
transporte de mais de 3,176 milhões de toneladas diárias, o que corresponde a 53,7% do total
de produtos perigosos transportados todos os dias.

Tabela 7 - Movimentação de Prod. Perigosos EUA 2002


Fonte: DOT

O BTS (Bureau of Transportation Statistic) Central de Estatísticas do


Transporte órgão do DOT – (Department of Transportation) através do Censo Econômico de
2002, relata que em 2002 foram transportadas por todos os modais, aproximadamente 2,192
bilhões de toneladas de produtos perigosos, no valor de US$ 660 trilhões. O transporte
rodoviário isoladamente, transportou 1,159 bilhões de toneladas, no valor de US$ 419,630
trilhões, o que corresponde a 63,6% do valor e 52,87% do peso transportado.

Figura 16 - Quantidade de Produtos Perigosos Por Modais EUA 2002 – Fonte: Censo Econômico Americano 2002

Dentre todos os modais, e divididos pelas classes de riscos, líquidos


inflamáveis (classe 3) configuram o produto mais transportado no ano de 2002, totalizando
mais de 1,788 bilhões de toneladas, ou seja 81,6% de todo o volume, o segundo produto mais
transportado é constituído pelos os gases (classe 2) com 9,7% seguido de materiais corrosivos
com 4,1%.

Tabela 8 - Movimentação por Classe de Risco

Fonte: Censo Econômico Americano 2002

10.7 Acidentes com Produtos Perigosos

Diante do vulto deste volume, a ocorrência de incidentes envolvendo produtos


perigosos se torna quase inevitável. Sob o rigor da legislação americana, todo e qualquer tipo
de acidente que envolva o transporte de produtos perigosos deve ser relatado imediatamente
ao OHMS (Office of Hazardous Materials Safety) - Escritório de Segurança de Material
Perigoso - ligado ao PHMSA, através de ficha de relatório, sob pena de responder pelas
implicações causadas pelo incidente.
Produtos perigosos, apesar da constante fiscalização e da normatização
rigorosa, apresentam um grande número de incidentes nas rodovias americanas, que
constituem o local onde acontece a maioria dos acidentes. No período compreendido entre os
anos de 1990 até o ano de 2006 o numero de acidentes rodoviários cresceu espantosos 134
pontos percentuais e têm sido objeto de grande preocupação.

Tabela 9 - Acidentes no Transporte de Produtos Perigosos por Modais


Acidentes no Transporte de Produtos Perigosos no EUA: 1990–2006

1990 1995 2000 2004 2005 2006

Rodovias 7.297 12.869 15.063 13.071 13.460 17.128


Acidentes relatados 261 257 329 283 322 303
Lesões corporais 311 296 164 155 175 192
Mortes 8 7 16 13 24 6
Ferrovias 1.279 1.155 1.058 765 745 704
Acidentes relatados 48 50 62 46 51 44
Lesões corporais 73 71 82 122 692 24
Mortes 0 0 0 3 10 0
Aeroviário 297 817 1.419 993 1.654 2.410
Acidentes relatados 0 0 3 0 9 7
Lesões corporais 39 33 5 11 78 2
Mortes 0 0 0 0 0 0
Aquaviário 7 12 17 17 69 68
Acidentes relatados 0 0 0 0 0 0
Lesões corporais 0 0 0 0 0 15
Mortes 0 0 0 0 0 0
Dutos
Liquidos 180 188 146 144 138 111
Lesões corporais 7 11 4 16 2 2
Mortes 3 3 1 5 2 0
Distribuição de Gas Natural 109 97 154 176 170 134
Lesões corporais 52 43 59 41 38 25
Mortes 6 16 22 18 14 16
Transmissão de Gas Natural 89 64 80 123 181 143
Lesões corporais 17 10 18 3 7 5
Mortes 0 2 15 0 0 3
Fonte: BTS (Bureau of Transportation Statistic)

Figura 17 - Números de Acidentes com Produtos Perigosos


Fonte: BTS (Bureau of Transportation Statistic)

10.7.1 Índices de Acidentes


A preocupação com o número de acidentes com produtos perigosos, nos EUA,
é melhor compreendida ao notarmos que no ano de 2006 foram contabilizados 17.126
acidentes entre todos os modais; levando em conta o ano com 364 dias, iremos obter o
incrível numero de 47 acidentes diários, que se aproxima de 2 acidentes por hora.
Outra constatação é que nos meses de verão, acontece a maior quantidade de
acidentes, certamente por ser este o período em que as estradas oferecem melhores condições
de trânsito e os caminhões trafegam muito mais.

Figura 18- Distribuição Mensal de Acidentes nos Anos de 2005 e 2006 - Fonte: BTS (Bureau of Transportation
Statistic)

Os acidentes com produtos perigosos podem ser potencialmente perigosos. No


período compreendido entre os anos de 1992/2006 aproximadamente 25% dos acidentes,
foram classificados pelas autoridades americanas como sendo de natureza grave
Figura 19 - Classificação de Acidentes EUA - Fonte: BTS (Bureau of Transportation Statistic)

10.7.2 Tipo de Produto Envolvido em Acidentes

Os acidentes no EUA ocorrem com os mais variados tipos de produtos


perigosos. Segundo o BTS (Bureau of Transportation Statistic) Central de Estatísticas do
Transporte no ano de 2007, foram registrados 19.176 acidentes, 55% destes acidentes
envolveram líquidos inflamáveis que totalizaram 10.568 acidentes, com 42 vitimas sendo 8
fatais. O prejuízo causado por todos os acidentes ultrapassou a importância de 90 milhões de
dólares, sendo que a substância, líquidos inflamáveis, proporcionou a perda de 62% deste
total.

Figura 20 -Acidentes com Produtos Perigosos EUA 2007


Fonte DOT (Hazardous Materials Information Sistem)
Tabela 10 - Acidentes Por Tipo de Produto EUA 2007

Fonte: DOT (Hazardous Materials Information Sistem)

11 COMPARAÇÕES DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO NO BRASIL E


NOS ESTADOS UNIDOS.

O transporte rodoviário de produtos perigosos devido as suas peculiaridades


apresenta cenários diferentes nos mais diversos países. Aos compararmos o cenário brasileiro
com o americano, diferenças e semelhanças podem ser constatadas.
Ao confrontarmos as matrizes de transporte destes países podemos observar
que no Brasil predomina o transporte rodoviário, enquanto que nos EUA o transporte
ferroviário é o mais utilizado.

Tabela 11 - Distribuição dos Transportes Brasil/EUA


Matriz de Transportes Brasil/EUA
Modal USA 2005 BRASIL 2007
Aquaviário 14,70% 13,00%
Dutoviário 13,65% 3,60%
Ferroviário 41,40% 25,00%
Rodoviário 30,88% 58,00%
Aéreo ND 0,40%
Fonte: US BTS/CNT

No volume de cargas transportadas pelo meio rodoviário, aferimos a existência


de uma distancia enorme entre uma realidade e outra. Enquanto no Brasil em 2006, segundo o
IBGE, foram transportadas 1,137 bilhões de toneladas de carga os Estados Unidos transportou
neste mesmo ano, segundo o site Canal do Transporte, a incrível soma de 10,7 bilhões de
toneladas, ou seja mais de 9 vezes o volume brasileiro.

Tabela 12 - Dados Estatísticos - Brasil/EUA

Fonte: IBGE/ U.S. Census Bureau

Se compararmos o PIB, a população e a malha rodoviária de cada país


podemos constatar, que a população brasileira corresponde a 63% da população americana,
que dispõe de um território 9% maior, 3 vezes mais rodovias, e geram um PIB, 12 vezes
maior.
A arrecadação com transporte rodoviário de cargas, segundo o site Canal do
Transporte, também apresenta uma disparidade muito grande, enquanto o mercado brasileiro
fatura US$ 15 bilhões o mercado americano atinge a astronômica soma de US$ 623 bilhões.

1
2
2.1
2.2 O Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos

O volume de produtos perigosos transportados pelas rodovias brasileira em


2007 atingiu 130,7 milhões de toneladas, segundo o IBGE, sendo que o produto mais
transportado foram os líquidos inflamáveis, que totalizaram quase a metade de todos os
produtos perigosos transportados no Brasil, com o faturamento de R$ 4,133 bilhões.
Nos Estados Unidos os dados são do ano de 2002, fornecidos pelo DOT e dão
conta que foram transportados pelas rodovias americanas naquele ano 1,159 bilhões de
toneladas, proporcionando uma arrecadação de US$ 419 bilhões, e igualmente ao Brasil os
líquidos inflamáveis são os mais transportados respondendo por 81% do volume transportado

2.3 A Legislação

Quando comparamos leis, verificamos que os americanos de maneira concisa,


abordam todas as circunstancia do transporte rodoviário de produtos perigosos em uma única
lei, 49 USC. Extremamente abrangente esta Lei contempla todas as situações, regras,
entidades e suas atribuições, multas e punições, responsabilidades, tipificação de produtos,
embalagens, armazenamento e é complementada por algumas outras regulamentações, que
são em pequeno numero. A legislação americana é baseada nos preceitos da ONU e define os
critérios para o transporte, ações em caso de emergências, e competências das entidades.
No caso brasileiro, as leis são em numero bem maior e estão em constante
aperfeiçoamento. Entre resoluções, decretos e leis complementares já foram editadas quase
50, que tratam diretamente da regulamentação do transporte de produtos perigosos, isso sem
contar as normas e regulamentos técnicos que também são em grande numero e ainda o
Código Civil que contempla as regras para o transporte de maneira geral.
11.
11.1.
11.2.
11.3.
11.4.Multas e Penalidades

No Brasil as multas e penalidades previstas na legislação do transporte de


produtos perigosos embora estejam bem definidas, tem valores e punições que por serem
muito brandas, podem não inibir os eventuais infratores, sendo comum nas fiscalizações a
constatação de inúmeras irregularidades, como comprova os dados do IPEM.

Tabela 13 - Fiscalização em Rodovias do Brasil


FISCALIZAÇÃO EM RODOVIAS DO BRASIL
2005 2006 2007 2008 (parcial)
Veículos Fiscalizados 2.166 2.181 3.433 3.805
Autos de Infração 555 720 1.116 1.260
Cert. de Inspeção Apreendidos 251 381 640 697
Fiscalizações Realizadas 82 91 146 153
Fonte: Departamento de Metrologia e Qualidade/IPEM

As penalidades que podem ser aplicadas nos descumprimentos das leis do


transporte de produtos perigosos podem se tornar mais rigorosas quanto aplicadas em
conjunto com a Lei de Crimes Ambientais.
Nos EUA as multas e penalidades previstas na legislação pertinente são mais
rigorosas, o tempo de prisão pode chegar a 10 anos e penas pecuniárias são relativamente
altas, mesmo para o padrão de vida do povo americano. Irregularidades cometidas no
transporte rodoviário não são relatadas constantemente.

1.1
1.2 Produtos Perigosos Mais Transportados
No Brasil os produtos perigosos mais transportados pelo meio rodoviário,
segundo o IBGE, em 2006, foram os líquidos inflamáveis, com quase 50% do total, seguido
pelos outros produtos perigosos. Muito embora esta informação tenha sido localizada, não
existe uma estatística detalhada listando todos os produtos e as quantidades transportadas.
Nos EUA o ranking dos produtos perigosos mais transportados é listado pelo
Censo Econômico Anual, classificando os produtos por classes de riscos, com as suas devidas
quantidades e faturamento. Assim como no Brasil os líquidos inflamáveis são os mais
transportados naquele país.

1.3 Acidentes

Não foram encontrados dados ou coletâneas quantificando a totalidade dos


acidentes rodoviários com produtos perigosos no Brasil. Dados esparsos foram pesquisados
em estatísticas de órgãos estaduais, realizadas por Estados como: São Paulo, Rio Grande do
Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Estatísticas federais não são mensuradas e não
existe um numero global medido por estados e municípios. Órgão federais tais como IBAMA
e Policia Rodoviária Federal realizam estatísticas dos acidentes atendidos, mas os dados estão
restritos aos acontecimentos sobre as suas respectivas jurisdições. Relatórios obrigatórios de
acidentes são inexistentes, e os números computados são obtidos através dos atendimentos as
emergências que foram efetuados pelos órgãos competentes.
Outra realidade é encontrada nos Estados Unidos, todos os acidentes devem
obrigatoriamente ser relatados ao OHMS, sob pena de punição pela omissão. Desta forma
existe uma estatística federal, que quantifica o número de acidentes, suas proporções, numero
de feridos, mortes, perdas monetárias, localização, etapa do transporte onde ocorreu o
acidente, e qual o produto envolvido.

1.4 Etapa do Transporte Com Maior Incidência de Acidentes

Dados consolidados a respeito da etapa do transporte onde ocorre a maioria dos


acidentes no transporte de produtos perigosos no Brasil não foram encontrados. Estados,
como São Paulo, detém um levantamento estatístico de todos os acidentes e sua malha
rodoviária. Este levantamento é executado pela CETESB que o faz de maneira detalhada e
disponibiliza estes dados a interessados.
Os dados apresentados pela CETESB para o estado de São Paulo dão conta que
o maior número de acidentes ocorre durante o transporte rodoviário, que contabiliza mais da
metade de todas as ocorrências.
Nos Estados Unidos os dados são bastante abrangentes e relatam em qual etapa
do processo logístico do produto perigoso acontece o maior numero de acidentes, conforme
demonstra a Tabela 13

Tabela 14 Etapa de Ocorrência de Acidente EUA/2007


Etapa Incidentes Hospitalizados Não Hospitalizados Mortes Perdas
Em Transito 3799 28 98 9 $ 65.192.169,00
Carregamento 3686 2 25 0 $ 469.558,00
Descarregamento 10324 9 52 1 $ 4.665.071,00
Estocagem 1427 2 3 0 $ 1.026.010,00
Total 19236 41 178 10 $ 71.352.808,00
Fonte: DOT
2 CONCLUSÃO

A partir dos indicadores analisados podemos constatar que o desempenho do


setor de transportes no Brasil, quanto comparado ao dos Estados Unidos tem muitas
possibilidades de crescimento, especificamente o transporte rodoviário de produtos perigosos
que tende a crescer com as pressões competitivas e o aumento das exigências por serviços de
padrão internacional. O volume de produtos perigosos que é transportado nas estradas
brasileiras tende a aumentar, conforme o crescimento da demanda que se constatou em
períodos anteriores. Observa-se que devido à preocupação cada vez mais intensa no
tratamento dispensado pela sociedade ao meio ambiente, as empresas buscam as melhores
praticas no trato com os produtos perigosos que produzem ou transportam, pois este fato pode
agregar valores positivos as suas imagens e aos seus negócios.
Embora apresente dados que possam ser analisados negativamente, tais como o
alto índice de irregularidades constatadas, as reduzidas ações de fiscalização, a má condição
das estradas, o despreparo para o manuseio, o desconhecimento dos perigos potenciais tanto
pelos envolvidos nos processos de transporte como pela população em geral, a atual fase do
transporte de produtos perigosos no Brasil tem mostrado esforços conjuntos efetuado pela
sociedade organizada e órgãos governamentais no sentido de reduzir os impactos dos sinistros
e minimizar os prejuízos causados por acidentes.
Alguns Estados brasileiros, mais exatamente os da região sudeste e sul são
pioneiros na elaboração de estudos e pesquisas, objetivando o conhecimento das ocorrências
decorrentes do transporte de produtos perigosos para adoção de ações mitigadoras dos danos
por elas causados.
Para garantir a segurança do transporte de produtos perigosos ações de fiscalizações mais
constantes devem ser adotadas. É essencial a criação de uma agência federal com
competência exclusiva para o controle e prevenção de acidentes.
Para suprir a falta de indicadores confiáveis na consolidação do numero de acidentes no
transporte de produtos perigosos em nível federal se faz necessário tornar obrigatória
comunicação de ocorrência envolvendo produtos perigosos. O conhecimento do total de
acidentes irá proporcionar planos de ações e de respostas mais eficientes, e poderão ser
disponibilizados nos locais de maior incidência de ocorrências.
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MORAES, Giovanni: Regulamentação do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos


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NARDOCCI, Adelaide Cassia - Informações sobre Acidentes com Transporte Rodoviário de


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SANTOS, Raquel dos: Acidentes com Produtos Químicos no Transporte Rodoviário –
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SOBES - Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança – Artigos – disponível em


http://www.sobes.org.br em 12/08/08

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Rodoviário de Produtos Perigosos - http://www.stdturiani.com.br/RTPP.html em 30/09/08

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1995/2008. Disponível em http://EnvironmentalChemistry.com/yogi/hazmat/placards/ em
6/11/2008
ANEXOS

ANEXO 1 - Classificação cronológica de Decreto, Portarias e Resoluções que já foram


publicadas e um breve relato de seus conteúdos.

1983 - Decreto-Lei nº 2.063 de 6/10/83 - Dispõe sobre multas a serem


aplicadas por infrações à regulamentação para a execução dos serviços de transporte
rodoviário de cargas ou produtos perigosos – Fonte: DOU de 7/10/83;
1988 - Decreto nº 96.044 de 18/5/88 - Aprova o Regulamento para o
Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos – Fonte: DOU de 19/5/88;
1989 - Portaria nº 261/MT, de 11/4/89 - Promove ajustamentos técnico-
operacionais no Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. Fonte:
DOU de 12/4/89;
1990 - Decreto nº 98.973 de 21/2/90 - Aprova o Regulamento do Transporte
Ferroviário de Produtos Perigosos. Fonte: DOU de 22/12/90;
1990 - Portaria nº 111/MT, de 5/3/90 - Baixa instruções Complementares ao
Regulamento do Transporte Ferroviário de Produtos Perigosos. Fonte: DOU de 7/3/90. Obs:
Revogada pela Portaria nº 204/MT, de 20/5/97;
1991 - Portaria nº 172/INMETRO/MJ, de 29/7/91 - Aprova o Regulamento
Técnico para “Equipamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel
(RT-7)”. Fonte: DOU de 1/8/91;
1991 - Portaria nº 221/INMETRO/MJ, de 30/9/91 - Aprova o Regulamento
Técnico “Inspeção em Equipamentos destinados ao Transporte de Produtos Perigosos à
Granel não incluídos em outros Regulamentos” - RT-27. Fonte: DOU de 8/10/91;
1991 - Portaria nº 277/INMETRO/MJ, de 27/11/91 - Aprova o
Regulamento Técnico “Veículo Rodoviário destinado ao Transporte de Produtos Perigosos -
Construção, Instalação e Inspeção de Pára-Choque Traseiro” - RTQ-32.Fonte: DOU de
29/11/91;
1993 - Portaria nº 275/INMETRO/MICT, de 16/12/93 - Aprova o
Regulamento Técnico da Qualidade - RTQ-36 Revestimento interno de tanque rodoviário de
produtos perigosos com resina éster vinílica reforçada com fibra de vidro - aplicação e
inspeção. Fonte: DOU de 21/12/93;
1993 - Portaria nº 276/INMETRO/MICT, de 16/12/93 - Aprova os
Regulamentos Técnicos da Qualidade, RTQ-2 - Revisão 01 - Equipamentos para o Transporte
Rodoviário de Produtos à Granel - Construção e Inspeção Inicial e RTQ-34 - Equipamento
para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel - Geral - Construção. Fonte:
DOU de 21/12/93;
1993 - Portaria nº 277/INMETRO/MICT, de 16/12/93 - Aprova os
Regulamentos Técnicos da Qualidade - RTQ-21 - Revisão 2 - Equipamento para o Transporte
Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel - Inspeção Periódica e RTQ-5 - Revisão 2 -
Veículo destinado ao Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos - Inspeção.Fonte: DOU de
21/12/93;
1994 - Portaria nº 199/INMETRO/MICT, de 6/10/94 - Aprova o
“Regulamento Técnico da Qualidade nº 5 (RTQ-5) - Veículo destinado ao Transporte
Rodoviário de Produtos Perigosos - Inspeção”. Fonte: DOU de 11/10/94;
1994 - Portaria nº 200/INMETRO/MICT, de 6/10/94 - Aprova o
“Regulamento Técnico da Qualidade nº 26 (RTQ-26) - Conteiner-tanque destinado ao
Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel-Inspeção”. Fonte: DOU de 11/10/94;
1996 - Decreto nº 1.797 de 25/1/96 - Dispõe sobre a execução do Acordo de
Alcance Parcial para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos entre Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai, de 30 de dezembro de 1994. Fonte: DOU de 21/1/96 p.
10.781. Obs: Retificação publicada no DOU de 19/6/96;
1997 - Portaria nº 204/MT, de 26/5/97 - Aprova as Anexas Instruções
Complementares ao Regulamento dos Transportes Rodoviário e Ferroviário de Produtos
Perigosos. Fonte: DOU de 26/5/97. Obs: Complementada e Retificada pelas Portarias nº
409/97, 101/98 e 402/98;
1997 - Portaria nº 409/MT de 12/9/97 - Determina a desclassificação do
produto nº 2489 - Difenilmetano-4, 4'-Diisocianato, como perigoso e retifica o Quadro 6.1 da
Portaria 204/97. Fonte: DOU de 15/9/97;
1998 - Portaria nº 101/MT de 30/3/98 - Retifica a Portaria nº 204/97, inclui o
produto de nº ONU 2922, exclui/inclui Provisões Especiais, autoriza o transporte dos
produtos de nomes comerciais, Mancozeb e Triclorfon, classificados na classe 9. Fonte: (1º
Republicação no DOU 31/3/98) (Republicada no DOU de 16/4/98, por ter saído com
incorreção) (Republicada no DOU de 17/4/98, por ter saído com incorreção).
1998 - Portaria nº 043, de 7/08/98 - Secretaria de Ciência e Tecnologia do
Ministério do Exército, aprova Regulamento Técnico de Embalagens de Produtos da Classe 1
- Explosivo - REG/T-01, que fixa formas, dimensões e condições a que devem satisfazer as
embalagens para produtos da Classe 1, classificados conforme o Decreto 1.797 de 25 de
Janeiro de 1996. Obs: Possuem relação com a Instrução Técnico Administrativa. nº 9/99 e o
Decreto nº 2.998, de 23/3/99. Fonte: DOU de 21/9/98;
1998 - Portaria nº 402/MT de 9/9/98 - Retifica a Portaria nº 204/97, inclui o
produto de nº ONU 3257, inclui Provisão Especial e autoriza o transporte de produtos de
nomes comerciais classificados na classe 9 (nºs 3082 e 3257). Fonte: DOU de 10/9/98 – Obs:
Alterada pela Portaria/MT, nº 490/98;
1998 - Resolução nº 70/CONTRAN/MJ, de 23/9/98 - Dispõe sobre curso de
treinamento específico para condutores de veículos rodoviários transportadores de produtos
perigosos. Fonte: DOU de 25/9/98 - (Retificação - DOU de 28/9/98 p. 29) – Obs: Revogada
pela Resolução nº 91/CONTRAN/MJ, de 4/5/99;
1998 - Portaria nº 490/MT, de 16/11/98 - Altera a redação do art. 7º da
Portaria nº 402/MT, de 9/9/98. Fonte: DOU de 17/11/98;
1998 - Decreto nº 2.866, de 7/12/98 - Dispõe sobre a execução do Primeiro
Protocolo Adicional ao Acordo de Alcance Parcial para a Facilitação do Transporte de
Produtos Perigosos (AAP.PC/7), firmado em 16/7/98, entre os Governos do Brasil, da
Argentina, do Paraguai e do Uruguai (Aprova o regime de infrações e sanções aplicáveis ao
transporte terrestre de produtos perigosos). Fonte: DOU de 8/12/98;
1998 - Portaria nº 38/DENATRAN/MJ, de 10/12/98 - Acrescenta ao Anexo
IV da Portaria nº 01/98 – DENATRAN, os códigos das infrações referentes ao Transporte
Rodoviário de Produtos Perigosos. Fonte: DOU de 11/12/98;
1999 - Instrução Técnico-Administrativa nº 9/99 - D.F.P.C. - Transporte
Rodoviário - Conjunto de Acessórios e Explosivos. Fonte: Departamento de Fiscalização de
Produtos Controlados do Ministério do Exército;
1999 - Decreto nº 2.998, de 23/3/99 - Dá nova redação ao Regulamento para a
Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). Fonte: DOU de 24/3/99. Obs: Revogado pelo
Decreto nº 3.665, de 20/11/00;
1999 - Resolução nº 91/CONTRAN/MJ, de 4/5/99 - Dispõe sobre os cursos
de Treinamento Específico e Complementar para Condutores de Veículos Rodoviários
Transportadores de Produtos Perigosos. Fonte: DOU de 6/5/99 – Obs: Revoga a Resolução nº
70/CONTRAN/MJ, de 23/9/98;
2000 - Portaria nº 342/MT, de 11/10/00 - Reclassifica o Alquil Fenóis
Sólidos, N.E. sob o número UN 2430, Classe 8 e retifica/autoriza o Óleo Combustível Tipo C,
como substância da Classe 9, UM 3082. Fonte: Publicada no DOU de 13/10/00. Obs:
Altera/Retifica as Portarias nº 204/97 e nº 402/98;
2000 - Decreto nº 3.665, de 20/11/00 - Dá nova redação ao Regulamento para
a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105). Fonte: Publicado no DOU de 21/11/00. Obs:
Revoga o Decreto nº 2.998, de 23/3/99;
2000 - Lei nº 10.165, de 27/12/00 - Altera a Lei nº 6.938, de 31/8/81, que
dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e
aplicação. Fonte: Publicada no DOU de 28/12/00. (Retificação DOU de 9/1/01);
2001 - Portaria nº 8/INMETRO/MDIC, de 16/1/01 - Publica a proposta do
texto de Portaria para a Regulamentação Técnica de Cilindros de Liga Leve para
Armazenamento de Gás Metano Veicular. Fonte: DOU de 25/1/01.
2001 - Portaria nº 22/MT, de 19/1/01 - Aprova as Instruções para a
Fiscalização do Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos no MERCOSUL. Fonte: DOU
de 24/1/01.
2002 - Decreto n° 4.097, de 23/01/02 - Altera a redação dos arts. 7º e 19 dos
Regulamentos para o transporte rodoviário e ferroviário de produtos perigosos, aprovados
pelos Decretos n°s 96.044, de 18/5/88, e 98.973, de 21/2/90, respectivamente. Fonte: D.O.U.,
24/01/2002.
2002 - Portaria nº 349/ MT, de 04/06/02 - Aprova as Instruções para a
Fiscalização do Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos no Âmbito Nacional – Fonte:
DOU de 4/06/02.
2002 - Resolução nº 106/ANTT, de 17/07/02 - Aprova os atos relativos à
regulamentação da implantação do Vale-Pedágio obrigatório, disciplinando a sistemática de
utilização e fiscalização, direta ou por provocação, a aplicação de penalidades, a arrecadação
das multas, o devido procedimento, o exercício da defesa e a instância recursal. Fonte: DOU
de 17/07/02
2002 - Decreto nº 25.016, de 18/12/02 - Autoriza a implantação do Plano de
Emergência para Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos – PREVINE, no âmbito da
Região Metropolitana do Recife, e dá outras providências. Fonte: DOU nº 242, de 19/12/02.
2003 - Resolução nº 149/ANTT, de 07/01/03 - Altera a resolução ANTT nº
106 de 17 de outubro de 2002 e define: situações de embarque em locais remotos, conceitos
de embarcador; transporte fracionado de carga. DOU de 15 de janeiro de 2003.
2003 – Resolução n° 150/ANTT, de 07/01/03 - Institui o regime especial do
Vale Pedágio obrigatório para as relações entre embarcadores e transportadores de cargas
referente à antecipação do Vale Pedágio obrigatório ao transportador rodoviário de carga.
Fonte: DOU, 15/01/03
2004 – Resolução n° 420/ANTT, de 12/02/04 - Aprova as Instruções
Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos. Fonte:
DOU de 31/05/2004.
2004 - Resolução n° 701/ANTT, de25/08/04 - Altera a Resolução nº 420, de
12 de fevereiro de 2004, que aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do
Transporte de Produtos Perigosos e seu anexo. Fonte: DOU de 31/08/2004.
2006 - Lei Complementar n° 121, de 9/02/06 - cria o Sistema Nacional de
Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas e inclui a
obrigatoriedade de todo condutor de veículo comercial de carga portar uma autorização para
conduzi-lo quando este não for o proprietário. Fonte: D.O.U. de 10/10/2006.
2006 – Resolução n° 1644/ANTT, de 26/09/06 - Altera o Anexo à Resolução
nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, que aprova as Instruções Complementares ao
Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos. Fonte: DOU-03/11/2006.
2006 – Resolução n° 1437/ANTT, de 21/11/06 - Publicada DOU -
04/12/2006, dispondo sobre o Registro Nacional de Transportadores Rodoviário de Cargas,
RNTCR, com vigência para 60 dias da publicação, revogando as Resoluções ANTT
437/2004, 818/2004, 674/2004 e 537/2004. DOU de 8/05/06.
2008 – Resolução n° 2.519/ANTT, de 14/01/08 - Dispõe sobre o exercício da
atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante remuneração e
estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores
Rodoviários de Carga – RNTRC, e dá outras providências. DOU 18.01.2008.
2008 – Resolução n° 2.550/ANTT, de 14/02/08 - Dispõe sobre o exercício da
atividade de transporte rodoviário de carga por conta de terceiros e mediante remuneração e
estabelece procedimentos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores
Rodoviários de Carga – RNTRC, e dá outras providências. DOU 27/03/08.
2008 – Resolução n° 2.657/ANTT, de 18/02/08 - Altera o Anexo à Resolução
nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, que aprova as Instruções Complementares ao
Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos. Fonte: DOU de 18/04/08.