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Aluno: Lucas Fixel Bastos 20131435002

Garcia, Denise H. L. “IV Seminário Música Ciência Tecnologia: Fronteiras e Rupturas” “Estúdio da Glória, década de 80: polo de produção eletroacústica no Brasil” Unicamp, SP. S/D.S/Ed.

No inicio a autora faz uma breve introduçao, falando sobre a importancia do Departamento de música de Brasília e o Instituto Villa Lobos que foram pioneiros em música experimental no Brasil nos anos 60, interrompidos pela ditadura militar.

“Por outro lado, durante o período da ditadura militar no Brasil vigorou uma extensiva reserva de mercado na área de informática e restrições de importações a partir do início dos anos 70 que culminou na lei n°7232 de 1984, sobre uma política nacional de informáticas. A industria fonográfica brasileira no anos 60 e 70 se concentrava em uma produção de discos de diferentes gêneros de música popular, se restringindo, com raras excessões a reproduzir no Brasil, na área de música erudita, discos de gravações internacionais (Vicente, 2006 e 2010). Esses fatores somados a uma crise econômica crescente nos anos 60 e 70, não abriram espaço para o surgimento de investimentos nas iniciativas pioneiras da música com suporte tecnológico.” (3°parágrafo da introdução)

A Denise Garcia divide a história da música eletroacústica em três fases: anos 60, 70-80 e 90-2000, no

artigo da enfoque ao grupo de compositores que inicia os trabalhos nos anos 80 no Estúdio da Glória.

O

INSTITUTO VILLA LOBOS

O

Instituto Villa Lobos no ano 66 teve a direção assumida por Reginaldo Carvalho o primeiro

compositor de música concreta no Brasil, e ele que implantou o “Centro de Pesquise do Som” com o intuito de estudar e divulgar a música experimental. Carvalho convida então Jorge Antunes para

ministrar o “Curso de Introdução a Música Eletrônica Concreta e Magnetofônica” e produz no IVL seus primeiro trabalhos de música elétroacústica. Por a intervenção do governo militar através do A-I Antunes deixou o cargo futuramente assumido por Marlenes Fernandes, ex-aluna do Instituto Torcuato

Di Tella. De 1970 a 1972 Rodolfo Caesar um do compositores do Estúdio da Glória foi aluno de

Reginaldo Carvalhoe e Marlene Fernandes.

Mas em 72 Rehinaldo se afasta do IVL que passa a ser dirigido pelo general do exército Jayme Ribeiro da Graça e Rodolfo Caesar abandona os estudos, e a direção artística do IVL muda de ambiente de experimentação para um conteúdo mais consagrado. O IVL só vem trazer o conteúdo de música experimetal aos estudandes no ano de 1986 quando a professora Vânia Dantas Leite introduz a disciplina “Música Eletroacústica” no curso de composição sendo professora de Tim Rescala e Tato Taborda, co-fundadores do Estúdio da Glória.

ESTÚDIO DA GLÓRIA

O

Estudio da Glória foi um estúdio privado que “levantou a bandeira” da música eletroacústica no Rio

de

Janeiro nos anos 80 e 90 e reunia os compositores: Rodolfo Caesar, Vania Dantas Leite e Tim

Rescala.Eles contaram com a colaboração de muitos outros como: o luthier José Eduardo Nascimento,

o técnico Luiz Cruz e o engenheiro José Augusto Lima.

Os estúdio trabalhou muito com música para dança e teatro além de ser alugado para gravações e espaço de desenvolvimento para novos compositores como : Aquiles Pantaleão e Rodrigo Ciccheli.

Os compositores tinham parceria com a compositora Vânia Dantas Leite e juntos organizavam concertos e divulgavam uns aos outros. Dessa cooperação surgiram os seguintes grupos: “Conjunto Vazio”, GME e o Numexi.

Tornando assim o Estúdio da Glória um local super importante para realizações culturais, divulgando e cultivando a música eletroacústica no Rio de Janeiro. Os compositores que participavam desse movimento estiveram presentes em vários eventos, mostras, festivais, bienais pelo Brasil.

Nos anos 90, Caesar foi fazer seu dotorado na Inglaterra. Então, Aquiles Pantalão e Rodrigo Ciccheli foram trabalhar com Tim Rescala no Estúdio da Glória sendo assim a segunda geração de compositores do estúdio, agora com adventos da informatica do aúdio o trabalho em estúdio diminiu.