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Conteúdo Cultura e cidadania escolar Valores do esporte O FUTEBOL NA ESCOLA Transformação social Inclusão
Conteúdo
Cultura e
cidadania
escolar
Valores do
esporte
O FUTEBOL
NA ESCOLA
Transformação
social
Inclusão
Combate ao
sedentarismo

O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA ÍNDICE PONTAPÉ INICIAL 03 O NOSSO TIME 05 FUTEBOL, DÁ PARA FAZER

ÍNDICE

O FUTEBOL NA ESCOLA ÍNDICE PONTAPÉ INICIAL 03 O NOSSO TIME 05 FUTEBOL, DÁ PARA FAZER

PONTAPÉ INICIAL

03

O NOSSO TIME

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FUTEBOL, DÁ PARA FAZER DIFERENTE

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ENTREVISTA: PROFESSOR JORGE STEINHILBER

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O QUE A CRIANÇA PODE APRENDER COM O FUTEBOL?

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VALORES ALÉM DAS QUADRAS

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FUTEBOL É CONTEÚDO ESCOLAR

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LUTA CONTRA O SEDENTARISMO

51

O QUE A COPA DEIXA PARA NÓS?

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COMO O FUTEBOL PODE CONTRIBUIR PARA A INCLUSÃO NAS ESCOLAS

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QUAL É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA?

87

JOGO QUIZ

91

É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para
É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para

Educar para Crescer

É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA? 87 JOGO QUIZ 91 Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PONTAPÉ INCIAL POR CAC O DE PAULA UM JOGO MEMORÁVEL O livro

PONTAPÉ INCIAL

POR

CACO DE PAULA

UM JOGO MEMORÁVEL

O livro eletrônico O FUTEBOL NA ESCOLA, no qual você na-

vega agora, é fruto de uma inicia- tiva inédita no contexto da educa- ção brasileira. Traz um painel com reflexões e experiências a respei- to das oportunidades que esse esporte tão amado em nosso País oferece para o espaço educacio- nal. Partimos de algumas ques- tões cujas respostas têm grande potencial de transformação. A prática do futebol pode colaborar para melhor apreensão do conte- údo escolar? Como os valores do esporte contribuem para a cria- ção de uma cultura de cidadania?

Quais são as oportunidades para promover, por meio da prática de esportes e do ensino da Educação Física, experiências de inclusão social e combate ao sedentaris- mo? Que boas práticas já existem nessa área? O que podemos es- perar para o futuro? Numa parceria entre o mo- vimento Educar para Crescer e o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), reunimos para um debate diversas vozes inte- ressadas em contribuir com essa discussão. O resultado foi um en- contro inédito e amplo, rico em ideias que agora compartilhamos

Educar para Crescer

discussão. O resultado foi um en- contro inédito e amplo, rico em ideias que agora compartilhamos

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PONTAPÉ INCIAL com educadores, pesquisadores, pais e demais interessados em promover mudanças

PONTAPÉ INCIAL

com educadores, pesquisadores, pais e demais interessados em promover mudanças consisten- tes e duradouras na educação brasileira. Os principais pontos levantados no encontro nos de- ram o norte para os artigos aqui publicados. Procuramos ir além da discussão e entrar no caminho das propostas. A primeira delas é que se amplie o conhecimento so- bre as oportunidades de melhoria do desenvolvimento e da apren- dizagem a partir da inclusão da Educação Física no cotidiano das escolas. Nossa contribuição para le- var esse tema adiante é justa- mente esta edição, que torna du- rável e acessível a participação de algumas das instituições mais respeitadas nesse cenário e algu- mas das mentes mais lúcidas de- dicadas a esta discussão. Assim, acreditamos ter reunido um time talentoso, com uma meta ambi- ciosa. Foi o nosso pontapé inicial.

Se gostar desta edição, compar- tilhe-a com quem você acha que ela pode ser útil. Façamos juntos um jogo memorável. Escreva-nos com suas opiniões e sugestões. O Brasil só melhora com educação de qualidade. Você tem muito a ver com isso. E a Educação Física também.

Caco de Paula

Publisher do movimento Educar para Crescer cpaula@abril.com.br

Educar para Crescer

Física também. Caco de Paula Publisher do movimento Educar para Crescer cpaula@abril.com.br Educar para Crescer 04

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES 06 PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES 06 PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI
MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES 06
MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES
06
PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES 06 PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI 08 PROF. RICARDO CATUNDA
PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI 08
PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI 08
LUIZ FERRARI NUNES 06 PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI 08 PROF. RICARDO CATUNDA 10 ALCIDES SCAGLIA 12
PROF. RICARDO CATUNDA 10
PROF. RICARDO CATUNDA
10
06 PROF. MARIA MÁRCIA MALAVASI 08 PROF. RICARDO CATUNDA 10 ALCIDES SCAGLIA 12 PROF. JORGE STEINHILBER
ALCIDES SCAGLIA 12
ALCIDES SCAGLIA
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MALAVASI 08 PROF. RICARDO CATUNDA 10 ALCIDES SCAGLIA 12 PROF. JORGE STEINHILBER 07 IALÊ CARDOSO 09
PROF. JORGE STEINHILBER 07
PROF. JORGE STEINHILBER
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CATUNDA 10 ALCIDES SCAGLIA 12 PROF. JORGE STEINHILBER 07 IALÊ CARDOSO 09 PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA
IALÊ CARDOSO 09
IALÊ CARDOSO
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SCAGLIA 12 PROF. JORGE STEINHILBER 07 IALÊ CARDOSO 09 PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA 11 MONICA CONRADO
PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA 11
PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA
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07 IALÊ CARDOSO 09 PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA 11 MONICA CONRADO 13 SÉRGIO ANDRADE 14 MARIANA
MONICA CONRADO 13
MONICA CONRADO
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SÉRGIO ANDRADE 14 MARIANA BEHR ANDRADE 15 Educar para Crescer 05
SÉRGIO ANDRADE
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MARIANA BEHR ANDRADE
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Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES Doutor e Mestre em Educação,

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES Doutor e Mestre em Educação,

MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES

Doutor e Mestre em Educação, licenciado em Edu- cação Física. Coordena o Grupo de Pesquisas em Edu- cação Física Escolar da Faculdade de Educação da USP (GPEF/FEUSP) . Atuou na Educação Básica e, atualmen- te, leciona em cursos de Pedagogia e Educação Física no Ensino Superior e programas de pós-graduação e formação continuada de docentes. Autor de livros e artigos que abordam as temáticas do Currículo, Edu- cação Física e Cultura Corporal, ancorados nos Estu- dos Culturais e Estudos Foucaultianos.

Educar para Crescer

Edu- cação Física e Cultura Corporal, ancorados nos Estu- dos Culturais e Estudos Foucaultianos. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PROFESSOR JORGE STEINHILBER Formou-se em Educação Física na UFRJ

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PROFESSOR JORGE STEINHILBER Formou-se em Educação Física na UFRJ

PROFESSOR JORGE STEINHILBER

Formou-se em Educação Física na UFRJ e é ha- bilitado em Administração e Supervisão Escolar pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Tem Mestrado em Motricidade Humana pela UCB e MPA (Mestrado Profissional em Administração) em Controle Externo pela FGV. Foi professor de Educação Física no ensino público e privado, técnico de voleibol de escolas e clu- bes. Implantou o Programa de Férias nas escolas pú- blicas do Município do Rio de Janeiro e promoveu os Jogos Escolares na Cidade do Rio de Janeiro de 1977 a 1990. Foi presidente da Associação dos Professores de Educação Física no Rio de Janeiro (APEF-Rio) e as- sessor de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. É presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef) e presidente da Academia Olímpica Brasileira.

Educar para Crescer

do Conselho Federal de Educação Física (Confef) e presidente da Academia Olímpica Brasileira. Educar para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PROFESSORA MARIA MÁRCIA MALAVASI Possui graduação em História pela

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PROFESSORA MARIA MÁRCIA MALAVASI Possui graduação em História pela

PROFESSORA MARIA MÁRCIA MALAVASI

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Campinas (1979), graduação em Pedago- gia pela Universidade Nove de Julho (1990), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1995) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2000). Atualmente, é professo- ra titular da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Pro- jeto Político Pedagógico, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação, escola, educação, ensino superior e ensino.

Educar para Crescer

principalmente nos seguintes temas: avaliação, escola, educação, ensino superior e ensino. Educar para Crescer 08

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O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO IALÊ CARDOSO Graduada em Artes Plásticas pela Faculdade Santa

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO IALÊ CARDOSO Graduada em Artes Plásticas pela Faculdade Santa

IALÊ CARDOSO

Graduada em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina (1997). Atua como coordenadora do Núcleo de Ação Educativa do Museu do Futebol desde 2011, tendo como foco principal a acessibilidade. É respon- sável pelo Programa de Acessibilidade do Museu do Futebol (PAMF), no qual coordena projetos, ações edu- cativas e materiais para o público. Trabalhou como ar- te-educadora com experiência em educação não for- mal em instituições culturais e museus (1999-2009). Foi coordenadora do Museu da Casa Brasileira (2009) e professora de Artes da escola Núcleo Aprendizagem e Desenvolvimento para alunos com deficiência inte- lectual (2008-2012).

Educar para Crescer

Núcleo Aprendizagem e Desenvolvimento para alunos com deficiência inte - lectual (2008-2012). Educar para Crescer 09

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O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PROF. RICARDO CATUNDA Licenciado em Educação Física com especializa-

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PROF. RICARDO CATUNDA Licenciado em Educação Física com especializa-

PROF. RICARDO CATUNDA

Licenciado em Educação Física com especializa- ção em Psicomotricidade. Mestrado em Educação em Saúde e Doutorado em Ciências da Educação – Didá- tica do Ensino da Educação Física e do Desporto. Atua como professor assistente da Universidade Estadual do Ceará e é presidente da Comissão de Educação Fí- sica Escolar do Conselho Federal de Educação Física (Confef).

Educar para Crescer

da Comissão de Educação Fí- sica Escolar do Conselho Federal de Educação Física (Confef). Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA Atua no Museu do Futebol

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA Atua no Museu do Futebol

PEDRO FELIPE R. SANT’ANNA

Atua no Museu do Futebol desde 2008, inaugu- rando a equipe da área de Documentação, Pesquisa e Exposições. Historiador pela PUC (SP), possui espe- cialização em Gestão de Sistemas e Serviços da Infor- mação pela FESP (SP). Pelo Museu do Futebol, partici- pou da criação de todas as exposições temporárias, como “Mania de Colecionar”, “Ora Bolas”, “O Futebol pelo Mundo” e “Copas de A a Z”, entre outras. É um dos idealizadores e executores do Banco de Dados do Museu do Futebol e também do Centro de Referências do Futebol Brasileiro (CRFB), do qual também é coor- denador.

Educar para Crescer

também do Centro de Referências do Futebol Brasileiro (CRFB), do qual também é coor- denador. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO SÉRGIO ANDRADE Graduado em Educação Física pela Universidade de

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO SÉRGIO ANDRADE Graduado em Educação Física pela Universidade de

SÉRGIO ANDRADE

Graduado em Educação Física pela Universidade de Santo Amaro (UNISA) e pós-graduado em Lazer e Animação Sociocultural no Centro Universitário SENAC e em Gestão de Organizações do Terceiro Setor pelo Mackenzie. Iniciou a atuação no terceiro setor há 17 anos como educador na área da Educação Física, re- alizou orientação pedagógica de projetos culturais e coordenou o departamento de Cultura e Lazer. Desen- volveu projetos de formação para educadores sociais e culturais e ações de desenvolvimento comunitário, uti- lizando as atividades de lazer como mobilizadoras em organizações sociais de bairro. Atualmente, é coorde- nador do programa esportivo “Jogo Aberto” da Funda- ção Gol de Letra, onde é responsável pelo planejamen- to, implantação e avaliação dos projetos desenvolvidos nesta área para a comunidade.

Educar para Crescer

to, implantação e avaliação dos projetos desenvolvidos nesta área para a comunidade. Educar para Crescer 12

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MONICA CONRADO Especialista em Gestão de Pessoas e coordenado-

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MONICA CONRADO Especialista em Gestão de Pessoas e coordenado-

MONICA CONRADO

Especialista em Gestão de Pessoas e coordenado- ra de Projetos Sociais Pedagógicos na Spirit Of Football Brazil (SOF). Graduada pela Universidade Salesianos, especialista em Gestão de Pessoas pela Faculdade Santa Rita (SP) e pós-graduada em Gestão de Pessoas com Ênfase em Negócios pela Universidade Salesia- nos São Paulo. Atua na área de projetos sociais desde 1991, coordenou projeto de alfabetização de jovens e adultos – MOVA na região da zona norte de São Paulo. Participou ativamente na implantação de novos cursos e oficinas no Programa Telecentros, além de ministrar palestras para jovens em busca do primeiro emprego.

Educar para Crescer

no Programa Telecentros, além de ministrar palestras para jovens em busca do primeiro emprego. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO ALCIDES SCAGLIA Licenciado e bacharel em Educação Física, mes-

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO ALCIDES SCAGLIA Licenciado e bacharel em Educação Física, mes-

ALCIDES SCAGLIA

Licenciado e bacharel em Educação Física, mes- tre em Pedagogia do Esporte e doutor em Pedagogia do Movimento. Tem experiência na área de Educação Física e Esportes, desenvolvendo estudos, projetos e pesquisas nas áreas de Educação Física escolar e Pe- dagogia do Esporte, com ênfase em metodologia de ensino-treinamento dos jogos coletivos de invasão, futebol da iniciação ao treinamento e pedagogia do jogo. Atualmente, é docente na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) no curso de Ciências do Esporte da UNICAMP, responsável/líder pelas pesquisas do Labo- ratório de Estudos em Pedagogia do Esporte (LEPE), pesquisador do Ludens (USP) e coordenador de Gra- duação da FCA (UNICAMP).

Educar para Crescer

do Esporte (LEPE), pesquisador do Ludens (USP) e coordenador de Gra- duação da FCA (UNICAMP). Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MARIANA BEHR ANDRADE Graduado em Educação Física pela Universidade

PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO

O FUTEBOL NA ESCOLA PARTICIPANTES DO SEMINÁRIO MARIANA BEHR ANDRADE Graduado em Educação Física pela Universidade

MARIANA BEHR ANDRADE

Graduado em Educação Física pela Universidade de Santo Amaro – UNISA e pós-graduado em Lazer e Animação Sociocultural no Centro Universitário SE- NAC e em Gestão de Organizações do Terceiro Setor pelo Mackenzie. Iniciou a atuação no terceiro setor há 17 anos como educador na área da Educação Física, realizou orientação pedagógica de projetos culturais e coordenou o departamento de Cultura e Lazer. Desen- volveu projetos de formação para educadores sociais e culturais e ações de desenvolvimento comunitário, utilizando as atividades de lazer como mobilizadoras em organizações sociais de bairro. Atualmente, é co- ordenador do programa esportivo “Jogo Aberto” da Fundação Gol de Letra, onde é responsável pelo pla- nejamento, implantação e avaliação dos projetos de- senvolvidos nesta área para a comunidade.

Educar para Crescer

Educar para Crescer

e avaliação dos projetos de- senvolvidos nesta área para a comunidade. Educar para Crescer Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO FUTEBOL: DÁ PRA FAZER DIFERENTE Com criatividade, vontade e

EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

FUTEBOL: DÁ PRA FAZER DIFERENTE

FUTEBOL: DÁ PRA FAZER DIFERENTE Com criatividade, vontade e empenho, é possível criar oportunidades enriquecedoras para

Com criatividade, vontade e empenho, é possível criar oportunidades enriquecedoras para os alunos e os professores por meio dos esportes

enriquecedoras para os alunos e os professores por meio dos esportes Educar para Crescer Educar para
enriquecedoras para os alunos e os professores por meio dos esportes Educar para Crescer Educar para
Educar para Crescer Educar para Crescer 16
Educar para Crescer
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO A prática do futebol na escola pode ir além

EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

A prática do futebol na escola pode ir além da comemoração

dos gols e do corre-corre da hora do recreio. Ele pode ser ferramenta de transformação social se estiver as- sociado à boa prática da Educação Física escolar. Essa disciplina exerce vários papéis importantes no de- senvolvimento e na formação de crianças e adolescentes, entre eles o de melhorar a coordenação motora e o de estimular a boa performance em outras matérias, conscientizan- do sobre a importância da ativida- de física e de hábitos saudáveis. A prática esportiva apoia ainda a dis- seminação de valores do esporte e da cultura. Engajar as escolas neste desafio é a missão do Conselho Fe- deral de Educação Física (Confef). “Apesar de ainda haver um lon- go caminho para que a Educação Fí- sica no Brasil seja ensinada e apren- dida de forma plena em todas as

“O futebol, por ser um esporte altamente difundido no País, pode ser um ótimo meio
“O futebol, por ser um
esporte altamente
difundido no País, pode
ser um ótimo meio para
iniciar o diálogo entre
as escolas, alunos e
professores”
Jorge Steinhilber, presidente
do Conselho Federal de Educação
Física (Confef)

escolas, há muitas instituições que buscam novas maneiras de garantir que os alunos tenham uma vivên- cia diferente e transformadora por meio dela, seja pelo futebol ou ou- tras modalidades”, reforça o presi- dente do Confef, Jorge Steinhilber. O futebol, por ser um esporte altamente difundido no País, pode ser um ótimo meio para iniciar o diálogo entre as escolas, alunos e professores, contudo, experiên-

Educar para Crescer

um ótimo meio para iniciar o diálogo entre as escolas, alunos e professores, contudo, experiên- Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO “Em uma cidade pequena, com poucas opções de lazer,

EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

“Em uma cidade pequena, com poucas opções de lazer, a escola exerce um papel ainda
“Em uma cidade pequena, com poucas opções de
lazer, a escola exerce um papel ainda mais relevante.
Precisávamos criar movimentos para que as crianças se
ocupassem e se engajassem em atividades benéficas”
Jairo José de Souza,
professor de Educação Física

cias de sucesso em escolas públi- cas brasileiras demonstram que dá para fazer diferente, diversi- ficar atividades e, com isso, pro- porcionar todos os benefícios da Educação Física aos alunos e, con- sequentemente, à sociedade.

FORMAÇÃO CIDADÃ

Em Virginópolis, Minas Gerais, os alunos da Escola Estadual Nos- sa Senhora do Patrocínio precisam conquistar notas acima da média mínima em todas as disciplinas para disputarem os campeonatos

esportivos da escola, incluindo o de futebol. Para chegar a esse nível de exigência, foi necessário criar uma estrutura sólida de suporte aos alunos, cujo objetivo princi- pal era criar projetos pedagógicos transformadores na única escola de ensino médio da cidade. Por iniciativa do professor de Educação Física Jairo José de Sou- za, a escola criou, em 2011, um Departamento de Educação Fí- sica formado por colaboradores voluntários, entre alunos do en- sino médio e estudantes do cur-

Educar para Crescer

sica formado por colaboradores voluntários, entre alunos do en- sino médio e estudantes do cur- Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO so superior de Educação Física. O grupo propôs à

EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

so superior de Educação Física. O grupo propôs à direção da esco-

la um programa de esportes que

melhorasse o comportamento dos alunos e os auxiliasse no seu desenvolvimento como cidadãos por meio da transmissão de fun- damentos, conceitos e valores do esporte para os jovens. “Em uma cidade pequena, com poucas opções de lazer, a escola exerce um papel ainda mais relevante. Precisávamos criar movimentos para que as crianças se ocupassem e se enga- jassem em atividades benéficas”, explicou o professor. Hoje, o departamento é res- ponsável pela organização de

treinamentos, oficinas, pesquisas

e ensinos de atividades físicas

e está dividido em três núcleos:

Núcleo de Composição Corporal (NUCOMCOR), que desenvolve

“Nós não formamos atletas. Formamos cidadãos” Jairo José de Souza, professor de Educação Física
“Nós não formamos
atletas.
Formamos cidadãos”
Jairo José de Souza,
professor de Educação Física

trabalhos recreativos para a me- lhora das condições de saúde e o tratamento do sobrepeso e obesi- dade; Núcleo de Teatro e Esporte (NUTE), que integra os alunos por meio de atividades artísticas apli- cadas às atividades escolares; e o Núcleo de Esporte (NUES), que incentiva a prática de esportes e aplica os conceitos das modalida- des como fator educacional. Por meio de uma prova de conhecimentos específicos, a es- cola ainda realiza uma seleção de monitores do departamento en- tre os alunos do ensino médio.

Educar para Crescer

- cola ainda realiza uma seleção de monitores do departamento en- tre os alunos do ensino

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O FUTEBOL NA ESCOLA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO Atualmente, o projeto conta com a orientação do professor

EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

Atualmente, o projeto conta com a orientação do professor Jairo e monitoramento de 10 alunos (sete da escola e três universitários). Além do aumento médio das notas escolares, desde que o pro- jeto foi iniciado os professores no- tam melhoras em relação ao conví- vio dos alunos com os colegas. “Nós não formamos atletas. Formamos cidadãos”, declarou o coordenador.

ALÉM DO FUTEBOL

A quase 2.000 quilômetros de distância de Virginópolis (MG), a Es- cola Municipal Vila Nova, de Igre- jinha, no Rio Grande do Sul, vive também uma experiência de trans- formação por meio do desenvolvi- mento de projetos diferenciados aplicados à disciplina de Educação Física. Desde 2010, a instituição mantém uma oficina de Hóquei so- bre a Grama, um esporte inédito na

“A ideia era quebrar paradigmas, despertar interesse pelo esporte utilizando modalidades que eles não conheciam“
“A ideia era quebrar
paradigmas, despertar
interesse pelo
esporte utilizando
modalidades que eles
não conheciam“
Diego Telles Model, professor de
Educação Física

grade curricular de escolas públicas, mas que mudou a rotina da escola porque incluiu os alunos nas deci- sões do que seria dado em aula. Em 2009, o professor Diego Telles Model percebeu que os estu- dantes tinham pouco interesse nas aulas de Educação Física e propôs aos alunos do 9º ano que pesqui- sassem modalidades esportivas que gostariam de conhecer melhor. A partir dos resultados, foram sele- cionados Croquet, Manbol, Tchou-

Educar para Crescer

gostariam de conhecer melhor. A partir dos resultados, foram sele- cionados Croquet, Manbol, Tchou- Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO kball, Ultimate Frisbee, Quimbol e Hóquei sobre a Grama.

EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

kball, Ultimate Frisbee, Quimbol e Hóquei sobre a Grama. “A ideia era quebrar paradig- mas, despertar interesse pelo es- porte utilizando modalidades que eles não conheciam. Além de au- mentar a curiosidade, foi uma for- ma de garantir que não houvesse apenas reprodução dos padrões já vivenciados”, destacou. No início, o professor buscou todos os materiais necessários para a aplicação dessas modalida- des nas aulas, no entanto não con- seguiu desenvolver o Hóquei, pois os equipamentos eram importa- dos e, portanto, muito caros para a escola adquirir. Mas nem ele nem os alunos se deram por vencidos. Fizeram uma apresentação para a Confedera- ção Brasileira de Hóquei sobre a Grama e Indoor (CBGH) explican- do os objetivos e necessidades do

projeto e conseguiram a doação de todos os acessórios necessá- rios para a prática do esporte. A conquista conjunta fez o es- porte crescer na escola. Após algum tempo dedicados a esse esporte, os estudantes demonstraram mais interesse pelo Hóquei do que pelas outras modalidades, o que motivou Telles a transformar essas aulas em oficinas, que seriam ministra- das fora do período de aulas. Ini- cialmente, apenas oito estudantes praticavam o esporte, mas, com o apoio da direção e da equipe peda- gógica, a oficina começou a ganhar cada vez mais popularidade. O sucesso foi tanto que, hoje, a Escola Municipal Vila Nova parti- cipa de competições do esporte e já conquistou vários títulos, entre eles o primeiro lugar na categoria feminina do Campeonato Brasilei- ro Indoor Sub-17 de Hóquei.

Educar para Crescer

eles o primeiro lugar na categoria feminina do Campeonato Brasilei- ro Indoor Sub-17 de Hóquei. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA ENTREVISTA PROFESSOR JORGE STEINHILBER EDUCAÇÃO FÍSICA É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA E

ENTREVISTA

PROFESSOR JORGE STEINHILBER
PROFESSOR
JORGE STEINHILBER

EDUCAÇÃO FÍSICA É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA E DE CIDADANIA

O presidente do Conselho Fe- deral de Educação Física

(Confef) defende que é preciso criar políticas públicas para dife- renciar a Educação Física da práti- ca de esportes na escola para ter- mos uma sociedade melhor. O ensino da Educação Física no Brasil passa por uma transição em busca de uma nova forma de atuação das escolas, com professo- res que contribuam efetivamente para reduzir a inatividade física, de- senvolver competências transver- sais e promover valores, tais como

inclusão e colaboração. O futebol tem papel transformador neste ce- nário por ser um esporte altamente disseminado no País e que faz par- te da cultura nacional. A disciplina Educação Física, para o professor, é essencial para a aquisição des- ses valores, tanto durante a prática esportiva quanto fora dela. “A Edu- cação Física é fundamental para o alcance do equilíbrio do corpo, da mente e do espírito. É a única dis- ciplina que permite o desenvolvi- mento necessário para levarmos a vida adulta de maneira saudável.”

Educar para Crescer

que permite o desenvolvi- mento necessário para levarmos a vida adulta de maneira saudável.” Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA ENTREVISTA Como o senhor enxerga o papel da Educação Física atualmente na

ENTREVISTA

Como o senhor enxerga o papel da Educação Física atualmente na formação dos alunos nas escolas?

JORGE STEINHILBER: A Educação Fí-

ríamos atuar de forma muito mais contundente.

Qual a razão de a disciplina se encontrar nesse cenário?

sica é totalmente comprometida com a disseminação dos valores do esporte. No entanto, eu sou
sica é totalmente comprometida
com a disseminação dos valores
do esporte. No entanto, eu sou
obrigado a reconhecer que a rea-
lidade é diferente, pois o processo
educacional hoje tem como foco
os projetos pedagógicos, tanto da
escola como do professor.
Se não temos, então, uma políti-
ca pública muito bem traçada, ou
políticas de governo que modifi-
quem essas práticas, esse quadro
dificilmente vai mudar.
Na questão da obesidade, por
exemplo, a Educação Física é fun-
damental para reverter esse qua-
dro, mas, atualmente, não há ne-
nhuma política de combate a esse
problema. Se houvesse, consegui-
STEINHILBER: Acredito que não
exista apenas um fator, mas uma
somatória deles. A primeira razão
que acontece é que está havendo
uma mudança de cultura da Edu-
cação Física no Brasil. Isso porque
a profissão nasceu como licen-
ciatura em 1939, a partir de uma
perspectiva disciplinadora.
Na década de 1970, com o boom
da atividade física, começaram
a surgir as academias e não ha-
“A Educação Física
é fundamental para
o alcance do equilíbrio
do corpo, da mente
e do espírito”
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA ENTREVISTA via nenhuma regulamentação da profissão. A partir daí, perceben - do

ENTREVISTA

via nenhuma regulamentação da profissão. A partir daí, perceben- do essa oportunidade de merca- do, os cursos universitários, que eram inteiramente voltados a for- mar professores de escola, come- çaram a introduzir disciplinas vol- tadas para esse nicho. Foi somente em 1998 que o pro- fissional de Educação Física foi reconhecido como profissional da saúde e que foi criado o ba- charelado na área. São transfor- mações recentes, por isso nos encontramos ainda nesse mo- mento de transição e estudo so- bre os melhores modelos de for- mação de profissionais.

Como a academia tem contribuído para essa transição?

STEINHILBER: Esta é outra questão problemática. Os estudos cientí- ficos que mostram a importância

da Educação Física no desenvol- vimento e no aprendizado são recentes, têm no máximo dez anos. Por isso os diretores de es- cola, parlamentares e executivos ainda não veem valor acadêmico na educação física. É um trabalho que está em construção.

Como o senhor definiria, então, a Educação Física hoje?

STEINHILBER: O que nós enten- demos e buscamos hoje como Educação Física escolar é a dis- ciplina com o objetivo da for- mação em cidadania e valores; e que, simultaneamente, a es- cola ofereça pelo menos três atividades com uma intensida- de maior para que o aluno pos- sa adquirir gosto pelo exercí- cio, com foco na redução dos índices de obesidade. Essa seria a linha para contri-

Educar para Crescer

pelo exercí- cio, com foco na redução dos índices de obesidade. Essa seria a linha para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA ENTREVISTA buir com esse processo todo, que é o que chamamos de

ENTREVISTA

buir com esse processo todo, que é o que chamamos de educação integral.

Em relação ao processo de formação de professores, como o Confef atua para que eles tenham essa visão mais “holística” da discipli- na na escola?

STEINHILBER: Nós promovemos encontros de coordenadores pe- riodicamente e ainda temos um convênio com o MEC para avaliar os cursos de Educação Física ofe- recidos atualmente. Também promovemos capacita- ções aos profissionais, com con- teúdo atualizado. Nos colocamos, ainda, à disposição das Secreta-

rias de Educação para fazermos capacitação conjunta.

Nas escolas, como isso pode mudar na prática?

STEINHILBER: Precisamos de um entendimento do diretor sobre a importância e o real papel da Educação Física. Dessa forma ele tem condições de cobrar e avaliar os professores e per- mitir o desenvolvimento desse trabalho com os alunos. Nesse sentido, também é preciso engajar e capacitar os professores para que eles tenham condições de ofere- cer um programa de aulas com essas características.

Existe, por parte das escolas,

“A educação gera resultados mais intangíveis e de longo prazo, e isso ainda é pouco
“A educação gera resultados mais intangíveis
e de longo prazo, e isso ainda é pouco valorizado”
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA ENTREVISTA algum movimento nessa direção? STEINHILBER: Na verdade, o que ob- servamos

ENTREVISTA

algum movimento nessa direção?

STEINHILBER: Na verdade, o que ob- servamos hoje é uma realidade bem diferente. Os professores são co- brados pelos resultados no esporte, pela performance da escola em com- petições, por exemplo. A educação gera resultados mais intangíveis e de longo prazo, e isso ainda é pouco va- lorizado. Temos visto diversas expe- riências interessantes, com ótimos resultados, porém ainda são inicia- tivas pontuais, isoladas. Queremos disseminar esses exemplos para que cada vez mais escolas adotem esse modelo de educação integral.

Quais seriam, então, os desafios para que a Educação Física desempenhasse sua função integralmente?

STEINHILBER: Eu citaria três gran- des desafios. O primeiro é a in-

clusão, nas políticas públicas fe- derais, estaduais e municipais, de um processo efetivo da va- lorização dessa disciplina. Sem esse movimento não há como termos uma evolução de fato. Também é preciso que haja uma maior compreensão da diferença

entre a disciplina Educação Física

e o desenvolvimento de ativida-

des físicas na escola. Isso porque elas têm funções diferentes. Na disciplina, não podemos, por exemplo, tratar da obesi- dade, mas sim da conscientiza- ção em relação à vida saudável.

Já a atividade física oferecida pela

escola pode sim ser um trabalho complementar e ajudar na re- dução da obesidade. Por último, destacaria a inclusão da Educa- ção Física no processo de apren- dizagem da criança. Há pesqui- sas que comprovam que a falta

Educar para Crescer

ção Física no processo de apren- dizagem da criança. Há pesqui- sas que comprovam que a

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA ENTREVISTA de Educação Física na escola pre- to de regras de como

ENTREVISTA

de

Educação Física na escola pre-

to de regras de como é pos-

judica o aprendizado, inclusive

sível aplicar essas questões

no

pré-vestibular, época em que

no dia a dia. Infelizmente, o

O

que eu defendo é usarmos

tanto os alunos como as pró- prias escolas acabam excluindo

que vejo é que estamos jogan- do uma grande oportunidade

a Educação Física do cotidiano.

fora, pois não há um trabalho

E

essa atitude tem o efei-

voltado ao ensino desses va-

to oposto, pois a ativida- de física auxilia no desenvol- vimento da aprendizagem. Se esses três fatores fossem

lores atrelado ao momento. Não se fala sobre isso nem nas escolas nem na mídia.

compreendidos, já teríamos um

o

futebol por uma questão de

avanço enorme.

oportunidade. Temos de aproveitar a ocasião

Como o futebol pode contribuir

para explicar e divulgar o quan-

para o aprendizado dos valores

to

o esporte é fundamental para

do esporte e da importância

diminuição da obesidade, para

de uma vida saudável?

a

promoção da saúde e para o

STEINHILBER: Por ser uma mo-

desenvolvimento do cidadão.

dalidade esportiva, o futebol é

É

por isso que o futebol é im-

um instrumento para o apren- dizado desses valores, como a importância do adversário, do parceiro, do cumprimen-

portante, em função do mo- mento. É pela visibilidade, não por apresentar mais vantagens do que outras modalidades.

Educar para Crescer

do mo- mento. É pela visibilidade, não por apresentar mais vantagens do que outras modalidades. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR O QUE A CRIANÇA PODE APRENDER COM O FUTEBOL? O

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

O QUE A CRIANÇA PODE APRENDER COM O FUTEBOL?

O esporte mais popular do planeta pode ser a ponte para a aprendizagem de valores humanos e até da matemática

Educar para Crescer

popular do planeta pode ser a ponte para a aprendizagem de valores humanos e até da
popular do planeta pode ser a ponte para a aprendizagem de valores humanos e até da

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR N o começo de sua carreira como professor de Educação

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

N o começo de sua carreira como professor de Educação

Física, na década de 1990, Alcides José Scaglia deu início a um traba- lho que o marcaria para sempre. Na escola onde lecionava, em Paulí- nia, a Escola Municipal Oadil Pietro- bon, não havia uma quadra espor- tiva, motivo de queixa dos alunos. Tinha, no entanto, uma área grama- da não aproveitada. Influenciado pelos pensamentos do pedagogo Celestin Freinet, que, entre muitas outras ideias, defendia a aprendiza- gem por meio da experiência, Alci- des mobilizou alunos e professores na construção de um campo de fu- tebol no espaço ocioso. Para projetar o “estádio”, o time ganhou o reforço da professora Márcia, de matemática. Em suas au- las, retângulos, círculos e semicírcu- los passaram a ser vistos por outra perspectiva pelos alunos da quarta

série do antigo ensino fundamental — hoje quinto ano. De compassos

e réguas nasceram a pequena e a

grande área, a meia lua, as linhas de fundo e laterais e os gols. Tam- bém coube à classe, dividida em grupos, a avaliação do terreno — as informações eram levadas aos, pro- jetistas fazer o orçamento da obra,

preparar um ofício para a diretora

e selecionar no bambuzal, no fun-

do da escola, os melhores pedaços que seriam serrados pelo zelador e transformados nas traves dos gols. O planejamento, tocado em paralelo com o conteúdo regular das aulas, levou um mês e meio para ficar pronto; o campinho, ape- nas um dia. As crianças, orientadas pelos professores, transpuseram a planta para a escala real, calculando os espaços do campo com barban- tes, desenharam as linhas com cal e fixaram na grama as traves. O jogo

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do campo com barban- tes, desenharam as linhas com cal e fixaram na grama as traves.

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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR “O esporte, em geral, será o que fizermos dele. O

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

“O esporte, em geral, será o que fizermos dele. O futebol será pedagógico e educativo
“O esporte, em geral, será o que fizermos dele. O futebol
será pedagógico e educativo se forem criados ambientes
de aprendizagem, de modo a possibilitar que realmente se
atinjam os objetivos educativos que se pretende”
Alcides José Scaglia, coordenador de Ciências do
Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp

de estreia, tamanha a ansiedade, se deu logo ao fim do expediente. E o projeto não terminou ali. No dia seguinte, os alunos do quinto ano explicaram aos demais que o patrimônio era de todos e combinaram horários e regras para sua utilização nos intervalos. Depois da experiência, os professo- res perceberam uma melhora no desenvolvimento de suas matérias. Nas aulas de Márcia, a compreen- são da aritmética e de formas ge- ométricas ficara mais fácil; nas de Alcides, a parte conceitual dos jo- gos com bola também. “O esporte, em geral, será o que fizermos dele.

O futebol será pedagógico e edu- cativo se forem criados ambientes de aprendizagem, de modo a pos- sibilitar que realmente se atinjam os objetivos educativos que se pre- tende”, diz o professor, hoje coor- denador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp.

Educar para Crescer

hoje coor- denador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp.

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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR VEJA OUTRAS LIÇÕES QUE PODEM VIR DO FUTEBOL SER MAIS

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

VEJA OUTRAS LIÇÕES QUE PODEM VIR DO FUTEBOL SER MAIS RESPONSÁVEL PELAS ESCOLHAS O esporte
VEJA OUTRAS
LIÇÕES QUE PODEM
VIR DO FUTEBOL
SER MAIS
RESPONSÁVEL
PELAS ESCOLHAS
O esporte é bom para mostrar à criança
a importância de suas escolhas. Ir ao treino
ou ao cinema? Passar a bola ou seguir em
frente? Não dá para jogar sempre a culpa
das derrotas no azar, na vida, no outro.
A criança nota que o resultado do
jogo é fruto de atitudes.
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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR CRIAR HÁBITOS SAUDÁVEIS “Se o esporte é praticado e aprendido

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

CRIAR HÁBITOS SAUDÁVEIS “Se o esporte é praticado e aprendido imerso em um ambiente de
CRIAR HÁBITOS
SAUDÁVEIS
“Se o esporte é praticado e aprendido imerso
em um ambiente de prazer pela aprendizagem,
alegria por saber ganhar e perder (que faz parte
da aprendizagem do jogo) e acolhimento
pelo
sentimento
de
pertencimento,
o jovem levará isto para o resto
de sua vida.”
ACREDITAR
QUE O ESFORÇO
RECOMPENSA
O talento, que sempre foi visto como algo inato,
fruto de um dom, é, na verdade, resultado de muito
envolvimento, disciplina e determinação. Com
o esporte, a criança aprende que precisa se
esforçar para melhorar. Sem treino?
Sem talento!

Educar para Crescer

o esporte, a criança aprende que precisa se esforçar para melhorar. Sem treino? Sem talento! Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR RACIOCÍNIO RÁPIDO O futebol ajuda muito na resolução de

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

RACIOCÍNIO RÁPIDO O futebol ajuda muito na resolução de problemas. Quando vai driblar um adversário,
RACIOCÍNIO
RÁPIDO
O
futebol
ajuda
muito
na
resolução
de
problemas. Quando vai driblar um adversário,
o jogador precisa pensar rápido; para fazer
a
marcação
do
atacante,
é
preciso
concentração; para chutar ou fazer
um passe, senso de direção e
noção do espaço.
TER PENSAMENTO
CRÍTICO
O professor de Educação Física pode trabalhar
assuntos conceituais que fazem parte do universo
do futebol. Há uma relação intrínseca entre
futebol
e
cultura.
Os
professores
podem
alertar
sobre
as
mazelas
na
cultura
popular
do
futebol
e
criar
condições para a reflexão
e ação.
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR MELHORAR A SOCIABILIDADE Para viver em sociedade, precisamos aprender

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

MELHORAR A SOCIABILIDADE Para viver em sociedade, precisamos aprender a nos expressar, sem nos impor
MELHORAR A
SOCIABILIDADE
Para viver em sociedade, precisamos aprender
a nos expressar, sem nos impor sobre o outro,
mas também sem deixar que ele nos oprima.
Assim também é no esporte: um jogador
precisa
ter
coragem
de
ousar,
de
exercer
sem
inibição
suas
habilidades.
JOGAR LIMPO
O “Fair Play”, ou jogo limpo, deve ser ensinado
desde cedo nas (boas) aulas de futebol. “A
gente procura mostrar que você tem um
adversário e não um inimigo”, diz Fábio
Oliani, coordenador de Educação
Física do colégio São Luís.
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR TRABALHAR EM EQUIPE Nas aulas de futebol, as crianças percebem

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

TRABALHAR EM EQUIPE Nas aulas de futebol, as crianças percebem que quando todo mundo trabalha
TRABALHAR
EM EQUIPE
Nas aulas de futebol, as crianças percebem
que quando todo mundo trabalha em conjunto
por um objetivo comum é mais fácil alcançar
o sucesso. Elas percebem também que
cooperar é melhor do que se impor
sobre os outros.
APRENDER COM
AS DERROTAS
Perder faz parte do jogo — e da vida. Ao reavaliar
uma derrota com o professor, a criança reflete
sobre o que pode fazer para melhorar seu
desempenho. Isso é importante para que
ela perceba o valor do esforço para
cada conquista.
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR TER MAIS COMPROMISSO Quando a criança defende a camisa de

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

TER MAIS COMPROMISSO Quando a criança defende a camisa de um time, ela se compromete
TER MAIS
COMPROMISSO
Quando a criança defende a camisa de um
time, ela se compromete a comparecer aos
treinos, a dormir cedo para ficar descansada,
a ter uma alimentação mais saudável
Ela se sente responsável pelo seu
desempenho
frente
ao
time todo.
RESPEITAR
O PRÓXIMO
No
esporte
bem
dirigido,
a
criança
aprende
a ganhar sem desprezar o valor do adversário.
Pequenos gestos, como ouvir o hino do outro
time, apertar a mão ao final do jogo, trocar a
camisa com outro jogador, mostram que
a disputa se restringe ao campo.
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O FUTEBOL NA ESCOLA APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR CONTROLAR AS EMOÇÕES Até mesmo um atleta habilidoso pode se

APRENDIZADO INTERDISCIPLINAR

CONTROLAR AS EMOÇÕES Até mesmo um atleta habilidoso pode se atrapalhar se não conseguir controlar
CONTROLAR
AS EMOÇÕES
Até mesmo um atleta habilidoso pode
se
atrapalhar se não
conseguir controlar o
nervosismo durante o jogo. A cabeça fria é
importante tanto na hora de cobrar um
pênalti quanto na hora de não agredir
o adversário, provocando uma
expulsão.
ACEITAR
AS REGRAS
Fez falta? Perde a bola. Xingou o adversário?
Leva cartão. Todas as atitudes antidesportivas
têm consequências que
afetam não apenas
a criança como a todos. Ela aprende que
precisa respeitar as regras para
se manter em campo.

Educar para Crescer

a criança como a todos. Ela aprende que precisa respeitar as regras para se manter em

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O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL VALORES ALÉM DAS QUADRAS O impacto positivo que o

O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL VALORES ALÉM DAS QUADRAS O impacto positivo que o esporte
O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL VALORES ALÉM DAS QUADRAS O impacto positivo que o esporte

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL VALORES ALÉM DAS QUADRAS O impacto positivo que o esporte

VALORES ALÉM DAS QUADRAS

O impacto positivo que o esporte traz para a sociedade

Educar para Crescer Educar para Crescer 38
Educar para Crescer
Educar para Crescer
38

O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL I ntegração, cooperação e colabo- ração são valores intrinsecamen- te

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

I ntegração, cooperação e colabo- ração são valores intrinsecamen-

te ligados à prática esportiva e que podem ser potencializados na es- cola por meio do esporte educacio- nal. Ao contrário do esporte como performance, que busca o resulta- do, o objetivo não é desenvolver ta- lentos desportivos, mas alcançar o desenvolvimento integral do indiví- duo, por meio dos quatro pilares da educação: saber, fazer, ser e convi- ver. Unindo todos esses conceitos, o aluno adquire competências e co- nhecimento para exercer sua cida- dania plena, tornando-se agente de inclusão e de transformação social. E se o esporte exerce um papel tão importante na formação das crianças e adolescentes, o futebol, por sua popularidade e visibilidade, tem um poder ainda maior. “O es- porte, por si só, não é educacional. Para ele ser um agente de transfor-

“O esporte, por si só, não é educacional. Para ele ser um agente de transformação,
“O esporte, por si só,
não é educacional.
Para ele ser um agente
de transformação,
deve haver uma
intencionalidade
Sérgio Andrade, coordenador
da Fundação Gol de Letra

mação, deve haver uma intenciona- lidade, um programa que promova não apenas a prática de movimen- tos, mas que discuta todo o univer- so em que esse esporte está inseri- do e as questões que ele desperta”, afirma Sérgio Andrade, coordena- dor da Fundação Gol de Letra, or- ganização não governamental que desenvolve práticas socioeducati- vas para crianças, adolescentes e jovens por meio de atividades cul- turais e esportivas.

Educar para Crescer

vas para crianças, adolescentes e jovens por meio de atividades cul- turais e esportivas. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Andrade cita um exemplo de como isso pode ser feito

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Andrade cita um exemplo de como isso pode ser feito em re-

lação ao futebol. “Por fazer parte do dia a dia de praticamente toda

a população, além das regras e

fundamentos, o futebol oferece a oportunidade de debatermos di- versos assuntos, como violência das torcidas, supervalorização de jogadores, dopping, vitória a qual- quer custo e muitos outros assun- tos que vão além das quadras, mas que também fazem parte da Educação Física. Essa proximida- de facilita o diálogo”, completa.

dores de futebol Raí e Leonardo, possui um programa esportivo totalmente baseado no esporte educacional. Chamado Jogo Aber- to, o programa atua em diversas frentes, entre elas o Núcleo de Es- porte e Desenvolvimento (NED), voltado para crianças e jovens e que oferece práticas de futsal, vô- lei, basquete, handebol, capoeira e tchoukball – praticados em um espaço cedido pela prefeitura, na Vila Albertina, na periferia de São Paulo, bairro onde também fica a sede da ONG.

FORMAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL Apesar de o principal am- biente do esporte educacional ser a
FORMAÇÃO E
INCLUSÃO SOCIAL
Apesar de o principal am-
biente do esporte educacional ser
a escola, seus conceitos e méto-
“A intenção não é formar
atletas, mas utilizar o
esporte como forma de
ensinar valores”
dos podem ser aplicados de di-
ferentes formas. A Fundação Gol
de Letra, fundada pelos ex-joga-
Maurício Amatto, educador do
programa Jogo Aberto
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Os participantes podem es- colher até três modalidades, pra- ticadas

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Os participantes podem es- colher até três modalidades, pra- ticadas fora do turno escolar. “Te- mos aulas de manhã e à tarde, para que estudantes de ambos os períodos possam participar. A ideia é preencher esse tempo ocioso, em que eles poderiam estar nas ruas, em contato com drogas e com o crime, por exem- plo, com atividades esportivas de cunho educacional. Nossa inten- ção não é formar atletas, mas uti- lizar o esporte como forma de en- sinar um comportamento cidadão, o que inclui valores como inclusão,

trabalho em equipe, companheiris- mo e não-violência”, afirma Maurí- cio Amatto, educador do programa Jogo Aberto, que atualmente aten- de cerca de 450 crianças e adoles- centes. A prática acontece sempre com times mistos e de diversas idades (dos 10 aos 18) e as regras muitas vezes são adaptadas pelos próprios participantes. “Dessa forma eles se apropriam do jogo e trabalham em conjunto, o que contribui muito para que eles gostem da atividade e se empenhem”, continua Amatto. A Gol de Letra ainda oferece

para que eles gostem da atividade e se empenhem”, continua Amatto. A Gol de Letra ainda

Educar para Crescer

para que eles gostem da atividade e se empenhem”, continua Amatto. A Gol de Letra ainda

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Veja o vídeo dos alunos na versão digital da revista

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Veja o vídeo dos alunos

Veja o vídeo dos alunos na versão digital da revista

na versão digital da revista

um programa de formação de mo- nitores do Jogo Aberto para jovens com interesse em atuar dentro da instituição como multiplicadores de conhecimento. Após um processo de formação de seis meses, eles se tornam auxiliares dos educadores.

UMA BOLA QUE PERCORRE O MUNDO

A paixão pelo futebol e a certe- za de que ele pode contribuir para

a construção de um mundo melhor foi o motor para a criação de outro projeto voltado ao esporte educa- cional: o Spirit of Football ou SOF. A entidade surgiu na Inglaterra e, desde a Copa do Mundo de 2002, no Japão, um grupo viaja até o pa- ís-sede da Copa do Mundo, saindo do local onde foi disputada a pri- meira partida oficial de futebol, o Battersea Park, em Londres. Nessa viagem, os voluntários percorrem diversos países visitando escolas, dirigentes e locais públicos. Eles também conhecem a cultura local, promovem atividades, palestras e divulgam o espírito do futebol. Para cada Copa, a equipe do SOF leva uma bola, The Ball, conhe- cida como a “tocha olímpica do fu- tebol”. Por onde passa, a bola vai sendo assinada por todos, até che- gar ao país que receberá o Mundial. “Utilizamos a bola como símbolo de

Educar para Crescer

por todos, até che- gar ao país que receberá o Mundial. “Utilizamos a bola como símbolo

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Saiba mais sobre os valores e princípios disseminados pelo esporte

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Saiba mais sobre os valores e princípios disseminados pelo esporte educacional:

CONSTRUÇÃO COLETIVA: possibilitar aos alunos o
CONSTRUÇÃO COLETIVA: possibilitar aos alunos o

CONSTRUÇÃO COLETIVA: possibilitar aos alunos o

envolvimento no planejamento e na construção dos programas de aprendizagem esportiva, considerando seus interesses, suas expectativas e necessidades;

EDUCAÇÃO INTEGRAL: possibilitar aprendizagens que
EDUCAÇÃO INTEGRAL: possibilitar aprendizagens que

EDUCAÇÃO INTEGRAL: possibilitar aprendizagens que

ultrapassem a dimensão psicomotora da prática esportiva como, por exemplo, as cognitivas, sociais e afetivas;

como, por exemplo, as cognitivas, sociais e afetivas; REGIONALISMO – respeito, proteção e valorização das
como, por exemplo, as cognitivas, sociais e afetivas; REGIONALISMO – respeito, proteção e valorização das

REGIONALISMO – respeito, proteção e valorização das raízes e heranças culturais, considerando a singularidade dos diversos mundos culturais, de forma a resgatar e preservar sua identidade cultural no processo de construção do coletivo.

Educar para Crescer

de forma a resgatar e preservar sua identidade cultural no processo de construção do coletivo. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL igualdade e de combate a qualquer tipo de discriminação”, afirma

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

igualdade e de combate a qualquer tipo de discriminação”, afirma Mo- nica Conrado, coordenadora peda- gógica do SOF Brasil. A entidade também conta com uma rede de organizações não-governamentais presente no Brasil, na Inglaterra e na Ale- manha que realiza programas de acompanhamento de crianças e adolescentes carentes, utilizando o futebol como ferramenta de in- clusão e transformação social. Outra iniciativa promovida pelo SOF no Brasil é um programa educacional voltado para crianças de 6 a 8 anos, com duração de 20 horas e que pode ser requisitado por qualquer escola e entidade que tenha o desejo de fortalecer valores sociais e do esporte. “Nesse programa, oferecemos atividades multidisciplinares que envolvem não apenas o futebol, mas meio

ambiente, cultura local, artes plás- ticas, alimentação saudável e tec- nologia, que culmina na produção de um livro digital”, explica Gustavo Azevedo, coordenador de Marke- ting do Spirit of Football Brasil. Ao final do ciclo, há ainda um torneio de futebol envolvendo os familia- res dos alunos. “Esses jogos têm o objetivo de integrar a todos e en- volver os familiares em um torneio de futebol onde participam adul- tos e crianças em um mesmo time, com regras específicas para apro- veitar ao máximo a participação de todos. Espírito do futebol é união, é todos terem a oportunidade de jogar. Seja qual for o esporte, é in- clusão”, completa Azevedo.

Educar para Crescer

terem a oportunidade de jogar. Seja qual for o esporte, é in - clusão”, completa Azevedo.

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL DEPOIMENTOS: Jéssica Nunes, 15 anos “Comecei na Gol de Letra

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

DEPOIMENTOS:

Jéssica Nunes, 15 anos
Jéssica Nunes, 15 anos

“Comecei na Gol de Letra porque estava procurando um lugar para jogar basquete e gostei muito da forma como o esporte é ensinado. Aqui um ajuda o outro a dar o seu melhor e os professores conversam sempre com a gente sobre diversos assuntos. Aprendo muito sobre como conviver melhor com pessoas diferentes de mim.”

Gustavo dos Santos Aguiar, 15 anos
Gustavo dos Santos Aguiar, 15 anos

“Resolvi me tornar monitor porque me identifiquei demais com o trabalho da Gol de Letra. Aqui, descobri o que eu realmente gosto de fazer, que é trabalhar com o esporte, principalmente o futebol. Hoje trabalho à tarde e de manhã auxilio os professores. Meu sonho é fazer uma faculdade de Educação Física e poder voltar como educador.”

de Educação Física e poder voltar como educador.” André Augusto Caetano Jr. , 18 anos “Além

André Augusto Caetano Jr., 18 anos

“Além de podermos conhecer diversos esportes, o mais legal é que ninguém se sente melhor que ninguém. Quem sabe mais ensina os que sabem menos e todos jogam juntos, independentemente da habilidade.”

Educar para Crescer

Quem sabe mais ensina os que sabem menos e todos jogam juntos, independentemente da habilidade.” Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O F U T E B O L N A E S C O L A

PROGRAMA PEDAGÓGICO

FUTEBOL É CONTEÚDO ESCOLAR Levar às aulas de Educação Física um programa sistematizado, interdisciplinar e
FUTEBOL É
CONTEÚDO ESCOLAR
Levar às aulas de Educação Física um
programa sistematizado, interdisciplinar
e que ainda proporcione a conscientização
sobre a importância da atividade
física pode gerar ótimos resultados
sobre a importância da atividade física pode gerar ótimos resultados Educar Educar para para Crescer Crescer
sobre a importância da atividade física pode gerar ótimos resultados Educar Educar para para Crescer Crescer

EducarEducar parapara CrescerCrescer

sobre a importância da atividade física pode gerar ótimos resultados Educar Educar para para Crescer Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O F U T E B O L N A E S C O L A

PROGRAMA PEDAGÓGICO

O futebol é um tema apaixo- nante em um país como o

Brasil, em que o esporte faz parte do cotidiano e até do estilo de vida de milhões de pessoas. Não há quem não tenha uma opinião so- bre o assunto. Por que, então, não fazer dele um agente da educação? Para o professor Alcides Scaglia, coordenador de Ciên- cias do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, essa foi a questão que o levou a propor um programa sobre o futebol durante um bimestre

a propor um programa sobre o futebol durante um bimestre dedicado à modalidade nas au- las

dedicado à modalidade nas au- las de Educação Física da escola onde lecionava. “A Educação Fí- sica precisa de um conteúdo que tenha começo, meio e fim, como qualquer outra disciplina. Esse conteúdo deve ser apresentado de forma que os alunos possam conhecer a atividade, contextua- lizá-la e ressignificá-la para além dos muros da escola”, afirma. Scaglia entende por conhe- cimento apresentar o que já foi produzido pelo homem relacio- nado a essas práticas corporais e, por contexto, compreender o momento e a forma em que esse conhecimento foi produzido. Já a ressignificação é criar um ambien- te para que esses conhecimentos possam ser apropriados pelos alunos e postos em prática em sua vida. “A ideia é não reproduzir conhecimento, mas dar um novo

Educar para Crescer

e postos em prática em sua vida. “A ideia é não reproduzir conhecimento, mas dar um

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O F U T E B O L N A E S C O L A

PROGRAMA PEDAGÓGICO

significado, mostrar que o que foi aprendido tem sentido e pode ser usado como forma de melhorar a vida dos alunos”, completa.

CONTEÚDO MULTIDISCIPLINAR

O programa foi implantado nas aulas da quinta à oitava sé- ries, equivalente ao que hoje são sexto a nono anos, com conte- údos e atividades diferentes, de acordo com a idade e correlação com o conteúdo das outras maté- rias. Reuniram-se, então, em uma mesma disciplina, a atividade físi- ca, o desenvolvimento motor, cul- tura, história e valores sociais. Dessa forma, possibilitou-se aos alunos a ampliação e a incor- poração crítica dos conhecimen- tos relativos às práticas corporais, mais especificamente à cultura lúdica, expressa na forma de jogo e exercício. Além de proporcionar

situações pedagógicas que esti- mulassem a solução de proble- mas de corpo inteiro – buscando sempre que os alunos ampliem suas respectivas competências interpretativas, à medida que to- mam consciência de suas ações corporais contextualizadas, de- senvolvendo autonomia, conquis- tando sua emancipação.

EDUCAÇÃO FÍSICA MAIS VALORIZADA

Apesar de bem-sucedida, a experiência de Scaglia esbar- ra em algumas questões com as quais as escolas ainda não sabem como lidar, como o entendimen- to e a conscientização, por parte das próprias instituições, da im- portância da Educação Física na formação do aluno e de sua rele- vância em relação às demais disci- plinas. “Futebol não vira conteúdo

Educar para Crescer

aluno e de sua rele- vância em relação às demais disci- plinas. “Futebol não vira conteúdo

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O F U T E B O L N A E S C O L A

PROGRAMA PEDAGÓGICO

na escola. O futebol é conteúdo na escola em época de Copa do Mun- do, Olimpíada ou em uma grande decisão de clubes. Mas o conteú- do sério, que se pauta por abor- dagem de questões críticas e pelo papel do futebol na vida do povo, não acontece. A Educação Física, assim como Artes, é conteúdo de segunda classe para grande parte das escolas. Lamentavelmente, a tendência nacional é o despres- tígio dessas disciplinas. Acredito que, com bons projetos pedagó- gicos, o futebol poderia exercer

uma função muito mais relevan- te”, afirma Marcia Malavasi, pro- fessora e especialista em Projeto Político Pedagógico da Unicamp.

INTEGRAR E INCLUIR

Outra questão levantada por Marcia é o investimento direcio- nado ao esporte na escola, já que, atualmente, apenas 20% das escolas brasileiras possuem qua- dras esportivas. “Acredito que os movimentos sociais em busca de políticas públicas que resga- tem essa necessidade de espor-

“Educação Física, assim como Artes, é conteúdo de segunda classe para grande parte das escolas.
“Educação Física, assim como Artes, é
conteúdo de segunda classe para grande parte
das escolas. Lamentavelmente, a tendência
nacional é o desprestígio dessas disciplinas”
Marcia Malavasi, professora e especialista
em Projeto Político Pedagógico da Unicamp
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O F U T E B O L N A E S C O L A

PROGRAMA PEDAGÓGICO

tes podem ser um começo dessa mudança. Outro passo é a parce- ria das escolas com associações de bairro, com a comunidade, para a melhora da infraestrutu- ra ou para a melhora de espaços

que são mal utilizados”, continua

a professora, que destaca, ainda,

a necessidade de se ouvir os alu-

nos. “As crianças têm sido muito pouco ouvidas pelas escolas. Se elas fossem questionadas, cer- tamente pediriam mais Educa- ção Física. E o gosto pela discipli- na pode contribuir muito para a educação e o desenvolvimento socioemocional dos alunos.” Para Alcides Scaglia, o ambien- te de jogo pode ser uma ótima fer- ramenta de desenvolvimento e in- clusão. “O jogo é um ótimo espaço acolhedor, pois possibilita aos alu- nos vivenciarem o desafio em um espaço em que eles se sintam se-

guros. Esse é um grande desafio do professor: conseguir incluir todos os alunos nas práticas propostas, pro- porcionar a construção de conheci- mento e, ao mesmo tempo, cons- cientizá-los sobre a importância da atividade física”, finaliza Scaglia.

mesmo tempo, cons- cientizá-los sobre a importância da atividade física”, finaliza Scaglia. Educar para Crescer 50

Educar para Crescer

mesmo tempo, cons- cientizá-los sobre a importância da atividade física”, finaliza Scaglia. Educar para Crescer 50

50

O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE LUTA CONTRA O SEDENTARISMO Com iniciativas e políticas públicas

PROMOÇÃO DA SAÚDE

LUTA CONTRA O SEDENTARISMO

Com iniciativas e políticas públicas eficientes, é possível reverter o atual quadro de inatividade física e despertar nas crianças o gosto pelo esporte

Educar Educar para para Crescer Crescer

de inatividade física e despertar nas crianças o gosto pelo esporte Educar Educar para para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA

PROMOÇÃO DA SAÚDE

 
   

P ela primeira vez na história, é esperado que as crianças de uma geração posterior vivam em média cinco anos a menos do que seus pais. E a principal causa é sedentarismo. De acor- do com a Campanha Designed to Move, criada com o objetivo de conscientizar a população

sobre os riscos do sedentarismo

e que fez uma extensa pesquisa

em relação ao tema em diversos países, a atividade física dos bra-

sileiros diminuiu 6% em apenas cinco anos. Até 2030, a redução será de mais de 34% – menos da metade do tempo previsto para

o Reino Unido. De acordo com Mariana Behr Andrade, gerente geral de Educa- ção do Comitê Organizador dos Jo- gos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, esses dados são alarman- te principalmente pelos impac-

tos sociais e econômicos gerados pela inatividade física. “Há apenas algumas gerações, a atividade físi- ca era parte integrante da vida di- ária. Em nome do progresso, nós a removemos tão completamente que a inatividade física parece re- almente normal”, afirma. Mariana aponta ainda outras consequências graves do seden- tarismo, como maiores índices de obesidade, mais faltas na es- cola, menores notas, menor ren- da, mais gastos com saúde, mais dias de afastamento devido a doenças e até mais mortes pre- maturas. A inatividade física tam- bém contribui de maneira signifi- cativa à ampla predominância de doenças não contagiosas e dis- túrbios de saúde mental. Apenas no Brasil, são 250 mil mortes por doenças cardíacas e diabetes e a obesidade infantil aumentou três

Educar para Crescer

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mortes por doenças cardíacas e diabetes e a obesidade infantil aumentou três Educar para Crescer Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE Educar para Crescer Educar para Crescer 52

PROMOÇÃO DA SAÚDE

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE Educar para Crescer Educar para Crescer 52

Educar para Crescer

Educar para Crescer

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE Educar para Crescer Educar para Crescer 52

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE “Há apenas algumas gerações, a atividade física era parte

PROMOÇÃO DA SAÚDE

“Há apenas algumas gerações, a atividade física era parte integrante da vida diária. Em nome do progresso, nós a removemos tão completamente que a inatividade física parece realmente normal”

Mariana Behr Andrade, gerente geral de Educação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Educar Educar para para Crescer Crescer

do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 Educar Educar para para Crescer Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE vezes nos últimos 20 anos. “So- mente em 2008,

PROMOÇÃO DA SAÚDE

vezes nos últimos 20 anos. “So- mente em 2008, foram gastos R$ 26 bilhões associados
vezes nos últimos 20 anos. “So-
mente em 2008, foram gastos R$
26 bilhões associados à inativida-
de física. Diante desse cenário,
fica claro que a atividade física
não é uma opção, é uma necessi-
dade”, afirma Mariana.
AÇÕES DE EDUCAÇÃO
RIO 2016
Levar os Jogos Rio 2016
para dentro das escolas e
potencializar o esporte como
ferramenta de educação
Linhas de ação:
PARA QUEBRAR O CICLO
l
Em uma experiência que
busca o resgate da atividade físi-
ca entre as crianças, a Rio 2016
criou uma série de iniciativas em
escolas públicas do Rio de Janei-
ro, oferecendo novas experimen-
tações esportivas. “Essa foi uma
maneira que encontramos de
contribuir para que as crianças
adquiram o gosto pela atividade
física desde cedo e, ao mesmo
tempo, aprendam sobre valores
olímpicos e paralímpicos. Para
nós, a escola é o lugar ideal para
essa iniciativa”, afirma Mariana.
Vivência dos valores
olímpicos e paralímpicos;
l
Experimentação esportiva
e vida ativa saudável;
l
Engajamento nos
Jogos Rio 2016;
l
Experimentação esportiva e
estímulo à vida saudável;
l
Ampliação do “cardápio”
de esportes na Educação
Física escolar;
l
Estímulo de novas
oportunidades de aprendizado
para professores e alunos;
l
Criação de experiências
positivas de prática esportiva.
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54
Fonte: Mariana Behr Andrade - Rio 2016

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE Para o presidente do Conse - lho Federal de

PROMOÇÃO DA SAÚDE

Para o presidente do Conse- lho Federal de Educação Física (Confef), Jorge Steinhilber, uma das principais barreiras para que esse quadro se reverta é a falta de políticas públicas relacionadas ao tema. “Se me perguntam se a questão do sedentarismo está sendo discutida nas escolas, eu vou dizer que não tenho certeza, porque não existe uma política para isso. Como cada professor

age da maneira que acredita ser

a mais correta, observamos es-

colas que têm ótimas experiên- cias, além de outras iniciativas, como a do Rio 2016, e outras que não estão fazendo absoluta- mente nada”, afirma. “É necessá-

rio que haja, de fato, um desper- tar para essa questão. Estamos trabalhando junto à sociedade

e ao poder público para que as

pessoas percebam que a Educa-

à sociedade e ao poder público para que as pessoas percebam que a Educa - Educar

Educar para Crescer

Educar para Crescer

à sociedade e ao poder público para que as pessoas percebam que a Educa - Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE ção Física não é uma atividade recreativa ou desportiva,

PROMOÇÃO DA SAÚDE

ção Física não é uma atividade recreativa ou desportiva, é uma disciplina”, completa. Steinhilber explica que o pa- pel da Educação Física escolar é disseminar a conscientização da importância da atividade física, ou seja, ela proporciona as experiên- cias para que o aluno tome gosto por alguma prática. Além disso, durante o Ensino Fundamental, a disciplina ainda exerce um impor- tante papel no desenvolvimento da coordenação motora, o que é essencial para a alfabetização da criança. “Muitas crianças têm dificuldade de aprender a ler e a escrever pela falta de coordena- ção visual e motora. E a Educação Física pode contribuir muito para isso”, ressalta o professor. Steinhilber chama atenção para outro ponto que considera fundamental no combate à ina-

BENEFÍCIOS CONQUISTADOS COM A QUEBRA DO CICLO DE INATIVIDADE NAS CRIANÇAS: l Dez vezes menos
BENEFÍCIOS
CONQUISTADOS COM
A QUEBRA DO CICLO
DE INATIVIDADE NAS
CRIANÇAS:
l
Dez vezes menos chances
de desenvolver obesidade;
l
Menor propensão ao fumo,
ao uso de drogas ou à
gravidez precoce;
l
Resultados 40% maiores em
testes e provas escolares;
l
15% mais chance
de ir para faculdade;
l
Salário anual 7%-8% maior;
l
Redução de riscos de doenças
de coração e diabetes.
Fonte: Designed to Move

Educar para Crescer

7%-8% maior; l Redução de riscos de doenças de coração e diabetes. Fonte: Designed to Move

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE tividade física: a falta de infor - mação. “Hoje,

PROMOÇÃO DA SAÚDE

tividade física: a falta de infor- mação. “Hoje, a ideia de que es- porte promove saúde e inclusão social e de que praticar alguma atividade física é a chave para uma vida saudável está arrai- gada na nossa sociedade, mas a realidade não é bem essa. O esporte só promove benefícios se houver a correta orientação. Para isso, evidentemente, se faz necessária a atuação do profis- sional da Educação Física.” Para o professor, a valoriza- ção e a capacitação adequada do profissional de Educação Física são questões primordiais. “Tanto as crianças, como jovens, adul- tos e idosos têm o direito de re- ceber orientação profissional de alta qualidade. Nosso trabalho é defender esse direito”, afirma.

orientação profissional de alta qualidade. Nosso trabalho é defender esse direito”, afirma. Educar para Crescer 57
orientação profissional de alta qualidade. Nosso trabalho é defender esse direito”, afirma. Educar para Crescer 57

Educar para Crescer

orientação profissional de alta qualidade. Nosso trabalho é defender esse direito”, afirma. Educar para Crescer 57

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE AS GRAVES CONSEQUÊNCIAS DA INATIVIDADE FÍSICA O conhecimento das

PROMOÇÃO DA SAÚDE

AS GRAVES CONSEQUÊNCIAS DA INATIVIDADE FÍSICA

O conhecimento das con-

sequências da inatividade física está evoluindo nos últimos anos. No Reino Unido, entre 1994 e 2008, por exemplo, os índices de obe- sidade aumentaram 79% para os

homens e 47% para as mulheres. A inatividade física é um im- portante fator de risco de en- fermidades, como mortalidade geral, doença cardiovascular, pressão alta, AVC, diabetes do tipo 2, síndrome metabólica, cânc- er de cólon, câncer de mama e depressão.

Um estudo recente publicado na

revista científica “The Lancet” estima que a inatividade física é responsável por 6% das doenças coronárias, 7% da diabetes do tipo 2 e 10% dos cânceres de mama e de cólon.

No Brasil, estima-se que as mortes atribuídas a diabetes aumentarão 82% entre 2005 e 2015. E, na China, mais de 2,4 milhões de pessoas morreram de doenças cardiovasculares em 2005. O estudo do “The Lancet” também estima que 9% de todas as mortes pre- maturas no mundo são atribuídas à inatividade física. Em outras palavras, elas poderiam ter sido evitadas.

pre - maturas no mundo são atribuídas à inatividade física. Em outras palavras, elas poderiam ter

Educar para Crescer

mundo são atribuídas à inatividade física. Em outras palavras, elas poderiam ter sido evitadas. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE BRINCADEIRAS PARA USAR EM CASA OU NA SALA DE

PROMOÇÃO DA SAÚDE

BRINCADEIRAS PARA USAR EM CASA OU NA SALA DE AULA

Combata o sedentarismo usando o futebol como tema para brincadeiras

1. DISPUTA DE CAMPEÕES

futebol como tema para brincadeiras 1. DISPUTA DE CAMPEÕES Material utilizado ✔ papel ✔ canetas coloridas

Material utilizado

papel

canetas coloridas

tesoura

Como brincar

1.

Faça uma ficha sobre cada país

participante da Copa.

2.

Recorte as fichas como se fossem cartas de baralho.

3.

Embaralhe as cartas e distribua aos jogadores. Cada um deve fazer seu montinho, com as cartas viradas para baixo.

4.

Tire na sorte quem será o primeiro a jogar. Ele deve pegar a primeira carta do monte e escolher uma das categorias numéricas (área, população, número de Copas de que participou ou número de Copas que venceu) para desafiar

o

grupo. Cada um fala seu número

referente a essa categoria. Quem tiver

o

número mais alto vence e fica com as

cartas dos amigos, colocando-as no final

de seu monte.

5.

O

vencedor da rodada tira a primeira

carta de seu monte e escolhe uma das categorias para repetir o desafio. Quem ficar sem cartas sai do jogo e, ao final, vence quem tiver mais cartas.

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Educar para Crescer

Quem ficar sem cartas sai do jogo e, ao final, vence quem tiver mais cartas. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 2. FORME OS PARES Material utilizado ✔ papel ✔

PROMOÇÃO DA SAÚDE

2. FORME OS PARES

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 2. FORME OS PARES Material utilizado ✔ papel ✔

Material utilizado

papel

lápis e lápis de cor (ou impressora

colorida)

Como brincar

1. Desenhe as bandeiras dos países participantes da Copa. Corte as folhas em retângulos maiores do que as bandeiras, como se fossem cartas. Recorte 32 retângulos do mesmo tamanho e escreva o nome dos países.

2. Embaralhe os retângulos e distribua sobre uma mesa, virados para baixo.

3. Tire na sorte quem será o primeiro

a virar duas figuras, tentando unir uma bandeira ao respectivo nome do país. Quem conseguir fica com as duas cartas e tem uma nova chance. Quem errar tem de por as duas cartas de volta no mesmo

lugar. O participante à direita será

o próximo a tentar formar um par.

Ao final, vence quem juntar mais pares.

Obs: Se preferir, cole a folha de papel em uma cartolina

ou em um pedaço de papelão antes de cortar as cartas.

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Educar para Crescer

papel em uma cartolina ou em um pedaço de papelão antes de cortar as cartas. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 3. UM PAÍS COM A LETRA Como brincar 1.

PROMOÇÃO DA SAÚDE

3. UM PAÍS COM A LETRA

NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 3. UM PAÍS COM A LETRA Como brincar 1. Todos contam

Como brincar

1. Todos contam até três, dizem já

e mostram um número com as

mãos. Contem os dedos usando

como referência o alfabeto (A, B,

) C

corresponde a uma letra.

e considerando que cada dedo

2. Tirem na sorte quem será o primeiro

a falar. Em uma rodada, cada partici-

pante fala o nome de um país partici- pante da Copa em que essa letra apa- reça (não necessariamente no início). Quem não souber pelo menos um nome sai do jogo. Quem souber só

um nome, na rodada seguinte, pode

passar a vez. O jogador que disser o último nome correto é o vencedor da rodada.

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Educar para Crescer

a vez. O jogador que disser o último nome correto é o vencedor da rodada. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 4. PASSA A BOLA Material utilizado ✔ 1 bola

PROMOÇÃO DA SAÚDE

4. PASSA A BOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 4. PASSA A BOLA Material utilizado ✔ 1 bola

Material utilizado

1 bola

Como brincar

1.

A

turma forma uma roda e um

jogador passa

a

bola para o outro, com os pés.

Quem toca na bola tem que falar

o

nome

de um dos países participantes

da Copa.

2.

Quem errar ou não souber dizer

o nome

de nenhum país sai do jogo. O último a acertar o nome de um país é o

vencedor.

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país sai do jogo. O último a acertar o nome de um país é o vencedor.

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 5. MUITAS SELEÇÕES Material utilizado ✔ papel ✔ caneta

PROMOÇÃO DA SAÚDE

5. MUITAS SELEÇÕES

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 5. MUITAS SELEÇÕES Material utilizado ✔ papel ✔ caneta

Material utilizado

papel

caneta

Como brincar

1. Escrevam uma lista com categorias como: personagens, filmes, livros, histórias, lendas, brinquedos, comidas, bichos, lugares, amigos, cores, países, cidades e outros que a turma quiser. Recortem a lista em tirinhas e dobrem os papeizinhos.

2. Distribuam uma folha para cada participante. Sorteiem uma categoria e cada participante tem de fazer uma seleção de 11 itens naquela categoria (11 lugares ou 11 livros, por exemplo). Quem terminar a lista por último paga um castigo escolhido pela turma.

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Educar para Crescer

Quem terminar a lista por último paga um castigo escolhido pela turma. Educar para Crescer Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 6. GOL A GOL Material utilizado ✔ bola ✔

PROMOÇÃO DA SAÚDE

6. GOL A GOL

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 6. GOL A GOL Material utilizado ✔ bola ✔

Material utilizado

bola

giz

1 camiseta branca

tinta colorida

Como brincar

1. Risquem os limites de um gol de cada lado e uma linha bem no meio, dividindo o campo.

2. Dois jogadores sorteiam cada um o nome de um país e colam com fita adesiva a bandeira do país escolhido em suas camisetas. Os dois se posicionam e começam a chutar, tentando acertar o gol do adversário e protegendo seu gol. Se um jogador passar da linha central para chutar, o adversário tem o direito de bater um pênalti.

3. Vence quem fizer cinco gols primeiro. Se a turma for grande, o jogo pode terminar quando alguém fizer dois gols e então o vencedor da primeira rodada encara outro adversário e permanece em campo até ser derrotado. O último é o campeão e pode ganhar uma camiseta personalizada de acordo com a bandeira que escolheu.

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e pode ganhar uma camiseta personalizada de acordo com a bandeira que escolheu. Educar para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 7. ONDE FICA? Material utilizado ✔ papéis com os

PROMOÇÃO DA SAÚDE

7. ONDE FICA?

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 7. ONDE FICA? Material utilizado ✔ papéis com os

Material utilizado

papéis com os nomes dos países participantes da Copa

papel

caneta

um mapa-múndi

Como brincar

1. Tirem na sorte quem vai ser o primeiro a sortear um papel e dizer bem alto o nome do país. Todos os outros vão tentar achar o país no mapa. Quem tocar primeiro no país, localizando-o no mapa, ganha um ponto e será o próximo a sortear outro nome.

2. Em cada rodada, anotem os pontos em um papel e quando acabarem os papeizinhos somem os pontos para presentear o vencedor.

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Educar para Crescer

e quando acabarem os papeizinhos somem os pontos para presentear o vencedor. Educar para Crescer Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 8. EMBARALHANDO LETRAS Material utilizado ✔ papéis com os

PROMOÇÃO DA SAÚDE

8. EMBARALHANDO LETRAS

NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 8. EMBARALHANDO LETRAS Material utilizado ✔ papéis com os nomes dos

Material utilizado

papéis com os nomes dos países participantes

papel

caneta

Como brincar

1. Tirem na sorte quem será o primeiro a pegar um papelzinho. Sem ninguém ver, o jogador vai escrever o nome do país sorteado, mas com as letras todas embaralhadas. A turma vai tentar descobrir qual é o país. Quem acertar primeiro será o próximo a fazer o sorteio. Quem acertar mais vezes vence.

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primeiro será o próximo a fazer o sorteio. Quem acertar mais vezes vence. Educar para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 9. TRAVESSIA DO OCEANO Material utilizado ✔ giz colorido

PROMOÇÃO DA SAÚDE

9. TRAVESSIA DO OCEANO

NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 9. TRAVESSIA DO OCEANO Material utilizado ✔ giz colorido ✔ papel

Material utilizado

giz colorido

papel

caneta

papéis com o nome dos países participantes da Copa

1 bola

Como brincar

1. Risque com giz no chão cinco círculos grandes, um bem afastado do outro, que serão os continentes. Escreva dentro de cada um: América, Europa, Ásia, África e Oceania. Toda a área fora dos círculos é considerada mar.

2. Forme dois times com o mesmo número de participantes. Uma equipe vai ser a dos tubarões e a outra a dos craques.

3. Os tubarões ficam com a bola, bem no centro, entre os círculos, e os craques se dividem entre os continentes.

4. Um tubarão sorteia o nome de um país e lê em voz alta. Nesse momento,

a turma das seleções corre para o

continente onde esse país se localiza. Enquanto isso, o tubarão que está com

a bola vai lança-la para tentar acertar

um craque que esteja no mar. Se a bola escapar só pode ser pega por um dos tubarões. O craque que for atingido pela bola vai para a equipe dos tubarões.

5. Se algum craque for para o continente errado, terá de correr sozinho para

o lugar certo, fugindo dos tubarões. Acaba quando os tubarões pegarem todos os craques.

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Educar para Crescer

fugindo dos tubarões. Acaba quando os tubarões pegarem todos os craques. Educar para Crescer Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 10. JOGO DO ALFABETO Material utilizado ✔ bola Como

PROMOÇÃO DA SAÚDE

10. JOGO DO ALFABETO

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 10. JOGO DO ALFABETO Material utilizado ✔ bola Como

Material utilizado

bola

Como brincar

1. A turma forma um círculo e um participante passa a bola para o outro com as mãos, falando as letras do alfabeto, em sequência.

2. Quando alguém errar, tem de dizer o nome de um país participante da Copa que comece com a letra da vez. Por exemplo, se o jogador errou o toque de bola ao falar a letra P, ele pode dizer Portugal, por exemplo. Se ele não souber ou errar, sai do jogo. Em seguida, retoma-se a brincadeira com a letra seguinte. Quem ficar por último vence.

Educar para Crescer

Educar para Crescer

retoma-se a brincadeira com a letra seguinte. Quem ficar por último vence. Educar para Crescer Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 11. SEM FALAR Material utilizado ✔ papéis com o

PROMOÇÃO DA SAÚDE

11. SEM FALAR

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 11. SEM FALAR Material utilizado ✔ papéis com o

Material utilizado

papéis com o nome dos países da Copa

Como brincar

1. Dividam a turma em dois times. Cada grupo escolhe um representante e os dois vão sortear cada um o nome de um país.

2. Fazendo mímica, os dois jogadores têm de tentar transmitir à sua equipe o nome do país sorteado. A equipe que descobrir primeiro, ganha um ponto. Em seguida, os dois jogadores escolhem os próximos participantes de suas respectivas equipes que vão fazer o sorteio. Vence o time que somar mais pontos.

Educar para Crescer

Educar para Crescer

equipes que vão fazer o sorteio. Vence o time que somar mais pontos. Educar para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 12. BOLICHE ESPERTO Material utilizado ✔ 10 garrafas pet

PROMOÇÃO DA SAÚDE

12. BOLICHE ESPERTO

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 12. BOLICHE ESPERTO Material utilizado ✔ 10 garrafas pet

Material utilizado

10 garrafas pet vazias

bandeirinhas dos países participantes

papel

caneta

1 bola pequena

Como brincar

1. Escolham bandeiras de 10 países, prendam com fita adesiva uma em cada garrafa e coloquem dentro da respectiva garrafa uma pergunta sobre o país indicado na bandeira (usem as informações da ficha da brincadeira 1 ou façam uma pesquisa rápida e anotem as perguntas e respostas para que possam conferir depois).

2. Arrumem as garrafas, mantendo bastante distância entre elas. Marquem uma linha de lançamento, de onde um jogador de cada vez vai arremessar a bola, tentando derrubar as garrafas.

3. Quem derrubar uma garrafa terá de responder a pergunta que está lá dentro e, se acertar, fica com a garrafa. Se errar, não ganha nada. Depois é a vez de outro jogador. Vence quem tiver mais garrafas no final da brincadeira.

Educar para Crescer

Educar para Crescer

a vez de outro jogador. Vence quem tiver mais garrafas no final da brincadeira. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 13. ONDE ESTOU? Material utilizado ✔ papel ✔ caneta

PROMOÇÃO DA SAÚDE

13. ONDE ESTOU?

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 13. ONDE ESTOU? Material utilizado ✔ papel ✔ caneta

Material utilizado

papel

caneta

Como brincar

1.

Escrevam uma lista com o nome das cidades que serão sede de jogos da Copa (Belo Horizonte, Brasília,

Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e recortem a lista em tirinhas. Tirem na sorte quem vai ser o primeiro

a

sortear um papelzinho e dizer:

“Quem sabe onde eu estou?”.

2.

A

turma vai fazer perguntas para

tentar descobrir onde o participante está, mas ele só pode responder sim ou não. Quem acertar a cidade onde

ele está é o próximo a sortear uma cidade.

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Educar para Crescer

não. Quem acertar a cidade onde ele está é o próximo a sortear uma cidade. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 14. ROLA A BOLA Material utilizado ✔ bandeirinhas dos

PROMOÇÃO DA SAÚDE

14. ROLA A BOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 14. ROLA A BOLA Material utilizado ✔ bandeirinhas dos

Material utilizado

bandeirinhas dos países participantes da Copa

duas bolas

Como brincar

1. Cada participante escolhe a bandeira de um país e cola com fita adesiva na própria camiseta. Todos formam um círculo e duas crianças que estejam uma bem de frente para a outra seguram cada uma uma bola.

2. Contem até três e os dois começam a passar a bola ao colega da esquerda, que rapidamente vai fazer o mesmo, passando para o colega do lado. Quando alguém derrubar uma bola ou ficar com duas bolas nas mãos terá de responder a uma pergunta proposta pelo grupo, referente ao país que escolheu (usem as fichas sobre os países para elaborar as perguntas ou façam uma pesquisa e anotem perguntas e respostas para poder conferir durante a brincadeira). Quem acertar a resposta continua na brincadeira e quem errar sai do jogo. Quem ficar por último é o campeão.

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na brincadeira e quem errar sai do jogo. Quem ficar por último é o campeão. Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 15. JOGO DA FLOR Material utilizado ✔ giz ✔

PROMOÇÃO DA SAÚDE

15. JOGO DA FLOR

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 15. JOGO DA FLOR Material utilizado ✔ giz ✔

Material utilizado

giz

1 bola

Como brincar

1. Desenhem no chão uma flor bem grande, com oito pétalas. Peça para

a turma indicar quais são as seleções que devem ser as oito finalistas da Copa e escrevam os nomes dos países escolhidos, um em cada pétala.

2. Sorteiem quem vai ficar no miolo

da flor. O participante sorteado joga

a bola para cima (bem alto) e diz o

nome de um dos países indicados nas pétalas. A turma que está nas pétalas tem de sair correndo para longe, até que o participante pegue a bola de volta.

3. Quando isso acontecer, todos param e o jogador, que está no miolo da flor, lança a bola, tentando acertar um dos colegas. Quem for queimado sai da brincadeira. Outro

participante vai para o centro da flor

e a brincadeira recomeça.

Educar para Crescer

Educar para Crescer

Outro participante vai para o centro da flor e a brincadeira recomeça. Educar para Crescer Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 16. DUPLA DE CRAQUES Material utilizado ✔ giz ✔

PROMOÇÃO DA SAÚDE

16. DUPLA DE CRAQUES

O FUTEBOL NA ESCOLA PROMOÇÃO DA SAÚDE 16. DUPLA DE CRAQUES Material utilizado ✔ giz ✔

Material utilizado

giz

lenços escuros

1 bola

Como brincar

1. Em um lugar amplo, marquem no chão os limites do gol de um lado e o ponto de partida do lado oposto.

2. Cada participante escolhe a bandeira de um dos países participantes da Copa e cola com fita adesiva em sua camiseta.

3. Os jogadores formam duplas, unindo forças de dois países. Um dos participantes vai ficar de olhos vendados e os dois, de mãos dadas, vão sair do ponto de partida levando

a bola com os pés e passando-a dos

pés de um para o do outro, sem se soltar. A dupla tem direito a duas

tentativas de chute a gol e depois é

a vez da próxima dupla. A dupla que

fizer mais gols vence. Dica: como prêmio, a turma pode usar tinta para tecido e decorar duas camisetas, uma para cada campeão, usando as cores que representam as bandeiras dos dois países escolhidos por eles.

Educar para Crescer

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as cores que representam as bandeiras dos dois países escolhidos por eles. Educar para Crescer Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

LEGADO

O QUE A COPA DEIXA PARA NÓS?

Valores do esporte, cidadania, diversidade e ética são legados que deveriam ser proporcionados pelos eventos esportivos sediados no País

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA LEGADO I nfraestrutura, turismo, trans- porte, comunicações. Quando se discutem os possíveis

LEGADO

I nfraestrutura, turismo, trans- porte, comunicações. Quando

se discutem os possíveis legados que grandes eventos esporti- vos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas deixam para um país, geralmente esses são os grandes temas, já que estão intimamente ligados ao desenvolvimento eco- nômico. Mas momentos como esses, em que se reúnem culturas diferentes com valores do espor- te, podem – e devem – gerar muito

“O legado socioeducativo são produções deixadas pelas pessoas e tem a função de disseminar os
“O legado
socioeducativo são
produções deixadas
pelas pessoas e tem a
função de disseminar os
temas intangíveis”
Ricardo Catunda, presidente
da Comissão de Educação
Física Escolar da Confef

mais do que esse legado tangível. Para Ricardo Catunda, presi- dente da Comissão de Educação Física Escolar da Confef, o legado socioeducativo, quando existente, pode exercer um papel importan- te na educação, contribuindo para o aprendizado de princípios e va- lores do esporte, ética, cidadania, inclusão, diversidade, entre ou- tros conceitos. “O legado socioe- ducativo são produções deixadas pelas pessoas e tem a função de disseminar os temas intangíveis. Nas escolas, os professores po- dem trabalhar essas questões de diversas formas”, afirma Catunda. No entanto, o professor destaca que ainda há uma grande inibi- ção em relação à implementação de ações que levem ao legado so- cioeducativo. “O futebol é um dos fenômenos de cultura de mas- sa preferido dos brasileiros, mas

Educar para Crescer

“O futebol é um dos fenômenos de cultura de mas- sa preferido dos brasileiros, mas Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA LEGADO certamente nunca foi debatido de forma aprofundada. Por ocasião da Copa,

LEGADO

certamente nunca foi debatido de forma aprofundada. Por ocasião da Copa, vemos projetos com ob- jetivos bem fundamentados, mas que carecem de acompanhamen- to e de avaliação dos resultados.”

INVESTIMENTO E ESTRATÉGIA

Segundo Catunda, na escola, em especial na Educação Física escolar, são ainda mais incipien- tes as discussões e ações que te- nham como objetivo explorar o legado socioeducativo da Copa do Mundo 2014. Princípios e va- lores como universalização, in- clusão, ética, cidadania e diver- sidade têm ficado restritos ao discurso oficial e a estudos no meio acadêmico. “Fora desse âm- bito, muito pouco se conhece ou se faz a respeito das questões. Um estudo teve como objetivos apresentar a estrutura nacio-

LEGADO SOCIOEDUCATIVO DA EDUCAÇÃO FÍSICA: • Desenvolver tarefa coletiva • Emancipar-se • Regras (deveres e
LEGADO
SOCIOEDUCATIVO
DA EDUCAÇÃO FÍSICA:
• Desenvolver tarefa coletiva
• Emancipar-se
• Regras (deveres e direitos)
• Agir sob pressão e tomar
decisão
• Hábitos para uma vida
saudável

nal do Projeto Cidades da Copa e analisar os resultados obtidos em seis cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014. Os resultados demonstraram que o legado so- cial e esportivo não foi planeja- do pelos gestores públicos e não existem sistemas de controle e avaliação do esporte em nenhu- ma das cidades-sede”, continua. Segundo o professor, o fato de que 30% das escolas públicas

Educar para Crescer

ma das cidades-sede”, continua. Segundo o professor, o fato de que 30% das escolas públicas Educar

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA LEGADO brasileiras não possuem espaço destinado à Educação Física – nú- mero

LEGADO

brasileiras não possuem espaço destinado à Educação Física – nú- mero que chega a 50%
brasileiras não possuem espaço
destinado à Educação Física – nú-
mero que chega a 50% na zona
rural e 51% no Nordeste – é uma
demonstração clara desse desca-
so em relação ao esporte na esco-
la. “Fortalecer as modalidades do
esporte deve ser uma estratégia
para a educação inclusiva e para o
aprendizado de valores humanos.
E o futebol, em especial, por ser
um verdadeiro fenômeno socio-
cultural, um negócio bem sucedi-
do que para muitos é visto como
veículo de ascensão social, se tor-
na uma ferramenta atraente e efi-
caz como meio de aprendizado de
conceitos e valores”, diz Catunda.
a ação formativa e favorecer os
principais valores humanos. A
Política Nacional do Esporte tam-
bém destaca a importância do as-
pecto socioeducativo do esporte
como direito social e de promo-
ção do bem-estar na sua pers-
pectiva emancipatória. Já o Con-
selho Federal de Educação Física,
objetivando a instalação urgente
de um processo de qualidade em
todas as ações inerentes à área,
apresentou a “Carta Brasileira de
Educação Física” e o livro de “Re-
A EDUCAÇÃO FÍSICA
ESCOLAR ASSUME NO
ENSINO DO ESPORTE
O COMPROMISSO:
RESPONSABILIDADE
• Associativismo
A Carta Internacional de Edu-
cação Física e Esportes da UNES-
CO afirma que a Educação Físi-
ca e o esporte devem reforçar
• Solidariedade
• Tolerância
• Respeito pelo outro
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA LEGADO comendações para a Educação Física Escolar”, em 2014. Desse modo, fica

LEGADO

comendações para a Educação Física Escolar”, em 2014. Desse modo, fica claro que, mundialmente, a escola e a Edu- cação Física, tendo em vista os objetivos que fundamentam sua existência, oferecem condições de influenciar crianças e adolescentes na aquisição de hábitos, valores e práticas que contribuem para um harmonioso desenvolvimento pes- soal e social. “O que se apresenta como possibilidade educativa pelo futebol e os objetivos do que se tem planejado como legado são comuns ao ensino da Educação Física escolar. É o que já devemos fazer em nosso dia a dia. Os even- tos nos ajudam pelo destaque que recebem. As atenções estão volta- das para eles e podemos aprovei- tar essa oportunidade para forta- lecer esses valores, ‘pegar carona’ naquilo que está em foco”, diz.

Para Catunda, no entanto, es- ses princípios e valores possíveis de serem trabalhados no ensino do es- porte exigem uma Educação Física bem orientada, alicerçada na ética, com professores eficientes, com co- nhecimento teórico e habilidades no compromisso social dos professores e no envolvimento da comunidade escolar. “Sem professores capaci- tados e atualizados não há como multiplicar o legado socioeducativo proporcionado por eventos esporti- vos. Precisamos de mais projetos, de mais investimento, mas o papel do professor é fundamental”, finaliza.

Educar para Crescer

de mais projetos, de mais investimento, mas o papel do professor é fundamental”, finaliza. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA LEGADO Recomendações para a Educação Física escolar inclusiva na perspectiva do desenvolvimento

LEGADO

Recomendações para a Educação Física escolar inclusiva na perspectiva do desenvolvimento de um legado socioeducativo:

O professor reconhece que todos os alunos podem aprender e

que todas as diferenças podem ser compreendidas;

e que todas as diferenças podem ser compreendidas; O professor atende todos os alunos, respeitando suas

O professor atende todos os alunos, respeitando suas dif-

erenças e estimulando-os ao maior conhecimento de si e de suas potencialidades, num exercício de ética e cidadania. (Recomendações para a Educação Física Escolar, 2014);

O professor de Educação Física tem a devida consciência para

que os conteúdos não sejam seletivos, em que se privilegiam os “talentosos” em detrimento do grupo. (Recomendações para

a Educação Física Escolar, 2014);

(Recomendações para a Educação Física Escolar, 2014); O professor adota uma metodologia de ensino e aprendizagem

O professor adota uma metodologia de ensino e aprendizagem

que busca o desenvolvimento da autonomia, cooperação, partici- pação social e afirmação de valores e princípios éticos e democráti- cos. (Recomendações para a Educação Física Escolar, 2014);

Garante a todos a possibilidade de usufruir das atividades que

contemplem jogo, brincadeira, esporte, dança, luta e ginástica, permitindo, dessa forma, o aprendizado da convivência com

a diversidade.

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luta e ginástica, permitindo, dessa forma, o aprendizado da convivência com a diversidade. Educar para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA EDUCAÇÃO BÁSICA POR MARIA MARCIA SIGRIST MALAVASI QUAL É A CONCEPÇÃO DE

EDUCAÇÃO BÁSICA

POR MARIA MARCIA SIGRIST MALAVASI
POR
MARIA MARCIA
SIGRIST MALAVASI

QUAL É A CONCEPÇÃO DE “QUALIDADE” ALMEJADA PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA?

C oncebemos a educação como possibilidade de libertação

humana e de transformação so- cial. Em seu livro Formação docen- te e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza, Francisco Imbernón, professor de Didática e Organização Educacional da Uni- versidade de Barcelona, acredita que o objetivo da educação seria “ajudar a tornar as pessoas mais livres, menos dependentes do po- der econômico, político e social”. Dentro desse conceito, o papel da escola de somente transmitir às

novas gerações o que as gerações que as antecederam produziram não cabe mais. Hoje, se reconhece que esses conhecimentos não são sufi- cientes, em especial quando se alme- ja uma escola comprometida com uma sociedade mais democrática, mais justa, mais respeitosa e plural, onde as diferenças são reconhecidas e expressadas – o que demandaria uma escola com outros propósitos. Uma escola nessa perspectiva tem por compromisso a formação inte- gral e não parcial dos alunos, pois a qualidade que advoga é a social.

Educar para Crescer

a formação inte- gral e não parcial dos alunos, pois a qualidade que advoga é a

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA EDUCAÇÃO BÁSICA Daí a importância do currícu- lo escolar. De acordo com

EDUCAÇÃO BÁSICA

Daí a importância do currícu- lo escolar. De acordo com Michael Apple, um dos maiores nomes da

psicologia crítica, o currículo escolar não é um mero conjunto neutro de conhecimentos, mas o resultante de uma tradição seletiva, decorren- te da escolha de alguém, ou grupo,

e sua respectiva visão acerca do que seja conhecimento legítimo. Nesse entendimento, representa, segundo ele, “um produto das tensões, dos

conflitos e das concessões culturais, políticas e econômicas que organi- zam e desorganizam um povo”. O currículo escolar de caráter mais crítico tem, então, uma fina- lidade oposta ao tradicional, vis- to que o último tende a “natura- lizar” os fatos, ou seja, perpetuar

a cultura hegemônica e promover

a adequação e conformismo dos alunos à realidade social, mesmo que opressora, em vez de propor-

cionar o questionamento de atitu- des e comportamentos conside- rados “naturais” e imutáveis, com vistas à transformação social. Esse pensamento tem por pressuposto que todo currículo é expressão de um projeto político, cultural e ideológico. Nessa compre- ensão, o ambiente escolar pode ser vislumbrado como um espaço que oportuniza diferentes saberes, que se (entre)cruzam e são problemati- zados, de modo a proporcionar aos estudantes novas possibilidades de compreensão de si mesmos e do mundo que os circunda. Assim, cabe à escola constituir um espaço de pluralidade de saberes e não de ho- mogeneidade, onde a padronização sucumbe à criatividade. Compre- endemos que múltiplas propostas curriculares devem ser estimuladas, socializadas e debatidas, principal- mente em um contexto de mudan-

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devem ser estimuladas, socializadas e debatidas, principal- mente em um contexto de mudan- Educar para Crescer

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA EDUCAÇÃO BÁSICA ças e evolução científicas e tecnoló - gicas do mundo

EDUCAÇÃO BÁSICA

ças e evolução científicas e tecnoló-

gicas do mundo atual.

Sendo assim, as práticas peda-

gógicas desse tipo de currículo não

devem ser fragmentadas, focadas

no ensino de poucas disciplinas,

mas interdisciplinares e contextu-

alizadas, privilegiando o respeito à

diversidade, a leitura crítica da re-

alidade e a inclusão construtiva na

sociedade. A preocupação com a

emancipação humana aponta para

a necessidade de diversificarmos

as experiências de aprendizagem:

de ampliar e diversificar o currículo

escolar em todos os níveis.

A aprendizagem assim enten-

dida privilegia uma construção co-

letiva, oportunizada em situações e

ambientes cooperativos, com auto-

nomia e protagonismo do aprender,

diante da ética da identidade, da es-

tética, da sensibilidade e da política

da igualdade. Muito além do básico

proposto com foco em língua por-

tuguesa e matemática. Porém, sa-

bemos que a concepção de avalia-

ção está intrinsecamente ligada ao

conceito de qualidade e que estas

podem se apresentar de forma dis-

tinta. As distinções se justificam na

diversidade ideológica e, portanto,

de diferentes visões acerca da com-

preensão do que seja educação.

“As práticas pedagógicas desse tipo de currículo não devem ser fragmentadas, focadas no ensino de
“As práticas pedagógicas desse tipo de currículo não devem
ser fragmentadas, focadas no ensino de poucas disciplinas,
mas interdisciplinares e contextualizadas, privilegiando
o respeito à diversidade, a leitura crítica da realidade
e a inclusão construtiva na sociedade”
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA INCLUSÃO POR MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES COMO O FUTEBOL PODE CONTRIBUIR PARA

INCLUSÃO

POR

MÁRIO LUIZ FERRARI NUNES

COMO O FUTEBOL PODE CONTRIBUIR PARA A INCLUSÃO NAS ESCOLAS?

O s jogos com bola e a pé acom- panham a história da huma-

nidade. Há registros que remetem aos povos da Antiguidade na China, no Japão, na Grécia e em Roma. Na Idade Média europeia, esses jogos envolviam centenas de pessoas correndo atrás da bola, ocasionan- do quebradeira nas cidades. E para espanto dos colonizadores do Novo Mundo, havia cerimônias religiosas que terminavam em embates com bola nos atuais México e Pará. No entanto, o futebol que co- nhecemos hoje teve sua gênese no

final do século XVIII, mediante um processo de expropriação e apro- priação de jogos da cultura popular. Isso ocorreu nas escolas das elites econômicas inglesas de Eton, Rugby, Oxford e Winchester, com finalida- des estritamente pedagógicas. Com regras distintas em cada escola, sua prática tencionava preparar o cará- ter dos filhos da sociedade burguesa para tornarem-se líderes do sistema liberal diante da expansão do impe- rialismo britânico. Enfrentar adversá- rios coletivamente em uma partida, sem temor da violência do contato fí-

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Enfrentar adversá- rios coletivamente em uma partida, sem temor da violência do contato fí- Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA INCLUSÃO sico, e almejar a vitória dentro de um código de ética

INCLUSÃO

sico, e almejar a vitória dentro de um código de ética tinham como função preparar
sico, e almejar a vitória dentro de um
código de ética tinham como função
preparar a fibra moral, desenvolver o
vigor físico, fortalecer o espírito ven-
cedor e dar rapidez ao raciocínio dos
jovens burgueses. Apesar dos jogos
com bola continuarem acontecendo
nas camadas populares, o denomi-
nado futebol moderno que ocorria
nas escolas visava preparar os futu-
ros governantes do país.
NORMAS PARA A VIDA ADULTA
O desenvolvimento do futebol
é concomitante com a expansão do
ideário liberal. Com isso, suas regras
foram normatizadas a fim de atender
à demanda coletiva para evitar qual-
quer tensão social. O acordo entre as
escolas burguesas para a construção
de uma regulamentação comum vi-
sava domar o corpo, submetendo-o
às formas de regulação socialmente
instaladas. À medida que o imperia-
lismo britânico se expandia, os con-
flitos decorrentes desse processo
influenciavam o jogo, constituindo
uma microssociedade que manifes-
tava o modo de ser da macrosso-
ciedade que o inventara. O futebol
e toda a prática esportiva com suas
regras, código de ética, árbitros, etc.
contribuíram decididamente para a
consolidação do capitalismo liberal.
Foram essas as condições que
fizeram com que o esporte, particu-
larmente o futebol, adentrasse as
escolas mundo afora. E isso não foi
“Apesar dos jogos com
bola continuarem
acontecendo nas
camadas populares,
o denominado futebol
moderno que ocorria
nas escolas visava
preparar os futuros
governantes do país”
Educar para Crescer
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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA INCLUSÃO diferente no Brasil. Desde o come- ço do século XX, o

INCLUSÃO

diferente no Brasil. Desde o come- ço do século XX, o futebol está pre- sente nas escolas da elite brasileira entrando nas instituições públicas após a vitória dos países aliados na Segunda Grande Guerra. Em um país que buscava o desenvolvimen- to econômico, a preparação física, moral e psicológica era necessária para que os jovens estivessem ap- tos a enfrentar os dilemas dessa so- ciedade. Aquele ou aquela que não se adaptasse a essa condição não era sequer considerado.

PARA ALÉM DA REPRODUÇÃO DE MOVIMENTOS Desde a democratização da so- ciedade brasileira, em 1985, a esco- la tem se preocupado com a parti- cipação efetiva de todos os alunos nas aulas, a fim de superar os ideais de seleção e hierarquização. No en- tanto, o que se observa desde então

“Desde o começo do século XX, o futebol está presente nas escolas da elite brasileira,
“Desde o começo
do século XX, o futebol
está presente nas
escolas da elite
brasileira, entrando nas
instituições públicas
após a vitória dos países
aliados na Segunda
Grande Guerra”

em muitas escolas é a manutenção das mesmas práticas do período an- terior camufladas por discursos de inclusão social. São metodologias repetitivas e ações que cerceiam a li- berdade de expressão, controlando sensações e sentimentos, reduzin- do as experiências de movimentos a gestos estereotipados e previsí- veis, reproduzindo o modelo ante- rior, que, como foi dito, pertence às estruturas de parcelas dominantes da sociedade. As aulas de Educação Física, momento que seria destina-

Educar para Crescer

de parcelas dominantes da sociedade. As aulas de Educação Física, momento que seria destina- Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA INCLUSÃO do para as vivências de manifesta- ções culturais, reflexão crítica sobre

INCLUSÃO

do para as vivências de manifesta- ções culturais, reflexão crítica sobre a cultura e seus sujeitos e novas produções culturais, mantêm um aprendizado comportamentalista com o objetivo de disciplinar o cor- po, desenvolver técnicas e habilida- des, adequando seus sujeitos aos princípios da sociedade capitalis- ta e, em tempos de hegemonia do pensamento neoliberal, constituir potenciais consumidores. Se por um lado as práticas da Educação Física escolar são questio- nadas, principalmente as esportivas, ora devido a seus códigos seletivos, ora por não propiciar outras formas de manifestação cultural, por outro, elas podem proporcionar o debate sobre como essas atividades (espor- tes) podem implicar na formação de sujeitos críticos e participativos nas decisões para a consolidação de uma sociedade mais democrática e har-

“Se por um lado as prá- ticas da Educação Física escolar são questionadas, por outro,
“Se por um lado as prá-
ticas da Educação Física
escolar são questionadas,
por outro, elas podem
proporcionar o debate
sobre como essas ativi-
dades podem implicar na
formação de sujeitos crí-
ticos e participativos”

moniosa. Nesse caso, não há como negar a potencialidade do trabalho investigativo com o esporte e, no caso aqui específico, com o futebol.

FERRAMENTA PARA COMPREENSÃO DO MUNDO Para tanto, os alunos podem vi- venciar: os jogos espontâneos pra- ticados e recriados nas ruas, qua- dras, becos e outros espaços sociais como o melê, bobinho, linha, reba- tida, etc; os dribles, chutes, passes

Educar para Crescer

e outros espaços sociais como o melê, bobinho, linha, reba- tida, etc; os dribles, chutes, passes

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA INCLUSÃO produzidos a todo instante pelos craques da bola como o elástico,

INCLUSÃO

produzidos a todo instante pelos craques da bola como o elástico, a carretilha, a bicicleta,
produzidos a todo instante pelos
craques da bola como o elástico, a
carretilha, a bicicleta, o lançamento
,etc; as situações táticas inventadas
na história como o ferrolho, o 4-3-3,
o 3-5-2, etc; os treinamentos físicos
e técnicos; os jogos proporcionados
pelos brinquedos do futebol como
o botão, prego, tampinha, pebolim,
bafo; fazer visitas aos centros de
treinamentos e museus dos clubes;
elaborar exposições dos materiais
esportivos como flâmulas, cami-
sas, álbuns, chuteiras; entrevistar
jogadores e ex-jogadores; reconhe-
cer os trabalhadores que vivem do
futebol, além dos craques - como
o roupeiro, massagista, bilheteiro,
jornalista, bem como suas funções;
investigar a sua burocratização e
os dirigentes que dele participam;
analisar os discursos midiáticos que
ajudam na consolidação de sua he-
gemonia entre tantos assuntos que
o constituem.
Nesses momentos não há prio-
ridade em aprender a executar o
movimento técnico, escrever uma
crônica sobre o jogo ou elaborar
uma estratégia de jogo de forma
correta, mas, sim, a possibilidade de
compreender os significados que
cercam o futebol, o modo como fo-
ram produzidos e são discursados
seus efeitos sociais para poder ela-
borar outros. Para o sucesso dessa
empreitada, é necessário que esses
momentos não sejam apenas de vi-
vências, mas que estas possam ser
problematizadas: por que os jogos
“Não há prioridade em
aprender a executar
o movimento técnico,
mas, sim, a possibilida-
de de compreender
os significados que
cercam o futebol”
Educar para Crescer
85

O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA INCLUSÃO ganham formas diferentes em cada lugar? Como eles se construíram ao

INCLUSÃO

ganham formas diferentes em cada lugar? Como eles se construíram ao longo do tempo? Por que e como o futebol tornou-se hegemônico? Quais os fatores políticos e econômi- cos que influenciaram a elaboração das estratégias e as mudanças das regras do jogo? Por que o drible en- canta as multidões? Quais os joga- dores que se destacaram na arte de driblar, passar, chutar? E o futebol fe- minino, por que ele não tem o mes- mo espaço nas mídias e discussões sociais? E tantas outras que tornam o estudo do futebol algo mais signi- ficativo para as crianças e jovens do que a sua simples reprodução e a consequente exclusão dos inaptos. Afinal, uma de suas caracterís- ticas é o processo seletivo e a divi- são em grupos de iguais (habilidade motora, gênero, eficiência física e cognitiva, faixa etária, etc.) que ex- cluem as diferenças. E mais! A par-

tir do que aprendem, os alunos e as alunas devem produzir novas pos- sibilidades e significados para o fu- tebol: novos dribles, jogos, táticas, regras, crônicas para atuar decisi- vamente na luta contra as injustiças que nele ocorrem, atuando na pro- dução de novos espaços, formas de jogar e identidades. Sendo a escola uma instituição cada vez mais plural, em que o con- tato com a diferença é irrefutável, as aulas devem abordar como cada artefato cultural, no caso o futebol, constrói relações de poder, envol- vendo resistência, dominação, su- bordinação e até mesmo luta. Es- tes devem ser os elementos para a compreensão do mundo que nos cerca e para a produção de formas de ser e viver mais solidárias com o outro. Sem dúvida, esse é o grande desafio da sociedade multicultural e globalizada destes tempos.

Educar para Crescer

Sem dúvida, esse é o grande desafio da sociedade multicultural e globalizada destes tempos. Educar para

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O FUTEBOL NA ESCOLA

O FUTEBOL NA ESCOLA JOGO DA COPA QUIZ COPA DO MUNDO Teste seus conhecimentos sobre a

JOGO DA COPA

QUIZ COPA DO MUNDO

Teste seus conhecimentos sobre a Copa e aprenda com esse evento mundial os benefícios que o esporte traz para o desenvolvimento de seu filho

que o esporte traz para o desenvolvimento de seu filho Para jogar, acesse o link:
que o esporte traz para o desenvolvimento de seu filho Para jogar, acesse o link:
que o esporte traz para o desenvolvimento de seu filho Para jogar, acesse o link:
que o esporte traz para o desenvolvimento de seu filho Para jogar, acesse o link:

Para jogar, acesse o link:

http://educarparacrescer.abril.com.br/jogo-copa/

de seu filho Para jogar, acesse o link: http://educarparacrescer.abril.com.br/jogo-copa/ Educar para Crescer 91

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de seu filho Para jogar, acesse o link: http://educarparacrescer.abril.com.br/jogo-copa/ Educar para Crescer 91

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Fundada em 1950 VICTOR CIVITA ROBERTO CIVITA (1907-1990) (1936-2013) Conselho Editorial: Victor Civita Neto
Fundada em 1950
VICTOR CIVITA
ROBERTO CIVITA
(1907-1990)
(1936-2013)
Conselho Editorial: Victor Civita Neto (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente),
Elda Müller, Fábio Colletti Barbosa, José Roberto Guzzo
Presidente Abril Mídia: Fábio Colletti Barbosa
Presidente Editora Abril: Alexandre Caldini
Diretor-Superintendente de Assinaturas: Dimas Mietto
Diretor de Marketing Corporativo: Ricardo Packness de Almeida
Diretora de Mobilidade: Sandra Carvalho
Diretora de Publicidade Corporativa: Ivanilda Gadioli
O FUTEBOL NA ESCOLA
O FUTEBOL NA ESCOLA É UMA PUBLICAÇÃO DA INICIATIVA EDUCAR PARA CRESCER.
Direção: Caco de Paula. Edição: Velma Gregório Reportagem: Juliana Rose. Revisão: Ana Castanho.
Edição de Arte: Daniela Decourt. Designer: Max Demian Miguel Monteiro. Ilustrações: Silvio Tobias
Marketing: Patricia Steward. Coordenação Administrativa: Ione Bonfim e Rafael de Almeida.
Especialistas Consultados: Prof. Jorge Steinhilber, Confef; Prof. Ricardo Catunda, CREF; Prof. Alcides Scaglia, Unicamp; Mariana
Behr Andrade, Rio 2016; Sérgio Andrade, Fundação Gol de Letra; Prof. Maria Márcia Malavasi, Unicamp; Mônica Conrado,
Spirit of Futebol; Pedro Sant´Anna, CRFB; Ialê Cardoso, Museu do Futebol.
Agradecimento Especial: CONFEF
Presidente Abril Mídia: Fábio Colletti Barbosa
Diretor de Finanças e Gestão: Fábio Petrossi Gallo
Diretor Superintendente da Gráfica: Eduardo Costa
Diretora de RH: Claudia Ribeiro
Diretor Corporativo de TI: Claudio Prado
Diretor Superintendente de Negócios Digitais: Manoel Lemos
Conselho de Administração: Giancarlo Civita (Presidente), Andre Coetzee Hein Brand, Roberta Anamaria Civita,Victor Civita Neto
www.abril.com.br
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