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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Física Experimental-II Professor: Dion Barbosa Alunos:  Romário Nazaré.  Murilo Simões.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Física Experimental-II Professor: Dion Barbosa Alunos:

Romário Nazaré.

Murilo Simões.

Romário Pás.

Letícia Alves.

PÊNDULO

de

TORÇÃO

INTRODUÇÃO

O pêndulo de torção é um sistema físico formado por um corpo suspenso por um fio, ou mesmo uma haste, preso a uma plataforma na base superior. Provocando uma rotação no corpo em torno do seu eixo vertical, ocorre uma deformação no fio ou haste, resultando na ação de um torque que tende a restabelecer a condição de equilíbrio do sistema (o torque restaurador). Sob a ação desse torque, o sistema passa oscilar, descrevendo oscilações harmônicas, com uma frequência que depende unicamente das dimensões e material do fio ou haste e do momento de inércia do corpo.

MATERIAL UTILIZADO

  • 1. Barras cilíndricas e retangulares de metal

  • 2. Massas

  • 3. Haste delgada de metal

  • 4. Cronômetro

  • 5. Régua

  • 6. Bases, garras e suportes

PROCEDIMENTO

BARRAS CILÍNDRICAS

Inicialmente trabalhamos com as barras cilíndricas de metal. Pesamos a massa m de uma delas, medimos o seu comprimento L e o raio da base R e prendemo-la na haste pelo centro da mesma, de forma que ela uma posição horizontal. Em seguida fizemos a barra cilíndrica oscilar, torcionando levemente a haste que a sustentava. Medimos o período, a partir da medida do tempo de 20 oscilações. Registramos todos os dados na tabela e repetimos o procedimento com mais 3 barras cilíndricas metálicas. Em seguida, medimos o comprimento C da haste delgada e também registramos na tabela. A aparência final esta ilustrada na figura abaixo.

 BARRA RETANGULAR DE METAL Medimos a correspondente massa m, o seu comprimento L e prendemos-a

BARRA RETANGULAR DE METAL

Medimos a correspondente massa m, o seu comprimento L e prendemos-a na haste delgada pelo centro da mesma, de forma que ela assumisse uma posição horizontal. Determinamos o valor das massas M e penduramos-a nos pontos mais próximos do centro da barra. Certificamos para que as massas ficassem à mesma distância d do centro. Em seguida medimos o correspondente período fazendo a medida do tempo de 10 oscilações e registramos os dados na tabela. Mantemos a haste delgada com o mesmo comprimento C usado na primeira série de medidas. Repetimos o procedimento para mais 4 posições das massas na barra retangular, inclusive usando os furos mais afastados do centro. Registramos todos os dados na tabela. Depois, fixamos uma configuração das massas na barra e fizermos-a variar o comprimento da haste. Além da medida do período para o comprimento original C, fizemos medidas do período para mais 5 comprimentos diferentes da haste. A aparência final esta ilustrada na figura abaixo

TRATAMENTO DE DADOS TABELA m(L ² +3R²) x T² X [m(L ² +3R²) ] 0,011296 0,004615

TRATAMENTO DE DADOS

TABELA m(L²+3R²) x T²

 

X [m(L²+3R²) ]

 

0,011296

0,004615

 

0,002855

0,010049

0,02325

Y (T²)

 

0,156025

0,070225

 

0,0361

0,16

0,297025

 

X

0,011296

0,004615

0,002855

 

0,010049

0,02325

Y

0,156025

0,070225

0,0361

 

0,16

0,297025

XY

0,0017624584

0,000324088375

0,0001030655

 

0,00160784

0,00690583125

0,000127599616

0,000021298225

0,000008151025

0,000100982401

0,0005405625

 
 
0,052065

0,052065

 
0,719375

0,719375

 
0,010703283

0,010703283

 
0,000798593767

0,000798593767

 

GRÁFICO:

14 Quadrado do PeríodoX Momento de Inércia 12 10 8 6 4 2 0 T 2
14
Quadrado do PeríodoX Momento de Inércia
12
10
8
6
4
2
0
T 2 (s 2 )

-0,00020,00000,00020,00040,00060,00080,00100,00120,00140,00160,00180,0020

m.L 2 (kg.m 2 )

Sendo a equação da melhor reta, obtida pelo programa Microcal Origin 7.0, em vermelho no gráfico do quadrado do período pelo momento de inércia de cada barra metálica:

T 2 = B.m.L 2 + A (equação I)

Estão relacionados os valores abaixo:

Parâmetro

Valor

Erro

A

0,04964

0,43335

B

534,12037

39,64609

Através do valor encontrado para B, é possível encontrar o valor do módulo de torção k do fio, constante que depende das dimensões e do material do fio. A partir da equação de movimento do pêndulo de torção, obtém-se a igualdade:

T 2 = (4π 2 /12.k).m.L 2 (equação II)

Observando que o valor de A, da equação I, é próximo de zero, podemos comparar as equações I e II :

T 2 = (4π 2 /12.k).m.L 2 = B.m.L 2 + A

B= 4π 2 /12.k

k= 12.B/4π 2 = 12x534,12037/4π 2

k=0,006159413343 kg.m 2 /s 2

TABELAS DO SEGUNDO PÊNDULO:

1-fixando C=10 cm

d(m)

I(kg.m²)

f(Hz)

T(s)

0,023

0,003783433333

0,19

5,23

0,050

0,006623433333

0,18

5,57

0,090

0,015825033

0,14

6,96

0,140

0,039381129

0,11

8,71

0,200

0,084821129

0,08

11,95

2-fixando d=0,40m ; momento de inércia do sistema: I=0,0486483334 kg.m 2

C(m)

f(Hz)

T(s)

0,10

0,110

9,06

0,15

0,094

10.60

0,20

0,081

12,34

0,25

0,073

13,67

0,30

0,069

14,57

0,40

0,064

15,53

GRÁFICO1.

Quadrado do Períodox Quadrado da distância 160 140 120 100 T 2 (s 2 ) 80
Quadrado do Períodox Quadrado da distância
160
140
120
100
T 2 (s 2 )
80
60
40
20
0,00
0,01
0,02
0,03
0,04

d 2 (m 2 )

A equação da melhor reta, fornecida pelo Microcal Origin 7.0, é:

T 2 = B.d 2 + A (equação I) A equação da melhor reta, fornecida pelo Microcal Origin 7.0, é:

T 2 = B.d 2 + A (equação I)

Parametro

Valor

Erro

A

23,84099

2,17886

B

2916,49858

107,44148

Novamente, pela equação do movimento do pêndulo de torção, temos que:

T 2 = (4π 2 /12.k).m.L 2 + (4π 2 /k).M.d 2 (equação II)

Comparando a s equações I e II:

Desta forma:

B= (4π 2 /k).M

M=(2916,49858x0,006159413343)/ 4π 2

M=0,455031416 kg

Comparamos o valor das massas M, calculado acima, com o valor obtido na balança através do desvio relativo:

D=(0,455031416 - 0,284)/0,284= 0,585613239 , que é um desvio de aproximadamente

60%.

O valor do momento de inércia dado pela expressão, utilizando o valor de M encontrado acima e escolhendo d=0,023, é:

I= (mL 2 )/12 + Md 2

I= 0,003449044952 kg.m 2

Calculando o desvio relativo entre o momento de inércia encontrado através do cálculo acima e o momento de inércia calculado com as massas M obtidas na balança do laboratório:

D= (0,003783433333 - 0,003449044952)/ 0,003783433333= 0,088382258, que corresponde a um desvio de aproximadamente 9%.

GRÁFICO 2.

Quadrado do Período por I(4  ) x Comprimento do Fio 140 120 100 80 60
Quadrado do Período por I(4  ) x Comprimento do Fio
140
120
100
80
60
40
0,1
0,15
0,2
0,25
0,3
0,35
0,4
T 2 /I(4 2 ) (s 2 /kg.m 2 )

C(m)

A partir da melhor reta, fornecida pelo Microcal 7.0,é possível obter a equação:

T 2 /(I.4π 2 )= BxC + A (equação I)

Parametro

Valor

Erro

A

2,45488

0,03507

B

0,81605

0,04991

Pela equação do movimento do pêndulo de torção, encontra-se:

T 2 /(I.4π 2 )=1/k (equação II)

Comparando as equações I e II:

T 2 /(I.4π 2 )= BxC + A= 1/k

Assim, observamos uma dependência inversa entre C e k:

Obtendo a expressão para o período em função do comprimento do fio e do módulo de torção:

T 2 /(I.4π 2 )=1/k T 2 =(I.4π 2 )/k (1)

T 2 /(I.4π 2 )= 0,81605xC + 2,45488 T 2 =(I.4π 2 )( 0,81605xC + 2,45488) (2)

Somando (1) e (2):

2 T 2 =(I.4π 2 )[( 0,81605xC + 2,45488)+ 1/k ]

e, enfim:

T 2 =(I.2π 2 )[( 0,81605xC + 2,45488)+ 1/k ]

CONCLUSÃO

Observamos que o desvio de 60% no valor das massas M está relacionado ao provável erro nas medições dos períodos de oscilação, visto que as medidas obtidas destoam das medidas esperadas para este tipo de movimento. Houve neste caso uma provável falha humana. Foi menor o desvio relativo do momento de inércia por este ser dependente de M de forma que seu valor não é muito alterado quando se dá uma alteração em M; no S.I., o valor do momento de inércia para esse sistema é pequeno, como visto na tabela 1do segundo pêndulo. Notemos no entanto que, apesar da ocorrência de erros nas medidas, foi possível obter a dependência entre C e k e a equação que relaciona o período T, o comprimento C do fio e o módulo de torção k do fio, embora as constantes apresentadas na equação não tenham valores muito confiáveis.

REFERÊNCIA:

NUSSENZVEIG, H.M. Curso de física básica. São Paulo: Edgard Blücher, c 1981. 2v.